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FMU - FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS
CAMPUS DA LIBERDADE
DIREITO FALIMENTAR E RECUPERACIONAL
Larissa Aparecida Faria Nascimento - RA: 1697060
Jenifer Caroline Oliveira da Silva - RA: 2408669
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA - APS
São Paulo
2024
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Larissa Aparecida Faria Nascimento
Jenifer Caroline Oliveira da Silva
ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA - APS
Trabalho apresentado à Disciplina
DIREITO FALIMENTAR E
RECUPERACIONAL, referente ao 6º
Semestre do Curso De Direito da
FMU- Faculdades Metropolitanas
Unidas, do Período Noturno, Campus
Liberdade. Direcionada a Professora
Lidiane Duca Silva
São Paulo
2024
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1. O aluno deverá construir uma resenha crítica dos textos, correlacionando-os e
expondo sua visão sobre a relevância da recuperação judicial e o papel das
microempresas e empresas de pequeno porte
I. Análise Crítica da Recuperação Judicial e Falência no Brasil
A Lei n° 11.101/2005, conhecida como Lei de Falências e Recuperação de Empresas,
regulamenta os processos de recuperação judicial, recuperação extrajudicial e falência no
Brasil, com o objetivo de proteger os interesses de credores e devedores em cenários de crise
econômico-financeira. No entanto, sua aplicação enfrenta desafios e contradições que afetam
especialmente micro e pequenas empresas. A seguir, apresento uma análise crítica desses
mecanismos, com base nos fundamentos legais estabelecidos.
II. Recuperação Judicial: Objetivos e Desafios na Prática
Segundo o Art. 47 da Lei n° 11.101/2005, a recuperação judicial visa permitir que a
empresa supere uma crise financeira para manter a fonte produtiva, os empregos e os
interesses dos credores, promovendo a função social da empresa e incentivando a atividade
econômica. Apesar dessa finalidade, a recuperação judicial enfrenta problemas em sua
execução, tornando-se muitas vezes onerosa e burocrática. Isso impacta particularmente as
micro e pequenas empresas, para as quais, mesmo com um procedimento simplificado
previsto no Art. 70, os custos e o tempo prolongado para aprovação do plano na assembleia
de credores (Art. 56) podem inviabilizar a recuperação. Além disso, o poder dos credores de
rejeitar o plano coloca o devedor em posição vulnerável, levando muitos processos a se
arrastarem por anos ou até a falência.
III. Recuperação Extrajudicial: Uma Alternativa Subutilizada
A recuperação extrajudicial, descrita nos Artigos 161 a 167, oferece ao devedor a
possibilidade de negociar diretamente com seus credores, reduzindo custos e agilizando o
processo. No entanto, na prática, esse instituto é pouco utilizado, em parte devido à cultura
jurídica que prioriza soluções judiciais. Além disso, a necessidade de homologação judicial
(Art. 163) e as divergências entre credores dificultam a implementação desse modelo. Muitos
credores preferem iniciar execuções individuais, forçando o devedor à recuperação judicial
ou falência, o que enfraquece a eficácia desse mecanismo.
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IV. Falência: Objetivos, Contradições e Penalidades
De acordo com o Art. 75 da Lei n° 11.101/2005, a falência visa remover empresas
inviáveis do mercado, assegurando o pagamento aos credores e maximizando o valor dos
ativos. Entretanto, o processo enfrenta críticas por sua lentidão e ineficácia na execução da
massa falida, com os bens liquidados frequentemente alcançando valores insuficientes para
quitar os créditos, especialmente trabalhistas e tributários, que têm prioridade (Art. 83). Outro
ponto polêmico é a punição de atos fraudulentos cometidos pelo falido, prevista nos Artigos
168 a 178, mas cuja aplicação prática é limitada, levando a uma sensação de impunidade e
dificultando a prevenção de fraudes.
V. Considerações Críticas
A Lei de Falências e Recuperação de Empresas traz avanços, mas enfrenta desafios
práticos significativos:
➞ Excesso de Burocracia: O processo de recuperação judicial, apesar de protetivo, é
complexo e custoso para pequenas empresas, questionando a acessibilidade deste instituto
conforme previsto no Art. 47.
➞ Insegurança Jurídica: O poder de veto dos credores ao plano de recuperação gera
insegurança e pode inviabilizar a retomada da atividade econômica, necessitando um
equilíbrio maior entre os interesses de credores e devedores.
➞ Subutilização da Recuperação Extrajudicial: A recuperação extrajudicial, apesar de seu
potencial, é pouco adotada devido a barreiras culturais e à necessidade de homologação
judicial, o que limita sua eficácia.
➞ Fragilidade na Punição de Atos Fraudulentos: Os dispositivos penais da lei são de difícil
aplicação, gerando impunidade e dificultando a prevenção de fraudes no contexto falimentar.
Em suma, a recuperação judicial e a falência são fundamentais para a regulação do
mercado e a proteção de credores e devedores. Entretanto, a burocracia e os desafios práticos
comprometem sua eficácia, especialmente para micro e pequenas empresas. A legislação
precisa ser aprimorada, especialmente para simplificar o processo e reduzir custos, além de
estimular o uso da recuperação extrajudicial e fortalecer a aplicação das punições. Esses
ajustes ajudariam os mecanismos a cumprirem seu propósito de equilíbrio econômico e
social.

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