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CHEGOU UM PACIENTE COM 
CIRROSE COMPLICADA NO 
PRONTO-SOCORRO, VOCÊ 
SABE O QUE FAZER?
CIRROSE 
HEPÁTICA E SUAS 
COMPLICAÇÕES
VINHETA DE ABERTURA
VINHETA DE ABERTURA
CONCEITOS INICIAIS
੦ estágio terminal de todas as doenças 
hepatocelulares
੦ deposição de tecido fibroso no parênquima 
hepático
੦ perda da arquitetura lobular e vascular normal 
hepática
੦ formação de nódulos de regeneração
CONCEITOS INICIAIS
Diminuição do tamanho e aumento da consistência 
do fígado, bordas rombas e superfície irregular 
ETIOLOGIAS
੦ metabólica
੦ viral
੦ alcoólica
੦ induzida por toxinas e fármacos 
੦ autoimune
੦ biliar
੦ obstrução do fluxo venoso hepático
੦ criptogênica
#IMPORTANTE
QUADRO CLÍNICO
੦ sintomas iniciais inespecíficos
੦ alterações na função hepática ou citopenias em 
assintomáticos
੦ perda de peso
੦ astenia
੦ déficits neurológicos de concentração e memória
੦ alterações do ciclo menstrual e libido
#IMPORTANTE
QUADRO CLÍNICO
੦ ginecomastia
੦ icterícia
੦ ascite 
੦ esplenomegalia
੦ telangiectasias
੦ spiders/aranhas vasculares
੦ eritema palmar 
੦ flapping
੦ hálito hepático
ACHADOS CLÍNICOS 
ELASTOGRAFIA 
੦ método não invasivo de maior sensibilidade e 
especificidade
੦ graduação do nível de fibrose hepática entre 
os portadores de hepatopatias crônicas
੦ simula a biópsia hepática
CLASSIFICAÇÃO FUNCIONAL 
੦ baseada em critérios clínicos e laboratoriais 
੦ determina a gravidade de cada caso 
੦ classificação de Child-Pugh
#IMPORTANTE
CRITÉRIOS PONTOS
1 2 3
Encefalopatia Ausente Graus I e II Graus III e 
IV
Ascite Ausente Pequena Volumosa
Razão normatizada internacional 
(INR)
 2,3
Bilirrubina total (mg/dL) 3
Albumina (g/dL) > 3,5 2,8 a 3,5 5L → reposição de albumina 8 g/litro 
retirado
• descompressão portal com TIPS
• outros tratamentos em estudo
ASCITE
Portal vein
Hepatic vein
Expandable stent
Liver
TIPS - Transjugular Intrahepatic Portosystemic Shunt
PERITONITE 
BACTERIANA 
ESPONTÂNEA (PBE)
PERITONITE BACTERIANA ESPONTÂNEA (PBE) 
੦ infecção do líquido ascítico (LA) previamente 
estéril sem perfuração de vísceras e sem 
contaminação direta
੦ translocação de bactérias intestinais 
੦ LA com pouco conteúdo proteico e baixo poder 
bactericida e de opsonização 
੦ diminuição da função do sistema 
reticuloendotelial nos cirróticos e bacteriemias
੦ pacientes de alto risco para PBE: baixos níveis de 
proteínas do LA
੦ alta mortalidade (60%)
੦ recidiva de 70% em 1 ano 
PBE
DIAGNÓSTICO 
੦ dor abdominal e febre/piora clínica dos 
cirróticos → suspeita clínica
੦ paracentese diagnóstica
• contagem de polimorfonucleares do LA 
≥ 250 células/mL
• cultura positiva em 50 a 90% dos casos
• etiologias mais comuns: E. coli, 
Pneumococo e Klebsiella
PBE
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
੦ PBE clássica
੦ bacteriascite
੦ ascite neutrocítica cultura negativa
੦ peritonite bacteriana secundária
MEMORIZE
੦ antibioticoterapia 
• cefalosporina de 3ª geração
› cefotaxima 2 g, a cada 8 horas
› ceftriaxona 1 g, a cada 12 horas
› tempo de tratamento: 5 dias 
੦ infusão de albumina intravenosa 
• 1,5 g/kg no 1º dia do diagnóstico
• 1,0 g/kg no 3º dia
PBE
TRATAMENTO
PBE
PROFILAXIA 
੦ PBE prévia 
੦ proteínas totais do LAConstipação
Alcalose metabólica
TROMBOSE
Trombose de veia 
hepática
Trombose de veia porta
FATORES PRECIPITANTES DA EH
DESIDRATAÇÃO
Vômitos
Diarreia
Hemorragia
Diuréticos
Paracentese de grande volume
SHUNT PORTOSSISTÊMICO
Shunt cirúrgico
Shunt espontâneo
CARCINOMA HEPATOCELULAR 
PRIMÁRIO 
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
੦ encefalopatias metabólicas
੦ sangramento intracerebral
੦ doença isquêmica cerebral
੦ infecções do SNC 
੦ delirium tremens
੦ alcoolismo
੦ status pós-ictal
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 
DIAGNÓSTICO
੦ anamnese e exame físico
੦ avaliação geral do doente e busca de 
fatores que precipitaram a encefalopatia 
੦ testes laboratoriais de rotina
੦ afastar infecções: realizar paracentese 
diagnóstica 
੦ afastar lesões estruturais do SNC 
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 
TRATAMENTO
੦ dieta: proteínas vegetais e aminoácidos de cadeia 
ramificada
੦ lactulose
• dose: varia de 20 a 40 mL de 8/8 h a 4/4 h
• promover 2 a 3 evacuações pastosas/dia
• boa tolerabilidade
• efeitos adversos: meteorismo, diarreia e flatulência
• enema com 20 a 30% de lactulose: 200 a 300 mL
de lactulose em 700 a 800 mL de solução para uso 
retal (soro, água, glicerina ou manitol). O enema
deve ser retido por 30 minutos e repetido, se 
necessário
ENCEFALOPATIA HEPÁTICA 
TRATAMENTO
੦ antibióticos orais
• inibição da produção de amônia ou outras 
neurotoxinas por bactérias intestinais
• rifaximina
› dose: 550 mg a cada 12 horas
• metronidazol
› dose: 250 a 500 mg a cada 8 horas
• neomicina
› nefrotoxicidade
SÍNDROME 
HEPATORRENAL
SÍNDROME HEPATORRENAL 
੦ insuficiência renal e alterações da circulação 
arterial 
੦ vasoconstrição renal em pacientes com cirrose 
avançada 
੦ hipoperfusão renal
੦ mau prognóstico e alta mortalidade
੦ alteração funcional renal 
੦ ausência de alteração 
morfológica renal
SÍNDROME HEPATORRENAL 
FATORES PRECIPITANTES
੦ PBE
੦ outras infecções
੦ hepatite alcoólica aguda
੦ paracentese de grande volume sem reposição de 
albumina
੦ hemorragia digestiva
੦ sangramento intraperitoneal
੦ uso de diuréticos
SÍNDROME HEPATORRENAL 
DIAGNÓSTICO 
੦ SHR – AKI (tipo 1): lesão renal rapidamente 
progressiva 
੦ SHR – NAKI (tipo 2): lenta deterioração da função 
renal (semanas a meses)
੦ sódio urinário baixo
੦ não há resposta à suspensão de diuréticos e 
à reposição volêmica vigorosa
੦ diagnóstico diferencial de IRA pré-renal
#CAI NA PROVA
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS
੦ cirrose com ascite
੦ aumento da creatinina sérica ≥ 0,3 mg/dL em 48 horas
੦ aumento percentual de cr sérica > 50% em relação à cr
basal conhecida
੦ sem melhora com reposição volêmica com albumina 1 g/kg 
(máximo de 100 g/dia) por 48 horas
੦ ausência de choque
੦ diurese 
500 mg/dia, hematúria > 50 hem/campo e alterações 
ultrassonográficas)
SÍNDROME HEPATORRENAL
SÍNDROME HEPATORRENAL 
TRATAMENTO 
੦ suspender diuréticos e drogas nefrotóxicas 
੦ realizar expansão volêmica com albumina 
endovenosa (1 g/kg) por 2 dias consecutivos
੦ vasoconstritores:
• terlipressina: 0,5 mg a 3 mg a cada 4 ou 6 
horas
੦ manter albumina: 1 g/kg no D1 e 20 a 40 g/dia
HEMORRAGIA 
DIGESTIVA ALTA 
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA VARICOSA 
੦ avaliação da estabilidade hemodinâmica 
imediata
੦ monitorização / acessos venosos calibrosos 
੦ iniciar manobras de ressuscitação volêmica 
੦ sonda nasogástrica 
੦ proteção de via aérea 
੦ internação em UTI
HEMORRAGIA DIGESTIVA ALTA VARICOSA 
EXAMES DIAGNÓSTICOS 
੦ hemograma
੦ função renal
੦ eletrólitos
੦ perfil e função hepática
੦ coagulograma
੦ tipagem sanguínea
੦ paracentese diagnóstica 
#IMPORTANTE
TRATAMENTO – UPDATE (EASL)
੦ ressuscitação volêmica com coloide ou 
cristaloide
੦ hemotransfusão
• se Hb

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