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HIV A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida é uma infecção causada pelo vírus HIV e se caracteriza por imunossupressão profunda, principalmente dos linfócitos T CD4+, levando ao surgimento de diversas infecções oportunistas. · O HIV, retrovírus do gênero Lentivírus, pertencente à família Retroviridae, que possui duas fitas idênticas de RNA, a enzima transcriptase reversa e um envelope de fosfolipídio que apresenta espículas glicoproteicas chamadas gp 120. Existem dois tipos: HIV-1 (maioria dos casos, mais virulento), HIV-2 (África Ocidental). · A capacidade do HIV de penetrar em determinados tipos de células, conhecida como tropismo celular do vírus, é determinada pela expressão de receptores específicos do vírus na superfície dessas células. A fixação da célula-alvo depende da interação entre a gp120 (glicoproteína espicular) com os receptores nas células T CD4. No interior da célula hospedeira o material genético do vírus é liberado e integração do RNA ao DNA. Podendo permanecer latente, mas pode ser ativado e controlar replicação na célula hospedeira e a montagem final acontece na membrana plasmática resultando no brotamento de novos vírus. Transmissão e fatores de risco · Sexual: relação sem preservativo · Sanguínea: transfusões não testadas, compartilhamento de seringas · Ocupacional: acidentes com perfurocortantes · Vertical: gestação, parto, amamentação · Drogas injetáveis, ISTs, comportamentos de risco A história natural da infecção resulta na perda da imunidade, permitindo o desenvolvimento severo de infecções que o sistema imune normalmente conseguiria controlar. Quando ocorre o agravamento da imunossupressão, o portador do HIV começa a apresentar infecções oportunistas: Tipo Exemplos Vírus CMV (esofagite → ganciclovir), Herpes simples Bactérias Tuberculose, pneumonias, salmonelose Protozoários Toxoplasmose (IgG+ CD4 350 2x) · Pacientes imunodeprimidos em uso de profilaxia para DO: 3 meses Hemograma e plaquetas: · Anual · Repetir em 2-8 sem em caso de início ou troca para TARV contendo AZT; em caso de uso de AZT ou outros fármacos mielotóxicos: 3-6 m. ALT, AST, fosfatase alcalina, bilirrubinas · Semestral ou 3-6 meses se uso de fármacos hepatotóxicos, doença hepática ou coinfecção por hepatites virais Teste imunológico para sífilis · Semestral · Mais frequente em pessoas com alto risco ou exposição Testes para hepatites virais · Anual · Mais frequente em pessoas com alto risco ou exposição · Imunizados (anti-HBs +) não necessitam de teste de hep B Teste tuberculínico · Anual, em caso de exame inicial 5 mm, indicar tratamento para ILTB, desde que descartada tuberculose em atividade. Creatinina, EQU e estimativa de TFG · Semestral · Anual em caso de paciente sem uso de tenofovir, atazanavir ou outros fármacos nefrotóxicos, sem risco aumentado para doença renal (DM, HAS) e TFG > 60 mL/min. Perfil lipídico · Anual · Em caso de alterações prévias, a cada 6 meses Glicemia de jejum · Anual · Solicitar TOTG caso o GJ entre 100 e 125 mg/dL Profilaxias: Doença Iniciar profilaxia Pneumocistose CD4devido ao risco aumentado de IRIS grave. Vacinas: Encaminhar: · CD4 20–25 cmH₂O) · Pleocitose discreta (linfomononuclear) · Proteína elevada · Glicose baixa ou normal ⚠️ A hipertensão intracraniana é complicação frequente e deve ser monitorada. O principal exame atualmente é a pesquisa do antígeno criptocócico (CrAg), no soro ou no líquor. · É o exame mais sensível e específico. · Detecta o polissacarídeo da cápsula do Cryptococcus. · Pode ser feito por teste rápido (imunocromatografia). · Em pacientes com HIV e CD4 200 células/mm³ por pelo menos 6 meses e carga viral controlada. O manejo da hipertensão intracraniana é fundamental, sendo indicadas punções lombares seriadas quando a pressão de abertura estiver elevada. · Se CrAg positivo (sem meningite) → fluconazol preventivo. image1.jpeg image2.png image3.png image4.png