Tomografia Computadorizada Quantitativa
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Tomografia Computadorizada Quantitativa


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Tomografia Computadorizada 
Quantitativa (TCQ) 
 
 
Ana Manfre¹, Gislaine Braga², Juliana Joanci³, Maria j. Oliveira4, Zuleide Fazani5 
 
 
 
Resumo 
 
A tomografia quantitativa existente no Brasil a menos de 10 anos, é um 
método essencial para avaliar trauma e fraturas ósseas tais como: osteoporose e 
osteomielite. Permite uma eficiência nos diagnósticos avaliando no que se diz 
respeito á parte óssea, e agilidade durante o procedimento. A tomografia quantitativa 
vem evoluindo, com sua alta resolução melhorou consideravelmente a avaliação dos 
exames ósseos comparados a densitometria óssea e os demais método de 
densitometrias, tendo grande vantagem nos diagnósticos e desvantagens a 
quantidade de aparelhos disponíveis no Brasil e o custo dos exames. 
 
Abstract 
 
The existing quantitative tomography in Brazil less than 10 years, is an 
essential method for assessing trauma and broken bones such as osteoporosis and 
osteomyelitis. It enables efficiency in evaluating diagnostics as it concerns the bony 
part, and agility during the procedure. Quantitative CT is evolving , with its high 
resolution considerably improved the assessment of bone scans compared bone 
dosidometria and magnetic resonance, taking great advantage in diagnosis and 
disadvantages the amount of equipment available in Brazil and the cost of the tests. 
 
Introdução 
 
A densitometria óssea foi desenvolvida por John Cameron e James 
Sorenson em 1963. O primeiro densitômetro comercial da história foi desenvolvido 
na Universidade de Wisconsin \u2013 Madison USA em 1972, sob a tutela de Richard B. 
Mazess, Ph. D. fundador da Lunar Corporation. O aparelho chegou ao Brasil em 
1989. Em meados de 1990, houve a incorporação da densitometria óssea, nos 
exames correspondentes, ás doenças osteometabólicas, e doenças com risco de 
fraturas, necessitando de um equipamento que possa atingir parâmetros 
histomorfométricos (caracteriza as doenças ósteometabólicas em base morfológicas) 
e interferir em suas propriedades espaciais. Dentro deste cenário, surge o aparelho 
de Tomografia Quantitativa de alta resolução, que produz imagens, mais rápidas em 
3D. Este equipamento foi criado para a análise, de materiais pesados, porém tem 
crescido para as finalidades médicas, mesmo sendo um equipamento que não esta 
em pesquisas científicas, devido ao fato de ser escasso em todo o mundo, devido 
sua indisponibilidade, há somente dois destes aparelhos no Brasil. Essa modalidade 
de imagem, melhorou consideravelmente, a avaliação das propriedades, e avaliação 
de doenças no que se diz respeito á parte óssea, diminuindo assim o índice de 
fraturas e maior probabilidade de acertos nos diagnósticos. 
 
1.0 Tomografia computadorizada quantitativa 
 
É a tomografia computadorizada aplicada à medida da absorção de raios X, 
pela utilização de um programa especial. A TCQ também é capaz de aferir a 
densidade de ossos axiais (SILVA. L; 2003). Além de outras técnicas viáveis de 
medir a densidade óssea que depende de absorver radiação, a TCQ é um método 
eficiente para diagnósticos, podendo ver uma ampla visão metabólica em três 
dimensões, sua relevância para migração em utilização em SUS e centros de saúde 
não é tão eficaz, devido sua desvantagens sobre o alto custo e disponibilidade de 
aparelhos, além do aumento de dose que possui sobre o método que é utilizado na 
atualidade (DEXA). Na figura 01, podemos visualizar o equipamento mais avançado 
Aparelho de HR-pQCT Scanco Xtreme CT de alta resolução de extremidades. 
 
Figura 01 
 
Fonte: FULLER; H; at al; PEREIRA; R.Tomografia computadorizada quantitativa periférica de alta 
resolução para avaliação parâmetros morfológicos e funcionais ósseos. Revista bras reumatol, 2015. 
 
O equipamento é promissor para avaliação da mineralização e evolução de 
doenças ósseas como osteoporose. Também podem ser verificados o efeito de 
fármacos e as dietas na formação, a reabsorção e a morfologia ósseas. Atualmente, 
seu uso vem se estendendo para o diagnóstico e o monitoramento de artropatias 
inflamatórias, como a artrite reumatoide e da osteoartrite. Entretanto, o uso prático 
do método ainda parece muito mais promissor e responde a lacunas na osteoporose 
(FULLER; H; at al; PEREIRA; R. 2015). Na figura 02, visualizamos como é realizado 
o procedimento de TCQ. 
 
 
Figura 02 
 
Fonte: www.reumatousp.med.br 
Em análises realizadas, observou-se que os exames de tomografia 
computadorizada quantitativa são rápidos e facilmente realizados, permitindo obter 
informações referentes à radiodensidade da placa óssea, assim como verificar a 
existência de uniformidade da densidade mineral óssea em sua extensão (FILHO; E. 
at al; COSTA, L. 2012). 
 
2.0 Principal doença avaliada pela TCQ 
 
A osteoporose é uma doença sistêmica progressiva caracterizada por 
diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura. Os corticoides 
inibem a absorvição intestinal do cálcio e aumentam sua eliminação urinaria, 
diminuem a formação osteoblásticas e aumentam a reabsorvição osteoclásticas 
(GALI; J. 2001). Deixando assim a estrutura óssea frágil e com maior probabilidade 
de fraturas, podemos ver como modifica a estrutura quando desenvolvida, figura 03. 
 
Figura 03 
 
Fonte: Radiologia.blog.br/diagnostico-por-imagem. 
 
A osteoporose é considerada, nos países desenvolvidos, um dos problemas 
de saúde mais comuns e mais sérios da população idosa, especialmente a do sexo 
feminino. (GALI; J. 2001). 
A principal aplicação da TCQ é na quantificação e no monitoramento das 
doenças osteometabólicas, porque avalia de modo mais completo a resistência 
óssea e o risco de fratura. Na artrite reumatoide permite-se a aferição do número e 
do tamanho das erosões e dos cistos, além do espaço articular. Na osteoartrite é 
possível caracterizar as áreas edema-símile que guardam correlação com a 
degradação (FULLER; H; at al; PEREIRA; R. 2015). 
 
 
 
5.0 Métodos comparativos 
 
A TCQ sendo um avanço da densitometria, medindo a densidade óssea 
através da tomografia computadorizada não é o único método de densitometrias 
para esse fim, há também outros com características diferenciadas e relevantes, 
como os situados a seguir. 
 
5.1 Absorciometria de Energia Dupla de Raios X (DEXA) 
 
Tem acurácia diagnóstica (CV: 3-10%) alta e dose de radiação baixa, 
quando comparadas aos outros métodos. É a técnica de densitometria mais utilizada 
atualmente no mundo, e é a incluída na tabela do SUS. (SILVA. L; 2003). 
 
5.2 Avaliação óssea com ultra-som 
 
Não mede a densidade mineral óssea propriamente dita também sua 
capacidade de prever fraturas, as tentativas de comparação da sensibilidade o 
ultrassom com a da DEXA são relativamente baixa. (SILVA. L; 2003). 
 
5.3 Relações dos métodos 
 
A comparação com os métodos relevantes e utilizados na atualidade são 
bem diferenciadas em questão de dose, custo e eficácia no diagnóstico. A 
tomografia computadorizada quantitativa tem uma grande probabilidade de crescer 
devido seu índice de acertos em diagnóstica e maior possibilidade de avaliação de 
doenças ósseas. 
Há vantagens sobre o método DEXA em suas dimensões sobre estruturas e 
reconstruções que ajudam na avaliação de possíveis inflamações e doenças ósseas, 
e desvantagens na dose de radiação que o paciente estará exposto, conjunto com o 
custo que é altíssimo. 
A avaliação através de ultrassom é relativamente baixa para diagnóstico 
antecipados de doenças ósseas, contando que não realiza medição da densidade, 
ficando atrás da TCQ que abrange caminhos para diagnóstico precoce. 
 
Conclusão 
 
A Tomografia