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Primeiros Socorros 
 
 
 
 
 
Milena Alvarenga Morais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Este livro mostra a importância dos primeiros socorros e como agir em caso de emergências. 
Também mostra sobre sinais vitais, como montar um kit de primeiros socorros, como contatar os 
serviços de emergência, o que não deve ser feito em determinadas situações, entre outros temas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2 
 
 
Conceitos gerais sobre primeiros socorros ......................................................................................... 6 
Introdução ......................................................................................................................................... 6 
Normas gerais .................................................................................................................................. 6 
Sinais vitais ....................................................................................................................................... 7 
Pulsação ....................................................................................................................................... 7 
Frequência respiratória ................................................................................................................. 7 
Temperatura corporal ................................................................................................................... 8 
Pressão arterial ............................................................................................................................. 8 
Kit de primeiros socorros ............................................................................................................... 10 
Contatando os números de emergência........................................................................................ 10 
Avaliação do estado da vítima ....................................................................................................... 11 
Avaliação primária ...................................................................................................................... 11 
Exsanguinação (X) .................................................................................................................. 11 
Vias aéreas (A) ....................................................................................................................... 12 
Respiração (B) ........................................................................................................................ 12 
Circulação e controle de hemorragias (C).............................................................................. 12 
Disfunção neurológica (D) ...................................................................................................... 12 
Exposição e controle de temperatura (E) ............................................................................... 13 
Avaliação secundária ................................................................................................................. 13 
Feridas e hemorragias ....................................................................................................................... 14 
Feridas ............................................................................................................................................ 14 
Definição ..................................................................................................................................... 14 
Classificação ............................................................................................................................... 14 
Feridas incisas ou cortantes: .................................................................................................. 14 
Feridas contusas: .................................................................................................................... 15 
Feridas perfurantes: ................................................................................................................ 15 
Feridas laceradas: .................................................................................................................. 16 
Feridas abrasivas: ................................................................................................................... 16 
Feridas avulsivas: ................................................................................................................... 17 
Feridas mistas: ........................................................................................................................ 17 
Fatores de gravidade .................................................................................................................. 18 
Tratamento.................................................................................................................................. 18 
Amputação traumática ................................................................................................................ 19 
Hemorragias ................................................................................................................................... 19 
Definição ..................................................................................................................................... 19 
Tipos e causas das hemorragias ............................................................................................... 19 
 
 
 3 
 
Tratamento de hemorragias externas e internas ....................................................................... 21 
Sinais e sintomas de choque hemorrágico ................................................................................ 21 
Hemorragias exteriorizadas ....................................................................................................... 22 
Hemorragia nasal: ................................................................................................................... 22 
Hemorragia na boca: .............................................................................................................. 22 
Fraturas e lesões osteoarticulares .................................................................................................... 22 
Introdução ....................................................................................................................................... 22 
Definição ......................................................................................................................................... 23 
Causas das fraturas ....................................................................................................................... 23 
Sinais e sintomas ........................................................................................................................... 23 
Classificação .................................................................................................................................. 23 
Tratamento de lesões osteoarticulares .......................................................................................... 24 
Fraturas ....................................................................................................................................... 24 
Entorses e luxações ................................................................................................................... 24 
Alterações do estado de consciência e males súbitos ..................................................................... 24 
Alterações do estado de consciência ............................................................................................ 25 
Definição ..................................................................................................................................... 25 
Lipotimia e síncope .....................................................................................................................Manobra de Heimlich em adultos: 
 
▪ Posicionar-se atrás da vítima 
▪ Enlaçar a vítima com os braços ao redor do abdome 
▪ Manter uma das mãos fechada sobre a região epigástrica 
▪ A outra mão comprime a primeira ao mesmo tempo que empurra a região epigástrica para 
dentro e para cima, com a força suficiente para levantar a vítima do chão 
▪ Repetir este movimento rápida e vigorosamente quantas vezes forem necessárias 
 
 
Manobra de Heimlich em bebês: 
 
 
 43 
 
 
▪ Deitar a criança sobre o braço apoiado na perna, com a cabeça um pouco mais baixa que o 
tronco e observar se existe algum objeto em sua boca que possa ser removido facilmente 
▪ Inclinar o bebê, com a barriga sobre o braço, para que o tronco fique mais baixo que as pernas, 
e dar 5 palmadas com a base da mão nas costas 
▪ Se ainda assim não for suficiente, deve-se virar a criança de frente, ainda sobre o braço, e 
efetuar 5 compressões com os dedos médio e anular sobre o tórax, 1 cm abaixo da região entre 
os mamilos 
▪ Repetir a manobra até que a criança apresente choro ou tosse sem dificuldade 
 
 
Manobra de Heimlich em crianças: 
 
▪ Abaixar na altura da criança 
▪ Manter uma das mãos fechada sobre a região epigástrica 
▪ A outra mão comprime a primeira ao mesmo tempo que empurra a região epigástrica para 
dentro e para cima 
▪ Controlar a força para não levantar a criança do chão 
 
 
Manobra em vítima deitada: 
 
▪ Caso a pessoa esteja inconsciente ou exista uma diferença acentuada de altura entre o 
socorrista e a vítima, a pessoa deverá ser colocada deitada no chão em decúbito dorsal 
▪ Colocar-se em posição montada sobre a vítima 
▪ Comprimir o abdome da vítima com as mãos entrelaçadas realizando um movimento em "J" 
quantas vezes forem necessárias 
 
 
Manobra em gestantes: 
 
No caso do engasgamento em grávidas, não é recomendado fazer a manobra de Heimlich, 
devendo-se nesses casos colocar as mãos na base do esterno, logo acima da junção das costelas 
inferiores. Esse movimento deve ser repetido até que as vias aéreas estejam desobstruídas. 
 
 
Manobra em vítima sozinha: 
 
▪ Colocar-se diante de uma cadeira ou balcão 
▪ Apoiar a mão fechada no objeto 
▪ Incline-se sobre o objeto e empurre seu corpo contra a peça 
▪ Repetir a ação até que haja o desengasgo 
 
 
O que não pode ser feito 
 
 
 44 
 
 
 
▪ Não tentar remover o corpo estranho se o socorrista não puder vê-lo 
▪ Em gestantes, as compressões não devem ser feitas no abdome, mas no tórax realizando 
pressão no esterno 
 
 
Reanimação Cardiopulmonar (RCP) 
 
 
Parada Cardiorrespiratória (PCR) 
 
 
▪ É a interrupção da atividade cardíaca e respiratória. 
▪ A parada cardiorrespiratória representa uma emergência pois pode levar à morte em poucos 
minutos. 
▪ Algumas causas incluem arritmias, infarto agudo do miocárdio, choque, desequilíbrio 
hidroeletrolítico, doenças cardiovasculares, insuficiência respiratória, entre outras. 
 
 
Primeiros socorros 
 
 
▪ Avaliar a segurança do local 
▪ Verificar o nível de consciência da vítima 
▪ Verificar se a pessoa respira e apresenta pulso 
▪ Caso a pessoa apresente pulso e esteja respirando, colocá-la em posição lateral de segurança 
▪ Caso a pessoa não respire nem apresente pulso, contatar os serviços de emergência e iniciar a 
reanimação cardiopulmonar 
 
 
Reanimação cardiopulmonar 
 
▪ Colocar a pessoa em decúbito dorsal numa superfície dura, como uma mesa ou o piso 
▪ Inclinar a cabeça da vítima para trás 
▪ Posicionar as duas mãos no ponto médio entre os mamilos da vítima, uma em cima da outra, 
com os dedos entrelaçados 
▪ Fazer compressões sobre o peito da vítima, com os braços esticados e fazendo pressão para 
baixo, até que as costelas desçam cerca de 5 cm. Manter as compressões a um ritmo de 2 
compressões por segundo, até a chegada da ajuda médica 
▪ A massagem cardíaca também pode ser feita intercalando 2 respirações boca a boca a cada 30 
compressões, porém, caso seja uma pessoa desconhecida ou caso não se sinta à vontade para 
fazer as respirações, as compressões devem ser mantidas de forma contínua até à chegada da 
ambulância 
 
 
 45 
 
 
 
RCP em crianças 
 
▪ Contatar os serviços de emergência 
▪ As compressões devem ser feitas com uma mão até que as costelas desçam cerca de 5 cm 
▪ Realizar duas insuflações, selando sua boca com a da vítima 
▪ Caso haja 2 socorristas, devem ser realizadas 15 compressões e 2 insuflações 
▪ Repita esse procedimento até a chegada do socorro 
 
 
RCP em bebês 
 
▪ Avaliar o nível de consciência estimulando o bebê na planta dos pés 
▪ Verificar se o bebê respira 
▪ Caso o bebê não respire, contatar os serviços de emergência 
▪ Realizar as compressões com dois dedos, até que as costelas desçam cerca de 4 cm 
▪ Realizar duas insuflações, selando sua boca com o nariz e boca do bebê 
▪ Repetir o processo até a chegada do socorro 
 
 
Posição Lateral de Segurança (PLS) 
 
 
Conceito 
 
 
A posição lateral de segurança, ou PLS, é uma técnica indispensável para muitos casos de 
primeiros socorros, pois mantém as vias respiratórias abertas e ajuda a garantir que o vômito ou outros 
fluidos não sejam aspirados. 
Também chamada posição de recuperação, deve ser utilizada sempre que a pessoa estiver 
inconsciente, mas respirando e com ritmo cardíaco regular 
Não deve ser utilizada caso a pessoa apresente traumas ou lesões na coluna, medula espinhal, 
cabeça ou pescoço. 
 
 
Passos 
 
 
▪ Deitar a vítima de costas 
▪ Flexionar o braço mais próximo para formar um ângulo reto 
▪ Segurar a mão do outro braço e cruzá-la por cima do tórax, colocando-a junto ao rosto da 
vítima 
▪ Flexionar o joelho mais distante, de modo que o pé fique em contato com o chão 
 
 
 46 
 
▪ Girar a pessoa até que fique do lado do braço apoiado no chão 
▪ Inclinar a cabeça da vítima ligeiramente para trás 
 
 
Parto de emergência 
 
 
Definição 
 
 
O parto de emergência é aquele realizado sem ajuda de um médico ou profissional da saúde, 
fora de um ambiente de saúde. São mais frequentes em mulheres que tiveram partos prematuros. 
 
 
Sinais e sintomas 
 
 
▪ Contrações regulares 
▪ Necessidade de fazer força 
▪ Saída de líquido amniótico 
▪ Visualização da cabeça do bebê no canal de parto 
 
 
Primeiros Socorros 
 
 
▪ Lavar as mãos 
▪ Higienizar a região vaginal com água e sabão 
▪ Colocar a parturiente em posição confortável, deitada de costas, com os joelhos elevados e as 
pernas afastadas uma da outra 
▪ Remover vestimentas da parturiente 
▪ Colocar um recipiente para o líquido amniótico e o sangue 
▪ Pedir à parturiente para respirar profunda e lentamente 
▪ Orientar a parturiente a conter a respiração e realizar força de expulsão cada vez que sentir 
uma contração 
▪ Amparar a cabeça da criança com as mãos à medida que sai 
▪ Depois de sair totalmente, a cabeça fará um pequeno movimento de giro e, então, sairão 
rapidamente os ombros e o resto do corpo. Sustentá-lo com cuidado. Nunca puxar a criança, 
nem o cordão umbilical, deixar que a mãe expulse naturalmente o bebê e a placenta. 
▪ Proteger a criança, evitando contato com locais sujos ou chão frio e úmido 
▪ Limpar o muco da boca e nariz do bebê e assegurar que o bebê esteja respirando. Caso a 
criança não chorar nem respirar, deve-se colocá-la de bruços e dar algumas palmadas nas 
costas para drenar os fluidos 
 
 
 47 
 
▪ Caso o cordão umbilical esteja enrolado no pescoço, deve-se pegá-lo com um dedo e passar 
suave e rapidamente pela cabeça do bebê 
▪ Quando o bebê começar a chorar e respirar, cobri-lo com toalhas secas 
▪ Aproximadamente 20 minutos após o nascimento, o cordão umbilical sairá juntamente com a 
placenta 
▪ Não há necessidade de cortar o cordão umbilical, se o transporte para o hospital demorar 
menos de 30 minutos. Porém, se o tempo de transporte for superior a 30 minutos, deitar a 
criança de costase, com um fio previamente fervido, fazer nós no cordão umbilical: o primeiro 
a aproximadamente quatro dedos da criança (10 cm) e o segundo nó distante a 5 cm do 
primeiro. Cortar entre os dois nós com uma tesoura, lâmina ou outro objeto limpo. As 
extremidades do cordão não devem sangrar. 
▪ Após a saída da placenta, deve-se fazer massagem suave sobre o abdômen da parturiente para 
provocar a contração do útero e reduzir o sangramento 
▪ Colocar o bebê em contato com a mãe, em seu colo, assim que a placenta for expelida e o 
cordão umbilical for cortado 
▪ Manter a mãe e o bebê agasalhados 
▪ Transportar ambos ao hospital para atendimento médico. Deve-se também transportar a 
placenta para o médico avaliar se foi expelida completamente. 
 
 
O que não pode ser feito 
 
 
▪ Não tentar retardar o parto 
▪ Não permitir que a parturiente vá ao banheiro se são constatados os sinais de parto iminente 
▪ Não permitir que a parturiente faça força se não estiver dilatada 
▪ Não puxar a cabeça do bebê nem o cordão umbilical 
 
 
 
 
 
 
	Conceitos gerais sobre primeiros socorros
	Introdução
	Normas gerais
	Sinais vitais
	Pulsação
	Frequência respiratória
	Temperatura corporal
	Pressão arterial
	Kit de primeiros socorros
	Contatando os números de emergência
	Avaliação do estado da vítima
	Avaliação primária
	Exsanguinação (X)
	Vias aéreas (A)
	Respiração (B)
	Circulação e controle de hemorragias (C)
	Disfunção neurológica (D)
	Exposição e controle de temperatura (E)
	Avaliação secundária
	Feridas e hemorragias
	Feridas
	Definição
	Classificação
	Feridas incisas ou cortantes:
	Feridas contusas:
	Feridas perfurantes:
	Feridas laceradas:
	Feridas abrasivas:
	Feridas avulsivas:
	Feridas mistas:
	Fatores de gravidade
	Tratamento
	Amputação traumática
	Hemorragias
	Definição
	Tipos e causas das hemorragias
	Tratamento de hemorragias externas e internas
	Sinais e sintomas de choque hemorrágico
	Hemorragias exteriorizadas
	Hemorragia nasal:
	Hemorragia na boca:
	Fraturas e lesões osteoarticulares
	Introdução
	Definição
	Causas das fraturas
	Sinais e sintomas
	Classificação
	Tratamento de lesões osteoarticulares
	Fraturas
	Entorses e luxações
	Alterações do estado de consciência e males súbitos
	Alterações do estado de consciência
	Definição
	Lipotimia e síncope
	Causas
	Sinais e sintomas
	Primeiros Socorros
	Convulsões
	Epilepsia:
	Causas de convulsões:
	Sinais e sintomas:
	Primeiros Socorros:
	Prevenção:
	O que não pode ser feito:
	Males súbitos
	Definição
	Infarto agudo do miocárdio (IAM)
	Fatores de risco:
	Sinais e sintomas:
	Primeiros Socorros:
	O que não pode ser feito:
	Acidente Vascular Cerebral (AVC)
	Fatores de risco:
	Sinais e sintomas:
	Como identificar um AVC:
	Primeiros Socorros:
	Crise asmática
	Fatores de risco:
	Sinais e sintomas:
	Primeiros Socorros:
	Anafilaxia
	Causas:
	Sinais e sintomas:
	Primeiros Socorros:
	Hipoglicemia
	Causas:
	Sinais e sintomas:
	Primeiros Socorros:
	Queimaduras
	Conceito
	Profundidade
	Primeiros Socorros
	O que não pode ser feito
	Prevenção
	Insolação e exaustão por calor
	Queimaduras por descarga elétrica
	Queimaduras químicas
	Mordidas, picadas e intoxicações
	Mordidas
	Definição
	O que deve ser feito em caso de mordidas
	Mordidas de serpentes e aranhas
	Picadas
	Picadas de escorpião
	Prevenção
	Picadas de abelhas e vespas
	Picada de água-viva
	Intoxicações
	Definição
	Causas
	Sintomas
	Intoxicação por ingestão
	Intoxicação por contato
	Intoxicação por inalação
	O que não pode ser feito
	Emergências Cardiorrespiratórias
	Obstruções da via aérea por corpo estranho
	Definição
	Sinais e sintomas
	Primeiros socorros
	Manobra de Heimlich em adultos:
	Manobra de Heimlich em bebês:
	Manobra de Heimlich em crianças:
	Manobra em vítima deitada:
	Manobra em gestantes:
	Manobra em vítima sozinha:
	O que não pode ser feito
	Reanimação Cardiopulmonar (RCP)
	Parada Cardiorrespiratória (PCR)
	Primeiros socorros
	Reanimação cardiopulmonar
	RCP em crianças
	RCP em bebês
	Posição Lateral de Segurança (PLS)
	Conceito
	Passos
	Parto de emergência
	Definição
	Sinais e sintomas
	Primeiros Socorros
	O que não pode ser feito25 
Causas ........................................................................................................................................ 25 
Sinais e sintomas........................................................................................................................ 25 
Primeiros Socorros ..................................................................................................................... 26 
Convulsões ................................................................................................................................. 26 
Epilepsia: ................................................................................................................................. 26 
Causas de convulsões: ........................................................................................................... 27 
Sinais e sintomas: ................................................................................................................... 27 
Primeiros Socorros: ................................................................................................................ 27 
Prevenção: .............................................................................................................................. 27 
O que não pode ser feito: ....................................................................................................... 27 
Males súbitos.................................................................................................................................. 28 
Definição ..................................................................................................................................... 28 
Infarto agudo do miocárdio (IAM) ............................................................................................... 28 
Fatores de risco: ..................................................................................................................... 28 
Sinais e sintomas: ................................................................................................................... 28 
Primeiros Socorros: ................................................................................................................ 29 
O que não pode ser feito: ....................................................................................................... 29 
Acidente Vascular Cerebral (AVC) ............................................................................................. 29 
 
 
 4 
 
Fatores de risco: ..................................................................................................................... 30 
Sinais e sintomas: ................................................................................................................... 30 
Como identificar um AVC: ...................................................................................................... 30 
Primeiros Socorros: ................................................................................................................ 30 
Crise asmática ............................................................................................................................ 31 
Fatores de risco: ..................................................................................................................... 31 
Sinais e sintomas: ................................................................................................................... 31 
Primeiros Socorros: ................................................................................................................ 31 
Anafilaxia .................................................................................................................................... 32 
Causas: ................................................................................................................................... 32 
Sinais e sintomas: ................................................................................................................... 32 
Primeiros Socorros: ................................................................................................................ 32 
Hipoglicemia ............................................................................................................................... 33 
Causas: ................................................................................................................................... 33 
Sinais e sintomas: ................................................................................................................... 33 
Primeiros Socorros: ................................................................................................................ 34 
Queimaduras ...................................................................................................................................... 34 
Conceito ......................................................................................................................................... 34 
Profundidade .................................................................................................................................. 34 
Primeiros Socorros ......................................................................................................................... 35 
O que não pode ser feito ................................................................................................................ 35 
Prevenção ...................................................................................................................................... 36 
Insolação e exaustão por calor ...................................................................................................... 36 
Queimaduras por descarga elétrica ............................................................................................... 36 
Queimaduras químicas .................................................................................................................. 37 
Mordidas, picadas e intoxicações ...................................................................................................... 37 
Mordidas ......................................................................................................................................... 37 
Definição ..................................................................................................................................... 37 
O que deve ser feito em caso de mordidas ............................................................................... 37 
Mordidas de serpentes e aranhas .............................................................................................. 38 
Picadas ........................................................................................................................................... 38 
Picadas de escorpião ................................................................................................................. 38 
Prevenção ................................................................................................................................... 39 
Picadas de abelhas e vespas ..................................................................................................... 39 
Picada de água-viva ................................................................................................................... 39 
Intoxicações.................................................................................................................................... 40 
 
 
 5 
 
Definição ..................................................................................................................................... 40 
Causas ........................................................................................................................................ 40 
Sintomas .....................................................................................................................................40 
Intoxicação por ingestão............................................................................................................. 41 
Intoxicação por contato .............................................................................................................. 41 
Intoxicação por inalação ............................................................................................................. 41 
O que não pode ser feito ............................................................................................................ 41 
Emergências Cardiorrespiratórias ..................................................................................................... 42 
Obstruções da via aérea por corpo estranho ................................................................................ 42 
Definição ..................................................................................................................................... 42 
Sinais e sintomas........................................................................................................................ 42 
Primeiros socorros ...................................................................................................................... 42 
Manobra de Heimlich em adultos: .......................................................................................... 42 
Manobra de Heimlich em bebês: ............................................................................................ 42 
Manobra de Heimlich em crianças: ........................................................................................ 43 
Manobra em vítima deitada: ................................................................................................... 43 
Manobra em gestantes: .......................................................................................................... 43 
Manobra em vítima sozinha:................................................................................................... 43 
O que não pode ser feito ............................................................................................................ 43 
Reanimação Cardiopulmonar (RCP) ............................................................................................. 44 
Parada Cardiorrespiratória (PCR) .............................................................................................. 44 
Primeiros socorros ...................................................................................................................... 44 
Reanimação cardiopulmonar .................................................................................................. 44 
RCP em crianças .................................................................................................................... 45 
RCP em bebês ........................................................................................................................ 45 
Posição Lateral de Segurança (PLS) ............................................................................................ 45 
Conceito ...................................................................................................................................... 45 
Passos ........................................................................................................................................ 45 
Parto de emergência .......................................................................................................................... 46 
Definição ......................................................................................................................................... 46 
Sinais e sintomas ........................................................................................................................... 46 
Primeiros Socorros ......................................................................................................................... 46 
O que não pode ser feito ................................................................................................................ 47 
 
 
 
 
 
 
 6 
 
 
 
Conceitos gerais sobre primeiros socorros 
 
 
Introdução 
 
 
Primeiros socorros são as intervenções que devem ser feitas de forma rápida, logo após um 
acidente ou mal súbito, visando evitar o agravamento do problema até que um serviço especializado 
de atendimento chegue até o local. Essas intervenções são muito importantes, pois podem evitar 
complicações e até mesmo salvar a vida de um indivíduo. 
Emergência é toda situação que exige atendimento médico imediato e que representa risco 
iminente à vida da pessoa. Já a urgência se trata de uma situação que não apresenta risco de vida 
iminente, mas que pode evoluir para complicações mais graves, sendo necessário o encaminhamento 
para o atendimento hospitalar. 
 
 
Normas gerais 
 
 
Passos iniciais em primeiros socorros: 
 
▪ Manter a calma 
▪ Avaliar a segurança do local 
▪ Afastar os curiosos 
▪ Perguntar entre os presentes como aconteceram os imprevistos, verificando se a vítima possui 
alguma condição especial 
▪ Isolar o local 
▪ Adotar medidas de proteção 
▪ Garantir que o serviço de emergência seja acionado 
 
O que não fazer: 
 
▪ Não colocar sua saúde, vida ou integridade física em risco 
▪ Não entrar em pânico 
▪ Não obrigar a vítima a se mover 
▪ Não administrar nada por via oral a uma vítima inconsciente 
▪ Não administrar medicamentos 
▪ Não fazer comentários sobre o estado da vítima mesmo estando inconsciente, para evitar 
complicações psicológicas 
▪ Não abandonar a vítima ou deixá-la sozinha 
 
 
 
 7 
 
Passos a seguir: 
 
▪ Avaliar o estado de consciência da vítima 
▪ Diante de um traumatismo na cabeça ou suspeita de fraturas na coluna vertebral, não se deve 
mover o acidentado 
▪ Checar se a vítima respira, tem pulsação ou apresenta sangramentos 
▪ Aplicar o V.O.S(Ver, ouvir e sentir) 
▪ Se a vítima respira, tem pulsação e permanece inconsciente, deve ser colocada em posição 
lateral de segurança 
▪ Para comprovar se a vítima apresenta pulsação, o socorrista deve apalpar as artérias 
superficiais dos pulsos (artéria radial) ou no pescoço (artéria carótida) 
▪ Realizar uma examinação da vítima, apalpando o corpo da cabeça aos pés para detectar a 
presença de lesões 
 
 
Sinais vitais 
 
 
Pulsação 
 
 
▪ É a expressão da atividade do coração. 
▪ Presença de pulso radial e carotídeo: Pressão arterial dentro dos limites normais. 
▪ Ausência de pulso radial e presença de pulso carotídeo: Pressão arterial muito baixa. 
▪ Ausência de pulso carotídeo: Parada cardíaca. 
▪ Ritmo acelerado: Taquicardia. 
▪ Ritmo lento: Bradicardia. 
 
Valores normais: 
 
Idade Valores 
Recém-nascidos 100-190 bpm 
Lactentes 80-160 bpm 
Crianças 70-110 bpm 
Adultos 60-100 bpm 
Idosos 50-90 bpm 
 
 
Frequência respiratória 
 
 
A respiração é o processo no qual ocorre troca de gases com o meio externo, com o objetivo 
de absorver o oxigênio(O2) e eliminar o gás carbônico (CO2). 
 
 
 
 8 
 
Valores normais: 
 
▪ Recém-nascido: 30 a 60 irpm 
▪ Lactente (menos de 1 ano): 30 a 50 irpm 
▪ Criança pequena (1-2 anos): 25 a 32 irpm 
▪ Criança: 20 a 30 irpm 
▪ Adolescente: 16 a 22 irpm 
▪ Adulto: 12 a 22 irpm 
 
 
Temperatura corporal 
 
 
É o calor produzido dentro do organismo que chega à superfície corporal pelos vasos 
sanguíneos e se difundem através do subcutâneo. Chegando na superfície, o calor é transferido do 
sangue para o meio externo por meio de: irradiação, condução e evaporação. A temperatura é 
controlada por mecanismos centrais que funcionam através de um centro regulador localizado no 
hipotálamo, denominado centro termorregulador. 
 
Valores de temperatura (medição axilar): 
 
▪ Hipotermia: abaixo de 35°C 
▪ Normal: 35°C a 37°C 
▪ Febrícula ou subfebril: 37,1°C a 37,4°C 
▪ Febre baixa: 37,5°C a 38°C▪ Febre moderada: 38,1°C a 38,9°C 
▪ Febre alta: 39°C a 39,9°C 
▪ Hiperpirexia: acima de 40°C 
 
 
Pressão arterial 
 
 
É a pressão do sangue exercida na parede das artérias. Em uma pessoa saudável, o valor da 
pressão pode variar continuamente, dependendo do stress, a emotividade ou se está fazendo atividade 
física. A unidade de medida para a pressão arterial é o milímetro de mercúrio(mmHg) e a medição é 
feita através de um aparelho chamado esfigmomanômetro. 
 
 
 
 9 
 
 
Figura 1- Esfigmomanômetro manual e estetoscópio 
 
 
Figura 2- Esfigmomanômetro digital 
 
Ciclo cardíaco: 
 
Denomina-se ciclo cardíaco o conjunto de acontecimentos desde o fim de um batimento 
cardíaco até o fim do seguinte. 
Quando o coração bombeia seu conteúdo na aorta mediante contração do ventrículo esquerdo, 
encontrando-se a válvula mitral fechada e a válvula aórtica aberta, quando a pressão ventricular 
esquerda é máxima, a pressão calculada a nível das artérias também é máxima. Como esta fase do 
ciclo cardíaco se chama sístole, a pressão calculada neste momento é chamada de pressão arterial 
sistólica. 
Imediatamente antes do próximo batimento cardíaco, com a válvula aórtica fechada e a mitral 
aberta, o ventrículo esquerdo está em relaxamento e a receber o sangue dos átrios. Neste momento a 
pressão arterial nas artérias é baixa, e, como este período do ciclo cardíaco se chama diástole, é 
denominada pressão arterial diastólica. No entanto, esta pressão mínima ainda é consideravelmente 
superior à pressão presente do lado exterior da aorta e de todo o sistema arterial, sendo esta certamente 
maior do que a pressão atmosférica razão pela qual as artérias não colapsam nesta fase do ciclo. 
 
Valores de pressão arterial: 
 
Categoria PA Sistólica PA Diastólica 
Hipotensão =180 mmHg >=110 mmHg 
 
 
Kit de primeiros socorros 
 
 
O kit de primeiros socorros é recurso indispensável para todo socorrista que precise atender 
uma vítima até a chegada da atenção médica. Deve ser transportável, estar em um local acessível, 
estar organizado e limpo. Os elementos que devem estar em um kit de primeiros socorros são: 
 
▪ Gazes esterilizadas 
▪ Luvas descartáveis 
▪ Algodão 
▪ Soro fisiológico 
▪ Solução iodada 
▪ Abaixador de língua 
▪ Sabonete líquido neutro 
▪ Ataduras 
▪ Esparadrapo 
▪ Curativos adesivos 
▪ Álcool 70% 
▪ Água boricada 
▪ Termômetro 
▪ Hastes flexíveis 
▪ Água oxigenada 10 volumes 
▪ Clorexidina 
▪ Fita adesiva 
▪ Tesouras 
▪ Pinça 
▪ Lanterna 
▪ Lenços descartáveis 
▪ Sacos descartáveis 
▪ Máscara de proteção facial 
 
 
Contatando os números de emergência 
 
 
Os principais números de emergência são: 
 
▪ SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência):192 
▪ Corpo de Bombeiros:193 
 
 
 11 
 
▪ Polícia Militar:190 
▪ Defesa Civil:199 
▪ Disque Direitos Humanos:100 
▪ Central de Atendimento para a Mulher - Ministério da Justiça:180 
▪ Disque-intoxicação (Anvisa):0800-722-6001 
▪ Polícia Civil:197 
 
Podem ser incluídos outros números, como de familiares, conhecidos e inclusive de seu 
médico. 
O encarregado de se comunicar com os serviços de emergência deve informar com 
tranquilidade e clareza: 
 
▪ O que aconteceu 
▪ Onde aconteceu 
▪ Quando aconteceu 
▪ Como aconteceu 
▪ Número de vítimas 
▪ Quem está chamando 
▪ Número de telefone do qual a chamada é realizada 
 
 
Avaliação do estado da vítima 
 
 
Avaliação primária 
 
 
A avaliação primária do paciente é feita por meio do protocolo XABCDE. Esse protocolo foi 
desenvolvido pelo cirurgião ortopédico Jim Styner em 1976 após sofrer um acidente com sua família, 
mas só passou a ser empregado a partir de 1978, tento sido ministrado naquele ano o primeiro curso 
sobre o tema. 
A importância do método desenvolvido por Jim Styner não demorou a ser reconhecida pelas 
autoridades médicas. Isso porque a técnica se mostrou realmente eficaz. Com o passar do tempo, foi 
provado que só com esses cuidados é possível realmente estabilizar o paciente. Ou seja, o método 
deixa o paciente mais seguro em caso de transporte e para quaisquer outras intervenções que se façam 
necessárias. 
 
Exsanguinação (X) 
 
 
O X lembra que a contenção de hemorragia externa grave deve ser feita antes mesmo do 
manejo das vias aérea uma vez que, epidemiologicamente, apesar da obstrução de vias aéreas ser 
responsável pelos óbitos em um curto período, o que mais mata no trauma são as hemorragias graves. 
 
 
 
 12 
 
 
Vias aéreas (A) 
 
 
No A, deve-se realizar a avaliação das vias aéreas. No atendimento pré-hospitalar, 66-85% 
das mortes evitáveis ocorrem por obstrução de vias aéreas. Para manutenção das vias aéreas utiliza-
se das técnicas: “chin lift”: elevação do queixo, uso de aspirador de ponta rígida; e “jaw thrust”: 
anteriorização da mandíbula, cânula orofaríngea (Guedel). 
No A também, realiza-se a proteção da coluna cervical. Em vítimas conscientes, a equipe de 
socorro deve se aproximar da vítima pela frente, para evitar que ela mova a cabeça para os lados 
durante o olhar, podendo causar lesões medulares. A imobilização deve ser de toda a coluna, não se 
limitando à coluna cervical. Para isso, uma prancha rígida deve ser utilizada. 
 
 
Respiração (B) 
 
 
No B, o socorrista deve analisar se a respiração está adequada e se atentar para: frequência 
respiratória, inspeção dos movimentos torácicos, cianose, desvio de traqueia e observação da 
musculatura acessória. Esses são parâmetros analisados nessa fase. Para tal, é necessário expor o tórax 
do paciente, realizar inspeção, palpação, ausculta e percussão. É preciso, também, verificar se a 
respiração é eficaz e se o paciente está bem oxigenado. 
 
 
Circulação e controle de hemorragias (C) 
 
 
No C, a circulação e a pesquisa por hemorragia são os principais parâmetros de análise. A 
maioria das hemorragias é estancada pela compressão direta do foco. A hemorragia é a principal 
causa de morte no trauma, como já vimos. 
No C também são avaliados os pulsos periféricos e centrais, atentando-se a parâmetros como 
frequência, ritmo, amplitude e simetria. Nessa etapa também deve-se avaliar a temperatura e 
coloração da pele. 
 
 
Disfunção neurológica (D) 
 
 
No D, são feitas análises do nível de consciência, tamanho e reatividade das pupilas, da 
presença de hérnia cerebral e dos sinais de lateralização, bem como do nível de lesão medular. Nessa 
fase, o objetivo principal é minimizar as chances de lesão secundária pela manutenção da perfusão 
adequada do tecido cerebral. 
Nessa fase é aplicada a escala de Glasgow, que é um método confiável e objetivo para 
avaliação do nível de consciência de uma pessoa, para avaliação inicial e contínua após trauma 
cranioencefálico. 
 
 
 13 
 
 
Figura 3- Escala de Glasgow atualizada 
 
 
Exposição e controle de temperatura (E) 
 
 
No E, a análise da extensão das lesões e o controle do ambiente com prevenção da hipotermia são as 
principais medidas realizadas. O socorrista deve analisar, entre outros pontos, sinais de trauma, 
sangramento e manchas na pele. Vale saber: as partes do corpo que não estão expostas podem 
esconder as lesões mais graves que acometem o paciente. 
 
 
Avaliação secundária 
 
 
A avaliação secundária é feita de um sistema denominado entrevista SAMPLA. Esta avaliação 
é importante, porém é opcional nos primeiros socorros, podendo ser realizada pela equipe 
especializada durante o atendimento e transporte, bem como em ambiente intra-hospitalar. 
Além do nome, idade, etnia, naturalidade e queixa principal, podem ser levantados outros 
dados da vítima nesta entrevista. Esta etapa pode ser realizada com a vítima,familiares ou terceiros. 
 
▪ S (Sinais vitais): Consiste na verificação dos sinais vitais. 
▪ A (Alergias): Checar se o paciente apresenta alergia a alguma substância, alimento ou 
medicação. 
▪ M (Medicamentos): Verificar se o paciente está usando algum medicamento ou realizando 
qualquer tipo de tratamento. 
 
 
 14 
 
▪ P (Passado médico): Avaliar passado médico, investigar doenças prévias, procedimentos 
cirúrgicos prévios, uso pregresso de drogas e gestações prévias. 
▪ L (Líquidos e alimentos): Saber o horário da última ingestão de líquidos e alimentos, além de 
verificar o que foi ingerido. 
▪ A (Ambiente): Questionar o mecanismo e as circunstâncias nas quais ocorreu o evento. 
 
 
Feridas e hemorragias 
 
 
Feridas 
 
 
Definição 
 
 
Uma ferida é uma lesão produzida pela perda da integridade de um tecido ou órgão do corpo, 
que pode ser causado por uma força mecânica externa ou interna. 
 
Classificação 
 
 
De acordo a como se originam, as feridas podem ser classificadas em: 
 
▪ Feridas incisas 
▪ Feridas contusas 
▪ Feridas perfurantes 
▪ Feridas laceradas 
▪ Feridas abrasivas 
▪ Feridas avulsivas 
▪ Feridas mistas 
 
 
Feridas incisas ou cortantes: 
 
São provocadas por agentes cortantes. Suas características são o predomínio do comprimento 
sobre a profundidade, bordas regulares e nítidas, geralmente retilíneas. 
 
 
 
 15 
 
 
Figura 4- Ferida incisa 
 
 
Feridas contusas: 
 
São produzidas por objetos rombos e são caracterizadas por traumatismo das partes moles, 
hemorragia, edema e equimoses (hematomas). 
 
 
Figura 5- Ferida contusa 
 
 
Feridas perfurantes: 
 
São aquelas que se caracterizam por serem feitas com objetos longos e pontiagudos, como 
facas, pregos, alfinetes. Podem ser transfixantes quando atravessam órgãos, sendo que um fator de 
gravidade é a importância do órgão. 
 
 
 
 16 
 
 
Figura 6- Ferida perfurante 
 
 
Feridas laceradas: 
 
Possuem margens irregulares onde ocorre perda de tecido. Podem ser causadas por arame 
farpado, mordida humana ou animal, vidro etc. 
 
 
Figura 7- Ferida lacerada 
 
 
Feridas abrasivas: 
 
São produzidas pela fricção ou atrito da pele com superfícies ásperas. Se caracterizam por 
superfície irregular, sangramento escasso, alta incidência de microrganismos anaeróbicos. Afetam 
apenas planos superficiais, como a pele. Também são denominadas escoriações. 
 
 
 
 17 
 
 
Figura 8- Ferida abrasiva 
 
 
Feridas avulsivas: 
 
São aquelas onde o tecido do corpo se separa e rasga o tecido do corpo da vítima. O 
sangramento é abundante. Apresentam uma parte da pele ou tecido pendurado e segurado por apenas 
uma parte da qual sai dito tecido. 
 
 
Figura 9- Ferida avulsiva 
 
 
Feridas mistas: 
 
Envolvem dois ou mais tipos de feridas. Podem ser classificadas em corto-contusas, perfuro-
contusas, perfurocortantes e lacero-contusas. 
 
 
 18 
 
 
 
Figura 10- Ferida perfuro-contusa por arma de fogo 
 
 
Fatores de gravidade 
 
 
As feridas são classificadas em leves ou graves, baseando-se em fatores como extensão, 
profundidade, localização, objeto causador, estado geral da vítima e sua idade. 
 
 
Tratamento 
 
 
O tratamento de uma ferida se destina a prevenir a infecção e favorecer uma boa cicatrização. 
Para isso, o socorrista deve: 
 
▪ Evitar contaminar a ferida, lavando as mãos com água e sabão ou álcool em gel; 
▪ Utilizar luvas descartáveis; 
▪ Lavar a ferida com água e sabão ou soro fisiológico; 
▪ Desinfetar a ferida; 
▪ Realizar um curativo. 
 
Quando a ferida é grave, o socorrista deve realizar a primeira atenção e ir até um hospital para que 
essa seja tratada. 
No caso de ferimentos penetrantes, não se deve retirar nenhum objeto encravado, mas fixá-lo. 
Nunca reintroduzir os órgãos. Cobri-los com um pedaço grande de tecido limpo umedecido. 
Não administrar nada por via oral à vítima. 
Agasalhar o acidentado e levar para um hospital. 
 
O que não pode ser feito: 
 
▪ Não tocar a ferida diretamente com os dedos ou as mãos; 
 
 
 19 
 
▪ Não utilizar algodão para desinfetar ou limpar; 
▪ Não remover corpos estranhos encravados; 
▪ Não aplicar café, sal, açúcar, teias de aranha, manteiga, azeite, entre outras substâncias 
 
 
Amputação traumática 
 
 
A amputação traumática é a remoção acidental de um ou mais membros corporais. São 
comuns em acidentes de trânsito ou trabalho. É a segunda maior causa de amputações no Brasil, 
ficando atrás apenas das complicações do pé diabético, consequência da Diabetes. 
 
O que fazer em caso de amputação traumática: 
 
▪ Aplicar uma gaze ou tecido limpo sobre o coto 
▪ Aplicar bandagem na zona sobre a gaze 
▪ Envolver o membro em gaze ou pano limpo 
▪ Colocar o membro amputado em uma sacola estéril e fechá-la 
▪ Colocar a sacola em um recipiente com gelo comum 
▪ Certificar que a parte amputada seja transportada para o hospital junto da vítima para que 
sejam avaliadas as possibilidades de seu reimplante 
 
 
Hemorragias 
 
 
Definição 
 
 
As hemorragias são perdas anormais de sangue por lesão de vasos sanguíneos. O sangue pode 
extravasar para fora ou em alguma cavidade interna do corpo. Também podem ser lesionados 
diferentes tipos de vasos sanguíneos. A maioria não desencadeia nenhum processo de natureza mortal, 
mas quando a quantidade de sangue perdida é considerável, pode colocar em risco a vida da pessoa, 
ocasionando um choque hemorrágico. 
 
 
Tipos e causas das hemorragias 
 
 
Elas podem ser classificadas pelo tipo de vaso sanguíneo afetado. 
 
▪ Arterial: Sangue vermelho vivo, pulsátil, ao ritmo dos batimentos do coração. É mais perigosa, 
pois é perdida uma grande quantidade de sangue. 
▪ Venosa: Sangue vermelho escuro, que sai em fluxo contínuo. 
 
 
 20 
 
▪ Capilar: Sangramento fino e contínuo. 
 
Figura 11- Classificação das hemorragias segundo o vaso sanguíneo afetado 
 
Também podem ser classificadas pela localização. 
 
▪ Externa: Quando o sangramento é visível ao exame clínico. (Ex.: feridas) 
▪ Interna: Quando não é possível visualizar o sangramento, uma vez que a lesão envolve a parte 
interna do organismo. (Ex.: ruptura de órgãos) 
▪ Exteriorizada: Quando o sangue flui através de algum orifício natural do corpo. (Ex.: 
hemorragia digestiva) 
 
As hemorragias podem ser espontâneas ou causadas por: 
 
▪ Deficiências na coagulação sanguínea 
▪ Toxicidade ou efeito colateral de medicações 
▪ Envenenamento 
▪ Lesões ulcerosas externas e internas 
▪ Traumas 
 
 
 
 21 
 
 
Tratamento de hemorragias externas e internas 
 
 
Diante de uma hemorragia externa o socorrista deve: 
 
▪ Colocar luvas descartáveis 
▪ Colocar a vítima em uma posição confortável e descobrir o local da lesão para avaliar o tipo 
de hemorragia 
▪ Fazer pressão direta com uma gaze ou tecido limpo 
▪ Se o sangramento não parar ou a gaze ficar suja de sangue, não retire, coloque uma nova por 
cima para não remover o coágulo que está em formação 
▪ Elevar o membro, exceto se houver dor ou suspeita de fratura 
▪ Se a hemorragia não cessar, deve-se realizar pressão indireta sobre a artéria mais próxima ao 
coração. Nos membros superiores, a pressão é feita na artéria braquial ou umeral. Nos 
membros inferiores, a pressão é feita na artéria femoral. 
 
O torniquete deve ser utilizado em último caso, quando os métodos anteriores falharam ou em caso 
de amputação traumática, pois pode produzir necrose da parte afetada. O torniquete deve ser realizado 
da seguinte forma: 
 
▪ Amarrar um pano limpo ligeiramente acima do ferimento, enrolando-o firmemente duas vezes 
▪ Amarrá-lo com um nó simples 
▪ Em seguida, amarrar um bastão sobre o nó do tecido 
▪ Torcer o bastão até estancar o sangramento 
 
Diante de uma hemorragia interna, deve-se: 
 
▪ Deitar a pessoa afetada 
▪ Elevar as pernas 
▪ Comprovar sinais vitais 
▪ Cobrira vítima 
▪ Não administrar nada por via oral para o acidentado 
▪ Contatar os serviços de emergência 
 
 
Sinais e sintomas de choque hemorrágico 
 
 
Todas as hemorragias devem ser controladas rapidamente, para evitar que a vítima apresente 
um choque hemorrágico, ou seja, quando existe uma grande perda de sangue e o coração não possui 
a quantidade suficiente para bombear para o corpo. Os sinais e sintomas incluem: 
 
▪ Palidez 
 
 
 22 
 
▪ Pulso fraco e rápido 
▪ Fraqueza 
▪ Respiração rápida, curta e superficial 
▪ Alteração da consciência 
▪ Pressão arterial baixa 
▪ Visão embaçada 
▪ Pele fria, úmida e pegajosa 
 
 
Hemorragias exteriorizadas 
 
 
São aquelas nas quais o sangue flui através de orifícios naturais do corpo. Pode ocorrer pela 
boca através de vômitos (hematêmese) ou tosse (hemoptise), pelo nariz (epistaxe), pelos ouvidos 
(otorragia), pelo reto (retorragia), pela vagina (metrorragia), pela uretra (hematúria) e pelo aparelho 
digestivo (hemorragia digestiva). 
 
Hemorragia nasal: 
 
▪ Acalmar a vítima 
▪ Sentá-la com a cabeça inclinada para frente 
▪ Pressionar as narinas durante 10 minutos 
▪ Orientar a vítima a respirar pela boca 
▪ Soltar lentamente após 10 minutos 
▪ Orientar a vítima a não assoar o nariz, evitar esforços e exposição ao calor 
▪ Caso o sangramento persista, repetir a ação por mais duas vezes 
▪ Se o sangramento durar mais de 30 minutos, remova a vítima imediatamente para o serviço 
de saúde (pronto socorro ou hospital) mais próximo 
 
Hemorragia na boca: 
 
▪ Realizar compressão direta para caso de sangramento nos lábios 
▪ Caso o sangramento seja nos dentes, o socorrista deverá visualizar o local do sangramento, 
preparar uma gaze, um chumaço de algodão ou pano limpo para colocar no local exato do 
sangramento e pedir à vítima para morder durante 10 minutos. 
 
 
Fraturas e lesões osteoarticulares 
 
 
Introdução 
 
 
 
 
 23 
 
As lesões osteoarticulares são aquelas na qual se produz perda de integridade de ossos, 
cartilagens e articulações, produzidas por diversos fatores. 
Em primeiros socorros, não é possível determinar se nos encontramos diante de uma fratura, 
luxação ou entorse. Em caso de dúvida, deve-se considerar como uma fratura. O diagnóstico exato 
do tipo e gravidade da lesão será realizado pelo médico através de exames de imagem, como 
radiografias e tomografias. 
 
 
Definição 
 
 
▪ Fratura: Uma fratura é a ruptura total ou parcial de um osso. 
▪ Luxação: É o deslocamento ou separação das superfícies articulares. Geralmente ocorre nos 
ombros, cotovelos, quadris, joelhos, tornozelos, dedo polegar ou mandíbula. 
▪ Entorse: Estiramento ou ruptura dos ligamentos de uma articulação. Geralmente se produz 
nas articulações dos tornozelos, joelhos ou dedos da mão. 
 
 
Causas das fraturas 
 
 
As causas das fraturas podem ser traumáticas, patológicas ou por estresse. As causas 
traumáticas são as mais comuns e envolvem impacto, queda ou esmagamento. Entre as causas 
patológicas estão a osteoporose, deficiência de cálcio e vitaminas e até câncer nos ossos. As fraturas 
por estresse ocorrem por conta de uma pressão frequente e repetitiva, muito comuns em atletas. 
 
 
Sinais e sintomas 
 
 
As fraturas apresentam sinais e sintomas como dor no local da lesão, deformidade da área 
lesionada, diminuição da função e mobilidade, dor ao realizar movimento, inchaço e hematomas. No 
caso de fraturas expostas sempre há lesão da pele, podendo haver hemorragias e exposição de 
fragmentos ósseos. 
 
 
Classificação 
 
 
As fraturas se classificam em: 
 
▪ Fechadas ou simples 
▪ Abertas ou expostas 
 
 
 24 
 
▪ Complicadas 
▪ Incompletas 
 
 
Tratamento de lesões osteoarticulares 
 
 
Fraturas 
 
 
Em caso de uma fratura, deve-se: 
 
▪ Retirar elementos compressivos como anéis, pulseiras, relógios, tornozeleiras e sapatos 
▪ Imobilizar o foco da fratura, incluindo as articulações adjacentes com objetos rígidos 
 
Diante de fraturas expostas, deve-se: 
 
▪ Estancar a hemorragia, se houver 
▪ Realizar um curativo 
▪ Imobilizar 
 
 
Entorses e luxações 
 
 
Os primeiros socorros em caso de entorse são: 
 
▪ Imobilizar o membro com uma bandagem compressiva 
▪ Elevar 
▪ Aplicar frio local 
▪ Repousar 
▪ Levar para um serviço de atendimento médico 
 
Diante de uma luxação deve-se imobilizar a zona afetada como está, sem tentar colocar no lugar. 
 
O que não fazer: 
 
▪ Não tentar colocar a zona lesionada no lugar 
▪ Não retirar ou tentar reintroduzir fragmentos ósseos 
▪ Não realizar movimentos desnecessários 
 
 
Alterações do estado de consciência e males súbitos 
 
 
 25 
 
 
 
Alterações do estado de consciência 
 
 
Definição 
 
 
É um acontecimento repentino e imprevisível no qual se perde total ou parcialmente a 
consciência, que ocorre quando não há irrigação suficiente no cérebro. Os tipos mais comuns de 
alterações da consciência são a lipotimia e a síncope ou desmaio. 
 
 
Lipotimia e síncope 
 
 
A lipotimia é uma perda parcial da consciência, ou seja, o paciente sente que irá desmaiar, 
mas não perde a consciência. A síncope, também conhecida como desmaio, é uma perda total da 
consciência. 
É importante avaliar a perda de consciência. A avaliação pode ser feita por estímulos verbais, 
com perguntas como: “Está me ouvindo?”; “Qual seu nome?”; “Você está bem?”, ou com estímulos 
táteis, principalmente no caso de pessoas surdas ou hipoacústicas, através de toques. 
 
 
Causas 
 
 
A lipotimia e a síncope possuem causas cardiovasculares e não cardiovasculares. 
Entre as causas cardiovasculares, a mais comum é a arritmia, que é uma irregularidade nos 
batimentos cardíacos. Outras causas cardiovasculares podem incluir queda na pressão arterial ou 
redução do retorno de sangue para o coração. 
Entre as causas não cardiovasculares estão alterações neurológicas, jejum prolongado, 
estresse, dor, emoções fortes, calor, fadiga, entre outras. 
 
 
Sinais e sintomas 
 
 
Os sinais e sintomas que precedem uma lipotimia ou síncope incluem: 
 
▪ Fraqueza súbita 
▪ Palidez 
▪ Confusão 
▪ Visão turva 
 
 
 26 
 
▪ Suor frio 
▪ Palpitações 
▪ Náuseas 
▪ Tontura 
 
 
Primeiros Socorros 
 
 
▪ Verificar a segurança do local 
▪ Caso a pessoa se encontre inconsciente, contatar os números de emergência 
▪ Procurar informações sobre condições ou problemas de saúde que a vítima apresente, através 
de pulseiras ou medalhas médicas 
▪ Se houver acompanhantes, perguntar se a pessoa apresenta alguma condição ou problema de 
saúde, se ingeriu alguma substância, entre outras coisas 
▪ Colocar a vítima deitada de costas em um lugar fresco, ventilado e seguro 
▪ Checar sinais vitais 
▪ Caso a pessoa esteja acordada ou tenha recobrado a consciência, deverá se sentar e colocar a 
cabeça entre as pernas 
▪ Caso a pessoa esteja inconsciente, deite-a no chão e eleve suas pernas 
▪ Se a pessoa permanecer inconsciente ou apresentar náuseas e vômitos, deverá ser colocada 
em posição lateral de segurança 
 
O que não pode ser feito: 
 
▪ Não administrar nada por via oral a uma vítima inconsciente 
▪ Não colocar almofadas debaixo da cabeça de uma vítima inconsciente 
▪ Não se deve sacudir com violência nem colocar água no rosto de uma pessoa inconsciente 
para fazê-la reagir 
▪ Não oferecer álcool, amoníaco ou perfumes para a pessoa cheirar 
 
 
Convulsões 
 
 
A convulsão é uma contração violenta e involuntária de um ou mais grupos musculares. É 
precedida de uma perda brusca e total da consciência. 
 
 
Epilepsia: 
 
A epilepsia é uma condição neurológica bastante comum caracterizada pela ocorrência de 
crises epilépticas, que se repetem a intervalos variáveis. Essa doença provoca uma tendência maior a 
convulsões, ou seja, se a pessoa possui convulsões frequentes, pode ser considerada epiléptica. 
 
 
 27 
 
 
Causasde convulsões: 
 
▪ Traumatismo craniano 
▪ Intoxicações 
▪ Abstinência ao álcool 
▪ Infecções do sistema nervoso central como meningite, raiva, encefalite, entre outras. 
▪ Tumor cerebral 
▪ Abuso de drogas 
▪ Febre alta, principalmente em crianças 
 
Sinais e sintomas: 
 
Antes de uma crise convulsiva, algumas pessoas sentem sensações estranhas, como odores e 
ruídos estranhos, que são chamadas sensações premonitórias. Depois caem e começam com 
movimentos involuntários, salivação excessiva, respiração ruidosa e perda do controle da urina e das 
fezes. Após a crise convulsiva, a pessoa apresenta amnésia, ou seja, não se lembra do acontecido. A 
crise pode durar de uns segundos a vários minutos. 
 
Primeiros Socorros: 
 
 
Diante de uma convulsão, deve-se: 
 
▪ Manter a calma e tranquilizar os presentes 
▪ Contatar os serviços de emergência 
▪ Se chegar a tempo, evitar a queda da pessoa, assim como afastá-la de lugares perigosos, como 
escadas, piscinas e varandas 
▪ Afrouxar roupas apertadas e retirar óculos ou acessórios que possam ferir a vítima 
▪ Proteger a cabeça contra traumas no solo e lateralizar a vítima para evitar a broncoaspiração 
de fluidos 
▪ Não tentar conter movimentos 
 
Após a convulsão deve-se: 
 
▪ Caso a vítima esteja inconsciente, colocar em posição lateral de segurança 
▪ Caso esteja consciente, oferecer ajuda sem impor 
 
Prevenção: 
 
 
▪ As pessoas que sofrem de epilepsia devem utilizar sempre uma pulseira ou medalha médica 
▪ Manter a febre sob controle, especialmente em crianças pequenas 
 
O que não pode ser feito: 
 
 
 28 
 
 
 
▪ Não introduzir objetos entre os dentes da vítima 
▪ Não colocar os dedos na boca do paciente 
▪ Não tentar conter movimentos 
▪ Não submergir as crianças em água fria 
▪ Não estimular através de espetadas, beliscões ou sacudidas fortes 
▪ Não exigir que a vítima se levante 
▪ Não administrar nada por via oral a uma vítima inconsciente 
 
 
Males súbitos 
 
 
Definição 
 
 
É um processo repentino no qual se apresenta mal-estar e até perda de consciência, que pode 
durar de poucos segundos a alguns minutos. Pode ser sintoma decorrente de diversas doenças, desde 
problemas simples até problemas mais sérios. 
 
 
Infarto agudo do miocárdio (IAM) 
 
 
O infarto agudo do miocárdio é a necrose de parte do músculo cardíaco por falta de oxigênio, 
devido à obstrução da artéria coronária. Essa obstrução ocorre geralmente pela formação de um 
coágulo sobre uma área previamente comprometida por aterosclerose, estreitando os vasos 
sanguíneos do coração. Outra causa é um espasmo da artéria coronária que interrompe o fluxo de 
sangue. 
 
Fatores de risco: 
 
Os fatores de risco são: 
 
▪ Tabagismo 
▪ Colesterol elevado 
▪ Hipertensão (pressão arterial alta) 
▪ Diabetes 
▪ Obesidade 
▪ Estresse 
▪ Depressão 
 
Sinais e sintomas: 
 
 
 29 
 
 
▪ Dor opressiva no lado esquerdo do peito, que pode se irradiar para o ombro e braço esquerdos, 
para as costas, pescoço e até para a mandíbula 
▪ Palpitações 
▪ Falta de ar 
▪ Tontura 
▪ Mal-estar 
▪ Náuseas e vômitos 
▪ Dor abdominal 
▪ Palidez 
▪ Sensação de morte iminente 
 
Primeiros Socorros: 
 
▪ Ativar os serviços de emergência 
▪ Acalmar o paciente e colocá-lo em uma posição confortável 
▪ Afrouxar roupas apertadas 
▪ Controlar os sinais vitais 
▪ Oferecer aspirina, sempre que não haja antecedentes de infarto ou alergia a este medicamento, 
ou um comprimido de nitrato prescrito pelo médico do paciente para emergências, ajudando 
a pessoa a tomar a medicação 
▪ Caso a pessoa estiver inconsciente, não respirar nem apresentar pulso, deve-se iniciar a 
reanimação cardiopulmonar 
 
O que não pode ser feito: 
 
▪ Administrar medicamentos não prescritos 
▪ Fazer o paciente andar ou realizar esforços 
 
 
Acidente Vascular Cerebral (AVC) 
 
 
O AVC, também chamado acidente vascular cerebral, é uma condição em que ocorre redução 
ou interrupção do fornecimento de sangue para o cérebro devido a um entupimento ou rompimento 
de uma artéria no cérebro. 
Existem dois tipos de acidente vascular cerebral (AVC), que são classificados de acordo com 
a causa que está na origem da diminuição do fluxo sanguíneo para uma determinada região do 
cérebro: 
▪ AVC isquêmico: ocorre quando um coágulo ou placa obstrui um vaso sanguíneo do cérebro, 
interrompendo o fluxo de sangue 
▪ AVC hemorrágico: ocorre quando um vaso no cérebro se rompe, reduzindo o fluxo de sangue 
neste vaso. 
 
 
 
 30 
 
Fatores de risco: 
 
AVC isquêmico: 
 
▪ Tabagismo 
▪ Má alimentação 
▪ Hipertensão 
▪ Colesterol elevado 
▪ Diabetes 
▪ Defeitos no sistema cardiovascular 
▪ Uso de drogas ilícitas 
 
AVC hemorrágico: 
 
▪ Hipertensão 
▪ Pancadas na cabeça 
▪ Aneurisma cerebral 
▪ Uso de anticoagulantes 
 
Sinais e sintomas: 
 
▪ Dor de cabeça intensa de início súbito 
▪ Fraqueza em um dos lados do corpo 
▪ Face assimétrica 
▪ Dificuldade para falar 
▪ Alteração da visão 
▪ Náuseas e vômitos 
▪ Descontrole da urina e fezes 
▪ Alteração na sensibilidade em um dos lados do corpo 
 
Como identificar um AVC: 
 
Para conseguir identificar se uma pessoa está tendo um AVC pode-se pedir para: 
 
▪ Sorrir: A boca fica torta, com um dos lados do lábio caído. 
▪ Levantar um braço: A pessoa apresenta fraqueza em um dos braços 
▪ Dizer uma frase: A pessoa apresenta dificuldades para falar 
 
Primeiros Socorros: 
 
▪ Manter a calma 
▪ Deitar a vítima de lado 
▪ Acionar os serviços de emergência 
▪ Anotar o horário de início dos sintomas 
▪ Cobrir a vítima 
 
 
 31 
 
▪ Não administrar nada por via oral, para evitar engasgamentos 
▪ Monitorar os sinais vitais até a chegada do socorro 
 
 
Crise asmática 
 
 
A asma é uma doença crônica que acomete as vias respiratórias, especialmente os brônquios, 
que são os canais por onde o ar passa até chegar nos pulmões, fazendo com que fiquem inflamadas, 
inchadas e produzam muco, ou secreção extra. 
 
Fatores de risco: 
 
Os fatores que aumentam a chance de crises de asma são: 
 
▪ Exposição a ambientes com muita poeira ou fumaça 
▪ Alergias 
▪ Mudanças climáticas 
▪ Infecções respiratórias, como gripes e resfriados 
▪ Exercícios extenuantes 
▪ Estresse e emoções fortes 
▪ Uso de determinados medicamentos 
 
Sinais e sintomas: 
 
Os sintomas indicativos de uma crise asmática são: 
 
▪ Falta de ar 
▪ Dificuldade para encher os pulmões 
▪ Tosse 
▪ Sensação de pressão no peito 
▪ Chiado ou ruído característico ao respirar 
▪ Ansiedade 
▪ Aumento da frequência cardíaca e respiratória 
▪ Cianose 
▪ Dificuldade para falar 
▪ Confusão 
▪ Letargia 
 
Primeiros Socorros: 
 
▪ Acalmar a pessoa e sentá-la em uma posição confortável 
▪ Pedir para a pessoa se inclinar ligeiramente para frente, com os cotovelos pousados nas costas 
de uma cadeira, se possível, para facilitar a respiração 
 
 
 32 
 
▪ Verificar se a pessoa possui algum broncodilatador (bombinha) ou medicação para asma 
▪ Ajudá-la a usar a medicação 
▪ Caso a pessoa deixar de respirar ou não possua um medicamento, contatar os serviços de 
emergência 
▪ Se a pessoa estiver inconsciente e não respirando, deve-se iniciar a reanimação 
cardiopulmonar 
 
Anafilaxia 
 
 
A anafilaxia, também conhecida por choque anafilático, consiste numa reação alérgica grave, 
que pode ser fatal se não for tratada rapidamente. Esta reação é desencadeada pelo próprio organismo 
quando existe reação a algum tipo de alérgeno, que pode ser um alimento, medicamento, veneno de 
inseto, substância ou um material. 
 
Causas: 
 
A anafilaxia ocorre devido à exposição a alérgenos, que são substâncias às quais o sistema 
imunológico reage de forma exagerada. Alguns exemplos de alérgenos mais comuns são: 
 
▪ Alimentos, como ovo, leite, soja, glúten, amendoim e outros frutos secos, peixe, moluscos e 
crustáceos, por exemplo 
▪Medicamentos 
▪ Veneno de inseto, como abelhas ou vespas 
▪ Materiais, como látex ou níquel 
▪ Substâncias, como pólen ou pelo de animais 
 
Sinais e sintomas: 
 
Os sintomas de anafilaxia geralmente surgem de forma muito rápida e incluem: 
 
▪ Vermelhidão na pele e mucosas 
▪ Coceira generalizada 
▪ Inchaço dos lábios e da língua 
▪ Sensação de bolo na garganta 
▪ Dificuldade para respirar 
 
Primeiros Socorros: 
 
Os primeiros socorros neste caso são importantes para garantir as chances de sobrevivência da vítima 
e incluem: 
 
▪ Contatar os serviços de emergência ou levar a pessoa para um hospital 
 
 
 33 
 
▪ Observar se a pessoa está consciente e respirando. Se a pessoa desmaiar e deixar de respirar, 
deve-se iniciar a reanimação cardiopulmonar (RCP) 
▪ Se estiver respirando, deve-se deitá-la e elevar suas pernas para facilitar a circulação 
sanguínea. 
▪ Caso a pessoa possua um autoinjetor de adrenalina(epinefrina), injete o mais rápido possível 
▪ Monitore o estado da vítima até a chegada do socorro 
 
 
Hipoglicemia 
 
 
A hipoglicemia, também denominada glicose baixa, acontece quando os níveis de açúcar no 
sangue estão mais baixos que o normal. O valor normal da glicose em jejum é, de forma geral, até 99 
mg/dL em jejum, sendo considerado hipoglicemia quando os níveis de glicose no sangue estão abaixo 
de 70 mg/dL. Uma vez que a glicose é um importante combustível para o cérebro, quando a glicemia 
está muito baixa pode haver alterações no funcionamento do órgão. Dessa forma, é importante que a 
hipoglicemia seja identificada e tratada rapidamente, o que pode ser feito com a ingestão de 
carboidratos. 
 
Causas: 
 
A hipoglicemia pode acontecer devido ao uso errado de medicamentos para tratar a diabetes, 
como a insulina, por exemplo, o que pode levar à diminuição excessiva dos níveis de glicose no 
sangue. Além disso, pode acontecer devido ao consumo de bebidas alcoólicas, uso de certos 
medicamentos, após a realização de uma cirurgia, jejum prolongado, deficiências hormonais, 
infecções, doenças do fígado, rins ou coração, por exemplo. É importante que a causa da hipoglicemia 
seja identificada para que seja possível iniciar o tratamento mais adequado e, assim, ser possível 
regular os níveis de açúcar no sangue e aliviar os sintomas de hipoglicemia. 
 
Sinais e sintomas: 
 
Os sintomas de hipoglicemia tendem a surgir rapidamente e podem variar de pessoa para pessoa, 
porém, os mais comuns incluem: 
 
▪ Tremor incontrolável 
▪ Ansiedade repentina e sem razão aparente 
▪ Suores frios 
▪ Confusão 
▪ Sensação de tontura 
▪ Dificuldade para enxergar 
▪ Dificuldade para se concentrar 
 
Já numa situação mais grave, a pessoa pode mesmo desmaiar, ter uma crise convulsiva e até uma 
parada cardiorrespiratória 
 
 
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Primeiros Socorros: 
 
O que se deve fazer quando a pessoa estiver em uma crise hipoglicêmica é: 
 
▪ Ingerir cerca de 15 gramas de carboidratos simples de rápida absorção 
▪ Medir a glicose após cerca de 15 minutos da ingestão do açúcar. Caso seja verificado que a 
glicemia ainda se encontre baixa, deve-se repetir o processo 
▪ Caso haja convulsões, desmaios ou o nível de açúcar não aumente, deve-se ir a um hospital 
ou contatar os números de emergência 
 
O tratamento também pode ser feito por meio do uso de Glucagon injetável, que deve ser comprado 
com receita médica e administrada na forma de injeção intramuscular ou subcutânea de acordo com 
a orientação médica. 
 
 
Queimaduras 
 
 
Conceito 
 
 
▪ As queimaduras são lesões produzidas por agentes térmicos, elétricos, biológicos, químicos 
ou radiação. 
▪ Diante de uma queimadura deve-se avaliar o agente causador. 
▪ Também deve ser avaliada a localização da queimadura. 
▪ As queimaduras nas mãos, pés, rosto e pescoço, axilas, região genital, virilhas ou articulações 
principais são mais graves. 
 
 
Profundidade 
 
 
De acordo com a profundidade as queimaduras são classificadas em: 
 
▪ 1º grau: afetam somente a epiderme, apresentado vermelhidão e dor leve. Não desenvolvem 
bolhas. 
▪ 2º grau: afetam a epiderme e a derme, apresentam dor intensa, vermelhidão e formação de 
flictenas(bolhas). 
▪ 3º grau: atingem todas as camadas da pele, podendo afetar o tecido subcutâneo e outras 
estruturas abaixo da pele, como músculos e tendões. São indolores e secas, podem ter 
coloração escura ou esbranquiçada. 
▪ 4º grau: destroem toda a pele, deixando-a carbonizada, podendo chegar até os ossos. 
 
 
 35 
 
 
 
Figura 12- Graus de queimaduras e áreas afetadas 
 
 
Primeiros Socorros 
 
 
▪ Tranquilizar a vítima 
▪ Caso ela esteja em chamas, impedir que ela corra e apagar o fogo com uma manta 
▪ Remover elementos que possam comprimir a zona afetada 
▪ Não retirar a roupa que esteja grudada na lesão 
▪ Colocar a região queimada debaixo de água fria durante pelo menos 5 minutos 
▪ Cobrir com uma gaze úmida e aplicar bandagem 
 
 
O que não pode ser feito 
 
 
▪ Não apagar o fogo sobre uma pessoa utilizando extintores, pois o conteúdo pode ser perigoso 
▪ Não utilizar gelo para resfriar queimaduras 
▪ Não fazer pressão ou massagear a queimadura 
▪ Não aplicar pomadas, pós, pasta de dente, manteiga, clara de ovo nem qualquer remédio 
caseiro sobre uma queimadura 
▪ Não perfurar as bolhas para evitar infecções e complicações mais graves 
 
 
 36 
 
 
 
Prevenção 
 
 
▪ Manter cabos e alças de panela em bom estado 
▪ Não permitir que as crianças permaneçam na cozinha sem supervisão de um adulto 
▪ Não manipular líquidos inflamáveis próximo a fontes de calor e mantê-los fora do alcance das 
crianças 
▪ Evitar toalhas de mesa longas 
▪ Deixar isqueiros e fósforos fora do alcance das crianças 
▪ Testar a água do banho antes de molhar a criança 
▪ Evitar fumar na cama 
 
 
Insolação e exaustão por calor 
 
 
A insolação é causada pela exposição prolongada ao sol, produzindo queimaduras solares. Já 
a exaustão pelo calor é provocada por calor excessivo sem que necessariamente haja exposição 
prolongada ao sol. Diante de uma insolação ou exaustão deve se fazer o seguinte: 
 
▪ Levar a pessoa para um local fresco e arejado 
▪ Remover as roupas molhadas de suor 
▪ Abanar a pessoa 
▪ Colocar compressas frias em todo o corpo e cobrir as lesões com bandagens úmidas 
▪ Dar água fresca para a pessoa beber 
▪ Caso a temperatura corporal não diminua e a desidratação aumente, a pessoa deve ser levada 
a um serviço de saúde. 
 
 
Queimaduras por descarga elétrica 
 
 
▪ A descarga elétrica pode comprometer a vida de uma pessoa. Diante dessa situação é vital que 
o socorrista se certifique de que a eletricidade foi cortada e lembrar que se deve evitar contato 
com água ou superfícies úmidas, pois pode favorecer a condução da eletricidade 
▪ Uma vez que o acidentado está afastado da fonte de energia, deve-se avaliar o estado 
cardiorrespiratório e contatar os serviços de emergência 
▪ Caso a pessoa esteja inconsciente, sem pulso e não respire, deve ser aplicada a reanimação 
cardiopulmonar 
▪ Para evitar acidentes elétricos, deve-se avaliar o estado das instalações elétricas da casa, 
colocar disjuntores e fio terra, evitar manipular aparelhos elétricos com o corpo úmido e 
sempre desligar a chave geral ao mexer com eletricidade. 
 
 
 37 
 
 
 
Queimaduras químicas 
 
 
▪ Podem ser provocadas por substâncias ácidas (ex.:ácido clorídrico) ou alcalinas (ex.:soda 
cáustica) 
▪ Nesses casos é essencial remover rapidamente a substância que esteja causando a queimadura, 
assim como roupas e acessórios contaminados. 
▪ Lavar a área afetada com água fria durante 10 minutos 
▪ Aplicar gaze ou atadura na lesão 
▪ Caso os olhos sejam afetados, lavar com água em abundância e buscar atenção médica. Se 
utilizar lentes de contato, removê-las imediatamente. 
 
 
Mordidas, picadas e intoxica��ões 
 
 
Mordidas 
 
 
Definição 
 
 
▪ Sãoferimentos provocados por dentes humanos ou animais 
▪ Esses ferimentos apresentam hemorragias e alto risco de infecção 
▪ Em animais selvagens e domésticos, existe o risco de transmissão de raiva, uma doença 
causada por um vírus presente na saliva de animais infectados e que se caracteriza por uma 
encefalite progressiva e aguda com mortalidade próxima a 100%. A raiva é causada pelo vírus 
do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae. 
▪ Também existe o risco de transmissão do tétano, uma doença causada pela bactéria 
Clostridium tetani. Essa infecção provoca espasmos musculares dolorosos e pode levar à 
morte. 
 
 
O que deve ser feito em caso de mordidas 
 
 
▪ Acalmar a vítima 
▪ Lavar o ferimento com água e sabão ou soro fisiológico 
▪ Comprimir para controlar o sangramento 
▪ Levar para um serviço de saúde ou contatar os números de emergência 
 
 
 38 
 
▪ Tentar identificar o animal e solicitar a intervenção de um veterinário para mantê-lo em 
observação 
▪ Em caso de mordidas de animais, devem ser aplicados os soros antirrábico e antitetânico como 
forma de prevenção 
 
 
Mordidas de serpentes e aranhas 
 
 
No Brasil, existem 4 gêneros de serpentes de importância médica: Bothrops (jararaca), 
Crotalus (cascavel), Lachesis (surucucu) e Micrurus (cobra coral). No caso das aranhas, existem 3 
gêneros de importância médica: Phoneutria (aranha armadeira), Loxosceles (aranha marrom) e 
Latrodectus (viúva negra). 
 
Em caso de uma mordida de serpente ou aranha deve-se: 
 
▪ Contatar os serviços de emergência 
▪ Colocar a vítima em repouso e não a deixar se movimentar 
▪ Remover qualquer elemento que comprima a zona afetada 
▪ Lavar a lesão com água e sabão 
▪ Colocar uma bandagem compressiva e certificar de que ela não se solte até que a pessoa receba 
o antídoto 
▪ Controlar os sinais vitais até a chegada do socorro 
▪ Em caso de parada cardiorrespiratória, realizar reanimação cardiopulmonar 
▪ Se possível, tentar identificar a espécie que causou o acidente 
 
O que não pode ser feito: 
 
▪ Não administrar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico ou anti-inflamatórios não 
esteroides, pois pode provocar hemorragias 
▪ Não aplicar uma bandagem muito apertada 
▪ Não colocar gelo sobre mordidas 
▪ Não soltar a bandagem até o paciente receber o antídoto 
▪ Não fazer cortes em cruz sobre a marca das mordidas 
▪ Não administrar soro antiofídico, já que a possibilidade de reação alérgica é elevada e aumenta 
se o soro é polivalente 
 
 
Picadas 
 
 
Picadas de escorpião 
 
 
 
 
 39 
 
O veneno dos escorpiões afeta principalmente o sistema nervoso. Diante desse tipo de picadas 
se deve: 
 
▪ Remover anéis, pulseiras, relógios, correntes, tornozeleiras e sapatos 
▪ Acalmar a vítima e colocá-la de lado, em posição de recuperação 
▪ Controlar os sinais vitais a cada 10 minutos 
▪ Manter o membro afetado imobilizado e elevado 
▪ Levar a pessoa a um serviço de saúde 
 
 
Prevenção 
 
 
▪ Pedir aconselhamento local sobre a possível presença de serpentes, aranhas e escorpiões 
venenosos na zona 
▪ Em caso de dormir ao ar livre, deve-se examinar roupas e calçados para comprovar a presença 
desses animais 
▪ Evitar andar descalço(a) ou com sapatos abertos em terrenos onde possa haver animais 
peçonhentos 
▪ Evitar levantar pedras, colocar a mão em matagais ou lugares onde esses animais possam ser 
encontrados 
 
 
Picadas de abelhas e vespas 
 
 
As picadas de abelhas e vespas apresentam como risco a possibilidade de desenvolver uma 
reação alérgica que pode precisar de atendimento médico para ser controlada. Em caso de picadas de 
vespas ou abelhas deve-se: 
 
▪ Remover o ferrão com um cartão plástico ou similar 
▪ Lavar a zona afetada com água e sabão 
▪ Aplicar gelo envolvido em um pano sobre a picada durante 10 minutos, retirar e repetir a ação 
caso necessário 
▪ Em caso de sintomas como dificuldade para respirar, queda da pressão arterial, náuseas, 
desmaio, inchaço nos lábios e olhos e manchas vermelhas pelo corpo, deve-se levar a vítima 
a um serviço de saúde ou contatar os números de emergência. 
 
 
Picada de água-viva 
 
 
▪ Oriente a vítima a não coçar a região para evitar que a sensação de irritação se agrave 
▪ Lavar o local com água do mar 
 
 
 40 
 
▪ Remover os tentáculos 
▪ Aplicar vinagre branco 
▪ Colocar o local em água quente após a remoção dos tentáculos 
▪ Caso a dor e o desconforto persistam, aplicar compressas frias 
▪ Contatar os serviços de emergência ou levar a vítima ao serviço de saúde caso esteja em uma 
área onde águas-vivas altamente venenosas sejam comuns 
 
 
Intoxicações 
 
 
Definição 
 
 
A intoxicação é a exposição a uma substância nociva ao organismo. Pode ter diferentes vias 
de entrada: contato com a pele, ingestão e inalação. 
Diante da suspeita de intoxicação, deve-se pedir aconselhamento ao serviço especializado em 
toxicologia. 
 
 
Causas 
 
 
▪ Produtos químicos 
▪ Bebidas alcoólicas e outras drogas de abuso 
▪ Plantas medicinais ou ornamentais 
▪ Gases tóxicos 
▪ Medicamentos 
▪ Agrotóxicos 
▪ Alimentos em mau estado 
 
 
Sintomas 
 
 
▪ Vômito e salivação excessiva; 
▪ Sonolência ou desorientação; 
▪ Dificuldade de respirar; 
▪ Alterações da consciência como desmaios e convulsões; 
▪ Sinais evidentes na boca ou na pele decorrentes de contato ou ingestão de substâncias 
químicas ou plantas tóxicas; 
▪ Lesões, queimaduras ou vermelhidão na pele, boca e lábios; 
▪ Cheiro característico de algum produto na pele, roupa, piso ou objetos ao redor; 
▪ Alterações súbitas do comportamento 
 
 
 41 
 
▪ Tonturas 
▪ Alteração nas pupilas 
▪ Alteração na marcha 
 
Intoxicação por ingestão 
 
 
▪ Se houver queimaduras na boca, lavar com água fria 
▪ Manter as vias aéreas livres de secreção 
▪ Em caso de vômitos, coletar uma amostra para que o mesmo possa ser analisado 
▪ Colocar a vítima em posição de recuperação 
▪ Os recipientes próximos da pessoa intoxicada devem ser levados a um serviço de saúde para 
que seu conteúdo seja analisado 
 
 
Intoxicação por contato 
 
 
▪ Retirar peças de roupa impregnadas com o tóxico 
▪ Lavar a zona com água e sabão 
▪ Controlar sinais vitais 
▪ Levar a vítima a um serviço de saúde ou contatar os números de emergência 
 
 
Intoxicação por inalação 
 
 
Em uma intoxicação por inalação, a pessoa pode estar consciente ou inconsciente. Os 
primeiros socorros nesse caso são: 
 
▪ Retirar o intoxicado do ambiente contaminado e levar ao ar livre 
▪ Realizar reanimação cardiopulmonar caso necessário 
▪ Levar a um serviço de saúde ou contatar os números de emergência 
 
 
O que não pode ser feito 
 
 
▪ Não administrar nada por via oral a uma vítima inconsciente 
▪ Não neutralizar o veneno com suco de limão ou vinagre, a menos que um médico indique 
▪ Não oferecer nenhum alimento ou medicação 
▪ Não provocar vômitos 
▪ Não esperar a aparição dos sintomas em caso de suspeita de intoxicação 
 
 
 
 42 
 
 
Emergências Cardiorrespiratórias 
 
 
Obstruções da via aérea por corpo estranho 
 
 
Definição 
 
 
A obstrução de via aérea por corpo estranho (OVACE) é caracterizada como toda situação 
grave, súbita e potencialmente fatal que impeça, parcial ou totalmente, o trânsito de oxigênio até os 
alvéolos pulmonares. Uma obstrução da via aérea pode ser parcial ou total. 
 
 
Sinais e sintomas 
 
 
▪ Em uma obstrução da via aérea o sinal característico é a ingurgitação do pescoço 
▪ Em uma obstrução parcial, pode haver ruído respiratório. A pessoa é capaz de tossir, falar e 
até chorar 
▪ Em uma obstrução total, a pessoa não é capaz de tossir nem falar, podendo apresentar cianose. 
 
 
Primeiros socorros 
 
 
▪ Acalmar a vítima 
▪ Em caso de obstrução parcial, pedir para que o paciente continue tossindo. 
▪ Em caso de obstrução total deve-se realizar a manobra de Heimlich.

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