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Histórico e
organização do SUS
no Brasil
Autora
Patricia Silva de Figueiredo
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Objetivos
Caro(a) aluno(a), seja muito bem-vindo(a) à disciplina de Políticas Públicas de Saúde, nela
você irá conhecer o Sistema Único de Saúde e relacioná-lo ao serviço de saúde suplementar,
em uma visão integral do indivíduo em seu contexto familiar e coletivo, além de compreender a
relevância do trabalho das equipes que compõem a rede de atenção à saúde.
Na primeira unidade, vamos compreender e relembrar conceitos importantes sobre a história
das políticas públicas em saúde no Brasil, como evoluiu a oferta de assistência e o diferencial
do Brasil com relação a outros países.
Pronto(a) para saber mais sobre o tema?
Acompanhe esta disciplina e bons estudos!
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Histórico e organização da
saúde pública no Brasil
1
Os fatos históricos e as conjunturas político-econômicas e culturais interferiram na criação do
SUS e impactaram a saúde pública brasileira, com movimentos de avanço e outros de
retrocesso.
De 1500 até o Segundo Reinado, a profissão médica ainda não era estabelecida e as doenças
eram em sua maioria tratadas com rituais de cura, utilizando-se ervas e curandeirismo. Em
1808, com a chegada da família real ao Brasil, é fundado o Colégio Médico-Cirúrgico, na Bahia,
e a Escola de Cirurgia, no Rio de Janeiro; com eles, surgem as primeiras juntas médicas e o
controle de portos, emergindo também, por volta de 1870, os primeiros boticários.
Na República Velha, entre 1889 e 1930, predominavam doenças transmissíveis e as epidemias
ameaçavam o desenvolvimento, justificando as primeiras campanhas de saúde pública e a
criação da polícia sanitária (mas não se pode afirmar que era uma política de saúde organizada
pelo Estado). A maioria das pessoas não tinha acesso a serviços de saúde e a assistência era
organizada por ordens religiosas. Destacam-se:
a. a Revolta da Vacina (1904);
b. movimentos de educação sanitária (1920);
c. predomínio da prática médica liberal;
d. início de movimentos operários, que geraram a Lei Eloy Chaves e a criação das Caixas de
Aposentadorias e Pensões (CAPs), com ações conjuntas de saúde pública e previdência
social.
Já na era Vargas, havia o predomínio de doenças infecciosas e parasitárias (por exemplo,
cólera e malária) e deficiências nutricionais, mas também surgiram as ditas “morbidades
modernas” (por exemplo, doenças cardiovasculares, neoplasias, acidentes, violência), e o Brasil
começou a vivenciar a transição epidemiográfica, com redução na taxa de mortalidade e
aumento no envelhecimento populacional. Surgem, assim, as primeiras políticas públicas de
saúde (campanhas sanitárias e programas especiais), e o Ministério da Educação e da Saúde é
criado em 1953, com divisão das ações de saúde entre este e o Ministério do Trabalho. Como
consequência, houve redução da mortalidade infantil e a criação de centros e postos de saúde
e prontos-socorros. O acesso à assistência médica era restrito a trabalhadores urbanos e seus
familiares, e as classes mais ricas utilizavam a medicina liberal, pagando de seu próprio bolso.
Destaca-se a fusão das CAPs em Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs).
Entre 1964 e 1984, com a ascensão dos militares, conformou-se um período de tensão social e
observou-se baixa qualidade na saúde da população, com aumento na incidência de doenças
infectoparasitárias, destacando-se a grande epidemia de meningite nos anos 1970 e, nos anos
1980, as doenças cardiovasculares tornaram-se a primeira causa de óbito no Brasil. Em 1974,
foi criado o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e os Institutos de
Aposentadoria e Pensão (IAP) unificaram-se e deram origem ao Instituto Nacional de
Políticas públicas no Brasil1.1
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Previdência Social (INPS). Houve uma tentativa de reorganizar a saúde com base na Atenção
Primária e de ampliar o acesso à população não segurada por meio das Ações Integradas de
Saúde (AIS), que concentravam ações das áreas da saúde, da previdência e da educação.
Seguindo a conjuntura e estando clara a necessidade de se mudar a lógica de funcionamento e
do acesso à saúde pública no Brasil, iniciou-se um movimento de críticas e proposições que
trouxe ideias para a construção de um sistema que estivesse correlacionado à melhoria das
condições de vida e à justiça social (Teoria Social da Medicina), chamado de Movimento da
Reforma Sanitária. Seus princípios foram o embrião para a criação do Sistema Único de Saúde
brasileiro, entre eles:
conceito ampliado de saúde;
saúde reconhecida como “direito de todos e dever do Estado”;
criação de um sistema único de saúde;
participação popular;
constituição e ampliação do orçamento social.
A Oitava Conferência Nacional de Saúde ocorreu em Brasília (DF) em 1986 e contou com a
participação de trabalhadores, governo, usuários e prestadores de serviços de saúde; seu
maior objetivo era discutir e propor mudanças na saúde pública brasileira. A partir dela deu-se
a inserção do tratado sobre saúde na Constituição Federal de 1988, que trouxe em seu texto a
criação do SUS; este, por sua vez, recepcionou os princípios da Reforma Sanitária.
Na Nova República, entre 1985 e 1988, novamente observou-se redução da mortalidade
infantil; entretanto, houve a emergência da Aids e a da dengue, e as ações do Ministério da
Saúde estavam bem limitadas à realização de campanhas. As principais causas de
mortalidade eram as doenças cardiovasculares e as neoplasias. Com a saída dos militares do
poder e a conquista da democracia, tentou-se ampliar as AIS por meio do Instituto Nacional de
Previdência Social (Inamps). Mais adiante, as AIS originaram o Sistema Unificado e
Descentralizado de Saúde (Suds), que era uma espécie de convênio entre o Inamps e os
governos estaduais que, posteriormente, deu origem ao SUS.
Entre 1989 e 2002, conhecido como período pós-constituinte, a mortalidade infantil continuou
em declínio, mas a epidemia de dengue permaneceu em ascensão; houve epidemia de cólera e
aumento da mortalidade por causas externas. Em 1990, o Inamps foi incorporado ao MS e,
nesse mesmo ano, foi criado o Sistema Único de Saúde – SUS.
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Figura – História da saúde pública no Brasil
Fonte: Leiriany Aragão/scribd.
Veja um resumo sobre a história da saúde pública no Brasil.
Disponível em: youtu.be [https://youtu.be/viI5Sf7eK8Q?si=BiHJZ1AvTz_DfKDf]
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https://youtu.be/viI5Sf7eK8Q?si=BiHJZ1AvTz_DfKDf
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Histórico e organização da saúde pública no Brasil
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"https://player.vimeo.com/video/942390709".
O histórico da construção do SUS e a evolução da saúde pública no Brasil foram importantes
para adquirir o formato que temos hoje, e cabe lembrar que a Oitava Conferência Nacional de
Saúde, realizada em Brasília em 1986, teve papel relevante por contar com a participação
popular na discussão dos rumos das políticas de saúde, resultando na criação do SUS com a
inclusão de texto legal na Constituição Federal de 1988.
O SUS é um “sistema” porque é um conjunto de várias instituições (públicas e privadas) que
interagem para um fim comum. É “único” porque possui a mesma doutrina e princípios e amesma forma de organização em todo o país. E é “de saúde” porque se propõe a garantir a
oferta de ações e serviços de saúde em todo o território nacional de forma universal, integral e
equitativa.
Quando se ouve falar em SUS, logo se lembra de hospitais, longas filas de espera e postos de
saúde com baixa qualidade na oferta de serviços. Entretanto, o SUS, além de incluir centros e
postos de saúde e hospitais, também é composto por laboratórios, hemocentros, fundações,
institutos de pesquisa e outras instituições em todas as esferas governamentais. O setor
privado pode compor o SUS de forma complementar por meio de contratos e convênios.
Com relação a suas áreas de atuação, o SUS vai muito além de ações eminentemente
assistenciais em saúde. Entre suas áreas de atuação, incluem-se:
cuidados em saúde em todos os níveis de atenção;
assistência terapêutica integral;
assistência farmacêutica;
controle e fiscalização de alimentos, água e bebidas para o consumo humano;
orientação familiar;
participação na área de saneamento;
Sistema Único de Saúde – SUS1.2
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formação de recursos humanos em saúde;
saúde do trabalhador;
vigilância epidemiológica;
vigilância sanitária;
vigilância ambiental;
vigilância alimentar e nutricional.
O SUS possui organização sistêmica e seu arcabouço legal está nos artigos 196 a 200 da
Constituição Federal de 1988, na Lei n° 8.080/1990, na Lei nº 8.142/1990 e no Decreto nº
7.508/2011.
O SUS na legislação. Destacamos os artigos da Constituição Federal de 1988: a) Art. 194, que
dispõe sobre a seguridade social e a compreende enquanto um “conjunto integrado de ações
de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar direitos relativos à:
saúde, assistência social e previdência”; b) Art. 196, que cita a universalidade e a gratuidade
das ações e serviços de saúde; c) Art. 198, em que se fala sobre a regionalização e a
hierarquização, bem como o atendimento integral e a participação da comunidade; d) Art. 199,
que dispõe sobre a possível complementariedade da saúde pela iniciativa privada, sendo
prioritárias entidades filantrópicas e sem fins lucrativos.
Princípios doutrinários do SUS – O SUS possui três princípios doutrinários que compõem a sua
base ideológica e dão sustentação a todos os outros princípios organizativos: a)
universalidade, b) integralidade e c) equidade.
E qual a diferença entre o SUS e os serviços de saúde privados?
O SUS possui várias diferenças em relação à saúde ofertada pela iniciativa privada. Nele, todos
têm direito desde o nascimento; os serviços são gratuitos; a finalidade é a promoção e a
recuperação da saúde; não faz qualquer tipo de discriminação (exceto as de políticas
equitativas); o atendimento é integral; realiza prevenção de doenças e campanhas educativas
em saúde. Já na iniciativa privada, só tem direito quem adere ao plano de saúde e, portanto, só
têm acesso aqueles que podem pagar, pois a finalidade é o lucro. Além disso, idosos pagam
mais caro, há planos que só realizam atendimento médico-hospitalar, e outros nem sequer
cobrem internação, ou seja, não têm compromisso com a prevenção de doenças.
Universalidade
Significa que o SUS é para todos, independentemente de quaisquer diferenças de cor, gênero,
religião, local de moradia, escolaridade, situação de emprego ou renda etc. E apresenta a
“saúde enquanto direito de cidadania e enquanto dever do Estado”.
Integralidade
Apresenta a garantia de acesso a ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com
atendimento integral aos indivíduos.
Equidade
Representa uma discriminação positiva em que todo cidadão será atendido e acolhido
conforme as suas necessidades, o SUS deve tratar desigualmente os desiguais.
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O SUS, além da sua doutrina de sustentação, possui vários princípios organizativos, entre eles:
a. regionalização e hierarquização;
b. descentralização administrativa;
c. participação da comunidade;
d. resolutividade.
A organização de forma regionalizada e hierarquizada permite conhecer os problemas de
saúde da população do território e executar as ações de modo mais efetivo; por exemplo, as de
vigilância epidemiológica e sanitária, para se atingir a resolutividade, que será abordada mais
adiante neste tópico. A “hierarquização” implica organizar a oferta de ações e serviços em
níveis crescentes de complexidade e pressupõe a divisão de níveis de atenção para a garantia
de acesso a serviços de diferentes complexidades, que são:
a. Atenção Básica ou Atenção Primária ou Baixa Complexidade,
que prevê resolutividade aproximada de 80%, cuja base são as
UBS;
b. Atenção Secundária ou Média Complexidade, cuja base principal
são os centros de especialidades e que preconiza resolutividade
aproximada de 15%;
c. Atenção Terciária ou Alta Complexidade, com resolutividade
aproximada de 5% e cuja sede são hospitais de referência.
A “regionalização” preconiza a organização do município em regiões de saúde, que são o
espaço geográfico formado por agrupamentos de cidades/localidades limítrofes que visam
promover a integração e articulação entre os serviços de saúde e o comando unificado para
planejar e executar ações e serviços.
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Figura – Saúde pública segundo a legislação
Fonte: Pótere Social/YouTube.
Participação da comunidade é a garantia constitucional de participação da população no
processo de formulação das políticas de saúde e no controle de execução dessas políticas.
Sua composição é paritária, ou seja, 50% devem ser usuários, 25% gestores e 25% profissionais
de saúde, e deve ser respeitada nas entidades representativas, que são as conferências e os
conselhos de saúde. As conferências de saúde são temporárias, com periodicidade definida na
legislação e têm caráter propositivo. Dela participam representantes:
a. da sociedade (usuários do SUS);
b. do governo;
c. profissionais de saúde;
d. prestadores de serviços;
e. parlamentares.
Os conselhos de saúde têm caráter permanente e deliberativo e funcionam como órgãos de
controle em todas as esferas de governo. Regularmente, têm decisões relacionadas ao
acompanhamento, ao controle e à fiscalização do serviço de saúde da localidade e propõem
correções e aprimoramentos.
Já a resolutividade deve estar apta a resolver todos os problemas de saúde da população,
respeitando-se os limites de complexidade e de capacidade tecnológica de cada nível de
atenção.
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Sistema Único de saúde
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Qual o conceito de redes de atenção à saúde?
As RAS são “arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades
tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão,
buscam garantir a integralidade do cuidado” (Brasil, 2010).
Elas têm modo próprio de funcionamento, a base de suas ações é a Unidade Básica de Saúde
e, portanto, é preciso que o primeiro nível de atenção à saúde (Atenção Básica) esteja
organizado de maneira a comportar a demanda e a resolver, aproximadamente, 80% dos
problemas de saúde da população de sua área de abrangência. Nesse contexto, também é
relevante o trabalho em equipe multiprofissional e a existência de integrações verticais e
horizontais.
As RAS são relevantes na organização do SUS e da oferta de ações e serviços de saúde pelanecessidade de eliminação da fragmentação do cuidado, da instituição da gestão baseada em
necessidades de saúde, da garantia da integralidade do cuidado e da ruptura da hegemonia do
modelo biomédico.
Entre os objetivos das RAS, encontramos a promoção de integração sistêmica de ações e
serviços de saúde e provisão de atenção à saúde contínua, integral, de qualidade, responsável
e humanizada. Outro objetivo é incrementar o desempenho do SUS quanto ao acesso, à
equidade, à eficácia clínica e sanitária e à eficiência econômica.
O adequado funcionamento da RAS requer uma Atenção Primária à Saúde (APS) bem
estruturada e operante, pois esse nível de atenção é que coordena a rede, sendo a Unidade
Básica de Saúde a sua porta de entrada preferencial. Implica o trabalho em equipes em que
estas organizam a oferta de ações e serviços de saúde com base nos perfis epidemiológico e
Redes de atenção à saúde (RAS)1.3
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sociodemográfico, e de modo integrado e articulado com os demais níveis e diversos pontos
de atenção. “Pontos de atenção” são espaços onde se ofertam serviços de saúde, por exemplo:
domicílios, UBS, unidades ambulatoriais especializadas, serviços de hemoterapia e
hematologia, centros de apoio psicossocial (Caps) e residências terapêuticas. Os hospitais
podem abrigar diferentes pontos de atenção à saúde, por exemplo, ambulatório de pronto
atendimento, unidade de cirurgia ambulatorial, centro cirúrgico, maternidade, Unidade de
Terapia Intensiva (UTI) e unidade de hospital/dia. Assim, a equipe de saúde da APS deve
identificar quais pontos de atenção serão importantes para base de apoio às ações das UBS.
Aprofunde seus conhecimentos sobre as redes de atenção à saúde ou RAS. Acesse o link:
ares.unasus.gov.br
[https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7563/1/Redes%20de%20atenção%20à%20saúde%
20-%20A%20atenção%20à%20saúde%20organizada%20em%20redes.pdf]
Funcionamento (integração vertical e integração horizontal)
A integração vertical é a articulação de diversas organizações ou unidades de serviços
distintos, mas que tenham caráter complementar e que possam aumentar a resolutividade e a
qualidade das ações e serviços de saúde ofertados. A “integração horizontal” é a articulação
ou fusão de unidades e serviços de uma mesma natureza ou especialidade com a finalidade de
se otimizar a escala de atividades, ampliar a cobertura e a eficiência econômica.
Quanto às atribuições da rede, a RAS possui alguns atributos definidos na legislação (Brasil,
2010), que são:
a. população e território definidos;
b. extensa gama de estabelecimentos de saúde;
c. atenção primária em saúde estruturada;
d. prestação de serviços especializados em lugar adequado;
e. existência de mecanismos de: coordenação, continuidade do cuidado e integração
assistencial;
f. atenção à saúde centrada no indivíduo, na família e na comunidade;
g. sistema de governança único;
h. participação social ampla;
i. gestão integrada dos sistemas de apoio;
j. recursos humanos: suficientes, competentes e comprometidos;
k. sistema de informação integrado;
l. financiamento tripartite;
m. ação intersetorial e abordagem dos determinantes da saúde e da equidade em saúde;
n. gestão baseada em resultado.
Esses atributos são coerentes com os princípios e diretrizes do SUS e auxiliam o adequado
funcionamento da rede com vistas à integralidade da atenção.
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https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7563/1/Redes%20de%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20-%20A%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20organizada%20em%20redes.pdf
Figura – Unidade Básica de Saúde
Fonte: Renato Andrade/Cidadeverde.com.
Redes de atenção à saúde
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A saúde suplementar (SS) compreende um mercado constituído por grande número de
empresas (operadoras), organizadas sob diversas personalidades jurídicas, em dois grandes
segmentos: o comercial e o não lucrativo. No segmento comercial encontram-se: medicina e
odontologia de grupo, cooperativas médicas e odontológicas, seguradoras de saúde e
administradoras. No segmento não lucrativo estão as autogestões. Essas modalidades de
empresas da SS serão abordadas mais adiante neste mesmo tópico.
O histórico da saúde suplementar no Brasil surgiu como alternativa assistencial restrita a
algumas empresas, sendo pioneiras nesse movimento a Caixa de Assistência dos Funcionários
Saúde suplementar1.4
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do Banco do Brasil (Cassi) e a Assistência Patronal (atual Grupo Executivo de Assistência
Patronal – Geap).
Entre os anos 1950 e 1970, instalaram-se as primeiras estatais e multinacionais, que possuíam
sistemas próprios para cuidar da saúde de seus empregados. Na assistência médica privada,
destacavam-se duas modalidades: hospitais e laboratórios; e grupos médicos que criavam
empresas de prestação de serviços para outras empresas.
Então, o mercado foi se consolidando e surgiram duas modalidades de empresas: medicina de
grupo, formada por proprietários e sócios de hospitais; cooperativas médicas, compostas por
profissionais médicos vinculados a entidades profissionais, resultando, assim, no
“empresariamento” da saúde por meio do convênio-empresa (até 1979).
Já nos anos 1980, foi o período da Reforma Sanitária Brasileira, um contexto de crise na
universalidade da oferta de ações e serviços de saúde resolutivos e de qualidade. Havia grande
exclusão social e os serviços públicos de saúde eram mínimos. Houve uma ruptura do
financiamento da saúde com recursos previdenciários e, como consequência, indivíduos mais
abastados migraram para planos e seguros privados. Em 1980, foi criada a Amil e deu-se início
à comercialização autônoma de planos de saúde, o que intensificou os debates sobre a
privatização da assistência médico-hospitalar. Em 1982, foi sancionada a Lei n° 9.249/1982,
que dispõe sobre a restituição de despesas com planos de saúde no Imposto de Renda. Em
1988, a Constituição Federal reconheceu que a saúde no Brasil é livre à iniciativa privada, e as
características do mercado privado de saúde se consolidaram, ocasionando a expansão do
setor e o surgimento de planos individuais.
Histórico da SS nos anos 1990. Nesse período aumentou a crise de financiamento do SUS,
devido ao princípio doutrinário da “universalização do acesso”, com questionamento dos
princípios da seguridade social e queda na qualidade e na oferta dos serviços públicos. Isso
fez aumentar a demanda pela assistência médica supletiva. Em 1998, a saúde suplementar
torna-se segmento relevante da saúde devido à edição da Lei n° 9.656/1998, que dispõe sobre
os planos e seguros privados de assistência à saúde. No ano 2000, então, é criada a Agência
Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Lei nº 9.961/2000, com o objetivo
primordial de regular esse setor.
Figura – O SUS e a saúde suplementar
Fonte: SABER Tecnologias Educacionais e Sociais/YouTube.
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E quais são as perspectivas do setor privado na área da saúde?
Trata-se de mercado em ascensão, e a ANS tende a se fortalecer, a conhecer melhor o setor e a
tornar mais claras as normas de cobertura assistencial, principalmente devido à
potencialização da ação dos órgãos de consumidores. Outra tendência é a definição e a
atribuição sobre políticas de preços; a fiscalização econômica, assistencial e preventiva; e o
aperfeiçoamento dos bancos de dados para o melhor conhecimento do setor. Também se
observa que uma possível tendência é o aumento da competição baseada em preços e acesso
e a redução da competição por diferenças de cobertura; e a maior articulação dos profissionais
de saúde para unificação de tabelas de procedimentos.
Agora que revisamos o histórico da SS, vamos estudar suas principais características.
As principais características da SS incluem:
a. segmentação da atenção, o que representa organização contrária à integralidade;
b. perda de recursos que poderiam ser melhor utilizados na área da saúde, devido à dupla
utilização (pública e privada);
c. geração de iniquidades em saúde, pois sua organização é pela capacidade de pagamento
e muitos brasileiros não podem pagar por planos de saúde, especialmente os idosos;
d. indução ao consumo e uso excessivo de consultas médicas especializadas,
principalmente se não há pagamento de coparticipação;
e. tendência de incorporação acrítica de tecnologias.
Modalidades de empresas da SS
A seguir serão apresentadas características das modalidades de empresas prestadoras de SS,
pela ANS.
Medicina de grupo é a que apresenta o maior grupo de clientes, e os planos coletivos
concentram, principalmente, trabalhadores de indústrias, enquanto os planos individuais têm
maior capilaridade na classe média ou em associações de empregados. Não oferecem
assistência em serviços próprios e as empresas de menor porte têm maior restrição de
cobertura. Alguns exemplos são: Amil, Medial Saúde e Golden Cross.
As cooperativas médicas tiveram grande expansão no final dos anos 1980 e na década de
1990 e possuem organização semelhante à da medicina de grupo, embora sua abrangência
seja ainda maior. Possuem o segundo maior grupo de clientes e uma característica dessa
modalidade é que os médicos são, ao mesmo tempo, sócios e prestadores de serviço,
recebendo tanto pela produção quanto pelo superávit. Um exemplo é a Unimed, de abrangência
em todo o território nacional.
As seguradoras especializadas em saúde surgiram da lógica geral de vendas de seguros, por
exemplo, de carros e residências, especializaram-se na área da saúde, então são empresas que
têm intermediação financeira de uma entidade seguradora. O pagamento pela prestação de
serviços é feito diretamente aos profissionais e/ou aos serviços de saúde credenciados e, além
disso, há possibilidade de reembolso ao próprio segurado em caso de utilização de serviços
não credenciados. Essa foi a modalidade que mais cresceu no período desde 1987. Exemplos
são: Allianz Saúde S.A., SulAmérica e Bradesco Saúde.
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As autogestões são empresas que não possuem fins lucrativos e são planos de saúde próprios
de determinadas corporações. Ocupam o terceiro lugar em número de clientes e, geralmente,
concentram empresas do ramo de serviços, por exemplo, telecomunicação e água. Exemplos
de autogestão são: Cassi, Geap e Assefaz.
As administradoras são empresas que apresentam proposta de contratação de outros planos
de saúde e, para eles, desenvolvem ações de apoio técnico para negociação de reajuste da
mensalidade do plano, de alteração de rede assistencial, de terceirização de serviços
administrativos e de conferência e cobrança de faturas, entre outros.
Instituições filantrópicas são aquelas que operam sem fins lucrativos e que possuem
certificado de entidade beneficente de assistência social e declaração de utilidade pública.
No ramo da odontologia, tem-se a odontologia de grupo e as cooperativas odontológicas. A
primeira tem organização semelhante à da medicina de grupo; e a segunda, das cooperativas
médicas, e os profissionais de saúde e a rede contratada são de profissionais e serviços dentro
dessa área de atuação.
Existe uma relação entre SS e SUS?
A SS tem relação com o SUS, pois este “compra” uma parcela significativa de serviços privados
para suprir sua rede e garantir a universalidade de acesso. Assim, muito da expansão do setor
privado envolve subsídios públicos indiretos. Uma diferença marcante é que a SS possui maior
concentração nos centros urbanos, enquanto o SUS tem distribuição mais equitativa. Mas
ambos sofrem influência da opinião pública, do Ministério Público e da mídia.
Saúde suplementar
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Partindo-se das várias concepções correlacionadas ao conceito de saúde, surgiram as teorias
sobre o adoecimento. Quatro delas são:
Teorias sobre o adoecimento1.5
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a. Teoria Religiosa (≅ 400 a.C.), em que se acreditava que o adoecimento seria resultado de
pecados cometidos;
b. Teoria Miasmática (Idade Média), que postulava que o adoecimento resultava da inalação
de miasmas, vapores da matéria em decomposição;
c. Teoria da Unicausalidade (séc. XIX), que teve em Louis Pasteur seu maior defensor, com a
demonstração da plausibilidade biológica do adoecimento; e
d. Teoria da Multicausalidade ou Teoria Científica (séc. XX), que explica a ocorrência de
agravos à saúde não contemplados pela Unicausalidade e ganhou força com a
consolidação da Epidemiologia enquanto ciência. Essa é a teoria atual, que considera a
saúde e a doença como estados de um mesmo processo, composto por fatores biológicos,
econômicos, culturais e sociais.
Conceito ampliado de saúde
Mas, afinal, o que é saúde? O conceito clássico de saúde é o apresentado pela Organização
Mundial de Saúde (OMS) em 1947, que afirma que a saúde “é o estado de mais completo bem-
estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade”. Esse conceito, embora
antigo, não deixa de ser verdadeiro, pois apresenta outras dimensões do processo saúde-
doença, para além de um adoecimento puramente biológico. Entretanto, é subjetivo e limitado
do ponto de vista da “completude”, utópica e intangível, especialmente nos tempos modernos.
Nesse sentido, atualmente se aplica o “conceito ampliado de saúde”, por se acreditar que
vários fatores influenciam o processo saúde-doença, tais como:
educação;
renda;
alimentação;
meio ambiente;
trabalho;
transporte;
emprego;
lazer;
liberdade;
acesso e posse de terra.
E, nesse contexto, há a necessidade de se conhecer esses fatores e de se promover meios para
que haja equilíbrio entre eles, para que a vida seja de qualidade e para que os indivíduos
possam fazer escolhas conscientes para uma vida melhor.
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Figura – Conceito ampliado de saúde
Fonte: CIAR-UFG.
Saúde na legislação
Atualmente, na legislação brasileira, está posto na Constituição Federal de 1988 que “saúde é
um direito de todos e um dever do Estado”, o que torna obrigatória a garantia de acesso a
serviços públicos em qualidade e quantidade suficiente para todos os cidadãos brasileiros
terem vida digna. E na Lei Orgânica da Saúde, Lei nº 8.080/1990, em seu art. 2º, § 2º, cita-se
que o “dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade”, o
que evidencia a relevância de as pessoas, famílias e comunidades serem empoderadas no
autocuidado.
História natural das doenças
Todas as doenças e agravos possuem seu próprio curso e modos de prevençãoe tratamento.
Para outras nem sequer há tratamento, ou seja, todas as enfermidades possuem sua história
natural. Esse é o nome dado "ao conjunto de processos interativos compreendendo as inter-
relações do agente, do susceptível, e do meio ambiente que afetam o processo global e seu
desenvolvimento […] até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou
morte" (Leavell; Clark, 1976).
A história natural das doenças (HND) é subdividida em dois períodos:
a. período de pré-patogênese;
b. período de patogênese.
No primeiro, fatores sociais, ambientais e genéticos têm grande relevância, pois é um período
antes de a doença acontecer, mas em que já se inicia a determinação de causalidade no
processo de adoecimento. No segundo, a interação estímulo (por exemplo, patógeno) e
suscetível (por exemplo, ser humano) já aconteceu ou está acontecendo, e está em processo
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de alterações bioquímicas, histológicas e fisiológicas, o que faz aparecer sinais e sintomas, e a
doença irá evoluir para cura, cronicidade, sequelas ou óbito.
Prevenção
A HND é relevante quando se fala em prevenção, pois somente se pode prevenir o que se
conhece. A prevenção de doenças pode se dar em qualquer estágio no curso da doença e é
classificada em:
Em cada um desses níveis de prevenção, há medidas protetivas ou barreiras que podem ser
interpostas para se barrar o curso da doença. Assim, na Prevenção Primária, tem-se a
promoção da saúde (por exemplo, moradia adequada, saneamento básico e áreas de lazer) e a
proteção específica (por exemplo, imunização, saúde ocupacional, higiene pessoal e do lar); na
Prevenção Secundária, tem-se o diagnóstico precoce e o tratamento imediato (por exemplo,
inquéritos, exames periódicos e quarentena) e a limitação do dano (para se evitar sequelas, por
exemplo, tratamento endodôntico); e na Prevenção Terciária, há a reabilitação (por exemplo,
fisioterapia e terapia ocupacional). Ou seja, se a HND está bem estabelecida, as pesquisas
avançam para a descoberta de vacinas e de tratamentos que promovam a cura, por exemplo,
pois assim as medidas protetivas tendem a ser mais eficazes por se conhecer o
comportamento da doença em indivíduos e comunidades.
Agora vamos relacionar prevenção e história natural das doenças?
Conhecendo-se a HND, ficam relativamente mais fáceis as pesquisas para a prevenção e o
tratamento (incluindo a cura da doença) acontecerem. Entretanto, devemos lembrar que o
adoecimento é um processo complexo e multifatorial, mas o fato é que quanto mais se estuda
sobre a HND, mais perto pode-se chegar aos meios de prevenção.
Determinantes sociais da saúde
Para Buss e Pellegrini Filho (2006), são as condições sociais em que as pessoas vivem e
trabalham que afetam sua saúde e que, potencialmente, podem ser alteradas por ações que
envolvam o acesso à informação. Ou seja, os determinantes sociais da saúde (DSS) estão
relacionados às questões de desigualdades no campo social iguais ou maiores que no campo
biológico da saúde.
Iniquidade
Prevenção Primária
Medidas mais amplas que interferem na saúde de maneira geral e são feitas antes de a doença
se instalar.
Prevenção Secundária
Nesta a doença já existe, embora possa não haver sintomatologia e as ações já se tornam
mais limitadas.
Prevenção Terciária
Em que já há sequelas, mas ainda pode-se evitar a incapacitação total do indivíduo.
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São desigualdades de saúde que, além de sistemáticas e relevantes, são também evitáveis,
injustas e desnecessárias (Whitehead, 1991). Estas precisam ser evitadas e/ou minimizadas
interferindo-se nas condições de vida e/ou no estilo de vida dos indivíduos.
Determinantes de saúde
Os DSS têm um impacto direto na saúde e estruturam outros determinantes, configurando-se
como a causa-base de todas as outras causas de enfermidades.
Promoção da saúde
A partir da compreensão de que a saúde é uma questão de responsabilidade social, percebe-se
que são necessárias ações sociais organizadas (governo e sociedade) e envolvimento de
instituições acadêmicas e de saúde para a redução das iniquidades que afetam de modo direto
e indireto o processo saúde-doença.
As medidas para combater doenças devem considerar as múltiplas dimensões do
adoecimento, incluindo a parte biológica e as questões sociais.
No Brasil, em 2006, foi criada a Comissão Nacional sobre Determinantes Socais da Saúde
(CNDSS) com os seguintes objetivos:
a. monitorar iniquidades;
b. estudar sistematicamente seus determinantes;
c. incorporar os conhecimentos correlacionados na definição e na implantação das políticas;
d. colaborar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e humana; entre outros.
Mas ainda há muito a ser feito, principalmente no campo de políticas públicas promotoras e
impulsionadoras de acesso à escolarização e à geração de renda, de modo a conferir maior
autonomia e opções de escolhas saudáveis aos indivíduos.
Teorias sobre o adoecimento
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Recapitulando
Prezado aluno, nesta unidade conhecemos e revisamos conceitos importantes para a
compreensão da política pública no Brasil – o início da oferta de assistência pública e a
evolução até os dias de hoje. É importante ressaltar que o profissional de saúde que conhece a
história da assistência consegue ver o quanto o SUS contribui para a saúde da população.
Vimos também os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, que tem a finalidade de
englobar todos sem distinção. Além de ter a capacidade de respeitar a diversidade que temos
no Brasil por meio da regionalização, em que os cuidados e políticas são organizados para
atender a populações diferentes em cada município.
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Autoria
Autora
Graduação em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (EERP/USP) no curso de
Licenciatura e Bacharelado em Enfermagem, pós-graduação em Centro Cirúrgico, CME e SRPA,
experiência assistencial em UTI de pós-operatório em cirurgia cardíaca. Recuperação pós-
anestésica e CC. Enfermeira, Educação Permanente em Pronto Atendimento (UPA), atualmente
docente do curso de pós-graduação em Enfermagem, Técnico de Enfermagem e preceptora do
curso de graduação em Enfermagem.
Patricia Silva de Figueiredo
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Glossário
Aquele que determina; determinador (adj.), decisivo; que ou o que gera (fato, movimento etc.).
Em resumo, a legislação de um estado democrático de direito é originária de processo
legislativo que constrói, a partir de uma sucessão de atos, fatos e decisões políticas,
econômicas e sociais, um conjunto de leis com valor jurídico, nos planos nacional e
internacional, para assegurar estabilidade governamental e segurança jurídica às relações
sociais entre cidadãos, instituições e empresas.
Determinantes
Legislação
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Bibliografia
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Bibliografia Clássica
Bibliografia Geral
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