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Histórico e organização do SUS no Brasil Autora Patricia Silva de Figueiredo 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Objetivos Caro(a) aluno(a), seja muito bem-vindo(a) à disciplina de Políticas Públicas de Saúde, nela você irá conhecer o Sistema Único de Saúde e relacioná-lo ao serviço de saúde suplementar, em uma visão integral do indivíduo em seu contexto familiar e coletivo, além de compreender a relevância do trabalho das equipes que compõem a rede de atenção à saúde. Na primeira unidade, vamos compreender e relembrar conceitos importantes sobre a história das políticas públicas em saúde no Brasil, como evoluiu a oferta de assistência e o diferencial do Brasil com relação a outros países. Pronto(a) para saber mais sobre o tema? Acompanhe esta disciplina e bons estudos! 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Histórico e organização da saúde pública no Brasil 1 Os fatos históricos e as conjunturas político-econômicas e culturais interferiram na criação do SUS e impactaram a saúde pública brasileira, com movimentos de avanço e outros de retrocesso. De 1500 até o Segundo Reinado, a profissão médica ainda não era estabelecida e as doenças eram em sua maioria tratadas com rituais de cura, utilizando-se ervas e curandeirismo. Em 1808, com a chegada da família real ao Brasil, é fundado o Colégio Médico-Cirúrgico, na Bahia, e a Escola de Cirurgia, no Rio de Janeiro; com eles, surgem as primeiras juntas médicas e o controle de portos, emergindo também, por volta de 1870, os primeiros boticários. Na República Velha, entre 1889 e 1930, predominavam doenças transmissíveis e as epidemias ameaçavam o desenvolvimento, justificando as primeiras campanhas de saúde pública e a criação da polícia sanitária (mas não se pode afirmar que era uma política de saúde organizada pelo Estado). A maioria das pessoas não tinha acesso a serviços de saúde e a assistência era organizada por ordens religiosas. Destacam-se: a. a Revolta da Vacina (1904); b. movimentos de educação sanitária (1920); c. predomínio da prática médica liberal; d. início de movimentos operários, que geraram a Lei Eloy Chaves e a criação das Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs), com ações conjuntas de saúde pública e previdência social. Já na era Vargas, havia o predomínio de doenças infecciosas e parasitárias (por exemplo, cólera e malária) e deficiências nutricionais, mas também surgiram as ditas “morbidades modernas” (por exemplo, doenças cardiovasculares, neoplasias, acidentes, violência), e o Brasil começou a vivenciar a transição epidemiográfica, com redução na taxa de mortalidade e aumento no envelhecimento populacional. Surgem, assim, as primeiras políticas públicas de saúde (campanhas sanitárias e programas especiais), e o Ministério da Educação e da Saúde é criado em 1953, com divisão das ações de saúde entre este e o Ministério do Trabalho. Como consequência, houve redução da mortalidade infantil e a criação de centros e postos de saúde e prontos-socorros. O acesso à assistência médica era restrito a trabalhadores urbanos e seus familiares, e as classes mais ricas utilizavam a medicina liberal, pagando de seu próprio bolso. Destaca-se a fusão das CAPs em Institutos de Aposentadorias e Pensões (IAPs). Entre 1964 e 1984, com a ascensão dos militares, conformou-se um período de tensão social e observou-se baixa qualidade na saúde da população, com aumento na incidência de doenças infectoparasitárias, destacando-se a grande epidemia de meningite nos anos 1970 e, nos anos 1980, as doenças cardiovasculares tornaram-se a primeira causa de óbito no Brasil. Em 1974, foi criado o Ministério da Previdência e Assistência Social (MPAS) e os Institutos de Aposentadoria e Pensão (IAP) unificaram-se e deram origem ao Instituto Nacional de Políticas públicas no Brasil1.1 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Previdência Social (INPS). Houve uma tentativa de reorganizar a saúde com base na Atenção Primária e de ampliar o acesso à população não segurada por meio das Ações Integradas de Saúde (AIS), que concentravam ações das áreas da saúde, da previdência e da educação. Seguindo a conjuntura e estando clara a necessidade de se mudar a lógica de funcionamento e do acesso à saúde pública no Brasil, iniciou-se um movimento de críticas e proposições que trouxe ideias para a construção de um sistema que estivesse correlacionado à melhoria das condições de vida e à justiça social (Teoria Social da Medicina), chamado de Movimento da Reforma Sanitária. Seus princípios foram o embrião para a criação do Sistema Único de Saúde brasileiro, entre eles: conceito ampliado de saúde; saúde reconhecida como “direito de todos e dever do Estado”; criação de um sistema único de saúde; participação popular; constituição e ampliação do orçamento social. A Oitava Conferência Nacional de Saúde ocorreu em Brasília (DF) em 1986 e contou com a participação de trabalhadores, governo, usuários e prestadores de serviços de saúde; seu maior objetivo era discutir e propor mudanças na saúde pública brasileira. A partir dela deu-se a inserção do tratado sobre saúde na Constituição Federal de 1988, que trouxe em seu texto a criação do SUS; este, por sua vez, recepcionou os princípios da Reforma Sanitária. Na Nova República, entre 1985 e 1988, novamente observou-se redução da mortalidade infantil; entretanto, houve a emergência da Aids e a da dengue, e as ações do Ministério da Saúde estavam bem limitadas à realização de campanhas. As principais causas de mortalidade eram as doenças cardiovasculares e as neoplasias. Com a saída dos militares do poder e a conquista da democracia, tentou-se ampliar as AIS por meio do Instituto Nacional de Previdência Social (Inamps). Mais adiante, as AIS originaram o Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde (Suds), que era uma espécie de convênio entre o Inamps e os governos estaduais que, posteriormente, deu origem ao SUS. Entre 1989 e 2002, conhecido como período pós-constituinte, a mortalidade infantil continuou em declínio, mas a epidemia de dengue permaneceu em ascensão; houve epidemia de cólera e aumento da mortalidade por causas externas. Em 1990, o Inamps foi incorporado ao MS e, nesse mesmo ano, foi criado o Sistema Único de Saúde – SUS. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Figura – História da saúde pública no Brasil Fonte: Leiriany Aragão/scribd. Veja um resumo sobre a história da saúde pública no Brasil. Disponível em: youtu.be [https://youtu.be/viI5Sf7eK8Q?si=BiHJZ1AvTz_DfKDf] 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/e4a0848a48839356ad941481f3d0e172.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/e4a0848a48839356ad941481f3d0e172.png https://youtu.be/viI5Sf7eK8Q?si=BiHJZ1AvTz_DfKDf https://youtu.be/viI5Sf7eK8Q?si=BiHJZ1AvTz_DfKDf Histórico e organização da saúde pública no Brasil Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou acesse o link: "https://player.vimeo.com/video/942390709". O histórico da construção do SUS e a evolução da saúde pública no Brasil foram importantes para adquirir o formato que temos hoje, e cabe lembrar que a Oitava Conferência Nacional de Saúde, realizada em Brasília em 1986, teve papel relevante por contar com a participação popular na discussão dos rumos das políticas de saúde, resultando na criação do SUS com a inclusão de texto legal na Constituição Federal de 1988. O SUS é um “sistema” porque é um conjunto de várias instituições (públicas e privadas) que interagem para um fim comum. É “único” porque possui a mesma doutrina e princípios e amesma forma de organização em todo o país. E é “de saúde” porque se propõe a garantir a oferta de ações e serviços de saúde em todo o território nacional de forma universal, integral e equitativa. Quando se ouve falar em SUS, logo se lembra de hospitais, longas filas de espera e postos de saúde com baixa qualidade na oferta de serviços. Entretanto, o SUS, além de incluir centros e postos de saúde e hospitais, também é composto por laboratórios, hemocentros, fundações, institutos de pesquisa e outras instituições em todas as esferas governamentais. O setor privado pode compor o SUS de forma complementar por meio de contratos e convênios. Com relação a suas áreas de atuação, o SUS vai muito além de ações eminentemente assistenciais em saúde. Entre suas áreas de atuação, incluem-se: cuidados em saúde em todos os níveis de atenção; assistência terapêutica integral; assistência farmacêutica; controle e fiscalização de alimentos, água e bebidas para o consumo humano; orientação familiar; participação na área de saneamento; Sistema Único de Saúde – SUS1.2 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 formação de recursos humanos em saúde; saúde do trabalhador; vigilância epidemiológica; vigilância sanitária; vigilância ambiental; vigilância alimentar e nutricional. O SUS possui organização sistêmica e seu arcabouço legal está nos artigos 196 a 200 da Constituição Federal de 1988, na Lei n° 8.080/1990, na Lei nº 8.142/1990 e no Decreto nº 7.508/2011. O SUS na legislação. Destacamos os artigos da Constituição Federal de 1988: a) Art. 194, que dispõe sobre a seguridade social e a compreende enquanto um “conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar direitos relativos à: saúde, assistência social e previdência”; b) Art. 196, que cita a universalidade e a gratuidade das ações e serviços de saúde; c) Art. 198, em que se fala sobre a regionalização e a hierarquização, bem como o atendimento integral e a participação da comunidade; d) Art. 199, que dispõe sobre a possível complementariedade da saúde pela iniciativa privada, sendo prioritárias entidades filantrópicas e sem fins lucrativos. Princípios doutrinários do SUS – O SUS possui três princípios doutrinários que compõem a sua base ideológica e dão sustentação a todos os outros princípios organizativos: a) universalidade, b) integralidade e c) equidade. E qual a diferença entre o SUS e os serviços de saúde privados? O SUS possui várias diferenças em relação à saúde ofertada pela iniciativa privada. Nele, todos têm direito desde o nascimento; os serviços são gratuitos; a finalidade é a promoção e a recuperação da saúde; não faz qualquer tipo de discriminação (exceto as de políticas equitativas); o atendimento é integral; realiza prevenção de doenças e campanhas educativas em saúde. Já na iniciativa privada, só tem direito quem adere ao plano de saúde e, portanto, só têm acesso aqueles que podem pagar, pois a finalidade é o lucro. Além disso, idosos pagam mais caro, há planos que só realizam atendimento médico-hospitalar, e outros nem sequer cobrem internação, ou seja, não têm compromisso com a prevenção de doenças. Universalidade Significa que o SUS é para todos, independentemente de quaisquer diferenças de cor, gênero, religião, local de moradia, escolaridade, situação de emprego ou renda etc. E apresenta a “saúde enquanto direito de cidadania e enquanto dever do Estado”. Integralidade Apresenta a garantia de acesso a ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com atendimento integral aos indivíduos. Equidade Representa uma discriminação positiva em que todo cidadão será atendido e acolhido conforme as suas necessidades, o SUS deve tratar desigualmente os desiguais. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 O SUS, além da sua doutrina de sustentação, possui vários princípios organizativos, entre eles: a. regionalização e hierarquização; b. descentralização administrativa; c. participação da comunidade; d. resolutividade. A organização de forma regionalizada e hierarquizada permite conhecer os problemas de saúde da população do território e executar as ações de modo mais efetivo; por exemplo, as de vigilância epidemiológica e sanitária, para se atingir a resolutividade, que será abordada mais adiante neste tópico. A “hierarquização” implica organizar a oferta de ações e serviços em níveis crescentes de complexidade e pressupõe a divisão de níveis de atenção para a garantia de acesso a serviços de diferentes complexidades, que são: a. Atenção Básica ou Atenção Primária ou Baixa Complexidade, que prevê resolutividade aproximada de 80%, cuja base são as UBS; b. Atenção Secundária ou Média Complexidade, cuja base principal são os centros de especialidades e que preconiza resolutividade aproximada de 15%; c. Atenção Terciária ou Alta Complexidade, com resolutividade aproximada de 5% e cuja sede são hospitais de referência. A “regionalização” preconiza a organização do município em regiões de saúde, que são o espaço geográfico formado por agrupamentos de cidades/localidades limítrofes que visam promover a integração e articulação entre os serviços de saúde e o comando unificado para planejar e executar ações e serviços. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Figura – Saúde pública segundo a legislação Fonte: Pótere Social/YouTube. Participação da comunidade é a garantia constitucional de participação da população no processo de formulação das políticas de saúde e no controle de execução dessas políticas. Sua composição é paritária, ou seja, 50% devem ser usuários, 25% gestores e 25% profissionais de saúde, e deve ser respeitada nas entidades representativas, que são as conferências e os conselhos de saúde. As conferências de saúde são temporárias, com periodicidade definida na legislação e têm caráter propositivo. Dela participam representantes: a. da sociedade (usuários do SUS); b. do governo; c. profissionais de saúde; d. prestadores de serviços; e. parlamentares. Os conselhos de saúde têm caráter permanente e deliberativo e funcionam como órgãos de controle em todas as esferas de governo. Regularmente, têm decisões relacionadas ao acompanhamento, ao controle e à fiscalização do serviço de saúde da localidade e propõem correções e aprimoramentos. Já a resolutividade deve estar apta a resolver todos os problemas de saúde da população, respeitando-se os limites de complexidade e de capacidade tecnológica de cada nível de atenção. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/82f0635884d3c091647b928e2f65d28a.jpeg https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/82f0635884d3c091647b928e2f65d28a.jpeg Sistema Único de saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou acesse o link: "https://player.vimeo.com/video/942391257". Qual o conceito de redes de atenção à saúde? As RAS são “arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas, que integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado” (Brasil, 2010). Elas têm modo próprio de funcionamento, a base de suas ações é a Unidade Básica de Saúde e, portanto, é preciso que o primeiro nível de atenção à saúde (Atenção Básica) esteja organizado de maneira a comportar a demanda e a resolver, aproximadamente, 80% dos problemas de saúde da população de sua área de abrangência. Nesse contexto, também é relevante o trabalho em equipe multiprofissional e a existência de integrações verticais e horizontais. As RAS são relevantes na organização do SUS e da oferta de ações e serviços de saúde pelanecessidade de eliminação da fragmentação do cuidado, da instituição da gestão baseada em necessidades de saúde, da garantia da integralidade do cuidado e da ruptura da hegemonia do modelo biomédico. Entre os objetivos das RAS, encontramos a promoção de integração sistêmica de ações e serviços de saúde e provisão de atenção à saúde contínua, integral, de qualidade, responsável e humanizada. Outro objetivo é incrementar o desempenho do SUS quanto ao acesso, à equidade, à eficácia clínica e sanitária e à eficiência econômica. O adequado funcionamento da RAS requer uma Atenção Primária à Saúde (APS) bem estruturada e operante, pois esse nível de atenção é que coordena a rede, sendo a Unidade Básica de Saúde a sua porta de entrada preferencial. Implica o trabalho em equipes em que estas organizam a oferta de ações e serviços de saúde com base nos perfis epidemiológico e Redes de atenção à saúde (RAS)1.3 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 sociodemográfico, e de modo integrado e articulado com os demais níveis e diversos pontos de atenção. “Pontos de atenção” são espaços onde se ofertam serviços de saúde, por exemplo: domicílios, UBS, unidades ambulatoriais especializadas, serviços de hemoterapia e hematologia, centros de apoio psicossocial (Caps) e residências terapêuticas. Os hospitais podem abrigar diferentes pontos de atenção à saúde, por exemplo, ambulatório de pronto atendimento, unidade de cirurgia ambulatorial, centro cirúrgico, maternidade, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e unidade de hospital/dia. Assim, a equipe de saúde da APS deve identificar quais pontos de atenção serão importantes para base de apoio às ações das UBS. Aprofunde seus conhecimentos sobre as redes de atenção à saúde ou RAS. Acesse o link: ares.unasus.gov.br [https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7563/1/Redes%20de%20atenção%20à%20saúde% 20-%20A%20atenção%20à%20saúde%20organizada%20em%20redes.pdf] Funcionamento (integração vertical e integração horizontal) A integração vertical é a articulação de diversas organizações ou unidades de serviços distintos, mas que tenham caráter complementar e que possam aumentar a resolutividade e a qualidade das ações e serviços de saúde ofertados. A “integração horizontal” é a articulação ou fusão de unidades e serviços de uma mesma natureza ou especialidade com a finalidade de se otimizar a escala de atividades, ampliar a cobertura e a eficiência econômica. Quanto às atribuições da rede, a RAS possui alguns atributos definidos na legislação (Brasil, 2010), que são: a. população e território definidos; b. extensa gama de estabelecimentos de saúde; c. atenção primária em saúde estruturada; d. prestação de serviços especializados em lugar adequado; e. existência de mecanismos de: coordenação, continuidade do cuidado e integração assistencial; f. atenção à saúde centrada no indivíduo, na família e na comunidade; g. sistema de governança único; h. participação social ampla; i. gestão integrada dos sistemas de apoio; j. recursos humanos: suficientes, competentes e comprometidos; k. sistema de informação integrado; l. financiamento tripartite; m. ação intersetorial e abordagem dos determinantes da saúde e da equidade em saúde; n. gestão baseada em resultado. Esses atributos são coerentes com os princípios e diretrizes do SUS e auxiliam o adequado funcionamento da rede com vistas à integralidade da atenção. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7563/1/Redes%20de%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20-%20A%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20organizada%20em%20redes.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7563/1/Redes%20de%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20-%20A%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20organizada%20em%20redes.pdf https://ares.unasus.gov.br/acervo/html/ARES/7563/1/Redes%20de%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20-%20A%20aten%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A0%20sa%C3%BAde%20organizada%20em%20redes.pdf Figura – Unidade Básica de Saúde Fonte: Renato Andrade/Cidadeverde.com. Redes de atenção à saúde Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou acesse o link: "https://player.vimeo.com/video/942391682". A saúde suplementar (SS) compreende um mercado constituído por grande número de empresas (operadoras), organizadas sob diversas personalidades jurídicas, em dois grandes segmentos: o comercial e o não lucrativo. No segmento comercial encontram-se: medicina e odontologia de grupo, cooperativas médicas e odontológicas, seguradoras de saúde e administradoras. No segmento não lucrativo estão as autogestões. Essas modalidades de empresas da SS serão abordadas mais adiante neste mesmo tópico. O histórico da saúde suplementar no Brasil surgiu como alternativa assistencial restrita a algumas empresas, sendo pioneiras nesse movimento a Caixa de Assistência dos Funcionários Saúde suplementar1.4 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/a3eaba9061c10f9c67a773b281265678.jpeg https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/a3eaba9061c10f9c67a773b281265678.jpeg do Banco do Brasil (Cassi) e a Assistência Patronal (atual Grupo Executivo de Assistência Patronal – Geap). Entre os anos 1950 e 1970, instalaram-se as primeiras estatais e multinacionais, que possuíam sistemas próprios para cuidar da saúde de seus empregados. Na assistência médica privada, destacavam-se duas modalidades: hospitais e laboratórios; e grupos médicos que criavam empresas de prestação de serviços para outras empresas. Então, o mercado foi se consolidando e surgiram duas modalidades de empresas: medicina de grupo, formada por proprietários e sócios de hospitais; cooperativas médicas, compostas por profissionais médicos vinculados a entidades profissionais, resultando, assim, no “empresariamento” da saúde por meio do convênio-empresa (até 1979). Já nos anos 1980, foi o período da Reforma Sanitária Brasileira, um contexto de crise na universalidade da oferta de ações e serviços de saúde resolutivos e de qualidade. Havia grande exclusão social e os serviços públicos de saúde eram mínimos. Houve uma ruptura do financiamento da saúde com recursos previdenciários e, como consequência, indivíduos mais abastados migraram para planos e seguros privados. Em 1980, foi criada a Amil e deu-se início à comercialização autônoma de planos de saúde, o que intensificou os debates sobre a privatização da assistência médico-hospitalar. Em 1982, foi sancionada a Lei n° 9.249/1982, que dispõe sobre a restituição de despesas com planos de saúde no Imposto de Renda. Em 1988, a Constituição Federal reconheceu que a saúde no Brasil é livre à iniciativa privada, e as características do mercado privado de saúde se consolidaram, ocasionando a expansão do setor e o surgimento de planos individuais. Histórico da SS nos anos 1990. Nesse período aumentou a crise de financiamento do SUS, devido ao princípio doutrinário da “universalização do acesso”, com questionamento dos princípios da seguridade social e queda na qualidade e na oferta dos serviços públicos. Isso fez aumentar a demanda pela assistência médica supletiva. Em 1998, a saúde suplementar torna-se segmento relevante da saúde devido à edição da Lei n° 9.656/1998, que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. No ano 2000, então, é criada a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio da Lei nº 9.961/2000, com o objetivo primordial de regular esse setor. Figura – O SUS e a saúde suplementar Fonte: SABER Tecnologias Educacionais e Sociais/YouTube. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/afc8608c7f772f3cab50cc3a19176e62.jpeghttps://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/afc8608c7f772f3cab50cc3a19176e62.jpeg E quais são as perspectivas do setor privado na área da saúde? Trata-se de mercado em ascensão, e a ANS tende a se fortalecer, a conhecer melhor o setor e a tornar mais claras as normas de cobertura assistencial, principalmente devido à potencialização da ação dos órgãos de consumidores. Outra tendência é a definição e a atribuição sobre políticas de preços; a fiscalização econômica, assistencial e preventiva; e o aperfeiçoamento dos bancos de dados para o melhor conhecimento do setor. Também se observa que uma possível tendência é o aumento da competição baseada em preços e acesso e a redução da competição por diferenças de cobertura; e a maior articulação dos profissionais de saúde para unificação de tabelas de procedimentos. Agora que revisamos o histórico da SS, vamos estudar suas principais características. As principais características da SS incluem: a. segmentação da atenção, o que representa organização contrária à integralidade; b. perda de recursos que poderiam ser melhor utilizados na área da saúde, devido à dupla utilização (pública e privada); c. geração de iniquidades em saúde, pois sua organização é pela capacidade de pagamento e muitos brasileiros não podem pagar por planos de saúde, especialmente os idosos; d. indução ao consumo e uso excessivo de consultas médicas especializadas, principalmente se não há pagamento de coparticipação; e. tendência de incorporação acrítica de tecnologias. Modalidades de empresas da SS A seguir serão apresentadas características das modalidades de empresas prestadoras de SS, pela ANS. Medicina de grupo é a que apresenta o maior grupo de clientes, e os planos coletivos concentram, principalmente, trabalhadores de indústrias, enquanto os planos individuais têm maior capilaridade na classe média ou em associações de empregados. Não oferecem assistência em serviços próprios e as empresas de menor porte têm maior restrição de cobertura. Alguns exemplos são: Amil, Medial Saúde e Golden Cross. As cooperativas médicas tiveram grande expansão no final dos anos 1980 e na década de 1990 e possuem organização semelhante à da medicina de grupo, embora sua abrangência seja ainda maior. Possuem o segundo maior grupo de clientes e uma característica dessa modalidade é que os médicos são, ao mesmo tempo, sócios e prestadores de serviço, recebendo tanto pela produção quanto pelo superávit. Um exemplo é a Unimed, de abrangência em todo o território nacional. As seguradoras especializadas em saúde surgiram da lógica geral de vendas de seguros, por exemplo, de carros e residências, especializaram-se na área da saúde, então são empresas que têm intermediação financeira de uma entidade seguradora. O pagamento pela prestação de serviços é feito diretamente aos profissionais e/ou aos serviços de saúde credenciados e, além disso, há possibilidade de reembolso ao próprio segurado em caso de utilização de serviços não credenciados. Essa foi a modalidade que mais cresceu no período desde 1987. Exemplos são: Allianz Saúde S.A., SulAmérica e Bradesco Saúde. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 As autogestões são empresas que não possuem fins lucrativos e são planos de saúde próprios de determinadas corporações. Ocupam o terceiro lugar em número de clientes e, geralmente, concentram empresas do ramo de serviços, por exemplo, telecomunicação e água. Exemplos de autogestão são: Cassi, Geap e Assefaz. As administradoras são empresas que apresentam proposta de contratação de outros planos de saúde e, para eles, desenvolvem ações de apoio técnico para negociação de reajuste da mensalidade do plano, de alteração de rede assistencial, de terceirização de serviços administrativos e de conferência e cobrança de faturas, entre outros. Instituições filantrópicas são aquelas que operam sem fins lucrativos e que possuem certificado de entidade beneficente de assistência social e declaração de utilidade pública. No ramo da odontologia, tem-se a odontologia de grupo e as cooperativas odontológicas. A primeira tem organização semelhante à da medicina de grupo; e a segunda, das cooperativas médicas, e os profissionais de saúde e a rede contratada são de profissionais e serviços dentro dessa área de atuação. Existe uma relação entre SS e SUS? A SS tem relação com o SUS, pois este “compra” uma parcela significativa de serviços privados para suprir sua rede e garantir a universalidade de acesso. Assim, muito da expansão do setor privado envolve subsídios públicos indiretos. Uma diferença marcante é que a SS possui maior concentração nos centros urbanos, enquanto o SUS tem distribuição mais equitativa. Mas ambos sofrem influência da opinião pública, do Ministério Público e da mídia. Saúde suplementar Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou acesse o link: "https://player.vimeo.com/video/942392001". Partindo-se das várias concepções correlacionadas ao conceito de saúde, surgiram as teorias sobre o adoecimento. Quatro delas são: Teorias sobre o adoecimento1.5 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 a. Teoria Religiosa (≅ 400 a.C.), em que se acreditava que o adoecimento seria resultado de pecados cometidos; b. Teoria Miasmática (Idade Média), que postulava que o adoecimento resultava da inalação de miasmas, vapores da matéria em decomposição; c. Teoria da Unicausalidade (séc. XIX), que teve em Louis Pasteur seu maior defensor, com a demonstração da plausibilidade biológica do adoecimento; e d. Teoria da Multicausalidade ou Teoria Científica (séc. XX), que explica a ocorrência de agravos à saúde não contemplados pela Unicausalidade e ganhou força com a consolidação da Epidemiologia enquanto ciência. Essa é a teoria atual, que considera a saúde e a doença como estados de um mesmo processo, composto por fatores biológicos, econômicos, culturais e sociais. Conceito ampliado de saúde Mas, afinal, o que é saúde? O conceito clássico de saúde é o apresentado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1947, que afirma que a saúde “é o estado de mais completo bem- estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de enfermidade”. Esse conceito, embora antigo, não deixa de ser verdadeiro, pois apresenta outras dimensões do processo saúde- doença, para além de um adoecimento puramente biológico. Entretanto, é subjetivo e limitado do ponto de vista da “completude”, utópica e intangível, especialmente nos tempos modernos. Nesse sentido, atualmente se aplica o “conceito ampliado de saúde”, por se acreditar que vários fatores influenciam o processo saúde-doença, tais como: educação; renda; alimentação; meio ambiente; trabalho; transporte; emprego; lazer; liberdade; acesso e posse de terra. E, nesse contexto, há a necessidade de se conhecer esses fatores e de se promover meios para que haja equilíbrio entre eles, para que a vida seja de qualidade e para que os indivíduos possam fazer escolhas conscientes para uma vida melhor. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Figura – Conceito ampliado de saúde Fonte: CIAR-UFG. Saúde na legislação Atualmente, na legislação brasileira, está posto na Constituição Federal de 1988 que “saúde é um direito de todos e um dever do Estado”, o que torna obrigatória a garantia de acesso a serviços públicos em qualidade e quantidade suficiente para todos os cidadãos brasileiros terem vida digna. E na Lei Orgânica da Saúde, Lei nº 8.080/1990, em seu art. 2º, § 2º, cita-se que o “dever do Estado não exclui o das pessoas, da família, das empresas e da sociedade”, o que evidencia a relevância de as pessoas, famílias e comunidades serem empoderadas no autocuidado. História natural das doenças Todas as doenças e agravos possuem seu próprio curso e modos de prevençãoe tratamento. Para outras nem sequer há tratamento, ou seja, todas as enfermidades possuem sua história natural. Esse é o nome dado "ao conjunto de processos interativos compreendendo as inter- relações do agente, do susceptível, e do meio ambiente que afetam o processo global e seu desenvolvimento […] até as alterações que levam a um defeito, invalidez, recuperação ou morte" (Leavell; Clark, 1976). A história natural das doenças (HND) é subdividida em dois períodos: a. período de pré-patogênese; b. período de patogênese. No primeiro, fatores sociais, ambientais e genéticos têm grande relevância, pois é um período antes de a doença acontecer, mas em que já se inicia a determinação de causalidade no processo de adoecimento. No segundo, a interação estímulo (por exemplo, patógeno) e suscetível (por exemplo, ser humano) já aconteceu ou está acontecendo, e está em processo 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/b8d9ccd5f0f8b453e81d5651febe8d6f.png https://objetos.institutophorte.com.br/PDF_generator_realize/images/b8d9ccd5f0f8b453e81d5651febe8d6f.png de alterações bioquímicas, histológicas e fisiológicas, o que faz aparecer sinais e sintomas, e a doença irá evoluir para cura, cronicidade, sequelas ou óbito. Prevenção A HND é relevante quando se fala em prevenção, pois somente se pode prevenir o que se conhece. A prevenção de doenças pode se dar em qualquer estágio no curso da doença e é classificada em: Em cada um desses níveis de prevenção, há medidas protetivas ou barreiras que podem ser interpostas para se barrar o curso da doença. Assim, na Prevenção Primária, tem-se a promoção da saúde (por exemplo, moradia adequada, saneamento básico e áreas de lazer) e a proteção específica (por exemplo, imunização, saúde ocupacional, higiene pessoal e do lar); na Prevenção Secundária, tem-se o diagnóstico precoce e o tratamento imediato (por exemplo, inquéritos, exames periódicos e quarentena) e a limitação do dano (para se evitar sequelas, por exemplo, tratamento endodôntico); e na Prevenção Terciária, há a reabilitação (por exemplo, fisioterapia e terapia ocupacional). Ou seja, se a HND está bem estabelecida, as pesquisas avançam para a descoberta de vacinas e de tratamentos que promovam a cura, por exemplo, pois assim as medidas protetivas tendem a ser mais eficazes por se conhecer o comportamento da doença em indivíduos e comunidades. Agora vamos relacionar prevenção e história natural das doenças? Conhecendo-se a HND, ficam relativamente mais fáceis as pesquisas para a prevenção e o tratamento (incluindo a cura da doença) acontecerem. Entretanto, devemos lembrar que o adoecimento é um processo complexo e multifatorial, mas o fato é que quanto mais se estuda sobre a HND, mais perto pode-se chegar aos meios de prevenção. Determinantes sociais da saúde Para Buss e Pellegrini Filho (2006), são as condições sociais em que as pessoas vivem e trabalham que afetam sua saúde e que, potencialmente, podem ser alteradas por ações que envolvam o acesso à informação. Ou seja, os determinantes sociais da saúde (DSS) estão relacionados às questões de desigualdades no campo social iguais ou maiores que no campo biológico da saúde. Iniquidade Prevenção Primária Medidas mais amplas que interferem na saúde de maneira geral e são feitas antes de a doença se instalar. Prevenção Secundária Nesta a doença já existe, embora possa não haver sintomatologia e as ações já se tornam mais limitadas. Prevenção Terciária Em que já há sequelas, mas ainda pode-se evitar a incapacitação total do indivíduo. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 São desigualdades de saúde que, além de sistemáticas e relevantes, são também evitáveis, injustas e desnecessárias (Whitehead, 1991). Estas precisam ser evitadas e/ou minimizadas interferindo-se nas condições de vida e/ou no estilo de vida dos indivíduos. Determinantes de saúde Os DSS têm um impacto direto na saúde e estruturam outros determinantes, configurando-se como a causa-base de todas as outras causas de enfermidades. Promoção da saúde A partir da compreensão de que a saúde é uma questão de responsabilidade social, percebe-se que são necessárias ações sociais organizadas (governo e sociedade) e envolvimento de instituições acadêmicas e de saúde para a redução das iniquidades que afetam de modo direto e indireto o processo saúde-doença. As medidas para combater doenças devem considerar as múltiplas dimensões do adoecimento, incluindo a parte biológica e as questões sociais. No Brasil, em 2006, foi criada a Comissão Nacional sobre Determinantes Socais da Saúde (CNDSS) com os seguintes objetivos: a. monitorar iniquidades; b. estudar sistematicamente seus determinantes; c. incorporar os conhecimentos correlacionados na definição e na implantação das políticas; d. colaborar na construção de uma sociedade mais justa, igualitária e humana; entre outros. Mas ainda há muito a ser feito, principalmente no campo de políticas públicas promotoras e impulsionadoras de acesso à escolarização e à geração de renda, de modo a conferir maior autonomia e opções de escolhas saudáveis aos indivíduos. Teorias sobre o adoecimento Escaneie a imagem ao lado com um app QR code para assistir o vídeo ou acesse o link: "https://player.vimeo.com/video/942392215". 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Recapitulando Prezado aluno, nesta unidade conhecemos e revisamos conceitos importantes para a compreensão da política pública no Brasil – o início da oferta de assistência pública e a evolução até os dias de hoje. É importante ressaltar que o profissional de saúde que conhece a história da assistência consegue ver o quanto o SUS contribui para a saúde da população. Vimos também os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, que tem a finalidade de englobar todos sem distinção. Além de ter a capacidade de respeitar a diversidade que temos no Brasil por meio da regionalização, em que os cuidados e políticas são organizados para atender a populações diferentes em cada município. 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Autoria Autora Graduação em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (EERP/USP) no curso de Licenciatura e Bacharelado em Enfermagem, pós-graduação em Centro Cirúrgico, CME e SRPA, experiência assistencial em UTI de pós-operatório em cirurgia cardíaca. Recuperação pós- anestésica e CC. Enfermeira, Educação Permanente em Pronto Atendimento (UPA), atualmente docente do curso de pós-graduação em Enfermagem, Técnico de Enfermagem e preceptora do curso de graduação em Enfermagem. Patricia Silva de Figueiredo 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Glossário Aquele que determina; determinador (adj.), decisivo; que ou o que gera (fato, movimento etc.). Em resumo, a legislação de um estado democrático de direito é originária de processo legislativo que constrói, a partir de uma sucessão de atos, fatos e decisões políticas, econômicas e sociais, um conjunto de leis com valor jurídico, nos planos nacional e internacional, para assegurar estabilidade governamental e segurança jurídica às relações sociais entre cidadãos, instituições e empresas. Determinantes Legislação 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 Bibliografia ALBUQUERQUE, C. et al. A situação atual do mercado da saúde suplementar no Brasil e apontamentos para futuro. Ciência & Saúde Coletiva, v. 13, n. 5, p. 1421-1430, 2008. 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Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços Bibliografia Clássica Bibliografia Geral 139_202503674817@aluno.admcsc.com.br - Aluno - Impresso em 12/05/2025 17:52 - 139 00 00 13 90 00 02 02 50 36 74 81 70 00 0 http://www.scielo.br/pdf/csc/v13n5/08.pdf http://www.scielo.br/pdf/csc/v13n5/08.pdf http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81231997000100005&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81231997000100005&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81231997000100005&lng=en&nrm=iso http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n2/en_a06v25n2.pdf http://www.scielo.br/pdf/ape/v25n2/en_a06v25n2.pdf http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232018000300953&script=sci_abstract&tlng=pt http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232018000300953&script=sci_abstract&tlng=pt http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1413-81232018000300953&script=sci_abstract&tlng=pt http://www.ans.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&task=TextoLei&format=raw&id=Mzgw http://www.ans.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&task=TextoLei&format=raw&id=Mzgw http://www.ans.gov.br/component/legislacao/?view=legislacao&task=TextoLei&format=raw&id=Mzgw http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2017/11/plano_de_saude_2004_2007.pdf http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2017/11/plano_de_saude_2004_2007.pdf http://www.saude.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2017/11/plano_de_saude_2004_2007.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/8_conferencia_nacional_saude_relatorio_final.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/8_conferencia_nacional_saude_relatorio_final.pdf http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/8_conferencia_nacional_saude_relatorio_final.pdf correspondentes e dá outras providências. 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