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Circulação Características físicas Componentes funcionais • Artérias - Transportar sangue sob alta pressão para os tecidos. - Paredes vasculares fortes para suportar a pressão. - Fluxo sanguíneo em alta velocidade. • Arteríolas - Ramos finais do sistema arterial. - Controlam o fluxo sanguíneo para os capilares. - Paredes musculares que podem se contrair ou dilatar. • Capilares - Facilitam a troca de substâncias entre o sangue e o líquido intersticial. - Paredes finas com poros permeáveis. - Local onde ocorre a difusão de nutrientes e resíduos. • Vênulas - Coletam sangue dos capilares. - Gradualmente se tornam veias maiores. • Veias - Transportam sangue das vênulas de volta ao coração. - Funcionam como reservatório de sangue. - Paredes finas, porém musculares para controle do volume sanguíneo. Volumes de Sangue nas Diferentes Partes da Circulação - A maior parte do sangue está na circulação sistêmica (84%). - A maior parte do sangue na circulação sistêmica está nas veias (64%). Áreas de Secção Transversal e Velocidades do Fluxo Sanguíneo - Velocidade do fluxo sanguíneo é inversamente proporcional à área de secção transversal. - Áreas de secção transversal das veias são maiores que as das artérias, o que explica a grande capacidade de armazenamento de sangue no sistema venoso Pressões nas Diversas Partes da Circulação - Pressão alta na aorta (100 mmHg) devido ao bombeamento do coração. - Pressão arterial varia entre pressão sistólica de 120 mmHg e a diastólica de 80 mmHg - Pressão diminui progressivamente na circulação sistêmica até atingir as veias cavas (0 mmHg). - Pressões na circulação pulmonar são menores do que na sistêmica para facilitar a troca gasosa nos pulmões. Principios básicos da função circulatoria Aqui está um resumo dos três princípios da função cardíaca: Controle Local do Fluxo Sanguíneo - O fluxo sanguíneo nos tecidos é regulado de acordo com suas necessidades. - Microvasos monitoram continuamente as necessidades teciduais e ajustam o fluxo localmente. - Controle neural e hormonal também contribui para regular o fluxo sanguíneo. Débito Cardíaco e Retorno Venoso - O débito cardíaco é a soma de todos os fluxos locais dos tecidos. - O coração responde automaticamente ao aumento do retorno sanguíneo bombeando-o de volta para as artérias. - O coração recebe sinais nervosos especiais para ajustar seu bombeamento conforme necessário. Regulação da Pressão Arterial - A regulação da pressão arterial é geralmente independente do fluxo sanguíneo local ou do débito cardíaco. - Reflexos nervosos desencadeiam alterações circulatórias para normalizar a pressão arterial se ela cair significativamente. - Os rins desempenham um papel fundamental no controle pressórico ao longo de períodos mais longos, regulando hormônios e volume sanguíneo. Inter-relações de pressão, fluxo e resistência Fluxo sanguíneo • O fluxo sanguíneo é a quantidade de sangue que passa por um ponto específico da circulação em um determinado intervalo de tempo. • É geralmente expresso em mililitros por minuto (mL/min) ou litros por minuto (L/min), mas pode ser em mililitros por segundo (mL/s) ou outras unidades de fluxo e tempo. • Em um adulto em repouso, o fluxo sanguíneo total é de aproximadamente 5.000 mL/min. Isso é conhecido como débito cardíaco, que é a quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto. - Fluxo Laminar: Sangue flui de forma estável em linhas de corrente ordenadas, com camadas equidistantes da parede do vaso. É o tipo de fluxo encontrado em vasos longos e uniformes. - Fluxo Turbulento: Ocorre em condições como alta velocidade do fluxo, obstruções, ângulos fechados ou superfícies ásperas nos vasos. O sangue corre em várias direções, formando redemoinhos e aumentando a resistência ao fluxo sanguíneo. Pressão sanguínea • A pressão sanguínea é comumente medida em milímetros de mercúrio (mmHg), utilizando-se um manômetro de mercúrio como referência padrão desde sua invenção em 1846 por Poiseuille. • Quando a pressão em um vaso é de, por exemplo, 50 mmHg, isso significa que a força exercida é capaz de impulsionar uma coluna de mercúrio até a altura de 50 milímetros contra a gravidade. Para uma pressão de 100 mmHg, a coluna de mercúrio seria elevada até 100 milímetros. Resistência ao fluxo sanguíneo • É o impedimento ao fluxo sanguíneo através de um vaso. • A resistência não pode ser medida diretamente, mas é calculada usando as medidas do fluxo sanguíneo e da diferença de pressão entre dois pontos no vaso. • Se a diferença de pressão entre dois pontos no vaso for de 1 mmHg e o fluxo for de 1 mL/s, a resistência é designada como uma unidade de resistência periférica (URP). Determinação do Fluxo Sanguíneo em um Vaso • O fluxo sanguíneo em um vaso é determinado pelo gradiente de pressão e pela resistência vascular, expresso pela fórmula F = ΔP/R. • A pressão que impulsiona o fluxo é a diferença de pressão entre as extremidades do vaso, não a pressão absoluta no vaso. • Outras fórmulas relevantes incluem ΔP = F × R e R = ΔP/F, com medidas expressas em mmHg para pressão, mL/min para fluxo e mmHg/ mL por minuto para resistência vascular. • Na circulação pulmonar, a resistência vascular total é menor do que na circulação sistêmica devido a um gradiente de pressão menor. Lei de Poiseuille e o Efeito do Diâmetro Vascular • A resistência vascular é diretamente proporcional à viscosidade do sangue e ao comprimento do vaso, e inversamente proporcional ao raio do vaso elevado à quarta potência, de acordo com a Lei de Poiseuille. • Pequenas mudanças no raio do vaso podem causar grandes alterações na resistência vascular, devido à relação exponencial. • A disposição dos vasos em série ou em paralelo afeta a resistência total. Influência da Viscosidade Sanguínea no Fluxo • Aumentos na viscosidade sanguínea, como com aumento do hematócrito, aumentam a resistência vascular e diminuem o fluxo sanguíneo. • A viscosidade sanguínea normal é aproximadamente três vezes a viscosidade da água, principalmente devido ao número elevado de hemácias em suspensão. • Hematocrito é a proporção do sangue que é formada por hemácias - se uma pessoa tem hematócrito de 40, isso significa que 40% de seu volume sanguíneo é formado por celulas e o restante é plasma Autorregulação do Fluxo Sanguíneo Tecidual • A autorregulação do fluxo sanguíneo permite que os tecidos ajustem sua própria resistência vascular para manter o fluxo sanguíneo constante, apesar das flutuações na pressão arterial. • A resistência vascular é rapidamente ajustada em resposta a mudanças na pressão arterial, mantendo o fluxo sanguíneo relativamente constante em uma ampla faixa de pressões. Distensibilidade vascular e funções do sistema arterial e venoso Distensibilidade vascular • Normalmente expressa como a fração do aumento do volume para cada mmHg de aumento da pressão • As arterias acomodam os extremos de pressão do debito pulsátil, permitindo que o sangue chegue de forma continua nos vasos menores As veias são muito mais distendeis do que as artérias Por isso elas realizam a função de reservatório - são cerca de 8X mais distensiveis Na circulação pulmonar, as distensibilidades das veias sao semelhantes a da circulação sistêmica, no entanto, as pulmonares normalmente operam com pressão correspondente a 1/6 Complacência vascular (ou capacitância vascular) • Quantidade total de sangue que pode ser armazenado (acomodado) em determinada região da circulação para cada mmHg de aumento da pressão (complacência = distensibilidade x volume) • Normalmente, quando o volume aumenta, a pressão aumenta: - Maior complacencia, aumenta o volume sem alterar a pressão - Menor complacência, aumenta o volume com grande alteração de pressão - difícil acomodação • Complacência tardia - vaso submetido a aumento de volume,apresenta logo de inicio um grande aumento de pressão, mas o estiramento do músculo é tardio, progressivo, permitindo que a pressão retorne ao normal dentro de minutos ou horas Curvas de volume-pressão das circulações arterial e venosa • Expressam a relação entre a pressão e o volume de um vaso ou em qualquer parte da circulação • Quando um sistema arterial esta cheio (700ml) - pressão cerca de 100mmHg - volume menor que 400ml, a pressão cai para zero • No sistema venoso, a variação precisa ser muito maior para que haja alteração da pressão • A estimularão simpática aumenta o tônus (vasocontrição) da musculatura lisa vascular, aumenta a pressão das arterias ou das veias em cada volume Pulsações da pressão arterial • A distensibilidade do sistema arterial reduz os pulsos de pressão (sistólica e diastólica), de modo que quase nao ocorram pulso quando o sangue atinge os capilares, assim, o fluxo sanguíneo é essencialmente continuo, com pulsações muito pequenas • Pressão de pulso é a diferença entre a sistólica e diastólica, aproximadamente 40mmHg • Fatores que afetam a pressão de pulso: debito cardíaco sistólico / complacência da arvore arterial • Métodos clínicos para as medidas das pressões sistêmicas e diastolicas - auscutatório Pressão arterial media • É a media das pressões arteriais a cada milissegundo durante certo intervalo de tempo (pressão de irrigação) • Em um ciclo cardiaco, a pressão diastólica representa 2/3 = 53,3mmHg • No mesmo ciclo, a sistólica representa 1/3 = 40mmHg • A pressão arterial permanece mais próxima da diastólica que a sistólica durante a maior parte do ciclo cardíaco • A pressão diastólica determina cerca de 60% da PAM, e a sistólica 40% • Os pulsos de pressão são amortecidos nas pequenas artérias, nas arteríolas e nos capilares - pela resistência e pela complacência dos vasos Traçados anormais de pressão de pulso • ESTENOSE VALVAR AÓRTICA - o diametro da abertura da valva aortica é reduzido, e a pressão de pulso aortica fica diminuída pela redução do fluxo sanguíneo, que é ejetado pela valva estenórtica • PERSISTÊNCIA DO CANAL ARTERIAL - metade ou mais do sangue bombeado para a aorta pelo VE flui imediatamente de volta, pelo canal arterial que permanece aberto, para a arteria pulmonar e vasos pulmonares, fazendo com que a pressão diastólica caia para valores muito baixos antes do batimento cardíaco seguinte • INSUFICIÊNCIA AÓRTICA - a valva aortica esta ausente ou nao se fecha por completo, assim, após cada batimento, o sangue bombeado para a aorta flui imediatamente de volta par o ventrículo esquerdo - queda da pressaoaortica ate atingir zero Pressões venosas É a pressão atrial direita (pressão venosa central) regulada pelo balanço entre: - Capacidade do coração de bombear sangue para fora do átrio e ventrículo direitos para os pulmões - Retorno venoso • Fatores que aumentam o retorno venoso: - Aumento do volume sanguíneo - Aumento do tonus de grandes vasos - Dilatação das arteríolas, que diminui a resistência periferia e permite o rápido fluxo de sangue das arterias para as veias • Efeito da pressão atrial direita sobre a pressão venosa periferica - acumulo de sangue nas grandes veias • Efeito da pressão intra-abdominal sobre as pressões venosas dos membros inferiores - aumento da pressão intra abs demanda aumento da pressão nos membros inferiores • Efeito da pressão gravitacional sobre a pressão venosa / e sobre as demais - Em posição estática, o peso gravitacional do sangue pode elevar a pressão nas veias dos pés para até +90 mmHg. - Variações na pressão venosa ao longo do corpo ocorrem devido à distância do coração e ao efeito da gravidade. - Pressões negativas nos seios durais do crânio podem ocorrer, como no seio sagital, apresentando riscos durante cirurgias cranianas. Válvulas venosas e a “bomba venosa”: seus efeitos sobre a pressão venosa • Se as veias nao tivessem válvulas, o efeito da pressão gravitacional faria com que a pressão nos fosse sempre 90 mmHg • A contracao dos musculos comprime as veias no interior - bomba venosa ou muscular • A incompetencia das válvulas venosas provoca veias “varicosas Microcirculação • Na microcirculação acontece o transporte de nutrientes para os tecidos e a remoção dos produtos da excreção celular • 10 bilhões de capilares estão contidos na circulação periférica • As artérias penetram os tecidos, se ramificam em arteríolas, metarteriolas e capilares (livres de mm liso) • Os esfíncteres pré-capilares controlam o fluxo local • A parede capilar delgada consiste em uma camada de celulas endoteliais - geralmente porosos Vasomotilidade • O fluxo sanguíneo capilar é intermitente e esse fenômeno é denominado vasomoção • Consiste na contração intermitente das meta-arteriolas e dos esfíncteres pré-capilares, fazendo com que o sangue flua de de maneira intermitente • O fator mais importante para a determinação do grau de abertura e fechamento das metarteríolas e dos esfíncteres pré-capilares, até o momento identificado, é a concentração de oxigênio nos tecidos • Quando o consumo de O2 é elevado, sua concentração baixa, os períodos intermitentes de fluxo sanguíneo por capilar ocorrem com maior frequência, e a duração de cada periodo aumenta, permitindo que o sangue transporte maior quantidade de oxigenio Trocas entre o sangue e o liquido intersticial - Capilares contínuos - musculos, tecido conectivo e neural - Capilares fenestrados - presentes nos rins e intestino, associado ao epitelio transportador absorvido - Sinusoides - presentes na medula ossea, figado e baço, (5X maior que os capilares comuns) • Os principais fatores que afetam a taxa de difusão através do capilar nessa troca de nutrientes são: - Tamanho do poro no capilar - Tamanho da molecular da substância que se difunde - Diferenca de concentração da substancia entre os dois lados da membrana • A filtração do liquido pelos capilares é determinada pelas pressões hidrostáticas e coloidosmóticas e pelo coeficiente de filtração capilar • Fluxo em massa - é o movimento de massa do liquido como resultado do gradiente de pressão hidrostática ou osmótico • Se a diferença do fluxo de massa é para dentro dos capilares, chama-se absorção e se for para fora, chama-se filtração • Quatro forças primarias determinam se o liquido se moverá do sangue para o LIT ou no sentido inverso - forcas de starling 1. Pressão capilar (Pc) - força o fluido para fora do capilar 2. Pressão do fluido intersticial (Pfi) - força o fluido para dentro quando é + 3. Pressão coloidosmotica plasmatica capilar (πp)- promove a osmose para dentro 4. Pressão colloidosmotica do liquido intersticial (πfi) - tende a promover a osmose de fluidos para fora Sistema linfatico • Via acessória por meio da qual o liquido pode fluir dos espaços intersticiais para o sangue • Estão ausentes apenas em porções superficiais da pele, no sistema nervoso central, no endomingo e nos ossos • O volume total da linfa en normalmente apenas 2 a 3 litros podia, e contem substancias de alto peso molecular, tais como proteínas Funções - Restituir de volta ao sistema circulatório os líquidos e proteinas filtradas para fora da circulação - Captura de gordura absorvida no intestino para a circulação - Captura de patógenos para a circulação Controle do fluxo sanguíneo dos tecidos Um principio fundamental da circulação circulatória é que a maioria dos tecidos apresenta capacidade de controlar seu próprio fluxo, em proporção às suas necessidades especificas, que incluem: 1. O suprimento de oxigênio aos tecidos. 2. O suprimento de outros nutrientes, como glicose, aminoácidos e ácidos graxos. 3. A remoção de dióxido de carbono dos tecidos. 4. A remoção de íons hidrogênio dos tecidos. 5. A manutenção de concentrações apropriadas de íons nos tecidos. 6. O transporte de vários hormônios e outras substâncias para os diferentes tecidos. Variações no fluxosanguíneo em diferentes tecidos e oragos • A imagem ao lado mostra alguns desses diferentes fluxos em cada tecido • Cerebro, fugado, rins e musculos apresentam altos fluxos • Durante o exercício fisico, o fluxo nos musculos pode aumentar 20x, chegando a mais de 80 ou 100% • Por isso a regulação do fluxo é tão importante, se o fluxo fosse o mesmo no corpo todo, o coração não conseguiria bombear um volume tão grande Mecanismos de controle do fluxo sanguíneo • O controle local é do fluxo sanguíneo pode ser dividido em duas fases (1) controle agudo e (2) controle a longo prazo • O controle agudo é realizado por meio de rápidas variações da vasodilatação ou da vasoconstrição local das arteríolas, metarteriolas e esfíncteres pre capilares • O controle a longo prazo consiste em variações lentas, controladas ao longo de dias, semanas e ate meses, como aumento ou diminuição nas dimensões físicas e no numero de vasos sanguíneos que suprem os tecidos Controle agudo O aumento do metabolismo tecidual eleva o fluxo sanguíneo O aumento de oito vezes do metabolismo eleva cerca de quatro meses o fluxo sanguíneo A disponibilidade reduzida de oxigenio eleva o fluxo sanguíneo local Quando a disponibilidade de oxigenio nos tecidos diminui, o fluxo aumenta intensamente no tecido especifico Nao é totalmente compreendido o mecanismo pela qual as variações no metabolismo e na disponibilidade de oxigênio modificam o fluxo sanguíneo, mas sao propostas duas teorias principais: TEORIA DA VASODILATAÇÃO • Possível papel especial da adenosina • O aumento no metabolismo ou diminuição da disponibilidade de nutrientes gera maior formação/liberação de substâncias vasodilatadoras pelos tecidos, aumentando o fluxo local; • Vasodilatadores locais: Adenosina, CO2, compostos fosfatados de adenosina, ácido lático, Histamina, K+, H+, prostaciclina, bradicinina e óxido nítrico; • ↓ O2 = ↑ liberação de adenosina e ácido lático; • ↓ Fluxo = ↑ dióxido de carbono, ácido lático e íons potássio; TEORIA DA DEMANDA DE OXIGÊNIO • oxigênio (bem como outros nutrientes) é necessário como um dos nutrientes metabólicos que provocam a contração do músculo vascular; • Assim, a diminuição de oxigênio, relaxaria os vasos sanguíneos, resultando em dilatação; • ↑ metabolismo → ↑ utilização de O2 → ↓ disponibilidade de O2 para as fibras musculares lisas nos vasos sanguíneos locais → vasodilatação Exemplos de controle agudo sao a hiperemia reativa e a hiperemia ativa Hiperemia reativa Ocorre depois que o suprimento sanguíneo ao tecido é bloqueado por um curto periodo Hiperemia ativa Ocorre quando aumenta a taxa metabolica tecidual Autorregulação do fluxo sanguíneo durante as variações na pressão arterial: mecanismos metabólicos e miogênicos • ↑ rápida da PA → ↑ Fluxo sanguíneo • Entretanto, após menos de 1 minuto, o fluxo sanguíneo na maioria dos tecidos retorna praticamente a seu nível normal, embora a pressão arterial seja mantida elevada (autorregulação); • Entre as pressões de 70 - 175 mmHg, o fluxo aumenta por apenas 20% a 30%, embora a pressão arterial aumente por 150%; - Teoria metabólica - Pressão ↑ → ↑ Fluxo → varre os vasodilatadores → constrição - Teoria miogênica - Pressão ↑ → estiramento → músculo liso Controle do fluxo por fatores de relaxamento e contrição endotelial • ÓXIDO NÍTRICO - vasodilatador liberado por celulas endoteliais saudáveis O óxido nítrico (NO) é gás lipofílico vasorelaxante, liberado por células endoteliais em resposta a uma variedade de estímulos químicos e físicos • ENDOTELINA - poderoso vasoconstritor liberado pelo endotelio danificado É um grande peptídeo de função vasoconstritora, cujo estímulo de libração é o dano ao endotélio. Controle a longo prazo • Se o metabolismo no tecido é aumentado por periodo prolongado, a vascularização aumenta, processo em geral denominado angiogenese, e se for reduzido, a vascularização diminui • O oxigenio é importante nao apenas para o controle agudo do fluxo sanguíneo local, mas também para o controle a longo prazo • A angiogenese é estimulada por fatores como fator de crescimento do endotélio vascular (FCEV), fator de crescimento de fibroblastos e angiogenina • Quando uma arteria ou veia é bloqueada, em geral, novo canal vascular se desenvolve Controle humoral da circulação É feito por substancias secretadas ou absorvidas pelos líquidos corporais, como hormônios e fatores produzidos localmente • AGENTES VASOCONTRITORES - Norepinegrina e epinefrina: A norepinefrina é hormônio vasoconstritor especialmente potente; a epinefrina é menos potente, e em alguns tecidos causa até mesmo vasodilatação leve - Angiotensina II: O efeito da angiotensina II é o de contrair de forma muito intensa as pequenas arteríolas; - Vasopressina: também chamada hormônio antidiurético. É formado no hipotálamo, transportado até a hipófise e secretada no sangue • AGENTES VASODILATADORES - Bradicinina: Ativada por inflamação tecidual e provoca intensa dilatação arteriolar e aumento da permeabilidade capilar; - Histamina: Liberada por tecido lesado ou inflamado, ou se passar por reação alérgica. A maior parte da histamina deriva de mastócitos nos tecidos lesados e de basófilos no sangue • ÍONS E OUTROS FATORES QUIMICOS VASODILATADORES - Íons potássio e magnésio: Aumento provoca vasodilatação resulta da capacidade de inibir a contração do músculo liso; - pH: Aumento da concentração de íons hidrogênio (diminuição do pH) provoca a dilatação das arteríolas; - Ânions: Acetato e o citrato provocam graus leves de vasodilatação; - CO2: Aumento provoca vasodilatação moderada na maioria dos tecidos, mas vasodilatação acentuada no cérebro; • ÍONS E OUTROS FATORES QUIMICOS VASOCONTRITORES - Íons cálcio: provoca vasoconstrição. Isso resulta do efeito geral do cálcio de estimular a contração do músculo liso; - pH: Ligeira diminuição da concentração de íons hidrogênio (aumento do pH) provoca constrição arteriolar. O coração Fisiologia do músculo cardiaco • Músculo atrial e musculo ventricular • Fibras musculares estriadas, unidas tanto em serie como em paralelo • Contem miofibrilas típicas, e discos intercalares, que fazem a comunicação e adesão entre as células • Miocardio forma um sincício, formado por um grupo de celas que tem continuidade citoplasmático - Sincício atrial ou supraventricular - Sincício ventricular ISOLAMENTO ELETRICO DOS SINSCICIOS • Atrios são separados dos ventrículos por tecido fibrosos que circunda as aberturas das valvas • Os potenciais não atravessam essa barreira, são conduzidos por um sistema especializado de condução, o Nó atrioventricular (Nó AV) • Isso permite que os atrios se contraia antes dos ventrículos Potenciais de ação do miocardio • O potencial de ação da fibra ventricular cardíaca tem em media 105 mV, ou seja, passa de -90 mV para cerva de +20 mV • Apos o potencial inicial (spike) a membrana permanece despolarizada durante cerca de 0,2s (platô), seguindo uma repolarizacao abrupta • A presença desse plato no PA faz a contracao muscular cardíaca durar ate 15 vezes mais que as contrações nos m. esqueléticos Fase 4 - Repouso • Potencial de membrana em repouso (-90 mV) Fase 0 - Despolarização • Canais de sódio voltagem dependentes se abrem → potencial fica mais positivo, ate valores de +20 mV Fase 1 - Repolarização inicial • Canais rápidos de sódio se inativam - cessa entrada de Na+ • Alguns canais de potássio se abrem - saida de K+ → potencial começa a diminuir (repolarizar) Fase 2 - Platô • Canais lentos de cálcio se abrem - entrada de Ca2+ → não deixa potencial diminuir • As correntes de saida de K+ e entrada de Ca2+ estabilizam o potencial, mantendo um platô Fase 3 - Repolariação rapida • Canais lentos de cálcio se fecham, e mais canais de potassio se abrem → repolarização rápida • Potencial diminui até o repouso em cerca de -90 mv Periodo refratáriodo miocardio • ABSOLUTO - a célula esta totalmente despolarizada, isso impossibilita outros estímulos. Canais de Na estao inativos • RELATIVO - a célula se encontra parcialmente repolarizada, dependendo do estimulo, os canais de Na podem ativar • O período refratário é muito maior no cardíaco que no esquelético, evitando que ocorra a tetanização Acoplamento excitação-contração • Mecanismo pelo qual o PA provoca a contracao - papel do ion Ca2+ e dos tubules transversos (T) • Assim como no músculo esquelético, o PA se difunde para a fibra muscular, passando para os túbulos T, que por sua vez causa liberação dos ions cálcio pelo retículo sarcoplasmatico no sarcoplasma muscular • Os ions cálcio se difunde para as miofibrilas, catalisando as reacoes químicas nas troponimas C - traciona tropomiosina, liberado sítios da actina - ligação das cabeças de miosina - ponte cruzada (lembrar papel do ATP na cabeça da miosina) Em 8 - SERCA - captação de Ca2+ OBS: A contração do músculo atrial dura cerca de 0,2 seg e do músculo ventricular 0,3 seg Excitação rítmica do coração • O sistema excitatorio e condutor especializado do coração • Nodo sinusal (ou nó sinoatrial) - gerador dos impulsos rítmicos normais • Vias intermodais - condução do impulso do no sinoatrial SA ao nó AV (atrioventricular) • Nodo AV: retarda os impulsos dos átrios para os ventrículos • Fascículo AV (feixe de His) - ramos do fascículo (direito e esquerdo) - fibras de purkinge: conduzem os impulsos para todas as partes dos ventrículos Nodo sinusal (ou nó sinoatrial) • Pequena faixa achatada elipsoide de músculo cardíaco especializado • As fibras desse nodo quase não tem filamentos musculares contrateis, mas se conectam diretamente as fibras atrais, propagando o potencial de ação • Situado na parede posterolateral superior do atrio diretio, abaixo da abertura da cava superior • As fibras sinusais tem capacidade de autoexcitação, processo que causa descarga automática rítmica, por essa razão, é o marca passo dos batimentos do coração Mecanismo da ritmicidade do nodo sinusal • A figura ao lado demostra a diferença entre os potenciais das fibras do miocárdio e das fibras sinusais autoexcitaveis • Entre as descargas, o “potencial de repouso” da fibra sinusal tem negatividade de -55 a -60 mV (e não - 90) • A explicação para isso é que as fibras sinusais são por natureza mais permeáveis ao cálcio e ao sódio, deixando a carga mais positiva • Existe uma diferença no funcionamento dos canais das fibras sinusais • Nesse valor de -55 mV os canais de rápidos sódio ja estão em sua maioria inativos. • Dessa maneira, somente os canais lentos de sódio-cálcio podem se abrir e deflagrar o potencial de ação - por isso o potencial de ação ocorre mais lentamente Autoexcitação das fibras do Nodo sinusal • Papel dos canais HCN (dependentes de nucleotídeos cíclicos ativados por hiperpolarização) ou “Funny" • Esses canais são “instáveis” e reagem a hiperpolarização de membrana no final da repolarização, pela demora do fechamento dos canais de potássio. • A partir da hiperpolarização, esses canais instáveis desestabilizam e permitem a entrada ou “vazamento” de íons sódio, que começa a elevar o potencial - essa fase é camada de potencial marca-passo - FASE 4 na figura • Quando o potencial de membrana fica mais positivo e atinge o limiar de -40 mV, os canais lentos de cálcio são ativados, originando de fato o potencial de ação com a entrada de ions cálcio (e não de sódio como nos demais potenciais) - despolarização - FASE 0 • Na sequencia os canais de potássio se abrem, e a saída de K+ faz a repolarização - FASE 3 • A demora do fechamento dos canais de potássio causa a hiperpolarização, que desestabiliza os canais Funny e começa um novo ciclo • Não possui fase 1 (rapida repolaziação e nem a 2, de platô) As vias intermodal e interatrial transmitem os impulsos • As extremidades das fibras do iodo sinusal conectam-se diretamente ao tecido muscular atrial, propagando o PA • O PA se propaga até o nodo AV • Uma das bandas de condução, a banda inreratrial anterior, cursa pelas paredes anteriores dos átrios, alcançando o AE Nodo atrioventricular retarda a condução dos átrios para os ventrículos • Esse retardo permite que os átrios se contraiam e esvaziem seu conteúdo nos ventrículos antes que comece a contração ventricular • Os responsavies por esse retardo são o nodo AV e suas fibras condutoras adjacentes • A CAUSA DA CONDUCAO LENTA é explicada em grande parte pelo numero reduzido de junções comunicantes GAP entre as sucessivas células das vias de condução, de modo que exista grande resistência para a passagem de ions excitatorios de uma fibra condutora para a próxima Transmissão rapida no sistema de purkinje ventricular • Fibras mais calibrosas que conduzem os PA com velocidade maior, permitindo a transmissão instantânea do impulso para contracao dos ventrículos • TRANSMISSAO UNDIRECIONAIS DO FEIXE A-V - são incapazes de conduzir retrogafamente para os átrios • A DISTRIBUICAO DOS FEIXES DE PURKINJE - ramo direito e esquerdo Transmissão do impulso cardiaco pelo musculo ventricular • Ao atingir a extremidade final das fibras de purkinje, o impulso é transmitido para toda a massa muscular ventricular pelas próprias fibras musculares • Velocidade menor RESUMO 1. no SA despolariza 2. No AV 3. Condição demora no av 4. Move-se rapidamente do 5. Onda se espalha Importancia dos detalhes do trajeto do impulso cardíaco pelo coração e os tempos precisos de sua chegada a cada parte do coração para o entendimento do eletrocardiograma DETALHAR!!! Marca-passos anormais ou ectopicos Outras partes do coração podem apresentar excitação intrínseca rítmica, assim como as fibras do no SA, são as fibras do nó AV e as de Purkinje, podendo funcionar quando a SA falhar, assumindo o controle do sinal elétrico, podem com freqiencoia menor Fibras do nó SA 70 a 80 vezes por minuto - marca passo normal Fibras do nó AV Se o SA falhar, o AV assume 40-60 vezes por minuto Fibras de purkinje Se ambos falharem, as fibras de purkinje assumem 12-40 vezes por minuto CAUSAS DAS FALHAS • Anormalidade no nó AV, fibras de purkinke ou mais raramente me locais da musculatura atrial ou ventricular • Bloqueio SA: impede o impulso para as demais porções do coração • Bloqueio AV: das com que as fibras de purkinje assuma aos 5-20 seg, com frequência de 15 e 40 vezes por minuto - Sindrome de stokes Adans - retomada tardia… O ciclo cardíaco • Conjunto dos eventos cardiacos que ocorre entre o inicio de um batimento e o inicio do proximo • Cada ciclo é iniciado pela geração espontânea de potencial de ação no modo sinusal • O ciclo consiste no período de relaxamento, chamado de diástole, durante o qual o coração se enche de sangue, seguido pelo período de contração, a sístole, onde o coração bombeia o sangue • Variações de pressão demonstradas na figura Os ventrículos se enchem de sangue durante a diástole • Durante a sístole, grande quantidade de sangue se acumula nos átrios, uma vez que as válvulas AV estão fechadas • Quando a sístole termina as válvulas AV são abertas, enchendo os ventrículos - O primero terco do periodo de enchimento é chamado de período de enchimento rápido - Ao longo do segundo terço, uma pequena quantidade de sangue flui para os ventrículos, sendo esse o sangue que continua a chegar aos átrios, vindo das veias cavas - Durante o ultimo terco da diastole, os átrios se contraem, dando impulso adicional de fluxo para os ventrículos, esse mecanismo corresponde a cerca de 20% do enchimento ventricular total de cada ciclo Ejeção de sangue dos ventrículos durante a sístole Período de contração isovolumétrica • Imediatamente após o inicio da contração, a pressão ventricular sobre abruptamente, fazendo as válvulas AV se fecharem • É necessario mais 0,02 a 0,03 seg para que o ventrículogere pressão suficiente para empurrar e abrir as válvulas semilunares (aórtica e pulmonar). • Esse periodo em que os ventrículos contraem mas as válvulas não abrem é chamado de contração isovolumetrica ou isométrica Período de ejeção • Quando a pressão no interior do VE aumenta até mais de 80 mmHg (VD cerca de 8 mmHg) a pressão abre as válvulas semilunares e o sangue é lançado para as artérias • Em torno de 60% do sangue do ventrículo no final da diástole são ejetados durante a sístole - O primeiro terço do período de ejeção ejeta 70% dessa porção - período de ejeção rápida - Os 30% restantes são ejetados nos outros dois terços - período de ejeção lenta Conceitos do ciclo cardíaco Volume diatólico final • Durante a diástole, os ventrículos chegam a 110-120 ml, esse volume é chamado de diastólico final Débito sistólico (stroke volume) • À medida que os ventrículos se esvaziam na sístole, o volume diminui cerca de 70 ml, que é chamado de debito sistólico • Se tratando como porcentagem, normalmente 60% do VDF é chamado de fração de ejeção Volume sistólica final • Quantidade restane em cada ventrículo é 40-50 ml Funcionamento das válvulas Atrioventriculares • Tricuspide: AD → VD • Mitral: AE → VE • Evitam o refluxo dos ventrículos para os átrios na sístole Semilunares • Pulmonar: VD → pulmões • Aortica: VE → aorta • Se fecham após a sistole, possuem aberturas menores e não possuem as cordas tendineas Função dos músculos papilares • Estão ligados as válvulas pelas cordas tendíneas • Eles não ajudam as válvulas a se fechar, mas sim puxam a extremidade das válvulas em direção aos ventrículos para evitar que as válvulas sejam abauladas para trás, em direção aos átrios, durante a contracao ventricular, impedindo o REFLUXO sanguíneo • Na figura as válvulas do ventrículo esquerdo Sons cardiacos S1 ou B1 • Quando os ventrículos se contraem, ouve-se o primeiro som causado pelo fechamento das válvulas AV, tem timbre baixo e duração longa (primeira bulha cardíaca - S1) representa a sístole S2 • Quando as válvulas aortica e pulmonar se fecham, ao final da sístole, ouve-se um rápido estalido por elas se fecharem rapidamente e os tecidos circundantes vibrarem por curto período (segunda bulha cardíaca ou S2) representa a diástole S3 • Terceira bulha (S3) ruido causado pelas vibrações da parede ventricular distendida pelo enchimento ventricular rápido S4 • Quarta bulha (S4) ruido pré-sistolica correspondente à sístole atrial - bulha atrial B1 - Fechamento da atrioventricular faz o barulho TUM B2 - Fechamento da semilunar TA B3 - geralmente sobrecarga de volume - enchimento ventricular rápido (existe B3 fisiológica também, característica na inspiração) TUM TLA B4 - geralmente quando há insuficiencia, o sangue nao chega a encher o átrio, batendo na parede e fazendo a bulha - patológico T-TUM TA Conceitos do ciclo cardiaco Pré-carga • Tensão passiva nas paredes do ventrículo no final da diástole (pressão diastólica final) • Fator determinante: retorno venoso Pós-carga • Tensão ativa nas paredes do ventrículo durante a sístole (forca necessária par ejetar o sangue) • Fator determinante: pressão arterial da aorta ou da artéria pulmonar (resistência vascular) Regulação do bombeamento • Uma pessoa em repouso bombeia 4-6 L de sangue por minuto, mas durante o exercício fisico, pode bombear 4-7x mais • Meios de regulação do volume: Regulação cardiaca intrinseca (mecanismo de frank-starling) • Em resposta às variações do volume sanguíneo em direção ao coração • Quanto mais o miocárdio for distendido durante o enchimento, maior será a forca da contração e menor será a quantidade de sangue bombeada para as artérias Regulação pelo sistema nervoso autonomo • Resulta na mudança da frequência e da forca de contracao (centro vasomotor do bulbo controla) • Centro cardioacelerador controla a inervação simpática - Estimula predominantememnte no miocardio dos atrios e ventrículo, mas tambem no sistema condutor (muito menos) - Influencia maior: aumento da força de contracao • Centro cardioinibidor controla a inervação parassimatica - Estimula predominantemente no nó SA e AV, muito menos no miocárdio - Influencia maior: diminuição da frequência cardíaca Efeitos gerais da inervação simpática • Noradrenalina (dos neurônios simpáticos) e adrenalina (da medula da glândula suprarrenal) estimulam os receptores adrenergicos β1 que aumentam o fluxo ionico dos canais IF e de Ca2+, acelerando a taxa de despolarização • Aumento da forca de contração: aumenta ate o dobro do normal, aumentando a pressão de ejeção • Aumento do debito cardiaco: a quantidade deve sangue bombeada a cada minuto pode ser aumentada por mais de 100% • Aumento da frequência cardíaca: o aumento da velocidade da condução, da frequência de descarga e excitabilidade levam os batimentos de um valor normal de 70 bpm para até 180 a 200, raramente até 250 bpm Efeitos gerais da inervação parassimpático • Acetilcolina ativa receptores colinergicos muscarinicos aumentando a permeabilidade dos ions potassio, permitindo rápida saída nas fibras condutoras (hiperpolarizacao). A diminuição da permeabilidade ao Ca2+ retarda a taxa em que o potencial marca-passo despolariza • Diminuição da frequência cardiaca: diminui o ritmo do nó SA e a excitabilidade das fibras da musculatura atrial e no nó AV • Diminuição do debito cardiaco • Diminuição da forca de contracao po 20% a 30% • A estimulação leve e moderada reduz a frequência, enquanto a intensa pode bloquear o impulso do nó SA, sendo necessário o escape ventricular. O eletrocardiograma normal • O eletrocardiograma é a representação gráfica da atividade elétrica do coração • Triangulo de Heinthoven - adaptado para o uso clinico no inicio do século XX - pontos para colocar os eletrodos • *eixo da derivação: ponto de vista e *vetor da polarização: direção do potencial Derivações eletrocardiograficas • As derivações são obtidas pelas conexões elétricas entre os membros do paciente e o eletrocardiógrafo • 6 derivações perifericas; • 3 bipolares do plano vertical (DI, DII, DIII) • 3 unipolares aumentadas do plano vertical (aVR, aVL, aVF) Derivações torácicas ou precordiais: • 6 derivações unipolares do plano horizontal • V1 - 4º espaço intercostal direito • V2 - 4º espaço intercostal esquerdo • V3 - entre V2 e V3 • V4 - 5º espaço intercostal • V5 - 5º espaço intercostal (linha anterior axilar) • V6 - 5º espaço intercostal (linha media axilar) Elementos principais • Ondas: deflexões para cima e para baixo da linha da base • Segmentos: partes da linha base entre duas ondas • Intervalos: combinações entre ondas e segmentos ANALISE DETALHADA: 1. A primeira onda é a onda P, que representa a despolarização atrial, iniciada pelo nó sinoatrial 2. Com a despolarizada atrial completa, o impulso é retardado pelo nó atrioventricular, formando o segmento PG ou PR 3. A direção das forcas elétricas de despolarização ventricular precoce se projetam em direção ao polo negativo da derivação - deflexão negativa da onda Q - Despolarização inicial do lado esquerdo do septo, antes do lado direito, que cria um fraco vetor da esquerda para a direita por fração de segundo, antes que o usual vetor base-para-ápice ocorra 4. Onda R - despolarização ventricular acontece no ápice, causo o complexo QRS 5. Fibras de purkinge direcionam o vetor de despolarização para cima, criando uma deflexão negativa - onda S - onde acontece a repolarização atrial 6. A despolarizacao ventricular se completa - segmento ST 7. A repolarização dos ventrículos começa no ápice, causando a onda T - a ultima celula que se despolariza é a primeira que se repolariza” / “repolariza de marcha ré” - e o vetor do potencial continua apontando para o ápice 8. A repolarizacao ventricular se completa Informações presentes no ECG normal • Linhas verticais são linhas de calibraçãode carga (0,1 mV/linha) • Linhas horizontais são linhas de calibração de tempo (0,04 s/linha) • A celocidade de um ECG é de 25 mm/s • Voltagem normal: da onda P (0,1 a 0,3 mV), do complexo QRS (1,5 mV), da onda T (0,2 a 0,3 mV) • Intervalo PQ ou PR (0,16 s) • Intervalo QT Regulação nervosa da circulação • O sistema nervoso central coordena o controle reflexo da pressão arterial e a distribuição de sangue aos tecidos • O centro de controle cardiovascular (CCC) ou centro de controle vasomotor - se localiza no bulbo • O CCC prioriza a perfusão do encefalo e curaçao ao controlar a PA • O CCC recebe influencias de outras partes do encéfalo e altera a função de órgãos e tecidos - Fluxo para pele - Fluxo para TGI • A PA é monitorada e ajustada para manter a homeostasia INFLUXO PARA O CENTRO CARDIOVASCULAR - Dos centros superiores do encefalo: cortex cerebral, sistema límbico e hipotálamo - Dos proprioceptores: monitoram os movimentos - Dos quimiorreceptores: monitoram H+, CO2, O2 e do sangue - Dos barorreceptores: monitoram a pressão arterial EFLUXO DO CENTRO CARDIOVASCULAR - Centro inibidor (parassimpático) - coração - via nervo vago (x) - diminuição da despolarização do nó SA reduz a FC - Centro acelerador (simpático) - coração - elevação da velocidade de despolarização do no SA eleva a FC e contratilidade - Centro vasomotor (simpatico) - vasos sanguíneos - vasoconstrição O que determina a pressão arterial media Alteram a frequência cardiaca: • Nervos autonómicos • Hormônios • Níveis de K+ • Isquemia • Hormônios da tireoide Alteram o volume sistolico • Inotropismo • pré carga / pós carga Alteram a resistência vascular sistemica • Anatomia vascular • Secreção de fatores locais • Nervos autonómicos • Reflexo barorreceptor • Catecolaminas circulantes SRAA • Peptídeos natriuréticos • ADH Regulação pelo sistema nervoso autonomo Estimulação simpatica • A estimulação simpatica aumenta a PAM, o que aumenta tanto a RVS quanto o DC • A descarga tonica de noradrenalina (NA) ajuda a manter o tonus das arteriolas (estado de constante vasocontricao), resultado de sua ligação aos receptores α adrenergicos nos musculos lisos - Alta liberação de NA sobre os receptores α gera vasocontricao (eleva RVS, retorno venoso, pré-carga, DC) - Baixa liberação de NA sobre os receptores α gera vasodilatação (baixa RVS, retorno venoso, pré-carga, DC) • Noradrenalina (dos neurônios simpáticos) e adrenalina (da medula das glândulas suprarrenais) estimulam receptores β1 que aumentam o fluxo ionico de Ca2+, acelerando a taxa de despolarização • β1 - coração - aumenta forca de contração, VS, FC, DC / * β2 vasodilatação nas coronárias??? Pressão arterial media = debito cardíaco x Resistencia vascular sistemica PAM = (DC x RVS) + PVC PVC normalmente zero, então: PAM = (FC x VS) x RVS Debito Cardíaco = Frequência cardiaca (bpm) x Volume sistolico (ml/batimento) RVS = resistencia vascular sistemica que precisa ser superada (vasoconstrição ou dilatação periferica) PVC - pressão venosa central - normalmente zero Estimulação parassimpática • Estimulação parassimpático diminui a PAM ao diminuir tanto a RVS quanto o DC • Acetilcolina (ACh) ativa receptores colinergicos muscarinicos, aumentando muito a permeabilidade aos ions potassio (hiperpolarizacao) • A diminuição da permeabilidade ao Ca2+ retarda a taxa em que o potencial marca-passo despolariza Reflexo barorreceptor • É o mecanismo mais importante para a regulação aguda da pressão sanguínea (segundo a segundo) • Barorreceptores são mecanorreceptores sensíveis ao estiramento localizado nas paredes das arterias caróticas e aorta - Barorreceptores carotídeos - Barorreceptores aórticos • Aumento na pressão arterial - membrana dos barorreceptores estira - aumenta frequência de disparos - diminui a pressão arterial (contrario tambem ocorre) OBS: inotropismo positivo significa contrair com mais forca, ou seja, aumentar a pressão Reflexo barorreceptor se adapta Certas situações exigem que a faixa normal de disparo dos barorreceptores seja “reiniciada"ou ajustada - exercícios, dor crônica, hipertensão crônica, insuficiência cardiaca crônica… Sistema renina-angiotensina-aldosterona • A diminuição da PA causa diminuição da perfusão renal, que é percebida pelos mecanorreceptores nas arteriolas aferentes do rim. • A diminuição da PA faz com que a pró renina seja convertida em RENINA nas células justaglomerulares. • A secreção de renina é aumentada pela estimulação simpática e pelos agonistas β1 e reduzida pelos antagonistas β1 (propanolol) • A renina é uma enzima que no plasma catalisa a conversão de angiotensinogênio em angiotensina I • Nos pulmões e rins, a angiotensina I é convertida em angiotensina II, reação catalisada pela enzima conversora de angiotensina (ECA) • A angiotensina II atua sobre celular da zona glomérulos do cortex suprarrenal, estimulando a síntese e secreção de aldosterona • A aldosterona atua sobre as células principais do tubulo renal distal e ducto coletor aumentando a reabsorção de Na+, levando o aumento do LEC e volume sanguíneo • A angiotensina tem ação no rim, estimulando a troca de Na+ H+ no tubulo proximal renal e aumentando a reabsorção de Na+ e HCO3 • A angiotensina II atua atua sobre o hipotálamo, aumentando a sede e a ingestão de agua - estimula o ADH, que aumenta a reabosção de agua nos ductos • Por fim, a angiotensina II atua sobre as arteriolas, levando a vasocontrição ** Catecolaminas circulantes Fontes • Primaria: medula adrenal (80% adrenalina e 20% noradrenalina) • Secundária nervos simpáticos • Aumento das catecolaminas por: atividade física, estresse, insuficiencia cardiaca, choque circulatorio Efeitos cardiacos Aumento no debito cardiaco - Receptores β1 no coração aumentam a força de contração - Receptores β1 nos rins aumentam a volemia e a pré carga Efeitos vasculares - Receptores B2: vasodilatação nas coronarias, vasos da musculatura esquelética e fígado ??? - Receptores α1 e α2: vasocontricao dos vasos perifericos ??? Peptídeos natriuréticos • Peptidico natriurético atrial (PNA): armazenado e liberado pelos miócitos atrais • Peptídio natriurético cerebral (BNP): armazenado e liberado pelos miocitos ventriculares • Hormônios que atuam em oposição ao SRAA • ANP e BNP tem ações semelhantes: - Diminui a liberação de renina, angiotensina II, aldosterona - aumenta a diurese (perda de agua) e natriurese (perda de Na+) - diminui volume sanguíneo, pré carga e PAM • Lançado em resposta a: distensão atrial / estimulação simpática / angiotensina II / endotelina Hormônio antidiurético (ADH) • Um neuropeptídio secretado pela hipófise posterior, tambem chamada de vasopressina • Sercretado em resposta a: - Angiotensina II - Hiperosmolaridade (aumento de soluto) - Estimulação simpatica Dois efeitos primarios • Em níveis típicos: a ação é via receptores de vasopressina 2 (V2) - estimula reabsorção de agua nos túbulos renais e no sistema coletor (efeito primario) - aumenta volume sanguíneo, pré carga, debito cardíaco e PAM • Em níveis elevados: vasocontrição via receptores V1 - aumenta RVS e PAM Debito, retorno venoso e suas regulações Debito cardíaco • O debito cardiaco é a quantidade de sangue bombeado para a aorta a cada minuto pelo coração • Normalmente 70 ml e 80 bpm • Homens 5,6 L/min e mulheres 4,9 L/min • Fatores que afetam o debito cardiaco - pré carga, pós carga, inotropia (contratilidade) - Ao longo da idade o debito cardiaco vai diminuindo - chegando a 2,4 L/min aos 80 anos • Normalmente o coração não é o principal controlador do debito cardiaco, mas sim o retorno venoso RV - Alto RV - alto bombeamento - lei de frank-starling do coração - Alto RV - alta distensão atrial - alta distensão do nó SA - alto ritmo de disparo - alta FC (reflexo de Baindridge) Produção dodebito cardiaco pelo coração O DC apenas com aumento do retorno venoso, sem estímulos especiais, pode bombear ate 2,5x o retorno venoso normal (13L/min) Contracao hipereficaz • Melhor que o normal • Estimulação simpatica e/ou inibição parassimpático - Aumenta frequência cardiaca - Aumenta contratibilidade • Hipertrofia cardiaca - Aumenta massa - Aumenta contratibilidade Contracao hipoeficaz • Pior que o normal • Hipertensão • Inicial simpatica • Ritmo anormal • Obstrução coronaria • Valvulopatias • Cardiopatias • Miocardite • Hipóxia cardiaca Debito cardiaco aumentado O debito cardiaco aumentado pode ser resultado da resistencia periférica total cronicamente reduzida, mas não da excitação excessiva • Berberi - pouca tiamina (vit. B) na dieta dificulta a utilização de nutrientes, causando vasodilatação compensatória e o aumento do RV e DC a longo prazo • Derivação arteriovenosa - sangue flui de arterias para veias, aumentando RV e DC • Hipertireoidismo • Doença pulmonar • Doença de Paget Debito cardiaco diminuido É causado por (1) anormalidades que causam redução da eficácia do bombeamento e (2) redução acentuada do retorno venoso • Redução da eficácia do bombeamento - Bloqueio grave de vaso sanguíneo croronario e infarto do miocardio - Cardiopadia valvar grave - Miocardite - Disturbios metabólicos cardiacos • Redução do retorno venoso - Hipovolemia - Dilatação venosa aguda - Obstrução de veias maiores - Ativação baixa - Massa tecidual diminuida Fatores que afetam o retorno venoso Alguns fatores afetam o retorno venoso da circulação sistemica para o coracao Pressao atrial direita • Normalmente é de -4 a +4 mmHg • Para haver fluxo deve ser sempre menor que a pressão venosa central (até +7 mmHg), o chamado gradiente de pressão para o retorno venoso • Quando aumenta pressao atrial direita, o retorno venoso diminui - diminui o bombeamento (pois diminui a diferença de pressão) SOBRECAGA ATRIAL • Estenose tricuspide ou pulmonar • Tamponamento cardiaco (acumulo de liquido no pericardio) e outros Volume de sangue • Quanto maior o enchimento do sistema (volemia), mais facil é o fluxo de sangue para o coração • A pressão media de enchimento sistémico (Pes), é uma medida da pressao nos vasos sem fluxo sanguíneo • A Pes normalmente e1 de +7 mmHg • Aumento da volemia leva o aumento do retorno venoso - aumento do bombeamento Resistencia ao retorno venoso • É a resistencia ao fluxo venoso de sangue em direção ao coração • A pressao venosa aumentada ajuda muito pouco pois as veias são muito distensíveis • A metade normal da resistencia aumenta o fluxo em 2x • O aumento da resistencia para o dobro, diminui o fluxo em metade do normal Controle da pressão arterial no exercício fisico • Durante o exercício fisico a vasodilatação nos musculos ativos diminui a PAM • A compensação é feita de imediato pelo centro de controle, causando constrição de veias maiores e aumenta contratilidade do coração - Vasodilatação simpatica - β2 dilata vasos dos musculos - aumenta metabolismo e fluxo local - Centro vasomotor - α1 - vasocontrição - aumenta RV, FC e DC - Centro cardioacelerador - β1 aumenta forca e frequência no coração e β2 vasodilata as coronárias Circulação coronariana O fluxo é, em media, cerca de 225 ml/min, o que representa 4% do DC - no exercício fisico chega a 4-7x Arteria coronaria esquerda supre porção anterior e alteral esquerda do VE Arteria coronaria direita supre maioria do VD e posterior do VE Controle local Resposta ao consumo metabolico Controle nervoso Estimulação autonomica • Efeitos diretos: a acetilcolina, dos nervos vagos, e a norepinefrina e epinefrina, dos nervos simpáticos • …. Cardiopatia isquemia • Tambem chamada de doença cardiaca coronariana, é o resultado do fluxo sanguíneo coronariano insuficiente • É a manifestação da aterosclerose nas arterias coronárias (estenose) • Diminui o suprimento e aumenta a demanda, resultando em isquemia do miocárdio Angina do peito Fluxo inadequado causa dor intensa no peito, que pode irradiar para os ombros, braços e pescoço ANGINA ESTÁVEL • Estressores físicos e/ou emocionais • Aumento da demanda de O2 - ECG normal - Enzimas cardiacas normais - Sem morte celular ANGINA INSTÁVEL • Aumento do bloqueio por coagulo • Não aliviado por descanso e nitratos - ECG inespecífico - Enzimas cardiacas normais - Sem morte celular ANGINA VARIANTE • Ou angina prinzmetal • Sencundaria ao espasmo • Em repouso e raramente com esforços • Pode ser regulada e de curta duração - ECG inespecífico - Enzimas cardiacas normais - Sem morte celular Infarto do miocardio • Fluxo ausente para uma area do miocárdio ou necrose • Oclusão aguda - fluxo nulo - ausência de função muscular - area infectada • Sangue colateral infiltra na area - dilatação dos vasos locais - sangue estagnado • Hb fica desoxigenada - tonalidade marrom-azulada • Parede dos vasos se torna permeável - edema local - inchaço - morte celular • ECG com alterações (irreversíveis) - IAM com elevações de ST - IAM com depressão de ST • Enzimas cardiacas elevadas • Com morte celular Insuficiencia cardiaca (IC) Resultante da incapacidade estrutural e/ou funcional do coracao em fornecer o debito cardiaco normal para atender às necessidades metabólicas (diminuição do VS) Causas • Ejeção de sangue prejudicada (disfunção sistólica) ou enchimento ventricular prejudicado (disfunção diastólica IC esquerda: anomalias no ventrículo esquerdo, válvula aortica, válvula mitral IC direita: anomalias no ventrículo direito, válvula tricúspide, válvula pulmonar IC esquerda e direita podem ocorrer ao mesmo tempo Compensação fisiológica • Ativação do sistema nervoso simpatico • Ativação do sistema renina angiotensina aldosterona • Aumenta liberação de ADH • Aumenta péptidiô natriuretico** • Remodelação/hipertrofia cardiaca EFEITOS • Aumenta pressões ventriculares esquerda e atrais - aumenta pressao capilar pulmonar - edema pulmonar (dispneia/ortopneia/tosse/ distensao de jugular) • Enchimento ventricular esquerdo prejudicado - promove retenção de sodio e agua - aumenta volume - extremidades/edema periferico • Congestão hepática passiva cronica - lesa hepática (hepatopatia congestiva) • Pressao arterial inadequada e diminuição da perfusão renal - lesão renal aguda a doença crônica progressiva (síndrome cardiorrenal) • Perfusão insuficiente para outras áreas - confusão, fadiga, sudorese • Inicialmente a compensação previne o aparecimento de sintomas • A descompensacoa acontece com diminuição do lumen causado pela hipertrofia, contratibilidade diminui - aumento da demanda de O2 • Isquemia miocárdica descompensa a IC Entra sódio sai potássio Características físicas Principios básicos da função circulatoria Inter-relações de pressão, fluxo e resistência Distensibilidade vascular Complacência vascular (ou capacitância vascular) Pulsações da pressão arterial Pressões venosas Trocas entre o sangue e o liquido intersticial Controle agudo Controle a longo prazo Potenciais de ação do miocardio Periodo refratário do miocardio Acoplamento excitação-contração Nodo sinusal (ou nó sinoatrial) As vias intermodal e interatrial transmitem os impulsos Marca-passos anormais ou ectopicos Os ventrículos se enchem de sangue durante a diástole Ejeção de sangue dos ventrículos durante a sístole Conceitos do ciclo cardíaco Funcionamento das válvulas Sons cardiacos Conceitos do ciclo cardiaco Regulação do bombeamento Regulação pelo sistema nervoso autonomo Reflexo barorreceptor Sistema renina-angiotensina-aldosterona Catecolaminas circulantes Peptídeos natriuréticos Hormônio antidiurético (ADH) Produção do debito cardiaco pelo coração Debito cardiaco aumentado Debito cardiaco diminuido Fatores que afetam o retorno venoso Controle da pressão arterialno exercício fisico Cardiopatia isquemia