Logo Passei Direto
Buscar
Material
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

LIDERANCA ECLESEASTICA LIDERANÇA ECLESEASTICA LIDERANCA ECLESEASTICA LIDERANCA ECLESEASTICA LIDERA LIDERANCAECLESEASTICA DERANCA ECLESEASTIC ESEAS 2 Panorama Bíblico OBJETIVOS: Conhecer de forma panorâmica O Antigo e Novo Testamento; Interpretar passagens da Bíblia.2.1 Cânon bíblico: a formação do Antigo e Novo Testamento A Bíblia é uma coleção de 66 livros, sendo 39 livros no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento. ANTIGO TESTAMENTO Tabela 3 - Os livros do Antigo Testamento Lei História Poesia Prof. Maiores Prof. Menores Gênesis Josué Jó Isaías Oséias Êxodo Juízes Salmos Jeremias Joel Levítico Rute Provérbios Lamentações Amos Números 1 e 2 Samuel Eclesiastes Ezequiel Obadias Deuteronômio 1 e 2 Reis Cantares Daniel Jonas 1 e 2 Crônicas Miquéias Esdras Naum Neemias Habacuque Ester Sofonias Ageu Zacarias Malaquias Fonte: elaborada pelos autores (2021). UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 22 MARANHÃONOVO TESTAMENTO Tabela 4 - Os livros do Novo Testamento Evangelhos Histórico Cartas de Paulo Cartas gerais Revelação Mateus Atos Romanos Hebreus Apocalipse Marcos e Coríntios Tiago Lucas Gálatas 1 e 2 Pedro João Efésios 1,2 e 3 João Filipenses Judas Colossenses e I Tessalonicenses 1 e 2 Timóteo Tito Filemom Fonte: elaborada pelos autores (2021). Essa coleção de escritos recebe um termo técnico "cânon". Mas o que significa essa palavra? Segundo Geisler e Nix: [...] deriva do grego kanon ('cana, que, por sua vez, se origina do hebraico kaneh, palavra do Antigo Testamento que significa 'vara ou cana de medir' (Ez 40.3). Mesmo em época anterior ao cristianismo, essa palavra era usada de modo mais amplo, com o sentido de padrão ou norma, além de cana ou unidade de medida. Novo Testamento emprega o termo em sentido figurado, referindo-se a padrão de conduta (GI 11 GEISLER, Norman; NIX, William. Introdução Bíblica: como a Bíblia chegou até nós. São Paulo: Vida Nova, 2006.p.61. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO Liderança Eclesiástica 23Esse termo traz a conotação de "uma régua" ou "vara reta" com a finalidade de mensurar ou medir algo ou alguém. Então, com o passar do tempo, especialmente no seio da igreja, a palavra cânon passou a significar "regra" ou "padrão" ou simplesmente uma lista confiável e com autoridade, nesse caso, os sessenta e seis livros da Bíblia. Mais uma vez Geisler e Nix contribuem para o entendimento do uso da palavra Nos primórdios do cristianismo, a palavra significava de fé, ou escritos normativos (i.e, as Escrituras autorizadas). Por volta da época de Atanásio (c.350), conceito de cânon bíblico ou de Escrituras normativas já estava em A palavra cânon aplica-se à Bíblia tanto no sentido ativo como no passivo. No sentido ativo, a Bíblia é o cânon pelo qual tudo o mais deve ser julgado. No sentido passivo, cânon significava a regra ou padrão pelo qual um escrito deveria ser julgado e inspirado ou dotado de 2.2 Panorama do Antigo Testamento Como exposto anteriormente, o Antigo Testamento é formado por trinta e nove livros, divididos em cinco blocos, com objetivos mais didáticos do que cronológicos, pois as versões bíblicas em português não seguem uma ordem cronológica da escrita dos livros e de alguns eventos. Por exemplo, muitos profetas como Isaias e Jeremias exerceram os ministérios proféticos na época dos reis que aparecem no livro de segundo Crônicas. A divisão usual do Primeiro Testamento é indispensável para uma visão panorâmica dos livros que o compõe. 2.2.1 Pentateuco Gênesis, Levítico, Números e Deuteronômio são os cinco primeiros livros da Bíblia que fazem parte do bloco conhecido como Pentateuco, onde também "recebem na Bíblia o nome de 'a Lei', 'O livro da Lei de Moisés', 'O livro da Lei de Deus', e algumas vezes Torá (ensinamento)". 13 12 NIX, 2006.p.62. 13 ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: um guia com esboços e gráficos explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2007.p.17. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 24Muitas maneiras são sugeridas para falar resumidamente do conteúdo de cada um desses cinco primeiros livros da Bíblia, todavia aquela que enfatiza a pessoa de Deus é mais correta, como proposta por Stanley Tabela 5 Pentateuco Gênesis Soberania de Deus sobre a criação, o homem e as nações. Êxodo Poder de Deus para julgar o pecado e redimir seu povo. Levítico Santidade e provisão de Deus para uma vida santa. Números Benevolência e severidade de Deus ao disciplinar seu povo. Deuteronômio Fidelidade de Deus ao cumprir suas promessas. Fonte: ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor o Antigo Testamento: um guia com esboços e gráficos explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2007. O Pentateuco é atribuído à pena de Moisés. A Bíblia categoricamente apresenta Moisés como o autor dos cinco primeiros livros da sua coleção inspirada por Deus. 2.2.2 Livros históricos "Livros históricos" é uma classificação que abrange do livro de Josué até o livro de Ester, onde se cobre um período histórico de Israel e do mundo antigo de aproximadamente mil anos, mais ou menos entre 1405 a.C. até 425 a.C., da entrada na terra prometida até a sua reorganização depois do longo exílio na Babilônia: Essa coleção relata a história do Israel antigo a partir da conquista de sob o comando de Josué, passando pelos reinos divididos de Israel e Judá e pela queda dos dois reinos sob o governo da Assíria e Babilônia, chegando até a restauração de Judá do exílio no século VI a.C. Cada um desses doze livros narra eventos importantes no relacionamento de Deus com o povo da 14 ELLISEN, 2007.p.18-19 15 BIBLIA DE ESTUDO GENEBRA, CULTURA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 25Como dito anteriormente, o período histórico coberto por esses doze livros é extenso, sendo necessário fazer um resumo de cada livro. Tabela 6 - Resumo dos Livros Históricos do Antigo Testamento Josué Ocupação da Terra Prometida. Juízes Um ciclo de desobediência e obediência, uma geração que não conhecia a Deus. Rute Suscitada a linhagem real davidíca através de moabita. 1 e 2 Samuel O surgimento de um rei temente a Deus, depois da apostasia de um rei. 1 e 2 Reis Tempos de idolatria do povo e ataques vindos de outras nações como Egito. 1 e 2 Crônicas Traçada a linhagem de Davi para os futuros reis de Israel. Esdras Volta do exílio para um recomeço e construção do Templo de Israel. Neemias Volta do exílio para um recomeço e construção dos muros de Jerusalém. Ester A Soberania e cuidado de Deus para com o seu povo, mesmo fora de Israel. Fonte: elaborada pelos autores (2021). É importante ressaltar que nenhum dos doze livros identifica de modo direto os seus autores, ou seja, são escritos anônimos. Porém, pela precisão histórica e geográfica, é conclusivo que esses escritores estavam presentes nos eventos que narraram. 2.2.3 Livros poéticos A Bíblia, especialmente o Antigo Testamento, possui uma coleção de poemas e a maioria deles se encontra nos livros poéticos e de sabedoria. Os livros que compõem essa coleção são: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos do Cânticos. Esses livros enaltecem a pessoa de Deus, cantando os seus atos de salvação e também ensinam como viver uma vida feliz e com qualidade, algo que todo ser humano almeja. O teólogo Clyde T. apresenta a seguinte classificação da poesia hebraica, observando a sua qualificação: 16 FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. 5.ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1995.p.214. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 26Tabela 7 - Classificação da poesia hebraica Há muitos exemplos de tais cantos nos livros históricos. Os salmos são Lírica uma imperecível coleção de lirismo religioso. Provérbios, parte de Eclesiastes e muitos destacados aforismos em Gnômico ou Proverbial outros livros do Velho Testamento. Jó, um poema didático. Cânticos, um canto de amor. O livro de Jó tem Dramático sido, com precisão, chamado "A Epopeia da Vida Interior", centralizando, principalmente, a luta de Jó contra a dúvida. Lamentações. Há outros cânticos fúnebres nos livros históricos e nos Elegíaco profetas (Conf. Sam 1.19-27; Amós 5.1-3). Fonte: CLYDE, T. Francisco. Introdução ao Velho Testamento. São Paulo: Juerp, 1979. 2.2.4 Profetas Maiores Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel são livros inspirados por Deus que são classificados como profetas maiores, não por serem mais proeminentes que outros profetas, designados de menores, mas por causa da extensão de seus livros, que abrangem vários capítulos. Todos os profetas, tanto os maiores quanto os menores, foram chamados por um objetivo específico, ou melhor, emergencial como porta-vozes de Deus diante do declínio espiritual e moral da nação de Israel (Reino do Sul e Reino do Norte). Em seus ministérios proféticos, enviados pelo Senhor, os profetas, de modo geral, trabalharam os seguintes temas éticos: Uma veemente repreensão e condenação da idolatria, práticas imorais e injustiça social; Abandono de uma religião baseada no cerimonialismo e na hipocrisia dos seus praticantes. Retornando aos profetas maiores, serão apresentados os temas de cada livro e os períodos de atuação. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO Liderança Eclesiástica 27Tabela 8 - Profetas maiores do Antigo Testamento PROFETA TEMA PERÍODO Isaías O Senhor é salvação, tanto para indivíduos quanto para a nação. 740 a.C a 687 a.C Jeremias O Senhor adverte severamente o seu povo diante da sua rebelião. 627a.C a 585 a.C Lamentações A miséria e lamentação humana diante do juízo divino. 627a.C a 585 a.C Ezequiel A queda de Jerusalém: o afastamento da glória de Deus. 593 a.C a 571 a.C Daniel A Soberania de Deus sobre a história, impérios e humanidade. 561 a.C a. 539 a.C Fonte: elaborada pelos autores (2021). 2.2.5 Profetas menores Na divisão hebraica dos livros canônicos do Antigo Testamento, os livros que vão de Oseias a Malaquias são denominados de "O livro dos doze". Na Bíblia em português são designados como profetas menores, que é uma referência clara a brevidade de cada livro que compõe esse grupo quando comparados com os livros dos profetas maiores. Segundo estudiosos, essa nomenclatura usual até o presente momento remonta a Agostinho de Hipona. O bispo Agostinho de Hipona (354-430) é um dos personagens mais + emblemático que já passou pela história da igreja e da tradição cultural do Ocidente. Sendo, sem sobra de dúvidas, um dos mais influentes teólogos e filósofos do cristianismo. Seu nome é Aurélio Agostinho e nasceu na cidade de Tagaste, no norte da África. Ele foi ordenado bispo de Hipona no ano 396 d. C UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 28Stanley Ellisen propõe a seguinte visão panorâmica desses doze livros proféticos: Tabela 9 - Os profetas menores do Antigo Testamento 1. Antes do cativeiro do Norte (722 a.C.) Profeta Data Caráter de Deus Mensagem da Aliança Oséias 740 Amor Aliança violada por Israel. Joel 835 Julgamento Aviso a Judá do julgamento devido ao pecado. Amós 760 Justiça Aviso a Israel do Julgamento amadurecido. Advertência a Judá acerca da proteção da Obadias 845 Vingança aliança. Jonas 765 Misericórdia Censura a Israel pelo egoísmo da nação. Miquéias 735 Perdão para com o mundo Censura a Judá pelas injustiças sociais. 2. Antes do cativeiro do Sul (606 a 586 a.C.) Naum 710 Zelo Terror de Deus sobre os atacantes de Habacuque 608 Santidade Uso divino de estrangeiros para a disciplina. Sofonias 625 Indignação Cumprimento da aliança no dia do Senhor. 3. Depois do regresso do cativeiro (536 a 425 a.C.) Ageu 520 Glória Glória verdadeira na presença de Deus. Zacarias 520 Livramento Cumprimento da aliança por meio do Messias. Malaquias 430 Grandeza Obrigações da aliança até que o Messias venha. Fonte: Ellisen, 2017. 2.3 Período entre Antigo e Novo Testamento Quando alguém começa a manusear a Bíblia, logo percebe que os dois testamentos bíblicos estão um ao lado do outro em uma sequência. Na verdade, logo depois do profeta Malaquias, o último livro do Velho Testamento, tem-se o evangelho de Mateus, o primeiro livro do Novo Testamento. Assim, muitos podem concluir que terminando o Antigo, imediatamente começou a escrita do Novo. No entanto, não foi assim que aconteceu. Pelo contrário, tem-se um grande período de intervalo entre o primeiro e o segundo testamento. Esse tempo é conhecido como Interbíblico ou intertestamentário, que durou UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 29aproximadamente 400 anos. Esse intervalo também é denominado "os 400 anos de silêncio", pois Deus não levantou mais nenhum profeta até o fim desse período. O período intertestamentário foi marcado pelo surgimento e queda de grandes impérios, como os Persas e Gregos. Além disso, grandes guerras dentro e fora de Israel, como a guerra dos Macabeus. Foi uma época da consolidação do Império Romano sobre parte da Europa, África e Ásia. Um dos grandes conflitos desse período foi a Revolta do Macabeus, + que iniciou em 167 a.C sob a liderança família de um idoso sacerdote chamado Matatias. O seu principal líder foi Judas Macabeu. Eles lutaram contra a helenização da cultura judaica promovida pelo Império de Alexandre, o Grande. A revolta foi deflagada por causa das imposições de Antíoco Epifânio contra a religião dos judeus. Na Palestina, nesses quatrocentos anos de silêncio, instituições como a sinagoga, o Templo e o Sinédrio se fortaleceram como marcos religiosos do povo judeu. Grupos religiosos como Fariseus, Saduceus, Zelotes, Essênios e Herodianos expressavam as várias facetas da religiosidade do povo de Israel. Segundo Broadus David, conhecer esse período é imprescindível para um melhor entendimento do Novo Testamento. Ele afirma com precisão: Um estudo adequado da Bíblia não pode ser feito sem uma consciência aguda das diferenças nas atitudes e estruturas políticas, culturais e religiosas que existem entre o Velho e o Novo Testamento. Supor-se-ia, logicamente, certo desenvolvimento durante os 400 anos que decorreram entre os dois livros; mas as várias mudanças observáveis devem ser explicadas. É necessário, portanto, voltar-se, na história, até o tempo entre os dois testamentos, a fim de se apreciar mais completamente a situação pressuposta no Novo 17 HALE, Broadus David. Introdução ao Estudo do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001.p.7. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 30 MARANHÃOBroadus David ensina que para compreender os escritos do Novo Testamento, faz-se necessário observar e entender todo o contexto político, social, cultural e religioso que precedeu e alicerçou os livros neotestamentários 2.4 Panorama do Novo Testamento O Novo Testamento é composto por vinte e sete livros inspirados, reconhecidos como Palavra de Deus. O Testamento bíblico em questão, segue a mesma lógica didática do Antigo Testamento, no que se refere à ordem e divisão dos livros em blocos ou seções. 2.4.1 Evangelhos Jesus Cristo é uma "figura" mundialmente conhecida por crentes e céticos, dentro e fora do cristianismo. Por exemplo, Jesus é tido como profeta pelos mulcumanos e aparece citado várias vezes no livro sagrado, o Alcorão. No Ocidente, pela influência do catolicismo e protestantismo o emblemático Cristo é muito popular, reproduzido em discursos, filmes, livros, pinturas, canções etc. Alcorão, também conhecido como Corão é livro sagrado do ABC Islamismo. Os mulcumanos creem que é a palavra de Deus revelada para profeta Maomé. A etimologia da palavra Alcorão traz a ideia de algo que deve ser recitado. O senso comum apresenta uma variedade de Jesus Cristos, de acordo com a crença individual ou coletiva. Todavia, há uma coleção de livros, inspirados por Deus, que foram escritos por homens, com o objetivo de ensinar corretamente sobre a pessoa de Jesus Cristo e seu ministério na terra. Tais escritos bíblicos, no total de quatro, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 31 MARANHÃOsão conhecidos como Evangelhos, são eles: Mateus, Marcos, Lucas e João. Se alguém almeja conhecer de fato a Cristo, com informações precisas e verídicas, precisa ler e estudar os quatro Evangelhos. Para tal empreitada, faz-se necessário ter um conhecimento básico do que é um Evangelho. que são os quatros Evangelhos? a) São livros que foram escritos com o objetivo de expor as boas novas de Jesus Cristo; b) "Os Evangelhos proclamam o clímax dos atos de Deus na história humana, o envio de seu Eles falam do cumprimento da profecia do Antigo Testamento na vinda de Jesus c) São escritos que fazem de Jesus Cristo e o Reino de Deus os seus temas centrais; d) Não são livros exaustivos a respeito de Jesus Cristo. Na verdade, todos os quatro Evangelhos, com narrativas do nascimento, focam nos últimos três anos de Jesus Cristo. Uma questão importante a ser apresentada é que, dos quatro Evangelhos, três são classificados como sinóticos: Mateus, Marcos e Lucas. O termo sinótico significa do mesmo "ponto de vista". Tenney esclarece sobre esse assunto quando declara: Os primeiros três evangelhos, entretanto, demonstram uma íntima e interrelação quanto ao conteúdo e à forma de expressão. Por conseguinte, foram chamados de os evangelhos sinóticos, do grego syn, 'juntos', e optanomai, 'ver', uma vez que eles têm um ponto de vista comum quanto à vida de 18 GREIDANUS, Sidney. o Pregador Contemporâneo e o Texto Antigo: interpretando e pregando literatura bíblica. São Paulo: Cultura 2006.p.317. 19 Merril.C. o Novo Testamento, Sua origem e Análise. São Paulo: Shedd Publicações, 2008.p.151. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 32Para confirmação de tal afirmativa, observe a tabela abaixo: Tabela 10 - A relação dos Evangelhos Sinóticos TEMA MATEUS MARCOS LUCAS Histórias da infância de Jesus 1.1-2.23 1.1-2.52 Início as obras de Jesus 3.1-4.11 1.1-13 3.1-4.13 Ministério na província da Galileia 4.12-18.35 1.14-9.50 4.14-9.50 Mudança da Galileia para Jerusalém 19.1-20.34 10.1-52 9.51-19.27 Últimos dias em Jerusalém 21.1-27.66 11.1-15.47 19.28-23.56 Narrativas da ressurreição 28.1-20 16.1-8 24.1-53 Fonte: elaborada pelos autores (2021). Agora, a partir desse ponto, é imprescindível que você compreenda que os quatro Evangelhos foram escritos com propósitos, com ênfases, com público-alvo e temáticas peculiares. Por exemplo, um leitor do Evangelhos logo descobrirá que Mateus relata eventos ou sermões que não se encontram nos outros três Evangelhos. Outro exemplo para clarificar essa verdade, é o fato do evangelista João, em seu Evangelho, concentrar o ministério de Jesus Cristo na Judéia e não na Galileia, como fazem os demais evangelistas em seus escritos. Abaixo é apresentado de modo bem sucinto o tema e as características dos Evangelhos. Tabela 11 O Evangelho de Mateus EVANGELHO DE MATEUS Jesus Cristo Filho de Davi, Rei dos Judeus Público Cristãos judeus Tema Jesus Cristo e o Reino do Céu - Estabelece cinco grandes seções de ensino (5-7; 10.5-42; 13.1-52; 18.1- 35; 24.1-25.46); Características - Faz um grande uso do Antigo Testamento, especialmente as predições messiânicas; - Uma ponte entre o Antigo e Novo Testamento. Fonte: elaborada pelos autores (2021). UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 33 MARANHÃOTabela 12 - Evangelho de Marcos EVANGELHO DE MARCOS Jesus Cristo Rei-Servo de Público Cristão romanos/ Igreja em Roma Tema Rei e a Sua Cruz - Caracterizado pela ação de Jesus Cristo e não por grandes discursos ou ensinamentos; Características - É breve. Muito curto em comparação com outros Evangelhos; - É uma chamada irrecusável a fé (5.36; 11.22); - Explica os costumes judaicos (7.3-4; 14.12; 15.42). Fonte: elaborada pelos autores (2021). Tabela 13 - Evangelho de Lucas EVANGELHO DE LUCAS Jesus Cristo Filho do Homem. Público Cristãos gentios. Tema Jesus, o Salvador do Mundo. - Cobre um período mais abrangente da história e de Jesus Cristo; - Características Apresenta a salvação para ricos e pobres, livres e escravos, judeus e gentios, homens e mulheres; - Enfatiza a ação do Espírito Santo, os cânticos e oração. Fonte: elaborada pelos autores (2021). Tabela 14 - Evangelho de João EVANGELHO DE JOÃO Jesus Cristo Filho de Deus. Público Igreja do primeiro século. Tema Jesus, o Filho de Deus. - Enfatiza a encarnação de Jesus Cristo; Características - Apresenta oito sinais que testificam que Jesus Cristo é Deus; - Registra longos sermões ou discursos de Jesus Cristo. Fonte: elaborada pelos autores (2021). UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 34 MARANHÃO2.4.2 Histórico O livro de Atos segue o gênero de história, relatando personagens e fatos reais da igreja primitiva, que começou com o Pentecostes, conforme se pode ler no capítulo dois do referido livro. É o único livro histórico do Novo Testamento, diferente do Antigo Testamento que possui doze livros históricos. Sem sombra de dúvidas, Atos dos apóstolos é uma continuação do Evangelho de Lucas, pois é escrito pelo mesmo autor e para o mesmo destinatário, respectivamente Lucas e Teófilo. Atos 1.1 confirma isso: "Escrevi primeiro livro, ó Teófilo, relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar". E o final do Evangelho de Lucas, 24.43-53, o inicio de Atos, 1.1-9, corrobora com essa premissa. Segundo Gordon Fee e Douglas Stuart as ênfases desse espetacular livro bíblico são: As boas-novas da salvação de Deus por meio de Jesus são para os judeus e os gentios igualmente, cumprindo assim as expectativas do Antigo Testamento. O Espírito Santo guia a igreja para disseminar as boas-novas; a igreja tem o bom senso de se ajuntar a Deus com respeito à salvação que ele realiza e à inclusão dos gentios; a salvação para todos é a atividade de Deus e nada pode impedi-la; alguns aceitam as boas novas com alegria e outros as rejeitam com O livro de Atos pode ser estruturado ou dividido em três grandes blocos, que tem por base Atos 1.8, que diz: "mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra". Introdução - 1.1-26. Testemunhando em Jerusalém - 2.1-8.1. Testemunhando na Palestina - Testemunhando no Mundo Gentílico - 13.1 28.31. 20 FEE, Gordon; STUART, Douglas. Como Ler a Bíblia Livro por Livro. São Paulo: Vida Nova, 2013.p.349. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 352.4.3 As epístolas As epistolas ocupam uma boa parte do Novo Testamento, sendo um total de 21 documentos nessa categoria. As cartas do Segundo Testamento são divididas em dois blocos: as epistolas paulinas e as epistolas gerais. O primeiro grupo, logicamente, foi escrito pelo apóstolo Paulo e para igrejas específicas. O segundo grupo foi escrito por outros apóstolos, como Pedro e João, ou líderes proeminentes da igreja primitiva, como Tiago e Judas, para várias igrejas de uma determinada região. No Novo Testamento aparecem cinco pessoas com o nome de "Judas". O mais conhecido de todos é o Iscariotes, aquele que traiu Jesus Cristo por 30 moedas de prata. No entanto, o autor da carta de "Judas" é irmão de Tiago, líder da igreja de Jerusalém e autor da carta de Tiago, e meio de irmão de Jesus Cristo segundo os evangelhos de Mateus (13.55) e Marcos (6.3). Esses livros do Novo Testamento foram redigidos com o objetivo de tratar questões e assuntos que surgiam nas igrejas. Por exemplo, a carta de Paulo aos Gálatas foi escrita para tratar e repreender uma falsa doutrina, que ensinava que além de Cristo era necessário seguir alguns preceitos de Moisés e da Lei para obter a salvação. O autor da referida carta corrige e expõe a falsa doutrina e os falsos mestres, os judaizantes. Judaizantes eram judeus que se converteram ao cristianismo, que ABC afirmavam que além de Cristo era necessário seguir a Lei de Moisés na circuncisão e na dieta alimentar para obter a salvação. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 36 MARANHÃOAs vinte e uma cartas neotestamentárias ocupam um papel de doutrinação e discipulado para a Igreja de Cristo de todas as épocas e localidades, por esse motivo e tantos outros, é imprescindível conhecer tais documentos bíblicos. 2.4.4 As epistolas Paulinas As epístolas do apóstolo Paulo são escritos inspirados e canônicos ocasionais, que tinham como escopo ensinar verdades eternas para igrejas e indivíduos específicos em momentos específicos. Harvey acrescenta dizendo: Paulo escreveu cartas porque elas eram o meio mais pessoal disponível para comunicar a distância. Cartas tornavam possível para ele 'manter um contato quase oral com seus Elas tornavam possível para ele exercer autoridade apostólica mesmo quando estava ausente daquelas congregações. Ao enviar colaboradores portando suas cartas, Paulo podia assegurar que sua mensagem seria comunicada corretamente e podia promover sua "presença" apostólica entre os destinatários da Além disso, vale também ressaltar que geralmente os documentos canônicos oriundos da pena do apóstolo Paulo, obedecem a uma estrutura formal. Apresenta-se a mais simplificada conforme segue: 1) Introdução: remetente, nome de colaboradores que estavam no ato da escrita, destinatários, ação de graça e intercessão em favor dos seus leitores originais; 2) Uma seção doutrinária expondo doutrinas cristãs e corrigindo ensinamentos contrários a Sã Palavra; 3) Uma seção prática para estimular os seus destinatários a colocar em prática o conteúdo doutrinário apresentado; 4) Uma seção pessoal com saudações e menções de vários amigos e colaboradores; 5) encerramento com saudações e bênçãos. 21 HARVEY, John.D. Interpretação das Cartas Paulinas: Um prático e indispensável manual de exegese. São Paulo: Cultura Cristã, 2017.p.41. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 37Para que você compreenda melhor as cartas redigidas pelo apóstolo dos gentios, faz-se necessário ter uma visão panorâmica. Tabela 15 - Visão panorâmica das Cartas de Paulo CARTAS d.C DESTINO TEMA Romanos 57-58 Igreja em Roma Justiça de Deus Coríntios 54 Igreja em Corinto Messias crucificado Coríntios 55 Igreja em Corinto Ministério cristão Gálatas 53 Igrejas na Galácia O Evangelho Efésios 61-62 Igrejas na Ásia Menor A Igreja como corpo místico de Cristo Filipenses 62d.C Igreja em Filipos Unidade da Igreja Colossenses 60-61 Igreja em Colossos A Suficiência de Cristo 50-51 Igreja em Tessalônica A Vinda de Cristo Tessalonicenses 51 Igreja em Tessalônica O dia do Senhor 1 62-63 Jovem Timóteo A vida da Igreja Local 2 Timóteo 64 Jovem Timóteo Perseverança em Cristo Tito 62-63 Tito Doutrina e dever do pastor Fonte: elaborada pelos autores (2021). PAULO: HOMEM E SUAS Disponível em: http:// Paulo.pdf 2.4.5 Epístolas Gerais Como já dito anteriormente, o Novo Testamento é composto por vinte e sete documentos inspirados e canônicos, sendo que desses, vinte um atendem ao gênero epistolar. Essas cartas são agrupadas em cartas paulinas, cartas paulinas da prisão e cartas gerais ou católicas, que não obedecem 22 Vale lembrar que essas datas não são exatas, mas datações próximas. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MARANHÃO Liderança Eclesiástica 38necessariamente, como muitos cristãos pensam, uma ordem cronológica de Por exemplo, a epístola do apóstolo Paulo aos Romanos não foi a primeira a ser escrita por ele, assim como a carta de Tiago, exarada pelo meio irmão de Jesus Cristo e líder da Igreja em Jerusalém, é o primeiro documento do Novo Testamento. Focando nas cartas gerais ou católicas é importante afirmar que essas são indispensáveis para o cânon bíblico e também para a pregação e ensino nas igrejas cristãs, que confessam a Bíblia como Palavra de Deus. O conteúdo é vastíssimo e em doutrina e práticas É imprescindível rememorar, que a Igreja de Cristo, ao caminhar da sua história e do seu desenvolvimento confessional, tem sido ricamente edificada com essas cartas. Esse seleto grupo de cartas é composto por oito documentos no total, que são eles: Tiago, e Pedro, I, e III João e Esses por seu turno também podem ser chamadas pelo termo técnico de católicas ou universais. O título ou nome é motivado pelo fato dessas cartas não serem direcionadas para uma igreja, grupo e público específico ou quando é direcionado para um grupo bem mais amplo, como são as epístolas de Tiago e Pedro. Diferentemente das epístolas escritas pela pena do apóstolo Paulo, que eram direcionadas para grupos bem definidos, como se pode ver no caso da carta ao Tessalonicenses e a carta aos Colossenses. É indispensável compreender, que o "termo 'geral' quer dizer simplesmente 'universal' (a partir do grego kath'holon, que quer dizer ao No caso das versões das Bíblias Ocidentais, andou-se no caminho da Vulgata, que transliterou o termo grego como catholicas. Desde então, o termo catholicas ficou sendo definitivo para se referir as sete correspondências em questão. 23 Uma pesquisa histórica mais precisa apresenta que as primeiras edições do Novo Testamento estabelecem uma ordem organizacional do cânon da seguinte maneira: Os evangelhos, Atos, as cartas não paulinas, as cartas paulinas (incluindo Hebreus) e Apocalipse. 24 Partiremos da ideia defendida por alguns estudiosos da área, que Hebreus seja classificada como uma carta geral. 25 Não há consenso entre os estudiosos sobre a quantidade de cartas gerais. Alguns, como Waltera. Elwell e Robert W. Yarbrouch defendem que são oito epístolas, pois incluem Hebreus. 26 ELWELL, Walter A; Robert W. Descobrindo o Novo Testamento: uma perspectiva histórica e teológica. São Paulo: Cultura Cristã, 2002.p.348. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 39Vulgata foi a tradução de toda a Bíblia para o latim. O autor dessa ABC emblemática tradução é Sofrônio Eusébio Jerônimo (340-420 d.C), iniciando seus trabalhos de tradução em 382 d.C Diante das informações supracitadas, agora se encaminha para o conhecimento, de forma panorâmica, dessas sete epístolas. Tabela 16 Visão panorâmica das Cartas Gerais do Novo Testamento CARTAS DATA d.C DESTINO TEMA Cristo é o perfeito sumo sacerdote Hebreus 63-64 Cristãos judeus e sacrifício Tiago 51-55 Cristão judeus da Diáspora Maturidade Cristãos gentios e cristãos judeus; Pedro 63-64 Sofrendo por Cristo Forasteiros da Dispersão. Crescimento em santidade e vinda Pedro 65-68 Desconhecido do Senhor Um grupo de cristãos bem I João 70-90 As marcas do Novo Nascimento conhecidos do escritor João 70-90 A senhora eleita e aos seus filhos Como lidar com falsos mestres III João 70-90 Presbítero Gaio Hospitalidade Desconhecidos. Algum grupo de Judas 68-70 cristãos que conheciam bem o Batalhando pela fé Antigo Testamento. Fonte: elaborada pelos autores (2021). 2.4.6 Apocalipse O último livro do Novo Testamento e da Bíblia, Apocalipse é descrito por Broadus David com a seguinte conceituação e precisão: UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 40O Apocalipse é o mais inspirador, não obstante ser, de todos os escritos do Novo Testamento, o livro que mais confunde. Para muitos leitores, sua compreensão é tão difícil que eles o negligenciam completamente. Esta negligência é lamentável, porque, fora os Evangelhos e Atos, nenhum outro livro constitui tamanha fonte de fé e força para os crentes na luta contra o mal. O Apocalipse torna o céu tão real ao leitor que, na força de uma convicção bendita, ele recebe a coragem para continuar a batalha contra o mundo e todos os seus J.B. Tidwell complementa O principal valor do livro parece estar no seu testemunho da fé e esperança dos cristãos perseguidos e no conforto e inspiração que ele tem trazido às almas entristecidas e oprimidas de todas as épocas. Ele indica que haverá um fim para os conflitos. Deus e o Cordeiro vencerão; os inimigos de nossas almas serão punidos, e os seguidores de Deus serão recompensados com uma recompensa Diante dessas verdades expostas, cristãos devem se dedicar a leitura e estudo completo dessa maravilhosa obra literária canônica. O livro de Apocalipse não é um anexo ou apêndice da Bíblia, mas sim um documento bíblico inspirado por Deus. A questão que vem à tona quando se fala de leitura e estudo do referido livro é como o interpretar corretamente, pois é composto, nas visões do autor, de símbolos e figuras que podem causar alguma estranheza ao leitor, "pois o meio de comunicação empregado por João nesse livro é tão estranho para Por isso, ao longo da história, surgiram algumas escolas de interpretação, que são: a idealista, a preterista, a historicista e futurista. 27 2001.p.423. 28 TIDWELL, J.B. Visão Panorâmica da Bíblia: um estudo livro por livro. São Paulo: Vida Nova, 1985.p.225. 29 FEE; STUART, 2013.p.509. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 41Uma Noite Escatológica. Disponível em: As três interpretações do milênio em Apocalipse. Disponível em: Além dessas várias escolas de interpretação de Apocalipse, ainda surgem quatro correntes para interpretar o milênio descrito no capítulo 20.1-5. São elas: Amilenismo, Pós-milenismo, Pré-milenismo histórico e Pré-milenismo dispensacionalista. Por uma questão de tempo e espaço não será possível estabelecer uma explicação mais aprofundada das escolas de interpretação, especialmente por causa do foco da disciplina, pois o que se está apresentando é uma visão panorâmica. Então, faz-se necessário obter outras informações do livro de Apocalipse. O referido escrito tem por autor o apóstolo João (1.1), que escreveu quando estava preso na de Patmos (1.9), tendo como destinatárias as sete igrejas da Ásia (1.4), atual Turquia, que mais adiante foram identificadas como Éfeso (2.1), Esmirna (2.8), Pérgamo (2.12), Tiatira (2.18), Sárdis (3.1), Filadélfia (3.7) e Laodiceia (3.14). João recebeu e escreveu essa revelação "para mostrar aos seus servos as coisas que em breve devem acontecer" (1.1). Tendo como ênfases: Deus está no controle absoluto da história; embora o povo de Deus esteja destinado ao sofrimento no presente, a salvação certa de Deus pertence aos cristãos; o julgamento de Deus virá sobre os responsáveis pelo sofrimento da igreja; no fim (Ap 21-22), Deus restaurará aquilo que foi perdido ou distorcido no princípi o (Gn 1-3). Esse livro é fundamental para manter a esperança dos cristãos viva em um mundo caótico. Apocalipse para o cristão não é uma revelação que traz desesperança, mas sim completa esperança em Jesus Cristo. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 422.5 Conclusão Paulo fala ao jovem pastor Timóteo, líder da Igreja em Éfeso, o seguinte: "Até à minha chegada, aplica-te à leitura, à exortação, ao ensino" (I Timóteo 4.13). Encorajando assim esse líder eclesiástico a conhecer toda a Escritura para poder também ensinar os demais. Aqui se tem uma grande verdade, todo líder de uma comunidade de seguidores de Jesus Cristo precisa ler e conhecer a Bíblia com o objetivo de ensinar corretamente. Aqui, todo líder eclesiástico é desafiado a conhecer toda a Escritura Sagrada, com profundidade e propriedade. RESUMO N esta Unidade, apresentamos a composição da Bíblia. Vimos que ela é composta de 66 livros distribuídos em dois Testamentos, Antigo e Novo. O Antigo Testamento conta com 39 escritos e o Novo Testamento com 27. Foi demonstrado ainda, o quanto é indispensável que o líder eclesiástico conheça bem todos os livros da Sagrada Escritura, começando por uma visão panorâmica de cada um dos Testamentos e de cada volume inspirado que os compõem. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 43REFERÊNCIAS ELLISEN, Stanley A. Conheça melhor Antigo Testamento: um guia com esboços e gráficos explicativos dos primeiros 39 livros da Bíblia. São Paulo: Editora Vida, 2007. ELWELL, Walter A; YARBROUGH, Robert W. Descobrindo Novo Testamento: uma perspectiva histórica e teológica. São Paulo: Cultura Cristã, 2002. FEE, Gordon; STUART, Douglas. Como Ler a Bíblia Livro por Livro. São Paulo: Vida Nova, 2013. FRANCISCO, Clyde T. Introdução ao Velho Testamento. 5.ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1995. GEISLER, Norman; NIX, William. Introdução Bíblica: como a Bíblia chegou até nós. São Paulo: Vida Nova, 2006. HALE, Broadus David. Introdução ao Estudo do Novo Testamento. São Paulo: Hagnos, 2001. HARVEY, John. D. Interpretação das Cartas Paulinas: um prático e indispensável manual de exegese. São Paulo: Cultura Cristã, 2017. TENNEY, Merril. C. Novo Testamento, sua origem e análise. São Paulo: Shedd Publicações, 2008. TIDWELL, J.B. Visão Panorâmica da Bíblia: um estudo livro por livro. São Paulo: Vida Nova, 1985. UNIVERSIDADE ESTADUAL DO Liderança Eclesiástica 44 MARANHÃO

Mais conteúdos dessa disciplina