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FARMACOLOGIA 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Deborah Galvão Coelho da Silva 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Nesta aula, iremos abordar as principais características das dislipidemias 
e quais os tratamentos disponíveis utilizados na clínica. 
M. Santos, 62 anos. Em um de seus exames de rotina, descobriu que 
estava com seus níveis de colesterol alterados. O médico recomendou a prática 
de atividades físicas, dieta equilibrada e sinvastatina 40 mg/dia, no entanto, M. 
Santos resolveu continuar do jeito que estava, pois não sentia nenhum 
desconforto por conta disso. Com o passar do tempo, alguns sintomas foram 
aparecendo e causaram preocupação. Aceleramento do batimento cardíaco, 
falta de ar, fadiga e dor torácica foram algumas de suas queixas durante o 
atendimento de emergência. 
Diante desse caso, qual a consequência da não adesão ao tratamento 
pelo paciente? 
Dislipidemias 
Dislipidemias são distúrbios do metabolismo das lipoproteínas, incluindo 
superprodução ou deficiência de lipoproteínas. Esses distúrbios podem se 
manifestar pela elevação das concentrações séricas de colesterol total, 
lipoproteína de baixa densidade (LDL), triglicerídeos e diminuição da 
concentração da lipoproteína de alta densidade (HDL). Além de causas 
genéticas, outros fatores influenciam esse distúrbio lipídico, incluindo 
superprodução de colesterol, consumo excessivo de bebida alcoólica, doença 
renal crônica, obesidade, diabetes mellitus, uso de medicamentos e hábitos 
alimentares, entre outros. 
De modo geral, esses distúrbios lipídicos são classificados em duas 
maneiras, com base no nível de colesterol do paciente afetado. As classificações 
são as seguintes: fenótipo, quando o distúrbio lipídico está presente devido ao 
aumento dos níveis lipídicos no corpo; e etiológico, devido a razões genéticas 
(histórico familiar). 
Os tipos mais comuns de dislipidemia são: 
• Aumento de colesterol (hipercolesterolemia); 
• Aumento de triglicerídeos (hipertrigliceridemia). 
Mas qual é a diferença entre colesterol e triglicerídeos? 
 
 
3 
O colesterol é um tipo de lipídeo proveniente de duas fontes: o organismo 
produz uma parte e a outra é adquirida da alimentação, por exemplo, carne, aves 
e laticínios integrais contêm colesterol, chamado colesterol dietético. O colesterol 
circula no sangue e, à medida que os níveis aumentam na circulação sanguínea, 
aumenta também o risco para a saúde. Já os triglicerídeos têm sua síntese no 
fígado, enquanto o armazenamento ocorre nas células adiposas (tecido 
adiposo). 
A glicose é a principal fonte de energia em nosso corpo, mas quando há 
um baixo nível de glicose no sangue, as moléculas de lipídios e principalmente 
os triglicerídeos começam a queimar e fornecer energia. Embora forneça mais 
energia, ter um alto nível de triglicerídeos no sangue pode aumentar o risco de 
doenças cardíacas. Assim, altos níveis de triglicerídeos na circulação sanguínea 
podem causar aterosclerose, doenças cardíacas, entre outras. 
Embora a dislipidemia seja considerada multifatorial, os sintomas são na 
maioria das vezes comuns, não havendo diferenciação sintomática entre 
hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia. Alguns autores chamam de doença 
silenciosa por ser assintomática e passar despercebida pelos pacientes, sendo 
necessário um diagnóstico clínico e bioquímico. 
TEMA 1 – LIPOPROTEÍNAS 
Colesterol e triglicerídeos são moléculas gordurosas. Devido a essa 
característica, não são capazes de circular facilmente na corrente sanguínea. 
Para que o colesterol e os triglicerídeos circulem no sangue, geralmente são 
necessárias proteínas que tornam o colesterol e os triglicerídeos mais solúveis. 
Esse complexo lipídico e proteico é referido como lipoproteína. Existem cinco 
tipos diferentes de lipoproteínas no sangue e elas são geralmente classificadas 
de acordo com sua densidade. Os principais tipos de lipoproteínas analisadas 
em um painel lipídico incluem lipoproteínas de muito baixa densidade (VLDL), 
lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e lipoproteínas de alta densidade (HDL). 
1.1 VLDL 
Essas lipoproteínas consistem em triglicerídeos principais, algumas 
moléculas de colesterol e menos proteína. Quanto mais gordura uma 
lipoproteína contém, menor a densidade. Nesse caso, o VLDL é menos denso 
Luciana Ayres
 
 
4 
que a maioria das lipoproteínas devido à sua alta composição lipídica. O VLDL 
é produzido no fígado e é responsável por fornecer triglicerídeos às células do 
corpo, o que é necessário para os processos celulares. À medida que os 
triglicerídeos são entregues às células, o VLDL é constituído por menos gordura 
e mais proteínas, deixando o colesterol na molécula. À medida que esse 
processo ocorre, o VLDL se tornará uma molécula de LDL. 
1.2 LDL 
O LDL consiste em mais colesterol do que triglicerídeos e proteínas. Por 
conter menos lipídios e mais proteína em comparação com o VLDL, sua 
densidade é maior. O LDL é responsável por transportar o colesterol para as 
células que precisam dele. Níveis elevados de LDL estão associados a um risco 
aumentado de doença cardiovascular, por isso também é conhecido como 
colesterol “ruim”. 
1.3 HDL 
Comparado ao LDL, o HDL consiste em menos colesterol e mais proteína, 
tornando essas lipoproteínas as mais densas. O HDL é produzido no fígado e no 
intestino. É responsável por transportar o colesterol das células de volta ao 
fígado. Por esse motivo, o HDL também é considerado o colesterol “bom”. 
Existem outras lipoproteínas que também funcionam no transporte de gorduras 
para as células, mas não são comumente medidas em um painel lipídico de 
rotina. 
• Quilomícrons: essas lipoproteínas são as menos densas dentre todas as 
lipoproteínas. Essas moléculas são compostas principalmente de 
triglicerídeos e uma pequena quantidade de proteína. Os quilomícrons 
são responsáveis pelo transporte de lipídios do trato intestinal para as 
células do corpo. 
• Lipoproteína de densidade intermediária (IDL): essas lipoproteínas são 
menos densas que as moléculas de LDL, mas mais densas que as 
partículas de VLDL. Como os triglicerídeos do VLDL são decompostos 
pelas células que precisam dele, a partícula se torna mais densa devido 
à mudança na proporção de lipídios para proteínas. Isso resulta na 
conversão de VLDL em IDL. À medida que triglicerídeos e colesterol são 
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
 
 
5 
entregues a mais células do corpo, o IDL será gradualmente convertido 
em LDL. 
TEMA 2 – HIPERCOLESTEROLEMIA 
Cerca de 75 a 80% do colesterol circundante na corrente sanguínea é 
proveniente de síntese hepática. No fígado, o colesterol tem três destinos 
principais: conversão em ácidos biliares, passagem para a corrente sanguínea 
(transportado por lipoproteínas) e inserção na membrana plasmática. Apenas 
25% do colesterol no sangue provém da dieta, mas dietas ricas em gordura 
aumentam a produção de colesterol no fígado e os níveis de colesterol no 
sangue. 
O nível normal de colesterol no sangue é um número derivado de análises 
laboratoriais. O normal ou desejável é definido como menos de 200 mg de 
colesterol por decilitro de sangue (mg/dL). O colesterol no sangue é considerado 
limítrofe quando está na faixa de 200 a 239 mg/dL, sendo considerado elevado 
com valores iguais ou superiores a 240 mg/dl. 
A hipercolesterolemia aumenta o risco de doenças cardíacas. Níveis 
elevados de colesterol circulante fazem com que depósitos se formem dentro 
dos vasos sanguíneos. Esses depósitos, chamados placas, são compostos de 
gorduras depositadas na corrente sanguínea. Quando os depósitos se tornam 
suficientemente grandes, eles impedem a passagem do sangue, reduzindo o 
fluxo sanguíneo pelos vasos, provocando a formação de ateromas e, 
consequente, resultando no processo de doença chamado aterosclerose. Se 
isso acontecernas artérias que suprem o coração, ocorrerá um ataque cardíaco. 
Se isso ocorrer no cérebro, o resultado é um acidente vascular cerebral, em que 
uma porção do tecido cerebral morre. A aterosclerose causa mais mortes por 
doenças cardíacas do que qualquer outra condição. 
TEMA 3 – HIPERTRIGLICERIDEMIA 
A hipertrigliceridemia pode resultar de uma variedade de causas. A 
hipertrigliceridemia leve a moderada ocorre geralmente como parte da síndrome 
metabólica, podendo ser o resultado de múltiplas mutações genéticas em um 
indivíduo ou família e pode ser secundária a várias doenças e medicamentos. 
 
 
6 
O nível sérico de triglicerídeos reflete a concentração das lipoproteínas 
ricas em triglicerídeos (VLDL e quilomícrons). VLDL (lipoproteína de densidade 
muito baixa) e quilomícrons tornam-se relativamente enriquecidos com 
colesterol, uma vez que o núcleo de triglicerídeos é hidrolisado nos tecidos 
periféricos. Aparentemente, as lipoproteínas remanescentes ricas em 
triglicerídeos, em oposição às lipoproteínas ricas em triglicerídeos muito 
grandes, podem ser aterogênicas. Embora o triglicerídeo em si não seja 
encontrado nas placas ateroscleróticas, acredita-se que o conteúdo de colesterol 
das lipoproteínas ricas em triglicerídeos possa contribuir para o desenvolvimento 
da placa. Além disso, a lipólise de lipoproteínas ricas em triglicerídeos produz 
ácidos graxos livres, lisolecitina e outros lipídios reativos que podem ter efeitos 
pró-inflamatórios e pró-coagulantes. 
O nível plasmático de triglicerídeos é um biomarcador independente bem 
estabelecido de risco de doença cardiovascular, e as lipoproteínas ricas em 
triglicerídeos têm propriedades aterogênicas. O triglicerídeo prediz doenças 
cardiovasculares em uma ampla gama de circunstâncias. Sua associação com 
o risco de doença cardiovascular é parcialmente atenuada pelo ajuste do 
colesterol HDL, com o qual está moderadamente correlacionado. 
Certos medicamentos, como corticoides, betabloqueadores e 
estrogênios, podem aumentar os níveis de triglicerídeos no sangue. Os 
triglicerídeos mudam drasticamente em resposta às refeições, aumentando em 
até 5 a 10 vezes mais que os níveis de jejum, poucas horas depois de comer. 
Mesmo os níveis de jejum variam consideravelmente no dia a dia. Portanto, 
alterações modestas nos triglicerídeos de jejum medidos em dias diferentes não 
são consideradas anormais. 
De modo geral, a maioria das pessoas com hipertrigliceridemia ou altos 
níveis de triglicerídeos não apresenta sintomas e o único meio de descobrir um 
nível alto de triglicerídeos é por meio de exames de sangue. No entanto, em 
casos raros, uma pessoa pode ter um nível extremamente alto de triglicerídeos 
(acima de 1.000 mg/dL) sustentado ao longo do tempo e experimentar repetidas 
crises de pancreatite aguda. Alguns dos sinais e sintomas incluem dor na região 
superior da área do estômago, que se desenvolve repentinamente e depois piora 
gradualmente, seguida de febre, náusea, vômito e, em alguns casos, icterícia. 
 
 
 
7 
TEMA 4 – TRATAMENTO FARMACOLÓGICO 
O manejo das dislipidemias é parte importante das estratégias de 
prevenção de doenças cardiovasculares, sendo o tratamento de escolha muitas 
vezes dependente de idade e sinais/sintomas das pessoas afetadas. Em alguns 
casos, é iniciado com a prática de atividade física, perda de peso, mudança no 
estilo de vida e hábitos alimentares. No entanto, alguns estudos sugerem que 
apenas cerca de 10%-20% do nível de colesterol é reduzido com a mudança 
nessas práticas, sendo necessário a intervenção do tratamento farmacológico 
associado a todos esses hábitos. 
Atualmente, encontram-se disponível cinco classes de agentes 
terapêuticos para o tratamento dos distúrbios do metabolismo dos lipídios. Três 
dessas classes (inibidores da síntese de colesterol, sequestradores de ácidos 
biliares e inibidores da absorção de colesterol) exercem efeitos relativamente 
bem definidos sobre o metabolismo dos lipídios. Outras duas classes (fibratos e 
niacina) apresentam atividades bem definidas; no entanto, seus mecanismos 
moleculares de ação são distintos e estudados até hoje. Os inibidores da síntese 
de colesterol (inibidores da HMG-CoA redutase, também conhecidos como 
estatinas) são os mais utilizados devido a sua eficácia comprovada na redução 
da morbidade e da mortalidade cardiovasculares. Embora esses fármacos sejam 
distintos em mecanismos de ação, muitas vezes são utilizados em combinação 
visando tratar causas especificas de dislipidemias. 
4.1 Estatinas 
Esses medicamentos inibem competitivamente a enzima HMG-CoA 
redutase, enzima essa que sintetiza o colesterol no fígado. O bloqueio dessa 
enzima leva a um aumento da expressão dos receptores hepáticos de LDL e 
maior captação de LDL colesterol no plasma. A produção de lipoproteína de 
muito baixa densidade (VLDL), precursora do LDL, diminui, o efeito final é a 
redução no colesterol LDL de 20 a 60%, acompanhada de reduções menores no 
triglicerídeo plasmático e um pequeno aumento no colesterol HDL. 
Alguns desses fármacos estão descritos na Tabela 1. 
 
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
 
 
8 
Tabela 1 – Doses (mg) de estatinas necessárias para obter várias reduções no 
colesterol das lipoproteínas de baixa densidade dos valores basais 
 20-25% 26-30% 31-35% 36-40% 41-50% 51-55% 
Atorvastatina - - 10 20 40 80 
Pitavastatina 1 2 4 
Pravastatina 10 20 40 
Rosuvastatina - - - 5 10 20,40 
Sinvastatina - 10 20 40 80 
Fonte: Brunton; Hillal; Bjorn, 2018. 
O efeito adverso mais importante das estatinas é a miopatia, 
acompanhada de dores musculares, cansaço, rigidez, câimbra, fraqueza etc. Em 
casos raros, pode ocorrer rabdomiólise grave, levando a danos renais fatais. 
4.2 Inibidores da absorção de ácidos biliares 
As trocas aniônicas resinas colestiramina e colestipol ligam os ácidos 
biliares contendo colesterol no intestino, produzindo um complexo insolúvel que 
impede a reabsorção. Isso resulta em aumento da oxidação hepática do 
colesterol em ácidos biliares, excreção fecal de colesterol e atividade do receptor 
de LDL. Esses agentes diminuem os níveis de colesterol LDL em até 20%. Eles 
podem ser uma boa escolha em pacientes com doença hepática, pois não 
afetam o metabolismo hepático, podendo ser também uma boa opção em 
pacientes jovens e mulheres em idade fértil. As resinas de ligação ao ácido biliar 
podem causar um aumento nos níveis de triglicerídeos. Os efeitos colaterais 
incluem constipação, desconforto abdominal, flatulência, náusea, inchaço e azia. 
4.3 Inibidores da absorção de colesterol 
O ezetimiba é o primeiro dos inibidores da absorção de colesterol, uma 
nova classe de drogas modificadoras de lipídios, que inibe fortemente a absorção 
de colesterol biliar e dietético do intestino delgado sem afetar a absorção de 
vitaminas lipossolúveis, triglicerídeos ou ácidos biliares. A ezetimiba localiza-se 
na borda da escova dos enterócitos do intestino delgado e reduz a captação de 
colesterol nos enterócitos. Isso tem o efeito de inibir a absorção do colesterol, 
mantendo o colesterol no lúmen intestinal, permitindo que seja excretado. 
Luciana Ayres
Luciana Ayres
Luciana Ayres
 
 
9 
4.4 Fibratos 
Os fibratos são fármacos que agem a partir da estimulação dos receptores 
nucleares PPAR-alfa (peroxisome proliferator-activated receptor alfa), que 
modulam a transcrição de múltiplos genes envolvidos no metabolismo lipídico. 
Isso faz com que haja o aumento da produção e ação da enzima lípase 
lipoprotéica (LPL) e redução da apoproteína CIII (Apo CIII), que são 
responsáveis por estimular a lipólise dos triglicerídeos VLDL e dos quilomícrons. 
Embora incomum, o principal efeito adverso é a rabdomiólise, ocasionando 
insuficiência renal associada à excreção de proteínas musculares pelos rins. É 
contraindicado para pacientes que já apresentem o comprometimentodo 
sistema renal e também pacientes etilistas, por apresentarem predisposição a 
hipertrigliceridemia. 
4.5 Niacina 
A niacina (vitamina B3) em doses de 1.500 a 3.000 mg/dia reduz o 
triglicerídeo em cerca de 15% a 40%, diminuindo sua síntese através da inibição 
da enzima DGAT 2 do fígado. Os principais efeitos adversos incluem 
hepatotoxicidade, tolerância à glicose diminuída e hiperuricemia. A niacina é 
contraindicada em pacientes com úlcera péptica ativa. 
Além desses medicamentos, frequentemente são utilizados ômega 3 em 
alguns casos adjunto aos tratamentos convencionais. Os ácidos graxos ômega-
3, indicados para o tratamento de hipertrigliceridemia grave e muito grave (acima 
de 1.000 mg/dL), reduzem os triglicerídeos em 20% a 50% em doses de 3 a 4 
g/dia de ácido eicosapentaenóico (EPA) mais ácido docosahexaenóico (DHA). 
TEMA 5 – SÍNDROME METABÓLICA 
A síndrome metabólica (SM) é uma combinação de problemas que podem 
ocorrer ao mesmo tempo, como resistência à insulina e excesso de gordura 
corporal abdominal, isso significa uma cintura que mede 102 centímetros ou mais 
para homens e 88 centímetros ou mais para mulheres, colesterol elevado, com 
valores acima de 150 mg/dl e valores de HDL inferior a 40 mg/dl nos homens e 
nas mulheres, proteína na urina, entre outros. 
 
 
10 
Essa combinação de condições aumenta o risco de doenças cardíacas, 
derrame e diabetes. Em geral, as pessoas com síndrome metabólica têm pelo 
menos três das condições listadas. 
A causa exata desse distúrbio é desconhecida, pois envolve diversos 
fatores. O processo de envelhecimento, sedentarismo e sobrepeso são 
condições que contribuem para o desenvolvimento. 
De modo geral, o diagnóstico é feito com base em exames físicos como 
medição da circunferência abdominal, e avaliação bioquímica dos parâmetros de 
colesterol, especificamente triglicerídeos e HDL, acompanhamento da pressão 
arterial e dosagem da glicemia em jejum. 
O tratamento da SM é principalmente feito por meio de mudanças no estilo 
de vida, hábitos alimentares e acompanhamento clínico. 
NA PRÁTICA 
Retomando o caso que vimos no início desta aula e com base em tudo 
que discutimos a respeito das dislipidemias e seus tratamentos, podemos 
concluir que a não adesão ao tratamento por parte do paciente M. Santos pode 
levar a uma série de complicações tardias. Falamos que as doenças cardíacas 
são consideradas muitas vezes silenciosas, pois são assintomáticas 
inicialmente. No entanto, o agravamento dessas condições culmina para a 
ocorrência de traumas como infarto, acidente vascular encefálico, 
ateroscleroses, entre outros, que comprometem a qualidade de vida do 
indivíduo. 
FINALIZANDO 
Nesta aula, vimos quais são as principais características das dislipidemias 
e quais suas influências no organismo vivo. As dislipidemias são condições 
patológicas crônicas capazes de causar uma série de eventos adversos em 
relação ao seu agravamento. As principais terapias existentes para o tratamento 
são altamente eficazes e na maioria das vezes utilizadas em associação, na 
intenção de se obter melhores resultados. Pacientes que apresentam mais de 
uma doença, como hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia, são propensos 
a desenvolver complicações metabólicas como a SM, devido ao agravamento 
dessas doenças ou tratamento ineficaz. 
 
 
11 
REFERÊNCIAS 
BRUNTON, L.L; HILLAL, D.-D.; BJORN, C. K. The pharmacological basis of 
therapeutics. EUA: AMGH, 2018.

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