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Prof. Matheus Rebouças Alchaar CURSO TÉCNICO EM VETERINÁRIA DISCIPLINA: TOXICOLOGIA ASPECTOS RELACIONADOS À INTOXICAÇÃO DE RUMINANTES PELA INGESTÃO DE PLANTAS TÓXICAS CONCEITO “Aquela que, quando ingerida pelos animais domésticos, sob condições naturais, causa danos à saúde ou mesmo a morte”. Tokarnia, 2010 Ponto de vista pecuário - comprovada experimentalmente Via de introdução (oral) - ação subst. tóxicas varia Teste - planta fresca, recém colhida Fonte: synergiaconsultoria.com.br Pampa Amazônia Caatinga Cerrado Pantanal Mata Atlântica 131 plantas ATUALMENTE Foto:Taciana R. R. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA Perdas Diretas Morte de animais Bovinos: 10 a 14% Ovinos e caprinos: 7,2% Fo to s: htt ps :// w w w. ca na lru ral .c http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ Perdas econômicas Rebanho Nacional Mortalidade anual 10.675.000 213.500.000 bovinos (IBGE, 2017) 1.067.000 a 1.494.500 IMPORTÂNCIA ECONÔMICA Perdas Diretas Índices reprodutivos produtividade nos animais sobreviventes susceptibilidade a outras doenças (depressão imunol.) Fo to s: htt ps :// w w w. ca na lru ral .c http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ http://www.canalrural.com.br/ Perdas Indiretas custos controlar as plantas nas pastagens medidas de manejo para evitar as intoxicações valor da terra gastos associados ao diagnóstico das intoxicações “tratamento” dos animais afetados IMPORTÂNCIA ECONÔMICA CRENDICES E FATORES INERENTES À INTOXICAÇÃO Existiriam aspectos morfológicos comuns capazes de caracterizá-las Plantas tóxicas seriam lactescentes F t Não há caracterıśtica morfológica comum que permita reconhecer as plantas tóxicas Tokarnia et al., 2012 Quantidades ínfimas da planta tóxica seriam suficientes para causar a morte Palicourea marcgravii - 0,6 g/Kg (300kg- 180folhas) Baccharis coridifolia - 0,25 a 0,5 g/Kg (300kg-75g) A maioria - 5 a 40 g/Kg Consumo durante período prolongado Não existem plantas tão tóxicas assim! Os efeitos das plantas tóxicas se fariam sentir imediatamente após a sua ingestão Em geral só apresentam os primeiros sintomas da intoxicação horas após a ingestão, pois a absorção dos princípios tóxicos se faz nesse tempo. Procura pela planta nas imediações do cadáver é errado! P. aquilinum - intox. aguda- doses acima de 10g/kg/dia/1 ano Outros Casos Causariam perturbações digestivas, principalmente timpanismo e diarreia Baccharis coridifolia * Pseudotimpanismo Alterações na mucosa do rúmen e retículo A maioria das plantas tóxicas têm ação remota! O “instinto” seria capaz de fazer com que os animais não ingerissem plantas tóxicas Animais nascidos e criados na região de sua ocorrência não comem, enquanto os de outras regiões, nela introduzidos a ingerem, adoecem e morrem (“B. coridifolia”) Os animais, com o tempo, através de um processo de aprendizagem, passam a evitar a planta em função do seu efeito cáustico Tinguis e Timbós ? Termos originalmente usados pelos índigenas para designar uma série de plantas ictiotóxicas (rotenona) htt ps ://j air an tin gu ib ot o. w or dp re ss htt p:/ /w w w. ab q. or g htt p:/ /w w w. ab q. or g http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ http://www.abq.org.br/ ÃO DAS PLANTAS TÓXICAS Período de Ingestão uma única ingestão períodos ± prolongados Ação direta Divisão Ação remota Ação das plantas tóxicas ... Vias de Eliminação Absorção Absorção e eliminação rápida Eliminação lenta (“efeito acumulativo”) fígado (bile), mucosa intestinal, urina suor leite ar expirado FATORES QUE INFLUENCIAM A TOXIDEZ Ligados à Planta Fase de crescimento (brotação, madura) Partes tóxicas Estado e armazenamento (dessecagem / aos poucos / mantêm longos períodos) P. marcgravii C. laevigatum Fatores que Influenciam... Ligados ao Animal Espécie animal * Idade Pigmentação pele Exercício Período de ingestão Tolerância e Imunidade Resistência individual Ingestão de água: NÃO influencia! CONDIÇÕES EM QUE OCORRE A INTOXICAÇÃO Palatabilida nativas cultivadas (forrageiras) invasoras (queimadas, início chuvas, recém introduzidos na pastagem) Fo htt ps :// ag ro sb .c o CONDIÇÕES EM QUE OCORRE A INTOXICAÇÃO Facilitação Oli ve ira , C. A. et al, 20 09 CONDIÇÕES EM QUE OCORRE A INTOXICAÇÃO Estreita associação https://www.circuitodapecuaria.com.br/ CONDIÇÕES EM QUE OCORRE A INTOXICAÇÃO http://www.circuitodapecuaria.com.br/ mi lk po int .c o m htt ps :// w w w. ro se rv alr a m os c Fenação Transferência de animais CONDIÇÕES EM QUE OCORRE A INTOXICAÇÃO http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ http://www.roservalramos.com.br/ Desconhecimento B. coridifolia - ao ser ingerida em quantidades não tóxicas causa aversão, que é permanente, pelo menos em animais que permanecem em áreas onde a planta ocorre Acesso às plantas tóxicas cortada, podada ou ramos se quebram com o vento “crença difundida NE - mais tóxicas quando murchas” Sede IVISÃO DAS PLANTAS TÓXICAS Região Ação patológica (quadro clínico) Famílias botânicas Princípios tóxicos DIAGNÓSTICO DE INTOXICAÇÃO Aspectos Importantes a serem COMO PROCEDER ? Anamn ese Hi ó i Conhe cer as planta Conhe cer os quadro Inspeçã o das t AMES DE LABORATÓRIO Exame histológico (formol 10%) Ensaio biológico (própria espécie) Patologia clínica (condição geral) Identificação botânica Exame bacteriológico, virológico e outros Retirar rebanho do pasto Tratamento sintomático MEDIDAS A SEREM TOMADAS NO CASO DE INTOXICAÇÃO Proporcionar “conforto” sombra (fotossensibilização) repouso (“morte súbita”) boa alimentação glicose sedativos (sinais nervosos de excitação), etc Promover a excreção das substâncias tóxicas - diuréticos - purgantes MEDIDAS A SEREM TOMADAS NO CASO DE INTOXICAÇÃO PROFILAXIA DA INTOXICAÇÃO Ter disponibilidade de oferta alimentar Evitar o acesso dos animais a áreas invadidas, nas quais a erradicação não é possível Erradicar/reduzir plantas Não colocar animais em certas áreas durante períodos do ano - possibilidade de ocorrer determinada intoxicação Ter cuidado na transferência de animais Indução de resistência (aversão) Selecionar animais “resistentes” Intoxicação indireta de seres humanos deIngestão de carne e leite intoxicados (Allen et al., Mel oriundo de flores de plantas tóxicas Algumas plantas contendo determinado princípio tóxico, podem provocar efeitos tóxicos e carcinogênicos no fígado do homem.. 1. Palicourea marcgravii 2. Palicourea aeneofusca 3. Amorimia rigida 4. Nerium Oleander PLANTAS CARDIOTÓXICAS Palicourea marcgravii Nomes populares: erva-de-rato, cafezinho, erva-café, café-bravo, roxa, roxinha, roxona e vick. Família: Rubiaceae Gênero: Palicourea Distribuição: Presente em todo o Brasil,exceto na região Sul e no MS Erva de rato? As “ervas de rato” verdadeiras são todas Rubiáceas. Esse nome veio do uso popular dos frutos dessa planta para matar ratos, misturando-os com azeite e outros alimentos depois de bem triturados. Palicourea marcgravii Apresentando alta palatabilidade Elevada toxicidade com efeito cumulativo É ingerida em qualquer época do ano, porém o número maior de intoxicações ocorre na seca, quando os animais penetram nas matas e capoeiras. Dicotiledônea Arbusto de até 2 metros de altura, caule lenhoso, quebradiço e seco Folhas oblongo lanceoladas, às vezes arroxeadas no dorso, quando jovens Floresce de novembro a março, com frutificação ocorrendo entre janeiro e julho Inflorescências em panículas com flores amarelo-avermelhadas Frutos em baga globosa, que mudam de vermelho para roxo-escuro na maturação Características: Retangular com pólos arredondados Lembra uma lança; folha mais longa que larga e estreita-se em direção ao ápice A folha tem a forma lanceolada, mas invertida com a parte mais larga no ápice Folha oblongo lanceolada? Caule lenhoso: Amplamente lignificado Inflorescência em forma de Panícula: Caracteriza-se por um cacho composto em que os ramos vão decrescendo da base para o ápice. Folhas: Oblongo lanceoladas Frutos: baga globosa, vermelhos passando a roxo-escuro, quase preto na maturação Arbusto com até 2m de altura Palicourea Marcgravii em brotação na beira da mata Palicourea Marcgravii em floração Inflorescência de Palicourea Marcgravii Ramo de Palicourea Marcgravii com frutos imaturos Brotação de Palicourea Marcgravii após a primeira queimada do capim Partes tóxicas: folhas e frutos (principalmente), verdes ou secos; Princípio ativo tóxico: Fluorocitrato; Início dos sintomas: A partir de 8 horas. Palicourea marcgravii Suas folhas tem cheiro de salicilato de metila (“vick”) – Muito palatável Salicilato de metila é muito utilizado na preparação de antiinflamatórios de uso local. Ácido Monofluoracético Na mitocôndria: Convertido em Fluoracetyl-CoA Pela acetyl-CoA synthetase citrate synthase o condensa com oxaloacetato para formar fluorocitrato Fluorocitrato interrompe o ciclo de krebs Fluoricitrato inibe duas importantes enzimas do ciclo de krebs: a aconitase, que catalisa o metabolismo do citrato, e a succinato desidrogenase, que catalisa o metabolismo succinato. As inibições dessas duas enzimas e as subseqüentes formações do bloqueio do ciclo de krebs levam a uma diminuição do metabolismo da glicose, do armazenamento de energia e da respiração celular. Frutos: Letais na dose de 0,40 g/kg de peso vivo do animal Folhas: A dose letal está em torno de 1 g/kg de peso vivo do animal de folha fresca Os frutos mostram-se sempre mais tóxicos do que as folhas e as flores (Hoehne, 1939; Kissmann e Groth, 2000). Palicourea marcgravii Bovinos Caprinos Coelhos BubalinosEquinos Ovinos TOXIDEZ Inócua para aves Cólicas Queda do animal Tremores musculares Respiração ofegante Dispnéia Taquicardia Pode ocorrer convulsão pela má oxigenação cerebral Morte súbita Sintomas Intoxicação experimental por Palicourea Marcgravii (planta toda) em animais de fazenda. Intoxicação experimental por Palicourea Marcgravii Intoxicação experimental por Palicourea Marcgravii – Fase de morte súbita Cercar bem as áreas infestadas, matas e as capoeiras onde existir a planta ou erradicar a planta dos locais aos quais o gado tem acesso. Cuidado com pastos recém-formados, inspecionando-os e arrancando a erva-de-rato e/ou combatendo-a com herbicidas antes de colocar os animais no pasto Arranquio com enxadão e posterior controle químico com herbicida granulado na cova Medidas profiláticas