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o seu fim, em ação proposta por 
acionista(s) que representem 5% ou mais do capital social; 
c) Em caso de falência, na forma prevista na respectiva lei. 
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III – por decisão de autoridade administrativa competente, nos casos e na 
forma prevista em lei especial 
 
A companhia dissolvida conserva personalidade jurídica, até a extinção, com o 
fim de proceder à extinção. 
 
 
3.5.2. Liquidação 
 
Compete a assembléia, nos casos de dissolução de pleno direito da companhia, 
determinar o modo de liquidação e nomear o liquidante e o Conselho Fiscal que devem 
funcionar durante o período de liquidação. 
A liquidação por decisão judicial pode ser ainda: 
 
I – a pedido de qualquer acionista; 
II – a requerimento do ministério público; 
 
O liquidante nomeado em assembléia geral terá poderes e deveres em relação 
aos acionistas e terceiros, devendo representar a companhia e praticar todos os atos 
necessários à liquidação, inclusive alienar bens móveis e imóveis, transigir, receber e dar 
quitação. 
Em todos os atos e operações, o liquidante deverá usar a denominação social 
seguida da palavra “em liquidação”. 
Respeitados os direitos dos credores preferenciais, o liquidante deverá pagar as 
dívidas da companhia proporcionalmente e sem distinção entre vencidas e vicendas, mas 
em relação a estas, com desconto às taxas bancárias. Se o ativo for superior ao passivo, o 
liquidante poderá, sob sua responsabilidade pessoal, pagar integralmente todas as dívidas 
vencidas. 
Pago o passivo e sobrando, ainda, algum ativo, o liquidante deverá rateá-lo entre 
os acionistas na proporção da participação de cada um no capital da companhia. O 
pagamento aos sócios ou acionistas,também, pode ser efetuado com bens avaliados a valor 
de mercado. Em seguida, o liquidante convocará a assembléia geral para prestação de 
contas. 
Aprovadas as contas, encerra-se a liquidação e a companhia extingue-se. 
Encerrada a liquidação, o credor não satisfeito só terá direito de exigir dos 
acionistas, individualmente, o pagamento de seu crédito, até o limite da soma, por eles 
recebida, e de propor contra o liquidante, se for o caso, ação de perdas e danos. 
 
 
3.5.3. Extinção 
 
A companhia será extinta: 
 
I – pelo encerramento da liquidação; 
II – nos casos de fusão e incorporação, por outra sociedade e cisão total; 
 
Nesse último caso, não há devolução do patrimônio aos sócios ou acionistas, 
uma vez que este passa a fazer parte de outra empresa que sucede a extinta em seus 
direitos e obrigações os sócios ou acionistas recebem da sucessora as ações ou quotas que 
lhes couberem função da fusão, incorporação ou cisão. 
Os procedimentos contábeis nos casos de extinção previstos no item II já foram 
expostos na parte que discutiu as operações de fusão, incorporação e cisão. 
Quando a extinção da sociedade der-se pelo encerramento da liquidação os 
procedimentos contábeis consistem em encerrar os livros da sociedade extinta, creditando 
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as contas do Ativo, debitando as contas do Passivo, se ainda existentes, e debitando a 
conta capital, contra uma conta transitória – Conta Liquidação. 
 
Sobre a divulgação pública das demonstrações contábeis no período de 
liquidação, Almeida (2010) diz que devem ser observados os seguintes critérios: 
 
1) Os ativos e passivos devem ser classificados no circulante, já que existe 
intenção de realização de bens e direitos, e de liquidação das dívidas em 
curto prazo. 
2) Devem ser constituídas todas as provisões necessárias, 
fundamentalmente as relacionadas com indenização nas demissões de 
funcionários. 
3) Nota explicativa deve ser incluída nas demonstrações financeiras sobre 
a expectativa do montante do lucro ou prejuízo na realização dos ativos e 
na liquidação dos passivos. É recomendável que os ganhos somente sejam 
contabilizados quando efetivamente realizados. 
 
 
 
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4. CONVERSÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 
 
O Pronunciamento Técnico - CPC 02 aborda os aspectos e efeitos das variações 
cambiais e nas Demonstrações Contábeis quando é necessária (ou exigida) a sua 
conversão, nos seguintes casos: 
 
(a) na contabilização de transações e saldos em moedas estrangeiras; 
(b) na conversão dos resultados e dos balanços patrimoniais das entidades no 
exterior para fins de consolidação, consolidação proporcional e aplicação do 
método da equivalência patrimonial na entidade investidora; e 
(c) na conversão do resultado de uma entidade e de seu balanço patrimonial de 
uma para outra moeda na apresentação das demonstrações contábeis. 
 
Na abordagem das mudanças nas taxas de câmbio e procedimentos de 
conversão é necessário, antes, definir, de acordo com o Pronunciamento Técnico CPC 02, 
moeda funcional, que representa a moeda em que a entidade deverá elaborar as suas 
Demonstrações Contábeis. 
De maneira geral, a moeda funcional de uma entidade é aquela do país onde ela 
opera e, portanto, deverá ser utilizada como a medida de valor para os procedimentos de 
mensuração das transações e eventos econômicos da entidade, por exemplo, no caso de 
empresas que atuam no Brasil, a moeda funcional é o “real”, salvo raríssimas exceções 
relacionadas no Pronunciamento Técnico – CPC 02 que devem ser cumpridas 
cumulativamente para justificar a elaboração das Demonstrações Contábeis em uma moeda 
diferente, descritas a seguir: 
 
(a) Que, mais fortemente, influencia os preços dos bens ou serviços; 
(b) Do país cujas forças competitivas e reguladoras influenciam a estrutura de 
precificação da empresa; 
(c) Que influencia os custos e despesas da empresa; 
(d) Na qual os fundos financeiros são gerados; 
(e) Na qual os recebimentos das atividades operacionais são obtidos. 
 
Em casos de ocorrência de mudança da moeda funcional, a entidade deverá 
utilizar os procedimentos de conversão aplicáveis à moeda funcional prospectivamente à 
data da mudança, ou seja, neste caso não é permitida a conversão das Demonstrações 
Contábeis de períodos anteriores. Assim, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 209) “efetua-
se a conversão de todos os itens para a nova moeda funcional utilizando-se a taxa de 
câmbio na data da mudança, sendo os valores convertidos resultantes para os itens 
monetários são tratados como se fossem custos históricos”. 
Porém, a moeda funcional não é questão de escolha da entidade, num primeiro 
momento ela é determinada pela moeda local de operação da empresa, num segundo 
momento, caso sejam cumpridas todas as exigências que caracterizam outra moeda como 
mais influente na geração e desembolso de caixa da entidade do que a local, deve ser 
adotada a outra como moeda funcional. 
A seguir serão comentados três casos de como utilizar a Taxa de Câmbio para 
converter as transações ou demonstrações contábeis. 
 
1º CASO: Transações em Moeda Estrangeira 
 
A entidade pode, no decorrer do período e no desempenho de suas atividades, 
realizar transações em moeda estrangeira e que podem ser exemplificadas como: 
 
(a) Compra; 
(b) Venda; 
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(c) Empréstimos tomados e concedidos; 
(d) Aquisição de ativos e liquidação de passivos. 
 
De acordo com o Pronunciamento Técnico – CPC 02, essas transações devem 
ser reconhecidas e contabilizadas em moeda funcional e a conversão dos valores deverá 
ser feita tomando como parâmetro a Taxa de Câmbio a Vista na data em que a transação 
foi efetivada. 
 
 
2º CASO: Conversão das Demonstrações