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Contábeis para moeda diferente da 
funcional (conversão da moeda funcional para a moeda estrangeira) 
 
As Demonstrações Contábeis de uma entidade podem ser divulgadas em 
qualquer moeda, desde que devidamente elaboradas e divulgadas em moeda funcional, 
observando se os seguintes critérios: 
 
• Ativos e Passivos – a conversão para a moeda estrangeira deverá ser 
feita pela Taxa de Câmbio de Fechamento (ou corrente) da data do 
Balanço Patrimonial que será convertido; 
• Patrimônio Líquido – O Patrimônio Líquido inicial do período a ser 
convertido deverá ser o Patrimônio Líquido final convertido no período 
anterior; 
• Mutações do Patrimônio Líquido – as mutações que ocorrerem no 
período de conversão deverão ser convertidas para a moeda estrangeira 
mediante a Taxa de Câmbio Históricas (de fechamento) nas datas em 
que ocorreram as mutações; 
• Receitas e Despesas: esses itens deverão ser convertidos para a moeda 
estrangeira mediante a Taxa de Câmbio Históricas (de fechamento) na 
data em que os mesmos ocorreram ou, se não houver oscilação 
relevante no câmbio, pela Taxa de Câmbio Média do período; 
 
As conversões mencionadas anteriormente originam variações cambiais em 
decorrência da utilização de diferentes parâmetros (taxa de câmbio de fechamento, 
históricas, média e PL anterior convertido) para a sua conversão. As variações cambiais 
deverão ser reconhecidas em conta específica, diretamente no Patrimônio Líquido, e não no 
resultado do período em que são identificadas, pois mudanças nas taxas cambiais têm 
pouco ou nenhum efeito direto sobre os fluxos de caixa presentes e futuros das operações. 
 
 
3º CASO: Conversão das Demonstrações Contábeis em moeda estrangeira de 
entidades controladas no exterior para moeda a funcional em que 
opera a entidade controladora (conversão da moeda estrangeira para 
a moeda funcional) 
 
Nos casos de conversão das Demonstrações Contábeis de entidades investidas 
no exterior para a moeda funcional da investidora devem ser observados os mesmos 
requisitos mencionados no segundo caso em relação à utilização das taxas de câmbio. 
Então, de acordo com FIPECAFI (2010, p. 209-210), para os investimentos em 
entidades no exterior que se enquadram no Método de Equivalência Patrimonial – MEP, a 
investidora deverá tomar os seguintes procedimentos: 
 
(a) Elaborar as demonstrações consolidadas da investida em moeda funcional da 
mesma, porém com base nas normas e procedimentos contábeis adotados 
pela investidora; 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 39 - 
(b) Efetuar a conversão das demonstrações contábeis elaboradas conforme o 
item acima, para a moeda funcional da investidora; 
(c) Reconhecer o resultado da investida por equivalência patrimonial com base 
na Demonstração de Resultado levantada conforme o item (b); 
(d) Reconhecer os ganhos e perdas cambiais no investimento em uma conta 
específica no Patrimônio Líquido; 
(e) Finalmente, caso seja um investimento em controlada, a investidora deverá 
consolidar as Demonstrações dessa investida. 
 
Observe o esquema abaixo sobre a conversão das Demonstrações Contábeis 
para a moeda funcional da investidora: 
 
 
CONVERSÃO DO BALANÇO PATRIMONIAL E AS TAXAS DE CÂMBIO 
ATIVO PASSIVO 
 
 Taxa Corrente 
 
 PATRIMÔNIO LÍQUIDO 
 
 SALDO ANTERIOR DO PL: 
Taxa Corrente Igual ao saldo final do período anterior convertido 
 
 MUTAÇÕES (DIVIDENDOS E INGRESSOS DE CAPITAL): 
 Taxa Histórica 
 
 RESULTADO DO PERÍODO: 
 Transportado da DRE convertida por Taxa Histórica 
ou Média 
 
 AJUSTE ACUMULADO DE CONVERSÃO (*) 
 
(*) A conta de “Ajuste de Conversão Acumulada” é específica para registrar as variações cambiais 
(ganhos ou perdas cambiais) resultantes da conversão dos ativos, passivos e patrimônio líquido por 
taxas de câmbio diferentes, sendo os passivos e ativos convertidos pela taxa corrente e o patrimônio 
líquido por taxas históricas e médias, além do seu saldo inicial partir do saldo anterior convertido. 
FONTE: FIPECAFI (2010, p. 211) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 40 - 
 
 
5. DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO 
 
A Demonstração do Valor Adicionado – DVA é o relatório que apresenta 
ordenadamente a riqueza gerada pela entidade e a forma que essa riqueza foi distribuída às 
partes que contribuíram para a geração dessa riqueza. Embora já estivesse sendo 
elaborada e divulgada por algumas empresas, esta demonstração passou a fazer parte das 
demonstrações contábeis obrigatórias divulgadas a cada exercício social a partir da 
alteração implementada na Lei 6.404/76 através da Lei 11.638/2007. 
A Lei 6.404/76 obriga no seu artigo art. 176 inc. V somente para as companhias 
abertas a divulgarem a DVA e no art. 188 inc. II diz que esta demonstração deverá indicar 
no mínimo “o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos 
que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, 
acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída”. Mas esta lei 
não discute a forma de sua elaboração, apresentação e estrutura, critérios que são 
estabelecidos no CPC 09, o qual define a DVA como “um dos elementos do Balanço Social 
e tem por finalidade evidenciar a riqueza criada pela entidade e sua distribuição, durante 
determinado período.” 
Para Silva (2010, p. 58) a DVA “evidencia o quanto de riqueza uma empresa 
produziu, ou seja, o quanto ela adicionou aos seus fatores de produção e o quanto dessa 
riqueza foi distribuída (entre empregados, governo, acionistas, financiadores de capital) ou 
retida de qualquer forma”. 
 
 
4.1. OBJETIVOS E UTILIDADE DA DVA 
FIPECAFI (2010, p. 581) diz que 
 
A DVA tem por objetivo demonstrar o valor adicionado da riqueza 
econômica gerada pelas atividades da empresa como resultante de um 
esforço coletivo e sua distribuição entre os elementos que contribuíram para 
a sua criação. Desse modo, a DVA acaba por prestar informações a todos 
os agentes econômicos interessados na empresa, tais como empregados, 
clientes, fornecedores, financiadores e governo. 
 
Ainda sob a ótica desses autores a utilidade das informações extraídas da DVA 
estão elencadas a seguir: 
 
• Analisar a capacidade de geração de valor e a forma de distribuição 
das riquezas de cada empresa; 
• Permitir análise do desempenho econômico da empresa; 
• Auxiliar no cálculo do PIB e de indicadores sociais; 
• Fornecer informações sobre os benefícios (remunerações) obtidos 
por cada um dos fatores de produção (trabalhadores e financiadores – 
acionistas e credores) e governo; 
• Auxiliar a empresa a informar sua contribuição na riqueza à região, 
Estado, país etc., em se encontra instalada. 
 
É importante discutir os itens 10 e 11 constantes no CPC 09 sobre as 
características das informações da DVA que, conforme levanta este pronunciamento, estão 
fundamentadas “em conceitos macroeconômicos, buscando apresentar, eliminando os 
valores que representam dupla-contagem, a parcela de contribuição que a entidade tem na 
formação do Produto Interno Bruto (PIB)”, assim “essa demonstração apresenta o quanto a 
entidade agrega de valor aos insumos adquiridos de terceiros e que são vendidos ou 
consumidos durante determinado período”. 
UNIPAC – Curso de Ciências Contábeis – Disciplina de Contabilidade Avançada 
Profª. Núbia Rodrigues - 41 - 
Mas FIPECAFI (2010, p. 581 - 582) dizem que em princípio, a soma dos valores 
adicionados por todos os agentes econômicos (empresas, profissionais liberais, governo e 
outros) correspondem ao PIB de um país, mas alertam para o fato de que 
 
...existem diferenças entre a fórmula