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CURSOCURSO DE DHAADE DHAA E SANE SAN COM ENFOQUE NO PNAE! AULA 1 - MÓDULO 1 PNAE PROGRAMA NACIONAL DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR podcast do curso Ao longo dos slides do curso você vai ter acesso a episódios do nosso podcast, desenvolvido para ser ouvido junto aos slides de aula, certo? ! Os podcasts estão disponíveis na plataforma Spotify Para acessar o episódio com o conteúdo do slide, basta clicar no desenho do microfone, igual esse aí ao lado. O microfone sempre aparecerá em assuntos que terá conteúdos em podcasts!!! Então fica ligado (a) e quando o microfone aparecer é só clicar e ouvir a aula no podcast do curso. O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é a mais longeva política pública na área de Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil, considerado em âmbito mundial como um dos maiores, mais abrangentes e duradouros programas na área de alimentação escolar (PEIXINHO, 2013). Clique no microfone e ouça o podcast junto a esse e o próximo slide clique aqui e acesse o site https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae https://open.spotify.com/episode/5G3H4kzbsJCdzApLM6Ktn6 https://www.fnde.gov.br/programas/pnae Esta política pública é gerenciada pelo FNDE, autarquia do Ministério da Educação (MEC). Atende todos os alunos matriculados na educação básica pública. FNDE UNIVERSALIZADA DESCENTRALIZADA Na década de 1990, houve um processo de descentralização e os municípios começaram a obter maior autonomia administrativa. JOSUÉ DE CASTRO 1954 - Cartilha da Merenda Escolar Deputado Federal e Presidente do Conselho Executivo da FAO 1940 - Livro Geografia da Fome HISTÓRIA DO PNAE Surge a Comissão Nacional de Alimentação (CNA). 1955 - 1970 1979 1945 1994 1988 Início da estruturação de um Programa Nacional de Alimentação Escolar. Surge o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Constituição Federal de 1988 assegura o direito universal à alimentação escolar. Lei nº 8.913, permitindo a administração da alimentação escolar de forma descentralizada. https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico Obrigatoriedade da criação do Conselho de Alimentação Escolar (CAE). 2001 2000 2006 2021 2020 2009 Tornou-se obrigatório o uso de 70% dos recursos financeiros federal para a compra de alimentos básicos (in natura). Criação dos CECANES e obrigatoriedade do nutricionista RT no PNAE. Lei nº 11.947 - a alimentação escolar passa a atender toda a rede pública de educação básica. Resolução nº 06, de 08 de maio de 2020. O limite individual de venda anual da agricultura familiar ao PNAE é alterado para R$ 40 mil. HISTÓRIA DO PNAE clique aqui e saiba + https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico Merenda alimentação escolar M E R E N D A E S C O L A R L A N C H E ; R E F E I Ç Ã O R Á P I D A (Arquivo do jornal Correio da Manhã) Crianças tomam leite durante a Campanha Nacional de Merenda Escolar, fevereiro de 1958. https://ar.pinterest.com/pin/737183032726780288/?amp_client_id=CLIENT_ID%28_%29&mweb_unauth_id=%7B%7Bdefault.session%7D%7D&simplified=true Cardápios da alimentação escolar deverão respeitar os hábitos alimentares, a cultura e tradição alimentar da localidade, incentivando o consumo de alimentos saudáveis e adequados. (Foto: Agência Brasil) Lei n. 11.947/2009 https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2021-12/fnde-faz-repasse-de-r-42-bi-em-2021-para-alimentacao-escolar educação infantil ensino fundamental ensino médio educação de jovens e adultos universalização da alimentação escolar para os alunos matriculados na rede pública de educação básica Alimentação escolar como um direito garantido e não uma doação! Ampliação da cobertura do PNAE. Reestruturação e fortalecimento do CAE. Inserção do profissional nutricionista como Responsável Técnico do PNAE. Limitação de alimentos ultraprocessados nos cardápios. Obrigatoriedade de uso de no mínimo 30% dos recursos transferidos pelo FNDE à compra de alimentos da agricultura familiar. Criação dos CECANEs. Os avanços do PNAE mostram a transição de uma cultura assistencialista e clientelista para uma cultura de garantia de direitos - neste caso o direito à alimentação escolar (PEIXINHO & SIQUEIRA, 2021). O PNAE é importante estratégia de garantia do Direito Humano À Alimentação Adequada nas escolas. O PNAE como promotor de uma alimentação saudável, tendo em vista a obrigatoriedade de alimentos in natura ou minimamente processados. Os avanços do PNAE possibilitam melhores condições de aprendizagem e, consequentemente, melhor rendimento escolar, contribuindo para o rompimento do ciclo intergeracional da pobreza. O PNAE é estratégico para a política de Segurança Alimentar e Nutricional. Lei nº 11.947/2009: Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica. Resolução CD/FNDE nº 06/2020: Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Estas legislações trazem os objetivos, diretrizes e princípios do PNAE. Clique e acesse o documento com a lei https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm "O PNAE tem como objetivo contribuir para o crescimento e o desenvolvimento biopsicossocial, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos alunos, por meio de ações de educação alimentar e nutricional e da oferta de refeições que cubram as suas necessidades nutricionais durante o período letivo" (BRASIL, 2020). UNIVERSALIDADE ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM CONTROLE SOCIAL DIREITO À ALIMENTAÇÃO ESCOLAR COM VISTAS A GARANTIR A SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL POR MEIO DE AQUISIÇÕES DE ALIMENTOS PRODUZIDOS LOCALMENTE PRINCÍPIOS DO O direito humano à alimentação adequada Universalidade do atendimento da alimentação escolar gratuita A sustentabilidade e a continuidade acesso regular e permanente à alimentação saudável e adequada Equidade (por exemplo per capitas diferenciados para indígenas e quilombolas) PRINCÍPIOS DO Compartilhamento da responsabilidade entre os entes federados (União, Estados, DF e municípios) A participação da comunidade no controle social para garantir a execução do Programa Respeito aos hábitos alimentares práticas tradicionais saudáveis que fazem parte da cultura alimentar local Clique aquiEssa resolução trouxe importantes alterações nos cardápios da alimentação escolar, tendo em vista índices de obesidade infantil, diretamente relacionados com o consumo de alimentos ultraprocessados. Vamos conhecer um pouco das novas mudanças? Substitui o termo gêneros alimentícios básicos por alimentos "in natura" ou minimamente processados, incluindo os termos alimentos processados, alimentos ultraprocessados e ingredientes culinários. https://www.fnde.gov.br/index.php/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/item/13511-resolu%C3%A7%C3%A3o-n%C2%BA-6,-de-08-de-maio-de-2020 Alimentos proibidos Para crianças menores de 3 anos Aquisição de alimentos com gordura trans industrializada em todos os cardápios. Para crianças menores de 3 anos são proibidos alimentos ultraprocessados e a adição de açúcar, mel e adoçantes. fornecimento SEMANAL OBRIGATÓRIO POR ESTUDANTE inclusão obrigatória para todos PERÍODO PARCIAL: 280G Alimentos fonte de vitamina A (ex: manga, mamão, cenoura, abóbora, etc.) . 3 dias por semana Alimentos fonte de ferro heme (ex: carnes vermelhas, frango, peixe, fígado, etc.) . 4 dias por semana . fRUTA "IN NATURA" PELO MENOS 2 DIAS NA SEMANA. lEGUMES E VERDURAS PELO MENOS 3 DIAS POR SEMANA período integral: 520g . fRUTA "IN NATURA" PELO MENOS 4 DIAS NA SEMANA . lEGUMES E VERDURAS PELO MENOS 5 DIAS POR SEMANA ALIMENTOS QUANTIDADE MÁXIMA Limita a oferta de alimentos processados, ultraprocessados e doces nos cardápios Margarina ou creme vegetal Biscoito, bolacha, pão ou bolo Doce Preparações regionais doces Produtos cárneos Alimentos em conservas Líquidos lácteos (com aditivos ou adoçantes) 2x por mês 1x por mês 1x por mês/parcial 2x por mês/integral 1x por mês 2x por mês/parcial 1x por semana/integral 2x por mês/parcial 1x por semana/integral 2x por semana/parcial (uma refeição) 3x por semana/parcial (duas ou + refeições) 7x por semana/integral (três ou + refeições) ANUALMENTE Mínimo de 14 alimentos in natura ou minimamente processados por semana. Recomenda que os municípios comprem anualmente, no mínimo 50 (cinquenta) diferentes tipos de alimentos in natura ou minimamente processados. Mínimo de 10 alimentos in natura ou minimamente processados por semana. Mínimo de 23 alimentos in natura ou minimamente processados por semana. 2 REFEIÇÕES OU 30% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DIÁRIAS 1 REFEIÇÃO OU 20% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DIÁRIAS 3 REFEIÇÕES OU 70% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS DIÁRIAS Veja esse e o próximo slide junto ao podcast. ATENÇÃO: Ouça até 8 minutos e 40 segundos! SER APRESENTADOS PERIODICAMENTE AO CAE SER ELABORADOS POR NUTRICIONISTA RT RESPEITAR OS HÁBITOS ALIMENTARES CONSIDERAR A VOCAÇÃO AGRÍCOLA LOCAL ATENDER ÀS NECESSIDADES ALIMENTARES ESPECIAIS ATENDER ÀS NECESSIDADES NUTRICIONAIS TER VARIEDADE DE ALIMENTOS DAR PREFERÊNCIA AOS ALIMENTOS "IN NATURA" OU MINIMAMENTE PROCESSADOS https://open.spotify.com/episode/3qrwaqqvRB0qOF0OQof4hh OS CARDÁPIOS DEVEM ATENDER: 1 REFEIÇÃO - 20% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS No mínimo 20% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes prioritários quando ofertada uma refeição em período parcial, exceto creche (BRASIL, 2020). OS CARDÁPIOS DEVEM ATENDER: 2 OU + REFEIÇÕES - 30% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS No mínimo 30% das necessidades nutricionais de energia, macronutrientes e micronutrientes prioritários para duas refeições ofertadas, em período parcial, na creche; No mínimo 30% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes para uma refeição para os estudantes matriculados nas escolas localizadas em comunidades indígenas ou em áreas remanescentes de quilombos, exceto creches; No mínimo 30% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes quando ofertadas duas ou mais refeições, para os estudantes matriculados na educação básica, exceto creches em período parcial (BRASIL, 2020). OS CARDÁPIOS DEVEM ATENDER: 3 OU + REFEIÇÕES - 70% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS No mínimo 70% das necessidades nutricionais de energia, macronutrientes e micronutrientes prioritários quando ofertadas três refeições para as creches em período integral, inclusive as localizadas em comunidades indígenas ou áreas remanescentes de quilombos. No mínimo 70% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes quando ofertadas três refeições, para os estudantes participantes de programas de educação em tempo integral e para os matriculados em escolas de tempo integral (BRASIL, 2020). O PNAE é um programa descentralizado, no qual estados/Distrito Federal/municípios possuem autonomia administrativa e são responsáveis pelo uso do recurso repassado pelo FNDE. O recurso repassado pela União são distribuídos em 10 parcelas mensais, entre fevereiro a novembro, anualmente, em conta corrente específica aberta pelo FNDE. . Creches: R$ 1,37 . Pré-escola: R$ 0,72 . Escolas indígenas e quilombolas: R$ 0,86 . Ensino fundamental e médio: R$ 0,50 . Educação de jovens e adultos: R$ 0,41 . Ensino integral: R$ 1,37 . Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em tempo integral: R$ 2,56 . Alunos que frequentam o Atendimento Educacional Especializado no contraturno: R$ 0,68 ATUALMENTE, O VALOR REPASSADO PELA UNIÃO A ESTADOS E MUNICÍPIOS POR DIA LETIVO PARA CADA ALUNO É DEFINIDO DE ACORDO COM A ETAPA E MODALIDADE DE ENSINO, A SABER: Os critérios estabelecidos para o valor repassado pelo FNDE enquadram-se dentro do princípio da justiça do DHAA, uma vez que definem valores per capita diferenciados por modalidades de ensino, permanência na escola e localização da escola (SIQUEIRA, et al. 2014). Vale destacar, que às Entidades Executoras são responsáveis pela complementação dos recursos financeiros para garantir o direito à alimentação escolar de qualidade, atendendo a todos os requisitos da Resolução CD/FNDE nº 06/2020. Você consegue identificar todos os atores responsáveis para execução do PNAE? E qual sua responsabilidade na atuação no PNAE do seu estado/Distrito Federal/municípios? Agora vamos conhecer quem são os responsáveis para uma boa execução do PNAE? Conforme o art. 7º da Resolução CD/FNDE nº 06/2020, os participantes do PNAE são: Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); Entidades Executoras (EEX); Conselho de Alimentação Escolar (CAE); Unidades Executoras (UEx). Ouça o podcast "Módulo 1 - Aula 1 part.2" a partir de 8min e 40 segundos. Ouça, acompanhando o conteúdo dos próximos nove slides Coordenar o diagnóstico e o monitoramento do estado nutricional dos estudantes; Planejar o cardápio da alimentação escolar; Ações de Educação Alimentar e Nutricional; https://open.spotify.com/episode/3qrwaqqvRB0qOF0OQof4hh DE ACORDO COM O ART. 3º DA RESOLUÇÃO CFN Nº 465/2010 O NUTRICIONISTA DEVE: Planejar, coordenar e supervisionar a aplicação de testes de aceitabilidade junto à clientela; Interagir com os agricultores familiares e empreendedores familiares rurais e suas organizações; Participar do processo de licitação e da compra direta da agricultura familiar para aquisição de gêneros alimentícios; Assessorar o CAE no que diz respeito à execução técnica do programa; Elaborar fichas técnicas das preparações que compõem o cardápio; DE ACORDO COM O ART. 3º DA RESOLUÇÃO CFN Nº 465/2010 O NUTRICIONISTA DEVE: Elaborar e implantar o Manual de Boas Práticas para Serviços de Alimentação de Fabricação e Controle para UAN; Planejar, orientar e supervisionar as atividades de seleção, compra, armazenamento, produção e distribuição dos alimentos; Realizar o plano de trabalho anual (CFN, 2010). Orientar e supervisionar as atividades de higienização de ambientes, armazenamento de alimentos, veículos de transporte de alimentos, equipamentos e utensílios da instituição; art. 44, Resolução CD/FNDE nº 06/2020 CONSELHOS DE AL IMENTAÇÃO ESCOLAR I – Monitorar e fiscalizar a aplicação dos recursos e a execução do PNAE; II – Analisar a prestação de contas da EEx; III – Comunicar aos órgãos de controle qualquer irregularidade identificada na execução do PNAE; IV – Fornecer informações e apresentar relatórios, sempre que solicitado; art. 44, Resolução CD/FNDE nº 06/2020 CONSELHOS DE AL IMENTAÇÃO ESCOLAR V – Realizar reunião específica para apreciação da prestação de contas e elaboração do Parecer Conclusivo do CAE; VI – Elaborar o Regimento Interno; VII – Elaborar o Plano de Ação do ano em curso e/ou subsequente (BRASIL, 2020). I- Preencher o Censo Escolar; II- Firmar termo de compromisso; III- Definir na Lei Orçamentária Anual as despesas e recursos financeiros destinados no PNAE; IV- Elaborar a prestação de contas da execução financeira do PNAE e enviar para o CAE e FNDE; V- Disponibilizar infraestrutura adequada para o CAE desenvolver suas atribuições; VI- Ofertar alimentação escolar por, no mínimo, 200 (duzentos) dias letivos; VII- Realizar os processos licitatórios para a aquisição dos gêneros alimentícios do PNAE; VIII- Contratar um nutricionista para o programa, que será responsável desde o planejamento até a coordenação da alimentação e nutrição nas secretarias de educação. A Entidade Executora deve oferecer condições suficientes e adequadasde trabalho para esses profissionais cumprirem os parâmetros numéricos mínimos de referência de nutricionistas por escolares, conforme previsto em Resolução do CFN (SIQUEIRA et al., 2021). Membros do CAE Diretores Nutricionistas Professores Merendeiras Escolares Pais e responsáveis dos escolares Funcionários da escola Agricultores familiares Os atores sociais envolvidos na alimentação escolar são: Ainda no contexto dos envolvidos para execução do PNAE, toda comunidade escolar tem importância com seus saberes e compartilhamentos. Entre os envolvidos para execução do PNAE, podem ser citados órgãos que possuem parcerias, são eles: •Tribunal de Contas (TCU); Controladoria Geral da União (CGU); Ministério Público (MP); •Secretaria de Saúde/ Vigilância Sanitária; •Secretaria de Agricultura; Assistência Técnico e Extensão Rural; •Conselho Federal/ Regional de Nutrição (SIQUEIRA et al, 2021). Gestão centralizada A Entidade Executora recebe os recursos do FNDE e é responsável pela compra dos gêneros alimentícios e pela distribuição às unidades escolares. A distribuição dos alimentos pode ser diretamente entregues às unidades escolares pelos fornecedores ou em depósito central de abastecimento. A Entidade Executora associa as duas formas de gestão (centralizada e descentralizada/escolarizada). O FNDE repassa o recurso financeiro à Entidade Executora e a Entidade Executora transfere para a Unidade Executora das unidades escolares, na qual será responsável pela compra direta dos gêneros alimentícios e para o preparo e distribuição da alimentação escolar. Gestão semidescentralizada ou parcialmente escolarizada Gestão descentralizada ou escolarizada Você já parou para pensar como seu papel é de extrema importância para uma boa execução do PNAE e para garantir o direito à alimentação adequada dos estudantes? OS PAIS MANDAM AS CRIANÇAS PARA A ESCOLA PRA COMER. NÓS TEMOS ALUNOS DE VÁRIAS CAMADAS SOCIAIS, ENTÃO NÓS TEMOS ALUNOS QUE REALMENTE VÊM PRA ESCOLA E JÁ FAZ A PERGUNTA INICIAL DO DIA: O QUE TEMOS DE MERENDA HOJE? COM FOME A GENTE SÓ PENSA NA COMIDA E NÃO PENSA NAQUILO QUE ESTÁ SENDO EXPLICADO LÁ PELO PROFESSOR EU TENHO MUITOS ALUNOS QUE VÊM DIRETO PARA A ESCOLA [DEPOIS QUE ACORDAM]. A MÃE JÁ SAIU, ANTES ATÉ. OS QUE ESTUDAM DE MANHÃ, MUITOS VÊM SEM TOMAR CAFÉ (BOOG, 2008). Todo cidadão tem direito a uma alimentação saudável , que seja suficiente para combater a fome e desnutrição, que seja de qualidade contra qualquer contaminação (água, solo, condições higiênico sanitária) e uma alimentação adequada em âmbitos sociais , ambientais e cu l turais (MALUF, 2007) . [ . . . ] o direito à al imentação adequada é um direito humano inerente a todas as pessoas de ter acesso regular , permanente e i r restr i to , quer diretamente ou por meio de aquis ições f inanceiras , a al imentos seguros e saudáveis , em quantidade e qual idade adequadas e suf ic ientes , correspondentes às t radições cu l turais do seu povo e que garanta uma vida l iv re do medo, d igna e p lena nas d imensões fís ica e mental , individual e coletiva (ONU, 2002 apud BURITY et al , 2010). direito humano à ALIMENTAÇÃO ADEQUADA (DHAA) Conforme a LOSAN, Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) é: [ . . . ] o acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, que não comprometam o acesso a outras necessidades essenciais do indivíduo, tendo como base práticas al imentares promotoras da saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental , cultural , econômica e socialmente sustentáveis (BRASIL, 2006). Conforme vimos ao longo desta aula, podemos observar vários aspectos do PNAE que dialogam com a definição de SAN: A oferta de alimentos adequados e saudáveis de forma regular e permanente; O fortalecimento de práticas al imentares saudáveis por meio de ações de EAN; O fortalecimento da produção de alimentos em âmbito local; A promoção da segurança alimentar no campo; Compromisso com as condições higiênico-sanitárias adequadas, dentre outras. O acesso à al imentação se dá pela compra dos al imentos, pela coleta, caça ou produção de alimentos ou através de polít icas públicas, sendo o PNAE uma polít ica pública universal que fornece alimentação e nutrição adequadas no âmbito escolar (BURITY et al . 2021). PNAE COMO ESTRATÉGIA DA SAN BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/FNDE/CD/Nº06 de 08 de maio de 2020. Dispõe sobre o atendimento da alimentação da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 12 de maio de 2020. Seção 1, p. 38. SAIBA MAIS! clique aqui e acesse o documento Vamos aprimorar mais os conhecimentos do PNAE? https://www.fnde.gov.br/index.php/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/item/13511-resolu%C3%A7%C3%A3o-n%C2%BA-6,-de-08-de-maio-de-2020 De que maneira a participação social vem sendo estimulada no PNAE? De que forma funciona o PNAE e CAE no seu município? Por que a alimentação escolar é uma estratégia importante para a política pública de garantir da SAN e realização do DHAA? alimentar dos estudantes no contexto do PNAE? Qual a importância de respeitar a diversidade cultural VAMOS REFLETIR? BOOG, M. C. F. O Professor e a Alimentação Escolar: Ensinando a amar a terra e o que a terra produz. Komedi - Campinas, SP, 2008. BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Cartilha Nacional da Alimentação Escolar. Brasília, DF, 2014. BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/CD/FNDE nº 38, de 16 de julho de 2009b, no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Diário Oficial da União. Brasília, DF, 16 de julho de 2009. Disponível em: Acesso em: 14 de setembro de 2022. BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Lei nº 11. 947, de 16 de junho de 2009a. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica; altera as Leis nos 10. 880, de 9 de junho de 2004, 11. 273, de 6 de fevereiro de 2006, 11. 507, de 20 de julho de 2007a; revoga dispositivos da Medida Provisória nº 2. 178-36, de 24 de agosto de 2001, e a Lei nº 8. 913, de 12 de julho de 1994; e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Legislativo, Brasília, DF, 17 jun. 2009. Seção 1, p. 2-4. BRASIL. Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Disponível em: . Acesso em: 25 de set de 2022. BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/FNDE/CD/Nº06 de 08 de maio de 2020. Dispõe sobre o atendimento da alimentação da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 12 de maio de 2020. Seção 1, p. 38. FNDE. FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Programa Nacional de Alimentação Escolar. Disponível em: . Acesso em: 01 out. 2022. BURITY, V. et al. Direito humano à alimentação adequada no contexto da segurança alimentar e nutricional - Brasília, DF: ABRANDH, 2010. 204p. BURITY, V. T. A et al. O Direito humano à alimentação e à nutrição adequadas [livro eletrônico]: enunciados jurídicos /Brasília, DF, FIAN Brasil: O Direito Achado na Rua, 2021. PDF. BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. NOTA TÉCNICA Nº 2810740/2022/COSAN/CGPAE/DIRAE. Assunto: Educação Alimentar e Nutricional no PNAE: atores sociais e possibilidades de atuação. Disponível em:da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/FNDE/CD/Nº21 de 16 de novembro de 2021. Altera a Resolução CD/FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 16 de novembro de 2021. CFN. CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução nº 465, de 23/08/2010. Dispõesobre as atribuições do Nutricionista, e estabelece parâmetros numéricos mínimos de referência no âmbito do PNAE e dá outras providências. Brasil, 2010. . MALUF, R. S. J. Segurança Alimentar e Nutricional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007. SANTOS, A. C. dos. Diagnóstico situacional e proposta para a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em são Cristóvão, Sergipe. 2018. 120 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Nutrição) – Universidade Federal de Sergipe. São Cristóvão, 2018. GREGOLIN, G. C et al. Inserção da agricultura familiar no ProgramaNacional de Alimentação Escolar (PNAE): estratégia de segurança alimentar e nutricional sustentável. PERSPECTIVA, Erechim. v. 42, n.159, p. 45-57, set. 2018. PEIXINHO, A. M. L. A trajetória do Programa Nacional de Alimentação Escolar no período de 2003-2010: relato do gestor nacional. Ciência & Saúde Coletiva, v. 18, n. 4, p. 909-916, 2013. SIQUEIRA, R. L. et al. Análise da incorporação da perspectiva do Direito Humano à Alimentação Adequada no desenho institucional do Programa Nacional de Alimentação Escolar. Ciência e Saúde Coletiva, v. 19, n. 1, p. 301-310, 2014. SIQUEIRA, R. L.; MILAGRES, R. C. R. M. Alimentação Escolar: da práticaassistencialista ao direito humano à alimentação adequada. Viçosa, MG: Ed. FV, 2021. SILVA, E. O.; SANTOS, L. A.; SOARES, M. D. Alimentação escolar e constituição de identidades dos escolares: da merenda para pobres ao direito à alimentação. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 4, p. 1-13, 2018. VALENTIM, E. A. O ambiente escolar como promotor da segurança alimentar e nutricional: o papel da alimentação escolar. 2014. Dissertação de mestrado (Programa de Pós Graduação em Segurança Alimentar e Nutricional do Departamento de Nutrição) Setor de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014. (79) 31947610 08h às 17h, segunda a sexta ENDEREÇO INSTAGRAM DIDÁTICA 7, SALA 503, Cidade Universitária Prof. "José Aloísio de Campos" Av. Marechal Rondom, s/n, Jardim Rosa Elze 49.100-000 / São Cristóvão-SE. @cecane.ufs cursodhana.cecaneufs@gmail.com ATÉ O PRÓXIMO MÓDULO NOS VEMOS LÁ! Produção CECANE do Departamento deCECANE do Departamento de Nutrição da UniversidadeNutrição da Universidade Federal de SergipeFederal de Sergipe Elaboração Assessoria de comunicação (ASCOM)Assessoria de comunicação (ASCOM) Rádio e TV da Universidade Federal de SergipeRádio e TV da Universidade Federal de Sergipe Victor Santos da SilvaVictor Santos da Silva Colaboração Revisão Profa Silvia Maria Voci - docente técnicoProfa Silvia Maria Voci - docente técnico Financiamento Fundo Nacional de DesenvolvimentoFundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)da Educação (FNDE) Profa Silvia Maria Voci - docente técnicoProfa Silvia Maria Voci - docente técnico Carla Caroline de Jesus Santos Oliveira -Carla Caroline de Jesus Santos Oliveira - Agente PNAEAgente PNAE Luiz Natanael Monteiro Feitosa - DiscenteLuiz Natanael Monteiro Feitosa - Discente Colaborador do Programa IniciaçãoColaborador do Programa Iniciação CientíficaCientífica Isabel Santos de Oliveira - MestreIsabel Santos de Oliveira - Mestre Colaboradora do PPGNUTColaboradora do PPGNUT Ester Ferreira dos Santos - DiscenteEster Ferreira dos Santos - Discente colaboradora do Programa Iniciaçãocolaboradora do Programa Iniciação CientíficaCientífica