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CURSOCURSO
DE DHAADE DHAA
E SANE SAN
COM ENFOQUE
NO PNAE!
AULA 1 - MÓDULO 1
PNAE
PROGRAMA NACIONAL
DE ALIMENTAÇÃO
ESCOLAR 
podcast do curso
Ao longo dos slides do curso você vai ter acesso a
episódios do nosso podcast, desenvolvido para ser
ouvido junto aos slides de aula, certo? !
Os podcasts estão disponíveis
na plataforma Spotify
Para acessar o episódio com o
conteúdo do slide, basta clicar
no desenho do microfone, igual
esse aí ao lado. 
O microfone sempre aparecerá
em assuntos que terá conteúdos
em podcasts!!!
Então fica ligado (a) e
quando o microfone
aparecer é só clicar e
ouvir a aula no podcast
do curso.
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)
é a mais longeva política pública na área de
Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil,
considerado em âmbito mundial como um dos maiores,
mais abrangentes e duradouros programas na área
de alimentação escolar (PEIXINHO, 2013).
Clique no microfone e
ouça o podcast junto a
esse e o próximo slide
clique aqui e 
acesse o site 
https://www.gov.br/fnde/pt-br/acesso-a-informacao/acoes-e-programas/programas/pnae
https://open.spotify.com/episode/5G3H4kzbsJCdzApLM6Ktn6
https://www.fnde.gov.br/programas/pnae
 
Esta política pública é
gerenciada pelo FNDE,
autarquia do Ministério
da Educação (MEC).
Atende todos os alunos
matriculados na educação
básica pública.
FNDE
UNIVERSALIZADA
DESCENTRALIZADA
Na década de 1990,
houve um processo de
descentralização e os
municípios começaram a
obter maior autonomia
administrativa. 
JOSUÉ DE CASTRO
1954 - Cartilha da Merenda
Escolar
Deputado Federal e Presidente do
Conselho Executivo da FAO
1940 - Livro Geografia da Fome
HISTÓRIA DO PNAE
Surge a Comissão Nacional
de Alimentação (CNA). 
1955 - 1970
1979
1945
1994
1988
Início da estruturação de
um Programa Nacional
de Alimentação Escolar.
 
Surge o Programa Nacional
de Alimentação Escolar
(PNAE).
Constituição Federal de
1988 assegura o direito
universal à alimentação
escolar.
Lei nº 8.913, permitindo a
administração da
alimentação escolar de
forma descentralizada.
 
https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico
Obrigatoriedade da
criação do Conselho
de Alimentação Escolar
(CAE).
2001
2000
 
2006
2021
2020
2009
Tornou-se obrigatório o uso
de 70% dos recursos
financeiros federal para a
compra de alimentos básicos
(in natura).
Criação dos CECANES e
obrigatoriedade do
nutricionista RT no PNAE.
Lei nº 11.947 - a alimentação
escolar passa a atender toda
a rede pública de educação
básica.
 
Resolução nº 06, de 08
de maio de 2020.
 
O limite individual de venda
anual da agricultura familiar
ao PNAE é alterado para R$
40 mil.
HISTÓRIA DO PNAE
clique aqui
e saiba +
https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico
https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico
https://www.fnde.gov.br/index.php/programas/pnae/pnae-sobre-o-programa/pnae-historico
Merenda alimentação
escolar
M E R E N D A E S C O L A R
 
L A N C H E ; R E F E I Ç Ã O R Á P I D A
(Arquivo do jornal Correio da Manhã)
Crianças tomam leite durante 
a Campanha Nacional de Merenda
Escolar, fevereiro de 1958. 
https://ar.pinterest.com/pin/737183032726780288/?amp_client_id=CLIENT_ID%28_%29&mweb_unauth_id=%7B%7Bdefault.session%7D%7D&simplified=true
Cardápios da alimentação escolar
deverão respeitar os hábitos
alimentares, a cultura e tradição
alimentar da localidade,
incentivando o consumo de
alimentos saudáveis e adequados.
(Foto: Agência Brasil)
Lei n. 11.947/2009 
https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2021-12/fnde-faz-repasse-de-r-42-bi-em-2021-para-alimentacao-escolar
educação infantil
ensino fundamental
ensino médio
educação de jovens e adultos
universalização da alimentação
escolar para os alunos
matriculados na rede pública de
educação básica
Alimentação escolar 
como um direito garantido
e não uma doação!
Ampliação da cobertura do PNAE.
Reestruturação e fortalecimento do CAE.
 Inserção do profissional nutricionista
como Responsável Técnico do PNAE.
Limitação de alimentos ultraprocessados
nos cardápios.
 Obrigatoriedade de uso de no mínimo
30% dos recursos transferidos pelo
FNDE à compra de alimentos da
agricultura familiar.
Criação dos CECANEs.
 
 Os avanços do PNAE mostram a transição
de uma cultura assistencialista e clientelista
para uma cultura de garantia de direitos -
neste caso o direito à alimentação escolar 
(PEIXINHO & SIQUEIRA, 2021).
O PNAE é importante estratégia de
garantia do Direito Humano À Alimentação
Adequada nas escolas.
O PNAE como promotor de uma
alimentação saudável, tendo em vista a
obrigatoriedade de alimentos in natura ou
minimamente processados.
Os avanços do PNAE possibilitam melhores
condições de aprendizagem e,
consequentemente, melhor rendimento
escolar, contribuindo para o rompimento
do ciclo intergeracional da pobreza.
O PNAE é estratégico para a política de
Segurança Alimentar e Nutricional. 
Lei nº 11.947/2009: 
 
Dispõe sobre o atendimento da
alimentação escolar e do Programa
Dinheiro Direto na Escola aos
alunos da educação básica. 
Resolução CD/FNDE nº 06/2020: 
Dispõe sobre o atendimento da
alimentação escolar aos alunos da
educação básica no âmbito do
Programa Nacional de
Alimentação Escolar – PNAE.
Estas legislações trazem os
objetivos, diretrizes e
princípios do PNAE.
Clique e
acesse o
documento
com a lei
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l11947.htm
"O PNAE tem como objetivo contribuir
para o crescimento e o desenvolvimento
biopsicossocial, a aprendizagem, o
rendimento escolar e a formação de
hábitos alimentares saudáveis dos alunos,
por meio de ações de educação alimentar
e nutricional e da oferta de refeições que
cubram as suas necessidades nutricionais
durante o período letivo" (BRASIL, 2020).
UNIVERSALIDADE
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ADEQUADA
EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL
NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
CONTROLE SOCIAL
DIREITO À ALIMENTAÇÃO ESCOLAR 
COM VISTAS A GARANTIR A SEGURANÇA
ALIMENTAR E NUTRICIONAL 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL POR MEIO
DE AQUISIÇÕES DE ALIMENTOS PRODUZIDOS
LOCALMENTE
PRINCÍPIOS DO 
O direito humano à alimentação adequada
Universalidade do atendimento da alimentação
escolar gratuita
 A sustentabilidade e a continuidade acesso regular 
 e permanente à alimentação saudável e adequada
Equidade (por exemplo per capitas diferenciados
para indígenas e quilombolas)
PRINCÍPIOS DO 
Compartilhamento da responsabilidade entre os entes
federados (União, Estados, DF e municípios)
A participação da comunidade no controle social para
garantir a execução do Programa
Respeito aos hábitos alimentares práticas tradicionais
saudáveis que fazem parte da cultura alimentar local
Clique aquiEssa resolução trouxe importantes alterações nos
cardápios da alimentação escolar, tendo em
vista índices de obesidade infantil, diretamente
relacionados com o consumo de alimentos
ultraprocessados.
Vamos conhecer um pouco das novas
mudanças?
Substitui o termo gêneros alimentícios
básicos por alimentos "in natura" ou
minimamente processados, incluindo
os termos alimentos processados,
alimentos ultraprocessados e
ingredientes culinários.
https://www.fnde.gov.br/index.php/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/item/13511-resolu%C3%A7%C3%A3o-n%C2%BA-6,-de-08-de-maio-de-2020
Alimentos proibidos Para crianças
menores de 3 anos
Aquisição de alimentos com
gordura trans industrializada em
todos os cardápios.
Para crianças menores de 3 anos são
proibidos alimentos ultraprocessados
e a adição de açúcar, mel e
adoçantes.
fornecimento SEMANAL
OBRIGATÓRIO POR ESTUDANTE
inclusão obrigatória para
todos
PERÍODO PARCIAL: 280G
Alimentos fonte de vitamina A (ex:
manga, mamão, cenoura, abóbora, etc.)
. 3 dias por semana
Alimentos fonte de ferro heme (ex:
carnes vermelhas, frango, peixe, fígado,
etc.)
 . 4 dias por semana
. fRUTA "IN NATURA" PELO MENOS 2 DIAS NA SEMANA. lEGUMES E VERDURAS PELO MENOS 3 DIAS POR SEMANA
 
período integral: 520g
. fRUTA "IN NATURA" PELO MENOS 4 DIAS NA SEMANA
. lEGUMES E VERDURAS PELO MENOS 5 DIAS POR SEMANA
ALIMENTOS QUANTIDADE MÁXIMA
Limita a oferta de alimentos processados, ultraprocessados
e doces nos cardápios
Margarina ou creme vegetal
Biscoito, bolacha, pão ou bolo
Doce
Preparações regionais doces
Produtos cárneos
Alimentos em conservas
Líquidos lácteos (com aditivos ou adoçantes)
2x por mês
 1x por mês
 1x por mês/parcial
2x por mês/integral
1x por mês
2x por mês/parcial
1x por semana/integral
2x por mês/parcial
1x por semana/integral
2x por semana/parcial (uma refeição)
3x por semana/parcial (duas ou + refeições)
7x por semana/integral (três ou + refeições)
ANUALMENTE
Mínimo de 14 alimentos in natura ou minimamente
processados por semana.
Recomenda que os municípios comprem anualmente,
no mínimo 50 (cinquenta) diferentes tipos de
alimentos in natura ou minimamente processados. Mínimo de 10 alimentos in natura ou minimamente
processados por semana.
Mínimo de 23 alimentos in natura ou minimamente
processados por semana.
2 REFEIÇÕES OU 30% DAS
NECESSIDADES
NUTRICIONAIS DIÁRIAS
1 REFEIÇÃO OU 20% DAS
NECESSIDADES
NUTRICIONAIS DIÁRIAS
3 REFEIÇÕES OU 70% DAS
NECESSIDADES
NUTRICIONAIS DIÁRIAS
Veja esse e o próximo
slide junto ao podcast. 
ATENÇÃO: Ouça até 
8 minutos e 40
segundos!
SER APRESENTADOS
PERIODICAMENTE AO CAE
SER ELABORADOS POR
NUTRICIONISTA RT
RESPEITAR OS HÁBITOS
ALIMENTARES
CONSIDERAR A VOCAÇÃO
AGRÍCOLA LOCAL
ATENDER ÀS NECESSIDADES
ALIMENTARES ESPECIAIS
ATENDER ÀS NECESSIDADES
NUTRICIONAIS
TER VARIEDADE DE ALIMENTOS
DAR PREFERÊNCIA AOS ALIMENTOS 
"IN NATURA" OU MINIMAMENTE
PROCESSADOS
https://open.spotify.com/episode/3qrwaqqvRB0qOF0OQof4hh
OS CARDÁPIOS DEVEM ATENDER:
1 REFEIÇÃO - 20% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS
No mínimo 20% das necessidades nutricionais de energia e
macronutrientes prioritários quando ofertada uma refeição em
período parcial, exceto creche (BRASIL, 2020).
OS CARDÁPIOS DEVEM ATENDER:
2 OU + REFEIÇÕES - 30% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS 
No mínimo 30% das necessidades nutricionais de energia, macronutrientes e
micronutrientes prioritários para duas refeições ofertadas, em período parcial, na
creche;
No mínimo 30% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes para
uma refeição para os estudantes matriculados nas escolas localizadas em
comunidades indígenas ou em áreas remanescentes de quilombos, exceto creches;
No mínimo 30% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes quando
ofertadas duas ou mais refeições, para os estudantes matriculados na educação
básica, exceto creches em período parcial (BRASIL, 2020).
OS CARDÁPIOS DEVEM ATENDER:
3 OU + REFEIÇÕES - 70% DAS NECESSIDADES NUTRICIONAIS
No mínimo 70% das necessidades nutricionais de energia, macronutrientes e
micronutrientes prioritários quando ofertadas três refeições para as creches em
período integral, inclusive as localizadas em comunidades indígenas ou áreas
remanescentes de quilombos. 
No mínimo 70% das necessidades nutricionais de energia e macronutrientes
quando ofertadas três refeições, para os estudantes participantes de programas
de educação em tempo integral e para os matriculados em escolas de tempo
integral (BRASIL, 2020).
O PNAE é um programa descentralizado, no qual estados/Distrito
Federal/municípios possuem autonomia administrativa e são
responsáveis pelo uso do recurso repassado pelo FNDE. 
O recurso repassado pela União são distribuídos em 
10 parcelas mensais, entre fevereiro a novembro, anualmente,
em conta corrente específica aberta pelo FNDE. 
. Creches: R$ 1,37
. Pré-escola: R$ 0,72
. Escolas indígenas e quilombolas: R$ 0,86 
. Ensino fundamental e médio: R$ 0,50
. Educação de jovens e adultos: R$ 0,41
. Ensino integral: R$ 1,37
. Programa de Fomento às Escolas de Ensino Médio em tempo
integral: R$ 2,56
. Alunos que frequentam o Atendimento Educacional
Especializado no contraturno: R$ 0,68
ATUALMENTE, O VALOR REPASSADO PELA UNIÃO A ESTADOS E MUNICÍPIOS
POR DIA LETIVO PARA CADA ALUNO É DEFINIDO DE ACORDO COM A ETAPA
E MODALIDADE DE ENSINO, A SABER:
Os critérios estabelecidos para o valor repassado pelo FNDE enquadram-se
dentro do princípio da justiça do DHAA, uma vez que definem valores per
capita diferenciados por modalidades de ensino, permanência na escola e
localização da escola (SIQUEIRA, et al. 2014).
Vale destacar, que às Entidades Executoras são responsáveis pela complementação dos
recursos financeiros para garantir o direito à alimentação escolar de qualidade,
atendendo a todos os requisitos da Resolução CD/FNDE nº 06/2020.
Você consegue identificar todos os atores
responsáveis para execução do PNAE? E qual
sua responsabilidade na atuação no PNAE do
seu estado/Distrito Federal/municípios?
Agora vamos conhecer quem são os
responsáveis para uma boa execução do
PNAE? Conforme o art. 7º da Resolução CD/FNDE nº 06/2020, os
participantes do PNAE são:
Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE);
Entidades Executoras (EEX);
Conselho de Alimentação Escolar (CAE);
Unidades Executoras (UEx).
Ouça o podcast 
"Módulo 1 - Aula 1 part.2"
a partir de 8min e 40
segundos. Ouça,
acompanhando o
conteúdo dos próximos
nove slides
Coordenar o diagnóstico e o monitoramento do
estado nutricional dos estudantes;
Planejar o cardápio da alimentação escolar;
Ações de Educação Alimentar e Nutricional; 
https://open.spotify.com/episode/3qrwaqqvRB0qOF0OQof4hh
DE ACORDO COM O ART. 3º DA RESOLUÇÃO CFN Nº 465/2010 O
NUTRICIONISTA DEVE:
Planejar, coordenar e supervisionar a
aplicação de testes de aceitabilidade
junto à clientela;
Interagir com os agricultores
familiares e empreendedores
familiares rurais e suas organizações;
Participar do processo de licitação e
da compra direta da agricultura
familiar para aquisição de gêneros
alimentícios;
Assessorar o CAE no que diz respeito à
execução técnica do programa;
Elaborar fichas técnicas das
preparações que compõem o
cardápio;
DE ACORDO COM O ART. 3º DA RESOLUÇÃO CFN Nº 465/2010 O
NUTRICIONISTA DEVE:
Elaborar e implantar o Manual de Boas
Práticas para Serviços de Alimentação de
Fabricação e Controle para UAN;
Planejar, orientar e supervisionar as
atividades de seleção, compra,
armazenamento, produção e distribuição
dos alimentos;
Realizar o plano de trabalho anual (CFN,
2010).
Orientar e supervisionar as atividades de
higienização de ambientes,
armazenamento de alimentos, veículos de
transporte de alimentos, equipamentos e
utensílios da instituição;
art. 44, Resolução CD/FNDE nº 06/2020
CONSELHOS DE AL IMENTAÇÃO ESCOLAR
I – Monitorar e fiscalizar a aplicação dos recursos e a execução do PNAE;
II – Analisar a prestação de contas da EEx;
III – Comunicar aos órgãos de controle qualquer irregularidade identificada na
execução do PNAE; 
IV – Fornecer informações e apresentar relatórios, sempre que solicitado; 
 
art. 44, Resolução CD/FNDE nº 06/2020
CONSELHOS DE AL IMENTAÇÃO ESCOLAR
 
V – Realizar reunião específica para apreciação da prestação de contas e
elaboração do Parecer Conclusivo do CAE; 
VI – Elaborar o Regimento Interno;
VII – Elaborar o Plano de Ação do ano em curso e/ou subsequente (BRASIL, 2020).
I- Preencher o Censo Escolar;
 
II- Firmar termo de compromisso;
III- Definir na Lei Orçamentária Anual as despesas e recursos financeiros destinados no PNAE;
IV- Elaborar a prestação de contas da execução financeira do PNAE e enviar para o CAE e
FNDE;
V- Disponibilizar infraestrutura adequada para o CAE desenvolver suas atribuições;
VI- Ofertar alimentação escolar por, no mínimo, 200 (duzentos) dias letivos;
VII- Realizar os processos licitatórios para a aquisição dos gêneros alimentícios do PNAE;
VIII- Contratar um nutricionista para o programa, que será responsável desde o
planejamento até a coordenação da alimentação e nutrição nas secretarias de
educação. A Entidade Executora deve oferecer condições suficientes e adequadasde
trabalho para esses profissionais cumprirem os parâmetros numéricos mínimos de
referência de nutricionistas por escolares, conforme previsto em Resolução do CFN 
(SIQUEIRA et al., 2021). 
Membros do CAE
Diretores
Nutricionistas
Professores
Merendeiras
Escolares
Pais e responsáveis dos escolares
Funcionários da escola
Agricultores familiares
Os atores sociais envolvidos na alimentação escolar são: 
Ainda no contexto dos envolvidos para execução do PNAE, toda comunidade escolar
tem importância com seus saberes e compartilhamentos.
Entre os envolvidos para execução do PNAE, podem ser citados órgãos que
possuem parcerias, são eles:
•Tribunal de Contas (TCU); Controladoria Geral da União (CGU); Ministério Público
(MP);
•Secretaria de Saúde/ Vigilância Sanitária;
•Secretaria de Agricultura; Assistência Técnico e Extensão Rural; 
•Conselho Federal/ Regional de Nutrição (SIQUEIRA et al, 2021).
Gestão centralizada
A Entidade Executora
recebe os recursos do FNDE
e é responsável pela compra
dos gêneros alimentícios e
pela distribuição às unidades
escolares. A distribuição dos
alimentos pode ser
diretamente entregues às
unidades escolares pelos
fornecedores ou em depósito
central de abastecimento.
A Entidade Executora associa
as duas formas de gestão
(centralizada e
descentralizada/escolarizada).
O FNDE repassa o recurso
financeiro à Entidade
Executora e a Entidade
Executora transfere para a
Unidade Executora das
unidades escolares, na qual
será responsável pela compra
direta dos gêneros alimentícios
e para o preparo e distribuição
da alimentação escolar.
Gestão semidescentralizada
ou 
parcialmente escolarizada
Gestão descentralizada
ou 
escolarizada
Você já parou para pensar como seu
papel é de extrema importância para
uma boa execução do PNAE e para
garantir o direito à alimentação 
adequada dos estudantes? 
OS PAIS MANDAM AS CRIANÇAS PARA A ESCOLA PRA COMER.
 NÓS TEMOS ALUNOS DE VÁRIAS CAMADAS SOCIAIS, ENTÃO NÓS TEMOS ALUNOS QUE
REALMENTE VÊM PRA ESCOLA E JÁ FAZ A PERGUNTA INICIAL DO DIA: 
O QUE TEMOS DE MERENDA HOJE?
COM FOME A GENTE SÓ PENSA NA COMIDA E NÃO PENSA NAQUILO QUE ESTÁ SENDO
EXPLICADO LÁ PELO PROFESSOR
EU TENHO MUITOS ALUNOS QUE VÊM DIRETO PARA A ESCOLA [DEPOIS QUE ACORDAM]. 
A MÃE JÁ SAIU, ANTES ATÉ. OS QUE ESTUDAM DE MANHÃ, MUITOS VÊM SEM TOMAR CAFÉ 
(BOOG, 2008).
Todo cidadão tem direito a uma alimentação
saudável , que seja suficiente para combater a fome
e desnutrição, que seja de qualidade contra
qualquer contaminação (água, solo, condições
higiênico sanitária) e uma alimentação adequada
em âmbitos sociais , ambientais e cu l turais (MALUF,
2007) .
 
[ . . . ] o direito à al imentação adequada é um direito
humano inerente a todas as pessoas de ter acesso
regular , permanente e i r restr i to , quer diretamente
ou por meio de aquis ições f inanceiras , a al imentos
seguros e saudáveis , em quantidade e qual idade
adequadas e suf ic ientes , correspondentes às
t radições cu l turais do seu povo e que garanta uma
vida l iv re do medo, d igna e p lena nas d imensões
fís ica e mental , individual e coletiva (ONU, 2002
apud BURITY et al , 2010).
direito humano à
ALIMENTAÇÃO ADEQUADA
(DHAA)
 
Conforme a LOSAN, Segurança Alimentar e
Nutricional (SAN) é:
 
[ . . . ] o acesso regular e permanente a
alimentos de qualidade, em quantidade
suficiente, que não comprometam o acesso a
outras necessidades essenciais do indivíduo,
tendo como base práticas al imentares
promotoras da saúde, que respeitem a
diversidade cultural e que sejam ambiental ,
cultural , econômica e socialmente
sustentáveis (BRASIL, 2006).
 
Conforme vimos ao longo desta aula, podemos observar vários aspectos do PNAE
que dialogam com a definição de SAN:
 A oferta de alimentos adequados e saudáveis de forma regular e permanente;
O fortalecimento de práticas al imentares saudáveis por meio de ações de EAN;
 O fortalecimento da produção de alimentos em âmbito local;
 A promoção da segurança alimentar no campo;
Compromisso com as condições higiênico-sanitárias adequadas, dentre outras.
O acesso à al imentação se dá pela compra dos al imentos, pela coleta,
caça ou produção de alimentos ou através de polít icas públicas, sendo
o PNAE uma polít ica pública universal que fornece alimentação e
nutrição adequadas no âmbito escolar (BURITY et al . 2021).
PNAE COMO ESTRATÉGIA DA SAN
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da
Educação. Resolução/FNDE/CD/Nº06 de 08 de maio de 2020. Dispõe sobre o
atendimento da alimentação da educação básica no âmbito do Programa
Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Diário Oficial da União. Brasília, DF,
12 de maio de 2020. Seção 1, p. 38.
SAIBA MAIS!
clique aqui e acesse o documento
Vamos aprimorar mais os conhecimentos do PNAE? 
https://www.fnde.gov.br/index.php/acesso-a-informacao/institucional/legislacao/item/13511-resolu%C3%A7%C3%A3o-n%C2%BA-6,-de-08-de-maio-de-2020
De que maneira a participação social 
vem sendo estimulada no PNAE?
De que forma funciona o PNAE e CAE no seu município?
Por que a alimentação escolar é uma estratégia
importante para a política pública de 
garantir da SAN e realização do DHAA?
alimentar dos estudantes no contexto do PNAE?
Qual a importância de respeitar a diversidade cultural
VAMOS REFLETIR?
BOOG, M. C. F. O Professor e a Alimentação Escolar: Ensinando a amar a terra e o que a terra produz. Komedi - Campinas, SP,
2008.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Cartilha Nacional da Alimentação Escolar. Brasília, DF,
2014.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/CD/FNDE nº 38, de 16 de julho de 2009b, no âmbito
do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Diário Oficial da União. Brasília, DF, 16 de julho de 2009. Disponível em:
 Acesso em: 14 de setembro de 2022.
BRASIL. Ministério de Educação e Cultura. Lei nº 11. 947, de 16 de junho de 2009a. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do
Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica; altera as Leis nos 10. 880, de 9 de junho de 2004, 11. 273, de 6 de fevereiro de
2006, 11. 507, de 20 de julho de 2007a; revoga dispositivos da Medida Provisória nº 2. 178-36, de 24 de agosto de 2001, e a Lei nº 8. 913, de 12 de
julho de 1994; e dá outras providências. Diário Oficial da República Federativa do Brasil, Poder Legislativo, Brasília, DF, 17 jun. 2009. Seção 1, p. 2-4.
BRASIL. Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006. Estabelece as diretrizes para a formulação da Política Nacional da Agricultura Familiar e
Empreendimentos Familiares Rurais. Disponível em: . Acesso em: 25 de set de 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/FNDE/CD/Nº06 de 08 de maio de 2020. Dispõe
sobre o atendimento da alimentação da educação básica no âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Diário Oficial da
União. Brasília, DF, 12 de maio de 2020. Seção 1, p. 38.
FNDE. FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO. Programa Nacional de Alimentação Escolar. Disponível em:
. Acesso em: 01 out. 2022.
BURITY, V. et al. Direito humano à alimentação adequada no contexto da segurança alimentar e nutricional - Brasília, DF: ABRANDH, 2010. 204p. 
BURITY, V. T. A et al. O Direito humano à alimentação e à nutrição adequadas [livro eletrônico]: enunciados jurídicos /Brasília, DF, FIAN Brasil: O
Direito Achado na Rua, 2021. PDF.
BRASIL. Ministério da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. NOTA TÉCNICA Nº 2810740/2022/COSAN/CGPAE/DIRAE.
Assunto: Educação Alimentar e Nutricional no PNAE: atores sociais e possibilidades de atuação. Disponível em:da Educação. Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. Resolução/FNDE/CD/Nº21 de 16 de novembro de 2021. Altera a
Resolução CD/FNDE nº 6, de 8 de maio de 2020, que dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar aos alunos da educação básica no
âmbito do Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE. Diário Oficial da União. Brasília, DF, 16 de novembro de 2021.
CFN. CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução nº 465, de 23/08/2010. Dispõesobre as atribuições do Nutricionista, e estabelece
parâmetros numéricos mínimos de referência no âmbito do PNAE e dá outras providências. Brasil, 2010.
.
MALUF, R. S. J. Segurança Alimentar e Nutricional. Petrópolis, RJ: Vozes,
2007.
SANTOS, A. C. dos. Diagnóstico situacional e proposta para a implementação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional em são
Cristóvão, Sergipe. 2018. 120 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Nutrição) – Universidade Federal de Sergipe. São Cristóvão, 2018.
GREGOLIN, G. C et al. Inserção da agricultura familiar no ProgramaNacional de Alimentação Escolar (PNAE): estratégia de segurança alimentar e
nutricional sustentável. PERSPECTIVA, Erechim. v. 42, n.159, p. 45-57, set. 2018.
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Universidade Federal do Paraná, Curitiba, 2014.
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