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ORAÇÕES SUBORDINADAS
A subordinação trata da relação de dependência entre termos e orações. A oração subordinada
sempre mantém uma relação de dependência com a oração principal. Existem três tipos de orações
subordinadas: as substantivas, as adjetivas e as adverbiais.
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
As orações subordinadas substantivas são chamadas assim porque exercem função sintática própria
em relação à oração principal. Isto é, elas podem funcionar como sujeito, objeto direto, objeto indireto,
complemento nominal, predicativo, aposto da oração principal (dica: revise o conteúdo sobre funções
sintáticas, caso tenha dúvidas sobre essas funções). São iniciadas pelas conjunções integrantes que ou se.
ENTENDENDO A LÓGICA DA ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
- I -
Eu espero você.
Nessa oração, "eu" é sujeito e "espero" é
verbo.
Pergunta: "eu espero" o quê?
Resposta: eu espero você.
Logo, "você" é objeto direto de "eu
espero".
-II-
Eu espero que você acredite em mim.
Nessa oração, "eu" é sujeito e "espero" é verbo.
Pergunta: "eu espero" o quê?
Resposta: eu espero que você acredite em mim.
Logo, "que você acredite em mim" é uma oração
que funciona como objeto direto de "eu espero".
Ou seja: a oração inteira ("que você acredite em mim") funciona como objeto direto da primeira
oração ("eu espero"). Trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
COMO IDENTIFICAR A ORAÇÃO PRINCIPAL NO PERÍODO COMPOSTO?
A oração principal é aquela que não depende de outra oração para ter sentido completo — ou seja,
é a oração base sobre a qual outra se apoia.
Já a oração subordinada precisa da principal para ter sentido.
Dicas para identificar a oração principal:
1. Leia cada parte do período separadamente. Veja qual oração tem sentido mais completo sozinha.
2. Veja qual oração “manda” no verbo da outra. A oração principal costuma conter o verbo que
exige a outra oração (exemplo: “querer”, “achar”, “esperar”).
3. A oração que inicia o período costuma ser a principal, mas nem sempre. Por isso, observe a relação
de dependência entre elas.
Exemplo:
Frase: Eu espero que você chegue cedo.
Oração 1: Eu espero → sentido completo, oração principal.
Aluno (a):
Ano/Turma: 9º ano A, B e C Data:____/____/2025
6
Disciplina: L. Portuguesa Professor (a): Kassib Kauana
Ciclo: I
Oração 2: que você chegue cedo → depende da primeira, oração subordinada substantiva objetiva
direta
O verbo esperar exige um complemento (o que se espera), que é dado pela segunda oração.
CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
- Orações Subordinadas Substantivas Subjetivas: funcionam como o sujeito da oração principal. Logo,
não há sujeito na oração principal, pois o sujeito é oracional (aquele que aparece em forma de uma oração
inteira, e não de uma palavra só). Veja o exemplo:
É necessário que os estudantes façam a lição de casa.
Sujeito: "que os estudantes façam a lição de casa."
Verbo: "é"
Predicativo do Sujeito: "necessário"
A oração "que os estudantes façam a lição de casa" está funcionando como sujeito da oração "é
necessário". Portanto, "que os estudantes façam a lição de casa" é uma oração subordinada substantiva
subjetiva.
- Orações Subordinadas Substantivas Predicativas: funcionam como predicativo do sujeito da oração
principal (ou seja: é aquela que aparece depois de um verbo de ligação). Apresenta o verbo de ligação ser,
ou, mais raramente, parecer. Veja o exemplo:
O certo é que todos querem a felicidade.
Sujeito: "O certo"
Verbo: "é"
Predicativo: "que todos querem a felicidade "
A oração "que todos querem a felicidade " funciona como predicativo do sujeito da oração "O certo é".
Portanto, a oração "que todos querem a felicidade " é uma oração subordinada substantiva predicativa.
- Orações Subordinadas Substantivas Objetivas Diretas: funcionam como objeto direto da oração
principal, que tem um VTD (verbo transitivo direto) ou um VTDI (verbo transitivo direto e indireto)
obrigatoriamente. Exemplo:
Elvira não quer que Juvenal a chame de velha.
Sujeito: "Elvira"
Verbo: "quer" (quem quer, quer algo)
Objeto Direto: "que Juvenal a chame de velha"
A oração “que Juvenal a chame de velha” está funcionando como objeto direto da oração "Elvira não
quer". Portanto, a oração "que Juvenal a chame de velha" é uma oração subordinada substantiva objetiva
direta.
http://www.blogdogramaticando.com/2011/10/sujeito.html
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http://www.blogdogramaticando.com/2015/05/predicativo-do-sujeito.html
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http://www.blogdogramaticando.com/2011/11/objeto-analise-sintatica.html
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- Orações Subordinadas Substantivas Objetivas Indiretas: funcionam como objeto indireto da oração
principal, que tem um VTI (verbo transitivo indireto) ou um VTDI (verbo transitivo direto e indireto).
Exemplo:
A professora duvidava de que os alunos terminariam a prova a tempo.
Sujeito: "a professora"
Verbo: duvidada (verbo transitivo indireto – quem duvida, duvida de algo)
Objeto Indireto: "de que os alunos terminariam a prova a tempo"
Nesse caso, a oração "de que os alunos terminariam a prova a tempo" funciona como objeto
indireto da oração "a professora duvidava". Portanto, a oração "que os alunos terminariam a prova a tempo"
é uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.
- Orações Subordinadas Substantivas Completivas Nominais: funcionam como complemento nominal da
oração principal, a qual apresenta um nome (normalmente, substantivo ou adjetivo) exigindo complemento
preposicionado (ou seja, precedido de preposição). Exemplo:
Eu tenho certeza de que iremos vencer o jogo.
Sujeito: "eu"
Verbo: "tenho"
Complemento do verbo (obj. direto): "certeza"
Complemento Nominal: "de que iremos vencer o jogo"
A oração "de que iremos vencer o jogo" está funcionando como complemento nominal do objeto
direto "certeza". Portanto, a oração "de que iremos vencer o jogo" é classificada como oração subordinada
substantiva completiva nominal.
Agora uma piada
para relaxar! 😊
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http://www.blogdogramaticando.com/2011/11/complemento-nominal.html
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- Orações Subordinadas Substantivas Apositivas: funcionam como aposto da oração principal; vêm
normalmente separadas por dois-pontos, vírgula ou travessão. Exemplo:
Quero apenas uma coisa de você: que aprenda português.
Observe que a oração "que aprenda português" está funcionando como um aposto da oração "Quero
apenas uma coisa de você:". Portanto, a oração “que aprenda português” é uma oração subordinada
substantiva apositiva.
Observação: A conjunção integrante (que/se) da oração apositiva pode vim implícita (oculta): “Corre
um boato na principal rede de televisão, a saber: (que) o dono da emissora pretende vendê-la”.
PERÍODO SIMPLES X PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
O quadro abaixo apresenta exemplos que mostram como a mesma função sintática pode ser
exercida por um termo (substantivo ou equivalente) ou por uma oração subordinada substantiva. Essa
correspondência ajuda a reconhecer a função que a oração desempenha no período composto.
1. Sujeito
– Hoje se anunciou sua aposentadoria. = Hoje se anunciou que ele se aposentaria.
2. Predicativo
–O anúncio lamentável era a aposentadoria dele. = O anúncio lamentável era que ele se aposentaria.
3. Objeto direto
– Ninguém desejou sua aposentadoria. = Ninguém desejou que ele se aposentasse.
4. Objeto Indireto
– Avisei-o de sua aposentadoria. = Avisei-o de que deveria aposentar-se.
5. Complemento nominal
– Estava receoso de sua aposentadoria. = Estava receoso de que se aposentasse.
6. Aposto
– Hoje o atleta só deseja isto: sua aposentadoria. = Hoje o atleta só deseja isto: que se aposente.
SUJEITO ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA
PREDICATIVO ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA PREDICATIVA
OBEJTO DIRETO
ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA
OBEJTO INDIRETO ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA INDIRETA
COMPLEMENTO NOMINAL ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA COMPLETIVA NOMINAL
APOSTO ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA APOSITIVA
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