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PLANEJAMENTO FAMILIAR PROFESSORA : Tamires MECANISMO DE AÇÃO Injetável trimestral (contém apenas progestágeno) O mecanismo de ação principal consiste em impossibilitar a ovulação, pois ele bloqueia a liberação periódica de gonadotrofinas pela hipófise, o que inibe a elevação pré-ovulatória do hormônio luteinizante (LH). Ademais, ele age no endométrio, proporcionando atrofia e diminuição da vascularização, o que impede a nidação. Ele também torna o muco cervical espesso e “hostil”, dificultando a ascendência dos espermatozoides. Ele reduz a motilidade tubária, dificultando o transporte do óvulo e dos espermatozoides. MECANISMO DE AÇÃO Injetável mensal (contém progestágeno e estrógeno) O mecanismo de ação principal é decorrente das ações do progestágeno, portanto, há inibição da ovulação, atrofia endometrial, espessamento do muco cervical e alteração na motilidade das tubas uterinas, como vimos acima. O estrogênio atua impedindo o pico do hormônio folículo-estimulante (FSH), sendo assim, ele inibe a distinção e o desenvolvimento do folículo dominante. Ele também estabiliza o endométrio e melhora a ação do progestágeno, uma vez que amplia os receptores intracelulares de progesterona. TIPOS Existem dois tipos principais de anticoncepção injetável: os contraceptivos injetáveis de progestina pura, administrados a cada três meses; os contraceptivos combinados, que contêm tanto estrogênio quanto progestina, que devem ser administrados mensalmente. EFEITOS ADVERSOS Efeitos adversos relacionados ao estrogênio (geralmente quando em excesso, na maioria das vezes sem repercussões em mulheres saudáveis): mastalgia, náuseas, vômitos, irritabilidade, cefaleia, aumento da pressão arterial, resistência insulínica e estado pró-trombótico. Efeitos adversos relacionados à progesterona (geralmente quando em excesso, na maioria das vezes sem repercussões em mulheres saudáveis): acne, aumento da oleosidade da pele, fadiga, aumento do apetite, aumento de peso e sangramento uterino anormal. INDICAÇÃO O anticoncepcional injetável é indicado para mulheres que desejam uma forma eficaz de prevenir a gravidez e que não se adaptam bem a outros métodos contraceptivos, como a pílula anticoncepcional. CONTRAINDICAÇÕES Existem algumas contraindicações absolutas para os anticoncepcionais hormonais combinados, incluindo os injetáveis mensais, sendo as mais relevantes: Enxaqueca com aura; Histórico pessoal de trombose atual ou pregressa; Câncer de mama atual; Trombofilia conhecida; Tabagismo (≥ 15 cigarros/dia) e idade acima de 35 anos; Cardiopatia isquêmica atual ou pregressa; Hipertensão arterial sistêmica descontrolada; Histórico pessoal de acidente vascular cerebral; Diabetes descontrolado ou com lesão orgânica; Cirrose descompensada; Lactante nas seis primeiras semanas após o parto. Os métodos que contém apenas progestagênio, como o contraceptivo injetável trimestral, podem ser amplamente utilizados e possuem poucas contraindicações. Eles podem ser usados da menarca ao climatério e, inclusive, em puérperas – lactantes ou não. BENEFÍCIOS Injetáveis trimestrais Um benefício relevante do uso dos injetáveis trimestrais é a diminuição ou cessação do sangramento vaginal, que ocorre em grande parte das usuárias (50 a 80% das pacientes entram em amenorreia). Além disso, eles podem melhorar os sintomas pré-menstruais, amenizar a dismenorreia e, em pacientes com endometriose, podem melhorar a dor pélvica crônica. Injetáveis mensais Possuem vários benefícios, como melhorar a sintomatologia pré-menstrual, aliviar a dismenorreia primária e secundária, amenizar a sintomatologia álgica em pacientes com endometriose, reduzir o volume de sangramento na menstruação e reduzir cistos ovarianos simples. Além disso, em pacientes com uso a longo prazo, eles reduzem o risco de câncer de ovário e endométrio. Adesivo Transdérmico MECANISMO DE AÇÃO O adesivo transdérmico anticoncepcional funciona liberando hormônios na pele que atingem a corrente sanguínea e inibem a liberação do ovócito (ovulação)1. Ele apresenta dois hormônios: norelgestromina e etinilestradiol. Além disso, o adesivo torna o muco cervical espesso, dificultando a passagem dos espermatozoides APLICAÇÃO O adesivo transdérmico anticoncepcional deve ser aplicado semanalmente. Ele deve ser colocado diretamente na pele, em áreas não expostas ao sol, como na parte inferior do abdômen, na parte superior dos braços, nas nádegas ou nas costas. A aplicação deve acontecer no primeiro dia da menstruação e depois de 7 dias o adesivo deverá ser trocado. O adesivo deve ser substituído a cada sete dias, tendo o seu local de aplicação alterado a cada semana. Cada adesivo contraceptivo deve ser mantido na pele por uma semana, sendo que, por norma, são realizadas três aplicações sucessivas, com uma semana de pausa no final das três. EFETIVIDADE O adesivo anticoncepcional é um método contraceptivo muito eficiente, com taxas de segurança semelhantes aos da pílula (99,7%), se utilizado de forma correta. Pílula Anticoncepcional de Emergência Pílula do dia seguinte é um contraceptivo de emergência que pode ser usado após uma relação sexual desprotegida ou quando o método contraceptivo habitual falhou, como acontece quando o preservativo estoura ou a pílula anticoncepcional foi esquecida. A pílula do dia seguinte pode ser composta por levonorgestrel, devem ser usadas até 3 dias após a relação sexual, ou por acetato de ulipristal, podem ser usadas até 5 dias após a relação sexual desprotegida, e que funcionam atrasando ou inibindo a ovulação. MECANISMO DE AÇÃO A pílula do dia seguinte funciona da seguinte forma: Inibe ou adia a ovulação, diminuindo a chance de fecundação do espermatozoide; Altera o muco cervical, dificultando o contato entre o espermatozoide e o óvulo; Altera a mobilidade do espermatozoide e do óvulo na tuba uterina, diminuindo o risco de fecundação e posterior implantação no útero. QUANDO TOMAR? A pílula do dia seguinte deve ser usada em casos de emergência, sempre que existir o risco de uma gravidez indesejada, sendo recomendada nas seguintes situações: Relação sexual sem preservativo ou rompimento do preservativo. Confira outros cuidados que se deve ter ao ter relação sexual sem camisinha; Esquecimento da toma da pílula contraceptiva regular, especialmente se o esquecimento ocorreu mais do que 1 vez na mesma cartela. Confira, também, os cuidados após esquecer de tomar o anticoncepcional; Expulsão do DIU; Deslocamento ou retirada do diafragma vaginal antes de tempo; Casos de violência sexual. Possíveis efeitos colaterais Após o uso da pílula do dia seguinte, a mulher pode sentir dor de cabeça, náusea e cansaço. Além disso, após alguns dias também poder sentir outros sintomas como dor nas mamas, dor abdominal, diarreia ou vômito e um pequeno sangramento vaginal que não está relacionado com a menstruação. Outro efeito colateral é o atraso da menstruação, que pode surgir 5 a 7 dias depois da data esperada. Se a próxima menstruação atrasar mais de 5 dias, é importante fazer um teste de gravidez. MITOS E VERDADES A pílula do dia seguinte é 100% eficaz? É um mito. Se a paciente já ovulou, a pílula provavelmente não terá êxito, pois o espermatozoide pode fecundar o óvulo. A PDS é para tentar impedir a ovulação. A pílula do dia seguinte provoca aborto? Mito. Ela normalmente retarda ou inibe a ovulação, sendo assim não chega ocorrer uma gestação, portanto não ocorre um aborto. MITOS E VERDADES Uma pílula do dia seguinte equivale a cinco pílulas anticoncepcionais de uso diário? Mito, é uma informação errada. As composições dos métodos contraceptivos são diferentes. Enquanto a pílula do dia seguinte é composta apenas por progesterona, o anticoncepcional de uso diário é uma combinação de estrógeno e progesterona. MITOS E VERDADES A pílula do dia seguinte engorda? Mito, poisé tomada em dose única de dois comprimidos juntos ou em 24h e outro 48h após a relação sexual, sendo então um tempo muito curto para haver esse real efeito colateral. Ela deve ser tomada no dia seguinte à relação sexual? Verdade. O ideal é tomar entre 24h e 48h após a relação. Tomar a pílula do dia seguinte antes da relação sexual aumenta seu efeito? Mito. Para a chance maior de eficácia, a recomendação é tomar em dose única de dois comprimidos juntos 24h após a relação MITOS E VERDADES Quem usa método anticoncepcional regular não deve tomar pílula do dia seguinte? Verdade, não há necessidade de tomar a pílula do dia seguinte, pois a regular já inibe a ovulação. A pílula do dia seguinte causa infertilidade? Mito. Não há relação comprovada cientificamente entre uso de pílula do dia seguinte e infertilidade. Ela apenas produz uma irregularidade menstrual logo após a tomada no primeiro mês. A pílula do dia seguinte tem mais efeitos colaterais do que a pílula anticoncepcional de uso diário? Mito. A pílula de progesterona, PDS, normalmente não dá um efeito colateral acentuado, podendo dar dor de cabeça, de mama ou de estômago assim como qualquer pílula anticoncepcional. DIU de Cobre MECANISMO DE AÇÃO Provoca mudanças no endométrio (parede do útero) pela liberação de íons de cobre na cavidade uterina, levando a uma ação inflamatória e citotóxica com efeito espermicida, ou seja, impede a passagem dos espermatozoides, agindo antes da fecundação. Aumenta a concentração de cobre no muco cervical, ocasionando uma dificuldade de mobilidade para os espermatozoides. Alteração de mecanismos das trompas, o que dificulta a movimentação do óvulo em direção ao útero e à fecundação. Se a pessoa optar por engravidar, o DIU com cobre pode ser retirado a qualquer momento, e a gravidez pode acontecer logo em seguida. EFETIVIDADE O dispositivo intrauterino - DIU é um método contraceptivo de alta efetividade - acima de 99%, índice maior ao da pílula anticoncepcional é equivalente à laqueadura. Ele pode ser inserido em qualquer momento da vida reprodutiva, inclusive em mulheres que não tiveram filhos, desde que esteja descartada a possibilidade de gravidez. VANTAGENS Alta eficácia. Longa duração (10 anos). Reversível. Não hormonal. Disponível no SUS. Pode ser inserido no pós-parto imediato. Pode ser inserido pós abortamento (induzido ou espontâneo). Pode ser utilizado como contracepção de emergência, em até 5 dias após relação sexual desprotegida. Pode ser retirado a qualquer momento. DESVANTAGENS Aumento do fluxo menstrual, observado principalmente nos três primeiros meses de uso. Um moderado aumento pode permanecer por períodos mais prolongados para algumas mulheres, cessando imediatamente com a retirada. Aumento ou aparecimento transitório de cólicas menstruais – especialmente nos primeiros meses. Possibilidade de expulsão, sendo mais comum no primeiro ano. Possibilidade de perfuração uterina durante a inserção, evento extremamente raro. LAQUEADURA TUBÁRIA PROCEDIMENTO A cada ciclo menstrual um dos ovários libera um óvulo para ser fecundado. Este óvulo é lançado em direção a uma das trompas, e lá fica à espera da chegada de um espermatozoide para uma eventual fertilização. Existem várias técnicas para realizar a laqueadura tubária, mas todas elas consistem na interrupção do caminho pelas trompas, seja por grampos, cauterização, anéis elásticos ou remoção de parte das trompas. Reversão da laqueadura tubária O arrependimento em relação à esterilização definitiva geralmente surge nas mulheres que realizaram a laqueadura ainda jovens, antes dos 25 anos. São mulheres que muitas vezes separam-se, casam-se novamente e passam a querer ter um filho com o novo marido. A laqueadura é considerado uma esterilização definitiva. Em alguns casos a reversão até é possível, mas há riscos e o procedimento é muito mais complexo do que a ligadura das trompas. A taxa de sucesso da reversão é de apenas 20%. Por isso, se a paciente tiver qualquer dúvida ou insegurança, a laqueadura não deve ser o método contraceptivo de escolha. EFETIVIDADE Essa técnica é considerada um método contraceptivo permanente e sua taxa de sucesso é elevadíssima, ao redor de 99%. VASECTOMIA PROCEDIMENTO A vasectomia é uma cirurgia simples feita por um médico urologista em um hospital ou clínica. Durante o procedimento, os pequenos ductos deferentes que transportam o esperma são identificados logo abaixo da pele e, através de uma pequena incisão de cada lado da bolsa escrotal, essas estruturas são cortadas e bloqueadas por fios de sutura. EFICACIA Com uma taxa de sucesso superior a 99%, a vasectomia é um dos métodos contraceptivos mais eficazes disponíveis. Reversão da vasectomia A vasectomia em alguns casos pode ser reversível, mas a cirurgia de reversão é bem mais complexa. Quanto maior o tempo de vasectomia, menores as chances de a reversão ter sucesso. Após 15 anos de vasectomia, menos de um terço das reversões são efetivas. image1.png image2.png image3.png image4.jpeg image5.png image6.jpeg image7.png image8.png image9.png image10.jpeg image11.png image12.png image13.png image14.png image15.png image16.png