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Insuficiência Venosa Crônica Revisando: Anatomia sistema venoso de membros inferiores: ->Subdividido: Profundo x Superficial Profundo: Femoral comum; Femoral profunda; Poplítea; Tibial Posterior e Tibial Anterior → encontram-se abaixo da fáscia muscular Superficial: Safena Magna; Safena Parva →encontram-se encima da fascia muscular, adentram o tecido adiposo e se comunicam com as veias do sistema venoso profundo dos MMII -Safena Parva: lateral e desenboca na veia poplítea -Safena Magna: medial e desenboca na veia femoral comum # Veias tributárias = ramos da safena, prestam tributo/sangue a elas # Veias Perfurantes/ comunicantes: Perfuram a fáscia muscular, são responsáveis por ligar SVP ao SVS # A drenagem é feita no sentido distal para proximal e de superficial a profundo (pelas veias perfuro-comunicantes) # 80% do sangue venoso dos MMII é drenado pelas veias do sistema venoso profundo, e 20% pelo sistema venoso superficial ## A principal veia de drenagem do SVP é a veia poplítea e a veia safena magna é a principal do SVS ## A contração dos músculos gastrocnêmios, da panturrilha, possibilitam melhor retorno venoso VEIAS VARICOSAS X TELANGIECTASIAS X VEIAS RETICULARES VARIZES = VEIAS VARICOSAS VEIAS VARICOSAS → ALTERAÇÕES VASCULARES (REFLUXO VENOSO, HIPERTENSÃO VENOSA...) = IVC Fisiopatologia → Clínica →SINAIS E SINTOMAS • Dor em tipo “queimação” ou “cansaço” vespertina (piora ao longo do dia) • Edema vespertino o Outros ▪ Formigamento; ▪ Sensação de peso ou de latejamento ▪ Prurido cutâneo ▪ Pernas inquietas ▪ Cansaço das pernas e fadiga ▪ Alterações de pele: ▪ Úlceras venosas ▪ Dermatoesclerose / dermatofibrose ▪ Hiperpigmentação Insuficiência venosa → refluxo gera compressão nervosa e dor → hipertensão venosa: acúmulo de sangue no leito venoso inferior: depósito de hemossiderina = hiperpigmentação → pele frágil→ lesões ulceradas *Não é que as úlceras são por falta de nutriente. As veias são do sistema de drenagem e não de nutrição SINAIS DE ALARME NA HISTÓRIA CLÍNICA: • Presença de tromboflebite ou TVP anterior; • Diagnóstico de trombofilia • Traumatismo prévio • Sintomas de síndrome da congestão pélvica • Histórico familiar de varizes • Cirurgias ou procedimentos para tratar varizes prévias Classificação para estratificação de insuficiência venosa crônica: CEAP C- Clínica E - Etiologia A - Anatomia P - Patologia #C4a: hiperpigmentação = dermatite ocre / C4b: lipodermatoesclerose = pele endurecida, fibrótica # A mais importante é a classificação clínica! DIAGNÓSTICO: Clínico! Exame complementar de escolha: Dupplex venoso • Indicação: Avaliação pré-operatória TRATAMENTO ➔ Tratamento clínico: 1. Orientações gerais; -Controle do peso, atividade física, elevação dos membros inferiores, trabalho da musculatura da panturrilha, é o que mais melhora o sintomas dos pacientes. 2. Terapia compressiva -Meias de compressão: • Suave Compressão – Até 23mmHg Prevenção em pacientes em IVC de caráter inicial (C0 à C2) e com fatores de risco. • Média Compressão – 20-30mmHg Previne evolução” e melhora dos sintomas em pacientes com edema (C3) • Alta Compressão – 30-40mmHg Pacientes em níveis IVC elevada (C4 à C5) e para prevenção de TVP #Terapias compressivas têm melhores utilidades em pacientes que permanecem horas sentados ##Contra-indicação: LESÃO ARTERIAL 3. Medicamentos vasoativos (flebotrópicos ou flebotônicos). São medicações que vão atuar nas alterações que temos na parede venosa e o extravasamento de líquido e de proteínas para interstício e estimulam a drenagem linfática. Melhoram o tônus e o processo inflamatório das veias. Diosmina/Hesperidina 1000mg ou 2x 500mg - Tomar após o café da manhã ou almoço (Pois é o tempo que o paciente está acordado e em pé) ➔ Tratamentos invasivos: • Escleroterapia; - Consiste na aplicação de material (medicação ou espuma) que leva a esclerose (“destruição”) daquele vaso. O material provoca irritação no endotélio, inflamação, com posterior formação de tecido cicatricial que leva a fibrose e oclusão do vaso, depois a medicação é absorvida. • Cirurgia convencional; -Consiste em retirar essas veias que estão doentes. Por exemplo, se for tirar a safena, passa uma guia e depois puxo, extirpa a safena e a outras tributárias, depois faz um furinho na pele e pesca/ tira essas veias varicosas que permaneceram. • Termoablação endovenosa com laser ou radiofrequência. -Tratamento mais moderno, mais seguros (trata de dentro para fora) -Você vai por dentro da veia, com a cânula e vai queimando o endotélio da veia, e depois vai gerar um processo cicatricial e vai fechar a luz desse vaso. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP): O que é TVP? Formação de trombos dentro de veias profundas (abaixo da fáscia muscular, dentro do músculo) com obstrução parcial ou oclusão, sendo mais comum nos membros inferiores – em 80 a 95% dos casos. Fisiopatologia: Tríade de Virchow: #A lesão endotelial é mais comum na trombose arterial. Na trombose venosa é mais comum principalmente estase e coagulopatia, mas se teve lesão endotelial venosa também pode formar trombo. #70% das TVPs ocorrem por complicação de outra doença e 10% são idiopáticas. A maioria ocorre em MMII #50% ou mais dos casos com TVP confirmada não apresentam sinais clínicos (Pex pessoas com duplicidade de veias poplíteas) #30 a 50% dos casos que apresentam sinais ou sintomas sugestivos de TVP, esta não é confirmada, sendo decorrentes de outras afecções. Fatores de Risco: • Idade avançada; • TVP prévia; • Câncer; - o câncer deixa paciente com maior capacidade trombogenica, altera a cascata de coagulação. • Procedimentos cirúrgicos; • Imobilização; • Uso de estrogênio e progesterona; • Gravidez; (3 coisas: aumento da volemia, alteração hormonal, compressão da veia cava) • Distúrbios de hipercoagulabilidade hereditários ou adquiridos - trombofilia Revisão:Anatomia do Sistema venoso dos MMII CLASSIFICAÇÃO: TVP proximal. - Acomete poplítea para cima (poplítea, femoral, ilíaca, cava). - Tem risco maior de embolia pulmonar. - Maior chance de desenvolver síndrome pós- trombótica do que a TVP distal uma vez que possui maior refluxo #(1 veia para cada artéria) TVP distal. - Abaixo da poplítea (tíbiais e fibulares). - Menor gravidade pois como são 2 veias para cada artéria caso uma não consiga realizar o retorno corretara,mete a outra a substitui - Menor risco para TEP #2 veias para cada artéria #Síndrome pós-trombótica = Refluxo (Chance maior na TVP proximal que na TVP distal) DIAGNÓSTICO: SINAIS E SINTOMAS CLÍNICOS: • Dor (inflamação) -------------------- 86,7% • Edema -------------------------------- 86,7% • Aumento da consistência muscular – 86,7% • Dor à palpação muscular ---------- 69,7% • Dor no trajeto venoso -------------- 63,3% • Sinal de Homans -------------------- 61,7% • Dilatação de veias superficiais ---- 48,6% • Cianose ------------------------------ 17,5% Ao exame físico: ✓ Sinal de Pratt: dilatação de veias superficiais - veias superficiais visíveis na face anterior da perna e do pé (sist. profundo comprometido faz regurgitamento para o sist. superficial - sobrecarrega o sist. venoso superficial), mas não é muito comum ✓ Sinal de Homans: é a dor a dorsoflexão passiva do pé - desconforto ou dor na panturrilha após dorsiflexão passiva do pé; ✓ Sinal de Moses ou Bancroft: dor a palpação da musculatura contra estrutura óssea →Esses sinais devem-se a compressão do vaso inflamado ✓ Sinal da Bandeira: menor mobilidade da panturrilha quando comparado aomembro não acometido (=panturrilha empastada, não balança) COMPLICAÇÕES AGUDAS: Flegmasias: Alba dolens = palidez por espasmo/oclusão arterial secundário a oclusão de todo sistema venoso profundo, o que faz diminuir a circulação arterial, porém com colaterização/ drenagem colateral pelo sistema venoso superficial. Assim, há um fluxo remanescente pelas colaterais. Ocorre principalmente em trombose de femoral e ilíaca. Cerulea dolens = cianose por oclusão total do sistema venoso profundo e do sistema venoso superficial, com aprisionamento de sangue e estase arterial, as veias colaterais também estão acometida. É mais grave que alba dolens. Score de Wells: Característica Clínica Pontuação Câncer ativo 1 Paralisia, Paresia ou imobilização da extremidade inferior 1 Imobilização (>3 dias) ou cirurgia maior (até 4 semanas) 1 Dor localizada ao longo do trajeto do sistema venoso 1 Perna inteira edemaciada 1 Perna edemaciada, pelo menos 3 cm maior que do lado assintomático 1 Edema depressível na perna sintomática 1 Veias tributárias ectasiadas 1 TVP documentada 1 Diagnóstico alternativo pelo menos os parecidos com sintomas de TVP -2 • Pontuação maior ou igual a 2 → moderada a alta probabilidade. • Pontuação menor que 2 → baixa probabilidade. Exames complementares ❖ D-dímero? ❖ Duplex venoso? 1. D-dímero. # O D-dímero é um marcador inflamatório, e várias coisas alteram o d-dímero. assim não é específico, não quer dizer que se o paciente tem d- dímero aumentado ele tem trombose. Na verdade serve para exclusão de trombose, para termos a certeza que não tem trombose # D-dímero 100 kg) 1x/dia Anticoagulantes Orais: • AVK (Marevan): - Iniciar 10 mg/dia (não iniciar sem heparina). - Suspender heparina – RNI 2 e 3 (por 24 horas). - É ruim tratar o paciente com isso pois é necessário ajuste da dosagem para cada paciente. Não há dosagem padrão. -A gente pode fazer o seguinte, iniciar 10 mg/dia no primeiro dia e depois manter uma dosagem de 5 mg/dia até o 5º dia. -Deve-se iniciar com heparina porque os 3 primeiros dias, ele é pró-trombótico, então se eu der, marevan pro paciente ou anti vitamina K pro paciente e não der uma heparina junto, eu vou aumentar a trombose desse meu paciente. - No 5o dia pede RNI e caso esse venha suscessivamente entre 2 e 3, demonstra que o paciente está anticoagulado e eu posso suspender a heparina • DOACS DOACs Nome comercial Dose Dabigatrana (necessita heparina) Pradaxa 150 mg 2x/dia Rivaroxabana Xarelto 15 mg 2x/dia (21 dias) 20 mg 1x/dia (restante) Apixabana Eliquis 10 mg 2x/dia (7 dias) 5 mg 2x/dia (restante) Edoxabana (necessita heparina) Lixiana 60 mg dia. #DOACS – anticoagulantes orais diretos – não precisa ficar dosando RNI nesses pacientes, ele age em outros fatores da cascata de coagulação que são mais seguros e a gente consegue inibir e realmente deixar esse paciente anticoagulado # Mas DOACs não são liberados para criança # Edoxabana e Dabigatrana precisam ser iniciados juntos com heparina, depois essa é suspendida e mantém-se tomando a dose diária tabelada dessas medicações. • Não há necessidade de repetir os exames, mas caso o paciente tenha insuficiência renal é necessário reajuste da dose, geralmente, pela metade # Apixabana e Rivaroxabana, não precisam de ser iniciados com heparina, • Caso chegue um paciente com trombose distal, bem esclarecido, ao invés de eu internar e fazer medicação parenteral na fase aguda, eu posso mandá-lo para casa com anticoagulante oral, esses dois últimos que não necessitam de heparina, e orienta a retornar ao hospital se tiver sintomas, principalmente de embolia pulmonar. TRATAMENTOS ESPECIAIS: →Gestantes = Heparina até 6 semanas pós parto. -Gestantes heparina até 6 semanas pós parto porque puerpério também é trombogênico por causa das alterações hormonais. -Entretanto, se a gestante teve trombose proximal não suspende após 6 semanas pós parto, mantém- se até completar 6 meses. Mas caso trata-se uma trombose distal um pouco antes da gestação, mesmo que já tenha-se completado 3 meses de tratamento, mas não de gestação, eu trato até completar 6 semanas após o parto, pois o puerpério também é trombogênico. Paciente com histórico familiar não deve ser anticoagulado, mesmo se gestante. →Crianças: Heparina → AVK. Criança – heparina e depois a gente passa o antivitamina K, hoje, recentemente, saiu uns estudos com os DOACs, com dosagem menor, então agora a gente começa talvez a ter mais segurança para tratar crianças com trombose. A grande sorte nossa é que criança não tem tanta trombose, acontece com pacientes em idade mais avançada. →Pacientes oncológicos: Heparina (3-6 meses) → Heparina/AVK → Resolução do CA. DOACS carecem de mais estudos*Paciente oncológico, heparina 3 a 6 meses até resolução do caso, hoje a gente tem o lixiana tem estudos que ele é ótimo no paciente oncológico. Tratamento Não Medicamentoso: • Deambulação precoce • Meias compressivas - de alta compressão 30 a 40. • Exercício físico - exercício para melhorar a minha musculatura da panturrilha, minha bomba da panturrilha porque isso vai ajudar a melhorar meu retorno venoso • Elevação de MMII. o São medidas para melhorar o tônus da veia, bem como o retorno venoso Contraindicações a anticoagulação: Absolutas Relativas 1. Sangramento Intracraniano. 2. Sangramento grave ativo 3. Cirurgia recente no cérebro, medula espinhal ou olhos 4. Hipertensão maligna 1. Cirurgia maior recente 2. Acidente vascular cerebral recente 3. Sangramento gastrintestinal ativo 4. Hipertensão grave 5. Insuficiência renal grave 6. Insuficiência hepática grave 7. Plaquetopenia grave (plaquetas Claudicação -> DIR (dor isquemica em repouso) -> Necrose - A grande maioria das placas de ateroma acontecem nas bifurcações pq o fluxo não é laminar, nas bifurcações o fluxo acaba lesando o epitélio e contribuindo para formar as placas de ateroma. - Ao nível do canal de Hunter, onde a a. femoral superficial acaba virando poplítea, ocorre uma torção/giro sob o próprio eixo. Criando neste vaso turbilhonamento→ lesão endotelial →placa de ateroma. - Longo tempo formando placa de ateroma pode ter uma estenose do vaso por placa de ateroma, que é uma estenose hemodinamicamente significativa, uma vez que o meu fluxo distal a esta lesão está reduzido a ponto de causar sintoma no paciente. - Paciente começa assintomático, é doença CRÔNICA, evolui para CLAUDICAÇÃO (o que é claudicação? dor muscular, dor para caminhar, queima, paciente andando, musculatura demanda mais o2 e nutriente, o paciente é obrigado a ficar em repouso para melhorar a dor para continuar marcha) dói pq nao chega sangue adequado para suprir a necessidade dessa musculatura quando ela ta em trabalho. Então ela começa a queimar por causa de acidose. - Uma CLAUDICAÇAO, Pode evoluir para dor ISQUÊMICA EM REPOUSO: corpo (membro) sofrendo por hipóxia.. quem sofre mais? distal, falando de perna: será no pé. Vai queimar, doer, sofrer por hipóxia. Então o tempo todo ele vai tá tendo uma dor forte, dor isquêmica. Tem paciente que fala que é como se fosse dor de infarto. Evolui rápido? não - Se ele se machucar, não desce sangue para cicatrizar, necrose. Bateu o dedo na quina, tirou cutícula, pode evoluir para necrose daquele dedo pq não desce sangue para irrigar aquele tecido. -Pode-se iniciar também com uma dor isquêmica em repouso e necrose, se o paciente sofrer uma trombose arterial secundária a placa de ateroma. O que desconfigura o caráter agudo, geralmente é a colaterização do paciente crônico. - A placa pode ser de qualquer tamanho. Se não é estenose hemodinamicamente significativa, uma estenose menor, paciente vai ter pulso distal • Embolização: -Embolização para periferia levando a oclusão aguda -Sn. do dedo azul - Pode ocorrerembolização, caso ocorra trombose da placa, e desse trombo solte microfragmentos/microtrombos na circulação, e esses migram e impactam em artérias de menor calibre. - A maioria oclui a ARTÉRIA INTERDIGITAL, provocando necrose de pododáctilos - SÍNDROME DO DEDO AZUL: a oclusão desse dedo foi causada por placa de ateroma que está em outro território arterial mais a cima. -A maioria dos pacientes com síndrome do dedo azul, vai ter pulso distal, pq se deu por microfragmento que solta e oclui não gerando problemas hemodinâmicos significativos Outros casos de DAOP menos comum: Membros Superiores, Carótida: AVC, Intestinal: isquemia mesentérica), renal.. Onde tem artéria pode ter placa de ateroma e oclusão arterial QUADRO CLÍNICO -Claudicação intermitente *A claudicação pode ser leve, moderada, grave. *A claudicação grave é incapacitante: incapacita de fazer o básico do dia. Até levantar para ir ao banheiro. *A claudicação é incapacitante ou limitante. Se for incapacitante, se está atrapalhando ele no dia-a- dia, este vai para o vascular para avaliar tratamento cirúrgico. -Sinais tróficos (necrose e úlcera) *Úlcera arterial geralmente é dolorosa pois é de caráter isquêmico, já úlcera venosa gerlemente é indolor, e dói apenas se houver infecção *Esse paciente tem que tratar cirurgicamente, o objetivo é fechar a ferida, cicatrizar. -Perda de fâneros e atrofia cutânea e muscular *Devido à baixa irrigação, a unha fica quebradiça e ressecada, a pele atrofia, há ausência de pilificação. *O interessante é que NÃO HÁ EDEMA, uma vez que o problema é arterial com baixa irrigação. Já em casos venosos, há edema pois o sangue não retorna, há estase, hipertensão venosa, atrofia de pele e então há lesão com edema associado. *NUNCA deve-se mandar paciente com lesão arterial, colocar o pé para baixo, pois vai piorar o sintoma dele, o sangue precisa chegar no pé, tem que aumentar a pressão, amenizando a dor. EXAME FÍSICO -Palpação de pulsos (topografia da lesão); -Ausculta da aorta abd, ilíacas, femorais (proximal e distal da coxa); -Sintomáticos: coloração, temperatura, integridade da pele e pé, e presença de lesões *A ausculta das artérias é importante, pois se tiver uma turbulência, um sopro indica que tem algo dentro daquele vaso. *O PRINCIPAL DO EXAME FÍSICO É PALPAR OS PULSOS! EXAMES COMPLEMENTARES • ITB: Realizado após o diagnóstico clínico e antes de exames invasivos *Índice tornozelo-braço: Maior pressão do tornozelo e divide por Maior pressão sistólica do braço. *Faz a aferição, na perna ou na arteria tibial anterior ou osterior ou pediosa , ou vê qual é a maior sistólica, divide pela maior sistólica do braço. *Casos em que não compressíveis: Quando a artéria fica calcificada. Exemplo: Paciente diabético (DM tem uma aterosclerose, uma calcificação de monckeberg nas arterias infrapopliteas da perna, e também possuem lesão em microcirculação. Então em paciente diabético não faz ITB, por causa dessa calcificação, vc não consegue colabar a ateria então esse resultado é falseado. *Quando o índice for para reduzir o risco desse paciente tem AVC, infartar, perder um membro. ESTATINA: tem efeito pleiotrópico = não apenas reduz LDH, mas também ESTABILIZA a PLACA, MELHORA O ENDOTÉLIO, TEM AÇÃO ANTI-INFLAMATÓRIA (DIMINUI RADICAIS LIVRES). *Entretanto para ter esse efeito pleiotrópico tem que dar dosagem alta 40mg, não adianta da dose baixa (20mg). Até pq eu quero um LDL muito baixo nesse paciente. *O efeito pleiotrópico é no paciente de alto risco cardiovascular. No paciente de médio risco a gente só da a estatina quando fez mudança de estilo de vida e não reduziu colesterol. CILOSTAZOL: é um antiagregante plaquetário e tem efeito vasodilatador principalmente da artéria femoral superficial. A gente diz que a grande maioria desses pacientes é no canal arterial de Hunter, topografia femoral superficial e poplítea. Assim, com a vasodilatação tem uma melhora da minha rede de colateral. ESTUDO COMPASS!!! AAS sozinho X AAS + xarelto (rivaroxabana ) (anticoagulante) 2,5mg 2x/dia. *Dose de Xarelto não é de anticoagulação O uso de AAS + Xarelto, em pacientes de alto risco cardiovascular, diminuiu em 12% o risco de ter eventos cardiovasculares maiores, incluindo: IAM, AVE... Caso o paciente seja sintomático, e se disponha a incluir Cilostazol, não há estudo comparndo o uso de AAS + cilostazol + Xarelto (2 antiagregantes plaquetários + 1 anticoagulante) -> se você der aumenta o risco de sangramento nesse paciente. TRATAMENTO CIRÚRGICO Indicação: • Claudicação incapacitante (tem que melhorar a qualidade de vida dele), • DIR (ele está sofrendo com isquemia, 24h por dia com dor, tem que melhorara circulação para melhorar a dor do paciente) • Lesão trófica (ferida que não cicatriza porque esse paciente é arteriopata). Tipos: • Ponte/Bypass *É mais invasiva, o pós operatório é mais prolongado. *Pega um pedaço de veia, como a safena, ou uma prótese e salta esse entupimento. Vai saltar esse entupimento, fazendo uma ponte, para o sangue fluir e correr para baixo onde a artéria está aberta. • Angioplastia: *É mais cara . *Paciente retorna a rotina mais rapidamente Punsiona a artéria femoral, vem com guia, entra com cateter, balona essa artéria, dependendo do local e tipo de lesão coloca um stent ou não. Não coloca-se stent em perna, apenas em coxa. *A decisão é feita por: ARTERIOGRAFIA que vai mostrar toda aquela árvore epitelial pra gente ver o tipo de lesão e onde está aberto. *Se a gente tem uma artéria e ela fechou tudo para baixo, não tem nada para fazer, não tem lugar pra ligar o vaso, é amputação. Esse sangue tem que passar e continuar correndo, se não vai trombosar. Se está tudo fechado para baixo não tem lugar para ligar. *Se tem uma parte bloqueada e uma parte voltou a correr sangue -> vou fazer uma angioplastia para mandar sangue para cicatrizar minha ferida. Oclusão Arterial Aguda: O que é ? Oclusão arterial aguda implica diminuição súbita ou piora da perfusão tecidual, com ameaça potencial à viabilidade do membro. Hipóxia → Isquemia → Necrose = Inviabilidade do membro Causas: • Embolia; • Trombose; • Traumas; Há dois principais tipos de oclusão arterial aguda. O primeiro deles (causa embólica) acontece quando um trombo em outra parte da circulação (geralmente o coração, em pacientes com arritmia ou infarto recente) se desprende e viaja pela circulação até impactar e obstruir uma artéria que vai para um órgão ou membro. O segundo tipo é quando o sangue coagula no interior da artéria (causa trombótica), ou seja, o processo de oclusão ocorre localmente no próprio vaso – na maioria das vezes em paciente que já tem segmentos com placas de cálcio e colesterol, que favorecem este tipo de evento. • Embolia: . Cardíaca; Fibrilação atrial; Insuficiência cardíaca; IAM; Cardiomegalia; Aneurisma cardíaco = formação de trombo dentro da cavidade esquerda→ embolização → oclusão arterial aguda . Arterial; • Placa de ateroma; Placa rompe, solta um fragmento que emboliza e oclui artérias distalmente. Ex.: Síndrome do dedo azul • Aneurisma Arterial; No aneurisma arterial tem uma fraqueza endotelial, e isso induz a formação de trombo em seu interior que emboliza e oclui artéria distalmente *As que mais embolizam são:artéria femoral, aorta e artérias ilíacas e artéria poplitea *A grande maioria dos êmbolos cardíacos vão parar nas artérias femorais e lá impactar. É um local onde tem bifurcação, e de menor calibre (é onde a artéria reduz seu diâmetro)= esses fatores favorecem a impactação do embolo *Em segundo lugar de maior prevalência de impactação, temos aorta ou ilíacas, e depois poplíteas *Graças a deus vai mais para artéria femoral e é mais fácil o tratamento. Se isso for pra uma artéria mesentérica superior a chance de salvar esse paciente é muito pequena, gera isquemia mesentérica. • Trombose: . Própria da Artéria (placa de ateroma). Além da formação de embolo, a placa de ateroma pode causar oclusão arterial aguda, pela própria formação do trombo e sua oclusão segundamente. Diferença com DAOP: A diferença em relação ao DAOP, é que nesse ocorre a colaterização dos vasos, assim a sua sintomatologia é menor, uma vez que faz circulação colateral, na DAA, não há circulação colateral, a veia ocluída é a única que irriga o membro, assim, esse membro por baixa perfusão sofre hipóxia, isquemia e começa a morrer/necrosar. • Trauma: A lesão do endotélio ativa cascata de coagulação local. Quadro Clínico: . 6 Ps: • Pain;--------------------------------DOR • Paresthesia;-------------PARESTESIA • Paresis;-----------------------PARESIA • Pallor;------------------------PALIDEZ • Poilkilothermia;----------- FRIO/GELADA/ HIPOTERMIA • Pulse deficit;--------PULSO FRACO *Na maioria das vezes, a oclusão arterial aguda acontece em um dos membros inferiores. Os sintomas estão relacionados à diminuição da chegada de sangue no membro acometido: *Inicia com dor súbita, em seguida torna-se pálido, frio/friagem, depois evolui com Cianose, e com um tempo para lesão nervosa, essa inicialmente apresenta parestesia (dormência), depois paresia (morte do nervo); O pulso fica ausente→No exame físico, não são palpados pulsos abaixo do nível da oclusão arterial. Quando nada é feito para reverter o quadro, a evolução natural é a formação de bolhas, gangrena e mumificação do membro. LEMBRAR: → Embolia = causa distal [*cardíaca:FA,IAM, aneurisma cardíaco / * arterial: fragmento de placa de ateroteroma distal, aneurisma arterial] que gera um problema local subitamente/ por oclusão aguda = mais sintomático,mais agudo (causa distal ao local de sintoma) → Trombose = causa local /placa de ateroteroma em crescimento/quadro mais crônico com colaterização = menos sintomático (tem doença prévia da artéria local e de outras artérias consequentemente) Embolia: Na arteriografia, não há sinais de aterosclerose, podendo ser identificada uma imagem de oclusão “em taça invertida”, com pouca circulação colateral. Quanto à fonte emboligênica, o ECG e o ecocardiograma podem ajudar no diagnóstico de arritmias, discinesias e trombos murais, se houverem. Trombose: Na arteriorgrafia, há sinais de doença aterosclerótico difusa, com oclusão irregular “em ponta de lápis” e circulação colateral desenvolvida. Diagnóstico: CLÍNICO!!! Mas pode ser necessário , exames complementares do tipo: →Doppler; (+)Vantagem: de fácil acesso, feito na beira do leito do paciente, não causa dano ao paciente, não há radiação. (-) Desvantagem: imagem é ruim e serve mais para demonstrar o diagnóstico topográfico (local de acometimento). Não me ajuda no tratamento! → Arteriografia; (+) Vantagem: permite diagnosticar tipograficamente e etiologicamente (observar se a causa é embólica ou trombótica e assim instituir o tratamento (-) Desvantagem: caro e de difícil acesso →Angio RNM/TC; (+) Vantagem: imagem boa que permite diagnóstico topográfico e ajuda na instituição do tratamento (-) Desvantagens: expõe paciente a radiação e contraste →Usa-se apenas em alguns casos que não se pode fazer arteriografia e possui RNM! Diagnóstico diferencial na angio/arteriografia → embolia : 1)sinais mínimos de aterosclerose/ 2) imagem de taça invertida / 3)pouca ou nenhuma colaterização *Na imagem vemos a parede do vaso,o local de impactação do êmbolo, pela diferença de difusão do contraste. Assim, forma uma imagem que parece uma taça invertida, com uma obstrução ali naquele ponto e sem circulação colateral Imagem de taça invertida = oclusão aguda com acúmulo de sangue, sem caraterização! →Trombose : 1) sinais de aterosclerose/ 2) sinal do ponta de lápis / 3) Colaterização desenvolvida Na imagem de trombose, observamos um estreitamento da luz vascular não súbito, como na embolia, que chega a formar a imagem da taça invertida, além disso aqui na trombose, temos colaterizações Imagem em ponta de lápis = interrupção não abrupta, gradual, assim o fluxo torna-se mais fino e ao invés de acumular, ele colateraliza ! #Arteriografia – visualizo osso pois é feito sobre uma chapa de Rx * Habitualmente, o ecocolorDoppler arterial é muito utilizado e tem prioridade no pré-operatório de trombose arterial aguda pela facilidade de realização, mas a arteriografia diagnóstica é uma ótima opção para otimização do tratamento e revascularização do membro Teste de ViabilidadeTecidual– Reversibilidade da isquemia: Categoria I –Membro ainda viável, não ocorreu necrose = é uma área que se eu conseguir revascularizar, se tirar aquela obstrução eu vou voltar a funcionalidade!! Categoria IIa – Risco potencial = paciente não tem risco de perda imediata do membro então dá pra gente também programar essa cirurgia, ele pode ter uma perda sensorial que pode ta restrita ali aos dedos, não tem paralisia, pode estar ou não presente o fluxo arterial e venoso presente. Categoria IIb – Risco imediato: Lesão nervosa maior que categoria IIa, mas há possibilidade de reversão/ revascularização e retomada da funcionalidade do membro. Categoria III – Irreversível – O membro necrosou, está morto, não tem o que fazer = não tem como revascularizar e fazer com que o membro volte a funcionalidade, encontra-se paralítico e irreversível = conduta: amputação Assim, uma das coisas que mais definem a abordagem é a sensibilidade, que depois evolui para paralisia – endurecimento Diagnóstico Diferencial: • Flegmasia cerúlea dolens Flegmasia cerúlea dolens é uma complicação da trombose venosa profunda caracterizada por obstrução venosa, edema acentuado, cianose e dor, acompanhado por espasmo arterial acentuado que pode evoluir para quadro de gangrena úmida *A diferença para oclusão arterial é que na cerúlea dolens tem frialdade do membro, palidez e EDEMA, e pode ter pulso diminuído, mas na oclusão arterial há palidez, e não há pulso, além de que não há edema x Tratamento: # O tratamento é dependente da clínica do paciente! 1)Suporte: • Analgesia • Anticoagulação → HNF = A melhor maneira de parar a coagulação é com Heparina não fracionada, mais do que a de baixo peso molecular, pois o consumo dela é mais rápido, a meia vida dela é bem menor *O paciente não deve estar anticoagulado quando for fazer o bloqueio anestésico. A heparina está contraindicada em casos de hipersensibilidade ao fármaco, trombocitopenia induzida por heparina, sangramento ativo, púrpura, hipertensão grave, trombocitopenia significativa, endocardite infecciosa, lesões ulcerativas do TGI, carcinoma visceral ou doença hepática ou doença renal, como também em pacientes com tuberculose ativa e ameaça de aborto. Em pacientes submetidos a cirurgia do cérebro, medula espinhal, olhos, punção lombar ou bloqueio, deve-se evitar o uso do fármaco. Pode ser escolhido para anticoagulação durante a gravidez quando claramente indicado. • Aquecimento dos membros afetados Aquecimento: algodão ortopédico. Pois, quanto mais frio o membro estiver, maior a chance vai ser de isquemia local. Maior a lesão celular esse paciente terá #Jamais colocar a perna pra cima. Porque a lesão é arterial, não está indo sangue, e se eu elevar o membro, vou induzir mais a não ir sangue ao membro. 2) Avaliação de outras medidas: • Embolectomia (artéria previamente saudável sem placa de ateroma) • Trombolítico à nível cirúrgico • Trombectomia mecânica • Amputação primária (membro inviável:perda de sensibilidade e ausência de mobilidade.É feita acima da obstrução, em uma área perfundida, onde é capaz de melhor ter cicatrização ) Complicações '