Prévia do material em texto
Fisioterapia em cardiologia e pneumologia na atenção secundária Fisioterapia em Cardiologia Especialidade de fisioterapia cardiovascular foi autorizada pelo COFFITO (2015) através da Resolução nº 454, de 25 abril de 2015. Atuação na atenção secundária e terciária. A reabilitação cardíaca pode ser definida como o conjunto de atividades necessárias para garantir aos pacientes com quadros de cardiopatia condições físicas, mental e social favoráveis, de maneira que consigam, por meio do seu próprio esforço, ser reinseridos na comunidade, podendo desfrutar de uma vida ativa e produtiva. Reabilitação Cardíaca Programa multidisciplinar, médicos, psicólogos, nutricionistas, profissionais de educação física, enfermeiros e fisioterapeutas, objetivando a reabilitação de pacientes cardiopatas. Fase I Hospitalar: Fase aguda do evento coronariano(7 dias). Exercícios de baixa intensidade durante a internação hospitalar , 2 a 3 vezes ao dia. Fase II Ambulatorial / Domiciliar: Fase subaguda (8 dias a 12/24 semanas). Exercícios de alongamento, aeróbicos e resistidos, para aumentar a aptidão cardiovascular, respiratória, humoral e muscular; reinserção do indivíduo em suas atividades profissionais, esportivas e lazer com segurança, 2 a 3 vezes por semana. Fase III Ambulatorial / Ambientes comunitários / Domiciliar: Duração prevista de 6 a 24 meses. Exercícios e objetivos praticados na fase II gradativos (aumentando a capacidade funcional e resistência máxima, com relação à fase II) , 2 a 3 vezes por semana Fase IV Não supervisionada : Exercícios físicos aeróbicos, alongamentos, resistidos gradativos para aumentar e manter a aptidão física, a capacidade funcional e modificar os fatores de risco coronarianos, com frequência variável. Assistência secundária na reabilitação cardíaca está indicada na Fase II da reabilitação cardíaca, em um programa supervisionado após a alta hospitalar, com exercícios prescritos de forma individualizada em termos de intensidade, duração, frequência, modalidade de treinamento e progressão, podendo ser iniciada 24 horas após a alta hospitalar. Objetivos Otimizar a função cardiovascular, a capacidade física de trabalho, endurance, a flexibilidade, a educação do paciente quanto à atividade física, alterações do estilo de vida, preparo do paciente para aspectos relacionados ao retorno a suas atividades. Programa Aquecimento: duração de cinco a dez minutos, composto por exercícios de alongamentos dinâmicos e aeróbicos e de coordenação, associados a exercícios respiratórios. Condicionamento: duração de 40 minutos, composto por exercícios aeróbicos (envolvendo os grandes grupos musculares) e resistência muscular (contrações dinâmicas realizadas em três séries com o máximo de repetições possíveis, com ou sem baixa resistência e intensidade, com duração de 40 minutos, dependendo da capacidade do indivíduo. Desaquecimento: indica-se realizar cinco minutos de caminhada de baixa intensidade, objetivando a prevenção da estase do sangue nas extremidades, particularmente em membros inferiores, somado a três minutos de alongamento, associando-os com exercícios respiratório Sociedade Brasileira de Cardiologia (2005), os exercícios de resistência muscular, que eram anteriormente contraindicados para cardiopatas em geral, foram incorporados nos programas de reabilitação cardíaca, objetivando preservar e aumentar a força e potência muscular, endurance muscular, função cardiovascular e metabolismo. Benefícios e indicações da reabilitação cardiovascular Redução de fatores de risco, otimização da capacidade funcional, redução da sintomatologia, qualidade de vida melhorada e identificação precoce de sintomatologia prévia a complicações. Indicações : Pacientes após infarto agudo do miocárdio, de pós-operatório de cirurgia de revascularização do miocárdio, de pós-operatório de cirurgias cardíacas, de intervenções percutâneas do miocárdio, de insuficiência cardíaca crônica estável, de pré e pós-transplante cardíaco, de valvopatias, de doença arterial periférica e de doença arterial coronariana. Atuação da Fisioterapia em pneumologia e recursos utilizados Resolução nº 318, de 30 de agosto de 2006, designa-se a especialidade pela nomenclatura Fisioterapia Respiratória em substituição ao termo Fisioterapia Pneumo Funcional, anteriormente estabelecido na Resolução nº 188, de 9 de dezembro de 1998 Exigência uma sala para assepsia dos acessórios e preparo dos equipamentos, com: solução para desinfecção em imersão, glutaraldeído a 2% para peças metálicas, hipoclorito a 1% para peças plásticas e secadores elétricos de ar quente para os circuitos e traqueias. CPAP; PEP; EPAP : Técnicas de reexpansão, visando aumentar a capacidade residual funcional RPPI; BIPAP : Usadas como técnica de reexpansão, porém com o objetivo de aumentar o volume inspiratório. Drenagem postural: apropria-se da ação da gravidade para auxiliar a mobilização das secreções de um segmento no trato respiratório, direcionando-as para as vias aéreas centrais. Percussões pulmonares manuais: qualquer manobra feita com as mãos sobre a superfície externa do tórax do paciente proporcionando vibrações mecânicas, que deverão ser enviadas aos pulmões, ocorrendo mobilização de secreções pulmonares. Vibrocompressão torácica: associação das manobras de vibração e de compressão torácica, no sentido anatômico dos arcos costais, executada na fase expiratória do ciclo respiratório. Pressão expiratória: depressão de maneira passiva do gradil costal do paciente, durante o período expiratório, com a finalidade de aumentar a ventilação. Tosse: mecanismo de defesa para remover secreções brônquicas e corpos estranhos das vias aéreas; podendo ser assistida quando o paciente necessitar de apoio para sua realização. Terapia por oscilação oral de alta frequência: técnica em que se utiliza como instrumentos o flutter, já citado (que depende da força da gravidade), o shaker (que também utiliza a força da gravidade) e o acapella (utiliza a força de atuação magnética). Técnica de expiração forçada (TEF) ou Huffing: é realizada em um ou dois esforços expiratórios (huffs) feitos com a glote aberta, objetivando remover secreções brônquicas. Drenagem autógena (DA): técnica que utiliza alterações de volumes e fluxo aéreo com o objetivo de promover oscilações brônquicas e, consequentemente, mobilizar secreções das vias áreas mais distais para as centrais. A drenagem autógena é composta por três fases: “desprender” a secreção das porções periféricas por meio de respirações a baixo volume pulmonar, “coletar” por meio de respirações a médio volume e “expectorar” o muco, realizando respirações com alto volume pulmonar. Aceleração do fluxo expiratório (AFE): consiste em aumentar ativo assistido ou passivamente o volume de ar expirado para que haja mobilização, deslocamento e eliminação das secreções traqueobrônquicas. Higiene bronquica Invasiva Aspiração traqueobrônquica: retirada de secreções de vias aéreas inferiores com a aplicação de sucção no trato respiratório do paciente para ajudá-lo a remover secreções líquidas ou espessas das vias aéreas superiores, a fim de manter a permeabilidade, facilitar oxigenação e prevenção da broncoaspiração. É utilizada em pacientes que não conseguem expectorar voluntariamente. Hiperinsuflação manual com ambu (HM) ou “bag squeezing”: é utilizada em pacientes com quadro de hipersecreção pulmonar e que estejam em uso de ventilação mecânica em nível de atenção terciária. Pontuar quais seriam as contraindicações para um programa de reabilitação cardíaca? Há contraindicações relativas e absolutas.