Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Cultivo de Células
Células-tronco mesenquimais –
Caracterização, Cultivo,
Propriedades Imunológicas e
Aplicações Clínicas
Biomedicina, 7° período
Ana Júlia Dias, Bruno Lessa, Caroline Rosa, Mariah Pimentel,
Patrícia Dutra e Rafaela Menezes.
Artigo de revisão;
Publicado em 2012;
Revista HCPA.
Células-tronco
Introdução
As células-tronco são células indiferenciadas, capazes de autorrenovação por meio de
divisões mitóticas 
As principais características dessas células são: Autorrenovação e a capacidade de se
diferenciar em diversos tipos celulares
As células-tronco são divididas em dois grandes grupos: células-tronco embrionárias
(CTE), e células-tronco adultas (CTA) 
Células-tronco mesenquimais
Introdução
As CTMs são consideradas células multipotentes não hematopoéticas com
propriedades de autorrenovação e capacidade de diferenciação em tecidos
mesenquimais
O primeiro relato das CTMs foi realizado pelo pesquisador russo Friedenstein e seus
colaboradores, na década de 1970
Tecido muscular esquelético, derme, tecido adiposo, membrana sinovial, endotélio da veia
umbilical e da veia safena, rim, sangue de cordão umbilical e placentário, medula óssea,
cartilagem articular, ligamento periodontal e pulmão.
Fontes de células tronco mesenquimais
Isolamento e cultivo de CTM da medula óssea
Aspirado de medula óssea --> Centrifugação --> Gradiente Ficoll;
Plaqueamento em meio DMEM enriquecido com soro fetal bovino e
penicilina/estreptomicina;
Troca de meio de cultivo após 24-72h;
Cultivo das células restantes em câmara úmida, a 37º C com 5% de CO2.
As CTMS originam colônias após cultivo celular em baixa densidade;
Na microscopia, apresenta-se como uma célula fibroblastoide alongada, fusiforme e
pontiaguda
Morfologia e características
imunohistoquímicas da CTM
Quando senescentes, as CTMs são grandes, largas e
achatadas;
A matriz que contorna as CTMs contém colágeno do tipo I e
laminina da membrana basal.
Expansão e Proliferação da CTM
A cinética da expansão em cultura pode ser dividida em três fases:
 inicial;
logarítmica;
plateau:
CTMs podem ser expandidas por mais de 50 vezes quando plaqueadas em diluições muito
baixas;
Avaliação com dois grupos de doadores normais com idades que variavam entre 18 e 29 e 66 a
81 anos encontraram uma capacidade de duplicação da população celular significativamente
menor para as células do grupo mais velho.
Imunofenotipagem das CTMs
As CTMs apresentam poucos marcadores imunofenotípicos específicos, sendo sua
caracterização estabelecida pela identificação de um perfil de marcadores específicos e não
específicos;
A população de CTMs isoladas da medula óssea de humanos e camundongos expressa em
sua superfície marcadores moleculares como: CD44, CD105, CD106, CD166, CD29, CD73, CD90,
Stro-1 Sca-1;
Kolf et al. afirmaram que o marcador Stro-1 é o melhor marcador a se investigar quando se
deseja pesquisar a presença de CTM;
Imunofenotipagem das CTMs
 Consenso na literatura de que as CTMs não possuem marcadores típicos de células de
linhagens hematopoéticas e endoteliais, sendo eles CD11b, CD14, CD31, CD33, CD34, CD133 e
CD45;
Oito marcadores de superfície para identificação de CTM, a ISCT concorda que apenas a
identificação dos marcadores CD105, CD73 e CD90, quando não estiverem expressos
marcadores hematopoiéticos
A vida de uma CTM pode ser dividida em três fases:
Fases do cultivo de CTM e a relação com a citogenética
Fase 1: quando completa menos de 50% da vida celular; 
Fase 2: fase crescimento lento
Fase 3: fase de senescência
A senescência replicativa é um fenômeno característico do cultivo de células
Ocorre secundariamente a vários fatores, incluindo o
progressivo encurtamento do telômero, secundário à perda
progressiva da atividade telomerase
Após o seu cultivo moderado, as CTMs mantêm seu cariótipo normal e não perdem a
atividade da telomerase. Contudo, no cultivo extenso, as funções celulares diminuem, fato
confirmado pelos sinais evidentes de senescência e/ou apoptose
Fases do cultivo de CTM e a relação com a citogenética
Ambiente de estresse por baixas e altas concentrações de oxigênio pode afetar a
estabilidade cromossômica das CTMs 
contribuindo para diferentes propriedades biológicas. A estabilidade cromossômica de
CTM sobre essas condições é relevante para preparação da CTM e sua aplicação
clínica em regeneração tecidual
Pequena fração das CTMs está ativamente engajada na proliferação (aproximadamente
10% das células se encontram nas fases S + G2 + M)
Maioria das células se encontra na fase G0-G1 do ciclo celular
Ciclo celular
 Sugere uma alta competência destas células em se diferenciar
Entretanto, estudos que distinguem as células em crescimento das
em repouso evidenciam que apenas 20% destas encontram-se na
fase G0 (não ciclantes) do ciclo celular 
Diferenciação
As células-tronco são capazes de formar osteócitos, condrócitos e adipócitos.
Somada à identificação das CTMs baseadas em suas características fenotípicas, a
capacidade destas células formarem, ao menos, estes três tipos celulares distintos são
um dos critérios funcionais disponíveis para identificá-las até então.
Existem evidências ainda controversas de que as CTMs podem, além de diferenciar-se em
células de linhagem mesodérmica, também dar origem às células dos sítios
endodérmicos e neuroectodérmico, pelo do processo de transdiferenciação.
 
As CTMs se tornaram o foco da atenção terapêutica;
Propriedades imunológicas da CTM
Potencial imunomodulatório
Efeitos imunossupressores;
Interferem na diferenciação, maturação e ativação das APC;
Efetivas na indução de tolerância.
As CTMs desencadeiam a liberação de diversos fatores solúveis que atuarão sobre as 
células do sistema imunológico; 
A habilidade de purificar, cultivar e manipular CT somáticas multipotentes fornece aos
pesquisadores células de valor inestimável;
Aplicações clínicas da CTM
Utilizadas no estudo e no desenvolvimento do reparo tissular
Candidatas ideais para os protocolos da medicina regenerativa;
A CTM tem ganhado considerável atenção também como ferramenta de tratamento da
DECHa (Doença do Enxerto Contra o Hospedeiro aguda).
Terapia celular
Referências
AMORIN, Bruna et al. Células-tronco mesenquimais: caracterização, cultivo, propriedades
imunológicas e aplicações clínicas. Revista HCPA. Porto Alegre. Vol. 32, n. 1 (2012), p. 71-81, 2012.

Mais conteúdos dessa disciplina