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13/02/2025
1
Micologia, virologia e microbiologia 
clínica 
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
2025
O que vamos estudar em Micologia, Virologia e microbiologia 
clínica?
★ Bacteriologia Clínica: Grupos de bactérias de interesse médico: 
Cocos Gram Positivos (Família Micrococcaceae e Streptococcaceae);
★ Bacteriologia Clínica: Enterobactérias; Bacilos Gram Negativos não 
fermentadores de glicose; Outros agentes de infecções bacterianas.
★ Micologia médica: Introdução à micologia; Micoses Superficiais, 
cutâneas, subcutâneas e profundas
★ Virologia Clínica – noções básicas
Bibliografia da disciplina
MIMS, P. et al. Microbiologia médica. São 
Paulo: Manole.
Bibliografia da disciplina
TORTORA, G.J., FUNKE, B.R. & CASE, C.L. 
Microbiologia. Porto Alegre: Artmed
13/02/2025
2
Bibliografia da disciplina
KONEMAN, E.W., ALLEN, S.D., JANDA, W.M., 
SCHRECKENBERGER, P.C., WINN, W.C. 
Diagnóstico Microbiológico. Texto e Atlas 
Colorido. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan
Bibliografia da disciplina
LACAZ, C. S. PORTO E.; MARTINS, J.E.C. 
Micologia médica. São Paulo: Sarvier.
Bibliografia da disciplina
*SIDRIM, J.J.C. Micologia médica à luz de 
autores contemporâneos. Rio de Janeiro: 
Guanabara Koogan
Introdução a Microbiologia Clínica
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
13/02/2025
3
Microbiologia 
● Definição: Estudo de organismos 
microscópicos
● Do Grego:
■ Mikros = pequeno
■ Bios = vida
■ Logos = ciência 
● Originado a 4 bilhões de anos
● Observado há 300 anos
● Reconhecido há 100 anos
● Ubíquos
● Presença no corpo humano
Microrganismos ou micro-organismos
● organismo microscópico que pode existir em sua forma 
unicelular ou em uma colônia de células
● Unicelular, multicelular ou acelular
● Crescimento celular rápido
● Vive em populações ou comunidades
● Podem estar em suspensão ou anexada em um biofilme
● A interação com microrganismos pode ser prejudicial ou 
benéfica
Classificação dos Seres Vivos
→ 1969 - Wittaker 
Classificação dos Seres Vivos
→ 1979 - Woese - similaridades e diferenças do DNA 
ribossômico
Classificação:
● Reino (Domínio) Arquibacterias (bactérias metanogênicas, 
termófilas, acidófilas, halófilas);
● Reino Eubacteria (Domínio) (demais bactérias e 
cianobactérias)
● Eucarioto (Domínio) (plantas animais, fungos, 
protozoários e algas)
13/02/2025
4
Micro-organismos 
FUNGOS 
BACTÉRIAS
VÍRUS 
PROTISTAS * vírus, viroídes e príons 
ARQUEA
Seres microscópicos 🡪 necessidade de 
aparelhos para a visualização .
 
 
✔Óptico 
✔Eletrônico 
MICROSCÓPIO 
13/02/2025
5
Patogenicidade
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
✔Capacidade de um microrganismo de causar 
doença
✔Capacidade do agente invasor em causar 
doença com suas manifestações clínicas entre 
os hospedeiros suscetíveis
✔Patogênicos
Interações de hospedeiros e microrganismos
● Comensalismo
● Saprófita
● Simbiose Virulência e Hospedeiro
● Parasitismo
● MICROBIOTA COLONIZADORA
Pele, cabelos, Vias respiratórias superiores 
e gastrointestinais
⮚ Patógenos, potencial patógeno, agente 
oportunista
✔Infecciosidade → capacidade de iniciar 
uma infecção
✔Infecção → é necessária para a produção 
de uma doença
13/02/2025
6
Tríade das Doenças Infecciosas
Requisitos para Patogenicidade
Patogenicidade dos 
Microrganismos
Fatores inerentes ao 
microrganismo
Fatores de virulência
Fatores inerentes ao 
Hospedeiro
Resistência e 
Susceptibilidade
RELAÇÃO PARASITA - HOSPEDEIRO
✔ Primeiro passo de uma infecção 🡪 
contato microrganismo X hospedeiro
✔ Microrganismos primários
✔ Microrganismos secundários
13/02/2025
7
Etapas para instalação de uma doença 
infecciosa:
1. Infecção da superfície mucosa
1. Multiplicação 
1. Resistência aos mecanismos de defesa do 
hospedeiro 
1. Danos aos tecidos do hospedeiro
Virulência
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
Grau de patogenicidade dentro de um 
grupo ou espécie de organismos
* Não é atribuível a um só fator, mas 
depende de vários parâmetros relacionados 
ao microrganismo, ao hospedeiro e à 
interação produzida entre ambos
Fatores de Virulência dos microrganismos
Adesinas
Estruturas de superfície responsáveis pela 
aderência da célula bacteriano à superfície 
das mucosas
Ex: fimbrias, componentes da cápsula.
13/02/2025
8
Agressinas 
Substâncias que permitem evitar o mecanismo 
de defesa do hospedeiro
Ex: cápsula, substâncias viscosas 
extracelulares, carboidratos de superfície.
Exotoxinas
Toxinas biológicas mais potentes que se 
conhece
Mais comum BGP
Natureza protéica e termolábeis
Ex: Clostridium botulinum 
Endotoxinas
Lipopolissacarídeos
BGN
Estáveis ao calor
Toxicidade relativamente baixa
Outros fatores
• Fatores de colonização 
•Cápsula 
•Enzimas (colagenase, proteases) 
•Produtos de metabolismo 
•Antígenos
•Fatores de quimiotaxia
13/02/2025
9
Formação de biofilme
• Associação de microrganismo e de seus 
produtos extracelulares que se 
encontram aderidos a superfícies vivas 
ou inertes.
• Representam sistemas biológicos 
organizados onde os microrganismos 
estabelecem comunidades funcionais 
estruturadas e coordenadas.
Planctônicas
13/02/2025
10
Sésseis
Categorias de doenças infecciosas
Transmissão
Doença comunicável Fonte externa, animada ou inanimada
Doença contagiosa Paciente a paciente
Doença infecciosa Agente externo que se replica ou multiplica
Infecção iatrogênica Produzida por intervenções médicas
Infecção nosocomial Adquirida em uma instituição de saúde
Infecção oportunista Pacientes com defesas comprometidas por agente de 
baixa virulência
Infecção subclínica Produz resposta imunológica, sem sintomas clínicos
13/02/2025
11
Bacteriologia
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
Bactérias
● Unicelulares
● Procariontes
● 0,2 a 1,5 μm
● Membrana plasmática
● Parede celular 
(peptideoglicanos → Exc. 
micoplasmas)
● Ribossomos
Bactérias
● DNA circular
● Nucleóide
● Plasmídeo
● Fímbrias, cápsula e flagelos
Bactérias
● Autótrofos ou heterótrofos
● Ar, água, solo
13/02/2025
12
A forma da bactéria é uma característica genética 
e geralmente as bactérias são monomórficas
MORFOLOGIA E ESTRUTURAS BACTERIANAS
Algumas estruturas são essenciais, já outras são 
encontrados apenas em algumas espécies
13/02/2025
13
PAREDE CELULAR
Responsável pela manutenção da forma da 
bactéria
Composição Química:
•Peptideoglicano
✔Açúcares e aminoácidos
✔Estrutura que confere rigidez à parede celular
•Ácido teicoico
•Proteínas 
Parede Celular de Bactérias Gram Positiva
Composição:
•90% de peptideoglicano 
•Ácido teicoico
Parede Celular de Bactérias Gram Negativas
Composição:
• Poucas camadas de peptideoglicano (5-10%)
• NÃO possui ácido teicoico
13/02/2025
14
▪ Esfregaço fixado pelo calor
▪Corante de contraste 🡪 Fucsina
Reprodução Bacteriana
• Assexuada: bipartição 
▪ Não tem troca de material genético
• Sexuada: I-conjugação
 II-transformação
▪ Troca de material genético
Fases do crescimento bacteriano Quatro fases: 
a) Fase Lag (adaptação) 🡪 quase não ocorre divisão celular, mas 
aumento em massa
b) Fase logarítmica 🡪 ocorre divisão celular numa velocidade 
máxima e constante
c) Fase estacionária 🡪 velocidade de multiplicação diminui 
gradualmente, até que se anule ( balanço de novas bactérias com o 
número daquelas que estão morrendo)
d) Fase de declínio 🡪 microrganismos diminuem até que todos 
morram
13/02/2025
15
27/02/2025
1
Micologia, virologia e microbiologia 
clínica 
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA MICROCOCCACEAE
A família Micrococcaceae inclui quatro gêneros:
Planococcus, Micrococcus, Stomatococcus e Staphylococcus
Figura 1 Planococcus sp. Figura 3 Stomatococcussp. Figura 2 Micrococcus sp. Figura 3 Staphylococcus sp. 
COCOS GRAM POSITIVOS - FAMÍLIA MICROCOCCACEAE
Prova de catalase
Diferenciação das famílias 
Micrococcaceae da 
Streptococcaceae
Peróxido de hidrogênio água e 
oxigênio
Crescimento em meio quenão 
contenha sangue
Eritrócitos catalase fraca
+-
27/02/2025
2
 spp.
40 espécies 17 isoladas de 
amostras biológicas do homem
Geralmente encontrada em 
mucosas e pele do homem
Figura 6 - Material clínico: CGP isolados, em 
pares, tétrades, cadeias curtas
Figura 7 - -de-
 SPP.
Imóveis
Não formam esporos
Catalase positiva (importante 
identificação)
Anaeróbios facultativos
Temperatura de crescimento: 18 
40°C 
Temperatura ótima: 35 37°C
Crescem bem em meios com 7,5% 
NaCl (Pesquisa de portador de 
M.R.S.A. meio manitol ágar salgado)
Microbiota antimicrobianos (M.R.S.A. 
ou O.R.S.A.)
Características
 SPP.
Três espécies principais com importância 
médica 
Staphylococcus aureus 
Estafilococos coagulase positiva
Staphylococcus epidermidis 
Estafilococos coagulase negativa 
novabiocina sensível 
Staphylococcus saprophyticus
Estafilococos coagulase negativa 
novabiocina resistente 
Figura 8 teste coagulase
+
-
Figura 9 teste novabiocina
 SPP.
Fatores de virulência 
27/02/2025
3
Fatores predisponentes 
Lesões de pele (picadas, 
queimaduras, ferimentos) 
Infecções viróticas (Sarampo, 
faringite, herpes, rubéola)
Imunocomprometido 
Pacientes instrumentalizados 
Antibioticoterapia de amplo 
espectro 
Diabetes 
Alcoolismo 
Síndromes clínicas 
Síndrome da pele escaldada 
Síndrome do choque tóxico 
Intoxicação alimentar 
Infecções cutâneas 
Impetigo 
Foliculite
Furúnculo 
Carbúnculo 
Bacteremia e endocardite 
Pneumonia 
Osteomielite e artrite séptica 
Microbiota residente de peles e mucosas
Descamação do epitélio
Não apresentam microrganismos
ou leucócitos
Sem cicatrizes
Infecções secundárias
Imunocomprometidos
Doenças renais
Figura 11
Síndrome da pele escaldada 
Carnes processadas (presunto e
carne de porco salgada), bolos
recheados com creme, saladas de
batata e sorvetes
Nasofaringe
Aquecimento
Vômitos intensos, dores abdominais,
diarreia
Sintomas menos de 24 h
Figura 12
Intoxicação alimentar 
TSST-l
Canal vaginal ou em uma ferida,
seguido da liberação da toxina para a
corrente sanguínea
Atmosfera aeróbica e pH neutro
Febre, hipotensão e uma erupção
eritematosa macular difusa
Descamação da pele
Figura 13
Síndrome do choque tóxico 
27/02/2025
4
1313
Figura 14 Foliculite 
Infecções de pele 
Figura 15 Furúnculo Figura 16 Carbúnculo
Ossos longos dos membros e da coluna vertebral são
os mais frequentemente acometidos.
A inflamação da medula óssea pode fazer pressão
contra a parede rígida do osso e comprimir os vasos
sanguíneos contidos nela, interrompendo o
fornecimento de sangue ao osso, causando a morte
dele.
Pode cronificar
Figura 17
Osteomielite
ESTAFILOCOCOS COAGULASE-NEGATIVA
Antigamente eram considerados apenas contaminantes.
Geralmente infecções nosocomiais
Pacientes imunocomprometidos
Procedimentos invasivos, dispositivos (cateteres, próteses, 
válvulas, derivações de hemodiálise, etc)
Bacteremia, endocardite, osteomielite
Facilidade em formar biofilmes. 
Dificuldade em estabelecer diferenciação entre colonização, contaminação e infecção 
Microbiota da pele, axilas, nariz, 
perianal
Causa infecções em feridas, abscessos, 
infecções sistêmicas, infecções 
urinárias, endocardite, etc.
27/02/2025
5
Infecções do trato urinário (principalmente 
em mulheres jovens, sexualmente ativas)
Tropismo pelo tecido uroepitelial
2ªcausa de cistite
Pode ser encontrado como colonizador 
assintomático
Prostatite em idosos, uretrite não 
gonocócica.
SPP. IDENTIFICAÇÃO LABORATORIAL
+
-
+ -
S. saprophyticus S. epidermidis 
S. aureus
+-
SPP. IDENTIFICAÇÃO LABORATORIAL IDENTIFICAÇÃO LABORATORIAL AUTOMATIZADA
06/03/2025
1
Micologia, virologia e microbiologia 
clínica 
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
2025
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA STREPTOCOCCACEAE
3
A família Streptococcaceae possui como principal gênero:
Streptococcus
COCOS GRAM POSITIVOS - FAMÍLIA MICROCOCCACEAE
Prova de catalase
✔Diferenciação das famílias 
Micrococcaceae da 
Streptococcaceae 
✔Peróxido de hidrogênio 🡪 água e 
oxigênio
✔Crescimento em meio que não 
contenha sangue
✔Eritrócitos 🡪 catalase fraca
+-
06/03/2025
2
Streptococcus sp. 
A classificação desses microrganismos são de acordo com:
1) Morfologia das colônias e reação hemolítica em ágar-sangue.
Figura 3 - α-hemólise Figura 4 - β-hemólise Figura 5 - γ-hemólise 
2) A classificação de Lancefield (sorologia) 🡪 leva em conta o tipo de 
polissacarídeo presente na parede celular do microrganismo, 
chamado de carboidrato C. 
06/03/2025
3
3) Reações bioquímicas
✔ Os testes bioquímicos consistem em reações de fermentação de 
açucares e testes quanto à presença de enzimas e de sensibilidade 
ou resistência a determinados agentes químicos. 
Streptococcus SPP.
10
✔ Cocos gram-positivos, puntiformes
✔ Pares ou cadeias
✔ Capsulados
✔ Não esporulados
✔ Imóveis
✔ Geralmente encontrados na microbiota normal 
de humanos e animais; 
✔ São colonizadores transitórios da pele e 
residentes de mucosas
Streptococcus pyogenes (GRUPO A)
11
✔ São Beta-hemolíticos
✔ É a causa mais comum de faringite 
(Orofaringe)
✔ Pode causar doenças graves e 
fatais(“bactéria carnívora”)
✔ Cresce bem em meios enriquecidos com 
sangue
✔ Pyon 🡪 pus (Grego)
Streptococcus pyogenes (GRUPO A)
12
✔ Doenças estreptocócicas supurativas
✔ Faringite
✔ Escarlatina
✔ Piodermite
✔ Erisipela 
✔ Celulite
✔ Fasciite necrotizante 
✔ Síndrome do choque tóxico estreptocócico
✔ Pneumonia
✔ Bacteremia 
✔ Doenças estreptocócicas não supurativa
✔ Febre reumática 
✔ Glomerulonefrite aguda
06/03/2025
4
Streptococcus pyogenes (GRUPO A)
13
✔ Mais comum em crianças entre 5 e 15 
anos 
✔ Infecção é de pessoa a pessoa por 
gotículas respiratórias (aglomerações 
aumentam o risco – creches, escolas)
✔ Em geral, desenvolve-se 2 a 4 dias após 
a exposição ao patógeno 
Faringite 
Streptococcus pyogenes (GRUPO A)
14
✔ Tecido subcutâneo profundo🡪 
caracterizada por uma destruição 
extensiva do músculo e do tecido 
adiposo
✔ Disseminação para fáscia
✔ Bactéria carnívora 🡪 continuidade na pele 
(traumatismo, cirurgia, queimadura....)
✔ Lesão da pele
✔ Celulite 🡪 Bolha 🡪 gangrena 🡪 sintomas 
sistêmicos🡪 toxicidade 🡪falência de 
múltiplos órgãos 🡪 morte (50%)
Fascite necrosante
Streptococcus pyogenes (GRUPO A)15
Glomerulonefrite Aguda
✔ Inflamação aguda dos 
glomérulos renais 
✔ Edema, hipertensão, 
hematúria e proteinúria
✔ Sequela pós–infecciosa pós 
impetigo, faringite ou 
amidalite
✔ Frequência depende do 
sorotipo M: cepas 
nefritogênicas
✔ ASO 
Febre Reumática
✔ Doença autoimune (sequela pós-
infecciosa da faringite)
✔ Ocorre 2-3 semana após início da 
faringite
✔ É devida aos Ags comuns entre os 
Ags cardíacos e das articulações e 
o Ag estreptocócico (proteína M)
✔ Febre, exantema, endocadirte e 
artrite 
✔ Pode ser evitada se o paciente for 
tratado nos primeiros 10 dias após 
o início da faringite 
10/03/2025
1
Micologia, virologia e microbiologia 
clínica 
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
2025
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA STREPTOCOCCACEAE
Streptococcus agalactiae (GRUPO B)
3
✔ CGP em cadeias curtas ou longas
✔ Crescem bem em meios enriquecidos 
✔ Colônias um pouco maiores que as de S. pyogenes, circundadas por 
pequena zona de Beta-hemólise
✔ Algumas cepas são não-hemolíticas ou alfa-hemolíticas
✔ Resistência à bacitracina 
✔ Colonizam TGI e TGU
✔ Coloniza o trato genital de gestantes (10 a 30%) 🡪 60% dos lactentes de 
mães colonizadas tornam-se colonizados 
✔ Fatores de risco: 
✔ Imunidade materna 
✔ Nascimento prematuro 
✔ Ruptura de membrana prolongada
Streptococcus agalactiae (GRUPO B)4
Patogenia e Imunidade
✔ Anticorpos produzidos são protetores: 
✔ Contra antígenos capsulares 
✔ Explica a predileção por neonatos
✔ Produzem várias enzimas que ainda tem papel desconhecido na 
patogenia
10/03/2025
2
5
Doença Neonatal de Início Precoce (pneumonia ou meningite
✔ LCR
✔ 15% a 30% - sequelas neurológicas, 
incluindo cegueira, surdez e retardo 
mental grave
Doença Neonatal de Início Tardio (1 
semana a 3 meses)
✔Mãe ou outra criança (fonte exógena)
✔ bacteremia à meningite
Doença em adultos (mulheres 
pós-parto, indivíduos 
imunocomprometidos, 
diabéticos, câncer, alcoolismo)
✔ Pele e tecidos moles 
✔ bacteremia 
✔ vias urinárias 
✔ pneumonia 
✔ Endometrite pós-parto
Streptococcus pneumoniae 6
✔ CGP encapsulado 
✔ Oval ou lanceolado arranjados em pares ou 
em cadeias curtas 
✔ Catalase negativa 
✔ Crescem em meios enriquecidos (TSB, BHI) 
suplementados com sangue
✔ Necessitam de CO2 para crescer 
✔ Colônias velhas se descoram → CGN 
✔ São sensíveis a calor e tempo de 
crescimento.
Streptococcus pneumoniae 
7
✔ Habitante da garganta e nasofaringe 
✔ As cepas que causam doença são as mesmas da microbiota
✔ Doença mais comum em crianças e idosos 
✔ Doença ocorre quando o microrganismo se dissemina para 
outros sítios (pulmões, seios paranasais, ouvido, meninges) 
8
✔ Possui 90 sorotipos (classificados de acordo com o 
antígeno capsular)
✔ Tipos 1,4,7,8 e 12 → adultos 
✔ Tipos 3,6,14,19 e 23 →crianças
✔ Vacina polivalente feita de material capsular 
purificado dos 23 sorotipos mais isolados (adultos e 
crianças acima de 2 anos )
✔ Vacina pneumocócica conjugada 13-valente é 
atualmente recomendada para crianças de menos de 
dois anos de idade (4 doses)
✔ Notificação dos casos de meningite e envio das cepas 
isoladas ao LACEN
10/03/2025
3
Streptococcus pneumoniae 
9
Síndromes clínicas 
✔ Pneumonia 
✔ Sinusite e otite média (após infecções virais)
✔ Bacteremia ( 25-30% dos indivíduos com pneumonias e 80% dos 
com meningite
✔ Meningite (após bacteremia, otite, sinusite)
✔ Endocardite 
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA Enterococaceae
A família Enterococaceae possui como principal gênero: 
Enterococcus
✔ Enterococos= “cocos entéricos” (TGI)
✔ São encontrados no solo, fezes, alimentos, água, e no 
ambiente em geral
✔ Previamente classificados como estreptococos do grupo D
✔ Classificado no gênero Enterococcus em 1984
✔ Existem 18 espécies
-E. faecalis
-E. faecium
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA ENTEROCOCACEAE
12
✔ CGP arranjados em pares ou em cadeias curtas 
✔ Anaeróbios facultativos
✔ Crescem entre 10 e 45°C
✔ Crescem rapidamente em ágar sangue
✔ Podem ser alfa, beta ou gama hemolíticos
✔ Crescem em presença de 6,5% de NaCl (MTS +)
✔ Toleram 40% de sais biliares 
✔ Hidrolisam esculina
✔ Outras provas: fermentação de carboidratos, PYR (positivo), motilidade, 
produção de pigmentos
10/03/2025
4
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA ENTEROCOCACEAE
13
✔ Comumente recuperados de fezes de humanos e de 
animais
✔ Raramente causam infecções em indivíduos saudáveis 
✔ Resistência aos antimicrobianos 🡪 Enterococcus spp. 
resistente a vancomicina (VRE) 
✔ Infecções em humanos 
✔ Microbiota intestinal
✔ paciente – paciente
✔ consumo de água ou alimentos contaminados
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA ENTEROCOCACEAE
14
✔ Comumente recuperados de fezes de humanos e de animais
✔ Raramente causam infecções em indivíduos saudáveis 
✔ Resistência aos antimicrobianos 🡪 Enterococcus spp. resistente 
a vancomicina (VRE) 
COCOS GRAM POSITIVOS 
FAMÍLIA ENTEROCOCACEAE
15
✔ Infecções em humanos 
✔ Microbiota intestinal
✔ paciente – paciente
✔ consumo de água ou alimentos contaminados
✔ 4ª causa em infecções nosocomiais 
✔ Infecções comuns em pacientes: 
✔ Cateter urinário
✔ Cateter intravascular 
✔ Hospitalizados por longos períodos 
✔ Sob terapia antimicrobiana
Fluxograma de identificação de Estreptococos e Enterococos
10/03/2025
5
20/03/2025
1
Micologia, virologia e microbiologia 
clínica 
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
2025
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
hemocultura
HEMOCULTURA
3
✔ Definida como a coleta de sangue venoso ou arterial simultânea 
em frascos contendo meio de cultura. 
✔ O sangue é normalmente estéril. 
✔ A presença de microrganismos viáveis no sangue 
(bacteremia/fungemia) pode representar o agravamento de um 
processo infeccioso, o que torna a hemocultura um exame crítico 
e de grande importância
 
✔ A bacteremia pode ocorrer pelos seguintes mecanismos:
✔ Drenagem de microrganismos a partir de um foco 
primário de infecção através dos vasos linfáticos, 
alcançando a circulação sanguínea.
✔ Entrada direta na corrente sanguínea através de 
agulhas ou outros dispositivos (cateteres, 
marcapassos, etc.)
 
20/03/2025
2
Bacteremia X Septicemia
✔ Bacteremia: Estão presentes bactérias no fluxo sanguíneo.
✔ Sepse (Septicemia): conjunto de manifestações graves em todo o 
organismo produzidas por uma infecção. A sepse era conhecida 
antigamente como septicemia ou infecção no sangue. Hoje é mais 
conhecida como infecção generalizada. 
✔ A infecção não está por todo o organismo 🡪 a infecção pode 
estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o 
pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta 
inflamatória numa tentativa de combater o agente da 
infecção. Essa resposta pode vir a comprometer o 
funcionamento de vários órgãos do paciente.
 
6
Bacteremia X Septicemia
 
HEMOCULTURA7
Bacteremia/ Fungemia
✔ Primárias: não apresentam um foco de infecção identificável ou 
são devidas a endocardites ou a presença de acessos vasculares.
✔ Secundárias: decorrentes de um foco primário de infecção 
conhecido (foco urinário, pulmonar, ginecológico, abdominal, 
etc)
 
8
Bacteremias
✔ As bacteremias, na maior parte das vezes são causadas por um único 
microrganismo 🡪 raramente é polimicrobiana
✔ Entre os microrganismos mais frequentes destacam-se: 
✔ os Gram positivos: Staphylococcus aureus, Staphylococcus 
coagulase negativa (Staphylococcus epidermidis), 
Enterococcus sp e Streptococcus sp. 
✔ os Gram negativos: Escherichia coli, Klebsiella pneumoniae e 
Enterobacter sp.
 
20/03/2025
3
9
Bacteremias
✔ Nos últimos anos notou-se um aumento significativo de 
hemoculturas positivas devido ao Staphylococcus coagulase 
negativa, o que dificulta a interpretação dos resultados 
microbiológicos, pois parte destes podem representar contaminação 
em vez de uma bacteremia verdadeira.
 
HEMOCULTURA
✔ Material clínico:
✔ Punções venosas ou arteriais de sangue
✔ Número de amostras:
✔ Duas a quatro amostras (diferentes sítios) num intervalo de 
15 a 30 minutos entre cada uma
✔ Aumenta a sensibilidade (>95%)a sensibilidade (>95%)
✔ Diferenciar contaminação de infecção 
 
 
 
HEMOCULTURA HEMOCULTURA
 
✔ Evitar anticoagulantes 
✔ Não coletar através de cateteres 
✔ Punções arteriais não aumento a recuperação do agente 
etiológico 
✔ Proceder a coleta no início do pico febril e antes da próxima 
dose de antibióticos 
20/03/2025
4
HEMOCULTURA
✔ Interpretação:
✔ Vários estudos são realizados para diferenciar patógenos 
verdadeiros de contaminantes mas não existe um método padrão. 
✔ Os cuidados com a antissepsia na coleta e o monitoramento do 
índice de contaminação são importantes aliados para minimizar o 
isolamento de contaminantes da pele. Outra possibilidade é avaliar 
o número de frascos positivos entre as amostras coletadas. E, por 
último, ainda é fundamental a análise do microrganismo isolado.
 
✔ Resultado:
✔ Após 24 horas de incubação, emitir um laudo parcial.
✔ Deve ser realizado repique do frasco original a cada 48 horas até 
completar 7 dias, para liberação do resultado final.
26/03/2025
1
Micologia, virologia e microbiologia 
clínica 
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
2025
Professora: Dra. Maria Graciela I. F. Nunes
Família Enterobacteriaceae
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microbiologia clínica
Profª Drª Maria Graciela I. F. Nunes
gracielaiecher@prof.unipar.br
Em qual momento 
começa o diagnóstico 
microbiológico
Fases do diagnósticoclínico
•Fase pré-analítica (60-70%)
❑Coleta
❑Transporte
•Fase analítica (20-30%)
•Fase pós-analítica (10%)
❑Processos de validação e liberação de laudos
GARANTIA DE QUALIDADE
CONFIRMAÇÃO FINAL 
DO MICRORGANISMO
Fase Pré-analítica
•Começa na Coleta do material
•Paciente: Urina/ fezes e escarro
•Ambiente laboratorial
•primeiro passo para obter um diagnóstico preciso e 
confiável
❑Amostra mal coletada ???
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Fase Pré-analítica - Coleta
Para a coleta de amostras devem ser considerados os 
seguintes aspectos:
1º O material dever ser do local da infecção
Ex. Triagem de estreptococos
Swabs: fossas peritonsilares e parede faríngea posterior
Fase Pré-analítica - Coleta
Para a coleta de amostras devem ser considerados os 
seguintes aspectos:
1º O material dever ser do local da infecção
2º Devem ser estabelecidas ocasiões ótimas para 
a coleta de amostras para obter o isolamento do 
microrganismo envolvido
Fase Pré-analítica - Coleta
3º Quantidade obtida deve ser suficiente da 
amostra para se realizarem os testes 
necessários
Diretrizes para determinar volumes
Secreções purulentas – pequenos volumes
*formas crônicas e brandas
Ex. 0,5 mL – escarro ou lavado brônquico – pode não ser 
suficiente
-Tubo contendo salina fisiológica: não nutritivo
-Tubo contendo extrato de levedura glicose (PYG): 
nutritivo
Fase Pré-analítica - Coleta
4º Devem ser usados vários dispositivos 
apropriados para a coleta, recipientes de 
amostras e meios de cultura para garantir o 
isolamento do microrganismo
Técnicas assépticas
Recipientes esterilizados
Recipientes apropriados – paciente
Precauções
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Fase Pré-analítica - Coleta
5º Sempre que possível obter culturas antes da 
administração de antimicrobianos
6º Na maioria dos casos, além das culturas 
devem ser preparados esfregaços
Fase Pré-analítica - Coleta
7º O frasco de cultura deve ser apropriamente rotulado
Rótulo legível
Nome do paciente
Número de identificação do paciente
Fonte da amostra
Médico
Data/hora do exame
Medicações
Transporte das amostras
•Manter a amostra o mais próximo do estado original
•CLSI
•Biossegurança
•Evitar:
•Condições ambientais adversas
•Exposição ao calor e frio extremos
•Mudanças bruscas na pressão
•Ressecamento
•Armazenamento: refrigeração
Transporte das amostras
•Escarro
Recipientes de propileno ou polietileno
•Amostras líquidas
2 h
•Urina
Ácido bórico
Refrigeradas até 24 h
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Meios de transporte
• Preservar viabilidade dos microrganismos
• Soluções tampões com carboidratos, peptonas e outros 
nutrientes
• Fatores de crescimento excluídos
• Tioglicolato de sódio
• Borato de sódio
• Sacarose-fosfato-glutamato (herpesvírus)
• Consistência semi-sólida
❑Oxigenação
❑Vazamento
Conservação da Amostra
• Meio de transporte Amies
• Amostras clínicas com suspeitas de conter bactérias 
anaeróbias.
• Carvão vegetal 
• Absorve toxinas produzidas por alguns tipos de 
microrganismos como Pseudomonas aeruginosa, Neisseria 
spp., Streptococcus spp. e outras.
Meio de transporte
•Sobrevivência das bactérias 
⮚tipo a ser analisado
⮚duração do transporte
⮚temperatura de armazenamento
⮚biomassa da bactéria na amostra
⮚formulação do meio de cultura utilizado para o 
transporte.
Fase pré-analítica
•Recebimento de amostras e observações preliminares
•Área
•Câmara de segurança biológica
•Processamento:
-Inclusão banco de dados;
-Exame visual e a determinação dos critérios de aceitação;
-Observação macroscópica de exames a fresco ou esfregaços 
corados para estabelecer suspeita diagnóstica
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Fase pré-analítica
•Critérios para rejeição de amostras
Estabelecido
Verificação de solicitações e rótulos
Problemas:
Registrado;
Coletado novamente;
Ou corrigir os problemas;
Rejeitado.
Tipos de amostras ou pedidos de culturas que devem ser 
rejeitados
•Qualquer amostra em formalina ou uma grande amostra com 
exposição menos de 1h;
•Coleta de escarro de 24 h;
•Único swab para diversos fins;
•Recipiente impróprio ou vazamento;
•Placas de cultura com crescimento excessivo ou secas;
•Amostras contaminadas;
Fase Analítica
•Exame microscópico
• Enfatizar o motivo
1º número e a % de segmentados neutrófilos que estão 
presentes indicam a intensidade e o tipo de resposta 
inflamatória
Qualidade da amostra
2º Observação de bactérias, elementos miceliais, formas de 
levedura, estruturas parasitárias ou inclusões virais pode 
dar informação suficiente para se chegar a um suposto 
diagnóstico
3º Suposta evidência de espécies de bactérias anaeróbicas 
Fase Analítica
•Exame microscópico
•Microscopia de contraste de fase
•Microscopia de campo escuro
•Colorações de Wright-Giemsa
•Laranja de acridina
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Fase Analítica
• Coloração direta
• Visualização
• Demonstrar detalhes finos das estruturas internas
⮚Azul de metileno (CSF)
⮚Coloração de Gram (cristal violeta e safranina)
⮚Coloração de Ácido-Resistente
⮚Coloração fluorescente (isotiocianato de fluoresceína e isetionato 
de tetrametilrodamina)
⮚Coloração com fluorocromo para micobactérias (auramina-rodamina)
⮚Laranja de acridina
⮚Calcoflúor Branco - Fungos
⮚Colorações com Impregnação pela Prata - espiroquetas
⮚Coloração de Wright-Giemsa 
⮚Ácido periódico de Schiff - Fungos
Fase Analítica
•Processamento das Amostras - Culturas
1º Selecionar o meio de cultura primário apropriado para a 
amostra
2º Determinar a temperatura (35ºC) e atmosfera (>70% UR, CO2) 
ou anaeróbicas de incubação para o isolamento de todos os 
microrganismos de potencial significado
3º Determinar quais microrganismos isolados do meio primário 
necessitam de uma melhor caracterização
4º Determinar se são necessários testes de sensibilidade 
antimicrobiana
Fase Analítica
•Processamento das Amostras - 
Culturas
• Selecionar o meio de cultura primário apropriado 
para a amostra
❑Sólido: Placas de ágar
❑Líquido: Caldo de cultura (hemocultura, peritonite, 
infecção peritoneal e artrite séptica)
❑Semi-sólido
Fase Analítica
•Processamento das Amostras - Culturas
• Meios de culturas: A composição de um meio satisfatório 
dependerá da espécie que se está tentando identificar e 
cultivar, porque as necessidades nutricionais variam muito 
entre os microrganismos, sendo ainda que a função do meio 
depende da sua composição.
• Não-seletivos: livres de inibidores e permitem o crescimento 
da maioria dos microrganismos.
• Ex. ágar sangue
• Hemólise
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Fase Analítica
•Processamento das Amostras - Culturas
• Seletivos:permite o crescimento de certos tipos de 
microrganismos e inibe o crescimento de outros 
microrganismos. 
• Contém inibidores, geralmente antibióticos, que 
tornam inviável o crescimento de certos 
microrganismos, sem inibir o crescimento do 
microrganismo alvo. 
• Ex. Ágar MacConkey inibe o crescimento de 
bactérias gram-positivas, selecionando assim as 
bactérias gram-negativas.
Fase Analítica
•Processamento das Amostras - Culturas
• Diferenciais:Utilizados para diferenciar 
microrganismos ou grupos de microrganismos em um 
meio. A presença de determinados corantes ou de 
produtos químicos nos meios produzirão certas 
alterações características ou padrões de 
crescimento que são utilizados para a identificação 
ou a diferenciação de microrganismos.
• Ex: Ágar MacConkey
Fase Analítica
•Processamento das Amostras - Culturas
• Técnicas para transferência e para culturas de 
amostras
• Seleção inadequada ou incorreta do meio de cultura 
????
• Inoculação primária
• Alça, agulha de platina ou níquel cromo, swab ou outro
⮚Calibrada 0,001 (x1000) mL
• Bactérias
• Fungos 
• CFU
Estriamento para inoculação de amostras em placas de cultura para obter colônias isoladas
•Esgotamento em estrias ou estrias múltiplas: transferir 
uma alçada da cultura para meio sólido em placa e estriar 
com a alça bacteriológica sobre o meio. 
• 3 estrias
• 4 estrias
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Fase Analítica
•Interpretação dos resultados
• Habilidade
• Parâmetrosrelevantes
⮚Características e número de cada tipo de colônia
⮚Pureza
⮚Coloração de Gram
⮚Morfologia
⮚Mudanças do meio
*Contaminação – pele, espirro!
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Procedimentos Bioquímicos Diretos
•Teste de catalase
•Teste de solubilidade de bile
•Teste de coagulase em lâmina
•Teste de citocromo oxidase
•Teste de Indol
•Teste de MUG
Teste de sensibilidade a agentes antimicrobianos
•Orientar a escolha da terapia antimicrobiana mais 
adequada, o TSA representa uma importante ferramenta no 
monitoramento da evolução da resistência bacteriana e age 
também como um método auxiliar na implantação de medidas 
de controle que evitem a disseminação de bactérias 
multirresistentes.
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Fase pós-analítica
•Relatos resultados
•Interações com epidemiologistas
•Análise dos resultados
•Manutenção de amostras e registros
Controle de Qualidade
•Microbiologia
•Bactérias validadas (ATCC, FIOCRUZ, IAL)
•Fase pré-analítica: meios de cultura , corantes e 
processos. 
Microbiologia automatizada
• Screening de Urina, Líquidos Biológicos 
• Teste de Suscetibilidade aos Antimicrobianos
• Equipamento para Identificação de Bactérias em segundos
• Caixa de Transporte com rastreabilidade
• Monitoram as fases de crescimento da bactéria desde a 
inoculação em caldos de cultura específicos
• Fornecendo curva de crescimento em tempo real
• Contagem quantitativa de bactérias com resultados em 
UFC/mL
• Todas as amostras são incubadas a 37°C e somente 
bactérias vivas são detectadas, enquanto interferentes de 
substâncias não replicantes, como eritrócitos, 
leucócitos, células mortas e sais presentes na amostra, 
são eliminados durante a leitura do zero inicial.
	Slide 1: Micologia, virologia e microbiologia clínica 
	Slide 2: O que vamos estudar em Micologia, Virologia e microbiologia clínica?
	Slide 3: Bibliografia da disciplina
	Slide 4: Bibliografia da disciplina
	Slide 5: Bibliografia da disciplina
	Slide 6: Bibliografia da disciplina
	Slide 7: Bibliografia da disciplina
	Slide 8: Introdução a Microbiologia Clínica 
	Slide 9: Microbiologia 
	Slide 10: Microrganismos ou micro-organismos
	Slide 11: Classificação dos Seres Vivos 
	Slide 12: Classificação dos Seres Vivos
	Slide 13
	Slide 14
	Slide 15
	Slide 16
	Slide 17: Patogenicidade
	Slide 18
	Slide 19: Interações de hospedeiros e microrganismos
	Slide 20
	Slide 21
	Slide 22
	Slide 23
	Slide 24
	Slide 25
	Slide 26: Virulência
	Slide 27
	Slide 28
	Slide 29
	Slide 30
	Slide 31
	Slide 32
	Slide 33: Formação de biofilme
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38
	Slide 39
	Slide 40: Categorias de doenças infecciosas
	Slide 41: Bacteriologia
	Slide 42: Bactérias
	Slide 43: Bactérias
	Slide 44: Bactérias
	Slide 45
	Slide 46
	Slide 47
	Slide 48
	Slide 49
	Slide 50
	Slide 51
	Slide 52
	Slide 53
	Slide 54: Reprodução Bacteriana
	Slide 55: Fases do crescimento bacteriano
	Slide 56
	Slide 57
	Slide 1: Micologia, virologia e microbiologia clínica 
	Slide 2: 
	Slide 3
	Slide 4
	Slide 5: Streptococcus sp. 
	Slide 6
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	Slide 1: Micologia, virologia e microbiologia clínica 
	Slide 2: 
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	Slide 10: 
	Slide 11
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	Slide 15
	Slide 16: Fluxograma de identificação de Estreptococos e Enterococos
	Slide 17
	Slide 1: Micologia, virologia e microbiologia clínica 
	Slide 2: 
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	Slide 2: 
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	Slide 30
	Slide 31
	Slide 1: microbiologia clínica
	Slide 2
	Slide 3: Fases do diagnóstico clínico
	Slide 4: Fase Pré-analítica
	Slide 5: Fase Pré-analítica - Coleta
	Slide 6: Fase Pré-analítica - Coleta
	Slide 7: Fase Pré-analítica - Coleta
	Slide 8: Fase Pré-analítica - Coleta
	Slide 9: Fase Pré-analítica - Coleta
	Slide 10: Fase Pré-analítica - Coleta
	Slide 11: Transporte das amostras
	Slide 12: Transporte das amostras
	Slide 13: Meios de transporte
	Slide 14: Conservação da Amostra
	Slide 15: Meio de transporte
	Slide 16: Fase pré-analítica
	Slide 17: Fase pré-analítica
	Slide 18: Tipos de amostras ou pedidos de culturas que devem ser rejeitados
	Slide 19: Fase Analítica
	Slide 20: Fase Analítica
	Slide 21: Fase Analítica
	Slide 22: Fase Analítica
	Slide 23: Fase Analítica
	Slide 24: Fase Analítica
	Slide 25: Fase Analítica
	Slide 26: Fase Analítica
	Slide 27: Fase Analítica
	Slide 28: Estriamento para inoculação de amostras em placas de cultura para obter colônias isoladas
	Slide 29: Fase Analítica
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	Slide 32
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35: Procedimentos Bioquímicos Diretos
	Slide 36: Teste de sensibilidade a agentes antimicrobianos
	Slide 37: Fase pós-analítica
	Slide 38: Controle de Qualidade
	Slide 39:  Microbiologia automatizada

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