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DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I Teoria Geral do Crime (Introdução)Teoria Geral do Crime (Introdução) Conceito Analítico de Crime (estrutura do delito)Conceito Analítico de Crime (estrutura do delito) FATO TÍPICOFATO TÍPICO ILICITUDEILICITUDE CULPABILIDADECULPABILIDADE Teoria tripartidaTeoria tripartida do delitodo delito Teoria bipartidaTeoria bipartida do delitodo delito FATO TÍPICOFATO TÍPICO ILICITUDEILICITUDE CULPABILIDADECULPABILIDADE CRIMECRIME CRIMECRIME PRESSUPOSTO PRESSUPOSTO DE APLICAÇÃO DE APLICAÇÃO DA PENADA PENA DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I Conceito Analítico de Crime (estrutura do delito)Conceito Analítico de Crime (estrutura do delito) FATO TÍPICOFATO TÍPICO ILICITUDEILICITUDE CULPABILIDADECULPABILIDADE FATO TÍPICOFATO TÍPICO Conceito: Conceito: fato humano indesejado, consistente numa fato humano indesejado, consistente numa conduta causadora de um resultado, ajustando-se a um conduta causadora de um resultado, ajustando-se a um tipo penaltipo penal Conceito: Conceito: fato humano indesejado, consistente numa fato humano indesejado, consistente numa conduta causadora de um resultado, ajustando-se a um conduta causadora de um resultado, ajustando-se a um tipo penal.tipo penal. Requisitos: Requisitos: CONDUTA + RESULTADO + CONDUTA + RESULTADO + + TIPICIDADE+ TIPICIDADENEXO DE NEXO DE CAUSALIDADE CAUSALIDADE DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I Conceito Analítico de Crime (estrutura do delito)Conceito Analítico de Crime (estrutura do delito) requisitos: conduta + resultado + nexo de + tipicidaderequisitos: conduta + resultado + nexo de + tipicidade 1° Requisito do fato típico: 1° Requisito do fato típico: CONDUTACONDUTA causalidadecausalidade 1 - Teoria Causalista1 - Teoria Causalista 2 – Teoria Neokantista2 – Teoria Neokantista 3 – Teoria Finalista3 – Teoria Finalista 4 – Teorias Funcionalistas4 – Teorias Funcionalistas Funcionalismo TeleológicoFuncionalismo Teleológico Claus RoxinClaus Roxin Funcionalistmo SistêmicoFuncionalistmo Sistêmico Günter JakobsGünter Jakobs Fato Fato TípicoTípico DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I Teoria FinalistaTeoria Finalista – conduta é um comportamente humano voluntário – conduta é um comportamente humano voluntário psiquicamente dirigido a um fim (toda conduta é orientada por um psiquicamente dirigido a um fim (toda conduta é orientada por um querer)querer) comportamentocomportamento voluntáriovoluntário exteriorizaçãoexteriorização da vontadeda vontade Se é na conduta que analisamos a vontade do agente dirigida a um fim, então Se é na conduta que analisamos a vontade do agente dirigida a um fim, então é na conduta que reside a avaliação de dolo e a culpa.é na conduta que reside a avaliação de dolo e a culpa. Assim, o fato típico, além da sua dimensão objetiva (conduta/resultado/Assim, o fato típico, além da sua dimensão objetiva (conduta/resultado/ nexo de causalidade/tipicidade), ganha uma dimensão subjetiva nexo de causalidade/tipicidade), ganha uma dimensão subjetiva (dolo/culpa)(dolo/culpa) CONDUTACONDUTA RESULTADORESULTADO NEXO DE CAUSALIDADENEXO DE CAUSALIDADE TIPICIDADETIPICIDADE FATO TÍPICOFATO TÍPICO DOLODOLO CULPACULPA DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I FORMASFORMAS DE DE CONDUTACONDUTA QTO A QTO A VOLUNTARIEDADEVOLUNTARIEDADE QTO AO QTO AO MODO DE EXECUÇÃOMODO DE EXECUÇÃO DOLOSADOLOSA CULPOSACULPOSA COMISSIVACOMISSIVA OMISSIVAOMISSIVA DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME DOLOSOCRIME DOLOSO Art. 18. Diz-se o crime:Art. 18. Diz-se o crime: I – doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de I – doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzí-loproduzí-lo DOLODOLO DOLO DIRETO – DOLO DIRETO – quando o agente preve um resultado, dirigindo a sua quando o agente preve um resultado, dirigindo a sua conduta em busca de realizar esse resultadoconduta em busca de realizar esse resultado DIRETO (determinado / intencional / imediato)DIRETO (determinado / intencional / imediato) INDIRETO INDIRETO (indeterminado)(indeterminado) ALTERNATIVOALTERNATIVO EVENTUALEVENTUAL DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME DOLOSOCRIME DOLOSO DOLO INDIRETO / INDETERMINADO: DOLO INDIRETO / INDETERMINADO: O agente, com sua condutaO agente, com sua conduta nãonão busca resultado certo e determinado.busca resultado certo e determinado. Dolo (Dolo (IndiretoIndireto) Alternativo: ) Alternativo: o agente prevê pluralidade de resultados, o agente prevê pluralidade de resultados, dirigindo sua condta para realizar qualquer deles. Tem a mesma dirigindo sua condta para realizar qualquer deles. Tem a mesma intensidade de voltade de realizar os resultados previstos.intensidade de voltade de realizar os resultados previstos. Dolo (Dolo (IndiretoIndireto) Eventual – ) Eventual – o agente prevê pluralidade de resultados, o agente prevê pluralidade de resultados, dirigindo a sua conduta para realizar um deles, assumindo o risco de dirigindo a sua conduta para realizar um deles, assumindo o risco de realizar o outro. A intensidade da vontade em relação aos resultados realizar o outro. A intensidade da vontade em relação aos resultados previstos é diferente.previstos é diferente. DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME CULPOSOCRIME CULPOSO Art. 18 – Diz-se o crime:Art. 18 – Diz-se o crime: II – culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, II – culposo, quando o agente deu causa ao resultado por imprudência, negligência ou imperícia.negligência ou imperícia. CONCEITO: CONCEITO: Art. 33. CPMArt. 33. CPM Diz-se o crime:Diz-se o crime: II – culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, II – culposo, quando o agente, deixando de empregar a cautela, atenção, ou diligência ordinária ou especial, a que estava obrigado em face das ou diligência ordinária ou especial, a que estava obrigado em face das circunstâncias, não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, circunstâncias, não prevê o resultado que podia prever ou, prevendo-o, supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá-lo.supõe levianamente que não se realizaria ou que poderia evitá-lo. DOLODOLO = CONDUTA VOLUNTÁRIA + RESULTADO VOLUNTARIO = CONDUTA VOLUNTÁRIA + RESULTADO VOLUNTARIO CULPACULPA = CONDUTA VOLUNTÁRIA + RESULTADO INVOLUNTÁRIO = CONDUTA VOLUNTÁRIA + RESULTADO INVOLUNTÁRIO (não querido/não aceito pelo agente) (não querido/não aceito pelo agente) DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I ELEMENTOS DO CRIME CULPOSOELEMENTOS DO CRIME CULPOSO Formas de violação do dever de diligência:Formas de violação do dever de diligência: a) a) ImprudênciaImprudência: prática de uma conduta arriscada ou perigosa e tem : prática de uma conduta arriscada ou perigosa e tem caráter comissivo.caráter comissivo. ex: motorista dirigindo acima do limite de velocidade permitidoex: motorista dirigindo acima do limite de velocidade permitido ex: caçar em local de grande circulação de pessoasex: caçar em local de grande circulação de pessoas b) b) NegligênciaNegligência - é a displicencia no agir, a falta de precaução, a - é a displicencia no agir, a falta de precaução, a indiferença do agente que, podendo adotar as cautelas necessárias, não o indiferença do agente que, podendo adotar as cautelas necessárias, não o faz.faz. ex: médico que esquece uma gaze dentro do paciente após uma cirurgiaex: médico que esquece uma gaze dentro do paciente após uma cirurgia ex: pai que deixa arma municiada ao alcance de filho pequenoex: pai que deixa arma municiada ao alcance de filho pequeno c) c) ImperíciaImperícia: falta de aptidão técnica para o exercício de arte ou profissão: falta de aptidão técnica para o exercício de arte ou profissão ex: engenheiro elétrico que assina a planta de obra de um edifícioex: engenheiro elétricoque assina a planta de obra de um edifício ex: técnico que opera máquina para o qual não foi treinadoex: técnico que opera máquina para o qual não foi treinado DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I ELEMENTOS DO CRIME CULPOSOELEMENTOS DO CRIME CULPOSO CRIMECRIME FATO TÍPICOFATO TÍPICO ANTIJURÍDICOANTIJURÍDICO CULPÁVELCULPÁVEL 1 – conduta humana voluntária1 – conduta humana voluntária – ação ou omissão dirigida ou orientada – ação ou omissão dirigida ou orientada pelo querer, causando um resultado involuntariopelo querer, causando um resultado involuntario CONDUTACONDUTA RESULTADORESULTADO NEXO DE CAUSALIDADENEXO DE CAUSALIDADE TIPICIDADETIPICIDADE DOLODOLO CULPACULPA 1 – conduta humana voluntária1 – conduta humana voluntária 2 – violação de um dever de cuidado2 – violação de um dever de cuidado objetivoobjetivo 3 – resultado naturalístico involun-3 – resultado naturalístico involun- táriotário 4 – nexo entre a conduta e resultado4 – nexo entre a conduta e resultado 5 – resultado involuntário previsível5 – resultado involuntário previsível 6 – tipicidade6 – tipicidade DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I ELEMENTOS DO CRIME CULPOSOELEMENTOS DO CRIME CULPOSO 2 – violação de um dever de cuidado objetivo2 – violação de um dever de cuidado objetivo – o agente, na culpa, viola o – o agente, na culpa, viola o seu dever de diligência (regra básica para o convívio social). O seu dever de diligência (regra básica para o convívio social). O comportamento do agente não atende o que é esperado pela lei e pela comportamento do agente não atende o que é esperado pela lei e pela sociedade.sociedade. Como apurar se houve ou não infração do dever de diligência? Como apurar se houve ou não infração do dever de diligência? R. Circunstâncias do caso concreto, aliadas ao figura do homem médio R. Circunstâncias do caso concreto, aliadas ao figura do homem médio (se ele tinha condições de evitar o resultado ou se ele não tinha (se ele tinha condições de evitar o resultado ou se ele não tinha condições.condições. E a previsibilidade subjetiva? A previsibilidade subjetivo, isso é, E a previsibilidade subjetiva? A previsibilidade subjetivo, isso é, possibilidade de conhecimento do perigo sob o prisma do autor (e não possibilidade de conhecimento do perigo sob o prisma do autor (e não mais do homem médio) não é analisada na tipicidade e sim na mais do homem médio) não é analisada na tipicidade e sim na culpabilidade.culpabilidade. Previsibilidade objetivaPrevisibilidade objetiva (analisada no fato típico)(analisada no fato típico) Capacidade do autor é compa-Capacidade do autor é compa- rada com o homem médiorada com o homem médio Previsibilidade subjetivaPrevisibilidade subjetiva (analisada na (analisada na culpabilidade)culpabilidade) Capacidade do autor é verificada Capacidade do autor é verificada conforme suas características pessoaisconforme suas características pessoais DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I ELEMENTOS DO CRIME CULPOSOELEMENTOS DO CRIME CULPOSO 3 – resultado nauralístico involuntário3 – resultado nauralístico involuntário 4 – nexo causal entre a conduta e o resultado4 – nexo causal entre a conduta e o resultado (relação de causa e efeito) (relação de causa e efeito) 5 - resultado involuntario previsível 5 - resultado involuntario previsível – possibilidade de prever o perigo – possibilidade de prever o perigo advindo da conduta (na previsão o perigo é conhecido)advindo da conduta (na previsão o perigo é conhecido) OBS. Ainda que previsto o perigo não se descarta a culpa, desde que o OBS. Ainda que previsto o perigo não se descarta a culpa, desde que o agente acredite poder evitar o resultado.agente acredite poder evitar o resultado. 6 – Tipicidade 6 – Tipicidade – necessidade da previsão de punição a título de culpa– necessidade da previsão de punição a título de culpa - Art. 18, parágrafo único – Salvo os casos expressos em lei, ninguém - Art. 18, parágrafo único – Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente.dolosamente. - Se o tipo que punir a forma culposa, deve ser expresso.- Se o tipo que punir a forma culposa, deve ser expresso. - No silêncio, o tipo penal só é punido a título de dolo.- No silêncio, o tipo penal só é punido a título de dolo. Princípio da excepcionalidade do crime culposoPrincípio da excepcionalidade do crime culposo DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I ESPÉCIES DE CULPAESPÉCIES DE CULPA CULPACULPA 1 – 1 – Culpa conscienteCulpa consciente (com previsão) o agente prevê o resultado, mas (com previsão) o agente prevê o resultado, mas espera que ele não ocorra, supondo poder evitá-lo com suas habilidade espera que ele não ocorra, supondo poder evitá-lo com suas habilidade ou com a sorte.ou com a sorte. Obs: o agente, mais do que previsibilidade, tem previsão mas o resultado Obs: o agente, mais do que previsibilidade, tem previsão mas o resultado continua involuntário.continua involuntário. 2 – 2 – Culpa inconscienteCulpa inconsciente (sem previsão) – o agente não prevê o resultado (sem previsão) – o agente não prevê o resultado que, entretanto era previsível.que, entretanto era previsível. Obs. Resultado não previsto mas previsívelObs. Resultado não previsto mas previsível CONSCIENTE CONSCIENTE (ex lascivia)(ex lascivia) INCONSCIENTE INCONSCIENTE (ex ignorantia)(ex ignorantia) DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I EXCLUSÃO DA CULPAEXCLUSÃO DA CULPA CU LPACU LPA a) a) caso fortuíto e força maior:caso fortuíto e força maior: se inserem entre os fatos imprevisíveis, que não se se inserem entre os fatos imprevisíveis, que não se submetem a vontade de ninguém – o resultado não pode fundamentar a punição submetem a vontade de ninguém – o resultado não pode fundamentar a punição por culpa.por culpa. b) b) princípio da confiança:princípio da confiança: o dever objetivo de cuidado se estabelece sobre todos os o dever objetivo de cuidado se estabelece sobre todos os indivíduos e, por isso, pode-se confiar que todos procedam de forma a permitir a indivíduos e, por isso, pode-se confiar que todos procedam de forma a permitir a pacífica convivência em sociedade. Dessa forma, se alguém age nos limites do pacífica convivência em sociedade. Dessa forma, se alguém age nos limites do dever de cuidado, confiando que os demais procedam da mesma forma, não dever de cuidado, confiando que os demais procedam da mesma forma, não responde por eventual resultado lesivo involuntário em que se veja envolvido.responde por eventual resultado lesivo involuntário em que se veja envolvido. c) c) risco tolerado:risco tolerado: o comportamente humano, no geral, atrai certa carga de risco o comportamente humano, no geral, atrai certa carga de risco que, se não tolerada, impossibilitaria a prática de atividades cotidiana básicas e que, se não tolerada, impossibilitaria a prática de atividades cotidiana básicas e tornaria proibitivo o desenvolvimento pessoal e o progresso científico e tornaria proibitivo o desenvolvimento pessoal e o progresso científico e tecnológico. Quanto mais essenciais forem determinados comportamentes, maior tecnológico. Quanto mais essenciais forem determinados comportamentes, maior deverá ser a tolerância em relação aos riscos que trazem às relações huamanas, deverá ser a tolerância em relação aos riscos que trazem às relações huamanas, afastando-se, consequentemente, qualquer reprovação que pudesse limitar a sua afastando-se, consequentemente, qualquer reprovação que pudesse limitar a sua adoçãoadoção Risco ToleradoRisco Tolerado Princípio da ConfiançaPrincípio da Confiança Caso Fortúito e Força MaiorCaso Fortúito e Força Maior DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CULPACAUSAS DE EXCLUSÃO DA CULPA CRIMECRIME fato típico + antijurídico + culpávelfato típico + antijurídico + culpável conduta+ resultado + nexo de causalidade + tipicidadeconduta + resultado + nexo de causalidade + tipicidade ● Com duta + resultado + nexo de causalidade + tipicidadeCom duta + resultado + nexo de causalidade + tipicidade fato típico + antijurídico + culpávelfato típico + antijurídico + culpável CR IMECR IME CONCLUSÃOCONCLUSÃO dolodolo culpaculpa do lo oudo lo ou cul pacul pa DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME DOLOSO/CULPOSOCRIME DOLOSO/CULPOSO DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I A.A saiu de uma festa um pouco sonolento, pretendendo ir para casa A.A saiu de uma festa um pouco sonolento, pretendendo ir para casa consuzindo sua motocicleta. Na ocasião, foi advertido pelo sujeito B.B, consuzindo sua motocicleta. Na ocasião, foi advertido pelo sujeito B.B, que disse: “pilotando neste estado você pode matar alguém”. A.A, porém, que disse: “pilotando neste estado você pode matar alguém”. A.A, porém, afirmou que estava em condições de evitar qualquer acidente, até porque afirmou que estava em condições de evitar qualquer acidente, até porque as ruas estariam quase desertas e o vento no rosto o manteria acordado. as ruas estariam quase desertas e o vento no rosto o manteria acordado. Afirmou, ainda, que não se arriscaria a sofrer um acidente, porque de Afirmou, ainda, que não se arriscaria a sofrer um acidente, porque de moto “o para-choque era ele mesmo”. No trajeto para casa, porém, por moto “o para-choque era ele mesmo”. No trajeto para casa, porém, por estar com reflexos mais lentos, A.A não percebeu um pedestre que estar com reflexos mais lentos, A.A não percebeu um pedestre que atravessava a rua e o atropelou, causando-lhe a morte. Embora tenha atravessava a rua e o atropelou, causando-lhe a morte. Embora tenha ficado bastante ferido, A.A sobreviveu ao acidente e foi acusado de ficado bastante ferido, A.A sobreviveu ao acidente e foi acusado de cometer crime.cometer crime. A partir das noções de dolo e culpa aplicadas ao caso, é correto afirmar A partir das noções de dolo e culpa aplicadas ao caso, é correto afirmar que A.A agiu com:que A.A agiu com: (A) – dolo eventual porque basta previsibilidade do resultado para (A) – dolo eventual porque basta previsibilidade do resultado para configurá-lo;configurá-lo; (B) – dolo eventual porque expressamente consentiu com a possibilidade (B) – dolo eventual porque expressamente consentiu com a possibilidade de causar o resultado;de causar o resultado; (C) – culpa inconsciente porque o resultado era imprevisível, mas cabe (C) – culpa inconsciente porque o resultado era imprevisível, mas cabe responsabilidade objetiva nos delitos de trânsito;responsabilidade objetiva nos delitos de trânsito; (D) – culpa consciente porque levianamente subestimou ou risco de (D) – culpa consciente porque levianamente subestimou ou risco de causar o resultado e confiou que ele não ocorreria.causar o resultado e confiou que ele não ocorreria. DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME PRETERDOLOSOCRIME PRETERDOLOSO No crime preterdoloso, o agente pratica delito distinto do que havia No crime preterdoloso, o agente pratica delito distinto do que havia projetado cometer, advindo da conduta dolosa resultado culposo mais projetado cometer, advindo da conduta dolosa resultado culposo mais grave do que o projetado. grave do que o projetado. (ex: art. 129, §3º, CP)(ex: art. 129, §3º, CP) Agravação pelo resultadoAgravação pelo resultado Art. 19- Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o Art. 19- Pelo resultado que agrava especialmente a pena, só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente.agente que o houver causado ao menos culposamente. ElementosElementos conduta dolosa visando determinado resultadoconduta dolosa visando determinado resultado provocação de resultado culposo mais grave que o desejadoprovocação de resultado culposo mais grave que o desejado nexo causal entre conduta e resultadonexo causal entre conduta e resultado tipicidade: não se pune crime preterdoloso sem previsão legaltipicidade: não se pune crime preterdoloso sem previsão legal DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I FORMAS DE CONDUTA – AÇÃO OU OMISSÃOFORMAS DE CONDUTA – AÇÃO OU OMISSÃO CRIMES COMISSIVOS E CRIMES OMISSIVOSCRIMES COMISSIVOS E CRIMES OMISSIVOS CRIMECRIME FATO TÍPICOFATO TÍPICO ANTIJURÍDICOANTIJURÍDICO CULPÁVELCULPÁVEL CONDUTACONDUTA RESULTADORESULTADO NEXO DE CAUSALIDADENEXO DE CAUSALIDADE TIPICIDADETIPICIDADE COMISSIVOCOMISSIVO OMISSIVOOMISSIVO PRÓPRIOPRÓPRIO IMPRÓPRIOIMPRÓPRIO DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME COMISSIVO (OU DE AÇÃO)CRIME COMISSIVO (OU DE AÇÃO) São aqueles que se perfazem através de uma conduta positiva São aqueles que se perfazem através de uma conduta positiva ( agir / fazer). É uma ação que viola um tipo proibitivo.( agir / fazer). É uma ação que viola um tipo proibitivo. ROUBOROUBO Art. 157 CPArt. 157 CP RECEPTAÇÃORECEPTAÇÃO Art. 180 CPArt. 180 CP FURTOFURTO Art. 155 CPArt. 155 CP EXTORSÃO MEDIANTEEXTORSÃO MEDIANTE SEQUESTRO Art. 159 CPSEQUESTRO Art. 159 CP MAUS-TRATOSMAUS-TRATOS Art. 136 CPArt. 136 CP INCÊNDIOINCÊNDIO Art. 250 CPArt. 250 CP DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME OMISSIVO PRÓPRIO (OU PURO)CRIME OMISSIVO PRÓPRIO (OU PURO) São aqueles que se perfazem com a simples conduta negativa do São aqueles que se perfazem com a simples conduta negativa do sujeito (não agir / não fazer), independente de qualquer resultado sujeito (não agir / não fazer), independente de qualquer resultado posteriorposterior Art. 135 CP (omissão de socorro) - Deixar de prestar assistência, quando Art. 135 CP (omissão de socorro) - Deixar de prestar assistência, quando possível fazê-lo, sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, possível fazê-lo, sem risco pessoal, à criança abandonada ou extraviada, ou à pessoa invalida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente ou à pessoa invalida ou ferida, ao desamparo ou em grave e iminente perigo ou não pedir, neses casos, o socorro da autoridade policialperigo ou não pedir, neses casos, o socorro da autoridade policial Art. 269 CP (omissão de notificação de doença) - Deixar o médico deArt. 269 CP (omissão de notificação de doença) - Deixar o médico de denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória denunciar à autoridade pública doença cuja notificação é compulsória Art. 320 CP (condescência criminosa) – Deixar funcionário, por indulgênciaArt. 320 CP (condescência criminosa) – Deixar funcionário, por indulgência de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do de responsabilizar subordinado que cometeu infração no exercício do cargo ou, quando lhe falte competência, não levar ao conhecimento dacargo ou, quando lhe falte competência, não levar ao conhecimento da autoridade competente autoridade competente Art. 323 CP (abandono de função) – Abandonar cargo público, fora dosArt. 323 CP (abandono de função) – Abandonar cargo público, fora dos casos previstos em lei.casos previstos em lei. DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME OMISSIVO IMPRÓPRIO/IMPURO CRIME OMISSIVO IMPRÓPRIO/IMPURO (OU COMISSIVO POR OMISSÃO)(OU COMISSIVO POR OMISSÃO) Art. 13 CP – O resultado de que depende a existência do crime, somente é Art. 13 CP – O resultado de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.sem a qual o resultado não teria ocorrido. § 2º – A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia § 2º – A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem: a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteçãoa) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;ou vigilância; b) de outra forma, assumir a responsabilidade de b) de outraforma, assumir a responsabilidade de impedir o resultado;impedir o resultado; c) com seu comportamente anterior criou o c) com seu comportamente anterior criou o risco da ocorrência do resultado.risco da ocorrência do resultado. hipóteses dehipóteses de dever jurídicodever jurídico DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIMES OMISSIVO PRÓPRIO X IMPRÓPRIOCRIMES OMISSIVO PRÓPRIO X IMPRÓPRIO CRIME OMISSIVO PRÓPRIOCRIME OMISSIVO PRÓPRIO - A conduta omissiva está descrita no próprio - A conduta omissiva está descrita no próprio tipo penal incriminador: Para sua caracterização basta poia não realizaçãotipo penal incriminador: Para sua caracterização basta poia não realização da conduta.da conduta. CRIME OMISSIVO IMPRÓPRIO CRIME OMISSIVO IMPRÓPRIO Art. 244 CP – Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do conjugue ou de filhoArt. 244 CP – Deixar, sem justa causa, de prover a subsistência do conjugue ou de filho menor de 18 anos ou inpato para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60menor de 18 anos ou inpato para o trabalho, ou de ascendente inválido ou maior de 60 anos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento deanos, não lhes proporcionando os recursos necessários ou faltando ao pagamento de pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar sem justa pensão alimentícia judicialmente acordada, fixada ou majorada; deixar sem justa causa, de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermocausa, de socorrer descendente ou ascendente gravemente enfermo i OMISSÃOOMISSÃO TIPO PENALTIPO PENAL COMISSIVOCOMISSIVO CLAUSULACLAUSULA GERALGERAL Art. 13, §2ºArt. 13, §2º OMISSÃO OMISSÃO PENALMENTEPENALMENTE RELEVANTERELEVANTE - dever jurídico- dever jurídico - garantidor- garantidor - obrigação de impedir o resultado- obrigação de impedir o resultado DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIME OMISSIVO IMPROPRIO (ou impuro)CRIME OMISSIVO IMPROPRIO (ou impuro) A norma considera que o omitente, como garantidor, está obrigado a A norma considera que o omitente, como garantidor, está obrigado a impedir o resultado, sendo que o omitir-se corresponde valorativamente impedir o resultado, sendo que o omitir-se corresponde valorativamente à realização do tipo legal por meio de um fazer ativoà realização do tipo legal por meio de um fazer ativo a) Tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilânciaa) Tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância Por expressa previsão legal, o agente está obrigado a agir com a Por expressa previsão legal, o agente está obrigado a agir com a finalidade de garantir a incolumidade do bem jurídico tutelado. A “lei” a finalidade de garantir a incolumidade do bem jurídico tutelado. A “lei” a que se refere a alínea “a” pode ser de natureza não penal, como aquela que se refere a alínea “a” pode ser de natureza não penal, como aquela prevista no artigo 1.634 do Código Civil, que trata do exercício do poder prevista no artigo 1.634 do Código Civil, que trata do exercício do poder familiar.familiar. Exemplos: Os pais em relação aos filhos / O Diretor do Presídio em Exemplos: Os pais em relação aos filhos / O Diretor do Presídio em relação aos presosrelação aos presos Obs: Mencionando a lei “dever legal” obrigações de ordem moral ou Obs: Mencionando a lei “dever legal” obrigações de ordem moral ou religiosa não são consideradas para a análise da omissão imprópria.religiosa não são consideradas para a análise da omissão imprópria. DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CRIMES OMISSIVO IMPRÓPRIO/IMPUROCRIMES OMISSIVO IMPRÓPRIO/IMPURO b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultadob) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado A regra incide nas hipóteses em que o dever não decorre da lei, masA regra incide nas hipóteses em que o dever não decorre da lei, mas da assunção voluntária do encargo de zelar pelo bem jurídico tuteladoda assunção voluntária do encargo de zelar pelo bem jurídico tutelado (relações contratuais / relações da vida cotidiana)(relações contratuais / relações da vida cotidiana) Exemplos: O guia em relação aos alpinistas/ o salva-vidas em relação aos Exemplos: O guia em relação aos alpinistas/ o salva-vidas em relação aos banhistas / a babá em relação a criançabanhistas / a babá em relação a criança c) com seu comportamente anterior, criou o risco da ocorrência do c) com seu comportamente anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.resultado. Exemplos: o nadador exímio que convida alguém que não sabe nadar Exemplos: o nadador exímio que convida alguém que não sabe nadar para atravessar um rio / agente que joga cigarro aceso em um matagalpara atravessar um rio / agente que joga cigarro aceso em um matagal DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I OMISSÃO PRÓPRIA X OMISSÃO IMPRÓPRIAOMISSÃO PRÓPRIA X OMISSÃO IMPRÓPRIA - dever de agir (dever genérico)- dever de agir (dever genérico) - dever de agir para evitar o resultado- dever de agir para evitar o resultado (dever jurídico)(dever jurídico) - o Dever de agir decorre de clausula - o Dever de agir decorre de clausula geral (e não do próprio tipo incrimi-geral (e não do próprio tipo incrimi- nador)nador) - presente o dever jurídico de agir e - presente o dever jurídico de agir e evitar o resultado, o omitente res-evitar o resultado, o omitente res- ponde por crime comissivo por ponde por crime comissivo por omissão (omitente = garante/omissão (omitente = garante/ garantidor)garantidor) - dever de agir decorre do tipo- dever de agir decorre do tipo - o agente responde por crime- o agente responde por crime omissivoomissivo DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I A babá que distraida com o ultimo capitulo da novela, observa impassível A babá que distraida com o ultimo capitulo da novela, observa impassível o sufocamento da criança sob os seus cuidados comete crime:o sufocamento da criança sob os seus cuidados comete crime: (A) omissivo impróprio(A) omissivo impróprio (B) omissivo próprio(B) omissivo próprio (C) omissivo por comissão(C) omissivo por comissão (D) comissivo impróprio(D) comissivo impróprio (E) comissivo próprio(E) comissivo próprio João e José estão na praia e resolvem entrar no mar. Em determinado João e José estão na praia e resolvem entrar no mar. Em determinado momento eles começam a se afogar. Havia naquele local um salva-vidas momento eles começam a se afogar. Havia naquele local um salva-vidas que, ao avistar apenas João, notou que ele era seu desafeto e se recusou a que, ao avistar apenas João, notou que ele era seu desafeto e se recusou a salvá-lo; próximo a eles havia também um surfista, esta avistou apenas salvá-lo; próximo a eles havia também um surfista, esta avistou apenas José pedindo socorro, mas, por ser seu inimigo, não atendeu aos pedidos José pedindo socorro, mas, por ser seu inimigo, não atendeu aos pedidos dele, resolvendo sair do local. As duas pessoas acabam se afogando e dele, resolvendo sair do local. As duas pessoas acabam se afogando e morrendo. Em relação ao caso qual das alternativas está correta?morrendo. Em relação ao caso qual das alternativas está correta? (A) o salva-vidas responde por homicídio doloso por omissão(A) o salva-vidas responde por homicídio doloso por omissão (B) o salva-vidas responde por omissão de socorro(B) o salva-vidas responde por omissão de socorro (C) o surfista responde por homicídio doloso por omissão(C) o surfista responde por homicídio doloso por omissão (D) a conduta do surfista é atípica(D) a conduta do surfista é atípica (E) o surfista responde por homicídio culposo(E) o surfista responde por homicídio culposo DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTACAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA 1) Caso fortuito ou força maior1) Caso fortuito ou força maior – fatos imprevisíveis ou inevitáveis não – fatos imprevisíveis ou inevitáveis não dominados pela vontade do homem.dominados pela vontade do homem. 2) Involuntariedade2) Involuntariedade– ausência de capacidade do agente de dirigir sua – ausência de capacidade do agente de dirigir sua conduta de acordo com uma finalidade predeterminada.conduta de acordo com uma finalidade predeterminada. 2-a) estado de inconsciência completa2-a) estado de inconsciência completa (sonambulismo, hipnóse) (sonambulismo, hipnóse) 2-b) movimentos reflexos2-b) movimentos reflexos (reação automática do organismo a um (reação automática do organismo a um estimulo externo – desprovida de elemento anímico)estimulo externo – desprovida de elemento anímico) 3) coação física irresistível (vis absoluta) 3) coação física irresistível (vis absoluta) – o agente, emrazão de força – o agente, emrazão de força física externa, é incapaz de determinar seus movimentos de acordo com física externa, é incapaz de determinar seus movimentos de acordo com sua vontade sua vontade DIREITO PENAL IDIREITO PENAL I CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTACAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA CRIMECRIME fato típico + antijurídico + culpávelfato típico + antijurídico + culpável conduta + resultado + nexo de causalidade + tipicidadeconduta + resultado + nexo de causalidade + tipicidade conduta + resultado + nexo de causalidade + tipicidadeconduta + resultado + nexo de causalidade + tipicidade fato típico + antijurídico + culpávelfato típico + antijurídico + culpável CRIMECRIME CONCLUSÃOCONCLUSÃO Um sujeito sofre de estados de sonambulismo desde os cinco anos de idade. Já Um sujeito sofre de estados de sonambulismo desde os cinco anos de idade. Já com 32 anos de idade, em determinada noite, ele se levanta sonâmbulo e caminha com 32 anos de idade, em determinada noite, ele se levanta sonâmbulo e caminha pela casa. Chegando à área de lazer, aproxima-se dos itens de churrasco e pela casa. Chegando à área de lazer, aproxima-se dos itens de churrasco e empunha uma faca de 30 cm. Quando o irmão desse sujeito toca a lombar dele empunha uma faca de 30 cm. Quando o irmão desse sujeito toca a lombar dele para levá-lo à cama, de súbito, o sujeito vira e desfere uma facada certeira no para levá-lo à cama, de súbito, o sujeito vira e desfere uma facada certeira no estômago do irmão que, em alguns minutos, perde sangue e agoniza até a morte. O estômago do irmão que, em alguns minutos, perde sangue e agoniza até a morte. O sujeito retorna para o quarto e continua seu sono.sujeito retorna para o quarto e continua seu sono. Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o referido sujeito:Com base nesse caso hipotético, é correto afirmar que o referido sujeito: (A) praticou o crime de homicídio doloso consumado, pois, ao estocar o irmão, a (A) praticou o crime de homicídio doloso consumado, pois, ao estocar o irmão, a respectiva ação era dirigida para o fim de matá-lo – animus necandi – respectiva ação era dirigida para o fim de matá-lo – animus necandi – configurando o dolo direito de primeiro grau.configurando o dolo direito de primeiro grau. (B) não praticou crime, pois o respectivo estado de inconsciência consiste em (B) não praticou crime, pois o respectivo estado de inconsciência consiste em causa de exclusão da culpabilidade.causa de exclusão da culpabilidade. (C) praticou o crime de homicídio culposo consumado, pois foi imprudente em (C) praticou o crime de homicídio culposo consumado, pois foi imprudente em estocar o irmão, mesmo sem vontade explícita e em estado de sonambulismo.estocar o irmão, mesmo sem vontade explícita e em estado de sonambulismo. (D) não praticou crime, pois o respectivo estado de inconsciência é uma hipótese (D) não praticou crime, pois o respectivo estado de inconsciência é uma hipótese de ausência de ação e, portanto, irrelevante sob o ponto de vista jurídico-penal, de ausência de ação e, portanto, irrelevante sob o ponto de vista jurídico-penal, haja vista que o conceito de ação tem uma função limitadora no finalismo, haja vista que o conceito de ação tem uma função limitadora no finalismo, excluindo qualquer movimento corporal que não se encaixe no próprio conceito de excluindo qualquer movimento corporal que não se encaixe no próprio conceito de ação.ação. (E) praticou o crime de homicídio doloso consumado, pois tal estado de (E) praticou o crime de homicídio doloso consumado, pois tal estado de inconsciencia está a exigir uma relação de causalidade, bem como a assunção do inconsciencia está a exigir uma relação de causalidade, bem como a assunção do risco de produzir o resultadorisco de produzir o resultado Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30