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SCHEILA WILDNER EMBRIOLOGIA M3 – PR2 
 
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Desenvolvimento do Sistema Urogenital
✓ O sistema urogenital é dividido funcionalmente em duas partes embriologicamente diferentes: o sistema urinário 
e o sistema genital; entretanto, elas são estreitamente associadas. 
✓ O sistema urogenital inclui todos os órgãos envolvidos na reprodução e na formação e eliminação da urina. 
✓ Embriologicamente, os sistemas são intimamente associados, especialmente durante seus estádios iniciais de 
desenvolvimento. 
✓ O sistema urogenital se desenvolve a partir do mesênquima (mesoderme) intermediário (tecido conjuntivo 
embrionário primordial que consiste em células mesenquimais) derivadas da parede corporal dorsal do embrião. O 
mesênquima é principalmente responsável pela formação do rim e da genitália interna e de seus ductos. 
✓ Inicialmente, os ductos excretórios de ambos os sistemas entram em uma cavidade comum, a cloaca. 
 
 
 
✓ Durante o dobramento do embrião no plano horizontal o mesênquima é movido ventralmente e perde sua conexão 
com os somitos (D). Uma elevação longitudinal do mesoderma, a crista urogenital, forma-se em cada lado da aorta 
dorsal (D e F). A parte da crista que dá origem ao sistema urinário é o cordão nefrogênico (D-F); a parte da crista 
que dá origem ao sistema genital é a crista gonadal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SCHEILA WILDNER EMBRIOLOGIA M3 – PR2 
 
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Desenvolvimento do Sistema Urinário 
DESENVOLVIMENTO DE RINS E URETERES 
 
✓ Três conjuntos de rins sucessivos desenvolvem-se nos embriões. 
1. O primeiro conjunto, os pronefros, é rudimentar. 
2. O segundo conjunto, os mesonefros, funciona brevemente durante o período fetal inicial. 
3. O terceiro conjunto, os metanefros, forma os rins permanentes. 
 
PRONEFRO 
 
 Os pronefros são estruturas transitórias 
bilaterais que aparecem inicialmente na 
quarta semana. 
 Eles são representados por algumas coleções 
de célu las e estruturas tubulares na região do 
pescoço em desenvolvimento. 
 Eles se originam a partir de unidades 
excretórias vestigiais, os nefrótomos, que 
regridem antes que se formem outros mais 
caudais; 
 Os ductos pronéfricos percorrem caudalmente 
e se abrem dentro da cloaca, a câmara dentro da qual o intestino posterior e o alantoide se esvaziavam. 
 Os pronefros logo degeneram; no entanto, a maioria das partes dos ductos persiste e é usada pelo segundo conjunto 
de rins. 
 
 
 
 
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MESONEFRO 
 
 O mesonefro e os ductos mesonéfricos são derivados do mesoderma 
intermediário oriundo da região dos segmentos torácicos superiores 
até os lombares superiores (L3). 
 Os mesonefros funcionam como rins temporários durante 
aproximadamente 4 semanas, até que os rins permanentes se 
desenvolvam e funcionem. 
 No início da quarta semana durante a regressão do sistema 
pronéfrico, aparecem os primeiros túbulos excretores do 
mesonefro. Eles se alongam rapidamente, formam uma alça em 
feitio de “S” e envolvem o tufo de capilares que formará o 
glomérulo em sua extremidade medial. 
 Ao redor do glomérulo, os túbulos formam a cápsula de Bowman, 
e, em conjunto, essas estruturas constituem o 
 corpúsculo renal. Lateralmente, o túbulo desemboca no ducto coletor lateral, conhecido como ducto mesonéfrico 
ou wolffiano. 
 Os rins mesonéfricos consistem em glomérulos (10-50 
por rim) e túbulos mesonéfricos. 
 Os túbulos se abrem para dentro de ductos mesonéfricos 
bilaterais, os quais eram originalmente os ductos 
pronéfricos. Os ductos mesonéfricos se abrem dentro da 
cloaca. 
 Na metade do segundo mês, o mesonefro forma um 
grande órgão ovoide de cada lado da linha média. Pelo 
fato de a gônada em desenvolvimento se encontrar em seu 
lado medial, a crista formada por ambos os órgãos é 
conhecida como crista urogenital. 
 Enquanto os túbulos caudais ainda estão se diferenciando, os túbulos craniais e os glomérulos apresentam alterações 
degenerativas; no final do segundo mês (12ª semana), a maioria deles desapareceu. No homem, alguns túbulos 
caudais e o ducto mesonéfrico persistem e participam na formação do sistema genital; nas mulheres, ao contrário, 
eles desaparecem. 
 
 
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Desenvolvimento dos cálices e da 
pelve renal. A-C, A primeira 
bifurcação do botão uretérico forma a 
pelve renal, e a coalescência das quatro 
seguintes gerações de bifurcações 
produz os principais cálices. D, E, As 
próximas quatro gerações de 
bifurcações se Aglutinam para formar 
os cálices menores do sistema coletor 
renal. F, Brotos uretéricos continuam a 
bifurcar até a 32ª semana, produzindo 
1 a 3 milhões de dutos coletores. 
 
 
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METANEFRO 
 
 Os metanefros, ou os primórdios dos rins permanentes, começam a se desenvolver na quinta semana e se tornam 
funcionais aproximadamente 4 semanas mais tarde. As unidades 
excretórias se desenvolvem a partir do mesoderma metanéfrico, 
semelhantemente à formação do sistema mesonéfrico A formação de 
urina continua durante toda a vida fetal; a urina é excretada para 
dentro da cavidade amniótica e forma um dos componentes do 
líquido amniótico. Os rins se desenvolvem a partir de duas fontes: 
1) Broto uretérico (divertículo metanéfrico): ductos coletores dos 
rins se desenvolvem a partir dele. Dá origem ao ureter, à pelve 
renal, aos cálices maiores e menores e a aproximadamente 1 a 3 
milhões de túbulos coletores. 
2) Blastema metanefrogênico (massa metanéfrica de 
mesênquima). 
 O broto uretérico é um divertículo (evaginação) do ducto mesonéfrico próximo da sua entrada na cloaca. O blastema 
metanefrogênico é derivado da parte 
caudal do cordão nefrogênico. À medida 
que o broto uretérico se alonga, ele 
penetra no blastema, uma massa de 
mesênquima metanéfrica. 
 O pedículo do broto uretérico se torna o 
ureter. A parte cranial do broto sofre 
ramificação repetitiva, resultando na 
diferenciação do broto nos túbulos 
coletores. As quatro primeiras gerações 
de túbulos aumentam e se tornam confluentes para formar os cálices maiores. As segundas quatro gerações 
coalescem para formar os cálices menores. Com a progressão do desenvolvimento, os túbulos coletores da quinta 
geração e das gerações subsequentes se alongam consideravelmente e convergem para o cálice menor, formando a 
pirâmide renal A extremidade de cada túbulo coletor arqueado induz uma coleção de células mesenquimais no 
blastema metanefrogênico a formarem pequenas vesículas metanéfricas. Essas vesículas se alongam e se tornam 
túbulos metanéfricos. 
 
Desenvolvimento do seio 
urogenital. Entre a 4ª e a 6º 
semana, o septo urorretal divide 
a cloaca em um seio urogenital 
ventral e um anorretal dorsal. O 
seio urogenital é subdividido 
em uma bexiga presuntiva, uma 
estreita região uretral e o 
segmento fálico. A porção 
estreita da uretra na base da 
futura bexiga forma a uretra 
membranosa nas mulheres e a 
uretra membranosa e prostática 
nos homens. A porção fálica no 
seio urogenital forma o 
vestíbulo da vagina nas fêmeas 
e a uretra peniana nos machos. 
Normalmente, o alantoide se oclui para formar o úraco no adulto (ou ligamento umbilical mediano). 
 
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SISTEMA EXCRETÓRIO 
 
✓ Cada túbulo coletor recém-formado é coberto em sua extremidade distal por um capuz de tecido metanéfrico. Sob 
a influência indutora do túbulo, as células desse capuz formam pequenas vesículas, as vesículas renais, que, por 
sua vez, dão origem a pequenos túbulos com formato de “S”. 
✓ Capilares crescem na reentrância da extremidade proximal do “S” e se diferenciam em glomérulos. 
✓ Esses túbulos, junto com seus glomérulos, formam os néfrons, ou unidades excretórias. 
✓ A extremidade proximalde cada néfron forma a cápsula de Bowman, que tem um glomérulo penetrado 
profundamente nela. 
✓ A extremidade distal forma uma conexão aberta com um dos túbulos coletores, estabelecendo uma comunicação 
entre a cápsula de Bowman e a unidade coletora. 
✓ O alongamento contínuo do túbulo excretor resulta na formação do túbulo proximal convoluto, da alça de Henle e 
do túbulo convoluto distal. 
✓ Assim, o rim se desenvolve a partir de duas origens: (1) mesoderma metanéfrico, que fornece as unidades 
excretórias; e (2) o broto ureteral, que dá origem ao sistema coletor. 
✓ Os néfrons são continuamente formados até o nascimento, quando há aproximadamente um milhão deles em cada 
rim. A produção de urina começa no início da gestação, logo após a diferenciação dos capilares glomerulares, que 
começam a se formar por volta da décima semana. No nascimento, os rins têm uma aparência lobulada, mas essa 
lobulação desaparece durante o primeiro ano de vida, como resultado do crescimento contínuo dos néfrons, 
embora não haja aumento de número. 
 
 
 
 
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REGULAÇÃO MOLECULAR DO DESENVOLVIMENTO RENAL 
 
✓ A ramificação do broto uretérico é dependente da indução pelo mesênquima metanéfrico. 
✓ A diferenciação dos néfrons depende da indução pelos túbulos coletores. 
✓ O broto uretérico e o blastema metanefrogênico interagem e induzem um ao outro, um processo conhecido como 
indução recíproca, para formar os rins permanentes. 
✓ Eventos moleculares inter-relacionados que regulam o desenvolvimento dos rins: 
 Antes da indução, um fator de transcrição, WT1, é expresso no blastema metanefrogênico suportando a 
sobrevida do mesênquima até então não induzido. A expressão de Pax2, Eya1 e Sall1 é necessária para a 
expressão do fator neurotrópico derivado da glia (GDNF) no mesênquima metanéfrico. Os fatores de transcrição 
vHNF1 (HNF1 β) e GDNF desempenham um papel essencial na indução e ramificação do broto uretérico 
(morfogênese ramificada). O receptor para GDNF, c-ret, é primeiro expresso no ducto mesonéfrico, porém mais 
tarde se torna localizado na extremidade do broto uretérico. 
 A ramificação subsequente é controlada por fatores de transcrição, incluindo Emx2 e Pax2, e sinais de fatores 
de crescimento das famílias Wnt, FGF e BMP. 
 A transformação do mesênquima metanéfrico para as células epiteliais do néfron, transição mesenquimal-
epitelial, é regulada por fatores mesenquimais, incluindo Wnt4. 
 Estudos recentes mostraram que a mutação do gene do receptor para angiotensina tipo 2 pode contribuir para 
anormalidades do rim e do trato urinário. 
 
MUDANÇAS POSICIONAIS DOS RINS 
 
✓ Inicialmente, os rins permanentes primordiais situam-se próximos um do outro na pelve, ventrais ao sacro. 
✓ À medida que o abdome e a pelve crescem, os rins gradualmente se posicionam no abdome e se afastam. 
✓ Os rins atingem sua posição adulta durante o começo do período fetal. 
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✓ Essa “ascenção” resulta principalmente do crescimento do corpo do embrião caudal aos rins. De fato, a parte caudal 
do embrião cresce afastando-se dos rins, de modo que eles, progressivamente, ocupam sua posição normal em cada 
lado da coluna vertebral. 
✓ Inicialmente, o hilo de cada rim (depressão do bordo medial), onde os vasos sanguíneos, ureter e nervos entram e 
saem, situa-se ventralmente, contudo, à medida que os rins mudam de posição, o hilo rota medialmente quase 90°. 
Pela nona semana, os hilos estão direcionados anteromedialmente. 
✓ Finalmente, os rins se tornam estruturas retroperitoneais (externas ao peritônio) na parede abdominal posterior. 
Nessa época, os rins entram em contato com as glândulas suprarrenais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Deslocamento normal e anormal dos rins. A, B, Os 
metanefros normalmente mudam da região sacral para 
a posição lombar definitiva entre a 6a e a 9a semana. 
C, Raramente o rim pode falhar na mudança, 
resultando no rim pélvico (em azul). D, Se o polo 
inferior dos metanefros estabelecer contato e se fundir 
antes da mudança, o resultado será um rim em 
ferradura (em azul) preso à artéria mesentérica inferior 
 
 
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SUPRIMENTO SANGUÍNEO DOS RINS 
 
Durante as alterações nas posições dos rins, estes recebem seu suprimento sanguíneo de vasos que estão próximos a 
eles. 
✓ Inicialmente, as artérias renais são ramos das artérias ilíacas comuns. 
✓ Mais tarde, os rins recebem seu suprimento sanguíneo da extremidade distal da aorta abdominal. 
✓ Quando os rins são localizados em um nível mais alto, eles recebem novos ramos da aorta. Normalmente, os ramos 
caudais dos vasos renais sofrem involução e desaparecem. 
✓ As posições dos rins se tornam fixas, uma vez que os rins entram em contato com as glândulas suprarrenais na nona 
semana. Os rins recebem seus ramos arteriais mais craniais da aorta abdominal; esses ramos se tornam as artérias 
renais permanentes. A artéria renal direita é mais longa e muitas vezes está em uma posição mais superior que a 
artéria renal esquerda. 
 
O rim definitivo formado a partir dos metanefros se torna funcional por volta da 12a semana. A urina é 
depositada na cavidade amniótica e se mistura ao líquido amniótico que é engolido pelo feto e reciclado pelos 
rins. Durante a vida fetal, os rins não são responsáveis pela excreção de escórias metabólicas, uma vez que a 
placenta realiza essa função. 
 
DESENVOLVIMENTO DA BEXIGA URINÁRIA E URETRA 
 
✓ Entre a quarta e a sétima semanas do desenvolvimento, 
a cloaca se divide em seio urogenital anteriormente e 
em canal anal posteriormente. 
✓ O septo urorretal é uma camada de mesoderma entre o 
canal anal primitivo e o seio urogenital. A ponta do septo 
formará o corpo perineal, um local de inserção de vários 
músculos perineais. 
✓ Para fins descritivos, o seio urogenital é dividido em três 
partes: 
1. Uma parte vesical que forma a maior parte da 
bexiga urinária e é contínua com a alantoide. É a porção maior e superior. Inicialmente, a bexiga é contínua ao 
alantoide, mas, quando o lúmen do alantoide é obliterado, permanece um cordão fibroso espesso, o úraco, que 
conecta o ápice da bexiga ao umbigo. No adulto, ele forma o ligamento umbilical médio. 
2. Uma parte pélvica que se torna a uretra no colo da bexiga; a parte prostática da uretra em homens e a uretra 
inteira em mulheres. 
3. Uma parte fálica que cresce na direção do tubérculo genital (primórdio do pênis ou do clitóris). 
✓ A bexiga se desenvolve principalmente a partir da parte vesical do seio urogenital. 
✓ O epitélio inteiro da bexiga é derivado do endoderma da parte vesical do seio urogenital, ou parte ventral da cloaca. 
As outras camadas da sua parede se desenvolvem do mesênquima esplâncnico adjacente. 
✓ Durante a diferenciação da cloaca, as porções caudais dos ductos mesonéfricos são absorvidas pela parede da bexiga 
urinária. Consequentemente, os ureteres, que inicialmente brotaram dos ductos mesonéfricos, penetram 
separadamente na bexiga. Como resultado da ascensão dos rins, os óstios dos ureteres se movem para uma posição 
mais afastada cranialmente; já aqueles dos ductos mesonéfricos se movem juntos para penetrar na uretra prostática 
e, no homem, se tornar os ductos ejaculatórios. Uma vez que tanto os ductos mesonéfricos quanto os ureteres se 
originam no mesoderma, a mucosa da bexiga formada pela incorporação dos ductos (o trígono vesical) também é 
mesodérmica. Com o tempo, o revestimento mesodérmico do trígono é substituído por epitélio endodérmico, de 
modo que, finalmente, o interior da bexiga é completamente revestido pelo epitélio endodérmico. 
✓ Em bebês e crianças, a bexiga urinária, mesmo quando vazia, situa-se no abdome. Ela começa a entrar na pelve 
maior por volta dos 6 anos de idade; entretanto, a bexiga só entra na pelve menor e se torna um órgão pélvico após 
a puberdade.SCHEILA WILDNER EMBRIOLOGIA M3 – PR2 
 
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✓ O ápice da bexiga em adultos é contínuo com o ligamento umbilical mediano, que se estende posteriormente ao 
longo da superfície posterior da parede abdominal anterior. 
 
 
 
 
DESENVOLVIMENTO DA URETRA 
 
✓ O epitélio da maior parte da uretra masculina e da uretra feminina inteira é derivado do endoderma do seio 
urogenital. 
✓ A parte distal da uretra na glande do pênis é derivada de um cordão sólido de células ectodérmicas, o qual cresce 
para dentro a partir da extremidade da glande do pênis e se une ao resto da uretra esponjosa. 
✓ Consequentemente, o epitélio da parte terminal da uretra é derivado do ectoderma da superfície. 
✓ O tecido conjuntivo e o músculo liso da uretra em ambos os sexos são derivados do mesênquima esplâncnico 
(visceral). 
✓ No final do terceiro mês, o epitélio da uretra prostática começa a proliferar e forma vários brotamentos que penetram 
o mesênquima circunjacente. No homem, esses brotos formam a próstata. Na mulher, a porção cranial da uretra dá 
origem às glândulas uretrais e parauretrais. 
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DESENVOLVIMENTO DAS GLÂNDULAS SUPRARRENAIS 
 
✓ O córtex e a medula das glândulas suprarrenais (glândulas adrenais) têm origens diferentes. 
✓ O córtex se desenvolve a partir do mesênquima e a medula se desenvolve a partir de células da crista neural. 
✓ Durante a sexta semana, o córtex começa como uma agregação de células mesenquimais em cada lado do embrião 
entre a raiz do mesentério dorsal e a gônada em desenvolvimento. As células que formam a medula são derivadas 
de um gânglio simpático adjacente, o qual é derivado de células da crista neural. 
✓ Inicialmente, as células da crista neural formam uma massa no lado medial do córtex embrionário. À medida que 
elas são rodeadas pelo córtex, as células se diferenciam nas células secretoras da medula suprarrenal. 
✓ Posteriormente, mais células mesenquimais se originam do mesotélio (uma camada única de células achatadas) e 
envolvem o córtex. Essas células dão origem ao córtex permanente da glândula suprarrenal. 
✓ Estudos imuno-histoquímicos identificaram uma “zona transicional” que é localizada entre o córtex permanente e 
o córtex fetal. Foi sugerido que a zona fasciculada é derivada dessa terceira camada. A zona glomerulosa e a zona 
fasciculada estão presentes ao nascimento, mas a zona reticular não é reconhecível até o término do terceiro ano. 
✓ Em relação ao peso corporal, as glândulas suprarrenais do feto são 10 a 20 vezes maiores que as glândulas adultas 
e são grandes em comparação com os rins. Essas grandes glândulas resultam do tamanho extenso do córtex fetal, o 
qual produz precursores esteroides que são usados pela placenta para síntese de estrogênio. 
✓ A medula suprarrenal permanece relativamente pequena até o nascimento. 
✓ A glândulas suprarrenais rapidamente se tornam menores à medida que o córtex fetal regride durante o primeiro ano 
da infância. As glândulas perdem aproximadamente um terço do seu peso durante as primeiras 2 a 3 semanas do 
período neonatal, e elas não recuperam o seu peso original até o fim do segundo ano. 
 
 
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Desenvolvimento do Sistema Genital
✓ A determinação e a manifestação sexuais começam com a determinação sexual genética (46, XX ou 46, XY), que 
ocorre na fertilização. 
✓ A diferenciação sexual é um processo complexo que envolve muitos genes, incluindo alguns autossômicos. A chave 
para o dimorfismo sexual é o cromossomo Y, que contém o gene determinante de testículos chamado SRY (região 
determinante do sexo no Y) em seu braço curto (Yp11). O produto proteico desse gene é um fator de transcrição que 
inicia uma cascata de genes que determinam o destino dos órgãos sexuais rudimentares. A proteína SRY é o fator 
determinante do testículo; sob sua influência, ocorre o desenvolvimento masculino; em sua ausência, se 
estabelece o desenvolvimento feminino. 
✓ Em indivíduos de ambos os sexos, a formação e a diferenciação das gônadas têm início com a chegada das 
células germinativas primordiais ao mesoderma intermediário. As células germinativas primordiais normalmente 
migram do saco vitelino, através do mesentério dorsal, para preencher o mesênquima da parede posterior do corpo 
em uma área próxima ao décimo segmento torácico durante a 5ª semana. Uma vez lá, eles se deslocam para a área 
adjacente ao epitélio celômico, localizado medial e ventralmente em relação aos rins mesonéfricos em 
desenvolvimento. Em resposta, o epitélio celômico de cada lado se prolifera, torna‑se mais espesso e, junto com as 
células germinativas primordiais, forma um par de cristas genitais. 
 
 
 
 
Na foto acima: Formação das cristas genitais e dos ductos paramesonéfricos. A, D, Durante a 5ª e a 6ª semanas, as cristas genitais se formam na 
parede abdominal posterior, medialmente aos mesonefros em desenvolvimento, em resposta à colonização pelas células germinativas primordiais 
(pontos negros), que migram a partir do saco vitelínico. B, Cada ducto paramesonéfrico se desenvolve a partir de uma invaginação e da 
proliferação de células epiteliais celômicas que se estendem caudalmente (seta) ao lado e paralelamente ao ducto mesonéfrico. C, Relação dos 
ductos mesonéfricos e paramesonéfricos entre si e com as gônadas e rins em desenvolvimento. D, As células germinativas primordiais 
induzem o epitélio celômico que reveste a cavidade peritoneal a proliferar e formar as células somáticas de sustentação. 
 
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✓ Durante a 6a semana, as células derivadas de cada epitélio celômico formam células somáticas de sustentação, que 
então envolvem completamente as células germinativas. As células somáticas de sustentação são essenciais para o 
desenvolvimento das células germinativas no interior das gônadas; se estas células não envolvem as células 
germinativas, estas se degeneram. Depois da 6a semana, essas células somáticas de sustentação seguem destinos 
diferentes em machos e fêmeas. 
✓ Também durante a 6ª semana, um novo par de ductos, os ductos paramesonéfricos (ou ductos de Müller), começa 
a se formar lateralmente aos ductos mesonéfricos em embriões de ambos os sexos, masculino e feminino. Estes 
ductos surgem pela invaginação craniocaudal de uma banda de células epiteliais celômicas espessadas em 
proliferação que se estende a partir do terceiro segmento torácico caudalmente para a parede posterior do seio 
urogenital. As extremidades caudais dos ductos paramesonéfricos então crescem para se unir à uretra pélvica em 
desenvolvimento, medialmente às aberturas dos ductos mesonéfricos direitos e esquerdos. As extremidades caudais 
dos dois ductos paramesonéfricos se aderem uma à outra um pouco antes de entrarem em contato com a uretra 
pélvica em desenvolvimento. As extremidades cranianas dos ductos paramesonéfricos formam aberturas em forma 
de funil para o celoma. 
✓ No final da 6ª semana, os sistemas genitais masculino e feminino são indistinguíveis pela aparência, embora 
diferenças celulares sutis já possam estar presentes. Em ambos os sexos, as células germinativas e as células 
somáticas de sustentação estão presentes nas futuras gônadas e os ductos mesonéfricos e paramesonéfricos 
completos encontram‑se lado a lado. A fase ambissexual ou bipotencial de desenvolvimento genital termina 
neste estágio. Da 7ª semana em diante, os sistemas masculino e feminino seguem vias diferentes. 
 
DESENVOLVIMENTO DAS GÔNADAS 
 
✓ Um único fator determinante do sexo parece controlar a cascata de eventos que leva ao desenvolvimento masculino. 
Este fator de transcrição determinante do sexo é codificado pelo gene SRY (região determinante do sexo do 
cromossoma y). 
✓ Quando este fator de transcrição é expresso nas células somáticas de sustentação das futuras gônadas 
indiferenciadas, o desenvolvimento masculinoé desencadeado. Este passo é chamado de determinação sexual 
primária. Caso este fator esteja ausente ou defeituoso, ocorre o desenvolvimento feminino. 
✓ Desta forma, a feminilidade vem sendo descrita como o caminho de desenvolvimento básico para o embrião 
humano. O desenvolvimento ovariano e a feminilidade é um processo passivo (padrão) e não ativo. 
✓ Embora o sexo do embrião seja determinado geneticamente no momento da fertilização, as gônadas não adquirem 
características morfológicas masculinas ou femininas até a sétima semana do desenvolvimento. 
✓ As gônadas aparecem inicialmente como um par de cristas, as cristas genitais ou gonadais. Elas são formadas por 
proliferação do epitélio celomático e condensação do mesênquima subjacente. As células germinativas não 
aparecem nas cristas genitais até a sexta semana do desenvolvimento. 
✓ As células germinativas primordiais se originam no epiblasto, migram através da linha primitiva e, por volta da 
terceira semana, residem entre as células endodérmicas na parede da vesícula vitelínica, próximo ao alantoide. 
Durante a quarta semana, elas migram por meio de movimento ameboide ao longo do mesentério dorsal do intestino 
posterior, chegando às gônadas primitivas no início da quinta semana e invadindo as cristas genitais na sexta semana. 
Se elas não conseguem alcançar as cristas, as gônadas não se desenvolvem. Assim, as células germinativas 
primordiais têm uma influência indutora sobre o desenvolvimento das gônadas em ovários ou testículos. 
✓ Um pouco antes e durante a chegada das células germinativas primordiais, o epitélio do sulco genital prolifera e as 
células epiteliais penetram o mesênquima subjacente. Ali, elas formam vários cordões de formato irregular, os 
cordões sexuais primitivos. Tanto no embrião masculino quanto no feminino, esses cordões estão conectados ao 
epitélio superficial; a diferenciação entre gônada feminina e masculina é impossível neste momento, de modo que 
as gônadas são chamadas de indiferenciadas. 
 
DESENVOLVIMENTO DAS GÔNADAS MASCULINAS 
 
✓ O primeiro evento no desenvolvimento genital masculino é a expressão da proteína SRY no interior das células 
somáticas de sustentação da gônada XY. Sob a influência deste fator as células somáticas de sustentação começam 
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a se diferenciar em células de Sertoli e envolver as células germinativas. Caso o SRY esteja ausente (nas gônadas 
XX), as células somáticas de sustentação irão se diferenciar em células foliculares ovarianas, que envolvem as 
células germinativas. 
✓ O SRY é um gene de cópia única localizado no cromossoma Y. O gene SRY, um fator de transcrição, é ativado 
apenas por um curto período no interior das células somáticas gonadais e parece suprarregular genes testiculares 
específicos e reprimir os genes ovarianos. A expressão do SRY é primeiramente detectada 41 a 44 dias após a 
ovulação e lá permanece detectável até o 52º dia. 
✓ Se o embrião for geneticamente masculino, as células germinativas primordiais carreiam um complexo 
cromossômico sexual XY. Sob a influência do gene SRY no cromossomo Y, que codifica o fator determinante do 
testículo, os cordões sexuais primitivos continuam a proliferar e a penetrar fundo na medula, formando os testículos 
ou cordões medulares. Na direção do hilo da glândula, os cordões se fragmentam em uma rede de pequenos fios 
celulares que, mais tarde, dão origem aos túbulos da rede testicular. Com a continuação do desenvolvimento, uma 
camada densa de tecido conjuntivo fibroso, a túnica albugínea, separa os cordões testiculares do epitélio 
superficial. 
✓ No quarto mês, os cordões testiculares adquirem um formato de ferradura, e suas extremidades são contínuas com 
aquelas da rede testicular. Os cordões testiculares agora são compostos por células germinativas primitivas e por 
células de sustentação denominadas células de Sertoli, derivadas do epitélio superficial da glândula. 
✓ As células intersticiais de Leydig, derivadas do mesênquima original do sulco gonadal, encontram-se entre os 
cordões testiculares. Elas começam a se desenvolver um pouco depois do início da diferenciação desses cordões. 
Na oitava semana de gestação, as células de Leydig começam a produção de testosterona, influenciando a 
diferenciação sexual dos ductos genitais e da genitália externa. 
✓ Os cordões testiculares permanecem sólidos até a puberdade, quando adquirem um lúmen, formando, assim, os 
túbulos seminíferos. Uma vez que os túbulos seminíferos são canalizados, eles se juntam aos túbulos da rede 
testicular, que, por sua vez, entram em contato com os dúctulos eferentes. Esses dúctulos eferentes são as porções 
remanescentes dos túbulos excretórios do sistema mesonéfrico. Eles conectam a rede testicular ao ducto 
mesonéfrico, ou wolffiano, que se torna o ducto deferente. 
✓ Na puberdade, os cordões testiculares se canalizam e se diferenciam em um sistema de túbulos seminíferos. Na 
região adjacente aos mesonefros e desprovida de células germinativas, as células de Sertoli se organizam em um 
grupo de ductos de paredes finas denominado rede testicular. Na puberdade, a rede testicular, que conecta os túbulos 
seminíferos com um número limitado de túbulos mesonéfricos (futuros dúctulos eferentes), canaliza‑se para formar 
uma conexão entre os túbulos seminíferos e os ductos mesonéfricos. Posteriormente, os ductos mesonéfricos se 
desenvolvem, no homem, em epidídimos, ductos espermáticos ou ductos deferentes e vesículas seminais. 
✓ Durante a 7ª semana, os testículos começam a assumir o formato arredondado e reduzem sua área de contato com 
os mesonefros. À medida que os testículos continuam seu desenvolvimento, o epitélio celômico é separado dos 
cordões testiculares por uma camada intermediária de tecido conjuntivo denominada túnica albugínea. 
 
 
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DESENVOLVIMENTO DAS GÔNADAS FEMININAS 
 
✓ Em embriões femininos com um complemento cromossômico sexual XX e nenhum cromossomo Y, os cordões 
sexuais primitivos se dissociam em conjuntos celulares irregulares. Esses conjuntos, que contêm grupos de células 
germinativas primitivas, ocupam a porção medular do ovário. Mais tarde, eles desaparecem e são substituídos por 
um estroma vascular que forma a medula ovariana. 
✓ Os cordões gonadais não são proeminentes no ovário em desenvolvimento, mas eles se estendem adentro da medula 
e formam uma rete ovarii rudimentar. Essa rede de canais e os cordões gonadais normalmente degeneram e 
desaparecem. 
✓ Os cordões corticais estendem-se do epitélio de superfície do ovário em desenvolvimento para dentro do 
mesênquima subjacente durante o período fetal inicial. Esse epitélio é derivado do mesotélio do peritônio. À medida 
que os cordões corticais aumentam em tamanho, as células germinativas primordiais são incorporadas neles. 
Aproximadamente com 16 semanas, esses cordões começam a se romper em grupos de células isoladas, ou folículos 
primordiais, cada um dos quais contém uma oogônia (célula germinativa primordial). Os folículos são rodeados 
por uma camada única de células foliculares achatadas derivadas do epitélio de superfície. A mitose ativa das 
oogônias ocorre durante a vida fetal, produzindo os folículos primordiais. 
✓ Não se formam oogônias após o nascimento. Embora muitas oogônias degenerem antes do nascimento, os 2 
milhões de oogônicas, ou em torno disso que permanecem, crescem e tornam-se oócitos primários. Após o 
nascimento, o epitélio de superfície do ovário se achata para formar uma camada única de células contínuas com o 
mesotélio do peritônio no hilo do ovário, no qual os vasos e os nervos entram ou saem. O epitélio da superfície se 
torna separado dos folículos no córtex por uma cápsula fibrosa fina, a túnica albugínea. À medida que o ovário se 
separa do mesonefro em regressão, ele fica suspenso por um mesentério, o mesovário. 
 
Na foto ao lado: Comparaçãodo 
desenvolvimento gonadal 
humano masculino e feminino 
em nível tissular. Os sistemas 
genitais masculinos e femininos 
são praticamente idênticos até a 
7a semana. No homem, a 
proteína SRY faz com que as 
células somáticas de sustentação 
se diferenciem em células de 
Sertoli. As células de Sertoli, 
juntamente com as células 
germinativas e as células 
precursoras mioepiteliais, então 
se organizam em cordões 
testiculares e túbulos da rete 
testis. O AMH produzido pelas 
células de Sertoli faz com que os 
ductos paramesonéfricos 
regridam. As células de Leydig 
também se desenvolvem e, por 
sua vez, produzem testosterona, 
o hormônio que estimula o 
desenvolvimento do sistema 
ductal genital masculino. Na 
ausência de SRY, as células 
somáticas de sustentação se 
diferenciam em células 
foliculares e circundam as células germinativas para formar os folículos primordiais, as células de Leydig não se desenvolvem e o 
ducto mesonéfrico se degenera, ao passe que o ducto paramesonéfrico é mantido, formando o sistema ductal genital feminino. 
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DESENVOLVIMENTO DA GENITÁLIA EXTERNA 
 
✓ O início do desenvolvimento da genitália externa é semelhante em homens e mulheres. 
✓ O septo urorretal separa o seio urogenital do canal anorretal. Enquanto isso, o mesoderma anterior e cranial ao 
segmento fálico do seio urogenital se expande, gerando o tubérculo genital, que eventualmente forma o falo. 
✓ Com a ruptura da membrana cloacal, a maior parte do assoalho do segmento fálico do seio urogenital é perdida, ao 
passo que o teto do segmento fálico se expande ao longo da superfície inferior do tubérculo genital à medida que o 
tubérculo genital aumenta. Esta extensão endodérmica forma a placa urogenital (ou placa uretral). Em sua 
extremidade distal, remanescentes da membrana cloacal adjacentes ao tubérculo genital permanecem como a placa 
da glande. 
✓ No início da 5a semana, um par de intumescências denominadas pregas urogenitais (ou pregas cloacais) 
desenvolve‑se em ambos os lados da placa urogenital por meio de uma expansão do mesoderma subjacente ao 
ectoderma. Distalmente, essas pregas se encontram e se juntam ao tubérculo genital. Do mesmo modo, há uma 
expansão do mesoderma subjacente que flanqueia a membrana anal, formando as pregas anais. Em seguida, um 
novo par de intumescências, as intumescências labioescrotais, aparece em ambos os lados das pregas uretrais. 
 
 GENITÁLIA EXTERNA FEMININA: 
✓ O falo primordial no feto feminino gradualmente se torna o clitóris. O clitóris é ainda relativamente grande com 18 
semanas. As pregas uretrais não se fusionam, exceto posteriormente, quando elas se juntam para formar o frênulo 
dos pequenos lábios. As partes não fusionadas das pregas urogenitais formam os pequenos lábios. As pregas 
labioescrotais se fundem posteriormente para formar a comissura labial posterior e anteriormente para formar a 
comissura labial anterior e o monte do púbis. A maior parte das pregas labioescrotais permanecem não fusionadas, 
mas se desenvolvem em duas grandes pregas de pele, os grandes lábios. 
 
 GENITÁLIA EXTERNA MASCULINA: 
✓ Durante a 6a semana, forma‑se um sulco uretral ao longo da superfície ventral da placa urogenital enquanto acontece 
o alongamento do tubérculo genital. Inicialmente, o sulco uretral e as pregas uretrais se estendem apenas até uma 
parte do caminho ao longo do eixo do falo em alongamento. Distalmente, o sulco uretral e a placa urogenital 
terminam na placa sólida da glande. Como o falo continua a se alongar, as pregas uretrais crescem uma em direção 
à outra e se fundem na linha média, começando proximalmente na região perineal e estendendo‑se distalmente para 
a glande do pênis. Isso converte o sulco uretral em uma uretra peniana tubular. Ainda não se sabe exatamente como 
a uretra humana se forma no interior da glande do pênis, mas o exame de embriões humanos sugere que a placa 
sólida da glande se canaliza e se junta à uretra peniana em desenvolvimento para formar a uretra da glande e o meato 
peniano externo. Estudos experimentais recentes em camundongos também apoiam essa hipótese. Acredita‑se que 
a hipospádia (discutida mais adiante neste capítulo) seja o resultado da falha na formação ou na fusão das pregas 
uretrais (hipospádia peniana) ou na canalização anormal da placa da glande (hipospádia da glande). 
✓ Iniciando‑se no 4o mês, os efeitos da di‑hidrotestosterona na genitália externa masculina se tornam prontamente 
perceptíveis. A região perineal que separa o seio urogenital do ânus começa a se expandir. As intumescências 
labioescrotais se fundem na linha média para formar o escroto e as pregas uretrais se fundem para fechar a uretra 
peniana. A uretra peniana é totalmente fechada até a 14a semana. 
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