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Geotecnia I O estado do solo Prof. Msc. Kaio Cézar Quemelli kaiosilva3@professor.multivix.edu.br Introdução Solo: O comportamento de um solo depende da quantidade relativa de cada uma das três fases (sólidos, água e ar). A água no solo pode se apresentar sob as seguintes formas: 2 Sólidos Água Ar a) Água de constituição: faz parte da molécula; b) Água adsorvida ou adesiva: é a película de água que envolve e adere fortemente a partícula sólida; c) Água higroscópica: é água que se encontra em um solo seco ao ar livre (fracamente ligada às partículas). Água que o solo possui quando em equilíbrio com a umidade atmosférica e à temperatura ambiente. Introdução A água no solo pode se apresentar sob as seguintes formas: 3 d) Água livre: é a água que se encontra desligada das partículas, preenchendo os vazios deixados pelos grãos (abaixo do N. A.); e) Água capilar: é aquela que em solos finos sobe pelos tubos capilares além do N. A. Quanto mais fino o solo, maior a sucção capilar. Obs.: Secar ao ar livre: retira água livre Secar em estufa: retira água livre + higroscópica Índices Físicos 4 Pa = peso do ar (desprezível) Pw = peso da água (livre + higroscópica) Ps = peso dos sólidos P = peso total do solo úmido Va = volume do ar Vw = volume da água Vs = volume dos sólidos V = volume total do solo úmido Índices Físicos Teor de umidade (h ou w, em %) Índice de vazios (e) 5 s w P P w Depende do tipo de solo e situam-se, geralmente, entre 10 e 40%. s v V V e Calculado a partir de outros índices; Situa-se, geralmente, entre 0,5 e 1,5. Índices Físicos Porosidade (n) Grau de Saturação (S) 6 V V n v Depende do tipo de solo e situa-se, geralmente, entre 30 e 70%. v w V V S Não é determinado diretamente, mas calculado. Varia de zero (solo seco) a 100% (solo saturado). Índices Físicos Peso específico dos sólidos (ou dos grãos) – γs Densidade real dos grãos (adimensional) – δ 7 s s s V P w s seco solo de volumemesmo o ocupa que água da Peso seco solo do Peso Método do picnômetro Índices Físicos Peso específico da água – γw Peso específico natural – γn Peso específico aparente seco – γd Peso específico aparente saturado – γsat Peso específico submerso – γsub 8 w w w V P V P n V Ps d V Psat sat wsatsub Índices Físicos Correlações obtidas a partir das definições anteriores: 9 w n d 1 e w sn 1 1 weS e eS wn 1 1 d se w s e w S n n e 1 e e n 1 10 Exemplo 1 11 Dada uma quantidade de solo, P = 22kgf (220N) e um volume respectivo de 12,2 litros. Deste material, extrai-se uma amostra para a qual se determina: = 2,67, Peso úmido = 70 gf (0,7N) e Peso seco = 0,58 N. Determine: a) teor de umidade b) índice de vazios c) grau de saturação d) peso específico saturado Exemplo 2 12 Em uma área de empréstimo são escavados 500 m³ de solo, o qual tem no campo um índice de vazios de 1,4. a) Qual será o volume correspondente de aterro compactado, se o índice de vazios especificado para o aterro for de 0,7. b) Sabendo-se que o teor de umidade no empréstimo é de 2%, e que o aterro depois de pronto terá uma umidade de 8%, calcule o volume d’água que deverá ser adicionado ao material escavado. Considerar = 2,65 e γw = 10 kN/m³ Compacidade das Areias O estado das areias é expresso pelo seu índice de vazios: 13 Índice de vazios mínimo Estado mais denso emin Índice de vazios máximo Estado mais fofo emax Índice de vazios naturalenat Compacidade das Areias Define-se Compacidade Relativa (CR) ou Grau de Compacidade (GC), como a relação: 14 minmax max ee ee CR nat 0 1 max min CRee CRee nat nat Compacta Fofa CR Estado CR ≤ 0,33 Fofo 0,33 0,66 Compacto Compacidade das Areias Valores típicos de e: 15 Consistência das Argilas A consistência é uma forma de caracterizar o estado natural das argilas A análise é feita em função do teor de umidade relativo aos Limites de Consistência Índice de Consistência (IC) – solos sedimentares: 16 LPLL wLL IC Consistência das Argilas 17 LPLL wLL IC Consistência IC Estado Mole 1,0 Semi-sólido ou sólido Consistência das Argilas Outra maneira é expressar o estado natural em função da “resistência” da argila 18 Consistência Resistência (kPa) Muito mole 400 Propriedades da fração argilosa dos solos 19 A fração argilosa é constituída por: Um ou mais argilo-mineral, sílica coloidal, microcristais de quartzo, óxido de ferro, matéria orgânica, etc Tais componentes refletirão no comportamento do solo a) Natureza mineralógica Caulinitas, ilitas e montmorilonitas: plasticidade e coesão crescentes; Argilas marinhas – halloysitas (silicato hidratado de alumínio) Solos lateríticos – gibsitas (hidróxido de alumínio) Propriedades da fração argilosa dos solos 20 b) Troca Catiônica As partículas de argila possuem carga elétrica negativa quando dispersas em água. Presença de cátions adsorvidos (Na+, K+, Ca++) – comportamento Estes cátions podem ser trocados c) Atividade mm IP I A 002,0% IA ≤ 0,75 → fração argilosa inativa 0,75Colocar a mão embaixo de uma torneira aberta e observar a facilidade com que a palma da mão fica limpa. Solos finos impregnam e não saem com facilidade. 28 Prospecção do subsolo Reconhecimento do subsolo Investigação preliminar Verificação das principais características do subsolo Investigação complementar ou de projeto Esclarecimento de feições relevantes Outros tipos de sondagens Investigação para a fase de execução Confirmar as condições de projeto em áreas críticas ou de grande variabilidade Prospecção do subsolo Definição do programa de investigação: Planta do terreno (planialtimétrico) Dados sobre estrutura (tipo de obra) Informações geotécnicas disponíveis Normas e códigos locais Número e locação das sondagens: Tipo de estrutura Tipo de fundação Características geotécnicas Prospecção do subsolo Quantidade de furos de sondagem (NBR 8036) Conforme área de projeção em planta: Quantidade mínima: Área de projeção 2400 De acordo com o plano da obra Prospecção do subsolo Processo executivo Locação dos furos de sondagem Marcado com a cravação de um piquete de madeira Anotar coordenadas e cota (amarração com RN) 32 Prospecção do subsolo Poços Sondagens a trado Sondagens à percussão com SPT Sondagem SPT com medição do torque (SPTT) Sondagem rotativa Sondagens mistas Ensaios de cone (CPT e CPTU) Ensaio de pressiométrico (PMT) Ensaio dilatométrico (DMT) Ensaio de palheta 33 Prospecção do subsolo Poços (NBR 9604): Escavações manuais que avançam até que se encontre o nível d’água ou até onde for estável Exame visual das paredes e fundo da escavação Permite a retirada de amostras indeformadas tipo bloco 34 Prospecção do subsolo Sondagem a trado (NBR 9603) Perfurações executas com trados Limitada ao nível d’água Amostras deformadas 35 Prospecção do subsolo Sondagem a trado (NBR 9603) 36 Prospecção do subsolo SPT – Standard Penetration Test Determinação dos tipos de solo em suas profundidades de ocorrência; Posição do nível d’água; Índice de resistência à penetração – N. ABNT NBR 6184 (2001): Solo – Sondagens de simples reconhecimento com SPT – Método de ensaio ABNT NBR 6502 (1995) e NBR 13441 (1995): Rochas e Solos ABNT NBR 7181 (1984): Análise granulométrica de solos ABNT NBR 8036 (1983): Programação de sondagens de simples reconhecimento do solo para fundações de edifícios 37 38 Prospecção do subsolo SPT – Standard Penetration Test N – Índice de resistência à penetração: Número de golpes correspondente à cravação de de 30cm de amostrador padrão, após a cravação inicial de 15cm, utilizando-se corda de sisal para levantamento do martelo padronizado, que possui 65 kg e que cai em queda-livre de uma altura de 75 cm Baixo Custo Fácil Execução Pode ser realizado em locais de difícil acesso 39 Prospecção do subsolo Sondagens à percussão com SPT Atravessa solos relativamente compactos ou duros Não ultrapassa blocos de rocha/pedregulhos O ensaio SPT é feito a cada metro de perfuração Obtenção do Índice de resistência à penetração A amostra é deformada Sondagem SPT-T Sondagem SPT 40 Sondagem SPT 41 42 Prospecção do subsolo Sondagens à percussão com SPT 43 44 (PINTO, 2006) 45 Prospecção do subsolo Amostragem indeformada Blocos indeformados Cilindro de Hilf Amostrador Shelby Pistão estacionário 46 SLIDES 03 – Capítulo 2 – O Estado do Solo GEOTECNIA I – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 47 SLIDES 03 – Capítulo 2 – O Estado do Solo GEOTECNIA I – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 48 SLIDES 03 – Capítulo 2 – O Estado do Solo GEOTECNIA I – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 49 SLIDES 03 – Capítulo 2 – O Estado do Solo GEOTECNIA I – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 50 SLIDES 03 – Capítulo 2 – O Estado do Solo GEOTECNIA I – Prof. MSc. Douglas M. A. Bittencourt 51 Amostrador Shelby 52 Amostrador de Pistão Estacionário