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CENTRO UNIVERSITÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CURSO: FISIOTERAPIA DISCIPLINA: ⁠ Avaliação do ombro 
 
 
NOME DO ALUNO: NATALIA RIBEIRO SOUTO 
 
MATRÍCULA: Up22101726 POLO: VITÓRIA DA CONQUISTA 
 
DATA:21/04/2025 
 
 
TÍTULO DO ROTEIRO: ⁠ Avaliação do ombro 
 
 INTRODUÇÃO: 
A avaliação do ombro é uma etapa essencial na investigação de disfunções 
musculoesqueléticas que acometem essa articulação complexa e altamente 
móvel. Formado pela articulação glenoumeral, esternoclavicular, 
acromioclavicular e escapulotorácica, o complexo do ombro permite uma ampla 
gama de movimentos, mas, por essa mesma razão, está sujeito a diversas 
patologias, como instabilidades, lesões do manguito rotador, capsulite adesiva, 
tendinopatias e bursites. 
O ombro é fundamental para a realização de atividades da vida diária, do 
trabalho e do esporte. Assim, limitações funcionais nessa região podem 
comprometer significativamente a qualidade de vida do indivíduo. Uma 
avaliação completa e sistemática é imprescindível para o diagnóstico 
diferencial, para o planejamento terapêutico e para o monitoramento da 
evolução clínica. 
A abordagem avaliativa do ombro deve incluir anamnese detalhada, inspeção 
postural, palpação, testes de força muscular, avaliação da amplitude de 
movimento (ativa e passiva), testes especiais e análise funcional. A utilização 
de instrumentos como goniômetro, dinamômetro ou escalas funcionais 
padronizadas também contribui para uma análise mais precisa e objetiva. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESULTADOS E DISCUSSÃO: 
A avaliação do ombro deve ser abrangente, pois se trata de uma das 
articulações mais móveis e complexas do corpo humano. A integridade 
funcional do ombro depende da harmonia entre diversas estruturas: ossos, 
músculos, tendões, ligamentos e articulações que atuam de forma coordenada 
para proporcionar estabilidade e mobilidade. 
1. Anatomia Funcional do Ombro 
O complexo do ombro é composto por quatro articulações: 
 Glenoumeral (principal articulação do ombro) 
 Acromioclavicular 
 Esternoclavicular 
 Escapulotorácica (funcional) 
Essas articulações permitem movimentos amplos em vários planos, como: 
 Flexão e extensão 
 Abdução e adução 
 Rotação interna e externa 
 Circundução 
A estabilidade articular depende principalmente da musculatura do manguito 
rotador, composto pelos músculos supraespinal, infraespinal, subescapular e 
redondo menor. 
2. Avaliação da Amplitude de Movimento (ADM) 
A goniometria é a ferramenta mais utilizada para mensurar a ADM do ombro, 
permitindo verificar possíveis limitações articulares ou assimetrias. Os valores 
de referência aproximados são: 
Movimento ADM Normal 
Flexão 0° a 180° 
Extensão 0° a 60° 
Abdução 0° a 180° 
Adução 0° a 30°–50° 
Rotação externa 0° a 90° 
Rotação interna 0° a 70° 
A avaliação deve ser feita bilateralmente, comparando os lados e observando 
presença de dor, compensações ou rigidez. 
3. Testes Especiais 
Os testes especiais auxiliam na identificação de estruturas comprometidas e 
no diagnóstico diferencial de patologias do ombro. Entre os mais utilizados, 
destacam-se: 
 Teste de Neer e Hawkins-Kennedy: indicam síndrome do impacto. 
 Teste de Jobe (teste do "lata vazia"): avalia o músculo supraespinal. 
 Teste de Patte: avalia o infraespinal. 
 Teste de Gerber: indica lesão do subescapular. 
 Teste de Apprehension: avalia instabilidade anterior. 
 Teste de Speed e Yergason: indicam tendinopatia do bíceps. 
4. Avaliação Funcional e Postural 
Além dos testes articulares e musculares, é essencial observar: 
 Postura estática do ombro e escápula (ex: escápula alada) 
 Qualidade do movimento (dissociação escapuloumeral) 
 Capacidade funcional (testes como o Apley ou escalas DASH/ASES) 
A análise funcional ajuda a identificar padrões compensatórios ou déficits 
neuromusculares que comprometem o desempenho das atividades cotidianas 
ou esportivas. 
5. Importância Clínica 
A avaliação correta do ombro é fundamental para: 
 Diagnosticar precocemente lesões; 
 Prescrever exercícios terapêuticos individualizados; 
 Evitar progressão de disfunções; 
 Monitorar evolução clínica durante o tratamento; 
 Acompanhar retorno seguro às atividades esportivas ou laborais. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERÊNCIAS: 
1. MAGEE, David J. Avaliação musculoesquelética. 6. ed. Barueri: Manole, 
2010. 
2. NORKIN, Cynthia C.; WHITE, D. Joyce. Medição do movimento articular: 
uma abordagem de goniometria. 5. ed. Barueri: Manole, 2016. 
3. KISNER, Carolyn; COLBY, Lynn Allen. Exercícios terapêuticos: 
fundamentos e técnicas. 6. ed. Barueri: Manole, 2016. 
4. SOUZA, Trásito A. de. Exame físico ortopédico: uma abordagem 
baseada em evidências. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2014. 
5. KENDALL, Florence P. et al. Músculos: provas e funções com postura e 
dor. 5. ed. São Paulo: Manole, 2007.

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