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AULA 5 - TERAPIA MANUAL - TIPOS DE TÉCNICAS
Professor Marcus Vinicius Dassie Domingues
1. Mobilizações a Manipulações Articulares
 A mobilização articular é uma técnica de baixa velocidade e alta amplitude. Ela envolve a
aplicação passiva de força gradual, oscilatória e rítmica na articulação, movimentando-a
através de sua amplitude de movimento disponível.
 As mobilizações articulares são executadas em uma velocidade na qual o paciente pode
impedir sua realização em todos os momentos do percurso.
 Elas exigem mais sensibilidade do fisioterapeuta, uma vez que o mesmo precisa perceber os
limites e as barreiras fisiológicas que vão sendo modificadas em muitos momentos da
execução.
 A mobilização articular é caracterizada por ser uma técnica suave, que promove um ganho pro-
gressivo na extensibilidade das articulações. Ao ser aplicada, essa técnica estimula de maneira
mais acentuada a impregnação cortical, especialmente no que diz respeito à propriocepção.
 Pode-se utilizar a mobilização de forma mais isolada ou associada a movimentos fisiológicos
passivos ou ativos.
Figura 1: exemplo de mobilização articular.
 A manipulação articular é uma técnica de alta velocidade e baixa amplitude na qual o paciente
é incapaz de impedir sua realização após ter iniciada.
 As técnicas manipulativas exigem destreza e habilidade do terapeuta e são bem indicadas
quando a dor não é um problema para os posicionamentos da técnica.
 Apresentam ótimos resultados quando se quer reduzir a rigidez.
 Pode produzir um estalido característico conhecido como cavitação ou “thrust”. Não é necessá-
rio que o estalido ocorra para que a manipulação tenha tido sucesso. Esses estalidos ocorrem
devido a liberação de ar dentro de uma articulação durante a manipulação, e não tem nada a
ver com “colocar uma estrutura no lugar”.
Figura 2: exemplo de um posicionamento para a manipulação.
2. Graus de Movimentos
 Quando ocorre o primeiro contato da mão do fisioterapeuta com a pele do paciente
denominamos de posição inicial. Já ao aplicar uma pressão em alguma estrutura do corpo do
paciente até o final do arco de movimento possível chamamos de posição final. O movimento
sempre ocorrerá entre esses dois limites de posição inicial e posição final.
Figura 3: posição inicial e final na mobilização.
 Maitland fez uma elaboração de possibilidades diferentes de manuseio de uma articulação
entre a posição inicial e a posição final, que são os graus de movimento.
2.1. Grau 1
 As técnicas em grau 1 consistem em produzir na articulação do paciente mobilizações de pe-
quena amplitude próximo ao início da amplitude de movimento.
2.2. Grau 2
 As técnicas em grau 2 consistem em produzir na articulação do paciente mobilizações de maior
amplitude, desde o início da posição inicial até a primeira barreira tecidual, livre de qualquer
tipo de resistência.
2.3. Grau 3
 Nas mobilizações em grau 3 é aplicada uma grande amplitude de movimento, da primeira bar-
reira tecidual até o final do arco de movimento.
 É uma mobilização que é aplicada dentro da resistência tecidual
2.4. Grau 4
 Na mobilização em grau 4 é realizada uma pequena amplitude de movimento próxima ao final
do arco de movimento, na resistência tecidual da articulação.
2.5. Grau 5 (manipulação)
 Além da posição final do arco de movimento existe, ainda, uma barreira fisiológica. A técnica
em grau 5, que também é denominada de manipulação, consiste em produzir uma pressão de
curta duração e alta velocidade na articulação do paciente além do final do arco de movimento,
porém dentro dos limites fisiológicos.
 Para aplicar a técnica de manipulação devemos primeiramente posicionar a articulação do
paciente no final de sua amplitude de movimento, para a partir daí aplicar a pressão.
 Podemos posicionar a articulação do paciente no final de seu arco de movimento de duas
formas:
 Posicionando o paciente de tal forma que as articulações fiquem no final de sua amplitude;
 Aplicando uma força diretamente na articulação até que a mesma fique no final do arco de
movimento.
Figura 4: graus de mobilizações elaboradas por Maitland.
3. Indicações para a Aplicação dos Graus de Movimentos
 Grau 1 e 2: dor dominante e edema.
 Graus 3, 4 e 5: rigidez dominante.
 Apesar dessas indicações, todas as técnicas de mobilizações/manipulação (grau 1 ao 5) são
capazes de produzir efeitos neurofisiológicos sobre o controle de dor, sobre a amplitude de
movimento e sobre o controle de edema articular.
Os fisioterapeutas não precisam se preocupar com qual grau de movimento
tem que aplicar em seu paciente, em vez disso, devemos considerar o grau
de tolerância do paciente para tais técnicas.
4. Benefícios, Precauções e Contraindicações das Técnicas de Mobilizações e Manipulações
4.1. Benefícios
 Aumento da extensibilidade articular;
 Melhora da nutrição articular;
 Melhora da circulação;
 Correção de falhas de posicionamento;
 Controle de dor e do espasmo muscular, etc.
4.2. Precauções
 Osteoporose grave;
 Artrite reumatoide severa;
 Gravidez;
 Condições específicas
4.3. Contraindicações
 Área com fratura não consolidada;
 Infecção;
 Instabilidade articular;
 Tumores;
 Irritabilidade severa;
 Insuficiência vertebrobasilar;
 Sinais e sintomas de neurológicas graves;
 Artrodese;
 Anquilose;
 Não aceitação do paciente;
 Síndromes de hipermobilidade, etc.

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