Logo Passei Direto
Buscar
Material

Esta é uma pré-visualização de arquivo. Entre para ver o arquivo original

Conteudista: Prof.ª Dra. Viviane Rodrigues Esperandim Sampaio
Revisão Textual: Prof.ª M.ª Sandra Regina Fonseca Moreira
 
Objetivo da Unidade:
Conhecer as estruturas anatômicas do coração, principais artérias, veias e
circulação linfática.
˨ Material Teórico
˨ Material Complementar
˨ Referências
Sistemas Cardiovascular e Linfático
Introdução
Você já parou para pensar quantas vezes por dia o seu coração bate? O coração bate cerca de
100.000 vezes por dia. Isso significa que, por ano, o coração se contrai cerca de 35 milhões de
vezes. Muita coisa, não é? Durante cada batimento, o sangue se movimenta para levar oxigênio e
nutrientes para todas as células do corpo. Para que essas contrações aconteçam, o coração
possui propriedades que só vamos conseguir entender quando estudarmos a estrutura do
coração e dos vasos sanguíneos. Vamos explorar juntos este sistema?
Sistema Circulatório
O sistema circulatório é um conjunto de tubos fechados que não possui comunicação com o
meio externo, por onde o sangue circula impulsionado pelo coração. Consiste em três
componentes que se relacionam: o sangue, o coração e os vasos sanguíneos. 
O sangue possui várias funções. Por exemplo, ele transporta oxigênio dos pulmões para as
diversas células que compõem os tecidos do corpo humano, e dióxido de carbono destas células
para os pulmões, para que este gás seja eliminado. Também transporta nutrientes e hormônios.
O sangue também colabora para a manutenção da homeostasia, ajudando a controlar a
temperatura corporal e o pH. Através da coagulação sanguínea e pela presença de leucócitos, o
sangue desempenha funções de proteção.
O sangue é um tecido conjuntivo que constitui cerca de 8% do peso corpóreo total, com
temperatura de cerca de 38°C e pH que varia de 7,35 a 7,45. Quando saturado de oxigênio, sua cor
é vermelho púrpura, e quando não saturado de oxigênio, é vermelho escuro.
1 / 3
˨ Material Teórico
A composição do sangue total é constituída por duas porções: plasma e elementos figurados. O
plasma é a matriz extracelular de líquido aquoso e constitui 55% do sangue total; 91,5% do
plasma é constituído por água e 8,5% representam os solutos, cuja maior parte são proteínas. Os
outros solutos são gases, eletrólitos, nutrientes, enzimas, hormônios e restantes do
metabolismo, como amônia, ureia, creatinina e bilirrubina. Os elementos figurados representam
45% do sangue total e incluem eritrócitos, leucócitos e plaquetas.
Em Síntese 
A classificação dos elementos figurados é a seguinte: 
Eritrócitos (hemácias);
Leucócitos:
Neutrófilos;
Monócitos;
Eosinófilos;
Basófilos;
Linfócitos;
Plaquetas.
Coração
O coração possui formato piramidal medindo aproximadamente 12 cm de comprimento, 6 cm de
espessura e 9 de largura. Pesa cerca de 300 g nos homens adultos e 250 g nas mulheres adultas.
Repousa sobre o diafragma, próximo à linha mediana, localizado no mediastino. O mediastino é
a região que se estende do esterno até a coluna vertebral, entre as pleuras do pulmão e da
primeira costela até o diafragma. 
Dois terços da massa total do coração estão situados à esquerda da linha mediana. Possui uma
extremidade pontiaguda denominada ápice, formada pela ponta do ventrículo esquerdo que
repousa sobre o diafragma. Sua base é formada pelos átrios. No átrio esquerdo abrem-se quatro
veias pulmonares, e no átrio esquerdo as veias cavas superior e inferior e o seio coronário. O
coração apresenta também faces como a face esternocostal (situa-se profundamente ao esterno
e às costelas), face diafragmática (parte do coração que repousa sobre o diafragma), face
pulmonar direita (voltada para o pulmão direito) e face pulmonar esquerda (voltada para o
pulmão esquerdo).
Figura 1 – Localização do coração na caixa torácica 
Fonte: Wikimedia Commons
O coração é envolvido por uma membrana fibroserosa que permite liberdade de movimentação
durante o processo de contração denominada pericárdio. O pericárdio é constituído por duas
partes: pericárdio fibroso e pericárdio seroso. O pericárdio fibroso é o mais externo, formado de
tecido conjuntivo denso não modelado e resistente. Esse pericárdio impede o estiramento
excessivo do coração, fornece proteção e ancora o coração no mediastino. O pericárdio seroso é
o mais interno, formado por uma camada dupla mais fina e delicada. A lâmina parietal externa
do pericárdio seroso se funde com o pericárdio fibroso e a lâmina visceral interna do pericárdio
seroso, também chamada de epicárdio, encontra-se aderida ao coração. Entre as duas lâminas,
na cavidade do pericárdio, existe um líquido conhecido como líquido pericárdico que, por ser
lubrificante, reduz o atrito entre as membranas quando o coração se contrai.
Figura 2 – Camadas do coração: endocárdio; miocárdio;
lâmina visceral interna do pericárdio seroso (epicárdio);
lâmina visceral interna do pericárdio seroso; pericárdio
fibroso 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
A parede do coração é formada por três camadas: epicárdio, miocárdio e endocárdio. O epicárdio
é a camada mais externa, formado de duas camadas de tecido. A camada exterior é a lâmina
visceral do pericárdio seroso, composta de mesotélio. Abaixo deste mesotélio encontra-se uma
camada de tecido fibroelástico e tecido adiposo. O epicárdio contém nervos, vasos sanguíneos e
linfáticos que suprem o miocárdio. O miocárdio forma 95% da parede do coração, tem
localização intermediária, sendo composto por tecido muscular cardíaco responsável pela
contração e bombeamento cardíaco. Este músculo é formado por tecido muscular estriado
cardíaco e seu controle é involuntário. O endocárdio é a camada mais interna, formada por uma
camada fina de endotélio sobreposto por uma camada fina de tecido conjuntivo. Reveste as
Saiba Mais 
A pericardite é uma inflamação do pericárdio. O tipo mais comum é a
pericardite aguda, que não possui causa conhecida, mas que algumas
vezes está associada a uma infecção viral. Provoca dor torácica que
pode irradiar-se para o braço esquerdo, podendo ser confundida com
infarto do miocárdio. Tem duração de uma semana, sendo tratada com
fármacos que reduzem a inflamação. Já a pericardite crônica tem longa
duração e ocorre acúmulo de líquido pericárdico. A maioria das causas
também não é conhecida, porém, algumas vezes é provocada por
tuberculose e câncer. Para o tratamento, o líquido deve ser drenado
através de uma punção com agulha na cavidade do pericárdio. 
câmaras do coração e recobre as valvas cardíacas reduzindo o atrito conforme o sangue flui pelo
coração.
Câmaras e Valvas Cardíacas
O coração contém quatro câmaras, duas câmaras superiores denominadas átrios e duas
inferiores denominadas ventrículos. É considerado uma bomba dupla, na qual os átrios recebem
o sangue das veias que retornam ao coração, e os ventrículos ejetam o sangue do coração pelas
artérias. A bomba direita, ilustrada em azul na Figura 3, é a bomba pulmonar mais fraca,
constituída pelo átrio, e o ventrículo direito, que movimenta o sangue desoxigenado pelos vasos
sanguíneos dos pulmões. A bomba direita, ilustrada em vermelho na Figura 3, é a bomba
sistêmica mais forte, constituída pelo átrio esquerdo e ventrículo esquerdo, que faz o sangue
oxigenado circular por todos os tecidos do corpo.
Figura 3 – Coração destacando bomba direita e bomba
esquerda 
Fonte: Adaptada de Freepik
Em cada um dos átrios, em sua face anterior, encontra-se uma estrutura enrugada denominada
aurícula, que aumenta a capacidade do átrio para que ele possa conter um maior volume de
sangue. Na superfície do coração são observadas depressões denominadas sulcos, que contêm
os vasos coronários e gordura. O sulco coronário marca o limite externo entre os átrios e os
ventrículos e circunda a maior parte do coração. O sulco interventricular anterior delimita o
limite externo entre os ventrículos direito e esquerdo na face esternocostal, e o sulco
interventricular posterior delimita o limite externo entre os ventrículos direito e esquerdo na
face diafragmática do coração.
O átrio direito mede cerca de 2 a 3 mm de espessura e recebe sangue de três veias: veia cava
superior, veia cava inferior e seio coronário. As veias transportam sangue em direção ao coração.
As paredes anterior e posterior dos átrios são diferentes. A porção venosa posterior é uma
parede lisa, enquanto o restante da parede que reveste o átrio é formado por cristas paralelas
denominadas músculos pectíneos. O septo interatrial separa internamente o átrio direito e o
átrio esquerdo. Neste septo, existe uma depressão oval denominada fossa oval, que é o
remanescente do forame oval, uma abertura que só está presente no coração do feto e cujo
objetivo é direcionar o sangue do átrio direito para o átrio esquerdo, desviando-o dos pulmões
fetais que ainda não estão funcionando. O forame oval fecha-se após o nascimento. Entre o átrio
direito e o ventrículo direito existe uma valva atrioventricular direita, também chamada de valva
tricúspide (consiste em três dobras).
O ventrículo direito mede cerca de 4 a 5 mm de espessura e seu interior possui várias cristas de
fibras musculares cardíacas denominadas trabéculas cárneas. As válvulas da valva tricúspide são
unidas a cordões parecidos com tendões, as cordas tendíneas, que estão unidas às trabéculas
cárneas em formato de cone denominadas músculos papilares. O ventrículo direito é separado
do ventrículo esquerdo internamente por um septo interventricular. O sangue deixa o ventrículo
direito passando pela valva do tronco pulmonar para o tronco pulmonar, que se divide em artéria
pulmonar direita e artéria pulmonar esquerda e que transportam o sangue para os pulmões.
O átrio esquerdo representa a maior parte da base do coração e recebe o sangue proveniente dos
pulmões através das quatro veias pulmonares. Assim como o átrio direito, possui a parede
posterior lisa. A parede anterior também é lisa, uma vez que os músculos pectíneos sulcados só
estão presentes na aurícula do átrio esquerdo. Entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo
existe uma valva atrioventricular esquerda chamada valva bicúspide ou mitral (possui duas
válvulas).
O ventrículo esquerdo mede cerca de 10 a 15 mm de espessura, forma o ápice do coração e é a
parte mais espessa dele. Assim como o ventrículo direito, possui trabéculas cárneas e cordas
tendíneas que ancoram a valva bicúspide aos músculos papilares. O sangue deixa o ventrículo
esquerdo passando pela valva da aorta para a artéria aorta. Uma parte deste sangue fui para as
artérias coronárias que se ramificam e levam o sangue à parede cardíaca. O restante do sangue,
através do arco e da parte descendente da aorta, é levado para todos os tecidos do corpo. Durante
o desenvolvimento fetal, existe um vaso temporário chamado ducto arterial, que tem a função de
desviar o sangue do tronco pulmonar para o interior da aorta, pelo fato dos pulmões não
estarem funcionando. Logo após o nascimento, esse ducto se fecha e deixa um remanescente, o
ligamento arterial, que conecta o tronco pulmonar ao arco da aorta.
Figura 4 – Câmaras cardíacas e vasos da base 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
Quando cada uma das câmaras se contrai, o sangue é direcionado para um ventrículo, ou para
fora do coração, através de uma artéria. Durante a passagem do sangue, as valvas abrem e
fecham devido à mudança de pressão a partir da contração e relaxamento do coração. As valvas
garantem que o fluxo do sangue seja unidirecional quando elas se abrem, e impedem o refluxo
quando se fecham.
As valvas atrioventriculares, valva tricúspide e valva bicúspide estão localizadas entre um átrio e
um ventrículo. Quando a valva atrioventricular abre, suas extremidades arredondadas das
válvulas, as cúspides, projetam-se para o interior do ventrículo. Desta forma, o sangue se
direciona dos átrios para os ventrículos quando a pressão atrial é maior do que a pressão
ventricular. Quando os ventrículos contraem, a pressão empurra as válvulas para cima até que a
valva se feche.
As valvas semilunares, valva da aorta e valva do tronco pulmonar são formadas por três válvulas
fixadas à parede dos átrios. Estas valvas permitem a ejeção do sangue para fora do coração
através das artérias, e impedem seu refluxo para os ventrículos. Quando ocorre contração dos
ventrículos e a pressão aumenta nessas câmaras, as valvas se abrem, o que possibilita a
passagem do sangue para a aorta e tronco pulmonar. Quando os ventrículos relaxam, o sangue
flui de volta ao coração e esse refluxo estimula o fechamento das valvas semilunares.
Figura 5 – Valvas cardíacas 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
Circulação Sanguínea
O coração, a cada batimento, bombeia o sangue através da circulação sistêmica e pulmonar
depois do nascimento. O lado esquerdo do coração recebe sangue oxigenado, rico em oxigênio
vindo dos pulmões, que funciona como a bomba para a circulação sistêmica. O ventrículo
esquerdo ejeta o sangue para a artéria aorta, que se ramifica em artérias menores que levam o
sangue para todos os tecidos do corpo, onde dão origem às arteríolas e aos capilares. Nos
capilares ocorre a troca de gases e nutrientes por suas paredes finas, onde o sangue libera
oxigênio e capta dióxido de carbono. As vênulas transportam o sangue pobre em oxigênio em
direção ao coração, e se unem para formar as veias de maior calibre onde o sangue flui
novamente para o átrio direito.
O lado direito do coração recebe o sangue desoxigenado vindo da circulação sistêmica. O
ventrículo direito ejeta o sangue para o tronco pulmonar, que se ramifica em artérias
pulmonares direita e esquerda que levam o sangue até os pulmões, enquanto nos capilares
pulmonares o sangue libera o dióxido de carbono e capta o oxigênio. Este sangue oxigenado flui
para as veias pulmonares e retorna ao átrio esquerdo. Esta é a circulação pulmonar.
Figura 6 – Esquema da circulação do sangue 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
A circulação que se refere à circulação do sangue para os tecidos do coração é denominada
circulação coronária. A parede do coração, por ser robusta, possui seu próprio suprimento e os
vasos perfuram o miocárdio através dos vasos coronários. Durante a contração, o coração
recebe pouco sangue oxigenado das artérias coronárias que se ramificam da parte ascendente
da aorta. Quando o coração relaxa, devido à pressão aumentada do sangue na aorta, impulsiona o
sangue pelas artérias coronárias, capilares e em seguida pelas veias do coração.
Figura 7 – Circulação e vasos coronários 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
Artérias e Veias Coronárias
A partir da parte ascendente da aorta duas artérias coronárias se ramificam, a artérias coronária
direita e artéria coronária esquerda levando sangue oxigenado para o miocárdio. A artéria
coronária esquerda, ao passar na parte inferior da aurícula esquerda, ramifica-se no ramo
interventricular anterior e ramo circunflexo. O ramo interventricular, ou artéria descendente
anterior esquerda, localiza-se no sulco interventricular anterior e leva sangue oxigenado aos
ventrículos direito e esquerdo. O ramo circunflexo localiza-se no sulco coronário e leva sangue
oxigenado para as paredes do átrio esquerdo e do ventrículo esquerdo. A artéria coronária direita
ramifica-se em pequenos ramos, os ramos atriais para o átrio direito, e divide-se no ramo
interventricular posterior e ramo marginal direito. O ramo interventricular posterior localiza-
se no sulco interventricular posterior e leva sangue oxigenado para as paredes dos ventrículos
direito e esquerdo. O ramo marginal direito, no sulco coronário, corre ao longo da margem
direita do coração levando sangue oxigenado para a parede do ventrículo direito.
Saiba Mais 
Você conhece alguém que teve um infarto? Quando ocorre a obstrução
parcial do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias, essa obstrução
pode resultar em uma isquemia (redução do fluxo sanguíneo) do
miocárdio, que provoca hipóxia (redução de oxigênio), podendo causar
a morte do
tecido, ou seja, o infarto agudo do miocárdio. Este tecido
que morre é substituído por um tecido fibroso que não realiza
contração e, desta forma, o músculo cardíaco perde a sua força.
Após passar pelas artérias coronárias, o sangue entra nos capilares liberando oxigênio e
nutrientes para o músculo cardíaco, enquanto recolhe o dióxido de carbono, atingindo em
seguida as veias. O sangue desoxigenado é drenado para o seio coronário no sulco coronário na
face diafragmática do coração, que desemboca no átrio direito. Desta forma, existem veias que
levam o sangue para o seio coronário, são elas: a) veia cardíaca magna, localizada no sulco
interventricular anterior, que drena a área suprida pela artéria coronária esquerda; b) veia
interventricular posterior, localizada no sulco interventricular posterior, que drena a área
suprida pelo ramo interventricular posterior da artéria coronária direita; c) veia cardíaca parva,
localizada no sulco coronário, que drena ventrículo direito e átrio direito; d) veias ventriculares
direitas anteriores, que drenam o ventrículo direito e desembocam diretamente no átrio direito.
Ciclo Cardíaco
Um ciclo cardíaco corresponde a um batimento cardíaco, no qual os dois átrios se contraem
enquanto os dois ventrículos relaxam e, em seguida, os dois ventrículos se contraem e os dois
átrios relaxam. A sístole se refere à contração de uma câmara cardíaca, e a diástole se refere ao
relaxamento. Cada ciclo cardíaco pode ser dividido nas seguintes fases:
Período de relaxamento: ao final de cada ciclo, quando os ventrículos começam a
relaxar, as quatro câmaras encontram-se em diástole, o que indica o início do
período de relaxamento. Assim que os ventrículos relaxam, a pressão em seu
interior cai e o sangue começa a fluir da aorta e do tronco pulmonar de volta para os
ventrículos, e as valvas da aorta e do tronco pulmonar se fecham. Os ventrículos
continuam relaxando e a pressão em seu interior cai. Quando a pressão nos
ventrículos for inferior à pressão nos átrios, as valvas atrioventriculares se abrem e
começa o enchimento ventricular; 75% do enchimento ventricular ocorre após a
abertura das valvas atrioventriculares sem a contração dos átrios;
1
Sístole atrial: a sístole atrial (contração) indica o final do período de relaxamento e
corresponde aos 24% restantes do sangue para o enchimento dos ventrículos.
Durante o enchimento dos ventrículos, as valvas atrioventriculares estão abertas,
enquanto as valvas semilunares estão fechadas;
2
Sístole ventricular: a contração dos ventrículos força o sangue contra as valvas
atrioventriculares forçando seu fechamento. Nesse momento, que é um período
curto, todas as valvas estão fechadas. Quando a contração dos ventrículos
3
Vasos Sanguíneos
Existem cinco tipos de vasos sanguíneos: artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias. As
artérias transportam o sangue para fora do coração até os outros órgãos. As artérias elásticas de
grande calibre ramificam-se em artérias musculares de médio calibre, que se ramificam para
diversas regiões do corpo, onde se ramificam em artérias menores denominadas arteríolas. Nos
tecidos, as arteríolas se ramificam em capilares onde ocorrem as trocas gasosas entre o sangue
e as células. Posteriormente, os capilares reúnem-se para formar as pequenas veias, as vênulas,
que se unem para formar veias maiores que transportam o sangue dos tecidos de volta para o
coração.
Cada um dos vasos sanguíneos possui uma parede com três camadas de tecidos diferentes:
revestimento endotelial interno, camada média, constituída de músculo liso e tecido conjuntivo
elástico, e revestimento externo de tecido conjuntivo.
prossegue, a pressão em seu interior aumenta e força a abertura das valvas
semilunares, começando a ejeção do sangue através da aorta e do tronco pulmonar.
Esta ejeção dura até o início do relaxamento dos ventrículos, quando as valvas do
tronco pulmonar e da aorta se fecham e inicia-se outro ciclo.
Reflita 
Você já parou para pensar quantos vasos sanguíneos nós temos em
todo o nosso corpo? Como este sistema é organizado? É um sistema de
vias tubulares, se fossem todas ligadas, se estenderiam por cerca de
100.000 km. Isso sem contar os capilares que estão distribuídos entre
os trilhões de células no corpo. A partir de agora, vamos aprender um
Aorta e seus Ramos
A aorta é a maior artéria do corpo, em seu início, está a valva da aorta, e possui quatro divisões
principais: parte ascendente da aorta, arco da aorta, parte torácica da aorta e parte abdominal da
aorta. A parte ascendente da aorta emerge do ventrículo esquerdo, posterior ao tronco
pulmonar. A parte ascendente da aorta dá origem a duas artérias coronárias que têm a função de
irrigar o miocárdio. Em seguida, forma-se o arco da aorta, que desce, sendo denominada parte
torácica da aorta. Três artérias principais originam-se do arco da aorta: tronco braquiocefálico,
a artéria carótida comum esquerda e artéria subclávia esquerda. O tronco braquiocefálico
divide-se para formar a artéria subclávia direita e a artéria carótida comum direita. 
As artérias subclávias se direcionam para a região dos membros superiores como artéria axilar,
artéria braquial e artéria radial e ulnar.
Quando a parte torácica da aorta passa pelo diafragma, torna-se a parte abdominal da aorta, que
se divide em duas artérias ilíacas comuns, que transportam o sangue até a pelve e os membros
inferiores. Na parte anterior da aorta abdominal, origina-se o tronco celíaco e as artérias
mesentéricas superior e inferior. Nas partes laterais da aorta abdominal, originam-se as artérias
suprarrenais, renais e gonadais. A aorta se divide em outras artérias que irrigam vários órgãos,
que se dividem em arteríolas e, em seguida, capilares. 
pouco da nomenclatura desses vasos, muito importante para os
profissionais de saúde. Vamos lá!
Figura 8 – A aorta e suas divisões 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
Artérias da Pelve e dos Membros Inferiores
A última divisão da parte abdominal da aorta dá origem às artérias ilíacas comuns direita e
esquerda. Cada artéria ilíaca comum divide-se em artéria ilíaca interna e artéria ilíaca externa.
As artérias ilíacas externas tornam-se as artérias femorais na região das coxas, e as artérias
poplíteas, atrás do joelho. Terminam bifurcando-se em artérias tibiais anterior e posterior nas
pernas e artérias fibulares.
Principais Veias
Conforme vimos, a aorta transporta sangue oxigenado do ventrículo esquerdo para os tecidos e
as veias cava superior e inferior e o seio coronário, retornando o sangue desoxigenado para o
coração no átrio direito. O seio coronário recebe sangue das veias cardíacas que drenam os
capilares do coração, a veia cava inferior recebe sangue dos tecidos localizados abaixo do
diafragma e a veia cava superior recebe sangue dos tecidos localizados acima do diafragma. O
sangue é drenado da cabeça passando por três pares de veias, as veias vertebrais, veias jugulares
internas e veias jugulares externas. 
Nos membros superiores, as veias drenam o sangue para o coração e são frequentemente
visíveis. As principais veias superficiais dos membros superiores são a veia cefálica e a veia
basílica. As veias mais profundas geralmente acompanham as artérias e recebem a mesma
nomenclatura, e assim temos as veias ulnares, as veias radiais, veias braquiais, veias axilares e
veias braquiocefálicas.
Figura 9 – Veias superficiais e profundas dos membros
superiores 
Fonte: Adaptada de Wikimedia Commons
As veias braquiocefálicas drenam partes do tórax, porém, a maior parte das estruturas desta
região são drenadas por uma rede de veias chamada sistema ázigo, formado por três veias: veias
ázigo, hemiázigo e hemiázigo acessória.
Na região abdominopélvica, o sangue das vísceras retorna ao coração através da veia cava
inferior, onde muitas pequenas veias se ligam a ela. A veia cava inferior não recebe veias
diretamente do baço, do pâncreas e da vesícula biliar. Estes órgãos
drenam o seu sangue para a
veia porta do fígado, que leva sangue até o fígado. A veia mesentérica superior e a veia esplênica
unem-se para formar a veia porta do fígado, e este fluxo especial de sangue é denominado
circulação porta-hepática.
Nos membros inferiores, o sangue é drenado por veias superficiais e profundas. As veias
superficiais frequentemente se anastomosam entre si e as veias profundas e possuem a mesma
nomenclatura das artérias correspondentes. Todas as veias dos membros inferiores apresentam
válvulas que auxiliam o retorno venoso. As veias profundas nos membros inferiores são: veias
ilíacas comuns, veias ilíacas externas, veias femorais, veias poplíteas, veias tibiais posteriores
e veias tibiais anteriores. As veias superficiais nos membros inferiores são: veias safenas
magnas e veias safenas parva.
Figura 10 – Vasos sanguíneos dos membros inferiores 
Fonte: Adaptada de Freepik
Sistema Linfático
O sistema linfático ajuda na circulação dos líquidos corporais e auxilia na defesa do corpo contra
antígenos. É composto pela linfa, os vasos linfáticos que transportam a linfa, órgãos ou
estruturas contendo linfócitos no tecido linfático e a medula óssea vermelha. Os componentes
presentes no plasma passam para o líquido intersticial através dos capilares sanguíneos e
entram para os vasos linfáticos, onde passam a ser chamados de linfa.
São funções do sistema linfático: 
Em Síntese 
O líquido intersticial e a linfa são muito parecidos; o que diferencia
cada um deles é a localização. O líquido intersticial é encontrado entre
as células, e a linfa está presente no interior dos vasos linfáticos.
Drenar o excesso de líquido intersticial: os vasos linfáticos têm a função de drenar
o excesso de líquido intersticial dos espaços entre as células, retornando esses
líquidos para o sistema linfático;
Transporte de lipídeos: os vasos linfáticos têm a função de transportar os lipídeos e
as vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, E, K e D);
Funções imunológicas: os vasos linfáticos têm função de desencadear respostas
reconhecendo microrganismos e células anormais. Os linfócitos T e B reconhecem
Vasos Linfáticos e Circulação Linfática
Os vasos linfáticos se iniciam como capilares linfáticos, que são fechados em uma das
extremidades e localizados entre as células. Os capilares linfáticos são mais permeáveis que os
vasos sanguíneos e por isso absorvem moléculas maiores como lipídeos e proteínas. São
maiores e possuem uma estrutura única que permite o fluxo do líquido intersticial para dentro, e
não para fora. Esses vasos se unem para formar vasos linfáticos maiores e, ao longo desses
vasos, a linfa flui por linfonodos que são massas encapsuladas de linfócitos T e B. A linfa circula
dos capilares linfáticos para os vasos linfáticos e, em seguida, para os linfonodos. 
Esses linfonodos, em algumas regiões do corpo, unem-se para formar os troncos linfáticos.
Esses troncos são: tronco lombar (drenam a linfa dos membros inferiores, vísceras da pelve,
rins e parede abdominal), tronco intestinal (drenam a linfa do estômago, intestinos, pâncreas,
parte do fígado e baço) tronco broncomediastinal (drenam a linfa dos pulmões, do coração e
parede torácica), tronco subclávio (drenam a linfa dos membros superiores) e tronco jugular
(drenam a linfa da cabeça e pescoço).
os antígenos ou células estranhas;
Executar as respostas imunes: o tecido linfático inicia respostas altamente
específicas direcionadas contra determinados micróbios ou células anormais. Com
o auxílio dos macrófagos, os linfócitos T e B reconhecem células estranhas. 
Figura 11 – Vasos linfáticos e linfonodos 
Fonte: Getty Images
Órgãos Linfáticos
Os órgãos linfoides são classificados em dois grupos, segundo suas funções. Órgãos linfoides
primários são os locais onde ocorre o amadurecimento das células, quando essas são capazes de
desencadear uma resposta imunológica. São a medula óssea e o timo. Os órgãos linfoides
secundários são os locais onde ocorre a grande maioria das respostas imunes. São os
linfonodos, o baço e os nódulos linfáticos.
O timo está localizado no mediastino, entre o esterno e a aorta, é um órgão bilobado. Cada lobo é
envolvido por uma lâmina de tecido conjuntivo que os mantêm unidos e uma cápsula de tecido
conjuntivo que envolve cada lobo separadamente. Cada lobo é ainda dividido em lóbulos. Esses
lóbulos possuem um córtex externo com numerosos linfócitos T, células dendríticas e
macrófagos, e uma medula central com linfócitos T maduros.
Figura 12 – Timo e sua localização 
Fonte: Adaptada de Getty Images e Freepik
Saiba Mais 
Alguma vez você já viu alguém inchado? O inchaço é o edema. Toda vez
que a filtração excede a reabsorção será formado o edema. Esse edema
só será detectado se o volume do líquido intersticial aumentar 30% do
seu total. O edema ocorre devido a um aumento da filtração ou
reabsorção excessiva.
Aproximadamente 600 linfonodos se distribuem ao longo dos vasos linfáticos por todos o corpo
e, em algumas regiões, ocorrem em grupos como acontece nas axilas, na região inguinal e
próximo das glândulas mamárias. Os linfonodos possuem de 1 a 25 mm de comprimento e são
revestidos por uma cápsula de tecido conjuntivo denso, que se estende para o interior dos
linfonodos.
O tecido funcional do linfonodo é dividido em córtex e medula. No córtex estão presentes os
linfócitos T em forma de ovo chamados nódulos linfáticos. Os nódulos que possuem
principalmente linfócitos B são chamados de nódulo linfático primário, e os nódulos linfáticos
secundários são aqueles que se formam em resposta a um antígeno e constituem locais de
formação de plasmócitos e linfócitos B de memória. A medula de um linfonodo contém
principalmente linfócitos B, plasmócitos secretores de anticorpos que migraram do córtex para
a medula e macrófagos. 
A linfa flui pelo linfonodo em um único sentido entrando através dos vasos linfáticos aferentes,
e, depois da filtração, sai através dos vasos linfáticos eferentes pelo hilo do linfonodo
juntamente com os vasos sanguíneos.
O baço é um órgão oval, encapsulado e mole com cerca de 12 cm de comprimento. Localizado no
hipocôndrio esquerdo, entre o estômago e o diafragma. Possui um hilo e através dele entram a
artéria e veias esplênicas, juntamente com vasos linfáticos eferentes. O baço é formado por
polpa branca, que é um tecido linfático constituído de linfócitos e macrófagos, e polpa vermelha,
que consiste em seios venosos repletos de sangue.
Figura 13 – Baço e sua localização 
Fonte: Adaptada de Getty Images
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta Unidade:
  Vídeos  
Circulação Sanguínea
2 / 3
˨ Material Complementar
Circulação sanguínea
https://www.youtube.com/watch?v=lrzCIUTBgds
Ciclo Cardíaco, Sístole e Diástole
Vasos Sanguíneos (Veias, Artérias e Capilares)
Sistema Cardiovascular 3/6: Ciclo Cardíaco, Sístole e Diástole | An…
Sistema Cardiovascular 4/6: Vasos Sanguíneos (Veias, Artérias e …
https://www.youtube.com/watch?v=eg_QCX1e1mg
https://www.youtube.com/watch?v=yWZtY1grl6Q
Artérias Coronárias e Infarto Agudo do Miocárdio
Sistema Cardiovascular 5/6: Artérias Coronárias e Infarto Agudo d…
https://www.youtube.com/watch?v=oGurYO1t-wU
DANGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia humana básica. 2. ed. São Paulo: Atheneu, 2011.
TORTORA, G. J.; NIELSEN, M. T. Princípios de anatomia humana. 12. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2013. 
3 / 3
˨ Referências

Teste o Premium para desbloquear

Aproveite todos os benefícios por 3 dias sem pagar! 😉
Já tem cadastro?

Mais conteúdos dessa disciplina