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REVISÃO DE 
MECÂNICA DOS 
SOLOS APLICADA 
À PAVIMENTAÇÃO
Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Projeto e Construção da Superestrutura Viária – 2021.1
3
4
Os Ensaios de Solos
 Ensaios de caracterização
 Teor de umidade natural, Peso específico aparente, Densidade real 
dos grãos sólidos
 Granulometria por peneiramento e/ou sedimentação
 Limites de consistência 
 Ensaios de compactação
 Ensaio de compactação em diversas energias (N, I, IM e M)
 Ensaios para pavimentos
 Índice Suporte Califórnia (CBR) e expansão
 Ensaio de mini-CBR, expansão e contração
 Compressão Simples, Resistência à Tração por Compressão 
Diametral, Imprimação
 Módulo de Resiliência (MR) e Deformação Permanente (DP)
 Ensaios de campo (Speedy, frasco de areia, DCP, LWD, GEOGAUGE)
 Ensaios da classificação MCT
 Perda de massa por imersão e Mini-MCV
Determinação do Teor de Umidade (DNER-ME 213/94)
 Métodos de determinação do teor de umidade
 Método de laboratório: determinação do teor de umidade, com 
secagem em estufa
 Métodos expeditos de campo: Speedy e Método expedito do 
álcool
 Cálculo do teor de Umidade
 H=100% x Págua/Psolo seco
 P1=Pcáp + Psolo + Págua
 P2 = Pcáp + Psolo
 Págua = P1 – P2
 Psolo seco = P2 – Pcáp
 Exemplo aplicativo: Determinar a umidade de um solo que 
antes de ser colocado na estufa apresentou um peso de 
58,25g e após a colocação na estufa apresentou um peso de 
58,09g. Considere o peso da cápsula igual a 13,99g.
 Resposta: H = 0,36 % 5
Qual a importância da determinação do teor de 
umidade de um solo na área de pavimentação?
 Execução de ensaios de laboratório
 Compactação no campo
6Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
as
sa
 E
sp
e
cí
fic
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S
e
ca
 M
áx
im
a 
(g
/c
m
3
)
Exercício 1 - Adição de Água
• A porcentagem, em peso, de água a ser adicionada, ∆H, para se atingir o 
teor ótimo HÓT, e compensar a perda por evaporação, He, será:
 ∆H = HÓT - Hnat + He = 11 - 4 + 2 = 9 %, em peso.
 ∆H = 9 % em peso.
• A massa de água, ma, correspondente será :
 ma = (∆H/100) × msc  msc = Vsc × sc = 36.000 × 2,00 = 72.000 t
a massa de água será:
 ma = (9/100) × 72.000 = 6.480 t
 ma = 6.480 t de água, cuja densidade é tomada a =1,0 t/ m3
• O volume de água, então, é:
 Va = 6.480m3 = 6.480.000 litros.
• O número de viagens, Na, de uma irrigadeira com capacidade, Q = 8.000 litros.
 Na = (Va × 1.000) / Q = (6.480 × 1.000) / 8.000 = 810 viagens.
 Na = 810 viagens. (para construção de 30 km de rodovia)
 O grande número de viagens, cerca de 14 viagens em um dia de 
execução de 500 metros de base, indica a necessidade de manter, 
no canteiro de obras, um número conveniente de irrigadeiras, assim 
como um reservatório de água que garanta o suprimento sem 
solução de continuidade.
7
CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
as
sa
 E
sp
e
cí
fic
a 
S
ec
a 
M
áx
im
a 
(g
/c
m
3
)
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Os Estados de Consistência
Estado líquido Estado plástico Estado semissólido Estado sólido
LL LP LC
 Limite de Liquidez (LL)
 Teor de umidade em que as partículas de solo começam 
a perder sua capacidade de transmitir tensão
 Limite entre os estados liquido e plástico de um solo.
 Limite de Plasticidade (LP)
 Teor de umidade limite, abaixo do qual o solo perde a 
plasticidade.
 Limite entre os estados plástico e semissólido.
8Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Limite de Liquidez (LL)
 Execução do ensaio
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Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Limite de Plasticidade (LP)
 Execução do Ensaio
10
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Índice de Plasticidade
 IP = LL – LP
 O que o IP “TENTA” medir na área de pavimentação?
11Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
REGRAS
LLmáx = 25 %
IPmáx = 6 %
Resultados dos Ensaios de LL e LP
LL = teor de umidade correspondente a 25 golpes
LP = média dos teores de umidade
12Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Resultados dos Ensaios de LL e LP
GRÁFICO DE LIQUIDEZ
17
18
19
20
21
22
23
10 100
NÚMERO DE GOLPES
U
M
ID
A
D
E
 (
%
)
13Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Limite de Liquidez (LL)
 Normas ditas TRADICIONAIS
 LLmáx = 25 %
 IPmáx = 6 %
 Observações (para o caso de solos TROPICAIS de 
comportamento lateríticos e não lateríticos)
 Alguns solos podem apresentar valores de LL 
superiores a 50 % e não se expandirem (ou se 
expandirem muito pouco)
 Alguns solos apesar de possuírem baixo LL e baixo IP, 
expandem-se bastante, quando compactados nas 
condições exigidas pelas normas rodoviárias e, em 
seguida, imersos em água.
 Solos com mesmo LL e IP podem apresentar 
expansão completamente diferentes.
14Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
SOLO LATERÍTICO
SOLO NÃO-LATERÍTICO
ASFALTOS Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Asfaltos
Tem por finalidade a 
identificação de finos 
plásticos no agregado miúdo.
Colocar o material na proveta 
com solução padronizada; 
deixar em repouso; agitar; ler 
a altura da suspensão (h1) e 
da sedimentação (h2). Para 
misturas asfálticas, EA>55%. Agregado
sedimentado
Argila em 
suspensão
Solução 
floculada
Proveta graduada
Leitura da 
suspensão 
h1
Leitura da 
sedimentação 
h2
Equivalente de Areia (EA)Equivalente de Areia (EA)
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Análise Granulométrica por Peneiramento 
para Fins de Classificação
 Materiais Empregados
16Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Curva Granulométrica
Agregado GraúdoSilte + Argila Agregado 
Miúdo
Abertura das Peneiras Padronizadas
Nº da 
peneira
Abertura 
(mm)
Nº da peneira Abertura 
(mm)
50,80 Nº 16 1,18
38,10 Nº 30 0,60
25,40 Nº 40 0,42
19,05 Nº 50 0,30
9,52 Nº 100 0,15
Nº 4 4,75 Nº 200 0,075
Nº 10 2,00
18Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
CLASSIFICAÇÃO GERAL MATERIAIS GRANULARES
(35 % ou menos passando na peneira n.º 200)
MATERIAIS SILTOSOS
 E ARGILOSOS
(mais de 35% passando na
peneira de nº200)
 A-1 A-3 A-2 A-4 A-5 A-6 A-7
GRUPOS A-1-a A-1-b A-2-4 A-2-5 A-2-6 A-2-7 A-7-5
A-7-6
Porcentagem que passa nas peneiras
de abertura nominal igual a
2,00 mm
0,42 mm
0,074 mm
50 máx
30 máx
15 máx
-
50 máx
25 máx
-
51 mín
10 máx
-
-
35 máx
-
-
35 máx
-
-
35 máx
-
-
35 máx
-
-
36 mín
-
-
36 mín
-
-
36 mín
-
-
36 mín
Características da fração que passa
na peneira de abertura nominal igual a
0,42 mm
Limite de liquidez (%)
Índice de Plasticidade (%) -
6 máx
-
6 máx
-
NP
40 máx
10 máx
41 mín
10 máx
40 máx
11 mín
41 mín
11 mín
40 máx
10 máx
41 mín
10 máx
40 máx
11 mín
41 mín
11 mín
Índice de Grupo (IG) 0 0 0 0 0 LL-30 será A-7-6
19Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Tipos de Curva Granulométrica
20Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
21
Tipos de Curva Granulométrica
Análise Granulométrica por 
Peneiramento (DNER-ME 080/94)
 Preparaçãoda amostra
 Secagem ao ar
 Determinar a umidade 
higroscópica
 Execução do ensaio
 O peneiramento será executado 
na fração do solo retido na 
peneira de Nº 200
 Colocar as peneiras no agitador 
ou realizar o peneiramento 
manual
 Realizar a pesagem das frações 
do solo retidas em cada peneira, 
iniciando pela peneira superior
22Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Análise Granulométrica por 
Peneiramento (DNER-ME 080/94)
 Cálculo do ensaio
% retida = peso do solo seco retido na peneira
peso da amostra total seca (Ps)
% retida acumulada = somatório da % retida na peneira acima dela
% que passa = 100 - % retida acumulada
 Apresentação dos Resultados
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0,001 0,01 0,1 1 10 100
Diâmetro das Partículas (mm)
P
o
rc
e
n
ta
g
e
m
 P
a
ss
a
n
d
o
Curva granulométrica
da areia rio Jaguaribe 
23Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Análise Granulométrica por 
Sedimentação (DNER-ME 051/94)
 Definir a curva granulométrica dos solos que são muito finos para 
serem ensaiados por peneiramento
 Está baseado na lei de Stokes, segundo a qual, a velocidade de queda 
de uma partícula esférica de peso específico g, em um fluido de 
viscosidade n e peso específico a, é proporcional ao quadrado do 
diâmetro dessas partículas, sendo matematicamente representada por:
 O diâmetro equivalente é então dado por:

 

 








2
9 2
2
g a d
d
g a

 

1800.  
 
24Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Análise Granulométrica por 
Sedimentação (DNER-ME 051/94)
 Execução do ensaio de sedimentação
25
Análise Granulométrica por 
Sedimentação (DNER-ME 051/94)
 Obtenção da distribuição granulométrica completa
 Peneiramento das partículas que apresentam dimensões inferiores a 2 mm e 
superiores a 0,074 mm (o ensaio de sedimentação é realizado somente para 
as partículas que passam na peneira de nº 10)
 Peneiramento das partículas que apresentam dimensões superiores a 2 mm
 Determinação das porcentagens com dimensões inferiores a 0,074 mm 
(ensaio de sedimentação)
26Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Aplicações dos ensaios de 
granulometria
 Classificação dos solos
 Conhecimento das faixas granulométricas
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
100
0,01 0,1 1 10 100
Diâmetro dos Grãos (mm)
P
o
rc
en
ta
g
em
 q
u
e 
P
as
sa
 (
%
)
FAIXA A
FAIXA F
27Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Exercícios Propostos
 Por que o ensaio de granulometria é 
importante para a área de pavimentação?
 O que ocorre, de modo geral, quando há 
excesso de finos em uma mistura estabilizada 
granulometricamente?
 Pode-se utilizar materiais com excesso de 
finos na área de pavimentação?
28Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Compactação
 Redução mais ou menos rápida do índice de vazios de um
solo por meio de processos manuais ou mecânicos:
 Compactação manual: para compactar um solo manualmente,
são utilizados soquetes, em que a energia é aplicada mediante
golpes sobre a camada.
 Compactação mecânica: utilizam-se soquetes mecânicos,
rolos estáticos (lisos ou dentados) e vibratórios. A energia
aplicada é função do número de passadas do equipamento
sobre a camada e também da pressão aplicada.
 O efeito da compactação resulta na melhoria das
qualidades mecânicas e hidráulicas do solo, e entre
elas, o acréscimo de resistência ao cisalhamento
e a redução da compressibilidade e da
permeabilidade.
29Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Compactação
Sem compactação Com compactação 30
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Curva de Compactação
 Objetivo: determinar a umidade ótima (hót) e massa específica 
seca máxima (smáx)
31
CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
as
sa
 E
sp
e
cí
fic
a 
S
e
ca
 M
áx
im
a 
(g
/c
m
3
)
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Energias de Compactação
Designação Proctor 
normal
AASHO 
normal
Proctor 
intermediário
Proctor 
modificado
peso (kgf) 2,5 4,5 4,5 4,5
altura de queda (cm) 30,5 45,7 45,0 45,0
número de camadas 3 5 5 5
número de golpes 25 12 26 55
volume do cilindro 
(cm3)
0.997 2,084 2.000 2.000
energia (kgfcm/cm3) 5,7 5,9 13,0 27,0
32Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Aplicando-se energias de compactação mais
elevadas, verifica-se uma redução na umidade
ótima, bem como um aumento no valor máximo da
massa específica aparente seca.
33Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Os resultados do ensaio de Proctor são usados para controle de
compactação em campo, visto que, quando da execução das
camadas de um pavimento, é necessário que o solo seja
compactado na (ou próxima da) umidade ótima, a fim de que
se possa obter uma alta eficiência na operação de compactação.
Rolo pé de carneiro
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Materiais granulares bem graduados caracterizam-se por
menores valores de umidade ótima e maiores valores de
massa específica aparente seca máxima, quando comparados
aos solos de granulometria uniforme ou argilosos, cabendo
aos solos siltosos comportamento intermediário.
35Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Execução do ensaio
Fonte: Rita Moura Fortes
36
Ensaio de Compactação
 O ensaio pode ser executado em cilindro de dimensões 
reduzidas
Compactador padrão para execução
dos ensaios do método MCT. 37
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação
 Apresentação de Resultados
38
CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
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sa
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sp
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cí
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a 
S
e
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 M
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im
a 
(g
/c
m
3
)
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Exercícios
 Por que o ensaio de Proctor é importante para as 
operações de compactação no campo?
 O que se deve esperar dos parâmetros de 
compactação quando:
 a energia de compactação aumenta?
 o teor de argilosidade do material aumenta?
 As propriedades dos materiais podem melhorar com 
o acréscimo de compactação? Em quais situações? 
39Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Índice de Suporte Califórnia (CBR) 
 É usado para o dimensionamento de pavimentos flexíveis
 O CBR expressa, por definição, a relação entre a resistência à 
penetração de um cilindro padronizado numa amostra de solo 
compactado e a resistência do mesmo cilindro em uma pedra 
britada padronizada. 
 Quanto mais elevado for o valor de CBR de um solo, mais emprego 
em camadas nobres do pavimento, o solo pode encontrar.
 Principal Vantagem
 O seu uso é consagrado em diversos órgãos rodoviários 
 Principal Desvantagem
 O método de dimensionamento de pavimentos baseado no CBR 
não considera o mecanismo de ruptura do pavimento por fadiga 
(efeito da repetição de cargas)
40Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Índice de Suporte Califórnia (CBR) 
 Etapas do ensaio CBR
 Moldagem: o ensaio é realizado com o material que passa na # de ¾ “
 Imersão do corpo de prova: 4 dias de imersão
 Penetração do corpo de prova
1º. Compactação do corpo-de-prova
2º. Imersão dos corpos-de-prova 
em tanque de água por 96 horas e 
medida de expansão axial 3º. Ensaio de penetração de pistão
padrão no corpo-de-prova e medida
penetração e resistênciaFotos: Rosângela Motta
41Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Índice de Suporte Califórnia (CBR) 
 O ensaio pode ser executado em cilindro de dimensões 
reduzidas
Compactador padrão para execução
dos ensaios do método MCT.
Cilindro CBR utilizado no método tradicional
e o cilindro mini-CBR do método MCT.
42
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Índice de Suporte Califórnia (CBR) 
 Cálculos
 Determinar o teor de umidade do corpo de prova e a massa 
específica aparente seca do corpo de prova
 Determinar a expansão do corpo de prova
 Traçar a curva carga versus penetração
 Registrar os valores de carga F1 e F2 correspondentes às 
penetrações de 2,5 mm e 5,0 mm, respectivamente.
43Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Índice de Suporte Califórnia (CBR) 
 Cálculos
 Admitir como valor do Índice de Suporte Califórnia, o maior 
dos índices obtidos do seguinte modo
para CBR a 2,5 mm =
F1 100
1350
para CBR a 5,0 mm =
F2 100
2050
0
50
100
150
200
250
300
350
400
450
500
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14
Pe ne tração (mm)
44
Notas de Aula de PCSV - Prof. Heber Oliveira
Curva de Proctor e CBR
 Fonte: DNIT (2006) 45Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Aplicações Práticas
•Dimensionamento
46
Ensaios de Campo
CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
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sp
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cí
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S
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áx
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(g
/c
m
3
)
Ensaios de Campo
 Para fins de controle de execução das camadas de um pavimento e do 
recebimento dos serviços, são determinadas a umidade in situ e a 
massa específica aparente do solo
 O controle do teor de umidade (o método mais utilizado é o do 
Speedy) deve ser feito antes do início da compactação
 Determinação do teor de umidade pelo método de Speedy (DNER-ME 
052/94)
 Fundamenta-se na propriedade que o sal carbureto de cálcio 
(CaC2) tem de liberar gás quando em contato com água, e de tal 
liberação ser função direta da quantidade de água com que uma 
porção desse sal toma contato.
 Determina-se a umidade a partir da medição da pressão exercida 
pelo gás liberado em uma câmara que contêm solo em seu estado 
natural de umidade e carbureto de cálcio
 A maior vantagem do emprego do método Speedy é poder dispor, 
no campo, de uma alternativa relativamente simples e rápida para 
se conhecer o teor de umidade do solo in situ.
48Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Aparelhagem
Conjunto Speedy
Ampolas com carbureto de cálcio e 
balança
49Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Procedimento do Ensaio de Speedy
 Calibrar o Speedy (1)
 Pesar a amostra e inseri-la na câmara do aparelho speedy (2)
Umidade Estimada (%) Peso da Amostra (g)
5 20
10 10
20 5
30 ou mais 3
50Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Procedimento do Ensaio de Speedy
 Colocar na câmara duas esferas de aço, seguidas de
uma ampola de carbureto de cálcio (3)
 Fechar o aparelho e agitá-lo (4)
 Aguardar que a leitura do manômetro se estabilize e
fazer a leitura correspondente a essa pressão (5)
(3) (5)(4)
51
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Cálculo do Ensaio (Método do Speedy)
 Cálculo do ensaio
 Conhecendo-se a leitura manométrica e a massa da amostra 
utilizada no ensaio, consulta-se a tabela de aferição própria do 
aparelho, de onde se obtém a porcentagem de umidade em 
relação à amostra total úmida (h1) e determina-se a umidade 
(H) em relação ao solo seco
 H = 100 x (100 – h1)/h1
CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
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im
a 
(g
/c
m
3
)
??????
52
??????
Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Controle da Compactação IN SITU
 Para fins de controle de execução das camadas de um
pavimento e do recebimento dos serviços, são determinadas a
umidade in situ e a massa específica aparente do solo
 O controle do teor de umidade (o método mais utilizado é o
do Speedy) deve ser feito antes do início da compactação
 O controle da massa específica aparente seca (determinado
mais comumente através do processo do frasco de areia) deve
ser realizado após a compactação
 Grau de compactação
 De maneira geral, espera-se que o grau de compactação tenha
uma variação de 95 % a 105 %.
100GC
)Lab(máx,s
)Campo(S 



53Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Controle da Compactação In Situ
 No Método do Frasco de Areia, usa-se uma areia de massa 
específica aparente conhecida, determinando-se o volume do 
orifício escavado pela diferença de peso antes e após a abertura 
do registro.
 Aparelho para determinação da massa específica aparente de 
um solo in situ
FRASCO DE AREIA
REGISTRO
VOLUME ESCAVADO
54Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Ensaio de Compactação In Situ
55
Aparelhagem necessária à execução do ensaio do 
frasco de areia
 Frasco de vidro provido de gargalo 
rosqueado e funil dotado de registro 
e de rosca para se atarraxar ao 
frasco;
 Bandeja quadrada de alumínio, com 
lado medindo aproximadamente 
30 cm apresentando no centro 
orifício circular;
 Pá de mão; balança; talhadeira de 
aço com comprimento de 30 cm; 
martelo com massa igual a 1 kg;
 Recipiente em que se possa manter 
a amostra sem que a mesma perda 
umidade, antes de sua secagem;
 Estufa e areia com granulometria 
compreendida entre 0,8 mm e 
0,6 mm, lavada, seca e com massa 
específica a determinar.
56
Procedimento para Determinação da 
Massa Específica Aparente Seca
 Determinação do peso de areia referente ao volume do funil (P3)
 Enche-se o frasco com areia e apoia-se o funil sobre uma superfície 
plana; em seguida abre-se a válvula para que a areia encha o funil, 
fechando-a. Por diferença de massas do frasco, antes (P1) e depois 
(P2), obtém-se a massa de areia contida no funil.
 P3 = P2 – P1
57
Procedimento para Determinação da 
Massa Específica Aparente Seca
 Determinação da massa específica aparente da areia 
(a )
 Parte-se do frasco cheio (P4), que deve ser vertido sobre 
um cilindro de volume conhecido (V). Em seguida deve-se 
abrir a válvula e deixar que a areia encha todo o cilindro. 
Pesa-se novamente o conjunto frasco+funil (P5)
 P6 = P4 - P5 - P3
V
P6
a 
58Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Procedimento para Determinação da 
Massa Específica Aparente Seca
 Determinação da massa específica aparente do solo In Situ (h)
 Abre-se um furo na camada em questão. Do solo retirado do furo 
(Ph), verifica-se a massa e o teor de umidade. Coloca-se o frasco 
(cheio de areia já calibrada) (P7) sobre o furo e abre-se a válvula 
deixando a areia encher o furo e o funil (P8). Por diferença de massa, 
antes e depois, determinar a massa da areia usada no ensaio (P9).
 P9 = P7 – P8
 P10 = P9 – P3 (peso de areia que enche a cavidade do solo)
 h a
hP
P
 
10
59Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
Procedimento para Determinação da 
Massa Específica Aparente Seca
 Determinação da massa aparente do solo seco In Situ (S )
 Determinação do grau de compactação
 s h h
 

100
100
100GC
)Lab(máx,s
)Campo(S 



CURVA DE COMPACTAÇÃO
1,760
1,780
1,800
1,820
1,840
1,860
1,880
1,900
1,920
1,940
1,960
1,980
2,000
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
Umidade ( % )
M
as
sa
 E
sp
e
cí
fic
a 
S
e
ca
 M
áx
im
a 
(g
/c
m
3
)
60Notas de Aula de PCSV – Profa. Suelly Barroso e Prof. Heber Oliveira
REVISÃO DE 
MECÂNICA DOS 
SOLOS APLICADA 
À PAVIMENTAÇÃO
Profa. Suelly Barroso e Prof. HeberOliveira
Projeto e Construção da Superestrutura Viária – 2021.1

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