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José da Silva trabalhou na empresa "Empenho", por dois anos. Durante todo o período do contrato de trabalho não existiu registro, tampouco anotação na carteira de trabalho. A dispensa se deu por parte da empresa, que não pagou nenhuma verba rescisória, na verdade ela disse que só pagaria em Juízo. Sem saída, José da Silva, apresentou sua reclamação trabalhista. Dentre os vários pedidos, o agora reclamante, alegou em Juizo que: - Existiu vínculo de emprego, e - Tem direito ao recebimento de todas as verbas rescisórias. A empresa ao seu turno alegou que jamais contratou o reclamante como empregado, na verdade, o contratou como eventual, e que por isso nada deve a ele. Diante desse cenário é correto dizer que: O ônus da prova de existência de trabalho eventual é do reclamante A empresa tem que provar somente que já pagou as verbas rescisórias. A prova de que existiu a relação de emprego, nesse caso, pode ser tanto da reclamada quanto do reclamante. O ônus da prova, inicialmente era do reclamante, já que ele disse que existia relação de emprego. Mas quando a empresa disse que o contratou como eventual, ocorreu a inversão do ônus da prova. A empresa não precisa provar que contratou como eventual o reclamante, mesmo que tenha feito tal alegação em sua defesa.