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<p>ENUNCIADO DA 4ª PEÇA</p><p>Vera Lucia propôs ação trabalhista que tramita perante a 1ª Vara do Trabalho de Santos – SP, Processo nº 0152287-15.2020.</p><p>Pleiteia vínculo empregatício, sob a alegação que foi contratada pela empresa Paparoca como vendedora.</p><p>Não teve o contrato de trabalho registrado. Trabalhou de 15/10/2019 a 20/10/2020, ocasião em que foi demitida sem justa causa.</p><p>Recebia como último salário o valor de R$ 2.000,00.</p><p>Não lhe foram pagas as verbas rescisórias.</p><p>Para comprovar o vínculo a reclamante juntou crachá fornecido pela empresa.</p><p>A referida empresa passou por alteração de razão social, respondendo sob a denominação atual de Pororoca, conforme alteração de contrato social juntado às fls. 250, CLÁUSULA QUARTA, da defesa.</p><p>A Reclamante pleiteou na exordial, o pagamento de duas horas extras por dia no período de janeiro a setembro de 2020.</p><p>Em defesa a reclamada limitou-se a negar os fatos, pois negou o vínculo empregatício, não juntou cartões de ponto.</p><p>Requereu a reclamante na inicial o pagamento do 13º salários do período do ano de 2019, férias mais 1/3 do período de 15/10/2019 a 15/10/2020. que não lhe foi pago sob o argumento de que não havia vínculo empregatício e, portanto, não era devido.</p><p>Em contestação a reclamada alegou a inexistência do vínculo, não juntou qualquer documento comprovando o pagamento.</p><p>Ainda, pleiteou a reclamante o pagamento das verbas rescisórias: aviso prévio indenizado, saldo de salário de 20 dias. 13º salário 11/12 avos; aviso prévio proporcional 3 dias, depósitos fundiários de todo o período, multa de 40 %.</p><p>Houve negativa geral por parte da reclamada na defesa.</p><p>Pleiteou a reclamante o pagamento da multa do art. 477 da CLT, tendo em vista o não pagamento das verbas rescisórias no prazo legal.</p><p>Como advogado da Reclamante apresente a manifestação aos termos da contestação.</p><p>Réplica</p><p>A réplica nada mais é do que a manifestação do reclamante sobre a defesa da reclamada e documentos por ela juntados.</p><p>Pode ser feita de duas formas diferentes, a critério do juiz:</p><p>– Na própria audiência: normalmente os juízes concedem um prazo para o advogado do reclamante verificar a defesa e documentos e se manifestar na hora. Isso acontece especialmente no rito Sumaríssimo e na audiência Una. Você vai ditar a sua manifestação para a escrevente, que vai digitar tudo para constar na ata.</p><p>– Por escrito: quando o caso é muito complexo ou tem um grande volume de documentos, pode ser que o juiz conceda um prazo para você fazer por escrito. Faça como uma petição normal de manifestação, impugnando ponto por ponto.</p><p>– Na própria audiência: você terá 20 minutos, mesmo prazo da defesa oral prevista no artigo 847 da CLT.</p><p>– Por escrito: depende do juiz. Normalmente eles dão 5, 10 ou 15 dias,</p><p>A impugnação deve ser específica e apontar eventuais irregularidades na defesa e especialmente nos documentos.</p><p>Se você não se manifestar sobre a defesa, acontecerá a presunção de veracidade, ou seja, é como se você estivesse concordando que a empresa tem razão em tudo o que escreveu.</p><p>– Não junte documentos;</p><p>– Não seja genérico;</p><p>– Não alegue fatos novos.</p><p>FAZENDO NA PRÁTICA</p><p>1) Verifique o que a empresa escreveu e os documentos que juntou;</p><p>2) Manifeste-se ponto por ponto do que discordar;</p><p>3) Se a empresa apontou em defesa algum fato modificativo, extintivo ou impeditivo, alerte o juiz para a inversão do ônus da prova.</p><p>4) Impugne documento por documento que discordar (não precisa impugnar tudo o que ela juntou, apenas o que não reflete a realidade… se, por exemplo, a ficha de registro do reclamante estiver certinha, não precisa falar sobre ela).</p><p>5) Se estiver pedindo horas extras, aponte as diferenças nos cartões de ponto</p><p>6) Aponte tudo o que for necessário. Essa é a hora de provar que a sua inicial está correta!</p><p>Se você estiver na audiência e o juiz pedir para você se manifestar, mas você não estiver preparado ou não souber o que fazer, respire fundo e se acalme.</p><p>Abra a sua inicial e abra a defesa. Sugiro que leia cada parágrafo com atenção.</p><p>Analise cada parágrafo assim:</p><p>– Se ele não falou nada que te prejudique, pode passar por cima.</p><p>– Se ele só negou o que você falou em inicial, diga que a contestação é genérica.</p><p>– Se ele alegou algum fato modificativo, impeditivo ou extintivo, peça a inversão do ônus da prova.</p><p>– Se a defesa não contestou algum ponto ou confirmou alguma informação trazida na inicial, peça a confissão.</p><p>Quando chegar aos documentos, veja se a empresa juntou tudo o que deveria. Se algum documento não foi juntado, alerte o juiz e peça a confissão. Impugne especificamente cada documento e aponte as diferenças. Ao final, peça a procedência da ação.</p><p>A réplica é quem delimitará a prova e, inclusive, apontará eventual inversão no ônus da prova!</p><p>FATOS FUNDAMENTO JURÍDICO PEDIDO</p><p>- Vínculo empregatício</p><p>Alegar que comprovou Juntou Crachá. Documento de acesso</p><p>Procedência do pedido</p><p>-Horas Extras</p><p>Não juntou cartões de ponto</p><p>ônus da prova da Reclamada Art. 333, II do CPC e Súmula 338 do TST</p><p>Procedência do pedido</p><p>-13º Salários, Férias + 1/3</p><p>Reconhecido o vínculo são devidas as verbas</p><p>Procedência do pedido</p><p>-Verbas rescisórias</p><p>Comprovado o vínculo é devido Verbas rescisórias</p><p>Procedência do pedido</p><p>- Multa do art. 477 da CLT</p><p>Não comprovou o pagto das verbas no prazo legal</p><p>Procedência do pedido</p>