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Universidade Estácio de Sá UNESA Fundamentos de Bioquímica (ARA0009) Profa. Cristiane Paiva 2025.1 02 QUESTÕES PRÉ-AULA 1. O que são enzimas? 2. Qual a principal função das enzimas? 3. Qual a importância das enzimas na evolução das espécies? 4. É possível alterar a afinidade das enzimas pelos substratos? 5. O que é catálise? 6. Alterar a quantidade de enzimas e de substratos interfere nas reações por elas catalisadas? 7. O que é modulação alostérica positiva? 8. O que é modulação alostérica negativa? 9. O que é uma inibição enzimática competitiva? 10. O que é uma inibição enzimática incompetitiva? 11. Fatores ambientais alteram a cinética enzimática? 03 CONCEITOS Em linhas gerais, as proteínas são formadas pela polimerização de aminoácidos por meio de ligações covalentes específicas. Que ligações são essas? AMINOÁCIDOS PEPTÍDEOS PROTEÍNAS Ligações peptídicas 04 REFERENCIAL TEÓRICO Assim como a grande maioria das reações químicas, a vida depende de muitas reações de transformação. Em bioquímica, essas transformações podem ser evidenciadas na conversão de substratos em produtos, que são etapas fundamentais para a manutenção do nosso equilíbrio, e, por isso, exigem enorme grau de especificidade e eficiência. NUTRIENTES ENERGIA SUBSTRATOS PRODUTOS MÁGICA BIOQUÍMICA 05 Após consumirmos glicose em nossa alimentação, ela será substrato de uma série de reações organizadas e específicas para serem transformadas na energia que nossas células precisam para realizar suas atividades. REFERENCIAL TEÓRICO 06 ▪ Mas como fazer esse processo de transformação de substrato em produto? ▪ Como conferir seletividade e efetividade para que estas etapas tão necessárias sejam feitas da forma como os organismos demandam? REFERENCIAL TEÓRICO 07 A resposta destes questionamentos está no importante papel que as enzimas exercem na fisiologia e nos processos metabólicos do organismo. A partir de agora, vamos chamar de catálise essas reações de transformação bioquímicas promovidas pelas enzimas.. REFERENCIAL TEÓRICO 08 ▪ As enzimas são peças centrais de todos os processos bioquímicos. ▪ Podemos conceituá-las como proteínas efetoras (salvo raras exceções) que agem como biocatalisadores, ou seja, promovem a transformação de substratos em produtos, conferindo agilidade, especificidade e eficiência. REFERENCIAL TEÓRICO 09 NOMENCLATURA A nomenclatura das enzimas é de suma importância para a compreensão de sua atividade. Em geral, uma boa forma inicial de identificação de uma enzima é a presença do sufixo ‘’-ase’’, geralmente, associado ao substrato ou à atividade que esta enzima exerce. EX: DNA polimerase, responsável pela polimerização do DNA e as lipases, enzimas responsáveis pela catálise de reações que envolvem os lipídeos. 010 CLASSIFICAÇÃO Para trazer mais eficiência à nomenclatura, adotou-se uma convenção internacional, que desmitifica as enzimas em seis grandes grupos, seguindo as bases de suas reações de catálise, são eles: ▪ OXIRREDUTASES ▪ TRANSFERASES ▪ HIDROLASE ▪ LIASES ▪ ISOMERASES ▪ LIGASES SUBSTRATO PRODUTO 011 CLASSIFICAÇÃO Para trazer mais eficiência à nomenclatura, adotou-se uma convenção internacional, que desmitifica as enzimas em seis grandes grupos, seguindo as bases de suas reações de catálise, são eles: 012 CLASSIFICAÇÃO EXEMPLO DE OXIRREDUTASES Enzimas que catalisam as reações que envolvem as transferências de elétrons, as reações de oxidação e redução. Como exemplo, podemos citar as enzimas desidrogenases ou oxidases. 013 NOMENCLATURA TRANSFERASES Enzimas que catalisam as reações de transferência de grupos funcionais entre as duas moléculas diferentes, onde uma molécula é doadora de um grupo e a outra molécula é receptora. Como exemplo, podemos citar a enzima glutationa transferase, uma importante enzima que auxilia na detoxificação do organismo ao conjugar a glutationa em moléculas que serão posteriormente eliminadas. 014 Somente se ligaram ao sítio ativo da enzima os substratos que apresentam afinidade química com os resíduos de aminoácido que compõem este local de ligação. A conversão de um substrato em um produto é fundamental para as demais atividades bioquímicas, e as enzimas tornam essas ligações mais velozes e eficientes. REFERENCIAL TEÓRICO ENZIMA SUBSTRATO SÍTIO ATIVO REPRESENTAÇÃO ESQUEMÁTICA x REPRESENTAÇÃO MOLECULAR 015 É possível que um substrato seja convertido em produto na ausência de uma enzima, entretanto este processo demanda uma alta energia de ativação, ou seja, é necessária mais energia para que essa reação aconteça. CINÉTICA ENZIMÁTICA SEM ENZIMA 016 Quando este processo de conversão de um substrato em um produto é catalisado por um sistema enzimático, a energia de ativação necessária para cumprimento desta etapa é menor, o que traz enorme impacto na manutenção dos sistemas vivos. CINÉTICA ENZIMÁTICA COM ENZIMA 017 CATÁLISE ENZIMÁTICA 018 Para que a reação ocorra, precisamos primeiramente da enzima, do substrato e de energia de ativação para entrarmos no estado de transição, que existe por tempo limitado. Cabe dizer que essa necessidade de energia é justificada pelo alinhamento dos grupos funcionais das enzimas e dos substratos, que, muitas vezes, possuem cargas e necessitam fazer ligações químicas para formarem os produtos. O complexo enzima-substrato (ES) existe apenas no momento que antecede a formação de um outro complexo, o complexo enzima-produto (EP) e, na medida que o produto é formado, este complexo deixa de existir e enzima se torna disponível novamente para ligação com o substrato. CINÉTICA ENZIMÁTICA 019 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA TEMPERATURA ▪ As enzimas são proteínas e, por características estruturais, são sensíveis à temperatura. ▪ Temperatura ótima: temperatura onde a enzima terá o seu melhor desempenho em converter substrato em produto. ▪ O calor aumenta o estado energético das moléculas. ▪ Temperaturas superiores à temperatura ótima promovem um efeito contrário, o que pode ser atribuído à desnaturação. 020 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA pH ▪ Assim como a temperatura, existe um pH ótimo para a atividade das enzimas. ▪ Este valor de pH é aquele no qual os resíduos de aminoácidos dos sítios ativos se encontraram em suas formas mais estáveis, com padrão de ionização que lhes garanta melhor interação com os substratos. 021 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA CONCENTRAÇÃO ▪ Outro fator interessante que atua na regulação dos processos enzimáticos é a disponibilidade das enzimas, ou seja, sua concentração no meio reacional. ▪ É possível identificar um aumento na velocidade de reação caso seja aumentada a quantidade de enzimas disponíveis para a conversão de substrato em produto. 022 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA CONCENTRAÇÃO Aqui, entra uma possibilidade de atuação terapêutica das enzimas, que podem ser ofertadas a pacientes que apresentem deficiência na produção de determinada enzima que seja fundamental para os processos fisiológicos naturais. Um exemplo claro dessa utilização é a disponibilização de cápsulas contendo a enzima lactase, que auxilia no processo digestivo da lactose em indivíduos que experimentam desconforto abdominal em razão da digestão lenta deste açúcar. 023 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA DISPONIBILIDADE DO SUBSTRATO ▪ Interfere na cinética enzimática, uma vez que, para manutenção do equilíbrio, quanto mais substrato for oferecido, mais produtos serão formados. ▪ Este processo só é verdade caso não ocorra a saturação das enzimas, fenômeno observado quando a quantidade de substratos ocupa todos os sítios ativos disponíveis das enzimas. 024 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA É possível também que as enzimas apresentem sua atividade controlada dentre de uma célula, sendo atividade ou desativada de acordo com as necessidades metabólicas das células. Algumas enzimas necessitam de: ETAPA DE FOSFORILAÇÃO Adição de um grupo fosfato para alternar entre a sua formaativa e inativa. CLIVAGEM Remoção de determinado segmento para tornar o sítio ativo disponível para ligação do substrato. 025 REGULAÇÃO ENZIMÁTICA ETAPA DE FOSFORILAÇÃO Adição de um grupo fosfato para alternar entre a sua forma ativa e inativa. CLIVAGEM Remoção de determinado segmento para tornar o sítio ativo disponível para ligação do substrato. ENZIMA SUBSTRATO SÍTIO ATIVO 026 MODULAÇÃO ENZIMÁTICA ▪ Existem também as enzimas que possuem um sítio de ligação com ligantes não covalentes, os quais chamamos de moduladores alostéricos. ▪ Estes moduladores promovem alterações conformacionais nas enzimas, e são capazes de: Modulação alostérica positiva Aumentar a afinidade pelo substrato 027 MODULAÇÃO ENZIMÁTICA Existem também as enzimas que possuem um sítio de ligação com ligantes não covalentes, os quais chamamos de moduladores alostéricos. Estes moduladores promovem alterações conformacionais nas enzimas, e são capazes de: Modulação alostérica negativa Diminuir a afinidade pelo substrato 028 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIÇÃO INESPECÍFICA Dizemos que uma inibição é inespecífica quando o processo de diminuição da velocidade de reação, ou interrupção da reação propriamente dita, se dá através de mecanismos que promovem a inibição de todas as enzimas, como alterações de temperatura muito acima ou muito abaixo da temperatura ótima de funcionamento, as alterações do pH do meio que promovam alteração dos sítios ativos das enzimas ou a remoção dos substratos, quando possível. 029 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIÇÃO ESPECÍFICA Já quando a inibição é específica, precisamos detalhar um pouco mais sobre a figura de um agente, que chamaremos de inibidor enzimático, que é capaz de inibir ou diminuir a atividade de uma enzima ou de um grupo de enzimas específicos. 030 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIDOR COMPETITIVO Quando o inibidor tem semelhança estrutural, ou seja, se parece com o substrato, ele inibe a enzima de forma competitiva ao se ligar ao seu sítio ativo. 031 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIDOR COMPETITIVO 032 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIÇÃO ALOESTÉRICA ▪ Quando o inibidor não apresenta semelhança estrutural com o substrato, ele se liga em outro local da enzima, que não o sítio ativo. ▪ Esta ligação pode alterar a conformação geral da enzima ▪ Essas novas ligações modificam o sítio ativo da enzima que passa a interagir menos com o substrato, dificultando o processo de catálise. 033 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIDOR INCOMPETITIVO Ligação de um inibidor incompetitivo, que se liga ao complexo enzima-substrato, formando o complexo enzima-substrato-Inibidor (ESI), inviabilizando a formação de produto, mesmo sem alterar ou competir pela ligação entre enzima e substrato. 034 INIBIÇÃO ENZIMÁTICA INIBIDOR INCOMPETITIVO 035 EXERCÍCIOS 1. Sobre as enzimas, assinale a alternativa correta: a) As enzimas são moléculas de origem lipídica que apresentam atividade catalítica, reduzindo a velocidade de conversão de substratos em produtos. b) As enzimas são moléculas de origem lipídica que apresentam atividade catalítica, aumentando a velocidade de conversão de substratos em produtos. c) As enzimas são moléculas de origem proteica que apresentam atividade catalítica, aumentando a velocidade de conversão de substratos em produtos. d) As enzimas são moléculas de origem proteica que apresentam atividade catalítica, reduzindo a velocidade de conversão de substratos em produtos. e) As enzimas são moléculas de origem metálica que apresentam atividade catalítica, reduzindo a velocidade de conversão de substratos em produtos. 036 EXERCÍCIOS 2. A cinética das reações enzimáticas pode ser inibida de diferentes formas. Marque a opção correta que melhor exemplifique o processo de inibição. a) A temperatura não exerce influência sobre a cinética enzimática. b) O pH não exerce influência sobre a cinética enzimática. c) A temperatura influencia a cinética, diferente do pH do meio reacional. d) A cinética enzimática pode ser modulada pela temperatura, desde que seja a temperatura ótima de funcionamento da enzima envolvida. e) Quanto maior a temperatura, maior a velocidade da enzima em converter enzimas em substratos. 037 QUESTÕES PRÉ-AULA 1. O que são enzimas? 2. Qual a principal função das enzimas? 3. Qual a importância das enzimas na evolução das espécies? 4. É possível alterar a afinidade das enzimas pelos substratos? 5. O que é catálise? 6. Alterar a quantidade de enzimas e de substratos interfere nas reações por elas catalisadas? 7. O que é modulação alostérica positiva? 8. O que é modulação alostérica negativa? 9. O que é uma inibição enzimática competitiva? 10. O que é uma inibição enzimática incompetitiva? Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37