CRAS E CREAS

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Pré-visualização

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Política Nacional de Assistência Social PNAS/2004
Sistema Único de Assistência Social- SUAS: é a forma de operacionalização da LOAS.
Tem por objetivos: contribuir com a inclusão e a equidade, assegurar que as ações tenham centralidade na família e prover serviços, programas, projetos e benefícios a quem necessitar.


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Política de Assistência Social
 Constituição Federal / 1988 (Art. 203 e 204);
 Lei Orgânica da Assistência Social – Lei N° 8.742/1993;
 Política Nacional de Assistência Social – PNAS;
 Norma Operacional Básica – NOB.
“A Assistência Social, direito do cidadão e dever do Estado, é política de seguridade não contributiva, que provê os mínimos sociais”. 
(Art. 1° da LOAS)
Marco Legal


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Política Nacional de Assistência Social PNAS/2004
 Institui uma (re)organização na gestão da política de assistência social, visando unificar o conceito e procedimentos em todo território nacional:




 Estabelece padrões dos serviços, qualidade no atendimento, indicadores de avaliação e resultado, padronização da nomenclatura dos serviços e da rede socioassistencial.
 Organização baseada na divisão por territórios.

Sistema Único da Assistência Social
SUAS


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SUAS: OBJETIVO
 O Suas tem o objetivo de identificar os problemas sociais, focando as necessidades de cada município, ampliando a eficiência dos recursos financeiros e da cobertura social. 

 É um modelo democrático, descentralizado, que tem a missão de ampliar a rede de assistência social brasileira.  


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Sistema Único da Assistência Social 
 Os serviços, programas, projetos e benefícios tem como foco prioritário a atenção às famílias, seus membros e indivíduos e o território como base de organização, que passam a ser definidos pelas funções que desempenham, pelo número de pessoas que deles necessitam e pela sua complexidade. 



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ORGANIZAÇÃO 
DO SUAS


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Sistema Único da Assistência Social
Divisão dos Municípios por Porte


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Sistema Único da Assistência Social

Vínculos Familiares e 
Comunitários





PSB
PSE Média
PSE Alta
Ausência de Vínculos Familiares e Comunitários


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Os Serviços Sócio-Assistenciais implicam na produção de ações continuadas e por tempo indeterminado voltados à proteção social da população usuária da rede de assistência social.

 PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA – PSB 

 PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL – PSE 
 PSE de Média Complexidade
 PSE de Alta Complexidade
Organização da Rede Sócio-Assistencial


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Objetivos das ações de proteção:
Básica: prevenir situações de risco através do desenvolvimento de potencialidades e aquisições, e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários
Especial: Modalidade de atendimento assistencial destinadas a famílias e indivíduos que se encontram em situação de risco pessoal e social.


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PROTEÇÃO 
SOCIAL 
BÁSICA 


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Proteção Social Básica
 A Proteção Social Básica tem caráter preventivo e processador de inclusão social.
 Destinatários: segmentos da população que vivem em condições de vulnerabilidade social, tais como: 
 pobreza
 privação (ausência de renda, precária ou nulo acesso aos serviços públicos...)
 fragilização dos vínculos afetivos (discriminação etária, étnicas, de gênero ou por deficiência...)	
 Objetivo: processar a inclusão de grupos em situação de risco social nas políticas públicas, no mundo do trabalho e na vida comunitária e societária, além de prevenir as situações de risco social.


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Proteção Social Básica
A proteção social básica inclui a oferta de:
 Programa de Atenção Integral à Família – PAIF;
 Programa de inclusão produtiva e projetos de enfrentamento à pobreza;
 Centros de Convivência para Idosos;
 Serviços para crianças de 0 a 6 anos, que visem o fortalecimento dos vínculos familiares, o direito de brincar, ações de socialização e de sensibilização para a defesa dos direitos das crianças;
 Serviços sócio-educativos para crianças, adolescentes e jovens  de 6 a 24 anos, visando sua proteção, socialização e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários;
 Centros de informação e de educação para o trabalho, voltados para jovens e adultos.   


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Os programas, projetos e serviços devem ser executados de forma direta nos Centros de Referência da Assistência Social - CRAS, e em outras unidades básicas e de assistência social (governamental e não governamental).

Proteção Social Básica
CRAS



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O que é o CRAS?
 Unidade pública estatal de base territorial, localizado em áreas de vulnerabilidade social.
 Deverá ser implantado pela Prefeitura;
 Executa serviços de proteção social básica;
 Organiza e coordena a rede de serviços socioassistenciais local da política de assistência social.
 É a “porta de entrada” para a rede de serviços socioassistenciais.
 Abrange um total de 1000 famílias/ano. 
Centro de Referência de Assistência Social


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Atuação do CRAS
 Orientação e o convívio sociofamiliar e comunitário a família e indivíduos – PAIF;
 Prestar informação e orientação para a população de sua área de abrangência;
 Articular com a rede de proteção social local;
 Promove a inserção das famílias nos serviços de assistência social local;
 Mapear e organizar a rede socioassistencial de proteção social básica, sob orientação do gestor municipal de assistência social.    
Quais são as competências do CRAS?


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Qual a diferença entre o CRAS e a 
Secretaria Municipal de Assistência Social?
O CRAS:
Ficará subordinado à Secretaria Municipal de Assistência Social;
Executará serviços de Proteção Social Básica;
Acompanhamento das famílias em situação de vulnerabilidade social, oferecendo apoio necessário à superação de suas dificuldades.
A Secretaria:
Responsável pela articulação política;
Funcionará o Plantão Social;
Consolidação de dados e articulação de todas as unidades de CRAS;
Conhecimento da realidade local e definição de estratégias de ação.
CRAS x SMAS


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PROTEÇÃO  SOCIAL  ESPECIAL


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Proteção Social Especial
 A Proteção Social Especial tem caráter compensatório (reparar o dano), mas igualmente reabilitador de possibilidades psico-sociais com vistas a reinserção social. Por isso, exigem atenção mais personalizada e processos protetivos de longa duração.
 Destinatários: indivíduos que se encontram em situação de alta vulnerabilidade pessoal e social, decorrentes de: 
 ocorrência de abandono
 vítimas de maus tratos físicos e/ou psíquicos
 abuso e exploração sexual
 usuários de drogas
 adolescentes em conflito com a lei
 moradores de rua...


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Proteção Social Especial
A Proteção Social é classificada em dois tipos:
 Proteção Social Especial de Média Complexidade
Destinatários: Famílias e indivíduos com seus direitos violados, mas cujos vínculos familiar e comunitário não foram rompidos. 
 Proteção Social Especial de Alta Complexidade
Destinatários: Famílias e indivíduos que se encontram sem referência (abandono, morador de rua...) e/ou em  situação de ameaça, necessitando ser retirados de seu núcleo familiar e comunitário. 


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Média Complexidade:
O CREAS será o operador dos serviços de média complexidade e será referência para o ordenamento da rede de alta complexidade.
Destina-se a famílias cujos direitos fundamentais encontram-se violados, com vínculos fragilizados ou rompidos;


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PSE de Média Complexidade
 Serviço de orientação e apoio sócio-familiar;
 Plantão Social;
 Abordagem de rua;
 Cuidado no domicílio;
 Serviço de habilitação e reabilitação na comunidade das pessoas com deficiência;
 Medidas sócio-educativas em meio-aberto (PSC – Prestação de Serviços à Comunidade e LA – Liberdade Assistida).
 Centro de Referência Especializado da Assistência Social, visando à orientação e o convívio sócio-familiar e comunitário; dirigido às situações de violação de direitos.


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Outros 
Serviços:
Programa de Erradicação ao Trabalho Infantil
Serviço de enfrentamento à violência, abuso e exploração sexual contra crianças, adolescentes e suas famílias;
Atendimento a violação de direitos;
Serviço de orientação e acompanhamento a adolescentes em cumprimento a medidas socioeducativas em meio aberto.


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Alta Complexidade:
Destina-se a famílias e indivíduos