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índice Mensagem do Doutor.....................................................................................................................................3 Reposição Hormonal Masculina: chegou a minha hora de começar?..................................................4 Noções iniciais importantes sobre a testosterona...................................................................................6 Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa)...........................13 Fatores que aceleram a queda da testosterona no organismo.............................................................16 Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona?.....................................................17 Como fechamos o diagnóstico do DAEM (Andropausa).......................................................................21 Quais os benefícios da reposição hormonal com testosterona?.........................................................31 Por quanto tempo o homem vai fazer a reposição hormonal?..........................................................33 Quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?..................................35 Testosterona X Obesidade e Síndrome metabólica...............................................................................48 Testosterona X risco cardiovascular (infarto)..........................................................................................49 Testosterona X Câncer de Próstata...........................................................................................................51 Há riscos na reposição hormonal?.............................................................................................................52 Contraindicações ao uso de testosterona?.............................................................................................55 Existe tratamento “natural” para aumento da testosterona?.............................................................56 Conclusão.......................................................................................................................................................57 Dr. Marco Túlio Cavalcanti........................................................................................................................58 mensagem do doutor Parabéns pela iniciativa de baixar este e-book e pela vonta- de de buscar informações relevantes para sua saúde. Preparei este material sobre Reposição hormonal Masculi- na com Testosterona, não para ser mais do mesmo, e sim para tra- zer ao público geral informa- ções relevantes e atualiza- das que são discutidas em fóruns internacionais. Vamos entrar em vários pontos importantes que geram muitas dúvidas para pacientes, para meus segui- dores das redes sociais, do canal do Youtube e público em geral. Tentei ao máximo deixar a linguagem não muito técnica. Estamos vivendo um momento no qual a informação deve ser disseminada sem barreiras, fico feliz quando vejo profis- sionais de outras áreas (engenheiros, advogados, TI, profis- sionais liberais, empresários, funcionários públicos ….) dis- cutirem sobre assuntos médicos de uma forma embasada. Esta é uma boa tendência do mundo e do homem moderno. 3 Reposição Hormonal Masculina: chegou a minha hora de começar? Você se sente cansado e com falta de disposição? Não anda dormindo bem? Teve diminuição excessiva da capacidade física, diminuição da massa muscular e aumento de gordu- ra abdominal ? Sua libido (desejo sexual) não anda em seus melhores momentos? Seu caso pode ter indicação para re- posição hormonal. Pelos sintomas acima, vemos que a testosterona é impor- tante não só para função sexual, ela tem influência na parte COMPORTAMENTAL, FÍSICA E SEXUAL, promovendo melhor qualidade de vida quando em níveis ótimos. O termo reposição hormonal é amplamente utilizado na saúde feminina já que é de conhecimento geral que, em média, a partir dos 45 anos, as mulheres vão entrar na me- nopausa. Esse momento do ciclo reprodutivo feminino cau- sa uma série de desconfortos que podem ser regularizados com a recomposição dos níveis hormonais. 4 Os homens podem ter um momento semelhante, conhe- cido popularmente como andropausa. O Distúrbio Andro- gênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) é a presença de sintomas, como os acima citados, associado a uma baixa dos níveis de testosterona no organismo. Mas ao contrário da menopausa, que ocorre invariavelmen- te para todas as mulheres, a andropausa não vai atingir to- dos os homens. É preciso uma investigação cuidadosa para diagnosticar e, se for o caso, indicar o tratamento de reposi- ção hormonal masculina. Não tem idade para começar a reposição hormonal! Pode ser com 35, 40, 50, 60, 70, 80 anos ou mais... O critério utilizado é a presença de sintomas + baixos níveis de testosterona no exame de sangue e a ausência de contraindicações. Reposição Hormonal Masculina:chegou a minha hora de começar? 5 Noções iniciais importantes sobre a testosterona Esta parte é um pouco técnica, porém importante para o entendimento mais a fundo do problema, sendo assim achei importante mencionar. Quem achar muito complicado pode passar para o próximo tópico ou leiam apenas o que estiver em negrito. A testosterona é um hormônio esteroidal androgênico, com níveis sanguíneos em homens adultos 10 a 30 vezes mais altos do que em mulheres. Cerca de 95% da produção da testosterona circulante é feita pelas células de Leyding nos testículos, 5% nas glândulas adrenais (suprarrenais). Há também uma produção ínfima por células do SNC (Siste- ma nervoso Central) onde tem ação apenas local. 6 A glândula hipófise fica localizada na Sela Túrcica (dentro do crânio), secreta o FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e o LH (Hormônio Luteinizante) estimulando o testículo a produzir espermatozoides e testosterona respectivamen- te. Quando os níveis de testosterona já estão adequados, o estimulo de LH para, quando os níveis de testosterona no sangue diminuem, a hipófise detecta isso e aumenta a se- creção de LH. Isto ocorre o dia todo e todos os dias. A testosterona pode se transformar em 2 outros hormônios esteroidais: - No Estradiol (hormônio mais prevalente das mulheres) por uma enzima chamada Aromatase. - Na Dihidrotestosterona (hormônio mais potente do que a própria testosterona) por uma enzima chamada 5 alfaredutase. Noções iniciais importantes sobre a testosterona 7 Os níveis de testosterona oscilam durante o dia, sendo maiores das 3h às 8h da manhã em geral. Noções iniciais importantes sobre a testosterona 8 Noções iniciais importantes sobre a testosterona A testosterona apresenta- se na circulação de três formas principais: fortemente ligada à SHBG ( sex hormone-bindign globulin) (60%); fracamente ligada às proteínas, principal- mente a albumina (38% ) e não ligada ou livre (2%). As for- mas que agem nos tecidos são a fracamente ligada e a livre, conjunto chamado de testosterona biodisponível. A Testosterona tem 3 picos fisiológicos durante a vida de um homem: 1° Pico na fase fetal que é importante na formação da ge- nitália masculina (pênis, escroto, próstata e vesículas semi- nais); 2° Pico na fase Neonatal (nos primeiros meses de vida); 9 Noções iniciais importantes sobre a testosterona 3° Pico, que é o mais conhecido por todos, ocorre na pu- berdade (adolescência). Este último pico de testosterona na adolescência vai dar ao garoto características masculi- nas, voz grave, pelos, aumento de massa muscular e estru- tura óssea, crescimento do pênis, aumento da libido (dese- jo sexual), ereções mais fortes e frequente, dentre outros. Após atingido este pico, tem-se uma fase de estabilidade no período de 20 a 30 anos e depois inicia-se um processo de queda da taxa de testosterona. 10 Noções iniciais importantes sobre a testosterona Sabe-se que há uma queda mais acentuadaa partir dos 40 anos. Essa queda poderá ser de 1% a 2% ao ano. Isso varia muito com alguns fatores: - Genéticos -> Tem pessoas que têm esta “tendência” a evoluir com uma taxa de queda mais acelerada deste hormônio, apresentando sintomas mais precocemente. - Estilo de vida saudável ajuda a manter bons níveis de testosterona por mais tempo, diminuindo a taxa de que- da deste hormônio. Ao contrário, pessoas com uma roti- na muito estressante, obeso, sedentário, diabético, com privação de sono, etc, tendem a acelerar a queda da testosterona e adiantar sintomas da andropausa. 11 Noções iniciais importantes sobre a testosterona As principais recomendações para uma vida saudável são: boa alimentação, exercícios físicos regulares, sono reparador, ausência de vícios como cigarro, drogas, bebidas em excesso, controle dos níveis de estresse, manter-se no peso adequado, evitar/controlar doenças como Diabetes, Hipertensão e Dislipidemia. A queda de testosterona pode se dar por 2 situações: 1- Problemas no próprio testículo que afetam e diminuem a produção (Hipogonadismo Hipergonadotrófico). 2- Problemas na secreção do hormônio LH (luteinizante), as- sim o testículo não recebe informações suficientes para man- ter a produção de testosterona (Hipogonadismo Hipogonadotrófico). 12 Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa) A prevalência do DAEM (andropausa) é maior nos pacientes que sofrem de síndrome metabólica (obesos, hipertensos, diabéti cos, com colesterol e triglicérides altos). Esses pa- cientes devem ser observados mais de perto para acompa- nhar os níveis de testosterona. Pesquisas já apontaram que mais de 50% dos homens nunca foram a um consultório de urologista, que é a especialidade médica para homens equi- valente ao ginecologista para as mulheres. Outro tantos, sequer sabem qual é a especialidade que vai tratar dos seus problemas de ordem sexual. +50% dos homens nunca foram a um consultório de urologista 13 Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, 57% dos homens nunca ouviram a palavra andropausa e outros 71% desconhecem quais os sintomas desse distúrbio. Por isso, é necessária a ampliação de uma consciência cada vez maior nos homens a respeito dos cuidados médicos para tratar certas questões que poderão ser um tabu para eles, especialmente quando afetam o desempenho nos mais variados aspectos pessoais. Muitos homens poderão sentir que esse declínio hormo- nal trará sintomas que poderão facilmente ser confundidos com outras patologias. Não é um processo abrupto, é gra- dual, por isso, mais difícil de perceber. Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa) Nos próximos capítulos vamos discutir que esses 20% de prevalência da DAEM (Andro- pausa) podem ser maiores devido aos crité- rios variáveis de inclusão que seriam os li- mites inferiores dos níveis de testosterona. Quais níveis seriam considerados baixos ? Vamos ver mais pra frente! 14 Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa) A expectativa de vida da população está aumentando, o ho- mem moderno deseja viver mais e principalmente viver me- lhor. Há 3 ou 4 gerações passadas um homem de 55 anos, por exemplo, já era considerado velho, atualmente eles vi- vem como jovens que estão começando ou recomeçando a vida. Alguns estão no auge da vida profissional e muitas vezes em novos relacionamentos, praticando esportes em alta perfor- mance, ou seja, o estilo de vida mudou e as necessidades também. 15 Fatores que aceleram a queda da testosterona no organismo A queda hormonal a parti r dos 40 anos poderá ser mais ou menos acentuada de acordo com a qualidade de vida dos pacientes e seus cuidados com a própria saúde. Algumas condições fí sicas favorecem a queda da hormônio no orga- nismo e poderão resultar na necessidade da reposição hor- monal masculina de forma mais precoce: Dislipidemia (anomalia nos níveis de lipídeos no sangue); Privações de descanso (sono) Sedentarismo Estresses Diabetes Tabagismo Hipertensão Obesidade Abuso da ingestão de álcool 7.5 16 Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? Para iniciar um tratamento de reposição hormonal, o urolo- gista/andrologista vai começar a investigar o histórico clíni- co de cada paciente e a combinação de seus sintomas. Os sintomas que poderão denunciar que um homem está com o DAEM, como já citados acima, estão distribuídos na esfera comportamental, física e sexual. Os sintomas abaixo podem ocorrer em níveis diferentes de déficit de testosterona, ou seja, alguns ocorrem mais pre- cocemente logo quando os níveis começam a cair (sintomas iniciais) e outros apenas quando realmente os níveis estão muito baixos. 17 - Fadiga; - Indisposição; - Oscilações de humor; - Desânimo; - Depressão; - Alterações no sono (sonolência diurna/insônia); - Aumento da gordura abdominal; - Perda da libido (diminuição do desejo sexual); - Perda de massa muscular (diminuição na capacidade física, na força, na performance em esportes, diminui ção da recuperação muscular pós atividades físicas); - Perda de massa óssea; - Irritabilidade; - Perda da memória; - Anemia; - Diminuição das ereções espontâneas; - Diminuição do volume ejaculatório e orgasmos; - Diminuição das ereções matinais; - Disfunção erétil; - Fogachos (ondas de Calor). Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? 18 Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? 19 Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? Outros efeitos deletérios causados por baixos níveis de tes- tosterona - Disfunção Endotelial; - Piora da glicemia (taxa de açúcar no sangue); - Aumento do risco cardiovascular ( Infarto e derrrame); - Aumento de citocinas pró inflamatórias; - Aumento na mortalidade ( Pacientes com testosterona baixa tendem a viver menos). Pacientes com testosterona baixa estão sujeitos a maiores riscos cardiovasculares (infarto) e estão associados a menor expectativa de vida. Quando são submetidos à reposição hormonal em doses adequadas esse quadro pode ser rever- tido, melhorando a qualidade e a expectativa de vida. 20 Como fechamos o diagnóstico do DAEM (Andropausa) Quando temos pelo menos 3 destes sintomas apresentados acima, associados a um nível baixo de testosterona, fecha- mos o diagnóstico. A princípio parece fácil, porém, existem 2 pontos principais que reforçam a necessidade do paciente procurar um espe- cialista para conduzir o caso: a determinação do que seria um índice de testosterona baixo e o descarte de outras doenças que poderiam ter sintomas semelhantes à andropausa. 21 1 - O que seria considerado baixos níveis de testosterona sérica (no sangue)? Esta é uma grande questão discutidas em congressos nacio- nais e internacionais anualmente. E vamos apresentar algu- mas questões sobre isso: 1- A maioria dos valores de referências do limite inferior da testosterona nos laboratórios não estão atualizados e não condizem com a realidade. como fechamos o diagnóstico do daem (andropausa) 22 como fechamos o diagnóstico do daem (andropausa) 2- Há uma divergência considerável entre os consensos de grandes sociedades a respeito deste assunto e os consen- sos em geral, que avaliam a testosterona total e não a tes- tosterona livre. Exemplo: - Endocrine Society 2018: Testosterona total 400ng/dl. Sintomas são mais importantes, mencionam a importância do teste terapêutico nestes casos. 23 como fechamos o diagnóstico do daem (andropausa)consegue entregar níveis de testos- terona suficientes para atender a demanda do paciente. Outro ponto importante é que ao deixar a testosterona em níveis adequados, o homem se acostumará com uma nova performance e qualidade de vida que provavelmente não irá se manter se houver suspensão do tratamento. A produção testicular de testosterona também diminui quando estamos fazendo TRT (Terapia de Reposição se testosterona). Por isso, antes de realizar a indicação da reposição, o médi- co precisa estar bem amparado pelos exames laboratoriais e o relato dos sintomas do paciente. É em geral uma con- sulta longa e abrange quase todos os temas citados neste texto. quais os benefícios da reposição hormonal com testosterona 34 Quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Oral: Undecanoato de Testosterona, pouco usado devido a variação da dose de absorção; Nasal: pouco usado devido a variação da dose de absorção; Adesivos: (caiu em desuso por dar mais irritação na pele do que o gel; Gel transdérmico Injeção de ésteres de testosterona de média duração Injeção de ésteres de testosterona de longa duração Implantes subcutâneos de Testosterona Vamos falar sobre estes 4 últi mas formas em destaque. 35 O gel de Testosterona, é composto de testosterona pura em um percentual variável de concentração, numa base hidro- alcoólica ou em pentravan (agente que pode ajudar na ab- sorção cutânea). No Brasil, temos atualmente apenas o androgel 1% em sa- chês de 5G (50mg de testosterona) ou 2,5G (25mg de Tes- tosterona), que é vendido em farmácias comuns. Usa-se bastante também compostos manipulados que po- dem ser feitos em concentrações mais altas diminuindo a quantidade de gel final. Exemplo: Androgel 1% sachê 5G = 50mg de testosterona Testosterona manipulada 5% -- 1 pump de 1g = 50mg de testosterona. quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Aplicação de gel transdérmico de Testosterona 36 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? A absorção percutânea de testosterona varia de cerca de 9% a 14% da dose aplicada, ou seja, se você aplica 50mg apenas 5mg irá ser absorvido em média. Um dado importante é que de 15 a 20% dos pacientes que usam o gel não absorvem bem o produto e não tem nenhu- ma melhora clínica / laboratorial. A reposição realizada com o gel é tida como a forma mais “segura” de fazer uso da testosterona. O gel é de aplicação diária, 1 vez ao dia pela manhã, em ge- ral; porém, em alguns casos, pode ser usado mais vezes a depender da recomendação médica. Deve-se utilizar em áreas de pele mais fina como face inter- na sem pelos dos braços e antebraço, pescoço, testa, lateral do abdome, face interna da coxa. Não deve tomar banho ou entrar em piscina ou mar, antes de 4 horas da aplicação. Deve-se evitar muito contato com crianças na região que passou o gel durante pelo menos 6 horas. 37 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Vantagens do gel transdérmico: - Níveis de Testosterona mais parecido com o ritmo de secreção natural e tem fácil aplicação; - Segurança da aplicação; - Se o tratamento for interrompido por qualquer motiva- ção, os níveis da testosterona, vão cair rapidamente. Desvantagens do gel transdérmico: - O uso diário, que é uma problema para muitos paciente;. - Irritação na pele de alguns usuários (infrequente); - A absorção cutânea é variável também, paciente a paciente; - Transferência por contato para pessoas que não precisam daquelas dosagens de hormônio, como mulheres e crianças. Injetável Outra forma de realizar a reposição da testosterona nos ho- mens é a injetável, que no Brasil, têm possibilidades de tra- tamento de média e longa duração. 38 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? A testosterona na forma injetável é feita na forma de Éster de Testosterona. Esta cadeia éster adicionada ao carbono 17 da molécula de testosterona serve para a absorção não ocorrer de forma muito rápida. Se aplicasse a testosterona na forma pura a meia vida seria de 10 minutos e as injeções seriam muito frequentes. Assim, quanto maior o tamanho da cadeia éster adicionada maior o tempo de meia vida da medicação. O propionato seria um exemplo de ester de cadeia curta O Cipionato seria um exemplo de ester de cadeia Média O Undecanoato seria um exemplo de ester de cadeia Longa. 39 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Aqui no Brasil temos o Cipionato de Testosterona (Depos- teron) ou um blend de Testosterona (Durateston). Para quem opta pelo uso do Cipionato de Testosterona também há uma forma de fazer a autoaplicação das inje- ções, com a devida orientação médica. É necessária receita especial controlada para adquirir nas farmácias. Apesar de ser um Éster de Testosterona, essas medicações injetáveis, intramusculares ou subcutâneas, são considera- das idênticas, pois ao serem absorvidas do subcutâneo ou do músculo e caírem na corrente sanguínea, o éster é rapi- damente hidrolisado, liberando testosterona pura na circu- lação. Testosterona de média duração 40 As doses precisam ser individualizadas, o que exige sempre o acompanhamento do médico, que poderá indicar também que haja fracionamento das quantidades para evitar os picos e baixas de testosterona no intervalo das doses. quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Vantagens do uso de injeções de média duração: - Baixo Custo; - Bastante Eficaz. Desvantagens do uso de injeções de média duração: - Aplicações frequentes (aplicações a cada 10 a 21 dias - ou mais fracionadas a depender da prescrição médica); - Pode ter picos levando a testosterona a níveis acima do normal (pode ser minimizado com fracionamento da dose); - Aumento dos efeitos colaterais dose dependente; - Dor no local da aplicação; 41 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? - Disponibilidade em farmácias é limitada. Às vezes, essas medicações entram em falta no mercado - o Cipionato de Testosterona (Deposteron 200mg/2ml) ou Blend de tes- tosterona (Durateston); - Não imita o ritmo circadiano natural da testosterona. 42 Testosterona de longa duração quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? O tratamento de Éster de Testosterona de longa duração utiliza o undecanoato de testosterona (Nebido ou Hormus). Vantagens: - Vai exigir injeções com frequência muito menor, com apli- cações em média a cada dois ou três meses; - Em geral não provoca os picos supra fisiológicos comuns no tratamento de média duração. Desvantagens: - Custo é mais alto; - Dor no local das aplicações; - Se o tratamento necessitar de interrupção, o paciente terá níveis de circulação do hormônio ainda por um bom tempo; 43 Implantes subcutâneos quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Essa modalidade é uma opção onde se implantam pellets de testosterona no tecido subcutâneo (embaixo da pele), em geral, no glúteo ou flancos (lateral do abdome). São apresentados comumente em 2 tamanhos: - 4.5mm de diâmetro e 6mm de comprimento = Pellet com 100mg - 4.5mm de diâmetro e 12mm de comprimento = Pellet com 200mg A quantidade de pellets varia de acordo com a dose estipu- lada pelo especialista. Usualmente de 800 a 1.200mg. O tempo de meia vida é em torno de 2 meses e meio. O tempo de duração para novas aplicações varia e é em tor- no de 4 meses. - Risco maior de embolia gordurosa (volume de solução oleosa aplicada no músculo - 4ml ); - Não imita o ritmo circadiano natural da testosterona; - Aumento dos efeitos colaterais dose dependente. 44 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Vantagens: - Menor frequênciade aplicação. Desvantagens: - Difícil remoção, caso paciente precise suspender o trata mento, por isso, devem utilizados apenas em casos de pacientes que têm boa tolerância e já estão adaptados ao tratamento; - Alto custo; - Possibilidade de extrusão dos pellets; - Infecção do local de aplicação. 45 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Um adendo para uma pergunta muito frequente: “Doutor você faz reposição com Testosterona Bioidêntica?” Vamos a explicação: Este é um termo inadequado, que foi muito usado e talvez ainda esteja sendo em campanhas de marketing, quando começou a se falar em modulação hormonal. Testosterona bioidêntica significa que é uma molécula de testosterona igual (idêntica) à que existe circulando no nos- so corpo. Agora veja só, não precisa usar este termo bioi- dêntica, pois se fosse uma molécula diferente da Testos- terona não poderia ser chamada assim, teria que ter outro nome. Existem diversas modificações que foram feitas em labo- ratório na molécula da testosterona e dihidrotestosterona: são os esteróides anabolizantes, esses têm nomes específi- cos e não devem ser usados para reposição hormonal. 46 quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração? Então os pacientes sempre perguntam: “Doutor esse gel de testosterona é bioidêntico?” “Essa testosterona injetável é bioidêntico?” ‘Esse implante de testosterona é bioidêntico?” A resposta é a seguinte: toda testosterona é bioidêntica, se não for idêntica não é testosterona e tem que ter outro nome. Daí abre espaço para outra pergunta: “Doutor, mas o cipio- nato de testosterona ou enantato de testosterona são éste- res de testosterona e não a testosterona em forma livre, e agora?” Resposta: esses ésteres são acoplados à molécula apenas para tempo de absorção muscular ou subcutânea, quanto maior a cadeia éster, maior o tempo de duração e o inter- valo das doses, quando cai na circulação a cadeia éster é desligada e a molécula de testosterona “idêntica”, cai na cir- culação para atuar posteriormente nos receptores andro- gênicos. 47 Testosterona X Obesidade e Síndrome metabólica A reposição hormonal com testosterona pode ser particu- larmente benéfica para pacientes obesos e com síndrome metabólica (Hipertensão, Diabetes, Colesterol Alto ) por al- guns fatores: - Aumento da massa muscular; - Diminuição do percentual de gordura; - Diminuição da cintura / Gordura visceral ; - Melhora o perfil glicêmico; - Aumento da disposição para o paciente obeso criar ânimo para atividade; física e aderir a uma dieta. 48 Testosterona X risco cardiovascular (infarto) O efeito benéfico ou maléfico da testosterona no sistema cardiovascular depende da dose. Não há relação entre a incidência de doenças cardíacas e a reposição hormonal. Bem ao contrário, estudos já apontaram que uma testos- terona baixa poderá proporcionar mortalidade maior nos homens em relação àqueles que estão com níveis normali- zados do hormônio. Assim, a reposição hormonal com tes- tosterona vai proteger das doenças cardiovasculares. A testosterona também não aumenta o risco de trombose. 49 Obs: Pessoas que fazem uso de doses exageradas e in- discriminadas da testosterona ou outros esteróides, para efeitos anabólicos extremos podem ter aumento do risco cardiovascular por alteração nos níveis de colesterol e au- mento da viscosidade do sangue. testosterona x risco cardiovascular (infarto) 50 Testosterona X Câncer de Próstata Existiu durante muito tempo mitos sobre o desenvolvimen- to de câncer de próstata com a reposição hormonal com testosterona. Nos trabalhos atuais são evidenciados os se- guintes achados: - O fato de ter a testosterona mais alta ou realizar reposi- ção hormonal não aumenta o risco de desenvolver câncer de próstata; - Os pacientes com testosterona mais baixas desenvol vem câncer de próstata de alto risco (mais agressivos); - Podemos fazer reposição hormonal com testosterona em pacientes com tumor de próstata de baixo risco em seguimento; - Reposição hormonal com testosterona não aumenta taxa de recorrência do câncer de próstata em pacientes sub- metidos a prostatectomia radical (retirada da próstata) ou radioterapia; NESTES 2 ÚLTIMOS ITENS, MAIS DO QUE NUNCA, DE- VEM SEMPRE SER CONDUZIDO POR ESPECIALISTA COM EXPERIÊNCIA EM TRATAMENTO DE CÂNCER DE PRÓSTATA E REPOSIÇÃO HORMONAL. 51 Há riscos na reposição hormonal? A reposição hormonal com testosterona pode causar alguns riscos/ efeitos colaterais, como: Infertilidade: O organismo entende que o nível do hormônio está ade- quado e, portanto, reduz parcialmente ou totalmente de es- permatozóides e testosterona testicular. No entanto, se o paciente usa o hormônio por muitos anos e quiser cessar o tratamento para tentar engravidar a parceira, o quadro po- derá ser revertido com medicações que vão ajudar os testí- culos na produção da testosterona. Em alguns casos, ainda será necessária um processo de fertilização (reprodução as- sistida); 52 há riscos na reposição hormonal Ginecomastia: Essa é uma condição na qual ocorre um aumento dos seios nos homens que têm predisposição ao problema e quando a dosagem na reposição é muito alta. Porém, há medicações para PREVENIR e REVERTER. Por isso, é fundamental fazer a reposição hormonal com especialista; Problemas de pele: Acne, sudorese, aumento da taxa de queda de cabelo e au- mento dos pelos do corpo. São efeitos que PODEM ocorrer e tem medidas para prevenção e tratamento; 53 há riscos na reposição hormonal Policitemia: Aumento dos glóbulos vermelhos (Hemácias). As hemácias exercem um papel importante no transporte de oxigênio aos tecidos otimizando o funcionamento destes. Porém, se aumentar muito a concentração das hemácias no sangue (engrossar o sangue), pode aumentar o risco car- diovascular. Por isso, deve-se fazer um acompanhamento periódico com o especialista, ajuste de doses, aumento da ingesta hídrica e se necessário sangrias/doação de sangue para controle da viscosidade. 54 Contraindicações ao uso de testosterona ? ● Tumores hepáticos ativos que poderão ser sensíveis à testosterona, o que pode causar um aumento do tumor; ● Câncer de mama masculino; ● Câncer de próstata não estadiado e não tratado; ● Policitemia (aumento da viscosidade do sangue não tratada); ● Apneia do sono severa e hiperplasia prostática benigna com sintomas urinários severos, eram contraindicações relativas, porém, sem evidências fortes sobre isso; ● Pacientes jovens que estão tentando engravidar suas parceiras. 55 Existe tratamento “natural” para aumento da testosterona ? Dicas para que os pacientes evitem a queda dos níveis de testosterona Quando os homens se cuidam, é muito provavelmente que o organismo continue a produzir testosterona em níveis normais. Por isso, os especialistas revelam que nem todos os homens irão precisar de reposição hormonal de testoste- rona. Para tanto, os bons hábitos farão muita diferença, como: - Manter boa qualidade do sono; - Praticar exercícios físicos; - Investir em uma alimentação saudável; - Promover a prevenção do estresse; - Controlar os marcadores de pressão alta e diabetes; - Parar de fumar; - Beber de forma moderada; - Fazer visitas periódicas ao médico para checar a saúde. - Ter um bom convívio social e com a parceira. 56 existe tratamento “natural” para aumento da testosterona? Fitoterápicos para aumento da testosterona Não há recomendação de nenhum fitoterápico no guideline americano e brasileiro. Existem centenas de trabalhos de vários fitoterápicos que sugerem efeito benéfico, a decisão do uso deve ser feita de forma individualizada. conclusão A terapia de reposição hormonal, quando bem indicada e acompanhada pelo especialista, é certamente um tratamen- to muito seguro,que poderá devolver a qualidade de vida do homem que está na andropausa. Então, se você tem sintomas que indicam uma baixa do hormônio, consulte o médico de sua confiança para pedir exames e monitorar sua saúde. 57 dr. marco túlio crm: 136.030 MÉDICO UROLOGISTA E ANDROLOGISTA, ALTAMENTE QUALIFICADO PARA O PLENO ATENDIMENTO Mini currículo: • Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco; • Residência Médica em Cirurgia Geral na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; • Residência Médica em Urologia na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; • Membro da Sociedade Brasileira de Urologia; • Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual. • Membro da AUA ( American Urological Association). /dr.mtcavalcanti Dr. Marco Tulio Cavalcanti http://drmarcotuliourologista.com.br https://www.instagram.com/dr.mtcavalcanti/ https://www.facebook.com/dr.mtcavalcanti https://www.youtube.com/channel/UCI0TdHaKvED922OR0hqxeNw/videos https://www.drmarcotuliourologista.com.br/que poderá devolver a qualidade de vida do homem que está na andropausa. Então, se você tem sintomas que indicam uma baixa do hormônio, consulte o médico de sua confiança para pedir exames e monitorar sua saúde. 57 dr. marco túlio crm: 136.030 MÉDICO UROLOGISTA E ANDROLOGISTA, ALTAMENTE QUALIFICADO PARA O PLENO ATENDIMENTO Mini currículo: • Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco; • Residência Médica em Cirurgia Geral na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; • Residência Médica em Urologia na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo; • Membro da Sociedade Brasileira de Urologia; • Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual. • Membro da AUA ( American Urological Association). /dr.mtcavalcanti Dr. Marco Tulio Cavalcanti http://drmarcotuliourologista.com.br https://www.instagram.com/dr.mtcavalcanti/ https://www.facebook.com/dr.mtcavalcanti https://www.youtube.com/channel/UCI0TdHaKvED922OR0hqxeNw/videos https://www.drmarcotuliourologista.com.br/