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índice
Mensagem do Doutor.....................................................................................................................................3
Reposição Hormonal Masculina: chegou a minha hora de começar?..................................................4
Noções iniciais importantes sobre a testosterona...................................................................................6
Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa)...........................13
Fatores que aceleram a queda da testosterona no organismo.............................................................16
Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona?.....................................................17
Como fechamos o diagnóstico do DAEM (Andropausa).......................................................................21
Quais os benefícios da reposição hormonal com testosterona?.........................................................31
Por quanto tempo o homem vai fazer a reposição hormonal?..........................................................33
Quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?..................................35
Testosterona X Obesidade e Síndrome metabólica...............................................................................48
Testosterona X risco cardiovascular (infarto)..........................................................................................49
Testosterona X Câncer de Próstata...........................................................................................................51
Há riscos na reposição hormonal?.............................................................................................................52
Contraindicações ao uso de testosterona?.............................................................................................55
Existe tratamento “natural” para aumento da testosterona?.............................................................56
Conclusão.......................................................................................................................................................57
Dr. Marco Túlio Cavalcanti........................................................................................................................58
 mensagem do doutor
Parabéns pela iniciativa de baixar este e-book e pela vonta-
de de buscar informações relevantes para sua saúde.
Preparei este material sobre Reposição hormonal Masculi-
na com Testosterona, não para ser 
mais do mesmo, e sim para tra-
zer ao público geral informa-
ções relevantes e atualiza-
das que são discutidas em 
fóruns internacionais.
Vamos entrar em vários 
pontos importantes que 
geram muitas dúvidas para 
pacientes, para meus segui-
dores das redes sociais, do canal 
do Youtube e público em geral.
Tentei ao máximo deixar a linguagem não muito técnica. 
Estamos vivendo um momento no qual a informação deve 
ser disseminada sem barreiras, fico feliz quando vejo profis-
sionais de outras áreas (engenheiros, advogados, TI, profis-
sionais liberais, empresários, funcionários públicos ….) dis-
cutirem sobre assuntos médicos de uma forma embasada.
Esta é uma boa tendência do mundo e do homem moderno. 
3
 Reposição Hormonal Masculina: 
 chegou a minha hora de começar?
Você se sente cansado e com falta de disposição? Não anda 
dormindo bem? Teve diminuição excessiva da capacidade 
física, diminuição da massa muscular e aumento de gordu-
ra abdominal ? Sua libido (desejo sexual) não anda em seus 
melhores momentos? Seu caso pode ter indicação para re-
posição hormonal.
Pelos sintomas acima, vemos que a testosterona é impor-
tante não só para função sexual, ela tem influência na parte 
COMPORTAMENTAL, FÍSICA E SEXUAL, promovendo
melhor qualidade de vida quando em níveis ótimos.
O termo reposição hormonal é amplamente utilizado na 
saúde feminina já que é de conhecimento geral que, em 
média, a partir dos 45 anos, as mulheres vão entrar na me-
nopausa. Esse momento do ciclo reprodutivo feminino cau-
sa uma série de desconfortos que podem ser regularizados 
com a recomposição dos níveis hormonais.
4
Os homens podem ter um momento semelhante, conhe-
cido popularmente como andropausa. O Distúrbio Andro-
gênico do Envelhecimento Masculino (DAEM) é a presença 
de sintomas, como os acima citados, associado a uma baixa 
dos níveis de testosterona no organismo.
Mas ao contrário da menopausa, que ocorre invariavelmen-
te para todas as mulheres, a andropausa não vai atingir to-
dos os homens. É preciso uma investigação cuidadosa para 
diagnosticar e, se for o caso, indicar o tratamento de reposi-
ção hormonal masculina.
 Não tem idade para começar a reposição hormonal! Pode ser
 com 35, 40, 50, 60, 70, 80 anos ou mais... O critério utilizado
 é a presença de sintomas + baixos níveis de testosterona no
 exame de sangue e a ausência de contraindicações.
Reposição Hormonal Masculina:chegou a minha hora de começar?
5
 Noções iniciais importantes sobre 
 a testosterona
Esta parte é um pouco técnica, porém importante para o 
entendimento mais a fundo do problema, sendo assim achei 
importante mencionar. Quem achar muito complicado pode 
passar para o próximo tópico ou leiam apenas o que estiver 
em negrito.
A testosterona é um hormônio esteroidal androgênico, com 
níveis sanguíneos em homens adultos 10 a 30 vezes mais 
altos do que em mulheres. Cerca de 95% da produção da 
testosterona circulante é feita pelas células de Leyding nos 
testículos, 5% nas glândulas adrenais (suprarrenais).
Há também uma produção ínfima por células do SNC (Siste-
ma nervoso Central) onde tem ação apenas local.
6
A glândula hipófise fica localizada na Sela Túrcica (dentro 
do crânio), secreta o FSH (Hormônio Folículo Estimulante) 
e o LH (Hormônio Luteinizante) estimulando o testículo a 
produzir espermatozoides e testosterona respectivamen-
te. Quando os níveis de testosterona já estão adequados, o 
estimulo de LH para, quando os níveis de testosterona no 
sangue diminuem, a hipófise detecta isso e aumenta a se-
creção de LH. Isto ocorre o dia todo e todos os dias. 
A testosterona pode se transformar em 2 outros hormônios 
esteroidais: 
- No Estradiol (hormônio mais prevalente das mulheres)
por uma enzima chamada Aromatase.
- Na Dihidrotestosterona (hormônio mais potente do que
a própria testosterona) por uma enzima chamada 5
alfaredutase.
Noções iniciais importantes sobre a testosterona
7
Os níveis de testosterona oscilam durante o dia, sendo 
maiores das 3h às 8h da manhã em geral.
Noções iniciais importantes sobre a testosterona
8
Noções iniciais importantes sobre a testosterona
A testosterona apresenta- se na circulação de três formas 
principais: fortemente ligada à SHBG ( sex hormone-bindign 
globulin) (60%); fracamente ligada às proteínas, principal-
mente a albumina (38% ) e não ligada ou livre (2%). As for-
mas que agem nos tecidos são a fracamente ligada e a livre, 
conjunto chamado de testosterona biodisponível.
A Testosterona tem 3 picos fisiológicos durante a vida de 
um homem:
1° Pico na fase fetal que é importante na formação da ge-
nitália masculina (pênis, escroto, próstata e vesículas semi-
nais);
2° Pico na fase Neonatal (nos primeiros meses de vida);
9
Noções iniciais importantes sobre a testosterona
3° Pico, que é o mais conhecido por todos, ocorre na pu-
berdade (adolescência). Este último pico de testosterona 
na adolescência vai dar ao garoto características masculi-
nas, voz grave, pelos, aumento de massa muscular e estru-
tura óssea, crescimento do pênis, aumento da libido (dese-
jo sexual), ereções mais fortes e frequente, dentre outros. 
Após atingido este pico, tem-se uma fase de estabilidade 
no período de 20 a 30 anos e depois inicia-se um processo 
de queda da taxa de testosterona.
10
Noções iniciais importantes sobre a testosterona
Sabe-se que há uma queda mais acentuadaa partir dos 40 
anos. Essa queda poderá ser de 1% a 2% ao ano. Isso varia 
muito com alguns fatores: 
- Genéticos -> Tem pessoas que têm esta “tendência” a 
 evoluir com uma taxa de queda mais acelerada deste 
 hormônio, apresentando sintomas mais precocemente. 
- Estilo de vida saudável ajuda a manter bons níveis de 
 testosterona por mais tempo, diminuindo a taxa de que- 
 da deste hormônio. Ao contrário, pessoas com uma roti- 
 na muito estressante, obeso, sedentário, diabético, com
 privação de sono, etc, tendem a acelerar a queda da
 testosterona e adiantar sintomas da andropausa. 
11
Noções iniciais importantes sobre a testosterona
 As principais recomendações para uma vida saudável 
 são: boa alimentação, exercícios físicos regulares, sono 
 reparador, ausência de vícios como cigarro, drogas,
 bebidas em excesso, controle dos níveis de estresse,
 manter-se no peso adequado, evitar/controlar
 doenças como Diabetes, Hipertensão e Dislipidemia. 
A queda de testosterona pode se dar por 2 situações: 
1- Problemas no próprio testículo que afetam e diminuem a
produção (Hipogonadismo Hipergonadotrófico).
2- Problemas na secreção do hormônio LH (luteinizante), as-
sim o testículo não recebe informações suficientes para man-
ter a produção de testosterona (Hipogonadismo
Hipogonadotrófico).
12
 Estudos revelam que 20% vão preencher 
 os critérios para DAEM (Andropausa)
A prevalência do DAEM (andropausa) é maior nos pacientes 
que sofrem de síndrome metabólica (obesos, hipertensos, 
diabéti cos, com colesterol e triglicérides altos). Esses pa-
cientes devem ser observados mais de perto para acompa-
nhar os níveis de testosterona. Pesquisas já apontaram que 
mais de 50% dos homens nunca foram a um consultório de 
urologista, que é a especialidade médica para homens equi-
valente ao ginecologista para as mulheres. Outro tantos, 
sequer sabem qual é a especialidade que vai tratar dos seus 
problemas de ordem
sexual.
+50%
dos homens nunca foram
a um consultório de
urologista
13
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Urologia, 57% 
dos homens nunca ouviram a palavra andropausa e outros 
71% desconhecem quais os sintomas desse distúrbio.
Por isso, é necessária a ampliação de uma consciência cada 
vez maior nos homens a respeito dos cuidados médicos 
para tratar certas questões que poderão ser um tabu para 
eles, especialmente quando afetam o desempenho nos mais 
variados aspectos pessoais. 
Muitos homens poderão sentir que esse declínio hormo-
nal trará sintomas que poderão facilmente ser confundidos 
com outras patologias. Não é um processo abrupto, é gra-
dual, por isso, mais difícil de perceber.
Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa)
Nos próximos capítulos vamos discutir que 
esses 20% de prevalência da DAEM (Andro-
pausa) podem ser maiores devido aos crité-
rios variáveis de inclusão que seriam os li-
mites inferiores dos níveis de testosterona. 
Quais níveis seriam considerados baixos ? 
Vamos ver mais pra frente! 
14
Estudos revelam que 20% vão preencher os critérios para DAEM (Andropausa)
A expectativa de vida da população está aumentando, o ho-
mem moderno deseja viver mais e principalmente viver me-
lhor. Há 3 ou 4 gerações passadas um homem de 55 anos, 
por exemplo, já era considerado velho, atualmente eles vi-
vem como jovens que estão começando ou recomeçando
a vida.
Alguns estão no auge da vida profissional e muitas vezes em 
novos relacionamentos, praticando esportes em alta perfor-
mance, ou seja, o estilo de vida mudou e as necessidades 
também. 
15
 Fatores que aceleram a queda da testosterona
 no organismo
A queda hormonal a parti r dos 40 anos poderá ser mais ou 
menos acentuada de acordo com a qualidade de vida dos 
pacientes e seus cuidados com a própria saúde. Algumas 
condições fí sicas favorecem a queda da hormônio no orga-
nismo e poderão resultar na necessidade da reposição hor-
monal masculina de forma mais precoce:
Dislipidemia
(anomalia nos níveis de lipídeos
no sangue);
Privações de descanso
(sono)
Sedentarismo
Estresses
Diabetes
Tabagismo
Hipertensão
Obesidade
Abuso da ingestão
de álcool
7.5
16
 Quais os sintomas podem ocorrer com a 
 queda da testosterona? 
Para iniciar um tratamento de reposição hormonal, o urolo-
gista/andrologista vai começar a investigar o histórico clíni-
co de cada paciente e a combinação de seus sintomas.
Os sintomas que poderão denunciar que um homem está 
com o DAEM, como já citados acima, estão distribuídos na 
esfera comportamental, física e sexual.
Os sintomas abaixo podem ocorrer em níveis diferentes de 
déficit de testosterona, ou seja, alguns ocorrem mais pre-
cocemente logo quando os níveis começam a cair (sintomas 
iniciais) e outros apenas quando realmente os níveis estão 
muito baixos.
17
- Fadiga; 
- Indisposição;
- Oscilações de humor;
- Desânimo;
- Depressão;
- Alterações no sono (sonolência diurna/insônia);
- Aumento da gordura abdominal; 
- Perda da libido (diminuição do desejo sexual);
- Perda de massa muscular (diminuição na capacidade 
física, na força, na performance em esportes, diminui 
ção da recuperação muscular pós atividades físicas); 
- Perda de massa óssea; 
- Irritabilidade;
- Perda da memória;
- Anemia; 
- Diminuição das ereções espontâneas; 
- Diminuição do volume ejaculatório e orgasmos;
- Diminuição das ereções matinais;
- Disfunção erétil;
- Fogachos (ondas de Calor).
Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? 
18
Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? 
19
Quais os sintomas podem ocorrer com a queda da testosterona? 
Outros efeitos deletérios causados por baixos níveis de tes-
tosterona
- Disfunção Endotelial;
- Piora da glicemia (taxa de açúcar no sangue);
- Aumento do risco cardiovascular ( Infarto e derrrame);
- Aumento de citocinas pró inflamatórias;
- Aumento na mortalidade ( Pacientes com testosterona
baixa tendem a viver menos).
Pacientes com testosterona baixa estão sujeitos a maiores 
riscos cardiovasculares (infarto) e estão associados a menor 
expectativa de vida. Quando são submetidos à reposição 
hormonal em doses adequadas esse quadro pode ser rever-
tido, melhorando a qualidade e a expectativa de vida. 
20
 Como fechamos o diagnóstico do DAEM
 (Andropausa)
Quando temos pelo menos 3 destes sintomas apresentados 
acima, associados a um nível baixo de testosterona, fecha-
mos o diagnóstico. 
A princípio parece fácil, porém, existem 2 pontos principais 
que reforçam a necessidade do paciente procurar um espe-
cialista para conduzir o caso: a determinação do que seria
um índice de testosterona baixo e o descarte de outras
doenças que poderiam ter sintomas semelhantes à
andropausa. 
21
 1 - O que seria considerado baixos níveis de 
 testosterona sérica (no sangue)?
Esta é uma grande questão discutidas em congressos nacio-
nais e internacionais anualmente. E vamos apresentar algu-
mas questões sobre isso:
1- A maioria dos valores de referências do limite inferior da 
testosterona nos laboratórios não estão atualizados e não 
condizem com a realidade.
como fechamos o diagnóstico do daem (andropausa)
22
como fechamos o diagnóstico do daem (andropausa)
2- Há uma divergência considerável entre os consensos de
grandes sociedades a respeito deste assunto e os consen-
sos em geral, que avaliam a testosterona total e não a tes-
tosterona livre. Exemplo:
- Endocrine Society 2018: Testosterona total 400ng/dl. Sintomas são mais importantes, mencionam
a importância do teste terapêutico nestes casos.
23
como fechamos o diagnóstico do daem (andropausa)consegue entregar níveis de testos-
terona suficientes para atender a demanda do paciente. 
Outro ponto importante é que ao deixar a testosterona em 
níveis adequados, o homem se acostumará com uma nova 
performance e qualidade de vida que provavelmente não irá 
se manter se houver suspensão do tratamento. A produção 
testicular de testosterona também diminui quando estamos 
fazendo TRT (Terapia de Reposição se testosterona). 
Por isso, antes de realizar a indicação da reposição, o médi-
co precisa estar bem amparado pelos exames laboratoriais 
e o relato dos sintomas do paciente. É em geral uma con-
sulta longa e abrange quase todos os temas citados neste 
texto. 
quais os benefícios da reposição hormonal com testosterona
34
 Quais as formas de apresentação da
 testosterona e vias de administração? 
Oral: Undecanoato de Testosterona, pouco usado devido a 
variação da dose de absorção;
Nasal: pouco usado devido a variação da dose de absorção;
Adesivos: (caiu em desuso por dar mais irritação na pele do 
que o gel;
Gel transdérmico
Injeção de ésteres de testosterona de média duração 
Injeção de ésteres de testosterona de longa duração 
Implantes subcutâneos de Testosterona 
Vamos falar sobre estes 4 últi mas formas em destaque. 
35
O gel de Testosterona, é composto de testosterona pura em 
um percentual variável de concentração, numa base hidro-
alcoólica ou em pentravan (agente que pode ajudar na ab-
sorção cutânea).
No Brasil, temos atualmente apenas o androgel 1% em sa-
chês de 5G (50mg de testosterona) ou 2,5G (25mg de Tes-
tosterona), que é vendido em farmácias comuns. 
Usa-se bastante também compostos manipulados que po-
dem ser feitos em concentrações mais altas diminuindo a 
quantidade de gel final.
Exemplo: Androgel 1% sachê 5G = 50mg de testosterona 
Testosterona manipulada 5% -- 1 pump de 1g = 50mg de 
testosterona.
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Aplicação de gel transdérmico de Testosterona
36
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
A absorção percutânea de testosterona varia de cerca de 
9% a 14% da dose aplicada, ou seja, se você aplica 50mg 
apenas 5mg irá ser absorvido em média. 
Um dado importante é que de 15 a 20% dos pacientes que 
usam o gel não absorvem bem o produto e não tem nenhu-
ma melhora clínica / laboratorial. 
A reposição realizada com o gel é tida como a forma mais 
“segura” de fazer uso da testosterona.
O gel é de aplicação diária, 1 vez ao dia pela manhã, em ge-
ral; porém, em alguns casos, pode ser usado mais vezes a 
depender da recomendação médica. 
Deve-se utilizar em áreas de pele mais fina como face inter-
na sem pelos dos braços e antebraço, pescoço, testa, lateral 
do abdome, face interna da coxa. 
Não deve tomar banho ou entrar em piscina ou mar, antes 
de 4 horas da aplicação. 
Deve-se evitar muito contato com crianças na região que 
passou o gel durante pelo menos 6 horas. 
37
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Vantagens do gel transdérmico:
- Níveis de Testosterona mais parecido com o ritmo de
 secreção natural e tem fácil aplicação; 
- Segurança da aplicação;
- Se o tratamento for interrompido por qualquer motiva- 
 ção, os níveis da testosterona, vão cair rapidamente.
Desvantagens do gel transdérmico:
- O uso diário, que é uma problema para muitos paciente;.
- Irritação na pele de alguns usuários (infrequente); 
- A absorção cutânea é variável também, paciente a
 paciente;
- Transferência por contato para pessoas que não precisam 
 daquelas dosagens de hormônio, como mulheres e
 crianças.
Injetável
Outra forma de realizar a reposição da testosterona nos ho-
mens é a injetável, que no Brasil, têm possibilidades de tra-
tamento de média e longa duração. 
38
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
A testosterona na forma injetável é feita na forma de Éster 
de Testosterona. Esta cadeia éster adicionada ao carbono 
17 da molécula de testosterona serve para a absorção não 
ocorrer de forma muito rápida. Se aplicasse a testosterona 
na forma pura a meia vida seria de 10 minutos e as injeções 
seriam muito frequentes. Assim, quanto maior o tamanho 
da cadeia éster adicionada maior o tempo de meia vida
da medicação.
O propionato seria um exemplo de ester de cadeia curta 
O Cipionato seria um exemplo de ester de cadeia Média
O Undecanoato seria um exemplo de ester de cadeia Longa.
39
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Aqui no Brasil temos o Cipionato de Testosterona (Depos-
teron) ou um blend de Testosterona (Durateston). 
Para quem opta pelo uso do Cipionato de Testosterona 
também há uma forma de fazer a autoaplicação das inje-
ções, com a devida orientação médica. É necessária receita 
especial controlada para adquirir nas farmácias.
Apesar de ser um Éster de Testosterona, essas medicações 
injetáveis, intramusculares ou subcutâneas, são considera-
das idênticas, pois ao serem absorvidas do subcutâneo ou 
do músculo e caírem na corrente sanguínea, o éster é rapi-
damente hidrolisado, liberando testosterona pura na circu-
lação. 
Testosterona de média duração
40
As doses precisam ser individualizadas, o que exige sempre 
o acompanhamento do médico, que poderá indicar também 
que haja fracionamento das quantidades para evitar os
picos e baixas de testosterona no intervalo das doses.
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Vantagens do uso de injeções de média 
duração:
- Baixo Custo;
- Bastante Eficaz.
Desvantagens do uso de injeções de 
média duração:
- Aplicações frequentes (aplicações a cada 10 a 21 dias - ou 
 mais fracionadas a depender da prescrição médica);
- Pode ter picos levando a testosterona a níveis acima do 
 normal (pode ser minimizado com fracionamento da 
 dose);
- Aumento dos efeitos colaterais dose dependente; 
- Dor no local da aplicação;
41
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
- Disponibilidade em farmácias é limitada. Às vezes, essas 
 medicações entram em falta no mercado - o Cipionato de 
 Testosterona (Deposteron 200mg/2ml) ou Blend de tes- 
 tosterona (Durateston); 
- Não imita o ritmo circadiano natural da testosterona. 
42
Testosterona de longa duração
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
O tratamento de Éster de Testosterona de longa duração 
utiliza o undecanoato de testosterona (Nebido ou Hormus). 
Vantagens:
 - Vai exigir injeções com frequência muito menor, com apli- 
 cações em média a cada dois ou três meses;
- Em geral não provoca os picos supra fisiológicos comuns 
 no tratamento de média duração. 
Desvantagens:
- Custo é mais alto;
- Dor no local das aplicações;
- Se o tratamento necessitar de interrupção, o paciente 
 terá níveis de circulação do hormônio ainda por um
 bom tempo;
43
Implantes subcutâneos
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Essa modalidade é uma opção onde se implantam pellets de 
testosterona no tecido subcutâneo (embaixo da pele), em 
geral, no glúteo ou flancos (lateral do abdome). 
 São apresentados comumente em 2 tamanhos:
- 4.5mm de diâmetro e 6mm de comprimento = Pellet com 
100mg 
- 4.5mm de diâmetro e 12mm de comprimento = Pellet com 
200mg 
A quantidade de pellets varia de acordo com a dose estipu-
lada pelo especialista. Usualmente de 800 a 1.200mg.
O tempo de meia vida é em torno de 2 meses e meio.
O tempo de duração para novas aplicações varia e é em tor-
no de 4 meses. 
- Risco maior de embolia gordurosa (volume de solução 
 oleosa aplicada no músculo - 4ml );
- Não imita o ritmo circadiano natural da testosterona; 
- Aumento dos efeitos colaterais dose dependente.
44
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Vantagens:
- Menor frequênciade aplicação.
Desvantagens:
- Difícil remoção, caso paciente precise suspender o trata 
 mento, por isso, 
 devem utilizados apenas em casos de pacientes que têm 
 boa tolerância e já estão adaptados ao tratamento;
- Alto custo;
- Possibilidade de extrusão dos pellets;
- Infecção do local de aplicação.
45
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Um adendo para uma pergunta muito frequente:
“Doutor você faz reposição com Testosterona Bioidêntica?”
Vamos a explicação:
Este é um termo inadequado, que foi muito usado e talvez 
ainda esteja sendo em campanhas de marketing, quando
começou a se falar em modulação hormonal. 
Testosterona bioidêntica significa que é uma molécula de 
testosterona igual (idêntica) à que existe circulando no nos-
so corpo. Agora veja só, não precisa usar este termo bioi-
dêntica, pois se fosse uma molécula diferente da Testos-
terona não poderia ser chamada assim, teria que ter outro 
nome.
Existem diversas modificações que foram feitas em labo-
ratório na molécula da testosterona e dihidrotestosterona: 
são os esteróides anabolizantes, esses têm nomes específi-
cos e não devem ser usados para reposição hormonal.
46
quais as formas de apresentação da testosterona e vias de administração?
Então os pacientes sempre perguntam:
“Doutor esse gel de testosterona é bioidêntico?”
“Essa testosterona injetável é bioidêntico?”
‘Esse implante de testosterona é bioidêntico?”
A resposta é a seguinte: toda testosterona é bioidêntica, 
se não for idêntica não é testosterona e tem que ter outro 
nome. 
Daí abre espaço para outra pergunta: “Doutor, mas o cipio-
nato de testosterona ou enantato de testosterona são éste-
res de testosterona e não a testosterona em forma livre, e 
agora?”
Resposta: esses ésteres são acoplados à molécula apenas 
para tempo de absorção muscular ou subcutânea, quanto 
maior a cadeia éster, maior o tempo de duração e o inter-
valo das doses, quando cai na circulação a cadeia éster é 
desligada e a molécula de testosterona “idêntica”, cai na cir-
culação para atuar posteriormente nos receptores andro-
gênicos.
47
 Testosterona X Obesidade e Síndrome
 metabólica
A reposição hormonal com testosterona pode ser particu-
larmente benéfica para pacientes obesos e com síndrome 
metabólica (Hipertensão, Diabetes, Colesterol Alto ) por al-
guns fatores:
- Aumento da massa muscular; 
- Diminuição do percentual de gordura;
- Diminuição da cintura / Gordura visceral ;
- Melhora o perfil glicêmico; 
- Aumento da disposição para o paciente obeso criar
 ânimo para atividade; física e aderir a uma dieta. 
48
 Testosterona X risco cardiovascular
 (infarto) 
O efeito benéfico ou maléfico da testosterona no sistema 
cardiovascular depende da dose.
 
Não há relação entre a incidência de doenças cardíacas e a 
reposição hormonal.
Bem ao contrário, estudos já apontaram que uma testos-
terona baixa poderá proporcionar mortalidade maior nos 
homens em relação àqueles que estão com níveis normali-
zados do hormônio. Assim, a reposição hormonal com tes-
tosterona vai proteger das doenças cardiovasculares.
A testosterona também não aumenta o risco de trombose. 
49
Obs: Pessoas que fazem uso de doses exageradas e in-
discriminadas da testosterona ou outros esteróides, para 
efeitos anabólicos extremos podem ter aumento do risco 
cardiovascular por alteração nos níveis de colesterol e au-
mento da viscosidade do sangue. 
testosterona x risco cardiovascular (infarto)
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 Testosterona X Câncer de Próstata
Existiu durante muito tempo mitos sobre o desenvolvimen-
to de câncer de próstata com a reposição hormonal com 
testosterona. Nos trabalhos atuais são evidenciados os se-
guintes achados: 
- O fato de ter a testosterona mais alta ou realizar reposi- 
 ção hormonal não aumenta o risco de desenvolver câncer 
 de próstata; 
- Os pacientes com testosterona mais baixas desenvol 
 vem câncer de próstata de alto risco (mais agressivos);
- Podemos fazer reposição hormonal com testosterona em 
 pacientes com tumor de próstata de baixo risco em
 seguimento; 
- Reposição hormonal com testosterona não aumenta taxa 
 de recorrência do câncer de próstata em pacientes sub- 
 metidos a prostatectomia radical (retirada da próstata)
 ou radioterapia;
NESTES 2 ÚLTIMOS ITENS, MAIS DO QUE NUNCA, DE-
VEM SEMPRE SER CONDUZIDO POR ESPECIALISTA 
COM EXPERIÊNCIA EM TRATAMENTO DE CÂNCER
DE PRÓSTATA E REPOSIÇÃO HORMONAL. 
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 Há riscos na reposição hormonal?
A reposição hormonal com testosterona pode causar alguns 
riscos/ efeitos colaterais, como:
Infertilidade:
O organismo entende que o nível do hormônio está ade-
quado e, portanto, reduz parcialmente ou totalmente de es-
permatozóides e testosterona testicular. No entanto, se o 
paciente usa o hormônio por muitos anos e quiser cessar o 
tratamento para tentar engravidar a parceira, o quadro po-
derá ser revertido com medicações que vão ajudar os testí-
culos na produção da testosterona. Em alguns casos, ainda 
será necessária um processo de fertilização (reprodução as-
sistida);
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há riscos na reposição hormonal
Ginecomastia:
Essa é uma condição na qual ocorre um aumento dos seios 
nos homens que têm predisposição ao problema e quando 
a dosagem na reposição é muito alta. Porém, há medicações 
para PREVENIR e REVERTER. Por isso, é fundamental fazer 
a reposição hormonal com especialista; 
Problemas de pele:
Acne, sudorese, aumento da taxa de queda de cabelo e au-
mento dos pelos do corpo. São efeitos que PODEM ocorrer 
e tem medidas para prevenção e tratamento;
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há riscos na reposição hormonal
Policitemia:
Aumento dos glóbulos vermelhos (Hemácias). As hemácias 
exercem um papel importante no transporte de oxigênio 
aos tecidos otimizando o funcionamento destes.
Porém, se aumentar muito a concentração das hemácias 
no sangue (engrossar o sangue), pode aumentar o risco car-
diovascular. Por isso, deve-se fazer um acompanhamento 
periódico com o especialista, ajuste de doses, aumento da 
ingesta hídrica e se necessário sangrias/doação de sangue 
para controle da viscosidade. 
54
 Contraindicações ao uso de
 testosterona ?
 
● Tumores hepáticos ativos que poderão ser sensíveis à
 testosterona, o que pode causar um aumento do tumor;
● Câncer de mama masculino;
● Câncer de próstata não estadiado e não tratado; 
● Policitemia (aumento da viscosidade do sangue não
 tratada);
● Apneia do sono severa e hiperplasia prostática benigna 
 com sintomas urinários severos, eram contraindicações 
 relativas, porém, sem evidências fortes sobre isso;
● Pacientes jovens que estão tentando engravidar suas
 parceiras.
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 Existe tratamento “natural” para
 aumento da testosterona ? 
 
Dicas para que os pacientes evitem a
queda dos níveis de testosterona
Quando os homens se cuidam, é muito provavelmente que 
o organismo continue a produzir testosterona em níveis 
normais. Por isso, os especialistas revelam que nem todos 
os homens irão precisar de reposição hormonal de testoste-
rona. Para tanto, os bons hábitos farão muita diferença,
como:
- Manter boa qualidade do sono;
- Praticar exercícios físicos;
- Investir em uma alimentação saudável;
- Promover a prevenção do estresse;
- Controlar os marcadores de pressão alta e diabetes;
- Parar de fumar;
- Beber de forma moderada;
- Fazer visitas periódicas ao médico para checar a saúde.
- Ter um bom convívio social e com a parceira.
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existe tratamento “natural” para aumento da testosterona?
Fitoterápicos para aumento da testosterona 
Não há recomendação de nenhum fitoterápico no guideline 
americano e brasileiro. Existem centenas de trabalhos de 
vários fitoterápicos que sugerem efeito benéfico, a decisão 
do uso deve ser feita de forma individualizada. 
 conclusão
A terapia de reposição hormonal, quando bem indicada e 
acompanhada pelo especialista, é certamente um tratamen-
to muito seguro,que poderá devolver a qualidade de vida 
do homem que está na andropausa.
Então, se você tem sintomas que indicam uma baixa do 
hormônio, consulte o médico de sua confiança para pedir 
exames e monitorar sua saúde.
57
dr. marco túlio
crm: 136.030
MÉDICO UROLOGISTA E ANDROLOGISTA,
ALTAMENTE QUALIFICADO PARA O
PLENO ATENDIMENTO
Mini currículo:
• Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco;
• Residência Médica em Cirurgia Geral na Irmandade Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo;
• Residência Médica em Urologia na Irmandade Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo;
• Membro da Sociedade Brasileira de Urologia;
• Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual.
• Membro da AUA ( American Urological Association).
/dr.mtcavalcanti Dr. Marco Tulio Cavalcanti
http://drmarcotuliourologista.com.br
https://www.instagram.com/dr.mtcavalcanti/
https://www.facebook.com/dr.mtcavalcanti
https://www.youtube.com/channel/UCI0TdHaKvED922OR0hqxeNw/videos
https://www.drmarcotuliourologista.com.br/que poderá devolver a qualidade de vida 
do homem que está na andropausa.
Então, se você tem sintomas que indicam uma baixa do 
hormônio, consulte o médico de sua confiança para pedir 
exames e monitorar sua saúde.
57
dr. marco túlio
crm: 136.030
MÉDICO UROLOGISTA E ANDROLOGISTA,
ALTAMENTE QUALIFICADO PARA O
PLENO ATENDIMENTO
Mini currículo:
• Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Pernambuco;
• Residência Médica em Cirurgia Geral na Irmandade Santa Casa de
Misericórdia de São Paulo;
• Residência Médica em Urologia na Irmandade Santa Casa de Misericórdia
de São Paulo;
• Membro da Sociedade Brasileira de Urologia;
• Membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual.
• Membro da AUA ( American Urological Association).
/dr.mtcavalcanti Dr. Marco Tulio Cavalcanti
http://drmarcotuliourologista.com.br
https://www.instagram.com/dr.mtcavalcanti/
https://www.facebook.com/dr.mtcavalcanti
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