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UNIP - UNIVERSIDADE PAULISTA 
 
 
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE (ICS) 
CURSO DE ENFERMAGEM 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à Universidade 
Paulista como requisitos exigidos na 
atividade prática supervisionada na 
disciplina Enfermagem em Prática 
clínica no processo de cuidar da saúde da 
mulher criança e adolescente sob 
orientação da profª Eliana Amaral 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO: 
Candidíase vulvovaginal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPINAS - SP 
2026
ANE GABRIELA ORTIZ TOLEDO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CASO CLÍNICO: 
Candidíase vulvovaginal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAMPINAS - SP 
2026
3 
 
SUMÁRIO 
1. DIAGNÓSTICO CLÍNICO ............................................................................................. 4 
1.1. Definição ...................................................................................................................... 4 
1.2. Etiologia ....................................................................................................................... 5 
1.3. Fisiopatologia ................................................................................................................ 7 
1.4. Avaliação diagnóstica ............................................................................................................... 7 
1.5. Tratamento ................................................................................................................... 7 
1.5.1. Tratamento clínico e cirúrgico ............................................................................ 8 
1.5.2. Tratamento farmaclógico .................................................................................... 8 
2. PROCESSO DE ENFERMAGEM ................................................................................. 8 
2.1. Avaliação de Enfermagem ........................................................................................................ 9 
2.2. Diagnóstico de Enfermagem – CIPESC ................................................................................... 9 
2.3. Intervenções e condutas de Enfermagem – CIPESC ................................................................ 9 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................................................. 11 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
 
 
1. DIAGNÓSTICO CLÍNICO 
Trata-se de uma paciente do sexo feminino, 28 anos, casada, G1P1A0, com peso de 88 
kg e altura de 1,59 m, correspondendo a um Índice de Massa Corporal (IMC) de 34,8 kg/m², 
classificado como obesidade grau I, que compareceu à Unidade Básica de Saúde (UBS) para 
realização de coleta de exame citopatológico do colo do útero. No momento da consulta, 
apresentava pulso radial de 72 batimentos por minuto, frequência respiratória de 18 incursões 
por minuto e pressão arterial de 138×89 mmHg. A paciente relata não realizar acompanhamento 
ginecológico regularmente, é sexualmente ativa, possui parceiro fixo e faz uso de 
anticoncepcional injetável como método anticoncepcional. 
Durante a consulta, referiu presença de prurido na região genital e corrimento vaginal, 
considerando inicialmente que a secreção apresentada fosse normal. Ao exame especular, 
observou-se vulva com distribuição adequada dos pelos, coloração rósea e presença de cicatriz 
de episiotomia, além de hiperemia e edema em região dos grandes lábios. Foi identificada ainda 
secreção vaginal esbranquiçada, em média a grande quantidade, de aspecto espesso e grumoso, 
semelhante a “coalhada”. O colo uterino apresentava-se róseo, sem presença de lesões 
aparentes. Foram realizadas coletas de secreção da ectocérvice e endocérvice para avaliação 
citopatológica. 
Diante dos achados clínicos apresentados, especialmente a presença de prurido, 
hiperemia, edema vulvar e corrimento vaginal branco, espesso e grumoso, o quadro é 
fortemente sugestivo de candidíase vulvovaginal, uma infecção causada principalmente pela 
proliferação da levedura Candida albicans. A confirmação diagnóstica deve considerar a 
avaliação clínica e, quando indicada, os exames complementares realizados durante o 
atendimento. 
1.1 Definição 
A candidíase vulvovaginal (CVV) é uma infecção que acomete a vulva e a mucosa 
vaginal, caracterizada por um processo inflamatório associado ao crescimento excessivo de 
leveduras do gênero Candida, principalmente da espécie Candida albicans. Esses 
microrganismos podem estar presentes normalmente na microbiota vaginal de mulheres sem 
causar manifestações clínicas. Entretanto, diante de um desequilíbrio na relação entre o 
5 
 
microrganismo e o organismo hospedeiro, pode ocorrer crescimento exacerbado das leveduras, 
favorecendo o desenvolvimento da infecção (1,2). 
A Candida albicans é considerada a principal espécie relacionada à candidíase 
vulvovaginal, embora outras espécies do gênero Candida também possam estar envolvidas, 
como Candida glabrata, Candida tropicalis, Candida parapsilosis, Candida krusei e Candida 
dubliniensis. A identificação da espécie pode ser importante, especialmente nos casos 
recorrentes, devido às diferenças na resposta aos tratamentos antifúngicos (1,2). 
Clinicamente, a candidíase vulvovaginal pode apresentar prurido vulvovaginal, 
ardência, corrimento vaginal branco e espesso, geralmente com aspecto grumoso ou semelhante 
a leite coalhado, além de hiperemia e edema da região vulvar. Também podem ocorrer disúria 
e dispareunia. Apesar de essas manifestações serem características e sugestivas da doença, elas 
não são específicas da candidíase, podendo ser encontradas em outras condições que provocam 
inflamação genital (1,2). 
Dessa forma, a definição da candidíase vulvovaginal deve considerar a associação entre 
os sinais e sintomas apresentados pela paciente, os achados do exame físico e, quando indicado, 
a confirmação laboratorial. A identificação de Candida spp. em exames deve ser interpretada 
em conjunto com o quadro clínico, uma vez que a presença do microrganismo pode ocorrer 
mesmo sem sintomas (1,2). 
No caso clínico apresentado, os achados de prurido, hiperemia e edema dos grandes 
lábios, associados à presença de secreção vaginal esbranquiçada, espessa e grumosa, são 
compatíveis com as manifestações descritas na literatura para a candidíase vulvovaginal. 
Entretanto, esses achados são sugestivos e não permitem, isoladamente, confirmar o 
diagnóstico, sendo necessária a correlação com a avaliação clínica e, quando indicada, a 
investigação laboratorial (1,2). 
1.2 Etiologia 
A candidíase vulvovaginal é uma infecção causada por leveduras do gênero Candida, 
sendo a Candida albicans a principal espécie associada à doença. Esse microrganismo pode 
fazer parte da microbiota vaginal normal e, em determinadas condições, apresentar proliferação 
excessiva, levando ao desenvolvimento da infecção (1,2). 
6 
 
Embora C. albicans seja a espécie predominante, outras espécies também podem causar 
a candidíase vulvovaginal, como Candida glabrata, Candida tropicalis, Candida parapsilosis 
e Candida guilliermondii. Também são descritas espécies menos frequentes, como Candida 
krusei, Candida kefyr e Candida lusitaniae (3,2). 
No caso da paciente FVB, a etiologia mais provável está relacionada à proliferação de 
Candida, especialmente C. albicans, considerando os achados apresentados durante o exame 
ginecológico. A paciente apresenta prurido, hiperemia e edema dos grandes lábios, associados 
à presença de secreção vaginal esbranquiçada, espessa e grumosa, características descritas na 
literatura como compatíveis com candidíase vulvovaginal (1). 
A predominância de C. albicans é observada em estudos microbiológicos. Rodrigues et 
al. (2013), ao analisarem culturas de secreção vaginal, identificaram C. albicans como a espécie 
mais frequente entre as culturas positivas paraCandida, além de C. glabrata e C. lusitaniae. 
Entretanto, como os sinais e sintomas da candidíase não são considerados específicos, a 
identificação da espécie depende de avaliação laboratorial quando indicada (2). 
Portanto, considerando os dados clínicos da paciente, o quadro é fortemente sugestivo 
de candidíase vulvovaginal, tendo Candida albicans como o agente etiológico mais provável. 
A confirmação do agente, entretanto, deve ser realizada por exame laboratorial quando 
indicado. 
1.3 Fisiopatologia 
Na candidíase vulvovaginal, após a proliferação da Candida, principalmente da 
Candida albicans, ocorre interação do fungo com as células do epitélio vaginal. A C. albicans 
apresenta capacidade de aderir às células epiteliais e produzir enzimas hidrolíticas, que podem 
contribuir para alterações e lesões locais, desencadeando uma resposta inflamatória na região 
vulvovaginal (1). 
A resposta inflamatória provocada pela presença do fungo está relacionada às principais 
manifestações clínicas da doença. A inflamação da vulva e da mucosa vaginal pode provocar 
hiperemia, edema, prurido e ardência, além da formação de secreção vaginal esbranquiçada e 
espessa, característica frequentemente descrita como grumosa ou semelhante a “coalhada” 
(3,1). 
7 
 
No caso da paciente FVB, a presença de hiperemia e edema dos grandes lábios, 
associada ao prurido e à secreção vaginal branca, espessa e grumosa, pode ser relacionada à 
resposta inflamatória local provocada pela candidíase vulvovaginal. Dessa forma, os achados 
observados no exame especular correspondem às manifestações decorrentes do processo 
inflamatório descrito na literatura. 
1.4 Avaliação Diagnóstica 
A avaliação diagnóstica da candidíase vulvovaginal inicia-se pela anamnese e pelo 
exame ginecológico, considerando os sinais e sintomas apresentados pela paciente. Entre as 
manifestações mais frequentes estão o prurido vulvovaginal, hiperemia, edema, ardência e 
presença de corrimento vaginal branco, espesso e grumoso. Entretanto, esses achados não são 
exclusivos da candidíase e podem estar presentes em outras vulvovaginites, sendo necessária 
uma avaliação adequada para estabelecer o diagnóstico (1). 
Durante o exame especular, devem ser avaliadas as características da vulva, da vagina 
e do colo uterino, além do aspecto e da quantidade da secreção vaginal. A avaliação também 
pode incluir a verificação do pH vaginal e a coleta de secreção para análise laboratorial. Na 
candidíase vulvovaginal, o pH vaginal geralmente permanece abaixo de 4,5, enquanto valores 
superiores podem sugerir outras causas de vulvovaginite (1). 
A confirmação laboratorial pode ser realizada por meio da análise microscópica da 
secreção vaginal e, quando necessário, pela cultura para identificação da espécie de Candida. 
A identificação do agente é importante principalmente nos casos recorrentes ou quando há 
suspeita de espécies não-albicans, que podem apresentar menor resposta a determinados 
antifúngicos (1,2). 
No caso da paciente FVB, a avaliação clínica apresenta achados sugestivos de 
candidíase vulvovaginal, como prurido, hiperemia e edema dos grandes lábios, além de 
secreção esbranquiçada, espessa e grumosa. Durante o atendimento, foram realizadas coletas 
de secreção da ectocérvice e da endocérvice. Dessa forma, os achados clínicos devem ser 
considerados em conjunto com os resultados dos exames realizados, permitindo uma avaliação 
mais precisa e a diferenciação de outras possíveis causas de corrimento vaginal. 
1.5 Tratamento 
8 
 
O tratamento da candidíase vulvovaginal tem como objetivo eliminar a proliferação do 
fungo, aliviar os sintomas e evitar recorrências. A escolha da conduta deve considerar as 
características clínicas da paciente e se o quadro é não complicado ou recorrente (1). 
1.5.1 Tratamento Clínico e Cirúrgico 
O tratamento da candidíase vulvovaginal é predominantemente clínico e consiste 
principalmente no uso de medicamentos antifúngicos. Além do tratamento medicamentoso, 
podem ser orientadas mudanças nos hábitos e cuidados com a região genital, de acordo com as 
necessidades apresentadas pela paciente (1). 
Não há indicação de tratamento cirúrgico para a candidíase vulvovaginal, uma vez que 
a infecção é tratada por meio de medidas clínicas e antifúngicas. Dessa forma, para a paciente 
FVB, considerando os achados apresentados e a suspeita de candidíase vulvovaginal, a conduta 
esperada é clínica, com avaliação dos resultados dos exames coletados e indicação do 
tratamento adequado. 
1.5.2 Tratamento Farmacológico 
O tratamento farmacológico da candidíase vulvovaginal é realizado com medicamentos 
antifúngicos, principalmente os derivados azólicos. Esses medicamentos podem ser 
administrados por via vaginal, na forma de tratamento tópico, ou por via oral, conforme a 
avaliação clínica e as características do quadro (3). 
Entre os antifúngicos utilizados no tratamento estão medicamentos da classe dos azóis. 
A escolha do fármaco e da duração do tratamento deve considerar a apresentação clínica da 
doença e a possibilidade de espécies não-albicans, uma vez que algumas delas podem 
apresentar menor resposta a determinados azólicos (1). 
No caso da paciente FVB, a definição do tratamento farmacológico deve ocorrer após a 
avaliação clínica e, quando indicada, laboratorial, considerando que os sinais apresentados são 
sugestivos de candidíase, mas não são exclusivos dessa infecção. Assim, a escolha do 
antifúngico deve ser realizada de acordo com a confirmação diagnóstica e a avaliação individual 
da paciente. 
2. PROCESSO DE ENFERMAGEM 
9 
 
2.1 Avaliação de enfermagem 
A avaliação de enfermagem foi realizada a partir dos dados obtidos durante a consulta, 
considerando os aspectos clínicos, ginecológicos, antropométricos e os sinais e sintomas 
apresentados pela paciente. FVB, 28 anos, apresentou prurido genital e corrimento vaginal, 
além de hiperemia e edema dos grandes lábios e secreção vaginal esbranquiçada, espessa e 
grumosa. Apresentava peso de 88 kg, altura de 1,59 m, pulso de 72 bpm, frequência respiratória 
de 18 irpm e pressão arterial de 138×89 mmHg. No exame especular, o colo uterino encontrava-
se róseo e sem lesões aparentes, sendo realizadas coletas de secreção da ectocérvice e 
endocérvice. 
A partir dos dados coletados, identificam-se necessidades relacionadas à saúde 
ginecológica, à presença de sinais e sintomas de infecção vulvovaginal e à necessidade de 
orientação quanto aos cuidados com a saúde íntima e acompanhamento ginecológico. 
2.2 Diagnósticos de enfermagem – CIPESC 
1. Corrimento vaginal (Necessidades Psicobiológicas - Eliminação) 
Evidências (Sinais/Sintomas): Secreção vaginal esbranquiçada, em média a grande 
quantidade, de aspecto espesso e grumoso (semelhante a “coalhada”), acompanhada de edema 
e hiperemia nos grandes lábios (4). 
Fator Relacionado: Processo inflamatório e de infecção fúngica em mucosa 
vulvovaginal (sugestivo de Candida albicans) (4). 
2. Prurido vaginal (Necessidades Psicobiológicas - Percepção) 
Evidências (Sinais/Sintomas): Relato de coceira e desconforto na região genital externa, 
associado ao eritema vulvar (4). 
Fator Relacionado: Resposta inflamatória local decorrente da proliferação fúngica no 
epitélio vaginal (4). 
2.3 Intervenções e condutas de enfermagem – CIPESC 
10 
 
1. Corrimento vaginal 
Orientar tratamento farmacológico: Explicar o uso correto do antifúngico prescrito 
(tópico vaginal ou oral), reforçando a necessidade de cumprir todo o tempo de tratamento, 
mesmo com o alívio prévio dos sintomas (4). 
Orientar higiene íntima adequada: Recomendar a higienização da região vulvar com 
água e sabonete neutro ou de pH fisiológico, evitando duchas vaginais internas e sabonetes 
perfumados que alterem a microbiota e o pH vaginal (4). 
Orientar vestuário apropriado: Orientar a utilização de calcinhas de algodão e evitar o 
uso prolongadode roupas muito justas, sintéticas ou úmidas, favorecendo a ventilação do local 
(4). 
Coletar e encaminhar exames: Realizar a coleta do exame citopatológico (ectocérvice e 
endocérvice) e encaminhar a amostra para análise laboratorial, garantindo o retorno da paciente 
para verificação do laudo (4). 
2. Prurido vaginal 
Orientar medidas não farmacológicas de alívio: Recomendar compressas frias locais 
para redução do edema, da hiperemia e da sensação de prurido na região dos grandes lábios (4). 
Orientar hábitos de vida e manejo da umidade: Instruir a paciente a secar bem a região 
vulvar após o banho (sem esfregar a toalha) e a trocar o protetor diário ou roupa íntima sempre 
que sentir umidade excessiva (4). 
Orientar sobre a abstenção de coçar: Orientar a não realizar fricção ou coçar a região 
vulvar para evitar escoriações, infecções bacterianas secundárias e agravamento da lesão 
tecidual (4). 
Orientar abstenção ou adaptação da atividade sexual: Recomendar a abstenção de 
relações sexuais durante a fase aguda da infecção e durante o uso de creme vaginal, para evitar 
desconforto (dispareunia) e atrito no epitélio inflamado (4). 
Agendar consulta de retorno: Aprazar o retorno da paciente para reavaliação clínica do 
prurido e da mucosa vulvar após a conclusão do tratamento (4). 
11 
 
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
1. Cruz GS, Brito EHS, Freitas LV, Monteiro FPM. Candidíase vulvovaginal na Atenção 
Primária à Saúde: diagnóstico e tratamento. Rev Enferm Atual In Derme. 2020;94(32):e-
020074. doi:10.31011/reaid-2020-v.94-n.32-art.735. 
2. Rodrigues MT, Gonçalves AC, Alvim MCT, Castellano Filho DS, Zimmermmann JB, Silva 
VL, et al. Associação entre cultura de secreção vaginal, características sociodemográficas e 
manifestações clínicas de pacientes com diagnóstico de candidíase vulvovaginal. Rev Bras 
Ginecol Obstet. 2013;35(12):554-61. doi:10.1590/S0100-72032013001200005. 
3. Alves KQ, Santos ACAO, Cavalcanti DSP, Batista FL. Aspectos gerais da candidíase 
vulvovaginal: uma revisão de literatura. Saúde Ciênc Ação. 2022;8(1):1-14. 
4. CIPESC. Consulta de enfermagem: Programa Saúde da Família (PSF). 2026.

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