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AULA 3 - FUNDAMENTOS DA TEORIA DO CONSUMIDOR • Compreender os fundamentos sobre a Teoria do Consumidor, no que diz respeito à Curva de Indiferença, ao Mapa de Indiferença, à Linha de Restrição Orçamentária e ao Equilíbrio do Consumidor, cujo enfoque é o caráter microeconômico. CONTEXTUALIZANDO Seja Bem-vindo(a)! Prezado(a) Aluno(a): É com muita alegria que apresento a você mais uma Aula da Disciplina Economia. Na Aula passada, abordamos conceitos básicos de Microeconomia, as estruturas de mercado, as leis de mercado e equilíbrio de mercado. Viver em sociedade é um grande desafio. Diariamente, deparamos com problemas de natureza econômica; os quais incomodam a todos. Tais problemas estão diretamente ligados ao comportamento do consumidor. • Como o consumidor, com uma renda limitada, define o que comprar, um produto ou outro? • Quais são as combinações de bens ou cestas de produtos cuja satisfação é indiferente ao consumidor? • O que limita o consumo de produtos para atender aos seus desejos? • O orçamento dos consumidores é infinito ou há restrição? O desenvolvimento das atividades programadas para essa Aula proporcionará a você, Caro(a) Aluno(a), os fundamentos para a compreensão do ato de consumo das pessoas. Vamos ao trabalho! Mapa mental panorâmico FUNDAMENTOS DA TEORIA DO CONSUMIDOR 1.1 O CONSUMIDOR 1.2 CURVAS DE INDIFERENÇA 1.3 LINHA DE RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA 1.4 EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR – ESCOLHA OU UTILIDADE 1.1 O CONSUMIDOR Como um consumidor, com renda limitada, decide que produto ( bem tangível ou serviço) vai adquirir? Esta é uma questão deveras importante, pois a alocação (destino) dos recursos dos consumidores vai determinar a demanda pelos mais variados produtos a atender às suas necessidades. O comportamento do consumidor pode ser estudado sob três aspectos fundamentais: suas preferências ou hábitos, suas restrições orçamentárias e suas escolhas (PINDYCK e RUBINFELD, 2006). Em termos de sua preferência ou de seus hábitos, ao se deparar com duas opções de aquisição, sempre o consumidor vai optar por uma ou outra ou será indiferente a elas. Essa premissa diz respeito à comparabilidade ou integralidade. As preferências são completas, isto é, qualquer uma das opções, o consumidor estará satisfeito. Por exemplo, para você pode ser indiferente consumir um sanduíche de presunto ou um hambúrguer. Mas, o preço pode fazer com que você opte pelo mais barato. Isso quer dizer que as suas preferências não levam em conta os preços dos produtos. No entanto, você pode abrir mão de um para consumir o outro por ser mais barato. As preferências do consumidor não levam em conta os preços dos produtos. Uma segunda premissa diz respeito a transitividade, isto é, se você preferir namorar a jogar futebol e preferir jogar futebol a estudar, você, também, irá preferir namorar a estudar. Segundo Pindyck e Rubinfeld (2006), essa premissa é necessária para tornar consistente as suas escolhas como consumidor. No caso de consumo de produtos, se você prefere laranja a maçã e maçã a abacaxi; então, também vai preferir laranja a abacaxi. Outra premissa está relacionada à razão ou racionalidade, pois mais é melhor do que menos. Se você deseja chocolate, e não levando em consideração seus custos, você terá sempre maior disposição em consumir pelo menos um pouco mais. As três premissas apresentadas anteriormente podem ser consideradas elementares, base ou mesmo o alicerce para a Teoria do Consumidor (PINDYCK e RUBINFELD, 2006; BAIDYA, 2014). 1.2 CURVAS DE INDIFERENÇA As Curvas de Indiferença são utilizadas no estudo da relação entre as quantidades consumidas de dois bens, de forma a proporcionar a mesma satisfação ou utilidade. Assim, em torno da Curva de Indiferença, todos os pontos representam as possibilidades de consumo dos dois produtos (Bens ou Serviços) a uma mesma satisfação. Isso quer dizer que, para você, é indiferente o consumo em um ponto ou outro de combinação dos produtos em questão. Assim, por meio de um gráfico, você poderá representar as preferências de um consumidor quanto às várias combinações entre duas cestas de produtos, como, por exemplo, vestuários e alimentos. Partindo das três premissas, apresentadas anteriormente, o consumidor deverá demonstrar sua preferência maior ou menor ou mesmo indiferente a uma cesta ou a outra de produtos. O Gráfico1 representa uma Curva de Indiferença para duas cestas de produtos, sendo uma de vestuários e a outra de alimentos. Gráfico 1 - Curva de Indiferença Fonte: Elaborado pelo Autor. Se você indicar um conjunto de Vestuários que são indiferentes a outro conjunto de Alimentos, poderá chamá-las de um Mapa de Indiferença (Gráfico 2). Gráfico 2 - Mapa de Indiferença Fonte: Elaborado pelo Autor. As Curvas de Indiferença mais distantes da origem são a representação das cestas mais desejadas pelo consumidor. O contrário acontece com as curvas mais próximas da origem, que são menos desejadas pelo consumidor (GREMAUD, 2004). A inclinação negativa da Curva de Indiferença estabelece uma relação entre as duas cestas de produtos, vestuários e alimentos, inversamente proporcional; isto é, quando o consumidor deseja aumentar o consumo de vestuários, ele deve abrir mão de consumir parte do consumo de alimentos. Essa inclinação é medida pela Taxa Marginal de Substituição (TMS), isto é, a quantidade de vestuário que o consumidor deixa de consumir para aumentar uma unidade adicional de alimentos (PINDYCK e RUBINFELD, 2006). Em outras palavras, a TMS mede a relação existente entre a quantidade que você estará disposto a desistir de um produto para poder aumentar o consumo de um outro; permanecendo na mesma Curva de Indiferença. Isso quer dizer que você continuará com o mesmo nível de satisfação ou utilidade entre as quantidades somadas dos dois produtos, por permanecer na mesma Curva de Indiferença. A Curva de Indiferença é convexa em relação à origem, por causa do fator de troca entre mercadorias, graças às preferências do consumidor. 1.3 LINHA DE RESTRIÇÃO ORÇAMENTÁRIA Você e seus familiares possuem suas Curvas de Indiferença. Se pudessem escolher de forma livre quanto consumir de cada produto, a quantidade de consumo seria infinita; já que as necessidades não têm fim. Você sabe que isso não é possível. O problema está na relação existente entre os preços dos produtos e a sua renda disponível ou a de seus familiares. Isso significa dizer que há uma Restrição Orçamentária, ou seja, há um limite de consumo em função da disponibilidade da renda (PINDYCK e RUBINFELD, 2006; GREMAUD, 2004; CUNHA, 2000). Não é mera coincidência quando comparamos com a escassez de recursos, estudada na Aula 1. Prevalece a lei da escassez. Você já imaginou se pudesse comprar tudo o que deseja? Aparentemente, isso seria uma maravilha; no entanto, os limites que a escassez nos impõe, obriga-nos a educar nossos desejos e caprichos. O que não é de tudo ruim. Considerando a disponibilidade de certa quantia em dinheiro como renda individual de um consumidor, destinado ao consumo de vestuários e alimentos, e de conhecimento de seus preços, uma linha de Restrição Orçamentária pode ser traçada (Gráfico 3). Gráfico 3 - Linha de Restrição Orçamentária Fonte: Elaborado pelo Autor. A Linha de Restrição Orçamentária aponta para todas as possibilidades de combinações entre dois produtos (vestuários e alimentos) que um agente consumidor pode comprar, graças à sua renda disponível e aos preços praticados pelo mercado dos produtos em questão (SALVATORE, 1984). O deslocamento da Linha de Restrição Orçamentária pode acontecer quando do aumento ou da redução dos preços dos produtos ou quando da variação da renda do consumidor. Vamos supor que o preço dos alimentos baixe, mantendo-se constante ou inalterados os preços dos vestuários e a renda do consumidor. Nessa suposição, ocorrerá um deslocamento parcial da Linha de Restrição Orçamentária para a direita (Gráfico 4). Gráfico 4 - Deslocamento da Linha de Restrição OrçamentáriaFonte: Elaborado pelo Autor. Outras combinações de variação de preços dos produtos e ou de renda do consumidor possibilitaria o deslocamento total, uniforme ou não, tanto para a direita como para a esquerda, da Linha de Restrição Orçamentária. 1.4 EQUILÍBRIO DO CONSUMIDOR – ESCOLHA OU UTILIDADE Como o consumidor deve escolher entre os diversos níveis de satisfação (Mapa de Indiferença), dada à sua restrição orçamentária? Ao traçarmos, em um mesmo par de eixo, o Mapa de Indiferença e a Linha de Restrição Orçamentária de um consumidor, possibilitará fazer a melhor escolha ao melhor nível de satisfação ou à utilidade do consumidor. Assim, podemos demonstrar, graficamente, o uso da razão para que o consumidor escolha a melhor combinação que lhe proporcione o mais alto nível de satisfação ou de utilidade, frente às suas possibilidades orçamentárias, isto é, frente à sua renda disponível e frente aos preços praticados pelo mercado dos produtos em questão (Gráfico 5). Gráfico 5 - Equilíbrio do Consumidor Fonte: Elaborado pelo Autor. Ao analisarmos o Gráfico 5, o Mapa de Indiferença está constituído com 3 Curvas de Indiferença (1, 2 e 3) e uma Linha de Restrição Orçamentária (R). Verificamos que o ponto C faz interseção da Curva de Indiferença 2 com a Linha de Restrição Orçamentária R. É exatamente esse ponto C que maximiza a satisfação ou a utilidade do consumidor, dadas às variáveis de preços dos produtos Y e X e da renda do consumidor. Diante das preferências e hábitos desse consumidor, sua Restrição Orçamentária e os preços praticados pelo mercado para as mercadorias em questão, a razão indica o ponto C como a melhor escolha de consumo. Isso quer dizer que é o ponto em que o consumidor esteja em maior grau de satisfação dada à sua limitação de renda. O ponto D, representado no Gráfico 5, poderá ser atingido, caso haja alguma alteração na renda do consumidor ou que sejam reduzidos os preços dos produtos (vestuários e/ou alimentos). Assim ocorrendo, a Linha de Restrição Orçamentária irá se expandir; e, consequentemente, deslocar-se-á à direita, conforme representa o Gráfico 6. Gráfico 6 - Deslocamento do Equilíbrio do Consumidor Fonte: Elaborado pelo Autor. O Gráfico 6 ilustra o deslocamento da Linha de Restrição Orçamentária de R para R2. Esse deslocamento para a direita poderia ter ocorrido graças ao aumento da renda do consumidor ou pela redução dos níveis de preços dos produtos (Vestuários e Alimentos). Dessa forma, houve uma expansão dos Limites Orçamentários do consumidor, possibilitando um maior nível de satisfação ou de utilidade para ele. Você poderá analisar outras situações possíveis, como por exemplo, uma redução da renda do consumidor que faria com que a sua Restrição aumentasse, ou seja, ocorreria um deslocamento negativo (para a esquerda) da Linha de Restrição Orçamentária. Nesse caso, a escassez aumentaria e os níveis de utilidade ou de satisfação do consumidor reduziriam. O mesmo poderia acontecer caso houvesse, mantida inalterada a renda do consumidor, um aumento nos níveis de preços dos produtos em questão (Gráfico 7). A expansão ou a redução da Linha de Restrição Orçamentária dependerá da variação dos preços dos produtos e/ou da renda do consumidor. Gráfico 7 - Mapa de Indiferença Fonte: Elaborado pelo Autor. Ao observarmos o Gráfico 7, verificamos que a Linha de Restrição Orçamentária R deslocou-se para a esquerda; transformando-se em R . Esse deslocamento torna menor o grau de satisfação do consumidor por ter recuado a sua renda ou por terem aumentado os preços dos produtos em questão. 3 A teoria da escolha ou utilidade possibilita medir o grau de satisfação ou utilidade decorrente ao consumo de um produto. Prezado(a), Aluno(a), após esta Aula, você compreende os fundamentos sobre a Teoria do Consumidor, no que diz respeito à Curva de Indiferença, ao Mapa de Indiferença, à Linha de Restrição Orçamentária e ao Equilíbrio do Consumidor, cujo enfoque é o caráter microeconômico? Caso consiga responder a essa pergunta, parabéns! Você atingiu o objetivo desta Aula. Caso tenha dificuldades para respondê-la, não se preocupe! Aproveite para reler o conteúdo da Aula e acessar o UNIARAXÁ Virtual e interagir com seus colegas e Tutor(a), a fim de sanar todas as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nessa caminhada! Conte conosco! Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula RECAPITULANDO Prezado(a), Aluno(a), nesta Aula, você teve a oportunidade de tomar conhecimento sobre alguns dos principais fundamentos da Teoria do Consumidor. Vimos que a escolha de um consumidor leva-se em consideração o fato de as pessoas se comportarem racionalmente e procurarem obter o maior grau de satisfação ou utilidade, por meio do consumo de uma determinada combinação de uma cesta de produtos, como por exemplo, alimentos e vestuários. Para isso, tem como base a premissa da preferência ou do hábito do consumidor e dos limites orçamentários como também a restrição às suas escolhas. Vimos que as Curvas de Indiferença representam todas as possibilidades de combinações, com o mesmo grau de satisfação, envolvendo dois produtos e com inclinação negativa; mais consumo de um produto, necessariamente, o consumidor abre mão de parte do consumo de outro produto; sendo indiferente o seu grau de satisfação. Há uma taxa marginal de substituição que define o quanto o consumidor renunciará de um bem para obter uma unidade a mais de outro. Suas preferências podem ser representadas por um conjunto de Curvas de Indiferença que são conhecidas como Mapa de Indiferença. No entanto, o consumidor tem restrições orçamentárias; o que limita o seu consumo. Essa questão diz respeito à Linha de Restrição Orçamentária a qual representa todas as combinações possíveis de consumo de bens e serviços que o consumidor utilizaria envolvendo o total de sua renda. A restrição poderá aumentar ou reduzir, ao levar em consideração a variação da renda do consumidor, para mais ou para menos, ou, pela variação dos níveis de preços dos produtos. O Equilíbrio do Consumidor acontece quando ele faz a melhor escolha; levando em consideração a sua Restrição Orçamentária, a qual, graficamente, é representada pela tangência da Curva de Indiferença com a Linha de Restrição Orçamentária. Na próxima Aula, faremos uma introdução à legislação ambiental e proteção ao meio ambiente na Constituição Federal de 1988. Até breve! REFERÊNCIAS BAIDYA, T. K. N. FUNDAMENTOS DE MICROECONOMIA. Rio de Janeiro: Interciência, 2014. Encontrado na biblioteca virtual do UNIARAXÁ. Disponível em: . Acesso em: 10 de out. de 2023. CUNHA, Fleury Cardoso da. Microeconomia: teoria, questões e exercícios. São Paulo: Makron Books, 2000. GREMAUD, Amaury Patrick et al. Manual de economia. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2004. HAFFNER, Jacqueline Angélica Hernandez. Microeconomia. Curitiba: InterSaberes, 2013. Encontrado na biblioteca virtual do UNIARAXÁ. Disponível em: . Acesso em: 10 de out. de 2023. PINDICK, R. S., RUBINFELD, D. L. Microeconomia. 6 ed. São Paulo: Printice Hall, 2006. Encontrado na biblioteca virtual do UNIARAXÁ. Disponível em: . Acesso em: 10 de out. de 2023. SALVATORE, Dominick. Microeconomia. (Trad. Marco Antonio Sandoval de Vasconcellos) São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1984. https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41910/pdf/0?code=ANq0dqv8zQ0PtTHFUd6PKjiWo9MFSb2o8aAh/iiH3Ew1+/GoKXSCZ37rQFmMnO8Ftqf4QzCDwunn2lT4PyD4vA==%3Ehttps://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/41910/pdf/0?code=ANq0dqv8zQ0PtTHFUd6PKjiWo9MFSb2o8aAh/iiH3Ew1+/GoKXSCZ37rQFmMnO8Ftqf4QzCDwunn2lT4PyD4vA==%3E https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/9970/pdf/0?code=qBHe5Lo2TvkdsLTcLxZJI8HXmdNM6wxcDtJtWnay/0LxmfMrHZlqDCBb0eF7BHaLw6mzxdbEyOoA2ePz5y8hxg== https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/9970/pdf/0?code=qBHe5Lo2TvkdsLTcLxZJI8HXmdNM6wxcDtJtWnay/0LxmfMrHZlqDCBb0eF7BHaLw6mzxdbEyOoA2ePz5y8hxg== https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/324/pdf/0?code=VkJ2OuhudD+vHBkQnBgP5SWbK2dU6qDVc5r7Q2UCf27RS/YuLQAU20hYrWYF1pok8f6cnteSwkr616C0SDbRnQ== https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/324/pdf/0?code=VkJ2OuhudD+vHBkQnBgP5SWbK2dU6qDVc5r7Q2UCf27RS/YuLQAU20hYrWYF1pok8f6cnteSwkr616C0SDbRnQ== Bem tangível Convexa BENS TANGÍVEIS Também chamados de bens corpóreos e bens materiais, são tangíveis os bens que constituem uma forma física, bens concretos, que podem ser tocados. Ex.: veículos, terrenos, dinheiro, móveis e utensílios, estoques, etc. CONVEXA