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E T A P A Z E R O
Copyright © Inspirali Educação. Todos os direitos reservados.
Proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio e processo, sem a prévia 
autorização escrita da Inspirali Educação. 
S U M Á R I O
INTRODUÇÃO À METODOLOGIA DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS...7
Educação centrada no estudante.................................................................................10
Educação integrada e integradora...............................................................................10
Aprendizagem baseada em problemas......................................................................10
Relevância de problemas prioritários em diversidade de cenários.......................11
Avaliação formativa “versus” somativa (somação de informações)......................11
Uso de tempo “eletivo”................................................................................................12
Equilíbrio entre conhecimentos, habilidades e atitude..........................................12
Seleção de conhecimentos essenciais.......................................................................13
Capacitação docente em habilidades que vão além da especialidade que
exercem..........................................................................................................................14
Fortalecimento das relações da comunidade educacional de aprendizagem......15
Desenvolvimento da capacidade de análise e de avaliação crítica.......................15
Uso de grupos pequenos e docentes facilitadores..................................................16
COMO FAZEMOS NA INSPIRALI........................................................................17
O currículo integrado.....................................................................................................18
Organização do currículo em atividades curriculares.............................................22
 Aprendizagem Baseada em Equipes (Team Based Learning) e 
 Sala de Aula Invertida (SAI) em atividades curriculares.................................22
 Práticas Médicas no SUS – PMSUS.....................................................................23
 Habilidades Médicas e Estações Clínicas (HM/EC)..........................................23
 Práticas em laboratório.......................................................................................23
 
SISTEMAS DE AVALIAÇÃO...............................................................................26
Aspectos Gerais..............................................................................................................27
Resultados das avaliações............................................................................................32
Instrumentos de avaliação...........................................................................................33
Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA)........................................................34
Portfólio reflexivo..........................................................................................................35
Avaliação de desempenho (D1 e D2)..........................................................................36
Avaliação de Desempenho Prático..............................................................................39
 Mini Cilinical Evaluation Exercise (Mini-CEX).................................................39
 Objective Structured Clinical Examination (OSCE).........................................40
 Global rating (conceito global)..........................................................................40
Avaliação do internato..................................................................................................41
Teste de progresso individual......................................................................................41
Plano de melhoria..........................................................................................................43
Resultados da avaliação e conceitos de aprendizagem por 
instrumentos de avaliação............................................................................................44
Reteste.............................................................................................................................47
Mudança de Ciclo...........................................................................................................49
Conselho de Classe........................................................................................................50
Avaliação de desempenho dos docentes - ADD .......................................................51
Avaliação das Atividade Curriculares – AAC...............................................................51
 
UNIDADES CURRICULARES.............................................................................52
Core Curriculum.............................................................................................................53
 O que é e como funciona.....................................................................................53
 Intencionalidade educacional...........................................................................53
 Avaliação...............................................................................................................54
Habilidades médicas.....................................................................................................55
 Objetivos e estratégias educacionais...............................................................55
 Avaliação...............................................................................................................55
Saúde Baseada em Evidências.....................................................................................56
 O que é SBE?.........................................................................................................56
 Intencionalidade educacional...........................................................................56
 Momentos de avaliação......................................................................................57
 
Habilidades cirúrgicas..................................................................................................58
 O que é..................................................................................................................58
 Objetivos gerais...................................................................................................58
 Metodologia.........................................................................................................59
 Avaliação...............................................................................................................59
Práticas Médicas no Sistema Único de Saúde...........................................................60
 Intencionalidade educacional...........................................................................60
 Avaliação...............................................................................................................61
Necessidades e cuidados em saúde............................................................................62
 Composição..........................................................................................................62
 Processamento da Situação-Problema.............................................................62
 Aprendizagem Baseada em Problemas.............................................................64
 Organização da NCS............................................................................................65
 Avaliação..............................................................................................................66
REFERÊNCIAS.................................................................................................67
 Referências recomendadas................................................................................68
ANEXOS........................................................................................................71está 
matriculado, para que alcance o conceito Satisfatório e possa progredir 
para o ciclo seguinte. 
O reteste é uma oportunidade de aceleração da aprendizagem para o 
estudante que não alcançou o desempenho esperado nas avaliações. 
São oferecidas duas oportunidades para realização do reteste, 
aplicadas sempre no semestre subsequente ao que o estudante tenha 
obtido o “Precisa Melhorar”, com datas estabelecidas a critério do 
Conselho de Classe em comum acordo com a coordenação do curso. 
Para realização do reteste o estudante deve estar devidamente 
matriculado no curso.
Quadro 5 - Exemplos de oportunidades de realização de reteste:
Avaliação D1 1º 
Semestre/ Etapa
Primeira 
oportunidade
Segunda 
oportunidade
Resultado 
final
PM em 2023.1
PM em 2023.1
PM em 2023.1
S em 2023.2
PM em 2023.2
PM em 2023.2
Não se aplica
S em 2023.2
PM em 2023.2
Satisfatório
Satisfatório
Insatisfatório até 
análise do CC* no 
final do ciclo
*CC – Conselho de Classe.
48
A realização do reteste deve ocorrer conforme previsto em calendário 
acadêmico, seguindo os mesmos moldes da avaliação da UC. Os 
estudantes realizam o reteste das SPs ou Oficinas que ficaram com o 
conceito Precisa Melhorar; e respondem a prova considerando o tipo 
de questão (questões objetivas e discursivas). Exemplos de 
possibilidades de realização do reteste: 
 • O estudante que obtiver PM nas questões objetivas, de uma ou 
 mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões objetivas.
 • O estudante que obtiver PM na questão discursiva, de uma ou
 mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões discursivas.
 • O estudante que obtiver PM nas duas situações citadas acima,
 fará reteste de questões objetivas e discursivas, da(s) SP(s)/
 Oficinas(s) que não alcançou o conceito Satisfatório.
Somente os estudantes que cumpriram no mínimo 75% da carga 
horária da Unidade Curricular, poderão realizar a avaliação de reteste. 
O cálculo do percentual de frequência é realizado para cada UC com 
periodicidade semestral, sendo assim, o estudante que obtiver 
frequência inferior a 75% estará, automaticamente, com conceito 
Insatisfatório no semestre/etapa, independentemente dos resultados 
das avaliações realizadas.
O estudante que não comparecer em qualquer avaliação, seja somativa 
ou formativa, estará automaticamente submetido ao reteste, uma vez 
que não há oferta de avaliação substitutiva em nenhuma hipótese, 
salvo as situações de exceção previstas em regimento da IES.
Se o estudante tiver a avaliação do reteste anulada por fraude 
comprovada receberá conceito Insatisfatório na mudança de ciclo, 
ficando automaticamente retido e precisará cursar a UC novamente.
Dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem, o aluno que não alcançou 
o conceito Satisfatório, segue com status “a cursar”² em seu histórico 
até que as pendências do devido componente curricular sejam 
sanadas. 
²Em fase de ajuste no sistema para “cursado com pendência”. 
49
MUDANÇA DE CICLO 
O Curso de Medicina da Inspirali prevê Ciclos de Aprendizagem em seu 
Projeto Pedagógico (PPC). A previsão de Ciclos no PPC implica na 
interrupção do percurso formativo discente, quando houver reprovação 
(conceito Insatisfatório) em algum componente curricular ao final de 
um Ciclo, de forma a impedi-lo de avançar ao Ciclo seguinte. 
Ao final de cada ciclo de aprendizagem, o estudante que não alcançar o 
conceito Satisfatório, após as duas oportunidades de aceleração da 
aprendizagem, mas que demonstrar deslocamentos em sua Avaliação 
do Processo de aprendizagem (APA), poderá ser submetido ao 
Conselho de Classe para possível aplicação de um de um ou mais
 retestes, a critério do Conselho – teste este não previsto em Calendário 
Acadêmico e que será agendado pela Coordenação de curso. Caberá 
também ao Conselho de Classe definir a melhor estratégia avaliativa 
que permita demonstrar a superação da lacuna de conhecimento do 
estudante no processo de aprendizagem. 
O estudante que não alcançou o conceito Satisfatório ao final de um 
ciclo de aprendizagem após todas as oportunidades de aceleração da 
aprendizagem, não poderá progredir no curso e deverá cursar 
novamente a unidade curricular na qual exista pendência acadêmica, 
em turma regular, estando submetido às mesmas exigências de 
frequência, aproveitamento e cumprimento das cláusulas contratuais 
pactuadas no ato da matrícula ou rematrícula.
Caso a Unidade Curricular em que o estudante possua pendência 
acadêmica não seja oferecida no semestre subsequente ao término do 
ciclo, o aluno poderá efetuar matrícula conforme deliberação do 
Colegiado do Curso. Vale destacar que em hipótese alguma o 
estudante poderá integralizar o curso sem alcançar o conceito 
Satisfatório e cumprir todos os componentes curriculares previstos.
O estudante com conceito Precisa Melhorar na APA, nas etapas de 
mudança de ciclo, poderá progredir desde que alcance um (1) conceito 
Satisfatório na etapa seguinte. 
A progressão para o ciclo dos estágios obrigatórios (internato médico) 
pressupõe inexistência de pendências acadêmicas anteriores.
50
CONSELHO DE CLASSE 
O Conselho de Classe do curso é constituído por todos os docentes 
responsáveis pelas unidades curriculares ministradas no período 
letivo, o professor em Tempo Integral da avaliação e a Coordenação do 
curso. 
O Conselho de Classe tem como objetivo apoiar a coordenação do 
curso no período de mudança de ciclo, possibilitando a reflexão a 
respeito das questões relativas ao processo de aprendizagem de forma 
longitudinal, identificando os estudantes que precisam de uma 
abordagem personalizada e propondo estratégias ou desfechos para as 
situações que envolvam as dificuldades de conhecimento, habilidades, 
atitudes, valores e ética. Cabe ao Conselho de Classe apoiar a 
coordenação do curso nas decisões acerca dos processos de 
progressão ou retenção dos estudantes ao longo dos ciclos de 
aprendizagem que apresentem pendências acadêmicas persistentes.
Recomenda-se que a frequência de encontros seja definida pela 
coordenação e colegiado do curso.
51
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS 
DOCENTES – ADD
 
Os estudantes registram a avaliação de desempenho dos docentes nos 
momentos que coincidem com a sua avaliação de desempenho em 
cada atividade curricular. Esse formato de avaliação tem como objetivo 
incluir a percepção dos estudantes sobre o desempenho docente, 
considerando suas capacidades de mediar o processo de aprendizagem, 
assim como de cumprir os pactos de trabalho estabelecidos. A 
identificação do estudante é opcional. Espera-se que, a despeito da 
força da cultura em relação à avaliação e das relações de poder nela 
envolvidas, a maioria dos estudantes não tenha dificuldade para se 
identificar, o que pode revelar a incorporação dos princípios e 
diretrizes da avaliação do projeto pedagógico.
AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES 
CURRICULARES – AAC
 
Os estudantes e docentes registram a avaliação das atividades 
curriculares nos momentos que coincidem com a sua avaliação de 
desempenho. Esse formato de avaliação visa incluir a percepção dos 
estudantes e docentes sobre as atividades curriculares, considerando 
os disparadores, cenários e recursos educacionais. A identificação dos 
avaliadores é opcional. Os resultados consolidados dessas avaliações, 
incluindo as análises quantitativas, de tendência e qualitativas, são 
divulgados pelos coordenadores por meio de relatórios técnicos.
UNIDADES 
CURRICULARES
53
O QUE É E COMO FUNCIONA
CORE
Curriculum
INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL
Esta atividade surge para responder à necessidade de busca de um 
núcleo de cultura comum para uma base social heterogênea, 
representada pelo conjunto de estudantes que ingressam no Ensino 
Superior (SACRISTÁN, 2000). A própria dispersão das matérias dentro 
dos planos educativos provoca a necessidade de um “Core 
Curriculum”, instrumento este capaz de proporcionar um tipo de 
experiência unitária em todos os estudantes, equivalente à educação 
geral, o que leva a uma reflexãonão ligada estritamente aos conteúdos 
procedentes das disciplinas/áreas de conhecimento acadêmicas. O 
estudante participa de discussões atualizadas, feitas a partir de 
instrumentos de análise do mundo real. Conceitos como Cultura, 
História e Artes contribuem para discussões a respeito de Ética, 
Economia, Estado e Sociedade. A interpretação dos fatos econômicos, 
sociais e artísticos está fundamentada na leitura crítica dos jornais, 
revistas e das diferentes manifestações da comunicação.
A dimensão humanística da formação do médico deve ser uma 
dimensão central do currículo. Um dos mais significativos requerimentos 
para a educação médica contemporânea é o desenvolvimento de uma 
estrutura para reflexão e prática profissional que resulte na aquisição 
de competências atitudinais para o enfrentamento das demandas 
sociais de saúde. Atitudes são a interface entre o profissional e o seu 
paciente, sua família, sua comunidade, a instituição profissional a que é 
afiliado, os colegas de profissão e os demais colegas do seu time de 
trabalho. Tal interface se firma muito mais na experiência e na vivência 
e nos valores universais do que no conhecimento e, portanto, é menos 
influenciada pelo ensino factual e didático.
54
AVALIAÇÃO
As avaliações desta unidade curricular estão a critério do docente 
responsável. 
As atividades de core curriculum tem como objetivos:
altruísmo, orientado para a necessidade do profissional em 
atender ao melhor interesse de seus pacientes, da sociedade e 
da saúde pública, e de sua própria profissão;
responsabilidade social, dirigida à prática da solidariedade 
social e do genuíno interesse no desenvolvimento comunitário;
busca pela excelência, com uma constante valorização pelo 
autoaprendizado e pela permanente autocrítica;
honra e integridade, orientadas para o compromisso com o 
justo, o certo e o apropriado em sua prática;
vínculo e respeito aos outros, demonstrando clara preocupação 
com os sentimentos, valores e pensamentos de pacientes, 
colegas e profissionais da equipe
55
OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS
Habilidades médicas/
Estações clínicas
AVALIAÇÃO
As atividades de Estações Clínicas (EC) fazem parte da unidade 
curricular Habilidades Médicas/Estações Clínicas (HM/EC), junto com 
Saúde Baseada em Evidências (SBE), da 1ª a 8ª etapa, divididas nos dois 
primeiros ciclos, e abordam os elementos de comunicação em consulta, 
exame físico, raciocínio clínico e relacionamento médico-paciente, 
através de oficinas práticas, sala de aula invertida, simulações com 
pacientes padronizados, discussões em pequenos grupos (sínteses 
provisórias e novas sínteses).
As ECs trabalham as competências cognitivas (compreender os 
elementos da consulta e como utilizá-los na proposta de cuidado), 
psicomotoras (realizar os exames físicos apropriados) e atitudinais 
(reconhecer a pessoa entrevistada, valorar o que lhe foi dito e compor 
estes valores na experiência terapêutica).
Preferencialmente, cada etapa apresenta dois módulos temáticos, 
relacionados com os temas das outras unidades curriculares do mesmo 
período, mas há momentos em que esta sincronia não ocorre, mas sem 
configurar problema, pois os temas são trabalhados dentro da lógica da 
espiral construtivista, que permite abordagens em momentos 
diferentes, mas que mantenham seu diálogo
O aproveitamento do estudante é verificado por meio de avaliação 
formativa (AF1 e AF2) e de portfólio; e uma avaliação de desempenho 
prático ao final do semestre (D).
56
O QUE É SBE?
Saúde baseada em
Evidências
A saúde baseada em evidências qualifica assistência à saúde, através 
da avaliação crítica das evidências disponíveis (principalmente 
pesquisas), implementação das evidências na prática e avaliação dos 
resultados obtidos na resolução de problemas. Também incorpora a 
competência clínica do profissional para a tomada de decisão sobre a 
assistência à saúde³.
3. GALVÃO, M. C., SAWADA, N. O. Prática baseada em evidências: estratégias para sua implementação na
enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília (DF) 2003, v. 56, n. 1, p. 57-60.
INTENSIONALIDADE EDUCACIONAL
A) SAÚDE BASEADA EM EVIDÊNCIAS
O perfil esperado de desempenho satisfatório consiste em:
 
 quanto ao objetivo de buscas em bases de dados:
 i. entendimento da importância do uso de buscas bem
 construídas em bases de dados para atualização profissional;
 ii. identificação das principais bases de dados em saúde e
 as mais relevantes para o contexto nacional;
 iii. dominar o processo de identificação dos descritores e
 as funções lógicas dos operadores booleanos;
 
 quanto ao objetivo de conhecer diferentes desenhos de estudo:
 i. reconhecer os principais desenhos de estudo voltados
 para o processo de tomada de decisão clínica;
 ii. identificar quais os desenhos mais adequados para as
 principais categorias clínicas;
 
57
 quanto ao objetivo de avaliação crítica da literatura:
 i. manifestar a compreensão de que nem toda produção
 científica pode ser considerada confiável sem uma 
 avaliação criteriosa da sua qualidade.
B) METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA
O perfil esperado de desempenho satisfatório consiste em:
 verificar as habilidades e conhecimentos para elaboração de um
 projeto de pesquisa em saúde. Os pontos específicos para 
 avaliação são:
 i. elaboração de uma boa pergunta de pesquisa (com 
 clareza, unicidade e precisão);
 ii. construção de uma boa revisão da literatura sobre o 
 tema, principalmente considerando a habilidade de 
 construir uma busca adequada;
 iii. elaboração de um projeto de pesquisa com uma 
 construção mínima que considere uma introdução bem
 fundamentada; métodos coerentes e éticos; cronograma e
 referências em ao menos uma norma estabelecida 
 (Vancouver ou ABNT).
MOMENTOS DE AVALIAÇÃO
As avaliações serão conduzidas por meio de atividades regulares 
durante o horário das aulas, utilizando diferentes ferramentas a critério 
do facilitador. O processo de avaliação de SBE e da Metodologia da 
Pesquisa Científica está descrito no Termo de Referência para 
avaliações desta atividade curricular.
58
O QUE É?
Habilidades 
Cirúrgicas
Os princípios de Técnica Cirúrgica Operatória e Cirurgia Experimental 
na UC HM/EC, considerados necessários a todas as áreas médicas, e, 
portanto, imprescindíveis de aprendizado durante a graduação, 
contribuem para a formação geral do estudante de Medicina. Por meio 
de aulas teóricas e práticas, os estudantes irão aprofundar o ensino 
sobre as principais técnicas cirúrgicas realizadas nos diversos órgãos, 
aparelhos e sistemas.
OBJETIVOS GERAIS
a. Compreender as indicações dos procedimentos cirúrgicos, assim 
como os princípios técnicos para realizá-los.
b. Deter os conceitos que norteiam o ato operatório.
c. Desenvolver habilidades cirúrgicas para tratamento de ferimentos.
d. Tratar as urgências e emergências cirúrgicas de maior incidência em 
prontos-socorros relacionadas à cirurgia geral. 
e. Diferenciar as urgências e emergências cirúrgicas de maior incidência 
em prontos-socorros relacionadas às especialidades cirúrgicas para 
realizar os devidos encaminhamentos.
f. Desenvolver habilidades cirúrgicas para resolução de situações 
comuns em prontos-socorros e emergências quando não há a presença 
do especialista. 
59
METODOLOGIA
Além de aulas teóricas e práticas, a estrutura da atividade de habilidades 
cirúrgica utiliza metodologias ativas como o Team Based Learning (TBL) 
e a discussão de casos clínicos.
AVALIAÇÃO
O aproveitamento do estudante é verificado por meio de uma prova de 
desempenho com questões de múltipla escolha e discursivas, duas 
avaliações de desempenho prático e portfólio, no final do semestre.
60
INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL
Práticas Médicas no 
Sistema Único de Saúde 
A Unidade Curricular de Prática Médica no SUS – PMSUS visa promover o 
desenvolvimento de capacidades nas três áreas de competência do 
perfil, com uma abordagem crescente e orientada à terminalidade em 
relaçãoao perfil de competência, em cenários reais do trabalho em 
saúde, no contexto do SUS. Nesses cenários, o erro deve ser evitado em 
função de potenciais riscos ou danos às pessoas. Assim, a vivência dos 
estudantes é acompanhada por docentes das universidades e apoiada 
por preceptores e pela equipe de saúde do serviço no qual os estudantes 
são inseridos, abrangendo os seguintes conteúdos ao longo do curso, 
sendo aprofundados a cada etapa:
Necessidades de saúde biológicas, subjetivas e sociais de pacientes 
reais atendidos nas unidades de saúde da prática (saúde da família 
e comunidade); aplicação de critérios para identificação de 
necessidades de saúde de pessoas atendidas: nutrição, respiração, 
proteção/segurança, autonomia, interação social, autopercepção, 
perfil de saúde-doença, atenção à saúde; desenvolvimento da 
racionalidade científica e do raciocínio epidemiológico; 
compromisso social com a cidadania e com a saúde coletiva no 
contexto da unidade de saúde da prática.
História de vida, história clínica e exame físico (semiologia 
médica) de pessoas atendidas e vinculadas à unidade de saúde de 
prática.
Planos de cuidado individuais e coletivos, segundo necessidades 
identificadas, com foco na promoção da saúde e prevenção de 
doenças de pessoas atendidas na unidade de saúde de prática; 
aplicação de critérios para a elaboração dos planos de cuidado: 
singularização; contextualização; evidência científica; negociação 
e pactuação; monitoramento e avaliação.
61
AVALIAÇÃO
Atenção à saúde na unidade de saúde de prática – macrogestão: 
Sistema Único de Saúde e o modelo de atenção à saúde,
desenvolvido na unidade de saúde da prática; estratégia saúde 
da família e comunidade – política nacional e organização dessa 
atenção na unidade de prática; territorialização e distritos 
sanitários; modelo de gestão da atenção à saúde, desenvolvido 
na unidade de saúde da prática; atenção primária e atenção 
integral à saúde; rede escola de atenção à saúde; pensamento 
estratégico situacional.
Atenção à saúde na unidade de saúde de prática – microgestão: 
trabalho da equipe de saúde da família: trabalho multiprofissional 
e relações de estudantes e docentes com a equipe de saúde da 
unidade de prática; identificação de obstáculos e oportunidades 
de melhoria no trabalho em saúde na ESF na unidade de saúde 
de prática; reuniões de equipe; apoio matricial; educação 
permanente.
Estudos epidemiológicos: caracterização das dez famílias 
acompanhadas pelos estudantes; distribuição de variáveis 
relacionadas ao perfil demográfico; consolidação dos dados das 
famílias do pequeno grupo de estudantes inseridos na unidade 
de saúde; epidemiologia descritiva; acesso a bancos de dados – 
sistemas de informação em saúde.
Processos educacionais na saúde: estratégias de aprendizagem 
e metacognição; formulação de hipóteses, de questões de 
aprendizagem e propostas de transformação da realidade; 
raciocínio crítico reflexivo e do trabalho colaborativo e ético, por 
meio da problematização.
A avaliação acontece no meio e no final do semestre, sendo composta 
por avaliação formativa e de portfólio (AF1 e AF2) e duas avaliações de 
desempenho (D1 e D2), com questões de múltipla escolha e discursivas.
62
COMPOSIÇÃO
Necessidades e 
Cuidados em Saúde 
 
PROCESSAMENTO DA SITUAÇÃO PROBLEMA
Processamento de Situação-Problema – Abertura (ou Síntese 
Provisória) e fechamento (ou Nova Síntese).
Práticas nos Laboratórios Morfofuncionais e Multidisciplinares.
Processamento e Síntese de Conhecimento Profundo (TBL).
A Unidade Curricular (UC) Necessidades e Cuidados em Saúde – NCS 
utiliza o processamento de situações-problema prevalentes da prática 
médica, no contexto do SUS. Explora capacidades cognitivas, 
atitudinais e psicomotoras, considerando as situações prevalentes nos 
diferentes ciclos de vida e o perfil de competência do estudante, 
segundo o semestre/módulo do curso. Para atingir os objetivos 
educacionais, a UC NCS é desenvolvida por meio de três estratégias 
educacionais: Aprendizagem Baseada em Problemas em pequenos 
grupos (NCS-ABP), Aprendizagem Orientada por Roteiros de Estudo no 
Laboratório de Morfofuncional e Laboratórios Multidisciplinares (LMF) 
e Aprendizagem Baseada em Equipes (NCS-TBL).
63
Os conceitos de necessidades de saúde – olhar ampliado para as 
dimensões do processo saúde-doença e terapêutica e escolha da 
melhor alternativa de cuidado – norteiam o trabalho de estudantes e 
docentes:
 i. processos biológicos normais e alterados;
 ii. processos sociais, culturais, ecológicos/ambientais, éticos e
 legais vinculados à saúde-doença;
 iii.processos comportamentais/psicológicos normais e alterados;
 iv. processos de cuidado no contexto do SUS;
 v.processos educacionais por meio da aprendizagem baseada
 em problemas.
Essa atividade curricular também focaliza o desenvolvimento de 
capacidades da área de competência “Educação em Saúde”, 
considerando as capacidades de aprender a aprender e de metacognição.
A Atividade Curricular da NCS conta com a utilização de situações-
problema (SPs) como disparadores da aprendizagem. As SPs são 
elaboradas por docentes especialistas, com apoio dos autores do 
projeto pedagógico do curso, e cumprem o papel de desencadear o 
processo ensino-aprendizagem, permitindo a exploração de conteúdos 
cognitivos relacionados aos processos e fenômenos abordados. As SPs 
trazem situações do cotidiano da prática médica que, pela própria 
natureza, favorecem o reconhecimento da utilidade dos saberes a 
serem construídos para melhor entender e intervir na situação.
As SPs também apresentam diferentes pontos de vista em relação a 
uma situação de saúde-doença. Essas diferenças favorecem o 
desenvolvimento do pensamento complexo, que objetiva evitar 
raciocínios lineares e simplificados da realidade e dos problemas nela 
inseridos. Essa ampliação visa oportunizar uma prática médica 
contextualizada e coerente com os desafios do mundo contemporâneo, 
especialmente no cuidado à saúde das pessoas e populações.
64
APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS
A Aprendizagem Baseada em Problemas é realizada em pequenos 
grupos. Para o processamento de uma situação-problema, os 
estudantes recebem textos elaborados pelos professores com a 
apresentação de uma situação e são estimulados a: (i) identificar 
problemas; (ii) formular hipóteses ou pressupostos que explicam os 
problemas identificados; (iii) relacionar as discussões dos problemas e 
hipóteses e com situações semelhantes encontradas na realidade; (iv) 
elaborar questões de aprendizagem para melhor explicar a situação; (v) 
buscar novas informações cientificamente fundamentadas; 
(vi) construir esquemas de conhecimento da forma mais consistente e 
abrangente possíveis; (vii) autoavaliar e avaliar os desempenhos dos 
participantes do trabalho em pequeno grupo e do facilitador.
Na síntese provisória (i; ii; iii; iv; v), temos a exploração de uma situação 
com identificação de conhecimentos prévios e das fronteiras de 
aprendizagem expressas nas questões de aprendizagem. Na nova 
síntese (vi; vii) acontece a socialização das buscas e novas informações 
para a construção de novos saberes a partir das questões de aprendizagem 
e da análise crítica das informações. As questões de aprendizagem 
consideradas mais potentes são aquelas voltadas à compreensão, 
análise, síntese ou avaliação. As avaliações formativas são realizadas 
verbalmente durante e ao final de cada encontro do pequeno grupo. 
Iniciar a avaliação de forma apreciativa, garantindo primeiramente o 
reconhecimento de conquistas e oferecendo oportunidades de 
melhoria, de construção de novos significados e de renegociação do 
pacto de convivência, sempre que for necessário. Para tanto, são 
focalizadas a autoavaliação, a avaliação de desempenho dos pares 
(grupo) e do facilitador.
ORGANIZAÇÃO DA NCS
Essa atividade curricular contempla um conjunto de ações educacionais 
presenciais, organizadas em encontros de comunidades de aprendizagem, 
compostaspor até quinze estudantes apoiados por um docente no 
papel de facilitador. O desenvolvimento das ações educacionais ocorre 
em dois momentos, em pequeno grupo, com 2 h/ aula de trabalho para 
Abertura do problema (Síntese Provisória), e 2 h/aula de trabalho para 
Fechamento do problema ou Nova Síntese. Para cada uma dessas 
partes teremos um Professor/facilitador; um estudante Coordenador, 
que terá o papel de facilitar/coordenar o grupo; e um estudante relator 
que sintetizará as discussões do grupo. Todos do grupo deverão passar 
pelo menos uma vez pelos papéis de Coordenador ou de relator das 
atividades.
A composição dos grupos de trabalho de NCS é reorganizada 
semestralmente de modo a favorecer o desenvolvimento de 
capacidades para o trabalho em pequeno grupo, garantindo a maior 
diversidade possível com representatividade de algumas características 
da turma de estudantes. Todas as atividades são conduzidas por 
professores facilitadores, com a exceção da atividade Aprendizagem 
Baseada em Equipes, que poderá ser também conduzida por docentes 
especialistas e docentes facilitadores. Após o processamento de uma 
determinada SP em 2 sessões de pequenos grupos, é programada uma 
atividade cujo objetivo maior é o de “aprofundamento da aprendizagem”.
Para tanto a estratégia educacional utilizada é a da “Aprendizagem 
Baseada em Equipes” (TBL – Team Based Learning).
O TBL é desencadeado a partir da leitura prévia de textos selecionados 
e/ou uma situação/contexto que funciona como disparador de 
aprendizagem – é o momento de compartilhamento. Cada estudante 
analisa individualmente a situação ou os materiais indicados para um 
estudo prévio. Após esse estudo ou leitura, os estudantes respondem a 
um conjunto de testes de múltipla escolha que abordam a tomada de 
decisão frente à situação/contexto em questão. Após compartilharem 
suas escolhas individuais, cada equipe discute as alternativas e busca
65
66
um consenso ou pacto para a discussão dos resultados por equipe. As 
alternativas definidas pelas equipes são debatidas pelo facilitador ou 
por um ou mais especialistas. Após os esclarecimentos e diálogo com 
as respostas e dúvidas das equipes, os especialistas apresentam 
desafios de aplicação dos conhecimentos em novas situações simuladas.
Na Aprendizagem Orientada por Roteiros de Estudo no Laboratório 
Morfofuncional (LMF), os estudantes recebem previamente um guia 
organizado em tópicos de aprendizagem para o seu estudo, com o 
apoio presencial de dois a três docentes que atuam como consultores 
para esclarecimentos de dúvidas. As três atividades educacionais da UC 
NCS são organizadas por meio das Unidades Temáticas de Ensino e 
seus objetivos.
AVALIAÇÃO
A avaliação acontece no meio e no final do semestre, sendo composta 
por avaliação formativa e de portfólio (AF1 e AF2); e duas avaliações de 
desempenho (D1 e D2), com questões de múltipla escolha e 
discursivas.
67
Referências
AUTO, B. D. S.; VASCONCELOS, M. V. L; PEIXOTO, A. L. V. A. Clinical skills 
assessment and feedback in pediatric residency. Revista Brasileira de 
Educação Médica, v. 45, n. 2, 2021. Disponível em: . Acesso em: 14 
mar. 2022.
BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. 
Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº4 de 7 de 
novembro de 2001. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso 
de graduação em Medicina. Diário Oficial da União. Brasília, 9 nov. 
2001; Seção 1, p. 38.
DOMINGUES, R. C. L.; AMARAL, E.; BICUDO-ZEFERINO, A. Global rating: a 
method for assessing clinical competence. Revista Brasileira de 
Educação Médica, v. 33, n. 1, 2009, p. 148-151. Disponível em: 
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Medicine, v. 71, n. 1, 1996, p. S55-63. Disponível em: . Acesso em: 
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HEJRI, S.M.; JALILI, M.; MASOOMI, R.; SHIRAZI, M.; NEDJAT, S.; NORCINI, J. 
The utility of Mini-Clinical Evaluation Exercise in undergraduate and 
postgraduate medical education: a BEME review. Medical Teacher, n. 
59, 2020, p. 125-142. Disponível em: . 
Acesso em: 14 mar. 2022.
LITTLEFIELD, J.; PAUKERT, J.; SCHOOLFIELD, J. Quality assurance data for 
residents’ global performance ratings. Academic Medicine, v. 76, n. 10, 
2001, p. S102-S104.4. Disponível em: . Acesso em: 14 mar 2022.
68
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OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Declaração de Alma Ata, 
1978.
OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Declaração de Edimburgo, 
1988.
OMS – ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Educação Médica nas 
Américas, 1990.
REFERÊNCIAS RECOMENDADAS:
CUSHING, A. Assessment of non-cognitive factors. In: International 
handbook of research in medical education. Dordrecht: Springer, 
2002. p. 711-755.
GRONLUND, N. E.; WAUGH, C. K. Achievement assessment and 
instruction. Assessment of student achievement. USA: ERIC, 2006. p. 
01-13.
HARDEN, R. M.; STEVENSON, M.; DOWNIE, W. W.; WILSON, G. M.
Assessment of clinical competence using objective structured 
examination. Br Med J, v. 1, n. 5955, p. 447-451. Disponível em: 
. Acesso 
em: 14 mar 2022.
HEITZMAN, N.; SEIDEL, T.; OPITZ, A.; HETMANEK, A.; WECKER, C.; FISCHER, 
M.; UFER, S.; SCHMIDMAIER, R.; NEUHAUS, B.; SIEBECK, M.; STÜRMER, K. 
Facilitating diagnostic competences in simulations: a conceptual 
framework and a research agenda for medical and teacher education. 
Frontline Learning Research, v. 7, n. 4, 2019, p. 1-24. Disponível em: 
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Acesso em: 14 mar 2022.
69
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ROYAL, K. D.; GUSKEY, T. R. On the appropriateness of norm – and 
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SCHUWIRTH, L.; DURNING, S.; KING, S. Assessment of clinical reasoning: 
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TORRE, D. M.; SCHUWIRTH, L. W.; VAN DER VLEUTEN, C. P. Theoretical
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2, 2020. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022.
TRONCON, L.E.A. Clinical skills assessment: limitations to the 
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in a traditional Brazilian medical school. Med J. v. 122, n. 1, 2004, p. 
12-17. Disponível em: . Acesso em: 
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VAN DER VLEUTEN, C. P. M.; SCHUWIRTH, L. W. T.; DRIESSEN, E. W.; 
DIJKSTRA, J.; TIGELAAR, D.; BAARTMAN, L. K. J.; VAN TARTWIJK, J. A
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34, 2012, p. 205-214. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022.
70
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M.D.; STOCKLEY, D.; SHERBINO, J. A core components framework for 
evaluating implementation of competency-based medical educationprograms. Academic Medicin, v. 94, n. 7, 2019, p. 1002-1009. 
Disponível em: . 
Acesso em: 14 mar. 2022.
YUDKOWSKY, R.; PARK, Y. S.; DOWNING, S. M. Assessment in health 
professions education. Londres: Routledge, 2019.
ANEXOS
72
Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) – PMSUS
Anexo 1 - Modelos da Avaliação 
do Processo de Aprendizagem (APA)
Abaixo você encontrará os modelos de APA para as unidades curriculares 
de Práticas Médicas no SUS (PMSUS), Habilidades Médicas e Estações 
Clínicas (HM/EC) e Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS).
1) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de 
socialização das famílias (próprias e de outros colegas de grupo) em relação à apresentação 
da história clínica, identificação de necessidades de cuidado, articulação de equipamentos 
de saúde, atores e redes de apoio e criação de planos de cuidado? Justifique.
2) Como tem sido a construção de saberes do(a) estudante nas atividades de oficina (busca 
e análise de informações, compartilhamento de saberes, construção de novos 
significados)? Justifique.
73
3) Como tem sido a construção do e-portfolio na atividade curricular? (O portfólio 
demonstra o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? 
O que não aprendeu ou tem dúvidas? E que planos formulou para aprender o que não 
aprendeu? Qual sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador (a)? 
de suas atividades? Justifique.
4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho?
(Remeta-se ao Pacto realizado pelo grupo para responder este item.) Justifique.
5) Registro do plano de melhoria – recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à) 
estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou 
com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas).
74
6) Conceito
 Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( )
Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________
Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________
75
Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) – Habilidades Médicas e Estações Clínicas
(HM/EC) 
1) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de OT – 
Oficinas Técnicas e nas atividades de Simulação da Prática médica (com paciente ator e/ou 
paciente virtual e/ou simulação realística)? Justifique.
2) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante relacionadas ao processo 
de aprender nas atividades de reflexão e teorização sobre as simulações da prática médica 
(produção da narrativa ou história clínica, levantamento de problemas e/ou necessidades 
de saúde, hipóteses, questões de aprendizado e produto de suas pesquisas para 
respondê-las – artigos, livros, etc.)? Justifique.
76
3) Como tem sido a construção do e-portfolio na atividade curricular? (O portfólio 
demonstra o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? 
O que não aprendeu ou sobre o que tem dúvidas? E que planos formulou para aprender o 
que não aprendeu? Qual sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do 
facilitador(a) de suas atividades? Justifique.
4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? Justifique.
(Remeta-se ao pacto realizado pelo grupo para responder este item.) 
5) Registro do plano de melhoria – recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à) 
estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou 
com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas).
77
6) Conceito
 Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( )
Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________
Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________
Insatisfatório – S/ Frequência ou em final de Ciclo de Aprendizagem
78
Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) - Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS)
1) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Síntese 
Provisória? (Na identificação, na explicação de problemas ou hipóteses explicativas por 
meio de compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação na elaboração 
de questões de aprendizagem?) Justifique.
2) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Nova 
Síntese? (Como realizou a busca; como analisou as informações; como tem compartilhado 
seus aprendizados; e como tem sido a construção de novos significados?) Justifique.
79
3) Como tem sido a construção do e-portfolio na atividade curricular? (O portfólio 
demonstra o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? 
O que não aprendeu ou tem dúvidas? E que planos formulou para aprender o que não 
aprendeu? Qual sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador(a)? 
De suas atividades?) Justifique.
4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? (Remeta-se ao Pacto realizado
pelo grupo para responder este item.) Justifique.
5) Registro do plano de melhoria – recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à) 
estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou 
com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas).
80
6) Conceito
 Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( )
Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________
Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________
Insatisfatório – Por frequência (falta > 75%) ou em final de Ciclo de Aprendizagem
81
Anexo 2 
O QUE COLOCAR NO PORTFÓLIO?
Itens necessários:
a. Memorial ou Narrativa de vida: No início do 1º semestre/ 
etapa, os estudantes deverão escrever, em uma lauda, sobre 
sua vida e fatos que o levaram a estar agora neste Curso de 
Medicina.
b. Linha de base: A cada etapa/semestre, este item tem que 
trazer as suas expectativas por Unidades Curriculares. Estas 
expectativas serão revisitadas no final do semestre e 
avaliadas se foram ou não alcançadas e os porquês.
c. Reflexões sobre as atividades educacionais: O portfólio 
deve organizar as reflexões do estudante sobre cada unidade 
curricular (UC), mas as integrando em torno das seguintes 
questões: Quais são as expectativas de aprendizagem acerca 
de cada unidade curricular? O que uma UC auxilia ou não no 
desempenho da outra? O que o estudante já sabe? O que está 
aprendendo? Quais fontes têm consultado para responder 
suas lacunas? O que não está aprendendo? Em que tem 
dúvidas? O que está fazendo com o que não está aprendendo 
ou tem dificuldades, está construindo planos de melhoria? 
Importante registrar reflexões e sentimentos sobre cada 
grupo ou espaço de aprendizagem de que esteja participando, 
inclusive Ligas e outros.
d. Avaliações: Avaliações pessoais das atividades desenvolvidas, 
avaliação sobre o seu desempenho (autoavaliação), do seu 
grupo, dupla e sobre seu facilitador, e de toda comunidade 
escolar, caso queira.
Atenção: não se corrige portfólio. Os facilitadores deverão 
apoiar a construção.
82
ONDE ELABORÁ-LO
COMO O PORTFÓLIO SERÁ AVALIADO?
Nossa proposta é que o portfólio seja elaborado em formato eletrônico 
(digital) e sugerimos a utilização de ferramentas como o Google sites, 
EndNote, Notion, dentre outras. O professor deverá solicitar que todos 
enviem o portfólio para ele, antes do dia do compartilhamento
No dia do compartilhamento, o estudante deverá ter em mãos seu 
e-portfólio.
Algumas perguntas orientadoras podem ajudar no acompanhamento 
dos portfólios e na identificação de evidências:
O que você mais valoriza no seu portfólio?
Como você organiza os documentos trabalhadosno curso e que 
considera relevantes?
Como você utiliza os produtos das buscas (literatura) para 
fundamentar o pensamento crítico-reflexivo?
Como você dialoga com seus saberes, com a literatura, 
qualificando as reflexões pessoais e oriundas do trabalho em 
grupos?
Como você registra as reflexões sobre a trajetória no curso, com 
seu grupo, dupla, facilitador, as conquistas e aprendizagens 
realizadas?
83
AVALIAÇÃO DO FACILITADOR
O facilitador deverá estar atento para a presença dos itens 
necessários. O Formato é pessoal, singular e subjetivo: pode ser um 
site, pode ser descritivo, pode ser mapa mental ou conceitual, pode ser 
descritivo etc.
On-line: pede-se que os estudantes compartilhem os seus portfólios 
por 20 min, em duplas (pode até ser anterior à sessão de portfólio), e 
que respondam as perguntas orientadoras sobre o Portfólio do colega.
O facilitador deverá considerar os itens necessários e utilizar dois 
conceitos:
No meio do semestre: satisfatório ou precisa melhorar, com 
feedback individual, ou em dupla ou grupo, conforme avaliação 
do facilitador.
Ao final do semestre, será atribuído o conceito satisfatório ou 
insatisfatório, com feedback individual alinhado com os pontos 
sinalizados na avaliação anterior. É importante destacar que, 
como o portfólio é um instrumento que reflete a trajetória do 
estudante no curso, seu conceito deve estar alinhado com as 
demais avaliações realizadas e com a autoavaliação do 
estudante.
84
Anexo 3 - Orientações sobre 
processo avaliativo para 
os professores do curso de 
medicina da Inspirali
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO D1 e D2
• Durante o período de avaliação, as aulas/atividades acadêmicas
 seguem mantidas, conforme calendário.
• O professor TI da avaliação deve informar à Inspirali as datas das
 avaliações, para que o time de suporte da Inspirali possa apoiar
 no dia da realização das provas.
• A prova é realizada em um único dia e horário para toda a turma,
 de acordo com o calendário oficial de avaliação.
• Independente do momento da prova, a D1 deve abordar 50%
 das SPs/Oficinas do semestre. Portanto a D1 só deve acontecer
 após 50% das SPs/Oficinas serem processadas no semestre. 
 A D2 deve abordar os outros 50% e não é cumulativa.
• As questões das provas de Necessidades e Cuidados em Saúde
 (NCS) e Práticas Médicas no SUS (PMSUS) devem ser formuladas
 pelos professores das etapas e cadastrada na plataforma de 
 avaliação pelo professor da Unidade Curricular (UC), até 5 dias 
 antes da prova, com o objetivo de garantir tempo hábil para 
 validação, teste do ambiente e eventuais correções que se façam
 necessárias.
• A avaliação cadastrada na plataforma de avaliação precisa ser
 validada por outro professor da UC, que irá conferir a formatação
 da prova e checar a resposta correta das questões, evitando 
 possíveis equívocos que possam ocasionar o cancelamento do
 item.
• As questões devem ter a resposta correta comentada e pelo
 menos uma referência bibliográfica que a valide.
85
• A prova é presencial e preferencialmente em ambiente digital,
 via Ulife, realizada sob supervisão docente, no dia e horário 
 definido em calendário acadêmico. 
Composição da prova
• Mínimo de 7 questões de múltipla escolha (QME) por Situação-
 Problema (NCS) ou Oficina (PMSUS) com cinco alternativas de
 respostas (A a E).
• Uma questão dissertativa por SP ou Oficina.
Conceitos de aprendizagem:
 
Satisfatório:
O estudante obterá o conceito Satisfatório quando acertar 70% ou 
mais nas questões objetivas, ou seja, se acertar ao menos 5 de 7 
questões objetivas por situação-problema (SP) ou Oficina; e alcançar o 
conceito Satisfatório na questão discursiva. Caso o estudante obtenha 
conceito Satisfatório (S) nas questões objetivas e Precisa Melhorar (PM) 
nas discursivas ou vice-versa, o conceito final na avaliação da prova 
será Precisa Melhorar (PM). Neste caso, o estudante deverá elaborar o 
Plano de Melhoria, validar junto ao professor e participar da nova
 oportunidade de aceleração da aprendizagem, realizando o reteste 
conforme previsto em calendário acadêmico.
Satisfatório com Excelência:
O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) quando 
acertar 90% ou mais das questões objetivas e integralmente a questão 
discursiva por Situação-Problema ou Oficina que componha uma 
Avaliação de Desempenho (D1 ou D2). Para alcançar Satisfatório com 
Excelência em uma Avaliação de Desempenho, o estudante precisará 
obter SE em todas as Situações-Problema ou Oficinas da prova.
Duração da prova
O tempo total de prova será definido pelo professor da UC.
86
Feedback da avaliação
• O feedback da avaliação é obrigatório; trata-se de um momento
 de discussão da prova e deve ocorrer até uma semana após a sua
 aplicação. Após o feedback, caso o estudante ainda tenha 
 dúvidas ou discorde do gabarito da questão, este poderá entrar 
 com recurso e solicitar revisão da questão. O prazo para 
 solicitação de recurso é de 48 h após o feedback da avaliação, de
 acordo com os seguintes critérios:
 1. utilizar formulário específico (Anexo 4);
 
 2. informar a questão;
 3. justificar com base na literatura (não serão aceitos 
 materiais de blogs, sites e publicações livres ou não
 indexadas) o pedido de revisão;
 4. inserir a referência bibliográfica utilizada na argumentação 
 apresentada.
• O processo de revisão da questão é conduzido pelo professor 
 responsável pela unidade curricular, em até 15 dias úteis para
 resposta. O modelo de formulário de pedido de recurso de 
 Avaliação de Desempenho encontra-se disponível no Anexo 4. 
 O estudante tem direito a solicitar recurso das avaliações de
 desempenho cognitivo (D1, D2 e reteste).
Reteste
As avaliações de reteste seguem a mesma estrutura da avaliação 
regular (D1 e D2). Os estudantes realizam o reteste das SPs ou Oficinas 
que ficaram com o conceito Precisa Melhorar; e respondem a prova 
considerando o tipo de questão (questões objetivas e discursivas). 
Exemplos de possibilidades de realização do reteste: 
• O estudante que obtiver PM nas questões objetivas, de uma ou
 mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões objetivas.
87
• O estudante que obtiver PM na questão discursiva, de uma ou
 mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões discursivas.
• O estudante que obtiver PM nas duas situações citadas acima,
 fará reteste de questões objetivas e discursivas, da(s) SP(s)/
 Oficinas(s) que não alcançou o conceito Satisfatório.
• Os retestes serão aplicados sempre no semestre subsequente ao
 que o aluno tenha recebido o “Precisa Melhorar”, conforme 
 previsto em Calendário Acadêmico e desde que o estudante
 esteja regularmente matriculado no curso de Medicina da IES.
 Para os estudantes da 4ª e 8ª etapas/semestres que não 
 alcançaram o conceito Satisfatório na UC, os retestes poderão,
 excepcionalmente, ser aplicados no mesmo período.
• Somente os estudantes que cumpriram no mínimo 75% da carga
 horária da Unidade Curricular poderão realizar a avaliação de
 reteste.
Ausências no dia da avaliação
• O estudante que não comparecer para realização da prova está
 automaticamente submetido ao reteste.
Fraude e plágio
• O estudante que tiver avaliação (formativa ou somativa) anulada
 por fraude receberá conceito Precisa Melhorar e estará 
 automaticamente em reteste.
• Se o estudante tiver a avaliação do reteste anulada por fraude
 receberá conceito Insatisfatório na mudança de ciclo e estará
 automaticamente retido e precisará cursar a UC novamente.
• A constatação da ocorrência de plágio ou de comercialização
 (compra e/ou venda) de trabalhos acadêmicos e avaliações
 formativas e somativas, poderá acarretar ao estudante sanção
 administrativa prevista no Regimento Geral da Instituição.
88
1) Questão a ser analisada.
Recurso de Avaliação de Desempenho (D1 e D2)
Anexo 4 - Modelo de 
formulário para pedido de 
recurso de Avaliação de 
Desempenho (D1 e D2)
89
 Deferido Indeferido
90
 Mini-CEX
NÃOSATISFAZ SATISFAZ SATISFAZ PLENAMENTE
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Anamnese
Usa efetivamente questões 
apropriadas para obter informações 
adequadas e acuradas. Obtém 
bem estruturada.
Explora ideias, preocupações e 
expectativas do paciente.
Habilidades de comunicação
Estabelece vínculo.
Responde apropriadamente a 
informações verbais e não verbais. 
Escuta e explora a perspectiva do 
paciente.
Comunicação clara e efetiva (olha, 
escuta, interage).
Exame clínico
Realiza o exame físico de forma 
corretamente.
Utiliza instrumentos diagnósticos de 
forma adequada.
Demonstra sensibilidade às 
necessidades do paciente.
Lava as mãos e utiliza medidas de
Precauções Básicas.
 
Raciocínio Clínico
Procura informação relevante e 
diagnóstico diferencial.
Gera hipóteses diagnósticas 
da hipótese diagnóstica aventada.
Explica as razões do pedido de 
exames e dos tratamentos e 
considera o risco e benefício das 
ações diagnósticas.
humanísticas 
Demonstra respeito e empatia. 
Estabelece uma relação de 
necessidades do paciente (conforto, 
Anexo 5 - Modelo de Mini-CEX
NÃO OBSERVADO
NÃO APLICÁVEL
91
 Mini-CEX
NÃO SATISFAZ SATISFAZ SATISFAZ PLENAMENTE
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Orientações e Plano terapêutico 
(Habilidades de aconselhar 
paciente) 
Obtém consentimento do paciente, 
quando necessário para realizar 
exames ou procedimentos.
Educa o paciente e orienta sobre 
medidas preventivas, promoção à 
saúde e plano terapêutico sempre 
que indicado.
Explica sobre a história natural 
da doença e prognóstico quando 
indicado.
Interpreta os resultados da 
investigação clínica e produz uma 
síntese coerente com a história e 
exame físico.
Demonstra uma abordagem bem 
organizada para obter e oferecer 
informações
Utiliza bem o tempo.
Organização e priorização das ações 
durante o atendimento.
Atendimento.
Avaliação Geral da Competência 
Clínica
Considere o atendimento observado 
como um todo e faça sua avaliação. 
Aqui, o que desejamos é o conceito 
global sobre o desempenho do 
estudante.
NÃO OBSERVADO
NÃO APLICÁVEL
92
AVALIAÇÃO EM AMBIENTES CONTROLADOS E 
NÃO CONTROLADOS DE APRENDIZAGEM
Anexo 6 - Objective Structured 
Clinical Examination (OSCE)
Define-se ambiente controlado de avaliação aquele cenário em que as 
variáveis estão potencialmente sob controle dos atores do processo 
avaliativo, previamente planejado e validado, minimizando as 
possíveis interferências não planejadas ou intercorrências que 
interfiram principalmente na validade e confiabilidade do método. As 
avaliações que ocorrem neste cenário, tanto formativas quanto 
somativas, são “estandardizadas”, com instrumentos propícios para se 
aferir ou gerar dados confiáveis sobre o desenvolvimento cognitivo, de 
habilidades ou atitudes dos estudantes, do curso e dos educadores. 
Como exemplo podemos citar os testes de múltipla escolha ou 
questões dissertativas, o teste de progresso, as avaliações formativas 
critério- referenciadas, diálogos de portfólio e o Objective Structured 
Clinical Examination (OSCE).
Os ambientes não controlados são, por definição, relacionados aos 
cenários de vivência da prática profissional real, portanto sujeitos a 
interferências de baixo potencial de controle de quem planeja a 
avaliação, que são compostas por variáveis extremamente diversas do 
meio externo, sejam pessoas (que incluem pacientes e acompanhantes), 
ambientes, equipes etc., próprios da vivência real do mundo 
profissional. Tornam-se válidas e confiáveis por incorporarem 
justamente este universo não protegido e não “estandardizado”. São 
mais utilizadas para gerar dados sobre o desempenho ou performance 
profissional no contexto de sua complexidade intrínseca ou extrínseca. 
Como exemplos podemos citar o Mini Clinical Evaluation Exercise 
(Mini-CEX), One Minute Preceptor (OMP), dentre outros.
93
OBJECTIVE STRUCTURED, CLINICAL 
EXAMINATION (EXAME CLÍNICO OBJETIVO E 
ESTRUTURADO POR ESTAÇÕES)
Antes de nos aprofundarmos especificamente no método de avaliação 
do desenvolvimento de Habilidades (e por que não conhecimento e 
atitudes?), mais aceito em educação em saúde, o Exame Clínico 
Objetivo e Estruturado por Estações (OSCE – Objective Structured, 
Clinical Examination), gostaríamos de citar alguns princípios básicos a 
serem considerados em todo processo avaliativo, em especial nesta 
modalidade:
um único método de avaliação é falho; são necessários vários 
métodos e vários focos (ou dados) avaliativos para se atribuir 
competência, considerando o impacto dos resultados no educando, 
educador e no próprio planejamento do curso, adotando assim a 
perspectiva de Avaliação Programática;
avaliações “estandardizadas” precisam ter o instrumento 
validado;
a validade das avaliações reside principalmente nos avaliadores 
e não só no instrumento;
a sustentabilidade da avaliação deve ser vista como um processo 
contínuo relacionado ao número crescente de dados e formas de 
avaliar, compondo um Sistema de Avaliação;
a avaliação dirige e é parte do processo de aprendizagem;
a avaliação dos avaliadores e o feedback são imprescindíveis;
 
além da confiabilidade* e validade**, deve-se levar em conta o 
impacto educacional, a aceitabilidade, o custo, a factibilidade, e o 
todo levar à utilidade da avaliação.
* A validade de um instrumento ou método de avaliação é a sua capacidade de avaliar, efetivamente, 
o “que” deve realmente ser avaliado.
94
A elaboração de um OSCE requer uma grande mobilização e 
envolvimento do grupo de avaliadores tanto para o planejamento 
quanto para a operacionalização, aplicação (incluindo o preenchimento 
do checklist por estação por estudante) e devolutiva. A literatura 
aponta que um número em torno de 10 estações garante maior 
confiabilidade na avaliação, porém a validade é extremamente 
dependente do avaliador. Pode-se utilizar casos elaborados que 
necessitem de um maior tempo de observação e desempenho do 
estudante (estações longas, com aproximadamente 30 minutos para 
cada estudante) ou casos curtos, focados nas habilidades objetivamente 
planejadas (estações curtas, com aproximadamente 8 minutos para 
cada estudante), a depender sempre “daquilo que se quer avaliar”, por 
exemplo, um ou mais processos ou procedimentos. Todos estes itens 
trazem preocupações na factibilidade deste tipo de avaliação.
Um dos pontos mais sensíveis de todo o processo é sem dúvidas a 
validade, tendo em vista o prolongado tempo de aplicação e a 
interferência pessoal do avaliador, da subjetividade mesmo com o 
checklist, cansaço, disposição, fatores emocionais, empatia etc. Vários 
autores têm destacado também o custo, a operacionalização e a 
“artificialização” do comportamento dos estudantes determinados 
pelo checklist, como fatores que dificultam a aplicação de um bom 
OSCE.
O OSCE continua sendo o método mais utilizado para avaliar a 
competência clínica em ambientes controlados, em especial os de 
simulação clínica de diversos níveis de fidelidade e complexidade, mas 
muitas adaptações têm causado interferências em sua utilidade. 
Sugere-se a realização de OSCE periodicamente, ao longo do currículo 
e do desenvolvimento de competências, durante a graduação, com a 
intencionalidade de aumentar a geração de dados da Avaliação 
Programática, para que possam ser utilizados na certificação da 
competência dos educandos a profissionais. Apesar de ter esta grande 
ênfase na graduação, é um método que tem sido cada vez mais 
utilizado nos exames de residência médica.
(Texto elaborado a partir de capítulo de livro no prelo, escrito pelo 
Diretor Regional da Inspirali Prof. João Bizario, na íntegra em Bizario e 
Meninn – Editora Atheneu, BRANDÃO et al., 2022).Anexo 1 - Modelos da Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA)...................72
Anexo 2 - Portfólio Reflexivo.......................................................................................81
Anexo 3 - Orientações sobre processo avaliativo para os professores do 
Curso de Medicina da Inspirali....................................................................................84
Anexo 4 - Modelo de formulário para pedido de recurso de Avaliação 
de Desempenho (D1 e D2)...........................................................................................88
Anexo 5 - Modelo de Mini-CEX....................................................................................90
Anexo 6 - Objective Structured Clinical Examination (OSCE).................................92
INTRODUÇÃO À 
METODOLOGIA DA 
APRENDIZAGEM 
BASEADA EM 
PROBLEMAS 
REFERÊNCIAS.................................................................................................67
 Referências recomendadas................................................................................68
ANEXOS........................................................................................................71
Anexo 1 - Modelos da Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA)...................72
Anexo 2 - Portfólio Reflexivo.......................................................................................81
Anexo 3 - Orientações sobre processo avaliativo para os professores do 
Curso de Medicina da Inspirali....................................................................................84
Anexo 4 - Modelo de formulário para pedido de recurso de Avaliação 
de Desempenho (D1 e D2)...........................................................................................88
Anexo 5 - Modelo de Mini-CEX....................................................................................90
Anexo 6 - Objective Structured Clinical Examination (OSCE).................................92
As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina, aprovadas 
em 2014 pelo Ministério da Educação (MEC), têm o propósito de 
promover uma formação médica mais geral, humanista e crítica com 
capacidade para atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde, com 
responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania, 
dignidade humana e saúde integral da população. Para atuarmos como 
docentes de uma IES de Medicina precisamos conhecê-la.
Introdução à metodologia 
da aprendizagem
baseada em problemas 
ser orientada pelas necessidades de saúde dos indivíduos e das 
populações;
usar metodologias que privilegiem a participação ativa do 
estudante na construção do conhecimento e a integração dos 
conteúdos de ensino, pesquisa, extensão e assistência;
promover a integração e interdisciplinaridade, aprendendo e 
ter a presença de ciências sociais e discussões em temas 
fundamentais para a formação ética do estudante, como a 
segurança do paciente e a diversidade na garantia de direitos 
sociais, debatendo questões de gênero, etnia, entre outras 
condições;
prever a inserção do estudante na rede de serviços de saúde 
desde as séries iniciais da formação e ao longo de todo o 
curso, proporcionando ao estudante oportunidade de lidar com 
problemas reais, assumindo responsabilidades crescentes;
ser capaz de proporcionar ao egresso a articulação de 
Saúde; II – Gestão em Saúde; e III – Educação em Saúde;
As DCNs 2014 de Medicina definem que a formação médica deverá:
atuando em equipes multiprofissionais;
conhecimentos, habilidades e atitudes nas áreas: I – Atenção à
 
9
10
As DCNs 2014 determinam que 30% da carga horária do internato 
médico na graduação será desenvolvida na Atenção Básica, em que 
são solucionados 80% dos problemas de saúde dos cidadãos, e nos 
Serviços de Urgência e Emergência do SUS, respeitando-se o tempo 
 otnemahnapmoca moc ossi oduT .sona siod ed otanretni o arap ominím
acadêmico e técnico.
Preveem também a existência de programas de desenvolvimento 
e aperfeiçoamento docente no interior dos cursos de Medicina e 
medidas de valorização da atividade docente; e a criação de programas 
que serão campos de prática e aprendizado, além de tratar de novos 
instrumentos para garantir uma integração ensino/serviço com mais 
segurança e qualidade. 
Articula as mudanças da graduação com as mudanças na Residência 
Médica. Assim o projeto pedagógico que fundamenta o Curso de 
Medicina da INSPIRALI trabalha colocando o estudante no centro do 
aprendizado, utilizando metodologias ativas, que visam um maior 
envolvimento dos estudantes e desenvolvimento de sua autonomia 
para a busca do conhecimento. Essas metodologias inovadoras 
baseiam-se nas recomendações relativas à Educação Médica Mundial 
contidas nos principais documentos produzidos nos últimos 25 
anos. Dentre estes, destacam-se o “Saúde para Todos” (OMS, 1977); a 
Declaração de Alma Ata (OMS, 1978); Declaração de Edimburgo (OMS, 
1988) e “Educação Médica nas Américas” (EMA, 1990).
Esses documentos reúnem um conjunto de recomendações que 
 otibmâ on adiuges res a oãçerid ad acreca ”sevahc-sotnop“ meutitsnoc
da Educação Médica Mundial para este milênio. Nesse sentido, esse 
texto procura apontar 12 destes pontos mais importantes descritos 
por Venturelli (1996) e que irão caracterizar o modelo pedagógico a 
ser adotado pelo Curso de Medicina da INSPIRALI.
permanentes de formação de profissionais dos serviços de saúde,
10
 ed ossecorp on ovita o arap ovissap lepap od etnadutse od megassap a É
ensino-aprendizagem. Desta forma, ao longo dos anos nas Instituições 
de Ensino Superior (IES) de Medicina, os estudantes se envolverão 
boa informação”, avaliá-la, e a desenvolver uma elevada capacidade 
analítica.
1. EDUCAÇÃO CENTRADA NO ESTUDANTE
A situação atual nas Escolas Médicas não permite a integração; e a 
ideia de que se pode obtê-la apenas no internato (2 últimos anos do 
curso) não passa de um simples “desejo”. As disciplinas isoladas não 
permitem a aplicação das ciências básicas, que são aquelas que têm 
permitido o avanço da Medicina de forma mais marcante. Portanto, 
torna-se premente a necessidade de integrar as Ciências Básicas com a 
Clínica, de forma constante e durante todo o curso.
2. EDUCAÇÃO INTEGRADA E INTEGRADORA
“Resolver Problemas” é o processo natural de aprendizagem da “vida 
real” de todo trabalhador, também é o caso de médicos e outros 
permite analisar situações. Os problemas, ao se estabelecer a análise 
como método permanente, oferecem um treinamento de busca das 
informações relevantes e da capacidade de analisá-las, possibilitando 
esperados para o contexto e para a realidade das condições de saúde. 
Os problemas passam a servir como “trampolim” que permite integrar 
e estudar segundo necessidades concretas, levando a resultados que 
3. APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS
num processo que lhes oferece uma aprendizagem significativa, que 
lhes permite aprender a usar o método científico, a encontrar “a
profissionais de saúde. A aprendizagem de temas isolados não 
maior fixação da aprendizagem dentro dos padrões educacionais 
contemplam a realidade e que, portanto, são mais eficazes e eficientes.
11
11
O enfoque em problemas prioritários concede ao estudante o poder de 
análise dos componentes das situações de saúde. Quando o estudante 
se confronta com a realidade, o teor da informação deve ser “de boa 
qualidade”. O uso de problemas relevantes permite que o estudante 
aprenda a reconhecer padrões e modelos que são de maior utilidade 
do que a simples enumeração de informações a que ele é submetido 
na atualidade. Essa metodologia requer um esforço dos professores no 
sentido de propiciar modelos e cenários de ensino que permitam o 
trabalho e a aprendizagem em níveis adequados de complexidade e 
que sejam relevantes. 
Nesse sentido, o ambiente intra-hospitalar, que oferece um campo de 
ensino importante e de grande utilidade, não pode continuar sendo o 
tecnológico, a medicina praticada junto às comunidades, noprimeiro 
cobertura para a maioria dos problemas de saúde.
4. RELEVÂNCIA DE PROBLEMAS PRIORITÁRIOS 
EM DIVERSIDADE DE CENÁRIOS
5. AVALIAÇÃO FORMATIVA “VERSUS” SOMATIVA 
(SOMAÇÃO DE INFORMAÇÕES)
terreno exclusivo para a formação profissional. Com o desenvolvimento
nível de atenção, tende a alcançar um alto grau de eficiência e a dar
A universidade deve ser o lugar onde o estudante adquire habilidades 
educacionais, profissionais, analíticas e de trabalho, ou seja, constrói um 
pensamento científico. Para tanto, a avaliação deve ter como objetivo 
ajudar o estudante a amadurecer e melhorar seu desempenho de 
forma constante. Nesse sentido, a avaliação necessita identificar suas 
qualidades e facilitar o processo de reconhecimento das suas lacunas 
de aprendizagem. Esse processo, no qual o docente é fundamental, 
leva o estudante a desenvolver habilidades reflexivas e analíticas, que 
lhe permitem planejar a correção de suas deficiências, assim como 
desenvolver novas estratégias de trabalho.
12
12
6. USO DE TEMPO “ELETIVO”
7. EQUILÍBRIO ENTRE CONHECIMENTOS,
 
HABILIDADES E ATITUDES
O sistema educacional atual não permite que os estudantes tenham 
seus próprios objetivos profissionais. Não há dúvidas de que, cada 
indivíduo tem seu estilo próprio de adquirir conhecimento. Estágios 
eletivos – escolhidos pelos estudantes, com significado pessoal – 
permitem que eles alcancem seus próprios objetivos e os coloca dentro 
do contexto do seu processo de desenvolvimento profissional. Podem 
ocorrer na mesma cidade onde está cursando Medicina, podem ser em 
outras IES de Medicina da nima, em uma outra região, cidade e estado 
do Brasil; e ainda podem ser em outros países. Os estágios eletivos são 
tempos de “estágio prático” que ocorrem durante o desenvolvimento 
do curso, devidamente normatizados pela instituição por meio de 
convênios, propiciando uma visão mais real da situação local e geral 
(do país) e do mundo onde os futuros médicos deverão atuar.
O Currículo Integrado Baseado em Competências (CIBC) compreende 
o uso de conhecimento, comunicação, habilidades técnicas, raciocínio 
clínico, valores, ética, emoções e reflexões na prática clínica diária a 
serviço do indivíduo e da comunidade. As competências de 
conhecimento, habilidades e atitudes não têm sido consideradas como 
parte importante do processo educacional. Toda a ênfase está em torno 
da quantidade de informações. A informação é a mais efêmera de todo 
o processo educacional.
Devemos acumular conteúdos significativos para o aprendizado da
Medicina e para cada um dos aprendizes.
13
O Currículo Integrado Baseado em Competências (CIBC) compreende 
o uso de conhecimento, comunicação, habilidades técnicas, raciocínio 
clínico, valores, ética, emoções e reflexões na prática clínica diária a 
serviço do indivíduo e da comunidade. As competências de 
conhecimento, habilidades e atitudes não têm sido consideradas como 
parte importante do processo educacional. Toda a ênfase está em torno 
da quantidade de informações. A informação é a mais efêmera de todo 
o processo educacional.
Devemos acumular conteúdos significativos para o aprendizado da
Medicina e para cada um dos aprendizes.
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8. SELEÇÃO DE CONHECIMENTOS ESSENCIAIS
Os programas de ensino atuais não conseguem apresentar aquilo que é 
prioritário no processo de formação profissional. Torna-se muito difícil 
para os estudantes diferenciar o que é central do que é secundário, 
uma vez que seus “modelos”, os docentes, não conseguem estabelecer 
as prioridades em seus programas. Desta forma, não se pode esperar 
com tranquilidade que os futuros profissionais tenham essa habilidade, 
que é fundamental no sentido de tornar suas práticas mais eficazes e 
eficientes.
Os métodos de ensino atuais não permitem considerar que a 
aprendizagem deve ser um processo contínuo e que deve ser 
desenvolvida constantemente. Isso acaba levando a uma sobrecarga 
de informações nos conteúdos programáticos das disciplinas e seus 
coordenadores “digladiam-se” constantemente no sentido de “ter 
mais tempo para se fazer a mesma coisa”. Esse é um problema que tem 
como fundo uma grave distorção na formação geral dos médicos que 
“recebem informações” e “conteúdos” disciplinares determinados por 
especialistas, de forma isolada, fragmentada e desarticulada. Articular 
o que se sente, se vê, se faz, com o que se lê, é o que nosso projeto 
pedagógico propõe.
14
Os futuros médicos devem reconhecer sua autonomia em seu 
processo ensino-aprendizagem; e assim, serão curadores de 
informações e práticas baseadas em evidências, que os auxiliarão a 
superar suas deficiências, suas lacunas de aprendizagem. O CIBC é 
centrado na busca ativa pelo conhecimento, interdisciplinaridade, 
integração teórico-prática e interação ensino-sociedade, trazendo o 
desenvolvimento da identidade profissional para o centro das 
atividades de aprendizado.
14
9. CAPACITAÇÃO DOCENTE EM HABILIDADES 
QUE VÃO ALÉM DA ESPECIALIDADE QUE 
EXERCEM
metodologia educacional;
avaliação;
métodos de investigação;
organização e planejamento institucional;
métodos de comunicação audiovisual;
desenvolvimento de projetos;
desenvolvimento de programas educativos e de investigação 
baseados nas necessidades da população local, regional e 
nacional;
princípios básicos dos processos administrativos;
programas de qualidade;
características, organização e funcionamento do Sistema de 
Saúde.
Os docentes devem possuir uma visão global da profissão médica e não 
somente dominar os conhecimentos que o exercício de sua especialidade 
venha a requerer. Portanto, devem participar constantemente de 
programas de formação, desenvolvimento e capacitação em docência. 
Esse processo de formação e desenvolvimento docente deve incluir 
um amplo espectro de habilidades, conhecimentos, atitudes e atividades, 
tais como:
humanismo e profissionalismo médicos;
15
15
10. FORTALECIMENTO DAS RELAÇÕES 
DA COMUNIDADE EDUCACIONAL DE 
APRENDIZAGEM
11. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE DE 
ANÁLISE E DE AVALIAÇÃO CRÍTICA
No processo educativo atual, a necessidade imposta pela rotina de 
estudantes e professores impede que se criem “laços” de amizade na 
relação entre ambos, laços estes que tornam o processo de 
ensino/aprendizagem bem mais estimulante. Além disso, as turmas 
frequentemente envolvem dezenas de estudantes com práticas e aulas 
teóricas com salas repletas, dificultando ainda mais a relação e 
impossibilitando que haja um processo de troca mais interpessoal. 
Recomenda-se então que o processo de ensino se dê em grupos 
pequenos, aumentando a eficiência dos trabalhos, além de torná-los 
mais agradáveis e significativos.
A capacidade de autoavaliação é uma habilidade que pode e deve ser 
adquirida nas primeiras etapas do processo de formação do jovem 
adulto. Ela permite manter os níveis de exigência pessoal em 
patamares elevados, além de desenvolver a habilidade de criticar seu 
próprio trabalho e melhorá-lo de forma constante. Evita-se com isso o 
“autocontentamento fácil”, que normalmente não corresponde à 
realidade.
16
17
12. USO DE GRUPOS PEQUENOS E 
DOCENTES FACILITADORES
Esse método facilita o desenvolvimento do pensamento crítico. Nos 
grupos, o estudante consegue expressar suas ideias, e isso propicia que 
o docente possa realmente verificar o quanto o estudante sabe e 
consegue entender o assunto que está sendo trabalhado. Nessa 
situação, estudante e docente podem praticar um processo constante 
de avaliação formativa. O professor pode exercer, em toda a sua 
plenitude, o conjunto de papéis que envolvem o processo educacional, 
não se limitando apenas a “transmitir conhecimento”.
COMO FAZEMOS
NA INSPIRALI
19
O currículo integrado
O currículo integrado, a utilização de metodologias ativas de ensino 
aprendizagem e a perspectiva processual da aquisição de competência 
são os referenciais utilizados para o desenvolvimento do Curso de 
Medicina na Inspirali. Nesse sentido, a matriz curricular articula
 unidades curricularestemáticas, simulações e práticas profissionais, 
por meio da aprendizagem orientada para a integração entre ensino e 
serviço no âmbito das Redes de Atenção à Saúde do SUS, ou seja, entre 
o trabalho em saúde e a escola médica. As bases dessa integração são: 
formação orientada por competências, abordagem construtivista da 
educação, articulação teoria-prática e avaliação programática, critério 
referenciada, formativa e somativa.
O perfil do médico a ser formado apresenta três áreas de competência:
Atenção à saúde; (II) Gestão em saúde; e (III) Educação em saúde. Esse 
desenvolvimento é progressivamente construído ao longo de três 
ciclos de dois anos cada, que promovem, aprofundam e mobilizam as 
capacidades que fundamentam a formação profissional em diversos 
cenários da prática profissional. O desenvolvimento de desempenhos 
que conformam as áreas de competência ocorre simultaneamente, ao 
longo dos ciclos, com progressão de domínio, acurácia e autonomia dos 
estudantes na prática médica.
Na Atenção à Saúde, os princípios e competências gerais apontadas 
como fundamentais a serem proporcionadas pelo egresso são: 
1 – o acesso universal e a equidade como direito à cidadania; 
2 – a integralidade e humanização do cuidado; 3 – a qualidade na 
atenção à saúde; 4 – a segurança na realização de processos e 
procedimentos; 5 – a preservação da biodiversidade com 
sustentabilidade; 6 – a ética profissional; 7 – a comunicação; 8 – a 
promoção da saúde; 9 – o cuidado centrado na pessoa sob cuidado na 
família e na comunidade; e 10 – a promoção da equidade no cuidado 
adequado e eficiente à pessoa com deficiência.
20
A Gestão em Saúde visa à formação do médico capaz de compreender 
os princípios, diretrizes e políticas do sistema de saúde e de participar 
de ações de gerenciamento e administração para promover o bem-
estar da comunidade, por meio das seguintes dimensões gerais: 1 – 
Gestão do Cuidado; 2 – Valorização da Vida; 3 – Tomada de Decisões; 4 
– Comunicação; 5 – Liderança; 6 – Trabalho em Equipe; 7 – Construção 
participativa do sistema de saúde; e 8 – Participação social e articulada 
nos campos de ensino e aprendizagem das redes de atenção à saúde.
Na Educação em Saúde, o graduando de Medicina da Inspirali deverá 
ser corresponsável pela própria formação inicial, continuada e em 
serviço, e pela sua autonomia intelectual e responsabilidade social, ao 
tempo em que se compromete com a formação das futuras gerações de 
profissionais de saúde, e ao estímulo à mobilidade acadêmica e 
profissional, tendo por objetivos: 1 – aprender a aprender; 2 – aprender 
com autonomia e com a percepção da necessidade da educação 
continuada; 3 – aprender interprofissionalmente; 4 – aprender em 
situações e ambientes protegidos e controlados ou em simulações da 
realidade; 5 – comprometer-se com seu processo de formação; 6 
participar de programas de Mobilidade Acadêmica e Formação de 
Redes Estudantis; e 7 – dominar língua estrangeira.
Na Inspirali, o perfil do médico é progressivamente construído ao longo 
de três ciclos de dois anos cada, que promovem, aprofundam e 
mobilizam as capacidades que fundamentam a formação profissional 
em diversos cenários da prática profissional. Vale destacar que o curso 
não é mais organizado por disciplinas, mas sim por Unidades 
Curriculares (UCs) que são trabalhadas de maneira integrada e 
articulada. As unidades curriculares são os componentes-chaves do 
curso, sendo vistas como unidades mínimas e indivisíveis dos 
currículos, possibilitando um pensamento mais complexo e sistêmico. 
As UCs abrangem todos os conteúdos, habilidades e competências 
relacionados a diferentes complexos temáticos, que anteriormente 
estavam dispersos em disciplinas ao longo do curso. Dessa forma, a 
cada semestre, o estudante tem a oportunidade de relacionar 
conteúdos, práticas reais, práticas simuladas de cada unidade 
curricular num processo de aprendizagem contextualizado, com grau 
de complexidade crescente e continuada, que fomenta a construção do 
conhecimento de forma autônoma pelos estudantes.
21
O currículo de Medicina da Inspirali é constituído de 12 Módulos 
Educacionais Integradores: da Prática, da Simulação da Prática e da 
Formação Geral. Cada Módulo tem a duração de 1 semestre/etapa. O 1º 
ao 4º módulo constituem o Ciclo I do currículo. O 5º ao 8º Módulo 
constituem o Ciclo II e o 9º ao 12º configuram o Ciclo III.
Cada Módulo do Ciclo I possui duas Unidades Curriculares Relacionadas 
a Práticas em Cenários de Simulação (Necessidades e Cuidados em 
Saúde – NCS e Habilidades Médicas e Estações Clínicas – HM/EC), uma 
Unidade Relacionada à Prática em Cenários Reais, Práticas Médicas no 
SUS (PMSUS) e uma Unidade de Conhecimentos Gerais, Core 
Curriculum. A carga horária total de um Módulo corresponde à carga 
horária total do semestre/etapa.
Cada Módulo do Ciclo II possui duas Unidades Curriculares Relacionadas 
a Práticas em Cenários de Simulação (Necessidades e Cuidados em 
Saúde – NCS e Habilidades Médicas e Estações Clínicas – HM/EC) e uma 
Unidade Relacionada à Prática em Cenários Reais, Práticas Médicas no 
SUS (PMSUS). A carga horária total de um Módulo corresponde à carga 
horária total do semestre/etapa.
O internato médico, desenvolvido no Ciclo III, é elemento fundamental 
da formação profissional e ocorre em um período de dois anos letivos 
no final do Curso, integrando e consolidando a formação médica. As 
atividades do internato são realizadas em sistema de rodízio nos 
cenários de práticas relacionadas às Redes de Atenção à Saúde do 
município e região, em ambulatórios, Hospitais e Unidades Básicas de 
Saúde.
O desenvolvimento nos ciclos é cumulativo (Quadro 1). A aquisição de 
competências alia-se ao processo de incorporação de valores éticos e 
humanísticos que se expressam em oportunidades de aprendizagem 
em cenários de prática que vivenciam a ciência com o cotidiano das 
pessoas, comunidades e serviços de saúde com os quais os estudantes 
e o curso como um todo interagem.
22
Legenda: (+) intensidade do grau de domínio, de acurácia e de autonomia no desenvolvimento de competência, sendo seis 
o valor máximo.
A formação do profissional por perfil de competências considera o 
desenvolvimento crescente de capacidades, ou seja, a partir de uma 
série de atividades curriculares desenvolvidas que culminarão no 
desempenho esperado ao final do curso.
Quadro 1 – Progressão do domínio e da autonomia no desenvolvimento 
de competências dos estudantes, segundo critérios de excelência
ÁREAS DE
COMPETÊNCIA
CICLO I CICLO II CICLO III
ATENÇÃO À
SAÚDE
GESTÃO EM
SAÚDE
EDUCAÇÃO
EM SAÚDE
1º e 2º
Módulo
Etapa
3º e 4º
Módulo
Etapa
5º e 6º
Módulo
Etapa
7º e 8º
Módulo
Etapa
9º e 10º
Módulo
Etapa
Internato
9º e 10º
Módulo
Etapa
Internato
++
+
++
++ +++
++ +++
++ +++
++++ +++++ ++++++
++++ +++++ ++++++
++++ +++++ ++++++
23
Organização do currículo 
em atividades curriculares
GRUPOS TUTORIAIS
APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES 
(TEAM BASED LEARNING) E 
SALA DE AULA INVERTIDA (SAI)
A operacionalização dos conteúdos modulares da 1ª à 8ª etapa (ou 
semestre) é feita através das seguintes atividades: Tutoriais em 
pequenos grupos; Aulas/conferências e/ou sessões de TBL – 
Aprendizagem por Equipes; Interação ensino – serviços – comunidade; 
Habilidades e atitudes (informações em saúde, comunicação, 
habilidades clínicas e cirúrgicas); Práticas em laboratórios; e Disciplinas 
de Conhecimentos Gerais.
Compostos por cerca de 15 estudantes e um tutor, com sessão de cinco 
horas de duração, uma vez por semana, com processamento de 
problemas relacionados ao processo saúde-doença.
Com quatro horas de duração e em uma vez por semana, as sessões são 
realizadas por professores do curso, sempre sobre temas que estão 
sendo abordados pelos estudantes nos grupos tutoriais e nas 
Habilidades Médicas/Estações Clínicas. Têm a finalidade de contribuir 
para a sistematização de conteúdos, aplicação em situações clínicas 
reais e indicação de meios paraajudar na análise dos problemas 
abordados. Acontecem de forma alternada entre sessões interativas de 
TBL (Team Based Learning ou Aprendizagem Baseada em Equipes) e 
Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom).
24
PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS – PMSUS 
PRÁTICAS EM LABORATÓRIO
HABILIDADES MÉDICAS E 
ESTAÇÕES CLÍNICAS (HM/EC)
Essa unidade curricular propõe-se a integrar teoria e prática, 
priorizando o enfoque biopsicossocial-bioético. Possui CH total 
semanal de 6h, organizada em duas atividades curriculares: 4h de 
prática supervisionada no SUS e 2h de reflexão sobre a prática. É 
realizada através de grupos de estudo e atividades supervisionadas 
nos serviços de saúde, integrando com equipes multiprofissionais da 
Secretaria de Saúde do Município, adotando a metodologia 
problematizadora e de investigação científica. Os campos de atuação 
são os ambientes comunitários, as equipes do Programa Saúde da 
Família, os serviços de saúde de primeiro nível de atenção, de segundo 
nível (UPAs) e de terceiro nível (Hospitais Conveniados).
São realizadas nos laboratórios específicos de treinamento de habilidades 
e simulação realística. É seguido um programa vertical, associado aos 
temas das Unidades Curriculares, incluindo (a) habilidades de 
comunicação profissional-paciente; (b) semiologia e propedêutica 
clínica; (c) técnicas e procedimentos clínicos; (d) profissionalismo e 
desenvolvimento de atitudes profissionais e pessoais; (e) trabalho e 
relação com equipes; (f) informática e tecnologia médica.
São distribuídas no decorrer dos seis anos, associadas aos temas e 
conteúdo das Unidades Curriculares, com maior concentração nos anos 
iniciais do curso médico, contemplando práticas de Morfologia 
(Anatomia Humana, Histologia, Embriologia), Bioquímica, Farmacologia, 
Fisiologia, Patologia Geral e Anatomopatologia, Análises Clínicas 
(Hematologia, Imunologia, Parasitologia, Microbiologia), Propedêutica 
(métodos gráficos, radiologia, dentre outros).
INSPIRALI | MEDICINA
1º MÓDULO 2º MÓDULO 3º MÓDULO 4º MÓDULO 5º MÓDULO 6º MÓDULO 7º MÓDULO 8º MÓDULO
9ª ETAPA 
ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS 
ROTATIVOS (INTERNATO)
10ª ETAPA 
ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS 
ROTATIVOS (INTERNATO)
11ª ETAPA 
ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS 
ROTATIVOS (INTERNATO)
12ª ETAPA 
ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS 
ROTATIVOS (INTERNATO)
NCS 1 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 1 (Complexos Temáticos: 
Introdução ao Estudo da Medicina, 
Concepção e Formação do Ser 
Humano, Metabolismo)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 180H
TOTAL - 260H
HM/EC 1- Habilidades 
Médicas e Estações Clínicas 1
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 80H
TOTAL - 120H
PMSUS 1 – Práticas 
Médicas no SUS 1
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 80H
TOTAL - 120H
CORE 1 – Core Curricullum 1 – 
Metodologia Científica
TEÓRICA - 40H
CORE 2 – Core Curricullum 2 – 
Antropologia na Saúde
TEÓRICA - 40H
PMSUS 2 – Práticas
 Médicas no SUS 2
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 80H
TOTAL - 120H
HM/EC 2- Habilidades 
 Médicas e Estações Clínicas 2
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 80H
TOTAL - 120H
NCS 2 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 2 (Complexos Temáticos: 
Funções Biológicas; Mecanismos de 
Agressão e Defesa; Abrangência 
das Ações de Saúde)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 180H
TOTAL - 260H
NCS 3 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 3 (Complexos Temáticos: 
Nascimento, Crescimento de 
Desenvolvimento; Percepção, 
Consciência e Emoção; Processo de 
Evelhecimento
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 180H
TOTAL - 260H
HM/EC 3- Habilidades
 Médicas e Estações Clínicas 3
PRÁTICA - 80H
PMSUS 3 – Práticas 
Médicas no SUS 3
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 80H
TOTAL - 120H
CORE 3 – Core Curricullum 3 – 
Projeto Interdisciplinar 1
TEÓRICA - 40H
CORE 4 – Core Curricullum 4 – 
Projeto Interdisciplinar 2
TEÓRICA - 40H
PMSUS 4 – Práticas 
Médicas no SUS 4
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 80H
TOTAL - 120H
HM/EC 4- Habilidades 
Médicas e Estações Clínicas 4
PRÁTICA - 80H
NCS 4 – Necessidades e 
Cuidados em Saúde 4 (Complexos 
Temáticos: Proliferação Celular e 
Onco- gênese; Saúde da Mulher, 
Sexualidade e Planejamento 
Familiar; Intoxicações, Meio 
Ambiente e Saúde)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 180H
TOTAL - 260H
NCS 5 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 5 (Complexos Temáticos: 
Dor; Manifestações Abdominais; 
Diarréias, Vômitos e Icterícias; 
Febre, Inflamação e Infecção)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 180H
TOTAL - 260H
HM/EC 5- Habilidades
 Médicas e Estações Clínicas 5
PRÁTICA - 80H
PMSUS 5 – Práticas 
Médicas no SUS 5
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 240H
TOTAL - 280H
PMSUS 6 – Práticas 
Médicas no SUS 6
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 240H
TOTAL - 280H
HM/EC 6 - Habilidades 
Médicas e Estações Clínicas 6
PRÁTICA - 80H
NCS 6 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 6 (Complexos Temáticos: 
Saúde Mental; Perda de Sangue; 
Fadiga, Perda de Peso e Anemias)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 180H
TOTAL - 260H
NCS 7 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 7 (Complexos Temáticos: 
Locomoção e Preensão; Distúrbios 
Sensoriais, Motores e da 
Consciência; Dispnéia, Dor 
Torácica e Edema)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 140H
TOTAL - 220H
HM/EC 7- Habilidades 
Médicas e Estações Clínicas 7
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 120H
TOTAL - 160H
PMSUS 7 – Práticas 
Médicas no SUS 7
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 240H
TOTAL - 280H
PMSUS 8 – Práticas 
Médicas no SUS 8
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 240H
TOTAL - 280H
HM/EC 8- Habilidades 
Médicas e Estações Clínicas 8
TEÓRICA - 40H
PRÁTICA - 120H
TOTAL - 160H
NCS 8 – Necessidades e Cuidados 
em Saúde 8 (Complexos Temáticos: 
Desordens Nutricionais e 
Metabólicas; Manifestações 
Externas das Doenças e 
Iatrogenias; Emergências)
TEÓRICA - 80H
PRÁTICA - 140H
TOTAL - 220H
Saúde da Criança I
PRÁTICA - 240H
Saúde da Criança II
PRÁTICA - 240H
Saúde do Adulto I
PRÁTICA - 240H
Saúde do Adulto II
PRÁTICA - 240H
Saúde da Mulher I
PRÁTICA - 120H
Saúde da Mulher II
PRÁTICA - 120H
Saúde da Família e Comunidade I
PRÁTICA - 240H
Saúde da Família e 
Comunidade II e Saúde Coletiva
PRÁTICA - 240H
Urgências e Emergências 
no Adulto
PRÁTICA - 240H
Saúde Mental e 
Saúde do Idoso
PRÁTICA - 240H
Urgências e Emergências 
na Mulher e na Criança
PRÁTICA - 240H
Optativo
PRÁTICA - 240H
CARGA HORÁRIA: 540H CARGA HORÁRIA: 540H CARGA HORÁRIA: 500H CARGA HORÁRIA: 500H CARGA HORÁRIA: 620H CARGA HORÁRIA: 620H CARGA HORÁRIA: 640H CARGA HORÁRIA: 640H CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H
CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H
TOTAL DOS MÓDULOS: 4640H
TOTAL DO INTERNATO: 2880H
TOTAL DO CURSO: 7520H
ATIVIDADES COMPLEMENTARES (5% CH TOTAL): 360H
TOTAL GERAL: 7880H
Cada módulo corresponde a um 1 semestre (6 meses)
Mais detalhes sobre a matriz curricular podem ser obtidas com a Coordenação do Curso
SISTEMA DE 
AVALIAÇÃO
27
Aspectos gerais
A avaliação do processo de ensino-aprendizagem deve ser contínua, 
dialógica, ética, democrática e corresponsável. O Sistema de Avaliação 
do Curso de Medicina da Inspirali é critério referenciado e programático, 
formado por um conjunto de instrumentos coerentes com os princípios 
do Projeto Pedagógico do Curso (PPC); e para cada unidade curricular 
estão programadas avaliações somativas e formativas de desempenho 
do estudante. Desta forma, o desempenho do estudante é verificado 
em cada etapa/semestre e ao longo da formação acadêmica, sendo 
possível acompanhar seu desenvolvimento na articulação dos recursos 
cognitivos, psicomotores e afetivos em diferentes atividades de 
ensino-aprendizagem, como casos clínicos, situações reais ou 
simuladas do ambiente profissional, dentre outras.
No currículo da Inspirali, a avaliação segue as premissas de uma 
Avaliação Programática e está ancorada nos seguintes princípios: (i) 
contínua, dialógica, ética, democrática e corresponsável; (ii) 
critério- referenciada, conforme os objetivos do curso e o perfil de 
competência estabelecido para o profissional médico a ser formado; 
(iii) diagnóstica, formativa e somativa. Conforme proposto por Troncon 
(2016), a Avaliação Programática envolve um conjuntode ações 
diversificadas, mas coordenadas, que se desenvolvem em diferentes 
momentos, compondo um verdadeiro programa de avaliação, que tem 
como meta colocar em prática as várias funções de um processo 
avaliativo, beneficiando desta forma todos os envolvidos.
Uma avaliação é critério-referenciada quando os objetivos e o perfil de 
competências desejados são utilizados como critérios ou referências 
para a avaliação de produtos e resultados. Nesta proposta de avaliação 
busca-se identificar o desempenho do estudante na realização de uma 
determinada atividade e a capacidade de demonstrar a aquisição de 
conhecimento, habilidade ou competência, como, por exemplo, de 
realizar o exame físico do paciente ou descrever o conhecimento 
fisiopatológico de uma enfermidade.
A avaliação critério-referenciada difere da normo-referenciada, uma 
vez que não se estabelece uma classificação/ranking de desempenho
28
entre os educandos, pois o esforço educacional é direcionado para que 
todos alcancem o perfil de competência. Na Inspirali, o desempenho 
acadêmico de cada estudante é analisado de forma individual e 
contínua, permitindo acompanhar o deslocamento de cada 
estudante(a) em relação ao seu próprio processo de aprendizagem e 
ao longo da sua formação.
Para a avaliação da aprendizagem do estudante no Curso de Medicina, 
em cada unidade curricular estão programadas avaliações com caráter 
diagnóstico, formativo e somativo, nas quais o rendimento acadêmico 
é avaliado mediante a atribuição de conceitos.
O caráter diagnóstico do processo de avaliação assegura a gestão da 
qualidade do ensino e da aprendizagem, trazendo subsídios para 
proporcionar melhorias nas ferramentas didáticas e eventuais ajustes 
no conteúdo programático ou mesmo na estrutura curricular. Além 
disso, identifica os estudantes que requerem algum suporte 
individualizado em seu processo de aprendizagem. Na Inspirali, a 
avaliação diagnóstica é realizada de forma institucional sob a curadoria 
e gestão da equipe acadêmica, de acordo com cronograma 
preestabelecido, como, por exemplo, o Teste de Progresso Individual.
A avaliação formativa é contínua; tem como objetivo ajudar o 
estudante a reconhecer suas potencialidades e a identificar as 
competências que ainda precisam ser aprimoradas ao longo das etapas 
de sua formação acadêmica. A avaliação formativa provê feedback 
apreciativo construtivo para o estudante, durante ou após uma 
atividade curricular.
As atividades avaliativas formativas devem ser consideradas de forma 
longitudinal, ou seja, ao longo da trajetória de aprendizagem do
estudante e em todos os ciclos de formação; e são registradas na 
Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA). Servem de subsídio 
para essa avaliação as observações e registros dos professores sobre a 
participação dos estudantes nas aulas, os Feedbacks apreciativos que 
ocorrem após uma atividade curricular (como na seção de tutoria, na 
reflexão da prática e na simulação com atores) e o portfólio reflexivo 
elaborado pelos estudantes.
29
A avaliação formativa deve instigar o estudante a desenvolver e 
construir planos de melhoria contínua durante todo o seu processo de 
ensino e aprendizagem, o que deve ser documentado em seu 
e-portfólio reflexivo.
A avaliação Formativa estruturada da Inspirali compreende os 
seguintes elementos:
Autoavaliação: cada estudante avalia o próprio desempenho nas 
atividades de ensino-aprendizagem, com o intuito de desenvolver 
o senso de autocrítica e de responsabilidade pela aprendizagem, 
avaliando seus conhecimentos, habilidades, atitudes e ética 
profissional individualmente, mas também como participante do 
grupo.
Avaliação interpares: atividade que envolve feedback do colega 
que observou a execução de determinada ação e a escuta ativa de 
quem a executou, permitindo a aprendizagem a partir da 
observação.
Avaliação pelo professor/facilitador: relato do desempenho dos 
discentes em suas atividades, reforçando comportamentos 
positivos, apontando fragilidades – um incentivo à reflexão crítica 
e o aprendizado auto conduzido, auxiliando o estudante a 
melhorar seu desempenho –, devendo ser:
a. assertivo e específico, indicando com clareza e objetividade 
os desempenhos adequados e aqueles que o estudante pode 
melhorar;
b. descritivo, de modo a evitar julgamento de comportamentos;
c. respeitoso em relação às opiniões e ao consenso compartilhado;
d. oportuno, em ambiente reservado e o mais próximo da 
situação ou comportamento que o motivou.
Portfólio reflexivo: documento de avaliação que deve ser elaborado 
pelo estudante, com registro do seu processo de aprendizagem, 
desempenhos alcançados, dificuldades encontradas e plano de 
melhoria para lidar com elas. Item obrigatório do sistema de 
avaliação de nosso projeto pedagógico, que desenvolve autonomia, 
a aprendizagem significativa e ativa, bem como a competência de 
“aprender a aprender”.
Portfólio reflexivo: documento de avaliação que deve ser elaborado 
pelo estudante, com registro do seu processo de aprendizagem, 
desempenhos alcançados, dificuldades encontradas e plano de 
melhoria para lidar com elas. Item obrigatório do sistema de 
avaliação de nosso projeto pedagógico, que desenvolve autonomia, 
a aprendizagem significativa e ativa, bem como a competência de 
“aprender a aprender”.
30
A avaliação somativa é uma avaliação focada no desempenho dos 
estudantes nas atividades educacionais de determinado período. Tem 
a finalidade de avaliar o aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo, 
tornando visíveis a aquisição de conhecimento sobre temáticas 
específicas e o desenvolvimento de competências. O desempenho 
observado é comparado aos critérios referenciados pelos objetivos de 
aprendizagem do projeto pedagógico do curso e os resultados são 
expressos mediante conceitos qualitativos. A avaliação somativa da 
Inspirali compreende os seguintes elementos:
a. Avaliação com testes de múltipla escolha e questões discursivas: 
avaliação de conhecimento, relacionada às situações-problema 
discutidas e às temáticas desenvolvidas durante o semestre, 
sempre alinhadas aos critérios e perfil de competência definidos 
no PPC do curso. As questões discursivas são aquelas em que o 
candidato precisa discorrer sobre a resposta em forma de texto. 
Também chamada de questão aberta ou dissertativa, esse tipo de 
pergunta desafia o aluno a ler, compreender, assimilar seus 
conhecimentos e organizá-los em um texto coeso.
b. Avaliação prática: avaliação baseada em desempenho clínico, 
onde se propõe acompanhar o desenvolvimento de habilidades, 
conhecimentos, atitudes e competências para a prática médica, 
com ênfase em habilidades de comunicação interpessoal e 
procedimentos desenvolvidos na atenção primária, especializada 
e hospitalar. As avaliações de desempenho são diretamente 
observadas e podem se dar por meio de situações simuladas 
(OSCE) ou em Cenários Reais de Prática (Mini-CEX e “Long Case” 
CEX).
c. Apresentações de trabalhos em grupo: atividade aplicada no 
decorrer ou ao final de uma unidade curricular que visa sistematizar 
a experiência de aprendizado (core curriculum e Saúde Baseada 
em Evidências – SBE).
d. Relatório executivo: atividade individual ou em grupo que visa 
descrever/registrar a experiência de aprendizado ao longo de 
uma atividade ou unidade curricular (core curriculum e Saúde 
Baseada em Evidências – SBE).
31
Figura 1 – Representação esquemática do Modelo de Avaliação da Inspirali.
A figura apresentada a seguir sintetiza os princípios e formas da 
avaliação na Inspirali.
• Integral
• Conceitos de Aprendizagem
• Competências
• Objetivos de Aprendizagem
Programática, Critério-
referenciada e formativa, 
considera a avaliação do 
estudante como um processo 
participativo e corresponsável.
• Orientada
• Apreciativa
• Participativa
• Coerente com ciclo de 
aprendizagem
• Diferentes instrumentos
• Feedback
• Autoavaliação
• Apreciativa
• Construtiva
• Contínua
 • Progressão
• Retenção
• Gestão e qualidadedo ensino
• Valida o currículo, curso e 
formação
• Autogestão da aprendizagem
• Validade e Confiabilidade
• Progressão/Retenção
• Habilidades
• Competências
CRITÉRIO-
REFERENCIADA
PRINCÍPIOS
CONTÍNUA 
E DIALÓGICA
AVALIAÇÃO 
PROGRAMÁTICA 
DA INSPIRALI
FORMATIVA
SOMATIVA
DIAGNÓSTICA
32
RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES: 
CONCEITOS DE APRENDIZAGEM
Os conceitos de aprendizagem são atribuídos a partir da análise dos 
desempenhos observados e o perfil de competência esperado, como 
proposto no modelo de avaliação critério-referenciada, para o 
semestre/etapa. Os conceitos utilizados são os seguintes:
Satisfatório com Excelência (SE): desempenho que alcançou a 
excelência no perfil de competência esperado nas avaliações 
somativas e formativas.
Satisfatório (S): desempenho considerado coerente com o perfil 
de competência esperado. Esse conceito pode ser empregado em 
avaliações formativas e somativas. O conceito Satisfatório permite 
a progressão do estudante no curso.
Precisa Melhorar (PM): desempenho que não alcançou o resultado 
esperado em avaliações formativas e somativas para o qual deve 
ser formulado um Plano de Melhoria. O conceito Precisa Melhorar 
não impede a progressão do estudante dentro do ciclo de 
aprendizagem vigente, contudo, nos fechamentos de ciclo 
(Mudança do Ciclo I para o Ciclo II ao final do 4º semestre/etapa; 
Mudança do Ciclo II para o Ciclo III ao final do 8º semestre/etapa; e 
o fechamento do Ciclo III, ao final do 12º semestre/etapa), os 
estudantes que não alcançaram os resultados almejados nos 
planos de melhoria podem ser retidos. Dentro de um mesmo ciclo 
de aprendizagem, o estudante com conceito Precisa Melhorar 
seguirá no seu histórico com status “a cursar”¹ na unidade 
curricular, até que demonstre deslocamento para o conceito 
Satisfatório, por meio das oportunidades de aceleração de 
aprendizagem previstas no Projeto Pedagógico do Curso. 
Insatisfatório (I): desempenho que não alcançou o resultado 
esperado ao final de um ciclo de aprendizagem e após as devidas 
oportunidades de reavaliação. O Conceito Insatisfatório também é 
atribuído ao estudante que não cumpre o percentual obrigatório 
de presença (75%) e estará automaticamente reprovado no 
semestre/etapa independentemente dos resultados das 
avaliações realizadas. 
¹Em fase de ajuste no sistema para “cursado com pendência”
33
INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO 
Para cada unidade curricular estão programadas avaliações formativas 
e somativas de desempenho do estudante, conforme quadro a seguir.
Quadro 2 – Avaliações formativas e somativas de desempenho do 
estudante.
UNIDADE CURRICULAR AVALIAÇÃO FORMATIVA AVALIAÇÃO SOMATIVA
Necessidades e Cuidados em 
Saúde (NCS)
Avaliação do Processo de 
Aprendizagem (APA) +
Portfólio Reflexivo +
Feedback apreciativo contínuo
Avaliação de 
Desempenho
(D1 e D2)
Práticas Médicas no SUS 
(PMSUS)
Avaliação do Processo de 
Aprendizagem (APA) +
Portfólio Reflexivo +
Feedback apreciativo contínuo
Avaliação de 
Desempenho
(D1 e D2)
Habilidades Médicas/Estações 
Clínicas (HM/EC)
Saúde Baseada em Evidências 
(SBE)
Habilidades cirúrgicas
Avaliação do Processo de 
Aprendizagem (APA) +
Portfólio Reflexivo +
Feedback apreciativo contínuo
HM/EC – Avaliação de 
Desempenho Prático (D)
SBE – Avaliação de 
Desempenho (D) ou Relatório 
executivo
Habilidades cirúrgicas – 
Avaliação de Desempenho
(D) e Avaliação de 
Desempenho Prático (D)
Core Curriculum
Apresentações de trabalhos 
em grupo e/ ou Relatório 
executivo e/ou avaliação de 
aprendizagem
---
35
AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM 
(APA)
Esta avaliação visa a reflexão do processo de aprendizagem: a 
autoavaliação dos estudantes, a avaliação do estudante com seus pares 
e grupo e a avaliação do facilitador. Nesta atividade, reflete-se sobre o 
deslocamento alcançado pelo estudante, partindo de sua linha de base: 
potências e desafios para trabalhar em grupo e o alcance das 
competências propostas para determinada atividade das Unidades 
Curriculares (UC). Avalia-se o deslocamento do próprio estudante e não 
o dele em relação aos outros. Portanto, é uma avaliação formativa e 
gera Plano de Melhoria para os próximos períodos. Sendo formativa e 
somativa somente no final dos ciclos (4ª e 8ª etapas). No formato de 
avaliação, são incluídos os seguintes domínios, conforme UC:
i.
ii.
iii.
iv.
v.
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas 
atividades de simulação da prática médica (UC HM/EC);
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante 
relacionadas ao processo de aprender nas atividades de reflexão 
e teorização sobre as simulações da prática médica (UC HM/EC);
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas 
atividades da Síntese Provisória? (Na identificação, na explicação 
de problemas ou hipóteses explicativas por meio de 
compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação 
na elaboração de questões de aprendizagem.) Justifique (todas 
UC).
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas 
atividades da Nova Síntese? (Como realizou a busca; como 
analisou as informações; como tem compartilhado seus 
aprendizados, e como tem sido a construção de novos 
significados e síntese.) Justifique (todas UC).
Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho (todas 
UC)?
34
Esta avaliação visa a reflexão do processo de aprendizagem: a 
autoavaliação dos estudantes, a avaliação do estudante com seus pares 
e grupo e a avaliação do facilitador. Nesta atividade, reflete-se sobre o 
deslocamento alcançado pelo estudante, partindo de sua linha de base: 
potências e desafios para trabalhar em grupo e o alcance das 
competências propostas para determinada atividade das Unidades 
Curriculares (UC). Avalia-se o deslocamento do próprio estudante e não 
o dele em relação aos outros. Portanto, é uma avaliação formativa e 
gera Plano de Melhoria para os próximos períodos. Sendo formativa e 
somativa somente no final dos ciclos (4ª e 8ª etapas). No formato de 
avaliação, são incluídos os seguintes domínios, conforme UC:
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas 
atividades de simulação da prática médica (UC HM/EC);
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante 
relacionadas ao processo de aprender nas atividades de reflexão 
e teorização sobre as simulações da prática médica (UC HM/EC);
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas 
atividades da Síntese Provisória? (Na identificação, na explicação 
de problemas ou hipóteses explicativas por meio de 
compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação 
na elaboração de questões de aprendizagem.) Justifique (todas 
UC).
Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas 
atividades da Nova Síntese? (Como realizou a busca; como 
analisou as informações; como tem compartilhado seus 
aprendizados, e como tem sido a construção de novos 
significados e síntese.) Justifique (todas UC).
Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho (todas 
UC)?
35
Como tem sido a construção do e-portfólio: reflete sobre cada 
cenário? (Simulações de trabalho em grupo? Avalia o grupo? Seu 
colega de simulação? Faz autoavaliação? Demonstra seu 
aprendizado? Suas necessidades educacionais? Indica o esforço 
que está fazendo para melhorar e sanar suas lacunas?) (Todas UC).
As recomendações e/ou sugestões para o estudante (Plano de 
Melhoria) deverão ser claras e diretas e construídas e pactuadas 
com o aluno (Todas UC).
E o conceito acordado, que poderá ser: Satisfatório ou Precisa 
Melhorar. O conceito Insatisfatório será atribuído quando a 
frequência for inferior a 75% ou no final do ciclo (4ª e 8ª etapa), 
quando não houve deslocamento dos estudantes para os itens 
que precisava melhorar. Deverá ser levado em consideração nas 
APA os conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e ética do 
estudante.
vi.
vii.
viii.
Mais informações sobre a Avaliação do Processo de Aprendizagem 
(APA) estão disponíveis no Anexo1.
PORTFÓLIO REFLEXIVO
A atividade de portfólio se constitui como um espaço de diálogo entre 
facilitador e estudantes para reflexão sobre aprendizagens e 
realizações, com base nas atividades vivenciadas e disparadas a partir 
dos temas abordados em determinados momentos do curso. As 
produções e realizações representam a trajetória individual de 
aprendizagem de cada participante relacionada ao objeto e objetivos 
do curso.
O principal propósito do portfólio é utilizar a reflexão individual para 
potencializar o aprendizado, por meio da integração de saberes 
aprendidos em todas as atividades curriculares. A complexa atividade 
médica ganha um olhar de integralidade. O estudante deve ser 
provocado a integrar as suas ações, vivências e conhecimento. A se
 perguntar: O que eu estou aprendendo no NCS me ajudará em que nas 
ações em UBS e nas simulações? Como eu estou me relacionando com
 
36
meu grupo? Com meu facilitador? Com a minha dupla? Com as equipes 
da UBS? Em que isso facilita ou não meu aprendizado? Como posso 
fazer para vencer minhas dificuldades pessoais e lacunas? A compreender 
os determinantes sociais da saúde e o processo saúde- doença.
A produção do portfólio é uma atividade formal do curso e componente 
de avaliação presencial e à distância de acompanhamento do processo 
de ensino e aprendizagem. Desta forma, faz parte da avaliação formativa 
e propicia o estabelecimento de Planos de Melhoria quando são 
identificadas áreas que requerem atenção ou desafios de superação ou 
aprofundamento.
A elaboração do portfólio atende as normativas das Diretrizes 
Curriculares de 2014 do MEC e sua produção e entrega são 
obrigatórias. Assim, o estudante que não entregar o portfólio terá, 
automaticamente, o conceito “Precisa Melhorar” nas unidades 
curriculares que o requerem.
Mais informações sobre o Portfólio Reflexivo estão disponíveis no 
Anexo 2.
AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO (D1 E D2)
As Avaliações de Desempenho (D1 e D2) que ocorrem nas Unidades 
Curriculares (UC) de Necessidade e Cuidados em Saúde (NCS) e em 
Práticas Médicas no SUS (PMSUS) são compostas, no mínimo, por 07 
questões objetivas e 01 questão discursiva por Situação-Problema (SP) 
ou por Oficina.
O conteúdo abordado nesta avaliação é de acordo com o semestre/
etapa do curso. Independentemente do momento da prova, a D1 
deverá abordar 50% das SPs/oficinas do semestre. Dessa forma, a D1 
só deverá acontecer após 50% das SPs/oficinas terem sido processadas 
no semestre. A D2 deverá abordar os outros 50% e não é cumulativa. 
A prova é presencial e preferencialmente em ambiente digital, 
realizada sob supervisão docente, no dia e horário definidos em 
calendário acadêmico. Mais informações sobre a realização da 
avaliação estão disponíveis no Anexo 3.
37
As questões das avaliações são elaboradas e corrigidas como base em 
referências bibliográficas previstas nas bússolas e/ou indicadas pelo 
docente; e são apresentadas no momento de feedback da avaliação.
Satisfatório:
O estudante obterá o conceito Satisfatório quando acertar 70% ou 
mais nas questões objetivas, ou seja, se acertar ao menos 5 de 7 
questões objetivas por Situação-Problema (SP) ou Oficina; e 
alcançar o conceito Satisfatório na questão discursiva.
Caso o estudante obtenha conceito Satisfatório (S) nas questões 
objetivas e Precisa Melhorar (PM) nas discursivas ou vice-versa, o 
conceito final da prova será Precisa Melhorar (PM). Neste caso, o 
estudante deverá elaborar o Plano de Melhoria, validar junto ao 
professor e participar da nova oportunidade de aceleração da 
aprendizagem, realizando o reteste conforme previsto em calendário 
acadêmico.
O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) quando 
acertar 90% ou mais das questões objetivas e integralmente a questão 
discursiva por Situação-Problema ou Oficina que componha uma 
Avaliação de Desempenho (D1 ou D2). Para alcançar Satisfatório com 
Excelência em uma Avaliação de Desempenho, o estudante precisará 
obter SE em todas as Situações-Problema ou Oficinas da prova.
Vale ressaltar que as Avaliações de Desempenho de NCS e PMSUS 
ocorrem no meio do semestre/etapa (D1) e no final do semestre/etapa 
(D2); e as avaliações práticas de HM/EC ocorrem no final do 
semestre/etapa. O período de avaliação das atividades do 
Core Curriculum (Ciclo I) fica a critério do professor.
O estudante que tiver avaliação (formativa ou somativa) anulada por 
fraude ou plágio receberá conceito Precisa Melhorar, terá que pactuar 
um Plano de Melhoria atitudinal e estará automaticamente em reteste.
O feedback apreciativo da avaliação é uma atividade obrigatória, 
trata-se de um momento de discussão da prova e deverá ocorrer até 
uma semana após a sua aplicação. Após o feedback, caso o estudante 
ainda tenha dúvidas ou discorde do gabarito da questão, ele poderá 
38
entrar com recurso e solicitar revisão. O prazo para solicitação de 
recurso é de 48 horas após o feedback da avaliação, de acordo com os 
seguintes critérios:
 1. utilizar formulário específico (Anexo 4);
 2. informar a questão;
 3. justificar com base na literatura o pedido de revisão (não serão 
 aceitos materiais de blogues, sites e publicações livres ou não
 indexadas);
 4. inserir a referência bibliográfica utilizada na argumentação
 apresentada.
A processo de revisão da questão é conduzido pelo professor 
responsável pela unidade curricular, em até 15 dias úteis para resposta. 
Em caso de parecer favorável ao recurso, o conceito atribuído à 
questão será ajustado de Precisa Melhorar para Satisfatório. O modelo 
de formulário de pedido de recurso de Avaliação de Desempenho 
encontra-se disponível no Anexo 4.
O estudante tem direito a solicitar recurso das avaliações de 
desempenho cognitivo (D1, D2 e reteste).
Mais informações sobre a realização da avaliação estão disponíveis no 
Anexo 3.
38
MINI CLINICAL EVALUATION EXERCISE 
 
O Mini Clinical Evaluation Exercise (Mini-CEX), uma escala de avaliação 
de competências clínicas, foi desenvolvido, na década de 1990, pelo 
American Board of Internal Medicine (ABIM), originalmente para avaliar 
o desempenho de residentes durante os atendimentos de seus pacientes. 
A utilização do Mini-CEX tem sido ampliada para a graduação, 
principalmente do internato, e avalia as seguintes competências:
entrevista/história clínica; 
exame físico;
qualidades humanísticas/profissionalismo;
raciocínio e juízo clínico;
comunicação e aconselhamento;
organização e eficiência;
e uma categoria global de competência clínica.
Durante a aplicação do Mini-CEX estão previstos dois momentos: o de 
observação e registro do desempenho do estudante durante a 
interação com o paciente; e o de feedback imediato e estruturado, 
realizado pelo professor ou preceptor (HEJRI et al., 2020). Mais 
informações sobre Mini-CEX estão disponíveis no Anexo 5.
39
Avaliação de
Desempenho Prático
(Mini-CEX)
40
OBJECTIVE STRUCTURED CLINICAL 
EXAMINATION (OSCE)
GLOBAL RATING (CONCEITO GLOBAL)
1. cuidado com o paciente;
2. conhecimento médico;
3. aprendizagem e melhoria baseada na prática;
4. habilidades interpessoais e de comunicação;
6. prática baseada em sistemas.
O OSCE (Objective Structured, Clinical Examination – Exame Clínico 
Objetivo e Estruturado por Estações) foi descrito incialmente por 
Harden nos anos 70, cujos estudos propuseram a utilização de 
múltiplas estações clínicas previamente preparadas e controladas, com 
examinadores experientes avaliando por meio de checklists predefinidos, 
que abrangem a observação da execução de tarefas que requerem 
múltiplas habilidades (comunicação, anamnese, exame físico, exames 
específicos, procedimentos etc.). Utilizam-se manequins, pacientes 
atores ou recursos diversos, em ambientes simulados da prática 
profissional, que garantam a padronização das estações, as quais 
possuem tema, contexto, direcionamento para o que se quer avaliar e 
principalmente intencionalidade. Outras informações sobre OSCE 
estão disponíveis no Anexo 6.O conceito global consiste em uma escala utilizada para avaliar 
competências, de maneira retrospectiva, de conhecimento, assiduidade e 
atitude. Trata-se de um instrumento amplamente utilizado na avaliação 
de residentes nos Estados Unidos, pois fornecem avaliações 
relativamente confiáveis e consistentes. Este instrumento foi indicado 
como um método de avalição das seis competências gerais, mapeadas 
para médicos de todas as especialidades, no projeto de Accreditation 
Council for Graduate Medical Education (ACGME). São elas:
5. profissionalismo
5. profissionalismo
41
AVALIAÇÃO DO INTERNATO
No processo de avaliação do internato serão utilizadas as seguintes 
estratégias:
 1. Avaliação do desempenho global (Global Rating): avaliação
 quinzenal; 
 2. Exame clínico objetivo estruturado (OSCE): avaliação semestral
 com estações curtas e/ou longas;
 3. Mini exercício clínico avaliativo (Mini-CEX): na metade e no 
 final do estágio; 
 4. Avaliação cognitiva com testes de múltipla escolha e questões
 discursivas: semestral.
No internato, a frequência exigida para aprovação é de 100%. O 
processo de avaliação está detalhado no Manual do Internato do curso.
TESTE DE PROGRESSO INDIVIDUAL
O Teste de Progresso Individual (TPI) é uma avaliação longitudinal 
baseada em Testes de Múltipla Escolha, com o conteúdo que reflete os 
objetivos finais do curso, conforme previsto nas diretrizes curriculares 
nacionais e PPC. O teste avalia o desenvolvimento contínuo e 
progressivo do estudante, proporcionando um feedback sobre seu 
desempenho à medida que progride de um semestre/etapa.
O TPI nos ajuda a conhecer o curso, como está o desempenho individual 
e coletivo dos estudantes de cada instituição, as áreas que necessitam 
de ajustes, as turmas, as escolas e todos os processos que envolvem o 
Curso de Medicina. Esse diagnóstico nos permite intervir de forma 
assertiva nas situações identificadas.
O TPI acontece duas vezes ao ano, sempre no meio do semestre letivo. 
É constituído de uma prova única, com 120 questões de múltipla 
escolha, aplicada a todos os semestres/etapas do curso em um mesmo 
dia e horário, com duração de 4 horas. As perguntas buscam resgatar o
42
conhecimento de forma contextualizada, abordando casos clínicos, 
situações de vida ou experimental, entre outras temáticas sempre 
alinhadas com a literatura científica e com a matriz curricular dos 
Cursos de Medicina da Inspirali – Ecossistema nima (e-Bússola). As 
questões abrangem a área das ciências básicas, ética, humanidades 
médicas e as ciências clínicas, nas cinco grandes áreas da Medicina 
(Saúde Coletiva, Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria e Ginecologia e 
Obstetrícia).
É uma avaliação institucional, realizada em meio eletrônico, no 
ambiente virtual de aprendizagem do estudante, com a autenticação 
pessoal com usuário e senha de cada estudante. O processo de 
correção utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que baliza as provas 
e permite que os desempenhos sejam equânimes, independentemente 
do nível de dificuldade das questões.
Os resultados geram notas individuais e os estudantes que concluírem 
o teste receberão relatórios individuais de desempenho, certificado e 
declaração de participação contabilizando 10 horas de atividades 
complementares.
PLANO DE MELHORIA
Todo estudante com desempenho “Precisa Melhorar” deve construir e 
cumprir um Plano de Melhoria pactuado junto ao professor indicado. 
O acompanhamento do Plano de Melhoria é realizado em processo, 
durante as ações educacionais programadas na respectiva Unidade 
Curricular, devendo ser orientado ao desenvolvimento das capacidades 
que requerem atenção. O Plano de Melhoria é uma oportunidade de 
desenvolvimento e deve ser efetivado dentro do ciclo de 
aprendizagem, portanto, é pré-condição para que o estudante progrida 
para um novo ciclo.
O Plano de Melhoria deverá ser acompanho pelo docente indicado, 
envolvendo todos os docentes da etapa/semestre, com encontros que 
poderão ser semanais, quinzenais ou mensais, de acordo com a 
necessidade do estudante. O professor deverá conversar com o 
estudante sobre as suas dificuldades de conhecimento, habilidades, 
atitudes, valores e ética. A coordenação do curso deverá acompanhar o 
desenvolvimento desse estudante. 
Os estudantes com mais de um conceito Precisa Melhorar em uma 
unidade curricular deverão ter acompanhamento personalizado e com 
encontros mais frequentes. 
1943
44
RESULTADOS DA AVALIAÇÃO E CONCEITOS 
DE APRENDIZAGEM POR INSTRUMENTOS DE 
AVALIAÇÃO
Será considerado aprovado nos componentes curriculares o aluno que 
apresentar desempenho de aprendizagem Satisfatório e tiver no 
mínimo 75% de frequência, exceto no estágio obrigatório (internato 
médico), no qual, além do conceito Satisfatório, a frequência exigida 
para aprovação é de 100%.
O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) na 
etapa quando alcançar o SE nas avaliações de desempenho (D1 e D2) 
consecutivamente e, também, for Satisfatório nas avaliações 
formativas (AF1 e AF2) da unidade curricular.
Quadro 3 - Possibilidades de conceitos do processo avaliativo das 
Unidades Curriculares de NCS e PMSUS entre etapas de um ciclo.
D1 APA 1 D2 APA2 Conceito Final
S
SE
SE
S
SE
PM
PM
S
PM
S
S
S
S
S
S
PM
S
S
S
PM
PM
PM
S
S
PM
S
S
SE
SE
SE
SE
S
S
S
PM
PM
PM
S
S
S
S
S
S
PM
S
S
S
PM
S
PM
PM
PM
Satisfatório
Satisfatório com 
Excelência
Satisfatório
Satisfatório
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Satisfatório
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
45
O estudante com Precisa Melhorar na D1 e/ou D2 deverá elaborar e 
validar com seu professor um Plano de Melhoria, bem como realizar o 
reteste referente à Situação-Problema (SP) ou Oficina em que não 
alcançou o desempenho Satisfatório.
O estudante com Precisa Melhorar na APA deverá seguir o Plano de 
Melhoria descrito na sua APA e será acompanhado pelo professor/
facilitador do próximo semestre/etapa, buscando atingir o 
desempenho desejado. Vale destacar, que caso o estudante fique com 
conceito Precisa Melhorar na APA1 e na APA2, precisará alcançar dois 
desempenhos Satisfatórios seguidos para substituir o PM.
Quadro 4 - Possibilidades de conceitos do processo avaliativo da 
Unidade Curricular de HM/EC.
APA 1 APA 2
SBE/ 
Habilidades 
cirúrgicas*
Avaliação da
Prática
Conceito Final
S
S
S
S
PM
S
PM
S
PM
PM
S
S
S
S
S
S
S
S
PM
S
PM
PM
PM
S
S
S
S
SE
SE
S
S
S
S
S
PM
S
PM
PM
S
S
SE
S
SE
SE
SE
S
S
S
PM
PM
S
PM
Satisfatório
Satisfatório com 
Excelência
Satisfatório
Satisfatório
Satisfatório
Precisa Melhorar
Satisfatório
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
Precisa Melhorar
PM PM PM PM Precisa Melhorar
*De acordo com a etapa
46
O estudante com Precisa Melhorar na Avaliação Prática, em Habilidades 
cirúrgicas ou SBE deverá elaborar e validar com seu professor um Plano 
de Melhoria e realizar o reteste.
O estudante com Precisa Melhorar na APA deverá seguir as mesmas 
orientações descritas para NCS. 
A APA não se aplica para as atividades curriculares Habilidades 
cirúrgicas e SBE.
Atenção: O cálculo do percentual de frequência é realizado para cada 
UC com periodicidade semestral, sendo assim, o estudante que obtiver 
frequência inferior a 75% está automaticamente reprovado na 
unidade curricular, independentemente dos resultados das avaliações 
realizadas.
47
RETESTE
A progressão do estudante dentro de um mesmo ciclo de 
aprendizagem não é interrompida mesmo que ele não alcance o 
conceito Satisfatório em todos os componentes curriculares. O 
estudante, todavia, deve cumprir seu Plano de Melhoria, seguir em 
acompanhamento pelo professor, realizar as oportunidades de 
aceleração da aprendizagem previstas e sanar todas as pendências 
acadêmicas antes do término do ciclo de aprendizagem em que

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