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E T A P A Z E R O Copyright © Inspirali Educação. Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução, mesmo que parcial, por qualquer meio e processo, sem a prévia autorização escrita da Inspirali Educação. S U M Á R I O INTRODUÇÃO À METODOLOGIA DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS...7 Educação centrada no estudante.................................................................................10 Educação integrada e integradora...............................................................................10 Aprendizagem baseada em problemas......................................................................10 Relevância de problemas prioritários em diversidade de cenários.......................11 Avaliação formativa “versus” somativa (somação de informações)......................11 Uso de tempo “eletivo”................................................................................................12 Equilíbrio entre conhecimentos, habilidades e atitude..........................................12 Seleção de conhecimentos essenciais.......................................................................13 Capacitação docente em habilidades que vão além da especialidade que exercem..........................................................................................................................14 Fortalecimento das relações da comunidade educacional de aprendizagem......15 Desenvolvimento da capacidade de análise e de avaliação crítica.......................15 Uso de grupos pequenos e docentes facilitadores..................................................16 COMO FAZEMOS NA INSPIRALI........................................................................17 O currículo integrado.....................................................................................................18 Organização do currículo em atividades curriculares.............................................22 Aprendizagem Baseada em Equipes (Team Based Learning) e Sala de Aula Invertida (SAI) em atividades curriculares.................................22 Práticas Médicas no SUS – PMSUS.....................................................................23 Habilidades Médicas e Estações Clínicas (HM/EC)..........................................23 Práticas em laboratório.......................................................................................23 SISTEMAS DE AVALIAÇÃO...............................................................................26 Aspectos Gerais..............................................................................................................27 Resultados das avaliações............................................................................................32 Instrumentos de avaliação...........................................................................................33 Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA)........................................................34 Portfólio reflexivo..........................................................................................................35 Avaliação de desempenho (D1 e D2)..........................................................................36 Avaliação de Desempenho Prático..............................................................................39 Mini Cilinical Evaluation Exercise (Mini-CEX).................................................39 Objective Structured Clinical Examination (OSCE).........................................40 Global rating (conceito global)..........................................................................40 Avaliação do internato..................................................................................................41 Teste de progresso individual......................................................................................41 Plano de melhoria..........................................................................................................43 Resultados da avaliação e conceitos de aprendizagem por instrumentos de avaliação............................................................................................44 Reteste.............................................................................................................................47 Mudança de Ciclo...........................................................................................................49 Conselho de Classe........................................................................................................50 Avaliação de desempenho dos docentes - ADD .......................................................51 Avaliação das Atividade Curriculares – AAC...............................................................51 UNIDADES CURRICULARES.............................................................................52 Core Curriculum.............................................................................................................53 O que é e como funciona.....................................................................................53 Intencionalidade educacional...........................................................................53 Avaliação...............................................................................................................54 Habilidades médicas.....................................................................................................55 Objetivos e estratégias educacionais...............................................................55 Avaliação...............................................................................................................55 Saúde Baseada em Evidências.....................................................................................56 O que é SBE?.........................................................................................................56 Intencionalidade educacional...........................................................................56 Momentos de avaliação......................................................................................57 Habilidades cirúrgicas..................................................................................................58 O que é..................................................................................................................58 Objetivos gerais...................................................................................................58 Metodologia.........................................................................................................59 Avaliação...............................................................................................................59 Práticas Médicas no Sistema Único de Saúde...........................................................60 Intencionalidade educacional...........................................................................60 Avaliação...............................................................................................................61 Necessidades e cuidados em saúde............................................................................62 Composição..........................................................................................................62 Processamento da Situação-Problema.............................................................62 Aprendizagem Baseada em Problemas.............................................................64 Organização da NCS............................................................................................65 Avaliação..............................................................................................................66 REFERÊNCIAS.................................................................................................67 Referências recomendadas................................................................................68 ANEXOS........................................................................................................71está matriculado, para que alcance o conceito Satisfatório e possa progredir para o ciclo seguinte. O reteste é uma oportunidade de aceleração da aprendizagem para o estudante que não alcançou o desempenho esperado nas avaliações. São oferecidas duas oportunidades para realização do reteste, aplicadas sempre no semestre subsequente ao que o estudante tenha obtido o “Precisa Melhorar”, com datas estabelecidas a critério do Conselho de Classe em comum acordo com a coordenação do curso. Para realização do reteste o estudante deve estar devidamente matriculado no curso. Quadro 5 - Exemplos de oportunidades de realização de reteste: Avaliação D1 1º Semestre/ Etapa Primeira oportunidade Segunda oportunidade Resultado final PM em 2023.1 PM em 2023.1 PM em 2023.1 S em 2023.2 PM em 2023.2 PM em 2023.2 Não se aplica S em 2023.2 PM em 2023.2 Satisfatório Satisfatório Insatisfatório até análise do CC* no final do ciclo *CC – Conselho de Classe. 48 A realização do reteste deve ocorrer conforme previsto em calendário acadêmico, seguindo os mesmos moldes da avaliação da UC. Os estudantes realizam o reteste das SPs ou Oficinas que ficaram com o conceito Precisa Melhorar; e respondem a prova considerando o tipo de questão (questões objetivas e discursivas). Exemplos de possibilidades de realização do reteste: • O estudante que obtiver PM nas questões objetivas, de uma ou mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões objetivas. • O estudante que obtiver PM na questão discursiva, de uma ou mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões discursivas. • O estudante que obtiver PM nas duas situações citadas acima, fará reteste de questões objetivas e discursivas, da(s) SP(s)/ Oficinas(s) que não alcançou o conceito Satisfatório. Somente os estudantes que cumpriram no mínimo 75% da carga horária da Unidade Curricular, poderão realizar a avaliação de reteste. O cálculo do percentual de frequência é realizado para cada UC com periodicidade semestral, sendo assim, o estudante que obtiver frequência inferior a 75% estará, automaticamente, com conceito Insatisfatório no semestre/etapa, independentemente dos resultados das avaliações realizadas. O estudante que não comparecer em qualquer avaliação, seja somativa ou formativa, estará automaticamente submetido ao reteste, uma vez que não há oferta de avaliação substitutiva em nenhuma hipótese, salvo as situações de exceção previstas em regimento da IES. Se o estudante tiver a avaliação do reteste anulada por fraude comprovada receberá conceito Insatisfatório na mudança de ciclo, ficando automaticamente retido e precisará cursar a UC novamente. Dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem, o aluno que não alcançou o conceito Satisfatório, segue com status “a cursar”² em seu histórico até que as pendências do devido componente curricular sejam sanadas. ²Em fase de ajuste no sistema para “cursado com pendência”. 49 MUDANÇA DE CICLO O Curso de Medicina da Inspirali prevê Ciclos de Aprendizagem em seu Projeto Pedagógico (PPC). A previsão de Ciclos no PPC implica na interrupção do percurso formativo discente, quando houver reprovação (conceito Insatisfatório) em algum componente curricular ao final de um Ciclo, de forma a impedi-lo de avançar ao Ciclo seguinte. Ao final de cada ciclo de aprendizagem, o estudante que não alcançar o conceito Satisfatório, após as duas oportunidades de aceleração da aprendizagem, mas que demonstrar deslocamentos em sua Avaliação do Processo de aprendizagem (APA), poderá ser submetido ao Conselho de Classe para possível aplicação de um de um ou mais retestes, a critério do Conselho – teste este não previsto em Calendário Acadêmico e que será agendado pela Coordenação de curso. Caberá também ao Conselho de Classe definir a melhor estratégia avaliativa que permita demonstrar a superação da lacuna de conhecimento do estudante no processo de aprendizagem. O estudante que não alcançou o conceito Satisfatório ao final de um ciclo de aprendizagem após todas as oportunidades de aceleração da aprendizagem, não poderá progredir no curso e deverá cursar novamente a unidade curricular na qual exista pendência acadêmica, em turma regular, estando submetido às mesmas exigências de frequência, aproveitamento e cumprimento das cláusulas contratuais pactuadas no ato da matrícula ou rematrícula. Caso a Unidade Curricular em que o estudante possua pendência acadêmica não seja oferecida no semestre subsequente ao término do ciclo, o aluno poderá efetuar matrícula conforme deliberação do Colegiado do Curso. Vale destacar que em hipótese alguma o estudante poderá integralizar o curso sem alcançar o conceito Satisfatório e cumprir todos os componentes curriculares previstos. O estudante com conceito Precisa Melhorar na APA, nas etapas de mudança de ciclo, poderá progredir desde que alcance um (1) conceito Satisfatório na etapa seguinte. A progressão para o ciclo dos estágios obrigatórios (internato médico) pressupõe inexistência de pendências acadêmicas anteriores. 50 CONSELHO DE CLASSE O Conselho de Classe do curso é constituído por todos os docentes responsáveis pelas unidades curriculares ministradas no período letivo, o professor em Tempo Integral da avaliação e a Coordenação do curso. O Conselho de Classe tem como objetivo apoiar a coordenação do curso no período de mudança de ciclo, possibilitando a reflexão a respeito das questões relativas ao processo de aprendizagem de forma longitudinal, identificando os estudantes que precisam de uma abordagem personalizada e propondo estratégias ou desfechos para as situações que envolvam as dificuldades de conhecimento, habilidades, atitudes, valores e ética. Cabe ao Conselho de Classe apoiar a coordenação do curso nas decisões acerca dos processos de progressão ou retenção dos estudantes ao longo dos ciclos de aprendizagem que apresentem pendências acadêmicas persistentes. Recomenda-se que a frequência de encontros seja definida pela coordenação e colegiado do curso. 51 AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DOS DOCENTES – ADD Os estudantes registram a avaliação de desempenho dos docentes nos momentos que coincidem com a sua avaliação de desempenho em cada atividade curricular. Esse formato de avaliação tem como objetivo incluir a percepção dos estudantes sobre o desempenho docente, considerando suas capacidades de mediar o processo de aprendizagem, assim como de cumprir os pactos de trabalho estabelecidos. A identificação do estudante é opcional. Espera-se que, a despeito da força da cultura em relação à avaliação e das relações de poder nela envolvidas, a maioria dos estudantes não tenha dificuldade para se identificar, o que pode revelar a incorporação dos princípios e diretrizes da avaliação do projeto pedagógico. AVALIAÇÃO DAS ATIVIDADES CURRICULARES – AAC Os estudantes e docentes registram a avaliação das atividades curriculares nos momentos que coincidem com a sua avaliação de desempenho. Esse formato de avaliação visa incluir a percepção dos estudantes e docentes sobre as atividades curriculares, considerando os disparadores, cenários e recursos educacionais. A identificação dos avaliadores é opcional. Os resultados consolidados dessas avaliações, incluindo as análises quantitativas, de tendência e qualitativas, são divulgados pelos coordenadores por meio de relatórios técnicos. UNIDADES CURRICULARES 53 O QUE É E COMO FUNCIONA CORE Curriculum INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL Esta atividade surge para responder à necessidade de busca de um núcleo de cultura comum para uma base social heterogênea, representada pelo conjunto de estudantes que ingressam no Ensino Superior (SACRISTÁN, 2000). A própria dispersão das matérias dentro dos planos educativos provoca a necessidade de um “Core Curriculum”, instrumento este capaz de proporcionar um tipo de experiência unitária em todos os estudantes, equivalente à educação geral, o que leva a uma reflexãonão ligada estritamente aos conteúdos procedentes das disciplinas/áreas de conhecimento acadêmicas. O estudante participa de discussões atualizadas, feitas a partir de instrumentos de análise do mundo real. Conceitos como Cultura, História e Artes contribuem para discussões a respeito de Ética, Economia, Estado e Sociedade. A interpretação dos fatos econômicos, sociais e artísticos está fundamentada na leitura crítica dos jornais, revistas e das diferentes manifestações da comunicação. A dimensão humanística da formação do médico deve ser uma dimensão central do currículo. Um dos mais significativos requerimentos para a educação médica contemporânea é o desenvolvimento de uma estrutura para reflexão e prática profissional que resulte na aquisição de competências atitudinais para o enfrentamento das demandas sociais de saúde. Atitudes são a interface entre o profissional e o seu paciente, sua família, sua comunidade, a instituição profissional a que é afiliado, os colegas de profissão e os demais colegas do seu time de trabalho. Tal interface se firma muito mais na experiência e na vivência e nos valores universais do que no conhecimento e, portanto, é menos influenciada pelo ensino factual e didático. 54 AVALIAÇÃO As avaliações desta unidade curricular estão a critério do docente responsável. As atividades de core curriculum tem como objetivos: altruísmo, orientado para a necessidade do profissional em atender ao melhor interesse de seus pacientes, da sociedade e da saúde pública, e de sua própria profissão; responsabilidade social, dirigida à prática da solidariedade social e do genuíno interesse no desenvolvimento comunitário; busca pela excelência, com uma constante valorização pelo autoaprendizado e pela permanente autocrítica; honra e integridade, orientadas para o compromisso com o justo, o certo e o apropriado em sua prática; vínculo e respeito aos outros, demonstrando clara preocupação com os sentimentos, valores e pensamentos de pacientes, colegas e profissionais da equipe 55 OBJETIVOS E ESTRATÉGIAS EDUCACIONAIS Habilidades médicas/ Estações clínicas AVALIAÇÃO As atividades de Estações Clínicas (EC) fazem parte da unidade curricular Habilidades Médicas/Estações Clínicas (HM/EC), junto com Saúde Baseada em Evidências (SBE), da 1ª a 8ª etapa, divididas nos dois primeiros ciclos, e abordam os elementos de comunicação em consulta, exame físico, raciocínio clínico e relacionamento médico-paciente, através de oficinas práticas, sala de aula invertida, simulações com pacientes padronizados, discussões em pequenos grupos (sínteses provisórias e novas sínteses). As ECs trabalham as competências cognitivas (compreender os elementos da consulta e como utilizá-los na proposta de cuidado), psicomotoras (realizar os exames físicos apropriados) e atitudinais (reconhecer a pessoa entrevistada, valorar o que lhe foi dito e compor estes valores na experiência terapêutica). Preferencialmente, cada etapa apresenta dois módulos temáticos, relacionados com os temas das outras unidades curriculares do mesmo período, mas há momentos em que esta sincronia não ocorre, mas sem configurar problema, pois os temas são trabalhados dentro da lógica da espiral construtivista, que permite abordagens em momentos diferentes, mas que mantenham seu diálogo O aproveitamento do estudante é verificado por meio de avaliação formativa (AF1 e AF2) e de portfólio; e uma avaliação de desempenho prático ao final do semestre (D). 56 O QUE É SBE? Saúde baseada em Evidências A saúde baseada em evidências qualifica assistência à saúde, através da avaliação crítica das evidências disponíveis (principalmente pesquisas), implementação das evidências na prática e avaliação dos resultados obtidos na resolução de problemas. Também incorpora a competência clínica do profissional para a tomada de decisão sobre a assistência à saúde³. 3. GALVÃO, M. C., SAWADA, N. O. Prática baseada em evidências: estratégias para sua implementação na enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Brasília (DF) 2003, v. 56, n. 1, p. 57-60. INTENSIONALIDADE EDUCACIONAL A) SAÚDE BASEADA EM EVIDÊNCIAS O perfil esperado de desempenho satisfatório consiste em: quanto ao objetivo de buscas em bases de dados: i. entendimento da importância do uso de buscas bem construídas em bases de dados para atualização profissional; ii. identificação das principais bases de dados em saúde e as mais relevantes para o contexto nacional; iii. dominar o processo de identificação dos descritores e as funções lógicas dos operadores booleanos; quanto ao objetivo de conhecer diferentes desenhos de estudo: i. reconhecer os principais desenhos de estudo voltados para o processo de tomada de decisão clínica; ii. identificar quais os desenhos mais adequados para as principais categorias clínicas; 57 quanto ao objetivo de avaliação crítica da literatura: i. manifestar a compreensão de que nem toda produção científica pode ser considerada confiável sem uma avaliação criteriosa da sua qualidade. B) METODOLOGIA DA PESQUISA CIENTÍFICA O perfil esperado de desempenho satisfatório consiste em: verificar as habilidades e conhecimentos para elaboração de um projeto de pesquisa em saúde. Os pontos específicos para avaliação são: i. elaboração de uma boa pergunta de pesquisa (com clareza, unicidade e precisão); ii. construção de uma boa revisão da literatura sobre o tema, principalmente considerando a habilidade de construir uma busca adequada; iii. elaboração de um projeto de pesquisa com uma construção mínima que considere uma introdução bem fundamentada; métodos coerentes e éticos; cronograma e referências em ao menos uma norma estabelecida (Vancouver ou ABNT). MOMENTOS DE AVALIAÇÃO As avaliações serão conduzidas por meio de atividades regulares durante o horário das aulas, utilizando diferentes ferramentas a critério do facilitador. O processo de avaliação de SBE e da Metodologia da Pesquisa Científica está descrito no Termo de Referência para avaliações desta atividade curricular. 58 O QUE É? Habilidades Cirúrgicas Os princípios de Técnica Cirúrgica Operatória e Cirurgia Experimental na UC HM/EC, considerados necessários a todas as áreas médicas, e, portanto, imprescindíveis de aprendizado durante a graduação, contribuem para a formação geral do estudante de Medicina. Por meio de aulas teóricas e práticas, os estudantes irão aprofundar o ensino sobre as principais técnicas cirúrgicas realizadas nos diversos órgãos, aparelhos e sistemas. OBJETIVOS GERAIS a. Compreender as indicações dos procedimentos cirúrgicos, assim como os princípios técnicos para realizá-los. b. Deter os conceitos que norteiam o ato operatório. c. Desenvolver habilidades cirúrgicas para tratamento de ferimentos. d. Tratar as urgências e emergências cirúrgicas de maior incidência em prontos-socorros relacionadas à cirurgia geral. e. Diferenciar as urgências e emergências cirúrgicas de maior incidência em prontos-socorros relacionadas às especialidades cirúrgicas para realizar os devidos encaminhamentos. f. Desenvolver habilidades cirúrgicas para resolução de situações comuns em prontos-socorros e emergências quando não há a presença do especialista. 59 METODOLOGIA Além de aulas teóricas e práticas, a estrutura da atividade de habilidades cirúrgica utiliza metodologias ativas como o Team Based Learning (TBL) e a discussão de casos clínicos. AVALIAÇÃO O aproveitamento do estudante é verificado por meio de uma prova de desempenho com questões de múltipla escolha e discursivas, duas avaliações de desempenho prático e portfólio, no final do semestre. 60 INTENCIONALIDADE EDUCACIONAL Práticas Médicas no Sistema Único de Saúde A Unidade Curricular de Prática Médica no SUS – PMSUS visa promover o desenvolvimento de capacidades nas três áreas de competência do perfil, com uma abordagem crescente e orientada à terminalidade em relaçãoao perfil de competência, em cenários reais do trabalho em saúde, no contexto do SUS. Nesses cenários, o erro deve ser evitado em função de potenciais riscos ou danos às pessoas. Assim, a vivência dos estudantes é acompanhada por docentes das universidades e apoiada por preceptores e pela equipe de saúde do serviço no qual os estudantes são inseridos, abrangendo os seguintes conteúdos ao longo do curso, sendo aprofundados a cada etapa: Necessidades de saúde biológicas, subjetivas e sociais de pacientes reais atendidos nas unidades de saúde da prática (saúde da família e comunidade); aplicação de critérios para identificação de necessidades de saúde de pessoas atendidas: nutrição, respiração, proteção/segurança, autonomia, interação social, autopercepção, perfil de saúde-doença, atenção à saúde; desenvolvimento da racionalidade científica e do raciocínio epidemiológico; compromisso social com a cidadania e com a saúde coletiva no contexto da unidade de saúde da prática. História de vida, história clínica e exame físico (semiologia médica) de pessoas atendidas e vinculadas à unidade de saúde de prática. Planos de cuidado individuais e coletivos, segundo necessidades identificadas, com foco na promoção da saúde e prevenção de doenças de pessoas atendidas na unidade de saúde de prática; aplicação de critérios para a elaboração dos planos de cuidado: singularização; contextualização; evidência científica; negociação e pactuação; monitoramento e avaliação. 61 AVALIAÇÃO Atenção à saúde na unidade de saúde de prática – macrogestão: Sistema Único de Saúde e o modelo de atenção à saúde, desenvolvido na unidade de saúde da prática; estratégia saúde da família e comunidade – política nacional e organização dessa atenção na unidade de prática; territorialização e distritos sanitários; modelo de gestão da atenção à saúde, desenvolvido na unidade de saúde da prática; atenção primária e atenção integral à saúde; rede escola de atenção à saúde; pensamento estratégico situacional. Atenção à saúde na unidade de saúde de prática – microgestão: trabalho da equipe de saúde da família: trabalho multiprofissional e relações de estudantes e docentes com a equipe de saúde da unidade de prática; identificação de obstáculos e oportunidades de melhoria no trabalho em saúde na ESF na unidade de saúde de prática; reuniões de equipe; apoio matricial; educação permanente. Estudos epidemiológicos: caracterização das dez famílias acompanhadas pelos estudantes; distribuição de variáveis relacionadas ao perfil demográfico; consolidação dos dados das famílias do pequeno grupo de estudantes inseridos na unidade de saúde; epidemiologia descritiva; acesso a bancos de dados – sistemas de informação em saúde. Processos educacionais na saúde: estratégias de aprendizagem e metacognição; formulação de hipóteses, de questões de aprendizagem e propostas de transformação da realidade; raciocínio crítico reflexivo e do trabalho colaborativo e ético, por meio da problematização. A avaliação acontece no meio e no final do semestre, sendo composta por avaliação formativa e de portfólio (AF1 e AF2) e duas avaliações de desempenho (D1 e D2), com questões de múltipla escolha e discursivas. 62 COMPOSIÇÃO Necessidades e Cuidados em Saúde PROCESSAMENTO DA SITUAÇÃO PROBLEMA Processamento de Situação-Problema – Abertura (ou Síntese Provisória) e fechamento (ou Nova Síntese). Práticas nos Laboratórios Morfofuncionais e Multidisciplinares. Processamento e Síntese de Conhecimento Profundo (TBL). A Unidade Curricular (UC) Necessidades e Cuidados em Saúde – NCS utiliza o processamento de situações-problema prevalentes da prática médica, no contexto do SUS. Explora capacidades cognitivas, atitudinais e psicomotoras, considerando as situações prevalentes nos diferentes ciclos de vida e o perfil de competência do estudante, segundo o semestre/módulo do curso. Para atingir os objetivos educacionais, a UC NCS é desenvolvida por meio de três estratégias educacionais: Aprendizagem Baseada em Problemas em pequenos grupos (NCS-ABP), Aprendizagem Orientada por Roteiros de Estudo no Laboratório de Morfofuncional e Laboratórios Multidisciplinares (LMF) e Aprendizagem Baseada em Equipes (NCS-TBL). 63 Os conceitos de necessidades de saúde – olhar ampliado para as dimensões do processo saúde-doença e terapêutica e escolha da melhor alternativa de cuidado – norteiam o trabalho de estudantes e docentes: i. processos biológicos normais e alterados; ii. processos sociais, culturais, ecológicos/ambientais, éticos e legais vinculados à saúde-doença; iii.processos comportamentais/psicológicos normais e alterados; iv. processos de cuidado no contexto do SUS; v.processos educacionais por meio da aprendizagem baseada em problemas. Essa atividade curricular também focaliza o desenvolvimento de capacidades da área de competência “Educação em Saúde”, considerando as capacidades de aprender a aprender e de metacognição. A Atividade Curricular da NCS conta com a utilização de situações- problema (SPs) como disparadores da aprendizagem. As SPs são elaboradas por docentes especialistas, com apoio dos autores do projeto pedagógico do curso, e cumprem o papel de desencadear o processo ensino-aprendizagem, permitindo a exploração de conteúdos cognitivos relacionados aos processos e fenômenos abordados. As SPs trazem situações do cotidiano da prática médica que, pela própria natureza, favorecem o reconhecimento da utilidade dos saberes a serem construídos para melhor entender e intervir na situação. As SPs também apresentam diferentes pontos de vista em relação a uma situação de saúde-doença. Essas diferenças favorecem o desenvolvimento do pensamento complexo, que objetiva evitar raciocínios lineares e simplificados da realidade e dos problemas nela inseridos. Essa ampliação visa oportunizar uma prática médica contextualizada e coerente com os desafios do mundo contemporâneo, especialmente no cuidado à saúde das pessoas e populações. 64 APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS A Aprendizagem Baseada em Problemas é realizada em pequenos grupos. Para o processamento de uma situação-problema, os estudantes recebem textos elaborados pelos professores com a apresentação de uma situação e são estimulados a: (i) identificar problemas; (ii) formular hipóteses ou pressupostos que explicam os problemas identificados; (iii) relacionar as discussões dos problemas e hipóteses e com situações semelhantes encontradas na realidade; (iv) elaborar questões de aprendizagem para melhor explicar a situação; (v) buscar novas informações cientificamente fundamentadas; (vi) construir esquemas de conhecimento da forma mais consistente e abrangente possíveis; (vii) autoavaliar e avaliar os desempenhos dos participantes do trabalho em pequeno grupo e do facilitador. Na síntese provisória (i; ii; iii; iv; v), temos a exploração de uma situação com identificação de conhecimentos prévios e das fronteiras de aprendizagem expressas nas questões de aprendizagem. Na nova síntese (vi; vii) acontece a socialização das buscas e novas informações para a construção de novos saberes a partir das questões de aprendizagem e da análise crítica das informações. As questões de aprendizagem consideradas mais potentes são aquelas voltadas à compreensão, análise, síntese ou avaliação. As avaliações formativas são realizadas verbalmente durante e ao final de cada encontro do pequeno grupo. Iniciar a avaliação de forma apreciativa, garantindo primeiramente o reconhecimento de conquistas e oferecendo oportunidades de melhoria, de construção de novos significados e de renegociação do pacto de convivência, sempre que for necessário. Para tanto, são focalizadas a autoavaliação, a avaliação de desempenho dos pares (grupo) e do facilitador. ORGANIZAÇÃO DA NCS Essa atividade curricular contempla um conjunto de ações educacionais presenciais, organizadas em encontros de comunidades de aprendizagem, compostaspor até quinze estudantes apoiados por um docente no papel de facilitador. O desenvolvimento das ações educacionais ocorre em dois momentos, em pequeno grupo, com 2 h/ aula de trabalho para Abertura do problema (Síntese Provisória), e 2 h/aula de trabalho para Fechamento do problema ou Nova Síntese. Para cada uma dessas partes teremos um Professor/facilitador; um estudante Coordenador, que terá o papel de facilitar/coordenar o grupo; e um estudante relator que sintetizará as discussões do grupo. Todos do grupo deverão passar pelo menos uma vez pelos papéis de Coordenador ou de relator das atividades. A composição dos grupos de trabalho de NCS é reorganizada semestralmente de modo a favorecer o desenvolvimento de capacidades para o trabalho em pequeno grupo, garantindo a maior diversidade possível com representatividade de algumas características da turma de estudantes. Todas as atividades são conduzidas por professores facilitadores, com a exceção da atividade Aprendizagem Baseada em Equipes, que poderá ser também conduzida por docentes especialistas e docentes facilitadores. Após o processamento de uma determinada SP em 2 sessões de pequenos grupos, é programada uma atividade cujo objetivo maior é o de “aprofundamento da aprendizagem”. Para tanto a estratégia educacional utilizada é a da “Aprendizagem Baseada em Equipes” (TBL – Team Based Learning). O TBL é desencadeado a partir da leitura prévia de textos selecionados e/ou uma situação/contexto que funciona como disparador de aprendizagem – é o momento de compartilhamento. Cada estudante analisa individualmente a situação ou os materiais indicados para um estudo prévio. Após esse estudo ou leitura, os estudantes respondem a um conjunto de testes de múltipla escolha que abordam a tomada de decisão frente à situação/contexto em questão. Após compartilharem suas escolhas individuais, cada equipe discute as alternativas e busca 65 66 um consenso ou pacto para a discussão dos resultados por equipe. As alternativas definidas pelas equipes são debatidas pelo facilitador ou por um ou mais especialistas. Após os esclarecimentos e diálogo com as respostas e dúvidas das equipes, os especialistas apresentam desafios de aplicação dos conhecimentos em novas situações simuladas. Na Aprendizagem Orientada por Roteiros de Estudo no Laboratório Morfofuncional (LMF), os estudantes recebem previamente um guia organizado em tópicos de aprendizagem para o seu estudo, com o apoio presencial de dois a três docentes que atuam como consultores para esclarecimentos de dúvidas. As três atividades educacionais da UC NCS são organizadas por meio das Unidades Temáticas de Ensino e seus objetivos. AVALIAÇÃO A avaliação acontece no meio e no final do semestre, sendo composta por avaliação formativa e de portfólio (AF1 e AF2); e duas avaliações de desempenho (D1 e D2), com questões de múltipla escolha e discursivas. 67 Referências AUTO, B. D. S.; VASCONCELOS, M. V. L; PEIXOTO, A. L. V. A. Clinical skills assessment and feedback in pediatric residency. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 45, n. 2, 2021. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Superior. Resolução CNE/CES nº4 de 7 de novembro de 2001. Institui diretrizes curriculares nacionais do curso de graduação em Medicina. Diário Oficial da União. Brasília, 9 nov. 2001; Seção 1, p. 38. DOMINGUES, R. C. L.; AMARAL, E.; BICUDO-ZEFERINO, A. Global rating: a method for assessing clinical competence. 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Educação Médica nas Américas, 1990. REFERÊNCIAS RECOMENDADAS: CUSHING, A. Assessment of non-cognitive factors. In: International handbook of research in medical education. Dordrecht: Springer, 2002. p. 711-755. GRONLUND, N. E.; WAUGH, C. K. Achievement assessment and instruction. Assessment of student achievement. USA: ERIC, 2006. p. 01-13. HARDEN, R. M.; STEVENSON, M.; DOWNIE, W. W.; WILSON, G. M. Assessment of clinical competence using objective structured examination. Br Med J, v. 1, n. 5955, p. 447-451. Disponível em: . Acesso em: 14 mar 2022. HEITZMAN, N.; SEIDEL, T.; OPITZ, A.; HETMANEK, A.; WECKER, C.; FISCHER, M.; UFER, S.; SCHMIDMAIER, R.; NEUHAUS, B.; SIEBECK, M.; STÜRMER, K. Facilitating diagnostic competences in simulations: a conceptual framework and a research agenda for medical and teacher education. Frontline Learning Research, v. 7, n. 4, 2019, p. 1-24. Disponível em: . Acesso em: 14 mar 2022. 69 LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 17 ed. São Paulo: Cortez, 2005. ROYAL, K. D.; GUSKEY, T. R. On the appropriateness of norm – and criterion-referenced assessments in medical education. Ear, Nose & Throat Journal, ed. 94, n. 7, 2015, p. 252–254. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. SCHUWIRTH, L.; DURNING, S.; KING, S. Assessment of clinical reasoning: three evolutions of thought. Diagnosis, v. 7, n. 3, 2020, p. 191- 196. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. TORRE, D. M.; SCHUWIRTH, L. W.; VAN DER VLEUTEN, C. P. Theoretical considerations on programmatic assessment. Medical Teacher, v. 42, n. 2, 2020. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. TRONCON, L.E.A. Clinical skills assessment: limitations to the introduction of an “OSCE” (Objective Structured Clinical Examination) in a traditional Brazilian medical school. Med J. v. 122, n. 1, 2004, p. 12-17. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. VAN DER VLEUTEN, C. P. M.; SCHUWIRTH, L. W. T.; DRIESSEN, E. W.; DIJKSTRA, J.; TIGELAAR, D.; BAARTMAN, L. K. J.; VAN TARTWIJK, J. A model for programmatic assessment fit for pourpose. Med Teacher, n. 34, 2012, p. 205-214. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. 70 VAN MELLE, E.; FRANK, J. R.; HOLMBOE, E. S.; DAGNONE, M.D.; DAMON, M.D.; STOCKLEY, D.; SHERBINO, J. A core components framework for evaluating implementation of competency-based medical educationprograms. Academic Medicin, v. 94, n. 7, 2019, p. 1002-1009. Disponível em: . Acesso em: 14 mar. 2022. YUDKOWSKY, R.; PARK, Y. S.; DOWNING, S. M. Assessment in health professions education. Londres: Routledge, 2019. ANEXOS 72 Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) – PMSUS Anexo 1 - Modelos da Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) Abaixo você encontrará os modelos de APA para as unidades curriculares de Práticas Médicas no SUS (PMSUS), Habilidades Médicas e Estações Clínicas (HM/EC) e Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS). 1) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de socialização das famílias (próprias e de outros colegas de grupo) em relação à apresentação da história clínica, identificação de necessidades de cuidado, articulação de equipamentos de saúde, atores e redes de apoio e criação de planos de cuidado? Justifique. 2) Como tem sido a construção de saberes do(a) estudante nas atividades de oficina (busca e análise de informações, compartilhamento de saberes, construção de novos significados)? Justifique. 73 3) Como tem sido a construção do e-portfolio na atividade curricular? (O portfólio demonstra o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? O que não aprendeu ou tem dúvidas? E que planos formulou para aprender o que não aprendeu? Qual sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador (a)? de suas atividades? Justifique. 4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? (Remeta-se ao Pacto realizado pelo grupo para responder este item.) Justifique. 5) Registro do plano de melhoria – recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à) estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas). 74 6) Conceito Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________ Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________ 75 Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) – Habilidades Médicas e Estações Clínicas (HM/EC) 1) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de OT – Oficinas Técnicas e nas atividades de Simulação da Prática médica (com paciente ator e/ou paciente virtual e/ou simulação realística)? Justifique. 2) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante relacionadas ao processo de aprender nas atividades de reflexão e teorização sobre as simulações da prática médica (produção da narrativa ou história clínica, levantamento de problemas e/ou necessidades de saúde, hipóteses, questões de aprendizado e produto de suas pesquisas para respondê-las – artigos, livros, etc.)? Justifique. 76 3) Como tem sido a construção do e-portfolio na atividade curricular? (O portfólio demonstra o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? O que não aprendeu ou sobre o que tem dúvidas? E que planos formulou para aprender o que não aprendeu? Qual sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador(a) de suas atividades? Justifique. 4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? Justifique. (Remeta-se ao pacto realizado pelo grupo para responder este item.) 5) Registro do plano de melhoria – recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à) estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas). 77 6) Conceito Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________ Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________ Insatisfatório – S/ Frequência ou em final de Ciclo de Aprendizagem 78 Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) - Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS) 1) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Síntese Provisória? (Na identificação, na explicação de problemas ou hipóteses explicativas por meio de compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação na elaboração de questões de aprendizagem?) Justifique. 2) Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Nova Síntese? (Como realizou a busca; como analisou as informações; como tem compartilhado seus aprendizados; e como tem sido a construção de novos significados?) Justifique. 79 3) Como tem sido a construção do e-portfolio na atividade curricular? (O portfólio demonstra o percurso de aprendizagem do estudante e suas reflexões? O que aprendeu? O que não aprendeu ou tem dúvidas? E que planos formulou para aprender o que não aprendeu? Qual sua autoavaliação? Avaliação de seu grupo? Avaliação do facilitador(a)? De suas atividades?) Justifique. 4) Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho? (Remeta-se ao Pacto realizado pelo grupo para responder este item.) Justifique. 5) Registro do plano de melhoria – recomendações e/ou sugestões individualizadas ao(à) estudante (indique ações, movimentos que o estudante pode realizar individualmente ou com auxílio do grupo e/ou facilitador para enfrentar suas dificuldades/lacunas). 80 6) Conceito Satisfatório - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Precisa melhorar - 1ªAF ( ) 2ªAF ( ) Assinatura do(a) docente(a)/facilitador(a) __________________________________________ Assinatura do(a) estudante _______________________________________________________ Insatisfatório – Por frequência (falta > 75%) ou em final de Ciclo de Aprendizagem 81 Anexo 2 O QUE COLOCAR NO PORTFÓLIO? Itens necessários: a. Memorial ou Narrativa de vida: No início do 1º semestre/ etapa, os estudantes deverão escrever, em uma lauda, sobre sua vida e fatos que o levaram a estar agora neste Curso de Medicina. b. Linha de base: A cada etapa/semestre, este item tem que trazer as suas expectativas por Unidades Curriculares. Estas expectativas serão revisitadas no final do semestre e avaliadas se foram ou não alcançadas e os porquês. c. Reflexões sobre as atividades educacionais: O portfólio deve organizar as reflexões do estudante sobre cada unidade curricular (UC), mas as integrando em torno das seguintes questões: Quais são as expectativas de aprendizagem acerca de cada unidade curricular? O que uma UC auxilia ou não no desempenho da outra? O que o estudante já sabe? O que está aprendendo? Quais fontes têm consultado para responder suas lacunas? O que não está aprendendo? Em que tem dúvidas? O que está fazendo com o que não está aprendendo ou tem dificuldades, está construindo planos de melhoria? Importante registrar reflexões e sentimentos sobre cada grupo ou espaço de aprendizagem de que esteja participando, inclusive Ligas e outros. d. Avaliações: Avaliações pessoais das atividades desenvolvidas, avaliação sobre o seu desempenho (autoavaliação), do seu grupo, dupla e sobre seu facilitador, e de toda comunidade escolar, caso queira. Atenção: não se corrige portfólio. Os facilitadores deverão apoiar a construção. 82 ONDE ELABORÁ-LO COMO O PORTFÓLIO SERÁ AVALIADO? Nossa proposta é que o portfólio seja elaborado em formato eletrônico (digital) e sugerimos a utilização de ferramentas como o Google sites, EndNote, Notion, dentre outras. O professor deverá solicitar que todos enviem o portfólio para ele, antes do dia do compartilhamento No dia do compartilhamento, o estudante deverá ter em mãos seu e-portfólio. Algumas perguntas orientadoras podem ajudar no acompanhamento dos portfólios e na identificação de evidências: O que você mais valoriza no seu portfólio? Como você organiza os documentos trabalhadosno curso e que considera relevantes? Como você utiliza os produtos das buscas (literatura) para fundamentar o pensamento crítico-reflexivo? Como você dialoga com seus saberes, com a literatura, qualificando as reflexões pessoais e oriundas do trabalho em grupos? Como você registra as reflexões sobre a trajetória no curso, com seu grupo, dupla, facilitador, as conquistas e aprendizagens realizadas? 83 AVALIAÇÃO DO FACILITADOR O facilitador deverá estar atento para a presença dos itens necessários. O Formato é pessoal, singular e subjetivo: pode ser um site, pode ser descritivo, pode ser mapa mental ou conceitual, pode ser descritivo etc. On-line: pede-se que os estudantes compartilhem os seus portfólios por 20 min, em duplas (pode até ser anterior à sessão de portfólio), e que respondam as perguntas orientadoras sobre o Portfólio do colega. O facilitador deverá considerar os itens necessários e utilizar dois conceitos: No meio do semestre: satisfatório ou precisa melhorar, com feedback individual, ou em dupla ou grupo, conforme avaliação do facilitador. Ao final do semestre, será atribuído o conceito satisfatório ou insatisfatório, com feedback individual alinhado com os pontos sinalizados na avaliação anterior. É importante destacar que, como o portfólio é um instrumento que reflete a trajetória do estudante no curso, seu conceito deve estar alinhado com as demais avaliações realizadas e com a autoavaliação do estudante. 84 Anexo 3 - Orientações sobre processo avaliativo para os professores do curso de medicina da Inspirali AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO D1 e D2 • Durante o período de avaliação, as aulas/atividades acadêmicas seguem mantidas, conforme calendário. • O professor TI da avaliação deve informar à Inspirali as datas das avaliações, para que o time de suporte da Inspirali possa apoiar no dia da realização das provas. • A prova é realizada em um único dia e horário para toda a turma, de acordo com o calendário oficial de avaliação. • Independente do momento da prova, a D1 deve abordar 50% das SPs/Oficinas do semestre. Portanto a D1 só deve acontecer após 50% das SPs/Oficinas serem processadas no semestre. A D2 deve abordar os outros 50% e não é cumulativa. • As questões das provas de Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS) e Práticas Médicas no SUS (PMSUS) devem ser formuladas pelos professores das etapas e cadastrada na plataforma de avaliação pelo professor da Unidade Curricular (UC), até 5 dias antes da prova, com o objetivo de garantir tempo hábil para validação, teste do ambiente e eventuais correções que se façam necessárias. • A avaliação cadastrada na plataforma de avaliação precisa ser validada por outro professor da UC, que irá conferir a formatação da prova e checar a resposta correta das questões, evitando possíveis equívocos que possam ocasionar o cancelamento do item. • As questões devem ter a resposta correta comentada e pelo menos uma referência bibliográfica que a valide. 85 • A prova é presencial e preferencialmente em ambiente digital, via Ulife, realizada sob supervisão docente, no dia e horário definido em calendário acadêmico. Composição da prova • Mínimo de 7 questões de múltipla escolha (QME) por Situação- Problema (NCS) ou Oficina (PMSUS) com cinco alternativas de respostas (A a E). • Uma questão dissertativa por SP ou Oficina. Conceitos de aprendizagem: Satisfatório: O estudante obterá o conceito Satisfatório quando acertar 70% ou mais nas questões objetivas, ou seja, se acertar ao menos 5 de 7 questões objetivas por situação-problema (SP) ou Oficina; e alcançar o conceito Satisfatório na questão discursiva. Caso o estudante obtenha conceito Satisfatório (S) nas questões objetivas e Precisa Melhorar (PM) nas discursivas ou vice-versa, o conceito final na avaliação da prova será Precisa Melhorar (PM). Neste caso, o estudante deverá elaborar o Plano de Melhoria, validar junto ao professor e participar da nova oportunidade de aceleração da aprendizagem, realizando o reteste conforme previsto em calendário acadêmico. Satisfatório com Excelência: O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) quando acertar 90% ou mais das questões objetivas e integralmente a questão discursiva por Situação-Problema ou Oficina que componha uma Avaliação de Desempenho (D1 ou D2). Para alcançar Satisfatório com Excelência em uma Avaliação de Desempenho, o estudante precisará obter SE em todas as Situações-Problema ou Oficinas da prova. Duração da prova O tempo total de prova será definido pelo professor da UC. 86 Feedback da avaliação • O feedback da avaliação é obrigatório; trata-se de um momento de discussão da prova e deve ocorrer até uma semana após a sua aplicação. Após o feedback, caso o estudante ainda tenha dúvidas ou discorde do gabarito da questão, este poderá entrar com recurso e solicitar revisão da questão. O prazo para solicitação de recurso é de 48 h após o feedback da avaliação, de acordo com os seguintes critérios: 1. utilizar formulário específico (Anexo 4); 2. informar a questão; 3. justificar com base na literatura (não serão aceitos materiais de blogs, sites e publicações livres ou não indexadas) o pedido de revisão; 4. inserir a referência bibliográfica utilizada na argumentação apresentada. • O processo de revisão da questão é conduzido pelo professor responsável pela unidade curricular, em até 15 dias úteis para resposta. O modelo de formulário de pedido de recurso de Avaliação de Desempenho encontra-se disponível no Anexo 4. O estudante tem direito a solicitar recurso das avaliações de desempenho cognitivo (D1, D2 e reteste). Reteste As avaliações de reteste seguem a mesma estrutura da avaliação regular (D1 e D2). Os estudantes realizam o reteste das SPs ou Oficinas que ficaram com o conceito Precisa Melhorar; e respondem a prova considerando o tipo de questão (questões objetivas e discursivas). Exemplos de possibilidades de realização do reteste: • O estudante que obtiver PM nas questões objetivas, de uma ou mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões objetivas. 87 • O estudante que obtiver PM na questão discursiva, de uma ou mais SP/Oficina, fará o reteste apenas das questões discursivas. • O estudante que obtiver PM nas duas situações citadas acima, fará reteste de questões objetivas e discursivas, da(s) SP(s)/ Oficinas(s) que não alcançou o conceito Satisfatório. • Os retestes serão aplicados sempre no semestre subsequente ao que o aluno tenha recebido o “Precisa Melhorar”, conforme previsto em Calendário Acadêmico e desde que o estudante esteja regularmente matriculado no curso de Medicina da IES. Para os estudantes da 4ª e 8ª etapas/semestres que não alcançaram o conceito Satisfatório na UC, os retestes poderão, excepcionalmente, ser aplicados no mesmo período. • Somente os estudantes que cumpriram no mínimo 75% da carga horária da Unidade Curricular poderão realizar a avaliação de reteste. Ausências no dia da avaliação • O estudante que não comparecer para realização da prova está automaticamente submetido ao reteste. Fraude e plágio • O estudante que tiver avaliação (formativa ou somativa) anulada por fraude receberá conceito Precisa Melhorar e estará automaticamente em reteste. • Se o estudante tiver a avaliação do reteste anulada por fraude receberá conceito Insatisfatório na mudança de ciclo e estará automaticamente retido e precisará cursar a UC novamente. • A constatação da ocorrência de plágio ou de comercialização (compra e/ou venda) de trabalhos acadêmicos e avaliações formativas e somativas, poderá acarretar ao estudante sanção administrativa prevista no Regimento Geral da Instituição. 88 1) Questão a ser analisada. Recurso de Avaliação de Desempenho (D1 e D2) Anexo 4 - Modelo de formulário para pedido de recurso de Avaliação de Desempenho (D1 e D2) 89 Deferido Indeferido 90 Mini-CEX NÃOSATISFAZ SATISFAZ SATISFAZ PLENAMENTE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Anamnese Usa efetivamente questões apropriadas para obter informações adequadas e acuradas. Obtém bem estruturada. Explora ideias, preocupações e expectativas do paciente. Habilidades de comunicação Estabelece vínculo. Responde apropriadamente a informações verbais e não verbais. Escuta e explora a perspectiva do paciente. Comunicação clara e efetiva (olha, escuta, interage). Exame clínico Realiza o exame físico de forma corretamente. Utiliza instrumentos diagnósticos de forma adequada. Demonstra sensibilidade às necessidades do paciente. Lava as mãos e utiliza medidas de Precauções Básicas. Raciocínio Clínico Procura informação relevante e diagnóstico diferencial. Gera hipóteses diagnósticas da hipótese diagnóstica aventada. Explica as razões do pedido de exames e dos tratamentos e considera o risco e benefício das ações diagnósticas. humanísticas Demonstra respeito e empatia. Estabelece uma relação de necessidades do paciente (conforto, Anexo 5 - Modelo de Mini-CEX NÃO OBSERVADO NÃO APLICÁVEL 91 Mini-CEX NÃO SATISFAZ SATISFAZ SATISFAZ PLENAMENTE 1 2 3 4 5 6 7 8 9 Orientações e Plano terapêutico (Habilidades de aconselhar paciente) Obtém consentimento do paciente, quando necessário para realizar exames ou procedimentos. Educa o paciente e orienta sobre medidas preventivas, promoção à saúde e plano terapêutico sempre que indicado. Explica sobre a história natural da doença e prognóstico quando indicado. Interpreta os resultados da investigação clínica e produz uma síntese coerente com a história e exame físico. Demonstra uma abordagem bem organizada para obter e oferecer informações Utiliza bem o tempo. Organização e priorização das ações durante o atendimento. Atendimento. Avaliação Geral da Competência Clínica Considere o atendimento observado como um todo e faça sua avaliação. Aqui, o que desejamos é o conceito global sobre o desempenho do estudante. NÃO OBSERVADO NÃO APLICÁVEL 92 AVALIAÇÃO EM AMBIENTES CONTROLADOS E NÃO CONTROLADOS DE APRENDIZAGEM Anexo 6 - Objective Structured Clinical Examination (OSCE) Define-se ambiente controlado de avaliação aquele cenário em que as variáveis estão potencialmente sob controle dos atores do processo avaliativo, previamente planejado e validado, minimizando as possíveis interferências não planejadas ou intercorrências que interfiram principalmente na validade e confiabilidade do método. As avaliações que ocorrem neste cenário, tanto formativas quanto somativas, são “estandardizadas”, com instrumentos propícios para se aferir ou gerar dados confiáveis sobre o desenvolvimento cognitivo, de habilidades ou atitudes dos estudantes, do curso e dos educadores. Como exemplo podemos citar os testes de múltipla escolha ou questões dissertativas, o teste de progresso, as avaliações formativas critério- referenciadas, diálogos de portfólio e o Objective Structured Clinical Examination (OSCE). Os ambientes não controlados são, por definição, relacionados aos cenários de vivência da prática profissional real, portanto sujeitos a interferências de baixo potencial de controle de quem planeja a avaliação, que são compostas por variáveis extremamente diversas do meio externo, sejam pessoas (que incluem pacientes e acompanhantes), ambientes, equipes etc., próprios da vivência real do mundo profissional. Tornam-se válidas e confiáveis por incorporarem justamente este universo não protegido e não “estandardizado”. São mais utilizadas para gerar dados sobre o desempenho ou performance profissional no contexto de sua complexidade intrínseca ou extrínseca. Como exemplos podemos citar o Mini Clinical Evaluation Exercise (Mini-CEX), One Minute Preceptor (OMP), dentre outros. 93 OBJECTIVE STRUCTURED, CLINICAL EXAMINATION (EXAME CLÍNICO OBJETIVO E ESTRUTURADO POR ESTAÇÕES) Antes de nos aprofundarmos especificamente no método de avaliação do desenvolvimento de Habilidades (e por que não conhecimento e atitudes?), mais aceito em educação em saúde, o Exame Clínico Objetivo e Estruturado por Estações (OSCE – Objective Structured, Clinical Examination), gostaríamos de citar alguns princípios básicos a serem considerados em todo processo avaliativo, em especial nesta modalidade: um único método de avaliação é falho; são necessários vários métodos e vários focos (ou dados) avaliativos para se atribuir competência, considerando o impacto dos resultados no educando, educador e no próprio planejamento do curso, adotando assim a perspectiva de Avaliação Programática; avaliações “estandardizadas” precisam ter o instrumento validado; a validade das avaliações reside principalmente nos avaliadores e não só no instrumento; a sustentabilidade da avaliação deve ser vista como um processo contínuo relacionado ao número crescente de dados e formas de avaliar, compondo um Sistema de Avaliação; a avaliação dirige e é parte do processo de aprendizagem; a avaliação dos avaliadores e o feedback são imprescindíveis; além da confiabilidade* e validade**, deve-se levar em conta o impacto educacional, a aceitabilidade, o custo, a factibilidade, e o todo levar à utilidade da avaliação. * A validade de um instrumento ou método de avaliação é a sua capacidade de avaliar, efetivamente, o “que” deve realmente ser avaliado. 94 A elaboração de um OSCE requer uma grande mobilização e envolvimento do grupo de avaliadores tanto para o planejamento quanto para a operacionalização, aplicação (incluindo o preenchimento do checklist por estação por estudante) e devolutiva. A literatura aponta que um número em torno de 10 estações garante maior confiabilidade na avaliação, porém a validade é extremamente dependente do avaliador. Pode-se utilizar casos elaborados que necessitem de um maior tempo de observação e desempenho do estudante (estações longas, com aproximadamente 30 minutos para cada estudante) ou casos curtos, focados nas habilidades objetivamente planejadas (estações curtas, com aproximadamente 8 minutos para cada estudante), a depender sempre “daquilo que se quer avaliar”, por exemplo, um ou mais processos ou procedimentos. Todos estes itens trazem preocupações na factibilidade deste tipo de avaliação. Um dos pontos mais sensíveis de todo o processo é sem dúvidas a validade, tendo em vista o prolongado tempo de aplicação e a interferência pessoal do avaliador, da subjetividade mesmo com o checklist, cansaço, disposição, fatores emocionais, empatia etc. Vários autores têm destacado também o custo, a operacionalização e a “artificialização” do comportamento dos estudantes determinados pelo checklist, como fatores que dificultam a aplicação de um bom OSCE. O OSCE continua sendo o método mais utilizado para avaliar a competência clínica em ambientes controlados, em especial os de simulação clínica de diversos níveis de fidelidade e complexidade, mas muitas adaptações têm causado interferências em sua utilidade. Sugere-se a realização de OSCE periodicamente, ao longo do currículo e do desenvolvimento de competências, durante a graduação, com a intencionalidade de aumentar a geração de dados da Avaliação Programática, para que possam ser utilizados na certificação da competência dos educandos a profissionais. Apesar de ter esta grande ênfase na graduação, é um método que tem sido cada vez mais utilizado nos exames de residência médica. (Texto elaborado a partir de capítulo de livro no prelo, escrito pelo Diretor Regional da Inspirali Prof. João Bizario, na íntegra em Bizario e Meninn – Editora Atheneu, BRANDÃO et al., 2022).Anexo 1 - Modelos da Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA)...................72 Anexo 2 - Portfólio Reflexivo.......................................................................................81 Anexo 3 - Orientações sobre processo avaliativo para os professores do Curso de Medicina da Inspirali....................................................................................84 Anexo 4 - Modelo de formulário para pedido de recurso de Avaliação de Desempenho (D1 e D2)...........................................................................................88 Anexo 5 - Modelo de Mini-CEX....................................................................................90 Anexo 6 - Objective Structured Clinical Examination (OSCE).................................92 INTRODUÇÃO À METODOLOGIA DA APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS REFERÊNCIAS.................................................................................................67 Referências recomendadas................................................................................68 ANEXOS........................................................................................................71 Anexo 1 - Modelos da Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA)...................72 Anexo 2 - Portfólio Reflexivo.......................................................................................81 Anexo 3 - Orientações sobre processo avaliativo para os professores do Curso de Medicina da Inspirali....................................................................................84 Anexo 4 - Modelo de formulário para pedido de recurso de Avaliação de Desempenho (D1 e D2)...........................................................................................88 Anexo 5 - Modelo de Mini-CEX....................................................................................90 Anexo 6 - Objective Structured Clinical Examination (OSCE).................................92 As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) de Medicina, aprovadas em 2014 pelo Ministério da Educação (MEC), têm o propósito de promover uma formação médica mais geral, humanista e crítica com capacidade para atuar nos diferentes níveis de atenção à saúde, com responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania, dignidade humana e saúde integral da população. Para atuarmos como docentes de uma IES de Medicina precisamos conhecê-la. Introdução à metodologia da aprendizagem baseada em problemas ser orientada pelas necessidades de saúde dos indivíduos e das populações; usar metodologias que privilegiem a participação ativa do estudante na construção do conhecimento e a integração dos conteúdos de ensino, pesquisa, extensão e assistência; promover a integração e interdisciplinaridade, aprendendo e ter a presença de ciências sociais e discussões em temas fundamentais para a formação ética do estudante, como a segurança do paciente e a diversidade na garantia de direitos sociais, debatendo questões de gênero, etnia, entre outras condições; prever a inserção do estudante na rede de serviços de saúde desde as séries iniciais da formação e ao longo de todo o curso, proporcionando ao estudante oportunidade de lidar com problemas reais, assumindo responsabilidades crescentes; ser capaz de proporcionar ao egresso a articulação de Saúde; II – Gestão em Saúde; e III – Educação em Saúde; As DCNs 2014 de Medicina definem que a formação médica deverá: atuando em equipes multiprofissionais; conhecimentos, habilidades e atitudes nas áreas: I – Atenção à 9 10 As DCNs 2014 determinam que 30% da carga horária do internato médico na graduação será desenvolvida na Atenção Básica, em que são solucionados 80% dos problemas de saúde dos cidadãos, e nos Serviços de Urgência e Emergência do SUS, respeitando-se o tempo otnemahnapmoca moc ossi oduT .sona siod ed otanretni o arap ominím acadêmico e técnico. Preveem também a existência de programas de desenvolvimento e aperfeiçoamento docente no interior dos cursos de Medicina e medidas de valorização da atividade docente; e a criação de programas que serão campos de prática e aprendizado, além de tratar de novos instrumentos para garantir uma integração ensino/serviço com mais segurança e qualidade. Articula as mudanças da graduação com as mudanças na Residência Médica. Assim o projeto pedagógico que fundamenta o Curso de Medicina da INSPIRALI trabalha colocando o estudante no centro do aprendizado, utilizando metodologias ativas, que visam um maior envolvimento dos estudantes e desenvolvimento de sua autonomia para a busca do conhecimento. Essas metodologias inovadoras baseiam-se nas recomendações relativas à Educação Médica Mundial contidas nos principais documentos produzidos nos últimos 25 anos. Dentre estes, destacam-se o “Saúde para Todos” (OMS, 1977); a Declaração de Alma Ata (OMS, 1978); Declaração de Edimburgo (OMS, 1988) e “Educação Médica nas Américas” (EMA, 1990). Esses documentos reúnem um conjunto de recomendações que otibmâ on adiuges res a oãçerid ad acreca ”sevahc-sotnop“ meutitsnoc da Educação Médica Mundial para este milênio. Nesse sentido, esse texto procura apontar 12 destes pontos mais importantes descritos por Venturelli (1996) e que irão caracterizar o modelo pedagógico a ser adotado pelo Curso de Medicina da INSPIRALI. permanentes de formação de profissionais dos serviços de saúde, 10 ed ossecorp on ovita o arap ovissap lepap od etnadutse od megassap a É ensino-aprendizagem. Desta forma, ao longo dos anos nas Instituições de Ensino Superior (IES) de Medicina, os estudantes se envolverão boa informação”, avaliá-la, e a desenvolver uma elevada capacidade analítica. 1. EDUCAÇÃO CENTRADA NO ESTUDANTE A situação atual nas Escolas Médicas não permite a integração; e a ideia de que se pode obtê-la apenas no internato (2 últimos anos do curso) não passa de um simples “desejo”. As disciplinas isoladas não permitem a aplicação das ciências básicas, que são aquelas que têm permitido o avanço da Medicina de forma mais marcante. Portanto, torna-se premente a necessidade de integrar as Ciências Básicas com a Clínica, de forma constante e durante todo o curso. 2. EDUCAÇÃO INTEGRADA E INTEGRADORA “Resolver Problemas” é o processo natural de aprendizagem da “vida real” de todo trabalhador, também é o caso de médicos e outros permite analisar situações. Os problemas, ao se estabelecer a análise como método permanente, oferecem um treinamento de busca das informações relevantes e da capacidade de analisá-las, possibilitando esperados para o contexto e para a realidade das condições de saúde. Os problemas passam a servir como “trampolim” que permite integrar e estudar segundo necessidades concretas, levando a resultados que 3. APRENDIZAGEM BASEADA EM PROBLEMAS num processo que lhes oferece uma aprendizagem significativa, que lhes permite aprender a usar o método científico, a encontrar “a profissionais de saúde. A aprendizagem de temas isolados não maior fixação da aprendizagem dentro dos padrões educacionais contemplam a realidade e que, portanto, são mais eficazes e eficientes. 11 11 O enfoque em problemas prioritários concede ao estudante o poder de análise dos componentes das situações de saúde. Quando o estudante se confronta com a realidade, o teor da informação deve ser “de boa qualidade”. O uso de problemas relevantes permite que o estudante aprenda a reconhecer padrões e modelos que são de maior utilidade do que a simples enumeração de informações a que ele é submetido na atualidade. Essa metodologia requer um esforço dos professores no sentido de propiciar modelos e cenários de ensino que permitam o trabalho e a aprendizagem em níveis adequados de complexidade e que sejam relevantes. Nesse sentido, o ambiente intra-hospitalar, que oferece um campo de ensino importante e de grande utilidade, não pode continuar sendo o tecnológico, a medicina praticada junto às comunidades, noprimeiro cobertura para a maioria dos problemas de saúde. 4. RELEVÂNCIA DE PROBLEMAS PRIORITÁRIOS EM DIVERSIDADE DE CENÁRIOS 5. AVALIAÇÃO FORMATIVA “VERSUS” SOMATIVA (SOMAÇÃO DE INFORMAÇÕES) terreno exclusivo para a formação profissional. Com o desenvolvimento nível de atenção, tende a alcançar um alto grau de eficiência e a dar A universidade deve ser o lugar onde o estudante adquire habilidades educacionais, profissionais, analíticas e de trabalho, ou seja, constrói um pensamento científico. Para tanto, a avaliação deve ter como objetivo ajudar o estudante a amadurecer e melhorar seu desempenho de forma constante. Nesse sentido, a avaliação necessita identificar suas qualidades e facilitar o processo de reconhecimento das suas lacunas de aprendizagem. Esse processo, no qual o docente é fundamental, leva o estudante a desenvolver habilidades reflexivas e analíticas, que lhe permitem planejar a correção de suas deficiências, assim como desenvolver novas estratégias de trabalho. 12 12 6. USO DE TEMPO “ELETIVO” 7. EQUILÍBRIO ENTRE CONHECIMENTOS, HABILIDADES E ATITUDES O sistema educacional atual não permite que os estudantes tenham seus próprios objetivos profissionais. Não há dúvidas de que, cada indivíduo tem seu estilo próprio de adquirir conhecimento. Estágios eletivos – escolhidos pelos estudantes, com significado pessoal – permitem que eles alcancem seus próprios objetivos e os coloca dentro do contexto do seu processo de desenvolvimento profissional. Podem ocorrer na mesma cidade onde está cursando Medicina, podem ser em outras IES de Medicina da nima, em uma outra região, cidade e estado do Brasil; e ainda podem ser em outros países. Os estágios eletivos são tempos de “estágio prático” que ocorrem durante o desenvolvimento do curso, devidamente normatizados pela instituição por meio de convênios, propiciando uma visão mais real da situação local e geral (do país) e do mundo onde os futuros médicos deverão atuar. O Currículo Integrado Baseado em Competências (CIBC) compreende o uso de conhecimento, comunicação, habilidades técnicas, raciocínio clínico, valores, ética, emoções e reflexões na prática clínica diária a serviço do indivíduo e da comunidade. As competências de conhecimento, habilidades e atitudes não têm sido consideradas como parte importante do processo educacional. Toda a ênfase está em torno da quantidade de informações. A informação é a mais efêmera de todo o processo educacional. Devemos acumular conteúdos significativos para o aprendizado da Medicina e para cada um dos aprendizes. 13 O Currículo Integrado Baseado em Competências (CIBC) compreende o uso de conhecimento, comunicação, habilidades técnicas, raciocínio clínico, valores, ética, emoções e reflexões na prática clínica diária a serviço do indivíduo e da comunidade. As competências de conhecimento, habilidades e atitudes não têm sido consideradas como parte importante do processo educacional. Toda a ênfase está em torno da quantidade de informações. A informação é a mais efêmera de todo o processo educacional. Devemos acumular conteúdos significativos para o aprendizado da Medicina e para cada um dos aprendizes. 13 8. SELEÇÃO DE CONHECIMENTOS ESSENCIAIS Os programas de ensino atuais não conseguem apresentar aquilo que é prioritário no processo de formação profissional. Torna-se muito difícil para os estudantes diferenciar o que é central do que é secundário, uma vez que seus “modelos”, os docentes, não conseguem estabelecer as prioridades em seus programas. Desta forma, não se pode esperar com tranquilidade que os futuros profissionais tenham essa habilidade, que é fundamental no sentido de tornar suas práticas mais eficazes e eficientes. Os métodos de ensino atuais não permitem considerar que a aprendizagem deve ser um processo contínuo e que deve ser desenvolvida constantemente. Isso acaba levando a uma sobrecarga de informações nos conteúdos programáticos das disciplinas e seus coordenadores “digladiam-se” constantemente no sentido de “ter mais tempo para se fazer a mesma coisa”. Esse é um problema que tem como fundo uma grave distorção na formação geral dos médicos que “recebem informações” e “conteúdos” disciplinares determinados por especialistas, de forma isolada, fragmentada e desarticulada. Articular o que se sente, se vê, se faz, com o que se lê, é o que nosso projeto pedagógico propõe. 14 Os futuros médicos devem reconhecer sua autonomia em seu processo ensino-aprendizagem; e assim, serão curadores de informações e práticas baseadas em evidências, que os auxiliarão a superar suas deficiências, suas lacunas de aprendizagem. O CIBC é centrado na busca ativa pelo conhecimento, interdisciplinaridade, integração teórico-prática e interação ensino-sociedade, trazendo o desenvolvimento da identidade profissional para o centro das atividades de aprendizado. 14 9. CAPACITAÇÃO DOCENTE EM HABILIDADES QUE VÃO ALÉM DA ESPECIALIDADE QUE EXERCEM metodologia educacional; avaliação; métodos de investigação; organização e planejamento institucional; métodos de comunicação audiovisual; desenvolvimento de projetos; desenvolvimento de programas educativos e de investigação baseados nas necessidades da população local, regional e nacional; princípios básicos dos processos administrativos; programas de qualidade; características, organização e funcionamento do Sistema de Saúde. Os docentes devem possuir uma visão global da profissão médica e não somente dominar os conhecimentos que o exercício de sua especialidade venha a requerer. Portanto, devem participar constantemente de programas de formação, desenvolvimento e capacitação em docência. Esse processo de formação e desenvolvimento docente deve incluir um amplo espectro de habilidades, conhecimentos, atitudes e atividades, tais como: humanismo e profissionalismo médicos; 15 15 10. FORTALECIMENTO DAS RELAÇÕES DA COMUNIDADE EDUCACIONAL DE APRENDIZAGEM 11. DESENVOLVIMENTO DA CAPACIDADE DE ANÁLISE E DE AVALIAÇÃO CRÍTICA No processo educativo atual, a necessidade imposta pela rotina de estudantes e professores impede que se criem “laços” de amizade na relação entre ambos, laços estes que tornam o processo de ensino/aprendizagem bem mais estimulante. Além disso, as turmas frequentemente envolvem dezenas de estudantes com práticas e aulas teóricas com salas repletas, dificultando ainda mais a relação e impossibilitando que haja um processo de troca mais interpessoal. Recomenda-se então que o processo de ensino se dê em grupos pequenos, aumentando a eficiência dos trabalhos, além de torná-los mais agradáveis e significativos. A capacidade de autoavaliação é uma habilidade que pode e deve ser adquirida nas primeiras etapas do processo de formação do jovem adulto. Ela permite manter os níveis de exigência pessoal em patamares elevados, além de desenvolver a habilidade de criticar seu próprio trabalho e melhorá-lo de forma constante. Evita-se com isso o “autocontentamento fácil”, que normalmente não corresponde à realidade. 16 17 12. USO DE GRUPOS PEQUENOS E DOCENTES FACILITADORES Esse método facilita o desenvolvimento do pensamento crítico. Nos grupos, o estudante consegue expressar suas ideias, e isso propicia que o docente possa realmente verificar o quanto o estudante sabe e consegue entender o assunto que está sendo trabalhado. Nessa situação, estudante e docente podem praticar um processo constante de avaliação formativa. O professor pode exercer, em toda a sua plenitude, o conjunto de papéis que envolvem o processo educacional, não se limitando apenas a “transmitir conhecimento”. COMO FAZEMOS NA INSPIRALI 19 O currículo integrado O currículo integrado, a utilização de metodologias ativas de ensino aprendizagem e a perspectiva processual da aquisição de competência são os referenciais utilizados para o desenvolvimento do Curso de Medicina na Inspirali. Nesse sentido, a matriz curricular articula unidades curricularestemáticas, simulações e práticas profissionais, por meio da aprendizagem orientada para a integração entre ensino e serviço no âmbito das Redes de Atenção à Saúde do SUS, ou seja, entre o trabalho em saúde e a escola médica. As bases dessa integração são: formação orientada por competências, abordagem construtivista da educação, articulação teoria-prática e avaliação programática, critério referenciada, formativa e somativa. O perfil do médico a ser formado apresenta três áreas de competência: Atenção à saúde; (II) Gestão em saúde; e (III) Educação em saúde. Esse desenvolvimento é progressivamente construído ao longo de três ciclos de dois anos cada, que promovem, aprofundam e mobilizam as capacidades que fundamentam a formação profissional em diversos cenários da prática profissional. O desenvolvimento de desempenhos que conformam as áreas de competência ocorre simultaneamente, ao longo dos ciclos, com progressão de domínio, acurácia e autonomia dos estudantes na prática médica. Na Atenção à Saúde, os princípios e competências gerais apontadas como fundamentais a serem proporcionadas pelo egresso são: 1 – o acesso universal e a equidade como direito à cidadania; 2 – a integralidade e humanização do cuidado; 3 – a qualidade na atenção à saúde; 4 – a segurança na realização de processos e procedimentos; 5 – a preservação da biodiversidade com sustentabilidade; 6 – a ética profissional; 7 – a comunicação; 8 – a promoção da saúde; 9 – o cuidado centrado na pessoa sob cuidado na família e na comunidade; e 10 – a promoção da equidade no cuidado adequado e eficiente à pessoa com deficiência. 20 A Gestão em Saúde visa à formação do médico capaz de compreender os princípios, diretrizes e políticas do sistema de saúde e de participar de ações de gerenciamento e administração para promover o bem- estar da comunidade, por meio das seguintes dimensões gerais: 1 – Gestão do Cuidado; 2 – Valorização da Vida; 3 – Tomada de Decisões; 4 – Comunicação; 5 – Liderança; 6 – Trabalho em Equipe; 7 – Construção participativa do sistema de saúde; e 8 – Participação social e articulada nos campos de ensino e aprendizagem das redes de atenção à saúde. Na Educação em Saúde, o graduando de Medicina da Inspirali deverá ser corresponsável pela própria formação inicial, continuada e em serviço, e pela sua autonomia intelectual e responsabilidade social, ao tempo em que se compromete com a formação das futuras gerações de profissionais de saúde, e ao estímulo à mobilidade acadêmica e profissional, tendo por objetivos: 1 – aprender a aprender; 2 – aprender com autonomia e com a percepção da necessidade da educação continuada; 3 – aprender interprofissionalmente; 4 – aprender em situações e ambientes protegidos e controlados ou em simulações da realidade; 5 – comprometer-se com seu processo de formação; 6 participar de programas de Mobilidade Acadêmica e Formação de Redes Estudantis; e 7 – dominar língua estrangeira. Na Inspirali, o perfil do médico é progressivamente construído ao longo de três ciclos de dois anos cada, que promovem, aprofundam e mobilizam as capacidades que fundamentam a formação profissional em diversos cenários da prática profissional. Vale destacar que o curso não é mais organizado por disciplinas, mas sim por Unidades Curriculares (UCs) que são trabalhadas de maneira integrada e articulada. As unidades curriculares são os componentes-chaves do curso, sendo vistas como unidades mínimas e indivisíveis dos currículos, possibilitando um pensamento mais complexo e sistêmico. As UCs abrangem todos os conteúdos, habilidades e competências relacionados a diferentes complexos temáticos, que anteriormente estavam dispersos em disciplinas ao longo do curso. Dessa forma, a cada semestre, o estudante tem a oportunidade de relacionar conteúdos, práticas reais, práticas simuladas de cada unidade curricular num processo de aprendizagem contextualizado, com grau de complexidade crescente e continuada, que fomenta a construção do conhecimento de forma autônoma pelos estudantes. 21 O currículo de Medicina da Inspirali é constituído de 12 Módulos Educacionais Integradores: da Prática, da Simulação da Prática e da Formação Geral. Cada Módulo tem a duração de 1 semestre/etapa. O 1º ao 4º módulo constituem o Ciclo I do currículo. O 5º ao 8º Módulo constituem o Ciclo II e o 9º ao 12º configuram o Ciclo III. Cada Módulo do Ciclo I possui duas Unidades Curriculares Relacionadas a Práticas em Cenários de Simulação (Necessidades e Cuidados em Saúde – NCS e Habilidades Médicas e Estações Clínicas – HM/EC), uma Unidade Relacionada à Prática em Cenários Reais, Práticas Médicas no SUS (PMSUS) e uma Unidade de Conhecimentos Gerais, Core Curriculum. A carga horária total de um Módulo corresponde à carga horária total do semestre/etapa. Cada Módulo do Ciclo II possui duas Unidades Curriculares Relacionadas a Práticas em Cenários de Simulação (Necessidades e Cuidados em Saúde – NCS e Habilidades Médicas e Estações Clínicas – HM/EC) e uma Unidade Relacionada à Prática em Cenários Reais, Práticas Médicas no SUS (PMSUS). A carga horária total de um Módulo corresponde à carga horária total do semestre/etapa. O internato médico, desenvolvido no Ciclo III, é elemento fundamental da formação profissional e ocorre em um período de dois anos letivos no final do Curso, integrando e consolidando a formação médica. As atividades do internato são realizadas em sistema de rodízio nos cenários de práticas relacionadas às Redes de Atenção à Saúde do município e região, em ambulatórios, Hospitais e Unidades Básicas de Saúde. O desenvolvimento nos ciclos é cumulativo (Quadro 1). A aquisição de competências alia-se ao processo de incorporação de valores éticos e humanísticos que se expressam em oportunidades de aprendizagem em cenários de prática que vivenciam a ciência com o cotidiano das pessoas, comunidades e serviços de saúde com os quais os estudantes e o curso como um todo interagem. 22 Legenda: (+) intensidade do grau de domínio, de acurácia e de autonomia no desenvolvimento de competência, sendo seis o valor máximo. A formação do profissional por perfil de competências considera o desenvolvimento crescente de capacidades, ou seja, a partir de uma série de atividades curriculares desenvolvidas que culminarão no desempenho esperado ao final do curso. Quadro 1 – Progressão do domínio e da autonomia no desenvolvimento de competências dos estudantes, segundo critérios de excelência ÁREAS DE COMPETÊNCIA CICLO I CICLO II CICLO III ATENÇÃO À SAÚDE GESTÃO EM SAÚDE EDUCAÇÃO EM SAÚDE 1º e 2º Módulo Etapa 3º e 4º Módulo Etapa 5º e 6º Módulo Etapa 7º e 8º Módulo Etapa 9º e 10º Módulo Etapa Internato 9º e 10º Módulo Etapa Internato ++ + ++ ++ +++ ++ +++ ++ +++ ++++ +++++ ++++++ ++++ +++++ ++++++ ++++ +++++ ++++++ 23 Organização do currículo em atividades curriculares GRUPOS TUTORIAIS APRENDIZAGEM BASEADA EM EQUIPES (TEAM BASED LEARNING) E SALA DE AULA INVERTIDA (SAI) A operacionalização dos conteúdos modulares da 1ª à 8ª etapa (ou semestre) é feita através das seguintes atividades: Tutoriais em pequenos grupos; Aulas/conferências e/ou sessões de TBL – Aprendizagem por Equipes; Interação ensino – serviços – comunidade; Habilidades e atitudes (informações em saúde, comunicação, habilidades clínicas e cirúrgicas); Práticas em laboratórios; e Disciplinas de Conhecimentos Gerais. Compostos por cerca de 15 estudantes e um tutor, com sessão de cinco horas de duração, uma vez por semana, com processamento de problemas relacionados ao processo saúde-doença. Com quatro horas de duração e em uma vez por semana, as sessões são realizadas por professores do curso, sempre sobre temas que estão sendo abordados pelos estudantes nos grupos tutoriais e nas Habilidades Médicas/Estações Clínicas. Têm a finalidade de contribuir para a sistematização de conteúdos, aplicação em situações clínicas reais e indicação de meios paraajudar na análise dos problemas abordados. Acontecem de forma alternada entre sessões interativas de TBL (Team Based Learning ou Aprendizagem Baseada em Equipes) e Sala de Aula Invertida (Flipped Classroom). 24 PRÁTICAS MÉDICAS NO SUS – PMSUS PRÁTICAS EM LABORATÓRIO HABILIDADES MÉDICAS E ESTAÇÕES CLÍNICAS (HM/EC) Essa unidade curricular propõe-se a integrar teoria e prática, priorizando o enfoque biopsicossocial-bioético. Possui CH total semanal de 6h, organizada em duas atividades curriculares: 4h de prática supervisionada no SUS e 2h de reflexão sobre a prática. É realizada através de grupos de estudo e atividades supervisionadas nos serviços de saúde, integrando com equipes multiprofissionais da Secretaria de Saúde do Município, adotando a metodologia problematizadora e de investigação científica. Os campos de atuação são os ambientes comunitários, as equipes do Programa Saúde da Família, os serviços de saúde de primeiro nível de atenção, de segundo nível (UPAs) e de terceiro nível (Hospitais Conveniados). São realizadas nos laboratórios específicos de treinamento de habilidades e simulação realística. É seguido um programa vertical, associado aos temas das Unidades Curriculares, incluindo (a) habilidades de comunicação profissional-paciente; (b) semiologia e propedêutica clínica; (c) técnicas e procedimentos clínicos; (d) profissionalismo e desenvolvimento de atitudes profissionais e pessoais; (e) trabalho e relação com equipes; (f) informática e tecnologia médica. São distribuídas no decorrer dos seis anos, associadas aos temas e conteúdo das Unidades Curriculares, com maior concentração nos anos iniciais do curso médico, contemplando práticas de Morfologia (Anatomia Humana, Histologia, Embriologia), Bioquímica, Farmacologia, Fisiologia, Patologia Geral e Anatomopatologia, Análises Clínicas (Hematologia, Imunologia, Parasitologia, Microbiologia), Propedêutica (métodos gráficos, radiologia, dentre outros). INSPIRALI | MEDICINA 1º MÓDULO 2º MÓDULO 3º MÓDULO 4º MÓDULO 5º MÓDULO 6º MÓDULO 7º MÓDULO 8º MÓDULO 9ª ETAPA ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS ROTATIVOS (INTERNATO) 10ª ETAPA ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS ROTATIVOS (INTERNATO) 11ª ETAPA ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS ROTATIVOS (INTERNATO) 12ª ETAPA ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS ROTATIVOS (INTERNATO) NCS 1 – Necessidades e Cuidados em Saúde 1 (Complexos Temáticos: Introdução ao Estudo da Medicina, Concepção e Formação do Ser Humano, Metabolismo) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 180H TOTAL - 260H HM/EC 1- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 1 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 80H TOTAL - 120H PMSUS 1 – Práticas Médicas no SUS 1 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 80H TOTAL - 120H CORE 1 – Core Curricullum 1 – Metodologia Científica TEÓRICA - 40H CORE 2 – Core Curricullum 2 – Antropologia na Saúde TEÓRICA - 40H PMSUS 2 – Práticas Médicas no SUS 2 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 80H TOTAL - 120H HM/EC 2- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 2 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 80H TOTAL - 120H NCS 2 – Necessidades e Cuidados em Saúde 2 (Complexos Temáticos: Funções Biológicas; Mecanismos de Agressão e Defesa; Abrangência das Ações de Saúde) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 180H TOTAL - 260H NCS 3 – Necessidades e Cuidados em Saúde 3 (Complexos Temáticos: Nascimento, Crescimento de Desenvolvimento; Percepção, Consciência e Emoção; Processo de Evelhecimento TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 180H TOTAL - 260H HM/EC 3- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 3 PRÁTICA - 80H PMSUS 3 – Práticas Médicas no SUS 3 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 80H TOTAL - 120H CORE 3 – Core Curricullum 3 – Projeto Interdisciplinar 1 TEÓRICA - 40H CORE 4 – Core Curricullum 4 – Projeto Interdisciplinar 2 TEÓRICA - 40H PMSUS 4 – Práticas Médicas no SUS 4 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 80H TOTAL - 120H HM/EC 4- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 4 PRÁTICA - 80H NCS 4 – Necessidades e Cuidados em Saúde 4 (Complexos Temáticos: Proliferação Celular e Onco- gênese; Saúde da Mulher, Sexualidade e Planejamento Familiar; Intoxicações, Meio Ambiente e Saúde) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 180H TOTAL - 260H NCS 5 – Necessidades e Cuidados em Saúde 5 (Complexos Temáticos: Dor; Manifestações Abdominais; Diarréias, Vômitos e Icterícias; Febre, Inflamação e Infecção) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 180H TOTAL - 260H HM/EC 5- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 5 PRÁTICA - 80H PMSUS 5 – Práticas Médicas no SUS 5 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 240H TOTAL - 280H PMSUS 6 – Práticas Médicas no SUS 6 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 240H TOTAL - 280H HM/EC 6 - Habilidades Médicas e Estações Clínicas 6 PRÁTICA - 80H NCS 6 – Necessidades e Cuidados em Saúde 6 (Complexos Temáticos: Saúde Mental; Perda de Sangue; Fadiga, Perda de Peso e Anemias) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 180H TOTAL - 260H NCS 7 – Necessidades e Cuidados em Saúde 7 (Complexos Temáticos: Locomoção e Preensão; Distúrbios Sensoriais, Motores e da Consciência; Dispnéia, Dor Torácica e Edema) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 140H TOTAL - 220H HM/EC 7- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 7 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 120H TOTAL - 160H PMSUS 7 – Práticas Médicas no SUS 7 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 240H TOTAL - 280H PMSUS 8 – Práticas Médicas no SUS 8 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 240H TOTAL - 280H HM/EC 8- Habilidades Médicas e Estações Clínicas 8 TEÓRICA - 40H PRÁTICA - 120H TOTAL - 160H NCS 8 – Necessidades e Cuidados em Saúde 8 (Complexos Temáticos: Desordens Nutricionais e Metabólicas; Manifestações Externas das Doenças e Iatrogenias; Emergências) TEÓRICA - 80H PRÁTICA - 140H TOTAL - 220H Saúde da Criança I PRÁTICA - 240H Saúde da Criança II PRÁTICA - 240H Saúde do Adulto I PRÁTICA - 240H Saúde do Adulto II PRÁTICA - 240H Saúde da Mulher I PRÁTICA - 120H Saúde da Mulher II PRÁTICA - 120H Saúde da Família e Comunidade I PRÁTICA - 240H Saúde da Família e Comunidade II e Saúde Coletiva PRÁTICA - 240H Urgências e Emergências no Adulto PRÁTICA - 240H Saúde Mental e Saúde do Idoso PRÁTICA - 240H Urgências e Emergências na Mulher e na Criança PRÁTICA - 240H Optativo PRÁTICA - 240H CARGA HORÁRIA: 540H CARGA HORÁRIA: 540H CARGA HORÁRIA: 500H CARGA HORÁRIA: 500H CARGA HORÁRIA: 620H CARGA HORÁRIA: 620H CARGA HORÁRIA: 640H CARGA HORÁRIA: 640H CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H CARGA HORÁRIA: 720H TOTAL DOS MÓDULOS: 4640H TOTAL DO INTERNATO: 2880H TOTAL DO CURSO: 7520H ATIVIDADES COMPLEMENTARES (5% CH TOTAL): 360H TOTAL GERAL: 7880H Cada módulo corresponde a um 1 semestre (6 meses) Mais detalhes sobre a matriz curricular podem ser obtidas com a Coordenação do Curso SISTEMA DE AVALIAÇÃO 27 Aspectos gerais A avaliação do processo de ensino-aprendizagem deve ser contínua, dialógica, ética, democrática e corresponsável. O Sistema de Avaliação do Curso de Medicina da Inspirali é critério referenciado e programático, formado por um conjunto de instrumentos coerentes com os princípios do Projeto Pedagógico do Curso (PPC); e para cada unidade curricular estão programadas avaliações somativas e formativas de desempenho do estudante. Desta forma, o desempenho do estudante é verificado em cada etapa/semestre e ao longo da formação acadêmica, sendo possível acompanhar seu desenvolvimento na articulação dos recursos cognitivos, psicomotores e afetivos em diferentes atividades de ensino-aprendizagem, como casos clínicos, situações reais ou simuladas do ambiente profissional, dentre outras. No currículo da Inspirali, a avaliação segue as premissas de uma Avaliação Programática e está ancorada nos seguintes princípios: (i) contínua, dialógica, ética, democrática e corresponsável; (ii) critério- referenciada, conforme os objetivos do curso e o perfil de competência estabelecido para o profissional médico a ser formado; (iii) diagnóstica, formativa e somativa. Conforme proposto por Troncon (2016), a Avaliação Programática envolve um conjuntode ações diversificadas, mas coordenadas, que se desenvolvem em diferentes momentos, compondo um verdadeiro programa de avaliação, que tem como meta colocar em prática as várias funções de um processo avaliativo, beneficiando desta forma todos os envolvidos. Uma avaliação é critério-referenciada quando os objetivos e o perfil de competências desejados são utilizados como critérios ou referências para a avaliação de produtos e resultados. Nesta proposta de avaliação busca-se identificar o desempenho do estudante na realização de uma determinada atividade e a capacidade de demonstrar a aquisição de conhecimento, habilidade ou competência, como, por exemplo, de realizar o exame físico do paciente ou descrever o conhecimento fisiopatológico de uma enfermidade. A avaliação critério-referenciada difere da normo-referenciada, uma vez que não se estabelece uma classificação/ranking de desempenho 28 entre os educandos, pois o esforço educacional é direcionado para que todos alcancem o perfil de competência. Na Inspirali, o desempenho acadêmico de cada estudante é analisado de forma individual e contínua, permitindo acompanhar o deslocamento de cada estudante(a) em relação ao seu próprio processo de aprendizagem e ao longo da sua formação. Para a avaliação da aprendizagem do estudante no Curso de Medicina, em cada unidade curricular estão programadas avaliações com caráter diagnóstico, formativo e somativo, nas quais o rendimento acadêmico é avaliado mediante a atribuição de conceitos. O caráter diagnóstico do processo de avaliação assegura a gestão da qualidade do ensino e da aprendizagem, trazendo subsídios para proporcionar melhorias nas ferramentas didáticas e eventuais ajustes no conteúdo programático ou mesmo na estrutura curricular. Além disso, identifica os estudantes que requerem algum suporte individualizado em seu processo de aprendizagem. Na Inspirali, a avaliação diagnóstica é realizada de forma institucional sob a curadoria e gestão da equipe acadêmica, de acordo com cronograma preestabelecido, como, por exemplo, o Teste de Progresso Individual. A avaliação formativa é contínua; tem como objetivo ajudar o estudante a reconhecer suas potencialidades e a identificar as competências que ainda precisam ser aprimoradas ao longo das etapas de sua formação acadêmica. A avaliação formativa provê feedback apreciativo construtivo para o estudante, durante ou após uma atividade curricular. As atividades avaliativas formativas devem ser consideradas de forma longitudinal, ou seja, ao longo da trajetória de aprendizagem do estudante e em todos os ciclos de formação; e são registradas na Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA). Servem de subsídio para essa avaliação as observações e registros dos professores sobre a participação dos estudantes nas aulas, os Feedbacks apreciativos que ocorrem após uma atividade curricular (como na seção de tutoria, na reflexão da prática e na simulação com atores) e o portfólio reflexivo elaborado pelos estudantes. 29 A avaliação formativa deve instigar o estudante a desenvolver e construir planos de melhoria contínua durante todo o seu processo de ensino e aprendizagem, o que deve ser documentado em seu e-portfólio reflexivo. A avaliação Formativa estruturada da Inspirali compreende os seguintes elementos: Autoavaliação: cada estudante avalia o próprio desempenho nas atividades de ensino-aprendizagem, com o intuito de desenvolver o senso de autocrítica e de responsabilidade pela aprendizagem, avaliando seus conhecimentos, habilidades, atitudes e ética profissional individualmente, mas também como participante do grupo. Avaliação interpares: atividade que envolve feedback do colega que observou a execução de determinada ação e a escuta ativa de quem a executou, permitindo a aprendizagem a partir da observação. Avaliação pelo professor/facilitador: relato do desempenho dos discentes em suas atividades, reforçando comportamentos positivos, apontando fragilidades – um incentivo à reflexão crítica e o aprendizado auto conduzido, auxiliando o estudante a melhorar seu desempenho –, devendo ser: a. assertivo e específico, indicando com clareza e objetividade os desempenhos adequados e aqueles que o estudante pode melhorar; b. descritivo, de modo a evitar julgamento de comportamentos; c. respeitoso em relação às opiniões e ao consenso compartilhado; d. oportuno, em ambiente reservado e o mais próximo da situação ou comportamento que o motivou. Portfólio reflexivo: documento de avaliação que deve ser elaborado pelo estudante, com registro do seu processo de aprendizagem, desempenhos alcançados, dificuldades encontradas e plano de melhoria para lidar com elas. Item obrigatório do sistema de avaliação de nosso projeto pedagógico, que desenvolve autonomia, a aprendizagem significativa e ativa, bem como a competência de “aprender a aprender”. Portfólio reflexivo: documento de avaliação que deve ser elaborado pelo estudante, com registro do seu processo de aprendizagem, desempenhos alcançados, dificuldades encontradas e plano de melhoria para lidar com elas. Item obrigatório do sistema de avaliação de nosso projeto pedagógico, que desenvolve autonomia, a aprendizagem significativa e ativa, bem como a competência de “aprender a aprender”. 30 A avaliação somativa é uma avaliação focada no desempenho dos estudantes nas atividades educacionais de determinado período. Tem a finalidade de avaliar o aspecto cognitivo, psicomotor e afetivo, tornando visíveis a aquisição de conhecimento sobre temáticas específicas e o desenvolvimento de competências. O desempenho observado é comparado aos critérios referenciados pelos objetivos de aprendizagem do projeto pedagógico do curso e os resultados são expressos mediante conceitos qualitativos. A avaliação somativa da Inspirali compreende os seguintes elementos: a. Avaliação com testes de múltipla escolha e questões discursivas: avaliação de conhecimento, relacionada às situações-problema discutidas e às temáticas desenvolvidas durante o semestre, sempre alinhadas aos critérios e perfil de competência definidos no PPC do curso. As questões discursivas são aquelas em que o candidato precisa discorrer sobre a resposta em forma de texto. Também chamada de questão aberta ou dissertativa, esse tipo de pergunta desafia o aluno a ler, compreender, assimilar seus conhecimentos e organizá-los em um texto coeso. b. Avaliação prática: avaliação baseada em desempenho clínico, onde se propõe acompanhar o desenvolvimento de habilidades, conhecimentos, atitudes e competências para a prática médica, com ênfase em habilidades de comunicação interpessoal e procedimentos desenvolvidos na atenção primária, especializada e hospitalar. As avaliações de desempenho são diretamente observadas e podem se dar por meio de situações simuladas (OSCE) ou em Cenários Reais de Prática (Mini-CEX e “Long Case” CEX). c. Apresentações de trabalhos em grupo: atividade aplicada no decorrer ou ao final de uma unidade curricular que visa sistematizar a experiência de aprendizado (core curriculum e Saúde Baseada em Evidências – SBE). d. Relatório executivo: atividade individual ou em grupo que visa descrever/registrar a experiência de aprendizado ao longo de uma atividade ou unidade curricular (core curriculum e Saúde Baseada em Evidências – SBE). 31 Figura 1 – Representação esquemática do Modelo de Avaliação da Inspirali. A figura apresentada a seguir sintetiza os princípios e formas da avaliação na Inspirali. • Integral • Conceitos de Aprendizagem • Competências • Objetivos de Aprendizagem Programática, Critério- referenciada e formativa, considera a avaliação do estudante como um processo participativo e corresponsável. • Orientada • Apreciativa • Participativa • Coerente com ciclo de aprendizagem • Diferentes instrumentos • Feedback • Autoavaliação • Apreciativa • Construtiva • Contínua • Progressão • Retenção • Gestão e qualidadedo ensino • Valida o currículo, curso e formação • Autogestão da aprendizagem • Validade e Confiabilidade • Progressão/Retenção • Habilidades • Competências CRITÉRIO- REFERENCIADA PRINCÍPIOS CONTÍNUA E DIALÓGICA AVALIAÇÃO PROGRAMÁTICA DA INSPIRALI FORMATIVA SOMATIVA DIAGNÓSTICA 32 RESULTADOS DAS AVALIAÇÕES: CONCEITOS DE APRENDIZAGEM Os conceitos de aprendizagem são atribuídos a partir da análise dos desempenhos observados e o perfil de competência esperado, como proposto no modelo de avaliação critério-referenciada, para o semestre/etapa. Os conceitos utilizados são os seguintes: Satisfatório com Excelência (SE): desempenho que alcançou a excelência no perfil de competência esperado nas avaliações somativas e formativas. Satisfatório (S): desempenho considerado coerente com o perfil de competência esperado. Esse conceito pode ser empregado em avaliações formativas e somativas. O conceito Satisfatório permite a progressão do estudante no curso. Precisa Melhorar (PM): desempenho que não alcançou o resultado esperado em avaliações formativas e somativas para o qual deve ser formulado um Plano de Melhoria. O conceito Precisa Melhorar não impede a progressão do estudante dentro do ciclo de aprendizagem vigente, contudo, nos fechamentos de ciclo (Mudança do Ciclo I para o Ciclo II ao final do 4º semestre/etapa; Mudança do Ciclo II para o Ciclo III ao final do 8º semestre/etapa; e o fechamento do Ciclo III, ao final do 12º semestre/etapa), os estudantes que não alcançaram os resultados almejados nos planos de melhoria podem ser retidos. Dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem, o estudante com conceito Precisa Melhorar seguirá no seu histórico com status “a cursar”¹ na unidade curricular, até que demonstre deslocamento para o conceito Satisfatório, por meio das oportunidades de aceleração de aprendizagem previstas no Projeto Pedagógico do Curso. Insatisfatório (I): desempenho que não alcançou o resultado esperado ao final de um ciclo de aprendizagem e após as devidas oportunidades de reavaliação. O Conceito Insatisfatório também é atribuído ao estudante que não cumpre o percentual obrigatório de presença (75%) e estará automaticamente reprovado no semestre/etapa independentemente dos resultados das avaliações realizadas. ¹Em fase de ajuste no sistema para “cursado com pendência” 33 INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Para cada unidade curricular estão programadas avaliações formativas e somativas de desempenho do estudante, conforme quadro a seguir. Quadro 2 – Avaliações formativas e somativas de desempenho do estudante. UNIDADE CURRICULAR AVALIAÇÃO FORMATIVA AVALIAÇÃO SOMATIVA Necessidades e Cuidados em Saúde (NCS) Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) + Portfólio Reflexivo + Feedback apreciativo contínuo Avaliação de Desempenho (D1 e D2) Práticas Médicas no SUS (PMSUS) Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) + Portfólio Reflexivo + Feedback apreciativo contínuo Avaliação de Desempenho (D1 e D2) Habilidades Médicas/Estações Clínicas (HM/EC) Saúde Baseada em Evidências (SBE) Habilidades cirúrgicas Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) + Portfólio Reflexivo + Feedback apreciativo contínuo HM/EC – Avaliação de Desempenho Prático (D) SBE – Avaliação de Desempenho (D) ou Relatório executivo Habilidades cirúrgicas – Avaliação de Desempenho (D) e Avaliação de Desempenho Prático (D) Core Curriculum Apresentações de trabalhos em grupo e/ ou Relatório executivo e/ou avaliação de aprendizagem --- 35 AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE APRENDIZAGEM (APA) Esta avaliação visa a reflexão do processo de aprendizagem: a autoavaliação dos estudantes, a avaliação do estudante com seus pares e grupo e a avaliação do facilitador. Nesta atividade, reflete-se sobre o deslocamento alcançado pelo estudante, partindo de sua linha de base: potências e desafios para trabalhar em grupo e o alcance das competências propostas para determinada atividade das Unidades Curriculares (UC). Avalia-se o deslocamento do próprio estudante e não o dele em relação aos outros. Portanto, é uma avaliação formativa e gera Plano de Melhoria para os próximos períodos. Sendo formativa e somativa somente no final dos ciclos (4ª e 8ª etapas). No formato de avaliação, são incluídos os seguintes domínios, conforme UC: i. ii. iii. iv. v. Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de simulação da prática médica (UC HM/EC); Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante relacionadas ao processo de aprender nas atividades de reflexão e teorização sobre as simulações da prática médica (UC HM/EC); Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Síntese Provisória? (Na identificação, na explicação de problemas ou hipóteses explicativas por meio de compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação na elaboração de questões de aprendizagem.) Justifique (todas UC). Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Nova Síntese? (Como realizou a busca; como analisou as informações; como tem compartilhado seus aprendizados, e como tem sido a construção de novos significados e síntese.) Justifique (todas UC). Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho (todas UC)? 34 Esta avaliação visa a reflexão do processo de aprendizagem: a autoavaliação dos estudantes, a avaliação do estudante com seus pares e grupo e a avaliação do facilitador. Nesta atividade, reflete-se sobre o deslocamento alcançado pelo estudante, partindo de sua linha de base: potências e desafios para trabalhar em grupo e o alcance das competências propostas para determinada atividade das Unidades Curriculares (UC). Avalia-se o deslocamento do próprio estudante e não o dele em relação aos outros. Portanto, é uma avaliação formativa e gera Plano de Melhoria para os próximos períodos. Sendo formativa e somativa somente no final dos ciclos (4ª e 8ª etapas). No formato de avaliação, são incluídos os seguintes domínios, conforme UC: Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades de simulação da prática médica (UC HM/EC); Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante relacionadas ao processo de aprender nas atividades de reflexão e teorização sobre as simulações da prática médica (UC HM/EC); Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Síntese Provisória? (Na identificação, na explicação de problemas ou hipóteses explicativas por meio de compartilhamento do seu conhecimento prévio e sua participação na elaboração de questões de aprendizagem.) Justifique (todas UC). Como tem sido a construção de capacidades do(a) estudante nas atividades da Nova Síntese? (Como realizou a busca; como analisou as informações; como tem compartilhado seus aprendizados, e como tem sido a construção de novos significados e síntese.) Justifique (todas UC). Como tem sido o cumprimento dos pactos de trabalho (todas UC)? 35 Como tem sido a construção do e-portfólio: reflete sobre cada cenário? (Simulações de trabalho em grupo? Avalia o grupo? Seu colega de simulação? Faz autoavaliação? Demonstra seu aprendizado? Suas necessidades educacionais? Indica o esforço que está fazendo para melhorar e sanar suas lacunas?) (Todas UC). As recomendações e/ou sugestões para o estudante (Plano de Melhoria) deverão ser claras e diretas e construídas e pactuadas com o aluno (Todas UC). E o conceito acordado, que poderá ser: Satisfatório ou Precisa Melhorar. O conceito Insatisfatório será atribuído quando a frequência for inferior a 75% ou no final do ciclo (4ª e 8ª etapa), quando não houve deslocamento dos estudantes para os itens que precisava melhorar. Deverá ser levado em consideração nas APA os conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e ética do estudante. vi. vii. viii. Mais informações sobre a Avaliação do Processo de Aprendizagem (APA) estão disponíveis no Anexo1. PORTFÓLIO REFLEXIVO A atividade de portfólio se constitui como um espaço de diálogo entre facilitador e estudantes para reflexão sobre aprendizagens e realizações, com base nas atividades vivenciadas e disparadas a partir dos temas abordados em determinados momentos do curso. As produções e realizações representam a trajetória individual de aprendizagem de cada participante relacionada ao objeto e objetivos do curso. O principal propósito do portfólio é utilizar a reflexão individual para potencializar o aprendizado, por meio da integração de saberes aprendidos em todas as atividades curriculares. A complexa atividade médica ganha um olhar de integralidade. O estudante deve ser provocado a integrar as suas ações, vivências e conhecimento. A se perguntar: O que eu estou aprendendo no NCS me ajudará em que nas ações em UBS e nas simulações? Como eu estou me relacionando com 36 meu grupo? Com meu facilitador? Com a minha dupla? Com as equipes da UBS? Em que isso facilita ou não meu aprendizado? Como posso fazer para vencer minhas dificuldades pessoais e lacunas? A compreender os determinantes sociais da saúde e o processo saúde- doença. A produção do portfólio é uma atividade formal do curso e componente de avaliação presencial e à distância de acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem. Desta forma, faz parte da avaliação formativa e propicia o estabelecimento de Planos de Melhoria quando são identificadas áreas que requerem atenção ou desafios de superação ou aprofundamento. A elaboração do portfólio atende as normativas das Diretrizes Curriculares de 2014 do MEC e sua produção e entrega são obrigatórias. Assim, o estudante que não entregar o portfólio terá, automaticamente, o conceito “Precisa Melhorar” nas unidades curriculares que o requerem. Mais informações sobre o Portfólio Reflexivo estão disponíveis no Anexo 2. AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO (D1 E D2) As Avaliações de Desempenho (D1 e D2) que ocorrem nas Unidades Curriculares (UC) de Necessidade e Cuidados em Saúde (NCS) e em Práticas Médicas no SUS (PMSUS) são compostas, no mínimo, por 07 questões objetivas e 01 questão discursiva por Situação-Problema (SP) ou por Oficina. O conteúdo abordado nesta avaliação é de acordo com o semestre/ etapa do curso. Independentemente do momento da prova, a D1 deverá abordar 50% das SPs/oficinas do semestre. Dessa forma, a D1 só deverá acontecer após 50% das SPs/oficinas terem sido processadas no semestre. A D2 deverá abordar os outros 50% e não é cumulativa. A prova é presencial e preferencialmente em ambiente digital, realizada sob supervisão docente, no dia e horário definidos em calendário acadêmico. Mais informações sobre a realização da avaliação estão disponíveis no Anexo 3. 37 As questões das avaliações são elaboradas e corrigidas como base em referências bibliográficas previstas nas bússolas e/ou indicadas pelo docente; e são apresentadas no momento de feedback da avaliação. Satisfatório: O estudante obterá o conceito Satisfatório quando acertar 70% ou mais nas questões objetivas, ou seja, se acertar ao menos 5 de 7 questões objetivas por Situação-Problema (SP) ou Oficina; e alcançar o conceito Satisfatório na questão discursiva. Caso o estudante obtenha conceito Satisfatório (S) nas questões objetivas e Precisa Melhorar (PM) nas discursivas ou vice-versa, o conceito final da prova será Precisa Melhorar (PM). Neste caso, o estudante deverá elaborar o Plano de Melhoria, validar junto ao professor e participar da nova oportunidade de aceleração da aprendizagem, realizando o reteste conforme previsto em calendário acadêmico. O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) quando acertar 90% ou mais das questões objetivas e integralmente a questão discursiva por Situação-Problema ou Oficina que componha uma Avaliação de Desempenho (D1 ou D2). Para alcançar Satisfatório com Excelência em uma Avaliação de Desempenho, o estudante precisará obter SE em todas as Situações-Problema ou Oficinas da prova. Vale ressaltar que as Avaliações de Desempenho de NCS e PMSUS ocorrem no meio do semestre/etapa (D1) e no final do semestre/etapa (D2); e as avaliações práticas de HM/EC ocorrem no final do semestre/etapa. O período de avaliação das atividades do Core Curriculum (Ciclo I) fica a critério do professor. O estudante que tiver avaliação (formativa ou somativa) anulada por fraude ou plágio receberá conceito Precisa Melhorar, terá que pactuar um Plano de Melhoria atitudinal e estará automaticamente em reteste. O feedback apreciativo da avaliação é uma atividade obrigatória, trata-se de um momento de discussão da prova e deverá ocorrer até uma semana após a sua aplicação. Após o feedback, caso o estudante ainda tenha dúvidas ou discorde do gabarito da questão, ele poderá 38 entrar com recurso e solicitar revisão. O prazo para solicitação de recurso é de 48 horas após o feedback da avaliação, de acordo com os seguintes critérios: 1. utilizar formulário específico (Anexo 4); 2. informar a questão; 3. justificar com base na literatura o pedido de revisão (não serão aceitos materiais de blogues, sites e publicações livres ou não indexadas); 4. inserir a referência bibliográfica utilizada na argumentação apresentada. A processo de revisão da questão é conduzido pelo professor responsável pela unidade curricular, em até 15 dias úteis para resposta. Em caso de parecer favorável ao recurso, o conceito atribuído à questão será ajustado de Precisa Melhorar para Satisfatório. O modelo de formulário de pedido de recurso de Avaliação de Desempenho encontra-se disponível no Anexo 4. O estudante tem direito a solicitar recurso das avaliações de desempenho cognitivo (D1, D2 e reteste). Mais informações sobre a realização da avaliação estão disponíveis no Anexo 3. 38 MINI CLINICAL EVALUATION EXERCISE O Mini Clinical Evaluation Exercise (Mini-CEX), uma escala de avaliação de competências clínicas, foi desenvolvido, na década de 1990, pelo American Board of Internal Medicine (ABIM), originalmente para avaliar o desempenho de residentes durante os atendimentos de seus pacientes. A utilização do Mini-CEX tem sido ampliada para a graduação, principalmente do internato, e avalia as seguintes competências: entrevista/história clínica; exame físico; qualidades humanísticas/profissionalismo; raciocínio e juízo clínico; comunicação e aconselhamento; organização e eficiência; e uma categoria global de competência clínica. Durante a aplicação do Mini-CEX estão previstos dois momentos: o de observação e registro do desempenho do estudante durante a interação com o paciente; e o de feedback imediato e estruturado, realizado pelo professor ou preceptor (HEJRI et al., 2020). Mais informações sobre Mini-CEX estão disponíveis no Anexo 5. 39 Avaliação de Desempenho Prático (Mini-CEX) 40 OBJECTIVE STRUCTURED CLINICAL EXAMINATION (OSCE) GLOBAL RATING (CONCEITO GLOBAL) 1. cuidado com o paciente; 2. conhecimento médico; 3. aprendizagem e melhoria baseada na prática; 4. habilidades interpessoais e de comunicação; 6. prática baseada em sistemas. O OSCE (Objective Structured, Clinical Examination – Exame Clínico Objetivo e Estruturado por Estações) foi descrito incialmente por Harden nos anos 70, cujos estudos propuseram a utilização de múltiplas estações clínicas previamente preparadas e controladas, com examinadores experientes avaliando por meio de checklists predefinidos, que abrangem a observação da execução de tarefas que requerem múltiplas habilidades (comunicação, anamnese, exame físico, exames específicos, procedimentos etc.). Utilizam-se manequins, pacientes atores ou recursos diversos, em ambientes simulados da prática profissional, que garantam a padronização das estações, as quais possuem tema, contexto, direcionamento para o que se quer avaliar e principalmente intencionalidade. Outras informações sobre OSCE estão disponíveis no Anexo 6.O conceito global consiste em uma escala utilizada para avaliar competências, de maneira retrospectiva, de conhecimento, assiduidade e atitude. Trata-se de um instrumento amplamente utilizado na avaliação de residentes nos Estados Unidos, pois fornecem avaliações relativamente confiáveis e consistentes. Este instrumento foi indicado como um método de avalição das seis competências gerais, mapeadas para médicos de todas as especialidades, no projeto de Accreditation Council for Graduate Medical Education (ACGME). São elas: 5. profissionalismo 5. profissionalismo 41 AVALIAÇÃO DO INTERNATO No processo de avaliação do internato serão utilizadas as seguintes estratégias: 1. Avaliação do desempenho global (Global Rating): avaliação quinzenal; 2. Exame clínico objetivo estruturado (OSCE): avaliação semestral com estações curtas e/ou longas; 3. Mini exercício clínico avaliativo (Mini-CEX): na metade e no final do estágio; 4. Avaliação cognitiva com testes de múltipla escolha e questões discursivas: semestral. No internato, a frequência exigida para aprovação é de 100%. O processo de avaliação está detalhado no Manual do Internato do curso. TESTE DE PROGRESSO INDIVIDUAL O Teste de Progresso Individual (TPI) é uma avaliação longitudinal baseada em Testes de Múltipla Escolha, com o conteúdo que reflete os objetivos finais do curso, conforme previsto nas diretrizes curriculares nacionais e PPC. O teste avalia o desenvolvimento contínuo e progressivo do estudante, proporcionando um feedback sobre seu desempenho à medida que progride de um semestre/etapa. O TPI nos ajuda a conhecer o curso, como está o desempenho individual e coletivo dos estudantes de cada instituição, as áreas que necessitam de ajustes, as turmas, as escolas e todos os processos que envolvem o Curso de Medicina. Esse diagnóstico nos permite intervir de forma assertiva nas situações identificadas. O TPI acontece duas vezes ao ano, sempre no meio do semestre letivo. É constituído de uma prova única, com 120 questões de múltipla escolha, aplicada a todos os semestres/etapas do curso em um mesmo dia e horário, com duração de 4 horas. As perguntas buscam resgatar o 42 conhecimento de forma contextualizada, abordando casos clínicos, situações de vida ou experimental, entre outras temáticas sempre alinhadas com a literatura científica e com a matriz curricular dos Cursos de Medicina da Inspirali – Ecossistema nima (e-Bússola). As questões abrangem a área das ciências básicas, ética, humanidades médicas e as ciências clínicas, nas cinco grandes áreas da Medicina (Saúde Coletiva, Clínica Médica, Cirurgia, Pediatria e Ginecologia e Obstetrícia). É uma avaliação institucional, realizada em meio eletrônico, no ambiente virtual de aprendizagem do estudante, com a autenticação pessoal com usuário e senha de cada estudante. O processo de correção utiliza a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que baliza as provas e permite que os desempenhos sejam equânimes, independentemente do nível de dificuldade das questões. Os resultados geram notas individuais e os estudantes que concluírem o teste receberão relatórios individuais de desempenho, certificado e declaração de participação contabilizando 10 horas de atividades complementares. PLANO DE MELHORIA Todo estudante com desempenho “Precisa Melhorar” deve construir e cumprir um Plano de Melhoria pactuado junto ao professor indicado. O acompanhamento do Plano de Melhoria é realizado em processo, durante as ações educacionais programadas na respectiva Unidade Curricular, devendo ser orientado ao desenvolvimento das capacidades que requerem atenção. O Plano de Melhoria é uma oportunidade de desenvolvimento e deve ser efetivado dentro do ciclo de aprendizagem, portanto, é pré-condição para que o estudante progrida para um novo ciclo. O Plano de Melhoria deverá ser acompanho pelo docente indicado, envolvendo todos os docentes da etapa/semestre, com encontros que poderão ser semanais, quinzenais ou mensais, de acordo com a necessidade do estudante. O professor deverá conversar com o estudante sobre as suas dificuldades de conhecimento, habilidades, atitudes, valores e ética. A coordenação do curso deverá acompanhar o desenvolvimento desse estudante. Os estudantes com mais de um conceito Precisa Melhorar em uma unidade curricular deverão ter acompanhamento personalizado e com encontros mais frequentes. 1943 44 RESULTADOS DA AVALIAÇÃO E CONCEITOS DE APRENDIZAGEM POR INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO Será considerado aprovado nos componentes curriculares o aluno que apresentar desempenho de aprendizagem Satisfatório e tiver no mínimo 75% de frequência, exceto no estágio obrigatório (internato médico), no qual, além do conceito Satisfatório, a frequência exigida para aprovação é de 100%. O estudante obterá o conceito Satisfatório com Excelência (SE) na etapa quando alcançar o SE nas avaliações de desempenho (D1 e D2) consecutivamente e, também, for Satisfatório nas avaliações formativas (AF1 e AF2) da unidade curricular. Quadro 3 - Possibilidades de conceitos do processo avaliativo das Unidades Curriculares de NCS e PMSUS entre etapas de um ciclo. D1 APA 1 D2 APA2 Conceito Final S SE SE S SE PM PM S PM S S S S S S PM S S S PM PM PM S S PM S S SE SE SE SE S S S PM PM PM S S S S S S PM S S S PM S PM PM PM Satisfatório Satisfatório com Excelência Satisfatório Satisfatório Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar Satisfatório Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar 45 O estudante com Precisa Melhorar na D1 e/ou D2 deverá elaborar e validar com seu professor um Plano de Melhoria, bem como realizar o reteste referente à Situação-Problema (SP) ou Oficina em que não alcançou o desempenho Satisfatório. O estudante com Precisa Melhorar na APA deverá seguir o Plano de Melhoria descrito na sua APA e será acompanhado pelo professor/ facilitador do próximo semestre/etapa, buscando atingir o desempenho desejado. Vale destacar, que caso o estudante fique com conceito Precisa Melhorar na APA1 e na APA2, precisará alcançar dois desempenhos Satisfatórios seguidos para substituir o PM. Quadro 4 - Possibilidades de conceitos do processo avaliativo da Unidade Curricular de HM/EC. APA 1 APA 2 SBE/ Habilidades cirúrgicas* Avaliação da Prática Conceito Final S S S S PM S PM S PM PM S S S S S S S S PM S PM PM PM S S S S SE SE S S S S S PM S PM PM S S SE S SE SE SE S S S PM PM S PM Satisfatório Satisfatório com Excelência Satisfatório Satisfatório Satisfatório Precisa Melhorar Satisfatório Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar Precisa Melhorar PM PM PM PM Precisa Melhorar *De acordo com a etapa 46 O estudante com Precisa Melhorar na Avaliação Prática, em Habilidades cirúrgicas ou SBE deverá elaborar e validar com seu professor um Plano de Melhoria e realizar o reteste. O estudante com Precisa Melhorar na APA deverá seguir as mesmas orientações descritas para NCS. A APA não se aplica para as atividades curriculares Habilidades cirúrgicas e SBE. Atenção: O cálculo do percentual de frequência é realizado para cada UC com periodicidade semestral, sendo assim, o estudante que obtiver frequência inferior a 75% está automaticamente reprovado na unidade curricular, independentemente dos resultados das avaliações realizadas. 47 RETESTE A progressão do estudante dentro de um mesmo ciclo de aprendizagem não é interrompida mesmo que ele não alcance o conceito Satisfatório em todos os componentes curriculares. O estudante, todavia, deve cumprir seu Plano de Melhoria, seguir em acompanhamento pelo professor, realizar as oportunidades de aceleração da aprendizagem previstas e sanar todas as pendências acadêmicas antes do término do ciclo de aprendizagem em que