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Fonética AUTORIA Sérgio Aparecido Carneiro 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 1/26 Sumário Introdução 1 - Fonética Articulatória 2 - As vogais e as Consoantes em Língua Portuguesa 3 - A Transcrição Fonética Considerações Finais Introdução Caro (a) aluno (a), bem-vindo (a) à Unidade II. Nela você vai encontrar muito conhecimento sobre a fonética e sobre o Português do Brasil. Vai fazer uma “viagem” comigo, entendendo alguns fatos do nosso idioma: como você e eu produzimos nossa voz, nossa fala e como essa produção é flexível. Num país gigante como o nosso, as influências linguísticas serão muito diferentes de região para região e muito diversas também serão as possibilidades de pronúncia das palavras. Você terá uma oportunidade de começar a pensar nessa riqueza do Português do Brasil, de maneira organizada e inteligente. Está unidade está dividida em três tópicos. No primeiro, Fonética articulatória, você estudará o aparelho fonador humano e terá chances de entender melhor como articulamos os sons que usamos para nos comunicarmos na fala. Trata-se de um conhecimento valioso voltado para o nosso idioma, mas que pode ajudar você no aprendizado de qualquer nova língua. No segundo tópico, trato de como são produzidas especificamente as vogais, consoantes e semivogais no Português do Brasil. Aqui você já vai aprender muito de transcrição fonética também. Procurei usar uma linguagem bem acessível para facilitar o seu processo de aprendizagem. Faça comigo todo o percurso teórico com calma, você vai perceber que o conteúdo fica mais fácil de entender. No terceiro tópico, algumas questões de transcrição são retomadas. Aproveito também para recuperar algumas discussões importantes através de transcrições. É um olhar sobre a diversidade de pronúncia de nosso idioma que vai muito além do conhecimento comum sobre como se escrevem as palavras. O que importa aqui é compreender os sons produzidos e como registrar isso para efeito de estudo. Espero que você aproveite esta unidade para dar mais um passo no entendimento de nosso idioma. Bom trabalho! 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 2/26 Plano de Estudo: 1. Fonética articulatória; 2. As vogais e as consoantes em Língua Portuguesa; 3. A transcrição fonética. Objetivos de Aprendizagem: 1. Entender a participação dos órgãos do aparelho fonador na produção da voz humana; 2. Distinguir os principais processos articulatórios na produção de vogais, semivogais e consoantes; 3. Ilustrar como são amplas as possibilidades de pronúncia do Português do Brasil; 4. Relacionar as possibilidades de pronúncia com a representação delas na transcrição fonética. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 3/26 Fonética Articulatória A Fonética Articulatória é definida como o estudo dos sons da fala na perspectiva de suas características fisiológicas e articulatórias. Para se entender os mecanismos de articulação desses sons, precisa-se inicialmente conhecer os diferentes órgãos responsáveis pela realização dos sons das línguas naturais, ou melhor, o aparelho fonador humano. (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p.17) Todos os órgãos do chamado aparelho fonador têm funções específicas no corpo humano e a produção de sons seria uma segunda possibilidade deles. Dentre todos os sons que podemos emitir pela boca, alguns são articulados e formam as palavras, são os chamados fones e fonemas. Observe a seguir os órgãos envolvidos na produção da voz humana: Figura 1 - O aparelho fonador Fonte: adaptada pelo autor. Esses órgãos do chamado aparelho fonador desempenham dois tipos de funções na produção da voz: 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 4/26 Os órgãos articuladores envolvidos na produção da fala dividem-se em ativos e passivos. Os articuladores ativos, aqueles que se movimentam para a realização dos diferentes sons da fala, são constituídos: pela língua (que se divide em ápice (ponta), lâmina e dorso) e lábio inferior, que alteram a cavidade oral; pelo véu do palato, que é responsável pela abertura e fechamento da cavidade nasal; e pelas pregas vocais. Os articuladores passivos compreendem o lábio superior, os dentes superiores, os alvéolos (região crespa, logo atrás dos dentes superiores), o palato duro (região central do céu da boca) e o palato mole (final do céu da boca) (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p.18). Durante o processo de inspiração, o ar entra pelo nariz, passa pela faringe, laringe, traqueia, brônquios e chega aos pulmões. O diafragma e os músculos intercostais se contraem e as costelas se levantam. O tórax aumenta de volume… Na hora da expiração, durante a soltura do ar, é que os fones podem ser produzidos. A expiração para produzir a fala (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p. 20) é bem mais longa que a inspiração e dura de 4 a 20 segundos. E a expiração em silêncio dura em média 2 segundos. Na respiração sem produção de voz, o ar passa livremente pelas laringe e cordas vocais. Na produção da voz humana ocorrem duas situações distintas quanto à passagem do ar pelas cordas vocais, originando os chamados sons surdos e sonoros. No caso dos sons surdos ou não vozeados, durante a passagem do ar, as cordas vocais estarão abertas e o ar passará livremente sem vibração. Já no caso dos sons sonoros ou vozeados, as cordas vocais estarão fechadas. E durante a passagem do ar as pregas vocais serão forçadas e vibrarão. Veja a ilustração abaixo, que mostra a situação das cordas vocais na hora de produzir os sons surdos e sonoros, respectivamente: Figura 2 - As cordas vocais Fonte: adaptada pelo autor. Se você colocar a mão na altura do pomo de Adão, perceberá que, para os pares surdo/sonoro, a vibração será percebida somente na hora em que o som sonoro for pronunciado. Os pares de fones a seguir são surdos e sonoros, respectivamente: [ p ] x [ b ], [ t ] x [ d ], [ f ] x [ v ], [ ʃ ] x [ ʒ ], [ k ] x [ g ]. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 5/26 Outra questão é a possibilidade de produzir sons orais ou nasais. Quando o véu palatino está levantado, o ar sai todo pela boca, são produzidos os sons orais, como [ p ], [ k ], [ s ], [ a ], [ ɛ ], [ e ]. É o que mostra a primeira ilustração abaixo. A maioria dos sons em Português do Brasil são orais. Por outro lado, quando o véu palatino está abaixado, o ar sai pela boca e pelas cavidades nasais, são produzidos os sons nasais. São exemplos de sons nasais: [ m ] de “mau”, [ n ] de “nada”, [ ɲ ] de “manhã”, e as vogais [] de “ímã”, [ ẽ ] de “sempre”, [ ĩ ] de “pinho”, [ õ ] de “monstro”, [ ũ ] de “mundo”. A produção dos sons nasais é ilustrada na segunda figura abaixo. Se você colocar a mão fechando as cavidades nasais e produzir fones, o ar sairá somente pela boca. Então você perceberá que sons como [ e ], [ t ], [ p ] soarão com pronúncias adequadas, iguais às que você costuma ouvir. Mas se você fechar as cavidades nasais com a mão e pronunciar, por exemplo, os sons [ m ] e [ n ] (“mê”, “nê”), ouvirá sons “fanhosos”, como se costuma dizer. Haverá uma alteração nas pronúncias que você está acostumado a ouvir, porque o ar estará saindo só pela boca ao invés de sair pela boca e pelo nariz como ocorre com os sons nasais. Observe as ilustrações abaixo Figura 3 - O véu palatino na produção de sons orais e nasais Fonte: adaptada pelo autor. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 6/26 As vogais e as Consoantes em Língua Portuguesa As vogais do Português do Brasil Em primeirolugar, já vimos, na unidade anterior, que as vogais são produzidas sem interrupção da corrente de ar na boca, diferentemente das consoantes. Além disso, são formadoras de sílaba. Toda sílaba, em Língua Portuguesa, precisa de pelo menos um som de vogal. O som de consoante já pode ou não ocorrer na sílaba. É importante para o estudo das vogais, saber em que tipo de sílaba o som vocálico se encontra: tônica ou átona. Por exemplo, na palavra “árvore” (ár-vo-re), “ár-” é a sílaba tônica, “- vo-“ é átona e postônica e “-re” é átona final e postônica. E, em “cipó” (ci-pó), “ci-” é sílaba átona pretônica e “-pó” é a tônica. Vários são os critérios para descrição das vogais do Português do Brasil. Vamos começar pensando na articulação delas, no tocante ao papel da língua, dos lábios e da mandíbula: Para a classificação articulatória das vogais, estão envolvidos o corpo da língua e os lábios. O corpo da língua pode movimentar-se verticalmente, levantando-se ou abaixando-se, ou horizontalmente, avançando ou recuando. A mandíbula auxilia na abertura do trato oral para a diferenciação entre vogais abertas e fechadas. O parâmetro que define o movimento vertical da língua é denominado altura e o que define o movimento horizontal (avanço/recuo) denomina-se anterioridade/posterioridade. Há ainda a possibilidade de os lábios estarem distensos ou arredondados. O movimento de arredondamento dos lábios ocorre na produção de vogais ditas arredondadas. As demais são articuladas com os lábios distensos e são classificadas como não arredondadas (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p. 26). Parâmetro altura da língua É preciso considerar o movimento vertical da língua. Embora haja outro movimento simultâneo da língua, vou considerar agora só o movimento vertical por questão meramente didática. Segundo esse critério, as vogais podem ser baixas, médias- baixas, médias-altas e altas. Pronuncie as vogais que vou demonstrar na sequência e perceba que a língua irá do repouso até uma posição bem elevada. Vogais baixas: [ a ], [ ɐ ]. A língua estará em repouso, na parte inferior da boca. [a ], como em “vale” [ ‘vali ], “pá” [ ‘pa ]. Já [ ɐ ] será vogal final átona, pronunciada mais fraco, como em “mesa” [ ‘mesɐ ], “louça” [ ‘lowsɐ ]. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 7/26 Vogais médias-baixas: [ ɛ ], [ ɔ ]. Ao pronunciar [ ɛ ], como em “mel” [ ‘mɛw ], “pé” [ ‘pɛ ] e [ ɔ ], como em “moda” [ ‘mɔdɐ ] e “só” [ ‘sɔ ], ambas vogais abertas, já se percebe uma pequena alteração da língua num movimento para cima. Vogais médias-altas: [ e ], [ o ]. São vogais fechadas, como [ e ] em “seco” [ ‘seko ], “medo” [ ‘medo ] e [ o ] em “moer” [ ‘moeɾ ], “bistrô” [ bis ‘tɾo ]. Ao pronunciar essas vogais, já se percebe mais alguma elevação da língua, se comparadas às vogais anteriores. Vogais altas: [ i ], [ u ]. Aqui a língua estará numa posição bem elevada, como ocorre com [ i ] de “miado” [ mi ‘ado ] e [ u ] de “pulo” [ ‘pulo ]. Parâmetro anterioridade/posterioridade O foco dessa classificação é o movimento horizontal da língua. Ela pode ser jogada para frente ou recuada para trás. Segundo esse critério, as vogais serão centrais, anteriores e posteriores. Vogais centrais: [ a ], [ ɐ ]. Há uma pequena diferença de posição da língua na produção dessas duas vogais. Para produzir o [ a ] a língua vai um pouquinho para frente se comparada com a vogal final átona [ ɐ ]. Mas em ambas a língua acaba ficando no centro da boca. Vogais anteriores: [ ɛ ], [ e ], [ i ]. Pronuncie essas vogais e perceba como a língua se movimenta em direção para frente, em direção aos alvéolos que protegem os dentes superiores. Vogais posteriores: [ ɔ ], [ o ], [ u ]. Pronuncie esses fones e perceba que o dorso da língua se desloca num movimento para trás, em direção ao palato mole. Parâmetro lábios distendidos ou arredondados Os lábios podem estar distendidos, relaxados, como ocorre com as vogais anteriores e até com as vogais centrais: [ ɛ ], [ e ], [ i ], [ a ], [ ɐ ]. Mas, na hora de pronunciar os sons vocálicos posteriores, [ ɔ ], [ o ], [ u ], os lábios ficam bem arredondados e são jogados para frente. Pronuncie as vogais distendidas ou relaxadas na frente do espelho: [ ɛ ], [ e ], [ i ], [ a ], [ ɐ ]. Depois pronuncie as vogais arredondadas na frente do espelho, [ ɔ ], [ o ], [u], e observe atentamente como os lábios ficam bem redondos e como eles são jogados para frente, na pronúncia destas últimas vogais. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 8/26 Figura 4 - Formato da boca produzindo sons arredondados Fonte: Adaptada pelo autor. Quanto ao timbre: as vogais podem ser abertas, fechadas ou reduzidas. [ a ], [ɛ], [ ɔ ], como em “fale”, “pé”, “jiló”, respectivamente, são produzidas com uma boa abertura da boca, são chamadas de abertas. [ e ], [ o ], como em “selo” e “poeira”, respectivamente, são produzidas com uma pequena abertura da boca, são chamadas de fechadas. Já as finais átonas são pronúncias de maneira fraca e muito rapidamente, de forma que há uma abertura mínima da boca. São chamadas de reduzidas. Essas finais átonas - [ ɐ ], [ I ], [ ʊ ] – ocorrem em palavras como “casa” [ ‘kazɐ ], “lápis” [‘lapIs] ou “mole” [ ‘mɔlI ], “vírus [ ‘virʊs ] ou “poço” [ ‘posʊ ]. Quanto à intensidade: as vogais podem ser tônicas ou átonas. Depende da sílaba em que a vogal esteja. Em “açaí” (a-ça-í), há 3 vogais: a última é tônica, a penúltima e a antepenúltima são átonas. Existe também a sílaba subtônica, com vogal subtônica, que ocorre em palavras derivadas. Por exemplo, em “somente” (so-men-te), a penúltima sílaba é tônica e a antepenúltima é subtônica (mais forte que a última sílaba que é átona e menos forte que a sílaba tônica). O mesmo ocorre com as palavras derivadas seguintes (destaquei a sílaba subtônica): “facilmente”, “pezinho”, “cidadezinha”. A subtônica era a sílaba tônica na palavra primitiva (destaquei a sílaba tônica): “fácil”, “pé”, “cidade”. Papel das cavidades bucal e nasal Esse é outro critério de classificação das vogais. Já explicamos, no primeiro tópico desta unidade, que com o véu palatino levantado, na hora de produzir os fones, o ar sai todo pela boca e produzidos os sons orais. Por outro lado, com o véu palatino abaixado (reveja a imagem 3), o ar sai pela boca e pelas cavidades nasais, são produzidos então os sons nasais. Embora haja pequenas diferenças no processo de abaixar e levantar o véu palatino para produzir as várias vogais do Português do Brasil, não destaco isso aqui, para evitar detalhes que possam dificultar o estudo. Se você tiver interesse, pode conferir isso em Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 37-40). 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 9/26 Assim, existem as vogais orais [ a ], [ ɛ ], [ e ], [ ɔ ], [ o ], [ i ], [ u ] e as vogais orais para representar também as finais átonas, com pronúncia fraca: [ ɐ ], como em “vela” [ ‘vɛlɐ ]; [ I ], como em “júri” [ ‘ʒuɾI ]; [ ʊ ], como em “lótus” [ ‘lɔtʊs ]. E existem as vogais nasais [], [ ẽ ], [ ĩ ], [ õ ], [ ũ ]. As vogais nasais se reduzem em relação às orais, porque não existem vogais nasais abertas. Então, [ ɛ ] e [ ɔ ], que são abertas, nunca poderiam ser vogais nasais. Além de vogais nasais como as que ocorrem com “vilã” [ vi ‘lɐ͂ e “corações” [koɾa‘sõys], há os casos de vogais que são nasalizadas pelo contexto vizinho: [...] temos vogais que são nasalizadas em função dos contextos vizinhos. É o que ocorre em palavras como cama, ninho, tenho, nas quais o abaixamento do véu do palato para a articulação da consoante nasal adjacente é realizado antes da completa articulação da vogal que antecede esse segmento nasal. Isso faz com que tais vogais sejam percebidas como nasalizadas. Em contextotônico, essa nasalização é mais perceptível do que em contexto átono. Essas palavras são transcritas, respectivamente, como: [ ‘kmɐ ], [ ‘nĩ ɲʊ ] e [ tẽɲʊ ]. (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p. 41). Quanto ao vozeamento As vogais vibram as cordas vocais ao serem produzidas. Podem ser chamadas de vozeadas ou sonoras. No entanto, Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 41) chamam a atenção para o fenômeno de “desvozeamento”, que ocorre com as finais átonas: [ ɐ ], [ I ] e [ ʊ ]. Devido ao seu caráter de pronúncia rápida e fraca, perdem a característica de vozeamento. São consideradas surdas. É o que ocorre, por exemplo, com a última vogal do vocábulo “moço” [ ‘mosʊ ]. Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 46) montaram um quadro para sintetizar a análise básica das vogais do Português do Brasil, que se costuma fazer em Fonética e Fonologia. Vamos usá-lo para retomar a título de resumo o que estudamos sobre vogais. Vamos usá-lo também para pensar na diferença entre as vogais quando se trata de situação pretônica, tônica e postônica. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 10/26 Pelo quadro fica fácil de retomar o Parâmetro altura da língua, o Parâmetro anterioridade/posterioridade da língua e o Parâmetro lábios distendidos ou arredondados. Sugiro que você retome rapidamente o que foi dito sobre essas classificações e depois tente visualizar isso aqui no quadro. Vai ficar bem fácil. O quadro só ilustra os sons vocálicos orais. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 11/26 No quadro das pretônicas, aparecem cinco vogais: [ a ], [ e ], [ o ], [ i ], [ u ]. Elas ocorrem em palavras como “atrevido”, em que a vogal da sílaba “-vi-“ é a tônica e as duas vogais anteriores - [ a ], [ e ] – são as pretônicas. Já as vogais [ ɛ ], [ ɔ ] abertas ocorreriam só em sílabas subtônicas como na primeira vogal da palavra “sozinho”. Por outro lado, diferentemente da visão desse quadro sobre as vogais pretônicas e para enriquecer essa discussão, cito Cardoso et al. (2014, p. 70-73), no Atlas Linguístico do Brasil, com pronúncias das capitais brasileiras, obra em que foram observadas as pronúncias das vogais médias [ɛ ], [ ɔ ] abertas em posição pretônica em palavras normais, sem estarem em sílaba subtônica. Palavras como “tesoura”, “travesseiro”, “cebola”, “ferida, “perfume” tiveram a vogal média pretônica anterior em questão realizada como [ ɛ ] e como [ e ]. O mesmo ocorreu como a vogal média pretônica posterior [ ɔ ] e [ o ]. Ambas foram ouvidas em palavras como “trovoada”, “toró”, “orvalho”, “coração”, “coletivo”. No quadro das vogais tônicas, aparecem sete vogais: [ a ], [ ɛ ], [ e ], [ ɔ ], [ o ], [ i ], [ u ]. São fones estáveis. Quanto ao quadro das vogais postônicas, as autoras pretendem destacar as finais átonas já bem comentadas aqui: [ ɐ ], [ I ], [ ʊ ]. Normalmente, essas vogais seriam reduzidas a três no Português do Brasil. Porém, nos estados do Sul, como foi chamada a atenção para Curitiba no quadro, pode ocorrer a existência também de [ e ], [ o ]. A questão recai sobre palavras como “leite” e “povo”. Normalmente a última vogal seria ouvida como [ I ], [ ʊ ], respectivamente. Mas, nos estados do Sul, também pode-se ouvir [ e ], [ o ], respectivamente. É o que faria as palavras em questão soarem como [ ‘leyte ] e [ ‘povo ]. Encontros vocálicos O núcleo da sílaba será sempre uma vogal. Caso haja outros sons vocálicos rodeando essa vogal, na mesma sílaba, esses sons serão as chamadas semivogais. Elas são os fones [ i ], [ u ] pronunciados de maneira mais breve. As semivogais (ou glides) podem ser representadas por [ y ] e [ w ], como ocorre nas palavras “sei” e “meu”, transcritas foneticamente por [ ‘sey ] e [ ‘mew ]. Pode ocorrer o encontro de uma vogal e uma semivogal na sílaba e haverá o chamado ditongo, como em “vai” [ ‘vay ]. Pode ocorrer também o encontro de uma vogal e duas semivogais na sílaba e haverá o chamado tritongo, como na palavra “iguais”, formada pelas sílabas: i-guais [ i ‘gways] Mas o que interessa aqui são os sons, os fones. Várias situações de palavras com letras diferentes − além de “i”, “u” − podem produzir o som de semivogal. Vou destacar algumas situações importantes. Inicialmente, como mostrei acima, as letras “i”, “u” podem satisfazer as condições para serem semivogais, quanto estiverem numa situação periférica de sílaba ao lado de uma vogal. É o que ocorre nas palavras “foi” e “nasceu” (nas-ceu), que podem ser pronunciadas como [ ‘foy ] e [ na ‘sew ]. Outra situação pode ocorrer com as letras “m” e “n” em finais de palavras. É o que acontece com a palavra “tem”, em que se ouve um “i” depois do som [ ẽ ]: [ ‘tẽy ]. É o que acontece com a palavras “hífen”: [ ‘ifẽy ]. Na mesma situação está a palavra 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 12/26 “falaram”, em que o “m” final soa como [ w ]: [ fa ‘laɾɐ͂w ]. Outros exemplos: “falem” [ ‘falẽy ], “amém” [ a ‘mẽy ], “andem” [ ‘ɐ͂dẽy ], “águem” [ ‘agwẽy ] e “pegaram” [ ‘pe ‘gaɾɐ͂w], escreveram [ ‘ escɾe ‘veɾɐ͂w ]. Outra situação pode ocorrer com a letra “l” soando como [ w ], depois de uma vogal e em final de sílaba: “mel” [ ‘mɛw ], “sal” [ ‘saw ], “anzol” [ ‘ɐ͂zɔw ], “pastel” [ ‘past ɛw ]. Também podem ocorrer encontros vocálicos em que a letra “e” representa o som [ y ] e a letra “o” representa o som [ w ]. É o caso das palavras seguintes: “põe” [ ‘põy ], “mãe” [ ‘mɐ͂y ], “mão” [ ‘mɐ͂w ] , “latão” [ la ‘tɐ͂w ], “orquídea” [ oɾ ‘kidyɐ ], “róseo”[ ‘ řɔzyo ]. Voltando à classificação, os ditongos podem ser crescentes (semivogal e vogal) ou decrescente (vogal e semivogal). Além disso, podem ser orais ou nasais, dependendo da vogal do encontro. Já os tritongos têm estrutura fixa: semivogal + vogal + semivogal. Os tritongos também podem ser orais ou nasais. Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 43) apresentam uma lista das possibilidades de ditongos em Português do Brasil. Veja-os nos quadros abaixo: 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 13/26 Pode ocorrer, na pronúncia de palavras com ditongo, a monotongação. Nesse caso, o ditongo passa a ser uma só vogal. É desfeito o ditongo. A seguir, vou colocar exemplos de palavras seguidas da pronúncia sem e com monotongação, respectivamente: Uma outra questão é que ditongos decrescentes nunca são separados. Já os crescentes podem apresentar duas pronúncias, por exemplo: “história [ is. ‘tɔ.ɾiɐ ], como vogal e semivogal na mesma sílaba representando o ditongo; [ is. ‘tɔ.ɾi.ɐ ], como vogal seguida de outra vogal, cada uma formando uma sílaba diferente. Quanto aos tritongos orais e nasais, exemplifico e apresento a transcrição fonética correspondente abaixo: 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 14/26 Os encontros vocálicos ainda podem ser constituídos por vogal + vogal, seguidas, mas cada uma formando sílaba diferente. São os chamados hiatos. Apresento exemplos separados em sílabas e seguidos de observações fonéticas de Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 45): As consoantes do Português do Brasil Vários são os critérios de classificação das consoantes: Vozeamento: Na produção do som, as cordas vocais podem estar fechadas e vibrarem, serão produzidos os fones vibrantes ou vozeados. Se as cordas vocais estiverem abertas para a passagem do ar, não vibrarão e serão produzidos os fones surdos ou não vozeados, como ocorre com o par surdo/sonoro [ p ] e [ b ]. Modo de articulação: Na produção das consoantes, diferentemente das vogais, sempre ocorre algum tipo de obstrução dasaída de ar na boca. Quando for total, as consoantes serão chamadas de oclusivas: [ p ], [ b ], [ t ], [ d ], [ k ], [ g ]. Há ainda outras 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 15/26 possibilidades articulatórias, normalmente com a interrupção parcial do ar na boca, que poderão ser fricativas, vibrantes, laterais, nasais, retroflexa, africadas. Ponto de articulação: Dependendo do lugar da boca em que as consoantes são articuladas, terão pontos de articulação diferentes. Por exemplo, [ p ] é produzida tocando os lábios inferior e superior, será classificada como bilabial. Nesse critério, as consoantes podem ser classificadas como bilabiais, labiodentais, dental ou alveolar, alvéolo-palatais, palatais, velares e há ainda classificações de sons como os glotais e uvulares. Vou detalhar as consoantes quanto às suas classificações, ciente de que não haja consenso dos estudiosos quanto a muitas questões. Para você entender melhor, procure testar o que será dito, pronunciando, articulando cada uma das consoantes em questão. Começo com o grupo das consoantes com modo de articulação oclusivo: [ p ], [ b ], [ t ], [ d ], [ k ], [ g ]. A interrupção do ar é total na boca. Quanto ao vozeamento, temos os pares surdos/sonoros, respectivamente: [ p ] - [ b], [ t ] - [ d ], [ k ] - [ g ]. Todas são orais. [ p ], [ b ] têm o ponto de articulação bilabial (os lábios se encostam); [ t ] , [ d ] são dentais ou alveolares (produzidas com a ponta da língua (ápice) tocando os dentes superiores ou tocando os alvéolos que protegem os dentes superiores); [ k ], [ g ] são velares (a parte traseira da língua, o dorso, vai em direção à parte traseira do céu da boca, o chamado palato mole). As nasais são três: [ m ], [ n ], [ ɲ ], como em “mala”, “nata” e “pinho”, respectivamente. Essas são as únicas consoantes nasais, todas as demais são orais. Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 52) explicam o modo de articulação de uma nasal: Produzida com uma obstrução total e momentânea do fluxo de ar nas cavidades orais. Há, no entanto, um abaixamento simultâneo do véu do palato, permitindo a liberação do ar pelas cavidades nasais. O ar então saindo dos pulmões ressoa também na cavidade oral antes de ser expelido somente através das cavidades nasais. (LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p. 52). Quanto ao ponto de articulação, [ m ] é bilabial (os lábios se tocam); [ n ] dental ou alveolar (ponta da língua toca dentes superiores ou alvéolos); e [ ɲ ] é palatal (a parte central da língua toca o céu da boca, o final do palato duro). Quanto ao vozeamento, as consoantes nasais são sonoras ou vozeadas. As africadas ocorrem em palavras como “tia” e “dia”: [‘tʃiɐ], [ dʒiɐ ]. É uma possibilidade de pronúncia de [ t ] e [ d ] seguido do som [ i ]. Em palavras como “dente”, “forte”, “tarde” e “acode”, considerando a pronúncia do “e” final átono como [ I ], ocorrem também as africadas [ tʃ ], [ dʒ ]. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 16/26 Africada: produzida com uma oclusão total e momentânea do fluxo de ar, seguida de um estreitamento do canal bucal, gerando um ruído de fricção, logo após o relaxamento da oclusão. Aqui também o véu do palato encontra-se levantado, e o fluxo de ar passa apenas pela cavidade oral (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p. 54). As africadas são alvéolo-palatais (a parte da frente da língua toca a parte média do palato duro, o céu da boca). E quanto ao vozeamento, tem-se um par surdo/sonoro: [ tʃ ], [ dʒ ]. As fricativas são produzidas através de um estreitamento da boca, ocorre um fechamento parcial e o ar passa fazendo uma fricção. São fricativas os pares surdo/sonoro: [ f ] - [ v ], [ s ] – [ z ], [ ʃ ] – [ ʒ ]. São labiodentais (lábios inferiores vão em direção dos dentes superiores sem tocar neles: [ f ] e [ v ]. Já [ s ] e [ z ] são dentais ou alveolares (produzidas com a ponta da língua (ápice) tocando os dentes superiores ou tocando os alvéolos que protegem os dentes superiores). E [ ʃ ], [ ʒ ] são alvéolo- palatais (a parte da frente da língua toca a parte média do palato duro, o céu da boca). Os sons [ l ], [ ʎ ], [ ɫ ] são as chamadas consoantes laterais. As três são vozeadas. E são produzidas através de uma oclusão promovida pela língua no meio da boca e o ar escapa pelas laterais. O som [ l ] ocorre em palavras como “litro” [ ‘litɾʊ ]. É um fone dental ou alveolar (produzido com a ponta da língua (ápice) tocando os dentes superiores ou tocando os alvéolos que protegem os dentes superiores e deixando o ar escapar pelos lados). O fone [ ʎ ] ocorre em palavra como “palha” [ ‘paʎɐ ]. Ele é palatal (a parte da frente da língua toca a parte média do palato duro, o céu da boca e deixa o ar escapar pelas laterais). E o som [ ɫ ] representa a pronúncia da letra de “l” final de sílaba em algumas regiões do rio Grande do Sul. Ocorre em palavras como “mal” [ ‘maɫ ], “pastel” [ pas ‘tɛɫ ]. Trata-se de uma consoante velar (o dorso da língua vai em direção à parte traseira do céu da boca, o chamado palato mole e bloqueia a saída do ar, que escapa pelas laterais). Os sons de “r”. Esse é um assunto que gera muita controvérsia entre estudiosos do Português do Brasil, inclusive gerando falta de unanimidade até na transcrição dos fones. Tal dificuldade demonstra as muitas variações que os sons de “r” sofrem nas diferentes regiões brasileiras e está ligada também às muitas posições que o “r” pode assumir na palavra. Em contexto de estudo fonológico, como vou aprofundar na unidade III, há em Língua Portuguesa, dois fonemas vibrantes. Um chamado vibrante simples / r / e outro chamado vibrante múltipla / R /. São fonemas diferentes porque são capazes de distinguir significado em palavras como “caro” / ‘karo / e “carro” / ‘kaRo /, por exemplo. Mas o que ocorre, considerando as variações (alofones) de pronúncia desses dois fonemas no Brasil, é o que nos interessa aqui nesta unidade. Inicialmente, apresento o som chamado de “tepe” – [ ɾ ], uma possibilidade de pronúncia da vibrante simples como afirmam as autoras Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 54): 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 17/26 Tepe (ou tap): produzida com uma oclusão total e rápida do fluxo de ar nas cavidades orais. O véu do palato está levantado, impedindo a passagem do ar pelas cavidades nasais: caro [ ‘kaɾʊ ], prato [ ‘pɾatʊ ]. O som [ ɾ ] apresenta uma oclusão percebida como uma batida bastante rápida da ponta da língua nos alvéolos, permitindo uma oclusão total, mas extremamente breve. Essa consoante também é conhecida como vibrante simples, por apresentar apenas essa única batida. (LAZZAROTO- VOLÇÃO, 2011, p. 54). Uma outra variação da vibrante simples é o “r” retroflexo”: [ ɽ ]. Seara, Nunes e Lazzaroto-Volção (2011, p. 55) apresentam o esse fone produzido a partir do reverso da ponta da língua que é levantado até tocar o palato duro. Trata-se de um som vozeado e oral. É o chamado “r” caipira de palavras como “porta” [ ‘pɔɽtɐ] e “amor” [ a ‘moɽ ]. Para a consoante vibrante múltipla, que aparece em início de palavra, como “”rato” e “Roma”, e em contextos como os de “carro”, “corrente”, “honra”, destaco a vibrante alveolar [ r ] e a vibrante uvular [ R ]. Em primeiro lugar, vibrante alveolar [ r ] “aciona esta série de rápidas oclusões tocando a ponta da língua nos alvéolos” e a vibrante uvular [ R ] “realiza a sequência de bloqueios tocando, através da vibração da úvula, o dorso da língua. Essa consoante também é chamada de vibrante múltipla em função das múltiplas batidas, em oposição à vibrante simples, que apresenta um único bloqueio”. (SEARA; NUNES; LAZZAROTO-VOLÇÃO, 2011, p. 55). Considerando as muitas regiões brasileiras, as realizações principalmentedos sons de “r” múltiplo são um assunto muito interessante e extenso, ao qual muitos atlas linguísticos têm se dedicado. E o apagamento do “r” em final de palavra (ou quase apagamento) também é assunto que desperta interesse hoje. Para Curioletti e Sandri, (2019, p. 162) “[...] as representações dos traços fonológicos, aliados aos articuladores, descrevem as etapas de mudança de traços da vibrante [...] sendo algumas delas mais regionalizadas devido ao provável reflexo dos contatos linguísticos com outras línguas em cada região do Brasil [...]”. Por fim, não cabe nesta unidade um trabalho mais extenso dos sons vibrantes em Língua Portuguesa e no Português falado no Brasil. Esse é um tema para futuras pesquisas caso seja do seu interesse, caro (a) aluno (a). 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 18/26 A Transcrição Fonética Naturalmente, como era necessário que você fosse pensando as possibilidades de produção dos sons do Português do Brasil e já fosse visualizando isso através das transcrições, muito já fizemos sobre o assunto nesta unidade. Optamos pela transcrição ampla que não exagera em detalhes dos sons produzidos e pode dar uma noção mais geral do processo de transcrição. Neste tópico da Unidade II, você vai poder relembrar e fixar alguns dos principais pontos e dificuldades que destacamos sobre as variações de sons no Português do Brasil. E faremos isso principalmente através da transcrição fonética. Para uma palavra dada, vou ilustrar algumas das principais formas de realização fonética. E junto com o fone em questão, você estará relembrando a forma de transcrever foneticamente muitos outros sons. 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 19/26 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 20/26 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 21/26 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 22/26 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 23/26 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 24/26 Livro Vídeo 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 25/26 08/06/2025, 23:20 Fonética https://ava.graduacaoead.unicv.edu.br/pluginfile.php/1412176/mod_resource/content/1/book/fonetica.html 26/26