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AULA 3 SITES DE ALTA PERFORMANCE Profª Maura Oliveira Martins 2 INTRODUÇÃO Nas primeiras aulas, apresentamos um panorama amplo sobre a evolução da internet rumo a se tornar um ambiente menos unilateral (como era o caso de mídias broadcast, como a televisão e o rádio) e cada vez mais participativa, em que a interatividade com o usuário se torna gradativamente mais relevante. Com base nesse percurso, discutimos a centralidade do Google na internet e por que é importante, para qualquer sujeito ou marca que queira ser encontrado (e, por consequência, lembrado), estar bem posicionado dentro desse buscador. Nesta aula, começaremos a discutir com mais profundidade as formas pelas quais podemos conseguir isso: as técnicas de SEO. TEMA 1 – O QUE É SEO E PARA QUE ELE SERVE? Você deve lembrar que, anteriormente, conversamos sobre os algoritmos do GoogleBot, sobre os critérios usados pela inteligência artificial do Google para conseguir hierarquizar sites ou páginas. Esse conhecimento é muito importante para nós porque é com base nele que se organiza aquilo que se chama de SEO, uma abreviação para Search Engine Optimization – em bom português, poderíamos traduzir para otimização de sites para mecanismos de busca. Em outras palavras, as técnicas de SEO dizem respeito a usar certas práticas que podem tornar seu site mais facilmente encontrável no Google. Quem usa essas estratégias, no fim das contas, tem um objetivo central: estar bem posicionado nas SERPs, as Search Engine Result Pages (em português: as páginas de resultados dos mecanismos de pesquisa). Talvez você já tenha notado que, quando busca certos termos no Google, alguns sites costumam aparecer com mais frequência na sua página de resultados. Isso se dá justamente porque esses sites trabalham melhor com as estratégias de SEO do que outros; consequentemente, são vistos pelo Google como mais confiáveis e são, portanto, sugeridos como respostas às dúvidas do usuário. Isso quer dizer que quem sabe trabalhar bem com SEO tem em mãos uma ferramenta extremamente útil de marketing, uma vez que boa parte dos consumidores hoje encontram os produtos que necessitam ou as informações sobre eles na internet. É importante dizer que o uso de SEO é gratuito – diferente 3 de um anúncio no Google, por exemplo (os chamados Google Ads), o emprego dessas técnicas diz respeito a resultados orgânicos, ou seja, que não são pagos. Antes de começarmos a abordar os principais conceitos, é preciso esclarecer alguns pontos: • O trabalho com SEO visa resultados de médio e longo prazo. Isso significa dizer que, quando uma empresa resolver adotar essas estratégias em suas páginas, os resultados não devem ser esperados a curto prazo, pois o GoogleBot não indexará uma página ou melhorará o posicionamento imediatamente. SEO envolve estabelecimento de um diagnóstico, planejamento e implementação – por isso, é difícil ver resultados em menos de seis meses; • O fato de que as técnicas do SEO são gratuitas não significa que elas não sejam mais bem aplicadas por profissionais que as entendam com mais profundidade e que conheçam essas estratégias de forma multifacetada – conhecimento que você, estudante, obterá ao fim deste curso; • Basicamente, usamos SEO para conseguirmos utilizar o algoritmo do Google a nosso favor. Então, todo estudo que se faz com o intuito de entender melhor os meandros do GoogleBot será sempre de grande interesse. Vale lembrar, inclusive, que o GoogleBot não é um robô estático, pois seus mecanismos estão sempre sendo atualizados. Trata-se, portanto, de um conhecimento em constante mutação. Em seguida, tratemos com maior detalhamento o que precisamos saber sobre SEO. Antes de chegar lá, é necessário pontuar aqui alguns fatores importantes para se iniciar a pensar no uso de uma estratégia: 1.1 Saiba identificar a intenção do usuário Quando alguém busca o assunto da sua página, qual é o seu intuito? Ainda que pareça óbvio, esse ponto é bastante importante. Por exemplo, se alguém busca a palavra bebê, os primeiros resultados direcionarão a notícias e a páginas de produtos, pois o GoogleBot identifica que as pessoas que buscam esse termo estão pesquisando por informações (especialmente sobre gravidez) e por mercadorias. Na Figura 1, vemos o exemplo dessa busca: 4 Figura 1 – Reprodução de busca no Google pela palavra bebê Fonte: Friends Stock/Shutterstock; Africa Studio/Shutterstock; Syda Productions/Shutterstock. 1.2 Bom conteúdo Não adianta aplicar todas as técnicas de SEO e seu conteúdo não ser visto como de qualidade pelos usuários. Por isso, garanta todas as formas de torná-lo o mais completo possível, para que o Google aos poucos reconheça sua página como relevante. 1.3 O mundo é mobile Leve em consideração que a maioria das pessoas acessa conteúdos via plataformas mobile, como tablets e smartphones. Toda a configuração de um site precisa assumir a performance do mobile como uma prioridade – precisa, por exemplo, ser leve e carregar rápido em celulares. A rapidez de carregamento, inclusive, é um fator analisado pelo GoogleBot. 5 1.4 Arquitetura da informação Seu site precisa ter boa usabilidade, ou seja, precisa ter uma estrutura clara em que um usuário possa navegar de forma segura: ele precisa conseguir encontrar aquilo que procura de forma fácil. Isso também será analisado pelo robô do Google. 1.5 Linkagem interna O ponto anterior nos leva à questão da linkagem interna: todas as páginas dentro do seu site precisam estar conectadas e indexadas na homepage inicial, pois só assim serão encontradas pelo Google. Agora que você já sabe as premissas iniciais para entendermos o SEO, iremos nos debruçar sobre conceitos mais específicos que você precisa saber para dominar essa técnica. TEMA 2 – CONCEITOS CENTRAIS: SEO ON PAGE E SEO OFF PAGE Patel ([S.d.]) afirma que podemos dividir o campo do SEO em duas frentes principais: o SEO on page e o SEO off page. Em linhas gerais, as diferenças são: • SEO on page: envolve os fatores de ranqueamento no Google que você consegue determinar diretamente na página que será otimizada conforme as regras de SEO. Entram aqui, por exemplo, títulos, conteúdos, tags, rapidez do site, estrutura, etc.; • SEO off page: envolve as variáveis do SEO que o Google irá analisar, mas que não podem ser diretamente controladas pela pessoa ou empresa que está otimizando uma página. Isto porque aqui se depende de outros sites, como as redes sociais, os blogs etc. Até esta etapa do curso, falamos mais sobre detalhes do SEO on page, ou seja, tudo aquilo que podemos controlar dentro do site. Apenas relembrando, o SEO on page se preocupará, por exemplo: • Com a qualidade do conteúdo – se a página é agradável ao usuário, a navegabilidade é fácil, se ele resolve as necessidades da pessoa que chegou até ali etc.; • Com o tamanho do conteúdo; 6 • Com elementos internos, como título do site, URLs amigáveis, as palavras- chave; • Com o tempo de permanência no site – se uma pessoa entra no site e fica poucos segundos, isso pesará negativamente para o seu ranqueamento. Saiba mais Vale lembrar que conteúdos mais longos não necessariamente são sempre melhores que os curtos. Recomendamos sobre esse assunto a leitura deste artigo de Neil Patel: PATEL, N. Qual Deve Ser o Tamanho do Post no Blog? (Quantidade de Palavras pra Cada Nicho). Neil Patel, [S.d.]. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. Já no SEO off page, o Google irá analisar como as outras páginas avaliam o seu site. Vejamos alguns dos elementos vinculados à boa execução do SEO off page: • Links externos: se sites importantes linkarem a sua página; • Relações amigáveis: se você constrói relaçõesde confiança com pessoas importantes, como influencers, que indiquem sua página; • Notícias positivas na imprensa; • Quantidade de interações em redes sociais; • Reviews positivas em sites específicos de avaliação – ou então colocar uma resposta às reviews negativas; • Monitoramento e manutenção de contato com quem menciona a sua marca. Todos esses elementos que acabamos de listar, como você deve ter notado, dependem de um trabalho contínuo e a longo prazo. Caso tenham bons resultados, ajudarão que o Google enxergue o seu site como confiável e popular. Por isso, estará mais propenso a indicá-lo em resultados de buscas. 7 TEMA 3 – SEARCH ENGINE OPTIMIZATION (SEO) E SEARCH ENGINE MARKETING (SEM) Até aqui, falamos mais especificamente sobre a importância das técnicas de SEO, mas é importante que se tenha noção que o SEO está aplicado dentro daquilo que os pesquisadores chamam de SEM, ou Search Engine Marketing – também nomeado como marketing de busca. Basicamente, falamos sobre um tipo de marketing que faz uso de uma estratégia que tem base os mecanismos de busca. Em outras palavras: uma divulgação de negócios que é pensada por meio dos momentos em que as pessoas utilizam buscadores para encontrar aquilo de que precisam. Quando estamos pensando no SEM, portanto, estamos pensando principalmente em dois grandes eixos: • SEO: como já vimos, diz respeito às técnicas usadas para gerar mais tráfego orgânico (ou seja, gratuito, espontâneo) a um site; • Links patrocinados: anúncios pagos que aparecem dentro do Google e outras plataformas. Por isso, pensamos aqui no SEM como um grande guarda-chuva dentro do qual se abrigarão tanto as estratégias pagas quanto gratuitas de otimização de um site ou página. É necessário saber que o uso de links patrocinados, tal como o SEO, se sustentará no direcionamento de uma página para que ela chegue nos consumidores certos. Vejamos na Figura 2 um print de uma busca no Google feitas pelos termos comida vegetariana. Observe os primeiros resultados: 8 Figura 2 – Reprodução da SERP com os termos comida vegetariana Fonte: Google. [S.d.]. Os três links que aparecem neste print são os três primeiros resultados da SERP. Observe que, no primeiro link da busca, há indicado (em tom um pouco mais claro) a palavra AD, que sinaliza que esse anúncio é pago, e não orgânico. Trata-se, portanto, de um link patrocinado no Google. Nos próximos resultados, não há a indicação, o que sugere que temos aqui resultados de SEO, ou seja, o trabalho de otimização feitos nestes sites ( e ) fez com que eles tivessem ótimo desempenho utilizando-se dos termos chave em questão. Vale a pena pagar para aparecer nessa posição? Claro que sim, já que, como explicamos anteriormente, boa parte dos usuários clicará apenas nos primeiros resultados da SERP. De todo modo, é bom ressaltar que custear Google Ads não pode significar abrir mão das estratégias de SEO orgânico. A seguir, vejamos alguns fatores importantes sobre o funcionamento dos links patrocinados: • Os links patrocinados são feitos via uma plataforma específica, como o Google Adwords, e a cobrança costuma ser feita via cartão de crédito; 9 • Normalmente, os custos de um anúncio podem ocorrer por cliques (quantas pessoas clicam no link) ou por impressões (o anúncio apareceu para tantas pessoas em sua timeline); Saiba mais Para saber mais sobre esse tema, acesse o link a seguir: FONSECA, J. P. M. Google Ads (AdWords): o que é, como funciona e como você pode utilizá-lo a seu favor. Rock Content, 20 mar. 2020. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. • O Google Ads funcionará como uma espécie de leilão: o anunciante define o valor máximo que está disposto a pagar para aparecer na página de resultados do usuário que fizer a busca de determinadas palavras-chave. Os valores máximos são definidos de acordo com a concorrência e a relevância dessas palavras; • Em relação ao SEO, o uso de links patrocinados no Google costuma ter resultados (aqui entendidos como exibição do site, aumento de tráfego, vendas etc.) mais rápidos. No entanto, quando acaba a verba usada para financiar o anúncio, o site deixa imediatamente de aparecer nas buscas – o que não ocorre com o SEO, por ser uma técnica que constrói resultados orgânicos. TEMA 4 – PILARES DO SEO: PLANEJAMENTO, CONTEÚDO, PROGRAMAÇÃO E MENSURAÇÃO Até aqui, você certamente já captou a essência do trabalho com SEO, mas ainda precisamos explicar seu funcionamento de forma mais panorâmica, observando-a como um todo. Basicamente, quando falamos de SEO, pensamos em quatro grandes pilares. Vamos estudá-los com mais profundidade a seguir. 4.1 Pilar do planejamento Antes de começar a aplicar o SEO, o profissional e/ou agência que irá coordenar a estratégia precisa levantar dados que servirão para montar um planejamento das ações tomadas. Listamos agora algumas dessas informações: 10 • Informação sobre o cliente (que, nesse caso, é um site): qual a atual situação do site, se já há algum uso de SEO, quais os produtos ou serviços oferecidos, se há verba para investir em Google Ads; • Mapeamento do mercado: como os serviços/produtos/conteúdos oferecidos pelo cliente ou marca estão no mercado, identificação de quem é o consumidor ideal, quais os principais canais de distribuição; • Mapeamento do cenário atual do site: quantos são os acessos, qual o resultado atual de buscas orgânicas, quais as páginas mais acessadas dentro do site; • Expectativas: o que o cliente (o responsável pelo site) espera do projeto de SEO? Quer mais acessos, mais contatos, um aumento de vendas, de seguidores, etc.; • Público-alvo: definir com clareza quem são as pessoas certas a serem atingidas pelas estratégias. Isso ajudará a direcionar impulsionamento de anúncios e a definição de palavras-chave; • Posicionamento do site: identificar de onde se parte e como os produtos/conteúdos oferecidos por aquele site são vistos pelo público; • Concorrência: mapear a principal concorrência do site, verificar seu posicionamento no Google e o uso de palavras-chave etc. Tudo isso ajudará para se obter insights sobre o conteúdo (sobre o qual falaremos em seguida); • Definição de palavras-chave: definir quais os principais termos que serão trabalhados para se buscar posicionamento no Google. O ideal aqui é que a estratégia contemple diferentes variáveis de termos que podem ser buscados (por exemplo, um site de tênis pode usar como palavras-chave tênis esportivo, tênis social, chuteira etc.); • Resultados atuais: observar como o site está aparecendo enquanto resultado do Google para estabelecer metas. Exemplo: o site de tênis aparece como trigésimo resultado no Google com o termo tênis; a meta deve ser chegar na primeira página de resultados. 4.2 Pilar do conteúdo Aqui estamos diante da parte mais óbvia, mas também mais fundamental do SEO: não adianta usar estratégias ótimas se o conteúdo de um site é 11 irrelevante ou mal feito, pois o Google irá também a avaliar a qualidade deste conteúdo. Por conteúdo, entendemos todo o tipo de material que pode haver dentro de um site, como textos, fotos, imagens em geral, vídeos, podcasts, ebooks, documentos, conteúdos para redes sociais, descritivos de produtos dentro de um e-commerce (lojas hospedadas na internet) etc. Em seguida, apontaremos algumas questões importantes no que diz respeito à qualidade: • Palavras-chave: todo o conteúdo deve se adequar à colocação correta de palavras-chave desejadas, obedecendo aos critérios levantados e analisados na etapa de planejamento. É preciso lembrar que essas palavras-chave devem aparecer em todas as linguagens e formatos do conteúdo (como título, URL, descrição,nome das imagens, vídeos etc.); • Diversificação do conteúdo: ainda que priorize sempre o uso das palavras- chave, o conteúdo precisa ser diverso e variado para agradar ao usuário e fazê-lo acessar e posteriormente voltar ao site; • Relevância dos temas: é interessante que os assuntos dos conteúdos que serão produzidos dentro de um site também sejam definidos de acordo com a relevância das palavras-chave dentro dos buscadores, de forma a atrair visitantes. Usando o exemplo anterior da loja de tênis, se um termo bastante buscado for tênis para ginástica, por exemplo, seria bastante interessante que um conteúdo (como um texto, um vídeo, um podcast) fosse abordado acerca dessa temática; • Diferentes plataformas: é sempre recomendado diversificar os conteúdos e pautas produzidos de acordo a utilizar todos os canais digitais (como o próprio site, Youtube, redes sociais), pois diferentes públicos estarão em lugares diferentes. Lembre-se também de que cada uma dessas plataforma emprega uma linguagem específica. 4.3 Pilar da programação O terceiro ponto central do SEO diz respeito à questão estrutural do site e sua adequação em prol de uma usabilidade mais efetiva e de uma otimização bem-feita em relação aos resultados almejados. No entanto, é importante lembrar de dois aspectos: o primeiro é que essa parte de programação costuma ser feita por profissionais específicos, da área de tecnologia da informação, design e 12 engenharia de software; o segundo é que muitos publicadores usados atualmente para montar sites (como o Wordpress) já são estruturados para a aplicação do SEO, facilitando muito o trabalho. Vejamos aqui alguns pontos relevantes no que concerne à programação: • Arquitetura do site: o profissional que cuidar dessa parte precisará avaliar diversos aspectos estruturais do site, tais como a hierarquia das páginas internas e o relacionamento entre elas; a definição do relacionamento estabelecido entre as páginas; a estruturação das URLs; a revisão dos códigos; a responsividade da página no mobile; a análise dos títulos e das descrições; o acompanhamento das tags; construção do breadcrumb; construção da página 404 e do redirecionamento 301, entre outros; • Algumas ferramentas importantes na parte de programação e SEO: Search Console (Google); Webmaster (Bing); Google Analytics; Page Speed Insights (Google); otimizadores de imagens. Saiba mais 1. Entende-se por breadcrumb um esquema simples que auxilia a navegação e que geralmente aparece no topo de uma página. Serve para indicar ao internauta qual a hierarquia dentro do site, facilitando que ele possa navegar. Exemplo: Home > Produtos > Roupas > Feminino > Nike. 2. Página 404 é uma página de erro que aparece quando algum conteúdo está off-line ou quebrado. É importante definir essa página para que o usuário tenha opções do que fazer quando a página não existir. 3. Redirecionamento 301 é uma página de redirecionamento que é colocada quando um site muda seu domínio, transferindo toda a autoridade de uma URL para uma nova. Ela é importante porque evita que toda a construção da estratégia de SEO seja perdida (ou seja, que o Google deixe de indexar um site) quando se modifica o domínio. 13 Figura 3 – Exemplo de breadcrumb retirado de um site Fonte: Martins, 2021. 4.4 Pilar da mensuração Após o planejamento, produção de conteúdo e execução do projeto, é preciso verificar se as estratégias utilizadas foram bem-sucedidas em seu propósito. Lembramos, conforme já dito antes, que o uso das técnicas de SEO só gerará resultado a médio e a longo prazo, pois a indexação no Google não é imediata. Quando pensamos em resultados, recomenda-se sempre ter em mente o que um cliente deseja para o seu site, pois isso direcionará à ferramenta de mensuração adequada. Por exemplo, alguns clientes desejam aumentar seu número de vendas; outros, seu número de visitas ao site; e outros, a quantidade de seguidores em uma rede social etc. Uma vez que o SEO só pode ser verificado depois de algum tempo, sugere- se que as análises sejam feitas pelo menos em um intervalo temporal de um mês. Abaixo, listamos algumas métricas que podem ser úteis: • Posicionamento de palavras-chave: se o site subiu seu resultado no Google a partir da busca de uma determinada palavra-chave; • Velocidade do site; • Referenciadores: quais e quantos sites estão indicando o site analisado, e como os usuários chegaram até ele (pelo Google, redes sociais, cliques em e-mail marketing etc.); • Quais as páginas dentro de um site que são mais visitadas; • A quantidade de usuários/visitantes únicos por mês; • A quantidade de novos visitantes por mês; 14 • A página de saída: quais as páginas que costumam ser o último acesso dos usuários antes de sair do site; • A taxa de rejeição: métrica que verifica a quantidade de usuários que entra num site, mas fica por pouco tempo, geralmente sem navegar nas páginas ou fazer nenhuma ação; • Dispositivos: por quais dispositivos (desktop, tablet, smartphone) os usuários entram no site; • CTR (taxa por cliques): porcentagem de usuários que visualizam e clicam em um site exibido pelos buscadores. Por exemplo, o Google mostra determinado site na página de resultados para 100 usuários, mas apenas 10 clicam. Isso torna a taxa de cliques (CTR) de 10%; • Tempo de permanência: tempo médio que um usuário fica em cada página; • Taxa de retorno: quantos usuários retornam depois de um tempo a acessar o site; • Metas: uma das métricas pode ser o cumprimento de metas que foram estabelecidas ao site, como a visita a uma página específica, o preenchimento de um formulário, a captação do e-mail do usuário, o download de algum material. Saiba mais A seguir, apontamos algumas ferramentas de mensuração que podem ser úteis: 1. Google Analytics (gratuito): apresenta informações precisas sobre páginas foram as mais acessadas, de maior interesse, taxa de rejeição, perfil do usuário, página de saída, entre outros elementos. GOOGLE ANALYTICS. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. 2. Google Data Studio (gratuito): plataforma que coleta as informações e as transforma em relatórios, simplificando a vida dos profissionais. Possui integração com outras ferramentas como Analytics, Search Console, Google my Business, Google Planilhas etc. DATA STUDIO. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. 3. Search Console (gratuito): outra ferramenta do Google bastante completa, que possibilita diagnósticos que ajudam a melhorar as posições nos 15 buscadores. Ela ajuda a identificar problemas de rastreamento, URL, erros do servidor, erros de direcionamento dentro do site etc. GOOGLE SEARCHY CONSOLE. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. 4. Webmaster Tools – Bing (gratuito): semelhante ao Search Console do Google, mas para o Bing (buscador da Microsoft). MIVROSOFT BING. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. 5. UberSuggest (pago): ferramenta ofertada pelo especialista em marketing digital Neil Patel, que auxilia sites a escolher palavras-chave e fazer melhorias. NEIPATEL. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. TEMA 5 – SEO E A INTERSECÇÃO ENTRE DIFERENTES ÁREAS Para finalizarmos esta aula, cremos ser necessário trazermos uma discussão que busca esclarecer por que é tão importante, para qualquer pessoa ou negócio que esteja na internet, pensar minimamente sobre SEO: pelo simples fato de que, como se diz popularmente, “o que não está no Google não existe”. E o que isso quer dizer? Avis (2019) esclarece, de forma oportuna, que muitas práticas e lógicas do mundo off-line continuam existindo, mas foram adaptadas ao digital – edentro desse mundo permeado pelas relações virtuais, está, sem dúvida, o Google. No final do século passado, pesquisávamos por empresas prestadoras de serviços, lojas e clínicas nas conhecidas ‘páginas amarelas’ das listas telefônicas. Havia, até mesmo, um número de telefone para o qual as pessoas podiam ligar e se informar sobre o contato telefônico de uma empresa. Que retrógrado, não? É até estranho imaginar que há uns anos todos tínhamos uma lista telefônica impressa em casa. Hoje em dia, é raríssimo encontrar uma delas. Algumas empresas, buscando destaque especial em meio a tantas páginas, faziam anúncios para garantir que as pessoas as encontrassem quando estivessem procurando determinado produto/ serviço. Porém, nos tempos atuais, tudo é muito mais fácil: para ser encontrado on-line, basta criar cadastros, e é possível fazer isso sem gastar nem um real. (Avis, 2019, p. 84) Em outras palavras, o mundo que vivemos hoje, de alguma forma, é uma continuidade do mundo em que já vivíamos quando a internet ainda não era uma realidade. Por um lado, tudo ficou mais fácil, uma vez que as ferramentas digitais estão mais disponíveis e não há a necessidade de muitos intermediários para usá- 16 la; por outro, a concorrência (pois, teoricamente, todos estão em pé de igualdade no universo digital) torna ainda mais urgente que se pense estrategicamente no uso dessas ferramentas. É importante também destacar mais um ponto: o SEO não é uma fórmula, nem uma prática isolada, que garante resultados controláveis para quem domina a técnica. É, por outro lado, um trabalho que, se for bem-feito, exigirá diversas expertises de várias áreas do conhecimento, e por isso sempre é vantajoso se for possível que o SEO seja definido a partir de um trabalho de equipe (o que ocorre, por exemplo, em agências que fornecem o serviço de marketing digital). Vejamos, então, algumas interfaces que podem ser cruzadas dentre diferentes áreas, na busca da construção de uma boa estratégia: • Publicitários, administradores e profissionais do marketing podem trazer uma visão holística ao site por meio de sua perspectiva como negócio: terão mais facilidade em fazer diagnóstico de mercado interno e externo, mapear o público etc.; • Jornalistas e redatores publicitários tendem a ter maior facilidade do texto e podem ser bons aliados na hora da produção de textos concisos e informativos, bem como na produção de outros conteúdos digitais. Lembre- se, como já dissemos antes, de que a qualidade do conteúdo ofertado por um site é fundamental: não adianta usar todas as técnicas de SEO que existem se o Google não reconhece seu site como confiável; • Programadores e engenheiros de software trabalham na estruturação interna de um site e são responsáveis por adequar as ferramentas para a otimização do conteúdo; Saiba mais Lembramos, como já dizemos antes, que há ferramentas de publicação, como Blogspot e Wordpress, que já trazem essa estrutura pronta. No entanto, nem todos os sites, de acordo com sua complexidade, conseguem fazer uso dessas plataformas e alguns serão construídos do zero. • Designers com experiência em arquitetura da informação, usabilidade e UX poderão contribuir para que um site fique mais atraente e intuitivo ao usuário, de forma que ele queira sempre retornar a ele. 17 Saiba mais UX, em português, corresponde a experiência do usuário: área que estuda o comportamento humano e é responsável por analisar e entregar como um site pode trazer a melhor experiência de navegação possível. Nas próximas aulas, seguiremos abordando a aplicabilidade de SEO. 18 REFERÊNCIAS AVIS, M. C. SEO de verdade: se não está no Google, não existe. Curitiba: InterSaberes, 2019. COSTA, C. G. A. Gestão de mídias sociais. Curitiba: InterSaberes, 2017. MARTINS, M. Os reality shows conseguem discutir saúde mental? Escotilha, 25 jan. 2021. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. PATEL, N. SEO on page e off page: qual a diferença e fatores de ranqueamento. Neil Patel, S.d. Disponível em . Acesso em 7 abr. 2021.