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AULA 3 
SITES DE ALTA PERFORMANCE 
Profª Maura Oliveira Martins 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
Nas primeiras aulas, apresentamos um panorama amplo sobre a evolução 
da internet rumo a se tornar um ambiente menos unilateral (como era o caso de 
mídias broadcast, como a televisão e o rádio) e cada vez mais participativa, em 
que a interatividade com o usuário se torna gradativamente mais relevante. Com 
base nesse percurso, discutimos a centralidade do Google na internet e por que 
é importante, para qualquer sujeito ou marca que queira ser encontrado (e, por 
consequência, lembrado), estar bem posicionado dentro desse buscador. Nesta 
aula, começaremos a discutir com mais profundidade as formas pelas quais 
podemos conseguir isso: as técnicas de SEO. 
TEMA 1 – O QUE É SEO E PARA QUE ELE SERVE? 
Você deve lembrar que, anteriormente, conversamos sobre os algoritmos 
do GoogleBot, sobre os critérios usados pela inteligência artificial do Google para 
conseguir hierarquizar sites ou páginas. Esse conhecimento é muito importante 
para nós porque é com base nele que se organiza aquilo que se chama de SEO, 
uma abreviação para Search Engine Optimization – em bom português, 
poderíamos traduzir para otimização de sites para mecanismos de busca. Em 
outras palavras, as técnicas de SEO dizem respeito a usar certas práticas que 
podem tornar seu site mais facilmente encontrável no Google. Quem usa essas 
estratégias, no fim das contas, tem um objetivo central: estar bem posicionado nas 
SERPs, as Search Engine Result Pages (em português: as páginas de resultados 
dos mecanismos de pesquisa). 
Talvez você já tenha notado que, quando busca certos termos no Google, 
alguns sites costumam aparecer com mais frequência na sua página de 
resultados. Isso se dá justamente porque esses sites trabalham melhor com as 
estratégias de SEO do que outros; consequentemente, são vistos pelo Google 
como mais confiáveis e são, portanto, sugeridos como respostas às dúvidas do 
usuário. 
Isso quer dizer que quem sabe trabalhar bem com SEO tem em mãos uma 
ferramenta extremamente útil de marketing, uma vez que boa parte dos 
consumidores hoje encontram os produtos que necessitam ou as informações 
sobre eles na internet. É importante dizer que o uso de SEO é gratuito – diferente 
 
 
3 
de um anúncio no Google, por exemplo (os chamados Google Ads), o emprego 
dessas técnicas diz respeito a resultados orgânicos, ou seja, que não são pagos. 
Antes de começarmos a abordar os principais conceitos, é preciso 
esclarecer alguns pontos: 
• O trabalho com SEO visa resultados de médio e longo prazo. Isso significa 
dizer que, quando uma empresa resolver adotar essas estratégias em suas 
páginas, os resultados não devem ser esperados a curto prazo, pois o 
GoogleBot não indexará uma página ou melhorará o posicionamento 
imediatamente. SEO envolve estabelecimento de um diagnóstico, 
planejamento e implementação – por isso, é difícil ver resultados em menos 
de seis meses; 
• O fato de que as técnicas do SEO são gratuitas não significa que elas não 
sejam mais bem aplicadas por profissionais que as entendam com mais 
profundidade e que conheçam essas estratégias de forma multifacetada – 
conhecimento que você, estudante, obterá ao fim deste curso; 
• Basicamente, usamos SEO para conseguirmos utilizar o algoritmo do 
Google a nosso favor. Então, todo estudo que se faz com o intuito de 
entender melhor os meandros do GoogleBot será sempre de grande 
interesse. Vale lembrar, inclusive, que o GoogleBot não é um robô estático, 
pois seus mecanismos estão sempre sendo atualizados. Trata-se, portanto, 
de um conhecimento em constante mutação. 
Em seguida, tratemos com maior detalhamento o que precisamos saber 
sobre SEO. Antes de chegar lá, é necessário pontuar aqui alguns fatores 
importantes para se iniciar a pensar no uso de uma estratégia: 
1.1 Saiba identificar a intenção do usuário 
Quando alguém busca o assunto da sua página, qual é o seu intuito? Ainda 
que pareça óbvio, esse ponto é bastante importante. Por exemplo, se alguém 
busca a palavra bebê, os primeiros resultados direcionarão a notícias e a páginas 
de produtos, pois o GoogleBot identifica que as pessoas que buscam esse termo 
estão pesquisando por informações (especialmente sobre gravidez) e por 
mercadorias. Na Figura 1, vemos o exemplo dessa busca: 
 
 
 
4 
Figura 1 – Reprodução de busca no Google pela palavra bebê 
 
 
Fonte: Friends Stock/Shutterstock; Africa Studio/Shutterstock; Syda Productions/Shutterstock. 
1.2 Bom conteúdo 
Não adianta aplicar todas as técnicas de SEO e seu conteúdo não ser visto 
como de qualidade pelos usuários. Por isso, garanta todas as formas de torná-lo 
o mais completo possível, para que o Google aos poucos reconheça sua página 
como relevante. 
1.3 O mundo é mobile 
Leve em consideração que a maioria das pessoas acessa conteúdos via 
plataformas mobile, como tablets e smartphones. Toda a configuração de um site 
precisa assumir a performance do mobile como uma prioridade – precisa, por 
exemplo, ser leve e carregar rápido em celulares. A rapidez de carregamento, 
inclusive, é um fator analisado pelo GoogleBot. 
 
 
 
5 
1.4 Arquitetura da informação 
Seu site precisa ter boa usabilidade, ou seja, precisa ter uma estrutura 
clara em que um usuário possa navegar de forma segura: ele precisa conseguir 
encontrar aquilo que procura de forma fácil. Isso também será analisado pelo robô 
do Google. 
1.5 Linkagem interna 
O ponto anterior nos leva à questão da linkagem interna: todas as páginas 
dentro do seu site precisam estar conectadas e indexadas na homepage inicial, 
pois só assim serão encontradas pelo Google. 
Agora que você já sabe as premissas iniciais para entendermos o SEO, 
iremos nos debruçar sobre conceitos mais específicos que você precisa saber 
para dominar essa técnica. 
TEMA 2 – CONCEITOS CENTRAIS: SEO ON PAGE E SEO OFF PAGE 
Patel ([S.d.]) afirma que podemos dividir o campo do SEO em duas frentes 
principais: o SEO on page e o SEO off page. 
Em linhas gerais, as diferenças são: 
• SEO on page: envolve os fatores de ranqueamento no Google que você 
consegue determinar diretamente na página que será otimizada conforme 
as regras de SEO. Entram aqui, por exemplo, títulos, conteúdos, tags, 
rapidez do site, estrutura, etc.; 
• SEO off page: envolve as variáveis do SEO que o Google irá analisar, mas 
que não podem ser diretamente controladas pela pessoa ou empresa que 
está otimizando uma página. Isto porque aqui se depende de outros sites, 
como as redes sociais, os blogs etc. 
Até esta etapa do curso, falamos mais sobre detalhes do SEO on page, ou 
seja, tudo aquilo que podemos controlar dentro do site. Apenas relembrando, o 
SEO on page se preocupará, por exemplo: 
• Com a qualidade do conteúdo – se a página é agradável ao usuário, a 
navegabilidade é fácil, se ele resolve as necessidades da pessoa que 
chegou até ali etc.; 
• Com o tamanho do conteúdo; 
 
 
6 
• Com elementos internos, como título do site, URLs amigáveis, as palavras-
chave; 
• Com o tempo de permanência no site – se uma pessoa entra no site e fica 
poucos segundos, isso pesará negativamente para o seu ranqueamento. 
Saiba mais 
Vale lembrar que conteúdos mais longos não necessariamente são sempre 
melhores que os curtos. Recomendamos sobre esse assunto a leitura deste artigo 
de Neil Patel: 
PATEL, N. Qual Deve Ser o Tamanho do Post no Blog? (Quantidade de 
Palavras pra Cada Nicho). Neil Patel, [S.d.]. Disponível em: 
. Acesso em: 7 abr. 
2021. 
Já no SEO off page, o Google irá analisar como as outras páginas avaliam 
o seu site. Vejamos alguns dos elementos vinculados à boa execução do SEO off 
page: 
• Links externos: se sites importantes linkarem a sua página; 
• Relações amigáveis: se você constrói relaçõesde confiança com pessoas 
importantes, como influencers, que indiquem sua página; 
• Notícias positivas na imprensa; 
• Quantidade de interações em redes sociais; 
• Reviews positivas em sites específicos de avaliação – ou então colocar 
uma resposta às reviews negativas; 
• Monitoramento e manutenção de contato com quem menciona a sua 
marca. 
Todos esses elementos que acabamos de listar, como você deve ter 
notado, dependem de um trabalho contínuo e a longo prazo. Caso tenham bons 
resultados, ajudarão que o Google enxergue o seu site como confiável e popular. 
Por isso, estará mais propenso a indicá-lo em resultados de buscas. 
 
 
 
 
7 
TEMA 3 – SEARCH ENGINE OPTIMIZATION (SEO) E SEARCH ENGINE 
MARKETING (SEM) 
Até aqui, falamos mais especificamente sobre a importância das técnicas 
de SEO, mas é importante que se tenha noção que o SEO está aplicado dentro 
daquilo que os pesquisadores chamam de SEM, ou Search Engine Marketing – 
também nomeado como marketing de busca. Basicamente, falamos sobre um tipo 
de marketing que faz uso de uma estratégia que tem base os mecanismos de 
busca. Em outras palavras: uma divulgação de negócios que é pensada por meio 
dos momentos em que as pessoas utilizam buscadores para encontrar aquilo de 
que precisam. 
Quando estamos pensando no SEM, portanto, estamos pensando 
principalmente em dois grandes eixos: 
• SEO: como já vimos, diz respeito às técnicas usadas para gerar mais 
tráfego orgânico (ou seja, gratuito, espontâneo) a um site; 
• Links patrocinados: anúncios pagos que aparecem dentro do Google e 
outras plataformas. 
Por isso, pensamos aqui no SEM como um grande guarda-chuva dentro do 
qual se abrigarão tanto as estratégias pagas quanto gratuitas de otimização de 
um site ou página. É necessário saber que o uso de links patrocinados, tal como 
o SEO, se sustentará no direcionamento de uma página para que ela chegue nos 
consumidores certos. 
Vejamos na Figura 2 um print de uma busca no Google feitas pelos termos 
comida vegetariana. Observe os primeiros resultados: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Figura 2 – Reprodução da SERP com os termos comida vegetariana 
 
Fonte: Google. [S.d.]. 
Os três links que aparecem neste print são os três primeiros resultados da 
SERP. Observe que, no primeiro link da busca, há indicado (em tom um pouco 
mais claro) a palavra AD, que sinaliza que esse anúncio é pago, e não orgânico. 
Trata-se, portanto, de um link patrocinado no Google. Nos próximos resultados, 
não há a indicação, o que sugere que temos aqui resultados de SEO, ou seja, o 
trabalho de otimização feitos nestes sites ( e 
) fez com que eles tivessem ótimo desempenho 
utilizando-se dos termos chave em questão. 
Vale a pena pagar para aparecer nessa posição? Claro que sim, já que, 
como explicamos anteriormente, boa parte dos usuários clicará apenas nos 
primeiros resultados da SERP. De todo modo, é bom ressaltar que custear Google 
Ads não pode significar abrir mão das estratégias de SEO orgânico. 
A seguir, vejamos alguns fatores importantes sobre o funcionamento dos 
links patrocinados: 
• Os links patrocinados são feitos via uma plataforma específica, como o 
Google Adwords, e a cobrança costuma ser feita via cartão de crédito; 
 
 
9 
• Normalmente, os custos de um anúncio podem ocorrer por cliques (quantas 
pessoas clicam no link) ou por impressões (o anúncio apareceu para tantas 
pessoas em sua timeline); 
Saiba mais 
Para saber mais sobre esse tema, acesse o link a seguir: 
FONSECA, J. P. M. Google Ads (AdWords): o que é, como funciona e como 
você pode utilizá-lo a seu favor. Rock Content, 20 mar. 2020. Disponível em: 
. Acesso em: 7 abr. 2021. 
• O Google Ads funcionará como uma espécie de leilão: o anunciante define 
o valor máximo que está disposto a pagar para aparecer na página de 
resultados do usuário que fizer a busca de determinadas palavras-chave. 
Os valores máximos são definidos de acordo com a concorrência e a 
relevância dessas palavras; 
• Em relação ao SEO, o uso de links patrocinados no Google costuma ter 
resultados (aqui entendidos como exibição do site, aumento de tráfego, 
vendas etc.) mais rápidos. No entanto, quando acaba a verba usada para 
financiar o anúncio, o site deixa imediatamente de aparecer nas buscas – 
o que não ocorre com o SEO, por ser uma técnica que constrói resultados 
orgânicos. 
TEMA 4 – PILARES DO SEO: PLANEJAMENTO, CONTEÚDO, PROGRAMAÇÃO 
E MENSURAÇÃO 
Até aqui, você certamente já captou a essência do trabalho com SEO, mas 
ainda precisamos explicar seu funcionamento de forma mais panorâmica, 
observando-a como um todo. Basicamente, quando falamos de SEO, pensamos 
em quatro grandes pilares. Vamos estudá-los com mais profundidade a seguir. 
4.1 Pilar do planejamento 
Antes de começar a aplicar o SEO, o profissional e/ou agência que irá 
coordenar a estratégia precisa levantar dados que servirão para montar um 
planejamento das ações tomadas. 
Listamos agora algumas dessas informações: 
 
 
10 
• Informação sobre o cliente (que, nesse caso, é um site): qual a atual 
situação do site, se já há algum uso de SEO, quais os produtos ou serviços 
oferecidos, se há verba para investir em Google Ads; 
• Mapeamento do mercado: como os serviços/produtos/conteúdos 
oferecidos pelo cliente ou marca estão no mercado, identificação de quem 
é o consumidor ideal, quais os principais canais de distribuição; 
• Mapeamento do cenário atual do site: quantos são os acessos, qual o 
resultado atual de buscas orgânicas, quais as páginas mais acessadas 
dentro do site; 
• Expectativas: o que o cliente (o responsável pelo site) espera do projeto de 
SEO? Quer mais acessos, mais contatos, um aumento de vendas, de 
seguidores, etc.; 
• Público-alvo: definir com clareza quem são as pessoas certas a serem 
atingidas pelas estratégias. Isso ajudará a direcionar impulsionamento de 
anúncios e a definição de palavras-chave; 
• Posicionamento do site: identificar de onde se parte e como os 
produtos/conteúdos oferecidos por aquele site são vistos pelo público; 
• Concorrência: mapear a principal concorrência do site, verificar seu 
posicionamento no Google e o uso de palavras-chave etc. Tudo isso 
ajudará para se obter insights sobre o conteúdo (sobre o qual falaremos em 
seguida); 
• Definição de palavras-chave: definir quais os principais termos que serão 
trabalhados para se buscar posicionamento no Google. O ideal aqui é que 
a estratégia contemple diferentes variáveis de termos que podem ser 
buscados (por exemplo, um site de tênis pode usar como palavras-chave 
tênis esportivo, tênis social, chuteira etc.); 
• Resultados atuais: observar como o site está aparecendo enquanto 
resultado do Google para estabelecer metas. Exemplo: o site de tênis 
aparece como trigésimo resultado no Google com o termo tênis; a meta 
deve ser chegar na primeira página de resultados. 
4.2 Pilar do conteúdo 
Aqui estamos diante da parte mais óbvia, mas também mais fundamental 
do SEO: não adianta usar estratégias ótimas se o conteúdo de um site é 
 
 
11 
irrelevante ou mal feito, pois o Google irá também a avaliar a qualidade deste 
conteúdo. 
Por conteúdo, entendemos todo o tipo de material que pode haver dentro 
de um site, como textos, fotos, imagens em geral, vídeos, podcasts, ebooks, 
documentos, conteúdos para redes sociais, descritivos de produtos dentro de um 
e-commerce (lojas hospedadas na internet) etc. Em seguida, apontaremos 
algumas questões importantes no que diz respeito à qualidade: 
• Palavras-chave: todo o conteúdo deve se adequar à colocação correta de 
palavras-chave desejadas, obedecendo aos critérios levantados e 
analisados na etapa de planejamento. É preciso lembrar que essas 
palavras-chave devem aparecer em todas as linguagens e formatos do 
conteúdo (como título, URL, descrição,nome das imagens, vídeos etc.); 
• Diversificação do conteúdo: ainda que priorize sempre o uso das palavras-
chave, o conteúdo precisa ser diverso e variado para agradar ao usuário e 
fazê-lo acessar e posteriormente voltar ao site; 
• Relevância dos temas: é interessante que os assuntos dos conteúdos que 
serão produzidos dentro de um site também sejam definidos de acordo com 
a relevância das palavras-chave dentro dos buscadores, de forma a atrair 
visitantes. Usando o exemplo anterior da loja de tênis, se um termo 
bastante buscado for tênis para ginástica, por exemplo, seria bastante 
interessante que um conteúdo (como um texto, um vídeo, um podcast) 
fosse abordado acerca dessa temática; 
• Diferentes plataformas: é sempre recomendado diversificar os conteúdos e 
pautas produzidos de acordo a utilizar todos os canais digitais (como o 
próprio site, Youtube, redes sociais), pois diferentes públicos estarão em 
lugares diferentes. Lembre-se também de que cada uma dessas plataforma 
emprega uma linguagem específica. 
4.3 Pilar da programação 
O terceiro ponto central do SEO diz respeito à questão estrutural do site e 
sua adequação em prol de uma usabilidade mais efetiva e de uma otimização 
bem-feita em relação aos resultados almejados. No entanto, é importante lembrar 
de dois aspectos: o primeiro é que essa parte de programação costuma ser feita 
por profissionais específicos, da área de tecnologia da informação, design e 
 
 
12 
engenharia de software; o segundo é que muitos publicadores usados atualmente 
para montar sites (como o Wordpress) já são estruturados para a aplicação do 
SEO, facilitando muito o trabalho. 
Vejamos aqui alguns pontos relevantes no que concerne à programação: 
• Arquitetura do site: o profissional que cuidar dessa parte precisará avaliar 
diversos aspectos estruturais do site, tais como a hierarquia das páginas 
internas e o relacionamento entre elas; a definição do relacionamento 
estabelecido entre as páginas; a estruturação das URLs; a revisão dos 
códigos; a responsividade da página no mobile; a análise dos títulos e das 
descrições; o acompanhamento das tags; construção do breadcrumb; 
construção da página 404 e do redirecionamento 301, entre outros; 
• Algumas ferramentas importantes na parte de programação e SEO: Search 
Console (Google); Webmaster (Bing); Google Analytics; Page Speed 
Insights (Google); otimizadores de imagens. 
Saiba mais 
1. Entende-se por breadcrumb um esquema simples que auxilia a 
navegação e que geralmente aparece no topo de uma página. Serve para indicar 
ao internauta qual a hierarquia dentro do site, facilitando que ele possa navegar. 
Exemplo: Home > Produtos > Roupas > Feminino > Nike. 
2. Página 404 é uma página de erro que aparece quando algum conteúdo 
está off-line ou quebrado. É importante definir essa página para que o usuário 
tenha opções do que fazer quando a página não existir. 
3. Redirecionamento 301 é uma página de redirecionamento que é 
colocada quando um site muda seu domínio, transferindo toda a autoridade de 
uma URL para uma nova. Ela é importante porque evita que toda a construção da 
estratégia de SEO seja perdida (ou seja, que o Google deixe de indexar um site) 
quando se modifica o domínio. 
 
 
 
 
 
 
13 
Figura 3 – Exemplo de breadcrumb retirado de um site 
 
Fonte: Martins, 2021. 
4.4 Pilar da mensuração 
Após o planejamento, produção de conteúdo e execução do projeto, é 
preciso verificar se as estratégias utilizadas foram bem-sucedidas em seu 
propósito. Lembramos, conforme já dito antes, que o uso das técnicas de SEO só 
gerará resultado a médio e a longo prazo, pois a indexação no Google não é 
imediata. 
Quando pensamos em resultados, recomenda-se sempre ter em mente o 
que um cliente deseja para o seu site, pois isso direcionará à ferramenta de 
mensuração adequada. Por exemplo, alguns clientes desejam aumentar seu 
número de vendas; outros, seu número de visitas ao site; e outros, a quantidade 
de seguidores em uma rede social etc. 
Uma vez que o SEO só pode ser verificado depois de algum tempo, sugere-
se que as análises sejam feitas pelo menos em um intervalo temporal de um mês. 
Abaixo, listamos algumas métricas que podem ser úteis: 
• Posicionamento de palavras-chave: se o site subiu seu resultado no Google 
a partir da busca de uma determinada palavra-chave; 
• Velocidade do site; 
• Referenciadores: quais e quantos sites estão indicando o site analisado, e 
como os usuários chegaram até ele (pelo Google, redes sociais, cliques em 
e-mail marketing etc.); 
• Quais as páginas dentro de um site que são mais visitadas; 
• A quantidade de usuários/visitantes únicos por mês; 
• A quantidade de novos visitantes por mês; 
 
 
14 
• A página de saída: quais as páginas que costumam ser o último acesso 
dos usuários antes de sair do site; 
• A taxa de rejeição: métrica que verifica a quantidade de usuários que entra 
num site, mas fica por pouco tempo, geralmente sem navegar nas páginas 
ou fazer nenhuma ação; 
• Dispositivos: por quais dispositivos (desktop, tablet, smartphone) os 
usuários entram no site; 
• CTR (taxa por cliques): porcentagem de usuários que visualizam e clicam 
em um site exibido pelos buscadores. Por exemplo, o Google mostra 
determinado site na página de resultados para 100 usuários, mas apenas 
10 clicam. Isso torna a taxa de cliques (CTR) de 10%; 
• Tempo de permanência: tempo médio que um usuário fica em cada página; 
• Taxa de retorno: quantos usuários retornam depois de um tempo a acessar 
o site; 
• Metas: uma das métricas pode ser o cumprimento de metas que foram 
estabelecidas ao site, como a visita a uma página específica, o 
preenchimento de um formulário, a captação do e-mail do usuário, o 
download de algum material. 
Saiba mais 
A seguir, apontamos algumas ferramentas de mensuração que podem ser 
úteis: 
1. Google Analytics (gratuito): apresenta informações precisas sobre 
páginas foram as mais acessadas, de maior interesse, taxa de rejeição, perfil do 
usuário, página de saída, entre outros elementos. 
GOOGLE ANALYTICS. Disponível em: 
. Acesso em: 7 abr. 2021. 
2. Google Data Studio (gratuito): plataforma que coleta as informações e 
as transforma em relatórios, simplificando a vida dos profissionais. Possui 
integração com outras ferramentas como Analytics, Search Console, Google my 
Business, Google Planilhas etc. 
DATA STUDIO. Disponível em: . Acesso 
em: 7 abr. 2021. 
3. Search Console (gratuito): outra ferramenta do Google bastante 
completa, que possibilita diagnósticos que ajudam a melhorar as posições nos 
 
 
15 
buscadores. Ela ajuda a identificar problemas de rastreamento, URL, erros do 
servidor, erros de direcionamento dentro do site etc. 
GOOGLE SEARCHY CONSOLE. Disponível em: 
. Acesso em: 7 abr. 2021. 
4. Webmaster Tools – Bing (gratuito): semelhante ao Search Console do 
Google, mas para o Bing (buscador da Microsoft). 
MIVROSOFT BING. Disponível em: 
. Acesso em: 7 abr. 2021. 
5. UberSuggest (pago): ferramenta ofertada pelo especialista em 
marketing digital Neil Patel, que auxilia sites a escolher palavras-chave e fazer 
melhorias. 
NEIPATEL. Disponível em: . Acesso 
em: 7 abr. 2021. 
TEMA 5 – SEO E A INTERSECÇÃO ENTRE DIFERENTES ÁREAS 
Para finalizarmos esta aula, cremos ser necessário trazermos uma 
discussão que busca esclarecer por que é tão importante, para qualquer pessoa 
ou negócio que esteja na internet, pensar minimamente sobre SEO: pelo simples 
fato de que, como se diz popularmente, “o que não está no Google não existe”. E 
o que isso quer dizer? Avis (2019) esclarece, de forma oportuna, que muitas 
práticas e lógicas do mundo off-line continuam existindo, mas foram adaptadas ao 
digital – edentro desse mundo permeado pelas relações virtuais, está, sem 
dúvida, o Google. 
No final do século passado, pesquisávamos por empresas prestadoras 
de serviços, lojas e clínicas nas conhecidas ‘páginas amarelas’ das listas 
telefônicas. Havia, até mesmo, um número de telefone para o qual as 
pessoas podiam ligar e se informar sobre o contato telefônico de uma 
empresa. Que retrógrado, não? É até estranho imaginar que há uns anos 
todos tínhamos uma lista telefônica impressa em casa. Hoje em dia, é 
raríssimo encontrar uma delas. Algumas empresas, buscando destaque 
especial em meio a tantas páginas, faziam anúncios para garantir que 
as pessoas as encontrassem quando estivessem procurando 
determinado produto/ serviço. Porém, nos tempos atuais, tudo é muito 
mais fácil: para ser encontrado on-line, basta criar cadastros, e é 
possível fazer isso sem gastar nem um real. (Avis, 2019, p. 84) 
Em outras palavras, o mundo que vivemos hoje, de alguma forma, é uma 
continuidade do mundo em que já vivíamos quando a internet ainda não era uma 
realidade. Por um lado, tudo ficou mais fácil, uma vez que as ferramentas digitais 
estão mais disponíveis e não há a necessidade de muitos intermediários para usá-
 
 
16 
la; por outro, a concorrência (pois, teoricamente, todos estão em pé de igualdade 
no universo digital) torna ainda mais urgente que se pense estrategicamente no 
uso dessas ferramentas. 
É importante também destacar mais um ponto: o SEO não é uma fórmula, 
nem uma prática isolada, que garante resultados controláveis para quem domina 
a técnica. É, por outro lado, um trabalho que, se for bem-feito, exigirá diversas 
expertises de várias áreas do conhecimento, e por isso sempre é vantajoso se for 
possível que o SEO seja definido a partir de um trabalho de equipe (o que ocorre, 
por exemplo, em agências que fornecem o serviço de marketing digital). 
Vejamos, então, algumas interfaces que podem ser cruzadas dentre 
diferentes áreas, na busca da construção de uma boa estratégia: 
• Publicitários, administradores e profissionais do marketing podem 
trazer uma visão holística ao site por meio de sua perspectiva como 
negócio: terão mais facilidade em fazer diagnóstico de mercado interno e 
externo, mapear o público etc.; 
• Jornalistas e redatores publicitários tendem a ter maior facilidade do 
texto e podem ser bons aliados na hora da produção de textos concisos e 
informativos, bem como na produção de outros conteúdos digitais. Lembre-
se, como já dissemos antes, de que a qualidade do conteúdo ofertado por 
um site é fundamental: não adianta usar todas as técnicas de SEO que 
existem se o Google não reconhece seu site como confiável; 
• Programadores e engenheiros de software trabalham na estruturação 
interna de um site e são responsáveis por adequar as ferramentas para a 
otimização do conteúdo; 
Saiba mais 
Lembramos, como já dizemos antes, que há ferramentas de publicação, 
como Blogspot e Wordpress, que já trazem essa estrutura pronta. No entanto, 
nem todos os sites, de acordo com sua complexidade, conseguem fazer uso 
dessas plataformas e alguns serão construídos do zero. 
• Designers com experiência em arquitetura da informação, usabilidade e 
UX poderão contribuir para que um site fique mais atraente e intuitivo ao 
usuário, de forma que ele queira sempre retornar a ele. 
 
 
 
17 
Saiba mais 
UX, em português, corresponde a experiência do usuário: área que estuda 
o comportamento humano e é responsável por analisar e entregar como um site 
pode trazer a melhor experiência de navegação possível. 
Nas próximas aulas, seguiremos abordando a aplicabilidade de SEO. 
 
 
 
 
18 
REFERÊNCIAS 
AVIS, M. C. SEO de verdade: se não está no Google, não existe. Curitiba: 
InterSaberes, 2019. 
COSTA, C. G. A. Gestão de mídias sociais. Curitiba: InterSaberes, 2017. 
MARTINS, M. Os reality shows conseguem discutir saúde mental? Escotilha, 25 
jan. 2021. Disponível em: . Acesso em: 7 abr. 2021. 
PATEL, N. SEO on page e off page: qual a diferença e fatores de ranqueamento. 
Neil Patel, S.d. Disponível em . Acesso em 7 abr. 2021.

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