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DOS CRIMES SEXUAIS CONTRA VULNERÁVEL
Disciplina: Direito Penal Especial II
Prof°. Me. Werdeson Mário Cavalcante Olimpio
III - violência sexual, entendida como qualquer conduta que constranja a criança ou o
adolescente a praticar ou presenciar conjunção carnal ou qualquer outro ato libidinoso,
inclusive exposição do corpo em foto ou vídeo por meio eletrônico ou não, que compreenda:
a) abuso sexual, entendido como toda ação que se utiliza da criança ou do adolescente para
fins sexuais, seja conjunção carnal ou outro ato libidinoso, realizado de modo presencial ou por
meio eletrônico, para estimulação sexual do agente ou de terceiro;
b) exploração sexual comercial, entendida como o uso da criança ou do adolescente em
atividade sexual em troca de remuneração ou qualquer outra forma de compensação, de
forma independente ou sob patrocínio, apoio ou incentivo de terceiro, seja de modo presencial
ou por meio eletrônico;
c) tráfico de pessoas, entendido como o recrutamento, o transporte, a transferência, o
alojamento ou o acolhimento da criança ou do adolescente, dentro do território nacional ou
para o estrangeiro, com o fim de exploração sexual, mediante ameaça, uso de força ou outra
forma de coação, rapto, fraude, engano, abuso de autoridade, aproveitamento de situação de
vulnerabilidade ou entrega ou aceitação de pagamento, entre os casos previstos na legislação;
Lei 13.441/2017 – SISTEMA DE GARANTIA DE DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE 
VÍTIMA OU TESTEMUNHA DE VIOLÊNCIA
SEDUÇÃO
Art. 217 do CP (REVOGADO pela LEI 11.106/2005)
Seduzir mulher virgem, menor de 18(dezoito) anos
e maior de 14 (quatorze), e ter com ela conjunção
carnal, aproveitando-se de sua inexperiência ou
justificável confiança.
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor
de 14 (catorze) anos:
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos.
§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com
alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário
discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não
pode oferecer resistência.
§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se
independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter
mantido relações sexuais anteriormente ao crime.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
SUJEITO ATIVO – QUALQUER PESSOA
se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor,
curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade
sobre ela, a pena é aumentada de metade (ART. 226, II DO CP)
SUJEITO PASSIVO
Menor de 14 anos (independentemente do consentimento)
Portador de enfermidade ou deficiência mental
Incapaz de discernimento para a prática do ato
Por qualquer outra causa, não tenha condições de 
oferecer resistência
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
SUJEITO ATIVO – QUALQUER PESSOA
se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor,
curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade
sobre ela, a pena é aumentada de metade (ART. 226, II DO CP)
Art. 13 do CP (OMISSÃO IMPRÓPRIA)
§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o 
resultado. O dever de agir incumbe a quem:
a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;
b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;
c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Maria possui treze anos e namora com Heitor (24 anos)
em um relacionamento conhecido e notório por toda a
cidade de Buriticupu/MA. Há crime de estupro de
vulnerável?
Súmula 593 do STJ
O crime de estupro de vulnerável se configura com a conjunção carnal ou prática
de ato libidinoso com menor de 14 anos, sendo irrelevante eventual
consentimento da vítima para a prática do ato, sua experiência sexual anterior
ou existência de relacionamento amoroso com o agente.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Maria possui treze anos e namora com Heitor (24 anos)
em um relacionamento conhecido e notório por toda a
cidade de Buriticupu/MA. Há crime de estupro de
vulnerável?
§ 5º As penas previstas no caput e nos §§ 1º, 3º e 4º deste artigo aplicam-se
independentemente do consentimento da vítima ou do fato de ela ter
mantido relações sexuais anteriormente ao crime.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Cláudio possui deficiência mental e possui relações
sexuais com Larissa. Há estupro de vulnerável?
o Estatuto da Pessoa com Deficiência, a Lei 13.146/2015,
expressamente prevê, em seu artigo 6º, inciso II, que a deficiência
não afeta a plena capacidade civil da pessoa, inclusive para exercer
seus direitos sexuais e reprodutivos. Haveria atipicidade material da
conduta (tipicidade conglobante).
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Com relação aos menores de 14 anos de idade, pode-se dizer, com
segurança, que não se admite a chamada teoria (ou exceção) de
Romeu e Julieta. Essa teoria determinaria, em casos parecidos com o
romance de Shakespeare, a pequena diferença de idade entre os
praticantes do ato sexual (fala-se em até 5 anos), em um
relacionamento amoroso, o afastamento da vulnerabilidade da
vítima menor de 14 anos. Com origem nos EUA, referido
entendimento não pode ser adotado no Brasil.
ESTUPRO DE VULNERÁVEL
Alan possui 15 anos e teve a primeira relação
sexual com sua namorada Jéssica (13 anos). Jéssica
engravida. Pode-se falar em ato infracional
análogo ao estupro de vulnerável ou aplicação da
teoria do Romeu e Julieta?
ESTUPRO DE VULNERÁVEL - QUALIFICADORAS
§ 3o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza
grave figura:
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos.
§ 4o Se da conduta resulta morte:
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.
Figuras preterdolosas
ESTUPRO DE VULNERÁVEL (ART. 217-A DO CP)
BEM JURÍDICO Dignidade sexual do vulnerável
SUJEITO ATIVO qualquer pessoa
SUJEITO PASSIVO Menor de 14 anos ou pessoa com 
enfermidade ou deficiência mental, seja 
incapaz de discernimento para a prática do 
ato o que, por qualquer outra causa, não 
tenha condições de resistência
DOLO vontade consciente de praticar conjunção 
carnal ou ato libidinoso com a vítima
CULPA Não admitida
CONSUMAÇÃO No momento em que ocorre o ato de 
libidinagem
TENTATIVA ADMITIDA
TIPO DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA
CORRUPÇÃO DE MENORES
Art. 218. Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a 
lascívia de outrem (não se fala em ato libidinoso):
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.
LENOCÍNIO OU ALCOVITARIA – há uma relação tripla.
Sujeito ativo – qualquer pessoa a qual media
Sujeito passivo – menor de 14 anos
Terceiro – não vai ser considerado coautor, mas a pessoa que terá a
lascívia satisfeita.
CORRUPÇÃO DE MENORES
Trata-se de induzir o menor a satisfazer a lascívia de
outrem através de práticas sexuais contemplativas,
exibicionistas, expositivas, como, por exemplo, vestir-
se com determinadas fantasias para satisfazer certas
taras etc.
CORRUPÇÃO DE MENORES (ART. 218 DO CP)
BEM JURÍDICO Dignidade sexual do vulnerável
SUJEITO ATIVO qualquer pessoa 
SUJEITO PASSIVO Menor de 14 anos
DOLO vontade consciente de induzir menor de 14 a 
satisfazer a lascívia de outrem
CULPA Não admitida
CONSUMAÇÃO No momento em que ocorre o ato de 
satisfação de lascívia (normalmente uma 
exposição sexual, fantasias, etc)
TENTATIVA ADMITIDA
TIPO DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA
SATISFAÇÃO DE LASCÍVIA MEDIANTE PRESENÇA 
DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE
Art. 218-A. Praticar, na presença de alguém menor de 14
(catorze) anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal
ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria
ou de outrem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.
O MENOR DE 14 ANOS NÃO PARTICIPA DO ATO
SATISFAÇÃO DE LASCÍVIA MEDIANTE PRESENÇA 
DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE
Há a necessidade da presença física ou o crime ocorretambém por transmissão digital?
Há a necessidade da presença física
Art. 241-D do ECA Aliciar, assediar, instigar ou constranger, por qualquer meio de
comunicação, criança, com o fim de com ela praticar ato libidinoso:
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre quem:
I – facilita ou induz o acesso à criança de material contendo cena de sexo explícito ou
pornográfica com o fim de com ela praticar ato libidinoso;
II – pratica as condutas descritas no caput deste artigo com o fim de induzir criança a se
exibir de forma pornográfica ou sexualmente explícita.
SATISFAÇÃO DE LASCÍVIA MEDIANTE PRESENÇA 
DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE
Lucas e Carol desejam que Pedrinho (8 anos), sobrinho de
Carol, assista aos dois fazerem sexo, pois acham que assim
vão apimentar a relação dos dois. Os dois começam a fazer
sexo na frente de Pedrinho, mas Lucas não manteve a
ereção, pois ficou constrangido com a presença do menino.
Houve o crime do art. 218-A do CP?
Não é necessário que o agente efetivamente satisfaça a sua 
lascívia ou de outrem, basta que haja essa intenção.
SATISFAÇÃO DE LASCÍVIA MEDIANTE PRESENÇA DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE (ART. 218-A 
DO CP)
BEM JURÍDICO Dignidade sexual do vulnerável
SUJEITO ATIVO qualquer pessoa 
SUJEITO PASSIVO Menor de 14 anos
DOLO vontade consciente de praticar ato libidinoso na 
presença ou induzir menor de 14 anos a presenciar 
ato libidinoso, a fim de satisfazer a lascívia própria 
ou de outrem
CULPA Não admitida
CONSUMAÇÃO No momento em que ocorre o ato sexual ou outro 
ato libidinoso na presença ou no momento do 
induzimento, independentemente, da realização do 
ato libidinoso
TENTATIVA ADMITIDA
TIPO DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO 
SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL (HEDIONDO)
Art. 218-B. Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou outra forma
de exploração sexual alguém menor de 18 (dezoito) anos ou que, por
enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário
discernimento para a prática do ato, facilitá-la, impedir ou dificultar
que a abandone (CRIME PERMANENTE):
Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10 (dez) anos.
§ 1o Se o crime é praticado com o fim de obter vantagem econômica, 
aplica-se também multa.
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO 
SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL
§ 2o Incorre nas mesmas penas:
I - quem pratica conjunção carnal ou outro ato libidinoso com alguém
menor de 18 (dezoito) e maior de 14 (catorze) anos na situação
descrita no caput deste artigo;
II - o proprietário, o gerente ou o responsável pelo local em que se
verifiquem as práticas referidas no caput deste artigo.
§ 3o Na hipótese do inciso II do § 2o, constitui efeito obrigatório da
condenação a cassação da licença de localização e de funcionamento
do estabelecimento.
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO 
SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL
EXPLORAÇÃO SEXUAL
prostituição Turismo sexual
Pornografia (quando envolve 
crianças, vide arts. 240, 241, 
241-A a 241-D do ECA)
Tráfico para fins sexuais
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO 
SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL
Aluísio contrata Lorena, 16 anos, para praticarem
relações sexuais. Contudo, Lorena não consente, razão
pela qual Aluísio a agride e força uma relação sexual.
Crime de estupro qualificado (art. 213, § 1º do CP)
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO 
SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL
Marcos, 16 anos, é garoto de programa e quer deixar essa vida. Mas,
Roberta alega que ele poderá largar, mas precisa concluir mais alguns
trabalhos. Clara, por intermédio de Roberta, contrata Marcos para
praticarem relações sexuais. Porém, a polícia prende todos em
flagrante antes da realização do ato sexual.
Crime do 218-B consumado em relação a Roberta
Crime 218-B tentado em relação a Clara
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO 
SEXUAL DE CRIANÇA OU ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL
O(a) prostituto(a) pode ser vítima do 218-B?
Apenas quando é impedido(a) de deixar a prostituição
FAVORECIMENTO DA PROSTITUIÇÃO OU OUTRA FORMA DE EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇA OU 
ADOLESCENTE OU DE VULNERÁVEL (ART. 218-B DO CP)
BEM JURÍDICO Dignidade sexual do vulnerável
SUJEITO ATIVO qualquer pessoa
SUJEITO PASSIVO Menor de 18 anos ou que, por enfermidade ou deficiência mental,
não tem o necessário discernimento para a prática do ato
DOLO vontade consciente de induzir ou atrair alguém a prostituição, facilitá-
la ou impedir que alguém abandone, havendo divergência sobre a
existência (ou não) de finalidade especifica
Nas hipóteses do §2º, indispensável que o agente que participa do
ato sexual saiba que a vítima tem idade menor de 18 e maior de 14
anos
CULPA Não admitida
CONSUMAÇÃO Submeter, induzir, atrair e facilitar – no momento em que a vítima
passa a se dedicar a prostituição
Impedir ou dificultar o abandono à prostituição – no momento em
que a ítima delivera por deixar a atividade (crime permanente)
TENTATIVA ADMITIDA
TIPO DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE 
VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
Art. 218-C. Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor
à venda, distribuir, publicar ou divulgar, por qualquer meio - inclusive
por meio de comunicação de massa ou sistema de informática ou
telemática -, fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que
contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça
apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima,
cena de sexo, nudez ou pornografia:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, se o fato não constitui
crime mais grave.
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE 
VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
Aumento de pena
§ 1º A pena é aumentada de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços)
se o crime é praticado por agente que mantém ou tenha
mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de
vingança ou humilhação (pornografia de vingança).
Caso Neymar, divulgação de conversas íntimas e fotos. Crime
do art. 218-C, § 1º do CP ou seria legítima defesa?
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE 
VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
Divulgação de cena de estupro de vulnerável (apenas daquele
que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o
necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por
qualquer outra causa, não pode oferecer resistência), se for
menor de 14 anos (arts. 241 ou 241-A do ECA)
§ 2º Não há crime quando o agente pratica as condutas descritas no caput deste
artigo em publicação de natureza jornalística, científica, cultural ou acadêmica
com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada
sua prévia autorização, caso seja maior de 18 (dezoito) anos.
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE 
VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE PORNOGRAFIA
Paulo divulga um vídeo no seu canal do youtube em que
ensina métodos para a prática do estupro e afirma que é um
direito do homem possuir o corpo da mulher que ele
quiser. Crime do art. 218-C ou de incitação ao crime (art. 286 do
CP) ?
Incitação ao crime
Art. 286 - Incitar,
publicamente, a prática de
crime:
Pena - detenção, de três
a seis meses, ou multa.
Apologia de crime ou criminoso
Art. 287 - Fazer, publicamente,
apologia de fato criminoso ou de
autor de crime:
Pena - detenção, de três a seis
meses, ou multa.
Art. 218-C do CP
DIVULGAÇÃO DE CENA DE ESTUPRO OU DE CENA DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL, DE CENA DE SEXO OU DE 
PORNOGRAFIA (ART. 218-B DO CP)
BEM JURÍDICO Dignidade sexual do vulnerável
SUJEITO ATIVO qualquer pessoa
SUJEITO PASSIVO Qualquer pessoa, exceto vítima menor de 18 anos (arts. 241
ou 241-A do ECA)
DOLO vontade consciente de praticar as ações do tipo
CULPA Não admitida
CONSUMAÇÃO TIPO PENALMISTO ALTERNATIVO
Com a prática das ações do tipo
Pode ser crime permanente (exposição à venda,
disponibilização e divulgação)
TENTATIVA ADMITIDA 
TIPO DE AÇÃO PÚBLICA INCONDICIONADA
DISPOSIÇÕES GERAIS: apenas para os crimes 
estudados até então
Disciplina: Direito Penal Especial II
Prof°. Me. Werdeson Mário Cavalcante Olimpio
AÇÃO PENAL
Ação penal
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, 
procede-se mediante ação penal pública incondicionada. (lei 13.718/2018 –
24/09/2018)
ANTES DA LEI 12.015/2009, ERA DE INICIATIVA PRIVADA
Pública condicionada a representação
Pública incondicionada (quando a vítima é vulnerável ou menor 
de 18 anos)
AÇÃO PENAL
Ação penal
Art. 225. Nos crimes definidos nos Capítulos I e II deste Título, 
procede-se mediante ação penal pública incondicionada.
DEPOIS DA LEI 12.015/2009, PUBLICA COND. À REPRESENT.
Pública INCONDICIONADA SE MENOR DE 18 ANOS OU PESSOA 
VULNERÁVEL
MAS E COMO FICA A AUTONOMIA DA VÍTIMA DE CRIME 
CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL?
AUMENTO DE PENA
Art. 226. A pena é aumentada:
I – de quarta parte, se o crime é cometido com o concurso 
de 2 (duas) ou mais pessoas;
II - de metade, se o agente é ascendente, padrasto ou 
madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, 
preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro 
título tiver autoridade sobre ela;
III - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11106.htm#art5
AUMENTO DE PENA
Art. 226. A pena é aumentada:
IV - de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é 
praticado:
Estupro coletivo
A) mediante concurso de 2 (dois) ou mais agentes;
Estupro corretivo
b) para controlar o comportamento social ou sexual da vítima.

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