Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Lista de Exercícios (crimes contra a dignidade sexual)
1 Faça uma análise comparada entre o estupro e o estupro de vulnerável tendo em vista a noção de violência ou grave ameaça e as condições pessoais da vítima.
O estupro exige violência ou grave ameaça, enquanto o estupro de vulnerável é baseado na inexistência válida de consentimento, pela condição pessoal da vítima (idade ou incapacidade). No estupro de vulnerável, o consentimento eventual da vítima é irrelevante juridicamente. O estupro exige violência ou grave ameaça, enquanto o estupro de vulnerável é baseado na inexistência válida de consentimento, pela condição pessoal da vítima (idade ou incapacidade). No estupro de vulnerável, o consentimento eventual da vítima é irrelevante juridicamente.
2 Explique a diferença entre o estupro e a violência sexual mediante fraude tendo em vista a vontade da vítima.
Estupro envolve violência física ou grave ameaça. A vítima tem sua vontade viciada por medo ou força. Violência sexual mediante fraude. Ocorre quando o agente engana ou induz a vítima ao erro, fazendo-a participar de ato sexual acreditando estar praticando outra coisa ou com outra pessoa. Exemplo: fingir ser médico e realizar atos libidinosos em um falso exame.
3 Explique a diferença entre a importunação sexual e o assédio sexual.
Importunação sexual ato libidinoso sem consentimento da vítima, praticado contra ela, com finalidade sexual. Exemplo: encoxar em transporte público. Assédio sexual ocorre quando alguém se aproveita de sua posição de superioridade (relação de emprego, cargo ou função) para obter vantagem ou favorecimento sexual. É dependente de hierarquia ou relação de poder.
4 Explique o tipo de ação penal (privada, pública incondicionada, pública condicionada à representação) resultante da prática dos crimes contra a dignidade sexual.
Estupro e estupro de vulnerável: Ação penal pública incondicionada. Antes, o estupro dependia de representação, mas essa condição foi retirada. Violência sexual mediante fraude e importunação sexual: Também são ações penais públicas incondicionadas. Assédio sexual: Ação penal pública condicionada à representação da vítima, pois a exposição da vítima pode ser sensível em ambiente de trabalho. Ato obsceno e objeto obsceno: Ação penal pública incondicionada.
5 Faça uma análise crítica da manutenção dos crimes de “ato obsceno” e “escrito ou objeto obsceno” no Código Penal.
Esses tipos penais são considerados abertos e vagos, pois não definem claramente o que é “obsceno”, o que pode gerar interpretações subjetivas. Em tempos de maior liberdade de expressão e costume social mais liberal, pode haver conflito com direitos fundamentais, como liberdade artística e expressão. Muitos doutrinadores defendem a revogação ou reformulação desses artigos, por serem resquícios de um moralismo excessivo do passado e por poderem ser resolvidos por meio de sanções administrativas ou civis. No entanto, em casos de ofensa a crianças, adolescentes ou exposição pública forçada, a norma ainda pode ter aplicação legítima.
6 Um homem foi detido e levado à delegacia sob acusação da prática de crime. Ele abordava mulheres nas ruas com comentários sobre os seus pés. Em seguida, sem o consentimento da vítima, lambia e chupava os seus pés. Em um dos casos, ele usou força física e ameaça para imobilizar a vítima antes de cometer o ato. O ato cometido pelo detido se enquadra em alguma modalidade de crime contra a dignidade sexual? Qual? Justifique.
Quando o ato foi praticado sem consentimento e teve conteúdo libidinoso claro (fetiche sexual), enquadra-se como importunação sexual. Nos casos em que ele usou força física e ameaça para imobilizar a vítima, caracteriza-se o crime de estupro, pois houve violência para prática de ato libidinoso. O ato de lamber ou chupar os pés com fim sexual é considerado ato libidinoso, mesmo sem conjunção carnal.
CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INTELECTUAL
Os crimes contra a propriedade intelectual englobam práticas que violam direitos autorais e promovem a pirataria, prejudicando a criação intelectual e a indústria cultural. A legislação brasileira aborda esses delitos, estabelecendo normas específicas para coibir práticas ilícitas relacionadas à propriedade intelectual. Vamos explorar alguns dos principais aspectos legais desses crimes:
1. Violação de Direitos Autorais (Lei nº 9.610/1998):
· A violação de direitos autorais ocorre quando alguém utiliza, reproduz, distribui ou comercializa obras protegidas sem a devida autorização do titular dos direitos autorais.
Lei nº 9.610/1998 - Artigo 184:
Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
2. Pirataria (Lei nº 9.609/1998 e Lei nº 9.279/1996):
· A pirataria engloba a reprodução não autorizada e comercialização de software, sendo caracterizada como apropriação indevida de produtos protegidos por direitos autorais.
Lei nº 9.609/1998 - Artigo 12:
A reprodução, por qualquer meio, de programa de computador, sem autorização expressa do titular dos direitos autorais, constitui crime passível de detenção, de seis meses a dois anos, ou multa.
Lei nº 9.279/1996 - Artigo 195:
Para fins penais, considera-se reprodução de programa de computador a cópia, por qualquer meio ou processo, do código-fonte ou do código-objeto do programa.
3. Contrabando de Produtos (Lei nº 9.279/1996):
· O contrabando de produtos, incluindo cópias não autorizadas, é um crime contra a propriedade industrial, prejudicando a indústria e a economia.
Lei nº 9.279/1996 - Artigo 190:
Considera-se crime contra registro de marca a aquisição, para fins comerciais, de insumo, produto ou mercadoria, com a finalidade de produzir, distribuir ou comercializar produto ou prestação de serviço idêntico, semelhante ou afim, que reproduza ou imite marca alheia, registrada ou não, de modo a induzir a erro ou confusão.
4. Responsabilidade Penal das Empresas (Lei nº 9.279/1996):
· A legislação também prevê a responsabilidade penal das empresas que praticam atos contra a propriedade intelectual.
Lei nº 9.279/1996 - Artigo 191-A:
Adquirir, distribuir, vender, ocultar, ter em depósito ou usar produto falsificado com o intuito de vendê-lo, distribuí-lo ou colocá-lo em circulação:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa.
Penalidades: As penalidades para crimes contra a propriedade intelectual incluem detenção, reclusão, multa e outras sanções previstas na legislação específica. Além disso, as empresas podem ser responsabilizadas criminalmente por práticas ilícitas relacionadas à propriedade intelectual.
A legislação visa proteger a criação intelectual, incentivar a inovação e preservar a indústria cultural. A aplicação efetiva dessas normas é crucial para garantir a integridade dos direitos autorais e a justa remuneração dos criadores de conteúdo.
Considerações Iniciais – Crimes contra a Dignidade Sexual
Os crimes contra a dignidade sexual estão elencados no Título VI do Código Penal e estão divididos em alguns capítulos, conforme veremos a seguir. 
Assim, é importante deixar claro que este é um assunto extenso e não conseguiremos tratar de todos os crimes contra a dignidade sexual aqui, mas faremos um breve resumo sobre os que mais caem nos principais concursos do país para que vocês possam mandar bem nas provas.
A seguir, veremos os seguintes capítulos sobre os crimes contra a dignidade sexual:
· Dos Crimes contra a liberdade sexual
· Dos Crimes Sexuais contra Vulnerável
· Do Lenocídio e do Tráfico de Pessoas para fim de prostituição ou outra forma de exploração sexual
· Do Ultraje Público ao Pudor
Vamos detalhar cada um deles?
Crimes contra a Dignidade Sexual: Contra a liberdade sexual
Estupro
Art. 213.  Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso:  
Pena – reclusão, de 6 a 10 anos. 
Para que seja configurado o estrupo, é necessário CONSTRANGER (coagir, obrigar ou forçar) alguém, mediante VIOLÊNCIA (emprego de força física ou torturapsicológica) ou GRAVE AMEAÇA (promessa de um mal imediato e verossímil).
A CONSUMAÇÃO pode ocorrer de duas formas:
a) Conjunção carnal: penetração, mesmo incompleta.
b) Ato libidinoso: cuja finalidade é a de satisfazer a lascívia, contra a vontade da vítima.
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa (homem ou mulher).
· Passivo: Qualquer pessoa maior de 14 anos, apta a discernir.
Estupro cometido por cônjuge: Durante a relação conjugal, os cônjuges detêm o direito de manter relações sexuais um com com o outro. Contudo, este direito NÃO PODE ser exercido mediante violência ou grave ameaça, pois, se assim o for, será considerado estupro. Desta forma, não há que se falar mais em “débito conjugal” para obrigar o outro a manter relações sexuais nos termos acima.
Violação sexual mediante fraude
Art. 215.  Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima:
Pena – reclusão, de 2 a 6 anos.      
Neste crime, também chamado pela doutrina de estelionato sexual, o autor se vale de fraude capaz de levar a vítima ao erro, a fim de abusar sexualmente desta.
Observe que aqui o agente NÃO UTILIZA VIOLÊNCIA, mas faz a vítima ser induzida ao erro, acreditando que aquela conduta é necessária. É o exemplo do médico que abusa da paciente dizendo que faz parte do procedimento ou de líder religioso que promete cura espiritual se a fiel praticar algum ato de cunho sexual com ele.
TOME NOTA: Se a vítima estiver sob efeito de remédios, álcool ou drogas não se configura violação sexual mediante fraude, mas sim estupro de vulnerável.
Sujeitos:
· Ativo: Pode ser qualquer pessoa.
· Passivo: Pode ser qualquer pessoa, não sendo necessário que a vítima seja virgem ou casta.
Da mesma forma que o crime anterior, a CONSUMAÇÃO ocorre no momento da conjunção carnal ou do ato libidinoso.
Multa
Será aplicada pena de multa cumulativamente, se o crime for cometido com o fim de obter vantagem econômica.
Assédio Sexual
Constranger alguém com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente da sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício de emprego, cargo ou função.          
Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos.     
Ao contrário do crime de estupro, aqui o verbo CONSTRANGER significa importunar alguém com propostas ou condutas de cunho sexual.
Assim, para ser configurado assédio sexual, é necessário que haja a importunação do agente, prevalecendo-se de sua superioridade hierárquica ou ascendência inerente ao exercício do cargo, SEM O CONSENTIMENTO da vítima.
Sujeitos:
· Ativo: pode ser qualquer pessoa, desde que elencadas nas situações acima.
· Passivo: pode ser qualquer pessoa que se enquadre nas hipóteses do tipo penal.
Consumação: Ocorre no momento do assédio, INDEPENDENTE da obtenção da vantagem sexual.
Aumento de pena:
A pena aumentará de 1/3 se a vítima do assédio for menor de 18 anos.
Crimes contra a Dignidade Sexual: Crimes sexuais contra vulnerável
Estupro de vulnerável:
Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos:  
Pena – reclusão, de 8 a 15 anos. 
Incorre na mesma pena quem pratica as ações com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência.     
São pessoas vulneráveis:
· Menores de 14 anos.
· Portadores de enfermidade ou deficiência mental, que não tenham o necessário discernimento para a prática do ato.
· Pessoas que não podem oferecer resistência por fato anterior que impossibilite a defesa (doença incapacitante, paralisia, desmaio etc.), provocado pelo agente (sonífero ou droga na bebida etc.) ou causado por ela própria (embriaguez, uso de remédio para dormir).
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa. 
· Passivo: Qualquer pessoa vulnerável.
Consumação: No momento em que é realizada o ato.
TOME NOTA: As penas aplicam-se INDEPENDENTE do consentimento da vítima ou do fato de ela ter mantido relações sexuais anteriormente ao crime.
Formas qualificadas:
Se resultar:
a) Lesão corporal grave: Pena de reclusão, de dez a vinte anos.
b) Morte: Pena de reclusão, de doze a trinta anos.
Corrupção de menores 
Induzir alguém menor de 14 anos a satisfazer a lascívia de outrem:           
Pena – reclusão, de 2 a 5 anos.    
Aqui, o agente visa à satisfação da lascívia DE UM TERCEIRO ao persuadir menor de 14 anos a participar de ato sexual. O terceiro precisa ser pessoa determinada, senão, estará configurado favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual de vulnerável.
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa.
· Passivo: Menor de 14 anos.
Consumação: No instante da conjunção carnal ou do ato libidinoso pelo terceiro que o sujeito ativo “auxiliou”, não sendo exigida integral satisfação sexual deste.
TOME NOTA: Se o agente visar à satisfação própria e não a de outrem, haverá crime de estupro de vulnerável.
Satisfação de lascívia mediante presença de criança ou adolescente
Praticar, na presença de alguém menor de 14 anos, ou induzi-lo a presenciar, conjunção carnal ou outro ato libidinoso, a fim de satisfazer lascívia própria ou de outrem:          
Pena – reclusão, de 2 a 4 anos.  
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa
· Passivo: Menor de 14 anos.
Consumação: Basta a exposição do menor de 14 anos ao ato libidinoso.
TOME NOTA: É necessário que o menor não tenha envolvimento no ato sexual, do contrário, o crime será de estupro de vulnerável.
Divulgação de cena de estupro ou de cena de estupro de vulnerável, de cena de sexo ou de pornografia  
Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, vender ou expor à venda (…) fotografia, vídeo ou outro registro audiovisual que contenha cena de estupro ou de estupro de vulnerável ou que faça apologia ou induza a sua prática, ou, sem o consentimento da vítima, cena de sexo, nudez ou pornografia: 
Pena – reclusão, de 1 a 5 anos, se o fato não constitui crime mais grave.  
Este crime foi introduzido pela Lei 13.718/2018 e surgiu em virtude do avanço tecnológico e da divulgação dessas cenas por meio de sites e redes sociais.
O delito admite qualquer meio executório, ou seja, pode ser cometido tanto através de meio físico (entrega de mídia a terceiro) quanto por meio virtual (divulgação das cenas através de sites, redes sociais etc.)
Sujeitos:
· Ativo: Pode ser qualquer pessoa.
· Passivo: A pessoa (vítima) que é exibida nas cenas.
Consumação: Ocorre quando uma das ações descritas no artigo acontece.
Majoração de pena:
a) 1/3 a 2/3, se o crime é praticado por agente que mantém ou tenha mantido relação íntima de afeto com a vítima ou com o fim de vingança ou humilhação.  
Exclusão de ilicitude  
NÃO HÁ CRIME quando o agente pratica as condutas em publicação jornalística, científica, cultural ou acadêmica com a adoção de recurso que impossibilite a identificação da vítima, ressalvada sua prévia autorização, caso seja maior de 18 anos. 
Casos de aumento de pena
De acordo com o Art. 226, do Código Penal, todos os crimes mencionados acima terão a pena aumentada:        
a) De quarta parte – Quando cometido com o concurso de 2 ou mais pessoas.    
b) De metade: Se o agente é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge, companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro título tiver autoridade sobre ela.
c) De 1/3 a 2/3 – Quando praticado mediante concurso de 2 ou mais agentes (estupro coletivo) ou para controlar o comportamento social ou sexual da vítima (estupro corretivo).
Ação Penal
Consoante o Art. 225 do Código Penal, nos crimes mencionados acima a ação penal será pública incondicionada.
Crimes contra a Dignidade Sexual: Lenocínio e do tráfico de pessoa para fim de prostituição ou outra forma de exploração sexual
Precisamos sinalizar que o crime de “Tráfico de pessoa para fins de prostituição ou outra forma de exploração sexual” foi expressamente revogado pela Lei Nº 13.344/2016 e passou a tipificar crime de tráfico de pessoas”, previstono Art. 149-A do Código Penal.
Dito isso, vamos ver os outros crimes listados neste capítulo.
Mediação para servir a lascívia de outrem
Art. 227 – Induzir alguém a satisfazer a lascívia de outrem.
Pena – reclusão, de um a três anos.
Aqui, a vítima NÃO É FORÇADA, mas CONVENCIDA a satisfazer lascívia de terceiro, de modo que eventual relação sexual é consentida. Há o envolvimento de três pessoas: pessoa que induz, pessoa que é induzida (vítima) e o terceiro beneficiário. 
TOME NOTA: Somente o primeiro responde pelo crime por ter incentivado a vítima a satisfazer terceiro. O beneficiário não comete delito. Contudo, se, ao chegar no local, a vítima desistir do ato e o terceiro empregar violência ou grave ameaça para obrigá-la, este responderá por estupro.
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa.
· Passivo: Qualquer pessoa, homem ou mulher.
Consumação: No momento em que a vítima realiza ato capaz de satisfazer a lascívia do terceiro.
Qualificantes: 
1. Vítima maior de 14 e menor de 18 anos
2. Praticado por ascendente, descendente, cônjuge ou companheiro, irmão, tutor ou curador ou pessoa a quem esteja confiada para fins de educação, de tratamento ou guarda
3. Cometido com emprego de violência, grave ameaça ou fraude
TOME NOTA: Neste crime a vítima é INDUZIDA e NÃO FORÇADA a um ato para satisfazer a lascívia de terceiro. Se o agente emprega violência ou grave ameaça para forçá-la a fazer algo contra sua vontade (sexo por telefone, striptease etc.), isto será uma qualificadora. Contudo, se a vítima for forçada a manter conjunção carnal ou realizar outra espécie de ato libidinoso com terceiro, o agente responde por crime de ESTUPRO. 
Multa
Aplica-se também multa, quando o crime for cometido com o fim de lucro (pelo autor).
Casa de prostituição
Manter, por conta própria ou de terceiro, estabelecimento em que ocorra exploração sexual, haja, ou não, intuito de lucro ou mediação direta do proprietário ou gerente:                  
Pena – reclusão, de dois a cinco anos, e multa.
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa que mantém a casa de prostituição.
· Passivo: Todas as pessoas exploradas sexualmente no estabelecimento e a sociedade.
Consumação: É um crime habitual e permanente e sua consumação se realiza com a manutenção do estabelecimento.
TOME NOTA: Em relação à consumação, o STF entendeu que “o caráter habitual do crime não impede a prisão em flagrante, se deste resulta que o agente tem local em funcionamento para o fim previsto na lei”.
Rufianismo
Tirar proveito da prostituição alheia, participando diretamente de seus lucros ou fazendo-se sustentar, no todo ou em parte, por quem a exerça:
Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.
Este tipo penal pune aquela pessoa que “empresaria” prostitutas, se provendo desses lucros.
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa que explore a prostituição alheia.
· Passivo: Pessoa que exerce a prostituição.
Qualificadoras:
1. Vítima menor de 18 e maior de 14 anos
2. Crime cometido por ascendente, padrasto, madrasta, irmão, enteado, cônjuge, companheiro, tutor ou curador, preceptor ou empregador da vítima, ou por quem assumiu, por lei ou outra forma, obrigação de cuidado, proteção ou vigilância.
3. Mediante violência, grave ameaça, fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação da vontade da vítima.            
Promoção de migração ilegal
A Lei Nº 13.445/2017, conhecida como Lei de Migração, introduziu essa modalidade no título de Crimes contra a Dignidade Sexual no Código Penal.
Art. 232-A. Promover, por qualquer meio, com o fim de obter vantagem econômica, a entrada ilegal de estrangeiro em território nacional ou de brasileiro em país estrangeiro       
Pena – reclusão, de 2 a 5 anos, e multa.      
Sujeitos:
· Ativo: Qualquer pessoa.
· Passivo: Estado.
TOME NOTA: A punição recai sobre o terceiro que promove a entrada ou a saída ilegal, ou seja, a norma penal não alcança o migrante.
Consumação: Ocorre com a entrada ilegal do estrangeiro em território nacional, com a entrada ilegal do brasileiro em outro país e, ainda, com a saída do estrangeiro do território brasileiro (na forma equiparada).
Casos de aumento de pena:
Será aumentada de 1/6 a 1/3 se:    
a) o crime é cometido com violência        
b) a vítima é submetida a condição desumana ou degradante.         
Crimes contra a Dignidade Sexual: Ultraje público ao pudor
Ato obsceno
Praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público:
Pena – detenção, de três meses a um ano, ou multa.
Para a lei, ato obsceno é aquele de cunho sexual e que fere o pudor (expor os órgãos sexuais ou manter relação sexual em local público, por exemplo).
Para que seja crime, o fato deve ocorrer em lugar:
a) Público: ruas, praças, parques etc.
b) Aberto ao público: onde qualquer pessoa pode entrar, ainda que pagando: teatro, cinema etc.
c) Exposto ao público: local privado que pode ser visto por outras pessoas, como varandas, interior de automóvel etc.
FIQUE ATENTO: Quanto à intenção, este tipo NÃO EXIGE que o autor tenha propósito erótico. Pode ser praticado de brincadeira, por aposta etc. EM QUALQUER CASO, HÁ CRIME.
Sujeitos:
· Ativo: Pode ser qualquer pessoa.
· Passivo: A sociedade e qualquer pessoa que presencie o ato.
Consumação: Ocorre com a prática do ato obsceno em si, AINDA QUE nenhuma pessoa tenha presenciado (mas desde que pudesse presenciar).
Agravante: Configura crime mais grave, se o ato se realizar na presença de pessoa menor de 14 anos.
Casos de aumento de pena nos Crimes contra a Dignidade Sexual
A pena aumentará de:
a) Metade a 2/3, se do crime resultar gravidez.
b) 1/3 a 2/3, se o agente transmite à vítima doença sexualmente transmissível de que sabe ou deveria saber ser portador, ou se a vítima é idosa ou pessoa com deficiência.
Segredo de Justiça nos Crimes contra a Dignidade Sexual
Os processos em que se apuram crimes contra a dignidade sexual correrão em segredo de justiça.

Mais conteúdos dessa disciplina