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LINFADENITE CASEOSA: 
DO DIAGNÓSTICO À PREVENÇÃO EM
REBANHOS DE PEQUENOS
RUMINANTES
Gabriela Faria
Isabela Barcelos
Guilherme Moreira
Mariana Camargo
Lorena Rosa
PROFESSORA: AMANDA MACEDO
IN
TR
O
D
U
Ç
Ã
O
A linfadenite caseosa é uma doença
infectocontagiosa causada pela bactéria
Corynebacterium pseudotuberculosis, que
acomete principalmente ovinos e caprinos.
Caracteriza-se pela formação de
abscessos com conteúdo purulento nos
linfonodos e órgãos internos, sendo de
difícil controle e com grande impacto
sanitário e econômico nos rebanhos.
Forma interna
Forma externa
Exige manejo adequado
Há como previnir
Gera impacto econômico
ETIOPATOLOGIA DA DOENÇA:
Causado por uma bactéria gram-positiva, que penetra
no organismo sobretudo por meio de feridas da pele,
escoriações causadas por manejo inadequado,tosa,
castração, marcação ou através da via respiratória;
Uma vez no organismo, a bactéria é fagocitada pelos
macrófagos, porém consegue sobreviver e se
multiplicar dentro dessas células devido a sua
capacidade de escapar da digestão dos lisossomos;
A evolução da doença depende tanto
da virulência do agente quanto da
resposta imune do hospedeiro;
Há casos em que a infecção permanece
localizada, em outros, há disseminação
sistêmica com o envolvimento de
linfonodos viscerais e órgãos internos.
EPIDEMIOLOGIA
Acomete principalmente caprinos e ovinos, mas também pode afetar bovinos, equinos,
camelídeos e humanos (raramente).
Caprinos: mais sensíveis, com sintomas clínicos evidentes.
Ovinos (RS): infecção silenciosa, geralmente detectada post mortem em frigoríficos.
Presente em regiões com criação de pequenos ruminantes.
Endêmica no Nordeste do Brasil, com destaque para Bahia e Piauí, onde é a infecção mais
incidente em caprinos.
Vegetações espinhosas (como cactos) favorecem a entrada da bactéria por lesões cutâneas.
 Perdas econômicas:
Desvalorização das peles.
Condenação de carcaças na inspeção sanitária.
 Dados relevantes:
RS (1982): 8% das ovelhas e 1,5% dos capões com lesões típicas.
EUA: 3ª causa de condenação de carcaças ovinas.
Austrália: 1ª causa.
 
 Histórico da doença no Brasil:
Caprinos na Bahia: primeiro registro em 1974 (Costa Filho e Silveira).
Ovinos no RS: confirmado em 1994 (Ribeiro).
EPIDEMIOLOGIA
 Forma Superficial (mais comum):
Acomete principalmente caprinos.
Aumento de volume dos linfonodos periféricos (submandibular, pré-escapular,
poplítea, inguinal).
Linfonodos tornam-se endurecidos, inflamados e podem romper, liberando
conteúdo purulento: 
Espesso, esverdeado ou amarelado.
De aspecto caseoso e altamente contaminante para o ambiente.
SINTOMATOLOGIA
Forma Visceral:
Mais comum em ovinos.
Atinge linfonodos internos e órgãos como pulmões, fígado, rins e
baço. 
Tratamento
Drenagem cirúrgica: principal método; feita com assepsia e
limpeza com antissépticos.
Antibióticos: sistêmicos (penicilina ou oxitetraciclina) e
tópicos; eficácia limitada.
Exérese total: indicada em casos recorrentes ou animais
valiosos.
Medidas complementares: isolamento, desinfecção, controle
de entrada e triagem.
Limitações: cura rara; prevenção é a melhor forma de
controle.
Controle de entrada de animais:
Inspeção rigorosa e quarentena de no mínimo 30 dias.
Observação de sinais clínicos e realização de exames.
 Higiene no manejo:
Esterilização de objetos cortantes (casqueamento, tosa, descorna).
Desinfecção das instalações e eliminação de objetos pontiagudos.
Cuidados com ferimentos na pele.
 Vacinação:
Uso de vacinas comerciais como medida complementar.
Reduzem incidência e gravidade da doença.
Deve ser feita com orientação veterinária.
 Descarte de animais crônicos:
Identificação e remoção de animais com abscessos recorrentes.
Reduz a pressão de infecção, especialmente em surtos frequentes.
Prevenção 
RELATO DE CASO
Ovino, 70kg 
Secreção nasal
Dificuldade respiratória severa
Redução na ingestão de alimentos
Palidez das mucosas orais
Tempo de preenchimento capilar
prolongado
Frequência cardíaca diminuída
Respiração acelerada
Fezes malcheirosas e recobertas por
muco
Fluido hemorrágico na cavidade torácica 
Múltiplas formações nodulares
Conteúdo espesso e amarelado, com
disposição em camadas concêntricas,
sugerindo material caseoso. 
Lesões em rins e linfonodos das regiões
mediastinal e traqueobrônquica.
OBRIGADA!