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1 
 
 
2 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
UNIDADE I – INTRODUÇÃO À TEORIA E ESTUDO DO DIREITO .................................................... 3 
1.1 O OBJETO DA DISCIPLINA ................................................................................................... 4 
1.2 A IMPORTÂNCIA E FINALIDADE DA DISCIPLINA............................................................ 5 
1.3 CONCEPÇÃO EPSTEMOLÓGICA DO CONHECIMENTO JURÍDICO ........................... 6 
1.4 SIMBOLISMOS PERTINENTES AO CONHECIMENTO JURÍDICO ................................ 6 
 
UNIDADE II – DIREITO E SOCIEDADE ............................................................................................ 12 
2.1 DIMENSÃO AXIOLÓGICA DO DIREITO ............................................................................ 13 
2.2 FONTES DO DIREITO ........................................................................................................... 14 
2.3 PRINCIPAIS SISTEMAS JURÍDICOS VIGENTES NO MUNDO .................................... 19 
2.4 PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO .................................................................................... 23 
2.5 ORDENAMENTO JURÍDICO ................................................................................................ 24 
2.5.1 NORMATIVISMO LÓGICO DE HANS KELSEN (Bônus de conhecimento) .............. 28 
2.6 NORMA JURÍDICA ................................................................................................................. 30 
 
UNIDADE III – CONCEITOS JURÍDICOS FUNDAMENTAIS ............................................................ 34 
3.1 RELAÇÃO JURÍDICA ............................................................................................................. 34 
3.2 CONCEITOS JURÍDICOS FUNDAMENTAIS .................................................................... 36 
3.3 DIVISÃO GERAL DO DIREITO POSITIVO ........................................................................ 36 
3.4 DIREITO NO TEMPO E NO ESPAÇO ................................................................................ 37 
3.5 TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS DO DIREITO ......................................................... 38 
REFERÊNCIAS.............................................................................................................................. 39 
 
 
3 
 
UNIDADE I – INTRODUÇÃO À TEORIA E ESTUDO DO DIREITO 
 
A disciplina Introdução ao Estudo do Direito fornece conhecimentos basilares, gerais 
e comuns a qualquer área do Direito. Seriam noções fundamentais para a compreensão do 
universo jurídico, referindo-se a diversos conceitos científicos utilizados no Direito, com 
objetivos pedagógicos. 
Como toda e qualquer área de conhecimento derivada da dinâmica da sociedade, o 
Direito se conecta com os fenômenos sociais por ser fruto direto dela, nesse caso, por se 
referir ao regramento das relações de poder entre os indivíduos e grupos. Assim, o Direito e 
o ordenamento jurídico dependem das relações internas da sociedade e com esta dialogam 
no exato momento que se retroalimentam dela para continuar a vigorar e se atualizar face às 
mudanças de gerações e suas respectivas formas de se relacionar no tempo e no espaço. 
 
Ver vídeo 1: https://www.youtube.com/watch?v=B7jcM7WFkyk 
 
Em se tratando do curso de Direito, também se deve levar em conta as diferenças 
entre Ética, Moral e Direito. Os conceitos se inter-relacionam, mas são coisas distintas e que 
devem ser trabalhados de forma clara no cotidiano do(a) Operador(a) do Direito. 
 
Ver vídeo 2: https://www.youtube.com/watch?v=NVdgp7XZl2w 
 
Para que se tenha uma noção básica da disciplina é fundamental que seja explorado 
um pouco da formação do próprio Direto à luz de suas origens na evolução da sociedade 
romana e seu ordenamento jurídico, que é o Direito Romano. É fundamental que o 
estudante de Direito entenda que o curso não é focado simplesmente em estudar leis ou os 
processos jurídicos em vigor, mas que exige uma atenção especial para os conteúdos 
lastreados na história (da humanidade e nacional), na sociologia, na psicologia, na 
linguagem, no meio ambiente, na informática e outras áreas de conhecimento que podem 
ser alvo ou objeto de estudo das ciências jurídicas. 
Em especial, entender as bases do Direito Ocidental como continuação e 
aperfeiçoamento do Direito Romano e Germânico é de grande valia para construção de uma 
visão ampliada do acadêmico à cerca dos fenômenos que circundam a própria evolução do 
Direito Contemporâneo e suas perspectivas. 
 
Ver vídeo 3: https://www.youtube.com/watch?v=WZybLXbHhB0 
https://www.youtube.com/watch?v=B7jcM7WFkyk
https://www.youtube.com/watch?v=NVdgp7XZl2w
https://www.youtube.com/watch?v=WZybLXbHhB0
4 
 
A tendência de visualizar o direito como ciência começou a evidenciar-se no século 
XX, tendo como impulso o pensamento de Hans Kelsen, em especial a partir de 1934, com a 
publicação da sua Teoria Pura do Direito, que significou um divisor de águas no pensamento 
jurídico e influenciou, sem sombra de dúvidas, a maior parte dos sistemas jurídicos 
ocidentais. Essa teoria desenvolvida pelo filósofo alemão foi o referencial que buscamos 
para expor acerca da teoria do direito. Entretanto, ao lado desta teoria, outras surgiram no 
intuito de combatê-la, buscando explicar o fenômeno jurídico de forma diversa da pregoada 
por Kelsen. 
 
1.1 O OBJETO DA DISCIPLINA 
A disciplina Introdução ao Estudo do Direito fornece conhecimentos basilares, gerais 
e comuns a qualquer área do Direito. Seriam noções fundamentais para a compreensão do 
universo jurídico, referindo-se a diversos conceitos científicos utilizados no Direito, com 
objetivos pedagógicos. 
O estudo que desenvolve não versa sobre o teor das normas jurídicas; não se ocupa 
em definir o que se acha conforme ou não à lei, pois é disciplina de natureza epistemológica, 
que expressa uma teoria da ciência jurídica. 
A Teoria Pura do Direito não visa a entender o Direito como um produto da justiça, 
mas, sim, como uma técnica social, baseada na experiência humana. O fundamento de sua 
validade é uma hipótese jurídica, uma norma fundamental, examinando o direito positivo 
puro, enfatizando que: 
 
“o primado da pureza metódica. A construção da ciência jurídica implica um 
conhecimento rigorosamente neutro e puro em relação ao seu objeto” 
(KEGEL, 1997, p. 46). 
 
Portanto, o objeto de estudo da disciplina Teoria e Estudo do Direito é o “Direito 
Puro”, de caráter genérico e totalmente isento do caso concreto, do ordenamento jurídico e 
dos processos que ocorrem no campo dos acontecimentos jurídicos. 
Para proporcionar a visão global do Direito, a Introdução examina o objeto de estudo 
dos principais ramos, levando os alunos a se familiarizarem com a linguagem jurídica. O 
estudo que desenvolve não versa sobre o teor das normas jurídicas; não se ocupa em definir 
o que se acha conforme ou não à lei, pois é disciplina de natureza epistemológica, que 
expressa uma teoria da ciência jurídica. Concluindo, podemos dizer que ela possui um 
tríplice objeto: a) os conceitos gerais do Direito; b) a visão de conjunto do Direito; c) os 
lineamentos da técnica jurídica (HORCAIO, 2020). 
5 
 
1.2 A IMPORTÂNCIA E FINALIDADE DA DISCIPLINA 
Em sua constante mudança, a fim de acompanhar a marcha da evolução da história e 
poder se conectar com os avanços do mundo científico, o Direito, por vários de seus 
institutos, requer adequação à modernidade e que deve constantemente lançar desafios 
tanto para a classe política quanto para a comunidade de juristas, a quem compete oferecer 
ao legislador os modelos alternativos de leis. Este, em linhas gerais, é o panorama que se 
apresenta aos iniciantes no aprendizado da Ciência Jurídica (HORCAIO, 2020). 
Os primeiros contatos do estudante com a Ciência do Direito se fazem através da 
Introdução ao Estudo do Direito, que funciona como um elo entre a cultura geral,e garantido pelo ordenamento jurídico, para a satisfação dos seus 
interesses juridicamente reconhecidos. 
- o Professor Arnoldo Wald, segundo as quais o direito subjetivo seria a 
concretização, em favor de determinada pessoa, de um direito objetivo baseado na norma, 
isto é, é o direito de exigir que alguém cumpra seu dever jurídico, sob pena de uma sanção. 
 
3.1.2 Dever Jurídico 
É a situação em que uma pessoa (sujeito passivo) tem de praticar uma ação ou 
omissão, em vantagem de outra, sob pena de sofrer uma sanção, é então o vínculo que une 
o titular do direito ao devedor. 
Só há dever jurídico quando há a possibilidade de violação da lei. Pode-se dizer que 
é a conduta exigida. Afirma-se que o Direito subjetivo é uma determinação da lei para que 
uma pessoa assuma uma conduta em favor de outra. 
 
 
36 
 
3.2 CONCEITOS JURÍDICOS FUNDAMENTAIS 
 
3.2.1 Direito Positivo 
Direito positivo consiste no conjunto de todas as regras e leis que regem a vida 
social e as instituições de determinado local e durante certo período de tempo. Para os 
positivistas, a lei é um produto do Direito que age como um mecanismo de organização 
social, firmada a partir de um "Contrato Social". 
Alguns exemplos de direito positivo ou positivado são a Constituição Federal, as leis 
ordinárias, leis complementares e outras normas jurídicas. 
 
3.2.2 Direito Subjetivo 
É a faculdade de alguém fazer ou deixar fazer alguma coisa, de acordo com a 
norma. Os direitos subjetivos revelam poder e dever. Poder de cobrar e dever de pagar uma 
dívida. Por exemplo: licença à maternidade, sendo esse direito objetivo. 
 
3.3 DIVISÃO GERAL DO DIREITO POSITIVO 
O Direito positivo divide-se em público e privado, sendo que essa divisão provém do 
velho Direito Romano. Assim, a origem da dicotomia Direito Público e Direito Privado está no 
Direito Romano, onde sua base é um trecho de Ulpiano (Digesto) que afirma: “O Direito 
Público diz respeito ao estado da coisa romana, à polis ou civitas, o Direito Privado à 
utilidade dos particulares”, em latim: “Publicum jus est quod ad statum rei romanae spectat, 
privatum, quod ad singulorum utilitatem”. 
 
3.3.1 Direito Público 
O Direito Público conceitua-se como o conjunto das normas jurídicas de natureza 
pública, compreendendo tanto a regularização em relação entre o particular e o Estado, 
como as atividades, as funções e organizações dos poderes do Estado e dos seus 
servidores. 
O direito público tem como objetivo principal a regulação dos interesses da 
sociedade como um todo, da disciplina das relações entre esta e o Estado, das relações das 
entidades e dos órgãos estatais entre si. Ele tutela o interesse público, só alcançando as 
condutas individuais de forma indireta ou reflexa. 
Então quais são os ramos do Direito Público? São diversos, dentre alguns temos o 
Direito Constitucional, Direito Administrativo, Direito Financeiro, Direito Penal, Direito 
37 
 
Previdenciário, Direito Tributário, Direito Eleitoral, Direito Trabalhista, Direito Internacional e 
Direito Processual. 
Fazem parte do Direito Público a União, os Estados, o Distrito Federal e os 
municípios, as autarquias e as demais entidades de caráter público criadas por lei. 
Um exemplo de aplicabilidade do Direito Público é o Direito Administrativo, o qual 
rege as relações entre a administração pública (ou seja, o governo) e os administrados (os 
cidadãos). Envolve temas de interesse público e o bem social comum, como a conservação 
de bens públicos, os serviços públicos em geral, o poder da polícia etc. 
 
3.3.2 Direito Privado. 
O Direito privado é a área do Direito que trata dos direitos particulares, ou seja, das 
relações entre as partes e suas vidas privadas. Nesse sentido, diferentemente do Direito 
Público, as partes de um processo privado tem mesmo grau de hierarquia. 
O Direito Privado é formado por normas que tem por matéria as relações existentes 
entre os particulares relativas à vida privada, e as relações patrimoniais ou extra 
patrimoniais. As normas de direito privado encontram-se no direito civil e no direito 
comercial. 
Ademais quando falamos em Direito privado, então, estamos falando sobre a área 
que se relaciona com ações de interesse privado, como patrimônio familiar e sucessões. 
São áreas do Direito privado: o Direito Civil, Direito Empresarial, Direito Industrial, Direito do 
Trabalho, Direito do Consumidor e Direito Internacional Privado. 
As pessoas jurídicas de direito privado estão dispostas no artigo 44 do Código Civil 
(as associações; as sociedades; as fundações; as organizações religiosas; os partidos 
políticos). São assim denominadas, pois as relações e interesses são particulares, não tendo 
o Estado interesse direto na relação político-econômica. 
 
3.4 DIREITO NO TEMPO E NO ESPAÇO 
Como já abordado anteriormente, um Direito muda de várias formas ao longo do 
tempo. Ele pode ser aperfeiçoado, ampliado, reduzido, modificado ou mesmo extinto. No 
espaço também muda porque as decisões políticas de um determinado grupo (povo ou 
nação) são diferentes entre si e decidem o conjunto de normas obrigatórias que devem ou 
não adotar em seu território. 
Essas questões que envolvem tempo e espaço tem haver com a “Eficácia”, que é a 
aptidão que uma lei tem para produzir efeitos jurídicos. Assim, em relação a eficácia, os 
38 
 
efeitos de determinada lei, podem ser limitados a um determinado território (espaço) ou a um 
determinado período de tempo. 
De forma complementar tem-se a vigência da lei no tempo e vigência da lei no 
espaço. Em termos jurídicos, vigência é o atributo da norma jurídica que, em um 
determinado tempo e espaço, é destinada a produzir efeitos no mundo jurídico, de modo 
cogente7. Carlos Roberto GONÇALVES conclui que “A vigência, portanto, é uma qualidade 
temporal da norma: o prazo com que se delimita o seu período de validade”. 
Como é da natureza do Direito, as mudanças decorem da dinâmica social, pois as 
leis tão somente refletem as necessidades e as demandas (absolutamente) necessárias à 
manutenção da boa convivência coletiva. 
 
3.5 TENDÊNCIAS CONTEMPORÂNEAS DO DIREITO 
A expressão “direito contemporâneo” sintetiza o estudo e a pesquisa do que há de 
mais atualizado nas diversas áreas da ciência jurídica. 
O direito contemporâneo nada mais é do que uma evolução do complexo de 
relações no âmbito social pode por assim definir que o direito segue a teoria “darwinista das 
normas jurídicas” na qual aborda que, as evoluções na sociedade induzem a modificações 
no elenco das futuras formações das ciências jurídicas. 
O direito contribui para fortalecer o entendimento dos valores morais da sociedade, 
por que é por meio dele, que esses valores morais são detalhados e positivados. O direito 
tem influência educativa, moldando as opiniões e as condutas individuais. O direito 
reconhece, direciona e consolida as mudanças da sociedade. 
A história do direito privado moderno inicia-se no continente europeu, com a 
redescoberta de trechos importantes do Direito Romano que compunham nos tempos 
áureos da Império a Suma Completa do Direito dos Romanos e que foi organizada no 
governo de Justiniano (527 a 565 d. C.), esse conjunto de leis é conhecida por Corpus Iuris 
justinianeu8 ou Corpus Juris Civilis. Uma ciência jurídica europeia surgiu, quando, pelos 
 
7
 Uma norma cogente é aquela que se torna obrigatória, de maneira coercitiva, mesmo que venha a 
constranger a vontade do indivíduo a que se aplica, bastando haver a relação de casualidade para que a 
norma incida sobre ele. 
 
8
 Foi durante o governo de Justiniano que foram compiladas as leis romanas, criando o Corpus Juris Civilis 
(Corpo do Direito Civil). Esse código jurídico romano organizado pelos bizantinos influenciou a constituição de 
diversos códigos civis em países da época contemporânea. 
 
39 
 
inícios da alta Idade Média,as formas de comentário e de ensino trivium9, herdadas da 
antiguidade, foram aplicadas ao estudo do Corpus Iuris justinianeu. 
O doutrinador, Alysson Leandro Mascaro, ressalta que o pensamento jurídico 
contemporâneo pode ser classificado em três grandes caminhos denominados 
juspositivismo10, não juspositivismo e a perspectiva crítica. Sendo que esses três caminhos 
representam histórias, fundamentos, políticas e filosofias distintas. 
Sua importância está, justamente, em buscar, na evolução de um determinado 
direito, os fundamentos sociais, políticos, econômicos e culturais que dirigiram a conduta do 
ser humano, fornecendo ao direito atual a compreensão desses fatos, “esclarecendo 
dúvidas, afastando imprecisões, levantando, passo a passo”. 
A visão contemporânea sobre o Direito está além da prescrição e nem se resume na 
norma em sua dimensão coercitiva. Não basta apenas cumpri-la para garantir seu 
cumprimento e a convivência pacífica, há um suntuoso aparato de instrumentos dotados de 
força suficiente e com poderes capazes de viabilizar o pacto social. 
 
Para saber mais sobreo Direito Justiniano (Institutas de Justiniano) acesse: 
https://www.youtube.com/watch?v=9DQf8Wl-I3Y 
https://www.youtube.com/watch?v=XMIF30w_IH8 
https://www.youtube.com/watch?v=oTsTH5c1YJc 
Para saber mais sobre o Direito na sociedade contemporânea acesse: 
https://www.youtube.com/watch?v=HgzhNs5zWw0 
https://www.youtube.com/watch?v=TIj3esIWgFs 
https://www.youtube.com/watch?v=uxeWotJS8dE 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
BELIVACQUA, Helga. Civil Law e Common Law: a diferença entre os sistemas 
jurídicos. 2021. Disponível em: . Acesso em: 10 jan. 2024. 
 
DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro - Teoria Geral das Obrigações. 
Volume 2 - 2008. 
 
 
9
 Trívio (em latim: Trivium, três, e vía, caminho) era, na Idade Média, o conjunto de três matérias ensinadas nas 
Universidades no início do percurso educativo: gramática, dialética e retórica. O Trívio representa três das sete 
artes liberais, as restantes quatro formam o quadrívio: aritmética, geometria, astronomia e música. 
 
10
 Juspositivismo, positivismo ou positivismo jurídico é uma corrente de filósofos que utilizam do método 
empírico (científico) para adequar o direito apenas em seu direito positivo (leis), ou seja, apenas será 
trabalhado as questões positivadas. 
https://www.youtube.com/watch?v=9DQf8Wl-I3Y
https://www.youtube.com/watch?v=XMIF30w_IH8
https://www.youtube.com/watch?v=oTsTH5c1YJc
https://www.youtube.com/watch?v=HgzhNs5zWw0
https://www.youtube.com/watch?v=TIj3esIWgFs
https://www.youtube.com/watch?v=uxeWotJS8dE
https://blog.sajadv.com.br/civil-law-e-common-law-a-diferenca-entre-os-sistemas-juridicos/
https://blog.sajadv.com.br/civil-law-e-common-law-a-diferenca-entre-os-sistemas-juridicos/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Latim
https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade_M%C3%A9dia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Universidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Gram%C3%A1tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dial%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ret%C3%B3rica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Artes_liberais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Artes_liberais
https://pt.wikipedia.org/wiki/Quadr%C3%ADvio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aritm%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Geometria
https://pt.wikipedia.org/wiki/Astronomia
https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%BAsica
40 
 
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compreensão da ciência do direito. Revista Direito em Foco. 12. Ed. Ano 2020. 
 
GARCIA, Gustavo Filipe Barbosa. Introdução ao estudo do direito: teoria geral do 
direito. 3. Ed. Revista e atualizada. Rio de Janeiro-RJ: Forense; São Paulo-SP: Método, 
2015. 
 
GALIO, Morgana Henicka. História e formação dos sistemas civil law e common law: a 
influência do direito romano e a aproximação dos sistemas. 2014. XXIII Congresso 
Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Direito. Disponível em: 
. Acesso em: 10 jan. 
2024. 
GOMES, Orlando. Introdução ao direito civil. 22. Ed. Rio de Janeiro-RJ: Forense, 2019. 
 
HORCAIO, Ivan. Introdução ao Estudo do Direito - Sistemas de ideias gerais do direito. 
Revista eletrônica Vad Mecum Brasil. 2020. Disponível em: 
. Acesso em: 10 fev. 2024. 
 
KEGEL, Patrícia Luíza. Uma análise do conceito de sanção no sistema jurídico de Hans 
Kelsen. In Paradoxos da auto-observação. Curitiba: J. M. Editora, 1997. 
 
KELSEN, Hans. Teoria pura do direito. Trad. João Baptista Machado. 4. ed. São Paulo: 
Martins Fontes, 1995. 
 
KELSEN, Hans. Teoria Geral do Direito e do Estado. Trad. Luís Carlos Borges. São Paulo: 
Martins Fontes, 1998. 
 
LIMA JÚNIOR, Cláudio Ricardo. Formação histórica e caracteres essenciais do sistema 
jurídico anglo-saxônico. Disponível em: . 
Acesso em: 10 jan. 2024. 
 
MELLO, Celso Antônio Bandeira de. Curso de Direito Administrativo. 27. Ed. revista e 
atualizada até a Emenda Constitucional 64, de 04/02/2010. Editor Malheiros. 
 
NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. 10 Ed. Rio de Janeiro-RJ: Editora 
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NADER, Paulo. Introdução ao estudo do direito. 32. ed. Rio de Janeiro: Forense, 2010. 
 
REALE, Miguel. Teoria Tridimensional do Direito. 5 Ed., São Paulo-SP: 2003, Editora 
Saraiva. 
 
STOLZE, Pablo. Direito Civil: Contratos em Espécie. Vol. IV. 2012. 
 
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Law. 2016. Disponível em: . Acesso: em: 10 jan. 2024. 
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https://jus.com.br/artigos/50569/aproximacao-entre-os-sistemas-common-law-e-civil-law#:~:text=1)%20O%20direito%20romano%20nasceu,origem%2C% 20com%20o%20common%20law.&text=3)%20O%20civil%20law%20tomou,estatal%20e%20os%20direitos%20individuais
https://jus.com.br/artigos/50569/aproximacao-entre-os-sistemas-common-law-e-civil-law#:~:text=1)%20O%20direito%20romano%20nasceu,origem%2C% 20com%20o%20common%20law.&text=3)%20O%20civil%20law%20tomou,estatal%20e%20os%20direitos%20individuais
https://jus.com.br/artigos/50569/aproximacao-entre-os-sistemas-common-law-e-civil-law#:~:text=1)%20O%20direito%20romano%20nasceu,origem%2C% 20com%20o%20common%20law.&text=3)%20O%20civil%20law%20tomou,estatal%20e%20os%20direitos%20individuaisobtida no 
curso médio, e a específica do Direito. O papel que desempenha é de grande relevância 
para o processo de adaptação cultural do iniciante. 
Ao encetar os primeiros estudos de uma ciência, é comum ao estudante sentir-se 
atônito, com muitas dificuldades, em face dos novos conceitos, métodos, terminologia e 
diante do próprio sistema que desconhece. Então, por meio da introdução ao Estudo do 
Direito que o estudante deverá superar os primeiros desafios e testar a sua vocação para o 
vasto mundo de conhecimentos ligados direta e indiretamente à Ciência do Direito. 
A importância da disciplina, entretanto, não decorre apenas do fato de propiciar aos 
estudantes a adaptação ao curso, uma vez que ministra também noções essenciais à 
formação de uma consciência jurídica. Além de descortinar os horizontes do Direito pelo 
estudo dos conceitos jurídicos fundamentais, a Introdução lança no espírito dos estudantes o 
desenvolvimento do raciocínio jurídico a ser aplicado nos campos específicos do 
conhecimento jurídico no devido momento de sua vida acadêmica e profissional (estágio). 
 
Ver vídeo 4: https://www.youtube.com/watch?v=SGwMtS0unm0 
 
Quadro 1- Características Fundamentais 
Características Fundamentais da Teoria e Estudo do Direito 
Objeto 
O “Direito Puro”, de caráter genérico e totalmente isento do 
caso concreto, do ordenamento jurídico e dos processos que 
ocorrem no campo dos acontecimentos jurídicos. 
Importância 
- Os primeiros contatos do estudante com a Ciência do Direito. 
- Propicia aos estudantes a adaptação ao curso. 
Finalidade 
- Ministrar noções essenciais à formação de uma consciência 
jurídica. 
- Lançar no espírito dos estudantes o desenvolvimento do 
raciocínio jurídico a ser aplicado nos campos específicos do 
conhecimento jurídico. 
Fonte: Elaborado por Antonio Colares, 2025. 
 
https://www.youtube.com/watch?v=SGwMtS0unm0
6 
 
1.3 CONCEPÇÃO EPSTEMOLÓGICA DO CONHECIMENTO JURÍDICO 
Epistemologia é o nome dado ao estudo do conhecimento e suas formas, geralmente 
ligado à Filosofia. A problemática epistemológica do Direito é um dos principais problemas 
filosóficos da atualidade. Segundo Serrano (2007, p.11) “a compreensão epistemológica 
será entendida a significação, descrição estrutural das proposições jurídicas e a 
consequente denominação de seus nexos internos e externos”, ou seja, poderá ser 
entendida como a formação do conhecimento jurídico, como o estudo do direito em sua 
plenitude (FERRER e FARAH, 2020). 
Para uma melhor compreensão epistemológica, temos que compreender as bases, 
origem, fundamento e disposição do Direito. Por bases podemos entender como conceito, 
linguagem utilizada. Como origem, seria o princípio, o surgimento do Direito. Já sobre 
fundamento, seria qual escola está sendo utilizada? Qual o modelo teórico? Quais as 
concepções e argumentos? Por fim a disposição seriam os aspectos factual, simbólico, 
proposicional e teorético do Direito (FERRER e FARAH, 2020). 
 
Para compreender melhor a epistemologia do conhecimento ver os próximos vídeos: 
Vídeo 5: https://www.youtube.com/watch?v=lT16iiOwyS8 
Vídeo 6: https://www.youtube.com/watch?v=rdHTqCm6Kpw 
 
 
 
1.4 SIMBOLISMOS PERTINENTES AO CONHECIMENTO JURÍDICO 
O Simbolismo é uma forma de expressão que utiliza símbolos (imagens) para indicar 
fatos e ideias, ou seja, é associar a subjetividade das palavras ou expressões de forma 
sensorial. Exemplos de simbolismo são a balança equilibrada no Direito, a Serpente ao redor 
de um cálice na Medicina, a bola no Futebol, o coração no Amor, as mãos se 
cumprimentando na Solidariedade, a caveira indicando o Perigo etc. 
No caso específico do Direito há um conjunto específico de símbolos que remetem a 
esse campo do conhecimento humano e contribuem para a preservação da história e da 
nobreza da profissão dos operadores do Direito. Começando com o título de “conselheiro” 
nos regimes tribais mais simples, a figura do conhecedor das normas (defensor e acusador) 
existe há milhares de anos. Mas foi quando sua presença chegou aos grandes impérios, 
como os gregos e nos romanos, que os símbolos ganharam significados fundamentais para 
a definição e o exercício das profissões (ligadas ao Direito e Justiça) de maneira mais 
próxima a que conhecemos na atualidade. Vejamos alguns: 
https://www.youtube.com/watch?v=lT16iiOwyS8
https://www.youtube.com/watch?v=rdHTqCm6Kpw
7 
 
1- Figura feminina de olhos vendados: Segundo a mitologia grega, a figura de mulher 
que representa a Justiça é a deusa Thémis, filha de Urano (Céu) e de Gaia (Terra), ela própria a 
deusa da Justiça. Dotada de grande sapiência, além de esposa de Zeus, o deus supremo, era sua 
conselheira. Criadora das leis, dos ritos e dos oráculos, era a guardiã dos juramentos dos homens. 
As leis e os oráculos proferidos por Thémis seriam obrigatoriamente acatados tanto por homens 
como por deuses, isso demonstra o sentido moral, o sentimento de verdade, a equidade e a 
humanidade das decisões. As filhas de Zeus e Thémis são: Irene (paz), Dice (justiça) e 
Eunômia (disciplina). 
Na Grécia, a Justiça teria sido representada pela deusa Dice ou Diké (filha de Thémis) que, 
de olhos abertos, segura uma espada e uma balança ou por Thémis exibindo só uma balança, ou 
ainda uma balança e uma cornucópia. Mais tardiamente, em Roma, é a figura da deusa romana 
Ivstitia que aparece de olhos vendados, sustentando uma balança já com o fiel da balança ao 
meio. Esta representação da Justiça, ao longo dos tempos, é sugestiva da sua própria evolução. 
Pensa-se que as deusas gregas da Justiça, Thémis ou Diké, armadas de espada, sem o fiel 
da balança, representam uma realidade epistemológica e normativa anterior e menos desenvolvida 
que a deusa romana Ivstitia (Justitia) com fiel da balança. A atividade do executor simbolizada pela 
espada punitiva perde importância, para os romanos, face à valorização do conhecimento, do 
intelecto e do rigor, simbolizados pelo fiel da balança, alegórico ao pretor romano. 
Nas primeiras representações conhecidas, a deusa da Justiça surge de rosto descoberto, 
sem venda, aparentemente aludindo à necessidade de ter os olhos bem abertos e observar todos 
os pormenores relevantes para a justa aplicação da Lei, só mais tardiamente a figura da deusa se 
revela de olhos vendados. Não significa que a justiça seja cega, mas que trata a todos com 
igualdade. Não vê, porque a lei é igual para todos. 
 
Imagem 1- Representações das deusas da justiça 
 
deusa Themis 
ou 
deusa Diké deusa Iustitia 
deusa Iustitia em frente ao 
 Supremo Tribunal Federal 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Irene_(mitologia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dice
https://pt.wikipedia.org/wiki/Eun%C3%B4mia
8 
 
 
A venda nos olhos não decorre da época antiga, mas se deve à intervenção de artistas 
alemães do século XVI em suas versões renascentistas à cerca das origens da justiça na Grécia 
antiga. Ainda associados à imagem deusa romana Ivstitia, não é raro estarem representadas as 
Tábuas da Lei, alegóricas à Lei das Doze Tábuas, escrita em doze tábuas de bronze (cerca de 451 
a.C.) e considerado o primeiro código romano. 
 
2- Balança: Representada em objetos, fotografias, pinturas e até em logomarcas, a 
balança é atribuída ao significado de justiça, do comportamento correto segundo as leis e do 
equilíbrio. Também muito usada por religiões para simbolizar a ponderação entre as boas 
ações e as más, a balança no Direito é a indicação de equilíbrio entre os argumentos das 
partes dos conflitos, além de apontar a equação essencial entre castigo e culpa. 
A história conta que, no antigo Egito, o deus Anúbis (Senhor do submundo dos 
mortos), na presença de Maat, a deusa da justiça para aquela cultura, pesava o coração dos 
mortos em uma balança para decidir sobre o seu destino além da Terra. A prática de medir 
as ações terrenas também esteve presente nos julgamentos dos antigos persas e tibetanos. 
 
Imagem 2- Representaçõesdo deus Anúbis medindo o coração de um morto diante da deusa Maat 
 
 
Na Grécia, Zeus usava a balança denominada ison (daí vem o termo isonomia) para 
definir o destino da humanidade. É essa balança que as deusas Thémis (esposa de Zeus) e 
Diké (filha de Zeus e Thémis) seguram juntamente com a espada curta. 
Em Roma, a balança tinha uma estrutura um pouco diferente, pois no meio tinha um fiel (fio 
com pequeno peso na ponta) que era denominado de diecton, que quando estava exatamente no 
meio das duas bandejas da balança indica que as medidas em ambas estavam equilibradas. O 
uso crescente do termo direton (direito) pelos aplicadores da justiça romana substitui naturalmente 
o termo ivstitia (justiça) para se referir à aplicação das leis e julgamentos no território do Império. 
9 
 
Imagem 3- Extensão máxima territorial do Império Romano entre os séculos I e II a.C. 
 
 
3- Espada: Para que as decisões sejam respeitadas, a Justiça utiliza a força, o 
poderio, para impor aos lados do conflito a sentença. A espada pode ser empregada na 
destruição contra a injustiça e a ignorância, mas também pode ser manuseada para manter 
a paz e contemplar a justiça. Quando associada à Thémis deusa grega da justiça, o objeto 
simboliza a decisão e a separação entre o bem e o mal, protegendo o primeiro e punindo o 
segundo. A espada grega era um armamento curto (em torno de 66 cm) e que tinha 
designação de acordo com o local onde fabricado ou organização militar que a utilizava. 
 
Imagem 4- Espadas gregas 
 
 
 
4- Coruja: A ave símbolo da sabedoria e da inteligência era a preferida de Minerva, 
figura mitológica ligada à justiça. Conhecida pelo nome de Palas Atena, na Roma antiga, 
Minerva é deusa da sabedoria e da guerra. Agora, toda vez que você ouvir ou usar a 
Modelo xiphos-hoplite 
Modelo ateniense 
10 
 
expressão “voto de Minerva”, vai saber que ela se refere ao julgamento de Orestes, filho do 
rei Agaménon e da rainha Clitemnestra1. 
Ao haver empate na deliberação pela culpa ou absolvição, a deusa decidiu a favor do 
réu. Por isso, até hoje falamos “voto de Minerva” quando nos referimos ao voto de 
desempate. Na mitologia romana, a coruja sempre esteve associada à figura de Palas Atena 
(Minerva) como imagem de sua sagacidade, e acabou se transformando num verdadeiro 
símbolo da advocacia a partir dessa relação. 
 
Imagem 5- Imagens da coruja de Minerva (grega) ou Palas Atena (romana), símbolo da inteligência 
 
 
5- Martelo: O martelo todo em madeira, utilizado pelo juiz, é um dos mais 
significativos e conhecidos símbolos da advocacia, do direito e da justiça. Ele representa o 
sinal de alerta, respeito e ordem para o silêncio. Apesar de 
sua fundamental importância, seu significado não é único. 
Alguns autores referenciam o símbolo à mitologia grega, 
relacionando o objeto ao deus Hefesto, também conhecido 
como ferreiro divino. Há também quem faça referência a uma 
espécie de cajado utilizado pelos sacerdotes judeus e cristãos, 
que utilizavam o martelo para chamar a atenção da 
assembleia. 
Não se pode confundir o martelo utilizado pelo juiz nos 
julgamentos com o martelo utilizado pelos pregoeiros que conduzem os leilões. O martelo do 
leilão tem outra representatividade que em nada se relaciona como o martelo da ordem nos 
tribunais. Ele se refere aos atos dos leilões que eram realizados desde os tempos das obras 
romanas em que o ato de martelar o prego definia o vencedor do leilão ou “pregão”. 
 
1
 Para saber mais sobre o julgamento de Orestes acesse https://pt.wikipedia.org/wiki/Orestes 
Imagem 7 - Martelo 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Orestes
11 
 
6- Pena e Livro: Apesar de frequentemente serem vistos entre os símbolos da 
advocacia, a pena e os livros não têm uma relação direta com a profissão. No entanto, o 
conjunto de objetos remete ao exercício de escrever defesas e petições para garantir o 
direito de uma pessoa ou entidade. E faz alusão ao tempo histórico, em que papel e a pena 
molhada na tinta eram os principais objetos de trabalho do advogado. Além disso, a 
combinação dos símbolos representa a consolidação das leis em código e a validade dos 
vereditos, que eram escritos e registrados com a ajuda da pena e “eternizados” no papel. 
Outros elementos em alegoria à Lei e ao Direito são os ramos de louro, um código representativo 
da lei, ou ainda, uma imagem ostentando a pena, alusiva ao ato de legislar ou criar a Lei. 
 
Imagem 7- Imagens de símbolos diversos referentes ao Direito e à Justiça 
 
 
7- Toga e Beca: São vestes de corte talar, que vão do pescoço aos pés, com origem 
nos trajes sacerdotais da antiga Roma. Geralmente pretas, se assemelham a uma capa. São 
símbolos carregados de representatividade do sacerdócio dos operadores do Direito no 
âmbito do Sistema de Justiça. A toga é usada por magistrados, enquanto a beca é usada 
por advogados, membros do Ministério Público e formandos. Assim tem-se que: 
A Toga é: 
- a vestimenta usada por juízes de Direito em ocasiões formais e solenes, 
- é um vestuário de cor preta, semelhante a um vestido longo, 
- representa o sacerdócio, a autoridade e o poder do juiz, 
- o torçal dos magistrados é branco, simboliza a imparcialidade na aplicação da lei. 
A Beca é: 
- um traje académico, especialmente utilizado por formandos em formaturas, 
- a veste preta, também longa como vestido longo, mas usada por docentes e 
estudantes, 
- uma toga mais elaborada, que constitui a veste de gala dos Desembargadores. 
 
12 
 
Imagem 8- Peças componentes da Beca 
 
 
8- Crucifixo: Frequentemente presente nos plenários do júri e em alguns escritórios 
de advocacia, o crucifixo carrega uma simbologia que ultrapassa seu significado religioso. 
Enquanto parte dos símbolos da advocacia, o crucifixo representa um erro judiciário, 
cometido há milênios, e serve de alerta ao corpo de jurados. O objeto está ali para lembrá-
los de guiar suas decisões e ponderações pela lei, fortalecendo o compromisso com um 
julgamento genuinamente justo. 
A memória que essa cruz carrega é a do julgador político Pôncio Pilatos, que, sem 
provas ou vislumbres de qualquer culpa do acusado, entregou o réu, perante o povo de 
Israel, para ser crucificado. Isso porque não interessava a Roma se envolver com questões 
que não eram de sua conveniência, assim cumprindo seu dever segundo a lei vigente. 
 
Ver o vídeo 7: https://www.youtube.com/watch?v=ZdhlK3OxK60 
 
 
UNIDADE II – DIREITO E SOCIEDADE 
 
O direito tem a função de organizar a sociedade, de manter a sua funcionalidade, 
evitar que ela se torne instintiva. O ser humano vive em sociedade e é subordinado ao 
https://www.youtube.com/watch?v=ZdhlK3OxK60
13 
 
direito que foi criado pelo próprio homem. Muitos autores, filósofos e pensadores escrevem a 
respeito do indivíduo, sociedade e direito. 
Quanto ao seu papel, o direito contribui para fortalecer o entendimento dos valores 
morais da sociedade, por que é por meio dele, que esses valores morais são detalhados e 
positivados. O direito tem influência educativa, moldando as opiniões e as condutas 
individuais. O direito reconhece, direciona e consolida as mudanças da sociedade. 
 
Ver vídeo 8: https://youtu.be/4SJQx19Vc10?si=mIl9ahFjJWha5tpk 
 
2.1 DIMENSÃO AXIOLÓGICA DO DIREITO 
A axiologia tem início só no século XIX. quando o termo, originário do âmbito 
econômico, foi estendido, sobretudo graças a Windelband2, a outros âmbitos da vida 
humana. A palavra Axiologia vem do grego axiós que significa apreciação estimativa. É a 
parte da filosofia que se ocupa dos valores tais como: o bem, o belo, o verdadeiro, o justo. A 
Axiologia também é conhecida como Teoria dos Valores. Então o seu objeto de estudo são 
os valores. Outra definição é que axiologia representa o padrão dominante de valores em 
determinada sociedade, valores esses que mudam no tempo (história) e noespaço 
(geografia ou geopolítica). 
O aspecto axiológico ou a dimensão axiológica de determinado assunto implica a 
noção de escolha do ser humano pelos valores morais, éticos, estéticos e espirituais. A 
axiologia é a teoria filosófica responsável por investigar esses valores, concentrando-se 
particularmente nos valores morais. 
Os filósofos frequentemente distinguem entre conceitos avaliativos (como bom ou 
mau) e conceitos deônticos (como certo, apropriado ou dever). Os primeiros pertencem à 
axiologia propriamente dita e expressam o que tem valor, enquanto os segundos pertencem 
à ética (e campos relacionados) e expressam o que se deve fazer. 
O aspecto axiológico se ocupa dos valores fundamentais da vida de uma célula social 
e dos meios de alcançá-los. Assim, Axiologia Jurídica é o estudo dos valores jurídicos, que 
têm em sua base a JUSTIÇA. 
 
Ver vídeo 9: https://www.youtube.com/watch?v=lKxsAXZIe4I 
 
 
 
2
 Para saber mais sobre o filósofo acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Windelband 
https://youtu.be/4SJQx19Vc10?si=mIl9ahFjJWha5tpk
https://www.youtube.com/watch?v=lKxsAXZIe4I
https://pt.wikipedia.org/wiki/Wilhelm_Windelband
14 
 
2.2 FONTES DO DIREITO 
Ver a sequência vídeos 10: https://www.youtube.com/watch?v=Nxw35A28bIg, 
https://www.youtube.com/watch?v=C4dYwFNUxMU, https://youtu.be/MsivJf2kanU?si=a4QsFC-9c61lvBof 
 
O que se conhece como “Fontes do direito” é uma expressão metafórica para os 
modos de formação das normas jurídicas, ou seja, sua entrada no sistema do ordenamento. 
Fonte do Direito é de onde provêm o direito, a origem, nascente, motivação, a causa 
das várias manifestações do direito. Nas palavras de Miguel Reale (2003), Fontes do Direito 
são “processos ou meios em virtude dos quais as regras jurídicas se positivam com legítima 
força obrigatória”. Já para Hans Kelsen (2009) é “o fundamento de validade da norma 
jurídica, decorre de uma norma superior, válida”. 
Assim, a lei é uma fonte principal, sendo fontes secundárias a analogia, os costumes, 
os princípios gerais do direito, a doutrina e a jurisprudência. A maioria dos autores classifica-
se as fontes do direito em fontes históricas, materiais e formais. Vejamos algumas 
classificações apresentadas nas principais edições jurídicas nacionais: 
 
2.2.1 Fontes históricas: Para Paulo Nader e Pablo Stolze as fontes históricas são 
fontes do Direito. Segundo Paulo Nader (2004) as fontes históricas são “conjuntos de fatos 
ou elementos das modernas instituições jurídicas: à época, local, as razões que 
determinaram a sua formação”. Em contrapartida Miguel Reale (2003), não considera as 
fontes históricas como fontes do direito, pois trata-se de um estudo filosófico e sociológico 
dos motivos éticos ou dos fatos econômicos, estudo de outra ciência. 
Todavia, em geral nos cursos de Direito, o estudo se concentra nas fontes materiais e 
formais do direito. Vejamos: 
 
2.2.2 Fontes Materiais: As fontes materiais do Direito são todas as autoridades, 
pessoas, grupos e situações que influenciam na criação do direito em determinada 
sociedade. Ou seja, fonte material é aquilo que acontece no âmbito social, nas relações 
comunitárias, familiares, religiosas, políticas, que servem de fundamento para a formação do 
Direito. Assim, fonte material é de ONDE vem o direito (GARCIA 2015). 
 
2.2.3 Fontes formais: Por outro lado, as fontes formais, o meio pelo qual as normas 
jurídicas se exteriorizam, tornam-se conhecidas. São, portanto, os canais por onde se 
manifestam as fontes materiais (GARCIA 2015). 
https://www.youtube.com/watch?v=Nxw35A28bIg
https://www.youtube.com/watch?v=C4dYwFNUxMU
https://youtu.be/MsivJf2kanU?si=a4QsFC-9c61lvBof
15 
 
Existem diversas classificações para as fontes formais, quais sejam: Estatais, que são 
produzidas pelo poder público e correspondem à lei e à jurisprudência e as Não estatais que 
decorrem diretamente da sociedade ou de seus grupos e segmentos, sendo representadas 
pelo costume, doutrina e os negócios jurídicos; Existe a fonte Escritas que são as 
codificadas e também as Não escritas que decorrentes do comportamento; Existem as 
Nacionais que são as criadas no Brasil e também as Internacionais que são as que têm 
origem na norma estrangeira (GARCIA 2015). 
 
A classificação mais utilizada é a que classifica as fontes formais em Diretas (ou 
Imediatas ou Primárias) e Indiretas (Mediatas ou Secundárias). Vejamos as definições: 
 
2.2.3.1 Fontes formais diretas: Sendo a fonte direta, imediata ou primária do direito 
aquela que revela imediatamente o direito positivo e basta por si mesma, sendo esta a lei – 
normas jurídicas escritas provenientes do estado. Até mesmo porque, adotamos no Brasil o 
sistema do Civil Law, que é uma estrutura jurídica em que a aplicação do direito se dá a 
partir da interpretação da lei. 
 
2.2.3.1.1 Lei: São preceitos (normas de conduta) normalmente de caráter geral e 
abstrato, ou seja, voltam- se “a todos os membros da coletividade”. Sendo esta a fonte mais 
importante para o nosso ordenamento jurídico. Podendo se classificar em Lei em sentido 
amplo: que é uma referência genérica que atinge à lei propriamente, à medida provisória e 
ao decreto e em Lei em sentido estrito: Emanada do poder legislativo no âmbito de sua 
competência – lei ordinária, lei complementar e lei delegada (GARCIA 2015). 
Além disso, no entendimento de Hans Kelsen (2009) as leis podem se dividir quanto a 
sua hierarquia em: a) Leis Constitucionais: São as normas mais importantes do 
ordenamento jurídico nacional, sendo o fundamento de validade das demais normas de 
Direito, limitando o poder, organizando o Estado e definindo os direitos e garantias 
fundamentais; b) Leis Infraconstitucionais: são aquelas previstas no art.59 da CF, as leis 
complementares, as leis ordinárias, as leis delegadas e as medidas provisórias são 
hierarquicamente inferiores, devendo, por isso, ser produzidas de acordo com o devido 
processo legislativo, bem como ter o seu conteúdo em consonância com a Constituição; c) 
Tratados e convenções internacionais: Os tratados provêm de acordos firmados entre as 
vontades dos Estados, e as convenções através de organismos internacionais. 
 
16 
 
2.2.3.1.2 Precedentes: Contudo, com o passar dos anos, vêm se admitindo também 
como FONTE FORMAL PRIMÁRIA DO DIREITO os PRECEDENTES, que são decisões 
judiciais reiteradas que possuem efeitos vinculantes. Os precedentes ganharam essa força 
a partir da EC 45/2004 que criou as súmulas vinculantes que se tornaram de observância 
obrigatórias aos julgadores, assemelhando-se, neste aspecto ao sistema COMMON LAW, 
onde a aplicação do direito se dá pelo uso de precedentes e do costume. 
 
2.2.3.2 Fontes formais indiretas: No que diz respeito às fontes indiretas, mediatas e 
secundárias, que são aquelas que suprem a falta de lei, a Lei de Introdução ao Direito 
Brasileiro, no art.4º, previu três delas, quais sejam: a analogia, costumes e princípios gerais 
do direito, sendo que a doutrina majoritária ainda trata de outras, quais sejam: 
jurisprudência, doutrina, negócio jurídico, equidade e brocardos jurídicos. 
 
2.2.3.2.1 Analogia: Iniciaremos, tratando da ANALOGIA, analogia significa aplicar ao 
caso em concreto uma solução já aplicada a um caso semelhante. Alguns consideram que a 
analogia não seria uma fonte do direito, mas apenas uma forma de integração da norma nos 
casos de lacuna da lei pois ela não cria norma, apenas aplica uma norma já existente a 
outro caso concreto. Todavia, Pablo Stolze (2012), entre outros, assegura que a analogia 
pode ser considerada fonte do direito. 
Para a aplicação da analogia exige-se três requisitos: 1- que o fato em questão não 
seja regulado de forma específica e expressa pela lei; 2- que a lei regule hipótese similar; 3- 
que a semelhança essencial entre a situação não prevista e aquela prevista na lei tenhama 
mesma razão jurídica (GARCIA 2015). 
 
2.2.3.2.1.2 Costumes: consistem na prática de uma determinada forma de conduta, 
repetida de maneira uniforme e constante pelos membros da comunidade. A doutrina 
costuma exigir a concorrência de dois elementos para a caracterização do costume jurídico. 
O elemento objetivo corresponde à prática, universal, de uma determinada forma de 
conduta. O elemento subjetivo consiste no consenso, na convicção da necessidade social 
daquela prática. (GARCIA 2015, citando a teoria da convicção jurídica de Savigny). 
Com relação a lei, três são as espécies de costumes: secundum legem, praeter legem 
e contra legem. O costume secundum legem está previsto na lei, que reconhece sua eficácia 
obrigatória, Ex.: art. 13 do cc. O costume é praeter legem quando se reveste de caráter 
supletivo, suprindo a lei nos casos omissos, preenchendo lacunas, Ex.: Parar para um 
pedestre atravessar onde não existe faixa de segurança é um costume em diversas cidades 
17 
 
e ainda que não possua lei é por todos condutores observado. O costume contra legem é 
aquele que se forma em sentido contrário ao da lei. Embora não revogue a lei pode fazer 
com que ela entre em desuso, Ex.: a função natural do cheque é ser um meio de pagamento 
a vista. Entretanto, muitas pessoas vêm, reiteradamente, emitindo-o não como uma mera 
ordem de pagamento, mas como garantia de dívida, para desconto futuro. (GARCIA 2015). 
 
2.2.3.2.1.3 Princípios gerais do direito: são ideias jurídicas gerais que sustentam, 
dão base ao ordenamento jurídico e não necessariamente precisam estar escritos para 
serem válidos. Logo, trata-se de preceitos essenciais, que fundamentam o Direito ou certos 
ramos do Direito, sendo o entendimento atual de que os princípios gerais do direito possuem 
força normativa, Ex. principio da dignidade da pessoa humana. 
 
A partir daqui, as próximas fontes que iremos ver são tratadas por alguns como fontes 
formais indiretas do direito e por outros como forma de interpretação da norma. Vejamos: 
 
2.2.3.2.2.1 Doutrina: Maria Helena DINIZ (2008) tratando A DOUTRINA como fonte 
formal indireta a conceitua como fonte decorrente da atividade científico-jurídica, isto é, dos 
estudos científicos realizados pelos juristas, na análise e sistematização, interpretação, 
elaboração das normas jurídicas, facilitando e orientando a tarefa de aplicar o direito, e na 
apreciação da justiça ou conveniência dos dispositivos legais, adequando-os aos fins que o 
direito deve perseguir. A Doutrina, assim, exerce função de relevância na elaboração, 
reforma e aplicação do Direito, influenciando a legislação e a jurisprudência, bem como o 
ensino ministrado nos cursos jurídicos. Por outro lado, Miguel Reale (2003) e Paulo de 
Barros Carvalho entendem que a doutrina não altera a estrutura do direito apenas ajuda a 
compreendê-lo e, portanto seria uma forma de interpretação do direito e não uma fonte. 
 
2.2.3.2.2.2 Jurisprudência: A jurisprudência pode ser entendida como o conjunto de 
decisões uniformes e constantes dos tribunais, proferidas para a solução judicial de conflitos, 
envolvendo casos semelhantes, não vinculam julgadores, mas serve como orientação para o 
julgamento. Há aqui uma corrente que embora reconheça a importância da jurisprudência 
entende que esta não é fonte do direito uma vez que ao juiz cabe julgar de acordo com a lei, 
não podendo, portanto, criar o direito (ORLANDO GOMES, 2014). Entretanto, outra corrente 
entende que a atividade jurisprudencial é fonte do direito consuetudinário uma vez que a 
uniformização de entendimento positiva o “costume judiciário” (MARIA HELENA DINIZ, 
18 
 
2008). Esta fonte do direito, no Brasil vem ganhando força, pois a jurisprudência exerce o 
papel de atualizar as disposições legais tornando-as compatíveis com a evolução social. 
 
2.2.3.2.2.3 Equidade: Neste ponto, considera-se que a equidade poderá ser tanto 
fonte do direito como fonte de integração da norma, será fonte do direito quando a própria lei 
prevê a possibilidade de sua aplicação pelo juiz no momento do julgamento (art. 140, 
parágrafo único do CPC, art. 8º da CLT) , por outro lado será integração da norma quando 
houver uma lacuna da lei e se fizer necessária a integração pelo uso da equidade. 
 
2.2.3.2.2.4 Negócios jurídicos: Ao ser firmado um contrato, cria-se no ordenamento, 
direitos e obrigações que não existiam até então e o Estado, por sua vez, se compromete a 
assegurar o cumprimento desses novos direitos e obrigações contraídas. Isso se dá pelo 
reconhecimento da autonomia da vontade pelo ordenamento jurídico, dando a possibilidade 
de cada um de agir ou omitir nos limites da lei. Por isso, diz que o contrato faz lei entre as 
partes. A teoria clássica, mais tradicional, não inclui o negócio jurídico entre as fontes 
jurídicas, destacando ser restrito ao caso em concreto, não tendo, assim, caráter abstrato. 
No entanto, na realidade, o Direito não se restringe às normas genéricas e abstratas, mas 
dele também fazem parte normas particulares e individualizadas (GARCIA 2015). 
 
2.2.3.2.2.5 Brocardos jurídicos: São ditados jurídicos consagrados, que se 
consubstanciam em ideias ou máximas que sintetizam orientações ou ensinamentos a 
respeito de certas matérias. Para saber mais sobre esses termo veja os vídeos abaixo: 
 
Ver vídeo 11: https://youtu.be/iVUg1Za_pT4?si=lBi8FK-FXacCcoB 
Ver vídeo 12: https://youtu.be/9pewkVx76Yk?si=LQlkFNlobHUJX_z 
Ver vídeo 13: https://youtu.be/NJgbfvHLBmE?si=ictti8RQTJeMnr3Q 
 
Quadro 2- Fontes do Direito 
1. FONTES HITÓRICAS: Segundo Paulo Nader (2004) as fontes históricas são “conjuntos de fatos 
ou elementos das modernas instituições jurídicas: à época, local, as razões que determinaram a sua 
formação”. 
2. FONTES MATERIAIS: são todas as autoridades, pessoas, grupos e situações que influenciam na 
criação do direito em determinada sociedade. É de onde vem o direito (GARCIA 2015). 
https://youtu.be/iVUg1Za_pT4?si=lBi8FK-FXacCcoB
https://youtu.be/9pewkVx76Yk?si=LQlkFNlobHUJX_z
https://youtu.be/NJgbfvHLBmE?si=ictti8RQTJeMnr3Q
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3.1.1 Lei: preceitos (normas de conduta) normalmente de caráter geral e 
abstrato. Voltam- se “a todos os membros da coletividade”. É a fonte mais 
importante para o nosso ordenamento jurídico. 
3.1.2 Precedentes: decisões judiciais reiteradas que possuem efeitos 
vinculantes. Os precedentes ganharam essa força a partir da EC 45/2004 que 
criou as súmulas vinculantes que se tornaram de observância obrigatórias aos 
julgadores 
3
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3.2.1 Analogia: significa aplicar ao caso em concreto uma solução já aplicada a 
um caso semelhante. 
3.2.2 Costume: consistem na prática de uma determinada forma de conduta, 
repetida de maneira uniforme e constante pelos membros da comunidade. 
3.2.3 Princípios gerais do direito: são ideias jurídicas gerais que sustentam, 
dão base ao ordenamento jurídico e não necessariamente precisam estar 
escritos para serem válidos. Logo, trata-se de preceitos essenciais, que 
fundamentam o Direito ou certos ramos do Direito. 
3
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 I
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T
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3.2.4.1 Doutrina: fonte decorrente dos estudos científicos realizados 
pelos juristas, na análise e sistematização, interpretação, elaboração das 
normas jurídicas, facilitando e orientando a tarefa de aplicar o direito, e 
na apreciação da justiça ou conveniência dos dispositivos legais, 
adequando-os aos fins que o direito deve perseguir (DINIZ 2008). 
3.2.4.2 Jurisprudência: conjunto de decisões uniformes e constantes 
dos tribunais, proferidas para a solução judicial de conflitos, envolvendo 
casos semelhantes. Não vinculam julgadores. Serve como orientação 
para o julgamento. 
3.2.4.3 Equidade: poderá ser tanto fonte do direito como fonte de 
integração da norma. 
3.2.4.4 Negócios jurídicos: contrato, com direitos e obrigações. 
3.2.4.5 Brocardosjurídicos: ditados jurídicos consagrados. 
Fonte: Elaborado por Antonio Colares, 2024. 
 
2.3 PRINCIPAIS SISTEMAS JURÍDICOS VIGENTES NO MUNDO 
Pertencem à família romano-germânica os direitos de toda a América Latina, de toda 
a Europa continental, de quase toda a Ásia (exceto partes do Oriente Médio) e metade da 
África. Derivados dessa família têm-se os Sistemas Jurídicos Civil Law e Common Law. 
2.3.1 Civil Law: é a estrutura jurídica oficialmente adotada no Brasil. Nele a principal 
fonte do Direito adotada é a Lei, considerada a mais importante fonte formal. Em diversos 
países de tradição romano-germânica, o direito é organizado em códigos, cujos exemplos 
20 
 
principais são os códigos civil francês e alemão. É típico desse sistema o caráter escrito do 
direito. Outra característica dos direitos de tradição romano-germânica é a generalidade das 
normas jurídicas aplicadas pelos juízes aos casos concretos. 
2.3.2 Common Law: é o sistema adotado pela Inglaterra e Estados Unidos, a forma 
mais comum de expressão do direito é a dos precedentes judiciais. Direito se baseia mais na 
Jurisprudência que no texto da lei. Nesse sistema inferem-se normas gerais a partir de 
decisões judiciais proferidas a respeito de casos individuais Uma simples diferença é que lá 
o Direito se baseia mais na Jurisprudência que no texto da lei. Jurisprudência, caso esteja 
em dúvida, trata-se do conjunto de interpretações das normas do direito proferidas pelo 
Poder Judiciário. Exemplo: Se lá nos EUA dois homens desejam realizar uma adoção, eles 
procuram outros casos em que outros homossexuais tenham conseguido adoções e 
defendem suas ideias em cima disso. Mas a parte contrária pode alegar exatamente casos 
opostos, o que gera todo um trabalho de interpretação, argumentação e a palavra final fica 
com o Juiz. É bom lembrar que nos países de Common Law também existe a lei, mas o 
caso é analisado principalmente de acordo com outros semelhantes. 
A globalização permite a intercomunicação econômica, social e cultural entre os 
diversos países, da mesma forma favorece a aproximação entre os dois grandes sistemas 
de Direito vigentes no mundo Ocidental, a Common Law e a Civil Law. Essas recíprocas 
influências produziram consideráveis mudanças nos aspectos predominantes desses 
respectivos sistemas, acarretando no Common Law uma tendência a dar maior relevância à 
lei escrita em contraposição aos países da família romano-germânica, que vêm elevando o 
papel da jurisprudência a um patamar quase de igualdade àquele conferido à lei (VIDAL, 
2016). Para melhor compreensão das informações à cerca dos dois sistemas jurídicos, o 
conteúdo foi desenvolvido por meio de Quadros descritivos a seguir: 
 
Quadro 3- Origem dos Sistemas Jurídicos Civil Law e Common Law 
ORIGEM 
CIVIL LAW COMMON LAW 
Tem origem na influência do Direito Romano 
(Copus Juris Civilis) sobre os países da 
Europa Continental e suas colônias, onde 
houve a substituição quase que 
integralmente pelos princípios do Direito 
Romano, dando ensejo à elaboração de 
códigos, leis e constituições (GALIO, 2014). 
É um paradigma de direito que teve origem 
na Inglaterra, no momento posterior à 
conquista normanda (estabelecimento da 
dinastia dos Tudors, em 1485), sendo 
resultado da ação normativa dos Tribunais 
Reais de Justiça (LIMA JÚNIOR, 2014). 
Fonte: Elaborado por Antonio Colares, Mestrado em Ciências Jurídicas, 2022. 
21 
 
Quadro 4- Principais características dos Sistemas Jurídicos Civil Law e Common Law 
CARACTERÍSTICAS 
CIVIL LAW COMMON LAW 
É um sistema onde a codificação do Direito e 
a interpretação da lei orientam a atuação do 
operador do Direito (BELIVACQUA, 2021). 
É um sistema baseado em decisões 
proferidas pelos Tribunais (BELIVACQUA, 
2021). 
- O Direito decorre de um ordenamento 
jurídico feito a partir de normas escritas. 
- A lei escrita possui mais peso nas decisões 
do que outros julgados. 
- Deve existir a separação entre os poderes, 
principalmente de quem faz as leis e quem 
as julga. 
(BELIVACQUA, 2021). 
 
- As decisões de um tribunal são proferidas 
com base em julgados anteriores. 
- A jurisprudência tem mais relevância do 
que a lei. 
- O ordenamento jurídico não conta com leis 
escritas, ou apenas possui parcialmente leis 
escritas. 
- A aplicação das decisões se dá com base 
em princípios. 
(BELIVACQUA, 2021). 
Fonte: Elaborado por Antonio Colares, Mestrado em Ciências Jurídicas, 2022. 
 
Por conta da influência deixada elos colonizadores europeus entre os séculos XV e 
XIX, uma das heranças que permaneceram nas colônias das Américas, África, Ásia e 
Oceania foi o Sistema Jurídico, o que pode ser notado claramente na distribuição geográfica 
dos dois sistemas, mas logicamente considerando que existem outros Sistemas de origem 
não-europeia que vigoram, tais como a Sharia aplicada nos países de traição islâmica. O 
Quadro 5 apresenta essa distribuição geográfica em âmbito global: 
 
Quadro 5- Versões da distribuição global dos Sistemas Jurídicos Civil Law e Common Law 
PAÍSES ONDE VIGORAM 
CIVIL LAW COMMON LAW 
Países da América Latina, toda Europa 
Continental, quase toda a Ásia (exceto 
Oriente Médio) e metade da África. 
Reino Unido, Estados Unidos, Canadá, 
Austrália, ex-colônias do Império Britânico e 
Índia e África do Sul com versões adaptadas. 
22 
 
Sistemas Jurídicos no Mundo. Versão 1: 
 
Sistemas Jurídicos no Mundo. Versão 2: 
 
Fonte: Adaptado por Antonio Colares, Mestrado em Ciências Jurídicas, 2022. 
 
Recíprocas influências produziram mudanças nos aspectos predominantes desses 
sistemas, acarretando no Common Law uma tendência a dar maior relevância à lei escrita 
em contraposição aos países da família romano-germânica, que vêm elevando o papel da 
jurisprudência a um patamar quase de igualdade àquele conferido à lei (VIDAL, 2016). 
Esse novo papel reconhecido à norma decorre do fato de que, com a constante 
evolução da sociedade e o consequente aumento do número de demandas no Judiciário, os 
23 
 
tribunais não conseguem identificar o Direito, necessitando, dessa forma, de uma 
intervenção da lei, meio apto a implementar mudanças sociais rápidas (VIDAL, 2016). 
Em contrapartida, no sistema de Direito romano-germânico, a jurisprudência está 
sendo elevada a um patamar de importância maior do que antes reconhecido. Esse amplo 
acatamento à jurisprudência dos tribunais e tem a finalidade de realizar a segurança jurídica 
(previsibilidade das condutas), a isonomia (aplicação da mesma solução a casos 
efetivamente equiparáveis, evitando decisões discriminatórias) e a eficiência (simplifica a 
atuação dos juízes e tribunais, mediante decisões mais objetivas) (VIDAL, 2016). 
Um dos resultados desse “intercâmbio” de sistemas são as súmulas vinculantes no 
Brasil, cuja previsão se encontra no art. 103-A da Constituição Federal de 1988, destacando-
se atualmente como a maior mudança no contexto jurídico brasileiro (VIDAL, 2016). 
 
Ver o vídeo 14: https://youtu.be/1h3xkzxehQY?si=lcrTeS6dnkAlMOf2 
Para saber mais acesse: https://www.significados.com.br/common-law/ 
 
 
2.4 PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO 
Os princípios gerais do direito são como orientações e servem como um guia 
norteador da política, do direito e até da prática jurídica. Por serem princípios, podem ter 
interpretações diferentes e serem compostos de subjetividade e de conteúdo valorativo. 
Ademais, eles vão em direção a uma situação jurídica determinada. 
De outra forma os princípios gerais do direito são os alicerces do ordenamento 
jurídico, informando o sistema independentemente de estarem positivados em norma legal. 
São exemplos: Falar e não provar é o mesmo que não falar; Ninguém pode causar dano, e 
quem causar terá que indenizar. 
Atualmente, vive-se no chamado Estado Principiológico. Trata-se da efetividade de 
elementos chamados fundamentais, os princípios jurídicos. A pós-modernidade concretiza aera da normatização dos princípios, isto é, princípios e regras são normas jurídicas. De fato, 
os princípios são as fontes basilares para qualquer ramo do direito. Leciona o eminente 
Ministro da Justiça Celso Antônio Bandeira de Melo (2005, p. 902) a definição de princípios: 
 
[...] mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição 
fundamental que se irradia sobre diferentes normas compondo-lhes o espírito 
e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência exatamente 
por definir a lógica e a racionalidade do sistema normativo, no que lhe confere 
a tônica e lhe dá sentido harmônico. 
 
https://youtu.be/1h3xkzxehQY?si=lcrTeS6dnkAlMOf2
https://www.significados.com.br/common-law/
24 
 
Os princípios e as regras são normas porque ambos dizem o que deve ser. Contudo, 
há alguns critérios utilizados pelos estudiosos, a fim de distingui-los. Um desses critérios é o 
da generalidade: os princípios são normas de um grau de generalidade alto e as regras, de 
nível relativamente baixo de generalidade. O grande jurista brasileiro Humberto Ávila3 
apresenta as principais diferenças entre Regras e princípios, vejamos quais são: 
 
Imagem 9- Conceituações de Humberto Ávila 
 
Fonte: http://emporiododireito.com.br/leitura/teoria-dos-principios-de-humberto-avila 
 
 
2.5 ORDENAMENTO JURÍDICO 
O conjunto de normas jurídicas chama-se ordenamento. Este é também chamado de 
ordem jurídica e sistema jurídico, ele é a dimensão hierárquica das normas, ou seja, regras e 
princípios do direito de um Estado, dotada de unidade, coerência e completude. 
De outra forma, tem-se que o ordenamento jurídico é o sistema de normas (regras 
ou princípios) que se relacionam de uma forma hierarquizada em um estado. Organiza as 
lacunas e antinomias das leis, estabelecendo a ordem que o direito deve seguir em relação 
às normas estabelecidas. Tem como objetivo atingir melhor convívio e paz social. 
A compreensão de ordenamento jurídico exige que seja examinada a relação entre as 
normas jurídicas e, inclusive, os elementos não normativos (definições, critérios 
classificatórios, preâmbulos etc.). Nesse sentido, como a compreensão do ordenamento 
jurídico é eminentemente relacional, discute-se a unidade e o fundamento do sistema. 
 
3
 Saber mais sobre Humberto Ávila acesse: https://www.editorajuspodivm.com.br/authors/page/view/id/371/ 
https://www.editorajuspodivm.com.br/authors/page/view/id/371/
25 
 
A complexidade de um ordenamento jurídico deriva da necessidade de vários tipos de 
normas jurídicas e, nesse sentido, em alguma medida é possível sustentar esse conjunto de 
normas como um ordenamento a partir de sua unidade ou coesão. 
Para fundar o ordenamento normativo é necessária a uma norma origem e 
fundamental. Para entender a norma origem e fundamental é possível verificar uma série de 
argumentos: pressuposta, de reconhecimento e posta. 
O ordenamento jurídico define a hierarquia das normas, a qual é didaticamente 
representada pela Pirâmide de Kelsen. Conforme a representação da pirâmide, no topo 
encontra-se a Constituição Federal, seguida pelas Leis, Decretos e Jurisprudências, abaixo 
destas estão os Atos Normativos: Portarias, e Resoluções, na base encontram-se os 
Contratos, as Sentenças Judiciais, Atos, e negócios e outras normas menores. 
Por falar em Constituição, a atual Constituição Federal Brasileira – CFB/1988 (a 7ª a 
vigorar no país) foi aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte no dia 22 de setembro 
de 1988 e promulgada em 5 de outubro de 1988. É conhecida como “Constituição Cidadã”, 
por ter sido concebida no processo de redemocratização, o qual foi iniciado com o 
encerramento do período dos Governos Militares, que durou de 1964 a 1985. 
As figuras abaixo representam a Pirâmide de Kelsen, tradicionalmente utilizada para 
representar a hierarquia das leis (com algumas variações) em determinados países: 
 
Imagens 10 a 13 – Versões da Pirâmide de Kelsen 
 
Fonte: Disponível em: https://universidadedatecnologia.com.br/direito-constitucional/ 
https://universidadedatecnologia.com.br/direito-constitucional/
26 
 
 
Fonte: Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ordenamento_jur%C3%ADdico 
 
 
Fonte: Disponível em: https://www.passeidireto.com/arquivo/5913567/piramide-de-kelsen 
 
 
 
Fonte: Disponível em: https://www.researchgate.net/figure/FiGURA-1-O-ordenamento-
juridico-e-a-hierarquia-das-normas-a-Piramide-de-Kelsen-Fonte_fig1_244929319 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Ordenamento_jur%C3%ADdico
https://www.passeidireto.com/arquivo/5913567/piramide-de-kelsen
https://www.researchgate.net/figure/FiGURA-1-O-ordenamento-juridico-e-a-hierarquia-das-normas-a-Piramide-de-Kelsen-Fonte_fig1_244929319
https://www.researchgate.net/figure/FiGURA-1-O-ordenamento-juridico-e-a-hierarquia-das-normas-a-Piramide-de-Kelsen-Fonte_fig1_244929319
27 
 
Imagem 14 – Versão comentada da Pirâmide de Kelsen 
 
Fonte: Disponível em: https://www.pinterest.com.mx/pin/488710997049861571/ 
 
 
Ver o vídeo 15: https://www.youtube.com/watch?v=AAZMY1kGFSw 
https://www.pinterest.com.mx/pin/488710997049861571/
https://www.youtube.com/watch?v=AAZMY1kGFSw
28 
 
2.5.1 NORMATIVISMO LÓGICO DE HANS KELSEN4 (Bônus de conhecimento) 
O Normativismo Lógico de Hans Kelsen é uma das abordagens mais influentes na 
teoria do direito. Kelsen, jurista austríaco do século XX, é conhecido principalmente por sua 
obra "Teoria Pura do Direito", na qual separa o direito de outros campos, como a moral e a 
política, propondo uma análise do fenômeno jurídico sob uma perspectiva lógica e científica. 
A proposta de Kelsen parte da ideia de que o direito é um sistema de normas. Para 
ele, a norma jurídica deve ser entendida de maneira estritamente lógica, ou seja, deve ser 
analisada em seus próprios termos, independentemente de fatores extrínsecos. Nesse 
contexto, Kelsen introduz o conceito de “norma fundamental”, que serve como o fundamento 
último de validade de todas as normas jurídicas de um sistema. 
A norma fundamental não é uma norma positiva, mas sim uma presunção necessária para 
 a validade das normas que se derivam dela. Essa hierarquia normativa estabelece uma relação 
 de subordinação entre normas, onde cada norma deriva sua validade da norma superior. Kelsen 
também enfatiza a importância da estrutura lógica do direito, que se organiza em uma pirâmide 
normativa. No topo, está a Constituição, seguida por leis ordinárias e, finalmente, normas 
infralegais. Essa pirâmide indica como cada norma é válida em 
razão da norma que a precede, formando um sistema coeso e 
interconectado. Assim, a validade de uma norma não é determinada 
por seu conteúdo, mas sim pela sua posição na estrutura normativa. 
Outro ponto central do Normativismo Kelseniano é a 
distinção entre o ser e o dever-ser. Kelsen argumenta que a 
ciência do direito deve se concentrar no que as normas 
prescrevem (o dever-ser) em vez de se preocupar com a 
realidade social ou moral (o ser). Essa separação reforça a ideia 
de que a análise jurídica deve ser feita de forma objetiva, focando na lógica interna do 
sistema jurídico. Também é crítico do positivismo jurídico tradicional, que muitas vezes 
confunde a validade das normas com aspectos morais ou sociais. Para ele, essa confusão 
compromete a pureza da análise jurídica. O Normativismo Lógico, portanto, é uma tentativa 
de tornar a teoria do direito uma disciplina autônoma, com métodos e princípios próprios. 
Hans Kelsen, ao desenvolver uma Teoria Pura do Direito tinha como meta excluir da 
esfera da ciência jurídica os aspectos sociológicos ou informações da realidade social, 
definindo que a filosofia do Direito seria responsável por ponderar sobre valores, tais como 
Justiça, o bem coletivo. Defende que o profissional do direito deve se mover de norma em 
 
4 Trabalho acadêmicoelaborado pelos acadêmicos de Direito da Faculdade FAMMA (Breves/PA) em 2024: 
Walterno Júnior Tavares Câmara e Gabriel Francisco Marques Guimarães. 
Imagem 16 
 Hans 
 Kelsen 
29 
 
norma, até alcançar a norma hipotética fundamental. Ele vê a estrutura lógica do sistema 
legal como uma pirâmide, isto é, o legislador, ao criar a lei, está aplicando a norma 
constitucional, enquanto o magistrado, ao proferir a sentença, está aplicando a lei. 
Atualmente, o Direito é percebido como uma disciplina histórico-cultural e 
compreensivo-normativa. Trata-se de uma ciência ética normativa. Na ciência jurídica, não é 
possível eliminar os elementos fáticos e valorativos, pois são elementos relevantes da 
experiência humana que precisam ser levados em conta na argumentação e na 
fundamentação das decisões. Portanto, são fundamentais os componentes normativos, 
sociológicos e axiológicos para a interpretação e implementação do Direito. 
A influência de Kelsen se estende até os dias atuais, sendo sua abordagem 
fundamental para o desenvolvimento de teorias contemporâneas do direito. O Normativismo 
Lógico não apenas fundamenta a prática jurídica, mas também provoca reflexões sobre a 
natureza do direito e sua relação com outros campos do conhecimento, desafiando a 
intersecção entre norma e realidade social. Em suma, o Normativismo Lógico de Hans 
Kelsen estabelece um paradigma de análise jurídica que prioriza a estrutura normativa, a 
lógica interna do direito e a separação entre o direito e a moralidade, contribuindo para uma 
compreensão mais clara e objetiva do fenômeno jurídico. 
 
Imagem 17- Mapa mental referente ao Normativismo lógico do Hans Kelsen 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
MACHADO, S.; PAIVA, N. O Normativismo jurídico de Hans Kelsen: a norma jurídica como objeto da 
Ciência do Direito. maio 2020. 
 
PISKE, Oriana. A concepção normativa Kelseneana. TJDFT, 2010. Disponível em: 
. Acesso em: 31 out 2024. 
30 
 
2.6 NORMA JURÍDICA 
 
Conceitua-se como as fórmulas que ditam o agir (dos cidadãos) ou determinações 
que fixam as pautas do comportamento interindividual (entre os cidadãos). Os padrões de 
conduta social impostos pelo Estado. Refere-se à substância própria do Direito objetivo. 
Entende-se que a Norma é o comando ou a regra de conduta. Ela expressa a 
vontade do Estado por intermédio do legislador, vontade esta materializada na lei. 
 
2.6.1 Principais Características da norma 
As principais características são: a bilateralidade, a abstração, a generalidade, a 
imperatividade e a heteronomia. Vejamos cada uma delas: 
a) generalidade: obriga a todos em igual situação jurídica; 
b) abstratividade: abarca situações abstratas; 
c) bilateralidade: onde há dever, há direito; 
d) imperatividade: obrigatória; 
e) coercibilidade: uso da força do Estado sobre aqueles que descumprem a norma 
jurídica. É indispensável ainda que o conteúdo de lei expresse o bem comum. 
f) heteronomia: imposta pelo Estado. 
 
2.6.2 Classificação das Normas Jurídicas: 
Quanto à esfera do Poder Público: As normas jurídicas podem ser federais, 
estaduais e municipais. 
Quanto à hierarquia: Sob este aspecto dividem-se em: constitucionais, 
complementares, ordinárias, regulamentares e individualizadas. As normas guardam entre si 
uma hierarquia, uma ordem de subordinação entre as diversas categorias. Anteriormente já 
foi explanado que essa hierarquização está representada na Pirâmide de Kelsen. 
No primeiro plano alinham-se as normas constitucionais, provenientes da Constituição 
e as emendas constitucionais, que condicionam a validade de todas as outras normas e têm 
o poder de revogá-las. Assim, qualquer norma jurídica de categoria diversa, anterior ou 
posterior à constitucional, não terá validade caso contrarie as disposições desta. 
Em segundo plano estão as – normas complementares: na ordem jurídica brasileira 
há normas que se localizam em leis complementares à Constituição e se situam 
hierarquicamente entre as constitucionais e as ordinárias. A aprovação de normas 
complementares se dá de acordo com o Art. 69 da CFB/1988, que estabelece: “As leis 
complementares serão aprovadas por maioria absoluta”. 
31 
 
Em terceiro plano: as normas ordinárias, que se localizam nas leis, medidas 
provisórias, leis delegadas. Seguem-se as normas regulamentares, contidas nos decretos. 
Normas individualizadas, denominação e espécie sugeridas por Merkel para a grande 
variedade dos atos jurídicos: testamentos, sentenças judiciais; contratos etc. 
 
2.6.3 Validade da norma jurídica 
 
No direito, o termo validade refere-se à qualidade da norma que efetivamente faz 
parte de um ordenamento jurídico em determinado momento. Em outras palavras, dizer que 
uma norma é válida significa dizer que ela de fato faz parte de um ordenamento jurídico 
naquele momento. 
Uma norma jurídica pode ser válida dentro de um sistema em que ela foi criada, mas 
pode não ser considerada válida em outro, ou seja, isso não significa necessariamente que 
ela seja ilegal ou inconstitucional. Apenas significa que essas leis não podem ser aplicadas 
dentro daquele sistema específico, como por exemplo: O conjunto de leis que estabelecem 
as normas fiscais ou civis que vigoram na Bolívia não tem qualquer validade dentro do 
território brasileiro e vice versa. 
Como já bem exposto, uma norma é dita válida quando pertence ao sistema do direito 
posto, sendo tal critério de validade um vínculo estabelecido entre a norma e o ordenamento 
jurídico. De acordo com Robert Alexy5, para que uma norma seja considerada juridicamente 
válida é necessário que ela: 
- Seja promulgada por um órgão competente para tanto; 
- Esteja de acordo com a forma prevista pela lei; 
- Não infrinja um direito superior, ou seja, seja estabelecida de acordo com o 
ordenamento jurídico. 
Por fim, a validade da norma jurídica está condicionada a adequação de três 
aspectos: validade formal, validade social e validade ética. Entenda-se como validade formal 
sendo sinônimo de vigência, a qual é a executoriedade compulsória de uma regra de direito, 
por haver preenchido os requisitos essenciais à sua feitura ou elaboração. 
Sobre a questão da vigência formal é interessante dispensar uma abordagem 
específica sobre o assunto, tema do próximo tópico. 
 
 
5
 Robert Alexy é um jurista alemão, e um dos mais influentes filósofos contemporâneos do direito. Graduou-se 
em direito e filosofia pela Universidade de Göttingen, formou-se doutor em 1976, com a dissertação Uma 
Teoria da Argumentação Jurídica, e adquiriu habilitação em 1984, com a Teoria dos Direitos Fundamentais. 
Para saber mais acesse: https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Alexy 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Alexy
32 
 
2.6.4 Vigência da norma jurídica 
 
Uma das leis mais importantes do ordenamento jurídico brasileiro é a Lei de 
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB)6, nome adotado em 2010, antes 
chamada de Lei de Introdução ao Direito Civil, que também teve seu objeto ampliado no 
mesmo ano. 
O Art. 1º da LINDB estabelece: Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em 
todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. 
Na LINDB está prevista a Vacatio legis, que é o: tempo (interstício temporal) que 
intermedeia a publicação e a vigência, ou seja, intervalo entre a publicação e a vigência de 
uma lei. Para as Leis Brasileiras: 45 dias, para as Leis Estrangeiras: 3 meses Para que a 
norma possa ter vigência de fato se faz necessário passar por seis etapas: iniciativa, 
discussão, deliberação, sanção, promulgação e publicação. 
A publicação é indispensávelpara que a lei entre em vigor e deverá ser feita por 
órgão oficial. O início de vigência pode dar-se com a publicação ou decorrida a vacatio legis, 
que é o tempo que medeia entre a publicação e o início de vigência. 
Portanto, com a promulgação (declaração de existência da Lei), a lei passa a existir, 
mas o início de sua vigência é condicionado pela chamada vacatio legis. Pelo sistema 
brasileiro, a lei entra em vigor em todo o País quarenta e cinco dias após a sua publicação. 
Esse prazo é apenas uma regra geral, aplicada quando a lei é silente. 
Contudo, conforme a natureza da lei, o legislador pode optar por um interregno 
diferente ou até suprimi-lo. Quando a aplicação da lei brasileira for admitida no estrangeiro, a 
vacatio legis será de três meses. 
Vigência: a norma começa a existir com obrigatoriedade. A vigência é o tempo em 
que a lei existe, é válida e produz efeitos. O Código Civil de 1916 não é mais vigente, mas 
está em vigor. Trata-se do instituto da ultratividade normativa. Vigor: consiste na força 
vinculante da norma jurídica – a norma gera direitos e deveres. 
Vigor: é a qualidade da lei em produzir efeitos jurídicos, ainda que a lei tenha sido 
revogada. Art. 2º da LINDB estabelece: “Não se destinando à vigência temporária, a lei terá 
vigor até que outra a modifique ou revogue”. 
As leis podem ser: Lei Temporária: existem por prazo pré-estabelecido Lei de 
vigência indeterminada: não possuem prazo pré-estabelecido de vigência. Vigerão até que 
outra lei a revogue. 
 
6
 Para saber mais: https://www.tcm.ba.gov.br/estudo-d-a-m-post/lindb-lei-de-introducao-as-normas-do-direito-
brasileiro/#:~:text=A%20LINDB%2C%20inicialmente%20conhecida%20como,apenas%20sobre%20o%20direit
o%20provado. 
 
https://www.tcm.ba.gov.br/estudo-d-a-m-post/lindb-lei-de-introducao-as-normas-do-direito-brasileiro/#:~:text=A%20LINDB%2C%20inicialmente%20conhecida%20como,apenas%20sobre%20o%20direito%20provado
https://www.tcm.ba.gov.br/estudo-d-a-m-post/lindb-lei-de-introducao-as-normas-do-direito-brasileiro/#:~:text=A%20LINDB%2C%20inicialmente%20conhecida%20como,apenas%20sobre%20o%20direito%20provado
https://www.tcm.ba.gov.br/estudo-d-a-m-post/lindb-lei-de-introducao-as-normas-do-direito-brasileiro/#:~:text=A%20LINDB%2C%20inicialmente%20conhecida%20como,apenas%20sobre%20o%20direito%20provado
33 
 
Término da vigência da norma jurídica: A perda de vigência pode ocorrer nas 
seguintes hipóteses: 
a) revogação por outra lei; 
b) decurso do tempo; 
c) desuso. 
 
Revogação Total: Ab-rogação 
Revogação Parcial: Derrogação. 
A revogação da lei pode ser expressa ou tácita. 
Revogação expressa: ocorre quando a lei nova determina especificamente a 
revogação da lei anterior. 
Revogação tácita se opera sob duas formas: 
1. Quando a lei nova dispõe de maneira diferente sobre assunto contido em lei 
anterior, estabelecendo-se assim um conflito entre as duas ordenações. Este critério de 
revogação decorre do axioma lex posterior derogat priorem (a lei posterior revoga a 
anterior); 
2. Quando a lei nova disciplina inteiramente os assuntos abordados em lei anterior. 
É princípio de hermenêutica, porém, que a lei geral não revoga a de caráter especial. 
Quando uma lei revogadora perde a sua vigência, a lei anterior, por ela revogada, não 
recupera a sua validade. Esse fenômeno de retorno à vigência, tecnicamente designado por 
repristinação, é condenado do ponto de vista teórico e por nosso sistema. 
 
Repristinação: Restauração de uma norma revogada pela revogação da norma 
revogadora. Quando uma lei revogadora perde a sua vigência, a lei anterior, por ela 
revogada recupera a sua validade. A lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora 
perdido a vigência, salvo se a lei nova revogadora assim dispuser expressamente. 
Sobre a repristinação, a LINDB preconiza: 
§ 1º A lei posterior revoga a anterior quando expressamente a declare (revogação 
expressa), quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de 
que tratava a lei anterior (revogações tácitas – Incompatibilidade e nova lei que trata por 
completo do assunto da anterior). 
§ 2º A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já 
existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. 
Importante: Lei geral não revoga lei especial. 
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§ 3º Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei 
revogadora perdido a vigência. 
A Repristinação só ocorre no Direito Brasileiro se a lei revogadora expressamente 
assim dispuser. Portanto, em regra no Direito Brasileiro não há respristinação, salvo quando 
expresso em lei. 
O Art. 3º da LINDB estabelece: “Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que 
não a conhece”. 
 
Princípio da Publicidade: A vigência da norma surge com a sua publicação no 
Diário Oficial, em tese, todos tomariam conhecimento neste momento. O texto estabelece 
um princípio segundo o qual as pessoas têm a obrigação de conhecer as leis, pois ninguém 
poderá usar o desconhecimento da lei como desculpa. Por sinal, é um princípio geral do 
Direito, ou seja, seria aplicado mesmo que não fosse explícito. Para o Art. 21 do Código 
Penal, o desconhecimento da lei é inescusável. Esse princípio é necessário para proibir que 
uma pessoa apresente a própria ignorância como razão de não cumprir a norma jurídica, o 
que retiraria a força de eficácia da lei e comprometeria o ordenamento jurídico. 
 
Irretroatividade da Lei: No momento em que a lei penetra no mundo jurídico, para reger 
a vida social, deve atingir apenas os atos praticados na constância de sua vigência. O princípio da 
irretroatividade da lei consiste na impossibilidade de um novo Direito atuar sobre fatos passados e 
julgar velhos acontecimentos. Só há retroatividade benéfica em caso de lei penal. 
 
Ver vídeo 16: https://www.youtube.com/watch?v=dC7z9Zyj3a8 
 
 
UNIDADE III – CONCEITOS JURÍDICOS FUNDAMENTAIS 
 
3.1 RELAÇÃO JURÍDICA 
 
De modo geral, o direito objetivo são as normas criadas pelo Estado (normas 
agendi), cujo seus descumprimentos, geralmente, acarretam em uma sanção. Por outro 
lado, o direito subjetivo é, segundo Francisco Amaral, “o poder que a ordem jurídica confere 
a alguém de agir e de exigir de outrem determinado comportamento”. 
O direito subjetivo está intrinsecamente relacionado ao direito objetivo, uma vez que, 
sem a existência deste, aquele não existiria. 
https://www.youtube.com/watch?v=dC7z9Zyj3a8
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Nos Estados Unidos quando uma pessoa está sob custódia policial, os agentes são 
obrigados a dizer "você tem o direito de ficar em silêncio (...)", ou seja, a jurisprudência 
(Miranda rights), com respaldo na 5ª emenda da Constituição norte-americana, no caso, 
estabelece a norma (normas agendi) que, por consequência, traz um direito de agir ou não 
(facultas agendi). 
Um paralelo pode ser traçado entre a diferença "LAW" (lei) e "RIGHT" (direito). No 
primeiro caso, a lei concreta é o direito objetivo, no segundo, a faculdade de agir é o 
subjetivo. 
O ordenamento jurídico traz consigo a proteção aos bens imóveis, então, 
suponhamos que alguém invada uma residência que se encontrava desocupada e passe a 
morar lá. A lei diz que o proprietário tem o respaldo jurídico para promover a reintegração de 
posse (direito objetivo), entretanto, cabe ao dono do imóvel decidir se deseja realizar a 
reintegração de posse ou não (direito subjetivo). Se ele quiser deixar o imóvel do modo 
como está, ele poderá. Se ele quiser entrar na justiça para promover a reintegração, também 
poderá. Cabe ao polo ativo, neste caso específico, decidir se deseja ou não agir. 
 
3.1.1 Direito Subjetivo 
Inúmeros autores tentaram conceituar o que vem a ser direito subjetivo. A seguir 
apontaremos aqueles que nos pareceram mais esclarecedores. 
- Alberto Trabucchi entende que o direito subjetivo é o poder de atuar, atribuído à 
vontade do sujeito

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