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1 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia 
Ocupacional Departamento de Fisioterapia 
Curso Graduação em Fisioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA DE AULA PRÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Eletrotermofototerapia – FIT029-DIG 
 
 
Material elaborado em 2023 por: 
Lígia de Loiola Cisneros, Professora Associada do Departamento de Fisioterapia - 
UFMG 
Nádia Arantes Betancourt Rosa, Bolsista do Programa de Monitoria da Graduação 2023 
do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
Matheus Millanez dos Reis, Estagiário de Docência 2023/1, Doutorando do Programa de 
Pós Graduação em Engenharia Elétrica - UFMG 
Natália Stephanie Dias Santos, Estagiária de Docência 2023/1, Mestranda do Curso de 
Pós Graduação em Estudos da Ocupação - UFMG 
 
 
 
 
2023 
 
2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A645 
 
Apostila de aula prática da disciplina de eletrotermofototerapia / Ligia de Loiola 
Cisneiros... [et al.] – Belo Horizonte : EEFFTO, 2023 
 
51 p.: il. 
 
Inclui bibliografia. 
 
 
1. Eletroterapia. 2. Termoterapia. 3. Terapia por estimulação elétrica. 
I. Cisneiros, Ligia de Loiola. II. Título. 
 
 
CDU: 615.84 
 Ficha catalográfica elaborada pela bibliotecária Sheila Margareth Teixeira Adão, CRB 6: n° 2106, da 
Biblioteca da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG. 
 
 
 
3 
 
 
 
Olá aluno (a), 
 
 
Esta apostila foi organizada por colegas do curso que fizeram monitoria e profissionais que realizaram estágio 
de docência na disciplina, sob minha supervisão. Procuramos sintetizar aqui conteúdos teóricos, básicos para 
lhe ajudar nas aulas práticas da disciplina Eletrotermofototerapia, obrigatória no nosso currículo. E também 
para uso nos estágios do curso, sob a orientação do respectivo professor. Este material NÃO SE DESTINA a 
estudo preparatório para as atividades avaliativas pois é um roteiro apenas. Para aprofundar seus 
conhecimentos, recorra a bibliografia indicada nas aulas e aqui na apostila. E, quando for para a assistência, 
recorra sempre às evidências científicas quando tiver dúvidas, pois a ciência é dinâmica e novas teorias e 
aplicações de nossos recursos vão surgindo com o tempo. Nunca deixe de se atualizar, em eventos e pela 
leitura de boas referências. 
Boas aulas, 
Lígia. 
 
4 
 
 
 
SUMÁRIO 
INSTRUÇÕES GERAIS PARA ELETROTERAPIA ............................................................ 6 
1. Indicações ............................................................................................................... 7 
2. Contraindicações ..................................................................................................... 7 
3. Como evitar acidentes.............................................................................................. 7 
4. Os acidentes mais comuns em decorrência da aplicação ........................................ 8 
5. Cuidados antes de iniciar a terapia com correntes ................................................... 8 
GUIA DE APLICAÇÃO – ELETROANALGESIA POR TENS ............................................. 9 
1. Principais indicações ................................................................................................ 10 
2. Contraindicações ..................................................................................................... 10 
3. Procedimentos ........................................................................................................ 11 
4. Parâmetros ............................................................................................................. 13 
GUIA DE APLICAÇÃO - ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA PARA CONTRAÇÃO 
MUSCULAR ...................................................................................................................... 15 
FES (ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA FUNCIONAL) ..............................................................16 
1. Principais indicações ..............................................................................................16 
2. Contraindicações ...................................................................................................16 
3. Indicações e parâmetros da estimulação elétrica para contração muscular ...........17 
4. Pontos Motores da estimulação elétrica .................................................................17 
5. A aplicação ............................................................................................................23 
GUIA DE APLICAÇÃO - CORRENTE RUSSA ................................................................ 25 
CORRENTE RUSSA ........................................................................................................26 
1. Principais indicações ..............................................................................................26 
2. Contraindicações ...................................................................................................26 
3. Parâmetros ............................................................................................................26 
4. Aparelho .................................................................................................................27 
5. Programando o Aparelho .......................................................................................27 
GUIA DE AULA PRÁTICA - TERMOTERAPIA SUPERFICIAL ....................................... 30 
1. Indicações para o uso terapêutico do calor ............................................................31 
2. Indicações para o uso terapêutico do frio ...............................................................31 
3. Indicações para o uso terapêutico do IV ......................................................................... 31 
 
5 
 
 
 
4. Contraindicações da termoterapia .........................................................................31 
5. Conceitos ...............................................................................................................32 
6. Materias .................................................................................................................32 
7. Etapas ....................................................................................................................32 
8. Parâmetros para o uso do IV................................................................................... 33 
9. Métodos de transferência de calor ........................................................................ 33 
 
GUIA DE APLICAÇÃO TERMOTERAPIA PROFUNDA ................................................... 37 
ULTRASSOM ...................................................................................................................38 
1. Indicações ............................................................................................................. 38 
2. Contraindicações .................................................................................................. 38 
3. Mecanismo de ação .............................................................................................. 38 
4. Absorção, penetração e alastramento ................................................................... 38 
5. Cavitação .............................................................................................................. 39 
6. Movimentos do transdutor ..................................................................................... 39 
7. Técnicas de aplicação ........................................................................................... 39 
8. Modos ................................................................................................................... 40 
9. Ciclo de trabalho ..................................................................................................40 
10. Parâmetros .......................................................................................................... 41 
11. Cuidados importantes ........................................................................................... 42 
 
GUIA DE APLICAÇÃO - LASER ...................................................................................... 43 
1. Indicações ............................................................................................................... 44 
2. Contraindicações .................................................................................................... 45 
3. Cuidados ................................................................................................................. 45 
4. Como operar o laser ................................................................................................ 47 
5. Técnicas de aplicação ............................................................................................50 
 
6 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia 
Ocupacional Departamento de Fisioterapia 
Curso Graduação em Fisioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
INSTRUÇÕES GERAIS PARA APLICAÇÃO DA 
ELETROTERAPIA 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Eletrotermofototerapia – FIT029-DIG 
 
 
Material elaborado em 2023 por: 
Lígia de Loiola Cisneros, Professora Associada do Departamento de Fisioterapia - 
UFMG 
Nádia Arantes Betancourt Rosa, Bolsista do Programa de Monitoria da Graduação 2023 
do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2023 
 
7 
 
 
 
 
 1. Indicações: 
- Diagnóstico elétrico; 
- Ativar contração muscular (fortalecimento e reeducação muscular); 
- Eletroanalgesia (controle da dor); 
- Introdução (transcutânea) de medicamentos; 
- Cicatrização de feridas; 
 
 
- Drenagem de edemas. 
 
 2. Contraindicações: 
 
- Circuito elétrico fechado sobre a câmara cardíaca; 
 - Usuários de marca-passo cardíaco de demanda; 
 - Indivíduos com psoríase e dermatite; 
 - Indivíduos com confusão mental ou epilepsia; 
 - Pacientes em estado febril; 
 - Aplicação sobre o globo ocular; 
 - Aplicação sobre áreas com solução de continuidade; 
 - Aplicação sobre vasos sanguíneos trombóticos ou embolíticos; 
 - Aplicação sobre tecidos ou vasos vulneráveis a hemorragia; 
 - Aplicação sobre a área abdominal de gestante; 
 - Pacientes com déficit de sensibilidade cutânea; 
 - Neoplasia; 
 - Quando a contração muscular provoca danos articulares ou quando já houver 
 fadiga; 
 
 
- Quando o paciente não aceita eletroterapia. 
 
 3. Como evitar acidentes: 
 
A sensação de choque é uma preocupação básica na eletroterapia. Mas ela só ocorre 
 se houver descuido por parte do Fisioterapeuta. As correntes utilizadas em 
 eletroterapia NÃO PROVOCAM CHOQUES, pois a saída do aparelho não permite uma 
 corrente suficientemente elevada (mA). No entanto alguns erros na aplicação do 
 recurso podem provocar no paciente uma sensação de choque, são elas: 
 
- 
 
Interrupção abrupta da corrente; 
 - Falta de manutenção do aparelho, dos cabos e eletrodos; 
 - Aplicação sobre áreas com solução de continuidade. 
 
8 
 
 
 
4. Os acidentes mais comuns em decorrência da aplicação são: 
 
- Queimaduras: mais comuns em correntes polarizadas, podem acontecer caso os 
eletrodos estejam com o tempo útil de utilização ultrapassado ou em más 
condições. Outra situação em que ocorrem queimaduras é quando o eletrodo de 
borracha é fixado na pele do paciente sem meio de transmissão (gel ou 
esponja/algodão embebido em água). 
- Sensações de choque por estimulação súbita: podem acontecer, no entanto está 
relacionada a erro do aplicador, na maioria das vezes. 
 
 
5. Cuidados antes de iniciar a eletroterapia 
 
Antes de começar a aplicação certifique-se de que: 
 
- Não existe possibilidade de mau contato nos cabos da conexão aparelho-rede 
elétrica e aparelho-paciente; 
- A pele da região a ser tratada apresenta-se íntegra (sem alterações); 
- Os eletrodos estão bem fixados à pele do paciente e os cabos não cruzam o 
paciente; 
- O controle da intensidade está desligado ou em zero; 
- A programação do aparelho está de acordo com os parâmetros estabelecidos para 
o tratamento (item 5 deste roteiro); lembre-se que a intensidade deve ser aumentada 
somente após ligar o aparelho (e durante o tempo ON). 
 
 
Bibliografia de referência: 
 
- CISNEROS, L.L.; IVANEKO SALGADO, A.H.. Guia de eletroterapia: princípios 
biofísicos, conceitos e aplicações clínicas. Belo Horizonte: Coopmed, 2006. 
 
- LOWDEN, J.; WARD, A.; REED, A.; ROBERTSON, V. Eletroterapia Explicada 
- Princípios e prática. 4ª edição. São Paulo: Elsevier, 2009. 
 
- PRENTICE, W.E.; UNDERWOOD, F; QUILLEN, W.S. Modalidades 
terapêuticas para fisioterapeutas. 4ª edição. Porto Alegre : AMGH, 2014, 599. 
 
- CAMERON, M.H. Agentes Físicos na reabilitação - da pesquisa à prática. 3ª 
edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. 
 
9 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia 
Ocupacional Departamento de Fisioterapia 
Curso Graduação em Fisioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUIA DE APLICAÇÃO – ELETROANALGESIA POR TENS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Eletrotermofototerapia – FIT029-DIG 
Material elaborado por: 
Lígia de Loiola Cisneros, Professora Associada do Departamento de Fisioterapia – 
UFMG 
Patric Emerson Oliveira Gonçalves, Bolsista do Programa de Monitoria da Graduação 
2016 do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
Raquel Luiza Lopes Teixeira Estagiário de Docência 2022, Doutoranda do Programa de 
Pós Graduação em Engenharia Elétrica – UFMG 
Nádia Arantes Betancourt Rosa, Bolsista do Programa de Monitoria da Graduação 2023 
do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
 
 
 
 
 
 
2023 
 
10 
 
 
 
1. Principais Indicações: 
 
 Analgesia
 Relaxamento muscular
 Efeitos não analgésicos:
 
 Antiemético 
 
 
 
 
 Aumento do fluxo sanguíneo 
 
- Náuseas e vômitos: efeitos 
adversos de analgésicos 
opióides 
- Náusea pós-operatória 
- Náusea matinal 
- Náusea devido à 
quimioterapia. 
- Redução da isquemia devido a 
cirurgia reconstrutiva 
- Redução dos sintomas associados 
com doença de Raynaud e 
neuropatia diabética* 
- Melhora da regeneração deferidas e 
úlceras. 
 
 
 
 
2. Contraindicações especificas, além das gerais de eletroterapia: 
 
 
 Dor não diagnosticada (em hipótese alguma, utilize sem conhecer a causa da 
dor)
 
 
 
Não aplique TENS: 
 Sobre o seio carotídeo
 Sobre pele danificada
 Sobre pele disestésica
 Internamente (boca)
Riscos: 
Não mexer nos eletrodos 
enquanto estiver em uso, 
isso pode levar a uma 
sensação de choque ou 
sensações desagradáveis. 
 
11 
 
 
 
3. Procedimentos: 
 
1. Realize a avaliação do paciente quanto as indicações e contraindicações; 
 
2. Explique para o paciente no que consiste o tratamento e JAMAIS DIGA QUE VAI 
APLICAR “CHOQUINHOS”, pois isso deturpa o sentido do tratamento que 
realizamos; 
 
3. Separe o material necessário: 
Gerador de corrente (equipamento); 
Eletrodos de silicone (Tamanho indicado); 
Cabos; 
Gel condutor; 
Faixa elástica ou outro meio para fixar os eletrodos (e.g. fitas adesivas); 
Álcool 70% ou água e sabão para limpar a pele. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4. Posicione o paciente de modo confortável a fim de não mudar de posição durante a 
aplicação; 
 
5. Limpe a área a ser tratada (que ficará em contato com os eletrodos); 
 
6. Você pode melhorar a condução da corrente aquecendo a área a ser tratada : 
 
7. Pode aumentar a tolerância reduzindo a largura do pulso, aumentando os eletrodos 
(porque reduz a densidade) além de usarmétodos de reduzir a impedância; 
 
8. Prepare os eletrodos; 
 
9. Conecte os eletrodosaos cabos; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
 
 
 
13. Determine os parâmetros de tratamento; 
14. Certifique-se que a intensidade (amplitude) está em zero; 
15. Conecte os cabos e ligue o aparelho; 
16. Aumente a intensidade até o resultado esperado; 
17. Terminando o tratamento volte a intensidade para o “zero”; 
18. Retire os eletrodos, desligue o equipamento; 
19. Limpe a área tratada e verifique as condições da pele; 
20. Registre o tratamento; 
21. Lave os eletrodos com água corrente e sabão neutro. 
22. Aplique álcool a 70%. 
 
10. Coloque o condutor (gel); 
 
11. Fixe os eletrodos no local a ser estimulado posicionando-os de acordo com o que 
vimos na aula teórica 
Obs: é indicado não conectar ainda os cabos ao aparelho; 
 
12. .Respeite a distância entre os eletrodos; 
 
13 
 
 
 
4. Parâmetros 
 
- Modo convencional: 
Curtas durações 
Altas frequências 
Amplitudes correspondentes à estimulação no nível sensorial, sem contração muscular. 
 Duração de pulso (largura do pulso): 50 a 100 μs 
 Frequência: 40 a 150 Hz 
 Amplitude: confortável 
 Intensidade: forte sensação de formigamento 
 Tempo: 30 a 60 minutos 
 
- Modo acupuntura: 
Durações relativamente longas 
Baixas frequências 
Correntes amplitudes capazes de estimular os níveis sensoriais e motor (formigamento e 
contração muscular). 
 Duração de pulso: 100 a 200 μs 
 Frequência:músculo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 32: Estimulação para o músculo: 
 
 
 
Fig. 30: Estimulação para o músculo: 
 
 
 
 
 
 
 
Fig. 33: Estimulação para o músculo: 
 
23 
 
 
 
5. A aplicação 
 
 
Para iniciar a aplicação: 
 Aumente a intensidade lentamente, caso contrário o paciente pode 
perceber esse aumento como um choque; 
 Observe os efeitos e pergunte constantemente ao paciente sobre os 
estímulos com a intenção de verificar o esperado; 
 Registre qualquer alteração nos parâmetros da corrente. Lembre-se: é 
fundamental ter todos os dados registrados no prontuário do paciente! 
 
5.1 Após a aplicação 
 
 
Após completar o tempo de terapia e a fim de encerrar a aplicação: 
 Diminua a intensidade lentamente até voltar ao zero. Alguns aparelhos 
mais modernos contam com dispositivos para reduzi-la progressivamente 
ao término do tempo de aplicação, ou até mesmo reduzem ao zero por si 
só indicando por meio de uma luz de LED que oaparelho não está mais 
passando corrente; 
 Desfaça a conexão paciente-aparelho; 
 Desligue o aparelho; 
 Faça a higienização da área tratada; 
 Verifique a pele do local submetido à terapia. Correntes polarizadas podem 
provocar uma leve hiperemia, talvez até um leve comichão (coceira); 
 Peça ao paciente que observe e notifique sobre reações, tais como 
irritação local, surgimento de bolhas, sensação de queimação; 
 Desfaça todas as conexões; 
 Faça a higienização dos eletrodos de borracha na pia com o detergente 
disponível, deixe-os secar sobre a pia; 
 Enrole os cabos de forma organizada, prenda-os com fita crepe eguarde- 
os nas caixas de onde foram retirados; 
 Desconecte o aparelho da rede e 
 Armazene-o em local seguro. 
 
24 
 
 
 
Bibliografia de referência: 
 
 
- CISNEROS, L.L.; IVANEKO SALGADO, A.H.. Guia de eletroterapia: princípios 
biofísicos, conceitos e aplicações clínicas. Belo Horizonte: Coopmed, 2006. 
 
- Álbum de fotos de IBRAMED [homepage na Internet]. Álbum: “Posicionamento 
em: 
 
 
 
para Eletroestimulação Muscular”. Disponível 
http://www.flickr.com/photos/51223547@N06/sets/72157625493852610 
- LOWDEN, J.; WARD, A.; REED, A.; ROBERTSON, V. Eletroterapia 
Explicada - Princípios e prática. 4ª edição. São Paulo: Elsevier, 2009. 
http://www.flickr.com/photos/51223547%40N06/sets/72157625493852610
 
25 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia 
Ocupacional Departamento de Fisioterapia 
Curso Graduação em Fisioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
GUIA DE APLICAÇÃO 
ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA PARA 
CONTRAÇÃO MUSCULAR - CORRENTE RUSSA 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Eletrotermofototerapia – FIT029 
Material elaborado por: 
Lígia de Loiola Cisneros, Professora Associada do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
Natália Stephanie Dias Santos, Estagiária de Docência 2023/1, Mestranda do Curso de 
Pós Graduação em Estudos da Ocupação - UFMG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2023 
 
26 
 
 
 
 
 
 
CORRENTE RUSSA 
 
 
1. Principais indicações 
 
 Fortalecimento muscular de pessoas hígidas 
 Redução de edema 
 
2. Contraindicações 
Gerais da eletroterapia e as específicas como de FES 
 
 
Atenção! 
 Caso o paciente apresente qualquer reação anormal na pele causada pela 
estimulação elétrica modifique o meio condutor e verifique se não há resíduos no 
eletrodo e se este está dentro da validade indicada pelo fabricante. 
 
 
 
 
3. Parâmetros 
 
 Frequência portadora: 2500 Hz 
 Modo: Sincrônico 
 Ciclo de trabalho (Ciclo): 10%, 20%, 30%, 40% e 50% 
 Frequência moduladora 
• Frequências baixas (até 20 Hz): fibras tônicas (tipo I/lentas) 
• Frequências altas ( a partir de 100 Hz): fibras fásicas (tipo II/rápidas) 
• Frequências médias (50Hz): ambos tipos de fibras 
 Tempo de subida : 1 - 20 segundos dependendo do seu objetivo 
 Tempo ON (tempo de contração)= 1 - 60 segundos 
 Tempo de descida: 1 - 20 segundos dependendo do seu objetivo 
 Tempo OFF (tempo de repouso) = 2x o tempo de contração 
 Intensidade: Aumentar a intensidade até o atingir a resposta motora prescrita 
(a medida em que a intensidade aumenta, mais unidades motoras são 
recrutadas, aumentando a magnitude da contração). 
 Posição dos eletrodos: No ventre muscular. 
 
27 
 
 
 
 
4. Aparelho 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Programando o Aparelho 
 
Após a avaliação do seu paciente e correta prescrição da terapia utilizando corrente russa, 
posicione-o de maneira adequada e confortável. 
 
Abaixo, segue as etapas para programar o seu aparelho: 
 
1. Ligue o equipamento para iniciar eletroestimulação. Através da tecla SET+ ou SET-, 
selecione a opção Corrente Russa. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Por meio das teclas SELECT selecione os parâmetros necessários para o tratamento e as 
teclas SET permitem que você selecione os valores de cada parâmetro necessário de acordo com o 
objetivo terapêutico. 
 
2. Seleção do modo: Síncrono 
 
 
 
 
3. Ciclo de trabalho: 50% 
 
28 
 
 
 
 
4. Seleção da frequência do Bust (Hz): 50 Hz 
 
 
 
 
 
 
5. Seleção do tempo de subida da rampa (Rise): 3 s 
 
 
 
 
 
 
6. Seleção do tempo de contração muscular (On): 6 s 
 
 
 
 
 
 
7. Seleção do tempo de descida da rampa (Decay): 3 s 
 
 
 
 
 
 
8. Seleção do tempo de relaxamento muscular (Off): 12 s 
 
 
 
 
 
 
9. Seleção do tempo de tratamento (Timer): 20 min 
 
 
 
 
 
 
 
10. Após a seleção dos parâmetros pressione a tecla start para iniciar o tratamento. 
 
29 
 
 
 
Em seguida aparecerá no visor uma mensagem temporária indicando que a corrente está 
disponivel nos canais 1, 2, 3 e 4. 
 
 
11. Ajuste da intensidade: O ajuste da intensidade varia de acordo com limiar sensorial, motor e 
objetivo terapêutico, e deverá ser aumentada gradativamente através da tecla UP e 
decrescida através da tecla Down. 
 
 
 
 
 
 
Após o término do tempo programado, o equipamento interrompe automaticamente a emissão 
da corrente e emite um sinal sonoro que deverá ser desligado através da tecla STOP. O equipamento 
já poderá ser desligado. 
Lembre-se dos cuidados com paciente e com o aparelho ao final do uso da Corrente Russa. 
Realize os passos descritos no item “APÓS APLICAÇÃO” do capítulo anterior “FES” 
(ESTIMULAÇÃO ELÉTRICA FUNCIONAL) - pág. 22. 
 
 
 
 
Bibliografia de referência: 
 
• AGNE, Jones E. Eletrotermoterapia: teoria e pratica/ Jones E. Agnes – Santa 
Maria: Pallotti, 2004. 
• NELSON, Roger M et al. Eletroterapia Clínica. Editado por Roger M. Nelson, Karen 
W. Hayes, Dean P. Currier; (tradução da 3° ed. Original Carlos Castro; revisão 
cientifica Marcio Innocentini) – Barueri, SP:Manole, 2003. 
• Manual de instrução: NEURODYN. Fabricado por IBRAMED. Indústria Brasileira de 
Equipamentos Médicos EIRELI. ANVISA nº 10360310001. 6ª edição (Rev. 09/2014) 
 
30 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
Escola de Educação Física, Fisioterapia e TerapiaOcupacional 
Departamento de Fisioterapia 
Curso Graduação em Fisioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUIA DE APLICAÇÃO - TERMOTERAPIA SUPERFICIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Eletrotermofototerapia – FIT029 
Material elaborado por: 
Lígia de Loiola Cisneros, Professora Associada do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
Nádia Arantes Betancourt Rosa, Bolsista do Programa de Monitoria da Graduação 2023 
do Departamento de Fisioterapia - UFMG 
 
 
 
 
 
 
2023 
 
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1. Indicações pra o uso terapêutico do calor 
 
 Alívio da dor; 
 Redução do espasmo muscular; 
 Aumento de amplitude de movimento (com mobilização); 
 Cicatrização de tecidos atingidos pelo efeito térmico; 
 Quebra do ciclo dor-tensão-dor. 
 
2. Indicações pra o uso terapêutico do frio 
 
 Controle da inflamação; 
 Controle do edema; 
 Alívio da dor; 
 Redução do espasmo muscular. 
 
3. Indicações pra o usoterapêutico do IV 
 
 Promoção da cicatrização e reparo superficial; 
 Melhora da flexibilidade dos tecidos e redução da rigidez articular; 
 Tratamento de algumas afecções de pele. 
 
4. Contraindicações da termoterapia 
 
 Distúrbios de sensibilidade térmica; 
 Dermatite aguda, micoses, infecções de pele na região a ser tratada; 
 Condições de hipertermia (e.g. estado febril); 
 Déficit cognitivo; 
 Neoplasias (relativa: aplicações locais); 
 Insuficiência arterial (aplicações locais); 
 Processos hemorrágicos ativos (aplicações locais); 
 Crioterapia: pessoas que se não se sintam bem com o resfriamento.
 
32 
 
 
 
5. Conceitos 
 
5.1 Hipotermoterapia: resfriamento 
5.2 Hipertermoterapia: aquecimento 
5.3 Termoterapia 
Superficial (até 3 cm): bolsa térmica, parafina e infravermelho (IV) 
Profunda (além de 3 cm): ultrassom 
 
 
 
6. Materiais 
 
 Lâmpada de infravermelho 
 Gelo (cubos e em forma de copinho) 
 Ebulidor 
 Bolsa de água quente 
 Bolsa de gel 
 Toalhas 
 Termômetro de mercúrio para laboratório 
 Bacia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. Etapas 
 
7.1 Ferver a água, fazer a mistura para a bolsa, sendo: 3 medidas de água 
fervente para 1medida de água fria, a capacidade máxima segura é de 2/3 do 
volume total 
 
33 
 
 
 
7.2 Medir a temperatura, encher a bolsa de borracha e aplicar observando o lado 
com e semnervuras 
7.3 Vídeo: “Como utilizar sua bolsa para água quente” 
https://www.youtube.com/watch?app=desktop&v=ZdGrlprrgQQ 
7.4 Medir a temperatura do gelo na máquina, na bolsa e na imersão 
7.5 Colocação da bolsa de gelo (demonstração) 
7.6 Criomassagem (demonstração) 
7.7 Infravermelho (aquecer previamente a lâmpada): posicionamento e aplicação 
com e sema toalha úmida. Medir a temperatura com a lâmpada próxima (menos 
de 60 cm) e afastada (mais de 60 cm) 
 
8. Parâmetros para o uso do IV 
 
8.1 Distância: 60cm a 70cm e Potência: 750w a 1000w 
8.2 Distância: 45cm a 50 cm e Potência:a 
penetração do feixe ocorre, sobretudo, em um meio com mais água, além 
disso, o plasma sanguíneo e a gordura são meios que apresentam maior 
penetração do feixe em comparação com, por exemplo, nervos periféricos. 
 
39 
 
 
 
 
- Alastramento 
O alastramento é dependente de dois mecanismos, sendo eles a refração e 
a reflexão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5. Cavitação 
 
São pequenas bolhas gasosas que se formam nos tecidos como consequência da 
vibração do ultrassom 
 
- Cavitação estável: efeito normal e desejável; 
- Cavitação instável: efeito não desejável; acontece quando a intensidade é 
muito elevada ou em casos que o feixe ultrassônico fica estacionário. 
 
6. Movimentos do transdutor 
 
- Circular 
- Feixes transversos que se sobrepõe 
- Em 8 
 
7. Técnicas de aplicação 
 
 
- Aplicação indireta (usada, muitas vezes, em superfícies irregulares) 
Subaquática: sem gel e sem encostar na pele, mantendo o transdutor cerca de 
2 cm da região, devido a condução. Bolsa de água: com o uso de gel. 
 
- Aplicação direta 
Em superfícies em que o transdutor fica em contato total com a pele. 
- Fonoforese 
 
40 
 
 
 
Introdução de medicamentos através da pele com o uso das ondas do 
ultrassom. 
 
- Terapia combinada 
Uso do ultrassom combinado com corrente elétrica, por exemplo, aplicação 
simultânea de TENS e ultrassom. 
 
8. Modos. 
 
- Pulsátil 
Apenas no tempo ligado (cilco ON) é gerada energia; 
Usado para processos inflamatórios e no reparo de tecidos. 
- Contínuo 
Energia gerada constantemente; 
Usado em casos de dor muscular e rigidez (importante associação com o 
calor). 
 
9. Ciclo de trabalho 
 
- Duração do pulso e o período de repetição do pulso 
5% de emissão US e 95% de pausa 
10% de emissão US e 90% de pausa 
20% de emissão US e 80% de pausa 
50% de emissão US e 50% de pausa 
 
41 
 
 
 
10. Parâmetros 
 
- Frequência 
Quanto mais alta à frequência, mais superficial a profundidade de 
penetração. 
1Mhz (cerca de 5 cm de profundidade); 
3 Mhz (cerca de 1 a 2 cm de profundidade). 
 
 
- Tempo de aplicação 
Área da região (cm2) / ERA; 
Recomendação: não usar por mais de 15 minutos; 
Observação: a área do cristal é menor que a área geométrica do transdutor, 
sendo essa diferença de 10 a 20%. 
 
- Intensidade 
 
42 
 
 
 
11. Cuidados importantes 
 
 
- Não ficar com o ultrassom parado pois, assim, as ondas se chocam e gera lesão. 
O movimento do cabeçote deve ser constante para que a dose entregue ao 
tecido seja adequada; 
- Evitar perder contato com o cabeçote; 
- Ligar e desligar o aparelho apenas quando estiver em contato com a pele. 
 
 
Bibliografia de referência: 
 
 
• PRENTICE, William E.; UNDERWOOD, Frank; QUILLEN, William S.. Modalidades 
terapêuticas para fisioterapeutas. 4. ed. Porto Alegre : AMGH, 2014, 599 . 
 
• WATSON, T. Ultrasound Dose Calculations. School of Health & Social Work 
University of Hertfordshire. 2017. 
 
43 
 
 
 
 
 
 
 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS 
Escola de Educação Física, Fisioterapia e TerapiaOcupacional 
Departamento de Fisioterapia 
Curso Graduação em Fisioterapia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
GUIADE AULA PRÁTICA - LASER 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Disciplina: Eletrotermofototerapia – FIT029-DIG 
Material elaborado por: 
Matheus Millanez dos Reis, Estagiário de Docência 2023/1, Doutorando do Programa de 
Pós Graduação em Engenharia Elétrica - UFMG 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2023 
 
44 
 
 
 
- Epicondilite 
- Tendinite 
- Reumatismo 
- Herpes labial e vaginal 
- Processos cicatriciais 
- Estimulação da produção de colágeno 
- Estímulo da microcirculação 
- Controle do clônus em paciente com lesão medular 
- Redução de edemas 
- Regeneração do tecido musculoesquelético 
- Aumento da circulação local 
- Alívio da dor muscular e articular 
- Relaxamento muscular 
- Alívio de espasmos musculares. 
- Alívio da dor e rigidez leves relacionadas com as artrites. 
1. INDICAÇÕES 
 
 
- Artrites; 
- Artroses; 
- Paralisia facial; 
- Síndrome do túnel do carpo; 
 
45 
 
 
 
 
2. CONTRAINDICAÇÕES 
 
 
- Dores sem origem específica, onde o laser pode ocultar patologias 
progressivas 
- Contato direto com os olhos 
- Sobre áreas onde houve injeção de esteroides nas últimas 2 a 3 semanas. 
- Em áreas suspeitas ou que contenham tecido potencialmente canceroso 
- Em áreas de sangramento ativo 
- Sobre útero gravídico 
- Sobre a região da pele que reveste a tireoide 
- Sobre a região da pele que reveste o nervo vago 
- Tratamento sobre gânglios simpáticos 
- Sobre ou perto de centros de crescimento ósseo, como fontanelas e placas 
de crescimento. 
- Sobre marca-passos 
- Paciente com diátese hemorrágica 
 
 
3. CUIDADOS 
 
 
Observe a potência do equipamento que irá utilizar. A operação de equipamentos 
Classe IV exige a utilização de equipamentos de segurança, tanto para o paciente 
quanto para o terapeuta. 
 
 
POTÊNCIA CLASSE DESCRIÇÃO DE RISCO USO DO ÓCULOS 
 500mW IV Arriscado, capaz de promover queimadura na pele É OBRIGATÓRIO 
Fonte: American National Standard Institute (ANSI Z136.1, 2022) 
 
Lembre-se que os óculos ideais dependerão do comprimento de onda em operação. 
Em caso de dúvidas de qual óculos escolher, entre em contato com o fabricante do 
aparelho de LASER, ou busque as informações no manual de instruções do 
equipamento. 
 
46 
 
 
 
 
 
 
 
A. Óculos protetor contra a luz e calor do LASER de 
660nm. B. Óculos protetor contra a luz e calor do 
LASER de 830nm e de 904nm. 
 
Fonte: IBRAMED. Instruções de Uso. 
LASERPULSE 
 
 
 
 
 
 
 
 
Normalmente esses parâmetros são descritos em local visível, destacado e de fácil 
acesso. No modelo LASERpulse da IBRAMED, esses e outros parâmetros estão 
descritos no probe do LASER. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
47 
 
 
 
OPTICAL POWER OUTPUT (Po) - 30mW 
WAVELENGHT – 830 nm 
CLASS 3B LASER PRODUCT 
INTERNATIONAL STANTARD: IEC 825-1 (1993- 11) 
and NBRIEC 60601-1-2-22(1997-10) 
INVISIBLE LASER RADIATION 
AVOID EXPOSURE TO BEAM 
O número grande 830 representa o comprimento de onda do LASER. O triangulo 
amarelo, com bordas pretas, preenchido com o símbolo de luz emitida representa o 
sinal internacional de alerta de perigo de emissão de LASER. E no retângulo central 
são apresentados os parâmetros de engenharia e segurança do equipamento. Para 
melhor visualização, as informações foram transcritas abaixo. 
 
 
 
 
Assim, como neste exemplo é possível observar que a potência de emissão é de 30mW, 
logo, sua classificação de risco é Classe IIIb, então o uso dos óculos vai depender do 
nível de controle do ambiente de utilização do equipamento. Além disso também é 
possível confirmar que o comprimento de onda do equipamento são de 830 nm. 
 
4. COMO OPERAR O LASER 
 
 
4.1 Antes de usar 
 
 
O equipamento de LASER utilizado nesta aula prática será composto de dois 
dispositivos, o módulo e o probe, ou caneta. No módulo você será capaz de configurar 
os parâmetros de interesse para terapia, e o probe é onde efetivamente ocorre a 
emissão do LASER. 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No modulo você verá um display de LED para visualizar os parâmetros, um painel com 5 
teclas cinzas com 4 direcionais verdes e azuis e um tecla de confirmação, além de três 
pequenos indicadores. Os três indicadores são TEST, STAND BY e READY. O indicador 
TEST é utilizado para testar se o probe está ou não emitindo luz, basta posicionar a ponteira 
do probe sobre o sensor, durantea emissão da luz, que no display de LED aparecerá a 
mensagem PROBE OK. O indicador STAND BY, indica que o modulo ainda está 
aguardando as configurações do LASER, como dosimetria. Após a configuração e a 
confirmação da dosimetria, o indicador STAND BY irá se apagar e o indicador READY irá 
acender,indicando que o probe está pronto para ser usado. 
O display é dividido em 4 campos diferentes: E (J/cm²), 🕞min, MODE e TOPOS, 
conforme a figura abaixo. O campo E (J/cm²) representa a dosagem de LASER em Joules 
por centrímetro quadrado que será emitido pelo probe; 🕞min representa o tempo em 
minutos que o probe emitirá a radiação; MODE representa o modo de operação doLASER 
(contínuo ou pulsado); e TOPOS é o nível de sensibilidade do toposcópio (nível 1a 20). 
 
 
 
49 
 
 
 
As 5 teclas cinzas são compostos por: dois teclas azuis de configuração para aumentar o 
diminuir o parâmetro selecionado (SET+ e SET-); dois teclas verdes para selecionar o 
parâmetro a ser configurado (BACK e NEXT); e uma tecla de controle STAND BY/ READY 
que confirma se o probe está pronto ou não para ser utilizado. 
 
4.2 Configurando o modulo 
 
 
Dosagem/Densidade de energia 
 
 
Antes de ligar o aparelho, escolha o probe que irá utilizar, caso ligue o aparelho antes de 
instalar o probe, você não terá permissão para realizar nenhum tipo de configuração. 
Após a instalação do probe, escolha a dosagem prescrita, para isso pressione as teclas 
BACK/NEXT até que campo E(J/cm²) fique intermitente, logo em seguida pressione as 
teclsa SET+/SET- para selecionar a dosagem escolhida. Algumas literaturas podem definir 
a dosagem como fluência ou densidade de energia. A dosagem indicada deve estar de 
acordo com a literatura, porém, para efeito de simples consulta, de forma geral indicamos 
o seguinte: 
 
 
Efeito Dosagem/densidade de energia (J/cm²) 
Analgesia 2 a 4 
Anti-inflamatório 1 a 3 
Regenerativo/Cicatrização 3 a 6 
Circulação 1 a 3 
 
Tempo 
 
 
O tempo de emissão da radiação é calculada automaticamente pelo aparelho, uma vez que 
a energia e potência possuem relação direta (equação 1), e a potência é um parâmetro fixo, 
é possível estimar o tempo em segundos a partir da equação abaixo. 
 
 
 
𝑇[𝑠] = 
𝐸[𝐽]
 
𝑃[W] 
 
(1) 
 
 
Modo e TOPOS 
 
 
Os parâmetros MODO e TOPOS não serão abordados neste roteiro. Admitiremos o 
MODO de operação CONT, para todo efeito deste roteiro. 
 
50 
 
 
 
4.3 Pronto para usar 
 
 
Após a configuração dos parâmetros, pressione a tecla STAND BY/READY (figura abaixo). 
Observe que o indicador STAND BY esteja desligado, e que o indicador READY esteja 
aceso. A partir de agora o probe está liberado para emitir a radição. 
Antes da aplicação exame e confirme o local onde o LASER será aplicado, deixe a área 
exposta, reduzindo possíveis dissipações da radiação; limpe a área com álcool; limpe a 
ponta do probe com pano macio e seco ou utilizando algodão levemente umedecido com 
álcool isopropílico. 
No momento da aplicação, garanta que a ponta do probe esteja posicionado sobre o local 
da aplicação, e que ele esteja perpendicular a área a ser tratada, para evitar que as 
propriedades geométricas do LASER dissipem a luz. Assim que o LASER estiver 
posicionado pressione a tecla “LASER START” para disparo LASER. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
No display será possível visualizar uma contagem regressiva do tempo de emissão,seguida 
por um sinal sonoro quando o tempo for zerado. Assim, quando ouvir o sinal sonoro, retire 
a ponta do LASER do local aplicado, posicione a ponta em um local adjacente a aplicação 
e dispare novamente o LASER. Faça isso até cobrir toda a área desejada. 
 
5. TÉCNICAS DE APLICAÇÃO 
 
 
Existem 3 formas de aplicação do LASER: 
1. Pontual com contato: o probe é posicionado sobre a pele, com contato, 
devendo permanecer imóvel durante a emissão do LASER; 
 
51 
 
 
 
2. Pontual sem contato: o probe é posicionado acima da pele, sem contato (com no 
máximo 2cm de altura), devendo permanecer imóvel durante a emissão do 
LASER; 
3. Varredura: o probe ficará sem contato com a pele, e o terapeuta movimentará o 
probe sobre toda a área de interesse. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na forma de aplicação em varredura, a configuração do LASER, deverá ser diferente. O 
campo de densidade de energia deverá ficar em “FREE”, ou seja, a radiação será fixa, e o 
fisioterapeuta deverá configurar o tempo de radiação. Para isso, o terapeuta deverá 
conhecer a dose de interesse (J/cm²), a área de aplicação (cm²) e a potência do 
equipamento (em W). Com essas informações você será capaz de calcular o tempo que 
deverá ser configurado, em segundos, utilizando a equação 2 abaixo. 
 
 
𝑇[𝑠] = 
𝐷𝑜𝑠𝑒[𝐽/𝑐𝑚²] 𝑥 Á𝑟𝑒𝑎 [𝑐𝑚2] 
𝑃[W] 
(2) 
 
Exemplo, paciente com distensão da junção miotendínea dos isquiossurais, cuja área de 
lesão foi delimitada em 12cm², a dose ideal para cicatrização escolhida foi de 6 J/cm² e o 
probe escolhido foi o de 830 nm, com potência de 30mW, ou 0,03W. Teremos o seguinte. 
3 [𝐽/𝑐𝑚²] 𝑥 6 [𝑐𝑚2] 
𝑇[𝑠] = 
0,03[W] 
(ex) 
 
 
𝑇[𝑠] = 
18 [𝐽] 
0,03[W] 
(ex) 
 
 
𝑇[𝑠] = 600 [𝑠] (ex) 
 
52 
 
 
 
Assim, para o exemplo acima, se a forma de aplicação escolhida foi aplicação em varredura, 
será necessário configurar 600 segundos (10 minutos) no display. Após a liberação e o 
disparo, o fisioterapeuta deverá permanecer com uma distância de até 2cm da pele e uma 
velocidade de aprox. 10cm/s, similar à utilização do ultrassom. Lembre-se de cobrir toda a 
área de interesse. Esta forma de aplicação é indicada principalmente paralocais extensos 
e que o contato não é permitido, como nos casos de lesão de pele. 
Após a sessão de aplicação do LASER, lembre-se de higienizar a ponta do LASER com 
pano macio e seco, ou com algodão umedecido com álcool isopropílico. Pressione a tecla 
STAND BY/READY para desabilitar o probe para emissão de luz e evitar disparos 
acidentais. 
 
 
Bibliografia de referência: 
 
• American National Standards Institute. American National Standard for Safe 
Use of Lasers. ANSI Z136.1. Orlando: 2022. 
 
• IBRAMED. Instruções de uso LASERPULSE. 3. ed. Amparo, 2012. 
 
• FERREIRA, ALINE GOMES AFONSO. Aplicação do Laser de baixa 
intensidade no processo de cicatrização de ferida cirúrgica: padronização 
dos parâmetros dosimétricos. 2016. Dissertação de Mestrado. Universidade 
Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2016.