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2024 2024 Caderno do professor VOLUME 1 APRENDIZAGEM CONTÍNUA LÍNGUA PORTUGUESA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL C aderno do professor 5º A N O D O EN SIN O FU N D A M EN TA L Língua Portuguesa SUMÁRIO LÍNGUA PORTUGUESA Aula 1 (D1) .................................... 7 Informação explícita Aula 2 (D9) .................................. 15 Finalidade de textos Aula 3 (D4) .................................. 25 Inferência de informação implícita Aula 4 (D3) .................................. 33 Inferência de palavra ou expressão Aula 5 (D3) .................................. 39 Inferência de palavra ou expressão Aula 6 (D10) ................................ 47 Variação: marcas linguísticas Aula 7 (D7) .................................. 55 Narração: identificação de conflito gerador e outros elementos Aula 8 (D7) .................................. 63 Narração: identificação de conflito gerador e outros elementos Aula 9 (D3) .................................. 69 Inferência de palavra ou expressão Aula 10 (D5) ............................... 77 Linguagem não-verbal: interpretação com material gráfico Olá, Professora! Olá, Professor! É com grande satisfação saber que você, professor(a), recebeu o material didático complementar Apren- dizagem Contínua, que visa a ampliar as oportunidades para que os estudantes desenvolvam habilidades essenciais favorecendo a consolidação das aprendizagens dos estudantes do 5º e 9º anos do Ensino Funda- mental e da 3ª série do Ensino Médio. Este recurso didático faz parte de um conjunto de ações pedagógicas da parceria entre a Secretaria de Estado do Rio Grande do Sul e os Parceiros da Educação. A construção deste material considerou as Matrizes- -Escopo, de Língua Portuguesa e de Matemática, organizadas e estruturadas por meio do alinhamento entre os descritores das Matrizes de Referência do Sistema De Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as habilida- des relacionadas, integrantes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Assim, cada sequência de atividades que compõem uma aula apresenta um conjunto de 5 (cinco) itens1 com diferentes níveis de complexidade, relacionados aos descritores indicados no quadro de habilidades, permitindo desenvolver conhecimentos pontuais e outros mais abrangentes. Esses conhecimentos podem ser ampliados pelo professor segundo os contextos de aprendizagem e intencionalidade pedagógica. A partir do desenvolvimento das atividades, com a mediação do professor e a resposta dos estudantes, o professor poderá identificar, para além dos acertos, os possíveis motivos para os erros, os quais atuam aqui como instrumentos de aprendizagem. Cada alternativa que compõe os itens do material, sendo ela a resposta esperada (gabarito) ou um distrator, poderá identificar os caminhos que os estudantes seguiram para chegar à resposta. O material aborda habilidades relacionadas a etapas de escolarização anteriores àquela em que o estu- dante se encontrava, logo, assegura condições essenciais que permitem a ele ampliar conceitos e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Cabe aqui destacar porque esse material leva o nome de Aprendizagem Contínua: a partir do relato da prática exitosa desenvolvida pelo Colégio Estadual Antônio Scussel, do município de Getúlio Vargas de abran- gência da 15ª CRE, durante o período de Estudos de Recuperação Contínua do 1º Trimestre/2023, tivemos o privilégio de ouvir o relato da aluna Nicoli Siqueira e do aluno Augusto Cazzonato da 3ª série do Ensino Médio que, após participarem de diversas atividades de recomposição e recuperação de aprendizagens, sugeriram a troca do nome do período de Estudos de Recuperação para Aprendizagem Contínua por entender que se trata de uma estratégia para incluir a todos os estudantes, com apoio mútuo e ampliação de possibilidades. A sugestão da Nicoli e do Augusto nos emocionou porque evidencia o quão potente o espaço escolar pode ser quando professores e estudantes estão focados no mesmo objetivo: garantir que a Aprendizagem seja contínua para todos. Este recurso didático foi elaborado para auxiliar nesse processo, que vai além da resolução dos itens propostos, possibilitando a redução das desigualdades de aprendizagem observadas nos anos e séries finais de cada etapa da Educação Básica. Para apoiá-lo de forma mais específica, apresentamos a seguir as particularidades de cada área e componente curricular, visando à clara compreensão de que este material deve ser aplicado com inten- cionalidades pedagógicas que vão além da resolução dos itens. 1 O item, também chamado de atividade ou questão, é o instrumento avaliativo que permite aferir se um estudante desen- volveu ou não determinada habilidade ou competência. Portanto, para que uma avaliação forneça informações precisas e confiáveis, é essen cial que os itens sejam construídos de acordo com critérios técnicos e pedagógicos de qualidade. Fonte: CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO (CAEd). Banco de itens. 2022. Disponível em: https://institucional.caeddigital.net/tecnologias-2/banco-de-itens.html. Acesso em: 20 mar. 2023 Aos professores do Componente Curricular de Língua Portuguesa As aulas de Língua Portuguesa, são estruturadas a partir de descritores da Matriz do Saeb, alinhados às habilidades da BNCC, observando-se os objetivos de aprendizagem e as estratégias de leitura que melhor favoreçam a consolidação dos conhecimentos. Para tanto, essa organização gira em torno dos eixos de conhecimento, que são as práticas de linguagem, e dos eixos cognitivos, que constituem indicadores de processos de aprendizagem, na perspectiva gradativa, possibilitando ao estudante desenvolver os conheci- mentos essenciais de forma processual. Cada aula é composta de 5 itens (questões), com diferentes níveis de complexidade, relacionados aos descritores indicados no quadro de habilidades. Os itens têm como suporte gêneros textuais diversos, cate- gorizados conforme os campos de atuação e as esferas de comunicação, considerando as intencionalidades comunicativas adequadas a cada ano e série escolar. A escolha dos textos de suporte leva em conta o nível de complexidade, que, em Língua Portuguesa, é identificado pela sintaxe utilizada, pelo léxico empregado, pelo tema abordado, entre outras possibilidades. Dessa forma, é possível reconhecer e acompanhar o nível de desenvolvimento do estudante em relação à proficiência leitora, em conformidade com as perspectivas dos marcos de desenvolvimento indicados para cada uma das práticas de linguagem. Assim, destacamos a grande relevância do olhar atento aos marcos de desenvolvimento durante o pla- nejamento e a aplicação deste material, no sentido de perceber a necessidade de recompor aprendizagens essenciais para o avanço do estudante no contínuo curricular, de modo que a formação seja significativa. A compreensão da finalidade desses marcos possibilitará avaliar a capacidade de leitura e compreensão leitora dos gêneros textuais utilizados em cada aula, legitimando as ações pedagógicas desenvolvidas. Ao estudante, a apropriação de habilidades e competências, de acordo com os marcos de desenvolvimento, permite a redução de defasagens de aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento de conhecimentos fundamentais à capacidade de usar as diferentes linguagens, com organizações diversas, conforme suas intencionalidades comunicativas e contextos. Desse modo, considerando que o foco do material é, também, contribuir efetivamente para a formação do leitor competente, é necessário propor atividades que ofereçam aos estudantes condições satisfatórias para desenvolver conhecimentos essenciais, levando-os a refletir sobre o uso da Língua Portuguesa em di- ferentes processos comunicativos, tanto orais quanto escritos, e em diferentes contextos sociais. Para isso, indicamos, no material, sugestões de estratégias de leitura que facilitam o processo de compreensão de textos de diferentes gêneros, como as de Isabelanalisem os efeitos de sentido decorrentes do uso de adjetivos. 34LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão. O texto que dá suporte ao item é do gênero carta de reclama- ção, tem natureza argumentativa e forte presença de elementos narrativos com predominância de pe- ríodos curtos e estruturas coordenadas por opera- dores argumentativos. É um item de nível MÉDIO de dificuldade, visto que o estudante, ao realizar o processo de análise dos efeitos de sentido decor- rentes do uso de palavras ou expressões, precisa examinar o contexto em foram empregadas, per- cebendo as intencionalidades do autor, no caso, as características positivas do bairro. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção pode ter considerado que as ruas estavam sendo limpas porque o serviço de limpeza é pago pelos contribuintes. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode não reconhecido os adjetivos e as carac- terísticas agregadas ao substantivo. Alternativa D) O estudante assinalou que essa opção pode ter considerado o fato de que políticos têm tra- balhado para que a cidade fique limpa e organizada. Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item também avalia a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão. O texto que dá suporte ao item é, ainda, do gêne- ro carta de reclamação. Esse item é considerado nível de dificuldade FÁCIL, visto que o estudante terá de realizar um processo simples de análise, de modo que será possível inferir o sentido da expres- são destacada apenas pela releitura do trecho in- dicado, o que, associado à leitura das alternativas, levará ao efeito de sentido da expressão “insatis- feita”, isto é, de “descontente” em função do não recolhimento do lixo. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que a vizinhança está calma frente à situação apresentada. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que a vizinhança está tranquila, pois o bairro já esteve em condições piores que as atuais. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter concluído que a vizinhança está inco- modada, mas não se importa muito com o que está acontecendo. Item 3. Resposta comentada: Professor, esse item ainda avalia a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão, cujo suporte é mesmo dos itens anteriores, o gênero carta de reclamação. Esse item é considerado ní- vel de dificuldade MÉDIO, visto que o estudante, ao realizar o processo de análise dos efeitos de senti- do decorrentes do uso das expressões destacadas, deve relacionar as modificações atribuídas ao subs- tantivo a fim de chegar à conclusão esperada, de modo a inferir que as expressões em destaque se referem a um “lugar real”, ou seja, é um lugar as- sim que desejam. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção, pode ter considerado as condições da realidade atual. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que o desejo do recla- mante e dos demais moradores só será realizado em outro lugar. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado o fato de que o desejo do reclamante e dos demais moradores é algo impos- sível de atender em virtude da situação em que o bairro se encontra. 35 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR 19 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 4 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 4 Inferência de palavra ou expressão Leia o texto a seguir para responder aos itens 1 a 5. São Paulo, 10 de outubro de 2020 Assunto: ruas esburacadas e lixo acumulado. Senhor diretor, Resido na Rua das Acácias, esquina com a avenida Amendoeiras, Jardim das Flores, Centro. Sempre foi um bairro tranquilo, calmo, com ruas cuidadas, serviços de limpeza urbana em dia. No entanto, nos últimos meses, a limpeza das ruas não está sendo realizada como deveria, buracos tomando todos os lados, lixos amontoados nas lixeiras que ocasionam odor “agradabilíssimo” e atraem insetos, ratos e baratas que incomodam a vizinhança. Já fi z diversas reclamações aos departamentos res- ponsáveis e nada aconteceu. Diante disso, não ve- mos outra saída a não ser pedir ajuda à imprensa para ver se a nossa situação é resolvida. É preciso tomar providências quanto ao recolhimento imedia- to do lixo, bem como o fechamento dos buracos an- tes que aconteça um acidente com um pedestre ou motorista. Dessa forma, a insatisfação não é só mi- nha. Acredito que toda a vizinhança do bairro tam- bém está insatisfeita com tudo isso, pois queremos morar num lugar limpo, seguro e organizado como sempre foi. Espero que tudo se resolva o quanto an- tes, uma vez que a situação está insustentável. Agradeço desde já e aguardo solução. M.M.S Fonte: elaborado pela equipe pedagógica exclusivamente para uso neste material. Item 1. Na frase “Sempre foi um bairro tranquilo, calmo...”, os termos em destaque indicam aspectos A) positivos. B) econômicos. C) negativos. D) políticos. Item 2. No trecho “ Acredito que toda a vizinhança do bairro também está insatisfeita com tudo isso (...)”, a palavra “insatisfeita” signifi ca que a vizi- nhança está A) calma. B) tranquila. C) descontente D) incomodada Item 3. O reclamante, quando afi rma que “quere- mos morar num lugar limpo, seguro e organizado”, traz a ideia A) de um lugar real. B) de um lugar irreal. C) de um lugar distante. D) de um lugar impossível. Item 4. Na frase “a situação está insustentável”, o termo destacado indica que a situação está A) complicada. B) organizada. C) controlada. D) resolvida. Item 5. Na frase: “[...] lixos amontoados nas lixei- ras que ocasionam odor “agradabilíssimo” e atra- em insetos, ratos e baratas[...], a palavra destaca- da apresenta sentido A) ambíguo. B) irônico. C) cômico. D) confuso. Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que o gênero tex- tual carta de reclamação pertence ao campo de atuação vida pública e tem por objetivo expres- sar alguma insatisfação ou indignação pessoal ou coletiva em relação às situações vividas no dia a dia. É endereçado às instituições ou empresas, no sentido de que elas tomem providências quanto ao que é solicitado/reclamado. Esse gênero tex- tual possui aspectos semelhantes aos das cartas em geral. Contudo, utiliza-se dos operadores argu- mentativos, em meio à narrativa, para descrever a situação. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 36LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão, ainda com o mesmo texto de suporte, a carta de reclamação. É um item de nível FÁCIL de dificuldade, visto que o estudante, ao realizar o processo de análise do efeito de sentido decorrente do uso da expressão “insustentável”, consegue identificar a modifica- ção atribuída ao substantivo “situação”, dando o efeito de algo complicado, difícil de ser solucio- nado. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que, apesar do que des- creve o reclamante, o bairro ainda está em uma situação favorável. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que, apesar do que des- creve o reclamante, a situação está sob controle. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado pelo o fato de o recla- mante ter enviado a carta. Item 5. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão,com o mes- mo texto de suporte. É um item de nível DIFÍCIL de dificuldade, visto que o estudante, ao realizar o processo de análise dos efeitos de sentido de- correntes do uso da expressão “agradabilíssimo”, deve relacionar as informações com as modifica- ções atribuídas ao substantivo a fim de chegar à conclusão esperada que, no caso, gera efeito de ironia, uma vez que querem dizem justamente o contrário. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado o fato de que não é pos- sível dizer a quem a situação agrada, uma vez que essa palavra destacada, geralmente, traz o sentido de algo bom. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado o fato de que o reclaman- te estava exagerando sobre a situação, chegando a ser engraçado como os fatos eram relatados na carta. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado o fato de que o odor era algo realmente agradável, não percebendo os si- nais gráficos que contribuem para a modificação do sentido da palavra no texto. ANOTAÇÕES 37 38LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR ANOTAÇÕES 2020LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida- de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em se- guida, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re- vistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 Pesquise em revistas e jornais impressos ou on-line um texto do gênero textual carta de leitor ou car- ta de reclamação e, na sequência, faça a leitura identifi cando o tema e as principais informações e palavras que atribuem os respectivos sentidos pe- culiares. Para isso, use os conceitos que você já tem e o que já leu anteriormente, visando a inte- ragir com o conteúdo do texto que tem em mãos, de modo a antecipar o que virá. Desafi o 2 No texto lido, destaque os adjetivos que você des- conhece e registre-os em seu caderno de anota- ções. Caso necessário, consulte um dicionário fí- sico ou on-line. Procure reconhecer o sentido, no contexto, em que as palavras e expressões foram empregados, analisando os efeitos de sentido de- correntes dos respectivos usos. Depois, reescreva os trechos em que eles foram aplicados e substitu- a-os por outras expressões, sem alterar o sentido. Dessa forma, você poderá ampliar a sua compre- ensão de aplicação dessa habilidade em textos di- versos. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Inferir o sentido de uma palavra ou expressão? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, neste momento, é importante incentivar o estudante a realizar os desafios para fortaleci- mento da habilidade proposta. Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura”. Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para aprender. Quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo e coloca em funcionamento uma série de estratégias cuja função é assegurar esse objetivo (SOLÉ, 1998, p.461). 1 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Art- med, 1998. 39 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 5 Inferência de palavra ou expressão Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz do Saeb e da habilidade da BNCC indi- cadas a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D3 - Inferir o sentido de palavras ou expressões em textos. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões des- conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O descritor Inferir o sentido de palavras ou expressões em textos faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar, da Área de Linguagens, referente ao Componente Curricular Língua Portuguesa, da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante desenvolva a habilidade proposta, é importante observar os marcos de desenvolvimento necessários para a apropriação da referida habili- dade. Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para acompanhar a aprendizagem do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que de- terminadas habilidades de leitura possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a esse estudante ampliar conceitos e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D3 tem como marco de desenvolvimento a compreensão de textos, por meio das estratégias de leitura, visando à inferência de sentidos de palavras ou expressões desconhecidas, presentes em gêneros textuais de vários campos de atuação. Assim, os estudantes, ao desenvolverem essa habilidade, relacionarão as informações trazidas no texto, de modo a estabelecer o raciocínio com base em informações já conhecidas, a fim de alcançar novas informações que não estejam, explicitamente, marcadas no texto. Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens, elaborados a partir dos gêneros textuais fábula e notícia, para que os estudantes, ao aplicarem diferentes procedimentos e estratégias de leitura, façam inferências quanto ao sentido de palavras ou expressões, de acordo com o contexto de uso. 40LÍNGUA PORTUGUESA AULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual fábula e apresenta uma linguagem peculiar ao gênero, uma sintaxe simples, com predominân- cia de períodos curtos e estruturas coordenadas. Esse item é considerado de nível de dificuldade MÉ- DIO, visto que o estudante, ao realizar o processo de compreensão do sentido da palavra, precisa in- ferir que o som não está relacionado à fonte exter- na de estimulação e, sim, ao movimento das asas da personagem, o “mosquito”. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que o leão não deu a mí- nima para o mosquito. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado o fato de que o leão deu uma patada no mosquito. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção, não percebeu que quem ficou enfurecido foi o leão e não o mosquito. Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que a fábula é um gênero textual da tipologia narrativa, de caráter fic- cional, usa a alegoria para construir seus sentidos, e que registra as experiências e o modo de vida dos povos. São textos repletos de animais e objetos an- tropomórficos, que falam e se comportam como seres humanos, estimulando a imaginação, e questionam os princípios da lógica, se tornando uma enorme influ- ência principalmente dentro da literatura fantástica. 41 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que o gênero tex- tual notícia é um texto do campo jornalístico-mi- diático, essencialmente de caráter informativo, sem teor opinativo, que veicula um acontecimento real, por meio de uma linguagem clara e objetiva, direcionando-o a públicos diversos. 21 LÍNGUA PORTUGUESAAULA5 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 5 Inferência de palavra ou expressão Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de desenvolver a habilidade de inferir o sentido de pa- lavras ou expressões em textos, com base no con- texto de aplicação. Para isso, é preciso que você leia e compreenda os contextos de uso, bem como desenvolva raciocínios com base em informações já conhecidas, a fi m de buscar outras que não este- jam explicitamente marcadas no texto. Você sabia? Inferir sentido de uma palavra ou expressão em um texto pressupõe que você compreenda o significa- do em determinado contexto. Esse significado pode ser conotativo (ou figurado), que corresponde a uma interpretação diferente do seu significado original, ou ter sentido denotativo, que se refere ao emprego original e literal da palavra. Atente-se a isso! Leia o o texto 1, do gênero textual fábula, e res- ponda aos itens 1 e 2. Texto 1 O LEÃO E O MOSQUITO Um leão fi cou com raiva de um mosquito que não parava de zumbir ao redor de sua cabeça, mas o mosquito não deu a mínima. — Você está achando que vou fi car com medo de você, só porque você pensa que é rei? — Disse ele altivo e, em seguida, voou para o leão e deu uma picada ardida no seu focinho. Indignado, o leão deu uma patada no mosqui- to, mas a única coisa que conseguiu foi arranhar-se com as próprias garras. O mosquito continuou pi- cando o leão, que começou a urrar como um louco. No fi m, exausto, enfurecido e coberto de feri- das provocadas por seus próprios dentes e garras, o leão se rendeu. O mosquito foi embora zumbindo, para contar a todo mundo que tinha vencido o leão, mas entrou direto numa teia de aranha. Ali, o vencedor do rei dos animais encontrou seu triste fi m, comido por uma aranha minúscula. Muitas vezes o menor de nossos inimigos é o mais terrível. Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Livro do Aluno. Vol 2. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2000. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ me000589.pdf. Acesso em: 01 out. 2022. Item 1. No trecho “o mosquito foi embora zumbin- do”, presente no 1º parágrafo, a palavra destacada signifi ca que o mosquito foi embora A) com raiva. B) com medo. C) enfurecido. D) fazendo barulho. ! CA D ER N O D O E ST U D AN TE 42LÍNGUA PORTUGUESA AULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual fábula e apresenta uma linguagem peculiar ao gênero, uma sintaxe simples, com predominân- cia de períodos curtos e estruturas coordenadas. Esse item é considerado de nível de dificuldade FÁ- CIL, visto que o estudante, para inferir o sentido da palavra, precisa apenas relacionar a informação do texto ao sentido da palavra soberbo. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que a ação do mosquito foi ter investido, novamente, contra o leão. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op 22LÍNGUA PORTUGUESA AULA 5 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 2. No trecho “Disse ele altivo e, em seguida, voou para o leão e deu uma picada ardida no seu focinho”, presente no 3º parágrafo, a palavra “al- tivo” signifi ca A) enfurecido. B) indignado. C) soberbo. D) exausto. Leia o texto 2, do gênero textual notícia, e res- ponda aos itens 3, 4 e 5. Texto 2 Ministério da Saúde promove ato de vacinação contra a poliomielite Mais de 14,3 milhões de crianças fazem parte do pú- blico-alvo da campanha; evento em Brasília marca a celebração do aniversário do Sistema Único de Saúde Publicado em 24/09/2022 15h13. Atualizado em 24/09/2022 15h16 Na semana em que o Sistema Único de Saúde (SUS) completa 32 anos, o Ministério da Saúde pro- move ato de vacinação contra a poliomielite e a multivacinação em Brasília (DF). Neste sábado (24), as crianças e adolescentes menores de 15 anos que fazem parte do público-alvo puderam se vacinar, du- rante a manhã, no Parque da Cidade. [...] A vacina- ção e eliminação de doenças como a poliomielite es- tão entre as principais conquistas da história do SUS. O objetivo é reforçar as coberturas vacinais contra a pólio e outras doenças que podem ser prevenidas e evitar a reintrodução de vírus que já foram eliminados no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Vaci- nação contra a Poliomielite e Multivacinação até o dia 30. Os imunizantes estão disponíveis nos mais de 40 mil pontos de vacinação do país. Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde promove ato de vacinação contra a poliomielite. Disponível em: https://www.gov.br/ saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/ministerio -da-saude-promove-ato-de-vacinacao-contra-a-poliomielite. Acesso em: 01 out. 2022. Item 3. No trecho “O objetivo é reforçar as cober- turas vacinais contra a pólio e outras doenças que podem ser prevenidas”, presente no 2º parágrafo, a expressão destacada indica A) certeza. B) dúvida. C) quantidade. D) possibilidade. Item 4. Na frase “as doenças que podem ser preve- nidas”, presente no 2º parágrafo, a palavra desta- cada signifi ca que as doenças podem ser A) eliminadas. B) prorrogadas. C) reforçadas. D) evitadas. Item 5. Na frase “Para isso, o Ministério da Saú- de prorrogou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite”, presente no 2º parágrafo, a expressão destacada tem o mesmo sentido de A) com esse objetivo. B) da mesma forma. C) supondo isso. D) ao contrário disso. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 43 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR ção pode ter considerado que o leão deu uma pa- tada no mosquito. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que o mosquito estava pi- cando o leão. Item 3. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual notícia e apresenta uma linguagem pecu- liar ao gênero – isto é, objetiva e clara. Esse item é considerado de nível de dificuldade MÉDIO, visto que o estudante, para inferir o sentido da palavra, precisa relacionar o sentido da locução verbal “po- dem ser” ao efeito de sentido dessa expressão, que é a de possibilidade. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que a cobertura vacinal pre- vine totalmente as doenças. Alternativa B) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que não foi informado quais seriam as outras doenças. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que a pólio e outras do- enças teriam a cobertura vacinal, indicando um número maior de doenças. Item 4. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual notícia e apresenta uma linguagem pecu- liar ao gênero – isto é, objetiva e clara. Esse item é considerado de nível de dificuldade FÁCIL, visto que o estudante, para inferir o sentido da palavra, precisa relacionar a informação do texto ao senti- do das possibilidades apresentadas. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter relacionado essa informação a outras contidas no texto. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter associado essa informação a outras contidas no texto. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado a informação de que a Campanha seria prorrogadapor mais alguns dias. Item 5. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual notícia e apresenta uma linguagem pecu- liar ao gênero – isto é, objetiva e clara. Esse item é considerado de nível de dificuldade DIFÍCIL, tendo em vista que será necessário relacionar os efeitos de sentido produzidos pela expressão “para isso”, reconhecendo o valor semântico de “finalidade” da expressão. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que as informações têm a mesma intencionalidade. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que o Ministério da Saúde considerou importante prorrogar a campanha. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que a segunda oração se opõe à primeira. ANOTAÇÕES 44 45 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, neste momento, é importante incenti- var o estudante a realizar os desafios para forta- lecimento da habilidade proposta. Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura”. Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para aprender. Quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo e coloca em funcionamento uma série de estratégias cuja função é assegurar esse objetivo (SOLÉ, 1998, p.46)1. 1 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Art- med, 1998. ANOTAÇÕES 2323 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida- de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em se- guida, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re- vistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 Selecionar um gênero textual (fábula, notícia ou até mesmo reportagem) e, na sequência, realizar a leitura, identifi cando o tema e as principais in- formações. Desafi o 2 Retirar, do texto lido, as palavras que você desco- nhece e as registrar no seu caderno de anotações. Procure reconhecer o sentido de cada uma no tex- to. Depois, reescreva trechos em que elas foram empregadas e substitua-as por outras, sem alterar o sentido. Dessa forma, você poderá ampliar a sua compreensão de aplicação dessa habilidade em textos diversos. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Inferir o sentido de palavras desconhecidas, considerando o contexto em que foram utilizadas? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE ANOTAÇÕES 46 47 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 6 Variação: marcas linguísticas Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica — Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular — BNCC indicadas a se- guir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D10 — Identificar as marcas linguísti- cas que evidenciam o locutor e o in- terlocutor de um texto. (EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, observando o efeito de sentido de verbos de enunciação e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no discurso direto. O descritor identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto faz parte do Eixo de Conhecimento Variedade Linguística/Análise Linguística e Semiótica, e do Eixo Cognitivo Reconhecer do Componente Curricular Língua Portuguesa da Matriz de Referência do Saeb. Para que o estudante a desenvolva, devem ser observados os marcos de desenvolvimento necessários para a apropriação das referidas habilidades. Em Língua Portuguesa, esses marcos são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Bási- ca, demarcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subse- quentes. Nesse sentido, o descritor D10 tem como marcos de desenvolvimento o conhecimento de que podem ocorrer diferenças linguísticas de acordo com a região, idade, nível de escolaridade, entre outras, por parte dos enunciadores, conforme os contextos de produção e circulação de diferentes gêneros textuais. 48LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, esta aula é composta por cinco itens, sendo que os itens 1 e 2 se referem ao texto 1; o item 3 refere-se ao texto 2; o item 4, ao texto 3; o item 5, ao texto 4. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respon- didos com sucesso. Reforce com os estudantes tal necessidade e propicie o momento para a leitura de modo que haja participação da turma. Para tan- to, não se esqueça de aplicar estratégias de leitura de Isabel Solé, indicadas em aulas anteriores, além de outras que julgar pertinentes para o acionamen- to de conhecimentos prévios dos estudantes, assim como o levantamento e a confirmação de hipóteses sobre os textos. Item 1. Resposta comentada: Professor, esse item requer do estudante a aplica- ção da habilidade de identificar as marcas linguís- ticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto, no caso, um conto gauchesco, um gênero textual do campo artístico-literário que retrata o modo de vida, a cultura e o linguajar dos gaúchos. As características marcantes desse gênero incluem a utilização de um vocabulário específico e regio- nal, assim como estruturas gramaticais e expres- sões idiomáticas típicas do linguajar gaúcho. Nele, termos como “apeamos”, “fritada”, “beiço”, “an- dante”, e expressões como “a pino do meio-dia” e “mate” indicam essa regionalidade. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) Os estudantes que optaram por essa alternativa podem ter considerado que o texto segue a variedade-padrão da língua portuguesa, por não identificar termos técnicos ou gírias muito evidentes. No entanto, a presença de expressões idiomáticas e palavras comuns ao dialeto gaúcho, como “apeamos”, “fritada” e “mate”, denotam a predominância da linguagem regional. Alternativa B) Os estudantes que optaram por essa alternativa podem ter interpretado erroneamente algumas palavras ou expressões do texto como ter- mos técnicos. No entanto, o vocabulário utilizado no texto está mais relacionado à cultura e ao modo de vida gaúcho do que a uma área de conhecimen- to ou profissão específica, o que descarta a predo- minância de uma linguagem técnica. Alternativa D) Os estudantes que optaram por essa alternativa podem ter considerado que o texto apresenta uma linguagem coloquial devido à sua informalidade e ao fato de se tratar de uma con- versa. No entanto, apesar da presença de alguns coloquialismos, as expressões e palavras típicas do dialeto gaúcho, como “andante” e “beiço”, tornam a linguagem regional a característica mais marcante do texto. 49 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR 25 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 6 Variação: marcas linguísticas Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de desenvolver a habilidade de identifi car as marcas linguísticas queevidenciam o locutor e o interlocu- tor de um texto. Leia com muita atenção os itens e os desafi os para resolvê-los. Esta aula é composta por cinco itens, sendo que os itens 1 e 2 se referem ao texto 1; o item 3 refere- -se ao texto 2; o item 4, ao texto 3; o item 5, ao texto 4. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com su- cesso. 1 Você sabia? A norma-padrão1 é uma entre as muitas variedades de um idioma, é a referência-padrão da língua, pois atua como modelo, norma e ideal linguístico de uma comu- nidade. Além dela, encontram-se pelo menos três tipos de diferenças internas: ● diferenças no espaço geográfico – variantes regionais; ● diferenças entre as camadas socioculturais – coloquial; ● diferenças entre os tipos de modalidade expressiva – literária, técnica. Leia o texto 1 e responda aos itens 1 e 2. Texto 1 O MATE DO JOÃO CARDOSO — A la fresca!… que demorou a tal fritada! Van- cê reparou? Quando nos apeamos era a pino do meio-dia... e são três horas, largas!... Cá pra mim esta gente esperou que as franguinhas se pusessem galinhas e depois botassem, para depois apanharem os ovos e só então bater esta fritada encantada, que vai nos atrasar a troteada, obra de duas léguas... de 1 Fonte: CUNHA, C. e CINTRA, L. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2017. Adaptado. beiço!... Isto até faz-me lembrar um caso.. . Vancê nunca ouviu falar do João Cardoso?... Não?... É pena. O João Cardoso era um sujeito que vivia por aqueles meios do Passo da Maria Gomes; bom ve- lho, muito estimado, mas chalrador como trinta e que dava um dente por dois dedos de prosa, e mui amigo de novidades. Também... naquele tempo não havia jornais, e o que se ouvia e se contava ia de boca em boca, de ouvido para ouvido. Eu, o primeiro jornal que vi na minha vida foi em Pelotas mesmo, aí por 1851. Pois, como dizia: não passava andante pela porta ou mais longe ou mais distante, que o velho João Cardoso não chamasse, risonho, e renitente como mosca de ramada; e aí no mais já enxotava a cachorrada, e puxando o pito de detrás da orelha, pigarreava e dizia: _Olá! Amigo! apeie-se; descanse um pouco! Ve- nha tomar um amargo! É um instantinho.... criou- lo?!… O andante, agradecido à sorte, aceitava… menos algum ressabiado, já se vê. _Então que há de novo? (E para dentro de casa, com uma voz de trovão, ordenava:) _ Oh! crioulo! Traz mate! E já se botava na con- versa, falava, indagava, pedia as novas, dava as que sabia; ria-se, metia opiniões, aprovava umas cousas, fi cava buzina com outras... E o tempo ia passando. O andante olhava para o cavalo, que já tinha refrescado; olhava para o sol que subia ou descambava… e mexia o corpo para levantar-se. _Bueno! são horas, seu João Cardoso; vou mar- chando!… _Espere, homem! Só um instantinho! Oh! criou- lo, olha esse mate! [...] Fonte: LOPES NETO, João Simões. Contos gauchescos. 9ª ed., Porto Alegre: Globo, 1976. (Col. Provínci). Item 1. No primeiro parágrafo do texto, predomina a variedade linguística A) padrão. B) técnica. C) regional. D) coloquial. ! CA D ER N O D O E ST U D AN TE 50LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR 26LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 2. Com base no texto, a variedade linguística empregada é caracterizada, principalmente, por apresentar A) expressões idiomáticas regionais. B) uma linguagem formal e complexa. C) regras gramaticais da norma-padrão. D) características da linguagem popular. Leia o texto 2 e responda ao item 3. Texto 2 Quem quer mentir confi rma só Júlio Campina Um indivíduo, regressando de uma viagem que fi zera em companhia de um caboclo, resolveu, para se divertir, ir adiante contando casos fabulo- sos, devendo ir depois os confi rmando o caboclo. Aceitando este a incumbência, os dois se sepa- raram. [...] Mais adiante contou ainda o homem que vira atirar em um boi e a bala pegar na cabeça e no mocotó¹. Este fato deixou admirados e duvidosos a quan- tos o ouviram, que logo indagaram do caboclo, apenas este foi passando, se também havia presen- ciado isso, o que o fez fi car desta vez atrapalhado. Por fi m, depois de pensar, respondeu: — O tiro eu não vi dá, mais pudia a bala ter pe- gado quando o boi tava coçando a cabeça... Dito isto, correu o caboclo a encontrar-se com o patrão. Quando o avistou, já estava ele pregando outra mentira a um sujeito. O caboclo, esbaforido, gritou-lhe: — Meu patrão, quem quer mentir confi rma só: caro me custou ajuntar cabeça com mocotó. 1. Patas de animais bovinos ou suínos, desprovidas do casco. Fonte: CAMPINA, J. Subsídio ao folclore brasileiro. Disponível em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/518676. Acesso em: 18 out. 2022. Item 3. “– O tiro eu não vi dá, mais pudia a bala ter pegado quando o boi tava coçando a cabeça...” A fala do caboclo evidencia uma linguagem A) caipira, comum no contexto rural. B) coloquial, usada por jovens da cidade. C) padrão, referência em ambientes de trabalho. D) técnica, adotada por grupos de especialistas. Leia o texto 3 e responda ao item 4. Texto 3 Conto ou não conto? [...] A minha língua coçou. Um segredo daqueles não poderia fi car guardado. Na primeira oportunidade em que eu fi quei sozinha, procurei minha tia, que estava preparando o almoço. — Tia, preciso contar uma coisa pra senhora. — Pois conte, que estou ouvindo. Não posso te dar mais atenção, senão o almoço não sai... — É que eu tenho um segredo pra te contar e não sei se devo... — O segredo é seu ou dos outros? — Dos outros... Quer dizer, da prima! — E por que você quer contar os segredos alheios? — Bem, eu pensei que a senhora quisesse saber o que aconteceu... [...] Fonte: SIDNEY, A. Conto ou não conto? Disponível em: https:// cafesonhosepensamentos.blogspot.com/2020/09/incentivan- do-literatura-infantil.html?m=0. Acesso em: 18 out. 2022. CA D ER N O D O E ST U D AN TE Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item requer que o estudante apli- que a habilidade de identificar as marcas linguís- ticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto, de modo a perceber as características específicas da variedade linguística usada no texto, a regional. A leitura do texto revela uma lingua- gem rica em expressões e vocabulário específicos do universo gaúcho, refletindo a cultura e a fala da região sul do Brasil, com termos e expressões como “a la fresca”, “vancê”, “apeamos”, “chalra- dor”, “mosca de ramada”, “andante”, “buzina”, e “bueno”, por exemplo, são típicos do linguajar gaúcho e demonstram a presença forte de um re- gionalismo linguístico. Além disso, há o uso do ter- mo “crioulo”, que, no contexto gaúcho, refere-se ao trabalhador rural e ao cavalo nascido na região, demonstrando o quão arraigada está essa lingua- gem ao universo cultural retratado. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. 51 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR Distratores Alternativa B) Os estudantes que optaram por essa alternativa podem ter interpretado erroneamente a complexidade dos termos regionais e das expres- sões idiomáticas como indicativo de uma lingua- gem formal e complexa. No entanto, apesar de seu caráter regional, o linguajar do texto é bastante coloquial e acessível, o que descarta a predomi- nância de uma linguagem formal e complexa. Alternativa C) Os estudantes que optaram por essa alternativa podem ter considerado que a presença de estruturas sintáticas e gramaticais complexas no texto indicam uma aderência estrita às regras gramaticais da norma-padrão. No entanto, a lin- guagem utilizada no texto é caracterizada mais pela sua regionalidade do que pela sua aderência à norma-padrão. Alternativa D) Os estudantes que optaram por essa alternativa podem ter considerado que expressões como “a la fresca”, “vancê”, “apeamos”, “chalra- dor”, “mosca de ramada”, “andante”, “buzina”, e “bueno” são característicasda linguagem popu- lar, que é muitas vezes marcada por gírias e co- loquialismos. No entanto, essas expressões são na verdade idiomas regionais, específicos do linguajar gaúcho, e não necessariamente elementos da lin- guagem popular no sentido amplo. Item 3. Resposta comentada: O item é de dificuldade média, pois solicita que o estudante identifique a variedade linguística a partir da fala destacada de uma das personagens. Nesse caso, a forma particular de linguagem revela uma variedade geralmente empregada em locali- dades rurais, por pessoas do lugar, o que é reforça- do pela descrição da personagem como sendo um caboclo. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que escolheu essa alter- nativa pode ter considerado apenas as inadequa- ções gramaticais sem levar em conta o contexto envolvido — estarem na roça, a personagem ser um caboclo —, além de não considerar ausência de marcas da linguagem coloquial de jovens da cida- de, caracterizada por gírias, palavras criadas por meio da abreviação e de outras formas de lingua- gem usadas no cotidiano. Alternativa C) O estudante que escolheu essa al- ternativa pode ter considerado como sendo uma linguagem de referência pelo fato de ser usada apenas em algumas regiões, mas, provavelmente, não consegue, ainda, reconhecer que a linguagem retratada não condiz com a norma-padrão, uma vez que apresenta desvios gramaticais e outros. Alternativa D) O estudante que escolheu essa al- ternativa, pode ter considerado a linguagem como técnica por ser usada por um grupo específico de pessoas, mas provavelmente não consegue ainda reconhecer que não é uma linguagem técnica por não trazer termos específicos de uma área qual- quer, como Medicina, Engenharia etc. 52LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: O item apresenta um grau de dificuldade fácil, pois solicita que o estudante reconheça a alternativa que traz um exemplo da variedade linguística colo- quial, ou seja, que não se mostra de acordo com a norma-padrão da linguagem. A alternativa C apre- senta a forma pra no lugar de para, comum na lin- guagem coloquial. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que escolheu essa alter- nativa pode ter considerado que, por ser uma lin- guagem fácil de ser compreendida, seria coloquial. Provavelmente, ele não conseguiu perceber que não há desvios em relação ao uso da norma-padrão no trecho, pois não há equívocos de concordância, regência, grafia de palavras etc. Alternativa B) Da mesma forma que na alternativa A, o estudante que escolheu essa alternativa pode ter considerado a linguagem fácil de ser compreen- dida, não conseguindo reconhecer que não houve desvios em relação à norma-padrão nesse trecho. Alternativa D) O estudante que escolheu essa al- ternativa pode ter considerado que, por ser uma linguagem de fácil entendimento, seria coloquial. Provavelmente, ele não conseguiu perceber que a construção linguística do trecho está de acordo com as normas da linguagem-padrão, portanto, o trecho não pertenceria à variedade linguística co- loquial. Item 5. Resposta comentada: O item apresenta um nível de dificuldade médio, pois requer que o estudante identifique a expres- são vancê como sendo uma forma regional de dizer você, empregada, por exemplo, no sul do Brasil. Mesmo que não saiba em que região essa forma é empregada, a relação com a forma você e o fato de não ser comum em todo o território nacional permitem que o estudante chegue a essa conclusão sem dificuldade. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que escolheu essa alter- nativa pode ter considerado que a linguagem está correta, deixando de perceber o desvio da norma- -padrão no emprego da forma vancê. Alternativa C) O estudante que escolheu essa al- ternativa, pode ter considerado o desvio da norma- -padrão, mas considerou a forma vancê como gíria e não um regionalismo. Alternativa D) O estudante que escolheu essa al- ternativa, pode ter considerado que a forma vancê faz parte de uma linguagem técnica, própria de al- guma profissão. 53 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR 27 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 4. O trecho do texto que apresenta variedade linguística coloquial é A) “Um segredo daqueles não poderia fi car guar- dado.” B) “(...) procurei minha tia, que estava preparan- do o almoço.” C) “É que eu tenho um segredo pra te contar e não sei se devo…”. D) “E por que você quer contar os segredos alheios?”. Leia o texto 4 e responda ao item 5 Texto 4 O MATE DO JOÃO CARDOSO João Simões Lopes Neto — A la fresca!… que demorou a tal fritada! Vancê reparou? Quando nos apeamos era a pino do meio dia... e são três horas, largas!... Cá pra mim esta gente esperou que as franguinhas se pusessem galinhas e depois botassem, para depois apanharem os ovos e só então bater esta fritada encantada, que vai nos atrasar a troteada, obra de duas léguas... de beiço!... Isto até faz-me lembrar um caso... — Vancê nunca ouviu falar do João Cardoso?... Não?... É pena. O João Cardoso era um sujeito que vivia por aqueles meios do Passo da Maria Gomes; bom velho, muito estimado, mas chalrador como trinta e que dava um dente por dois dedos de prosa, e mui amigo de novidades. Também... naquele tempo não havia jornais, e o que se ouvia e se contava ia de boca em boca, de ouvido para ouvido. Eu, o primeiro jornal que vi na minha vida foi em Pelotas mesmo, aí por 1851. Pois, como dizia: não passava andante pela porta ou mais longe ou mais distante, que o velho João Cardoso não chamasse, risonho, e renitente como mosca de ramada; e aí no mais já enxotava a cachorrada, e puxando o pito de detrás da orelha, pigarreava e dizia: — Olá! Amigo! Apeie-se; descanse um pouco! Venha tomar um amargo! [...] Fonte: NETO, J. S. L. Contos gauchescos. Porto Alegre: Globo, 1976. Disponível em: https://www.literaturabrasileira. ufsc.br/documentos/?action=download&id=117679. Acesso em: 27 nov. 2022. Item 5. No trecho “— Vancê nunca ouviu falar do João Cardoso?”, a palavra em destaque indica um tipo de linguagem A) padrão, usada em situações formais. B) regional, própria de algumas regiões. C) informal, preferida por crianças e jovens. D) técnica, empregada em grupos de profi ssionais. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 54LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, nesse momento, é importante incentivar o estudante a realizar os desafios para fortaleci- mento da habilidade proposta. Professor, reserve um momento para explicar aos estudantes que a Língua Portuguesa é viva e que, por isso, está sempre em transformação. No en- tanto, para que seja possível que os falantes se comuniquem, há uma norma-padrão da língua que determina regras. É preciso que façam reflexões, no sentido de valorizar as diferenças de oralidade nas diferentes regiões do Brasil, e que pensem em formas de combater os preconceitos linguísticos. ANOTAÇÕES 2828LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida- de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em se- guida, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re- vistas – impressos ou virtuais – ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 Releia o Texto 1 desta aula e, em seguida, em gru- pos, conforme orientações do professor, reescre- vam-no, ajustando os trechos com variedade lin- guística à norma-padrão. Desafi o 2 Após fi nalizarem a atividade anterior, é hora de re- visar os textos reescritos, de modo que verifi quem se os ajustes estão de acordo com a norma-padrão ou não. Para isso, troquem de cadernocom outros grupos a fi m de que um façam observações no tex- to de outro e, caso haja necessidade de outras ade- quações, poderão sugerir e colaborar uns com os outros. Depois, compartilhem as observações com o professor e com os colegas. Aqui, vocês poderão consultar dicionários, gramáticas e outros, físicos ou on-line. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Identifi car as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE 55 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 7 Narração: identificação de conflito gerador e outros elementos Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular - BNCC indicadas a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhe- cimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D7 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. (EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, personagem central, conflito gerador, resolu- ção e o ponto de vista com base no qual histó- rias são narradas, diferenciando narrativas em primeira e terceira pessoas. O descritor identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa faz parte do Eixo do Conhecimento Processamento do Texto/Leitura e do Eixo Cognitivo Reconhecer, do Componen- te Curricular Língua Portuguesa, da Matriz Referência do Saeb. Para que o estudante o desenvolva, devem ser observados os marcos de desenvolvimento necessários à apropriação das referidas habilidades. Em Língua Portuguesa, esses marcos são referências de conheci- mentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, de- marcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essen- ciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes, como a habilidade de identificar elementos constitutivos de textos narrativos, que tem como marcos de desenvolvimento: a compreensão de diálogos em textos narrativos; a leitura e a compreensão de textos; a identificação de informações explícitas e implícitas; o conhecimento de gêneros textuais pertencentes à tipologia narrativa e o reconhecimento de seus elementos constitutivos. Professor, esta aula é composta por cinco itens, sendo que os itens 1, 2 e 3 referem-se ao texto 1, en- quanto os itens 4 e 5, ao texto 2. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Reforce com os estudantes essa necessidade com os estudantes e propicie um momento para essa leitura. Para tanto, não se esqueça de aplicar as estratégias de leitura de Isabel Solé (1998)1 indicadas no início deste caderno, além de outras que julgar pertinentes para o acionamento dos conhecimentos prévios dos estudantes, levantando e confirmando hipóteses sobre os textos. 1 SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed,1998. ANOTAÇÕES 56 57 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR 29 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 7 Narração: identifi cação de confl ito gerador e outros elementos Caro estudante, nesta aula, você terá a oportu- nidade de desenvolver a habilidade de Identifi car o confl ito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. Para isso, esperamos que compreenda os textos narrativos, bem como que identifi que informações explícitas e implícitas a fi m de conhecer os gêneros textuais pertencentes à tipologia narrativa, reconhecendo seus elemen- tos constitutivos. Esta aula é composta por cinco itens, sendo que os itens 1, 2 e 3 referem-se ao texto 1, enquanto os itens 4 e 5, ao texto 2. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser res- pondidos com sucesso. Vamos lá? Você sabia? As narrativas1, em geral, apresentam, em suas estrutu- ras, os seguintes elementos: 1. Personagens: são aqueles que compõem a narra- tiva, sendo classificados em: personagens princi- pais (protagonista e antagonista) e personagens secundários (adjuvante ou coadjuvante). 2. O enredo trata da trama em que as ações se de- senrolam. O enredo é formado pelos aconteci- mentos ocorridos em determinado tempo e espa- ço, os quais são vivenciados pelos personagens. 3. O narrador é quem conta a história. Existem três tipos: narrador observador, narrador personagem e narrador onisciente. 4. O tempo determina o período em que a história se passa. Ele pode ser cronológico, quando segue uma ordem dos acontecimentos, ou psicológico, quando não segue uma linearidade dos fatos, sen- do um tempo interior que ocorre na mente dos personagens. 5. O espaço da narrativa é o local onde ela se desen- volve, podendo ser físico ou mesmo psicológico. 1 1 Os elementos da narrativa. Disponível em: https:// escoladigital.seduc.ro.gov.br/roteiro-de-estudo/elementos-da- narrativa-em-fabulas-56970. Acesso em: 4 fev. 2023. ! CA D ER N O D O E ST U D AN TE 58LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR 30LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Leia o texto 1 e responda aos itens 1, 2 e 3. Texto 1 CAPÍTULO 1 Pela toca do Coelho Alice estava começando a fi car muito cansada de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e de não ter nada que fazer, espiara uma ou duas ve- zes o livro que estava lendo, mas não tinha fi guras nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou Alice, “sem fi guras nem diálogos?”. Assim, refl etia com seus botões (tanto quanto podia, porque o ca- lor a fazia se sentir sonolenta e burra) se o pra- zer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esforço de se levantar e colher as fl ores, quando de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passou correndo por ela. Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem Alice achou assim tão esquisito ouvir o Coelho dizer consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasa- do demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde, ocorreu-lhe que deveria ter fi cado espantada, mas na hora tudo pareceu muito natural); mas quando viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se levantou num pulo, porque constatou subitamente que nunca tinha visto antes um coelho com bolso de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ar- dendo de curiosidade, correu pela campina atrás dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda a pressa numa grande toca de coelho debaixo da cer- ca. [...] Fonte: CARROLL, L. Alice no país das maravilhas. Editora Arara Azul, 2002. Disponível em: http://www.ebooksbrasil. org/adobeebook/alicep.pdf. Acesso em: 29 out. 2020. Item 1. Quem é a personagem central nesse frag- mento? A) Alice. B) A irmã de Alice. C) O Coelho Branco. D) O livro sem fi guras. Item 2. O que dá início ao confl ito é o fato de A) Alice estar com a irmã na ribanceira. B) o livro não ter fi guras nem diálogos. C) um coelho branco passar correndo por Alice. D) o coelho olhar o relógio e dizer que está atra- sado. Item 3. Qual o cenário desse trecho da história? A) A campina. B) A ribanceira. C) A toca do coelho. D) Um campo de margaridas. CA D ER N O D O E ST U D AN TE Item 1 . Resposta comentada: Professor, esse item é considerado fácil, uma vez que solicita que o estudante reconheça a persona- gem central do texto, ou seja, aquela em torno da qual a ação se desenvolve, a mais importante para a história. Para tanto, o estudante precisa identi- ficar a relaçãode Alice com todas as situações do enredo, sendo ela a responsável por fazer com que as ações aconteçam. No caso, essa personagem é Alice. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que escolheu essa al- ternativa, provavelmente, pode ter considerado a irmã de Alice como personagem central, por ela ter sido mencionada logo no início da narrativa. Mas não percebeu que ela é apenas mencionada na história, portanto, não se trata de uma persona- gem central, já que não desenvolve nenhuma ação. Essa distinção é feita porque a personagem central é aquela que está envolvida em todas as ações da narrativa, seja para fazer com que elas se desen- 59 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR volvam (protagonista), seja para fazer o contrário (antagonista). Alternativa C) O estudante que escolheu essa al- ternativa, provavelmente, considerou o Coelho como personagem central, porque ele é a primeira criatura que Alice encontra no texto e a única que ela segue. O Coelho também é a única figura que possui diálogos e ações na trama. No entanto, o Coelho não é a personagem principal, pois ele não direciona o enredo. Alternativa D) O estudante que escolheu essa al- ternativa, provavelmente, considerou o livro como personagem central porque ele é mencionado logo no início do texto, e Alice se sente frustrada por não haver figuras ou diálogos nele. No entanto, o livro não é uma personagem ativa, pois não realiza ações ou toma decisões que influenciam na trama. Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item é considerado de nível médio, uma vez que solicita que o estudante identifique a situação inicial que gerará o conflito da narrativa, o que exige uma compreensão leitora mais avança- da, pois ele terá de reconhecer que o conflito e o início da narrativa podem ser elementos diferen- tes. Nesse caso, é o fato de o coelho branco cha- mar a atenção de Alice ao olhar o relógio e dizer que está atrasado. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que escolheu essa alter- nativa, provavelmente, associou o início da histó- ria ao início do conflito, ou seja, ao fato de Alice começar a se sentir muito cansada de ficar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e de não ter nada que fazer. Esse fato inicia o enredo (sequência de ações da narrativa), mas não o conflito (situação gerada por uma das ações iniciais que levam a to- madas de ações para a solução de um problema). Alternativa B) Provavelmente, o estudante consi- derou o fato de o livro não ter figuras nem diálogos como resposta correta, porque Alice refletia com seus botões (tanto quanto podia, porque o calor a fazia se sentir sonolenta e burra) se o prazer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esfor- ço de se levantar e colher as flores, uma vez que o livro não tinha figuras e diálogos. No entanto, isso não é o que dá início ao conflito. Alternativa C) O estudante que escolheu essa alter- nativa pode ter considerado o fato de Alice não ter achado tão esquisito o coelho passar correndo por ela e dizer consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasado demais!”. Mas o que dá início ao conflito é o fato de o coelho olhar o relógio e sair em disparada. Item 3. Resposta comentada: Professor, esse item é considerado de nível fácil, pois pede que o estudante reconheça o cenário, ou seja, o local onde se passa esse trecho da histó- ria. Nesse caso, é a ribanceira, onde se encontram Alice e sua irmã. Ao ler o texto, o estudante deve perceber que Alice estava sentada ao lado de sua irmã na ribanceira, e que foi nesse lugar que ela notou o Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passan- do por ela. Após isso, ela acompanhou o Coelho até a grande toca debaixo da cerca. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que considerou essa alternativa levou em conta a campina como cenário, porque a história descreve Alice correndo por ela atrás do coelho,, antes de ele entrar na toca. No entanto, esse não é o cenário principal da história, já que Alice estava sentada na ribanceira ao lado de sua irmã quando viu o coelho. Alternativa C) O estudante que escolheu a toca do coelho como resposta pode ter sido motivado pelo fato de o Coelho Branco ter entrado na toca de coelho logo após Alice observá-lo. A toca do coelho representa o cenário em que Alice segue o Coelho Branco, mas o cenário desse trecho, que é a ribanceira. Alternativa D) O estudante que escolheu um campo de margaridas como resposta dessa questão, provavelmente, deixou-se levar pela informação presente no fragmento, no qual Alice considera se vale a pena levantar-se para colher as margaridas para fazer uma guirlanda. Embora não seja a resposta correta para essa questão, dá para entender que, a partir dessa informação, o estudante pode ter deduzido erroneamente que o cenário da história seria um campo de margaridas. 60LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, esse item pode ser considerado difícil, uma vez que solicita que o estudante reconheça o clímax, ou seja, o momento de maior tensão da história, capaz de mudar o rumo dos acontecimen- tos. Assim, ele precisa reconhecer, antes, qual o conflito do texto para, então, perceber quando ele atinge seu ponto de maior tensão. No caso, pode- -se dizer que o clímax desse fragmento do conto ocorre no momento em que o geniozinho toma co- nhecimento do soldadinho de chumbo e fala com ele em tom desafiador. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa A) O estudante que marcou essa alternativa pode tê-la considerado porque ela mostra o início da trama, quando os brinquedos começam a se animar e se preparar uma grande bagunça. Essa cena introduz o ambiente de mistério e intriga que marca a trama a partir desse momento, preparando o clima para o clímax. Alternativa B) O estudante pode ter marcado essa alternativa, pois ela descreve um elemento importante da história, o baile das bonecas, o que pode ter chamado a atenção dele para a cena. Porém, essa cena não é o clímax da história, o qual ocorre no momento em que o geniozinho aparece, ameaçando o soldadinho. Alternativa C) O estudante pode ter marcado essa alternativa porque o trecho mostra o início da história e o despertar do interesse do soldadinho de uma perna só pela bailarina, mas não é esse o momento do clímax. Item 5. Resposta comentada: O item pode ser considerado de dificuldade média, pois solicita que o estudante reconheça quem nar- ra a história. Para isso, ele precisa compreender a questão do ponto de vista do narrador, que pode ser de primeira pessoa, quando o narrador é uma das personagens, ou de terceira, quando o narra- dor conta a história de outras pessoas sem partici- par dela. Nesse caso, trata-se de um narrador de 3ª pessoa, do tipo onisciente, que não participa da história, mas sabe de tudo no universo daquela nar- rativa. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativas A) O estudante pode ter pensado que a narrativa era contada pela bailarina, pois ela é o foco principal da história, e o soldadinho está apaixonado por ela. No entanto, a narrativa é contada por um narrador de terceira pessoa fora da história. Alternativa B) O estudante pode ter se confundido ao ler a história, pois o narrador desconhecido que conta a história é de terceira pessoa, mas a personagem que aparece para assustar todos os brinquedos é o geniozinho ruim. Alternativa C) O estudante que marcou essa alternativa pode ter interpretado a história como sendo contada por um narrador de 1ª pessoa, o soldadinho, em função do trecho em que os soldadinhos aparecem golpeando a caixa, por exemplo, o que pode indicar que esse estudante não consegue identificar avoz do narrador na história. 61 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR 31 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Leia o texto 2 e responda aos itens 4 e 5. Texto 2 O Soldadinho de chumbo (fragmento) Hans Christian Andersen [...] Quando os ponteiros do relógio marcaram meia- -noite, todos os brinquedos se animaram e come- çaram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagunça! As bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, gol- peavam a tampa para sair e participar da festa, mas continuavam prisioneiros. Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram do lugar em que haviam sido colocados. Ele não conseguia parar de olhar aquela maravi- lhosa criatura. Queria ao menos tentar conhecê-la, para fi carem amigos. De repente, se ergueu da cigarreira um homen- zinho muito mal-encarado. Era um gênio ruim, que só vivia pensando em maldades. Assim que ele apa- receu, todos os brinquedos pararam amedronta- dos, pois já sabiam de quem se tratava. O geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadi- nho, deitado atrás da cigarreira. — Ei, você aí, por que não está na caixa, com seus irmãos? — gritou o monstrinho. Fingindo não escutar, o soldadinho continuou imóvel, sem desviar os olhos da bailarina. — Amanhã vou dar um jeito em você, você vai ver! — gritou o geniozinho enfezado. — Pode espe- rar. Depois disso, pulou de cabeça na cigarreira, le- vantando uma nuvem que fez todos espirrarem. [...] Fonte: Contos tradicionais, fábulas, lendas e mitos. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/ DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=24679. Acesso em: 23 out. 2022. Item 4. O trecho que mostra o clímax desse frag- mento é: A) “Quando os ponteiros do relógio marcaram meia-noite, todos os brinquedos se animaram e co- meçaram a aprontar mil e uma.” B) “As bonecas organizaram um baile, enquanto o giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes.” C) “Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina não saíram do lugar em que haviam sido coloca- dos.” D) “— Ei, você aí, por que não está na caixa, com seus irmãos? — gritou o monstrinho.” Item 5. Quem conta a história é um A) narrador de 1ª pessoa, a bailarina. B) narrador de 3ª pessoa, o geniozinho. C) narrador de 1ª pessoa, o soldadinho. D) narrador de 3ª pessoa, fora da história. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 62LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, o desafio a seguir compõe-se de duas partes: na primeira, os estudantes farão a pesqui- sa, em grupos de 4 pessoas, sobre os elementos do conto tradicional. Sugerimos a confecção de tarje- tas (cartões), uma para cada elemento. Na sala de aula, dependendo do número de estudantes, faça a redistribuição dos grupos de modo que sejam for- mados 6 ou 12. Desse modo, você poderá distribuir as tarjetas entre eles para que cada um desenvolva um aspecto da história, utilizando, para isso, uma folha A4 no sentido paisagem e com letras grandes e visíveis. Depois, sugerimos que reúna os grupos, certificando-se de que todos os elementos do con- to estão representados. Diga-lhes para montarem uma história do modo mais coerente possível. Para isso, você poderá fornecer papel pardo ou cartoli- na, ou apenas fita adesiva para que juntem as fo- lhas. Peça que fixem no mural da sala e leia com eles as histórias produzidas. Sugestão: para facilitar, você pode propor que se baseiem em uma história já conhecida ou em algu- ma personagem. ANOTAÇÕES 3232LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habili- dade que acabamos de trabalhar nesta aula. A se- guir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em seguida, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou revistas impressas ou virtuais ou, ainda, consul- tar outras fontes. Desafi o 1 Em grupos, conforme a orientação do professor, pesquise em livros impressos ou on-line um conto tradicional de autores de histórias infantis. Leiam, atentamente, esse texto e preencham o quadro conforme os elementos que estruturam a história lida. ELEMENTOS DO CONTO TRADICIONAL - CARACTERÍSTICAS Enredo (início, meio e fi m) Personagens Tempo Cenário Narrador Desafio 2 Exponha o resultado do trabalho de vocês no mural da classe para que ele seja lido por todos. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Análise de elementos constitutivos de textos narrativos? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE 63 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 8 Narração: identificação de conflito gerador e outros elementos Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Saeb e da habilidade da BNCC, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante ad- quira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens, sendo capaz de identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D7 - Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. (EF35LP26) Ler e compreender, com certa autonomia, narrativas ficcionais que apre- sentem cenários e personagens, observan- do os elementos da estrutura narrativa: enredo, tempo, espaço, personagens, nar- rador e a construção do discurso indireto e discurso direto. O descritor identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/Procedimento de Leitura e do Eixo Cognitivo Reconhecer do Compo- nente Curricular Língua Portuguesa da Matriz de Referência do Saeb. Para que o estudante o desenvolva, é importante observar os marcos de desenvolvimento, os quais, em Língua Portuguesa, são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento dele ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que esses conhecimentos possam ser validados, assegurando condições essenciais que permitam ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa tem como mar- cos de desenvolvimento a compreensão de textos narrativos por meio das estratégias de leitura, visando a ler e compreender com certa autonomia e a identificar elementos que integram a estrutura desses textos de acordo com os contextos de produção e circulação. Para esta aula, são propostos cinco itens relacionados ao descritor da Matriz de Referência do Saeb. A lei- tura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Então, pro- fessor, reforce tal necessidade e propicie o momento de leitura para oportunizar uma boa compreensão. Professor, é importante lembrar que os gêneros textuais são materializações das práticas sociais, segun- do Marcuschi (2008)1. Assim, de acordo com Solé (1998)2, a leitura, a compreensão e a interpretação de textos escritos com diferentes intenções e objetivos possibilita ao estudante desenvolver a autonomia leitora. Dessa forma, conhecer e analisar os elementos constitutivos dos gêneros textuais facilita a rea- lização de atos comunicativos eficientes. 1 MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008. 2 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. 64LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade identifi- car o conflito gerador do enredo e os elementos que constroema narrativa. Nesse sentido, o tex- to-suporte é o gênero fábula, um texto narrativo que apresenta uma linguagem peculiar ao gênero, apresenta uma sequência das ações desenvolvidas pelas personagens no tempo e espaço marcados. Esse item é considerado FÁCIL, tendo em vista que o estudante terá de reconhecer as atitudes e o comportamento da personagem Faro-Fino, facil- mente identificados no início do texto. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção não percebeu a forma como o gato Faro-Fino se comporta na rataria da casa velha. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado o fato de Faro-Fino ater- rorizar os ratos e ir embora. Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção pode não compreendeu o reflexo das atitudes do gato. Item 2. Resposta comentada: Professor, o texto-suporte é o mesmo do item an- terior. Este item apresenta nível de dificuldade FÁCIL, uma vez que o comando solicita que o es- tudante identifique o local onde os fatos ocorrem, isto é, reconheça que toda a trama que ensejou a assembleia se desenvolve na rataria da casa velha. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção pode ter considerado o fato de que os gatos andam no telhado das casas. Alternativa C) O estudante que assinalou essa opção pode ter entendido que o gato conseguiu alcançar os ratos dentro das tocas. Alternativa D) O estudante assinalou essa opção pode ter considerado que o gato Faro-Fino andava aos mios pelo telhado fazendo sonetos à Lua. 65 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR 33 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 8 Narração: identifi cação de confl ito gerador e outros elementos Leia o texto 1 e responda aos itens 1, 2, 3, 4 e 5. Texto 1 A assembleia dos ratos Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal destroço na rataria de uma casa velha que os so- breviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam a ponto de morrer de fome. Tornando-se muito sério o caso, resolveram reunir-se em assembleia para o estudo da questão. Aguardaram para isso certa noite em que Faro-Fino andava aos miados pelo telhado, fazendo sonetos à Lua. — Acho – disse um deles – que o meio de nos defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo ao pescoço. Assim que ele se aproxima, o guizo o denuncia e pomos-nos ao fresco a tempo. Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra um rato casmurro, que pediu a palavra e disse: — Está tudo muito direito. Mas quem vai amar- rar o guizo no pescoço de Faro-Fino? Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se no meio de uma consternação geral. Fonte: LOBATO, M. Livro das virtudes – William J. Bennett – Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 308. Disponível em: https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_ saeb/menu_do_professor/exemplos_de_questoes/9ano_SITE_ LP.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022. Você sabia? A fábula é uma história curta que traz situações do dia a dia vivenciadas por animais com características huma- nas (antropomórfico1) e transmitem a ideia em linguagem simples, apresentando no fim uma moral da história. 1 Item 1. De acordo com o texto, a personagem Faro-Fino é um gato A) pacífi co. B) agitado. C) medroso. D) amável. Item 2. De acordo com o texto, onde Faro-Fino deu de fazer o tal destroço? A) Na casa velha. B) No telhado. C) Nas tocas. D) Na lua. 1 Antropomórfi co adj. 1 que apresenta semelhança de forma com o homem; antropomorfo 2 relativo a antropomorfi a, a antropomorfos ou a antropomorfi smo 3 descrito ou concebido em forma humana ou com atributos humanos. Fonte: Dicioná- rio Michaelis. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/pa- lavra/QKay/antropom%C3%B3rfi co/. Acesso em: 18 nov. 2022. ! CA D ER N O D O E ST U D AN TE 66LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR 34LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 3. No texto, a frase: “— Está tudo muito di- reito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino?”, foi dita pelo rato A) casmurro. B) sobrevivente. C) que deu a ideia. D) que não sabia dar nó. Item 4. Qual era o problema enfrentado pelos ratos? A) A falta de alimentos. B) A hostilidade de um gato. C) A falta de coragem. D) Os miados de Faro-Fino no telhado. Item 5. O que propôs um dos ratos para se defen- der do gato? A) Caçá-lo. B) Rezar para a Lua. C) Escapar das tocas. D) Atar um guizo em seu pescoço. CA D ER N O D O E ST U D AN TE Item 3. Resposta comentada: Professor, o texto-suporte é o mesmo do item ante- rior. Este item apresenta nível de dificuldade MÉDIO, uma vez que o comando solicita que o estudante iden- tifique, dentre as falas das personagens, aquela que evidencia a tensão no texto. E, para isso, é preciso re- alizar uma leitura mais detalhada para reconhecer as falas das personagens da história e compreender a se- quência dos fatos que convergem para essa situação. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que, para conseguir colo- car o guizo, tem de ser um rato forte. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que, para conseguir colo- car o guizo, tem de ser um rato inteligente. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que, para conseguir colo- car o guizo, tem de ser um rato astuto. 67 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de identi- ficar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa. Nesse caso, o estudan- te terá de realizar a leitura do texto aplicando es- tratégias que o levem a reconhecer que o problema enfrentado pelos ratos era a hostilidade de um gato chamado Faro-Fino e que estava destruindo a rata- ria de uma casa velha. A assembleia foi criada para discutir uma solução para defesa contra o gato, mas nenhum dos ratos tinha coragem suficiente para amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino. Portanto, a alternativa correta é a B Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa A) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que os ratos estavam enfren- tando problemas de falta de alimentos como conse- quência da destruição da rataria por Faro-Fino, não compreendendo os efeitos de sentido globais do texto. Alternativa C) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que nenhum dos ratos tinha coragem suficiente para enfrentar Faro-Fino, sendo por isso que eles se reuniram em assembleia para discutir um plano de defesa, não compreendendo os efeitos de sentido globais do texto. Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção pode ter pensado que os ratos estavam enfrentando um problema relacionado aos miados de Faro-Fino no telhado que afetavam o ambiente deles, não compre- endendo os efeitos de sentido globais do texto. Item 5. Resposta comentada: Professor, o texto-suporte é o mesmo do item an- terior e sobre a mesma habilidade. O estudante terá de aplicar estratégias de leitura que o levem a identificar o que propôs um dos ratos para se defender do gato. Segundo o texto, o rato propôs atar um guizo no pescoço do gato para que, ao se aproximar, o guizo o denunciasse e, assim, eles po- deriam se salvar a tempo. A ideia do rato foi aco- lhida por todos com entusiasmo, mas a assembleia foi dissolvida no meio de uma consternação geral quando perceberam que ninguém tinha coragem para atar um guizo no gato. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa opção pode ter pensado queSolé, descritas no quadro a seguir, as quais são flexíveis e adaptáveis aos diversos contextos de produção e circulação dos textos a serem lidos, assim como às condi- ções de aplicabilidade. A leitura para a compreensão: estratégias segundo Isabel Solé Antes Durante Depois Ativação de conhecimentos prévios: • Conhecimento acerca do autor, do gênero textual, das esferas de produ- ção e circulação; • Incentivo à formulação de hipóteses acerca do texto; • Incentivo aos estudantes para expo- rem o que já sabem; Motivação: • Evidenciar os objetivos da leitura; • Atualizar os conhecimentos prévios; • Ajudar a formular hipóteses; • Incentivar a formulação de perguntas; • Antecipar o tema; • Explorar elementos paratextuais, como título, subtítulo, imagens etc. • Exposição de expectativas acerca do que está sendo lido; • Elaboração de perguntas que podem ser feitas durante a leitura; • Formulação de previsões; • Checagem de hipóteses elaboradas antes da leitura (confirmação ou re- futação); • Identificação de pistas que mostram a posição do autor ou novas informa- ções associadas aos conhecimentos prévios; • Elaboração de hipóteses quanto às dúvidas surgidas durante a leitura. • Elaboração de resumo; • Formulação de respostas para as perguntas elaboradas anteriormente; • Discussão acerca do caminho per- corrido desde o momento anterior à leitura. Fonte: SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. A partir dessas considerações, professor, você poderá retomar tais estratégias durante a aplicação de cada aula deste material didático, acrescentando outras que julgar pertinentes e adequadas aos níveis de desempenho de cada turma e cada estudante, de modo a atendê-los em suas necessidades e proporcionar- -lhes aprendizagens significativas. Para ampliar as possibilidades de aprendizagem, de modo a consolidar os conhecimentos indicados nos descritores e habilidades que fundamentam cada aula, apresentamos os desafios, com a finalidade de levar os estudantes, ainda, à extrapolação, por meio da indicação de metodologias ativas, destacando atividades de pesquisa, de investigação e de exercício do protagonismo. Nesse momento, as habilidades socioemocio- nais também se colocam em evidência, tendo em vista que são propostas atividades em grupos colabora- tivos, nos quais os estudantes aprendem uns com os outros e se ajudam mutuamente. Esse é, também, o momento de facilitar o contato dos estudantes com recursos digitais, visando ao letramento digital. Diante do exposto, espera-se que, a partir da utilização deste recurso didático, alinhado a outras fer- ramentas importantes para promover a aprendizagem, os estudantes alcancem resultados significativos quanto à ampliação e à potencialização da proficiência leitora, sendo capazes de apreender o texto como construção de conhecimento em diferentes níveis de compreensão, análise e interpretação. Nesse contexto, espera-se, ainda, que eles sejam capazes de usar a língua para promover a interação em diferentes gêneros textuais, em diversas situações de comunicação. Assim, os estudantes terão mais oportunidades de avançar também em outros componentes curriculares, uma vez que a leitura é a base para a apreensão de conheci- mentos essenciais ao avanço no percurso formativo em todas as áreas. Estas são as descrições de aprendizagem indicadas para os estudantes ao final de cada ano/série: 5º ano/anos iniciais do Ensino Fundamental Ao final do 5º ano, os estudantes possuem autonomia na leitura, compreensão e produção de textos orais, escritos e multimodais, dos diferentes campos de atuação. Especialmente dos textos que são veiculados em ambientes digitais, os quais possibilitam a ampliação das suas capacidades de letramento. Entre esses textos, estão as receitas e instruções, do campo da vida cotidiana; as notícias e reportagens, do campo de vida pública; os verbetes de dicionário, do campo das práticas de estudo e pesquisa. Também aprofundam suas prá- ticas de linguagem em torno dos textos argumentativos, diferenciando fato de opinião e elaborando argumentos coerentes com a opinião defendida. Leem e compreendem textos cujo sentido é implícito e, muitas vezes, atravessado pela ironia. Ainda nessa dimensão da linguagem, avaliam um mesmo fato veiculado em diferentes mídias e refletem acerca da veracidade e da qualidade das informações. No campo artístico literário, desenvolvem ha- bilidades mais complexas de leitura, construindo sentidos em cyberpoemas e minicontos, reconhecendo as especificidades desses gêneros discursivos. Fonte: Avalia e aprende, 2022.2 9º ano/anos finais do Ensino Fundamental Ao final do 9° ano, o estudante é capaz de mobilizar as diferentes práticas de linguagem, considerando os contextos estabelecidos pelos campos de atuação social de forma autô- noma. Assim, no campo Jornalístico-midiático, o estudante é capaz de ler, compreender e produzir diferentes gêneros dessa esfera discursiva, incluindo textos mais complexos, como editoriais e artigos de opinião, além de reconhecer os interesses que movem esse campo e utilizar as ferramentas de curadoria da informação para analisar o fenômeno de disseminação de notícias falsas (fake news). No campo da Atuação na Vida Pública, o es- tudante mobiliza estratégias de leitura e produção escrita e oral para analisar e produzir textos reivindicatórios e propositivos, como cartas-abertas, petições on-line e abaixo-assi- nados, para resolver problemas que afetem a comunidade escolar. Nesse sentido, o campo das Práticas de Estudo e Pesquisa possibilita que o estudante desenvolva estratégias de divulgar o conhecimento por meio de gêneros textuais multimodais e multissemióticos, como os vlogs científicos. Por fim, no campo Artístico-literário, o estudante é capaz de ler e produzir textos narrativos mais complexos, como crônicas líricas, visuais e minicontos e parodiar textos poéticos de forma proficiente, utilizando os recursos linguísticos, sonoros e visuais adequados ao contexto. Fonte: Avalia e aprende, 2022.3 3ª série/Ensino Médio Espera-se que, ao final da 3ª série do Ensino Médio, na área de Linguagens e suas Tecnolo- gias, os estudantes tenham consolidado a ampliação da autonomia, do protagonismo e da autoria nas práticas de diferentes linguagens; na identificação e na crítica aos diferentes usos das linguagens, explicitando seu poder no estabelecimento de relações; na apreciação e na participação em diversas manifestações artísticas e culturais e no uso criativo das diversas mídias. Fonte: BNCC, 2018.4 Nessa perspectiva, agradecemos a todos que apoiaram e facilitaram a aprendizagem. Desejamos que este material atue como suporte de outros para reduzir desigualdades de aprendizagem e ampliar o desen- volvimento dos estudantes, garantindo-lhes o direito à aquisição de conhecimentos essenciais. Dessa forma, eles poderão prosseguir em seus percursos formativos com qualidade, exercendo sua cidadania com êxito. 2 3 4 2 Fonte: INSTITUTO REÚNA. Avalia e aprende. 2022. Disponível em: https://www.institutoreuna.org.br/avalia-e-aprende. Acesso em: 30 mar. 2023. 3 Fonte: INSTITUTO REÚNA. Avalia e aprende. 2022. Disponível em: https://www.institutoreuna.org.br/avalia-e-aprende. Acesso em: 30 mar. 2023. 4 Fonte: BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Base Nacional Comum Curricular: educar é a base. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase. Acesso em: 30 mar. 2023. 7 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 1 Informação explícita Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular - BNCC indicadas a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhe- cimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens. Item Descritor da Matriz do Saeb Habilidade BNCC 1 a 5caçar o gato seria uma forma de se defender dele, já que o gato estava atacando a rataria da casa velha. Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção pode ter pensado que rezar para a Lua poderia ser uma forma de se defender do gato, pois o gato es- tava a fazer sonetos para a lua. Alternativa C) O estudante que assinalou essa opção pode ter pensado que escapar das tocas seria uma forma de se defender do gato, já que os ratos esta- vam sem ânimo de sair das tocas. 68LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, nesse momento, é importante incentivar os estudantes para que realizem os desafios para fortalecimento da habilidade proposta. Professor, a atividade de produção escrita permite um olhar abrangente em relação à forma como os estu- dantes aplicarão conhecimentos essenciais, trabalhados nesta aula, além de outros, como o conhecimento de mundo e o repertório cultural e linguístico. Assim, vale a pena motivá-los a produzir bons textos. Sugestões de práticas/ metodologias diferenciadas ANOTAÇÕES 3535 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de praticar! Estudante, atente-se à importância de estabe- lecer a progressão textual de forma coerente, evitando redundâncias. Você tem dois desafi os para desenvolver e, em seguida, socializar com o professor e os colegas. Desafi o 1 Pesquisar em livros impressos ou on-line outros textos narrativos que trazem histórias tradicio- nais fi ctícias em contos ou fábulas. Selecionar um desses textos e ler com atenção, identifi cando as personagens, o espaço, o tempo, o enredo e o nar- rador. Esse texto será a referência para a próxima atividade. Para tanto, nesse momento, é preciso pensar no planejamento para realizar a releitura desse texto proposta no desafi o 2. Desafi o 2 Produzir o seu texto a partir da releitura do tex- to pesquisado. A sugestão é que você mantenha a mesma estrutura do anterior e traga à sua história outros fatos ou acontecimentos para permitir che- gar a outro fi nal/desfecho. É importante que no texto estejam bem apresentados as personagens, o espaço, o tempo, o enredo e o narrador. Lembre-se de colocar o título na sua história. Finalizada a sua produção e sob as orientações do seu professor, faça a leitura cruzada dos textos, o que signifi ca trocar textos com outros colegas para que outro possa ler o seu e você o do seu colega. Assim, os textos poderão receber contribuições, tornando-se mais rica a produção textual. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Identifi car o confl ito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR 69 LÍNGUA PORTUGUESA Aula 9 Inferência de palavra ou expressão Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz do Saeb, alinhado à habilidade da BNCC, tendo em vista os objetivos de aprendizagem e as estratégias a serem utilizadas para que o estudante seja capaz de inferir o sentido de uma palavra ou expressão, em textos de diferentes gêneros, analisando os significados de acordo com o contexto de uso, bem como a relação de sentido produzido. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou ex- pressão. (EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou ex- pressões desconhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do texto. O descritor inferir o sentido de uma palavra ou expressão faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/ Procedimentos de Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar, referente ao componente curricular Língua Portu- guesa, da Matriz Referência do Saeb. Para que o estudante desenvolva esse descritor, devem ser observados os marcos de desenvolvimento, os quais, em Língua Portuguesa, são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o progresso do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D3 tem como marco de desenvolvimento a compreensão de textos, por meio das es- tratégias de leitura, de modo que o estudante possa inferir os efeitos de sentido de um vocábulo ou expressão, explicando o uso de acordo com o contexto e intencionalidades, considerando as informações explícitas ou implícitas, a fim de se chegar a conclusões a partir dessas informações. Para esta aula, são propostos cinco itens relacionados ao descritor da Matriz do Saeb. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Então, professor, reforce com os estudantes essa necessidade e propicie o momento para essa leitura, de modo a oportunizar uma boa compreensão. Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que as narrativas literárias infantis têm um caráter ficcional e são cons- truídas a partir da combinação da realidade e fantasia. As obras de Monteiro Lobato não são diferentes. São textos repletos de animais e objetos antropomórficos, que falam e se comportam como seres huma- nos, estimulando a imaginação e a criatividade dos leitores. Para esta aula, propomos a leitura do Capítulo VIII, Acampamento dos Verbos, da obra literária Emília no país da Gramática (LOBATO, M. Emília no país da gramática. São Paulo: Editora Globo, 2009), uma incursão na história gramatical. Trata-se de uma narrativa, com características muito próximas do conto de ação, em que nos apresenta a viagem das personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo ao universo da gramática, compostas por seres e fenômenos da ordem gramatical em versão antropomórfica. 70LÍNGUA PORTUGUESA AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, para responder a esse item, é necessário que o estudante desenvolva a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão. Nesse sen- tido, o texto que dá suporte ao item é o narrativo com características muito próximas do conto de ação. O texto apresenta uma linguagem peculiar ao gênero, com uma sequência das ações desenvol- vidas pelas personagens no tempo e espaço marca- dos. Esse item é considerado FÁCIL, tendo em vista que o estudante, para responder ao comando, terá de reconhecer, no texto, o contexto em que a situ- ação ocorreu, a fim de perceber o sentido assegu- rado à frase, por meio da forma verbal enunciativa “perguntou”. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção, possivelmente, não reconheceu que se trata de uma pergunta, enunciada pela forma verbal “perguntou” e, também, com a presença sinal de pontuação, interrogação, utilizado para marcar a entonação nos casos de questionamentos. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que a intenção das perso- nagens era de adentrar ao acampamento, uma vez que precisariam saber ou descobrir o que havia de fato lá dentro. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter compreendido que as personagens não tinham autorização de acesso ao acampamento, por isso, surgiu o questionamento. Item 2. Resposta comentada: Professor, para responder a esse item, é necessário que o estudante desenvolva a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão. Esse item é considerado MÉDIO, uma vez que o estudante, para responder ao que se pede, terá de reconhe- cer o contexto de fala da personagem, de modo compreender que o termo empregado foi utilizado para expressar um pensamento conclusivo frente à situação apresentada anteriormente.Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção pode ter analisado somente a estrutura da frase, atendo-se aos sinais de pontuação. Isso demonstra que o estudante não reconheceu a função sintáti- ca do termo indicado, o que indica a conclusão de uma ideia anterior. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter analisado o termo de forma prelimi- nar, considerando um dos sentidos da conjunção “pois” – no caso, o sentido de explicação, não se atentando para o sentido de conclusão, tendo vista que esse termo finaliza a ideia relacionada à ante- rior. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter compreendido que o termo foi em- pregado para trazer a ideia de que os “Verbos se cansam” em virtude das várias formas com que se apresentam no texto. Item 3. Resposta comentada: Professor, para responder a esse item, é necessário que o estudante desenvolva a habilidade de infe- rir o sentido de uma palavra ou expressão. Esse item é considerado MÉDIO, tendo em vista que o estudante, para responder ao que se pede, terá de compreender, no texto, o contexto em que a situa- ção ocorre, a fim de reconhecer o sentido assegura- do à frase, por meio do verbo enunciativo. A ideia de desagrado é destacada ainda mais pelo uso da palavra “até”, que sugere que o rinoceronte não esperava que os verbos mudassem tanto. O uso da palavra “senhores” é também um indicativo de que o rinoceronte está expressando um sentimento de desagrado, uma vez que é um termo de respeito. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Médio. AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR 71 LÍNGUA PORTUGUESA 37 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 9 Inferência de palavra ou expressão Leia o texto 1 e responda aos itens de 1 a 5. Texto 1 Capítulo VIII No acampamento dos Verbos — Agora iremos visitar o Campo de Marte onde vivem acampados os VERBOS, uma espécie muito curiosa de palavras. Depois dos Substantivos, são os Verbos as palavras mais importantes da língua. Só com um Nome e um Verbo já podem os homens exprimir uma ideia. Eles formam a classe militar da cidade. — Mas que é um Verbo, afi nal de contas? — per- guntou Pedrinho. — Verbo é uma palavra que muda muito de for- ma e serve para indicar o que os Substantivos fa- zem. A maior parte dos Verbos assume sessenta e oito formas diferentes. — Nesse caso, são os camaleões da língua — ob- servou Emília. — Dona Benta diz que o camaleão está sempre mudando de cor. Sessenta e oito formas diferen- tes! Isso até chega a ser desaforo. Os Nomes e Ad- jetivos só mudam seis vezes, para fazer o Gênero, o Número e o Grau. — Pois os senhores Verbos até cansam a gente de tanto mudar — disse o rinoceronte. — São palavras políticas, que se ajeitam a todas as situações da vida. Moram aqui em quatro gran- des acampamentos, ou campos de CONJUGAÇÃO. Os quatro acampamentos ocupavam todo o Campo de Marte. Cada um trazia letreiro na en- trada. Emília leu o letreiro mais próximo — Acam- pamento dos Verbos da PRIMEIRA CONJUGAÇÃO. Em letras menores vinha um aviso: “Só é permitida a entrada aos Verbos de Infi nitivo terminados em Ar”. — Que quer dizer infi nitivo? — indagou Narizi- nho. — É uma das sessenta e oito formas diferentes dos Verbos, e a que dá nome a toda a tribo. [...] Fonte: LOBATO, M. Emília no país da gramática. Ilustrações de Osnei e Hector Gomez. São Paulo: Editora Globo, 2009. Item 1. No trecho “Mas que é um verbo, afi nal de contas? — perguntou Pedrinho”, a forma verbal destacada indica um(a) A) afi rmação. B) investigação. C) autorização. D) questionamento. Item 2. Nesse trecho “— Pois os senhores Verbos até cansam a gente de tanto mudar”, o termo des- tacado indica A) conclusão. B) afi rmação. C) explicação. D) argumento. Item 3. A forma verbal destacada no trecho “— Pois os senhores Verbos até cansam a gente de tanto mudar — disse o rinoceronte” pode ser com- preendida como sendo um A) desabafo. B) desagrado. C) desespero. D) desinteresse CA D ER N O D O E ST U D AN TE Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter compreendido que o rinoceronte ficou descontente diante do fato apresentado, tendo em vista que os verbos mudam muito, possuem dife- rentes formas, e, assim, feito um desabafo. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter compreendido que, diante de tantas explicações, o rinoceronte não conseguiria apren- der sobre os verbos e suas várias formas de apre- sentação, gerando desespero. Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção pode ter compreendido que o rinoceronte teria desistido de aprender sobre os verbos, consi- derando suas formas distintas, o que teria gerado desinteresse. AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR72LÍNGUA PORTUGUESA 38LÍNGUA PORTUGUESA AULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 4. No trecho “— Nesse caso, são os camaleões da língua — observou Emília”, a expressão destaca- da tem sentido de A) comparação. B) exposição. C) apresentação. D) suposição. Item 5. No trecho “Que quer dizer infi nitivo? — in- dagou Narizinho” a palavra destacada indica A) uma afi rmação. B) um questionamento. C) uma solicitação. D) uma explicação. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 73 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, para responder a esse item, é necessário que o estudante desenvolva a habilidade de infe- rir o sentido de uma palavra ou expressão. Esse item é considerado de nível DIFÍCIL, tendo em vista que o estudante, para responder ao comando, terá que realizar processos cognitivos mais elaborados, de modo a compreender, no texto, as informações relacionadas à comparação implícita (metafórica) apresentada pela personagem Emília. Ela compara os verbos aos camaleões devido à capacidade de eles, os verbos, também se adaptarem a diversas situações. Assim como os camaleões mudam de cor para se camuflar e se adaptar ao meio ambiente, os verbos também assumem diferentes formas para se adequar às frases e expressar o que os substan- tivos fazem. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que a personagem estaria expondo informações acerca dos verbos e suas vá- rias formas de apresentação às pessoas ao seu re- dor, já que Emília estava explicando ao grupo que os verbos podem assumir sessenta e oito formas diferentes, não reconhecendo que a ela faz uma comparação. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que a personagem estava, talvez, fazendo uma apresentação de conceitos, uma vez que é característica da personagem, Emí- lia, querer saber de tudo. Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção pode ter compreendido que Emília estava fazendo uma suposição, considerando os conheci- mentos e informações que ela tinha em relação aos camaleões. Item 5. Resposta comentada: Professor, para responder a esse item, é necessário que o estudante desenvolva a habilidade de inferir o sentido de uma palavra ou expressão. Esse item é considerado FÁCIL, uma vez que o estudante, para responder ao que se pede, terá de realizar uma leitura simples, de modo a perceber que a expressão “indagou”, nesse contexto, indica que a personagem, Narizinho, fez o questionamento e tinha a pretensão de obter informações acerca da lógica do aviso constante no letreiro. A expressão destacada indica que Narizinho está questionando sobre o significado do aviso que está presente no letreiro, ou seja, apenas os verbos de infinitivo ter- minados em “ar” são permitidos no acampamento. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que, pelo fato de a pala- vra “indagou” aparecer depois do pontode interro- gação, poderia representar uma possível resposta, uma afirmação. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado, de forma equivocada, que a palavra destacada significa solicitar, nesse caso, um esclarecimento acerca do significado de “infinitivo”. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado que a palavra “indagou” tenha sido utilizada como forma de apresentar explicações acerca da dúvida de Narizinho, não reconhecendo o sentido real do termo empregado, nesse trecho. ANOTAÇÕES 74 AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR 75 LÍNGUA PORTUGUESA Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, neste momento, é importante incenti- var o estudante a realizar os desafios para forta- lecimento da habilidade proposta. Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura’’. Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para aprender. Quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo e coloca em funcionamento uma série de estraté- gias cuja função é assegurar esse objetivo” (SOLÉ1, 1998, p. 46). 1 SOLÉ, I. Estratégias de Leitura. 6.ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. ANOTAÇÕES 3939 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilidade que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, depois, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou revistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 Em duplas, pesquisem outros textos narrativos que sejam constituídos por diálogos (poderá ser fábula ou contos populares). Após a leitura e compreensão do texto, escolham um trecho em que contenha o discurso direto, isto é, aquele que é introduzido pelo sinal de travessão e que traz a fala direta da per- sonagem. Desafi o 2 Registre o trecho escolhido no lado esquerdo do quadro e, no lado direito, reescreva o trecho trans- formando-o em discurso indireto, em que o narrador enuncia a fala da personagem. Você poderá fazer substituições de palavras e/ou expressões desde que não alterem os sentidos empregados pelo autor. Lembrem-se de manter a fi dedignidade do texto e realizar os ajustes necessários, a fi m de garantir a coerência textual. Vamos lá? Discurso direto Discurso indireto CA D ER N O D O E ST U D AN TE AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR76LÍNGUA PORTUGUESA ANOTAÇÕES 4040LÍNGUA PORTUGUESA AULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Inferir o sentido de uma palavra ou expressão? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? ANOTAÇÕES CA D ER N O D O E ST U D AN TE AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR 77 LÍNGUA PORTUGUESA Aula 10 Linguagem não-verbal: interpretação com material gráfico Professor, esta aula foi construída, a partir do descritor da Matriz do Saeb e da habilidade da BNCC indi- cados a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens, de modo que seja capaz de interpretar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D5 - Interpretar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). (EF05LP20) Analisar a validade e força de argumentos em argumentações sobre produtos de mídia para público infantil (filmes, desenhos animados, HQs, games etc.), com base em conhecimentos acerca destes. O descritor interpretar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.) faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/Implicações do Suporte, do gênero e/ou do enunciador na compreensão do texto e do Eixo Cognitivo Reconhecer, referente ao componente curricular Língua Portuguesa, da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante o desenvolva, é importante ob- servar os marcos de desenvolvimento necessários, os quais, em Língua Portuguesa, são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o progresso do estudante ao longo da Educação Básica, de- marcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essen- ciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D5 tem como marcos de desenvolvimento a compreensão de textos, por meio das estra- tégias de leitura, de modo que o estudante possa compreender a validade e a força de recursos linguísti- cos e semióticos em processos argumentativos criados em gêneros textuais verbais ou multissemióticos. Para esta aula, são propostos cinco itens relacionados ao descritor proposto. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Então, professor, reforce com os estudantes essa necessidade e propicie o momento para essa leitura, de modo a oportunizar uma boa compreensão. Professor, é importante lembrar que a persuasão é uma estratégia de comunicação, presente nos textos verbais e multimodais, que visa a convencer o leitor (público-alvo) a adotar determinado comportamento ou aquisição de produtos ou serviços. São empregados recursos linguísticos ou simbólicos para induzir alguém a aceitar uma ideia, uma atitude, ou realizar uma ação. Em relação ao texto multimodal, Dionísio (2007)1 o define como um processo de construção textual, ancorado na mobilização de distintos modos de representação, assim como, “palavras e gestos, palavras e entonações, palavras e imagens, palavras e tipografia, palavras e sorrisos, palavras e animações etc.”. 1 DIONISIO, A. P. Multimodalidade discursiva na atividade oral e escrita (atividades). In: MARCUSCHI, L. A.; DIONISIO, A. P. (orgs.). Fala e Escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. 78LÍNGUA PORTUGUESA AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inter- pretar textos com auxílio de material gráfico di- versos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). O texto que dá suporte é do gênero textual cartaz (campanha publicitária), que apresenta uma orga- nização estética, constituída de recursos persuasi- vos, envolvendo aspectos linguísticos e semióticos com o objetivo de informar e transmitir uma men- sagem. Espera-se que os estudantes reconheçam o efeito de sentido gerado, no texto, pela imagem de felicidade dos cães. Esse item é considerado de nível de dificuldade FÁCIL, uma vez que o comando pede que o estudante reconheça a representati- vidade da imagem presente no texto, comumente veiculada por meio das campanhas nacionais, vol- tadas à conscientização acerca da vacinação dos animais domésticos. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado a situação de quando os pets são adotados. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que os animais domésticos ficam felizes perto dos donos. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter percebido o recurso gráfico que sim- boliza o coração ao lado dos cães. Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de analisar o uso de recursos de persuasão em textos verbais e/ou multimodais. Nesse caso, o texto suporte é o mesmo. Esse item é considerado de nível de difi- culdade FÁCIL, uma vez que o estudante precisará compreender o contexto de uso da forma verbal e o efeito de sentido produzido, com o intuito de persuadir o público a que se dirige. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível dedificuldade: Fácil. Distratores Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção reconheceu, somente, o sentido de “ordem” produzido pelo modo imperativo. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção reconheceu, somente, o sentido de “convite” produzido pelo modo imperativo. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção reconheceu, somente, o sentido que expressa “conselho” produzido pelo modo imperativo. Item 3. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de inter- pretar textos com auxílio de material gráfico di- versos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). Nes- se caso, o texto suporte é o mesmo. Esse item é considerado de nível de dificuldade MÉDIO, uma vez que o estudante precisará acionar outros co- nhecimentos para aplicar processos cognitivos di- ferentes e avaliar a aplicabilidade dos recursos linguísticos que compõem o texto 1 e reconhecer o efeito de sentido produzido, de modo a compre- ender os efeitos de sentido gerados pela palavra “raiva”, que, nesse caso, indica a doença, a partir de um trocadilho com o sentimento “raiva”, geran- do o efeito de que, se os cães não forem vacinados, poderão contrair a doença, chamada de “raiva” e, com isso, sentirão raiva. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado a situação em que os ani- mais não são vacinados. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter considerado a ideia de ira, sentimen- to que as pessoas sentem quando são provocadas. Alternativa D) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que, se os cães não forem vacinados, ficarão nervosos. AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR 79 LÍNGUA PORTUGUESA 41 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 10 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 10 Linguagem não- verbal: interpretação com material gráfi co Leia o texto 1 e responda aos itens de 1 a 3. Texto 1 Fonte: Aprender Sempre. Sexto ao nono ano: caderno do professor. São Paulo, 2021. vol. 2. p. 30. Disponível em: https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/. Acesso em: 31 nov. 2023. Item 1. A imagem dos cães felizes, presente no cartaz, expressa a ideia de a felicidade estar as- sociada à/ao A) doação. B) vacina. C) dono. D) amor. Item 2. Na frase “Não deixe seu grande amigo mor- rer de raiva”, a expressão destacada indica A) apelo. B) ordem. C) convite. D) conselho. Item 3. Na expressão “[...] morrer de raiva [...]” a palavra destacada se refere à(ao) A) condição. B) sentimento. C) doença. D) comportamento. CA D ER N O D O E ST U D AN TE AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR80LÍNGUA PORTUGUESA 42LÍNGUA PORTUGUESA AULA 10 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE L eia o texto 2 e responda aos itens 4 e 5. T exto 2 Fonte: BAHIA, F. Testemunho do Projétil que Matou Maiakóvski. Ilhéus, BA: Mondongo, 2016. Disponível em: https://www.instagram.com/poema. oncreto/?next=%2Fpoema.concreto%2F. Acesso em 21 jan 2023. Item 4. A composição visual do texto 2, em forma- to de espiral, está associada A) ao signifi cado real da palavra mentira. B) aos sentimentos provocados pela mentira. C) ao movimento forte do ar que forma o rede- moinho. D) aos elementos da natureza que constituem o redemoinho. Item 5. Os recursos gráfi cos e linguísticos que com- põem o texto 2 têm por objetivo A) evitar que as pessoas se aproximem dos rede- moinhos. B) desenvolver a consciência ambiental entre os leitores. C) incentivar pesquisas acerca dos movimentos at- mosféricos. D) conscientizar sobre a importância de sempre fa- lar a verdade. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 81 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de interpre- tar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.) Nesse caso, o texto suporte é do gênero textual poema, pela forma e estrutura, classificado como texto poético concreto, em que, geralmente, a comunicação se dá por meio de sua estrutura-conteúdo, sem a pre- sença do eu lírico, de expressão subjetiva. Tem por objetivo expressar algum sentimento, emoção ou pensamento. Esse item é considerado de nível de dificuldade MÉDIO, uma vez que o estudante, para responder ao comando, terá de relacionar outros conhecimentos, de modo a reconhecer o sentido ao qual o recurso gráfico foi associado, ou seja, ao redemoinho, visando a persuadir o público a que se dirige quanto aos efeitos ocasionados pela mentira. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode não ter percebido a associação estabele- cida entre os elementos linguísticos e gráficos para produzir sentido. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter estabelecido uma relação de sentido entre o formato do texto e as sensações geradas por um redemoinho. Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção se ateve aos aspectos relativos ao fenô- meno natural. Item 5. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de interpre- tar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). Nesse caso, o texto suporte é o mesmo. Esse item é considera- do de nível de dificuldade DIFÍCIL, uma vez que o estudante precisará acionar vários conhecimentos e realizar processos cognitivos diferentes para ava- liar os efeitos produzidos pelos recursos gráficos e linguísticos que compõem o texto, com o objetivo de compreender a mensagem expressa, a qual tem o intuito de persuadir o público-alvo quanto à ideia de que a mentira tem efeitos parecidos aos de um redemoinho. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa A) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter entendido que o propósito era evitar possíveis acidentes em decorrência do fenômeno. Alternativa B) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter feito a leitura de outros sentidos rela- tivos ao fenômeno natural. Alternativa C) O estudante que assinalou essa op- ção pode ter estabelecido outras associações, con- siderando os conhecimentos prévios relativos ao fenômeno natural. ANOTAÇÕES 82 AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR 83 LÍNGUA PORTUGUESA Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, neste momento, é importante incentivar os estudantes para que realizem os desafios para fortalecimento da habilidade proposta. Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura’’. Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para aprender. Quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo e coloca em funcionamento uma série de estratégias cuja função é assegurar esse objetivo” (SOLÉ, 1998, p.46)2. 2 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. ANOTAÇÕES 4343 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 10 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE H o ra de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilidade, que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, depois, sociali- zar com o professor e os colegas. Você poderá reali- zar pesquisas em livros, jornais ou revistas impressas ou virtuais ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 Organizem-se em pequenos grupos (3 a 4 integran- tes) e realizem uma pesquisa acerca das campanhas nacionais, voltadas à vacinação de animais domésti- cos (pets), promovidas por ONGs, Ministério da Saú- de ou Departamento de Vigilância Sanitária do mu- nicípio/cidade onde moram. Observem a estrutura composicional dos cartazes que vocês encontraram, especialmente os aspectos relacionados à linguagem (verbal e não verbal) e recursos gráfi cos empregados para persuadir o público a que se destinam. Estudantes, não se esqueça de que o gênero textu- al cartaz é marcado, especialmente, pela presença das funções de linguagem informativae apelativa. Desafi o 2 Ainda, em grupo, e sob a orientação do professor, preparem-se para a construção de cartazes para di- vulgar informações acerca da importância de todas as pessoas vacinarem seus pets (animais domésti- cos), sempre que houver as campanhas ou quan- do for necessário, com o objetivo de conscientizar toda a comunidade escolar. Lembrem-se de que o intuito desse tipo de texto é convencer o público a que se destina. Para tanto, vocês poderão utilizar materiais como papel-pluma, cartolina, até folhas de papel sulfi te (coladas juntas), canetas colori- das, cola, tesoura. Caso seja viável, vocês poderão fazer o cartaz utilizando ferramentas digitais como o Canva, por exemplo. É um recurso on-line e gra- tuito. Lembrem-se de: ● escolher os recursos; ● planejar, criar e revisar o texto da mensagem; ● selecionar imagens (que sejam pertinentes e adequadas à proposta do trabalho). Após a construção dos cartazes, com a orientação do seu professor, escolham o momento para apre- sentar a todos o trabalho fi nal, seja físico (exposi- ção em murais) ou digital (divulgação por meio das mídias sociais). Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Interpretar textos com auxílio de material gráfi co diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.)? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE ANOTAÇÕES 84 ANOTAÇÕES 85 ANOTAÇÕES 86 ANOTAÇÕES 87 GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Governador: Eduardo Leite Vice-Governador: Gabriel Souza SECRETARIA DE EDUCAÇÃO Secretária: Raquel Teixeira Secretária Adjunta: Stefanie Eskereski Subsecretário de Desenvolvimento da Educação: Marcelo Jeronimo R. Araújo Ana Paula Moraes dos Passos Cristiane Rui Dias Marques Daniela Zenatto Jornada Luana Müller de Mello Márcia Travi Dornelles ASSESSORIA TÉCNICA E ORTOGRÁFICA Rossana Ramos de Aguiar CHEFIA DE DIVISÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL E ENSINO FUNDAMENTAL Kátia Luciane Souza da Rocha CHEFIA DE DIVISÃO DE ENSINO MÉDIO Daniela Zenatto Jornada CHEFIA DE DIVISÃO DE PLANEJAMENTO E ANÁLISE DE AVALIAÇÕES EDUCACIONAIS Sherol dos Santos DIRETORIA DO DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA Salete Dossa Albuquerque DIRETORIA DO DEPARTAMENTO DE AVALIAÇÃO EDUCACIONAL Direitos desta edição foram cedidos pelo projeto “Minha Escola É Nota 10” para adaptação da SEDUC-RS. Abadia de Lourdes da Cunha Carvalho Eliel Constantino da Silva Elisa Rodrigues Alves Francisco de Oliveira Neto Maria Cicilia de Oliveira Melo Marilda de Oliveira Rodovalho Paula Apoliane de Pádua Soares Raph Gomes Vanuse Batista Pires Ribeiro AUTORES - MINHA ESCOLA É NOTA 10 2024 2024 Caderno do professor VOLUME 1 APRENDIZAGEM CONTÍNUA LÍNGUA PORTUGUESA 5º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL C aderno do professor 5º A N O D O EN SIN O FU N D A M EN TA L Língua PortuguesaD1 - Localizar informações explícitas em textos. (EF15LP03) Localizar informações explícitas em textos. O descritor localizar informações explícitas em textos faz parte do Eixo do Conhecimento Procedimento de Leitura e do Eixo Cognitivo Reconhecer da Área de Linguagens, referente ao componente curricular de Língua Portuguesa da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante desenvolva a habilidade proposta, é importante observar os marcos de desenvolvimento necessários para a apropriação da refe- rida habilidade. Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que tais conhecimentos possam ser validados, assegurando condições essenciais que permitam a esse estu- dante ampliar conceitos e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D1 tem como marcos de desenvolvimento a compreensão de textos de gêneros textuais diversos e a locali- zação de informações, que são encontradas de maneira clara e objetiva uma vez que são percebidas pela leitura sem a necessidade de deduções ou inferências por parte do leitor. Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens elaborados a partir dos gêneros textuais conto de fadas e reportagem a fim de que os estudantes, ao aplicarem procedimentos e estratégias de leitura, localizem informações explícitas nesses textos. 8LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de localizar informação explícita e é considerado FÁCIL. O tex- to que dá suporte ao item é do gênero textual con- to de fadas. Essa habilidade requer do estudante a localização de uma informação explícita no texto, percebida pela leitura simples e sem a necessidade de acionar outras habilidades cognitivas, como de- dução ou inferência. A informação está no primeiro parágrafo do texto. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que registrou essa op- ção não observou que a fonte é que ficava embaixo da frondosa tília. Alternativa B) O estudante que registrou essa op- ção não identificou a informação de que a frondosa tília ficava dentro da floresta. Alternativa D) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato de a bola ter caído na água. ANOTAÇÕES 9 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que o gênero textual reportagem pertence ao campo de atua- ção jornalístico-midiático e é caracterizado como um texto mais longo, com detalhes e informações principalmente relativos a dados, entrevistas, fa- tos e/ou acontecimentos. Já o conto de fadas é um gênero textual do campo de atuação artístico-lite- rário que traz na sua estrutura elementos básicos da narrativa essencialmente ficcionais. 5 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 1 Informação explícita Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de desenvolver a habilidade de localizar informa- ções explícitas no texto. Para isso, leia com muita atenção os textos e resolva os itens e os desafi os propostos. Essa habilidade está relacionada com a localização de uma informação solicitada e explí- cita no texto, isto é, uma informação percebida pela leitura sem a necessidade de deduções ou in- ferências. Tenha certeza de que compreendeu as palavras e identifi cou a informação solicitada. Caso tenha alguma dúvida, faça uso do dicionário im- presso ou on-line. Bons estudos! Você sabia? Para localizar uma informação explícita no texto, é es- sencial que você se atente ao que está posto pelo au- tor, de forma clara e objetiva, sem a necessidade de fazer a leitura nas entrelinhas. Se não compreender, volte e releia. E, ainda, se aparecer algum termo cujo significado não saiba, recorra ao dicionário e volte ao texto para uma nova leitura. Leia o texto 1 para responder aos itens 1 a 3. Texto 1 O príncipe-rã ou Henrique de Ferro Num tempo que já se foi, quando ainda aconte- ciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma porção de fi lhas, todas lindas. A mais nova, então, era linda demais. O próprio sol, embora a visse to- dos os dias, sempre se deslumbrava cada vez que iluminava o rosto dela. O castelo real fi cava ao lado de uma fl oresta sombria na qual, embaixo de uma frondosa tília, havia uma fonte. Em dias de muito calor, a fi lha mais nova do rei vinha sentar-se ali e, quando se aborrecia, brincava com sua bola de ouro, atirando-a para cima e apanhando-a com as mãos. Uma vez, brincando assim, a bola de ouro, jogada para o ar, não voltou para as mãos dela. Caiu na relva, rolou para a fonte e desapareceu nas suas águas profundas. “Adeus, minha bola de ouro!”, pensou a prince- sa. “Nunca mais vou ver você!” E começou a chorar alto. Então, uma voz perguntou: — Por que chora, a fi lha mais nova do rei? Suas lágrimas são capazes de derreter até uma pedra! A princesa olhou e viu a cabecinha de uma rã fora da água. — Foi você que falou, bichinho dos charcos? Es- tou chorando porque minha bola de ouro caiu na água e sumiu. — Fique tranquila e não chore mais. Eu vou bus- cá-la. Mas o que você me dará em troca? — Tudo o que você quiser, rãzinha querida. Meus vestidos, minhas joias, e até mesmo a coroa de ouro que estou usando. — Vestidos, joias e coroa de ouro de nada me servem. Mas, se você quiser gostar de mim, se me deixar ser sua amiga e companheira de brinquedos, se me deixar sentar ao seu lado à mesa, comer no seu prato de ouro, beber no seu copo, dormir na sua cama e me prometer tudo isso, mergulho ago- rinha mesmo e lhe trago a bola. — Claro! Se me trouxer a bola, prometo tudo isso! —Respondeu prontamente a princesa, pensan- do: “Mas que rãzinha boba! Ela que fi que na água com suas iguais! Imagine se vou ter uma rã por ami- ga!”. [...] Fonte: ABREU, A. R. et al. Alfabetização: Livro do aluno. Brasília: Fundoescola/SEF/MEC, 2000, v. 3, p. 128. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/ texto/me001614.pdf (p. 7-10). Acesso em: 7 out. 2022. Item 1. O castelo real fi cava ao lado de uma A) grande fonte. B) frondosa tília. C) fl oresta sombria. D) porção de água. ! CA D ER N O D O E ST U D AN TE 10LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR 6LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 2. O que caiu na relva, rolou para a fonte e desapareceu nas águas profundas? A) A rãzinha. B) A princesa. C) O castelo real. D) A bola de ouro. Item 3. Em troca do favor que fez à princesa, a rã pediu para A) ser amiga dela. B) usar os vestidos. C) fi car com as joias. D) fi car com a coroa de ouro. Leia o texto 2 para responder aos itens 4 e 5. Texto 2 Comunidades em Porto Alegre encontram na gestão alternativa uma forma de organização Economia solidária possibilita geração de trabalho e renda, além de um outro modo de produção e de organização social e cultural. Nas franjas de Porto Alegre, no extremo norte onde a cidade quase acaba, em meio às casas de uma vila do bairro Sarandi, se ergue uma pequena fábrica. Mas essa fábrica com 23 costureiras não tem patrão nem funcionários. Ao lado, fi ca um banco, que emite sua própria moeda, aceita nos comércios da comunidade. Um pequeno café no Câmpus Central da UFRGS, onde não há chefes e a comida é orgânica. Esses são exemplos de uma forma alternativa de gestão: a economia solidária. Mas, afi nal, como isso funciona? Nelsa Nespolo conta que sempre trabalhou como operária. Mas, em determinado momento, indignada com a forma de organização do trabalho em que o empregado está apenas “buscando a ren- da do mês”, decidiu trabalhar em casa. Essa nova experiência garantia mais liberdade, mas tinha suas difi culdades, como a falta de companheiras. [...] FLORES, Rodrigo. Economia solidária possibilita geração de trabalhoe renda, além de um outro modo de produção e de organização social e cultural. Disponível em: https://www. ufrgs.br/jornal/comunidades-em-porto-alegre-encontram-na- -gestao-alternativa-uma-forma-de-organizacao/. Acesso em: 4 jun. 2023. Item 4. O texto indica que a economia solidária em Porto Alegre é A) controlada por um conselho de administração. B) uma economia sem sistema monetário. C) sem patrões nem funcionários tradicionais. D) baseada exclusivamente em trabalhos manuais. Item 5. Segundo o texto, na economia solidária em Porto Alegre A) as decisões fi nais são centralizadas em um único líder. B) trabalho e renda são gerados de maneira coo- perativa. C) existe um sistema monetário próprio e distinto. D) a participação é exclusiva ao público feminino. CA D ER N O D O E ST U D AN TE Item 2. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de localizar informação explícita e é considerado FÁCIL. O texto que dá suporte ao item é o gênero textual conto de fadas. Essa habilidade requer do estudante a loca- lização de uma informação explícita no texto, uma informação percebida pela leitura simples e sem a necessidade de acionar outras habilidades cognitivas, como dedução ou inferência. A informação está logo no início do texto. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Fácil. 11 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR Distratores Alternativa A) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado a informação de a rã vi- ver na água. Alternativa B) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato de a princesa estar sempre próxima à fonte. Alternativa C) O estudante que registrou essa op- ção não se atentou ao fato de que foi um brinque- do que desapareceu. Item 3. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de localizar informação explícita e é considerado de nível de dificuldade MÉDIO. O texto que dá suporte ao item é o gênero textual conto de fadas. Essa habilidade requer do estudante a localização de informações explícitas no texto identificadas por meio da leitu- ra simples e sem a necessidade de acionar outras habilidades cognitivas, como dedução ou inferên- cia. A informação correspondente ao comando está explícita no sétimo parágrafo do texto. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado a ideia de que a rã queria recompensa material, no caso os vestidos. Alternativa C) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado a ideia de que a rã queria recompensa material, no caso as joias. Alternativa D) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado a ideia de que a rã queria recompensa material, no caso, a coroa de ouro. Item 4. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de localizar informação explícita no texto, característica asso- ciada a um nível de dificuldade MÉDIO. A reporta- gem fornece várias informações sobre a economia solidária em Porto Alegre, que são todas relevantes para a compreensão do conceito de gestão alterna- tiva apresentado. Especificamente, as informações que estão diretamente relacionadas ao coman- do são: a descrição da fábrica com 23 costureiras que não possui um patrão nem funcionários tradi- cionais, a existência de um banco que emite sua própria moeda, e a experiência da operária Nelsa Nespolo que, junto com outras colegas de profis- são, escolheu formar uma cooperativa em vez de continuar a trabalhar sozinha. Essas informações permitem ao leitor compreender a natureza não- -hierárquica e colaborativa da economia solidária, que é o cerne da pergunta proposta no enunciado do item. Portanto, para responder corretamente, o estudante precisa identificar e integrar essas várias partes do texto. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado que, na ausência de um patrão único, poderia haver um conselho de administração. Entretanto, o texto descreve a eco- nomia solidária como um sistema sem patrões nem funcionários tradicionais, sem mencionar a exis- tência de um conselho. Alternativa B) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado que uma economia alternativa, como a descrita no texto, não teria um sistema monetário próprio, convencional, não per- cebendo que o texto contradiz essa ideia ao men- cionar explicitamente que “Ao lado (da fábrica), fica um banco, que emite sua própria moeda”. Alternativa D) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado a trajetória inicial de Nelsa Nespolo, que começou a trabalhar sozinha. Contudo, a continuação do texto mostra que ela se junta a outras pessoas para formar uma coopera- tiva, demonstrando a dimensão de colaboração e cooperação da economia solidária em Porto Alegre, que vai além do trabalho manual individual. 12LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR Item 5. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a capacidade de o estu- dante interpretar informações explícitas no texto. O texto fornece várias informações sobre a econo- mia solidária em Porto Alegre, todas pertinentes para a compreensão do conceito de gestão alter- nativa apresentado. Essas informações que estão diretamente relacionadas ao comando do item in- cluem a descrição de uma fábrica sem patrões nem funcionários, a existência de um banco que emite sua própria moeda, e a experiência de Nelsa Nes- polo, que optou por uma forma de trabalho mais libertadora. Esses elementos retratam a economia solidária como um sistema de trabalho colaborati- vo, não hierárquico. Portanto, para responder cor- retamente ao item, o estudante precisa identificar e integrar essas partes do texto. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado a possibilidade de uma analogia com os modelos de negócios tradicio- nais que têm um líder ou um gerente. No entanto, o texto enfatiza a ausência de patrões e a natureza colaborativa dessa economia, contrariando a ideia de liderança centralizada. Alternativa C) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter compreendido a natureza distinta da economia solidária e considerado que essa dife- rença se estenderia também ao sistema monetá- rio. A menção do texto a um “banco que emite sua própria moeda” pode ter reforçado a ideia de um sistema monetário próprio, no entanto, essa infor- mação contradiz a afirmação de que na economia solidária não existe qualquer forma de moeda ou troca de valores. Alternativa D) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado o exemplo da “fá- brica com 23 costureiras”, interpretando que a economia solidária é voltada exclusivamente para mulheres. Essa inferência, no entanto, ignora que esse é apenas um exemplo e não representa a to- talidade da economia solidária, que se caracteriza por sua natureza inclusiva e colaborativa, não se limitando a um gênero específico. ANOTAÇÕES 13 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, neste momento, é importante incentivar o estudante a realizar os desafios para fortaleci- mento da habilidade proposta. ANOTAÇÕES 77 LÍNGUA PORTUGUESA Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida- de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em seguida, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou revistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, con- sultar outras fontes. Desafi o 1 Você poderá utilizar outros textos, tanto do campo de atuação artístico-literário quanto do jornalísti- co-midiático, que contemplam assuntos diversos. Registre em seu caderno e, em seguida, extraiaas principais informações que estão explícitas no tex- to. Desafi o 2 Com base no texto pesquisado, apresente a infor- mação que traz a ideia principal do texto como um todo. Explique como você a identifi cou. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Localizar informações explícitas em textos diversos? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE ANOTAÇÕES 14 15 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 2 Finalidade de textos Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Saeb e da habilidade da BNCC, tendo em vista os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que os estudantes sejam capazes de identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros textuais. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D9 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros textuais. (EF15LP16) Ler e compreender, em co- laboração com os colegas e com a ajuda do professor e, mais tarde, de maneira autônoma, textos narrativos de maior porte como contos (populares, de fadas, acumulativos, de assombração etc.) e crônicas. O descritor identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros textuais faz parte do Eixo do Co- nhecimento Leitura/Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compreensão do Texto e do Eixo Cognitivo Reconhecer, referentes ao Componente Curricular Língua Portuguesa da Matriz de Referência do Saeb. Para que o estudante o desenvolva, é importante observar os marcos de desenvolvi- mento, os quais, em Língua Portuguesa, são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento dele ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que determinadas habili- dades possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, identificar a finalidade de diferentes gêneros textuais tem como marcos de desenvolvimento a compreensão de textos e o reconhecimento da finalidade de gêneros textuais, que são “textos materializados no meio social, no cotidiano, e que apresentam carac- terísticas sociocomunicativas definidas por conteúdos, aspectos funcionais, estilo e composição peculiar” (MARCUSCHI, 2008)1. Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens elaborados a partir de gêneros textuais diversos para que os estudantes, durante a aplicação de procedimentos de leitura, reconheçam a finalidade dos textos em função do contexto de produção e circulação de cada um. 1 MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008 16LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR Item 1. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de reco- nhecer a finalidade de diferentes gêneros textuais. Nesse caso, o texto que dá suporte ao item é do gê- nero textual lenda, que apresenta uma linguagem peculiar ao gênero, uma sintaxe simples e predo- minância de períodos curtos e estruturas coorde- nadas. Esse item tem nível de dificuldade MÉDIO, uma vez que o estudante terá de reconhecer no texto elementos que caracterizam a lenda, como o evento indígena, os personagens mitológicos – a feiticeira do fundo das águas – e os elementos da cultura popular, fomentando o imaginário do leitor a partir de fatos relacionados à natureza, às flores- tas e aos rios. Geralmente, as lendas são transmiti- das oralmente e passadas de geração para geração, com o objetivo de contar histórias da tradição oral e frequentemente envolvendo personagens indíge- nas ou mitológicas. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante que marcou essa op- ção pode ter considerado o trecho Nhandé Iara não queria que eles fossem felizes, já que a lenda conta a história de dois jovens apaixonados, cuja felicidade foi interrompida por uma feiticeira com maus pensamentos. Alternativa C) O estudante que marcou essa opção, pode ter considerado que, pelo fato de o pajé ex- plicar a desaparição do guerreiro, a finalidade do texto seria essa, demonstrando que não compre- endeu o propósito comunicativo do gênero textual em questão. Alternativa D) O estudante que marcou essa op- ção pode ter considerado que, pelo fato de o texto mencionar as ações maldosas da feiticeira, a inten- ção seria alertar o leitor sobre tais atos. ANOTAÇÕES 17 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR AULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE 9 LÍNGUA PORTUGUESA Aula 2 Finalidade de textos Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de desenvolver a habilidade de reconhecer gêneros textuais diversos. Para isso, é preciso ler e compre- ender os textos, em colaboração com os colegas, com a ajuda do professor e também de maneira autônoma, para que você seja capaz de identifi - car a fi nalidade comunicativa de cada um, tendo em vista os contextos de produção e circulação. Dessa forma, leia e resolva com muita atenção os itens a seguir e, na sequência, realize os desafi os propostos. Leia o texto 1 e responda ao item 1. Texto 1 Lenda indígena do Uapé Pita e Moroti amavam-se muito; e, se ele era o mais esforçado dos guerreiros da tribo, ela era a mais gentil e formosa das donzelas. Porém, Nhandé Iara não queria que eles fossem felizes; por isso, encheu a cabeça da jovem de maus pensamentos e instigou a sua vaidade. Uma tarde, na hora do pôr do sol, quando vários guerreiros e donzelas passeavam pelas margens do rio Paraná, Moroti disse: — Querem ver o que este guerreiro é capaz de fazer por mim? Olhem só! E, dizendo isso, tirou um de seus braceletes e atirou-o na água. Depois, voltando-se para Pita, que como bom guerreiro guarani era um excelente nadador, pediu-lhe que mergulhasse para buscar o bracelete. E assim foi. Em vão esperaram que Pita retornasse à super- fície. Moroti e seus acompanhantes, alarmados, puseram-se a gritar. Mas era inútil, o guerreiro não aparecia. A desolação logo tomou conta de toda a tribo. As mulheres choravam e se lamentavam, enquanto os anciãos faziam preces para que o guerreiro vol- tasse. Só Moroti, muda de dor e de arrependimento — como que alheia a tudo —, não chorava. O pajé da tribo, Pegcoé, explicou o que ocorria. Disse ele, com a certeza de quem já tivesse visto tudo: — Agora Pita é prisioneiro de I Cunhã Pajé. No fundo das águas, Pita foi preso pela própria feiti- ceira e conduzido ao seu palácio. Lá Pita esque- ceu-se de toda a sua vida anterior, esqueceu-se de Moroti e aceitou o amor da feiticeira; por isso não volta. É preciso ir buscá-lo [...]. Fonte: ABREU, A. R. et alii. Alfabetização: livro do aluno. Brasília: FUNDESCOLA/SEFMEC, 2000, v. 3. Item 1. A fi nalidade do texto é A) contar uma lenda indígena. B) ensinar a buscar felicidade. C) explicar o motivo da desaparição de Pita. D) alertar sobre a maldade da feiticeira. Leia o texto 2 e responda ao item 2. Texto 2 Evento sobre pedagogia universitária recebe professores ingressantes na FURG Mesas temáticas abordaram importância de pro- cessos de formação continuada Por FURG - Publicado: 07/06/2023 09h37 Com a indagação “O que um professor deve en- sinar?”, foi realizado o evento Pedagogia Universi- tária Diálogos Iniciais - Turma Paulo Freire, promo- vido pelas pró-reitorias de Graduação (Prograd) e de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep), por meio do Programa de Formação Continuada na Área Pedagógica (Profocap). O evento aconteceu nos dias 30 e 31 de maio e foi voltado às profes- soras e professores ingressantes na FURG nos anos 2021, 2022 e 2023. Fonte: FURG. Universidade Federal do Rio Grande. Evento sobre pedagogia universitária recebe professores ingressantes na FURG. Disponível em: https://www.furg.br/noticias/noti-cias-institucional/evento-sobre-pedagogia-universitaria-rece- be-professores-ingressantes-na-furg. Acesso em: 10 jun. 2023. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 18LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR 10LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 2. A principal fi nalidade deste texto é A) divulgar um evento acadêmico. B) criticar a formação de professores. C) discutir a pedagogia universitária. D) promover o Programa de Formação. Leia o texto 3 e responda ao item 3. Texto 3 O lobo e o cordeiro La Fontaine Na água limpa de um regato, matava a sede um cordeiro, quando, saindo do mato, veio um lobo carniceiro. Tinha a barriga vazia, não comera o dia inteiro. — Como tu ousas sujar a água que estou beben- do? – rosnou o lobo, a antegozar o almoço. — Fica sabendo que caro vais me pagar! — se- nhor — falou o cordeiro. — Encareço a vossa alteza que me desculpeis, mas acho que vos enganais: bebendo, quase dez braças abaixo de vós, nesta correnteza, não posso sujar-vos a água. — Não importa. Guardo mágoa de ti, que ano passado me destrataste, fi ngindo! — Mas eu nem tinha nascido. — Pois então foi teu irmão. — Não tenho irmão, excelência. — Chega de argumentação. Estou perdendo a paciência! — Não vos zangueis, desculpai! — Não foi teu irmão? Foi teu pai ou senão foi teu avô – disse o lobo carniceiro. E ao cordeiro devorou. Onde a lei não existe, ao que parece, a razão do mais forte prevalece. Fonte: LA FONTAINE. O lobo e o cordeiro. In: Fábulas. Trad. Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Revan, 1997. p. 12. Item 3. O texto tem a fi nalidade de A) divertir o leitor sobre as atitudes dos animais. B) transmitir valores morais aos seres humanos. C) informar sobre o comportamento dos animais. D) orientar sobre a presença de animais no mato. Leia o texto 4 e responda ao item 4. Texto 4 Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Campanha de combate ao mosquito Aedes aegypti. Disponível em: https://www. gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2021/combate-ao- mosquito-aedes-aegypti/arquivos/mosquito-cartaz-caixa_ dagua_46x64cm.pdf/view. Acesso em: 7 mar.2023. Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que a fábula é um gênero textual da tipologia narrativa de caráter ficcional e usa a alegoria para construir sentidos, registrando as experiências e o modo de vida dos povos. São textos repletos de animais e objetos antropomórficos, que falam e se comportam como seres humanos, estimulando a imaginação e ques- tionando os princípios da lógica tornando-se uma enorme influência, principalmente dentro da lite- ratura fantástica. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 19 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade do estu- dante de identificar a finalidade principal de um texto, neste caso, uma notícia, a qual discute o evento “Pedagogia Universitária Diálogos Iniciais - Turma Paulo Freire”, que é organizado pela Univer- sidade Federal do Rio Grande (FURG) e é voltado para novos professores ingressantes. O objetivo do texto é informar o público sobre a realização deste evento e os detalhes relacionados a ele, como a data, os organizadores e o público-alvo. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa B) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado que a discussão em torno da pergunta “O que um professor deve en- sinar?” implica uma crítica à formação atual de professores. No entanto, a notícia apenas relata a realização de um evento que aborda essa questão, sem emitir juízo de valor. Alternativa C) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado que o texto se pro- põe a discutir a pedagogia universitária em si. Ape- sar do evento discutir essa temática, o objetivo do texto é mais informativo do que discursivo. Alternativa D) Os estudantes que escolheram essa opção podem ter considerado que o texto está tentando promover o Programa de Formação Con- tinuada na Área Pedagógica (Profocap). Embora o programa seja mencionado como organizador do evento, a notícia se concentra mais na divulgação do evento em si do que na promoção do programa. Item 3. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de reco- nhecer a finalidade de diferentes gêneros textuais, cujo suporte é o gênero textual fábula. Tem nível de dificuldade DIFÍCIL, uma vez que, apesar de o texto apresentar estrutura sintática não muito ela- borada, o estudante terá de associar os fatos apre- sentados em uma sequência de ações, observar a organização das personagens no tempo e no espa- ço, cujos animais assumem e realizam atividades humanas, para compreender o propósito da lição de moral que encerra a fábula. Para chegar à res- posta correta, é necessário perceber os elementos do texto e relacioná-los ao intuito de ensinar uma lição, além de analisar cada alternativa conside- rando o sentido de cada verbo usado nas possibili- dades de resposta. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa A) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que o objetivo do texto é, de fato, divertir o leitor tendo em vista o enredo apre- sentado, contado de forma divertida, uma vez que não se espera que o lobo teria a atitude de devorar o cordeiro de maneira tão inesperada, privando-o de qualquer meio de defesa. Alternativa C) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que o texto trata do compor- tamento dos animais, como o lobo e o cordeiro, por serem eles os protagonistas da história, de- monstrando que o animal mais “forte” elimina o mais “frágil”. No entanto, não reconheceu que a finalidade do texto é, de fato, transmitir a ideia de valor moral, em que a reflexão acerca do compor- tamento humano é sugerida a partir das atitudes desses animais. Alternativa D) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que o texto tem como obje- tivo orientar sobre a presença de animais no mato, tendo em vista que é comum ou esperado encon- trar animais dessas espécies em matos e florestas. No entanto, isso demonstra que o estudante não reconheceu que foram atribuídos a esses animais comportamentos e atitudes humanos, no sentido de transmitir uma lição ou ideia que enseja refle- xão por parte do leitor, no caso, a falta da lei para reprimir o mais forte em função da condição menos privilegiada do mais fraco. 20LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de reco- nhecer a finalidade de diferentes gêneros textuais. Nesse caso, é o gênero textual cartaz, material pu- blicitário que visa a informar, persuadir ou anunciar algo ao público-alvo. Esse cartaz tem o objetivo de incentivar o combate diário contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela urbana, orientando as pessoas em relação à adoção da rotina de tampar a caixa d’agua como forma de evitar a proliferação do transmissor. O es- tudante pode reconhecer a finalidade do texto ao identificar que o respectivo conteúdo é informati- vo, mas a finalidade é orientar, uma vez que indica o que é preciso fazer para evitar o surgimento de criadouros do mosquito. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que o texto é utilizado para advertir, uma vez que essa ação pode assumir o sentido de prevenir uma pessoa acerca de algo ou uma situação qualquer, não reconhecendo que o objetivo real é trazer informações para orientar o leitor sobre como combater o mosquito. Alternativa B) O estudante que marcou essa opção pode ter considerado que o texto tem o objetivo de informar, pois indica o que é para fazer, isto é, combater o mosquito. No entanto, ele não re- conheceu que, além de informar o leitor, o textoorienta sobre o que deve ser feito para combater o mosquito, no caso, incorporar à rotina a prática de tampar a caixa d’água, no sentido de evitar que o mosquito se prolifere. Alternativa D) O estudante que marcou essa opção, provavelmente considerou que as informações tra- zidas têm natureza explicativa, tendo em vista que o cartaz diz o que fazer para combater o mosquito, mas não detalha, não explica as possibilidades de tampar a caixa d’água, o que poderia ser utilizado para lacrar ou firmar a tampa dela. Item 5. Resposta comentada: Professor, este item avalia a habilidade de reco- nhecer a finalidade de diferentes gêneros textu- ais. O suporte é um texto não verbal que indica a faixa de pedestres, cujo objetivo é sinalizar o local adequado em que os pedestres devem passar para atravessar uma via de forma segura. Assim, este item tem nível de dificuldade MÉDIO, uma vez que o estudante precisará perceber as respec- tivas peculiaridades e demonstrar a apropriação das informações trazidas na imagem, o que requer conhecimento de mundo, ou seja, conhecimento extratextual. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) O estudante pode ter considerado a travessia de vias na faixa como sendo a descrição da experiência de fazer o que é correto, demons- trando que não compreendeu o sentido da mensa- gem transmitida pela sinalização. Alternativa C) O estudante pode ter considerado que os elementos da imagem têm a finalidade de orientar as pessoas quanto ao uso da faixa de pe- destres pelo fato de haver alguém fazendo a tra- vessia. Alternativa D) O estudante pode ter associado os elementos da imagem à ideia de demonstração de como realizar a ação de usar a faixa para atraves- sar as vias, demonstrando que não compreendeu o sentido da mensagem transmitida pela sinalização. 21 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR 11 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 4. O objetivo do texto é A) advertir. B) informar. C) orientar. D) vender. Leia o texto 5 e responda ao item 5. Texto 5 Fonte: Pixabay. Item 5. A imagem tem o objetivo de A) sinalizar um local seguro para uma ação. B) descrever a experiência de uma ação. C) explicar como se realiza uma ação. D) fazer uma demonstração de uma ação. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 22LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR ANOTAÇÕES 1212LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTEAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilidade que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, depois, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, revistas ou jornais impressos ou virtuais ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 A partir das orientações do professor, organizem grupos colaborativos para que, juntos, vocês selecionem cinco textos de gêneros diferentes. A busca pelos textos poderá ser feita em livros impressos ou on-line, jornais, revistas etc. Não se esqueçam de anotar as fontes dos textos escolhidos. Após a seleção, é im- portante que façam a leitura atenta e observem quem escreveu, para quem escreveu, quando escreveu, como escreveu etc., ou seja, todo o contexto de produção e circulação. Desafi o 2 Agora, depois de analisarem todo o contexto de produção e circulação dos diferentes gêneros textuais escolhidos, é hora de sistematizar as discussões realizadas entre os integrantes do grupo. Para isso, pre- encham o quadro a seguir. Finalidade de diferentes gêneros textuais Texto Quem produziu o texto? Para quem foi produ- zido? Com que fi nalidade foi escrito? Qual é o gênero textual? Texto 1 Texto 2 Texto 3 Texto 4 Texto 5 Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, nesse momento, é importante incentivar o estudante a realizar os desafios para fortaleci- mento da habilidade proposta. Vale destacar o entendimento trazido por Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura”. Por isso, um dos objetivos é ler para aprender. Quando um leitor compreende o que lê, está aprendendo e co- locando em funcionamento uma série de estraté- gias cuja função é assegurar esse objetivo (SOLÉ, 1998, p. 46)2. 2 Fonte: SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 23 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR ANOTAÇÕES 1313 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTEAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Identifi car a fi nalidade de textos de diferentes gêneros textuais? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE ANOTAÇÕES 24 25 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 3 Inferência de informação implícita Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica — Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular — BNCC indicadas a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D4 — Inferir uma Informação Implícita em um texto. (EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos. O descritor inferir informações implícitas em um texto faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar, do componente curricular Língua Portuguesa, da Matriz de Referência do Saeb. Assim, para o estudante desenvolver a habilidade proposta, é importante observar os marcos de desen- volvimento necessários à apropriação da referida habilidade. Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D4 tem como marco de desenvolvimento a compreensão de textos a partir da localização de informações que são inferidas e deduzidas pelo leitor, aquelas que são subentendidas, que estão nas entrelinhas. Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens, elaborados a partir de gêneros textuais de dife- rentes campos de atuação, como o artístico-literário e o jornalístico-midiático, a fim de que os estudan- tes, ao aplicar os procedimentos de leitura, realizem processos que lhes permitam chegar às informações que poderão ser compreendidas a partir da leitura do texto. 26LÍNGUA PORTUGUESA AULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, é importante lembrar que os gêneros textuais conto popular e reportagem são de campos de atuação distintos, cada qual com sua estrutura, sua intencionalidade comunicativa, como também meio de produção e de circulação bastante varia- dos. Experiências com variados gêneros textuais favorecem à construção do pensamento crítico acerca de questões éticas, políticas, sociais, além oportunizar análises das estratégias linguísticas empregadas na construção dos textos. Aproveite este momento e retome esses conhecimentos com os estudantes. Item 1. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de localizar informação implícita e possui nível de dificuldade MÉDIO. O texto que dá suporte ao item é do gê- nero textual conto popular. Essa habilidade requer que o estudante identifique informações implícitas e reconheça outras que estão presentes no texto, de modo que lhe permitam compreender o que estánas entrelinhas, chegando à conclusão esperada pela comanda do item. Assim, a resposta correta é a que pode ser identificada pelo fato de ambas as per- sonagens terem o objetivo de construir uma casa. Portanto, a alternativa correta é a C. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa A) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato de cada uma ter participado da construção da casa. Alternativa B) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato delas terem con- tribuído para a construção da casa. Alternativa D) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato de que tanto o bode quanto a onça terem achado que eles esta- vam recebendo ajuda divina. Item 2. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de localizar informação implícita. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual conto popular. O item possui nível de dificuldade FÁCIL, pois essa inferên- cia pode ser realizada considerando as informações logo no início do texto — quando o bode, na busca por um lugar, encontra o espaço limpo, ideal para construir sua casa. Essa habilidade requer do estu- dante a leitura de informações presentes no texto, de modo que lhe permita estabelecer deduções a partir dessas, visando chegar a outras informações. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa B) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato de a onça ter lhe feito a proposta de eles morarem “juntos”. Alternativa C) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o desejo do bode de construir uma casa, o que não implica afirmar que ele gosta muito de casas. Alternativa D) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado a fala do bode “— Oh! Quem está me ajudando?!” e ter deduzido que ele não tinha ninguém para ajudá-lo. 27 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR 15 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Aula 3 Inferência de informação implícita Leia o texto 1, do gênero textual conto popular, e responda aos itens 1, 2 e 3. Texto 1 A onça e o bode Uma onça queria fazer uma casa e achou um lugar onde tirou o mato para ali fazer a sua casa. O bode, que também andava com vontade de fazer uma casa, foi procurar um lugar, e, chegando no que a onça tinha aberto espaço no mato, disse: — Bravo! Que belo lugar para levantar a minha casa! O bode cortou logo umas palhas e fi xou naquele lugar. Depois foi embora. No dia seguinte, a onça lá chegando e vendo as palhas, disse: — Oh! Quem me está ajudando?! Bravo, é Deus que está me ajudando! Começou a armar todas as palhas, e foi-se. O bode, quando veio de novo, admirou-se e dis- se: — Oh! Quem está me ajudando?! É Deus que está me protegendo. Botou logo a armação do telhado na casa, e foi- -se. Vindo a onça, ainda mais se espantou, e botou as ripas e os enchimentos e retirou-se. O bode veio, e levantou a casa e foi-se. A onça veio e cobriu. O bode veio e tapou. Assim foram, cada um por sua vez, aprontando a casa. Finaliza- da, veio a onça, fez a sua cama e meteu-se dentro. Logo depois chegou o bode, e, vendo a outra, disse: — Não, amiga, esta casa é minha, porque fui eu quem fi xei as palhas, armei o telhado, levantei, e tapei. — Não, amigo, respondeu a onça, a casa é mi- nha, porque fui eu que retirei o mato do lugar, botei as travessas, as ripas, os enchimentos, e o cobri. Depois de um tempo, a onça, que estava com vontade de comer o bode, disse: — Mas não haja briga, amigo bode, nós dois po- demos fi car morando na casa. [...] Fonte: ROMERO, Sílvio. Contos Populares do Brasil. São Paulo: Cadernos do Mundo Inteiro, 2018 (adaptado). Disponível em: https://cadernosdomundointeiro.com.br/pdf/Contos-popu- lares-do-Brasil-2a-edicao-Cadernos-do-Mundo-Inteiro.pdf. Acesso em: 16 out. 2022. Item 1. Entende-se desse texto que as personagens A) são solidárias. B) trabalharam juntas. C) tinham o mesmo objetivo. D) receberam a ajuda de Deus. Item 2. Na frase “O bode, que também andava com vontade de fazer uma casa”, retirada do texto, in- fere-se que o bode A) ainda não tinha uma casa. B) queria morar com a onça. C) gostava muito de casas. D) gostava de morar sozinho. CA D ER N O D O E ST U D AN TE 28LÍNGUA PORTUGUESA AULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR 16LÍNGUA PORTUGUESA AULA 3 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Item 3. Qual a intenção da onça ao fazer essa pro- posta ao bode: “— Mas não haja briga, amigo bode, nós dois podemos fi car morando na casa”? A) Recompensá-lo. B) Abandoná-lo. C) Acomodá-lo. D) Devorá-lo. Leia o texto 2, do gênero textual reportagem, e responda aos itens 4 e 5. Texto 2 Projeto Preservas busca tratar e reabilitar a fauna silvestre Thiago Rodrigues Müller - 13 de outubro de 2022 Meio ambiente/Iniciativa ligada ao Hospital de Clí- nicas Veterinárias lida com animais gravemente fe- ridos e que ainda sofrem com o estresse por estar em cativeiro Mesmo sendo uma metrópole muito urbanizada, Porto Alegre é lar de diversos animais silvestres que compartilham esse meio conosco. Principalmente durante a primavera, é muito comum serem vistas essas espécies que, como consequência dessa inte- ração, frequentemente são vítimas de ferimentos, lesões, choques elétricos e agressões. Por não estarem acostumadas ao cativeiro e manuseio por humanos, o atendimento a essas es- pécies envolve peculiaridades que o diferenciam da clínica veterinária convencional. Tendo em vista essa necessidade ambiental, a UFRGS mantém em funcionamento o Preservas – Núcleo de conserva- ção e reabilitação de animais silvestres. Como uma ação de extensão do Hospital de Clínicas Veteri- nárias, o projeto também é um centro de atendi- mento emergencial a animais silvestres, atuando principalmente em atividades de atendimento clí- nico-cirúrgico a animais silvestres e a animais do- mésticos não convencionais. [...] Fonte: MÜLLER, T. R. Jornal da Ufrgs. Projeto preservas busca tratar e reabilitar a fauna silvestre. Disponível em: https:// www.ufrgs.br/jornal/projeto-da-ufrgs-busca-tratar-e-reabili- tar-fauna-silvestre/. Acesso em: 07 jun. 2023. Item 4. Com base nas informações do texto, as pessoas A) estão fascinadas por animais de estimação exó- ticos. B) possuem um conhecimento limitado sobre a fauna silvestre local. C) desconhecem a presença de animais silvestres em áreas urbanas. D) estão motivadas a se envolver na reabilitação da fauna silvestre. Item 5. Com base no texto, o projeto Preservas busca A) estabelecer um novo padrão de atendimento para animais. B) fechar clínicas veterinárias convencionais. C) erradicar a presença de animais silvestres na cidade. D) dissuadir as pessoas de manter animais de esti- mação não convencionais. CA D ER N O D O E ST U D AN TE Item 3. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de localizar informação implícita e possui nível de dificuldade FÁCIL. O texto que dá suporte ao item é do gênero textual conto popular. Essa habilidade requer do estudante a leitura de informações presentes no texto que lhe possibilita fazer inferência, princi- palmente pelo emprego da ironia, identificada na palavra “amigo”, na última frase do fragmento do texto, contrariando a verdadeira intenção da onça, que era de comê-lo. Portanto, a alternativa correta é a D. Nível de dificuldade: Fácil. Distratores Alternativa A) O estudante que registrou essa op- ção pode ter considerado o fato de o bode ter con- tribuído com a construção da casa. Alternativa B) O estudante que registrou essa opção não se atentou para a intencionalidade da onça. Alternativa C) O estudante que registrou essa op- ção não se atentou para as intenções futuras da onça. 29 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR Item 4. Resposta comentada: Professor, esse item requer que os estudantes fa- çam inferências baseadas nas informações apre- sentadas no texto, cujo gênero textual, suporte do item,é uma reportagem, a qual discute a existên- cia do Projeto Preservas, com a missão de tratar e reabilitar a fauna silvestre. Uma característica distintiva desse gênero textual é a apresentação de informações factuais e detalhadas para informar o leitor sobre um tópico específico, nesse caso, a conservação da fauna silvestre. No texto, não há indicações diretas de que as pessoas estejam inte- ressadas em animais de estimação exóticos ou que estejam diretamente envolvidas na reabilitação da fauna silvestre. Com base nas informações forne- cidas na reportagem, que destacam a necessidade de cuidados específicos para a fauna silvestre e o estresse experimentado por esses animais em cati- veiro, infere-se que as pessoas têm pouco conheci- mento sobre a fauna silvestre local. Portanto, a alternativa correta é a B. Nível de dificuldade: Difícil. Distratores Alternativa A) Os estudantes que marcaram essa opção podem ter considerado que o trecho “ani- mais domésticos não convencionais” sugere um fascínio geral por animais de estimação exóticos. Isto é, eles podem ter interpretado que a necessi- dade de cuidado desses animais, que também são atendidos pelo projeto Preservas, indicaria um au- mento do interesse das pessoas por animais exóti- cos como pets. Alternativa C) Os estudantes que marcaram essa opção podem ter considerado que a existência do projeto Preservas e a referência no texto à fre- quente vitimização dos animais silvestres em Porto Alegre, implicam que a população não está ciente da presença de animais silvestres em áreas urba- nas, uma vez que o conhecimento sobre eles pode- ria diminuir a incidência de ferimentos e estresse causados pelo cativeiro. Alternativa D) Os estudantes que marcaram essa opção podem ter considerado que o fato de o tex- to discutir a necessidade de reabilitação da fauna silvestre e o papel do projeto Preservas nesse es- forço, sugere que as pessoas estão motivadas a se envolverem diretamente na reabilitação da fauna silvestre, já que a problemática foi suficiente para justificar a existência de um projeto com esse pro- pósito. Item 5. Resposta comentada: Professor, esse item avalia a habilidade de localizar informação explícita e possui nível de dificuldade MÉDIO, tendo em vista que o estudante deve reali- zar os processos de inferência e dedução, reconhe- cendo e compreendendo as informações presentes no texto, do gênero reportagem, o qual fornece detalhes sobre o projeto Preservas e suas ativida- des, incluindo o atendimento clínico-cirúrgico a animais silvestres e a animais domésticos não con- vencionais. Portanto, com base nas informações fornecidas, infere-se que o projeto busca estabele- cer um novo padrão de atendimento para animais. Portanto, a alternativa correta é a A. Nível de dificuldade: Médio. Distratores Alternativa B) Os estudantes que escolheram esta opção podem ter considerado a referência às “pe- culiaridades que o diferenciam da clínica veteriná- ria convencional” implica na intenção do projeto Preservas de substituir ou fechar essas clínicas. No entanto, o texto não sugere essa ideia, mas sim o estabelecimento de uma nova forma de atendi- mento que se adapte às necessidades únicas dos animais silvestres. Alternativa C) Os estudantes que escolheram esta opção podem ter considerado, de forma equivoca- da, que o projeto Preservas, por se dedicar à reabi- litação de animais silvestres, busca eliminar a pre- sença desses animais na cidade. Contudo, o texto sugere que o objetivo é cuidar e reabilitar animais feridos, e não erradicar a presença deles. Alternativa D) Os estudantes que escolheram esta opção podem ter considerado que, ao mencionar “animais domésticos não convencionais” no esco- po de atendimento do projeto, o texto sugere uma tentativa de dissuadir as pessoas de manter esses animais de estimação. No entanto, o foco do pro- jeto parece ser o cuidado e reabilitação dos ani- mais, independentemente do contexto em que se encontram. ANOTAÇÕES 30 31 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR Comentário para o professor Comentário para o professor Professor, neste momento, é importante incentivar o estudante a realizar os desafios para fortalecimento da habilidade proposta. ANOTAÇÕES 1717 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE Hora de Praticar! Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida- de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em se- guida, socializar com o professor e os colegas. Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re- vistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar outras fontes. Desafi o 1 Em dupla, pesquise em sites de notícias ou jor- nal local, impresso ou on-line, um texto do cam- po jornalístico-midiático (reportagem) que traga uma abordagem de um tema/assunto de relevân- cia social e o leia com atenção, identifi cando as principais informações presentes no texto. Observe todos os elementos que poderão ajudá-los a com- preender o texto, tais como: manchete, título au- xiliar, lead e corpo da reportagem. Desafi o 2 Ainda, em dupla, registrem o texto e as informa- ções destacadas no caderno de anotações e, em se- guida, façam uma análise de cada uma delas, a fi m de que vocês possam identifi car o que de fato o au- tor quis dizer ou afi rmar, a partir das informações veiculadas na reportagem e, ainda, se o assunto/ tema pode ser relacionado a outro fato ou acon- tecimento, noticiado ou não pela imprensa local. Vamos avaliar o que você aprendeu? Sua opinião nos interessa muito! Quando iniciou esta aula, o que você sabia sobre o tema Localização de informações implícitas em textos de diferentes gêneros textuais? Refl ita sobre as seguintes questões: • O que eu sabia? • O que eu precisei saber? • O que eu aprendi? • Qual a relevância desse aprendizado para o meu cotidiano? CA D ER N O D O E ST U D AN TE ANOTAÇÕES 32 33 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR Aula 4 Inferência de palavra ou expressão Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação da Educação Básica - Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular - BNCC indicadas a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhe- cimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens. Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC 1 a 5 D3 - Inferir o sentido de uma pa- lavra ou expressão. (EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em cartas dirigidas a veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou de reclamação a jornais ou revistas), digitais ou impressas. O descritor inferir o sentido de uma palavra ou expressão faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/ Procedimentos de Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar da Área de Linguagens referentes ao componente curricular de Língua Portuguesa da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante desenvolva a habilidade proposta, é importante observar os marcos de desenvolvimento necessários para a apropria- ção da referida habilidade. Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que tais conhecimentos possam ser validados, assegurando condições essenciais que permitam a esse es- tudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D3 tem como marco de desenvolvimento a compreensão de textos por meio das estratégias de leitura, visando a compreender os efeitos de sentido produzidos a partir do uso de palavras ou expressões, conforme a pretensão do autor, a qual pode vir expressa ou interpretada. Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens elaborados a partir do gênero textual carta de reclamação a fim de que os estudantes, ao aplicarem procedimentos e estratégias de leitura,