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2024
2024
 
Caderno do professor
VOLUME 1
APRENDIZAGEM
CONTÍNUA
LÍNGUA PORTUGUESA
5º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL
C
aderno do professor
5º A
N
O
 D
O
 EN
SIN
O
 FU
N
D
A
M
EN
TA
L
Língua Portuguesa
SUMÁRIO
LÍNGUA PORTUGUESA
Aula 1 (D1) .................................... 7
Informação explícita
Aula 2 (D9) .................................. 15
Finalidade de textos
Aula 3 (D4) .................................. 25
Inferência de informação implícita
Aula 4 (D3) .................................. 33
Inferência de palavra ou expressão
Aula 5 (D3) .................................. 39
Inferência de palavra ou expressão
Aula 6 (D10) ................................ 47
Variação: marcas linguísticas
Aula 7 (D7) .................................. 55
Narração: identificação de conflito gerador e outros 
elementos
Aula 8 (D7) .................................. 63
Narração: identificação de conflito gerador e outros 
elementos
Aula 9 (D3) .................................. 69
Inferência de palavra ou expressão
Aula 10 (D5) ............................... 77
Linguagem não-verbal: interpretação com material 
gráfico
Olá, Professora! Olá, Professor!
É com grande satisfação saber que você, professor(a), recebeu o material didático complementar Apren-
dizagem Contínua, que visa a ampliar as oportunidades para que os estudantes desenvolvam habilidades 
essenciais favorecendo a consolidação das aprendizagens dos estudantes do 5º e 9º anos do Ensino Funda-
mental e da 3ª série do Ensino Médio.
Este recurso didático faz parte de um conjunto de ações pedagógicas da parceria entre a Secretaria de 
Estado do Rio Grande do Sul e os Parceiros da Educação. A construção deste material considerou as Matrizes-
-Escopo, de Língua Portuguesa e de Matemática, organizadas e estruturadas por meio do alinhamento entre 
os descritores das Matrizes de Referência do Sistema De Avaliação da Educação Básica (Saeb) e as habilida-
des relacionadas, integrantes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Assim, cada sequência de atividades que compõem uma aula apresenta um conjunto de 5 (cinco) itens1 
com diferentes níveis de complexidade, relacionados aos descritores indicados no quadro de habilidades, 
permitindo desenvolver conhecimentos pontuais e outros mais abrangentes. Esses conhecimentos podem ser 
ampliados pelo professor segundo os contextos de aprendizagem e intencionalidade pedagógica.
A partir do desenvolvimento das atividades, com a mediação do professor e a resposta dos estudantes, 
o professor poderá identificar, para além dos acertos, os possíveis motivos para os erros, os quais atuam 
aqui como instrumentos de aprendizagem. Cada alternativa que compõe os itens do material, sendo ela a 
resposta esperada (gabarito) ou um distrator, poderá identificar os caminhos que os estudantes seguiram 
para chegar à resposta.
O material aborda habilidades relacionadas a etapas de escolarização anteriores àquela em que o estu-
dante se encontrava, logo, assegura condições essenciais que permitem a ele ampliar conceitos e adquirir 
novos saberes nos anos escolares subsequentes.
Cabe aqui destacar porque esse material leva o nome de Aprendizagem Contínua: a partir do relato da 
prática exitosa desenvolvida pelo Colégio Estadual Antônio Scussel, do município de Getúlio Vargas de abran-
gência da 15ª CRE, durante o período de Estudos de Recuperação Contínua do 1º Trimestre/2023, tivemos o 
privilégio de ouvir o relato da aluna Nicoli Siqueira e do aluno Augusto Cazzonato da 3ª série do Ensino Médio 
que, após participarem de diversas atividades de recomposição e recuperação de aprendizagens, sugeriram 
a troca do nome do período de Estudos de Recuperação para Aprendizagem Contínua por entender que se 
trata de uma estratégia para incluir a todos os estudantes, com apoio mútuo e ampliação de possibilidades.
A sugestão da Nicoli e do Augusto nos emocionou porque evidencia o quão potente o espaço escolar pode 
ser quando professores e estudantes estão focados no mesmo objetivo: garantir que a Aprendizagem seja 
contínua para todos.
Este recurso didático foi elaborado para auxiliar nesse processo, que vai além da resolução dos itens 
propostos, possibilitando a redução das desigualdades de aprendizagem observadas nos anos e séries finais 
de cada etapa da Educação Básica.
Para apoiá-lo de forma mais específica, apresentamos a seguir as particularidades de cada área e 
componente curricular, visando à clara compreensão de que este material deve ser aplicado com inten-
cionalidades pedagógicas que vão além da resolução dos itens.
1 O item, também chamado de atividade ou questão, é o instrumento avaliativo que permite aferir se um estudante desen-
volveu ou não determinada habilidade ou competência. Portanto, para que uma avaliação forneça informações precisas e confiáveis, 
é essen cial que os itens sejam construídos de acordo com critérios técnicos e pedagógicos de qualidade.
Fonte: CENTRO DE POLÍTICAS PÚBLICAS E AVALIAÇÃO DA EDUCAÇÃO (CAEd). Banco de itens. 2022.
Disponível em: https://institucional.caeddigital.net/tecnologias-2/banco-de-itens.html. Acesso em: 20 mar. 2023
Aos professores do Componente Curricular de Língua Portuguesa
As aulas de Língua Portuguesa, são estruturadas a partir de descritores da Matriz do Saeb, alinhados às 
habilidades da BNCC, observando-se os objetivos de aprendizagem e as estratégias de leitura que melhor 
favoreçam a consolidação dos conhecimentos. Para tanto, essa organização gira em torno dos eixos de 
conhecimento, que são as práticas de linguagem, e dos eixos cognitivos, que constituem indicadores de 
processos de aprendizagem, na perspectiva gradativa, possibilitando ao estudante desenvolver os conheci-
mentos essenciais de forma processual.
Cada aula é composta de 5 itens (questões), com diferentes níveis de complexidade, relacionados aos 
descritores indicados no quadro de habilidades. Os itens têm como suporte gêneros textuais diversos, cate-
gorizados conforme os campos de atuação e as esferas de comunicação, considerando as intencionalidades 
comunicativas adequadas a cada ano e série escolar. A escolha dos textos de suporte leva em conta o nível 
de complexidade, que, em Língua Portuguesa, é identificado pela sintaxe utilizada, pelo léxico empregado, 
pelo tema abordado, entre outras possibilidades. Dessa forma, é possível reconhecer e acompanhar o nível 
de desenvolvimento do estudante em relação à proficiência leitora, em conformidade com as perspectivas 
dos marcos de desenvolvimento indicados para cada uma das práticas de linguagem.
Assim, destacamos a grande relevância do olhar atento aos marcos de desenvolvimento durante o pla-
nejamento e a aplicação deste material, no sentido de perceber a necessidade de recompor aprendizagens 
essenciais para o avanço do estudante no contínuo curricular, de modo que a formação seja significativa. 
A compreensão da finalidade desses marcos possibilitará avaliar a capacidade de leitura e compreensão 
leitora dos gêneros textuais utilizados em cada aula, legitimando as ações pedagógicas desenvolvidas. Ao 
estudante, a apropriação de habilidades e competências, de acordo com os marcos de desenvolvimento, 
permite a redução de defasagens de aprendizagem, contribuindo para o desenvolvimento de conhecimentos 
fundamentais à capacidade de usar as diferentes linguagens, com organizações diversas, conforme suas 
intencionalidades comunicativas e contextos. 
Desse modo, considerando que o foco do material é, também, contribuir efetivamente para a formação 
do leitor competente, é necessário propor atividades que ofereçam aos estudantes condições satisfatórias 
para desenvolver conhecimentos essenciais, levando-os a refletir sobre o uso da Língua Portuguesa em di-
ferentes processos comunicativos, tanto orais quanto escritos, e em diferentes contextos sociais. Para isso, 
indicamos, no material, sugestões de estratégias de leitura que facilitam o processo de compreensão de 
textos de diferentes gêneros, como as de Isabelanalisem 
os efeitos de sentido decorrentes do uso de adjetivos.
34LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inferir o 
sentido de uma palavra ou expressão. O texto que 
dá suporte ao item é do gênero carta de reclama-
ção, tem natureza argumentativa e forte presença 
de elementos narrativos com predominância de pe-
ríodos curtos e estruturas coordenadas por opera-
dores argumentativos. É um item de nível MÉDIO 
de dificuldade, visto que o estudante, ao realizar 
o processo de análise dos efeitos de sentido decor-
rentes do uso de palavras ou expressões, precisa 
examinar o contexto em foram empregadas, per-
cebendo as intencionalidades do autor, no caso, as 
características positivas do bairro.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter considerado que as ruas estavam sendo limpas 
porque o serviço de limpeza é pago pelos contribuintes. 
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode não reconhecido os adjetivos e as carac-
terísticas agregadas ao substantivo.
Alternativa D) O estudante assinalou que essa opção 
pode ter considerado o fato de que políticos têm tra-
balhado para que a cidade fique limpa e organizada.
Item 2. Resposta comentada:
Professor, esse item também avalia a habilidade de 
inferir o sentido de uma palavra ou expressão. O 
texto que dá suporte ao item é, ainda, do gêne-
ro carta de reclamação. Esse item é considerado 
nível de dificuldade FÁCIL, visto que o estudante 
terá de realizar um processo simples de análise, de 
modo que será possível inferir o sentido da expres-
são destacada apenas pela releitura do trecho in-
dicado, o que, associado à leitura das alternativas, 
levará ao efeito de sentido da expressão “insatis-
feita”, isto é, de “descontente” em função do não 
recolhimento do lixo. 
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que a vizinhança está 
calma frente à situação apresentada.
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que a vizinhança está 
tranquila, pois o bairro já esteve em condições 
piores que as atuais. 
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter concluído que a vizinhança está inco-
modada, mas não se importa muito com o que está 
acontecendo.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, esse item ainda avalia a habilidade de 
inferir o sentido de uma palavra ou expressão, cujo 
suporte é mesmo dos itens anteriores, o gênero 
carta de reclamação. Esse item é considerado ní-
vel de dificuldade MÉDIO, visto que o estudante, ao 
realizar o processo de análise dos efeitos de senti-
do decorrentes do uso das expressões destacadas, 
deve relacionar as modificações atribuídas ao subs-
tantivo a fim de chegar à conclusão esperada, de 
modo a inferir que as expressões em destaque se 
referem a um “lugar real”, ou seja, é um lugar as-
sim que desejam. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção, pode ter considerado as condições da realidade 
atual.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que o desejo do recla-
mante e dos demais moradores só será realizado 
em outro lugar.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado o fato de que o desejo do 
reclamante e dos demais moradores é algo impos-
sível de atender em virtude da situação em que o 
bairro se encontra.
35 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR
19 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 4 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 4 
Inferência de palavra 
ou expressão
Leia o texto a seguir para responder aos itens 1
a 5.
São Paulo, 10 de outubro de 2020
Assunto: ruas esburacadas e lixo acumulado. 
Senhor diretor,
Resido na Rua das Acácias, esquina com a avenida 
Amendoeiras, Jardim das Flores, Centro. Sempre 
foi um bairro tranquilo, calmo, com ruas cuidadas, 
serviços de limpeza urbana em dia. No entanto, nos 
últimos meses, a limpeza das ruas não está sendo 
realizada como deveria, buracos tomando todos os 
lados, lixos amontoados nas lixeiras que ocasionam 
odor “agradabilíssimo” e atraem insetos, ratos e 
baratas que incomodam a vizinhança.
Já fi z diversas reclamações aos departamentos res-
ponsáveis e nada aconteceu. Diante disso, não ve-
mos outra saída a não ser pedir ajuda à imprensa 
para ver se a nossa situação é resolvida. É preciso 
tomar providências quanto ao recolhimento imedia-
to do lixo, bem como o fechamento dos buracos an-
tes que aconteça um acidente com um pedestre ou 
motorista. Dessa forma, a insatisfação não é só mi-
nha. Acredito que toda a vizinhança do bairro tam-
bém está insatisfeita com tudo isso, pois queremos 
morar num lugar limpo, seguro e organizado como 
sempre foi. Espero que tudo se resolva o quanto an-
tes, uma vez que a situação está insustentável. 
Agradeço desde já e aguardo solução. 
M.M.S
Fonte: elaborado pela equipe pedagógica exclusivamente para 
uso neste material.
Item 1. Na frase “Sempre foi um bairro tranquilo, 
calmo...”, os termos em destaque indicam aspectos
A) positivos.
B) econômicos.
C) negativos.
D) políticos.
Item 2. No trecho “ Acredito que toda a vizinhança 
do bairro também está insatisfeita com tudo isso 
(...)”, a palavra “insatisfeita” signifi ca que a vizi-
nhança está
A) calma.
B) tranquila.
C) descontente
D) incomodada
Item 3. O reclamante, quando afi rma que “quere-
mos morar num lugar limpo, seguro e organizado”, 
traz a ideia
A) de um lugar real.
B) de um lugar irreal.
C) de um lugar distante.
D) de um lugar impossível.
Item 4. Na frase “a situação está insustentável”, o 
termo destacado indica que a situação está
A) complicada.
B) organizada.
C) controlada.
D) resolvida.
Item 5. Na frase: “[...] lixos amontoados nas lixei-
ras que ocasionam odor “agradabilíssimo” e atra-
em insetos, ratos e baratas[...], a palavra destaca-
da apresenta sentido 
A) ambíguo.
B) irônico.
C) cômico.
D) confuso.
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que o gênero tex-
tual carta de reclamação pertence ao campo de 
atuação vida pública e tem por objetivo expres-
sar alguma insatisfação ou indignação pessoal ou 
coletiva em relação às situações vividas no dia a 
dia. É endereçado às instituições ou empresas, no 
sentido de que elas tomem providências quanto 
ao que é solicitado/reclamado. Esse gênero tex-
tual possui aspectos semelhantes aos das cartas 
em geral. Contudo, utiliza-se dos operadores argu-
mentativos, em meio à narrativa, para descrever a 
situação. 
CA
D
ER
N
O
 D
O
 E
ST
U
D
AN
TE
36LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de inferir 
o sentido de uma palavra ou expressão, ainda com 
o mesmo texto de suporte, a carta de reclamação. 
É um item de nível FÁCIL de dificuldade, visto que 
o estudante, ao realizar o processo de análise do 
efeito de sentido decorrente do uso da expressão 
“insustentável”, consegue identificar a modifica-
ção atribuída ao substantivo “situação”, dando o 
efeito de algo complicado, difícil de ser solucio-
nado. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que, apesar do que des-
creve o reclamante, o bairro ainda está em uma 
situação favorável.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que, apesar do que des-
creve o reclamante, a situação está sob controle.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado pelo o fato de o recla-
mante ter enviado a carta.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de inferir o 
sentido de uma palavra ou expressão,com o mes-
mo texto de suporte. É um item de nível DIFÍCIL 
de dificuldade, visto que o estudante, ao realizar 
o processo de análise dos efeitos de sentido de-
correntes do uso da expressão “agradabilíssimo”, 
deve relacionar as informações com as modifica-
ções atribuídas ao substantivo a fim de chegar à 
conclusão esperada que, no caso, gera efeito de 
ironia, uma vez que querem dizem justamente o 
contrário. 
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Difícil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado o fato de que não é pos-
sível dizer a quem a situação agrada, uma vez que 
essa palavra destacada, geralmente, traz o sentido 
de algo bom.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado o fato de que o reclaman-
te estava exagerando sobre a situação, chegando 
a ser engraçado como os fatos eram relatados na 
carta.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado o fato de que o odor era 
algo realmente agradável, não percebendo os si-
nais gráficos que contribuem para a modificação do 
sentido da palavra no texto.
ANOTAÇÕES
37
38LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR
ANOTAÇÕES
2020LÍNGUA PORTUGUESA AULA 4 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida-
de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, em se-
guida, socializar com o professor e os colegas. Você 
poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re-
vistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar 
outras fontes. 
Desafi o 1
Pesquise em revistas e jornais impressos ou on-line 
um texto do gênero textual carta de leitor ou car-
ta de reclamação e, na sequência, faça a leitura 
identifi cando o tema e as principais informações e 
palavras que atribuem os respectivos sentidos pe-
culiares. Para isso, use os conceitos que você já 
tem e o que já leu anteriormente, visando a inte-
ragir com o conteúdo do texto que tem em mãos, 
de modo a antecipar o que virá. 
Desafi o 2
No texto lido, destaque os adjetivos que você des-
conhece e registre-os em seu caderno de anota-
ções. Caso necessário, consulte um dicionário fí-
sico ou on-line. Procure reconhecer o sentido, no 
contexto, em que as palavras e expressões foram 
empregados, analisando os efeitos de sentido de-
correntes dos respectivos usos. Depois, reescreva 
os trechos em que eles foram aplicados e substitu-
a-os por outras expressões, sem alterar o sentido. 
Dessa forma, você poderá ampliar a sua compre-
ensão de aplicação dessa habilidade em textos di-
versos.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você sabia 
sobre o tema Inferir o sentido de uma 
palavra ou expressão?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
CA
D
ER
N
O
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O
 E
ST
U
D
AN
TE
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, neste momento, é importante incentivar 
o estudante a realizar os desafios para fortaleci-
mento da habilidade proposta. 
Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por 
Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura”. 
Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para 
aprender. Quando um leitor compreende o que 
lê, está aprendendo e coloca em funcionamento 
uma série de estratégias cuja função é assegurar 
esse objetivo (SOLÉ, 1998, p.461).
1 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Art-
med, 1998.
39 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 5 
Inferência de palavra ou expressão
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz do Saeb e da habilidade da BNCC indi-
cadas a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante 
adquira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D3 - Inferir o sentido de palavras 
ou expressões em textos.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou expressões des-
conhecidas em textos, com base no contexto da frase ou do 
texto.
O descritor Inferir o sentido de palavras ou expressões em textos faz parte do Eixo do Conhecimento 
Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar, da Área de Linguagens, referente ao Componente Curricular Língua 
Portuguesa, da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante desenvolva a habilidade proposta, 
é importante observar os marcos de desenvolvimento necessários para a apropriação da referida habili-
dade. 
Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para 
acompanhar a aprendizagem do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que de-
terminadas habilidades de leitura possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam 
a esse estudante ampliar conceitos e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o 
descritor D3 tem como marco de desenvolvimento a compreensão de textos, por meio das estratégias de 
leitura, visando à inferência de sentidos de palavras ou expressões desconhecidas, presentes em gêneros 
textuais de vários campos de atuação. 
Assim, os estudantes, ao desenvolverem essa habilidade, relacionarão as informações trazidas no texto, 
de modo a estabelecer o raciocínio com base em informações já conhecidas, a fim de alcançar novas 
informações que não estejam, explicitamente, marcadas no texto. 
Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens, elaborados a partir dos gêneros textuais fábula e 
notícia, para que os estudantes, ao aplicarem diferentes procedimentos e estratégias de leitura, façam 
inferências quanto ao sentido de palavras ou expressões, de acordo com o contexto de uso. 
40LÍNGUA PORTUGUESA AULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inferir 
o sentido de palavras ou expressões desconhecidas 
em textos, com base no contexto da frase ou do 
texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero 
textual fábula e apresenta uma linguagem peculiar 
ao gênero, uma sintaxe simples, com predominân-
cia de períodos curtos e estruturas coordenadas. 
Esse item é considerado de nível de dificuldade MÉ-
DIO, visto que o estudante, ao realizar o processo 
de compreensão do sentido da palavra, precisa in-
ferir que o som não está relacionado à fonte exter-
na de estimulação e, sim, ao movimento das asas 
da personagem, o “mosquito”.
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que o leão não deu a mí-
nima para o mosquito.
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado o fato de que o leão deu 
uma patada no mosquito.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção, não percebeu que quem ficou enfurecido foi o 
leão e não o mosquito.
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que a fábula é um 
gênero textual da tipologia narrativa, de caráter fic-
cional, usa a alegoria para construir seus sentidos, 
e que registra as experiências e o modo de vida dos 
povos. São textos repletos de animais e objetos an-
tropomórficos, que falam e se comportam como seres 
humanos, estimulando a imaginação, e questionam os 
princípios da lógica, se tornando uma enorme influ-
ência principalmente dentro da literatura fantástica. 
41 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que o gênero tex-
tual notícia é um texto do campo jornalístico-mi-
diático, essencialmente de caráter informativo, 
sem teor opinativo, que veicula um acontecimento 
real, por meio de uma linguagem clara e objetiva, 
direcionando-o a públicos diversos.
21 LÍNGUA PORTUGUESAAULA5 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 5 
Inferência de palavra 
ou expressão
Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de 
desenvolver a habilidade de inferir o sentido de pa-
lavras ou expressões em textos, com base no con-
texto de aplicação. Para isso, é preciso que você 
leia e compreenda os contextos de uso, bem como 
desenvolva raciocínios com base em informações 
já conhecidas, a fi m de buscar outras que não este-
jam explicitamente marcadas no texto. 
Você sabia?
Inferir sentido de uma palavra ou expressão em um 
texto pressupõe que você compreenda o significa-
do em determinado contexto. Esse significado pode 
ser conotativo (ou figurado), que corresponde a uma 
interpretação diferente do seu significado original, 
ou ter sentido denotativo, que se refere ao emprego 
original e literal da palavra. Atente-se a isso!
Leia o o texto 1, do gênero textual fábula, e res-
ponda aos itens 1 e 2.
Texto 1
O LEÃO E O MOSQUITO
Um leão fi cou com raiva de um mosquito que 
não parava de zumbir ao redor de sua cabeça, mas 
o mosquito não deu a mínima. 
— Você está achando que vou fi car com medo de 
você, só porque você pensa que é rei? 
— Disse ele altivo e, em seguida, voou para o 
leão e deu uma picada ardida no seu focinho. 
Indignado, o leão deu uma patada no mosqui-
to, mas a única coisa que conseguiu foi arranhar-se 
com as próprias garras. O mosquito continuou pi-
cando o leão, que começou a urrar como um louco. 
No fi m, exausto, enfurecido e coberto de feri-
das provocadas por seus próprios dentes e garras, 
o leão se rendeu. 
O mosquito foi embora zumbindo, para contar a 
todo mundo que tinha vencido o leão, mas entrou 
direto numa teia de aranha. Ali, o vencedor do rei 
dos animais encontrou seu triste fi m, comido por 
uma aranha minúscula. 
Muitas vezes o menor de nossos inimigos é o 
mais terrível. 
Fonte: BRASIL. Ministério da Educação. Livro do Aluno. Vol 
2. Brasília, DF: Ministério da Educação, 2000. Disponível 
em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/
me000589.pdf. Acesso em: 01 out. 2022.
Item 1. No trecho “o mosquito foi embora zumbin-
do”, presente no 1º parágrafo, a palavra destacada 
signifi ca que o mosquito foi embora 
A) com raiva.
B) com medo.
C) enfurecido.
D) fazendo barulho.
!
CA
D
ER
N
O
 D
O
 E
ST
U
D
AN
TE
42LÍNGUA PORTUGUESA AULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 2. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inferir 
o sentido de palavras ou expressões desconhecidas 
em textos, com base no contexto da frase ou do 
texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero 
textual fábula e apresenta uma linguagem peculiar 
ao gênero, uma sintaxe simples, com predominân-
cia de períodos curtos e estruturas coordenadas. 
Esse item é considerado de nível de dificuldade FÁ-
CIL, visto que o estudante, para inferir o sentido da 
palavra, precisa apenas relacionar a informação do 
texto ao sentido da palavra soberbo. 
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que a ação do mosquito 
foi ter investido, novamente, contra o leão.
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op
22LÍNGUA PORTUGUESA AULA 5 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 2. No trecho “Disse ele altivo e, em seguida, 
voou para o leão e deu uma picada ardida no seu 
focinho”, presente no 3º parágrafo, a palavra “al-
tivo” signifi ca
A) enfurecido. 
B) indignado.
C) soberbo. 
D) exausto.
 
Leia o texto 2, do gênero textual notícia, e res-
ponda aos itens 3, 4 e 5.
Texto 2
Ministério da Saúde promove ato de 
vacinação contra a poliomielite
Mais de 14,3 milhões de crianças fazem parte do pú-
blico-alvo da campanha; evento em Brasília marca a 
celebração do aniversário do Sistema Único de Saúde
Publicado em 24/09/2022 15h13. 
Atualizado em 24/09/2022 15h16
Na semana em que o Sistema Único de Saúde 
(SUS) completa 32 anos, o Ministério da Saúde pro-
move ato de vacinação contra a poliomielite e a 
multivacinação em Brasília (DF). Neste sábado (24), 
as crianças e adolescentes menores de 15 anos que 
fazem parte do público-alvo puderam se vacinar, du-
rante a manhã, no Parque da Cidade. [...] A vacina-
ção e eliminação de doenças como a poliomielite es-
tão entre as principais conquistas da história do SUS. 
O objetivo é reforçar as coberturas vacinais 
contra a pólio e outras doenças que podem ser 
prevenidas e evitar a reintrodução de vírus que já 
foram eliminados no Brasil. Para isso, o Ministério 
da Saúde prorrogou a Campanha Nacional de Vaci-
nação contra a Poliomielite e Multivacinação até o 
dia 30. Os imunizantes estão disponíveis nos mais 
de 40 mil pontos de vacinação do país. 
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde promove ato de vacinação 
contra a poliomielite. Disponível em: https://www.gov.br/
saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/ministerio
-da-saude-promove-ato-de-vacinacao-contra-a-poliomielite. 
Acesso em: 01 out. 2022.
Item 3. No trecho “O objetivo é reforçar as cober-
turas vacinais contra a pólio e outras doenças que 
podem ser prevenidas”, presente no 2º parágrafo, 
a expressão destacada indica
A) certeza. 
B) dúvida.
C) quantidade.
D) possibilidade. 
Item 4. Na frase “as doenças que podem ser preve-
nidas”, presente no 2º parágrafo, a palavra desta-
cada signifi ca que as doenças podem ser 
A) eliminadas.
B) prorrogadas.
C) reforçadas.
D) evitadas.
Item 5. Na frase “Para isso, o Ministério da Saú-
de prorrogou a Campanha Nacional de Vacinação 
contra a Poliomielite”, presente no 2º parágrafo, a 
expressão destacada tem o mesmo sentido de 
A) com esse objetivo.
B) da mesma forma.
C) supondo isso.
D) ao contrário disso.
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43 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR
ção pode ter considerado que o leão deu uma pa-
tada no mosquito.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que o mosquito estava pi-
cando o leão.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inferir 
o sentido de palavras ou expressões desconhecidas 
em textos, com base no contexto da frase ou do 
texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero 
textual notícia e apresenta uma linguagem pecu-
liar ao gênero – isto é, objetiva e clara. Esse item 
é considerado de nível de dificuldade MÉDIO, visto 
que o estudante, para inferir o sentido da palavra, 
precisa relacionar o sentido da locução verbal “po-
dem ser” ao efeito de sentido dessa expressão, que 
é a de possibilidade. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que a cobertura vacinal pre-
vine totalmente as doenças.
Alternativa B) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que não foi informado quais 
seriam as outras doenças.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que a pólio e outras do-
enças teriam a cobertura vacinal, indicando um 
número maior de doenças.
Item 4. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inferir 
o sentido de palavras ou expressões desconhecidas 
em textos, com base no contexto da frase ou do 
texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero 
textual notícia e apresenta uma linguagem pecu-
liar ao gênero – isto é, objetiva e clara. Esse item 
é considerado de nível de dificuldade FÁCIL, visto 
que o estudante, para inferir o sentido da palavra, 
precisa relacionar a informação do texto ao senti-
do das possibilidades apresentadas. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter relacionado essa informação a outras 
contidas no texto.
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter associado essa informação a outras 
contidas no texto. 
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado a informação de que a 
Campanha seria prorrogadapor mais alguns dias.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inferir 
o sentido de palavras ou expressões desconhecidas 
em textos, com base no contexto da frase ou do 
texto. O texto que dá suporte ao item é do gênero 
textual notícia e apresenta uma linguagem pecu-
liar ao gênero – isto é, objetiva e clara. Esse item é 
considerado de nível de dificuldade DIFÍCIL, tendo 
em vista que será necessário relacionar os efeitos 
de sentido produzidos pela expressão “para isso”, 
reconhecendo o valor semântico de “finalidade” da 
expressão. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Difícil.
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que as informações têm a 
mesma intencionalidade.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que o Ministério da Saúde 
considerou importante prorrogar a campanha. 
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que a segunda oração se 
opõe à primeira.
ANOTAÇÕES
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45 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, neste momento, é importante incenti-
var o estudante a realizar os desafios para forta-
lecimento da habilidade proposta.
Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por 
Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura”. 
Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para 
aprender. Quando um leitor compreende o que 
lê, está aprendendo e coloca em funcionamento 
uma série de estratégias cuja função é assegurar 
esse objetivo (SOLÉ, 1998, p.46)1.
1 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Art-
med, 1998.
ANOTAÇÕES
2323 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 5 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida-
de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, em se-
guida, socializar com o professor e os colegas. Você 
poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re-
vistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar 
outras fontes. 
Desafi o 1 
Selecionar um gênero textual (fábula, notícia ou 
até mesmo reportagem) e, na sequência, realizar 
a leitura, identifi cando o tema e as principais in-
formações. 
Desafi o 2
Retirar, do texto lido, as palavras que você desco-
nhece e as registrar no seu caderno de anotações. 
Procure reconhecer o sentido de cada uma no tex-
to. Depois, reescreva trechos em que elas foram 
empregadas e substitua-as por outras, sem alterar 
o sentido. Dessa forma, você poderá ampliar a sua 
compreensão de aplicação dessa habilidade em 
textos diversos.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você sabia 
sobre o tema Inferir o sentido de palavras 
desconhecidas, considerando o contexto 
em que foram utilizadas?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
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ANOTAÇÕES
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47 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 6
Variação: marcas linguísticas
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação 
da Educação Básica — Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular — BNCC indicadas a se-
guir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira 
conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D10 — Identificar as marcas linguísti-
cas que evidenciam o locutor e o in-
terlocutor de um texto.
(EF35LP22) Perceber diálogos em textos narrativos, 
observando o efeito de sentido de verbos de enunciação 
e, se for o caso, o uso de variedades linguísticas no 
discurso direto.
O descritor identificar as marcas linguísticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de um texto faz 
parte do Eixo de Conhecimento Variedade Linguística/Análise Linguística e Semiótica, e do Eixo Cognitivo 
Reconhecer do Componente Curricular Língua Portuguesa da Matriz de Referência do Saeb.
Para que o estudante a desenvolva, devem ser observados os marcos de desenvolvimento necessários 
para a apropriação das referidas habilidades. Em Língua Portuguesa, esses marcos são referências de 
conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Bási-
ca, demarcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições 
essenciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subse-
quentes.
Nesse sentido, o descritor D10 tem como marcos de desenvolvimento o conhecimento de que podem 
ocorrer diferenças linguísticas de acordo com a região, idade, nível de escolaridade, entre outras, por 
parte dos enunciadores, conforme os contextos de produção e circulação de diferentes gêneros textuais.
48LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, esta aula é composta por cinco itens, 
sendo que os itens 1 e 2 se referem ao texto 1; o 
item 3 refere-se ao texto 2; o item 4, ao texto 3; 
o item 5, ao texto 4. A leitura atenta dos textos é 
fundamental para que os itens possam ser respon-
didos com sucesso. Reforce com os estudantes tal 
necessidade e propicie o momento para a leitura 
de modo que haja participação da turma. Para tan-
to, não se esqueça de aplicar estratégias de leitura 
de Isabel Solé, indicadas em aulas anteriores, além 
de outras que julgar pertinentes para o acionamen-
to de conhecimentos prévios dos estudantes, assim 
como o levantamento e a confirmação de hipóteses 
sobre os textos.
Item 1. Resposta comentada:
Professor, esse item requer do estudante a aplica-
ção da habilidade de identificar as marcas linguís-
ticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de 
um texto, no caso, um conto gauchesco, um gênero 
textual do campo artístico-literário que retrata o 
modo de vida, a cultura e o linguajar dos gaúchos. 
As características marcantes desse gênero incluem 
a utilização de um vocabulário específico e regio-
nal, assim como estruturas gramaticais e expres-
sões idiomáticas típicas do linguajar gaúcho. Nele, 
termos como “apeamos”, “fritada”, “beiço”, “an-
dante”, e expressões como “a pino do meio-dia” e 
“mate” indicam essa regionalidade.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) Os estudantes que optaram por essa 
alternativa podem ter considerado que o texto 
segue a variedade-padrão da língua portuguesa, 
por não identificar termos técnicos ou gírias muito 
evidentes. No entanto, a presença de expressões 
idiomáticas e palavras comuns ao dialeto gaúcho, 
como “apeamos”, “fritada” e “mate”, denotam a 
predominância da linguagem regional.
Alternativa B) Os estudantes que optaram por essa 
alternativa podem ter interpretado erroneamente 
algumas palavras ou expressões do texto como ter-
mos técnicos. No entanto, o vocabulário utilizado 
no texto está mais relacionado à cultura e ao modo 
de vida gaúcho do que a uma área de conhecimen-
to ou profissão específica, o que descarta a predo-
minância de uma linguagem técnica.
Alternativa D) Os estudantes que optaram por essa 
alternativa podem ter considerado que o texto 
apresenta uma linguagem coloquial devido à sua 
informalidade e ao fato de se tratar de uma con-
versa. No entanto, apesar da presença de alguns 
coloquialismos, as expressões e palavras típicas 
do dialeto gaúcho, como “andante” e “beiço”, 
tornam a linguagem regional a característica mais 
marcante do texto.
49 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
25 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 6
Variação: marcas 
linguísticas
Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade de 
desenvolver a habilidade de identifi car as marcas 
linguísticas queevidenciam o locutor e o interlocu-
tor de um texto. Leia com muita atenção os itens e 
os desafi os para resolvê-los. 
Esta aula é composta por cinco itens, sendo que os 
itens 1 e 2 se referem ao texto 1; o item 3 refere-
-se ao texto 2; o item 4, ao texto 3; o item 5, ao 
texto 4. A leitura atenta dos textos é fundamental 
para que os itens possam ser respondidos com su-
cesso.
1
Você sabia?
A norma-padrão1 é uma entre as muitas variedades de 
um idioma, é a referência-padrão da língua, pois atua 
como modelo, norma e ideal linguístico de uma comu-
nidade. Além dela, encontram-se pelo menos três tipos 
de diferenças internas:
 ● diferenças no espaço geográfico – variantes 
regionais;
 ● diferenças entre as camadas socioculturais – 
coloquial;
 ● diferenças entre os tipos de modalidade 
expressiva – literária, técnica.
Leia o texto 1 e responda aos itens 1 e 2.
Texto 1
O MATE DO JOÃO CARDOSO
— A la fresca!… que demorou a tal fritada! Van-
cê reparou?
Quando nos apeamos era a pino do meio-dia... 
e são três horas, largas!... Cá pra mim esta gente 
esperou que as franguinhas se pusessem galinhas e 
depois botassem, para depois apanharem os ovos 
e só então bater esta fritada encantada, que vai 
nos atrasar a troteada, obra de duas léguas... de 
1 Fonte: CUNHA, C. e CINTRA, L. Nova Gramática do 
Português Contemporâneo. 7. ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 
2017. Adaptado.
beiço!... Isto até faz-me lembrar um caso.. .
Vancê nunca ouviu falar do João Cardoso?... 
Não?... É pena.
O João Cardoso era um sujeito que vivia por 
aqueles meios do Passo da Maria Gomes; bom ve-
lho, muito estimado, mas chalrador como trinta e 
que dava um dente por dois dedos de prosa, e mui 
amigo de novidades. Também... naquele tempo 
não havia jornais, e o que se ouvia e se contava 
ia de boca em boca, de ouvido para ouvido. Eu, o 
primeiro jornal que vi na minha vida foi em Pelotas 
mesmo, aí por 1851. Pois, como dizia: não passava 
andante pela porta ou mais longe ou mais distante, 
que o velho João Cardoso não chamasse, risonho, e 
renitente como mosca de ramada; e aí no mais já 
enxotava a cachorrada, e puxando o pito de detrás 
da orelha, pigarreava e dizia:
_Olá! Amigo! apeie-se; descanse um pouco! Ve-
nha tomar um amargo! É um instantinho.... criou-
lo?!… O andante, agradecido à sorte, aceitava… 
menos algum ressabiado, já se vê.
_Então que há de novo? (E para dentro de casa, 
com uma voz de trovão, ordenava:)
_ Oh! crioulo! Traz mate! E já se botava na con-
versa, falava, indagava, pedia as novas, dava as 
que sabia; ria-se, metia opiniões, aprovava umas 
cousas, fi cava buzina com outras... E o tempo ia 
passando. O andante olhava para o cavalo, que já 
tinha refrescado; olhava para o sol que subia ou 
descambava… e mexia o corpo para levantar-se.
_Bueno! são horas, seu João Cardoso; vou mar-
chando!…
_Espere, homem! Só um instantinho! Oh! criou-
lo, olha esse mate!
[...]
Fonte: LOPES NETO, João Simões. Contos gauchescos. 9ª ed., 
Porto Alegre: Globo, 1976. (Col. Provínci).
Item 1. No primeiro parágrafo do texto, predomina 
a variedade linguística 
A) padrão.
B) técnica.
C) regional.
D) coloquial.
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50LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
26LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 2. Com base no texto, a variedade linguística 
empregada é caracterizada, principalmente, por 
apresentar
A) expressões idiomáticas regionais.
B) uma linguagem formal e complexa.
C) regras gramaticais da norma-padrão.
D) características da linguagem popular.
Leia o texto 2 e responda ao item 3.
Texto 2
Quem quer mentir confi rma só
Júlio Campina
Um indivíduo, regressando de uma viagem que 
fi zera em companhia de um caboclo, resolveu, 
para se divertir, ir adiante contando casos fabulo-
sos, devendo ir depois os confi rmando o caboclo.
Aceitando este a incumbência, os dois se sepa-
raram.
[...]
Mais adiante contou ainda o homem que vira 
atirar em um boi e a bala pegar na cabeça e no 
mocotó¹.
Este fato deixou admirados e duvidosos a quan-
tos o ouviram, que logo indagaram do caboclo, 
apenas este foi passando, se também havia presen-
ciado isso, o que o fez fi car desta vez atrapalhado.
 Por fi m, depois de pensar, respondeu:
— O tiro eu não vi dá, mais pudia a bala ter pe-
gado quando o boi tava coçando a cabeça...
Dito isto, correu o caboclo a encontrar-se com 
o patrão.
Quando o avistou, já estava ele pregando outra 
mentira a um sujeito.
O caboclo, esbaforido, gritou-lhe:
— Meu patrão, quem quer mentir confi rma só: 
caro me custou ajuntar cabeça com mocotó.
1. Patas de animais bovinos ou suínos, desprovidas 
do casco.
Fonte: CAMPINA, J. Subsídio ao folclore brasileiro. Disponível 
em: https://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/518676. 
Acesso em: 18 out. 2022.
Item 3. “– O tiro eu não vi dá, mais pudia a bala 
ter pegado quando o boi tava coçando a cabeça...” 
A fala do caboclo evidencia uma linguagem
A) caipira, comum no contexto rural.
B) coloquial, usada por jovens da cidade.
C) padrão, referência em ambientes de trabalho.
D) técnica, adotada por grupos de especialistas.
Leia o texto 3 e responda ao item 4.
Texto 3
Conto ou não conto?
[...]
A minha língua coçou. Um segredo daqueles não 
poderia fi car guardado. Na primeira oportunidade 
em que eu fi quei sozinha, procurei minha tia, que 
estava preparando o almoço.
— Tia, preciso contar uma coisa pra senhora. 
— Pois conte, que estou ouvindo. Não posso te 
dar mais atenção, senão o almoço não sai... 
— É que eu tenho um segredo pra te contar e 
não sei se devo... 
— O segredo é seu ou dos outros?
— Dos outros... Quer dizer, da prima!
— E por que você quer contar os segredos 
alheios?
— Bem, eu pensei que a senhora quisesse saber 
o que aconteceu...
[...]
Fonte: SIDNEY, A. Conto ou não conto? Disponível em: https://
cafesonhosepensamentos.blogspot.com/2020/09/incentivan-
do-literatura-infantil.html?m=0.
Acesso em: 18 out. 2022.
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Item 2. Resposta comentada:
Professor, esse item requer que o estudante apli-
que a habilidade de identificar as marcas linguís-
ticas que evidenciam o locutor e o interlocutor de 
um texto, de modo a perceber as características 
específicas da variedade linguística usada no texto, 
a regional. A leitura do texto revela uma lingua-
gem rica em expressões e vocabulário específicos 
do universo gaúcho, refletindo a cultura e a fala 
da região sul do Brasil, com termos e expressões 
como “a la fresca”, “vancê”, “apeamos”, “chalra-
dor”, “mosca de ramada”, “andante”, “buzina”, 
e “bueno”, por exemplo, são típicos do linguajar 
gaúcho e demonstram a presença forte de um re-
gionalismo linguístico. Além disso, há o uso do ter-
mo “crioulo”, que, no contexto gaúcho, refere-se 
ao trabalhador rural e ao cavalo nascido na região, 
demonstrando o quão arraigada está essa lingua-
gem ao universo cultural retratado.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio.
51 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
Distratores
Alternativa B) Os estudantes que optaram por essa 
alternativa podem ter interpretado erroneamente 
a complexidade dos termos regionais e das expres-
sões idiomáticas como indicativo de uma lingua-
gem formal e complexa. No entanto, apesar de seu 
caráter regional, o linguajar do texto é bastante 
coloquial e acessível, o que descarta a predomi-
nância de uma linguagem formal e complexa.
Alternativa C) Os estudantes que optaram por essa 
alternativa podem ter considerado que a presença 
de estruturas sintáticas e gramaticais complexas 
no texto indicam uma aderência estrita às regras 
gramaticais da norma-padrão. No entanto, a lin-
guagem utilizada no texto é caracterizada mais 
pela sua regionalidade do que pela sua aderência à 
norma-padrão.
Alternativa D) Os estudantes que optaram por essa 
alternativa podem ter considerado que expressões 
como “a la fresca”, “vancê”, “apeamos”, “chalra-
dor”, “mosca de ramada”, “andante”, “buzina”, 
e “bueno” são característicasda linguagem popu-
lar, que é muitas vezes marcada por gírias e co-
loquialismos. No entanto, essas expressões são na 
verdade idiomas regionais, específicos do linguajar 
gaúcho, e não necessariamente elementos da lin-
guagem popular no sentido amplo.
Item 3. Resposta comentada:
O item é de dificuldade média, pois solicita que 
o estudante identifique a variedade linguística a 
partir da fala destacada de uma das personagens. 
Nesse caso, a forma particular de linguagem revela 
uma variedade geralmente empregada em locali-
dades rurais, por pessoas do lugar, o que é reforça-
do pela descrição da personagem como sendo um 
caboclo.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa B) O estudante que escolheu essa alter-
nativa pode ter considerado apenas as inadequa-
ções gramaticais sem levar em conta o contexto 
envolvido — estarem na roça, a personagem ser 
um caboclo —, além de não considerar ausência de 
marcas da linguagem coloquial de jovens da cida-
de, caracterizada por gírias, palavras criadas por 
meio da abreviação e de outras formas de lingua-
gem usadas no cotidiano.
Alternativa C) O estudante que escolheu essa al-
ternativa pode ter considerado como sendo uma 
linguagem de referência pelo fato de ser usada 
apenas em algumas regiões, mas, provavelmente, 
não consegue, ainda, reconhecer que a linguagem 
retratada não condiz com a norma-padrão, uma 
vez que apresenta desvios gramaticais e outros.
Alternativa D) O estudante que escolheu essa al-
ternativa, pode ter considerado a linguagem como 
técnica por ser usada por um grupo específico de 
pessoas, mas provavelmente não consegue ainda 
reconhecer que não é uma linguagem técnica por 
não trazer termos específicos de uma área qual-
quer, como Medicina, Engenharia etc.
52LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
O item apresenta um grau de dificuldade fácil, pois 
solicita que o estudante reconheça a alternativa 
que traz um exemplo da variedade linguística colo-
quial, ou seja, que não se mostra de acordo com a 
norma-padrão da linguagem. A alternativa C apre-
senta a forma pra no lugar de para, comum na lin-
guagem coloquial.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) O estudante que escolheu essa alter-
nativa pode ter considerado que, por ser uma lin-
guagem fácil de ser compreendida, seria coloquial. 
Provavelmente, ele não conseguiu perceber que 
não há desvios em relação ao uso da norma-padrão 
no trecho, pois não há equívocos de concordância, 
regência, grafia de palavras etc.
Alternativa B) Da mesma forma que na alternativa 
A, o estudante que escolheu essa alternativa pode 
ter considerado a linguagem fácil de ser compreen-
dida, não conseguindo reconhecer que não houve 
desvios em relação à norma-padrão nesse trecho.
Alternativa D) O estudante que escolheu essa al-
ternativa pode ter considerado que, por ser uma 
linguagem de fácil entendimento, seria coloquial. 
Provavelmente, ele não conseguiu perceber que 
a construção linguística do trecho está de acordo 
com as normas da linguagem-padrão, portanto, o 
trecho não pertenceria à variedade linguística co-
loquial.
Item 5. Resposta comentada:
O item apresenta um nível de dificuldade médio, 
pois requer que o estudante identifique a expres-
são vancê como sendo uma forma regional de dizer 
você, empregada, por exemplo, no sul do Brasil. 
Mesmo que não saiba em que região essa forma é 
empregada, a relação com a forma você e o fato 
de não ser comum em todo o território nacional 
permitem que o estudante chegue a essa conclusão 
sem dificuldade.
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa A) O estudante que escolheu essa alter-
nativa pode ter considerado que a linguagem está 
correta, deixando de perceber o desvio da norma-
-padrão no emprego da forma vancê.
Alternativa C) O estudante que escolheu essa al-
ternativa, pode ter considerado o desvio da norma-
-padrão, mas considerou a forma vancê como gíria 
e não um regionalismo.
Alternativa D) O estudante que escolheu essa al-
ternativa, pode ter considerado que a forma vancê 
faz parte de uma linguagem técnica, própria de al-
guma profissão.
53 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
27 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 4. O trecho do texto que apresenta variedade 
linguística coloquial é 
A) “Um segredo daqueles não poderia fi car guar-
dado.”
B) “(...) procurei minha tia, que estava preparan-
do o almoço.”
C) “É que eu tenho um segredo pra te contar e não 
sei se devo…”.
D) “E por que você quer contar os segredos 
alheios?”.
Leia o texto 4 e responda ao item 5
Texto 4
O MATE DO JOÃO CARDOSO
João Simões Lopes Neto
— A la fresca!… que demorou a tal fritada! 
Vancê reparou? Quando nos apeamos era a pino 
do meio dia... e são três horas, largas!... Cá pra 
mim esta gente esperou que as franguinhas se 
pusessem galinhas e depois botassem, para depois 
apanharem os ovos e só então bater esta fritada 
encantada, que vai nos atrasar a troteada, obra de 
duas léguas... de beiço!... Isto até faz-me lembrar 
um caso...
— Vancê nunca ouviu falar do João Cardoso?... 
Não?... É pena. O João Cardoso era um sujeito 
que vivia por aqueles meios do Passo da Maria 
Gomes; bom velho, muito estimado, mas chalrador 
como trinta e que dava um dente por dois dedos 
de prosa, e mui amigo de novidades. Também... 
naquele tempo não havia jornais, e o que se ouvia 
e se contava ia de boca em boca, de ouvido para 
ouvido.
Eu, o primeiro jornal que vi na minha vida foi em 
Pelotas mesmo, aí por 1851. Pois, como dizia: não 
passava andante pela porta ou mais longe ou mais 
distante, que o velho João Cardoso não chamasse, 
risonho, e renitente como mosca de ramada; e aí 
no mais já enxotava a cachorrada, e puxando o pito 
de detrás da orelha, pigarreava e dizia:
— Olá! Amigo! Apeie-se; descanse um pouco! 
Venha tomar um amargo!
[...]
Fonte: NETO, J. S. L. Contos gauchescos. Porto Alegre: 
Globo, 1976. Disponível em: https://www.literaturabrasileira.
ufsc.br/documentos/?action=download&id=117679. 
Acesso em: 27 nov. 2022.
Item 5. No trecho “— Vancê nunca ouviu falar do 
João Cardoso?”, a palavra em destaque indica um 
tipo de linguagem
A) padrão, usada em situações formais.
B) regional, própria de algumas regiões.
C) informal, preferida por crianças e jovens.
D) técnica, empregada em grupos de profi ssionais.
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54LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, nesse momento, é importante incentivar 
o estudante a realizar os desafios para fortaleci-
mento da habilidade proposta.
Professor, reserve um momento para explicar aos 
estudantes que a Língua Portuguesa é viva e que, 
por isso, está sempre em transformação. No en-
tanto, para que seja possível que os falantes se 
comuniquem, há uma norma-padrão da língua que 
determina regras. É preciso que façam reflexões, 
no sentido de valorizar as diferenças de oralidade 
nas diferentes regiões do Brasil, e que pensem em 
formas de combater os preconceitos linguísticos.
ANOTAÇÕES
2828LÍNGUA PORTUGUESA AULA 6 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida-
de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, em se-
guida, socializar com o professor e os colegas. Você 
poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re-
vistas – impressos ou virtuais – ou, ainda, consultar 
outras fontes. 
Desafi o 1
Releia o Texto 1 desta aula e, em seguida, em gru-
pos, conforme orientações do professor, reescre-
vam-no, ajustando os trechos com variedade lin-
guística à norma-padrão.
Desafi o 2
Após fi nalizarem a atividade anterior, é hora de re-
visar os textos reescritos, de modo que verifi quem 
se os ajustes estão de acordo com a norma-padrão 
ou não. Para isso, troquem de cadernocom outros 
grupos a fi m de que um façam observações no tex-
to de outro e, caso haja necessidade de outras ade-
quações, poderão sugerir e colaborar uns com os 
outros. Depois, compartilhem as observações com 
o professor e com os colegas. Aqui, vocês poderão 
consultar dicionários, gramáticas e outros, físicos 
ou on-line.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você 
sabia sobre o tema Identifi car as marcas 
linguísticas que evidenciam o locutor e o 
interlocutor de um texto?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
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55 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 7 
Narração: identificação de conflito gerador e outros 
elementos
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação 
da Educação Básica - Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular - BNCC indicadas a seguir, 
observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhe-
cimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D7 - Identificar o conflito gerador do 
enredo e os elementos que constroem a 
narrativa.
(EF35LP29) Identificar, em narrativas, cenário, 
personagem central, conflito gerador, resolu-
ção e o ponto de vista com base no qual histó-
rias são narradas, diferenciando narrativas em 
primeira e terceira pessoas.
O descritor identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa faz parte 
do Eixo do Conhecimento Processamento do Texto/Leitura e do Eixo Cognitivo Reconhecer, do Componen-
te Curricular Língua Portuguesa, da Matriz Referência do Saeb. 
Para que o estudante o desenvolva, devem ser observados os marcos de desenvolvimento necessários à 
apropriação das referidas habilidades. Em Língua Portuguesa, esses marcos são referências de conheci-
mentos elencados para acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, de-
marcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essen-
ciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes, 
como a habilidade de identificar elementos constitutivos de textos narrativos, que tem como marcos de 
desenvolvimento: a compreensão de diálogos em textos narrativos; a leitura e a compreensão de textos; 
a identificação de informações explícitas e implícitas; o conhecimento de gêneros textuais pertencentes 
à tipologia narrativa e o reconhecimento de seus elementos constitutivos. 
Professor, esta aula é composta por cinco itens, sendo que os itens 1, 2 e 3 referem-se ao texto 1, en-
quanto os itens 4 e 5, ao texto 2. A leitura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser 
respondidos com sucesso. Reforce com os estudantes essa necessidade com os estudantes e propicie um 
momento para essa leitura. Para tanto, não se esqueça de aplicar as estratégias de leitura de Isabel Solé 
(1998)1 indicadas no início deste caderno, além de outras que julgar pertinentes para o acionamento dos 
conhecimentos prévios dos estudantes, levantando e confirmando hipóteses sobre os textos. 
1 SOLÉ, Isabel. Estratégias de Leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed,1998.
ANOTAÇÕES
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57 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
29 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 7 
Narração: 
identifi cação de 
confl ito gerador e 
outros elementos
Caro estudante, nesta aula, você terá a oportu-
nidade de desenvolver a habilidade de Identifi car 
o confl ito gerador do enredo e os elementos que 
constroem a narrativa. Para isso, esperamos que 
compreenda os textos narrativos, bem como que 
identifi que informações explícitas e implícitas a 
fi m de conhecer os gêneros textuais pertencentes 
à tipologia narrativa, reconhecendo seus elemen-
tos constitutivos. 
Esta aula é composta por cinco itens, sendo que os 
itens 1, 2 e 3 referem-se ao texto 1, enquanto os 
itens 4 e 5, ao texto 2. A leitura atenta dos textos 
é fundamental para que os itens possam ser res-
pondidos com sucesso.
Vamos lá?
Você sabia? 
As narrativas1, em geral, apresentam, em suas estrutu-
ras, os seguintes elementos:
1. Personagens: são aqueles que compõem a narra-
tiva, sendo classificados em: personagens princi-
pais (protagonista e antagonista) e personagens 
secundários (adjuvante ou coadjuvante). 
2. O enredo trata da trama em que as ações se de-
senrolam. O enredo é formado pelos aconteci-
mentos ocorridos em determinado tempo e espa-
ço, os quais são vivenciados pelos personagens. 
3. O narrador é quem conta a história. Existem três 
tipos: narrador observador, narrador personagem 
e narrador onisciente. 
4. O tempo determina o período em que a história 
se passa. Ele pode ser cronológico, quando segue 
uma ordem dos acontecimentos, ou psicológico, 
quando não segue uma linearidade dos fatos, sen-
do um tempo interior que ocorre na mente dos 
personagens. 
5. O espaço da narrativa é o local onde ela se desen-
volve, podendo ser físico ou mesmo psicológico. 
1
1 Os elementos da narrativa. Disponível em: https://
escoladigital.seduc.ro.gov.br/roteiro-de-estudo/elementos-da-
narrativa-em-fabulas-56970. Acesso em: 4 fev. 2023.
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58LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
30LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Leia o texto 1 e responda aos itens 1, 2 e 3. 
Texto 1 
CAPÍTULO 1
Pela toca do Coelho
Alice estava começando a fi car muito cansada 
de estar sentada ao lado da irmã na ribanceira, e 
de não ter nada que fazer, espiara uma ou duas ve-
zes o livro que estava lendo, mas não tinha fi guras 
nem diálogos, “e de que serve um livro”, pensou 
Alice, “sem fi guras nem diálogos?”. Assim, refl etia 
com seus botões (tanto quanto podia, porque o ca-
lor a fazia se sentir sonolenta e burra) se o pra-
zer de fazer uma guirlanda de margaridas valeria 
o esforço de se levantar e colher as fl ores, quando 
de repente um Coelho Branco de olhos cor-de-rosa 
passou correndo por ela.
Não havia nada de tão extraordinário nisso; nem 
Alice achou assim tão esquisito ouvir o Coelho dizer 
consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar atrasa-
do demais!” (quando pensou sobre isso mais tarde, 
ocorreu-lhe que deveria ter fi cado espantada, mas 
na hora tudo pareceu muito natural); mas quando 
viu o Coelho tirar um relógio do bolso do colete e 
olhar as horas, e depois sair em disparada, Alice se 
levantou num pulo, porque constatou subitamente 
que nunca tinha visto antes um coelho com bolso 
de colete, nem com relógio para tirar de lá, e, ar-
dendo de curiosidade, correu pela campina atrás 
dele, ainda a tempo de vê-lo se meter a toda a 
pressa numa grande toca de coelho debaixo da cer-
ca. 
[...]
Fonte: CARROLL, L. Alice no país das maravilhas. Editora 
Arara Azul, 2002. Disponível em: http://www.ebooksbrasil.
org/adobeebook/alicep.pdf. Acesso em: 29 out. 2020.
Item 1. Quem é a personagem central nesse frag-
mento?
A) Alice.
B) A irmã de Alice.
C) O Coelho Branco.
D) O livro sem fi guras.
Item 2. O que dá início ao confl ito é o fato de
A) Alice estar com a irmã na ribanceira.
B) o livro não ter fi guras nem diálogos.
C) um coelho branco passar correndo por Alice.
D) o coelho olhar o relógio e dizer que está atra-
sado.
Item 3. Qual o cenário desse trecho da história?
A) A campina.
B) A ribanceira.
C) A toca do coelho.
D) Um campo de margaridas.
 
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Item 1 . Resposta comentada:
Professor, esse item é considerado fácil, uma vez 
que solicita que o estudante reconheça a persona-
gem central do texto, ou seja, aquela em torno da 
qual a ação se desenvolve, a mais importante para 
a história. Para tanto, o estudante precisa identi-
ficar a relaçãode Alice com todas as situações do 
enredo, sendo ela a responsável por fazer com que 
as ações aconteçam. No caso, essa personagem é 
Alice. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que escolheu essa al-
ternativa, provavelmente, pode ter considerado a 
irmã de Alice como personagem central, por ela 
ter sido mencionada logo no início da narrativa. 
Mas não percebeu que ela é apenas mencionada na 
história, portanto, não se trata de uma persona-
gem central, já que não desenvolve nenhuma ação. 
Essa distinção é feita porque a personagem central 
é aquela que está envolvida em todas as ações da 
narrativa, seja para fazer com que elas se desen-
59 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
volvam (protagonista), seja para fazer o contrário 
(antagonista).
Alternativa C) O estudante que escolheu essa al-
ternativa, provavelmente, considerou o Coelho 
como personagem central, porque ele é a primeira 
criatura que Alice encontra no texto e a única que 
ela segue. O Coelho também é a única figura que 
possui diálogos e ações na trama. No entanto, o 
Coelho não é a personagem principal, pois ele não 
direciona o enredo.
Alternativa D) O estudante que escolheu essa al-
ternativa, provavelmente, considerou o livro como 
personagem central porque ele é mencionado logo 
no início do texto, e Alice se sente frustrada por 
não haver figuras ou diálogos nele. No entanto, o 
livro não é uma personagem ativa, pois não realiza 
ações ou toma decisões que influenciam na trama.
Item 2. Resposta comentada:
Professor, esse item é considerado de nível médio, 
uma vez que solicita que o estudante identifique a 
situação inicial que gerará o conflito da narrativa, 
o que exige uma compreensão leitora mais avança-
da, pois ele terá de reconhecer que o conflito e o 
início da narrativa podem ser elementos diferen-
tes. Nesse caso, é o fato de o coelho branco cha-
mar a atenção de Alice ao olhar o relógio e dizer 
que está atrasado. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que escolheu essa alter-
nativa, provavelmente, associou o início da histó-
ria ao início do conflito, ou seja, ao fato de Alice 
começar a se sentir muito cansada de ficar sentada 
ao lado da irmã na ribanceira, e de não ter nada 
que fazer. Esse fato inicia o enredo (sequência de 
ações da narrativa), mas não o conflito (situação 
gerada por uma das ações iniciais que levam a to-
madas de ações para a solução de um problema).
Alternativa B) Provavelmente, o estudante consi-
derou o fato de o livro não ter figuras nem diálogos 
como resposta correta, porque Alice refletia com 
seus botões (tanto quanto podia, porque o calor 
a fazia se sentir sonolenta e burra) se o prazer de 
fazer uma guirlanda de margaridas valeria o esfor-
ço de se levantar e colher as flores, uma vez que o 
livro não tinha figuras e diálogos. No entanto, isso 
não é o que dá início ao conflito.
Alternativa C) O estudante que escolheu essa alter-
nativa pode ter considerado o fato de Alice não ter 
achado tão esquisito o coelho passar correndo por 
ela e dizer consigo mesmo: “Ai, ai! Ai, ai! Vou chegar 
atrasado demais!”. Mas o que dá início ao conflito é 
o fato de o coelho olhar o relógio e sair em disparada.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, esse item é considerado de nível fácil, 
pois pede que o estudante reconheça o cenário, 
ou seja, o local onde se passa esse trecho da histó-
ria. Nesse caso, é a ribanceira, onde se encontram 
Alice e sua irmã. Ao ler o texto, o estudante deve 
perceber que Alice estava sentada ao lado de sua 
irmã na ribanceira, e que foi nesse lugar que ela 
notou o Coelho Branco de olhos cor-de-rosa passan-
do por ela. Após isso, ela acompanhou o Coelho até 
a grande toca debaixo da cerca. 
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que considerou essa 
alternativa levou em conta a campina como 
cenário, porque a história descreve Alice correndo 
por ela atrás do coelho,, antes de ele entrar na 
toca. No entanto, esse não é o cenário principal da 
história, já que Alice estava sentada na ribanceira 
ao lado de sua irmã quando viu o coelho.
Alternativa C) O estudante que escolheu a toca 
do coelho como resposta pode ter sido motivado 
pelo fato de o Coelho Branco ter entrado na toca 
de coelho logo após Alice observá-lo. A toca do 
coelho representa o cenário em que Alice segue o 
Coelho Branco, mas o cenário desse trecho, que é 
a ribanceira.
Alternativa D) O estudante que escolheu um 
campo de margaridas como resposta dessa 
questão, provavelmente, deixou-se levar pela 
informação presente no fragmento, no qual Alice 
considera se vale a pena levantar-se para colher 
as margaridas para fazer uma guirlanda. Embora 
não seja a resposta correta para essa questão, dá 
para entender que, a partir dessa informação, o 
estudante pode ter deduzido erroneamente que o 
cenário da história seria um campo de margaridas.
60LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, esse item pode ser considerado difícil, 
uma vez que solicita que o estudante reconheça 
o clímax, ou seja, o momento de maior tensão da 
história, capaz de mudar o rumo dos acontecimen-
tos. Assim, ele precisa reconhecer, antes, qual o 
conflito do texto para, então, perceber quando ele 
atinge seu ponto de maior tensão. No caso, pode-
-se dizer que o clímax desse fragmento do conto 
ocorre no momento em que o geniozinho toma co-
nhecimento do soldadinho de chumbo e fala com 
ele em tom desafiador. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Difícil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que marcou essa 
alternativa pode tê-la considerado porque ela 
mostra o início da trama, quando os brinquedos 
começam a se animar e se preparar uma grande 
bagunça. Essa cena introduz o ambiente de 
mistério e intriga que marca a trama a partir desse 
momento, preparando o clima para o clímax.
Alternativa B) O estudante pode ter marcado 
essa alternativa, pois ela descreve um elemento 
importante da história, o baile das bonecas, o que 
pode ter chamado a atenção dele para a cena. 
Porém, essa cena não é o clímax da história, o qual 
ocorre no momento em que o geniozinho aparece, 
ameaçando o soldadinho.
Alternativa C) O estudante pode ter marcado essa 
alternativa porque o trecho mostra o início da 
história e o despertar do interesse do soldadinho 
de uma perna só pela bailarina, mas não é esse o 
momento do clímax.
Item 5. Resposta comentada:
O item pode ser considerado de dificuldade média, 
pois solicita que o estudante reconheça quem nar-
ra a história. Para isso, ele precisa compreender a 
questão do ponto de vista do narrador, que pode 
ser de primeira pessoa, quando o narrador é uma 
das personagens, ou de terceira, quando o narra-
dor conta a história de outras pessoas sem partici-
par dela. Nesse caso, trata-se de um narrador de 
3ª pessoa, do tipo onisciente, que não participa da 
história, mas sabe de tudo no universo daquela nar-
rativa. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativas A) O estudante pode ter pensado que 
a narrativa era contada pela bailarina, pois ela é 
o foco principal da história, e o soldadinho está 
apaixonado por ela. No entanto, a narrativa é 
contada por um narrador de terceira pessoa fora 
da história.
Alternativa B) O estudante pode ter se confundido 
ao ler a história, pois o narrador desconhecido 
que conta a história é de terceira pessoa, mas a 
personagem que aparece para assustar todos os 
brinquedos é o geniozinho ruim.
Alternativa C) O estudante que marcou essa 
alternativa pode ter interpretado a história como 
sendo contada por um narrador de 1ª pessoa, 
o soldadinho, em função do trecho em que os 
soldadinhos aparecem golpeando a caixa, por 
exemplo, o que pode indicar que esse estudante 
não consegue identificar avoz do narrador na 
história.
61 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
31 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Leia o texto 2 e responda aos itens 4 e 5. 
Texto 2 
O Soldadinho de chumbo (fragmento)
Hans Christian Andersen
[...]
Quando os ponteiros do relógio marcaram meia-
-noite, todos os brinquedos se animaram e come-
çaram a aprontar mil e uma. Uma enorme bagunça!
As bonecas organizaram um baile, enquanto o 
giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes. 
Os soldadinhos de chumbo, fechados na caixa, gol-
peavam a tampa para sair e participar da festa, 
mas continuavam prisioneiros.
Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina 
não saíram do lugar em que haviam sido colocados. 
Ele não conseguia parar de olhar aquela maravi-
lhosa criatura. Queria ao menos tentar conhecê-la, 
para fi carem amigos.
De repente, se ergueu da cigarreira um homen-
zinho muito mal-encarado. Era um gênio ruim, que 
só vivia pensando em maldades. Assim que ele apa-
receu, todos os brinquedos pararam amedronta-
dos, pois já sabiam de quem se tratava.
O geniozinho olhou a sua volta e viu o soldadi-
nho, deitado atrás da cigarreira.
— Ei, você aí, por que não está na caixa, com 
seus irmãos? — gritou o monstrinho.
Fingindo não escutar, o soldadinho continuou 
imóvel, sem desviar os olhos da bailarina.
— Amanhã vou dar um jeito em você, você vai 
ver! — gritou o geniozinho enfezado. — Pode espe-
rar.
Depois disso, pulou de cabeça na cigarreira, le-
vantando uma nuvem que fez todos espirrarem. 
[...]
Fonte: Contos tradicionais, fábulas, lendas e mitos. 
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/
DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=24679. Acesso 
em: 23 out. 2022.
Item 4. O trecho que mostra o clímax desse frag-
mento é:
A) “Quando os ponteiros do relógio marcaram 
meia-noite, todos os brinquedos se animaram e co-
meçaram a aprontar mil e uma.”
B) “As bonecas organizaram um baile, enquanto o 
giz da lousa desenhava bonequinhos nas paredes.”
C) “Mas o soldadinho de uma perna só e a bailarina 
não saíram do lugar em que haviam sido coloca-
dos.”
D) “— Ei, você aí, por que não está na caixa, com 
seus irmãos? — gritou o monstrinho.”
Item 5. Quem conta a história é um
A) narrador de 1ª pessoa, a bailarina.
B) narrador de 3ª pessoa, o geniozinho.
C) narrador de 1ª pessoa, o soldadinho.
D) narrador de 3ª pessoa, fora da história.
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62LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, o desafio a seguir compõe-se de duas 
partes: na primeira, os estudantes farão a pesqui-
sa, em grupos de 4 pessoas, sobre os elementos do 
conto tradicional. Sugerimos a confecção de tarje-
tas (cartões), uma para cada elemento. Na sala de 
aula, dependendo do número de estudantes, faça 
a redistribuição dos grupos de modo que sejam for-
mados 6 ou 12. Desse modo, você poderá distribuir 
as tarjetas entre eles para que cada um desenvolva 
um aspecto da história, utilizando, para isso, uma 
folha A4 no sentido paisagem e com letras grandes 
e visíveis. Depois, sugerimos que reúna os grupos, 
certificando-se de que todos os elementos do con-
to estão representados. Diga-lhes para montarem 
uma história do modo mais coerente possível. Para 
isso, você poderá fornecer papel pardo ou cartoli-
na, ou apenas fita adesiva para que juntem as fo-
lhas. Peça que fixem no mural da sala e leia com 
eles as histórias produzidas.
Sugestão: para facilitar, você pode propor que se 
baseiem em uma história já conhecida ou em algu-
ma personagem.
ANOTAÇÕES
3232LÍNGUA PORTUGUESA AULA 7 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habili-
dade que acabamos de trabalhar nesta aula. A se-
guir, você tem dois desafi os para desenvolver e, em 
seguida, socializar com o professor e os colegas. 
Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais 
ou revistas impressas ou virtuais ou, ainda, consul-
tar outras fontes.
Desafi o 1
Em grupos, conforme a orientação do professor, 
pesquise em livros impressos ou on-line um conto 
tradicional de autores de histórias infantis. Leiam, 
atentamente, esse texto e preencham o quadro 
conforme os elementos que estruturam a história 
lida.
ELEMENTOS DO CONTO TRADICIONAL - 
CARACTERÍSTICAS
Enredo (início, 
meio e fi m)
Personagens
Tempo
Cenário
Narrador
Desafio 2
Exponha o resultado do trabalho de vocês no mural 
da classe para que ele seja lido por todos.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você 
sabia sobre o tema Análise de elementos 
constitutivos de textos narrativos?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
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63 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 8 
Narração: identificação de conflito gerador e outros 
elementos
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Saeb e da habilidade 
da BNCC, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante ad-
quira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens, sendo capaz de identificar 
o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D7 - Identificar o conflito gerador do 
enredo e os elementos que constroem a 
narrativa.
(EF35LP26) Ler e compreender, com certa 
autonomia, narrativas ficcionais que apre-
sentem cenários e personagens, observan-
do os elementos da estrutura narrativa: 
enredo, tempo, espaço, personagens, nar-
rador e a construção do discurso indireto e 
discurso direto.
O descritor identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa faz parte 
do Eixo do Conhecimento Leitura/Procedimento de Leitura e do Eixo Cognitivo Reconhecer do Compo-
nente Curricular Língua Portuguesa da Matriz de Referência do Saeb. Para que o estudante o desenvolva, 
é importante observar os marcos de desenvolvimento, os quais, em Língua Portuguesa, são referências 
de conhecimentos elencados para acompanhar o desenvolvimento dele ao longo da Educação Básica, 
demarcando etapas em que esses conhecimentos possam ser validados, assegurando condições essenciais 
que permitam ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. 
Logo, identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa tem como mar-
cos de desenvolvimento a compreensão de textos narrativos por meio das estratégias de leitura, visando 
a ler e compreender com certa autonomia e a identificar elementos que integram a estrutura desses 
textos de acordo com os contextos de produção e circulação.
Para esta aula, são propostos cinco itens relacionados ao descritor da Matriz de Referência do Saeb. A lei-
tura atenta dos textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Então, pro-
fessor, reforce tal necessidade e propicie o momento de leitura para oportunizar uma boa compreensão.
Professor, é importante lembrar que os gêneros textuais são materializações das práticas sociais, segun-
do Marcuschi (2008)1. Assim, de acordo com Solé (1998)2, a leitura, a compreensão e a interpretação de 
textos escritos com diferentes intenções e objetivos possibilita ao estudante desenvolver a autonomia 
leitora. Dessa forma, conhecer e analisar os elementos constitutivos dos gêneros textuais facilita a rea-
lização de atos comunicativos eficientes.
1 MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008.
2 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
64LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade identifi-
car o conflito gerador do enredo e os elementos 
que constroema narrativa. Nesse sentido, o tex-
to-suporte é o gênero fábula, um texto narrativo 
que apresenta uma linguagem peculiar ao gênero, 
apresenta uma sequência das ações desenvolvidas 
pelas personagens no tempo e espaço marcados. 
Esse item é considerado FÁCIL, tendo em vista 
que o estudante terá de reconhecer as atitudes e 
o comportamento da personagem Faro-Fino, facil-
mente identificados no início do texto. 
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção não percebeu a forma como o gato Faro-Fino se 
comporta na rataria da casa velha.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado o fato de Faro-Fino ater-
rorizar os ratos e ir embora.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção 
pode não compreendeu o reflexo das atitudes do gato.
Item 2. Resposta comentada:
Professor, o texto-suporte é o mesmo do item an-
terior. Este item apresenta nível de dificuldade 
FÁCIL, uma vez que o comando solicita que o es-
tudante identifique o local onde os fatos ocorrem, 
isto é, reconheça que toda a trama que ensejou a 
assembleia se desenvolve na rataria da casa velha. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter considerado o fato de que os gatos andam 
no telhado das casas.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter entendido que o gato conseguiu alcançar 
os ratos dentro das tocas.
Alternativa D) O estudante assinalou essa opção 
pode ter considerado que o gato Faro-Fino andava 
aos mios pelo telhado fazendo sonetos à Lua.
65 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR
33 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 8 
Narração: 
identifi cação de 
confl ito gerador e 
outros elementos
Leia o texto 1 e responda aos itens 1, 2, 3, 4 e 5.
Texto 1
A assembleia dos ratos
Um gato de nome Faro-Fino deu de fazer tal 
destroço na rataria de uma casa velha que os so-
breviventes, sem ânimo de sair das tocas, estavam 
a ponto de morrer de fome. Tornando-se muito 
sério o caso, resolveram reunir-se em assembleia 
para o estudo da questão. Aguardaram para isso 
certa noite em que Faro-Fino andava aos miados 
pelo telhado, fazendo sonetos à Lua.
— Acho – disse um deles – que o meio de nos 
defendermos de Faro-Fino é lhe atarmos um guizo 
ao pescoço. Assim que ele se aproxima, o guizo o 
denuncia e pomos-nos ao fresco a tempo.
Palmas e bravos saudaram a luminosa ideia. O 
projeto foi aprovado com delírio. Só votou contra 
um rato casmurro, que pediu a palavra e disse:
— Está tudo muito direito. Mas quem vai amar-
rar o guizo no pescoço de Faro-Fino?
Silêncio geral. Um desculpou-se por não saber 
dar nó. Outro, porque não era tolo. Todos, porque 
não tinham coragem. E a assembleia dissolveu-se 
no meio de uma consternação geral.
Fonte: LOBATO, M. Livro das virtudes – William J. Bennett – 
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. p. 308. Disponível em: 
https://download.inep.gov.br/educacao_basica/prova_brasil_
saeb/menu_do_professor/exemplos_de_questoes/9ano_SITE_
LP.pdf. Acesso em: 29 nov. 2022.
Você sabia? 
A fábula é uma história curta que traz situações do dia 
a dia vivenciadas por animais com características huma-
nas (antropomórfico1) e transmitem a ideia em linguagem 
simples, apresentando no fim uma moral da história.
1
Item 1. De acordo com o texto, a personagem 
Faro-Fino é um gato
A) pacífi co.
B) agitado.
C) medroso. 
D) amável.
Item 2. De acordo com o texto, onde Faro-Fino deu 
de fazer o tal destroço?
A) Na casa velha.
B) No telhado.
C) Nas tocas.
D) Na lua.
1 Antropomórfi co adj. 1 que apresenta semelhança de forma 
com o homem; antropomorfo 2 relativo a antropomorfi a, a 
antropomorfos ou a antropomorfi smo 3 descrito ou concebido 
em forma humana ou com atributos humanos. Fonte: Dicioná-
rio Michaelis. Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/pa-
lavra/QKay/antropom%C3%B3rfi co/. Acesso em: 18 nov. 2022.
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66LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR
34LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 3. No texto, a frase: “— Está tudo muito di-
reito. Mas quem vai amarrar o guizo no pescoço de 
Faro-Fino?”, foi dita pelo rato
A) casmurro. 
B) sobrevivente.
C) que deu a ideia.
D) que não sabia dar nó.
Item 4. Qual era o problema enfrentado pelos ratos? 
A) A falta de alimentos. 
B) A hostilidade de um gato. 
C) A falta de coragem. 
D) Os miados de Faro-Fino no telhado.
Item 5. O que propôs um dos ratos para se defen-
der do gato? 
A) Caçá-lo.
B) Rezar para a Lua.
C) Escapar das tocas. 
D) Atar um guizo em seu pescoço.
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Item 3. Resposta comentada:
Professor, o texto-suporte é o mesmo do item ante-
rior. Este item apresenta nível de dificuldade MÉDIO, 
uma vez que o comando solicita que o estudante iden-
tifique, dentre as falas das personagens, aquela que 
evidencia a tensão no texto. E, para isso, é preciso re-
alizar uma leitura mais detalhada para reconhecer as 
falas das personagens da história e compreender a se-
quência dos fatos que convergem para essa situação.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que, para conseguir colo-
car o guizo, tem de ser um rato forte.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que, para conseguir colo-
car o guizo, tem de ser um rato inteligente.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que, para conseguir colo-
car o guizo, tem de ser um rato astuto.
67 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de identi-
ficar o conflito gerador do enredo e os elementos 
que constroem a narrativa. Nesse caso, o estudan-
te terá de realizar a leitura do texto aplicando es-
tratégias que o levem a reconhecer que o problema 
enfrentado pelos ratos era a hostilidade de um gato 
chamado Faro-Fino e que estava destruindo a rata-
ria de uma casa velha. A assembleia foi criada para 
discutir uma solução para defesa contra o gato, 
mas nenhum dos ratos tinha coragem suficiente 
para amarrar o guizo no pescoço de Faro-Fino.
Portanto, a alternativa correta é a B
Nível de dificuldade: Difícil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que os ratos estavam enfren-
tando problemas de falta de alimentos como conse-
quência da destruição da rataria por Faro-Fino, não 
compreendendo os efeitos de sentido globais do texto.
Alternativa C) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que nenhum dos ratos tinha 
coragem suficiente para enfrentar Faro-Fino, sendo 
por isso que eles se reuniram em assembleia para 
discutir um plano de defesa, não compreendendo 
os efeitos de sentido globais do texto.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter pensado que os ratos estavam enfrentando 
um problema relacionado aos miados de Faro-Fino no 
telhado que afetavam o ambiente deles, não compre-
endendo os efeitos de sentido globais do texto.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, o texto-suporte é o mesmo do item an-
terior e sobre a mesma habilidade. O estudante 
terá de aplicar estratégias de leitura que o levem 
a identificar o que propôs um dos ratos para se 
defender do gato. Segundo o texto, o rato propôs 
atar um guizo no pescoço do gato para que, ao se 
aproximar, o guizo o denunciasse e, assim, eles po-
deriam se salvar a tempo. A ideia do rato foi aco-
lhida por todos com entusiasmo, mas a assembleia 
foi dissolvida no meio de uma consternação geral 
quando perceberam que ninguém tinha coragem 
para atar um guizo no gato. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter pensado queSolé, descritas no quadro a seguir, as quais são flexíveis e 
adaptáveis aos diversos contextos de produção e circulação dos textos a serem lidos, assim como às condi-
ções de aplicabilidade.
A leitura para a compreensão: estratégias segundo Isabel Solé
Antes Durante Depois
Ativação de conhecimentos prévios:
• Conhecimento acerca do autor, do 
gênero textual, das esferas de produ-
ção e circulação;
• Incentivo à formulação de hipóteses 
acerca do texto;
• Incentivo aos estudantes para expo-
rem o que já sabem;
Motivação:
• Evidenciar os objetivos da leitura;
• Atualizar os conhecimentos prévios;
• Ajudar a formular hipóteses;
• Incentivar a formulação de perguntas;
• Antecipar o tema;
• Explorar elementos paratextuais, 
como título, subtítulo, imagens etc. 
• Exposição de expectativas acerca do 
que está sendo lido;
• Elaboração de perguntas que podem 
ser feitas durante a leitura;
• Formulação de previsões;
• Checagem de hipóteses elaboradas 
antes da leitura (confirmação ou re-
futação);
• Identificação de pistas que mostram 
a posição do autor ou novas informa-
ções associadas aos conhecimentos 
prévios;
• Elaboração de hipóteses quanto às 
dúvidas surgidas durante a leitura. 
• Elaboração de resumo;
• Formulação de respostas para as 
perguntas elaboradas anteriormente;
• Discussão acerca do caminho per-
corrido desde o momento anterior à 
leitura. 
Fonte: SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
A partir dessas considerações, professor, você poderá retomar tais estratégias durante a aplicação de 
cada aula deste material didático, acrescentando outras que julgar pertinentes e adequadas aos níveis de 
desempenho de cada turma e cada estudante, de modo a atendê-los em suas necessidades e proporcionar-
-lhes aprendizagens significativas. 
Para ampliar as possibilidades de aprendizagem, de modo a consolidar os conhecimentos indicados nos 
descritores e habilidades que fundamentam cada aula, apresentamos os desafios, com a finalidade de levar 
os estudantes, ainda, à extrapolação, por meio da indicação de metodologias ativas, destacando atividades 
de pesquisa, de investigação e de exercício do protagonismo. Nesse momento, as habilidades socioemocio-
nais também se colocam em evidência, tendo em vista que são propostas atividades em grupos colabora-
tivos, nos quais os estudantes aprendem uns com os outros e se ajudam mutuamente. Esse é, também, o 
momento de facilitar o contato dos estudantes com recursos digitais, visando ao letramento digital.
Diante do exposto, espera-se que, a partir da utilização deste recurso didático, alinhado a outras fer-
ramentas importantes para promover a aprendizagem, os estudantes alcancem resultados significativos 
quanto à ampliação e à potencialização da proficiência leitora, sendo capazes de apreender o texto como 
construção de conhecimento em diferentes níveis de compreensão, análise e interpretação. Nesse contexto, 
espera-se, ainda, que eles sejam capazes de usar a língua para promover a interação em diferentes gêneros 
textuais, em diversas situações de comunicação. Assim, os estudantes terão mais oportunidades de avançar 
também em outros componentes curriculares, uma vez que a leitura é a base para a apreensão de conheci-
mentos essenciais ao avanço no percurso formativo em todas as áreas. 
Estas são as descrições de aprendizagem indicadas para os estudantes ao final de cada ano/série:
5º ano/anos iniciais 
do Ensino Fundamental
Ao final do 5º ano, os estudantes possuem autonomia na leitura, compreensão e produção 
de textos orais, escritos e multimodais, dos diferentes campos de atuação. Especialmente 
dos textos que são veiculados em ambientes digitais, os quais possibilitam a ampliação 
das suas capacidades de letramento. Entre esses textos, estão as receitas e instruções, do 
campo da vida cotidiana; as notícias e reportagens, do campo de vida pública; os verbetes 
de dicionário, do campo das práticas de estudo e pesquisa. Também aprofundam suas prá-
ticas de linguagem em torno dos textos argumentativos, diferenciando fato de opinião e 
elaborando argumentos coerentes com a opinião defendida. Leem e compreendem textos 
cujo sentido é implícito e, muitas vezes, atravessado pela ironia. Ainda nessa dimensão da 
linguagem, avaliam um mesmo fato veiculado em diferentes mídias e refletem acerca da 
veracidade e da qualidade das informações. No campo artístico literário, desenvolvem ha-
bilidades mais complexas de leitura, construindo sentidos em cyberpoemas e minicontos, 
reconhecendo as especificidades desses gêneros discursivos.
Fonte: Avalia e aprende, 2022.2 
9º ano/anos finais 
do Ensino Fundamental
Ao final do 9° ano, o estudante é capaz de mobilizar as diferentes práticas de linguagem, 
considerando os contextos estabelecidos pelos campos de atuação social de forma autô-
noma. Assim, no campo Jornalístico-midiático, o estudante é capaz de ler, compreender 
e produzir diferentes gêneros dessa esfera discursiva, incluindo textos mais complexos, 
como editoriais e artigos de opinião, além de reconhecer os interesses que movem esse 
campo e utilizar as ferramentas de curadoria da informação para analisar o fenômeno de 
disseminação de notícias falsas (fake news). No campo da Atuação na Vida Pública, o es-
tudante mobiliza estratégias de leitura e produção escrita e oral para analisar e produzir 
textos reivindicatórios e propositivos, como cartas-abertas, petições on-line e abaixo-assi-
nados, para resolver problemas que afetem a comunidade escolar. Nesse sentido, o campo 
das Práticas de Estudo e Pesquisa possibilita que o estudante desenvolva estratégias de 
divulgar o conhecimento por meio de gêneros textuais multimodais e multissemióticos, 
como os vlogs científicos. Por fim, no campo Artístico-literário, o estudante é capaz de ler 
e produzir textos narrativos mais complexos, como crônicas líricas, visuais e minicontos e 
parodiar textos poéticos de forma proficiente, utilizando os recursos linguísticos, sonoros 
e visuais adequados ao contexto.
Fonte: Avalia e aprende, 2022.3 
3ª série/Ensino Médio
Espera-se que, ao final da 3ª série do Ensino Médio, na área de Linguagens e suas Tecnolo-
gias, os estudantes tenham consolidado a ampliação da autonomia, do protagonismo e da 
autoria nas práticas de diferentes linguagens; na identificação e na crítica aos diferentes 
usos das linguagens, explicitando seu poder no estabelecimento de relações; na apreciação 
e na participação em diversas manifestações artísticas e culturais e no uso criativo das 
diversas mídias.
Fonte: BNCC, 2018.4
Nessa perspectiva, agradecemos a todos que apoiaram e facilitaram a aprendizagem. Desejamos que 
este material atue como suporte de outros para reduzir desigualdades de aprendizagem e ampliar o desen-
volvimento dos estudantes, garantindo-lhes o direito à aquisição de conhecimentos essenciais. Dessa forma, 
eles poderão prosseguir em seus percursos formativos com qualidade, exercendo sua cidadania com êxito.
2 3 4 
2 Fonte: INSTITUTO REÚNA. Avalia e aprende. 2022. Disponível em: https://www.institutoreuna.org.br/avalia-e-aprende. 
Acesso em: 30 mar. 2023.
3 Fonte: INSTITUTO REÚNA. Avalia e aprende. 2022. Disponível em: https://www.institutoreuna.org.br/avalia-e-aprende. 
Acesso em: 30 mar. 2023.
4 Fonte: BRASIL. Ministério da Educação (MEC). Base Nacional Comum Curricular: educar é a base. Brasília: MEC, 2018. 
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase. Acesso em: 30 mar. 2023.
7 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 1 
Informação explícita
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação 
da Educação Básica - Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular - BNCC indicadas a seguir, 
observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhe-
cimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens.
Item Descritor da Matriz do Saeb Habilidade BNCC
1 a 5caçar o gato seria uma forma 
de se defender dele, já que o gato estava atacando 
a rataria da casa velha. 
Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter pensado que rezar para a Lua poderia ser 
uma forma de se defender do gato, pois o gato es-
tava a fazer sonetos para a lua.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter pensado que escapar das tocas seria uma 
forma de se defender do gato, já que os ratos esta-
vam sem ânimo de sair das tocas.
68LÍNGUA PORTUGUESA AULA 8 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, nesse momento, é importante incentivar os estudantes para que realizem os desafios para 
fortalecimento da habilidade proposta.
Professor, a atividade de produção escrita permite um olhar abrangente em relação à forma como os estu-
dantes aplicarão conhecimentos essenciais, trabalhados nesta aula, além de outros, como o conhecimento 
de mundo e o repertório cultural e linguístico. Assim, vale a pena motivá-los a produzir bons textos.
Sugestões de práticas/
metodologias diferenciadas
ANOTAÇÕES
3535 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 8 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de praticar!
Estudante, atente-se à importância de estabe-
lecer a progressão textual de forma coerente, 
evitando redundâncias. Você tem dois desafi os 
para desenvolver e, em seguida, socializar com 
o professor e os colegas.
Desafi o 1
Pesquisar em livros impressos ou on-line outros 
textos narrativos que trazem histórias tradicio-
nais fi ctícias em contos ou fábulas. Selecionar um 
desses textos e ler com atenção, identifi cando as 
personagens, o espaço, o tempo, o enredo e o nar-
rador. Esse texto será a referência para a próxima 
atividade. Para tanto, nesse momento, é preciso 
pensar no planejamento para realizar a releitura 
desse texto proposta no desafi o 2. 
Desafi o 2
Produzir o seu texto a partir da releitura do tex-
to pesquisado. A sugestão é que você mantenha a 
mesma estrutura do anterior e traga à sua história 
outros fatos ou acontecimentos para permitir che-
gar a outro fi nal/desfecho. É importante que no 
texto estejam bem apresentados as personagens, o 
espaço, o tempo, o enredo e o narrador. Lembre-se 
de colocar o título na sua história.
Finalizada a sua produção e sob as orientações do 
seu professor, faça a leitura cruzada dos textos, o 
que signifi ca trocar textos com outros colegas para 
que outro possa ler o seu e você o do seu colega. 
Assim, os textos poderão receber contribuições, 
tornando-se mais rica a produção textual.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você 
sabia sobre o tema Identifi car o confl ito 
gerador do enredo e os elementos que 
constroem a narrativa?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
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AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR 69 LÍNGUA PORTUGUESA
Aula 9
Inferência de palavra ou expressão
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz do Saeb, alinhado à habilidade da BNCC, 
tendo em vista os objetivos de aprendizagem e as estratégias a serem utilizadas para que o estudante 
seja capaz de inferir o sentido de uma palavra ou expressão, em textos de diferentes gêneros, analisando 
os significados de acordo com o contexto de uso, bem como a relação de sentido produzido.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D3 - Inferir o sentido de uma palavra ou ex-
pressão.
(EF35LP05) Inferir o sentido de palavras ou ex-
pressões desconhecidas em textos, com base no 
contexto da frase ou do texto.
O descritor inferir o sentido de uma palavra ou expressão faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/
Procedimentos de Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar, referente ao componente curricular Língua Portu-
guesa, da Matriz Referência do Saeb. 
Para que o estudante desenvolva esse descritor, devem ser observados os marcos de desenvolvimento, os 
quais, em Língua Portuguesa, são referências de conhecimentos elencados para acompanhar o progresso 
do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que determinadas habilidades possam 
ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos 
saberes nos anos escolares subsequentes.
Logo, o descritor D3 tem como marco de desenvolvimento a compreensão de textos, por meio das es-
tratégias de leitura, de modo que o estudante possa inferir os efeitos de sentido de um vocábulo ou 
expressão, explicando o uso de acordo com o contexto e intencionalidades, considerando as informações 
explícitas ou implícitas, a fim de se chegar a conclusões a partir dessas informações. 
Para esta aula, são propostos cinco itens relacionados ao descritor da Matriz do Saeb. A leitura atenta dos 
textos é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Então, professor, reforce 
com os estudantes essa necessidade e propicie o momento para essa leitura, de modo a oportunizar uma 
boa compreensão.
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que as narrativas literárias infantis têm um caráter ficcional e são cons-
truídas a partir da combinação da realidade e fantasia. As obras de Monteiro Lobato não são diferentes. 
São textos repletos de animais e objetos antropomórficos, que falam e se comportam como seres huma-
nos, estimulando a imaginação e a criatividade dos leitores. 
Para esta aula, propomos a leitura do Capítulo VIII, Acampamento dos Verbos, da obra literária Emília 
no país da Gramática (LOBATO, M. Emília no país da gramática. São Paulo: Editora Globo, 2009), uma 
incursão na história gramatical. Trata-se de uma narrativa, com características muito próximas do conto 
de ação, em que nos apresenta a viagem das personagens do Sítio do Pica-pau Amarelo ao universo da 
gramática, compostas por seres e fenômenos da ordem gramatical em versão antropomórfica.
70LÍNGUA PORTUGUESA AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, para responder a esse item, é necessário 
que o estudante desenvolva a habilidade de inferir 
o sentido de uma palavra ou expressão. Nesse sen-
tido, o texto que dá suporte ao item é o narrativo 
com características muito próximas do conto de 
ação. O texto apresenta uma linguagem peculiar 
ao gênero, com uma sequência das ações desenvol-
vidas pelas personagens no tempo e espaço marca-
dos. Esse item é considerado FÁCIL, tendo em vista 
que o estudante, para responder ao comando, terá 
de reconhecer, no texto, o contexto em que a situ-
ação ocorreu, a fim de perceber o sentido assegu-
rado à frase, por meio da forma verbal enunciativa 
“perguntou”.
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção, possivelmente, não reconheceu que se trata 
de uma pergunta, enunciada pela forma verbal 
“perguntou” e, também, com a presença sinal de 
pontuação, interrogação, utilizado para marcar a 
entonação nos casos de questionamentos. 
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que a intenção das perso-
nagens era de adentrar ao acampamento, uma vez 
que precisariam saber ou descobrir o que havia de 
fato lá dentro. 
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter compreendido que as personagens não 
tinham autorização de acesso ao acampamento, 
por isso, surgiu o questionamento.
Item 2. Resposta comentada:
Professor, para responder a esse item, é necessário 
que o estudante desenvolva a habilidade de inferir 
o sentido de uma palavra ou expressão. Esse item 
é considerado MÉDIO, uma vez que o estudante, 
para responder ao que se pede, terá de reconhe-
cer o contexto de fala da personagem, de modo 
compreender que o termo empregado foi utilizado 
para expressar um pensamento conclusivo frente à 
situação apresentada anteriormente.Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa opção 
pode ter analisado somente a estrutura da frase, 
atendo-se aos sinais de pontuação. Isso demonstra 
que o estudante não reconheceu a função sintáti-
ca do termo indicado, o que indica a conclusão de 
uma ideia anterior.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter analisado o termo de forma prelimi-
nar, considerando um dos sentidos da conjunção 
“pois” – no caso, o sentido de explicação, não se 
atentando para o sentido de conclusão, tendo vista 
que esse termo finaliza a ideia relacionada à ante-
rior. 
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter compreendido que o termo foi em-
pregado para trazer a ideia de que os “Verbos se 
cansam” em virtude das várias formas com que se 
apresentam no texto.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, para responder a esse item, é necessário 
que o estudante desenvolva a habilidade de infe-
rir o sentido de uma palavra ou expressão. Esse 
item é considerado MÉDIO, tendo em vista que o 
estudante, para responder ao que se pede, terá de 
compreender, no texto, o contexto em que a situa-
ção ocorre, a fim de reconhecer o sentido assegura-
do à frase, por meio do verbo enunciativo. A ideia 
de desagrado é destacada ainda mais pelo uso da 
palavra “até”, que sugere que o rinoceronte não 
esperava que os verbos mudassem tanto. O uso da 
palavra “senhores” é também um indicativo de que 
o rinoceronte está expressando um sentimento de 
desagrado, uma vez que é um termo de respeito.
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Médio. 
AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR 71 LÍNGUA PORTUGUESA
37 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 9
Inferência de palavra 
ou expressão
Leia o texto 1 e responda aos itens de 1 a 5.
Texto 1
Capítulo VIII
No acampamento dos Verbos
— Agora iremos visitar o Campo de Marte onde 
vivem acampados os VERBOS, uma espécie muito 
curiosa de palavras. Depois dos Substantivos, são 
os Verbos as palavras mais importantes da língua. 
Só com um Nome e um Verbo já podem os homens 
exprimir uma ideia. Eles formam a classe militar 
da cidade. 
— Mas que é um Verbo, afi nal de contas? — per-
guntou Pedrinho.
— Verbo é uma palavra que muda muito de for-
ma e serve para indicar o que os Substantivos fa-
zem. A maior parte dos Verbos assume sessenta e 
oito formas diferentes. 
— Nesse caso, são os camaleões da língua — ob-
servou Emília.
— Dona Benta diz que o camaleão está sempre 
mudando de cor. Sessenta e oito formas diferen-
tes! Isso até chega a ser desaforo. Os Nomes e Ad-
jetivos só mudam seis vezes, para fazer o Gênero, 
o Número e o Grau.
— Pois os senhores Verbos até cansam a gente 
de tanto mudar — disse o rinoceronte.
— São palavras políticas, que se ajeitam a todas 
as situações da vida. Moram aqui em quatro gran-
des acampamentos, ou campos de CONJUGAÇÃO. 
Os quatro acampamentos ocupavam todo o 
Campo de Marte. Cada um trazia letreiro na en-
trada. Emília leu o letreiro mais próximo — Acam-
pamento dos Verbos da PRIMEIRA CONJUGAÇÃO. 
Em letras menores vinha um aviso: “Só é permitida 
a entrada aos Verbos de Infi nitivo terminados em 
Ar”. 
— Que quer dizer infi nitivo? — indagou Narizi-
nho.
— É uma das sessenta e oito formas diferentes 
dos Verbos, e a que dá nome a toda a tribo.
[...]
Fonte: LOBATO, M. Emília no país da gramática. Ilustrações 
de Osnei e Hector Gomez. São Paulo: Editora Globo, 2009. 
Item 1. No trecho “Mas que é um verbo, afi nal de 
contas? — perguntou Pedrinho”, a forma verbal 
destacada indica um(a)
A) afi rmação.
B) investigação.
C) autorização.
D) questionamento.
Item 2. Nesse trecho “— Pois os senhores Verbos 
até cansam a gente de tanto mudar”, o termo des-
tacado indica
A) conclusão.
B) afi rmação.
C) explicação.
D) argumento.
Item 3. A forma verbal destacada no trecho “— 
Pois os senhores Verbos até cansam a gente de 
tanto mudar — disse o rinoceronte” pode ser com-
preendida como sendo um
A) desabafo.
B) desagrado.
C) desespero.
D) desinteresse
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Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter compreendido que o rinoceronte ficou 
descontente diante do fato apresentado, tendo em 
vista que os verbos mudam muito, possuem dife-
rentes formas, e, assim, feito um desabafo.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter compreendido que, diante de tantas 
explicações, o rinoceronte não conseguiria apren-
der sobre os verbos e suas várias formas de apre-
sentação, gerando desespero. 
Alternativa D) O estudante que assinalou essa 
opção pode ter compreendido que o rinoceronte 
teria desistido de aprender sobre os verbos, consi-
derando suas formas distintas, o que teria gerado 
desinteresse.
AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR72LÍNGUA PORTUGUESA
38LÍNGUA PORTUGUESA AULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 4. No trecho “— Nesse caso, são os camaleões 
da língua — observou Emília”, a expressão destaca-
da tem sentido de 
A) comparação.
B) exposição.
C) apresentação.
D) suposição.
Item 5. No trecho “Que quer dizer infi nitivo? — in-
dagou Narizinho” a palavra destacada indica 
A) uma afi rmação.
B) um questionamento. 
C) uma solicitação.
D) uma explicação.
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73 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, para responder a esse item, é necessário 
que o estudante desenvolva a habilidade de infe-
rir o sentido de uma palavra ou expressão. Esse 
item é considerado de nível DIFÍCIL, tendo em vista 
que o estudante, para responder ao comando, terá 
que realizar processos cognitivos mais elaborados, 
de modo a compreender, no texto, as informações 
relacionadas à comparação implícita (metafórica) 
apresentada pela personagem Emília. Ela compara 
os verbos aos camaleões devido à capacidade de 
eles, os verbos, também se adaptarem a diversas 
situações. Assim como os camaleões mudam de cor 
para se camuflar e se adaptar ao meio ambiente, 
os verbos também assumem diferentes formas para 
se adequar às frases e expressar o que os substan-
tivos fazem.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Difícil. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que a personagem estaria 
expondo informações acerca dos verbos e suas vá-
rias formas de apresentação às pessoas ao seu re-
dor, já que Emília estava explicando ao grupo que 
os verbos podem assumir sessenta e oito formas 
diferentes, não reconhecendo que a ela faz uma 
comparação.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que a personagem estava, 
talvez, fazendo uma apresentação de conceitos, 
uma vez que é característica da personagem, Emí-
lia, querer saber de tudo.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa 
opção pode ter compreendido que Emília estava 
fazendo uma suposição, considerando os conheci-
mentos e informações que ela tinha em relação aos 
camaleões.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, para responder a esse item, é necessário 
que o estudante desenvolva a habilidade de inferir 
o sentido de uma palavra ou expressão. Esse item 
é considerado FÁCIL, uma vez que o estudante, 
para responder ao que se pede, terá de realizar 
uma leitura simples, de modo a perceber que a 
expressão “indagou”, nesse contexto, indica que 
a personagem, Narizinho, fez o questionamento e 
tinha a pretensão de obter informações acerca da 
lógica do aviso constante no letreiro. A expressão 
destacada indica que Narizinho está questionando 
sobre o significado do aviso que está presente no 
letreiro, ou seja, apenas os verbos de infinitivo ter-
minados em “ar” são permitidos no acampamento.
Portanto, a alternativa correta é a B. 
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que, pelo fato de a pala-
vra “indagou” aparecer depois do pontode interro-
gação, poderia representar uma possível resposta, 
uma afirmação. 
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado, de forma equivocada, 
que a palavra destacada significa solicitar, nesse 
caso, um esclarecimento acerca do significado de 
“infinitivo”. 
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado que a palavra “indagou” 
tenha sido utilizada como forma de apresentar 
explicações acerca da dúvida de Narizinho, não 
reconhecendo o sentido real do termo empregado, 
nesse trecho.
ANOTAÇÕES
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AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR 75 LÍNGUA PORTUGUESA
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, neste momento, é importante incenti-
var o estudante a realizar os desafios para forta-
lecimento da habilidade proposta. Vale destacar, 
aqui, o entendimento trazido por Solé de que “a 
leitura nos aproxima da cultura’’. Por isso, um dos 
objetivos da leitura é ler para aprender. Quando 
um leitor compreende o que lê, está aprendendo 
e coloca em funcionamento uma série de estraté-
gias cuja função é assegurar esse objetivo” (SOLÉ1, 
1998, p. 46).
1 SOLÉ, I. Estratégias de Leitura. 6.ed. Porto Alegre: 
Artmed, 1998.
ANOTAÇÕES
3939 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilidade que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, depois, socializar com o professor e os colegas. Você poderá 
realizar pesquisas em livros, jornais ou revistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar outras fontes.
 
Desafi o 1
Em duplas, pesquisem outros textos narrativos que sejam constituídos por diálogos (poderá ser fábula 
ou contos populares). Após a leitura e compreensão do texto, escolham um trecho em que contenha o 
discurso direto, isto é, aquele que é introduzido pelo sinal de travessão e que traz a fala direta da per-
sonagem.
Desafi o 2
Registre o trecho escolhido no lado esquerdo do quadro e, no lado direito, reescreva o trecho trans-
formando-o em discurso indireto, em que o narrador enuncia a fala da personagem. Você poderá fazer 
substituições de palavras e/ou expressões desde que não alterem os sentidos empregados pelo autor. 
Lembrem-se de manter a fi dedignidade do texto e realizar os ajustes necessários, a fi m de garantir a 
coerência textual. Vamos lá?
Discurso direto Discurso indireto
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AULA 9 | 5º ANO | PROFESSOR76LÍNGUA PORTUGUESA
ANOTAÇÕES
4040LÍNGUA PORTUGUESA AULA 9 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você sabia 
sobre o tema Inferir o sentido de uma 
palavra ou expressão?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o 
meu cotidiano?
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AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR 77 LÍNGUA PORTUGUESA
Aula 10 
Linguagem não-verbal: interpretação com material gráfico
Professor, esta aula foi construída, a partir do descritor da Matriz do Saeb e da habilidade da BNCC indi-
cados a seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante 
adquira conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens, de modo que seja capaz 
de interpretar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.).
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D5 - Interpretar textos com auxílio de 
material gráfico diversos (propagandas, 
quadrinhos, fotos etc.).
(EF05LP20) Analisar a validade e força 
de argumentos em argumentações sobre 
produtos de mídia para público infantil 
(filmes, desenhos animados, HQs, games 
etc.), com base em conhecimentos acerca 
destes.
O descritor interpretar textos com auxílio de material gráfico diversos (propagandas, quadrinhos, fotos 
etc.) faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/Implicações do Suporte, do gênero e/ou do enunciador 
na compreensão do texto e do Eixo Cognitivo Reconhecer, referente ao componente curricular Língua 
Portuguesa, da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante o desenvolva, é importante ob-
servar os marcos de desenvolvimento necessários, os quais, em Língua Portuguesa, são referências de 
conhecimentos elencados para acompanhar o progresso do estudante ao longo da Educação Básica, de-
marcando etapas em que determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essen-
ciais que permitam a esse estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes.
Logo, o descritor D5 tem como marcos de desenvolvimento a compreensão de textos, por meio das estra-
tégias de leitura, de modo que o estudante possa compreender a validade e a força de recursos linguísti-
cos e semióticos em processos argumentativos criados em gêneros textuais verbais ou multissemióticos.
Para esta aula, são propostos cinco itens relacionados ao descritor proposto. A leitura atenta dos textos 
é fundamental para que os itens possam ser respondidos com sucesso. Então, professor, reforce com os 
estudantes essa necessidade e propicie o momento para essa leitura, de modo a oportunizar uma boa 
compreensão.
Professor, é importante lembrar que a persuasão é uma estratégia de comunicação, presente nos textos 
verbais e multimodais, que visa a convencer o leitor (público-alvo) a adotar determinado comportamento 
ou aquisição de produtos ou serviços. São empregados recursos linguísticos ou simbólicos para induzir 
alguém a aceitar uma ideia, uma atitude, ou realizar uma ação. Em relação ao texto multimodal, Dionísio 
(2007)1 o define como um processo de construção textual, ancorado na mobilização de distintos modos 
de representação, assim como, “palavras e gestos, palavras e entonações, palavras e imagens, palavras 
e tipografia, palavras e sorrisos, palavras e animações etc.”. 
1 DIONISIO, A. P. Multimodalidade discursiva na atividade oral e escrita (atividades). In: MARCUSCHI, L. A.; DIONISIO, A. P. 
(orgs.). Fala e Escrita. Belo Horizonte: Autêntica, 2007.
78LÍNGUA PORTUGUESA AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inter-
pretar textos com auxílio de material gráfico di-
versos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). O 
texto que dá suporte é do gênero textual cartaz 
(campanha publicitária), que apresenta uma orga-
nização estética, constituída de recursos persuasi-
vos, envolvendo aspectos linguísticos e semióticos 
com o objetivo de informar e transmitir uma men-
sagem. Espera-se que os estudantes reconheçam o 
efeito de sentido gerado, no texto, pela imagem 
de felicidade dos cães. Esse item é considerado de 
nível de dificuldade FÁCIL, uma vez que o comando 
pede que o estudante reconheça a representati-
vidade da imagem presente no texto, comumente 
veiculada por meio das campanhas nacionais, vol-
tadas à conscientização acerca da vacinação dos 
animais domésticos. 
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado a situação de quando os 
pets são adotados.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que os animais domésticos 
ficam felizes perto dos donos.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter percebido o recurso gráfico que sim-
boliza o coração ao lado dos cães.
Item 2. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de analisar 
o uso de recursos de persuasão em textos verbais 
e/ou multimodais. Nesse caso, o texto suporte é o 
mesmo. Esse item é considerado de nível de difi-
culdade FÁCIL, uma vez que o estudante precisará 
compreender o contexto de uso da forma verbal 
e o efeito de sentido produzido, com o intuito de 
persuadir o público a que se dirige. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível dedificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção reconheceu, somente, o sentido de “ordem” 
produzido pelo modo imperativo.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção reconheceu, somente, o sentido de “convite” 
produzido pelo modo imperativo.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção reconheceu, somente, o sentido que expressa 
“conselho” produzido pelo modo imperativo.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de inter-
pretar textos com auxílio de material gráfico di-
versos (propagandas, quadrinhos, fotos etc.). Nes-
se caso, o texto suporte é o mesmo. Esse item é 
considerado de nível de dificuldade MÉDIO, uma 
vez que o estudante precisará acionar outros co-
nhecimentos para aplicar processos cognitivos di-
ferentes e avaliar a aplicabilidade dos recursos 
linguísticos que compõem o texto 1 e reconhecer 
o efeito de sentido produzido, de modo a compre-
ender os efeitos de sentido gerados pela palavra 
“raiva”, que, nesse caso, indica a doença, a partir 
de um trocadilho com o sentimento “raiva”, geran-
do o efeito de que, se os cães não forem vacinados, 
poderão contrair a doença, chamada de “raiva” e, 
com isso, sentirão raiva.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado a situação em que os ani-
mais não são vacinados. 
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter considerado a ideia de ira, sentimen-
to que as pessoas sentem quando são provocadas.
Alternativa D) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que, se os cães não forem 
vacinados, ficarão nervosos.
AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR 79 LÍNGUA PORTUGUESA
41 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 10 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 10 
Linguagem não-
verbal: interpretação 
com material gráfi co
Leia o texto 1 e responda aos itens de 1 a 3.
Texto 1
Fonte: Aprender Sempre. Sexto ao nono ano: caderno do 
professor. São Paulo, 2021. vol. 2. p. 30. Disponível em: 
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/. 
Acesso em: 31 nov. 2023.
Item 1. A imagem dos cães felizes, presente no 
cartaz, expressa a ideia de a felicidade estar as-
sociada à/ao
A) doação.
B) vacina.
C) dono.
D) amor.
Item 2. Na frase “Não deixe seu grande amigo mor-
rer de raiva”, a expressão destacada indica 
A) apelo.
B) ordem.
C) convite.
D) conselho.
Item 3. Na expressão “[...] morrer de raiva [...]” a 
palavra destacada se refere à(ao)
A) condição.
B) sentimento.
C) doença. 
D) comportamento.
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AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR80LÍNGUA PORTUGUESA
42LÍNGUA PORTUGUESA AULA 10 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
L eia o texto 2 e responda aos itens 4 e 5.
T exto 2
 
Fonte: BAHIA, F. Testemunho do Projétil que Matou 
Maiakóvski. Ilhéus, BA: Mondongo, 2016. Disponível em: 
https://www.instagram.com/poema.
oncreto/?next=%2Fpoema.concreto%2F. 
Acesso em 21 jan 2023. 
Item 4. A composição visual do texto 2, em forma-
to de espiral, está associada 
A) ao signifi cado real da palavra mentira.
B) aos sentimentos provocados pela mentira.
C) ao movimento forte do ar que forma o rede-
moinho. 
D) aos elementos da natureza que constituem o 
redemoinho. 
Item 5. Os recursos gráfi cos e linguísticos que com-
põem o texto 2 têm por objetivo
A) evitar que as pessoas se aproximem dos rede-
moinhos. 
B) desenvolver a consciência ambiental entre os 
leitores.
C) incentivar pesquisas acerca dos movimentos at-
mosféricos.
D) conscientizar sobre a importância de sempre fa-
lar a verdade.
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81 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de interpre-
tar textos com auxílio de material gráfico diversos 
(propagandas, quadrinhos, fotos etc.) Nesse caso, 
o texto suporte é do gênero textual poema, pela 
forma e estrutura, classificado como texto poético 
concreto, em que, geralmente, a comunicação se 
dá por meio de sua estrutura-conteúdo, sem a pre-
sença do eu lírico, de expressão subjetiva. Tem por 
objetivo expressar algum sentimento, emoção ou 
pensamento. Esse item é considerado de nível de 
dificuldade MÉDIO, uma vez que o estudante, para 
responder ao comando, terá de relacionar outros 
conhecimentos, de modo a reconhecer o sentido 
ao qual o recurso gráfico foi associado, ou seja, ao 
redemoinho, visando a persuadir o público a que se 
dirige quanto aos efeitos ocasionados pela mentira. 
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode não ter percebido a associação estabele-
cida entre os elementos linguísticos e gráficos para 
produzir sentido. 
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter estabelecido uma relação de sentido 
entre o formato do texto e as sensações geradas 
por um redemoinho. 
Alternativa D) O estudante que assinalou essa 
opção se ateve aos aspectos relativos ao fenô-
meno natural.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de interpre-
tar textos com auxílio de material gráfico diversos 
(propagandas, quadrinhos, fotos etc.). Nesse caso, 
o texto suporte é o mesmo. Esse item é considera-
do de nível de dificuldade DIFÍCIL, uma vez que o 
estudante precisará acionar vários conhecimentos 
e realizar processos cognitivos diferentes para ava-
liar os efeitos produzidos pelos recursos gráficos e 
linguísticos que compõem o texto, com o objetivo 
de compreender a mensagem expressa, a qual tem 
o intuito de persuadir o público-alvo quanto à ideia 
de que a mentira tem efeitos parecidos aos de um 
redemoinho. 
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Difícil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter entendido que o propósito era evitar 
possíveis acidentes em decorrência do fenômeno. 
Alternativa B) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter feito a leitura de outros sentidos rela-
tivos ao fenômeno natural.
Alternativa C) O estudante que assinalou essa op-
ção pode ter estabelecido outras associações, con-
siderando os conhecimentos prévios relativos ao 
fenômeno natural.
ANOTAÇÕES
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AULA 10 | 5º ANO | PROFESSOR 83 LÍNGUA PORTUGUESA
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, neste momento, é importante incentivar 
os estudantes para que realizem os desafios para 
fortalecimento da habilidade proposta. 
Vale destacar, aqui, o entendimento trazido por 
Solé de que “a leitura nos aproxima da cultura’’. 
Por isso, um dos objetivos da leitura é ler para 
aprender. Quando um leitor compreende o que lê, 
está aprendendo e coloca em funcionamento uma 
série de estratégias cuja função é assegurar esse 
objetivo” (SOLÉ, 1998, p.46)2.
2 SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto Alegre: Artmed, 
1998.
ANOTAÇÕES
4343 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 10 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
H o ra de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilidade, 
que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, você 
tem dois desafi os para desenvolver e, depois, sociali-
zar com o professor e os colegas. Você poderá reali-
zar pesquisas em livros, jornais ou revistas impressas 
ou virtuais ou, ainda, consultar outras fontes. 
Desafi o 1 
Organizem-se em pequenos grupos (3 a 4 integran-
tes) e realizem uma pesquisa acerca das campanhas 
nacionais, voltadas à vacinação de animais domésti-
cos (pets), promovidas por ONGs, Ministério da Saú-
de ou Departamento de Vigilância Sanitária do mu-
nicípio/cidade onde moram. Observem a estrutura 
composicional dos cartazes que vocês encontraram, 
especialmente os aspectos relacionados à linguagem 
(verbal e não verbal) e recursos gráfi cos empregados 
para persuadir o público a que se destinam. 
Estudantes, não se esqueça de que o gênero textu-
al cartaz é marcado, especialmente, pela presença 
das funções de linguagem informativae apelativa.
Desafi o 2 
Ainda, em grupo, e sob a orientação do professor, 
preparem-se para a construção de cartazes para di-
vulgar informações acerca da importância de todas 
as pessoas vacinarem seus pets (animais domésti-
cos), sempre que houver as campanhas ou quan-
do for necessário, com o objetivo de conscientizar 
toda a comunidade escolar. Lembrem-se de que o 
intuito desse tipo de texto é convencer o público a 
que se destina. Para tanto, vocês poderão utilizar 
materiais como papel-pluma, cartolina, até folhas 
de papel sulfi te (coladas juntas), canetas colori-
das, cola, tesoura. Caso seja viável, vocês poderão 
fazer o cartaz utilizando ferramentas digitais como 
o Canva, por exemplo. É um recurso on-line e gra-
tuito. Lembrem-se de:
 ● escolher os recursos;
 ● planejar, criar e revisar o texto da mensagem;
 ● selecionar imagens (que sejam pertinentes e 
adequadas à proposta do trabalho).
Após a construção dos cartazes, com a orientação 
do seu professor, escolham o momento para apre-
sentar a todos o trabalho fi nal, seja físico (exposi-
ção em murais) ou digital (divulgação por meio das 
mídias sociais).
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você 
sabia sobre o tema Interpretar textos 
com auxílio de material gráfi co diversos 
(propagandas, quadrinhos, fotos etc.)?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
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GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
Governador: Eduardo Leite
Vice-Governador: Gabriel Souza
 
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO
Secretária: Raquel Teixeira
Secretária Adjunta: Stefanie Eskereski
Subsecretário de Desenvolvimento da Educação: Marcelo 
Jeronimo R. Araújo 
Ana Paula Moraes dos Passos
Cristiane Rui Dias Marques
Daniela Zenatto Jornada
Luana Müller de Mello
Márcia Travi Dornelles
ASSESSORIA TÉCNICA E ORTOGRÁFICA
Rossana Ramos de Aguiar
CHEFIA DE DIVISÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL 
E ENSINO FUNDAMENTAL
Kátia Luciane Souza da Rocha
CHEFIA DE DIVISÃO DE ENSINO MÉDIO
Daniela Zenatto Jornada
CHEFIA DE DIVISÃO DE PLANEJAMENTO E ANÁLISE DE 
AVALIAÇÕES EDUCACIONAIS
Sherol dos Santos
DIRETORIA DO DEPARTAMENTO DE DESENVOLVIMENTO 
CURRICULAR DA EDUCAÇÃO BÁSICA
Salete Dossa Albuquerque
DIRETORIA DO DEPARTAMENTO DE AVALIAÇÃO 
EDUCACIONAL
Direitos desta edição foram cedidos pelo projeto “Minha Escola É Nota 10” para adaptação da SEDUC-RS.
Abadia de Lourdes da Cunha Carvalho
Eliel Constantino da Silva
Elisa Rodrigues Alves
Francisco de Oliveira Neto
Maria Cicilia de Oliveira Melo
Marilda de Oliveira Rodovalho
Paula Apoliane de Pádua Soares
Raph Gomes
Vanuse Batista Pires Ribeiro
AUTORES - MINHA ESCOLA É NOTA 10
2024
2024
 
Caderno do professor
VOLUME 1
APRENDIZAGEM
CONTÍNUA
LÍNGUA PORTUGUESA
5º ANO DO ENSINO
FUNDAMENTAL
C
aderno do professor
5º A
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SIN
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Língua PortuguesaD1 - Localizar informações explícitas em 
textos.
(EF15LP03) Localizar informações explícitas 
em textos.
O descritor localizar informações explícitas em textos faz parte do Eixo do Conhecimento Procedimento 
de Leitura e do Eixo Cognitivo Reconhecer da Área de Linguagens, referente ao componente curricular 
de Língua Portuguesa da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante desenvolva a habilidade 
proposta, é importante observar os marcos de desenvolvimento necessários para a apropriação da refe-
rida habilidade. 
Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para 
acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que 
tais conhecimentos possam ser validados, assegurando condições essenciais que permitam a esse estu-
dante ampliar conceitos e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D1 
tem como marcos de desenvolvimento a compreensão de textos de gêneros textuais diversos e a locali-
zação de informações, que são encontradas de maneira clara e objetiva uma vez que são percebidas pela 
leitura sem a necessidade de deduções ou inferências por parte do leitor. 
Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens elaborados a partir dos gêneros textuais conto de 
fadas e reportagem a fim de que os estudantes, ao aplicarem procedimentos e estratégias de leitura, 
localizem informações explícitas nesses textos. 
 
8LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de localizar 
informação explícita e é considerado FÁCIL. O tex-
to que dá suporte ao item é do gênero textual con-
to de fadas. Essa habilidade requer do estudante a 
localização de uma informação explícita no texto, 
percebida pela leitura simples e sem a necessidade 
de acionar outras habilidades cognitivas, como de-
dução ou inferência. A informação está no primeiro 
parágrafo do texto.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) O estudante que registrou essa op-
ção não observou que a fonte é que ficava embaixo 
da frondosa tília.
Alternativa B) O estudante que registrou essa op-
ção não identificou a informação de que a frondosa 
tília ficava dentro da floresta.
Alternativa D) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato de a bola ter caído 
na água.
ANOTAÇÕES
9 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que o gênero 
textual reportagem pertence ao campo de atua-
ção jornalístico-midiático e é caracterizado como 
um texto mais longo, com detalhes e informações 
principalmente relativos a dados, entrevistas, fa-
tos e/ou acontecimentos. Já o conto de fadas é um 
gênero textual do campo de atuação artístico-lite-
rário que traz na sua estrutura elementos básicos 
da narrativa essencialmente ficcionais.
5 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 1 
Informação explícita
Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade 
de desenvolver a habilidade de localizar informa-
ções explícitas no texto. Para isso, leia com muita 
atenção os textos e resolva os itens e os desafi os 
propostos. Essa habilidade está relacionada com a 
localização de uma informação solicitada e explí-
cita no texto, isto é, uma informação percebida 
pela leitura sem a necessidade de deduções ou in-
ferências. Tenha certeza de que compreendeu as 
palavras e identifi cou a informação solicitada. Caso 
tenha alguma dúvida, faça uso do dicionário im-
presso ou on-line. Bons estudos! 
Você sabia? 
Para localizar uma informação explícita no texto, é es-
sencial que você se atente ao que está posto pelo au-
tor, de forma clara e objetiva, sem a necessidade de 
fazer a leitura nas entrelinhas. Se não compreender, 
volte e releia. E, ainda, se aparecer algum termo cujo 
significado não saiba, recorra ao dicionário e volte ao 
texto para uma nova leitura.
Leia o texto 1 para responder aos itens 1 a 3. 
Texto 1
O príncipe-rã ou Henrique de Ferro
Num tempo que já se foi, quando ainda aconte-
ciam encantamentos, viveu um rei que tinha uma 
porção de fi lhas, todas lindas. A mais nova, então, 
era linda demais. O próprio sol, embora a visse to-
dos os dias, sempre se deslumbrava cada vez que 
iluminava o rosto dela. O castelo real fi cava ao lado 
de uma fl oresta sombria na qual, embaixo de uma 
frondosa tília, havia uma fonte. Em dias de muito 
calor, a fi lha mais nova do rei vinha sentar-se ali 
e, quando se aborrecia, brincava com sua bola de 
ouro, atirando-a para cima e apanhando-a com as 
mãos. Uma vez, brincando assim, a bola de ouro, 
jogada para o ar, não voltou para as mãos dela. 
Caiu na relva, rolou para a fonte e desapareceu nas 
suas águas profundas.
“Adeus, minha bola de ouro!”, pensou a prince-
sa. “Nunca mais vou ver você!” E começou a chorar 
alto. Então, uma voz perguntou:
— Por que chora, a fi lha mais nova do rei? Suas 
lágrimas são capazes de derreter até uma pedra! 
A princesa olhou e viu a cabecinha de uma rã fora 
da água.
— Foi você que falou, bichinho dos charcos? Es-
tou chorando porque minha bola de ouro caiu na 
água e sumiu.
— Fique tranquila e não chore mais. Eu vou bus-
cá-la. Mas o que você me dará em troca?
 — Tudo o que você quiser, rãzinha querida. 
Meus vestidos, minhas joias, e até mesmo a coroa 
de ouro que estou usando.
— Vestidos, joias e coroa de ouro de nada me 
servem. Mas, se você quiser gostar de mim, se me 
deixar ser sua amiga e companheira de brinquedos, 
se me deixar sentar ao seu lado à mesa, comer no 
seu prato de ouro, beber no seu copo, dormir na 
sua cama e me prometer tudo isso, mergulho ago-
rinha mesmo e lhe trago a bola.
— Claro! Se me trouxer a bola, prometo tudo 
isso!
—Respondeu prontamente a princesa, pensan-
do: “Mas que rãzinha boba! Ela que fi que na água 
com suas iguais! Imagine se vou ter uma rã por ami-
ga!”.
[...]
Fonte: ABREU, A. R. et al. Alfabetização: Livro do aluno. 
Brasília: Fundoescola/SEF/MEC, 2000, v. 3, p. 128. 
Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/
texto/me001614.pdf (p. 7-10). Acesso em: 7 out. 2022.
Item 1. O castelo real fi cava ao lado de uma
A) grande fonte.
B) frondosa tília.
C) fl oresta sombria.
D) porção de água.
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10LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
6LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 2. O que caiu na relva, rolou para a fonte e 
desapareceu nas águas profundas?
A) A rãzinha.
B) A princesa.
C) O castelo real.
D) A bola de ouro.
Item 3. Em troca do favor que fez à princesa, a rã 
pediu para
A) ser amiga dela.
B) usar os vestidos.
C) fi car com as joias.
D) fi car com a coroa de ouro.
Leia o texto 2 para responder aos itens 4 e 5.
Texto 2
Comunidades em Porto Alegre 
encontram na gestão alternativa uma 
forma de organização
Economia solidária possibilita geração de trabalho 
e renda, além de um outro modo de produção e de 
organização social e cultural. 
Nas franjas de Porto Alegre, no extremo norte 
onde a cidade quase acaba, em meio às casas de 
uma vila do bairro Sarandi, se ergue uma pequena 
fábrica. Mas essa fábrica com 23 costureiras não 
tem patrão nem funcionários. Ao lado, fi ca um 
banco, que emite sua própria moeda, aceita nos 
comércios da comunidade. Um pequeno café no 
Câmpus Central da UFRGS, onde não há chefes e 
a comida é orgânica. Esses são exemplos de uma 
forma alternativa de gestão: a economia solidária. 
Mas, afi nal, como isso funciona?
Nelsa Nespolo conta que sempre trabalhou 
como operária. Mas, em determinado momento, 
indignada com a forma de organização do trabalho 
em que o empregado está apenas “buscando a ren-
da do mês”, decidiu trabalhar em casa. Essa nova 
experiência garantia mais liberdade, mas tinha 
suas difi culdades, como a falta de companheiras.
[...]
FLORES, Rodrigo. Economia solidária possibilita geração de 
trabalhoe renda, além de um outro modo de produção e de 
organização social e cultural. Disponível em: https://www.
ufrgs.br/jornal/comunidades-em-porto-alegre-encontram-na-
-gestao-alternativa-uma-forma-de-organizacao/. Acesso em: 4 
jun. 2023.
Item 4. O texto indica que a economia solidária em 
Porto Alegre é
A) controlada por um conselho de administração.
B) uma economia sem sistema monetário.
C) sem patrões nem funcionários tradicionais.
D) baseada exclusivamente em trabalhos manuais.
Item 5. Segundo o texto, na economia solidária em 
Porto Alegre
A) as decisões fi nais são centralizadas em um único 
líder.
B) trabalho e renda são gerados de maneira coo-
perativa.
C) existe um sistema monetário próprio e distinto.
D) a participação é exclusiva ao público feminino.
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Item 2. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de localizar informação explícita e é considerado FÁCIL. O texto 
que dá suporte ao item é o gênero textual conto de fadas. Essa habilidade requer do estudante a loca-
lização de uma informação explícita no texto, uma informação percebida pela leitura simples e sem a 
necessidade de acionar outras habilidades cognitivas, como dedução ou inferência. A informação está 
logo no início do texto.
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Fácil.
11 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
Distratores
Alternativa A) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado a informação de a rã vi-
ver na água.
Alternativa B) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato de a princesa estar 
sempre próxima à fonte.
Alternativa C) O estudante que registrou essa op-
ção não se atentou ao fato de que foi um brinque-
do que desapareceu.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de localizar 
informação explícita e é considerado de nível de 
dificuldade MÉDIO. O texto que dá suporte ao item 
é o gênero textual conto de fadas. Essa habilidade 
requer do estudante a localização de informações 
explícitas no texto identificadas por meio da leitu-
ra simples e sem a necessidade de acionar outras 
habilidades cognitivas, como dedução ou inferên-
cia. A informação correspondente ao comando está 
explícita no sétimo parágrafo do texto.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa B) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado a ideia de que a rã queria 
recompensa material, no caso os vestidos.
Alternativa C) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado a ideia de que a rã queria 
recompensa material, no caso as joias. 
Alternativa D) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado a ideia de que a rã queria 
recompensa material, no caso, a coroa de ouro.
Item 4. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de localizar 
informação explícita no texto, característica asso-
ciada a um nível de dificuldade MÉDIO. A reporta-
gem fornece várias informações sobre a economia 
solidária em Porto Alegre, que são todas relevantes 
para a compreensão do conceito de gestão alterna-
tiva apresentado. Especificamente, as informações 
que estão diretamente relacionadas ao coman-
do são: a descrição da fábrica com 23 costureiras 
que não possui um patrão nem funcionários tradi-
cionais, a existência de um banco que emite sua 
própria moeda, e a experiência da operária Nelsa 
Nespolo que, junto com outras colegas de profis-
são, escolheu formar uma cooperativa em vez de 
continuar a trabalhar sozinha. Essas informações 
permitem ao leitor compreender a natureza não-
-hierárquica e colaborativa da economia solidária, 
que é o cerne da pergunta proposta no enunciado 
do item. Portanto, para responder corretamente, o 
estudante precisa identificar e integrar essas várias 
partes do texto.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa A) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado que, na ausência de 
um patrão único, poderia haver um conselho de 
administração. Entretanto, o texto descreve a eco-
nomia solidária como um sistema sem patrões nem 
funcionários tradicionais, sem mencionar a exis-
tência de um conselho.
Alternativa B) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado que uma economia 
alternativa, como a descrita no texto, não teria um 
sistema monetário próprio, convencional, não per-
cebendo que o texto contradiz essa ideia ao men-
cionar explicitamente que “Ao lado (da fábrica), 
fica um banco, que emite sua própria moeda”.
Alternativa D) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado a trajetória inicial de 
Nelsa Nespolo, que começou a trabalhar sozinha. 
Contudo, a continuação do texto mostra que ela se 
junta a outras pessoas para formar uma coopera-
tiva, demonstrando a dimensão de colaboração e 
cooperação da economia solidária em Porto Alegre, 
que vai além do trabalho manual individual.
12LÍNGUA PORTUGUESA AULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 5. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a capacidade de o estu-
dante interpretar informações explícitas no texto. 
O texto fornece várias informações sobre a econo-
mia solidária em Porto Alegre, todas pertinentes 
para a compreensão do conceito de gestão alter-
nativa apresentado. Essas informações que estão 
diretamente relacionadas ao comando do item in-
cluem a descrição de uma fábrica sem patrões nem 
funcionários, a existência de um banco que emite 
sua própria moeda, e a experiência de Nelsa Nes-
polo, que optou por uma forma de trabalho mais 
libertadora. Esses elementos retratam a economia 
solidária como um sistema de trabalho colaborati-
vo, não hierárquico. Portanto, para responder cor-
retamente ao item, o estudante precisa identificar 
e integrar essas partes do texto.
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa A) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado a possibilidade de 
uma analogia com os modelos de negócios tradicio-
nais que têm um líder ou um gerente. No entanto, 
o texto enfatiza a ausência de patrões e a natureza 
colaborativa dessa economia, contrariando a ideia 
de liderança centralizada.
Alternativa C) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter compreendido a natureza distinta 
da economia solidária e considerado que essa dife-
rença se estenderia também ao sistema monetá-
rio. A menção do texto a um “banco que emite sua 
própria moeda” pode ter reforçado a ideia de um 
sistema monetário próprio, no entanto, essa infor-
mação contradiz a afirmação de que na economia 
solidária não existe qualquer forma de moeda ou 
troca de valores.
Alternativa D) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado o exemplo da “fá-
brica com 23 costureiras”, interpretando que a 
economia solidária é voltada exclusivamente para 
mulheres. Essa inferência, no entanto, ignora que 
esse é apenas um exemplo e não representa a to-
talidade da economia solidária, que se caracteriza 
por sua natureza inclusiva e colaborativa, não se 
limitando a um gênero específico.
ANOTAÇÕES
13 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 1 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, neste momento, é importante incentivar 
o estudante a realizar os desafios para fortaleci-
mento da habilidade proposta.
ANOTAÇÕES
77 LÍNGUA PORTUGUESA
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida-
de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, em 
seguida, socializar com o professor e os colegas. 
Você poderá realizar pesquisas em livros, jornais 
ou revistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, con-
sultar outras fontes. 
Desafi o 1
Você poderá utilizar outros textos, tanto do campo 
de atuação artístico-literário quanto do jornalísti-
co-midiático, que contemplam assuntos diversos. 
Registre em seu caderno e, em seguida, extraiaas 
principais informações que estão explícitas no tex-
to. 
Desafi o 2
Com base no texto pesquisado, apresente a infor-
mação que traz a ideia principal do texto como um 
todo. Explique como você a identifi cou.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você 
sabia sobre o tema Localizar informações 
explícitas em textos diversos?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o 
meu cotidiano?
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15 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 2
Finalidade de textos
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Saeb e da habilidade 
da BNCC, tendo em vista os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que os estudantes 
sejam capazes de identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros textuais. 
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D9 – Identificar a finalidade de textos 
de diferentes gêneros textuais.
(EF15LP16) Ler e compreender, em co-
laboração com os colegas e com a ajuda 
do professor e, mais tarde, de maneira 
autônoma, textos narrativos de maior 
porte como contos (populares, de fadas, 
acumulativos, de assombração etc.) e 
crônicas.
O descritor identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros textuais faz parte do Eixo do Co-
nhecimento Leitura/Implicações do Suporte, do Gênero e/ou do Enunciador na Compreensão do Texto 
e do Eixo Cognitivo Reconhecer, referentes ao Componente Curricular Língua Portuguesa da Matriz de 
Referência do Saeb. Para que o estudante o desenvolva, é importante observar os marcos de desenvolvi-
mento, os quais, em Língua Portuguesa, são referências de conhecimentos elencados para acompanhar 
o desenvolvimento dele ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que determinadas habili-
dades possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a ampliar e adquirir novos 
saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, identificar a finalidade de diferentes gêneros textuais 
tem como marcos de desenvolvimento a compreensão de textos e o reconhecimento da finalidade de 
gêneros textuais, que são “textos materializados no meio social, no cotidiano, e que apresentam carac-
terísticas sociocomunicativas definidas por conteúdos, aspectos funcionais, estilo e composição peculiar” 
(MARCUSCHI, 2008)1. 
Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens elaborados a partir de gêneros textuais diversos 
para que os estudantes, durante a aplicação de procedimentos de leitura, reconheçam a finalidade dos 
textos em função do contexto de produção e circulação de cada um.
1 MARCUSCHI, L. A. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008
16LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 1. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de reco-
nhecer a finalidade de diferentes gêneros textuais. 
Nesse caso, o texto que dá suporte ao item é do gê-
nero textual lenda, que apresenta uma linguagem 
peculiar ao gênero, uma sintaxe simples e predo-
minância de períodos curtos e estruturas coorde-
nadas. Esse item tem nível de dificuldade MÉDIO, 
uma vez que o estudante terá de reconhecer no 
texto elementos que caracterizam a lenda, como 
o evento indígena, os personagens mitológicos – a 
feiticeira do fundo das águas – e os elementos da 
cultura popular, fomentando o imaginário do leitor 
a partir de fatos relacionados à natureza, às flores-
tas e aos rios. Geralmente, as lendas são transmiti-
das oralmente e passadas de geração para geração, 
com o objetivo de contar histórias da tradição oral 
e frequentemente envolvendo personagens indíge-
nas ou mitológicas. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa B) O estudante que marcou essa op-
ção pode ter considerado o trecho Nhandé Iara 
não queria que eles fossem felizes, já que a lenda 
conta a história de dois jovens apaixonados, cuja 
felicidade foi interrompida por uma feiticeira com 
maus pensamentos.
Alternativa C) O estudante que marcou essa opção, 
pode ter considerado que, pelo fato de o pajé ex-
plicar a desaparição do guerreiro, a finalidade do 
texto seria essa, demonstrando que não compre-
endeu o propósito comunicativo do gênero textual 
em questão.
Alternativa D) O estudante que marcou essa op-
ção pode ter considerado que, pelo fato de o texto 
mencionar as ações maldosas da feiticeira, a inten-
ção seria alertar o leitor sobre tais atos.
ANOTAÇÕES
17 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
AULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE 9 LÍNGUA PORTUGUESA
Aula 2
Finalidade de textos
Estudante, nesta aula, você terá a oportunidade 
de desenvolver a habilidade de reconhecer gêneros 
textuais diversos. Para isso, é preciso ler e compre-
ender os textos, em colaboração com os colegas, 
com a ajuda do professor e também de maneira 
autônoma, para que você seja capaz de identifi -
car a fi nalidade comunicativa de cada um, tendo 
em vista os contextos de produção e circulação. 
Dessa forma, leia e resolva com muita atenção os 
itens a seguir e, na sequência, realize os desafi os 
propostos.
Leia o texto 1 e responda ao item 1.
Texto 1
Lenda indígena do Uapé
Pita e Moroti amavam-se muito; e, se ele era o 
mais esforçado dos guerreiros da tribo, ela era a 
mais gentil e formosa das donzelas. Porém, Nhandé 
Iara não queria que eles fossem felizes; por isso, 
encheu a cabeça da jovem de maus pensamentos e 
instigou a sua vaidade.
Uma tarde, na hora do pôr do sol, quando vários 
guerreiros e donzelas passeavam pelas margens do 
rio Paraná, Moroti disse:
— Querem ver o que este guerreiro é capaz de 
fazer por mim? Olhem só!
E, dizendo isso, tirou um de seus braceletes e 
atirou-o na água. Depois, voltando-se para Pita, 
que como bom guerreiro guarani era um excelente 
nadador, pediu-lhe que mergulhasse para buscar o 
bracelete. E assim foi.
Em vão esperaram que Pita retornasse à super-
fície. Moroti e seus acompanhantes, alarmados, 
puseram-se a gritar. Mas era inútil, o guerreiro não 
aparecia.
A desolação logo tomou conta de toda a tribo. 
As mulheres choravam e se lamentavam, enquanto 
os anciãos faziam preces para que o guerreiro vol-
tasse. Só Moroti, muda de dor e de arrependimento 
— como que alheia a tudo —, não chorava.
O pajé da tribo, Pegcoé, explicou o que ocorria. 
Disse ele, com a certeza de quem já tivesse visto 
tudo:
— Agora Pita é prisioneiro de I Cunhã Pajé. No 
fundo das águas, Pita foi preso pela própria feiti-
ceira e conduzido ao seu palácio. Lá Pita esque-
ceu-se de toda a sua vida anterior, esqueceu-se de 
Moroti e aceitou o amor da feiticeira; por isso não 
volta. É preciso ir buscá-lo [...].
Fonte: ABREU, A. R. et alii. Alfabetização: livro do aluno. 
Brasília: FUNDESCOLA/SEFMEC, 2000, v. 3.
Item 1. A fi nalidade do texto é 
A) contar uma lenda indígena.
B) ensinar a buscar felicidade.
C) explicar o motivo da desaparição de Pita. 
D) alertar sobre a maldade da feiticeira.
Leia o texto 2 e responda ao item 2.
Texto 2
Evento sobre pedagogia universitária 
recebe professores ingressantes na 
FURG
Mesas temáticas abordaram importância de pro-
cessos de formação continuada
Por FURG - Publicado: 07/06/2023 09h37
Com a indagação “O que um professor deve en-
sinar?”, foi realizado o evento Pedagogia Universi-
tária Diálogos Iniciais - Turma Paulo Freire, promo-
vido pelas pró-reitorias de Graduação (Prograd) e 
de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Progep), 
por meio do Programa de Formação Continuada na 
Área Pedagógica (Profocap). O evento aconteceu 
nos dias 30 e 31 de maio e foi voltado às profes-
soras e professores ingressantes na FURG nos anos 
2021, 2022 e 2023.
Fonte: FURG. Universidade Federal do Rio Grande. Evento 
sobre pedagogia universitária recebe professores ingressantes 
na FURG. Disponível em: https://www.furg.br/noticias/noti-cias-institucional/evento-sobre-pedagogia-universitaria-rece-
be-professores-ingressantes-na-furg. Acesso em: 10 jun. 2023.
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18LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
10LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 2. A principal fi nalidade deste texto é
A) divulgar um evento acadêmico.
B) criticar a formação de professores.
C) discutir a pedagogia universitária.
D) promover o Programa de Formação.
Leia o texto 3 e responda ao item 3.
Texto 3
O lobo e o cordeiro 
La Fontaine
Na água limpa de um regato, matava a sede um 
cordeiro, quando, saindo do mato, veio um lobo 
carniceiro. Tinha a barriga vazia, não comera o dia 
inteiro.
— Como tu ousas sujar a água que estou beben-
do? – rosnou o lobo, a antegozar o almoço.
 — Fica sabendo que caro vais me pagar! — se-
nhor — falou o cordeiro.
 — Encareço a vossa alteza que me desculpeis, 
mas acho que vos enganais: bebendo, quase dez 
braças abaixo de vós, nesta correnteza, não posso 
sujar-vos a água.
— Não importa. Guardo mágoa de ti, que ano 
passado me destrataste, fi ngindo!
— Mas eu nem tinha nascido.
— Pois então foi teu irmão.
— Não tenho irmão, excelência.
— Chega de argumentação. Estou perdendo a 
paciência!
— Não vos zangueis, desculpai!
— Não foi teu irmão? Foi teu pai ou senão foi teu 
avô – disse o lobo carniceiro.
 E ao cordeiro devorou.
 Onde a lei não existe, ao que parece, a razão 
do mais forte prevalece.
Fonte: LA FONTAINE. O lobo e o cordeiro. In: Fábulas. Trad. 
Ferreira Gullar. Rio de Janeiro: Revan, 1997. p. 12.
Item 3. O texto tem a fi nalidade de 
A) divertir o leitor sobre as atitudes dos animais.
B) transmitir valores morais aos seres humanos.
C) informar sobre o comportamento dos animais. 
D) orientar sobre a presença de animais no mato.
Leia o texto 4 e responda ao item 4.
 Texto 4
Fonte: BRASIL. Ministério da Saúde. Campanha de combate 
ao mosquito Aedes aegypti. Disponível em: https://www.
gov.br/saude/pt-br/campanhas-da-saude/2021/combate-ao-
mosquito-aedes-aegypti/arquivos/mosquito-cartaz-caixa_
dagua_46x64cm.pdf/view. Acesso em: 7 mar.2023.
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que a fábula é um 
gênero textual da tipologia narrativa de caráter 
ficcional e usa a alegoria para construir sentidos, 
registrando as experiências e o modo de vida dos 
povos. São textos repletos de animais e objetos 
antropomórficos, que falam e se comportam como 
seres humanos, estimulando a imaginação e ques-
tionando os princípios da lógica tornando-se uma 
enorme influência, principalmente dentro da lite-
ratura fantástica.
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19 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 2. Resposta comentada: 
Professor, esse item avalia a habilidade do estu-
dante de identificar a finalidade principal de um 
texto, neste caso, uma notícia, a qual discute o 
evento “Pedagogia Universitária Diálogos Iniciais - 
Turma Paulo Freire”, que é organizado pela Univer-
sidade Federal do Rio Grande (FURG) e é voltado 
para novos professores ingressantes. O objetivo do 
texto é informar o público sobre a realização deste 
evento e os detalhes relacionados a ele, como a 
data, os organizadores e o público-alvo.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Fácil. 
Distratores
Alternativa B) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado que a discussão em 
torno da pergunta “O que um professor deve en-
sinar?” implica uma crítica à formação atual de 
professores. No entanto, a notícia apenas relata a 
realização de um evento que aborda essa questão, 
sem emitir juízo de valor.
Alternativa C) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado que o texto se pro-
põe a discutir a pedagogia universitária em si. Ape-
sar do evento discutir essa temática, o objetivo do 
texto é mais informativo do que discursivo.
Alternativa D) Os estudantes que escolheram essa 
opção podem ter considerado que o texto está 
tentando promover o Programa de Formação Con-
tinuada na Área Pedagógica (Profocap). Embora o 
programa seja mencionado como organizador do 
evento, a notícia se concentra mais na divulgação 
do evento em si do que na promoção do programa.
Item 3. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de reco-
nhecer a finalidade de diferentes gêneros textuais, 
cujo suporte é o gênero textual fábula. Tem nível 
de dificuldade DIFÍCIL, uma vez que, apesar de o 
texto apresentar estrutura sintática não muito ela-
borada, o estudante terá de associar os fatos apre-
sentados em uma sequência de ações, observar a 
organização das personagens no tempo e no espa-
ço, cujos animais assumem e realizam atividades 
humanas, para compreender o propósito da lição 
de moral que encerra a fábula. Para chegar à res-
posta correta, é necessário perceber os elementos 
do texto e relacioná-los ao intuito de ensinar uma 
lição, além de analisar cada alternativa conside-
rando o sentido de cada verbo usado nas possibili-
dades de resposta. 
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Difícil. 
Distratores
Alternativa A) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que o objetivo do texto é, de 
fato, divertir o leitor tendo em vista o enredo apre-
sentado, contado de forma divertida, uma vez que 
não se espera que o lobo teria a atitude de devorar 
o cordeiro de maneira tão inesperada, privando-o 
de qualquer meio de defesa.
Alternativa C) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que o texto trata do compor-
tamento dos animais, como o lobo e o cordeiro, 
por serem eles os protagonistas da história, de-
monstrando que o animal mais “forte” elimina o 
mais “frágil”. No entanto, não reconheceu que a 
finalidade do texto é, de fato, transmitir a ideia de 
valor moral, em que a reflexão acerca do compor-
tamento humano é sugerida a partir das atitudes 
desses animais.
Alternativa D) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que o texto tem como obje-
tivo orientar sobre a presença de animais no mato, 
tendo em vista que é comum ou esperado encon-
trar animais dessas espécies em matos e florestas. 
No entanto, isso demonstra que o estudante não 
reconheceu que foram atribuídos a esses animais 
comportamentos e atitudes humanos, no sentido 
de transmitir uma lição ou ideia que enseja refle-
xão por parte do leitor, no caso, a falta da lei para 
reprimir o mais forte em função da condição menos 
privilegiada do mais fraco.
20LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de reco-
nhecer a finalidade de diferentes gêneros textuais. 
Nesse caso, é o gênero textual cartaz, material pu-
blicitário que visa a informar, persuadir ou anunciar 
algo ao público-alvo. Esse cartaz tem o objetivo 
de incentivar o combate diário contra o mosquito 
Aedes aegypti, transmissor da dengue e da febre 
amarela urbana, orientando as pessoas em relação 
à adoção da rotina de tampar a caixa d’agua como 
forma de evitar a proliferação do transmissor. O es-
tudante pode reconhecer a finalidade do texto ao 
identificar que o respectivo conteúdo é informati-
vo, mas a finalidade é orientar, uma vez que indica 
o que é preciso fazer para evitar o surgimento de 
criadouros do mosquito. 
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que o texto é utilizado para 
advertir, uma vez que essa ação pode assumir o 
sentido de prevenir uma pessoa acerca de algo ou 
uma situação qualquer, não reconhecendo que o 
objetivo real é trazer informações para orientar o 
leitor sobre como combater o mosquito.
Alternativa B) O estudante que marcou essa opção 
pode ter considerado que o texto tem o objetivo 
de informar, pois indica o que é para fazer, isto 
é, combater o mosquito. No entanto, ele não re-
conheceu que, além de informar o leitor, o textoorienta sobre o que deve ser feito para combater o 
mosquito, no caso, incorporar à rotina a prática de 
tampar a caixa d’água, no sentido de evitar que o 
mosquito se prolifere.
Alternativa D) O estudante que marcou essa opção, 
provavelmente considerou que as informações tra-
zidas têm natureza explicativa, tendo em vista que 
o cartaz diz o que fazer para combater o mosquito, 
mas não detalha, não explica as possibilidades de 
tampar a caixa d’água, o que poderia ser utilizado 
para lacrar ou firmar a tampa dela.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, este item avalia a habilidade de reco-
nhecer a finalidade de diferentes gêneros textu-
ais. O suporte é um texto não verbal que indica 
a faixa de pedestres, cujo objetivo é sinalizar o 
local adequado em que os pedestres devem passar 
para atravessar uma via de forma segura. Assim, 
este item tem nível de dificuldade MÉDIO, uma 
vez que o estudante precisará perceber as respec-
tivas peculiaridades e demonstrar a apropriação 
das informações trazidas na imagem, o que requer 
conhecimento de mundo, ou seja, conhecimento 
extratextual. 
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio. 
Distratores
Alternativa B) O estudante pode ter considerado a 
travessia de vias na faixa como sendo a descrição 
da experiência de fazer o que é correto, demons-
trando que não compreendeu o sentido da mensa-
gem transmitida pela sinalização.
Alternativa C) O estudante pode ter considerado 
que os elementos da imagem têm a finalidade de 
orientar as pessoas quanto ao uso da faixa de pe-
destres pelo fato de haver alguém fazendo a tra-
vessia. 
Alternativa D) O estudante pode ter associado os 
elementos da imagem à ideia de demonstração de 
como realizar a ação de usar a faixa para atraves-
sar as vias, demonstrando que não compreendeu o 
sentido da mensagem transmitida pela sinalização.
21 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
11 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 4. O objetivo do texto é
A) advertir.
B) informar. 
C) orientar. 
D) vender.
Leia o texto 5 e responda ao item 5.
Texto 5
Fonte: Pixabay. 
Item 5. A imagem tem o objetivo de 
A) sinalizar um local seguro para uma ação.
B) descrever a experiência de uma ação.
C) explicar como se realiza uma ação.
D) fazer uma demonstração de uma ação.
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22LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5º ANO | PROFESSOR
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1212LÍNGUA PORTUGUESA AULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTEAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilidade que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, depois, socializar com o professor e os colegas. Você poderá 
realizar pesquisas em livros, revistas ou jornais impressos ou virtuais ou, ainda, consultar outras fontes. 
Desafi o 1 
A partir das orientações do professor, organizem grupos colaborativos para que, juntos, vocês selecionem 
cinco textos de gêneros diferentes. A busca pelos textos poderá ser feita em livros impressos ou on-line, 
jornais, revistas etc. Não se esqueçam de anotar as fontes dos textos escolhidos. Após a seleção, é im-
portante que façam a leitura atenta e observem quem escreveu, para quem escreveu, quando escreveu, 
como escreveu etc., ou seja, todo o contexto de produção e circulação. 
Desafi o 2
Agora, depois de analisarem todo o contexto de produção e circulação dos diferentes gêneros textuais 
escolhidos, é hora de sistematizar as discussões realizadas entre os integrantes do grupo. Para isso, pre-
encham o quadro a seguir.
Finalidade de diferentes gêneros textuais
Texto Quem produziu o 
texto?
Para quem foi produ-
zido?
Com que fi nalidade 
foi escrito?
Qual é o gênero 
textual?
Texto 1
Texto 2
Texto 3
Texto 4
Texto 5
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, nesse momento, é importante incentivar 
o estudante a realizar os desafios para fortaleci-
mento da habilidade proposta. 
Vale destacar o entendimento trazido por Solé de 
que “a leitura nos aproxima da cultura”. Por isso, 
um dos objetivos é ler para aprender. Quando um 
leitor compreende o que lê, está aprendendo e co-
locando em funcionamento uma série de estraté-
gias cuja função é assegurar esse objetivo (SOLÉ, 
1998, p. 46)2.
2 Fonte: SOLÉ, I. Estratégias de leitura. 6. ed. Porto 
Alegre: Artmed, 1998.
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1313 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTEAULA 2 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você sabia 
sobre o tema Identifi car a fi nalidade de 
textos de diferentes gêneros textuais?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
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25 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 3
Inferência de informação implícita
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação 
da Educação Básica — Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular — BNCC indicadas a 
seguir, observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira 
conhecimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D4 — Inferir uma Informação 
Implícita em um texto. 
(EF35LP04) Inferir informações implícitas nos textos.
O descritor inferir informações implícitas em um texto faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura e do 
Eixo Cognitivo Analisar, do componente curricular Língua Portuguesa, da Matriz de Referência do Saeb. 
Assim, para o estudante desenvolver a habilidade proposta, é importante observar os marcos de desen-
volvimento necessários à apropriação da referida habilidade.
Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para 
acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que 
determinadas habilidades possam ser validadas, assegurando condições essenciais que permitam a esse 
estudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D4 tem 
como marco de desenvolvimento a compreensão de textos a partir da localização de informações que são 
inferidas e deduzidas pelo leitor, aquelas que são subentendidas, que estão nas entrelinhas.
Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens, elaborados a partir de gêneros textuais de dife-
rentes campos de atuação, como o artístico-literário e o jornalístico-midiático, a fim de que os estudan-
tes, ao aplicar os procedimentos de leitura, realizem processos que lhes permitam chegar às informações 
que poderão ser compreendidas a partir da leitura do texto.
26LÍNGUA PORTUGUESA AULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, é importante lembrar que os gêneros 
textuais conto popular e reportagem são de campos 
de atuação distintos, cada qual com sua estrutura, 
sua intencionalidade comunicativa, como também 
meio de produção e de circulação bastante varia-
dos. Experiências com variados gêneros textuais 
favorecem à construção do pensamento crítico 
acerca de questões éticas, políticas, sociais, além 
oportunizar análises das estratégias linguísticas 
empregadas na construção dos textos. Aproveite 
este momento e retome esses conhecimentos com 
os estudantes.
Item 1. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de localizar 
informação implícita e possui nível de dificuldade 
MÉDIO. O texto que dá suporte ao item é do gê-
nero textual conto popular. Essa habilidade requer 
que o estudante identifique informações implícitas 
e reconheça outras que estão presentes no texto, 
de modo que lhe permitam compreender o que estánas entrelinhas, chegando à conclusão esperada 
pela comanda do item. Assim, a resposta correta é a 
que pode ser identificada pelo fato de ambas as per-
sonagens terem o objetivo de construir uma casa.
Portanto, a alternativa correta é a C.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa A) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato de cada uma ter 
participado da construção da casa.
Alternativa B) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato delas terem con-
tribuído para a construção da casa.
Alternativa D) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato de que tanto o 
bode quanto a onça terem achado que eles esta-
vam recebendo ajuda divina.
Item 2. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de localizar 
informação implícita. O texto que dá suporte ao 
item é do gênero textual conto popular. O item 
possui nível de dificuldade FÁCIL, pois essa inferên-
cia pode ser realizada considerando as informações 
logo no início do texto — quando o bode, na busca 
por um lugar, encontra o espaço limpo, ideal para 
construir sua casa. Essa habilidade requer do estu-
dante a leitura de informações presentes no texto, 
de modo que lhe permita estabelecer deduções a 
partir dessas, visando chegar a outras informações.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa B) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato de a onça ter lhe 
feito a proposta de eles morarem “juntos”.
Alternativa C) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o desejo do bode de 
construir uma casa, o que não implica afirmar que 
ele gosta muito de casas.
Alternativa D) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado a fala do bode “— Oh! 
Quem está me ajudando?!” e ter deduzido que ele 
não tinha ninguém para ajudá-lo.
27 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR
15 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Aula 3
Inferência de 
informação implícita
Leia o texto 1, do gênero textual conto popular, 
e responda aos itens 1, 2 e 3.
Texto 1
A onça e o bode
Uma onça queria fazer uma casa e achou um 
lugar onde tirou o mato para ali fazer a sua casa.
O bode, que também andava com vontade de 
fazer uma casa, foi procurar um lugar, e, chegando 
no que a onça tinha aberto espaço no mato, disse:
— Bravo! Que belo lugar para levantar a minha 
casa!
O bode cortou logo umas palhas e fi xou naquele 
lugar. Depois foi embora.
No dia seguinte, a onça lá chegando e vendo as 
palhas, disse:
— Oh! Quem me está ajudando?! Bravo, é Deus 
que está me ajudando!
Começou a armar todas as palhas, e foi-se.
O bode, quando veio de novo, admirou-se e dis-
se:
— Oh! Quem está me ajudando?! É Deus que 
está me protegendo.
Botou logo a armação do telhado na casa, e foi-
-se.
Vindo a onça, ainda mais se espantou, e botou 
as ripas e os enchimentos e retirou-se.
O bode veio, e levantou a casa e foi-se. A onça 
veio e cobriu. O bode veio e tapou. Assim foram, 
cada um por sua vez, aprontando a casa. Finaliza-
da, veio a onça, fez a sua cama e meteu-se dentro. 
Logo depois chegou o bode, e, vendo a outra, disse:
— Não, amiga, esta casa é minha, porque fui eu 
quem fi xei as palhas, armei o telhado, levantei, e 
tapei.
— Não, amigo, respondeu a onça, a casa é mi-
nha, porque fui eu que retirei o mato do lugar, 
botei as travessas, as ripas, os enchimentos, e o 
cobri.
Depois de um tempo, a onça, que estava com 
vontade de comer o bode, disse:
— Mas não haja briga, amigo bode, nós dois po-
demos fi car morando na casa.
[...]
Fonte: ROMERO, Sílvio. Contos Populares do Brasil. São Paulo: 
Cadernos do Mundo Inteiro, 2018 (adaptado). Disponível em: 
https://cadernosdomundointeiro.com.br/pdf/Contos-popu-
lares-do-Brasil-2a-edicao-Cadernos-do-Mundo-Inteiro.pdf. 
Acesso em: 16 out. 2022.
Item 1. Entende-se desse texto que as personagens 
A) são solidárias.
B) trabalharam juntas.
C) tinham o mesmo objetivo.
D) receberam a ajuda de Deus.
Item 2. Na frase “O bode, que também andava com 
vontade de fazer uma casa”, retirada do texto, in-
fere-se que o bode
A) ainda não tinha uma casa.
B) queria morar com a onça.
C) gostava muito de casas.
D) gostava de morar sozinho.
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16LÍNGUA PORTUGUESA AULA 3 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Item 3. Qual a intenção da onça ao fazer essa pro-
posta ao bode: “— Mas não haja briga, amigo bode, 
nós dois podemos fi car morando na casa”?
A) Recompensá-lo.
B) Abandoná-lo.
C) Acomodá-lo.
D) Devorá-lo.
Leia o texto 2, do gênero textual reportagem, e 
responda aos itens 4 e 5.
Texto 2
Projeto Preservas busca tratar e 
reabilitar a fauna silvestre
Thiago Rodrigues Müller - 13 de outubro de 2022
Meio ambiente/Iniciativa ligada ao Hospital de Clí-
nicas Veterinárias lida com animais gravemente fe-
ridos e que ainda sofrem com o estresse por estar 
em cativeiro
Mesmo sendo uma metrópole muito urbanizada, 
Porto Alegre é lar de diversos animais silvestres que 
compartilham esse meio conosco. Principalmente 
durante a primavera, é muito comum serem vistas 
essas espécies que, como consequência dessa inte-
ração, frequentemente são vítimas de ferimentos, 
lesões, choques elétricos e agressões.
Por não estarem acostumadas ao cativeiro e 
manuseio por humanos, o atendimento a essas es-
pécies envolve peculiaridades que o diferenciam 
da clínica veterinária convencional. Tendo em vista 
essa necessidade ambiental, a UFRGS mantém em 
funcionamento o Preservas – Núcleo de conserva-
ção e reabilitação de animais silvestres. Como uma 
ação de extensão do Hospital de Clínicas Veteri-
nárias, o projeto também é um centro de atendi-
mento emergencial a animais silvestres, atuando 
principalmente em atividades de atendimento clí-
nico-cirúrgico a animais silvestres e a animais do-
mésticos não convencionais. 
[...]
Fonte: MÜLLER, T. R. Jornal da Ufrgs. Projeto preservas busca 
tratar e reabilitar a fauna silvestre. Disponível em: https://
www.ufrgs.br/jornal/projeto-da-ufrgs-busca-tratar-e-reabili-
tar-fauna-silvestre/. Acesso em: 07 jun. 2023.
Item 4. Com base nas informações do texto, as 
pessoas
A) estão fascinadas por animais de estimação exó-
ticos.
B) possuem um conhecimento limitado sobre a 
fauna silvestre local.
C) desconhecem a presença de animais silvestres 
em áreas urbanas.
D) estão motivadas a se envolver na reabilitação 
da fauna silvestre.
Item 5. Com base no texto, o projeto Preservas 
busca
A) estabelecer um novo padrão de atendimento 
para animais.
B) fechar clínicas veterinárias convencionais.
C) erradicar a presença de animais silvestres na 
cidade.
D) dissuadir as pessoas de manter animais de esti-
mação não convencionais.
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Item 3. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de localizar 
informação implícita e possui nível de dificuldade 
FÁCIL. O texto que dá suporte ao item é do gênero 
textual conto popular. Essa habilidade requer do 
estudante a leitura de informações presentes no 
texto que lhe possibilita fazer inferência, princi-
palmente pelo emprego da ironia, identificada na 
palavra “amigo”, na última frase do fragmento do 
texto, contrariando a verdadeira intenção da onça, 
que era de comê-lo.
Portanto, a alternativa correta é a D.
Nível de dificuldade: Fácil.
Distratores
Alternativa A) O estudante que registrou essa op-
ção pode ter considerado o fato de o bode ter con-
tribuído com a construção da casa.
Alternativa B) O estudante que registrou essa opção 
não se atentou para a intencionalidade da onça.
Alternativa C) O estudante que registrou essa op-
ção não se atentou para as intenções futuras da 
onça.
29 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR
Item 4. Resposta comentada:
Professor, esse item requer que os estudantes fa-
çam inferências baseadas nas informações apre-
sentadas no texto, cujo gênero textual, suporte do 
item,é uma reportagem, a qual discute a existên-
cia do Projeto Preservas, com a missão de tratar 
e reabilitar a fauna silvestre. Uma característica 
distintiva desse gênero textual é a apresentação de 
informações factuais e detalhadas para informar o 
leitor sobre um tópico específico, nesse caso, a 
conservação da fauna silvestre. No texto, não há 
indicações diretas de que as pessoas estejam inte-
ressadas em animais de estimação exóticos ou que 
estejam diretamente envolvidas na reabilitação da 
fauna silvestre. Com base nas informações forne-
cidas na reportagem, que destacam a necessidade 
de cuidados específicos para a fauna silvestre e o 
estresse experimentado por esses animais em cati-
veiro, infere-se que as pessoas têm pouco conheci-
mento sobre a fauna silvestre local.
Portanto, a alternativa correta é a B.
Nível de dificuldade: Difícil.
Distratores
Alternativa A) Os estudantes que marcaram essa 
opção podem ter considerado que o trecho “ani-
mais domésticos não convencionais” sugere um 
fascínio geral por animais de estimação exóticos. 
Isto é, eles podem ter interpretado que a necessi-
dade de cuidado desses animais, que também são 
atendidos pelo projeto Preservas, indicaria um au-
mento do interesse das pessoas por animais exóti-
cos como pets.
Alternativa C) Os estudantes que marcaram essa 
opção podem ter considerado que a existência do 
projeto Preservas e a referência no texto à fre-
quente vitimização dos animais silvestres em Porto 
Alegre, implicam que a população não está ciente 
da presença de animais silvestres em áreas urba-
nas, uma vez que o conhecimento sobre eles pode-
ria diminuir a incidência de ferimentos e estresse 
causados pelo cativeiro.
Alternativa D) Os estudantes que marcaram essa 
opção podem ter considerado que o fato de o tex-
to discutir a necessidade de reabilitação da fauna 
silvestre e o papel do projeto Preservas nesse es-
forço, sugere que as pessoas estão motivadas a se 
envolverem diretamente na reabilitação da fauna 
silvestre, já que a problemática foi suficiente para 
justificar a existência de um projeto com esse pro-
pósito.
Item 5. Resposta comentada:
Professor, esse item avalia a habilidade de localizar 
informação explícita e possui nível de dificuldade 
MÉDIO, tendo em vista que o estudante deve reali-
zar os processos de inferência e dedução, reconhe-
cendo e compreendendo as informações presentes 
no texto, do gênero reportagem, o qual fornece 
detalhes sobre o projeto Preservas e suas ativida-
des, incluindo o atendimento clínico-cirúrgico a 
animais silvestres e a animais domésticos não con-
vencionais. Portanto, com base nas informações 
fornecidas, infere-se que o projeto busca estabele-
cer um novo padrão de atendimento para animais.
Portanto, a alternativa correta é a A.
Nível de dificuldade: Médio.
Distratores
Alternativa B) Os estudantes que escolheram esta 
opção podem ter considerado a referência às “pe-
culiaridades que o diferenciam da clínica veteriná-
ria convencional” implica na intenção do projeto 
Preservas de substituir ou fechar essas clínicas. No 
entanto, o texto não sugere essa ideia, mas sim 
o estabelecimento de uma nova forma de atendi-
mento que se adapte às necessidades únicas dos 
animais silvestres.
Alternativa C) Os estudantes que escolheram esta 
opção podem ter considerado, de forma equivoca-
da, que o projeto Preservas, por se dedicar à reabi-
litação de animais silvestres, busca eliminar a pre-
sença desses animais na cidade. Contudo, o texto 
sugere que o objetivo é cuidar e reabilitar animais 
feridos, e não erradicar a presença deles.
Alternativa D) Os estudantes que escolheram esta 
opção podem ter considerado que, ao mencionar 
“animais domésticos não convencionais” no esco-
po de atendimento do projeto, o texto sugere uma 
tentativa de dissuadir as pessoas de manter esses 
animais de estimação. No entanto, o foco do pro-
jeto parece ser o cuidado e reabilitação dos ani-
mais, independentemente do contexto em que se 
encontram.
ANOTAÇÕES
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31 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5º ANO | PROFESSOR
Comentário para 
o professor
Comentário para 
o professor
Professor, neste momento, é importante incentivar o estudante a realizar os desafios para fortalecimento 
da habilidade proposta.
ANOTAÇÕES
1717 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 3 | 5ª SÉRIE | ESTUDANTE
Hora de Praticar!
Estudante, agora é a sua vez de praticar a habilida-
de que acabamos de trabalhar nesta aula. A seguir, 
você tem dois desafi os para desenvolver e, em se-
guida, socializar com o professor e os colegas. Você 
poderá realizar pesquisas em livros, jornais ou re-
vistas, impressas ou virtuais, ou, ainda, consultar 
outras fontes.
Desafi o 1
Em dupla, pesquise em sites de notícias ou jor-
nal local, impresso ou on-line, um texto do cam-
po jornalístico-midiático (reportagem) que traga 
uma abordagem de um tema/assunto de relevân-
cia social e o leia com atenção, identifi cando as 
principais informações presentes no texto. Observe 
todos os elementos que poderão ajudá-los a com-
preender o texto, tais como: manchete, título au-
xiliar, lead e corpo da reportagem.
Desafi o 2
Ainda, em dupla, registrem o texto e as informa-
ções destacadas no caderno de anotações e, em se-
guida, façam uma análise de cada uma delas, a fi m 
de que vocês possam identifi car o que de fato o au-
tor quis dizer ou afi rmar, a partir das informações 
veiculadas na reportagem e, ainda, se o assunto/
tema pode ser relacionado a outro fato ou acon-
tecimento, noticiado ou não pela imprensa local.
Vamos avaliar o que você 
aprendeu? Sua opinião nos 
interessa muito!
Quando iniciou esta aula, o que você sabia 
sobre o tema Localização de informações 
implícitas em textos de diferentes 
gêneros textuais?
Refl ita sobre as seguintes questões:
• O que eu sabia?
• O que eu precisei saber?
• O que eu aprendi?
• Qual a relevância desse aprendizado para o meu 
cotidiano?
CA
D
ER
N
O
 D
O
 E
ST
U
D
AN
TE
ANOTAÇÕES
32
33 LÍNGUA PORTUGUESAAULA 4 | 5º ANO | PROFESSOR
Aula 4 
Inferência de palavra ou expressão
Professor, esta aula foi construída a partir do descritor da Matriz de Referência do Sistema de Avaliação 
da Educação Básica - Saeb e da habilidade da Base Nacional Comum Curricular - BNCC indicadas a seguir, 
observando os objetivos de aprendizagem e as estratégias utilizadas para que o estudante adquira conhe-
cimentos essenciais para a melhoria da proficiência em linguagens.
Itens Descritor da Matriz do Saeb Habilidade da BNCC
1 a 5 D3 - Inferir o sentido de uma pa-
lavra ou expressão.
(EF03LP23) Analisar o uso de adjetivos em cartas dirigidas 
a veículos da mídia impressa ou digital (cartas do leitor ou 
de reclamação a jornais ou revistas), digitais ou impressas.
O descritor inferir o sentido de uma palavra ou expressão faz parte do Eixo do Conhecimento Leitura/ 
Procedimentos de Leitura e do Eixo Cognitivo Analisar da Área de Linguagens referentes ao componente 
curricular de Língua Portuguesa da Matriz Referência do Saeb. Assim, para que o estudante desenvolva a 
habilidade proposta, é importante observar os marcos de desenvolvimento necessários para a apropria-
ção da referida habilidade. 
Em Língua Portuguesa, os marcos de desenvolvimento são referências de conhecimentos elencados para 
acompanhar o desenvolvimento do estudante ao longo da Educação Básica, demarcando etapas em que 
tais conhecimentos possam ser validados, assegurando condições essenciais que permitam a esse es-
tudante ampliar e adquirir novos saberes nos anos escolares subsequentes. Logo, o descritor D3 tem 
como marco de desenvolvimento a compreensão de textos por meio das estratégias de leitura, visando 
a compreender os efeitos de sentido produzidos a partir do uso de palavras ou expressões, conforme a 
pretensão do autor, a qual pode vir expressa ou interpretada. 
Dessa forma, para esta aula, são propostos cinco itens elaborados a partir do gênero textual carta de 
reclamação a fim de que os estudantes, ao aplicarem procedimentos e estratégias de leitura,

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