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UNIDADE DE
APRENDIZAGEM
OBJETIVOS DO DESENVOLVIMENTO 
SUSTENTÁVEL - OBJETIVO 13 A 15
EDUCAÇÃO 
AMBIENTAL E 
SUSTENTABILIDADE 6
• Para início de conversa
• Objetivo de aprendizagem
• 1. Objetivo 13 - Ação contra a 
mudança global do clima
• 2. Objetivo 14 - Vida na água
• 3. Objetivo 15 - Vida terrestre
• Considerações finais
• Referências
• Encerramento do E-book
............. 03
............. 03
............. 03
............. 12
............. 27
............. 43
............. 43
............. 44
Sumário
3
Para Início de Conversa:
A busca pelo desenvolvimento sustentável não é apenas 
uma visão para o futuro, mas uma necessidade urgente no 
mundo todo e nas diversas áreas da nossa vida. À medida que 
enfrentamos desafios como mudanças climáticas, escassez 
de recursos e desigualdades, os Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável (ODS) da ONU, desempenham um papel 
fundamental na construção de um mundo viável e sustentável.
 
Objetivo de Aprendizagem 
do Capítulo:
Conhecer os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 
13 a 15 , os desafios para implementar cada um deles e como 
implementá-los. 
1. OBJETIVO 13 - AÇÃO 
CONTRA A MUDANÇA 
GLOBAL DO CLIMA: adotar 
medidas urgentes para 
combater as alterações 
climática e os seus 
impactos
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 13 (ODS 13), 
assim como os outros que já estudamos, foi estabelecido pelas 
Nações Unidas em 2015 como parte de uma Agenda 2030. 
Relembrando, a Agenda Global 2030 tem como 
objetivo combater a pobreza, proteger o planeta e assegurar 
prosperidade para todos até 2030.
Este objetivo, em particular, foca na necessidade de 
tomar “medidas urgentes para combater a mudança do clima 
e seus impactos”.
Apesar de muita gente negar que existem graves efeitos 
da mudança climática, a importância deste objetivo não pode 
ser ignorada, dado que a mudança climática EXISTE. ELA É 
REAL E APRESENTA UMA AMEAÇA EMINENTE EXISTENCIAL 
para a humanidade e para os ecossistemas do planeta.
4
A mudança climática é uma realidade inegável. A 
concentração de gases do efeito estufa na atmosfera tem 
aumentado de forma alarmante, levando a um aumento global 
da temperatura, derretimento das calotas polares, elevação do 
nível do mar, e fenômenos climáticos extremos, como furacões 
e incêndios florestais. 
Esta imagem ao lado , é 
um print da tela do meu celular 
nesse momento que elaboro o 
material de vocês. 
Aí, por curiosidade, fui 
pesquisar para saber se estes 
eventos estão se intensificando, 
ou se como é época de 
furacão, já é algo que acontece 
independente da mudança 
climática, e o que encontrei 
foram diversas reportagens 
e estudos que comprovam 
que o acontecimento global 
tem potencializado e muito o 
número de furacões e a força 
com que invadem o continente. 
“Os últimos seis anos foram os mais quentes registrados 
desde 1880, sendo 2016, 2019 e 2020 os três primeiros, de 
acordo com um comunicado de imprensa da Organização 
Meteorológica Mundial (OMM) em 15 de janeiro. O ano 2020 foi 
de 1,2°C acima das temperaturas da era pré-industrial (1880). 
A OMM prevê que há uma probabilidade de 20% de que o 
aumento da temperatura exceda temporariamente os 1,5°C 
já a partir de 2024. “A velocidade com que as temperaturas 
estão aumentando é alarmante”, diz Pascal Peduzzi, diretor 
da GRID-Genebra, o Programa das Nações Unidas para o Meio 
Ambiente (PNUMA).”
https://www.unep.org/pt-br/noticias-e-reportagens/
reportagem/o-aumento-alarmante-da-temperatura-
global#:~:text=Os%20%C3%BAltimos%20seis%20anos%20
foram,pr%C3%A9%2Dindustrial%20(1880).
FONTE: Adobe Stock
FONTE: globo.com
5
Leiam ainda o seguinte artigo: https://www.ihu.unisinos.
br/categorias/627850-aquecimento-global-aumenta-a-
frequencia-dos-furacoes
1.1. METAS E INDICADORES
Para alcançar o ODS 13, foram estabelecidas 5 metas que 
a seguir passamos a analisar.
Vou deixar aqui algumas notícias, para que, assim como 
eu, vocês possam avaliar os reais impactos do que estamos 
fazendo com o nosso meio ambiente. 
FURACÕES CONSECUTIVOS OCORRERÃO COM MAIS 
FREQUÊNCIA, DIZ ESTUDO
Notícias EUA by Arlaine Castro 27 de Fevereiro, 2023 às 15h12
 INCLUDEPICTURE “https://midias.gazetanews.com/_
midias/jpg/2022/04/08/furacao_dorian_atingiu_categoria_5_ao_
passar_pelas_bahamas_no_dia_1___de_setembro__foto_noaa-
805726.jpg” \* MERGEFORMATINET 
FONTE: ELABORADO PELA AUTORA
6
1.2.1. META 13.1 – REFORÇAR A RESILIÊNCIA 
E A CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃ A RISCOS 
RELACIONADOS AO CLIMA E ÁS CATÁSTROFES 
NATURAIS EM TODOS OS PAÍSES 
Essa meta reconhece que, além de esforços para diminuir 
o que causa a mudança climática (ou seja, reduzir as emissões 
de gases de efeito estufa e outros fatores que contribuem 
para a mudança climática), é essencial também adaptar-se 
aos efeitos que já são inevitáveis dessa mudança. Esses efeitos 
incluem eventos climáticos extremos como furacões, secas 
e inundações, bem como mudanças mais lentas, como o 
aumento do nível do mar e a desertificação.
Para alcançar essa meta, os países são incentivados 
a desenvolver e implementar estratégias de adaptação e 
resiliência que possam minimizar os danos causados por 
eventos climáticos extremos e outras consequências da 
mudança climática.
Para atingir essa meta, diversas abordagens devem 
ser envolvidas, e podem ter o seu desempenho medido por 
indicadores pré-definidos.
Vamos entender as abordagens e os indicadores através 
do estudo do mapa mental abaixo.
7
Podemos resumir 
a Meta 13.1 como aquela 
meta que destaca a 
importância de preparar 
países e comunidades 
para os impactos da 
mudança climática, 
buscando minimizar 
danos e melhorar o 
que já temos para nos 
adaptar a esses desafios 
emergentes.
8
1.2.2. META 13.2 – INTEGRAR 
MEDIDAS DA MUDANÇA DO CLIMA 
NAS POLÍTICAS, ESTRATÉGIAS E 
PLANEJAMENTOS NACIONAIS
Para que os Objetivos sejam alcançados, 
é primordial que a questão climática seja 
incorporada em todas as áreas da governança 
e do planejamento, tornando-a uma parte 
inerente da tomada de decisão em todas as 
esferas do governo.
Essa integração, estabelecida na meta 
13.2, sugere que a ação contra a mudança 
climática não deve ser um esforço isolado, 
mas sim algo que permeie todas as políticas 
públicas, desde a educação e saúde até 
infraestrutura e economia. Ao fazer isso, os 
países podem assegurar que suas ações 
em relação à mudança climática sejam 
abrangentes, eficazes e alinhadas com outros 
objetivos de desenvolvimento.
No Brasil o ENAP possui uma exposição 
virtual onde podemos acompanhar as ações 
do Governo Brasileiro e da sociedade civil. 
Sugerimos que visitem o site para conhecer o 
que acontece no Brasil em termos dos ODS e 
contribuam para o fortalecimento dos esforços 
FONTE: elaborado pela autora
9
para o cumprimento dessa meta. “A exposição apresenta sites, 
plataformas, iniciativas, documentos, fotografias, vídeos e 
produções técnico-científicas de instituições envolvidas com 
os ODS no Brasil. O objetivo é proporcionar um espaço para dar 
visibilidade à incorporação dos ODS nas ações do governo e da 
sociedade brasileiros. A Enap reitera sua crença na formação 
de uma consciência coletiva sobre o verdadeiro significado do 
“desenvolvimento sustentável”, suas ferramentas, soluções e 
recursos existentes e, principalmente, sobre o papel de cada 
setor na implementação dos ODS.
Interessados em enviar conteúdos para serem divulgados 
na exposição, entrem em contato com a Coordenação-Geral 
de Gestão do Conhecimento l cgcon@enap.gov.br ou telefone 
+556120203031 
FONTE: https://exposicao.enap.gov.br/exhibits/show/ods-brasil
FONTE: ENVATO
10
1.2.3 13.3 DO OBJETIVO DE 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
(ODS) 13 . – MELHORAR A EDUCAÇÃO, 
AUMENTAR A CONSCIENTIZAÇÃO 
E A CAPACIDADE HUMANA E 
INSTITUCIONAL SOBRE MITIGAÇÃO, 
ADAPTAÇÃO, REDUÇÃO DE IMPACTO 
E ALERTA PRECOCE DA MUDANÇA DO 
CLIMA
Se até agora vocêsnão entenderam o 
porquê dessa disciplina ter se tornado obrigatória 
para todos os cursos universitários no Brasil, ao 
compreender essa meta, acredito que ficará claro.
A meta 13.3 destaca a necessidade de 
educar as pessoas sobre as questões da mudança 
climática, bem como criar sistemas de alerta 
precoce para prever e, assim, reduzir desastres 
relacionados ao clima.
Um dos pontos chaves dessa meta é 
determinar a necessidade de fortalecer as 
capacidades humanas e institucionais para lidar 
com os desafios impostos pela mudança climática 
e para tal, o compromisso de governos e de 
instituições de ensino são fundamentais.
Vejam algumas abordagens que podem ser 
usadas para atingir a meta 13.3 e seus indicadores.
FONTE: elaborado pela autora
11
Mas o Brasil, como país em desenvolvimento se 
enquadra na meta 13.B. Para compreendermos como se dá 
essa cooperação, precisamos compreender alguns conceitos 
importantes:
• “Cooperação técnica” . É a busca por incentive ao 
desenvolvimento, promovendo a capacitação humana 
e institucional e levando a mudanças estruturais na 
realidade socioeconômica dos países aos quais se 
destinam. 
• São exemplos de atividades de cooperação 
técnica a transferência ou o compartilhamento 
de conhecimentos, experiências e boas práticas 
entre Governos - bilateralmente ou por meio de 
organização internacional -, em bases não comerciais 
(Agência Brasileira de Cooperação - ABC).
1.2.4. META 13.B DO OBJETIVO DE 
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL (ODS) 13 – 
ESTIMULAR A AMPLIAÇÃO DA COOPERAÇÃO 
INTERNACIONAL EM SUAS DIMENSÕES 
TECNOLÓGICA E EDUCACIONAL OBJETIVANDO 
FORTALECER CAPACIDADES PARA O 
PLANEJAMENTO RELACIONADO À MUDANÇA 
DO CLIMA E À GESTÃO EFICAZ, NOS PAÍSES 
MENOS DESENVOLVIDOS, INCLUSIVE COM FOCO 
EM MULHERES, JOVENS, COMUNIDADES LOCAIS 
E MARGINALIZADAS.
A meta 13.A não se aplica ao Brasil, pois é destinada 
aos países desenvolvidos e a obrigação de contribuírem com 
os países menos desenvolvidos para a redução dos danos 
ambientais. 
FONTE: elaborado pela autora
12
2. OBJETIVO 14 – VIDA 
NA ÁGUA - conservação 
e uso sustentável dos 
oceanos, dos mares e 
dos recursos marinhos 
para o desenvolvimento 
sustentável
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14, 
também conhecido como “Vida Subaquática”, tem como foco 
principal a conservação e o uso sustentável dos oceanos, dos 
mares e dos recursos marinhos. Os oceanos cobrem cerca de 
71% da superfície da Terra e desempenham um papel crítico 
no sustento da vida no planeta, mas estão sob sérias ameaças 
devido à atividade humana.
De acordo com o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica 
Aplicada, ligado ao Ministério da Economia): 
“A zona costeira do Brasil possui uma área de 
aproximadamente 514 mil quilômetros quadrados, 
dos quais 324 mil quilômetros quadrados 
correspondem ao território dos municípios costeiros, 
distribuídos em dezessete estados litorâneos. 
• “Países menos desenvolvidos” (LDCs sigla em inglês) 
são países que, de acordo com a ONU, ocupam as 
mais baixas posições nos rankings de indicadores de 
desenvolvimento socioeconômico e humano entre 
todos os países do mundo.
Essa meta é mais voltada para promover mecanismos 
que atendam, especificamente, às necessidades dos países em 
desenvolvimento e dos pequenos Estados insulares, os quais 
muitas vezes são mais vulneráveis aos impactos das mudanças 
climáticas.
FONTE: ENVATO
13
Outro problema enfrentado pela vida marinha, diz 
respeito a sobrepesca e a pesca ilegal que têm gerado 
impactos significativos nos ecossistemas marinhos. Espécies 
de peixes e outros recursos marinhos estão sendo explorados 
a taxas insustentáveis, ameaçando sua sobrevivência a longo 
prazo.
O aumento das temperaturas globais , como já 
estudamos no ODS 13, tem efeitos catastróficos nos oceanos. 
O branqueamento de corais e a acidificação dos oceanos são 
alguns dos sintomas visíveis da mudança climática.
Para tentar reduzir estes impactos, A Agenda 2030 da 
ONU estabeleceu várias metas para atingir o objetivo 14, como 
poderemos analisar no Mapa Mental abaixo.
 
Dezenove das 36 regiões metropolitanas 
brasileiras encontram-se no litoral. Pelos dados do 
último censo nacional (2010), 45,7 milhões de pessoas, 
24% da população do país, residiam na Zona Costeira, 
o que impõe forte pressão sobre o meio ambiente e 
os recursos naturais.” Cadernos ODS , Disponível em: 
 https://repositorio.ipea.gov.br/
bitstream/11058/9350/1/Cadernos_ODS_Objetivo_14_
Conserva%C3%A7%C3%A3o%20e%20uso%20
sustent%C3%A1vel%20dos%20oceanos%2C%20
dos%20mares%20e%20dos%20recursos%20
marinhos%20para%20o%20desenvolvimento%-
20sustent%C3%A1vel.pdf
Os oceanos atuam como reguladores do clima, 
absorvendo grandes quantidades de dióxido de carbono 
e produzindo oxigênio. Eles também fornecem alimento, 
medicamentos e oportunidades econômicas para bilhões de 
pessoas em todo o mundo. Além disso, os sistemas marinhos e 
costeiros sustentam uma biodiversidade imensa, que é crucial 
para o equilíbrio ecológico do planeta.
Porém, todos nós sabemos que a poluição marinha, 
especialmente causada por plásticos e produtos químicos 
tóxicos, é uma preocupação crescente. Estima-se que mais de 
8 milhões de toneladas de plástico entram nos oceanos a cada 
ano, causando danos devastadores à vida marinha.
14
FONTE: elaborado pela autora
15
Curiosidade: 
Plástico é responsável por 80% do lixo nos oceanos
“Um estudo global publicado na revista científica Nature 
Sustainability nesta quinta-feira (10/06) revelou que 80% do lixo 
encontrado nos oceanos é composto por plástico, sobretudo 
sacolas e garrafas. Em seguida vêm metal, vidro, roupas e 
outros artigos têxteis, borracha, papel e madeira processada.
A maior proporção de plástico encontra-se nas águas 
superficiais (95%), seguida das costas (83%), enquanto os leitos 
dos rios apresentam a menor percentagem (49%).
O estudo analisou 112 categorias de resíduos maiores que 
três centímetros em sete ecossistemas, como rios, leitos de rios, 
águas costeiras e águas abertas. Foram utilizadas informações 
de 12 milhões de pontos de observação de 36 bancos de dados 
em todo o planeta.
Sacolas descartáveis, garrafas plásticas, recipientes para 
alimentos e embalagens de comida são os quatro itens que 
mais poluem os mares, representando quase metade dos 
dejetos de origem humana. 
Fonte: https://www.dw.com/pt-br/pl%C3%A1stico-%C3%A9-
respons%C3%A1vel-por-80-do-lixo-nos-oceanos/a-57859624
 
2.1. META 14.1 ATÉ 2025, PREVENIR 
E REDUZIR SIGNIFICATIVAMENTE A 
POLUIÇÃO MARINHA DE TODOS OS 
TIPOS, EM PARTICULAR A RESULTANTE 
DE ATIVIDADES TERRESTRES, 
INCLUINDO DETRITOS MARINHOS E 
POLUIÇÃO POR NUTRIENTES.
FONTE: elaborado pela autora
16
2.2 META 14.2 ATÉ 2020, GERIR E 
PROTEGER DE FORMA SUSTENTÁVEL 
OS ECOSSISTEMAS MARINHOS E 
COSTEIROS PARA EVITAR IMPACTOS 
ADVERSOS SIGNIFICATIVOS, 
INCLUINDO O FORTALECIMENTO 
DA SUA RESILIÊNCIA, E ADOTAR 
MEDIDAS PARA RESTAURÁ-LOS A 
FIM DE ALCANÇAR A SAÚDE E A 
PRODUTIVIDADE DOS OCEANOS.”
A Primeira coisa que deve ter chamado a atenção de 
vocês é que o prazo estipulado nessa meta era 2020. Isso 
mostra a urgência e importância percebida na gestão e 
proteção dos ecossistemas marinhos. Porém, para muitos 
países e regiões, os desafios associados a esta meta continuam 
a ser um foco de esforços pós-2020. 
E como fazer isso? Como cumprir? A meta 14.2 foca na 
gestão e proteção dos ecossistemas marinhos e costeiros, 
reconhecendo a necessidade de mitigar os impactos humanos 
nesses ecossistemas. 
Apenas dez produtos, entre os quais tampas e 
equipamentos de pesca, responderam juntos por 75% do 
lixo plástico, devido a seu uso generalizado e degradação 
extremamente lenta.
Em termos de origem, os produtos take-away – sacolas, 
embalagens, recipientes para alimentos e latas – representam 
a maioria dos resíduos em todos os ambientes (de 50% a 
88%), exceto no mar aberto, onde 66% provém das atividadesmarítimas. Já plásticos de origem médica e higiênica – como 
lenços umedecidos – encontram-se sobretudo no fundo do 
mar, perto da costa.
Canudinhos e mexedores representaram apenas 2,3% dos 
resíduos, cotonetes e palitos de pirulito, 0,16%. Por essa razão, 
os pesquisadores destacam que, apesar da importância de 
iniciativas como as vistas na Europa, para eliminar o consumo 
de canudinhos e cotonetes, se outros itens não forem incluídos 
nessas ações, o problema não será resolvido.”
17
FONTE: elaborado pela autora
18
“O QUE É ACIDIFICAÇÃO OCEÂNICA?
A maioria de nós já ouviu falar das alterações climáticas 
e do aquecimento global devido ao efeito de estufa. Sabemos 
também que são as atividades do homem, nomeadamente 
as emissões de dióxido de carbono (CO2) provenientes, por 
exemplo, dos nossos automóveis e indústrias, que estão em 
causa. Mas a acidificação do oceano permanece desconhecida. 
Isto não é muito surpreendente, porque só passaram alguns 
anos desde que o seu âmbito e consequências foram 
descobertos. Também aqui, porém, é o CO2 que é responsável. 
Na verdade, a acidificação dos oceanos é por vezes referida 
como o “outro problema de CO2”.
2.3. META 14.3 MINIMIZAR E 
ENFRENTAR OS IMPACTOS DA 
ACIDIFICAÇÃO DOS OCEANOS, 
INCLUINDO POR MEIO DA 
COOPERAÇÃO CIENTÍFICA 
REFORÇADA A TODOS OS NÍVEIS.
Antes de mais nada precisamos entender esse termo 
estranho... O que é acidificação? Já ouviu esse termo antes? 
Para nos ajudar, busquei um trecho de um artigo 
publicado no site do Instituto Oceanográfico – Fundação 
Albert IER, Príncipe de Mônaco, que explique em uma 
linguagem que, pelo acredito, seja mais fácil para quem não é 
especialista no assunto. 
E o que pode ser feito para cumprir essa meta? A 
Acidificação dos mares é um problema complexo e que 
como possui uma natureza global a cooperação internacional 
em pesquisa e monitoramento é fundamental. Isso permite 
uma melhor compreensão do problema, bem como o 
desenvolvimento e a implementação de soluções eficazes. 
A cooperação científica também pode envolver o 
compartilhamento de melhores práticas, dados e tecnologias. FONTE: ENVATO
19
2.4. META 14.4 ATÉ 2020, 
EFETIVAMENTE REGULAR A COLETA, 
E ACABAR COM A SOBREPESCA, 
ILEGAL, NÃO REPORTADA E NÃO 
REGULAMENTADA E AS PRÁTICAS DE 
PESCA DESTRUTIVAS, E IMPLEMENTAR 
PLANOS DE GESTÃO COM BASE 
CIENTÍFICA, PARA RESTAURAR 
POPULAÇÕES DE PEIXES NO MENOR 
TEMPO POSSÍVEL, PELO MENOS 
A NÍVEIS QUE POSSAM PRODUZIR 
RENDIMENTO MÁXIMO SUSTENTÁVEL, 
COMO DETERMINADO POR SUAS 
CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS
Nessa meta a preocupação é com a pesca. Claro 
que pescar não é errado e nem a responsável por danos 
ambientais. O que estraga tudo é a pesca excessiva, predatória 
e ilegal. Por isso a meta 14.4 quer que os Países regulamentem, 
criem planos de gestão que acabem com a pesca destrutiva.
IMPACTOS NOS ORGANISMOS MARINHOS
Todo o CO2 que produzimos todos os dias não 
permanece na atmosfera. Cerca de um quarto do CO2 emitido 
é absorvido pelos nossos oceanos. Quando se dissolve na água 
do mar, leva a um aumento dos protões (íons H+) mas também 
à diminuição de certas moléculas, iões carbonatos (CO32-), 
necessários para que muitos organismos marinhos façam o 
seu esqueleto ou casca calcária (corais, mexilhões, ostras…).
Estas plantas e animais terão, por conseguinte, cada vez 
mais dificuldade em fazer estas estruturas calcárias. Os seus 
esqueletos e conchas também estão ameaçados de dissolução. 
Na verdade, acima de um certo limiar de acidez, a água do mar 
torna-se corrosiva face ao calcário, o material a partir do qual 
são feitos esqueletos e conchas.”
https://www.oceano.org/pt-pt/recursos/acidificacao-
oceanica/
FONTE: elaborado pela autora
20
FONTE: elaborado pela autora
21
2.5 META 14.5
Até 2020, conservar pelo menos 10 por cento 
das zonas costeiras e marinhas, de acordo com as 
leis nacionais e o direito internacional e com base na 
melhor informação científica disponível.”
2.6 META 14.6
Até 2020, proibir determinadas formas de 
subsídios à pesca que contribuam para a sobrepesca, 
a pesca ilegal e não regulamentada e eliminar os 
subsídios que contribuam para a capacidade de 
pesca excessiva e a sobrepesca, reconhecendo 
que a negociação sobre subsídios à pesca deve ser 
concluída na Organização Mundial do Comércio 
(OMC) com base em mandatos negociados, de forma 
clara e inequívoca, observadas as necessidades e 
capacidades de desenvolvimento dos países em 
desenvolvimento e dos países menos desenvolvidos.
Por mais que esta meta também trate da pesca, 
essa tem foco alinhar os incentivos financeiros com 
práticas de pesca sustentáveis, garantindo que os 
subsídios não levem à degradação dos recursos 
pesqueiros e dos ecossistemas marinhos.
22
os estoques de peixes, a aquicultura mal gerida pode causar 
poluição, e o turismo em excesso pode danificar recifes de 
corais e outros habitats sensíveis.
Por isso, essa meta destaca a necessidade de equilibrar a 
exploração econômica dos oceanos com práticas sustentáveis, 
assegurando que os benefícios sejam maximizados ao mesmo 
tempo em que se protegem os ecossistemas marinhos. Além 
disso, reconhece as necessidades e desafios específicos dos 
pequenos Estados insulares em desenvolvimento e dos países 
menos desenvolvidos nesta área.
Curiosidade: Os Países Menos Desenvolvidos (PMDs) 
correspondem a um conjunto de países em desenvolvimento 
que, de acordo com as Nações Unidas, exibem valores baixos 
para indicadores de desenvolvimento socioeconômico. No 
caso das Américas e Caribe, o único país nesta condição é o 
Haiti. Já os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento 
(SIDS) são um grupo de pequenos países insulares que em 
geral compartilham desafios semelhantes para alcançar o 
desenvolvimento, dentre os quais populações pequenas, 
mas em crescimento, recursos naturais limitados, localização 
remota e suscetibilidade a desastres naturais. Existem 16 países 
caribenhos membros das Nações Unidas que se enquadram 
neste grupo, dentre eles o Haiti. No total são 57 países em 
todo o mundo nessa condição (Disponível em: https://goo.gl/
UiQopK). 
2.7 META 14.7
Até 2030, aumentar os benefícios econômicos para os 
pequenos Estados insulares em desenvolvimento e os países 
menos desenvolvidos a partir do uso sustentável dos recursos 
marinhos, inclusive mediante a gestão sustentável da pesca, da 
aquicultura e do turismo.
Todos vocês já sabem da importância dos recursos 
marinhos como uma fonte crucial de renda e subsistência 
para muitas nações, especialmente para os pequenos Estados 
insulares em desenvolvimento e países menos desenvolvidos. 
Muitas comunidades dependem na pesca e é ela sua única 
atividade econômica. 
Por isso, a meta 14.7 destaca a necessidade de explorar 
e gerenciar os recursos marinhos de uma maneira que não 
prejudique sua capacidade de fornecer benefícios econômicos 
e ecológicos a longo prazo. 
E como os Estados podem fazer isso? Através de uma 
gestão sustentável da pesca, aquicultura e turismo. 
Estas são três áreas-chave nas quais muitos pequenos 
Estados insulares em desenvolvimento e países menos 
desenvolvidos têm potencial para gerar renda e empregos.
No entanto, todas essas áreas podem ter impactos 
negativos nos ecossistemas marinhos se não forem geridas de 
forma sustentável. Por exemplo, a sobrepesca pode esgotar 
23
particular os pequenos Estados insulares em desenvolvimento 
e os países menos desenvolvidos.
O foco aqui é na combinação de ciência, capacitação 
e tecnologia como meios essenciais para alcançar a 
sustentabilidade dos oceanos, com uma atenção especial para 
os países em desenvolvimento e aqueles com menos recursos. 
Vou tentar destrinchar no mapa mental abaixo os itens dessa 
meta.
2.8 META 14.A
Aumentar o conhecimento científico, desenvolver 
capacidades de pesquisa e transferir tecnologia marinha, 
tendo em conta os critérios eorientações sobre a Transferência 
de Tecnologia Marinha da Comissão Oceanográfica 
Intergovernamental, a fim de melhorar a saúde dos oceanos 
e aumentar a contribuição da biodiversidade marinha para 
o desenvolvimento dos países em desenvolvimento, em 
FONTE: elaborado pela autora
24
relacionadas com os programas de Serviços Oceânicos, bem 
como servir de Banco Nacional de Dados Oceanográficos 
(BNDO) e Centro Depositário da COI, integrando assim o 
Sistema Mundial de Dados Oceanográficos (Disponível em: 
https://goo.gl/HW72iw). 
2.9 META 14.B - PROPORCIONAR O ACESSO 
DOS PESCADORES ARTESANAIS DE PEQUENA 
ESCALA AOS RECURSOS MARINHOS E 
MERCADOS.
Falamos tanto em gestão e controle da pesca, que 
algum de vocês pode ter imaginado que os ODS seriam contra 
a pesca ou aos pescadores. Como dito na primeira aula, o 
Objetivo é desenvolver e não paralisar a economia. 
Por isso precisamos de incentivar e dar acesso aos 
pescadores artesanais de pequena escala os recursos 
necessários para viver da pesca. Como? Vamos desdobrar o 
que propõe a meta 14.b.
1. Pescadores artesanais: Estes são pescadores que se 
envolvem em atividades de pesca em pequena escala, 
muitas vezes usando métodos tradicionais e para 
subsistência local, ao contrário das operações de pesca 
em grande escala ou industriais. Em muitas partes do 
mundo, esses pescadores desempenham um papel 
fundamental na segurança alimentar e na economia 
local e por isso são protegidos também pelos ODS.
Curiosidade:
Conceitos importantes mencionados na meta
A Comissão Oceanográfica Intergovernamental 
(COI) é uma Comissão da UNESCO, criada por ocasião da 
XI Assembleia Geral da UNESCO, em 1961, com base no 
reconhecimento de que os oceanos cobrem cerca de setenta 
por cento da superfície da terra, exercem uma profunda 
influência no ser humano e em todas as formas de vida na 
Terra. Para compreender tudo o que o oceano representa 
para a humanidade, diversos aspectos devem ser estudados 
sob muitos pontos de vista. A COI tem como missão fomentar 
a investigação científica marinha nos oceanos, por meio de 
ações coordenadas e integradas de coleta de dados, produção 
de informações, intercâmbio de dados e transferência de 
tecnologia.
Em âmbito nacional, o Ministério da Ciência, Tecnologia, 
Inovações e Comunicações (Ministério da Ciência, Tecnologia, 
Inovações e Comunicações) tem por função promover e 
coordenar a participação do País em atividades da COI 
relativas às Ciências Oceânicas, conforme expresso no Decreto 
Presidencial de 05 de janeiro de 1994. Já a Marinha do Brasil 
(MB), por meio da Diretoria de Hidrografia e Navegação 
(DHN), é a instituição nacional que tem por funções promover 
e coordenar a participação do País nas atividades da COI 
25
Para atingir a meta 14.c, o texto da Agenda 2030 destaca 
a importância de reforçar o compromisso e a ação dos países 
em relação às leis e tratados internacionais relacionados aos 
oceanos.
Ponto que merece destaque nessa Meta é compreender 
que a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar 
(frequentemente referida como “a Constituição dos oceanos”) 
, é a principal convenção internacional que governa o uso e 
conservação dos oceanos e seus recursos. Ela é um marco 
jurídico ao estabelecer o quadro legal para todas as atividades 
nos oceanos e mares, incluindo limites territoriais, direitos 
e responsabilidades dos Estados, conservação e utilização 
sustentável dos recursos marinhos, proteção do meio marinho 
e pesquisa científica marinha.
Para cumprir a meta 14.c , O Brasil vem adotando as 
seguintes medidas:
1. Pesquisa e conservação: O país tem investido em 
pesquisas marítimas e em áreas protegidas, como a 
criação de unidades de conservação marinha, para 
proteger a biodiversidade e recursos marinhos.
2. Combate à pesca ilegal: O Brasil tem tomado 
medidas para combater a pesca ilegal, não declarada 
e não regulamentada em suas águas, em linha com os 
compromissos internacionais.
2. Acesso aos recursos marinhos: Isso significa garantir 
que os pescadores artesanais possam continuar 
pescando e utilizando os recursos marinhos de 
maneira sustentável. Em muitas regiões, a pesca 
excessiva ou as práticas de pesca industrial podem 
ameaçar o acesso a esses recursos para os pescadores 
em pequena escala.
3. Acesso aos mercados: Mas não basta ter acesso 
aos próprios recursos marinhos. É essencial que os 
pescadores artesanais possam vender seus produtos 
em mercados locais e mais amplos. Isso implica em 
ter infraestrutura adequada, como instalações de 
refrigeração e transporte, bem como acesso a redes de 
distribuição e mercados consumidores.
2.10 META 14.C
Assegurar a conservação e o uso sustentável dos oceanos 
e seus recursos pela implementação do direito internacional, 
como refletido na UNCLOS [Convenção das Nações Unidas 
sobre o Direito do Mar], que provê o arcabouço legal para a 
conservação e utilização sustentável dos oceanos e dos seus 
recursos, conforme registrado no parágrafo 158 do “Futuro Que 
Queremos”
26
Durante a Blue Justice Conference, concluída nesta sexta-
feira (24) em Copenhague, Dinamarca, o Brasil se uniu aos 
mais de 40 países presentes e se comprometeu a aperfeiçoar 
os mecanismos de monitoramento, pesquisa e estatística 
como forma de combater a pesca ilegal no seu mar territorial e 
bacias hidrográficas.
“Nosso país está de volta à comunidade global e alinhado 
ao objetivo de construir um modelo pesqueiro sustentável, 
eficiente do ponto de vista econômico, mas que preserve 
os estoques de peixes para alimentar também as gerações 
futuras”, disse o secretário-executivo do Ministério da Pesca e 
Aquicultura, Carlos Mello, que representou o ministro André de 
Paula na conferência. 
A iniciativa Blue Justice é uma parceria global liderada 
pelo Departamento de Pesca e Aquicultura da Organização 
das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) 
e pela Noruega. Seu objetivo é promover a cooperação 
internacional para combater a pesca ilegal, não declarada e 
não regulamentada e outras atividades ilícitas relacionadas à 
pesca, como a pesca excessiva e a exploração de trabalhadores 
em alto-mar.
O Brasil, que aderiu à iniciativa em 2022, e as demais 40 
nações signatárias da Declaração de Copenhague traçaram 
planos de ação para combater os crimes no setor pesqueiro 
utilizando inovação digital.
3. Colaboração regional: O Brasil tem cooperado com 
outros países da região, especialmente dentro do 
contexto da Comissão do Atlântico Sudoeste (CAS), 
para promover a gestão sustentável dos recursos 
marinhos compartilhados.
4. Participação ativa em fóruns internacionais: O 
Brasil participa regularmente de conferências, 
reuniões e outras iniciativas relacionadas aos oceanos, 
contribuindo para o diálogo global sobre questões 
marítimas.
Em geral, o Brasil, sendo um país com uma grande costa 
marítima, reconhece a importância da conservação e uso 
sustentável dos oceanos e tem trabalhado para alinhar suas 
políticas e ações nacionais aos compromissos internacionais, 
como a CNUDM e a Agenda 2030.
JUSTIÇA AZUL
Brasil se une a mais de 40 países contra a pesca ilegal
Comitiva do Ministério da Pesca e Aquicultura 
representou o país como signatário do pacto liderado pela 
Noruega
Publicado em 24/03/2023 20h25 Atualizado em 
27/03/2023 19h17
27
3. META 15 - VIDA 
TERRESTRE
O Objetivo do Desenvolvimento sustentável 15 tem como 
foco proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos 
ecossistemas terrestres, gerenciar de maneira sustentável 
as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a 
degradação da terra e pôr um fim à perda da biodiversidade.
Para atingi-lo, foram criadas 12 metas que passaremos 
agora a analisar. 
Combater a pesca ilegal, não reportada e não regulada 
assegura o futuro da atividade, evita distorções de mercado e 
reforça a sustentabilidade dos estoques pesqueirosem escala 
global.
Liderada pela Noruega, com apoio do Programa das 
Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, a Iniciativa 
Blue Justice, traduzida como Justiça Azul, conta com 
plataformas digitais para compartilhamento de informações 
entre as autoridades pesqueiras globais. Assim, ela compartilha 
boas práticas de monitoramento e combate à pesca ilegal.
A comitiva brasileira contou com a secretária de Registro, 
Monitoramento e Pesquisa, Flávia Lucena, e o chefe da 
Assessoria Internacional do MPA, Rafael Dias. 
FONTE: https://www.gov.br/mpa/pt-br/assuntos/noticias/brasil-se-une-a-mais-de-40-
paises-contra-a-pesca-ilegal
28
FONTE: elaborado pela autora
29
15.1.2BR
Até 2030, assegurar a conservação dos ecossistemas 
aquáticos continentais e de sua biodiversidade, e fortalecer a 
pesca sustentável nestes ambientes, eliminando a sobrepesca 
e a pesca ilegal, não reportada e não regulamentada (INN) e 
eliminando subsídios que contribuem para a pesca INN
Já na primeira meta percebemos que esse tema é 
sensível para o Brasil. Para início de conversa, além da 
Amazonia, temos diversas outras áreas de vida terrestre que 
precisam de proteção. 
A Meta 15.1 foi alterada e dividida em duas pelo Brasil. 
O IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica aplicada) traz uma 
explicação muito clara para tal que passamos agora a analisa:
3.1. METAS 15.1.1BR E 15.1.2BR
15.1.1BR
Até 2020, serão conservadas, por meio de sistemas de 
unidades de conservação previstas na Lei do Sistema Nacional 
de Unidades de Conservação (SNUC), e outras categorias de 
áreas oficialmente protegidas como Áreas de Preservação 
Permanente (APPs), Reservas Legais (RLs) e terras indígenas 
com vegetação nativa, pelo menos 30% da Amazônia, 17% 
de cada um dos demais biomas terrestres e 10% de áreas 
marinhas e costeiras, principalmente áreas de especial 
importância para biodiversidade e serviços ecossistêmicos, 
assegurada e respeitada a demarcação, regularização e a 
gestão efetiva e equitativa, visando garantir a interligação, 
integração e representação ecológica em paisagens terrestres 
e marinhas mais amplas.
A Meta 11.1 é uma das metas específicas dentro desse 
objetivo maior.
O objetivo geral da Meta 11.1 é melhorar a qualidade de 
vida das pessoas que vivem em áreas urbanas, garantindo que 
elas tenham acesso a habitações dignas e serviços essenciais. 
Isso contribui para a construção de cidades mais inclusivas e 
sustentáveis, o que é fundamental para o desenvolvimento 
global sustentável.
FONTE: ENVATO
30
VOCÊ SABE O QUE É O PAINEL BIO?
“O PainelBio é uma plataforma colaborativa com 
representantes de diferentes setores que tem a missão 
de “Contribuir para a conservação e uso sustentável da 
biodiversidade brasileira, promovendo sinergias entre 
instituições e áreas de conhecimento, disponibilizando 
informação científica para a sociedade, fomentando 
capacitações em diversos níveis e subsidiando tomadas de 
decisão e políticas públicas para o alcance das Metas de Aichi 
no Brasil.” O PainelBio vem atuando há anos e se consolidou 
como um espaço estratégico de diálogo intersetorial e de 
construção de soluções para valorização e implementação da 
agenda da conservação da biodiversidade no Brasil.” https://
www.iucn.org/pt/news/south-america/201705/uni%C3%A3o-
pela-biodiversidade
3.2 META 15. 2
O Brasil também alterou essa meta para deixá-la ainda 
mais ambiciosa. Isso porque, o Brasil já vinha com ações que 
atendiam a meta tradicional após assinar o Acordo de Paris. 
Porém, atualmente, o Brasil vai precisar correr para 
cumprir a meta. Isto porque até maio de 2023, o Brasil 
havia plantado apenas 0,68% das árvores necessárias para a 
recuperação das áreas estabelecidas na meta. 
“A meta global 15.1 foi modificada porque não 
define valores quantitativos em cada categoria e 
abrange uma série de temas distintos.
A divisão em duas metas nacionais - 15.1.1br e 
15.1.2br - fez-se necessária em função da inclusão 
do tema “pesca”, o qual, na estrutura original dos 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável,como 
vimos acima, é explicitado apenas no ODS 14, Vida na 
água.
Entretanto, a pesca ocorre também em águas 
continentais, tipo de ecossistema associado ao ODS 
15. Em particular, o tema está associado à meta global 
15.1, que em seu formato original traz como ementa: 
Até 2020, assegurar a conservação, recuperação 
e uso sustentável de ecossistemas terrestres e de 
água doce interiores e seus serviços (...). Destaca-se, 
ainda, que a ausência de metas relativas à pesca em 
águas continentais nos ODS vem sendo apontada 
como uma lacuna relevante, em nível global. Isso 
é particularmente válido no caso do Brasil, dada 
a importância ambiental, social e econômica da 
atividade de pesca nas águas continentais do país.
A meta nacional 15.1.1br por sua vez, teve 
seu texto alterado à realidade nacional para 
corresponder à Meta Nacional de Biodiversidade nº 
11, que foi aprovada por meio da Resolução nº 06 da 
Comissão Nacional de Biodiversidade (CONABIO), 
de 03 de setembro de 2013, e guarda relação com 
compromissos internacionais assumidos no âmbito 
da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB).”
https://www.ipea.gov.br/ods/ods15.html
31
Curiosidade:
Está em trâmite na Câmara dos Deputados o Projeto 
de Lei 2601/21 que cria a Política de Proteção dos Biomas 
Nacionais com metas para conservação dos ecossistemas 
naturais e para restauração de áreas alteradas até 2030.
Segundo a reportagem da jornalista Carol Siqueira, 
o objetivo é conservar a biodiversidade brasileira e 
a preservação dos mananciais de água, da fauna e a 
prevenção de catástrofes naturais. O texto estabelece as 
seguintes metas de cobertura territorial para áreas protegidas 
até 2030:
A área de florestas a serem plantadas, foram definidas 
com base no planejamento do Ministério da Agricultura, 
Pecuária e Abastecimento até o ano de 2030 e é uma forma de 
aumentar o fornecimento de produtos florestais (madeireiros e 
não madeireiros), contribuindo também para a conservação de 
florestas nativas e para o combate à desertificação.
FONTE: https://observatoriodarestauracao.org.br/home
32
Essa meta combate à desertificação e ao LDN (Land 
Degradation Neutrality). A preocupação com a desertificação 
foi tema da 13ª Conferência das Partes (COP13) da Convenção 
das Nações Unidas para o Combate à Desertificação (UNCCD), 
em Ordos, na China (set. 2017).
Para isso, os Estados precisam buscar uma neutralidade 
na degradação da terra.
Mas o que é Neutralidade da Degradação da terra? A 
Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação 
e Mitigação dos Efeitos da Seca define como um estado em 
que o montante de recursos de terra saudável e produtiva, 
necessário para dar suporte aos serviços ecossistêmicos, 
permanece estável ou aumenta dentro de escalas específicas 
temporais e espaciais. Ou seja, a ideia é garantir que não 
surjam novas áreas de deserto e ao mesmo tempo, que os 
ecossistemas saudáveis aumentem.
3.4 META 15.4
Até 2030, assegurar a conservação dos ecossistemas de 
montanha, incluindo a sua biodiversidade, para melhorar a sua 
capacidade de proporcionar benefícios que são essenciais para 
o desenvolvimento sustentável.
• Amazônia: 35% do bioma, com pelo menos 20% 
na forma de unidades de conservação de proteção 
integral;
• Caatinga: 30% do bioma, com pelo menos 15% na 
forma de unidades de conservação de proteção 
integral;
• Cerrado: 20% do bioma, com pelo menos 10% na forma 
de unidades de conservação de proteção integral;
• Mata Atlântica: 20% do bioma, com pelo menos 5% 
na forma de unidades de conservação de proteção 
integral;
• Pampa: 10% do bioma, com pelo menos 5% na forma 
de unidades de conservação de proteção integral;
• Pantanal: 10% do bioma, com pelo menos 5% na forma 
de unidades de conservação de proteção integral;
• Bioma marinho: 30% do bioma, com pelo menos 15% 
na forma de unidades de conservaçãode proteção 
integral.
3.3 META 15.3
Até 2030, combater a desertificação, restaurar a 
terra e o solo degradado, incluindo terrenos afetados pela 
desertificação, secas e inundações, e lutar para alcançar um 
mundo neutro em termos de degradação do solo.
33
15.5.2BR
Até 2020, o risco de extinção de espécies ameaçadas será 
reduzido significativamente, tendendo a zero, e sua situação 
de conservação, em especial daquelas sofrendo maior declínio, 
terá sido melhorada.
15.5.3BR
Até 2020, a diversidade genética de microrganismos, 
de plantas cultivadas, de animais criados e domesticados 
e de variedades silvestres, inclusive de espécies de valor 
socioeconômico e/ou cultural, terá sido mantida e estratégias 
terão sido elaboradas e implementadas para minimizar a 
perda de variabilidade genética.
O BRASIL ratificou a Convenção sobre Diversidade 
Biológica (CDB) e participou da decisão VII/27 da Conferência 
das Partes da CDB, que adotou o Programa de trabalho sobre 
diversidade biológica de montanhas. 
Por este motive, o Brasil criou uma Câmara Técnica 
Temporária sobre Ecossistemas de Montanhas, no âmbito da 
Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio). Essa Câmara 
Técnica elaborou uma minuta de um Programa Nacional de 
Pesquisa e Conservação em Ecossistema de Montanhas, a 
qual foi discutida e posteriormente aprovada na 43a Reunião 
Ordinária da Conabio. 
Foi com essas ações que o Brasil iniciou a execução de 
ações com vistas ao cumprimento da meta 15.4. global, as 
quais necessitam ser continuadas.
3.5 METAS 15.5.1BR, 15.5.2BR E 
15.5.3BR
15.5.2BR
Até 2020, a taxa de perda de habitats naturais será 
reduzida em 50% (em relação às taxas de 2009) e a degradação 
e fragmentação em todos os biomas será reduzida 
significativamente. FONTE: ENVATO
34
Perda de ambientes nativos
A supressão de um ambiente nativo, com a 
perda das características bióticas e abióticas que o 
definem, como o corte raso da cobertura vegetal 
nativa, a perda de várzeas e outros ambientes 
aquáticos (continentais, marinhos ou costeiros) 
por mudanças no regime hidrológico, poluição ou 
assoreamento, a perda de ambientes marinhos por 
dragagem de fundo.
Degradação de ambientes nativos
Processo resultante de danos aos ambientes 
nativos, em consequência dos quais são perdidas 
ou reduzidas algumas de suas propriedades, tais 
como a funcionalidade, resiliência, qualidade ou 
capacidade de sustentação dos ciclos de vida de seus 
componentes e capacidade de produção contínua 
de serviços ambientais. Não estariam incluídas nessa 
definição as áreas submetidas a manejo sustentável 
ou extrativismo sustentável.
Fragmentação de ambientes nativos
O processo no qual um habitat contínuo é 
dividido em manchas ou fragmentos isolados. É a 
ruptura da continuidade de um ambiente natural ou 
habitat, com simultânea ruptura das interações intra 
e interespecíficas e mudanças na estrutura genética 
das populações. Representa uma séria ameaça à 
biodiversidade, já que leva à perda de habitat e 
alterações na abundância e comportamento dos 
indivíduos, podendo causar extinções locais.
Assim como a meta 15.1 , a meta 15.5 foi ampliada 
pelo Brasil e dividida em 3. Isso porque, o Brasil já estava 
implementando políticas que garantiam a execução da meta 
base. 
Para explicar essa meta, vou trazer para vocês a 
justificativa apresentada pelo Brasil e os esclarecimentos 
deixados pelo IPEA.
“Justificativa para a adequação
A meta global foi alterada porque é o Brasil 
já vem desenvolvendo ações significativas em 
algumas das áreas mencionadas. Assim, optou-
se pela divisão em três metas nacionais, as quais 
correspondem, respectivamente, às Metas Nacionais 
de Biodiversidade números 5, 12 e 13, aprovadas por 
meio da Resolução nº 06 da Comissão Nacional 
de Biodiversidade (CONABIO), de 03 de setembro 
de 2013, e guardam relação com compromissos 
internacionais assumidos pelo Brasil no âmbito da 
CDB. A divisão em três metas nacionais objetiva 
também abranger os três níveis de biodiversidade 
definidos pela CDB, que são genes, espécies e 
ecossistemas, estes últimos tratados na meta 
nacional 15.5.1br.
Conceitos importantes mencionados na 
meta- Conceitos definidos pelo Painel Brasileiro de 
Biodiversidade (PainelBio).
35
3.6. METAS 15.6.1BR E 15.6.2BR
15.6.1BR
Garantir uma repartição justa e equitativa dos 
benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos 
e conhecimentos tradicionais associados, e promover o 
acesso adequado aos recursos genéticos e conhecimentos 
tradicionais associados.
15.6.2BR
Até 2030, os conhecimentos tradicionais, inovações 
e práticas de povos indígenas, agricultores familiares e 
comunidades tradicionais relevantes à conservação e uso 
sustentável da biodiversidade, e a utilização consuetudinária 
de recursos biológicos terão sido respeitados, de acordo 
com seus usos, costumes e tradições, a legislação nacional 
e os compromissos internacionais relevantes, e plenamente 
integrados e refletidos na implementação da CDB com a 
participação plena e efetiva de povos indígenas, agricultores 
familiares e comunidades tradicionais em todos os níveis 
relevantes. 
Mais uma meta que o Brasil desdobrou. Isso porque o 
Brasil buscou adaptar a redação aos compromissos assumidos 
na Convenção sobre Diversidade Biológica, em especial no que 
Reduzir significativamente a degradação e a 
fragmentação
No contexto da meta, pode-se interpretar 
uma redução igual ou maior de 50% nas taxas de 
degradação e fragmentação em comparação com 
2009 como uma redução significativa.
Risco de extinção
O conceito de risco de extinção é o resultado 
de um processo de avaliação de risco baseado 
na metodologia da União Internacional para a 
Conservação da Natureza (IUCN) e adotada pelo 
Ministério do Meio Ambiente, por meio da Portaria 
MMA nº 43, de 31 de janeiro de 2014, a qual institui 
o Programa Nacional de Conservação das Espécies 
Ameaçadas de Extinção (Pró-Espécies).
Melhoria da situação de conservação
Ocorre quando uma espécie, classificada em 
uma categoria da Lista Vermelha da UICN, passa 
de uma categoria de maior risco para menor risco, 
refletindo sua abundância e distribuição na natureza. 
Por exemplo, de “Em Perigo” (EN) para “Vulnerável” 
(VU). “
Fonte: https://www.ipea.gov.br/ods/ods15.html
36
A ideia central desta meta é proteger os direitos 
dos povos tradicionais e indígenas sobre seus recursos e 
conhecimentos, e também promover a conservação da 
biodiversidade, garantindo que haja um incentivo para 
proteger e utilizar esses recursos de forma sustentável.
b. Meta 15.6.2br: Objetivo: Esta meta enfatiza a 
importância dos conhecimentos, inovações e 
práticas de povos indígenas, agricultores familiares 
e comunidades tradicionais na conservação e uso 
sustentável da biodiversidade. Ela possui os seguintes 
focos:
• Respeito pelos conhecimentos e práticas 
tradicionais: Reconhecendo que essas 
comunidades desempenham um papel vital na 
conservação da biodiversidade, a meta visa garantir 
que seus métodos tradicionais e inovações sejam 
respeitados.
• Integração na implementação da Convenção 
sobre Diversidade Biológica (CDB): A CDB é um 
tratado internacional que visa a conservação 
da biodiversidade, e a meta busca que os 
conhecimentos e práticas destas comunidades 
sejam integralmente refletidos na implementação 
da convenção.
se refere a participação de povos e comunidade nas decisões 
sobre o tema de conhecimento tradicional.
Para entender melhor, vamos explorar e explicar essas 
duas metas adaptadas ao contexto brasileiro:
a. Meta 15.6.1br: Objetivo: Esta meta busca estabelecer 
um equilíbrio entre a utilização de recursos genéticos 
e os benefícios derivados dessa utilização. Ela aborda 
dois aspectos principais:
• Repartição justa e equitativa dos benefícios: Isso 
significa que, quando empresas ou pesquisadores 
usam recursos genéticos (por exemplo, plantas 
medicinais tradicionais) para finscomerciais ou de 
pesquisa, as comunidades que tradicionalmente 
detêm o conhecimento sobre esses recursos 
deveriam se beneficiar dessa utilização. Em 
termos práticos, isso pode traduzir-se em acordos 
financeiros, transferência de tecnologia ou 
capacitação.
• Acesso adequado aos recursos genéticos e 
conhecimentos tradicionais associados: Assegura 
que haja um processo transparente e justo 
de acesso a esses recursos e conhecimentos, 
protegendo os direitos das comunidades locais e 
povos indígenas.
37
3.7. META 15.7
Tomar medidas urgentes para acabar com a caça e pesca 
ilegais e o tráfico de espécies da flora e fauna protegidas, 
incluindo recursos pesqueiros de águas continentais e abordar 
tanto a demanda quanto a oferta de produtos ilegais da vida 
silvestre
A redação dessa meta também foi alterada pelo Brasil para 
inserir na meta referências à pesca e aos recursos pesqueiros 
continentais. Outra alteração foi a substituição da palavra 
selvagem ( tradução livre do inglês) que, é inadequado, não 
sendo utilizado em termos de políticas nacionais e na legislação 
vigente, tendo sido alteradopara a palavra “silvestre”.
Vamos decompor essa meta para melhor entendimento:
1. Adotar medidas urgentes: Esta meta enfatiza a 
necessidade de ação imediata. A urgência é devido à 
rápida taxa de extinção de várias espécies devido à caça 
e ao tráfico ilegais.
2. Acabar com a caça ilegal e o tráfico de espécies 
protegidas: A caça ilegal refere-se à captura, morte 
ou remoção de animais da natureza de forma não 
regulamentada ou em violação das leis. O tráfico envolve 
a venda e transferência desses animais ou suas partes 
(como marfim ou chifres). Esta meta visa proteger 
espécies que estão sob ameaça devido à caça e ao 
tráfico.
• Participação plena e efetiva: Pede que os povos 
indígenas, agricultores familiares e comunidades 
tradicionais sejam ativamente envolvidos e 
participem nas decisões que afetem seus 
recursos e conhecimentos.
Em resumo, essas duas metas adaptadas ao contexto 
brasileiro visam reconhecer, respeitar e incorporar os direitos 
e conhecimentos dos povos indígenas, agricultores familiares 
e comunidades tradicionais na gestão e conservação da 
biodiversidade do Brasil.
FONTE: FREEPIK
38
3.8 META 15.8
Esta meta está voltada para a questão das espécies 
exóticas invasoras, mas você sabe o que são “espécies 
invasoras? 
 São espécies introduzidas e estabelecidas fora de sua 
distribuição natural, geralmente devido à ação humana, 
seja intencional ou acidental. Uma vez que estas espécies 
se estabelecem em novos habitats, elas podem competir, 
predar ou trazer doenças para as espécies nativas, causando 
desequilíbrios ecológicos e, em muitos casos, levando espécies 
nativas à extinção.
A meta 15.8 dos ODS reconhece a ameaça que as 
espécies invasoras representam para a biodiversidade e para os 
serviços ecossistêmicos. Por isso, traz a necessidade urgente de 
medidas que evitem sua introdução em novos habitats e, onde 
já estiverem presentes, ações para reduzir significativamente 
seu impacto.
O controle ou erradicação de espécies exóticas 
invasoras pode envolver uma combinação de métodos, como 
campanhas de educação e conscientização, regulamentações 
mais rigorosas sobre a importação e transporte de organismos 
vivos, métodos físicos de remoção e, em alguns casos, o uso de 
controle biológico.
3. Abordar tanto a demanda quanto a oferta de 
produtos ilegais da vida selvagem: Para combater 
eficazmente a caça e o tráfico ilegais, é essencial 
abordar não apenas a oferta (os caçadores e traficantes 
que fornecem os produtos) mas também a demanda 
(os consumidores que compram esses produtos). Isso 
porque a demanda do consumidor por produtos da 
vida selvagem (por exemplo, para medicina tradicional, 
decoração ou consumo) muitas vezes impulsiona 
a oferta. Para definir melhor vida silvestre, vamos 
entender o que diz a lei de Lei de Crimes Ambientais - 
Lei nº 9.605, de 12 de fevereiro de 1998.
Artigo 29, Parágrafo 3º - § 3º São espécimes da fauna 
silvestre todos aqueles pertencentes às espécies nativas, 
migratórias e quaisquer outras, aquáticas ou terrestres, que 
tenham todo ou parte de seu ciclo de vida ocorrendo dentro 
dos limites do território brasileiro, ou águas jurisdicionais 
brasileiras.
Para sintetizar, a Meta 15.7 busca combater a extinção 
de espécies causada pela caça e tráfico ilegais, abordando o 
problema de maneira bem abrangente, do início (a caça) ao 
fim (o consumo).
39
Além das ações acima, o Brasil tem participado 
ativamente de acordos e cooperações internacionais para 
combater espécies invasoras, uma vez que muitos desafios 
estão além das fronteiras nacionais e vem desenvolvendo 
projetos em âmbito regional e nacional voltados para o 
controle de espécies invasoras específicas. Um exemplo é a 
ação contra o mexilhão-dourado, molusco exótico invasor que 
afeta ecossistemas aquáticos e infraestruturas como usinas 
hidrelétricas.
O Brasil, como signatário da Convenção sobre 
Diversidade Biológica, tem tomado diversas ações com o 
intuito de cumprir essa meta, entre elas:
I. a atualização e implementação da Estratégia Nacional 
para Espécies Exóticas Invasoras, aprovada por meio da 
Resolução CONABIO nº 07, de 29 de maio de 2018;
II. a elaboração dos Planos Nacionais de Prevenção, 
Controle e Monitoramento de Espécies Exóticas 
Invasoras.
Ainda , podemos destacar as publicações periódicas 
de listas de espécies exóticas invasoras publicadas pelo 
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos 
Naturais Renováveis (IBAMA). Estas listas são instrumentos 
fundamentais para a tomada de decisão relacionada ao 
manejo e controle dessas espécies.
Outra ação que merece destaque são os investimentos 
em pesquisas e projetos relacionados ao controle biológico 
como uma forma de manejar espécies invasoras. Esse método 
envolve a introdução de predadores, parasitas ou patógenos 
naturais das espécies invasoras, sempre com cautela e após 
estudos rigorosos para garantir que não causem impactos 
indesejados.
FONTE: elaborado pela autora
40
Para compreendermos melhor essa meta, elaborei o 
mapa mental abaixo com os principais conceitos definidos 
pelo Painel Brasileiro de Biodiversidade (PainelBio) para a Meta 
Nacional de Biodiversidade nº 2. 
A meta foca em reconhecer a importância da 
biodiversidade não apenas como um bem em si, mas 
também como um aspecto essencial para o desenvolvimento 
sustentável. Com a leitura do texto, conseguimos perceber que 
quatro são os principais pontos, sendo eles: 
1. Integrar os valores da biodiversidade: Isto significa 
levar em conta o valor intrínseco, bem como os 
benefícios econômicos, sociais e culturais da 
biodiversidade ao tomar decisões políticas ou de 
planejamento. 
3.9. META 15.9
Até 2020, os valores da biodiversidade, geodiversidade e 
sociodiversidade serão integrados em estratégias nacionais e 
locais de desenvolvimento e erradicação da pobreza e redução 
da desigualdade, sendo incorporado em contas nacionais, 
conforme o caso, e em procedimentos de planejamento e 
sistemas de relatoria.
A Meta 15.9 também sofreu alterações. O Brasil optou por 
ter uma redação idêntica a da Meta Nacional de Biodiversidade 
nº 02, pois, de acordo com informações do IPEA o texto “desta 
ter sido amplamente debatida em processos de consulta 
à sociedade, sendo posteriormente aprovada por meio da 
Resolução nº 06 da Comissão Nacional de Biodiversidade 
(ConaBio), de 03 de setembro de 2013.”
FONTE: elaborado pela autora
41
15.B
Mobilizar significativamente os recursos de todas as 
fontes e em todos os níveis, para financiar e proporcionar 
incentivos adequados ao manejo florestal sustentável, inclusive 
para a conservação e o reflorestamento.
Os Países já sabem o que fazer, mas dentro dos Objetivos 
do Desenvolvimento Sustentável foram criadas as metas 
parasimplificar e ajudar cada País a concretizar cada um dos 
Objetivos.
Além de boas intenções, é preciso dinheiro. E esse 
dinheiro pode vir tanto do setor público quanto do setor 
privado, de financiamentos nacionais e internacionais. Não 
basta querer, os Estados devem se programar para o sucesso 
do Objetivo. 
2. Estratégias e processos de planejamento: Este objetivo 
reconhece que a consideração da biodiversidade não 
deve ser apenas um objetivo isolado, mas integrada 
em todas as facetas do planejamento, seja ele urbano, 
econômico, social ou outro.
3. Incorporação em contas nacionais: Este é um passo 
significativo, pois sugere que os países devem, 
de alguma forma, quantificar e incluir o valor da 
biodiversidade em sua contabilidade nacional, que 
tradicionalmente foca em medidas econômicas como 
o PIB.
4. Relatórios no sistema de contabilização: Implica em 
manter um registro transparente e acessível desses 
valores, para que possam ser avaliados, comparados e 
ajustados conforme necessário.
3.10. METAS 15.A E 15.B
15.A
Mobilizar e aumentar significativamente, a partir de 
todas as fontes, os recursos financeiros para a conservação e 
o uso sustentável da biodiversidade e dos ecossistemas, para 
viabilizar a implementação dos compromissos nacionais e 
internacionais relacionados com a biodiversidade. 
FONTE: FREEPIK
42
Para enfrentar esse desafio, a meta 15.c enfatiza a 
importância de estabelecer, fortalecer e aplicar leis que 
proíbam o tráfico de espécies.
Mas além da criação de leis, é importante aumentar a 
conscientização pública sobre os impactos negativos do tráfico 
de animais e plantas e fortalecer a colaboração internacional 
para combater o comércio ilegal e para apoiar as capacidades 
locais e nacionais em prevenção, detecção e repressão.
Uma outra estratégia que a meta 15.c traz é a de 4. 
engajar e apoiar comunidades locais na prevenção ao tráfico e 
promoção da conservação.
Ao combater o tráfico e a caça ilegal, essa meta contribui 
para o objetivo maior do ODS 15, que é proteger, restaurar e 
promover a utilização sustentável dos ecossistemas terrestres.
Precisamos lembrar que o tráfico de espécies não é 
apenas um problema ecológico; é também uma questão 
socioeconômica. A proteção da biodiversidade precisa estar 
intrinsecamente ligada ao desenvolvimento sustentável, 
garantindo que as comunidades se beneficiem da preservação.
O que essas metas buscam, é exatamente lembrar aos 
Estados da necessidade de se incluir estes investimentos em 
seus orçamentos e buscar outros meios de executá-los. 
3.11. META 15.C
Reforçar o apoio global e a cooperação federativa no 
combate à caça e pesca ilegais e ao tráfico de espécies 
protegidas, inclusive por meio do aumento da capacidade 
das comunidades locais para buscar oportunidades de 
subsistência sustentável, e proporcionar o acesso de 
pescadores artesanais de pequena escala aos recursos 
naturais.
O tráfico de animais silvestres é um dos maiores desafios 
à preservação da biodiversidade, impactando negativamente 
populações de animais e plantas e desestabilizando 
ecossistemas. Este comércio ilegal é conduzido por redes 
organizadas que operam globalmente e é impulsionado tanto 
por demandas de mercado (por exemplo, animais exóticos 
para estimação, partes de animais para medicina tradicional, 
troféus de caça, entre outros) quanto por falta de legislação 
apropriada e fiscalização em muitos países.
A meta 15.c dos Objetivos de Desenvolvimento 
Sustentável (ODS) foca em uma ameaça particular à 
biodiversidade global: o tráfico de espécies. Ela se concentra 
nos esforços para reduzir e, eventualmente, erradicar o tráfico 
ilícito e a caça de espécies protegidas
43
É importante entender que, embora estes objetivos 
possam parecer distintos em seu foco, eles estão 
intrinsecamente ligados. A degradação de um único 
ecossistema pode ter graves consequências que afetam 
o clima global, enquanto as mudanças climáticas podem 
amplificar os desafios enfrentados pelos ecossistemas 
terrestres e marinhos.
Referências:
CAMARGO, Ana Luiza de Brasil. Desenvolvimento sustentável: 
dimensões e desafios. 1. ed. Campinas: Papipurs, 2020. E-book. 
Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br. 
FRANZIM. Sérgio Francisco Loss. LEITE. Uberlando Tiburtino. 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: Boas Práticas 
e Mecanismos de Implementação da Agenda 2030 no 
Brasil / Organização: Sergio Francisco Loss Franzin; Uberlando 
Tiburtino Leite. – Porto Velho: Instituto Federal de Educação, 
Ciência e Tecnologia de Rondônia, 2022. Livro Digital formato 
PDF
HADDAD, Paulo R. Meio ambiente, planejamento e 
desenvolvimento sustentável. Editora Saraiva, 2015. E-book. 
ISBN 9788502636798. Disponível em: https://integrada.
minhabiblioteca.com.br/#/books/9788502636798/. 
Considerações Finais:
Neste capítulo, estudamos Os Objetivos de 
Desenvolvimento Sustentável (ODS) 13 a 15 que abordam 
aspectos cruciais de nossa relação com o planeta, refletindo 
sobre as mudanças climáticas, a conservação dos ecossistemas 
aquáticos e terrestres e a necessidade de adotar práticas 
mais sustentáveis. Estas metas servem não apenas como um 
chamado para a ação, mas como um lembrete do delicado 
equilíbrio que mantém nosso mundo vivo e próspero.
O ODS 13, com seu foco em ações climáticas, nos recorda 
da urgência em endereçar a rápida mudança climática 
provocada por atividades humanas. Esta não é apenas uma 
questão ambiental, mas um desafio social, econômico e 
político, que requer uma abordagem integrada para garantir 
um futuro seguro e estável para as próximas gerações.
Por sua vez, o ODS 14 e 15 nos levam ao coração dos 
ambientes terrestres e marinhos, ressaltando a interconexão 
entre a biodiversidade, a saúde dos ecossistemas e o bem-estar 
humano. A preservação dos recursos naturais, a luta contra o 
tráfico ilícito de espécies e a promoção de práticas sustentáveis 
são essenciais para garantir que a rica tapeçaria de vida em 
nosso planeta continue a prosperar.
44
Encerramento do E-book:
Ao longo deste e-book, nós exploramos os elos entre 
ecologia, meio ambiente e desenvolvimento. O primeiro 
capítulo nos ofereceu uma visão panorâmica da intrincada 
relação entre a humanidade e o ambiente, demonstrando a 
importância de desenvolvermos uma abordagem holística que 
harmonize progresso e preservação. 
A imersão na Agenda 2030, por sua vez, mostrou-nos um 
plano ambicioso, porém tangível, de ações globais voltadas à 
sustentabilidade e ao bem-estar de todos.
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 
da ONU, abordados nos capítulos subsequentes, forneceram 
um roteiro detalhado e inspirador para enfrentarmos os 
desafios mais prementes do século XXI. Eles servem como uma 
bússola, direcionando-nos para um futuro onde a equidade, 
prosperidade e respeito pelo nosso planeta coexistam.
À medida que encerramos esta jornada literária, é 
essencial refletirmos sobre o papel de cada um de nós neste 
cenário global. Não se trata apenas de metas e ações de 
governos e instituições; cada indivíduo, com suas escolhas 
diárias, pode ser um agente de transformação.
Afinal, a busca por um mundo mais justo e sustentável 
começa no nível pessoal e se irradia para a comunidade, nação 
e, por fim, para o mundo. Armados com o conhecimento 
IPEA – INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. 
Objetivos do Desenvolvimento Sustentável : Ipea, 2023. 
Disponível em https://www.ipea.gov.br/ods/index.html
MENDONÇA, Francisco de Assis; DIAS, Mariana Andreotti. Meio 
ambiente e sustentabilidade. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 2019. 
E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br.
MENEZES. Henrique Zeferino de. (Organizador) Os 
objetivos de desenvolvimento sustentável e as relações 
internacionais– João Pessoa: Editora UFPB, 2019. Disponível 
em : http://www.editora.ufpb.br/sistema/press5/index.php/
UFPB/catalog/download/581/582/3044-1?inline=1.PECEQUILO, Cristina Soreanu. Temas da agenda 
internacional: o brasil e o mundo. 1. ed. Curitiba: Intersaberes, 
2017. E-book. Disponível em: https://plataforma.bvirtual.com.br.
WEDY, Gabriel. Desenvolvimento sustentável na era 
das mudanças climáticas: um direito fundamental: 
Editora Saraiva, 2018. E-book. ISBN 9788553172528. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788553172528/.
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e a perspectiva adquiridos ao longo destes capítulos, 
esperamos que você se sinta inspirado a ser parte ativa 
dessa transformação, defendendo e trabalhando por um 
planeta onde o desenvolvimento caminha lado a lado com a 
preservação.
A concretização da Agenda 2030 e dos ODS é uma 
responsabilidade coletiva e, embora os desafios sejam 
enormes, a oportunidade de moldarmos um futuro luminoso 
e inclusivo é ainda maior. Que este e-book sirva não apenas 
como fonte de informação, mas também como um estímulo 
para a ação. Juntos, e apenas juntos, nós poderemos criar o 
futuro que desejamos e merecemos!

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