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HABEAS CORPUS
Profª Sônia Letícia de Méllo Cardoso
HABEAS CORPUS
“O Habeas Corpus esteve previsto na Magna Carta, em 1215 e, posteriormente, formalizada, pelo Habeas Corpus Act, em 1679”.
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 316. Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1040) 
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“No Brasil, a primeira manifestação do instituto deu-se em 1821, através de um alvará emitido por Dom Pedro I, pelo qual se assegurava a liberdade de locomoção”.
A terminologia “habeas corpus” só apareceria em 1830, no Código Criminal”.
“Foi garantido constitucionalmente a partir de 1891, permanecendo nas Constituições”.
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 316. Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1040) 
HABEAS CORPUS
Embora previsto na Constituição de 1967, foi cerceado pelo Ato Institucional n. 5, de 13.12.1968 (art. 10) até a sua revogação pela EC n. 11, de 17.10.1978, neste sentido:
“Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular”.
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 A CF/88 estabelece em seu art. 5º, LXVIII:
“conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder”.
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“O habeas corpus é uma garantia individual ao direito de locomoção, consubstanciada em uma ordem dada pelo Juiz ou Tribunal ao coator, fazendo cessar a ameaça ou coação à liberdade de locomoção em sentido amplo – o direito do indivíduo de ir, vir e ficar”.
(Moraes, Alexandre de. Direito constitucional. 24. ed., São Paulo: Atlas, 2009, p. 125)
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“O procedimento e a competência para julgar estão previstos no Código de Processo Penal (arts. 647 a 667), na parte em que este foi recepcionado pela CF/88”.
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“O habeas corpus é uma ação constitucional penal destinada a garantir a liberdade de locomoção (ir, vir, permanecer), contra ilegalidade ou abuso de poder”. 
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 317)
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“Pode ser utilizado contra violência ou coação da liberdade de locomoção:
 - habeas corpus liberatório ou
 - habeas corpus preventivo
 quando diante da simples ameaça
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 317)
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Liminar em HC
Exige os requisitos:
O periculum in mora (probabilidade de dano irreparável) e 
O fumus boni iuris (elementos da impetração que indiquem a existência de ilegalidade no constrangimento).
(Moraes, Alexandre de. Direito constitucional. 24. ed., São Paulo: Atlas, 2009, p. 132)
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“O autor da ação constitucional de habeas corpus recebe o nome de impetrante; 
o indivíduo em favor do qual se impetra, paciente (podendo ser o próprio impetrante), 
e a autoridade que pratica a ilegalidade ou abuso de poder, autoridade coatora ou impetrado”.
( Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1041) 
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“O impetrante poderá ser:
 qualquer pessoa física (nacional ou estrangeira) em sua própria defesa, em favor de terceiro,
o Ministério Público ou mesmo pessoa jurídica (mas, é claro, em favor de pessoa física)”.
Pode, inclusive, ser pedido por pessoa analfabeta, desde que haja assinatura a rogo (CPP, art. 645, § 1º, letra “c”)
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1041) 
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“Assim, qualquer do povo, nacional ou estrangeiro, independentemente de capacidade civil, política, profissional, de idade, sexo, profissão, estado mental, pode fazer uso do habeas corpus, em benefício próprio ou alheio (habeas corpus de terceiro)”.
 
(Moraes, Alexandre de. Direito constitucional. 24. ed., São Paulo: Atlas, 2009, p. 125)
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“Não há impedimento para que dele se utilize pessoa menor de idade, insana mental, mesmo sem estarem representados ou assistidos por outrem”. 
“Esse instituto não obriga o patrocínio judicial por advogado (art. 5º, LV)”.
(Moraes, Alexandre de. Direito constitucional. 24. ed., São Paulo: Atlas, 2009, p. 125)
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“O magistrado, na qualidade de Juiz de Direito, no exercício da atividade jurisdicional, a Turma Recursal, o Tribunal poderão concedê-lo de ofício, em exceção ao princípio da inércia do órgão jurisdicional”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1041)
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“Referida ação pode ser formulada sem advogado, não tendo de obedecer a qualquer formalidade processual ou instrumental, sendo, por força do art. 5º, LXXVII é gratuita”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1041) 
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“Pode ser interposto para trancar ação penal ou inquérito policial, bem como em face de particular, como no clássico exemplo de hospital psiquiátrico que priva o paciente de sua liberdade de ir e vir, ilegalmente, atendendo a pedidos desumanos de filhos ingratos que abandonam os seus pais”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1041)
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Conforme Pontes de Miranda “a ilegalidade da prisão pode não consistir na prisão mesma, porém no processo do acusado, que corra, por exemplo, perante juiz incompetente”, e conclui o STF “concedera a ordem de habeas corpus, não para que se soltasse o réu, e sim para que fosse processado por juiz competente, anulando-se a sentença condenatória, se houvesse, e todo o processado”.
(Moraes, Alexandre de. Direito constitucional. 24. ed., São Paulo: Atlas, 2009, p. 125)
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Segundo Alberto Silva Franco, o habeas corpus deve ser admitido para o trancamento do inquérito policial: 
a) atipicidade do fato; 
b) inexistência de autoria, de coautoria ou de participação; 
c) extinção da punibilidade; 
d) princípio da insignificância”.
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 321)
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Competência
“O órgão competente para apreciar a ação de habeas corpus será determinado de acordo com a autoridade coatora, sendo que a CF prevê algumas situações atribuindo previamente a competência a tribunais, em razão do paciente: 
Art. 102, I, “d”; Art. 102, I, “i”; Art. 102, II, “a”; Art. 105, I, “c”; Art. 105, II, “a”; Art. 108, I, “d”; Art. 108, II; Art. 109, VII; Art. 121, §§ 3º e 4º, V, combinado com o art. 105, I, “c” da CF/1988”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1043) 
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Espécies
“O habeas corpus será preventivo quando alguém se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (a restrição à locomoção não se consumou). 
Nessa situação poderá obter um salvo-conduto, para garantir o livre trânsito de ir e vir”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1044) 
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Casos de cabimento do habeas corpus na jurisprudência do STF e STJ:
“quando prostituta é detida, mais de uma vez, e se acha ameaçada de nova detenção (RT, 645:364). 
Excepcionalmente, também existem ordens de habeas corpus trancando inquéritos policiais, quando estiverem envolvidos fatos atípicos (RT, 660:315 e 649:267), ou ação penal, por prescrição (RT, 658:390)
(Bulos, Uadi Lammêgo. Curso de direito constitucional. São Paulo : Saraiva, 2007, p. 564)
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“Quando a constrição ao direito de locomoção já se consumou, estaremos diante do habeas corpus liberatório ou repressivo, para cessar a violência ou coação”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1044) 
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Punições disciplinares militares
“O art. 142, § 2º, estabelece não caber habeas corpus em relação a punições disciplinares militares. Trata-se da impossibilidade de se analisar o mérito de referidas punições, não abrangendo, contudo, os pressupostos de legalidade (RE 338.840-RS, 19.08.2003)”.
“Essa regra se aplica aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, por força do art. 42, § 1º, EC nº 18/98”.
(Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012, p. 1044) 
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“A CF admite, que o HC seja temporariamente suspenso. 
Decretado o estado de sítio pelo presidente da República, em virtude de grave comoção de repercussão nacional ou por terem sido ineficazes as medidas tomadas durante o estado de defesa (art. 139, inciso I), alguns direitos individuais podem sofrer restrições”.
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 323)
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“Nesse sentido, a autoridade fixará a obrigação de permanência em localidade determinada ou a detenção em edifício, desde que este não seja destinado a acusados ou condenados por crimes comuns (art. 139, I, II). 
Em tais hipóteses, apesar de ocorrer restrição à liberdade de locomoção, não caberá habeas corpus. 
Prevalece, excepcionalmente, a restrição à liberdade, não se configurando ilegalidade ou abuso de poder.
(Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015, p. 323)
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Referências bibliográficas
Bulos, Uadi Lammêgo. Curso de direito constitucional. São Paulo : Saraiva, 2007.
Fachin, Zulmar. Curso de direito constitucional. Rio de Janeiro : Forense, 2015.
Lenza, Pedro. Direito constitucional esquematizado. 16. ed., São Paulo: Saraiva, 2012.
Moraes, Alexandre de. Direito constitucional. 24. ed., São Paulo: Atlas, 2009.
Silva, José Afonso da. Curso de direito constitucional positivo. 16. ed., São Paulo: Malheiros, 1999.

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