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‘ 
1 Fisiologia 
SISTEMA URINARIO 
OS COMPARTIMENTOS LIQUIDOS DO 
CORPO: LÍQUIDOS EXTRA E 
INTRACELULAR, LIQUIDO INTERSTICIAL E 
EDEMA 
-Manter um volume constante e de uma 
composição estável dos líquidos corporais é 
essencial para a homeostases 
-Um dos problemas mais relevantes na pratica 
medica se deve a alterações do sistema de 
regulação, que mantem as constâncias dos 
líquidos corporais 
EQUILIBRIOS ENTRE INGRESSO E PERCA 
DE LIQUIDOS 
-Continuamente a intercambio de líquidos e 
solutos com o liquido interno e entre os 
distintos compartimentos do corpo 
-Entrada de líquidos no organismo é variável e 
deve igualar-se com as percas 
 
COMPARTIMENTOS LÍQUIDOS 
CORPORAIS 
-Distribuídos em: 
1- liquido extracelular (intersticial e plasma) 
2-liquido intracelular 
3-liquido trans celular: (1 a 2 litros) pequenos 
compartimentos que contem líquidos dos 
espaços sinovial, peritoneal, pericárdico, 
intraocular e cefalorraquideo 
 
-Adulto normal de 70 kg: 60% do seu peso é 
água, sendo assim 42 litros (pode modificar 
com a idade, sexo e grau de obesidade) 
-Com o avanço da idade, a porcentagem de 
água no peso corporal diminui, pois ocorre um 
aumento da porcentagem de gordura 
-Mulheres tem maior porcentagem de gordura 
corporal comparado com os homens, por isso 
50% do seu peso corporal é água no organismo 
- bebes prematuros e neonatos, a água total do 
organismo é de cerca 70 a 75% do peso 
corporal 
COMPARTIMENTO DO LÍQUIDO 
INTRACELULAR 
-Cerca de 28 dos 42 litros de líquidos do corpo 
se encontram dentro das células, constituindo 
40% do peso corporal de uma pessoa media 
-O liquido de cada células contem uma mescla 
de constituintes, porem as concentrações 
dessas substâncias são similares de uma célula 
a outra 
• É por essa razão, liquido intracelular 
de todas as células em conjuntos se 
considera um só grande 
compartimento de liquido 
COMPARTIMENTO DO LÍQUIDO 
EXTRACELULAR 
- 20% do peso, cerca de 14 litros 
-O liquido extracelular é composto: 
• 3/4 liquido intersticial (11 litros) 
• 1/4 plasma (3 litros) 
-Plasma é uma parte do sangue que não possui 
células e está em constante intercambio com o 
liquido intersticial através dos poros capilares e 
esses possuem basicamente a mesma 
composição (A diferença é que a proteína esta 
mais concentrada no plasma) 
VOLUME SANGUÍNEO 
-Sangue contem liquido extracelular (plasma) e 
liquido intracelular (liquido dos eritrócitos) 
 
‘ 
2 Fisiologia 
-Porém, se considera como um compartimento 
liquido separado dos demais por que se 
encontra na própria câmara (aparato 
circulatório) 
-Constitui 7% do peso corporal, cerca de 5 litros 
(60% plasma e 40% eritrócitos) 
• Esses números podem sofrer 
alterações dependendo do sexo, peso 
e outros fatores 
HEMATÓCRITO: VOLUME DE CONJUNTO 
DOS ERITROCITOS 
-Fração do sangue formada por eritrócitos 
- Nos homens 40% e nas mulheres 36% 
- No caso de anemia intensa pode descender a 
10%, que é um valor suficiente para sobreviver 
• Já na Policitemia sobe a 65% 
CONSTITUINTES DOS LIQUIDOS EXTRA E 
INTRACELULAR 
-Composições iônicas do plasma e liquido 
intersticial são similares, e isso porque estão 
separados somente por membranas capilares 
que são muito permeáveis 
-Outra diferença seria que devido ao efeito 
Donnan, a concentração dos íons com carga 
positiva (cátiones) é ligeiramente maior (2%) no 
plasma que no liquido intersticial 
-Efeito donnan: proteínas de carga negativa 
tende a se unir com os cátiones-cargas 
positivas (Na e K), então a mais desses no 
plasma. 
• Mais já no liquido intersticial, 
encontramos maior quantidade de 
aniones (carga negativa) porque esse é 
repelido por outras proteínas de carga 
negativa 
-liquido extracelular contem grande quantidade 
de Na, Cloruro e bicarbonato e pouca 
quantidade de K, Ca, Mg, P e ácidos orgânicos 
• Essa composição é regula por diversos 
mecanismo, principalmente pelos rins 
 
SUBSTANCIAS NÃO ELETROLÍTICAS DO 
PLASMA 
 
CONSTITUINTES IMPORTANTES DO 
LÍQUIDO INTRACELULAR 
-Esse é separado do extracelular por uma 
membrana celular seletiva, muito permeável a 
água, mas não a maioria dos eletrólitos do 
corpo 
-Contém quantidades pequenas de Na, Cl e 
quase nada de Ca 
-E grandes quantidades de K e P, quantidades 
moderadas de Mg e Sulfato 
-As células contem 4X mais proteínas que o 
plasma 
DETERMINAÇÃO DO VOLUME DOS 
LÍQUIDOS NOS COMPARTIMENTOS DO 
CORPO 
- Pode ser medido pela introdução de uma 
substancias indicadora, deixando que se 
reparta uniformemente e logo analisa a 
diluição que experimentou essa substancias 
-Método de diluição do indicador: baseado no 
principio de conservação de massa (massa total 
de uma substancia traz sua dispersão em um 
 
‘ 
3 Fisiologia 
compartimento liquido será a mesma que a 
massa total que a injetado no compartimento) 
 
-Esse método se pode utilizar praticamente 
para medir o volume de qualquer 
compartimento do corpo, enquanto: 
1. O indicador se distribua 
homogeneamente por todo o 
compartimento 
2. Indicador se disperse só no 
compartimento que vai medir 
3. Indicador não se elimina e nem se 
metaboliza 
DETERMINAÇÃO DOS VOLUMES DOS 
DISTINTOS COMPARTIMENTOS DO 
CORPO 
-Determinação de água corporal total: se usa 
água radioativa, ou água pesada. Se mescla 
com a água corporal total em poucas horas, 
outra substancia é a antipirina que é muito 
lipossolúvel e atravessa rapidamente na 
membrana celular distribuindo-se no liquido 
extra e intracelular 
-Determinação do volume do liquido 
extracelular: se pode usar qualquer substancia 
que se distribua no plasma e liquido intersticial, 
mas que não atravessa a membrana celular 
(sódio radioativo, cloruro radioativo, 
yotalamato radioativo, íon tiossulfato e a 
inulina) 
 
-calculo de volume do liquido intracelular: não 
se pode medir diretamente 
• Volume intracelular: água corporal 
total-volume extracelular 
-Medida do volume do plasma: deve usar-se 
uma substancia que não atravesse facilmente 
as membranas capilares se não que permaneça 
no sistema vascular depois da injeção 
• Substancia utilizada: albumina sérica 
marcada com yodo radioativo 
-calculo do volume do liquido intersticial: não 
se pode medir diretamente 
-Volume do liquido intersticial: volume de 
liquido extracelular- volume plasmático 
-Determinação do volume sanguíneo: se mede 
o volume plasmático e se conhece o 
hematócrito 
 
-se o volume plasmático é de 3 litros e o 
hematócrito é de 0,4, o volume de sangue total 
seria: 
 
-Outra forma é injetar na circulação hemácias 
que a sido marcados com uma substancia 
radioativa 
-Logo se mede a radioatividade e se mede o 
volume sanguíneo aplicando o principio de 
diluição (se utiliza cromo radioativo que se une 
firmemente a hematites) 
REGULAÇÃO DOS INTERCAMBIOS DE 
LÍQUIDOS E EQUILIBRIO ENTRE LIQUIDO 
INTRA E EXTRACELULAR 
-Problema frequente ao tratar a pacientes com 
enfermidades graves é manter os líquidos 
adequados no compartimento intracelular, 
extracelular ou ambos 
-Quantidades relativas de liquido extracelular 
distribuídos entre o plasma e espaços 
intersticiais, está determinado principalmente 
pelo equilíbrio das forças hidrostáticas e 
 
‘ 
4 Fisiologia 
coloidosmoticas que atuam através da 
membrana dos capilares 
-Distribuição dos líquidos entre os 
compartimentos intra e extracelular é 
determinado pela ação osmótica dos solutos 
menores (especialmente Na e Cl) que atuam 
através da membrana celular 
-E por isso a água se move rapidamente através 
da membrana celular, e o liquido intracelular 
permanece isotônico com o liquido 
extracelular 
PRINCIPIOS BÁSICOS DA OSMOSES E A 
PRESSÃO OSMÓTICA 
-Osmoses: difusão neta de água através de 
uma membrana seletivamente permeável 
desde uma zona de grande concentração de 
água a outra com menor concentração 
- Como a membrana celular é bastante 
impermeável a maioria dos solutos, mas é 
muito-Outros estímulos para secreção: também pode 
aumentar ou diminuir por estímulos do SNC, 
fármacos e hormônios 
• Náusea, aumenta ate 100 vezes 
liberação depois do vomito 
• Nicotina e morfina estimulam a 
liberação 
• Álcool inibem a liberação de ADH 
o Diureses excessiva depois da 
ingestão de álcool se deve a 
inibição da liberação de ADH 
 
• PERGUNTA DE PROVA 
IMPORTANCIA DA SEDE NO CONTROLE 
DA OSMOLARIDADE E NA 
CONCENTRAÇÃO DE SÓDIO NO LIQUIDO 
EXTRACELULAR 
-Rins minimizam a perca de liquido durante as 
deficientes de água mediante o sistema de 
retroalimentação osmorreceptor-ADH 
-Ingestão de água é regulada pelo mecanismo 
da sede, que junto ao mecanismo 
osmorreceptor-ADH, mantém um controle da 
osmolaridade e da concentração de sódio no 
liquido extracelular 
• Muitos fatores que estimulam a 
secreção de ADH também aumenta a 
sede, o que se define como um desejo 
consciente de água 
CENTROS DE SEDE NO SNC 
-Mesma região do terceiro ventrículo que 
estimula a liberação de ADH estimula a sede 
• Núcleo preóptico, tem uma área que 
quando se estimula com uma corrente 
elétrica, que estimula a sede 
• Todas essas áreas juntas formam o 
centro da sede 
-Neurônios do centro da sede, respondem a 
soluções hipertônicas de sal 
-Estímulos da sede: o mais importante é o 
aumento da osmolaridade do liquido 
extracelular 
• Isso faz com que ocorra a desidratação 
intracelular nos centros da sede, o que 
estimula a sensação da sede 
• Isso tendo como resposta a ajuda para 
diluir os líquidos extracelulares e 
normaliza a osmolaridade 
 
- Reduções do volume do liquido extracelular e 
da pressão arterial: estimulam a sede 
independe da osmolaridade plasmática. 
Quando ocorre a perca de volume sanguíneo, 
por uma hemorragia estimula a sede, e não 
modifica a osmolaridade plasmática. Isso 
ocorre por impulsos neurais procedentes do 
barorreceptores cardiopulmonares e artérias 
no sistema de circulação 
-angiotensina II: fatores associados a 
hipovolemia e a pressão arterial baixa 
estimulam a angiotensina, seu efeito sobre a 
sede ajuda a restaurar o volume sanguíneo e a 
pressão para valores normais, junto com outras 
ações sobre os rins para reduzir a excreção de 
liquido 
 
‘ 
30 Fisiologia 
-Boca e mucosa do esôfago seca: pessoa 
sedenta pode aliviar logo após de beber água, 
mesmo que não foi absorvido no aparato 
digestivo e ainda não teve efeito sobre a 
osmolaridade do liquido extracelular 
-Estímulos digestivos e faríngeos influenciam na 
sede 
-Capacidade dos animais e humanos para medir 
ingestão de liquido é importante porque evita a 
hidratação excessiva 
-Depois de beber a água, e necessário de 30 a 
60 min para que seja reabsorvida e se distribua 
pelo corpo 
- em casos que a sede não diminui após a 
ingestão de água, o indivíduo tem a tendencia 
de beber cada vez mais o que pode levar a uma 
hiper-hidratação e uma diluição excessiva dos 
líquidos corporais 
UMBRAL DE ESTIMULO OSMOLAR PARA 
BEBER 
-rins devem sempre eliminar uma quantidade 
obrigatória, para excreção de solutos. Além 
disso, a perca de água pela evaporação através 
dos pulmões e aparato digestivo e sudoração 
da pele 
• Por isso tem uma tendencia a 
desidratação, com incremento da 
concentração de sódio e da 
osmolaridade do LE 
-umbral para beber: concentração de sódio 
aumenta 2 mEq/l por cima do normal, ativa o 
mecanismo da sede o que provoca o desejo de 
beber água 
RESPOSTA INTEGRADAS DOS 
MECANISMOS OSMORRECEPTOR-ADH E 
DA SEDE NO CONTROLE DA 
OSMOLARIDADE E DA CONCENTRAÇÃO 
DE SÓDIO NO LIQUIDO EXTRACELULAR 
- osmorreceptor-ADH e da sede trabalham 
juntos para regular precisamente a 
osmolaridade e a concentração de sódio no 
liquido extracelular, a pesar dos desafios 
desidratadores constantes 
• Quando um falha, o outro pode 
controlar com uma razoável eficácia, 
sempre que se ingere liquido para 
equilibrar o volume obrigatório de 
urina e as percas de água diária 
• Sem esses mecanismos não a nenhum 
outro que possa regular de forma 
adequada a osmolaridade nem a 
concentração de sódio 
 
-angiotensina II e aldosterona, no controle da 
osmolaridade e sódio: 
• Aumentam a quantidade de sódio no 
LE, mas também aumenta a água 
• Então tem escasso efeito sobre a 
concentração de sódio, exceto em 
condições extremas 
MECANISMO DE APETITE POR SAL 
-Para manter o volume e a concentração de 
sódio no LE, exige um equilíbrio entre a 
excreção de sódio e a ingestão 
-consumimos hoje em dia 100 a 200, e a 
quantidade para viver e funcionar 
normalmente seria 10-20 mEq/dia 
-sendo assim se consome mais sódio que o 
necessário para homeostases e isso pode ter 
relação com transtornos cardiovasculares como 
a hipertensão 
-apetite por sal esta associado a concentração 
de sódio e a redução do volume sanguíneo ou a 
redução da PA 
-esse é igual a sede 
 
‘ 
31 Fisiologia 
REGULAÇÃO RENAL DE POTASSIO, 
CALCIO, FOSFATO E MAGNESIO 
REGULAÇÃO NA EXCREÇÃO E 
CONCENTRAÇÃO DE POTASSIO NO 
LIQUIDO EXTRECELULAR 
- Regulada em: 4,2 mEq/l 
• 98% intracelular 
• 2% extracelular 
-Ingestão diária: 50 a 200 mEq/dia 
-hiperpotasemina: aumento da concentração 
plasmática de potassio 
-hipopotasemia: concentração plasmática de 
potassio baixa 
 
 
-excreção de potássio renal esta determinada 
pela soma de três processos renais: 
1. Filtração de potassio 
2. Reabsorção tubular de potassio 
3. Secreção tubular de potassio 
-65% é reabsorvido no túbulo distal, 25-30% na 
asa de henle (parte grossa ascendente) 
 
-principais fatores que controlam a secreção de 
potassio nas células principais da parte final do 
túbulo coletor e do túbulo coletor cortical são: 
1. Atividade da bomba ATPasa sódio 
potassio 
2. Gradiente eletroquímica para secreção 
de potassio desde o sangue para a luz 
tubular 
3. Permeabilidade da membrana luminal 
para o potassio 
-Fatores principais da secreção de potássio 
pelas células principais: (*) 
• Aumento da concentração de potassio 
no liquido extracelular 
• Aumento de aldosterona 
• Aumento do fluxo tubular 
-Fator que diminui essa excreção: aumento da 
concentração de íon hidrogeno (acidoses) 
-Aumento da concentração de potássio, 
estimula a secreção de aldosterona na corteza, 
o que estimula ainda mais a secreção de 
potássio 
• Estimula a secreção de potassio, 
porque faz com que seja reabsorvido 
sódio nas células principais dos 
túbulos distais e coletores 
• Bomba ATPasa sódio-potassio: sódio 
para fora da célula para o LI renal e 
potassio para dentro da célula 
• Esse também aumenta o numero de 
canais de potassio na membrana 
luminal, e assim a permeabilidade 
 
 
 
‘ 
32 Fisiologia 
• Bloqueio desse sistema afeta a 
controle da concentração de potássio 
 
 
CONTROLE DA EXCREÇÃO RENAL DE 
CALCIO E DA CONCENTRAÇÃO 
EXTRACELULAR 
-concentração: 2,4 mEq/L 
• 50% cálcio plasmático ionizado 
• 40% unidos a proteínas 
• 10% forma não iônica 
-hipocalcemia: excitabilidade de células 
nervosas e musculares, aumenta muito pode 
produzir tetania hipocalcemica 
-Hipercalcemia: reduz a excitabilidade 
neuromuscular e pode dar lugar a arritmias 
cardíacas 
-99% do cálcio do organismo esta em ossos, 1% 
no liquido intracelular e 0,1% no liquido 
extracelular 
-PTH: regular da captação e liberação, com: 
1. Estimulação de reabsorção óssea 
2. Estimulando a ativação de vitamina D 
3. Aumento diretamente da reabsorção 
de cálcio nos túbulos renais 
 
Controle da excreção de cálcio nos rins 
-excreção renal de cálcio: cálcio filtrado-calcio 
reabsorvido 
-60% do cálcio ionizado do plasma que pode ser 
filtrado no glomérulo 
-99% do filtrado se reabsorve, 1% se excreta 
• 65%: reabsorvido no túbulo próxima 
o Aumento do volume ou da PA 
diminui essa reabsorção e 
aumenta a excreção 
• 25-30%: reabsorvido na asa de henle 
• 4-9% nos túbulos distais e coletor 
-quando mais P (fosforo) no sangue, aumenta a 
PHT e diminui a excreçãode CA 
 
REGULAÇÃO DA EXCREÇÃO RENAL DE 
FOSFATO 
-Essa excreção é controlada pelo mecanismo de 
excesso de fluxo: os túbulos renais tem um 
transporte máximo normal para a reabsorção 
de fosfato de 0,1 mM/min 
• Sendo assim só aparece na urina, 
quando a concentração do liquido 
extracelular supera umbral de ao 
redor 0,8 Mm/L 
-PTH desempenha um papel importante na 
regulação do fosfato através de 2 efeitos: 
• Favorece a reabsorção óssea 
o o que faz com que grande 
quantidade de fosfato passe 
ao LE 
• Reduz o transporte máximo de fosfato 
nos túbulos renais 
o Porque uma grande 
proporção do fosfato tubular 
se perde com a urina 
 
‘ 
33 Fisiologia 
-Dessa forma sempre que aumenta PTH 
plasmática, diminui a reabsorção de fosfato 
tubular e aumenta a quantidade excretada 
CONTROLE DA EXCREÇÃO RENAL DE 
MAGNESIO E DA CONCENTRAÇÃO 
EXTRACELULAR DO ÍON 
-Mais da metade está nos ossos; o restante, a 
maior % nos LI e menos de 1% no LE 
-Concentração plasmática: 1,8 mEq/L 
• Mais da metade unido a proteínas 
• Concentração de magnésio iônico 
livre: 0,8 mEq/L 
-Ingestão diária: 250 a 350 mg/ dia, 
• Metade é reabsorvida no túbulo distal 
-Manter o equilíbrio, é preciso que os rins 
excretem basicamente a metade da quantidade 
ingerida, cerca de 125-150 mg/dia 
-Reabsorção: 
• 25% nos túbulos proximais 
• 65% na asa de henle 
• 5% túbulos distais 
-Alterações que incrementam sua excreção: 
• Aumento da concentração no LE 
• Expansão do volume extracelular 
• Aumento da concentração de cálcio no 
liquido extracelular 
INTEGRAÇÃO DOS MECANISMOS RENAIS 
DE CONTROLE DO LIQUIDO 
EXTRACELULAR 
-Volume do liquido extracelular é determinada 
pelo equilíbrio entre a ingestão e a saída de 
água e sal 
-Carga de regulação do volume é dos rins, que 
precisam se adaptar a excreção de sal e água, 
para igualar-se a ingestão 
EXCREÇÃO DE SÓDIO SE CONTROLA 
ALTERANDO A FILTRAÇÃO GLOMERULAR 
OU A REABSORÇÃO TUBULAR DE SÓDIO 
-duas variáveis que influenciam na excreção de 
sódio e de água são a intensidade de filtração 
glomerular e a reabsorção tubular 
• Excreção=filtração glomerular-
reabsorção tubular 
-Sendo assim pequenas mudanças em FG ou na 
reabsorção causam grandes mudanças na 
excreção 
IMPORTANCIA DA NATRIURESES POR 
PRESSÃO E DA DIURESSES POR PRESSÃO 
NO MANTIMENTO DO EQUILIBRIO 
CORPORAL DE SÓDIO E DO LIQUIDO 
- Diureses por pressão: serio o efeito do 
aumento da pressão arterial que incrementa a 
excreção de volume urinário 
-natriureses: aumento da excreção de sódio 
que se produz quando se eleva a pressão 
arterial 
REGULAÇÃO ÁCIDOBASICA 
 
ÁCIDO E BASES 
-íon H: 
• Potron livre 
• Ex: HCL 
-Base: 
• Íon ou molécula que pode aceitar um 
H+ 
• Ex: HCO3- ou HP04 
• Base típica: quando a porção básica da 
molécula reacciona rápido com H+, 
extraindo-os da solução 
-alcalino: 
• Molécula formada pela combinação de 
um ou mais metais alcalinos 
 
‘ 
34 Fisiologia 
• Sódio, potassio, lítio 
-Alcaloses: extração excessiva de H+ dos 
líquidos orgânicos 
-Acidoses: contrário a alcaloses, seria a adição 
excessiva 
-ácido forte: se dissocia rapidamente e libera 
grandes quantidades de H+(ex: HCL) 
Ácido débil: Liberam H+ com menos força e 
tem menos tendencia a dissociar ions (ex: 
H2CO3) 
-Base forte: reação rápida e potente com H+ 
CONCENTRAÇÃO DE H+ E PH NORMAIS 
NOS LIQUIDOS CORPORAIS E MUDANÇAS 
QUE SE PRODUZEM NA ALCALOSES E 
ACIDOSES 
-H+ no sangue: 0.00004 MEQ/L (40MEQ/L) 
• Variação normal: 3 a 5 
• Concentração extrema: 10 
• Altas: 160 
• Baixa se utiliza a escala algoritmia ( ph) 
 
-Acidoses: ph abaixo de 7,4 
-Alcaloses: acima de 7,4 
DEFESA FRENTE A MUDANÇAS DE 
CONCENTRAÇÃO DE H+: 
AMORTIGUADORES, PULMOES E RINS 
-3 sistemas primários que regulam a 
concentração de ions H nos líquidos orgânicos, 
para evitar a alcaloses e a acidoses: 
1. Sistema amortiguador ácido-base 
químicos dos líquidos orgânicos 
2. Centro respiratório 
3. Rins 
AMORTIGUAÇÃO DE H+ NOS LIQUIDOS 
CORPORAIS 
-amortigador seria uma substancia capaz de se 
unir reversivelmente ao H 
-Aumento da concentração H: reação se 
desloca a direita 
-diminuição: a esquerda 
-a cada dia se produz ou se ingere 80 meq de H 
• Sem os amortiguadores, a produção e 
a ingesta diária de ácidos provocaria 
mudanças enormes na concentração 
de H nos líquidos 
SISTEMA AMORTIGUADOR DO 
BICARBONATO 
-quantitativamente mais importa do LE 
-solução aquosa com dois componentes: ácido 
débil e um bicarbonato 
 
-devido a debilidade, a concentração de H é 
pequena 
SISTEMA AMORTIGUADOR DE FOSFATO 
-elementos principais: 
• H2PO4 e HP04 
• Com a mescla , um ácido forte como 
HCL, se une com a base e se converte 
em H2PO4 
-Esse sistema tem um pH de 6,8, isso permite 
que opere próxima a potencia máxima 
-esse é muito importante nos líquidos 
tubulares dos rins 
PROTEINAS SÃO AMORTIGUADORAS 
INTRACELULARES IMPORTANTES 
-devido a suas grandes concentrações, 
principalmente no interior das células 
-Ph das células, mesmo que seja inferior ao do 
LE, sofre mudanças seguindo as oscilações 
 
‘ 
35 Fisiologia 
-membrana celular permite um pouco de 
difusão dos ions H e HC03 
• Porque esses ions necessitam de varias 
horas para equilibrar-se 
• Exceto nas hematies 
-CO2 se difunde mais rápido através das 
membranas celulares 
-Difusão dos elementos do sistema 
amortiguador do bicarbonato produz mudanças 
no PH do LI, que causa mudanças no PH do LE 
• Por isso o sistema amortiguador do 
interior das células ajudam a evitar 
mudanças do PH nos líquidos E, ainda 
que possam passar horas para 
alcançar a eficácia máxima 
REGULAÇÃO RESPIRATORIA DO 
EQUIIBRIO ACIDOBASICO 
-Segunda linha de defesa a transtorno ácido-
base é o controle que exerce os pulmões sobre 
o CO2 do liquido extracelular 
-Aumento de PCO2 determina uma redução do 
Ph, e vice-versa. 
• Sendo assim, ajustando PCO2 para 
cima ou abaixo, os pulmões podem 
regular de maneira eficaz a 
concentração de ions H no LE 
-Espiração pulmonar de CO2, equilibra sua 
produção metabólica: 
• Processos metabólicos intracelulares 
produzem CO2 
• Que difunde para os líquidos 
intersticiais e o sangue, de onde vai 
para os pulmões e se difunde aos 
alvéolos, para a atmosfera 
• CO2 disolto: 1.2 mmol/l (40 mmHG) 
• Se a ventilação aumenta CO2 é 
expulsado e PCO2 diminui 
-Aumenta da ventilação pulmonar reduz a 
concentração de H+ no LE e eleva PH 
• Em casos que se mantem a produção 
de CO2 constante, único fator que 
influencia sobre PCO2 dos LE é a 
magnitude da ventilação pulmonar 
• Aumento de CO2, eleva concentração 
de H2CO3 e H, o que faz a diminuição 
do Ph do LE 
 
-Aumento da concentração de ions estimula a 
ventilação: 
• Ventilação não só influencia na 
concentração de H através das 
mudanças de PCO2, mas também a 
concentração de H, tem influencia 
sobre a ventilação pulmonar 
• Compensação respiratório ao aumento 
do PH é tão eficaz como sua resposta a 
uma redução do mesmo 
 
CONTROLE DA RETROALIMENTAÇÃO DA 
CONCENTRAÇÃO DE H+ ATRAVES DO 
APARATO RESPIRATORIO 
-Aumento da concentração de H estimula a 
respiração, e o aumento da ventilação reduz a 
concentração de H, o aparato atua como um 
regular por retroalimentação negativa da 
concentração de íons H 
 
 
 
‘ 
36 Fisiologia 
-Potencia amortiguadora do aparato 
respiratório: uma ou duas vezes maior que a de 
todos os demais amortiguadores químicos 
combinados do LE 
CONTROLE RENAL DO EQUILIBRIO 
ÁCIDO-BASICO 
-Faz isso excretando uma urina ácida ou básica 
 
-Organismos produz 80 meq diários de ácidos 
não voláteis que procedem do metabolismo 
das proteínas 
-cada dia os rins filtram cerca de 4320 meq de 
bicarbonato, e em condições normais, quase 
todos são reabsorvidos pelos túbulos, para 
conservação do principal sistema amortiguador 
do LE 
 
-Secreção de H+ e reabsorção de HCO3- nos 
túbulos renais: 
• Secreção de ions hidrogenoe a 
reabsorção de ions bicarbonato ocorre 
em praticamente todas as partes dos 
túbulos, menos nas finas ascendentes 
e descente da asa 
• Cada íons bicarbonato reabsorvido se 
excreta um H 
 
-H+ são secretados mediante transporte ativo 
secundário principalmente nos segmentos 
tubulares proximais 
• Células epiteliais do túbulo proximal, 
segmento grosso ascendente e túbulos 
distal secretam hidrogeno ao liquido 
tubular mediante contratrasporte de 
sódio-hidrogênio 
• O processo de secreção dos ions 
hidrogeno fornece 90% da reabsorção 
do bicarbonato 
-HCO3- filtrados só são reabsorvidos devido a 
interação com os íons hidrogenos nos túbulos 
• HCO3 não atravessa a membrana por 
isso e necessário a união 
• Formam H2CO3 para ser reabsorvido 
• Isso ocorre pela junção do bicarbonato 
filtrados no glomérulo+ hidrogeno 
secretado pelas células tubulares, 
formando o H2CO3. Esse se dissocia 
em CO2 e H2O, onde o CO2 atravessa 
facilmente a membrana 
 
-secreção ativa primaria de H+ pelas células 
intercaladas da porção final dos túbulos distais: 
• A partir dos túbulos distais ocorre 
secreção de H pelo epitélio tubular, 
mediante transporte ativo primário 
• Na membrana luminal, os hidrogênio é 
transportado por proteínas 
especificas, ATPasa transportadora de 
hidrogenio 
• Essa excreção é devida as células 
intercalares, e isso tem um papel 
importante na formação da urina com 
acidez máxima, já que somente 5% de 
H é excretado totalmente 
 
 
‘ 
37 Fisiologia 
COMBINAÇÃO DO EXCESSO DE H+ COM 
OS AMORTIGUADORES DE FOSFATO E 
AMONIACO NO TUBULOS GERA “NOVOS” 
HCO3 
 
-Sistema amortiguador de fosfato transporta o 
excesso de H+ na urina e gera novos HCO3- 
 
-Circunstancias normais, a maior parte do 
fosfato filtrado se reabosrve e só se dispõe de 
30 a 40 mEq/dia para amortiguar os H+ 
-excreção do excesso de H+ e geração de novo 
HCO3- mediante o sistema amortiguador do 
amoníaco 
 
 
ACIDOSES CRONICA AUMENTA A 
EXCREÇÃO DE NH4+ 
-Aumento da concentração de H+ no LE 
estimula o metabolismo renal da glutamina, e 
isso aumenta a formação de NH4+ e de novo 
HCO3, para usa-lo como amortiguador de H+ 
-Quantidade de H + eliminados pelo sistema 
amortiguador de amoanico é 50% do ácido 
excretado e 50% de HCO3 novo gerado pelos 
rins 
-Porém, na acidose crônica, a excreção de 
NH4+ aumenta muito, podendo alcançar até 
500 meq/dia 
• Por isso se diz que o mecanismo 
dominante da eliminação do ácido na 
acidoses crônica é a excreção de NH4+ 
• Processo que também e importante 
para gerar novo bicarbonato nessas 
circunstancias 
 
QUANTIFICAÇÃO DA EXCREÇÃO 
ÁCIDOBASICO RENAL 
-Excreção de HCO3 se calcula em função do 
fluxo de urina multiplicado pela excreção 
urinaria de HCO3 
• O resultado indica a rapidez com que 
os rins eliminam HCO3 do sangue 
• No caso de alcaloses, a perca de HCO3 
ajuda a recuperar o Ph normal do 
plasma 
REGULAÇÃO DA SECREÇÃO TUBULAR 
RENAL DE ÍONS H 
-Velocidade de secreção é regulada por: 
1. Aumento de PCO2 no LE 
2. Aumento da concentração de H no LE 
• Outro fator que pode aumentar essa 
secreção em situações fisiopatológicas 
é a secreção excessiva de aldosterona 
TRANSTORNO: ALTERAÇÕES DO 
EQUILIBRIO ÁCIDO BASE 
-acidemia: diminuição do Ph sanguíneo 
(aumento de H +) 
 
‘ 
38 Fisiologia 
-Alcalemia: elevação no PH sanguíneo (redução 
de H +) 
-Acidoses e alcaloses se refere a todas as 
situações que tende a diminuir ou aumentar o 
PH, respectivamente 
• Mudanças no PH podem ser induzidas 
nas concentrações plasmáticas de 
PCO2 ou de bicarbonato 
-Alterações em PCO2 
• Acidoses respiratória : PCO2 alto 
• Alcaloses respiratória: PCO2 BAIXO 
-Alterações em CO3H-: 
• Acidoses metabólica: CO3H baixo 
• Alcaloses metabólica: CO3H- alto 
-Compensação metabólica aos transtornos 
respiratórios tarda de 6 a 12 horas para 
começar, até dias ou semanas depois no 
máximo 
• No caso dos transtornos metabólicos é 
mais rápido, no máximo 12-24 horaspermeável a água, e por isso a agua se 
difunde para a zona de maior concentração de 
solutos 
-Velocidade de osmoses: velocidade de difusão 
da água 
OSMOLALIDADE E OSMOLARIDADE 
-Concentração de água de uma solução 
depende do número de partículas de soluto 
que existem nela, por isso se necessita um 
termino de concentração que defina a 
concentração total de partículas dissolutas 
independente de sua composição exata 
-O número total de partículas em uma solução 
se mede términos de osmoles 
-Um osmol= 1 mol (6,02X10²¹) de partículas de 
soluto 
• Por tanto uma solução de um mol de 
glicose por litro tem uma 
concentração de 1 osm/litro 
-Se uma molécula se dissocia em dois íons 
(dando lugar a duas partículas) como é o Nacl 
que se ioniza em íons Na e Cl, então uma 
solução que contem 1 mol/litro terá uma 
concentração osmótica de 2 osm/L Se uma 
solução contém 1 mol de uma molécula que se 
dissocia em três íons como o sulfato sódico 
(Na2SO4) essa terá 3 osm/L 
-Com isso se pode determinar que o termino 
osmol indica o número de partículas 
osmoticamente ativas que existem em uma 
solução e não a concentração molar 
PRESSÃO OSMÓTICA 
-é a magnitude exata de pressão necessária 
para impedir a osmoses 
-pressão osmótica é diretamente proporcional 
a concentração de moléculas osmoticamente 
ativas de uma solução, independente se o 
soluto é uma molécula grande ou pequena 
• Ex: uma molécula de albumina com 
peso molecular de 70000 tem o 
mesmo efeito osmótico que uma 
molécula de glicose com peso 
molecular de 180 
• Por outro lado, uma molécula de NaCl 
que tem duas partículas 
osmoticamente ativas, tem duas vezes 
o efeito osmótico que a albumina e a 
glicose 
 
EQUILIBRIO OSMÓTICO SE MANTEM 
ENTRE OS LIQUIDOS INTRA E 
EXTRACELULAR 
-Podem aparecer grandes pressões osmóticas 
através da membrana celular com mudanças 
relativamente pequenas nas concentrações de 
solutos no liquido extracelular 
-Se a membrana celular se expõe a água pura e 
a osmolaridade do liquido intracelular de 282 
osm/l, a possível pressão osmótica que pode 
 
‘ 
5 Fisiologia 
produzir-se através da membrana celular 
supera 5400 mmHg 
• Isso demonstra a grande força que 
pode mover a água através da 
membrana celular quando os líquidos 
intracelular e extracelular não está em 
equilíbrio osmótico 
-como resultados dessas forças, mudanças 
relativamente pequenas na concentração de 
solutos não difusíveis no liquido extracelular 
podem causar mudanças grande no volume 
celular 
LÍQUIDOS ISOTÓNICOS, HIPOTÓNICOS E 
HIPERTÓNICOS 
 
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPOSMÓTICOS 
E HIPEROSMÓTICOS 
-Soluções isotônicas, hipotônicas ou 
hipertônicas se refere ao fato de que as 
soluções produzam ou não mudanças no 
volume das células (se incham ou não) 
-Tonicidade das soluções depende das 
concentrações dos solutos não difusíveis, as 
soluções que tem a mesma osmolaridade das 
células se denominam isosmóticas 
-Hiperosmótico e hiposmótico se refere a 
soluções que tem maior ou menor 
osmolaridade 
-Se tem em conta se os solutos atravessam ou 
não a membrana celular 
-A transferência de liquido através da 
membrana celular é tão rápida que qualquer 
diferença na osmolaridade entre dois 
compartimentos se corrige em segundos ou no 
máximo em minutos 
• Esse movimento de líquidos através da 
membrana não significa que se 
produza um equilíbrio completo entre 
os compartimentos intra e extracelular 
no corpo em um período curto 
• A razão é que o liquido só entra no 
corpo através do intestino e deve 
transportar-se através do sangue a 
todos os tecidos antes de completar o 
equilíbrio osmótico 
• Tarda-se uns 30 minutos para 
conseguir o equilíbrio osmótico em 
todo o corpo depois de beber agua 
VOLUME E OSMOLALIDADE DOS 
LÍQUIDOS INTRACELULAR E 
EXTRACELULAR EM ESTADOS ANO RMAIS 
-alguns fatores podem fazer modificações no 
volumes extracelular e intracelular, esses são: 
• Excesso de ingestão ou retenção renal 
de água 
• Desidratação 
• Infusão intravenosa de diferentes tipos 
de soluções 
• Perca de grande quantidade de liquido 
pelo aparato digestivo 
• Perca de quantidade anormais de 
liquido através do suor ou dos rins 
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA 
AO LIQUIDO EXTRACELULAR 
-Se adicionar uma solução salina ao liquido 
extracelular a sua osmolaridade não se 
modifica 
• único efeito é o aumento do volume 
desse liquido 
-Se adiciona uma solução hipertônica, aumenta 
a osmolaridade do liquido extracelular, se 
produz saída de água as células para o 
componente extracelular 
• assim, ocorre o aumento do volume 
extracelular, diminui do intracelular e 
aumenta a osmolaridade de ambos 
compartimentos 
 
‘ 
6 Fisiologia 
-Quando se adiciona uma solução hipotônica, 
diminui a osmolaridade do liquido extracelular 
e difunde água ao interior das células 
• ou seja, a uma diminuição da 
osmolaridade de ambos os 
compartimentos e aumento dos 
volumes de ambos, mas 
principalmente dentro das células 
 
ALTERAÇÕES CLINICAS DA REGULAÇÃO 
DO VOLUME DOS LÍQUIDOS 
- Concentração plasmática de sódio: é uma 
medida utilizada clinicamente para avaliar o 
estado hídrico dos pacientes 
-Osmolaridade plasmática não se mede 
habitualmente, mas como o sódio e seus aníons 
associados (principalmente Cloro) são 
responsáveis de mais de 90% do soluto no 
liquido extracelular 
• concentração plasmática de sódio é 
um indicador de osmolaridade 
plasmática em muitas condições 
ALTERAÇÕES CLINICAS DE REGULAÇÃO 
DO VOLUME DOS LÍQUIDOS 
-Hiponatremia: quando a concentração de 
sódio no plasma descende abaixo do normal 
(142 mEq/L) 
-Hipernatremia: quando a concentração de 
sódio no plasma se eleva acima do valor normal 
 
CAUSAS DE HIPONATREMIA 
-Perca de NaCl do liquido extracelular ou a 
adição de excesso de água do liquido 
extracelular 
-A perca primaria de NaCl produz uma 
desidratação hiposmotica e se associa a 
diminuição do volume extracelular 
-Processos que se associam devido a perca de 
NaCl: diarreia e vômitos 
• diuréticos em excesso inibem a 
capacidade dos rins de reter sódio 
• enfermidade de Addison que cura 
com menor secreção de aldosterona 
-já o excesso de retenção de agua, diminuindo 
o sódio do liquido extracelular (sobrehidratação 
hiposmotica) devido a secreção excessiva de 
ADH 
 
CAUSAS DE HIPERNATREMIA 
-Perca de água: desidratação hiperosmótica, na 
incapacidade de secreção de ADH, necessária 
para que os rins retenham água 
• quando ocorre a falta de ADH, os rins 
excretam grande quantidade de urina 
diluída (diabetes insipida) que produz 
desidratação e aumento de NaCl no 
liquido extracelular 
-Outra causa esta associada a diminuição de 
água no liquido extracelular é a desidratação 
por falta de ingestão de água (sudoração no 
exercício intenso) 
-Também pode aparecer em casos de excesso 
de NaCl adicionado ao liquido extracelular 
• isso se produz por uma 
sobrehidratação hiperosmótica 
 
‘ 
7 Fisiologia 
-a secreção excessiva de aldosterona, retém 
sódio, pode causa uma curta hipernatremia e 
sobrehidratação 
EDEME 
-Excesso de liquido nos tecidos corporais. Na 
maioria dos casos ocorre nos espaços 
extracelular, mas pode ocorre também no intra 
-Edema intracelular: 
1. depressão dos sistemas metabólicos 
dos tecidos 
2. falta de nutrição suficiente das células 
-Se a nutrição dos tecidos diminui e não é capaz 
de manter o metabolismo, se reduz o 
funcionamento da bomba de íons e o Na não 
pode sair para o exterior acumulando-se dentro 
da célula e produzindo-se osmoses de água e 
edema 
-Também na inflamação, que tem efeito direito 
sobre a membrana celular aumentando sua 
permeabilidade 
Edema extracelular 
-Retenção excessiva de líquidos nos espaços 
extracelulares 
- 2 causas: 
• saída anormal de liquido desde o 
plasma ao intersticial através dos 
capilares (causa mais frequente) 
• fracasso linfático para retornar o 
excesso de liquido desde o interstício 
para a circulaçãoCONSEQUÊNCIAS DA HIPERNATREMIA: 
CONTRAÇÃO CELULAR 
-hipernatremia é menos comum que a 
hiponatremia e os sintomas graves só 
produzem com aumentos rápidos e 
importantes na concentração de sódio no 
plasma mais de 158-160 mEq/ l 
-porem, pode produzir uma hipernatremia 
grave em paciente com lesões no hipotálamo 
que alteram sua sensação de sede, em 
lactantes que podem não ter um acesso a água 
ou em idosos com um estado mental alterado 
ou em pessoas com diabetes insípidos 
O SISTEMA URINARIO: ANATOMIA 
FUNCIONAL E FORMAÇÃO DE URINA NOS 
RINS 
FUNÇÕES DOS RINS NA HOMEOSTASES 
-Eliminar do corpo os materiais residuais que a 
ingerido ou que sido produzido pelo 
metabolismo 
-Controlar o volume e a composição dos 
eletrólitos dos líquidos corporais 
-Equilíbrio entre o ingresso (devido a ingestão e 
produção metabólica) e as saídas (devido a 
excreção ou ao consumo metabólico) 
-Esta função reguladora, mantem o ambiente 
interno estável para que as células 
desempenhem suas diversas atividades 
- Os rins limpam as substancias indesejadas do 
filtrado (do corpo) excretando-os na urina 
enquanto devolve as substancias necessárias 
de novo no sangue 
Resumindo: 
• excreção de substancias residuais e 
substancias químicas estranhas 
• regulação do equilíbrio 
hidroeletrolítico 
• regulação da osmolalidade do liquido 
corporal e das concentrações de 
eletrólitos 
• regulação da pressão arterial 
• regulação do equilíbrio ácido básico 
• regulação da produção de eritrócitos, 
secreção, metabolismo e excreção de 
hormônios 
• glucogeogenia 
EXCREÇÃO DE PRODUTOS METABOLICOS 
RESIDUAIS, SUBSTÂNCIAS QUÍMICAS 
ESTRANHAS, FARMACOS E METABOLITOS 
DE HORMONIOS 
 
‘ 
8 Fisiologia 
-Os rins são os principais meios de eliminação 
dos produtos residuais (desecho) 
-esses produtos são a urea (do metabolismo 
dos aminoácidos), creatinina (da creatina 
muscular), ácido úrico (dos ácidos nucleicos), os 
produtos finais do metabolismo da 
hemoglobina (como a bilirrubina) e os 
metabolitos de várias hormônios 
-Os rins também eliminam a maioria das 
toxinas e outras substancias estranhas que o 
corpo produz ou ingere, como os pesticidas, 
fármacos e os aditivos alimentares 
REGULAÇÃO DOS EQUILIBRIOS HÍDRICO 
E ELETROLÍTICO 
-Para manter a homeostases, a excreção de 
água e eletrólitos deve corresponder de forma 
precisa com sua entrada 
-Ingestão de água e de muitos eletrólitos esta 
controlada pelos hábitos de bebidas e comidas 
da pessoa, e os rins devem ajustar sua excreção 
-A capacidade dos rins de alterar a excreção de 
sódio em resposta as mudanças em sua 
ingestão são enormes 
• a ingestão de sódio pode aumentar a 
1500 mEq/d com mudanças 
relativamente pequenos no volume de 
liquido extracelular na concentração 
plasmática de sódio 
 
OUTROS 
-Regulação da pressão arterial: os rins 
desempenham uma função dominante na 
regulação a longo prazo da pressão arterial ao 
excretar quantidade variáveis de sódio e água 
-Regulação de equilíbrio ácido-básico: rins 
constituem a regulação ácido básico junto com 
os pulmões e os amortiguadores do liquido 
corporal mediante a excreção de ácidos e a 
regulação dos depósitos de amortiguadores no 
liquido 
-Regulação de produção de eritrócitos: rins 
secretam eritropoyeticas da medula óssea 
(hipoxia) 
-Regulação da produção vitamina D 
-sínteses de glicose: rins sintetizam glicose a 
partir dos aminoácidos e outros percussores 
durante o jejum prolongado (gluconeogenia) 
IRRIGAÇÃO RENAL 
-risco sanguíneos dos rins é ao redor de 22% do 
gasto cardíaco ou 1100 ml/min 
NEFRONA É A UNIDADE FUNCIONAL DOS 
RINS 
-Cada rim contem de 800000 a 1000000 de 
nefronas 
-Esses nefronas não são regeneráveis 
• em caso de lesão, devido a 
enfermidade ou envelhecimento renal 
normal o numero de nefronas se reduz 
gradualmente 
-Depois dos 40 anos, a quantidade de nefronas 
funcionais reduzem cerca de 10 % a cada 10 
anos (80 anos, 40% a menos de nefronas que 
nos 40 anos) 
 
DIFERENÇAS REGIONAIS NA ESTRUTUA DA 
NEFRONA: CORTICAIS E YUXTAMEDULARES 
 
‘ 
9 Fisiologia 
-Nefronas corticais: nefronas que possuem 
glomérulos localizados na corteza externa, tem 
asas de henle que penetra a uma distância cura 
na medula 
-Nefronas yuxtamedulares: nefronas que os 
glomérulos dispõe na profundidade da corteza 
renal próxima a medula (20 a 30%) 
MICÇÃO 
-Processo no qual a bexiga se esvazia quando 
está cheia 
- Bexiga se enche até que a tensão de suas 
paredes aumente até que esteja acima de 
umbral 
• essa tensão, desencadeie o segundo 
passo, reflexo nervoso, chamado de 
reflexo miccional, que esvazia a 
bexiga, caso falhe ocorre pelo menos o 
desejo de urinar 
ANATOMIA FISIOLOGICA DA BEXIGA 
 
-Musculo detrusor é o musculo liso da bexiga 
• suas fibras de estende por todos os 
lados e quando este se contrai, pode 
aumentar a pressão da bexiga até 40-
60 mmHg 
• por isso, a contração desse musculo é 
um passo importante para o 
esvaziamento da bexiga (funciona 
como um sincitio de baixa resistência) 
-Parede posterior, acima do pescoço vesical 
existe uma zona triangular pequena, chamada 
de trígono (abertura da uretra posterior e dos 
dois ureteres) 
-Pescoço da bexiga (uretra posterior) tem cerca 
de 2 a 3 cm de longitude e sua parede é 
constituída pelo musculo detrusor entrelaçado 
com uma grande quantidade de tecido elástico 
(esfíncter interno) 
• mais adiante essa uretra posterior 
atravessa o diafragma urogenital, que 
contem uma capa de musculo 
esquelético voluntario chamado 
esfíncter externo 
INERVAÇÃO DA BEXIGA 
-Através dos nervos pélvicos que se conectam 
com a medula através do plexo sacro (S2 e S3) 
-Nesses nervos encontramos fibras sensitivas e 
motoras 
• as sensitivas detectam o grau de 
distensão da bexiga 
o sinais de distensão da uretra 
posterior são forte e são 
responsáveis pelo reflexo 
miccional 
• os nervos motores transmitidos pelo 
pélvico são fibras parassimpática 
-além da inervação simpática e parassimpática, 
outros dois tipos de inervação são importante 
para a função vesical: 
1. fibras motoras esqueléticas que 
chegam através do nervo pudendo até 
o esfíncter vesical externo 
2. inervação simpática através dos plexos 
hipogástricos que estimulam 
principalmente os vasos sanguíneos e 
tem pouco haver com a contração da 
bexiga 
‘ 
TRANSPORTE DA URINA DESDE OS RINS 
ATÉ OS URETERES E A BEXIGA 
- a urina tem praticamente a mesma 
composição do liquido que flui nos condutos 
coletores 
 
‘ 
10 Fisiologia 
• não a mudanças significativas na 
composição da urina em seu caminho 
através dos cálices renais até ureteres 
e bexiga 
-paredes dos ureteres contem musculo liso e 
estão inervadas pelo sistema simpático e 
parassimpático, assim como um plexo 
intramural de neurônios e fibras nervosas em 
sua longitude 
-Contrações peristálticas dos ureteres se 
potencializam com estimulo parassimpática e 
se inibem com o simpático 
-Sensação de dor nos ureteres e reflexo 
ureterorrenal: os ureteres recebem uma boa 
inervação de fibras nervosas de dor 
• quando um ureter se bloqueia, se 
produz uma constrição reflexa intensa 
acompanhada de dor intensa 
• além disso os impulsos provocam um 
reflexo simpático sobre as artérias 
aferentes que reduzem o aporte 
sanguíneo e consequentemente a 
produção de urina (reflexo 
uretorrenal) 
-Enchimento da bexiga e tono da parede 
vesical: cistometrografia 
 
REFLEXO MICCIONAL 
- Conforme enche a bexiga começa a surgir 
muitas contrações miccionais superposta 
• isso se deve ao reflexo de distensão 
iniciado pelos receptores sensitivos de 
distensão da parede da bexiga 
- os sinais sensitivos são conduzidos aos 
segmentos sacro da medula (nervos pélvicos) e 
depois voltam para a bexiga através das fibras 
nervosas parassimpáticas desses mesmos 
nervos 
-a medida que a bexiga continua enchendo, os 
reflexos miccionais se faz mais frequente e 
provocam contrações maiores do musculo 
detrusor-Reflexo autorregenerativo: contração inicial da 
bexiga ativa os receptores de distensão que 
causam um maior incremento dos impulsos 
sensitivos que vão desde a bexiga e a uretra 
posterior, o que aumente mais a contração 
reflexa da bexiga 
-reflexo miccional é um só ciclo de: 
1. aumento rápido e progressivo da 
pressão 
2. um período de pressão sostenida-
sustentado 
3. um retorno de pressão ao tono basal 
da bexiga 
-Quando o reflexo miccional se torna 
suficientemente poderoso, provoca outro 
reflexo, que passa através dos nervos pudendos 
até o esfíncter externo para inibi-lo 
• se essa inibição é mais potente no 
encéfalo que os sinais constritores 
voluntários para o esfíncter externo, 
ocorre a micção 
FACILITAÇÃO OU INIBIÇÃO DA MICÇÃO 
PELO ENCÉFALO 
1- centros facilitadores e inibidores 
potentes situados no tronco 
encefálico, sobre tudo na 
protuberância 
2- vários centros localizados na corteza 
cerebral 
-Centros superiores mantem o reflexo 
miccional parcialmente inibido 
• podem impedir a micção, mesmo que 
se produza o reflexo miccional 
mediante contração tônica do 
esfíncter vesical externo 
 
‘ 
11 Fisiologia 
-Quando é o momento da micção, os centros 
corticais podem facilitar que os centros da 
micção sacros possam iniciar o reflexo 
miccional 
FORMAÇÃO DA URINA 
-Intensidade com que se excreta diferentes 
substancias na urina representa a soma dos 
seguintes fatores: 
1- filtração glomerular 
2- reabsorção de substancias dos túbulos 
renais para o sangue 
3- a secreção de substancias desde o 
sangue para os túbulos renais 
 
-Formação da urina começa quando uma 
grande quantidade de liquido que quase não 
dispõe de proteínas se filtra desde os capilares 
glomerulares a capsula de Bowman 
• conforme o liquido abandona a 
capsula e passa através dos túbulos, se 
modifica devido a reabsorção de água 
e solutos específicos de novo para o 
sangue ou pela secreção de outras 
substancias desde os capilares 
peritubulares para os túbulos 
 
-Existem substancias que se filtram livremente 
nos capilares glomerulares, mas não se 
reabsorve e nem se secreta, por tanto sua 
excreção é igual a intensidade com que se filtra 
(ex: creatinina) 
-Também a substancias que se filtram 
livremente, mas são reabsorvidas parcialmente 
nos túbulos renais para o sangue 
• esse padrão é típico de muitos 
eletrólitos do corpo, como sódio e 
cloruro 
- já outras, se filtram livremente nos capilares 
glomerulares, mas não se excreta na urina 
porque toda a substancias filtrada se reabsorve 
nos túbulos de novo para o sangue 
(aminoácidos e glicose) 
-Existe substancias que se filtram livremente e 
não se reabsorvem, mas se secretam 
quantidades adicionais dessa substancia desde 
o sangue capilar peritubulares aos túbulos 
renais (ácidos orgânicos e bases) 
 
FILTRAÇÃO, REABSORÇÃO E SECREÇÃO 
DE DIFERENTES SUBSTANCIAS 
-Reabsorção tubular é quantitativamente mais 
importante que a secreção tubular na formação 
da urina 
• mas a secreção é importante para 
determinar as quantidades de íons 
potássio e hidrogênio e outras 
substancias que se secretam 
-A maiorias das substancias que devem ser 
eliminadas do sangue, principalmente os 
produtos finais do metabolismo, como a urea, 
creatinina, ácido úrico e os uratos, se 
reabsorvem mal e por isso se excreta em 
grandes quantidades na urina 
-Certas substancias estranhas e fármacos se 
reabsorvem mal, mas se secretam desde o 
sangue aos túbulos 
-Já os eletrólitos, como íons cloro, sódio e 
bicarbonato, se reabsorvem muito, de maneira 
 
‘ 
12 Fisiologia 
com que só se detectam na urina em pequenas 
quantidades 
-Glicose e aminoácidos se reabsorvem 
completamente nos túbulos e não aparecem na 
urina 
-Mudanças ligeiras na filtração ou na 
reabsorção podem dar lugar a mudanças 
grande na excreção renal 
-Aumento da filtração glomerular (FG) de 10% 
(De 180 a 198 l/dia) aumentaria o volume da 
urina 13 vezes (de 1,5 a 19,5 l/dia) se a 
reabsorção tubular permanecer constante 
POR QUE SE FILTRAM E DEPOIS SE 
REABSORVEM GRANDES QUANTIDADES 
DE SOLUTOS NOS RINS? 
-Vantagem de um FG alto é que permite aos 
rins eliminar com rapidez produtos residuais 
do corpo que dependem sobre tudo da 
filtração glomerular para sua excreção 
-Uma segunda vantagem de um FG alto é que 
permitem que o rim filtre e processe todos os 
líquidos corporais muitas vezes ao dia 
-Devido a que o volume de plasma é de 3l, 
mostra que o FG é de 180 l/dia, todo o plasma 
pode filtrar-se e processar-se umas 60 vezes ao 
dia 
FILTRAÇÃO GLOMERULAR, FLUXO 
SANGUÍNEO RENAL E SEU CONTROLE 
FILTRAÇÃO GLOMERULAR 
-Primeiro passo na formação de urina é a 
filtração de grandes quantidades de líquidos 
através dos capilares glomerulares na capsula 
de Bowman, quase 180 l ao dia 
-maior parte desse filtrado se reabsorve, o que 
deixa cerca de 1l de liquido para sua excreção 
ao dia (taxa de excreção renal de líquidos é 
variável devido a ingestão) 
COMPOSIÇÃO DO FILTRADO 
GLOMERULAR 
-como a maioria dos capilares, os capilares 
glomerulares são relativamente impermeáveis 
as proteínas, de maneira que o liquido filtrado 
(filtrado glomerular) carece praticamente de 
proteínas e elementos celulares, incluídos os 
eritrócitos 
-Concentrações de outros constituintes do 
filtrado, como a maioria de sais e moléculas 
orgânicas, são similares as concentrações do 
plasma 
• exceções: cálcio e ácido graxo 
• pois esses não se filtram livremente 
porque estão parcialmente unidos a 
proteínas plasmáticas 
FG É 20% DO FLUXO PLASMATICO RENAL 
-FG é determinado por: 
1- o equilíbrio entre as forças 
hidrostáticas e coloidosmoticas que 
atuam através da membrana capilar 
a. seria a soma dessas forças 
(pressão de filtração neta) 
2- o coeficiente de filtração capilar 
glomerular -Kf 
a. (o produto da permeabilidade 
pela área superficial de filtro 
dos capilares) 
 
 
-Capilares glomerulares tem uma filtração 
muito maior que os outros capilares, devido a 
pressão hidrostática e coeficiente altos 
-Adulto médio, a FG é de 125 ml/min ou 180 
l/dia 
 
‘ 
13 Fisiologia 
-a fração de fluxo plasmático renal que se filtra 
é de media 0,2 o que significa que ao redor de 
20% do plasma que flui através dos rins se filtra 
dos capilares glomerulares 
 
MEMBRANA CAPILAR GLOMERULAR 
-Essa é similar a de outros capilares, exceto que 
tem três capas principais: 
1- endotélio do capilar 
2- membrana basal 
3- capa de células epiteliais (podocitos) 
 
-A elevada filtração através da membrana 
capilar glomerular se deve a suas especiais 
características: 
• endotélio capilar perfurado por 
pequenos furos (fenestrações) 
similares aos capilares fenestrados do 
fígado, porem são menores 
• Rodeando o endotélio temos a 
membrana basal, que possui uma rede 
de colágeno e fibrilas de 
proteoglicanos que tem grandes 
espaços através dos quais podem 
filtrar grandes quantidades de água e 
solutos (evita com eficácia a filtração 
de proteínas) 
• parte final é uma capa de células 
epiteliais que recobre a superfície 
externa do glomérulo-essas células 
não são continuas, pois tem 
prolongações (podocitos) que rodeiam 
a superfície externa dos capilares 
• podocitos são separados por poros em 
ferradura (hendidura) onde se move o 
filtrado 
-células epiteliais tem carga negativa, o que 
restringe de forma adicional a filtração de 
proteínas 
-Membrana capilar é mais grossa que dos 
outros capilares, mas é mais porosa e por tanto 
filtra liquido com maior intensidade 
-a pesar da elevada filtração, a barreira de 
filtração glomerular filtra de modo seletivo as 
moléculas baseando-se em seu tamanho e em 
sua carga elétrica 
 
-Moléculas grandes com cargas negativas se 
filtram com menor facilidade que as moléculas 
com o mesmo tamanho molecular e cargas 
positivas 
 
AUMENTO DO COEFICIENTE DE 
FILTRAÇÃO GLOMERULAR INCREMENTA 
FG 
-KF é uma medida do produto da condutividadehidrostática e a área superficial dos capilares 
glomerulares 
-Este coeficiente não pode medir-se 
diretamente, mas se calcula 
experimentalmente dividindo a FG entre a 
pressão de filtração neta 
-FG total nos rins é de 125 ml/min e a pressão 
de filtração neta é de 10 mmHg, o KF normal é 
12,5 ml/min/mmHg de pressão de filtração 
-Quando se expressa por 100g de peso renal, 
tem um valor promedio de 4,2 ml/min/mmHg 
 
‘ 
14 Fisiologia 
-Esse alto KF dos capilares contribui na sua 
filtração rápida de líquidos 
-alterações de KF alteram o FG, essas mudanças 
provavelmente não constituem um mecanismo 
importante de regulação normal no dia-a-dia 
do FG 
• Porem em enfermidades que reduzem 
KF por redução dos capilares 
glomerulares funcionais (reduzindo a 
área superficial de filtração) ou por 
aumento da espessura da membrana 
glomerular como a hipertensão não 
controlada e a diabetes mellitus, este 
dano acaba terminando com a perca 
de função capilar 
-Aumento da pressão hidrostática na capsula 
de Bowman reduz a FG, mostra que redução da 
pressão aumentando a filtração 
• mas as mudanças na pressão da 
capsula não são normalmente um 
mecanismo importante de regulação 
de FG 
-Em certos estados patológicos associados a 
obstrução das vias urinarias, a pressão da 
capsula pode aumentar muito e provocar uma 
redução grave de FG 
• Gerando diminuição de FG e 
hidronefroses, chegando a lesionar ou 
inclusive destruir o rim a não ser que 
se alivie a obstrução 
-A medida que o sangue passe desde as 
arteríolas aferentes através dos capilares, até 
as eferentes, a concentração plasmáticas das 
proteínas aumenta ao redor de 20% 
• Isso ocorre devido a que uma quinta 
parte do liquido nos capilares se filtra 
na capsula de Bowman, o que 
concentra as proteínas plasmáticas 
glomerulares que não se filtram 
-Desse modo, dois fatores que influenciam na 
pressão coloidosmotica capilar glomerular são: 
1- Pressão coloidosmotica do plasma 
arterial 
2- Fração do plasma filtrado pelos 
capilares glomerulares (fração de 
filtração) 
-O aumento da pressão coloidosmotica do 
plasma arterial eleva a pressão coloidosmotica 
capilar glomerular, o que por sua vez reduz a 
FG 
-Aumenta a fração de filtração também 
concentra as proteínas plasmáticas e eleva a 
pressão coloidosmotica glomerular 
 
-como a fração de filtração se define como 
FG/fluxo plasmático renal, a fração de filtração 
pode aumentar-se elevando a FG ou reduzindo 
o fluxo plasmático renal 
-Aumentar o fluxo sanguíneo renal, uma fração 
menor do plasma se filtra inicialmente fora dos 
capilares glomerulares, o que provoca um 
incremento lento da pressão coloidosmotica 
glomerular e um menor efeito inibidor sobre a 
FG 
• Consequência, inclusive com uma 
pressão hidrostática glomerular 
constante, uma maior quantidade de 
fluxo sanguíneo para o glomérulo 
tende a aumentar FG e uma menor 
intensidade de fluxo sanguíneo tende 
a diminuir 
-Quando se trata da pressão hidrostática, seu 
aumento eleva a FG e mostra que sua 
diminuição reduz a FG 
-Pressão hidrostática glomerular esta 
determina por três variáveis, todos de baixo 
controle fisiológico: 
1- Pressão arterial 
2- Resistência vascular aferente 
 
‘ 
15 Fisiologia 
3- Resistência arterial eferente 
-o aumenta da pressão arterial tende a 
elevar a pressão hidrostática glomerular e 
por tanto a FG 
 
 
FLUXO SANGUÍNEO RENAL 
-Homem de 70kg, o fluxo sanguíneo combinado 
através dos rins é de 1100 ml/min, ou cerca de 
22% do gasto cardíaco 
-Fluxo sanguíneo aporta aos rins nutrientes e 
retorna com os produtos residuais 
-O elevado fluxo renal supera muito suas 
necessidades 
• O objetivo desse fluxo adicional é 
aportar suficiente plasma para a 
elevada filtração glomerular 
necessária para uma regulação precisa 
dos volumes do liquido corporal e das 
concentrações de solutos 
-Consumo de oxigênio: rins consomem o dobro 
de oxigênio que o encéfalo, mas possui sete 
vezes mais fluxo sanguíneo 
• Essa grande fração de oxigênio está 
relacionada com a elevada reabsorção 
do sódio nos túbulos renais 
• Se o fluxo renal e a FG reduzem e se 
filtra menos sódio, se reabsorve 
menos sódio e se consome menos 
oxigênio 
• Por tanto, o consomo renal de 
oxigênio varia em proporção com a 
reabsorção tubular renal de sódio que 
por sua vez esta relaciona com FG e a 
velocidade de filtração de sódio 
 
DETERMINANTES DO FLUXO SANGUÍNEO 
RENAL 
-é determinado por 
 
-pressão na arterial renal é aproximadamente 
igual a pressão arterial sistêmica e a pressão na 
veia renal é de 3 a 4 mmHg na maioria das 
condições 
-como em outros plexos vasculares, a 
resistência vascular total através dos rins esta 
determinada pela soma das resistências em 
segmentos vasculares individuais incluindo as 
artérias, capilares e veias 
PRESSÕES E RESISTENCIA VASCULARES 
APROXIMADAS NA CIRCULAÇÃO DE UM 
RIM NORMAL 
 
-Maior parte da resistência vascular renal 
reside em três segmentos principais; 
• As artérias interlobullilares 
• Artérias aferentes 
• Artérias eferentes 
-Resistência desses vasos está controlada por: 
 
‘ 
16 Fisiologia 
• Sistema nervoso simpático 
• Vários hormônios 
• Mecanismos de controle locais 
internos 
-um aumento da resistência em qualquer dos 
segmentos vasculares dos rins tende a reduzir o 
fluxo sanguíneo renal, mostra que uma redução 
na resistência vascular aumenta o fluxo 
sanguíneo se as pressões na veia e artérias 
renais permanecem constantes 
-Mudanças na pressão arterial tem certa 
influencia sobre o fluxo sanguíneo renal, os rins 
possuem mecanismos efetores para manter o 
fluxo sanguíneo renal e a FG relativamente 
constantes entre os 80 e 170 mmHg de pressão 
arterial, um processo chamado autoregulação 
• Esse processo se produz através de 
mecanismos intrínsecos 
-Fluxo sanguíneo nos vasos retos da medula 
renal é baixo, em comparação com o fluxo da 
corteza 
• Medula: 1-2% do fluxo total 
• Esse fluxo procede de uma porção 
especializada do sistema capilar 
peritubular chamado vasos retos 
• Vasos retos são importantes para que 
os rins possam formar uma urina 
concentrada 
CONTROLE FISIOLOGICO DA FILTRAÇÃO 
GLOMERULAR E DO FLUXO SANGUINEO 
RENAL 
-Determinantes de FG que são mais variáveis e 
estão sujeitos ao controle fisiológico são a 
pressão hidrostática glomerular e a pressão 
coloidosmotica capilar glomerular 
• Estão influenciadas pelo sistema 
nervoso simpático, hormônios e as 
autacoides (substancias vasoativas que 
liberam nos rins e atuam no local) e 
outros controles de retroalimentação 
que são intrínsecos dos rins 
-Intensa ativação do sistema nervoso simpático 
reduz FG 
• Noradrenalina, adrenalina e 
endotelina contraem os vasos 
sanguíneos reduzindo FG 
-Angiotensina II contrai preferentemente as 
arteríolas eferente na maioria dos estados 
fisiológicos 
-óxido nítrico derivado do endotélio reduz a 
resistência vascular renal e aumenta a FG 
-Prostaglandinas e a bradicinina reduz a 
resistência vascular renal e tende a aumentar 
FG 
AUTORREGULAÇÃO DE FG E DO FLUXO 
SANGUINEO RENAL 
-Os mecanismos de retroalimentação 
intrínsecos dos rins mantem normalmente o 
fluxo sanguíneo renal e FG constantes, apesar 
de mudanças acentuadas na pressão arterial 
sistêmica 
-Autorregulação: constância relativa de FG e do 
fluxo sanguíneo renal 
• Em outros tecidos serve para manter o 
valor normal de oxigênio e nutrientes 
e manter a extração dos produtos 
residuais do metabolismo, mesmo 
com mudanças na pressão arterial 
• Já nos rins, o fluxo sanguíneo é maior 
que o necessário para suas funções, 
então a função é manter um FG 
constante que permita um controle da 
excreção renal de água e de solutos 
 
-FG permanece normalmente autorregulado, 
quer dizer constante, apesar das flutuações da 
pressão arterial que se produz durante as 
atividades comuns do indivíduo. 
 
‘ 
17 Fisiologia 
• Ex:redução da pressão arterial a 70 a 
75 mmHg ou um incremento de até 
160 a 180 mmHg, muda FG em menos 
de 10% 
-em geral, o fluxo sanguíneo se autorregula 
paralelamente com FG, mas FG se autorregula 
de forma mais eficiente em certas condições 
RETROALIMENTAÇÃO 
TUBULOGLOMERULAR E 
AUTORREGULAÇÃO DE FG 
-Rins possuem mecanismo especial de 
retroalimentação que acopla as mudanças das 
concentrações de cloruro de sódio na macula 
densa ao controle da resistência arteriolar renal 
e a autorregulação de FG 
-Essa retroalimentação ajuda a assegurar uma 
chegada constante de cloruro de sódio ao 
túbulo distal e ajuda também a evitar as 
flutuações falsas na excreção renal de outro 
modo 
• regula o fluxo sanguíneo renal e FG em 
paralelo 
• Mas devido a esse mecanismo se 
dirige especificamente a estabilizar a 
chegada de cloruro de sódio ao túbulo 
distal, a casos em que a FG se 
autorregulado a custo de mudanças no 
fluxo sanguíneo renal. 
• Em outros casos, pode realmente 
induzir alterações no FG em resposta 
a alterações primarias na reabsorção 
de cloreto de sódio nos túbulos renais 
 
-o mecanismo de retroalimentação 
tubuloglomerular tem dois componentes que 
trabalham juntos para controlar TG: 
1- Um mecanismo de retroalimentação 
arteriolar aferente 
2- Refere o mecanismo de 
retroalimentação arteriolar 
-Esse mecanismo de retroalimentação depende 
de disposições anatômicas especiais do 
complexo yuxtaglomerular 
-Esse complexo consta de células da macula 
densa na porção inicial de túbulo distal e as 
células yuxtaglomerulares nas paredes das 
arteríolas aferentes e eferentes. A macula é um 
grupo especializado de células epiteliais nos 
túbulos distais que entra em estreito contato 
com as arteríolas aferentes e eferentes 
-Células da macula percebem mudanças nos 
volumes que chegam ao túbulo distal por meio 
de sinais que não se conhecem. Os estudos 
experimentais fazem pensar que a redução de 
FG diminui a velocidade do fluxo que chegam a 
asa de henle, o que aumenta a reabsorção de 
íons sódio e cloro subministrados a rama 
ascendente, fato que diminui a concentração 
de cloruro de sódio nas células da macula 
densa 
-Esta redução da concentração de cloruro de 
sódio inicia um sinal que parte da macula 
densa e tem dois efeitos: 
1- Reduz a resistência ao fluxo sanguíneo 
nas arteríolas aferentes, o que eleva a 
pressão hidrostática glomerular e 
ajuda a normalizar a FG 
2- Aumenta a liberação de renina nas 
células yuxtoglomerular das arteríolas 
aferentes e eferentes, que são os 
principais reservatórios de renina 
-a renina liberada dessas células atua 
aumentando a Formação de angiotensina I, que 
se converte em angiotensina II. E essa faz com 
que se contraia as arteríolas eferentes, o que 
aumenta a pressão hidrostática glomerular e 
ajuda a normalizar FG 
 
‘ 
18 Fisiologia 
 
-Outro mecanismo que contribui a manter o 
fluxo sanguíneo renal e de FG relativamente 
constante é a capacidade de cada vaso 
sanguíneo de resistir-se ao estiramento 
durante o aumento da pressão arterial, um 
fenômeno denominado mecanismo miogeno 
-Estiramento da parede vascular permite um 
maior movimento dos íons, cálcio desde o 
liquido extracelular para as células, o que 
provoca sua contração, e essa impede uma 
distensão excessiva da parede e ao mesmo 
tempo, mediante um aumento da resistência 
vascular, ajuda a impedir um aumento 
excessivo do fluxo sanguíneo renal e de FG 
quando a pressão arterial aumenta 
• Esse mecanismo pode ser importante 
para proteger o rim de lesões 
induzidas por hipertensão 
-como resposta ao aumento repentino na 
pressão sanguínea, a resposta de contração 
miogena nas arteríolas aferentes tem lugar em 
segundos e por tanto atenua a transmissão do 
aumento da pressão arterial aos capilares 
glomerulares 
REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR 
RENAL -CAP 28 
-Conforme o filtrado passa pelos túbulos, 
algumas substancias são reabsorvidas 
seletivamente e essas voltam para o sangue, e 
outras são secretadas do sangue diretamente 
para os túbulos 
-Quando a urina já está formada, seria a soma 
de três processos: 
Excreção urinaria= filtração glomerular+ 
reabsorção tubular+ secreção tubular 
-Para muitas substancias a reabsorção tem um 
papel mais importante que a secreção, quando 
se trata da excreção 
• Mas a secreção tubular é responsável 
pelas quantidades significativas de 
ions potássio e hidrogeno e algumas 
outras substancias que aparecem na 
urina 
REABSORÇÃO TUBULAR É 
QUANTITATIVAMENTE IMPORTANTE E 
ALTAMENTE SELETIVA 
-Filtração = filtração glomerular x concentração 
plasmática 
 
REABSORÇÃO TUBULAR COMPRENDE: 
MECANISMO PASSIVOS E ATIVOS 
-Para que uma substancia seja reabsorvida, 
primeiro deve ser transportada através da 
membrana epitelial tubular até o liquido 
intersticial renal e depois através da membrana 
capilar peritubular até o sangue 
-Reabsorção através do epitélio tubular para o 
liquido intersticial se efetua mediante um 
transporte ativo e passivo 
 
-agua e os solutos podem ser transportados 
através das membranas celulares (via 
transcelular) ou através dos espaços que 
existem entre as uniões celular (via 
paracelular). Quando se produz a reabsorção 
através das células epiteliais tubulares até o 
liquido intersticial, a agua e os solutos são 
 
‘ 
19 Fisiologia 
transportados através das paredes dos 
capilares peritubulares para passar ao sangue 
por ultrafiltração (maior parte do fluxo) que é 
controlado pelas forças hidrostáticas e 
coloidosmoticas 
-os capilares peritubulares se comportam de 
forma muito parecida nas terminações venosas 
da maioria dos demais capilares porque existe 
uma força de reabsorção neta que move o 
liquido e os solutos desde o interstício ao 
sangue 
Transporte ativo 
-Esse pode mover um soluto contra o gradiente 
eletroquímico, ocorre o gasto energia do 
metabolismo. O transporte está acoplado 
diretamente a uma fonte de energia, como a 
hidrolises do trifosfato de adenosina (ATP), se 
chama transporte ativo primário 
• Transporte ativos primários dos rins: 
ATPasa sódio-potássio, ATPasa 
hidrogeno, ATPasa hidrogeno-potássio 
e ATPasa cálcio 
-Transporte ativo secundário: é o transporte 
acoplado indiretamente a uma fonte de energia 
-água sofre o mecanismo de osmoses 
Solutos podem transportar-se através das 
células epiteliais ou entre as células 
-Células tubulares renais estão unidas por 
uniões estreitas, os espaços intercelulares 
laterais ficam situados detrás dessas uniões e 
separam as células epiteliais dos túbulos 
-solutos podem secretar-se ou reabsorver-se 
através das células por via transcelular ou 
paracelular 
-Sódio se desloca pelas duas vias, mesmo que a 
maior parte seja pela via transcelular 
-Em alguns segmentos da nefrona, 
principalmente no túbulo proximal, a água se 
reabsorve pela via paracelular, e as substâncias 
dissolutas na agua, sobre tudo os íons potássio, 
magnésio e cloro, se transportam juntos ao 
liquido que se reabsorve 
 
TRANSPORTE ATIVO PRIMARIO 
-EX: Reabsorção de ions sódio através da 
membrana tubular proximal 
• Nas células epiteliais tubulares, a 
membrana celular possui um sistema 
de ATPasa sódio-potassio que produz 
ATP 
• Utiliza essa energia para transporte de 
ions sódio desde o interior da célula 
para o liquido intersticial 
• Juntamente, com o potássio que passa 
do interstício para o interior 
• Então essa bomba tem a função de 
manter a concentração intracelular de 
sódio baixa e de potassio alta, gerando 
uma carga negativa neta de -70 mV 
dentro da célula 
-essa bomba de sódio da célula pela membrana 
basolateral favorece a difusão passiva do sódio 
através da membrana luminal, desde luz tubular 
ao interior da célula por duas razoes: 
1. Existe um gradiente de concentração 
que favorece a difusão de sódio para o 
interior da célula 
2. Potencial intracelular negativo, de 70 
mv, atrai os ions sódios positivos que 
estão na luz tubularpara o interior da 
celula 
-reabsorção ativa de sódio pela ATPasa sódio-
potassio tem lugar na maior parte do túbulo. Em 
certas partes da nefrona existe meios adicionais 
para fazer que grandes quantidades de sódio se 
desloquem ao interior da celular: 
• Túbulo proximal com borde em cepillo 
extenso no lado luminal da membrana 
que multiplica aproximadamente por 
20 superficies 
 
‘ 
20 Fisiologia 
• Também tem proteínas 
transportadoras do sódio, que fixam os 
ions no lado luminal da membrana e 
libera dentro da célula, o que constitui 
uma difusão facilitada do sódio através 
da membrana para o interior 
-essa reabsorção neta dos ions sódio desde a luz 
tubular para o sangue supõe ao menos três 
passos: 
1. Sódio se difunde através da membrana 
luminal ao interior da célula seguindo 
um gradiente eletroquímico criado pela 
bomba ATPasa sódio-potassio 
2. Sódio é transportado através da 
membrana basolateral contra um 
gradiente eletroquímico pela ação da 
bomba ATPasa sódio-potassio 
3. Sódio, água e outras substancias se 
reabsorvem do liquido intersticial para 
os capilares peritubulares por 
ultrafiltração, um processo passivo 
governado por gradientes de pressão 
hidrostática e coloidosmotica 
 
Transporte ativo secundário 
-Duas ou mais substancias em contato com uma 
proteína de membrana (transportadora) e 
ambas atravessam juntas a membrana 
• Quando uma substância, como o sódio 
difunde a favor do gradiente 
eletroquímico, a energia liberada será 
utilizada para que outra substancia, 
como a glicose, passe contra o 
gradiente 
• A energia para o segundo transporte é 
liberado pela difusão facilitada 
 
Pinocitoses 
-Partes do túbulo, principalmente o proximal, 
reabsorvem moléculas grandes, como 
proteínas, por pinocitoses (que é um tipo de 
endocitoses) 
-Necessita de energia, então é considerado um 
meio de transporte ativo 
TRANSPORTE MAXIMO DE SUBSTANCIAS 
QUE SE REABSORVEM DE FORMA ATIVA 
-Transporte máximo: limite para todas as 
substancias que são reabsorvidas ou secretam 
ativamente 
-isso ocorre devido a saturação dos sistemas de 
transporte específicos quando a quantidade de 
soluto chega ao túbulo (carga tubular) supera a 
capacidade das proteínas transportadores e 
enzimas especificas implicadas no processo de 
transporte 
SUBSTANCIAS QUE SE TRANSPORTEM DE 
FORMA ATIVA, MAS NÃO SE MOSTRAM 
TRANSPORTE MAXIMO 
-substancias que se reabsorvem passivamente, 
não chegam ao transporte máximo, porque 
esta determinada por outros fatores, como: 
1. Gradiente eletroquímico para a 
difusão da substancia através da 
membrana 
2. Permeabilidade da membrana para a 
substancia 
3. Tempo que o liquido que contem a 
substancia permanece dentro do 
túbulo 
-Transporte desse tipo, se denomina 
transporte de gradiente- tempo porque a 
intensidade do transporte ira depender do 
gradiente eletroquímico e do tempo que a 
substancias está no túbulo, o que por sua vez 
depende do fluxo tubular 
REABSORÇÃO PASSIVA DE ÁGUA 
MEDIANTE OSMOSES ESTA ACOPLADA 
SOBRE A REABSORÇÃO DE SODIO 
 
‘ 
21 Fisiologia 
-Quando os solutos se transportam para fora 
do túbulo por transporte ativo primário ou 
secundário, suas concentrações tendem a 
reduzir-se dentro do túbulo e a aumenta no 
interstício renal. Isso cria uma diferença de 
concentração que produz osmoses da água, na 
mesma direção dos solutos 
-Grande parte do fluxo osmótico de água nos 
túbulos próximas ocorrem pelas uniões 
estreitas e pela própria célula. 
• Essas uniões não são tão estreitas, e 
assim permite a difusão de água e 
pequenos solutos 
• Situação especifica do túbulo 
proximal, porque esse tem alta 
permeabilidade a agua e uma baixa 
em relação a maioria dos ions (sódio, 
cloro, potassio, cálcio, magnésio 
-Arrastre do dissolvente: conforme a água se 
move pelas uniões estreitas por osmoses, 
também podem levar alguns solutos 
-Mudanças na reabsorção de sódio influenciam 
na reabsorção de água e outros solutos 
-partes mais distantes das nefronas, 
começando a asa de henle e seguindo ate o 
túbulo coletor, as uniões estreitas se fazem 
menos permeáveis a agua e solutos, e as 
células epiteliais também tem menor área 
superficial de membrana. Por isso a agua não 
pode mover-se facilmente. 
• Porém o hormônio antidiurético (ADH) 
aumenta a permeabilidade da água 
nos túbulos distais e coletor 
-Tubulo proximal permeabilidade elevada a 
água e é reabsorvida rapidamente como os 
solutos. 
• Ascendente da asa de henle: 
permeabilidade baixa 
• Nas ultimas partes dos túbulos (distais, 
coletores e condutos coletores) tem a 
permeabilidade dependente da 
presença ou ausência de ADH 
REBSORÇÃO DE CLORO, UREA E OUTROS 
SOLUTOS POR DIFUSÃO PASSIVA 
-Quando ocorre o transporte de sódio com 
carga positiva para fora da luz, faz com que 
haja uma carga negativa ao liquido intersticial, 
isso faz com que ions cloro difundam 
passivamente pela via paracelular 
• Ocorre reabsorção de cloro devido ao 
gradiente de concentração que se 
forma quando a água se reabsorve do 
túbulo por osmoses, o que concentra 
o cloro na luz tubular 
• Sendo assim, reabsorção ativa de 
sódio esta acoplada a reabsorção 
passiva de cloro através de um 
potencial eletrolítico e um gradiente 
de concentração 
-cloro também pode se reabsorver por 
transporte ativo secundário. (cotransporte de 
cloro com o sódio através da membrana 
luminal) 
 
-UREA: reabsorvido de forma passiva no túbulo, 
mas um grau menor em relação aos ions cloro 
-nos mamíferos, mais de 90% do nitrogênio de 
desecho, gerado principalmente pelo fígado 
como produto do metabolismo proteico, se 
excreta normalmente através dos rins como a 
ureia 
-já a creatinina, que é outro produto, como tem 
uma molécula muito maior que a ureia, essa é 
reabsorvida em pequenas quantidades e mas a 
maioria é excretado pela urina 
REABSORÇÃO E SECREÇÃO AO LONGO DE 
DIFERENTES PARTES DA NEFRONA 
-túbulo proximal, reabsorve: 
 
‘ 
22 Fisiologia 
• 65% sódio, água e cloro filtrado 
-Tem essa capacidade elevada de reabsorção 
devido a características celulares especiais. 
Porque suas células epiteliais tem metabolismo 
alto e um grande número de mitocôndrias que 
ajudam nos processos de transporte e também 
pelo borde em cepillo proporcionando uma 
superfície de membrana externa 
• Na primeira metade do tubulo ocorre 
cotransporte de sódio com glicose, 
aminoácidos 
• Mesmo que a quantidade de sódio se 
reduz ao longo do túbulo a 
concentração de sódio e assim a 
osmolaridade total permanece 
constante, devido a permeabilidade de 
água nos túbulos 
o Que é tão grande que 
acompanha a reabsorção de 
sódio 
-Secreção de ácidos e bases no túbulo proximal: 
• Sais biliares, oxalato, urato e 
catecolamina (produtos finais do 
metabolismo, que devem ser 
eliminados rapidamente) 
• Fármacos e produtos tóxicos são 
secretados diretamente ao interior do 
tubulo 
• PAH- ácido paraaminohipurico 
TRANSPORTE DE SOLUTOS E ÁGUA NA 
ASA DE HENLE 
-Descendente fino: muito permeável a água e 
moderado em solutos (20%) 
-Ascendente fina e grossa: quase impermeável 
a água 
-Segmento grosso: reabsorção ativa de sódio, 
cloro e potássio 
• Também cálcio, bicarbonato e 
magnésio 
• Isso é devido a células epiteliais 
grossas 
TUBULO DISTAL 
-no inicio, conforma a macula densa, que é um 
grupo de células epiteliais densamente 
empaquetas que é parte do complexo 
yuxtaglomerular que proporciona um controle 
de retroalimentação de FG e de fluxo 
sanguíneo 
-Parte contorneada: reabsorve com eficaz a 
maioria dos ions (sódio, potássio e claro), quase 
impermeável a água e a ureia 
• Por isso é chamado de segmento 
diluente, porque ajuda a diluir o 
liquido tubular 
-5% do cloruro de sódio se reabsorve na 
primeira parte do tubulo distal 
-Porção final e túbulo coletor cortical: 
composto por dois tipos especiais de células 
• Principais: reabsorve sódio e agua da 
luz e secretam potássio a luz 
• Intercalares tipo A: reabsorvepotássio 
e secreta hidrogeno 
• Tipo B: secretam bicarbonato na luz 
tubular, reabsorvem hidrogênio nas 
alcaloses 
-Resumindo: 
1. Impermeáveis a ureia 
2. Reabsorvem sódio e sua taxa de 
reabsorção é controlado por 
aldosterona 
3. Intercalares secretam H devido a 
ATPasa de H 
4. Permeabilidade da água é controlado 
por ADH 
CONDUTO COLETOR MEDULAR 
- Reabsorvem menos de 10% da água e do 
sódio 
-Características: 
1. Permeabilidade a água do conduto 
coletor medular está controlado pela 
concentração de ADH 
 
‘ 
23 Fisiologia 
2. Permeável a ureia, sua alta 
osmolaridade nessa região contribui 
na formação da urina concentrada 
3. Capaz de secretar hidrogeno contra o 
gradiente de concentração, por isso se 
pode dizer que participa da regulação 
do equilíbrio ácido-basico 
REGULAÇÃO DA REABSORÇÃO TUBULAR 
- é necessário manter um equilíbrio entre a 
reabsorção tubular e a filtração glomerular, 
para isso existe mecanismos de controle 
nervosos, hormonais e locais que regulam a 
reabsorção tubular e filtração 
FORÇAS FISICAS NO LIQUIDO CAPILAR 
PERITUBULAR E O LIQUIDO INTERSTICIAL 
RENAL 
-forças hidrostática e coloidosmotica governa o 
grau de reabsorção através dos capilares 
peritubular 
• Alterações da reabsorção nesses 
capilares influenciam nas forças 
hidrostática e coloidosmotica do 
liquido intersticial e também na 
reabsorção de água e solutos 
-Reabsorção peritubular:124 ml/min 
EFEITO DA PRESSÃO ARTERIAL SOBRE A 
DIURESES 
-até mesmo pequenas mudanças na pressão 
arterial pode provocar aumentos na excreção 
urinaria de sódio e agua 
-processos: natriureses por pressão e diureses 
por pressão 
CONTROLE HORMONAL DA REABSORÇÃO 
TUBULAR 
 
SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
-Ativação desse sistema pode reduzir a excreção 
de água e de sódio, por contrair as arteríolas 
renais, o que reduz o FG 
• No caso de níveis baixos de ativação, 
reduzem a excreção de sódio e agua 
mediamente o aumento da reabsorção 
de sódio no tubulo proximal, rama 
ascendente grossa e nas partes mais 
distais dos túbulos 
-a ativação aumenta a liberação de renina e a 
formação de angiotensina II, o que contribui 
com o efeito global de aumento da reabsorção 
tubular e redução da excreção renal do sódio 
-Aclaramento para quantificar a função renal 
(para quantificar o fluxo sanguíneo, taxas de de 
filtração glomerular, reabsorção tubular e 
secreção tubular), inulina (para calcular FG) e 
creatinina (calcular FG) 
REGULAÇÃO DA OSMOLARIDADE DO 
LIQUIDO EXTRACELULAR E DA 
CONCENTRÇÃO DE SÓDIO 
-Osmolaridade é determinada entre a 
quantidade de soluto (principalmente cloruro 
de sódio) dividida pelo volume de liquido 
extracelular 
• por isso, a concentração de cloruro e a 
osmolaridade do liquido extracelular, 
em grande parte é regulada pela 
quantidade de água extracelular 
-água corporal total é determinada: 
1. Ingestão de liquido 
a. Fatores que determinam a 
sede 
2. Excreção renal de agua 
a. Controlado pela filtração e 
reabsorção tubular 
RINS EXCRETAM UM EXCESSO DE ÁGUA 
MEDIANTE A FORMAÇÃO DE URINA 
DILUIDA 
-excesso de agua e osmoloridade reduzida, os 
rins excretam urina com osmolaridade de 50 
mOsm/l 
 
‘ 
24 Fisiologia 
-Porém, quando existe uma deficiência de água 
no organismo e a osmolaridade esta elevada, 
os rins excretam urina com uma concentração 
de 1.200 e 1,400 mOsm/l 
HORMONIO ANTIDIURETICA 
CONTROLADA PELA CONCENTRAÇÃO DE 
URINA 
-Sistema de retroalimentação: para a regulação 
da osmolaridade e a concentração de sódio no 
plasma, que atua modificando a excreção renal 
de água com independência da excreção de 
solutos 
-Efetor desse sistema: hormônio antidiurético 
(ADH)- chamada de vasopressina 
-o aumento da osmolaridade, acima do normal, 
faz com que o lóbulo posterior da hipofises seja 
estimula para secreção de ADH, isso faz com 
que aumente a permeabilidade a agua dos 
túbulos distais e dos condutos coletores 
• Tem como resultado, o aumento da 
reabsorção de água e redução do 
volume urinário, mas não altera a 
excreção renal de solutos 
-Já nos casos de excesso de água e redução da 
osmolaridade do L. E, descende a exceção do 
ADH, o que faz com que diminua a 
permeabilidade da água no túbulo distal e 
coletores e conduz a maior excreção de urina 
diluída 
 
MECANISMOS RENAIS PARA EXCRETAR 
UMA URINA DILUIDA 
-Excesso de água no organismo, faz com que o 
rim excreta até 20 l/dia de urina diluída, com 
uma concentração de 50 mOms/l 
-rins absorve continuamente solutos, porem 
deixa de reabsorve agua nas porções distais da 
nefrona ( porção terminal do túbulos distal e 
coletores) 
-Filtrado glomerular recém formado tem uma 
osmolaridade praticamente igual ao do plasma 
(300 mOms/L) 
-Para excretar o excesso de água é necessário 
diluir o filtrado a medida que circular nos 
túbulos. Mas essa diluição é alcança 
reabsorvendo mais solutos, e isso só ocorre em 
certos segmentos do sistema tubular 
 
 
-liquido tubular continua isoosmotico no túbulo 
proximal 
-liquido tubular se dilui na asa ascendente de 
henle 
-e se dilui ainda mais nos túbulos distais e 
coletores, se não a ADH 
- então, o mecanismo de formação da urina 
diluída consiste na reabsorção continua de 
solutos nos segmentos distais do sistema 
tubular e não se reabsorve água. Rins 
saudáveis, o liquido deixa a asa ascendente e a 
primeira parte do túbulo distais está sempre 
diluída, independe da concentração de ADH, 
Mas no caso de ausência de ADH, a urina se 
dilui ainda mais na parte terminal do túbulo 
distal e coletores 
RINS CONSERVAM ÁGUA EXCRETANDO 
UMA URINA CONCENTRADA 
 
‘ 
25 Fisiologia 
-é muito necessário ingestão de líquidos para 
cobrir as percas do organismo, mas a 
capacidade dos rins de formar um volume 
pequeno de urina concentrada minimiza a 
ingestão de liquido necessária para manter a 
homeostases, uma função de suma importante 
em casos se escassez de água 
-deficiência de água faz com que os rins 
formem uma urina concentrada mediante a 
excreção continua de solutos, além de 
aumentar a reabsorção de água e reduzir o 
volume da urina formada 
-rins forma uma concentração máxima de: 
1200-1400 mOms/l, 
• Quatro a cinco vezes maior que o do 
plasma 
VOLUME OBRIGATORIO DA URINA 
Capacidade máxima determinada pelo rim, 
para impor o volume de urina correto para 
ocorrer a excreção dos produtos de desechos 
metabólicos e íons por dia 
-então o volume obrigatório da urina, seria o 
valor mínimo de urina que deve ser produzida 
para excreção desses produtos metabólicos 
-0,5 l/dia 
 
DENSIDADE ESPECIFICA DE URINA 
-Usada em centros clínicos para analisar a 
concentração de solutos na urina 
-quando mais concentrada maior densidade 
especifica 
-Importante saber, que a densidade é seria uma 
medida do peso de solutos em um volume 
dado de urina, portanto é determinado pela 
quantidade e tamanho das moléculas 
• Já a osmolaridade é determinada 
somente pelo numero de molecular 
em um volume dado 
-Ser humanos media de 1,002/1,028 g/ml 
-a cada 35-40 mOsmol/l de aumento da 
osmolaridade, aumenta cerca de 0,001 na 
densidade 
REQUISITOS PARA EXCRETA R UMA 
URINA CONCENTRADA 
1. Concentração elevada de ADH 
a. Para aumentar a 
permeabilidade dos túbulos 
distais e condutos coletores a 
água 
2. Elevada osmolaridade do liquido do 
interstício medular renal 
a. Para proporcionar o gradiente 
osmótico necessário para 
reabsorção de água em 
presença de concentração 
altas de ADG 
-PERGUNTA DE PROVA 
-Interstício medular (rodeia os condutos 
coletores), são hiperosmoticos, então quando 
ocorre o aumento de ADH, água se move pela 
membrana tubular por osmoses para esse 
interticio; depois sai para o sangue através dos 
vasos retos 
• Sendo assim, a capacidade de 
concentrar urina é limitada pela 
concentração de ADH e o grau de 
hiperosmolaridade da medula renal 
MECANISMO MULTIPLICADOR DE 
CONTRACORRENTE 
-Qual o processo pelo qual o liquido do 
interstício medular renalse faz hiperosmótico? 
Pela participação do mecanismo multiplicador 
de contracorrente 
• Pergunta de exame 
-sistema contracorrente: mecanismo usado 
para transferência de substancias entre os 
fluidos que vão em direções opostas 
-esse mecanismo é dependente da disposição 
anatômica especial da asa de henle e dos vasos 
 
‘ 
26 Fisiologia 
retos, capilares peritubulares especializados na 
medula renal 
• Túbulos coletores, também são 
importantes nesse mecanismo 
-25% das nefronas são yuxtamedulares 
-Osmolaridade do liquido intersticial em quase 
todas as partes do corpo: 300 mOsm/l 
-mas quando se trata da osmolaridade do 
interstício da medula renal, que é maior e pode 
aumentar progressivamente, de 1200 a 1400 
mOsm/l na ponta pélvica da medula 
• Indica que tem mais soluto que água 
CARACTERISTICAS ESPECIAIS DA ASA DE 
HENLE QUE FAZ COM QUE OS SOLUTOS 
FICAM NA MÉDULA RENAL 
 
-elevada osmolaridade medular se deve 
principalmente pela transporte ativo de sódio e 
o cotransporte de ions potássio, cloro e outros 
desde a asa de henle para o interstício 
• Essa bomba cria um gradiente de 
concentração de 100 mOsm entre a 
luz tubular e o liquido intersticial 
-rama ascendente grossa é impermeável a água 
-rama ascendente fina, reabsorção de cloruro 
de sódio e praticamente impermeável a agua, o 
que ajuda na elevada concentração de solutos 
no interstício 
-rama descendente da asa: muito permeável a 
água 
• Osmolaridade do liquido tubular se 
iguala com a da medula renal 
• Logo a água se difunde para o 
interstício, fazendo com que a 
osmolaridade do liquido tubular 
aumente gradualmente 
FUNÇÃO DOS TUBULOS DISTAIS E DOS 
CONDUTOS COLETORES NA EXCREÇÃO 
DA UMA URINA CONCENTRADA 
-ao sair da asa de henle e alcança o túbulo 
contorneado distal na corteza renal, o liquido 
se dilui e fica com uma osmolaridade de 100 
mOsm/l 
-túbulo distal dilui a porque é impermeável a 
água e transporta cloruro de sódio para fora do 
túbulo 
-no túbulo coletor, á quantidade de água é 
dependente da concentração de ADH 
• Elevado ADH faz com que os condutos 
coletores sejam permeáveis a água, e 
isso faz com que o liquido alcance a 
mesma osmolaridade que o liquido 
intersticial da medula (1200) 
• Então quando se reabsorve muita água 
os rins formam uma urina 
concentrada, excretando quantidades 
normais de solutos e compensando a 
deficiente de água corporal 
 
UREA 
-Essa contribui (40 a 50%) para 
hiperosmolaridade do interstício medular renal 
e a formação de uma urina concentrada 
-Essa é reabsorvida de forma passiva nos 
túbulos 
• Asa ascendente, túbulosdistal e 
coletor cortical é onde menos se 
reabsorve devido a impermeabilidade 
da ureia 
 
‘ 
27 Fisiologia 
-Quando se tem a presença de ADH, água e 
reabsorvida rapidamente desde os túbulos 
coletores cortical e a concentração da ureia 
aumenta rapidamente devido que essa não e 
difusível, quando esse flui para os condutos 
coletores medulares, a água continua sendo 
reabsorvida, e devido a isso a ureia se acumula 
ainda mais dentro do túbulo e isso faz com que 
ela se difunda para o liquido intersticial 
(gradiente de concentração) 
• Ajuda na concentração da urina, 
devido a grande quantidade e também 
por ser reabsorvida 
-Individuo saudável excreta pelo menos 20-50% 
da ureia filtrada 
-excreção da ureia esta determinada sobre 
tudo por três fatores: 
1. Concentração da ureia no plasma 
2. Filtração glomerular 
3. Reabsorção da ureia tubular renal 
 
INTERCAMBIO CONTRACORRENTE NOS 
VASOS RETOS CONSERVAM A 
HIPEROSMOLARIDADE NA MÉDULA 
RENAL 
-Medula renal recebe um fluxo sanguíneo para 
cobrir suas necessidades metabólicas das 
células. Sem isso, os solutos bombeados a 
medula renal pelo sistema multiplicador por 
contracorrente se disparariam rapidamente 
-Aumento do fluxo sanguíneo medular reduz a 
capacidade de concentrar a urina: 
• Vasodilatadores faz com que aumente 
o fluxo, o que faz que “lavem” parte 
dos solutos da medula o que reduz a 
capacidade de concentrar 
• Aumento da pressão arterial, eleva o 
fluxo sanguíneo e “lava” o interstício 
hiperósmotico, o que também reduz a 
capacidade de concentração 
-sendo assim, a capacidade máxima de 
concentrar a urina esta determina não somente 
pela concentração de ADH, mas principalmente 
pela osmolaridade do liquido intersticial da 
medula renal 
• Caso tenha concentração máxima de 
ADH, mas a capacidade de concentrar 
a urina se reduz caso o fluxo 
sanguíneo aumenta o suficiente para 
reduzir a hiperosmolaridade da 
medula renal 
 
TRANTORNOS 
-transtorno renal na capacidade de concentrar 
ou diluir adequadamente a urina pode aparecer 
em uma ou mais das seguintes anomalias: 
1. Secreção inadequada de ADH 
2. Transtorno no mecanismo 
contracorrente 
3. Incapacidade do túbulo distal, túbulo 
coletor e os condutos coletores de 
responder o ADH 
CONTROLE DA OSMOLARIDADE E DA 
CONCENTRAÇÃO DE SÓDIO DO LIQUIDO 
EXTRACELULAR 
-Regulação de osmolaridade e a concentração 
de sódio está muito ligada, por esse ser o íon 
mais abundante do compartimento extracelular 
-Concentração plasmática de sódio: 140 a 145 
mEq/l. média de 142 
-Sistemas funcionais implicadas na regulação 
da concentração de sódio e a osmolaridade do 
liquido extracelular: (pergunta de prova) 
1. Sistema osmorreceptor-ADH 
 
‘ 
28 Fisiologia 
2. Mecanismo da sede 
SISTEMA DE RETROALIMENTAÇÃO 
OSMORRECEPTOR- ADH 
 
SINTESES DE ADH NOS NUCLEOS 
SUPRAOPTICOS E PARAVENTRICULARES 
DO HIPOTALAMO E LIBERAÇÃO DE ADH 
PELO LOBULO POSTERIOS DA HIPOFISES 
 
-Hipotálamo contém dois tipos de neuronas 
magnocelulares (grandes) que são responsáveis 
pelas sínteses de ADH nos núcleos supraopticos 
e paraventriculares do hipotálamo. Esses 
núcleos possuem extensões axonicas para o 
lóbulo posterior das hipófises 
• Quando a síntese de ADH, essa é 
levada pelas prolongações até a 
hipofises 
• quando se estimula os núcleos pelo 
aumento da osmolaridade, os 
impulsos nervosos chegam as 
terminações, o que faz com que altere 
a permeabilidade de suas membranas 
e aumenta a entrada de cálcio. 
• O ADH já armazenado nos grânulos 
secretores (ou vesículas) das 
terminações nervosas são liberados 
em resposta a maior entrada de cálcio 
• ADH liberado é transportado aos 
capilares sanguíneos da hipófises e 
depois a circulação sistêmica 
-Secreção de ADH em resposta a estímulos 
osmóticos é rápida, de modo que pode 
aumentar varias vezes por minuto, o que 
proporciona um meio rápido de alteração da 
secreção renal de água 
-Outra zona neuronal secundaria importante 
para controlar a osmolaridade e a secreção de 
ADH seria a região anteroventral do terceiro 
ventrículo (região AV3V); Estímulos elétricos ou 
estimulação por angiotensina II pode aumentar 
a secreção de ADH, a sede ou o apetite por 
sódio 
• Nessa região tem o órgão subfornical e 
vasculoso, esses carecem da barreira 
hematoencefálica. Isso faz com que 
ions passem entre o sangue ou do 
liquido para essa região. Por isso, os 
osmorreceptores respondem 
rapidamente a mudanças na 
osmolaridade do liquido extracelular, 
o que exerce um controle poderoso 
sobre a secreção de ADH e sobre a 
sede 
ESTIMULO DA LIBERAÇÃO DE ADH POR 
UMA REDUÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL, 
REDUÇÃO DE VOLUME SANGUINEO OU 
AMBOS 
-Liberação de ADH é controlado por reflexos 
cardiovasculares que respondem a reduções da 
pressão arterial, volume sanguíneo ou ambos: 
1. Reflexo de barorreceptores arteriais 
2. Reflexos cardiopulmonares 
- Além do aumento da osmolaridade, outros 
dois estímulos incrementam a secreção de 
ADH: 
1. Redução da pressão arterial 
2. Redução do volume sanguíneo 
IMPORTANCIA QUANTITATIVA DA 
OSMOLARIDADE E DOS REFLEXOS 
 
‘ 
29 Fisiologia 
CARDIOVASCULARES NO ESTIMULO DA 
SECREÇÃO DE ADH 
-Redução do volume sanguíneo ou aumento da 
osmolaridade do liquido extracelular estimula a 
secreção de ADH 
- Porem é mais sensível a pequenas mudanças 
na osmolaridade

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