Prévia do material em texto
Instituto Universal Brasileiro Educação de Jovens e Adultos a Distância BRASILEIRO Curso a distância de: SUPLETIVO PREPARATÓRIO ENSINO MÉDIO Série BiologiaENSINO MÉDIO SÉRIE BIOLOGIA AULA 5 REINO VEGETAL Reino Vegetal (Reino Plantae ou ainda Reino Metaphyta, do grego 'phyton = planta') reúne seres pluricelulares, com clorofila, sendo portanto, capazes de fazer fotossíntese. Suas células se agrupam de acordo com a forma e funções que realizam, formando tecidos e órgãos especializa- dos. Os tecidos vegetais e suas funções são estudados pela morfologia e fisiologia vegetal. Cada célula vegetal é completa, com núcleo, citoplasma e membrana plasmática. Além desta, há ainda uma membrana externa, a parede celular ou membrana celulósica, impregnada de celulose, composto químico que dá grande resistência à célula vegetal. Há ainda um grande vacúolo, organóide citoplasmático delimitado por uma mem- brana e repleto de líquido, com a importante função de regular a entrada e saída de água na célula, através da osmose. ESQUEMA DE UMA CÉLULA VEGETAL Membrana celulósica Aparelho de Golgi Cloroplasto Vacúolo Ribossomo Retículo endoplasmático liso endoplasmático rugoso Núcleo Nucléolo Membrana plasmática Mitocôndria CLASSIFICAÇÃO DOS VEGETAIS Os vegetais distribuem-se em dois grupos: as Criptógamas e as Fanerógamas. As Criptógamas são vegetais que não desenvolvem nem flores, nem sementes e as Fanerógamas são aqueles que produzem flores e sementes. São Criptógamas: as Briófitas (musgos e hepáticas) e as Pteridófitas (samambaias e avencas). São Fanerógamas: as Gimnospermas (pinheiros) e as Angiospermas (plantas que produzem frutos). Criptógamas As criptógamas (do grego 'krypton = escondido') são plantas que não produzem flores, nem sementes. Os órgãos reprodutores são muito reduzidos em tamanho; por isso o nome de criptógamas, em referência aos órgãos de reprodução que parecem estar escondidos, mas na realidade são muito pequenos e não visíveis. Os órgãos da reprodução são os gametângios, que produzem os gametas. gametângio masculino chama-se anterídio e produz os gametas masculinos, chamados de anterozóides. gametângio feminino chama-se arquegônio e produz os gametas femininos, chamados de oosferas. Ao grupo das Criptógamas pertencem as Briófitas e as Divisão das Briófitas As Briófitas são as plantas mais simples do Reino Vegetal. Não possuem vasos para condução de seiva. Neste aspecto, são então avasculares, isto é, sem vasos condutores (elementos alongados que conduzem e dis- tribuem a seiva)As classes mais conhecidas de Briófitas são a classe dos Musgos e a classe das Hepáticas. Os musgos Um conjunto de musgos tem a aparência de um macio e verde que recobre rochas e barrancos próximos aos borrifos de água de cachoeiras, recobre os troncos de árvores de matas úmidas, etc. Os musgos são facilmente encontrados em qualquer local úmido e sombreado. Inúmeras plantinhas de musgo ficam muito juntas umas das outras, o que deixa o conjunto parecido com um Há poucas espécies de água doce e nenhuma de água salgada. Os musgos são plantas muito pequenas e delicadas; não apresentam raízes, mas pequenos filamentos chamados rizóides, que as prendem no substrato onde vivem. diminuto caule é chamado de caulículo e dele saem numerosas folhas pequeninas chamadas de sem nervuras. transporte de água e sais minerais ocorre por osmose, de célula em célula. Isto justifica seu pequeno tamanho, pois se tivessem um tamanho maior, teriam que ter vasos condutores de seiva. MUSGOS (cada tem poucos milímetros) Rizóides As Hepáticas Também são briófitas pequenas, mas não apresentam diferenciação em caule e folhas. Possuem aparência de um talo apoiado totalmente na superfície onde vivem. Desta estrutura, que lembra a forma de um fígado seu nome projetam-se órgãos reprodutores com forma de Também vivem em lugares úmidos e sombreados. HEPÁTICA GAMETÂNGIO FEMININO) GAMETÂNGIO MASCULINO) Reprodução nas Briófitas Estudaremos a reprodução nos musgos. Estes, como todas as briófitas, apresentam alternância de gerações ou metagênese. Isto significa que a planta apresenta duas fases de vida: a fase gametofítica ou sexuada, que produz gametas (fase haplóide) e a fase que produz esporos (fase diplóide). A planta ou parte dela que desenvolve órgãos de reprodução (os gametângios) para a formação de gametas é o sendo haplóide (n). Ele representa a fase gametofítica, sexuada. A planta ou parte dela que produz esporos o esporófito, fase assexuada, que é diplóide (2n). O esporófito (2n) produz esporos (n), por meiose. Os esporos espalham-se no ambiente e germinam, produzindo A plantinha de musgo com rizóides, caulículo e folíolos é a fase haplóide. Existem plantinhas de musgo que só produzem gametas femininos e plantinhas que só produzem gametas masculinos. As briófitas são, portanto, dióicas (sexos separados). Uma planta feminina desenvolve um gametângio feminino (chamado de que por sua vez produz gameta feminino a oosfera. arquegônio tem a forma de uma garrafinha e a oosfera fica no seu fundo, imóvel e aguardando gameta masculino.Uma planta masculina desenvolve gametângio masculino (chamado de anterídio), que por sua vez produz gametas masculinos os anterozóides, com flagelos que possibilitam que nadem na água do ambiente e alcancem a oosfera. Também são carregados e espalhados pelas gotas de chuva e casualmente caem sobre os arquegônios. Portanto, a fecundação nas briófitas é totalmente dependente da água. Após a fecundação o zigoto um embrião que cresce, se desenvolve e permanece apoiado sobre o fito (no topo da plantinha feminina). embrião suga as substâncias que necessita, parasitando o No final do desenvolvimento origina o esporogônio, que representa a fase esporofítica (2n). o esporogônio tem um pedúnculo longo com uma cápsula na extremidade. Dentro da cápsula, desenvolvem-se os esporos. CICLO DE REPRODUÇÃO DE UM MUSGO Cápsula Arquegônio Oosfera (n) (n) Esporo Zigoto (2n) Anterídio Anterozóide (n) (n) Esporófito (2n) (n) (n) Esporófito (2n) Gametófito (n) Gametófito Gametófito Esporos Meiose (n) Cápsula (2n) R! (Observação: Para indicar a ocorrência de meiose, usa-se o símbolo "R!" que indica que houve divisão celular reducional do número de cromossomos.) Os esporos, caindo no solo e em condições favoráveis, germinam e produzem um filamento verde e ramificado, denominado protonema, de potência masculina ou feminina, o qual é provido de rizóides. Em certos locais do protone- ma aparecem brotos que se desenvolvem, originando novo musgo. o protonema existe somente nos musgos, uma das classes das Briófitas. As Briófitas podem ser: monóicas ou dióicas. Monóica é a planta que apresenta, ao mesmo tempo, órgãos de reprodução feminino e masculino. As plantas monóicas são também chamadas de hermafroditas. Dióica é a planta que apresenta ou só o órgão de reprodução feminino ou somente o órgão de reprodução mas- culino. Dizemos então, que a planta é feminina ou masculina, respectivamente. Plantas dióicas são de sexos separados e, portanto, unissexuadas. PTERIDÓFITAS As pteridófitas pertencem à divisão das Traqueófitas, que reúne todos os vegetais que possuem vasos condutores de seiva, isto é, vegetais vasculares. o termo significa sub-reino, sendo usado somente na classificação dos vegetais. Os outros vegetais vasculares são as Gimnospermas e as Angiospermas. As pteridófitas apresentam folhas, raízes e caule, que tem crescimento paralelo ao substrato, podendo também ser subterrâneo (rizoma). As folhas saem diretamente do caule e possuem nervuras, que nada mais são que vasos con- dutores mais finos. Os vasos condutores percorrem toda a extensão da planta, desde a raiz até as folhas. xilema ou lenho, é o nome que se dá ao conjunto de vasos lenhosos que conduzem água e sais minerais (seiva bruta ou inorgânica), no sentido da raiz para as folhas. floema ou líber, é o nome que se dá ao conjunto de vasos liberianos que conduzem os produtos da fotossíntese (seiva elaborada ou orgânica), no sentido das folhas para as raízes. principal fator de evolução das pteridófitas em relação às briófitas é a presença de vasos condutores de seiva. Esta presença permite que as pteridófitas possam alcançar um tamanho grande, pois mesmo as partes mais altas da planta são alcançadas pelos vasos condutores. Permite também que se adaptem melhor ao ambiente terrestre, em com-paração com as briófitas, muito mais dependentes da água e dos ambientes úmidos e sombreados. As principais classes de pteridófitas são: classe Filicíneas, classe e classe Estudaremos principalmente a classe Filicíneas, cujos representantes mais comuns são as samambaias e as avencas. Esporófito As pteridófitas também apresentam alternância de geração ou metagênese. Assim, ocorre uma geração espo- rofítica e uma geração gametofítica. Nas pteridófitas o esporófito é a fase de vida mais duradoura. Lembramos que nas briófitas, ocorre o contrário, sendo o gametófito a fase mais desenvolvida e duradoura. o esporófito é a fase assexuada, representada pelo corpo vegetativo da própria planta. Assim, quando observa- mos uma samambaia, estamos observando o esporófito (fase produtora de esporos). Nas pteridófitas, o esporófito é bem mais desenvolvido que o (fase produtora de gametas). Nas samambaias há folhas que possuem na parte dorsal (inferior), estruturas escuras e globulares, chamadas de soros. Em cada soro há muitos cuja função é produzir esporos. As folhas que possuem esporângios são chamadas de esporófilos. Existem folhas que não possuem soros, nem esporângios. Sua função é fazer fotossíntese, somente. São folhas de assimilação, chamadas de trofófilos (do grego, trophé = alimento; phyllon = folha). SOROS (quando maduros, são marrons) Soros Esporos A descrição que se segue refere-se à samambaia. Cortando um soro transversalmente, observa-se uma membrana chamada indúsio, que recobre a parte externa do soro. Protegidos pelo indúsio, encontram-se os esporângios, corpúsculos arredondados que se prendem na face dorsal das folhas, através de pequenas hastes (figura). Quando os esporângios se encontram maduros, cada célula se divide por meiose, originando os esporos. Estes per- manecem no esporângio por algum tempo, em estado de latência, até que as condições do meio ambiente sejam favoráveis ao seu desenvolvimento. esporo solta-se do esporângio, cai e divide-se intensamente, formando uma estrutura achatada, laminar, com muita clorofila e com contorno semelhante a um coração. Esta estrutura chama-se protalo (figura). SORO, CORTADO TRANSVERSALMENTE, ESPORÂNGIO LIBERANDO ESPOROS MOSTRANDO os ESPORÂNGIOS Folha Esporângios Indúsio EsporângiosPROTALO (GAMETÓFITO) Arquegônio Rizóides Gametófito: é o protalo, formado por uma única camada celular, que logo se torna espessado, desenvolvendo-se à custa de sua própria atividade Aos rizóides deve-se a capacidade de retirar água e sais minerais do solo. Os rizóides são prolongamentos delgados, encarregados também da fixação. Na face inferior do protalo, formam-se saliências mais ou menos globosas, denominadas anterídios, órgãos reprodutores masculinos. Na mesma face surgem saliências com aspecto diferente, possuindo uma parte saliente fixa ao protalo e outra mais estreita, aberta para o meio exterior, chamadas arquegônios, órgãos reprodutores femininos. Os anterozóides contidos nos anterídios são células modificadas: o núcleo se prolonga, a fim de constituir uma espiral, de onde saem cílios, e a membrana se gelifica (figura). Conseguindo romper a membrana dos anterídios, os anterozóides movem-se ativamente devido aos sendo atraídos pelos arquegônios, em de substân- cias químicas que os atraem. SOBRE A OOSFERA A oosfera e o anterozóide se fundem, constituindo a célula-ovo ou zigoto. Realizada a fecundação, há a divisão imediata da célula-ovo, formando a nova planta, que vive parasitariamente à custa do protalo, por algum tempo, pois ainda não possui condições para sintetizar o seu alimento. Tipos de Esporos Quanto a reprodução e tipos de esporos, existem dois tipos de Pteridófitas: isosporadas e heterosporadas. As isosporadas elaboram esporos de um só tipo, cujo protalo possui, ao mesmo tempo, anterídios e arquegônios; são monóicas. As heterosporadas apresentam cujos esporos dão protalos femininos, e microsporân- gios, cujos esporos dão protalos masculinos; são dióicas. As Filicíneas terrestres, como samambaias, avencas, fetos arborescentes, são todas isosporadas e as formas aquáticas, como Salvináceas e Marsiláceas, são heterosporadas. Os micrósporos, então, são pequenos esporos que, ao germinar, dão origem a um protalo masculino e procedem dos esporângios denominados microsporângios, Os macrósporos, também chamados megásporos, são procedentes dos megasporângios e dão origem ao protalo feminino.A seguir, apresentamos um esquema que resume o ciclo de vida de uma pteridófita isosporada, como é o caso das samambaias e avencas (classe das Filicíneas). Para melhor compreensão, sugerimos que a leitura comece do esporófito, acompanhando a direção das setas. CICLO DE REPRODUÇÃO DE PTERIDÓFITA ISOSPARADA; OBSERVE A ALTERNÂNCIA DE GERAÇÕES R! Esporo (n) Gametófito [protalo] (n) Esporângio (2n) Anterídio (n) Arquegônio (n) Soro (2n) Anterozóide (n) Oosfera (n) Esporófito [planta] Zigoto (2n) (2n) FANERÓGAMAS OU ESPERMATÓFITAS As plantas Fanerógamas ou Espermatófitas, também possuem vasos condutores de seiva (são traqueófitas). Além disso, possuem raiz, caule e folhas, produzindo também flores e sementes. As flores contêm os órgãos de reprodução. o nome é derivado de = semente. A raiz, caule e folhas encarregam-se das funções de nutrição. As flores realizam as funções de reprodução. gameta masculino é conduzido até o gameta feminino por animais ou pelo vento. Assim, os gametas masculi- nos não precisam de flagelos, como os anterozóides das briófitas e pteridófitas. Após a fecundação do gameta feminino, forma-se uma semente; no seu interior encontra-se um embrião aguardando condições favoráveis para germinar e através de sucessivas divisões celulares e diferenciação, formar uma planta adulta. o gameta feminino pode ou não ficar no interior de um ovário. Plantas cujas flores não possuem ovário, não produzem frutos e as sementes ficam desprotegidas, nuas. É o caso das Gimnospermas (pinheiros). As flores das Angiospermas possuem ovário. Nestes vegetais, após a fecundação, o ovário transforma-se em fruto; os óvulos transformam-se em sementes, que se desenvolvem no interior do fruto. As Angiospermas são, portanto, todas as plantas que produzem frutos. Quando nos referimos aos frutos, não devemos somente nos lembrar das plantas com frutos que nós, humanos, comemos. que normalmente chamamos de legumes, também são frutos. Todos estes componentes das Fanerógamas serão melhor estudados na morfologia e fisiologia vegetais, quando retomaremos a reprodução neste grupo de vegetais. Gimnospermas Os exemplos mais conhecidos são os pinheiros, como o pinheiro-do-paraná ou araucária, os ciprestes, etc. São também conhecidas como coníferas pois formam pinhas ou cones, que são estruturas relacionadas à reprodução. A flor das gimnospermas não tem perianto (conjunto de sépalas e pétalas), nem ovário. É chamada de estróbilo. Após a fecundação o estróbilo se desenvolve e cresce, formando o que chamamos de pinha. Uma pinha não é um fruto. Uma pinha é formada pela reunião de vários pinhões, que nada mais são que sementes nuas. A semente contém no seu interior um caindo no solo e sob condições favoráveis, as sementes germinam e originam novas plantas.Classificação As Gimnospermas dividem-se em quatro classes: Cicadíneas, Coníferas, Ginkgoíneas e Gnetáceas. CICADÍNEAS Compreendem o gênero Cycas: como as plantas ornamentais, palmeirinha-de-sagu, etc. Possuem caule, geralmente não ramificado, sustentando no ápice uma coroa de folhas bem desenvolvidas. As folhas são dispostas em forma de hélice CONÍFERAS Compreendem várias famílias. São árvores e arbustos com o caule ramificado. No caule há, geral- mente, um eixo principal, onde se prendem os ramos, dispostos verticiladamente. As folhas são pequenas, simples e numerosas. Possuem a forma de agulha (aciculares). As flores são unissexuais. Existem espécies monóicas e dióicas. Exemplo: pinheiro, pinheirinho-bravo, cipreste, etc. GINKGOÍNEAS Possuem uma única espécie: a Ginkgo biloba. São árvores com tronco ramificado, folhas pecioladas e em forma de leque. GINKGO Estames Semente Óvulo GNETÁCEAS Apresentam somente um gênero, Gnetum, com poucas espécies. São árvores, arbustos e cipós. A flor possui perianto constituído de duas ou quatro pétalas. ANGIOSPERMAS As Angiospermas são os vegetais mais evoluídos, pois são constituídos de raiz, caule, folha, flor, fruto e semente. São plantas herbáceas ou lenhosas. As flores das Angiospermas apresentam uma cavidade fechada: o ovário. Este é formado pela soldadura dos carpelos, dentro do qual estão localizados os óvulos. Após a fecundação, ovário se transforma em fruto. Nas Angiospermas, existem frutos incumbidos de dar proteção às sementes. Nas Gimnospermas, esses frutos inexistem. As Angiospermas se dividem em Dicotiledôneas e As subclasse das Monocotiledôneas caracteriza-se por apresentar semente com um só cotilédone (mono = um). A subclasse das Dicotiledôneas caracteriza-se por apresentar semente com dois cotilédones (di = dois). Cotilédones são estruturas presentes na semente, ricas em substâncias nutritivas, cuja função é nutrir o embrião. Outra diferença entre Monocotiledôneas e Dicotiledôneas é em relação ao tipo de raiz. As Monocotiledôneas têm raízes do tipo fasciculada, lembrando uma cabeleira. As Dicotiledôneas têm raiz do tipo axial ou pivotante, isto é, com um eixo principal, do qual partem ramificações. Os componentes da flor, como pétalas, sépalas e estruturas de reprodução, variam em número, nos vegetais de cada subclasse: nas Monocotiledôneas estes componentes florais apresentam-se em número de três ou múltiplo de três; nas Dicotiledôneas estão presentes em número de 4 ou 5, e seus múltiplos. Também há diferenças em relação às nervuras das folhas: nas Monocotiledôneas as nervuras são paralelas e nas Dicotiledôneas, elas são ramificadas. Como exemplos de monocotiledôneas temos o capim, a grama, onde é fácil obser- var as nervuras paralelas A descrição dos elementos constituintes dos vegetais é feita quando estudamos sua forma e funções que exercem (morfologia e fisiologia vegetal).FORMAÇÕES FITOGEOGRÁFICAS DO BRASIL Brasil, um país com enorme área, apresenta diferentes tipos de climas e de solos. Em ocorre também, uma grande variedade de vegetação. Como esta vegetação variada caracteriza as diferentes regiões geográficas, falamos em formações fito- geográficas. As principais são: 1. Floresta Amazônica ou Hiléia Amazônica 2. Mata Atlântica ou Mata Costeira 3. Mata de Cocais 4. Caatinga 5. Campos 6. Mata de Araucárias A localização destas formações pode ser verificada na figura, no final deste texto. Vejamos as características de cada formação 1 - Floresta Amazônica ou Hiléia Amazônica Devido ao clima muito quente e às chuvas constantes, a floresta é do tipo pluvial tropical. A transpiração intensa das folhas, não só garante a umidade no interior da floresta, como também influi na ocorrência de chuvas, juntamente com a evaporação da água dos rios que cortam a floresta. As espécies vegetais formam andares ou estratos de vegetação, de acordo com suas alturas. As mais altas são as grandes árvores, cujas copas procuram a luz solar para a fotossíntese. Outras plantas apoiam-se nas mais altas. São as epífitas, como bromélias e Elas não prejudicam a planta que lhes serve de apoio. Apenas absorvem a umidade da casca e os sais minerais provenientes da decom- posição natural. As espécies vegetais da floresta têm diferentes exigências quanto à quantidade de luz para a As espécies arbóreas têm sido exploradas pela indústria madeireira, o que tem incentivado o desmatamento pro- gressivo da floresta. Por ser tão rica em número e diversidade de espécies, poderíamos deduzir que o seu solo é naturalmente rico em sais minerais. No entanto, se não fosse a floresta, o solo seria pobre em nutrientes minerais. A floresta absorve os sais minerais dos restos de plantas e animais em decomposição, que formam uma camada de humo sobre o solo. A floresta se auto-sustenta, numa reciclagem constante. Além disso, originalmente, o solo é arenoso e raso e as raízes se espalham mais na horizontal do que na vertical, colaborando para a retenção do solo. Os agricultores desmatam para suas plantações e os minerais logo se esgotam. A área é abandonada pela procu- ra de outra, que também será desmatada. As chuvas então, provocam erosão no solo desmatado. A extração de minérios provoca os mesmos efeitos danosos ao meio ambiente. Inúmeras espécies são destruídas, entre elas espécies medicinais ainda desconhecidas e as já conhecidas pelos povos da floresta, índios e extrativistas que coletam o látex das seringueiras, os frutos das castanheiras (casta- nha-do-pará), o fruto do etc. Estes produtos são recursos naturais renováveis e sua exploração não implica na destruição da floresta. A maioria das plantas está adaptada à época das cheias, quando ficam parcialmente submersas nas várzeas que acompanham os rios. A vegetação que vive com tanta umidade, é por isso, do tipo higrófila, com fina nas folhas largas, sem pêlos e espinhos, pois não precisam se proteger contra a perda de água por transpiração. 2 Mata Atlântica ou Mata Costeira Como o nome sugere, deveriam acompanhar o perfil de toda a costa atlântica brasileira. Originalmente era assim, desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do começando no litoral, avançando pelas montanhas e entrando para o interior.Desde a colonização do Brasil vem sendo desmatada e hoje só resta 8% da mata original, principalmente na Serra do Mar. Em muitos trechos está desprovida da vegetação, sofrendo desmoronamento e erosão, atingindo as cidades. A Mata Atlântica é também uma floresta pluvial tropical, com espécies higrófilas, com abundância de musgos e samambaias gigantes (samambaiaçus). A umidade deve-se às montanhas que retêm os ventos que trazem o vapor de água dos mares. Entre as espécies o famoso pau-brasil era abundante e hoje restam poucos nas áreas de preservação ambiental. Entre as espécies mais conhecidas, citamos os jatobás, canelas, quaresmeiras, jequitibá rosa, palmito, etc. São abundantes as epífitas, como as bromélias. 3 - Mata de Cocais Abrange regiões dos estados do Maranhão e entre a Floresta Amazônica e a caatinga, onde predominam as palmeiras conhecidas como babaçu e a carnaúba, de grande valor econômico para a região, na fabricação da cera de carnaúba e do óleo de babaçu. 4 Caatinga É uma vegetação típica do clima semi-árido que caracteriza regiões do Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Bahia. As plantas apresentam adaptações ao clima seco e quente. Assim, nas cactáceas, as folhas se transformaram em espinhos, para evitar a perda de água por transpiração. A fotossíntese é feita por caules com tecidos verdes e suculentos, com reserva de água. Na maioria das espécies da caatinga, as folhas caem na estação seca para evitar a transpiração. É uma vegetação baixa e esparsa. 5 Campos: cerrados e pampas Os campos conhecidos como cerrados aparecem no Brasil central, nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso. A seca é bem intensa e e a vegetação adaptou-se a ela. Caracteriza-se por árvores baixas e arbustos, com galhos retorcidos e angulosos e casca grossa. As folhas são espessas e endurecidas, com cutícula grossa. Muitas espécies apresentam folhas cobertas por pêlos que retêm camada de ar, com efeito isolante contra o calor. Apesar da seca prolongada, o solo é úmido com o aumento da profundidade, existindo muitos lençóis neos de água. Assim, muitas espécies do cerrado têm raízes profundas. Uma árvore típica do cerrado é o ipê amarelo, que perde suas folhas na época da floração. Outros campos, conhecidos como pampas, apresentam plantas do tipo (exemplo: capim) e aparecem no Rio Grande do Sul. Essa vegetação estimula a criação de gado, com a formação de extensos pastos. 6 - Mata de Araucárias Vegetação que caracteriza o clima subtropical do sul do Brasil, com estações do ano bem definidas e chuvas re- gulares, verão mais ameno e inverno rigoroso. A espécie mais comum é o pinheiro-do-paraná, cujo nome Araucaria angustifolia, originou o no- me da mata. Suas sementes, que são os pinhões, são comercializadas ou usadas como alimento dos animais. Os pinheiros possuem tronco muito alto e suas ramificações só existem no topo. Daí, o grande valor comercial para a indústria madei- reira, que vem contribuindo com o desmatamento. Com as copas muito altas, a floresta é mais aberta que a mata pluvial tropical, menos úmida e com menos epífitas. Finalizando, não podemos deixar de lembrar um tipo de vegetação como o mangue, com distribuição junto à costa, nos estuários dos rios, que são regiões sujeitas à ação das marés. As árvores caracterizam-se pelas raízes-esco- ra que aumentam sua estabilidade e as mantêm como que suspensas sobre o fundo lamacento e pelas raízes aéreas respiratórias (pneumatóforos). solo lamacento é rico em nutrientes minerais trazidos pelos rios e originados pela de-composição dos restos de plantas e animais. Conseqüentemente, é um convite a muitas espécies animais, principalmente larvas de espécies aquáticas, que procuram suas águas mais calmas. FORMAÇÕES FITOGEOGRÁFICAS 70 65 60 55 50 45 40 35 5 0 0 Zona da 5 5 AMAZONAS 10 das BAHIA 10 15 Zona dos 15 20 20 PAULO Zona 25 25 OCBANO 30 30 ATLANTICO 35 35 75 70 65 60 55 50 45 40 35 30 EXERCÍCIOS PARA VOCÊ ESTUDAR 1. Nas Briófitas, as estruturas reprodutivas masculinas tas é a presença de são a) ( ) clorofila. a) ( ) os arquegônios e anterídios. b) ( ) esporos somente nas Briófitas. b) ( ) os arquegônios e oosferas. c) ( ) esporófito c) ( ) os anterídios e oosferas. d) (X) vasos condutores somente nas Pteridófitas. d) (X) os anterídios e os anterozóides. 5. Relacione as colunas, escrevendo a letra correta den- 2. A reprodução nas Briófitas depende da água. Por isso, tro do parêntese da coluna 2. os gametas masculinos são células com flagelos. Os ga- metas masculinos são chamados de Coluna 1 Coluna 2 a) ( ) oosferas. (a) samambaias e avencas. ( c) Briófitas b) ( ) anterídios. (b) pessegueiro e mangueira ( d ) Gimnospermas c) (X) anterozóides. ( c) musgos e hepáticas ( a ) Pteridófitas d) ( ) arquegônios. ( d) pinheiros e ciprestes. (b) Angiospermas 3. Os esporos das Briófitas, caindo em locais com con- 6. Plantas com folhas que se transformaram em espinhos, dições favoráveis, formam filamentos verdes chamados para evitar a perda de água por evaporação, são típicas da a) (X) protonemas. b) ( ) rizóides. a) (X) Caatinga. c) ( ) esporófitos. b) ( ) Mata dos Cocais. d) ( ) c) ( ) Mata Atlântica. d) ( ) Floresta de Araucárias. 4. Uma característica que diferencia Briófitas e Pteridófi- e) ( ) Floresta Amazônica.EXERCÍCIOS PARA VOCÊ RESOLVER 1. Esporos de samambaias, em condições favoráveis, b) ( ) germinam e originam c) monóicas. d) assexuadas. a) ( ) o protalo. b) ( ) o protonema. 4. Quando admiramos uma samambaia ou avenca, esta- c) ( ) o esporófito. mos olhando para d) ( ) o esporângio. a) o protalo. 2. Nas Pteridófitas, como a samambaia, observa-se a b) o protonema. seguinte organização: c) ( o esporófito. d) o a) ( soros reunidos em esporos e estes em esporângios. b) esporos reunidos em esporângios e estes em soros. 5. Como as flores femininas (estróbilos) das Gimnospermas c) ( ) esporos reunidos em soros e estes no não possuem ovário, estas plantas não d) ( ) esporos reunidos em esporângios e estes no ga- produzem metófito. 3. Plantas unissexuadas, isto é, que apresentam órgãos a) sementes. de reprodução ou só femininos ou só masculinos, são b) ( ) frutos. c) ( ) óvulos. a) hermafroditas. d) ( ) gametas masculinos. CHAVE DE RESPOSTAS 1. Esporos de samambaias, em condições favoráveis, c) ( ) monóicas. germinam e originam d) ( ) assexuadas. a) (X) o protalo. 4. Quando admiramos uma samambaia ou avenca, esta- b) o protonema. mos olhando para c) o esporófito. d) o a) ( ) o protalo. b) ( ) o protonema. 2. Nas Pteridófitas, como a samambaia, observa-se a c) (X) o esporófito. seguinte organização: d) ) o Comentário: Nas Pteridófitas, o esporófito é representa- a) ( soros reunidos em esporos e estes em esporân- do pelo corpo vegetativo da planta, que produz esporos gios. e é mais desenvolvidos que o que produz os b) (X) esporos reunidos em esporângios e estes em soros. gametas. gametófito é o protalo, pequeno e delicado. c) esporos reunidos em soros e estes no d) esporos reunidos em esporângios e estes no ga- metófito. 5. Como as flores femininas (estróbilos) das Gimnospermas não possuem ovário, estas plantas não produzem 3. Plantas unissexuadas, isto é, que apresentam órgãos de reprodução ou só femininos ou só masculinos, são a) sementes. b) (X) frutos. a) hermafroditas. c) ( ) óvulos. b) (X) dióicas. d) ( ) gametas masculinos.