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Instituto Universal Brasileiro Educação de Jovens e Adultos a Distância BRASILEIRO Curso a distância de: SUPLETIVO PREPARATÓRIO ENSINO MÉDIO SérieENSINO MÉDIO HISTÓRIA SÉRIE AULA 10 A GUERRA FRIA A destruição causada pela Segunda Guerra Mundial provocou o declinio dos países europeus. Os Estados Unidos e a ex-União Soviética conquistaram a posição de nações mais poderosas do mundo. abandono da política isolacionista pelos Estados Unidos, levou este país a influenciar política e economica- mente todos os países envolvidos na guerra, através da implantação da Doutrina Truman e do Plano Marshall, que basi- camente consistiam em ajuda econômica aos países prejudicados pela guerra. Era a consolidação do domínio econômi- dos Estados Unidos que passou a liderar o bloco dos países capitalistas. Por outro lado, resistindo a este sistema econômico, desponta a ex-União Soviética e a frente socialista. Iniciava-se um dos períodos mais difíceis da História a Guerra Fria, que se estendeu desde o pós-guerra, em 1945 até mais recentemente, com o início dos anos 90. o MUNDO GUERRA primeiro pronunciamento dos Aliados, a respeito de seus objetivos de guerra e de paz, foi feito através do presi- dente dos Estados Unidos, Roosevelt, e do primeiro-ministro britânico Churchill, ambos assinantes da Carta do Atlântico (14/8/1941) Entretanto, por ocasião de sua assinatura, a Carta do Atlântico parecia referir-se quase exclusivamente à Inglaterra, vindo a assumir um sentido mais amplo e verdadeiro em janeiro de quando da publicação da Declaração das Nações Unidas. Na época, os Estados Unidos não eram considerados como nação participante da guerra, não obstante estivessem fornecendo grande ajuda material aos que lutavam contra Hitler. Representantes de vinte e seis nações deixaram suas assinaturas no documento da Declaração das Nações Unidas. Mais tarde, a lista dos assinantes aumentou e todos propunham unir-se com um único intuito: dedicar todos os esforços, principalmente no que se referia ao auxílio material, à guerra, bem como lutar para a consolidação de uma paz conjunta. Todos os países se declaravam, finalmente, adeptos da Carta do Atlântico. As conversações foram levadas a efeito quando a guerra ainda se achava em pleno desenvolvimento. Mais tarde, iniciou-se uma série de conferências das quais participaram as maiores personalidades das Nações Unidas. Tinham em mente discutir e chegar a um acordo no tocante às questões estratégicas e aos fundamentos da paz. Nesse sentido, merece destaque a Declaração do Cairo, firmada em novembro de 943, entre Churchill, Roosevelt e o generalíssimo Chiang Kaishek, presidente da China. Seu principal objetivo era resolver o que deveria ser feito com Império Japonês. Como resultado dessa conferência, o Japão perdeu todas as colônias que havia conquistado, inclusive as ilhas do Pacífico. Com exceção da Coréia, todos os territórios que os japoneses haviam tirado da China foram devolvidos a ela. Ficou decidi- do que a Coréia deveria aguardar até tornar-se completamente livre e independente. A sorte dos ex-domínios japoneses permaneceu vaga, mesmo porque os países que decidiram libertá-los do Japão fizeram questão absoluta de demonstrar que não desejavam expandir suas fronteiras e, portanto, anexar os referidos domínios. Sucedendo a essas conferências, deu-se a Declaração de Encontraram-se na capital iraniana, no mês de dezembro de 1943, os "Três Grandes": Churchill, Roosevelt e Desnecessário seria dizer da importância de tal conferência, visto ter reunido, pela primeira vez, os chefes de Estado das três grandes potências do mundo. Nessa conferência foram ressaltados os males que podem advir da guerra, decidindo-se os conferencistas a lutar para que esse mal fosse vencido. Como representantes dos países mais poderosos do mundo, Churchill, Roosevelt e não desconheciam a sua responsabilidade na resolução das questões de paz. Mostravam-se firmemente dispos- tos a lutar para que a guerra terminasse e todos os povos do mundo finalmente alcançassem a paz.Em 945, realizou-se a Conferência de lalta, que reuniu, outra vez, os "Três Grandes". Questões foram tratadas nessa conferência e, depois de encerrados os trabalhos, seu relatório oficial apresentava como decisões mais importantes: conclusão de um acordo contra a Alemanha vencida; elaboração das disposições da rendição incondi- cional desse país e conclusão dos termos de um documento de controle sobre as nações aliadas à Alemanha, termina- da a guerra. Veja a figura 1, a reunião da Conferência de lalta que contou com a presença dos três líderes mundiais: Roosevelt, Churchill e Stalin. FIGURA 1 A CONFERÊNCIA DE IALTA A Conferência de lalta procurou também solucionar a questão de fronteiras entre a Rússia e a Polônia, com base numa sugestão apresentada em 919, pelo secretário do exterior inglês, Lord Curzon. Provisoriamente, essa divisão havia sido aceita pelos aliados, mas foi com a Conferência de lalta que ela se positivou. Desse modo, a Rússia ficou com o mesmo território que, em 939, lhe havia sido oficialmente determinado pelo Acordo Com a tomada de alguns territórios antes pertencentes à Alemanha, foi prometido à Polônia compensá-la das per- das que havia sofrido a leste. Suas porções norte e oeste foram as beneficiadas. próprio governo polonês, organizado durante o desenrolar da guerra, passou por uma revisão. Os conferencistas justificavam sua interferência nessa reorga- nização, firmando que tudo fariam para que os poloneses atingissem um regime plenamente democrático. Essa mesma interferência deu-se na lugoslávia. Com isso, os "Três Grandes" se propunham a agir conjuntamente na elaboração de um critério político uniforme que seria adotado para alguns países em condições específicas, como os ex-satélites da Alemanha, por exemplo. Em prosseguimento às conferências iniciadas quando da elaboração da Carta do Atlântico e após a Conferência de lalta, realizou-se em maio de 945 a Declaração de Potsdam. Dela participaram inicialmente Churchill e Truman, o sucessor de Roosevelt desde abril do ano citado. A conferência ainda não havia chegado a termo, quando Churchill foi substituído por Clement Attlee, no posto de primeiro-ministro. A maior parte das resoluções dessa conferên- cia foi difundida como provisória. No entanto, elas acarretaram tão grandes mudanças na Europa que, desse modo, podem ser consideradas permanentes. Ao fim de três meses de debates, publicaram-se as decisões da conferência, cujo teor, em resumo, era o que se segue: a Alemanha perderia, irremediavelmente, extensas áreas de seu território; a União Soviética e a Polônia seriam grandemente beneficiadas com a divisão da Prússia Oriental. norte desta seria incorporado à primeira e o sul, à Polônia. Além disso, a Polônia ficaria também com Dantzig e teria o direito de adminis- trar provisoriamente a região dos rios Oder e Neisse, pertencentes à Alemanha. Caberia à Polônia manter-se nessa posição enquanto a conferência não emitisse uma decisão final a respeito. poderio militar germânico foi desbaratado e o industrial, enfraquecido ao extremo. Como foram abolidos os trustres e os cartéis, o setor econômico perdeu muito de sua centralização. A produção passou a ser rigorosamente con- trolada, particularmente a de maquinaria, produtos químicos, substâncias metálicas, etc. A economia alemã viu-se obri- gada a passar por um replanejamento, em que poderiam sobressair apenas a agricultura, a produção de artigos domés- ticos e outros considerados "pacíficos". Impôs-se à Alemanha o pagamento de reparações de grande monta, em navios, máquinas industriais, produtos manufaturados, etc. Por fim, o território alemão seria retalhado em zonas de ocupação: Inglaterra, França, Estados Unidos e União Soviética seriam os incumbidos de governar a Alemanha, em conjunto. Veja na figura 2, o mapa da Europa onde a Alemanha foi dividida em quatro zonas de ocupação.Moscou Londres Berlim Paris FIGURA 2 - A PARTILHA DA ALEMANHA Madrid Berlim Zona soviética Zona americana Zona inglesa Zona francesa Apesar do número de conferências realizadas, do tempo despendido nas mesmas e de todos os esforços envia- dos no sentido de serem equacionados os problemas políticos, sociais e econômicos provocados pela guerra, poucas foram as soluções satisfatórias e, definitivas, apresentadas para os mesmos. Questões simas, como por exemplo o controle da energia atômica, o destino que deveria ser dado às colônias italianas, o vale do Ruhr, os Dardanelos e o Bósforo, etc. Ficaram insolúveis. Na Ásia, também se repetiram tais insucessos, com a sorte de muitos territórios permanecendo bastante imprecisa. Mais tarde, muitas questões de negociações, ou como cia natural da ascensão e emancipação dos próprios territórios envolvidos. No entanto, quaisquer que tenham sido as soluções tomadas nesses casos, os problemas em grande parte permaneceram latentes e servem, de quando em quando, para provocar desentendimentos, ameaçando a paz do mundo, no futuro. AS GRANDES POTÊNCIAS MUNDIAIS Antes da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos e o Japão não figuravam na lista das grandes potências, pois era relativamente recente o progresso que na época haviam atingido. Eram apontadas como verdadeiras potências: Grä-Bretanha, França, Rússia, Itália, Alemanha e Austria-Hungria, países que atuavam como autênticos juízes em todas as questões internacionais em discussão. Após conflito de quadro das grandes potências veio a sofrer modificações radicais, com a Áustria deixando de figurar, definitivamente entre elas, e a Alemanha e a União Soviética também perdendo muito de seu presti- gio nesse tempo. Muitos historiadores chegaram mesmo a afastar esses dois últimos da categoria de potências. A própria Grä-Bretanha também se via parcialmente abalada em sua posição. Assim, os Estados Unidos e o Japão con- seguiram atingir as mais elevadas posições. Entretanto, os efeitos da Segunda Guerra mudaram mais uma vez o panorama do mundo. Japão, derrotado, foi afastado da brilhante posição em que se achava. A Alemanha e a Itália, em iguais condições, também deixaram de constar entre as grandes potências. Estavam reduzidas a cinco as grandes potências mundiais: Estados Unidos, União Soviética, Grä-Bretanha, França e China. prestígio desses países nas Nações Unidas refletia-se na própria atuação de seus representantes, aos quais eram outorgados plenos direitos de redigir tratados de paz. Justamente devido a essa importância receberam a denominação de "Cinco Grandes". Entretanto, nem todos esses países podiam, com razão, ser apontados como autênticas potências, porque muitas características próprias de uma grande potência neles não eram encontradas. Nesse caso, aliás, enquadravam-se a França e a China, cujo título era honorífico apenas. Quanto à Grä-Bretanha, acha- va-se nessa posição às expensas dos Estados Unidos, cuja influência sobre ela era tão grande que só de vez em quan- do conseguiam os ingleses fazer prevalecer sua opinião, numa questão de caráter internacional.os ESTADOS UNIDOS NA CATEGORIA DE GRANDE POTÊNCIA Um dos resultados mais flagrantes da Segunda Guerra Mundial foi a ascensão dos Estados Unidos à categoria de nação mais poderosa entre todas as existentes no mundo. o único país que possuía condições para lhes fazer frente era a União Soviética. Para se ter uma idéia de seu poderio, durante o conflito, basta frisar que nessa ocasião seu exército era o maior do mundo e sua armada equivalia às armadas de todas as outras potências, juntas. crescimento dos Estados Unidos ocorreu em todos os setores da vida nacional e todas as demais nações do mundo acabaram sendo suplantadas economicamente. No começo da guerra, observou-se que a renda nacional qua- druplicou e o povo norte-americano, embora constituísse não mais que 7% da população existente no mundo, arrebata- va cerca de 30% da renda mundial calculada para aquela época. Praticamente, metade dos países existentes no globo estavam sob a dependência dos Estados Unidos. Os mais importantes oceanos, Atlântico e Pacífico, se achavam debaixo de seu controle. Até os caminhos que deviam ser tomados pelo ocidente europeu, em sua política internacional, passaram a ser delineados pelos Estados Unidos. Observando-se esses dados, nada seria tão lógico quanto imaginar que a situação interna do país fosse um ver- dadeiro mar de rosas. Na verdade, porém, isso não acontecia, pois a dívida nacional ultrapassava, na época de após-guerra, 250 bilhões de dólares, cifra realmente assustadora. Segundo Edward Mc Nall Burns, "em 1 948 o custo de vida elevara-se a 172% sobre a média de 1935-39 e uma família, em cada quatro, estava gastando além de seus rendimentos". Um fator que, sem dúvida alguma, contribuiu bastante para a ascensão norte-americana foi o abandono da ca isolacionista, que vinha sendo posta em prática desde os fins da guerra de 914. Prova disso é que, em 1945, a Carta das Nações Unidas foi revalidada pelo Senado, por margem de votos altíssima, que por pouco não atingiu a unanimidade. Notava-se o empenho por parte de todos, inclusive do Congresso, em considerar os empréstimos conce- didos durante a guerra como ajuda desinteressada apenas. Aliás, o pagamento de boa parte desses empréstimos acabou sendo mesmo cancelado e, no ano de 1946, a própria Inglaterra, que já havia tirado grandes proveitos de certos empréstimos anteriores, foi recebedora de nova ajuda financeira. Era, portanto, o fim da política norte-americana de iso- lacionismo, mesmo porque não se acreditava ser possível ao país continuar em sua marcha de progresso totalmente ignorante em relação ao que se passava com o resto do mundo. crescimento econômico dos Estados Unidos foi acompanhado por uma extensão da influência político-econômi- ca. Sua hegemonia nas Américas é incontestável, estendendo-se também por todo o Pacífico. primeiro grande passo dado pelos Estados Unidos no sentido de arcar com suas responsabilidades de grande potência remonta a 1947. Nesse ano, através de mensagem ao Congresso, Harry Truman, na época presidente da nação, emitiu importante pronunciamento a respeito dos novos rumos que a política exterior do seu país iria tomar. A nova política, que recebeu a denominação de Doutrina Truman, orientava-se para o auxílio aos países que vissem sua liberdade e independência ameaçadas, considerando-se o perigo de um possível alastramento do comunismo em toda a Europa Oriental. A Grécia e a Turquia foram as primeiras beneficiadas com a Doutrina Truman, cujo programa de ajuda econômica lhes possibilitou receber cerca de 400 milhões de dólares e uma quantidade razoável de armas. Com isso, poderiam os dois países colocar-se a salvo das agressões externas e, por conseguinte, seria mantida a integridade do Oriente Médio. Não se pode ocultar, porém, que os Estados Unidos considerassem absolutamente imprescindível essa ajuda, face aos seus próprios interesses petroleiros na região. Em 1947 foi inaugurado o Plano Marshall, com vistas à realização de um programa que visava a restau- rar a economia na Europa Ocidental. Plano Marshall, também conhecido como Programa de Recuperação Européia, foi organizado pelo secretário de Estado norte-americano, George C. Marshall, após uma reunião em Paris, da qual par- ticiparam representantes de dezesseis nações. Em princípio, esse plano fundamentava-se na disposição dos Estados Unidos de auxiliar os países europeus no trabalho de reerguimento de pós-guerra, desde que eles próprios tomassem a iniciativa de avaliar as suas necessidades e, em seguida, informar os Estados Unidos da extensão da ajuda pretendida. Marshall afirmava que tudo deveria ser feito em benefício da Europa, ressaltando que não era determinado país ou regime que seu plano pretendia apoiar; que ele visava era debelar caos, afastando a miséria e a fome. Plano Marshall estipulava o empréstimo de vultosa soma de dólares e amplo crédito, destinados à inversão em todos os países participantes do acordo. As obrigações desses países incluíam: concessão de materiais estratégicos aos Estados Unidos e rearmamento visando à própria defesa. Caberia, também, aos países comprometidos: dedicar maior cuidado na realização de quaisquer tipos de empreendimentos; facilitar as transações comerciais, combatendo os obstáculos porventura surgidos; conter a inflação por todos os meios possíveis, bem como manter sob rígido controle seus balanços e orçamentos. Era certo, porém, que, contribuindo para a recuperação econômica da Europa, esperavam os norte-americanos oferecer barreira à expansão do comunismo russo na Europa. Em contrapartida, a União Soviética denunciara o Plano Marshall como instrumento do imperialismo por parte dos americanos. Foram inegáveis, de qualquer modo, os bons resultados advindos da aplicação do Plano, cuja administração se manteve a cargo da Administração da Cooperação Econômica. Tanto os Estados Unidos como os países europeus foram beneficiados; os primeiros, porque viram amplia- dos os seus mercados no continente europeu e o crescimento de sua influência política em todo o mundo, e os segun-dos, porque usufruíram da ajuda econômica recebida. sucessor de Harry Truman, na presidência dos Estados Unidos, foi o general Dwight Eisenhower, cuja extraor- dinária atuação na Segunda Guerra Mundial lhe valeu o título de herói. problema mais grave que o novo presidente teve que enfrentar foi a Guerra da Coréia, cujo início se verificou no ano de motivo do conflito remonta aos fins da Segunda Guerra Mundial, quando a Coréia se achava dividida: na porção setentrional dominavam os russos e, ao sul, os norte-americanos. No ano de 1945, deu-se a Conferência de Moscou, em que se procurou chegar a um acordo sobre a situação da Coréia e seus invasores. A essa altura, ingleses e chineses também já haviam interferido na questão. Portanto, das reuniões participaram representantes dos quatro países envolvidos. Afinal, foi estabelecido que a Coréia deveria ser unificada e, após, declarada nação independente. A primeira vista, a solução parecera satisfatória a todos os implicados, mas, quando se procurou colocar as resoluções em prática, as opiniões se dividiram. A ONU foi consultada a respeito de como deveria ser eleito o presidente coreano, manifestando-se totalmente a favor de um governo centralizado. No sul, as eleições patrocinadas pela Comissão Especial das Nações Unidas desenrolaram-se satisfatoriamente, mas, no norte, a situação se apresentava bem diversa. As eleições nessa parte do território coreano não puderam completar-se. Face aos distúrbios ocorridos naquela parte do território coreano, a ONU teve que interferir mais uma vez, deliberando, através de sua Assembléia Geral, que seria válido para toda a nação coreana o resultado das eleições realizadas na região sul. governo da República da Coréia, reconhecido pela ONU, foi afinal eleito nos princípios de maio de 1945. Entretanto, os coreanos do norte não o aceitaram e, apoiados pelos russos, decidiram eleger um governo para a República Popular da Coréia do Norte. Toda essa situação se agravou e provocou a guerra, que veio a amadurecer quando a Coréia do Sul, não comunista, foi atacada por tropas norte-coreanas, auxiliadas por forças russas, em desres- peito à linha divisória estabelecida entre a Coréia do Norte e a do Sul. Tal invasão foi condenada em sessão especial realizada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e a participação russa foi tachada de "agressão armada". Os norte-coreanos foram intimados a paralisar os atos hostis, mas não deram ouvidos a tal intimação. A ONU viu- se então obrigada a convocar novamente Conselho de Segurança. Em os Estados Unidos receberam carta branca para a condução das tropas da ONU, na Coréia. Os resultados dos primeiros combates foram bastante desanimadores para as tropas americanas que, não dispondo dos recursos necessários, particularmente dos equipamentos pesados, tiveram que recuar bastante e acabaram por ser encurralados nas cercanias do porto de Pusan. Apesar do insucesso, as tropas americanas prepararam-se para um contra-ataque decisivo, cujo resultado viria a ser surpreendente: os norte-coreanos foram abatidos próximo à sua capital, que foi tomada, afinal, pelos americanos. Seu comandante, o general Douglas Mac Arthur, já apontava como certo um resultado vitorioso para as forças da ONU, uma vez que suas tropas vinham avançando com toda rapidez, rumo ao rio Yalu. Entretanto, isso não veio a acontecer de pronto, face ao poderoso auxílio militar enviado pela China Comunista aos coreanos do norte. Imediatamente, Mac Arthur foi obrigado a ordenar o recuo das tropas, anulando os brilhantes avanços levados a efeito até aquela ocasião. recuo para o sul era inevitável e tudo o que havia sido conquistado, acabou sendo perdido. No ano seguinte ao seu início, a guerra já se caracterizava por certo equilíbrio; ambas as partes atacavam, mas também sofriam reveses. Tudo parecia indicar que não se achava distante o fim da guerra. As negociações para a conclusão do armistício começaram a ser postas em prática a pedido do delegado da União Soviética na ONU, Jacob Malik, tendo-se estendido por mais de um ano. No entanto, o problema de repatriação dos prisioneiros de guerra era o maior obstáculo a que as conversações chegassem a bom termo. Ocorre que os comu- nistas insistiam na volta desses prisioneiros para os próprios países de origem, enquanto os Estados Unidos, afirmavam que a repatriação deveria ser feita de conformidade com desejo expresso pelo prisioneiro. Os norte-americanos justifi- cavam seu desejo afirmando que não seria correto impor aos prisioneiros regresso ao lugar de origem, onde fatal- mente seriam exterminados sob a acusação de traição. As divergências sobre a repatriação cada vez mais acirravam os ânimos de ambas as partes, até que as negociações de armistício foram suspensas, por iniciativa dos representantes dos Estados Unidos. Somente em se reiniciaram as negociações de paz. Nessa ocasião, já não se achava à frente do governo russo o ditador Sua morte ocorreu em março do citado ano, cabendo a sucessão do poder a Jorge Malenkov. As resoluções do novo dirigente russo, figura de proa no partido, incluíram uma alteração radical na política externa de seu país, particularmente em relação ao problema coreano. Temendo uma inimizade definitiva com os Estados Unidos, devi- do à sua aliança com os chineses na guerra, resolveu dar a primeira palavra quanto ao reinício das conversações de paz. Constituiu realmente uma surpresa para o mundo, algum tempo depois, a disposição dos russos de apoiar na inte- gra uma resolução da ONU para problema coreano, fosse qual fosse o teor dessa resolução. A questão dos repatria- dos tomou um rumo considerado correto por todos e apoiado inclusive pelo Ministro do Exterior chinês: os prisioneiros de guerra que desejassem a repatriação seriam atendidos e voltariam para seus países, ao passo que os restantes te- riam pleno direito a estabelecer-se em país reconhecidamente neutro. Partiu da Assembléia Geral das Nações Unidas a ordem de convocação da conferência de paz. Concluídos os termos do armistício, assinaram o documento os representantes da Coréia do Norte, China e Estados Unidos, em julho de 953. Todavia, os esforços da ONU no sentido de resolver satisfatoriamente o problema coreano foram frustrados, emesmo os comunistas não se sentiram realizados no que ambicionavam, pois o território coreano passou a constituir duas repúblicas independentes. Um ano depois, novos acontecimentos vieram a abalar o sudeste asiático, envolvendo a França, a Grä-Bretanha, a China Comunista, o Laos, o Camboja e o Os Estados Unidos interviriam algum tempo depois. Várias conversações foram realizadas com a finalidade de cessarem os combates que há oito anos vinham se desenrolando na Indochina. Ocorre que, no século XIX, a França almejava sobrepujar os ingleses, economicamente falando, através de um acesso mais fácil até a China. Por essa razão, lançou-se à invasão do território vietnamita, para depois atingir seus propósitos. Iniciou-se, então, verdadeira colonização francesa em toda a Indochina. Sob a alegação de estar protegendo missionários que enviara para o Sudeste Asiático, para sua cristianização, a França iniciou o envio de navios de guerra para a região, por volta de 1840. Não se passara muito tempo e todo o território vietnamita, mais o Camboja e o Laos, caíam sob o domínio colonial francês. A cultura vietnamita foi praticamente destruída e ao povo foi imposta uma cultura estranha; todos os setores da vida nacional foram transformados pela supremacia do colonizador europeu no território vietnamita. Muitos nacionalistas se revoltaram e, como houvessem sido forçados a aderir à cultura francesa, sua língua, etc., puderam aos poucos tomar conhecimento do que ocorria além das fronteiras de seu país. Em pouco tempo, tornaram-se adeptos do nacionalismo que na época se infiltrava em quase todos os países. Entre esses nacionalistas se encontrava Ho Chi Minh, que mais tarde se colocaria à frente do governo comunista da região norte; na região sul foi implantado o regime democrático. Entretanto, os vietnamitas do norte objetivavam a unificação do país e empreenderam seguidas lutas, para depois poderem impor o regime do qual eram partidários. Nesse momento, os Estados Unidos resolveram intervir na questão, em nome do regime democrático do Vietnã do Sul, que se propunham defender. A partir de então, desenvolveu-se a Guerra do o DECLÍNIO EUROPEU Com a Segunda Guerra Mundial, a Europa veio a sofrer verdadeiro eclipse, devido ao esgotamento natural que o conflito gerou, bem como à destruição de seus mais importantes parques industriais; os países de maior poderio entraram num processo de difícil de ser contido. A Europa teve que depender de outras economias, que lhe possibilitariam, mais tarde, restaurar o seu potencial produtivo, através do fornecimento de meios técnicos e financeiros mais urgentes. desaparecimento de quase todos os impérios europeus, devido ao crescimento industrial dos mesmos e à expansão do nacionalismo, também contribuiu para o do continente. A partir de 1945, assistimos a uma ver- dadeira extinção dos impérios coloniais, com a independência da Índia, Paquistão, Birmânia, Palestina, Indonésia e mais de 20 colônias na África, só no período de 1958-1960. Embora a maior parte dessas colônias não viesse, há muito, proporcionando os lucros esperados pelas metrópoles, cuja manutenção de governo e proteção era bastante dispendiosa, sua perda não deixou de ser lastimável. Malgrado todas as afirmações em contrário, essas colônias não deixaram de constituir bons mercados para exportação, oferecendo ainda excelente campo para aplicação de capitais em excesso. fator demográfico também tem influído no declinio da Europa, cuja taxa de crescimento é a mais baixa do mundo. Durante a Primeira Guerra Mundial, o número de mortos desse continente foi de 7 milhões e, na Segunda Guerra, elevou-se a mais de 9 milhões, só na Europa Ocidental. Mas isso não é apenas uma imediata e transitória das guerras, pois ainda em nossos dias o crescimento anual da Europa é o mais baixo. As estatísticas demonstram que ela terá a sua população dobrada, no espaço de cem anos, ao passo que o resto do mundo o terá em cinqüenta anos, apenas. A SOVIÉTICA NA CATEGORIA DE GRANDE POTÊNCIA Até 1 929, aproximadamente, a Alemanha vinha ocupando a posição de segunda potência no mundo, mas a partir de então foi substituída pela União Soviética, que passou a suceder o primeiro escalado (Estados Unidos) na escala das potências mundiais. Após a Segunda Guerra, por volta de 1948, embora fosse dotada de uma armada apenas razoável, a União Soviética contava com um exército terrestre e perfeitamente equipado. Sua força aérea também reforça-va o seu poderio, pois já durante a guerra fora notável o seu desempenho. Referindo-nos ao fator demográfico, é preciso salientar que os russos se achavam numa posição privilegiada. Não obstante as perdas sofridas, que chegaram a atingir 15 milhões de pessoas (8 milhões de civis e 7 milhões de solda- dos), sua população por pouco não alcançava a casa dos 200 milhões de habitantes. A Segunda Guerra Mundial, entretanto, freou a expansão russa, pois nada mais nada menos do que fábricas e cerca de 000 quilômetros de estradas de ferro foram destruídas pelos combates em terras e bom- bardeios aéreos. Aliás, as estatísticas apontam o número de cidades destruídas como sendo de 1700, o que levou o próprio Stálin a declarar que durante pelo menos 7 anos todos deveriam empenhar-se em reerguer as áreas destruídas pela guerra, para que o país voltasse à normalidade. Foi preciso, entretanto, que dez anos se passassem até que a recuperação fosse atingida, em seu sentido mais amplo. A União Soviética pode, afinal, retomar a trilha no progresso econômico e consolidar a sua posição de grande potência. A CULTURA CONTEMPORÂNEA NO PÓS GUERRA Os trinta e cinco anos que sucederam a Primeira Guerra caracterizaram-se por acontecimentos políticos, sociais e econômicos dos mais chocantes e confusos. Convenções e ideais foram atacados e instituições, que até então podiam ser apontadas como intocáveis, foram abaladas. Os ideais da democracia, do liberalismo, do individualismo e do próprio racionalismo foram pisoteados. Como era natural, essas mudanças sociais, políticas e econômicas refletiram-se nas diretrizes culturais, traçando os novos rumos que elas deveriam tomar. pessimismo e a insegurança recairam em cheio sobre a Literatura, a Filosofia e as Artes. Na maioria das obras artísticas, o que se notou foi a necessidade do artista de extravasar seus sentimentos. Muitas vezes, houve inversão: as próprias tendências culturais acabaram sendo responsabilizadas pelo agravamento da caótica situação reinante. Como exemplo, é licito afirmar que, em determinadas teorias científicas, se notava acentuada propensão em desvalorizar a razão como fonte de conhecimento. irracional foi muitas vezes sublimado, ao mesmo tempo que a democracia foi atacada e o regime de força, enaltecido. os PROGRESSOS NO CAMPO CIENTÍFICO Os fins do século passado e princípios do atual já marcavam um novo avanço no campo científico. A Ciência con- temporânea já havia sido enriquecida com o surgimento de uma concepção nova acerca do átomo, segundo a qual ele não constituía apenas uma simples sólida, mas uma espécie de sistema solar em miniatura; desvendou-se o fenômeno da radioatividade; a relatividade entre o tempo e o espaço foi demonstrada, afastando-se a hipótese do éter; etc. A Biologia foi grandemente enriquecida com a formulação das leis da hereditariedade e o surgimento da teoria microbiana das doenças. A descoberta da psicanálise também deve ser alinhada entre os grandes efeitos dessa época. Essas inovações científicas foram de uma importância sem limites e pertencem mais aos fins do século XIX do que propriamente ao atual. A partir de houve acontecimentos ainda mais extraordinários, principalmente no campo da Física. A concepção do átomo como um simples sistema solar em miniatura foi ampliada e ganhou novas dimensões. Nesse sentido merecem destaque as pesquisas do físico alemão Werner von Heisenberg. Os trabalhos que Einstein desenvolvera em 1905 enormemente para que novos conceitos, mais arrojados, fossem sendo lançados, que vem ocorrendo até os dias atuais. trabalho de desintegração do átomo foi levado a efeito em 1939, pelos físicos alemães Otto Hahn e F. Strassmann, e deu ensejo à preparação da bomba atômica. Ela foi criada por um grupo de cientistas norte-ameri- canos, após um longo período de trabalhos e pesquisas no Departamento de Guerra dos Estados Unidos. A bomba atômica foi dada por concluída por volta de 945 e, nesse mesmo ano, puderam ser constatados os seus efeitos danosos, em experiências levadas a cabo no deserto do Novo México, não longe dos laboratórios do Departamento de Guerra dos Estados Unidos. Hiroshima foi a primeira a sofrer seus efeitos Como se sabe, no dia 6 de agosto de 1945, essa cidade foi parcialmente destruída pela bomba atômica, o mesmo suce- dendo a Nagasáki, três dias depois. Ao todo, nada menos que pessoas pereceram em decorrência do lançamento das bombas. homem lograra, finalmente, dominar o elemento básico do universo e, quiçá, o mons- tro que poderia destruir a humanidade toda em questão de segundos. A descoberta da bomba atômica e a possibilidade de seu uso bem cedo se revelaram como algo que não dizia respeito unicamente aos americanos. Em a União Soviética também fazia explodir a sua bomba atômica, dando por terminado monopólio dos americanos sobre ela.Superando a própria bomba atômica, em 952 a Comissão Norte-Americana de Energia Atômica lançava suas primeiras experiências de um novo tipo de bomba: a de hidrogênio, também chamada de bomba H. Para se ter uma idéia do seu poder explosivo, o bastante é ressaltar que o atol de Emwetok, ao sul do Pacífico, em que foram realizadas experiências com a bomba, acabou sendo inteiramente destruído, depois de algumas horas de pavoroso incêndio. Acredita-se que o poder da bomba de hidrogênio exceda o das bombas atômicas que incineraram Hiroshima e Nagasáki em 250 vezes, daí se concluindo quão aterradores são os seus efeitos. Vocabulário Abstração: Estado de alheamento do espírito. Às expensas: custas de. Aterrador: Que causa terror; pavoroso. Cercanias: Arredores; proximidades. Debelar: Combater; destruir; reprimir. Diretrizes: Normas de procedimento. Dispendioso: Custoso; caro. Dissonância: Desafinação de sons. Eclipse: Desaparecimento temporário; ofuscamento. Equacionados: Resolvidos; solucionados. Específico: Exclusivo; especial. Esteticismo: Excessivo apego à estética, ciência que trata do belo, na natureza e na arte. Fomentadas: Desenvolvidas; incentivadas. Germe: princípio, a causa de alguma coisa. Honorífico: Que honra e distingue. Iminente: Que está em vias de efetivação imediata; prestes a realizar-se. Incineraram: incendiaram. Inoculação: Ato de introduzir no organismo. Insolúveis: Que não são resolvidos. Intimação: Notificação; aviso. Inversão: Aplicação de capital em determinado negócio ou empresa. Lícito: Legítimo, legal, oficial. Logue: Concernente à ioga, sistema de união com Deus por meio de contemplação e austeridade. Pereceram: Faleceram; humilhados. Repatriação: Regresso à pátria. Repúdio: Desprezo; aversão. Reveses: Golpes; ataques. Satélite: Que gira em torno de ou vive em função de. Setentrional: Norte. Sobrepujar: Superar, exceder, ultrapassar. Sublimado: Elevado à maior altura; engrandecido. Teor: Conteúdo de uma escrita. Transitória: Passageira. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ ESTUDAR 1. Neste exercício, fazemos algumas afirmações. Algumas a) (F) A Declaração de Potsdam foi assinada pelos são verdadeiras, outras, falsas. Indique as verdadeiras "três grandes", a Inglaterra, Alemanha e União Sovié- com (V) e as falsas com (F). Corrija as falsas. tica.Comentário: Está errada. A Declaração de Potsdam foi com e as incorretas com (I). Corrija as incorretas. assinada pelos "três grandes", a Inglaterra, Estados Unidos e União Soviética. a) principal objetivo dos Estados Unidos ao propor o Plano Marshall era garantir os mercados consumidores b) (V) A Declaração de Potsdam decidiu dividir o ter- europeus para seus produtos industrializados. ritório alemão em quatro zonas de ocupação. b) Com o Plano Marshall, os Estados Unidos con- seguiram impor sua hegemonia econômica sobre a c) (F) o território alemão foi dividido entre americanos, Europa. soviéticos, ingleses e italianos. c) A reação da União Soviética foi totalmente a favor Comentário: Está errada. território alemão foi dividido do Plano Marshall. entre americanos, soviéticos, ingleses e franceses. Comentário: Está errada. A reação da União Soviética foi totalmente contrária ao Plano Marshall, porque os 2. Neste exercício, fazemos algumas afirmações. Algumas soviéticos denunciavam o Plano Marshall como sendo estão corretas, outras, incorretas. Indique as corretas um instrumento do imperialismo americano. EXERCÍCIOS PARA VOCÊ RESOLVER 1. Marque com um (X), a única alternativa que com- da Europa Ocidental devastada pela Segunda Guerra pleta corretamente a frase abaixo. Mundial era chamado a) ( ) de Doutrina Truman. Uma das principais da Segunda Guer- b) ( ) de Plano Marshall. ra Mundial foi c) ( ) de Carta do a) ( ) o econômico dos Estados Unidos. d) ( ) de Conferência de lalta. b) ( ) a ascensão econômica da Alemanha. c) ( ) a ascensão econômica dos Estados Unidos. 4. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados d) ( ) o econômico dos Estados Unidos e da Unidos organizaram o Plano Marshall para a Europa, Alemanha. com a finalidade de 2. Marque com um (X), a única alternativa que com- a) ( ) recuperar economicamente os países devastados pleta corretamente a frase abaixo. pela guerra. b) ( ) construir uma série de bases militares para A política criada no pós-guerra que colocava os Estados impedir um ataque soviético. Unidos, como o guardião da liberdade dos povos e c) ( ) reunificar o Estado alemão. defendia a liderança internacional deste país, como d) ( ) promover o comércio entre os países ricos e garantia para a paz mundial ficou conhecida como a) ( ) Plano Marshall. pobres. b) ( ) Conferência de Moscou. c) ( ) Conferência de lalta. 5. da Europa, Hegemonia Americana, Plano d) ( ) Doutrina Truman. Marshall, Guerra Fria são da 3. Marque com um (X), a única alternativa que com- a) ( ) Primeira Guerra Mundial. pleta corretamente a frase abaixo. b) ( ) Crise de 1929. c) ( ) Segunda Guerra Mundial. Plano Econômico que visava a recuperação econômica d) ( ) Revolução Russa de 1917.CHAVE DE RESPOSTAS Marque com um (X), a única alternativa que completa c) ( ) de Carta do corretamente a frase abaixo. d) ( ) de Conferência de lalta. Comentário: Plano Econômico estabelecido pelos Uma das principais da Segunda Guer- Estados Unidos para recuperar, reconstruir e auxiliar ra Mundial foi financeiramente os países europeus foi chamado de a) ( ) o econômico dos Estados Unidos. Plano Marshall. b) ( ) a ascensão econômica da Alemanha. c) (X) a ascensão econômica dos Estados Unidos. 4. Após a Segunda Guerra Mundial, os Estados Uni- d) ( ) o econômico dos Estados Unidos e da dos organizaram o Plano Marshall para a Europa, Alemanha. com a finalidade de Comentário: Podemos afirmar que a entrada dos a) (X) recuperar economicamente os países devastados Estados Unidos ao lado dos Aliados foi decisiva. pela guerra. Os norte-americanos foram os responsáveis pela b) ( ) construir uma série de bases militares para recuperação econômica da Europa e conseqüente- impedir um ataque soviético. mente pela ascensão econômica desse país, devido c) ( ) reunificar o Estado alemão. aos inúmeros créditos concedidos aos europeus a d) ( ) promover o comércio entre os países ricos e juros altíssimos. pobres. Comentário: Após a Segunda Guerra Mundial, os 2. Marque com um (X), a única alternativa que com- Estados Unidos organizaram o Plano Marshall com a pleta corretamente a frase abaixo. finalidade de recuperar economicamente os países europeus devastados com a guerra. Essa ajuda finan- A política criada no pós-guerra que colocava os Esta- ceira se deu com os empréstimos concedidos pelos dos Unidos como o guardião da liberdade dos povos Estados Unidos, aos países que tiveram seus ter- e defendia a liderança internacional deste país, como ritórios destruídos nos combates. garantia para a paz mundial, ficou conhecida como a) ( ) Plano Marshall. 5. da Europa, Hegemonia Americana, Plano b) ( ) Conferência de Moscou. Marshall, Guerra Fria são da c) ( ) Conferência de lalta. d) (X) Doutrina Truman. a) ( ) Primeira Guerra Mundial. Comentário: A Doutrina de Truman estabelecia as b) ( ) Crise 929. regras para a política externa sob a liderança dos c) (X) Segunda Guerra Mundial. Estados Unidos como forma de garantir a paz, a d ( ) Revolução Russa de 1917. ordem e o isolamento da influência do comunismo. Comentário: Declinio da Europa, Hegemonia Americana, Plano Marshall, Guerra Fria são conse- 3. Marque com um (X), a única alternativa que com- da Segunda Guerra Mundial. Com o final pleta corretamente a frase abaixo. desta guerra verificou-se a crise que se instalou nos países europeus que lutaram no conflito e a ascen- o Plano Econômico que visava a recuperação econô- são econômica e política dos Estados Unidos através mica da Europa Ocidental devastada pela Segunda da organização do Plano Marshall. A Guerra Fria se Guerra Mundial era chamado instalou após a Segunda Guerra e se caracterizou a) ( ) de Doutrina Truman. pela disputa entre duas grandes potências mundiais, b) (X) de Plano Marshall. os Estados Unidos e a ex-União Soviética.