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Exercício 6 Relações De Trabalho No Brasil Contemporâneo 1. A discussão de Capital e Trabalho e a formulação de uma nova Divisão Internacional do Trabalho com a ascensão da economia industrial capitalista do século XIX é fundamental para a compreensão do cotidiano das forças de trabalho no Brasil. No que diz respeito à relação entre Trabalho e Cidadania contemporânea, podemos afirmar que: A. O trabalho deve ocupar lugar de destaque como filantropia, amor ao próximo, gerando, dessa forma, cidadania. B. O trabalho deve ocupar lugar de destaque na esfera privada, única forma de reunir e organizar trabalhadores, e a cidadania decorre do fato de temos nos livrado da escravidão. C. O trabalho é entendido como parte da esfera pública de uma sociedade e o direito à remuneração e condições dignas de trabalho, entre outros, são geradores de cidadania. D. O trabalho deve ser entendido dentro do campo da solidariedade e do amor ao próximo. E. O trabalho deve criar relações de poder entre os homens, criando uma hierarquia entre as cidadanias aceitáveis em um Estado. Explicação: O trabalho é uma parte integral da esfera pública de uma sociedade, e não se restringe apenas à esfera privada ou a conceitos de filantropia e solidariedade. O direito a uma remuneração justa e a condições dignas de trabalho são elementos fundamentais para a construção da cidadania. Esses direitos não apenas garantem a sobrevivência do trabalhador, mas também promovem a sua dignidade e participação ativa na sociedade. 2. A implementação de medidas liberais no Brasil, durante o período da Guerra Fria, foi relativamente modesta. Já quando chegamos ao fim do século XX e inicio do século XXI, economicamente nossas relações de trabalho passam a ser focadas no: A. Fordismo B. Toyotismo C. Getulismo D. Uberização E. Neoliberalismo Explicação: O neoliberalismo emerge como a principal orientação econômica no Brasil a partir do final do século XX e inicio do século XXI. Este modelo econômico, que se tornou predominante após as eleições de 1988, é caracterizado pela defesa da liberalização econômica, da privatização de empresas estatais e da redução do papel do Estado na economia. Além disso, o neoliberalismo também influenciou reformais nas leis trabalhistas e previdenciárias, buscando maior flexibilização e redução de direitos. 3. No Brasil, temos, com o crescimento das fábricas durante as primeiras décadas do século XX, uma grande mudança. De que mudança estamos falando? A. Da promoção de emprego fabris, integrada às linhas de automação. B. Da ampliação dos custos de fabricação, impulsionada pelo consumo. C. Da redução do tempo de vida dos produtos, acompanhada da crescente inovação. D. Da diminuição da importância da organização logística, utilizada pelos fornecedores. E. Da expansão de mercadorias estocadas, aliada a maiores custos de armazenamento. Explicação: A mudança mencionada no enunciado refere-se à redução do tempo de vida dos produtos, acompanhada da crescente inovação. Isso ocorre porque o capitalismo na era de sua acumulação integram (ou flexível) necessita do aumento da mais-valia relativa devido às crises crescentes e cíclicas. Para estimula o consumismo, a vida dos produtos é reduzida para gerar um maior ciclo de produção e consumo. No Brasil, essa mudança é evidente com a maior parte dos trabalhadores passando a estar na cidade a partir dos anos de 1940. A expansão do estoque de mercadorias não é um fenômeno da referida época. 4. A greve de 1917 foi um marco na história do sindicalismo no Brasil. Tal afirmativa se justifica: A. Pelo tamanho da organização que demonstraram uma força até então não imaginada. B. Por ter sido responsável pela criação da Consolidação das Leis do Trabalho. C. Por ter conseguido todos os pleitos e direitos reivindicados. D. Por ter evidenciado que a imigração europeia trouxe resultados positivos, nos tornando um país melhor. E. Por ter derrubado o governo e dado um golpe de Estado. Explicação: A Greve de 1917 foi um marco na história do sindicalismo no Brasil, principalmente pelo seu tamanho e organização, que demonstravam uma força até então não imaginada. Isso representou um grande avanço para o movimento sindical no país. 5. A maior mobilização operária se deu na greve geral de julho de 1017, iniciada na cidade de São Paulo e com repercussões no restante do país. O movimento começou com a paralisação em um a fábrica de tecidos de algodão, se estendeu para outras empresas têxteis, atingiu o ramo de bebidas e se expandiu pelo interior paulista e outros estados. Os grevistas entraram em choque com as forças policiais, o que resultou na morte do operário Antonio Martinez. Seu enterro paralisou a cidade de São Paulo, transformada em campo de batalha. Em termos históricos podemos afirmar que os movimentos de greve no Brasil são: A. A prova de uma tradição comunista no Brasil. B. O peso dos anarquistas que criam os grupos. C. Fruto da inexistência de uma legislação trabalhista. D. A movimentação oriunda da tradição escravocrata. E. Uma tradição de luta cristã pelos seus irmãos. Explicação: A inexistência de uma legislação trabalhista à época e o desinteresse dos governos oligárquicos com a questão social – pois a reivindicação operária era vista como “um caso de polícia” – são causas dos movimentos de greve no Brasil. No contexto da desigualdade social crescente e ausência de direitos sociais, os trabalhadores reivindicaram melhores condições de trabalho, redução da jornada para oito horas diárias e proibição do trabalho infantil ate os 12 anos de idade. 6. O trabalhador contemporâneo no Brasil tem vivido um movimento de incerteza. Essa afirmação toma, clara, um determinado ponto de vista. Esse ponto de vista tem como contraponto a defesa de que o Estado deve: A. Ser mais forte. B. Ser militar C. Ser máximo. D. Ser mínimo. E. Deixar de existir. Explicação: A frase do enunciado reflete a perspectiva dos críticos do neoliberalismo, que veem o trabalhador contemporâneo vivendo em um estado de incerteza. O contraponto a essa visão seria uma postura que apóia o neoliberalismo. O neoliberalismo defende a redução da intervenção do Estado na economia, ou seja, a ideia de um “Estado Mínimo”. 7. As lutas sociais por melhores condições de trabalho integraram diversos grupos da sociedade brasileira que reivindicavam mudanças desde que o trabalho passou a ser parte do sistema de economia brasileiro. Quando chegamos ao século XX, a história é marcante na tipologia e na maneira de nos relacionarmos no mundo do trabalho. Sobre o tema, analise os itens a seguir e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta corretamente a tipologia dos trabalhadores brasileiros no início do século XX. I. Os negros, ex-escravizados, que estavam marginalizados no contexto social e reivindicavam uma inclusão na cidadania republicana recém estabelecida. II. Os operários urbanos que lutavam por melhores condições de trabalho e salários dignos. III. Os trabalhadores e trabalhadoras rurais que sequer eram reconhecidos como trabalhadores formais pelo Estado, no contexto de exaustivo trabalho no campo, também desejavam ampliar direitos sociais. Estão corretos: A. I B. II C. I e II D. I e II E. I, II e II Explicação: A tipologia dos trabalhadores brasileiros no inicio do século XX é corretamente representada pelos três grupos mencionados. 8. A Consolidação das Leis do Trabalho tem, dentre as razões de sua importância, a unificação da legislação trabalhista existente no Brasil em 1943. A CLT tem como intento a (o): A. Criação de autonomia legal de empresas e trabalhadores em suas relações de oficio. B. Ordenamento jurídico particular dos contratos de trabalho no campo. C. Regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho. D. Construção de acordos coletivos entre setores sociais antagônicos. E. Concessão lenta e gradual de direitos sociais plenos aos trabalhadores brasileiros. Explicação: A CLT é um marco na história do trabalho no Brasil, pois regulamentou as relações trabalhistastanto em âmbito individual quanto coletivo. Com a implementação da CLT, direitos significativos foram assegurados para a classe trabalhadora, estabelecendo um marco regulatório para as relações de trabalho no país.