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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO CIVIL
Prescrição, Decadência e Provas
Livro Eletrônico
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Prescrição, Decadência e Provas
DIREITO CIVIL
Sumário
1. Introdução ..................................................................................................................................... 3
2. Prescrição e Decadência ........................................................................................................... 4
2.1. Prescrição ................................................................................................................................ 10
2.2. Decadência .............................................................................................................................. 25
2.3 Súmulas, Jurisprudência e Enunciados sobre Prescrição e Decadência .................... 26
3. Provas .......................................................................................................................................... 41
Resumo ............................................................................................................................................43
Questões Exame de Ordem .........................................................................................................46
Gabarito ........................................................................................................................................... 56
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Prescrição, Decadência e Provas
DIREITO CIVIL
1. Introdução
Olá, pessoal, tudo bem com vocês? Gostaram da aula passada?
Acho que ficou bem mais fácil de entender negócio jurídico, né?
Hoje estou inspirada para nossa aula, estou aqui em frente à piscina escrevendo 
para vocês...
O nosso tema do coração dessa aula é uma continuidade da anterior, e é algo que 
vocês vão lidar muito na vida profissional...
Vamos para mais um capítulo da nossa novela de Direito Civil...
No encontro anterior, conversamos muito sobre Atos, Fatos e Negócios Jurídicos, 
mas hoje é dia de falar sobre o tempo... isso mesmo!
Neste encontro, vocês vão aprender mais um importante fato jurídico que é o tempo...
Como dizia Renato Russo:
Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo.
Para o Direito, realmente, todos os dias acordamos e não temos mais o tempo que passou, 
mas será que ainda temos todo tempo do mundo para exercer nossos direitos?
Levando em consideração o tempo, temos aqui no Direito Civil dois institutos que consti-
tuem reflexos do tempo, são eles: PRESCRIÇÃO e DECADÊNCIA.
Então, novamente, veja que estamos seguindo a ordem do Código Civil...
Veja que beleza:
• Prescrição: artigos 189 a 206 do Código Civil;
• Decadência: artigos 207 a 211 do Código Civil.
Ah, também vamos ter um papo hoje sobre provas do negócio jurídico. Uma matéria que 
mistura um pouco de civil e um pouco de processo.
Não se preocupe, são poucos artigos...
• Provas: artigos 212 a 232 do Código Civil.
Vamos começar a brincadeira de hoje????
Será que hoje teremos cerejinha hoje?
Acho que sim, hein...
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DIREITO CIVIL
2. PrescrIção e decadêncIa
O tempo tem um efeito devastador nas relações jurídicas e é sobre isso que conversaremos.
Na aula passada, sobre atos e fatos jurídicos, eu falei pra vocês que aquele esquema que 
fizemos era muito importante, porque serviria de base para assuntos que estudaríamos no 
futuro, como agora.
Nós conceituamos o fato jurídico como sendo todo acontecimento da vida que tenha re-
percussão no âmbito jurídico.
Vimos que há os fatos jurídicos que não decorrem da vontade humana (fatos jurídicos em 
sentido estrito) e os atos jurídicos.
Esse quadro ao lado é UNIVERSAL, 
uma vez que se aplica a todos os 
outros ramos do direito, não apenas 
no Direito Civil. 
Por isso é que se denomina “Teoria 
Geral Dos Fatos”. Nele, é possível 
observar a natureza jurídica de cada 
instituto.
Você deve lembrar também que o fato jurídico, quando previsível, é denominado “ordinário”; 
quando imprevisível, é denominado “extraordinário”.
Observe que Fatos Jurídicos são os acontecimentos da vida que possuem consequências 
jurídicas.
Por sua vez, tais fatos jurídicos podem ou não decorrer da vontade humana 
– caso não decorram da vontade humana são denominados FATOS JURÍDICOS EM SENTIDO 
ESTRITO; do contrário, decorrendo da vontade humana, são denominados ATOS JURÍDICOS.
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DIREITO CIVIL
Os fatos jurídicos em sentido estrito se dividem em fatos jurídicos em sentido estrito or-
dinários ou extraordinários.
Nesse sentido, a prescrição e a decadência tratam, efetivamente, das consequências do 
passar do tempo nas relações jurídicas.
Nesse sentido, é muito importante que a gente saiba, exatamente, a natureza jurídi-
ca do tempo.
Você consegue dizer qual é?
Quando alguém nos questiona a natureza jurídica de algo, devemos interpretar assim: “a 
que gênero pertence essa espécie?”.
Então, a resposta para essa pergunta seria: fato jurídico em sentido estrito ordinário, pois o 
tempo é previsível, concorda?
Claro, quando falamos sobre o tempo, podemos ver que ele tem natureza de fato jurídico 
em sentido estrito ordinário, uma vez que o passar do tempo denota a previsibilidade.
Mas, professora, será que a prescrição e a decadência têm a mesma natureza jurídica do 
tempo?
Bom, é uma pergunta que demanda uma polêmica divergente.
Há quem entenda que elas tenham, sim, a mesma natureza jurídica do tempo, de fato jurí-
dico em sentido estrito ordinário.
Todavia, não é o que deve prevalece.
Isto porque, embora a prescrição e a decadência denotem um sentido de perda, tal perda 
incide sobre aspectos diversos, além de que deve existir uma vontade humana, ainda que in-
consciente.
Um estudioso do Direito deve saber os fatores que levam à prescrição e à decadência.
Por outro lado, imagine o caso de um cidadão comum que teve violados seus direitos 
autorais?! 
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DIREITO CIVIL
Ele sabe que essa violação aconteceu, mas é leigo no assunto.
Não sabe, por exemplo, que tem um prazo de 03 anos para ajuizar uma demanda contra 
aquele que violou seus direitos.
O tempo vai passar sem que ele tenha consciência de que está em contagem regressiva 
para tomar uma atitude quanto a isso.
Outro exemplo: nós temos o período de um ano, após completar 18 anos, para alterarmos 
o nosso prenome, se assim desejarmos.
Ninguém sequer ouve falar dessa possibilidade, mas consta na Lei de Registros Públicosmesmo na tutela de direitos individuais homogêneos (pretensão de reem-
bolso dos usuários de plano de saúde que foram obrigados a custear lentes intraocula-
res para a realização de cirurgias de catarata) (REsp 1473846/SP, Rel. Ministro Ricardo 
Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, julgado em 21/2/2017, DJe 24/2/2017).Assim, a des-
peito da existência de recurso especial julgado sob o rito dos recursos repetitivos sobre 
a prescrição trienal para ações de cobrança contra plano de saúde, nota-se que esse 
versou sobre as ações ordinárias individuais, de modo que o entendimento referente à 
aplicação do prazo quinquenal às tutelas coletivas é específico e, consequentemente, 
prevalece no caso. (Informativo 671 - AgInt no REsp 1.807.990-SP, Rel. Min. Maria Isabel 
Gallotti, Quarta Turma, por unanimidade, julgado em 20/04/2020, DJe 24/04/2020);
• O prazo prescricional para a ação indenizatória por desapropriação indireta é de 10 
anos, em regra, salvo comprovação da inexistência de obras ou serviços públicos no 
local, caso em que o prazo passa a ser de 15 anos: A desapropriação indireta retrata 
situação fática em que a Administração, sem qualquer título legítimo, ocupa indevida-
mente a propriedade privada. Incorporado de forma irreversível e plena o bem particular 
ao patrimônio público, resta ao esbulhado apenas a ação indenizatória. Quanto ao prazo 
prescricional, deve ser analisada a aplicabilidade do parágrafo único ou do caput do 
art. 1.238 do Código Civil de 2002 às hipóteses de desapropriação indireta. Segundo a 
norma: “Art. 1.238: Aquele que, por quinze anos, sem interrupção, nem oposição, possuir 
como seu um imóvel, adquire-lhe a propriedade, independentemente de título e boa-fé; 
podendo requerer ao juiz que assim o declare por sentença, a qual servirá de título para 
o registro no Cartório de Registro de Imóveis. Parágrafo único: O prazo estabelecido 
neste artigo reduzir-se-á a dez anos se o possuidor houver estabelecido no imóvel a sua 
moradia habitual, ou nele realizado obras ou serviços de caráter produtivo”. No acórdão 
embargado, da Primeira Turma, o prazo prescricional é de 15 anos, na medida em que 
o parágrafo único do art. 1.238 do Código Civil destina-se especificamente a regular os 
direitos do posseiro particular que ocupa o imóvel para uso residencial ou produtivo. Já 
no acórdão paradigma, da Segunda Turma, o prazo de 10 anos do referido dispositivo é 
plenamente aplicável à desapropriação indireta, por presumir-se a implementação pelo 
Poder Público de obras ou serviços de utilidade pública ou interesse social. A jurispru-
dência conferiu a essa ação indenizatória caráter de direito real, equiparando seu prazo 
prescricional ao da ocorrência de usucapião em favor do ente público. Assim, a adoção 
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das regras de Direito Privado decorre unicamente de construção jurisprudencial. Para 
a aplicação ao Direito Administrativo de normas do Código Civil de 2002 destinadas a 
regular relações estritamente particulares, é preciso interpretá-las de forma temperada. 
No caso da desapropriação indireta, inexiste sequer norma positiva no Direito Adminis-
trativo, não podendo se exigir da lei civil essa disposição. Todo o sentido do Código Civil 
é pela ponderação entre os direitos de propriedade do particular e o interesse coletivo. 
No equilíbrio entre eles, está a função social da propriedade. Assim, plenamente aplicá-
vel o parágrafo único do art. 1.238 do Código Civil às hipóteses de desapropriação indi-
reta, por presunção de haver o Estado implantado obras ou serviços de caráter social ou 
utilidade pública. A presunção é relativa, podendo ser afastada pela demonstração efeti-
va de inexistência referidas obras ou serviços. Em regra, portanto, o prazo prescricional 
das ações indenizatórias por desapropriação indireta é decenal. No entanto, admite-se, 
excepcionalmente, o prazo prescricional de 15 anos, caso concreta e devidamente afas-
tada a presunção legal. (Informativo n. 658 - EREsp 1.575.846-SC, Rel. Min. Og Fernandes, 
Primeira Seção, por maioria, julgado em 26/06/2019, DJe 30/09/2019);
• A pretensão indenizatória decorrente do inadimplemento contratual sujeita-se ao prazo 
prescricional decenal (art. 205 do Código Civil), se não houver previsão legal de prazo 
diferenciado: O acórdão embargado, da Terceira Turma, reconheceu a aplicabilidade do 
prazo prescricional trienal (art. 206, § 3º, V, do Código Civil) aos casos de responsabili-
dade civil contratual. Já os acórdãos paradigmas, provenientes das Turmas integrantes 
da Primeira Seção, reconhecem que a pretensão indenizatória decorrente do inadimple-
mento contratual se sujeita ao prazo prescricional decenal (art. 205, do Código Civil). 
Um primeiro aspecto que deve ser levado em conta é que o diploma civil detém unidade 
lógica e deve ser interpretado em sua totalidade, de forma sistemática. Destarte, a partir 
do exame do Código Civil, é possível se inferir que o termo “reparação civil” empregado 
no art. 206, § 3º, V, somente se repete no Título IX, do Livro I, da Parte Especial do diplo-
ma, o qual se debruça sobre a responsabilidade civil extracontratual. De modo oposto, 
no Título IV do mesmo Livro, da Parte Especial do Código, voltado ao inadimplemento 
das obrigações, inexiste qualquer menção à “reparação civil”. Tal sistematização permi-
te extrair que o código, quando emprega o termo “reparação civil”, está se referindo uni-
camente à responsabilidade civil aquiliana, restringindo a abrangência do seu art. 206, 
§ 3º, V. E tal sistemática não advém do acaso, e sim da majoritária doutrina nacional 
que, inspirada nos ensinamentos internacionais provenientes desde o direito romano, 
há tempos reserva o termo “reparação civil” para apontar a responsabilidade por ato 
ilícito stricto sensu, bipartindo a responsabilidade civil entre extracontratual e contratual 
(teoria dualista), ante a distinção ontológica, estrutural e funcional entre ambas, o que 
vedaria inclusive seu tratamento isonômico. Sob outro enfoque, o contrato e seu cum-
primento constituem regime principal, ao qual segue o dever de indenizar, de caráter 
nitidamente acessório. A obrigação de indenizar assume na hipótese caráter acessório, 
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pois advém do descumprimento de uma obrigação principal anterior. É de se concluir, 
portanto, que, enquanto não prescrita a pretensão central alusiva à execução específica 
da obrigação, sujeita ao prazo de 10 anos (caso não exista outro prazo específico), não 
pode estar fulminado pela prescrição o provimento acessório relativo às perdas e danos 
advindos do descumprimento de tal obrigação pactuada, sob pena de manifesta incon-
gruência, reforçando assim a inaplicabilidade ao caso de responsabilidade contratual 
do art. 206, § 3º, V, do Código Civil. (Informativo n. 649 - EREsp 1.281.594-SP, Rel. Min. 
Benedito Gonçalves, Rel. Acd. Min. Felix Fischer, Corte Especial, por maioria, julgado em 
15/05/2019, DJe 23/05/2019);
• A separação de fato por tempo razoável mitiga a regra do art. 197, I, do Código Civil de 
2002: Inicialmente cumpre salientar que a interpretação literal dos artigos 197 e 1.571, 
ambos do Código Civil, de fato, conduz ao entendimento de que a prescrição entre oscônjuges somente flui pela morte de um deles, pela nulidade ou anulação do casamento, 
pela separação judicial e pelo divórcio, ou seja, diante de uma das causas do término da 
sociedade conjugal, não abarcando a legislação em comento, a hipótese da separação 
de fato. Ocorre que tanto a separação judicial (negócio jurídico), como a separação de 
fato (fato jurídico), comprovadas por prazo razoável, produzem o efeito de pôr termo aos 
deveres de coabitação, de fidelidade recíproca e ao regime matrimonial de bens (elemen-
tos objetivos), e revelam a vontade de dar por encerrada a sociedade conjugal (elemento 
subjetivo). Apesar do art. 1.571 do CC/2002 não incluir nos seus incisos a separação de 
fato no rol das causas da dissolução da sociedade conjugal, dele consta a separação 
judicial, cujas consequências jurídicas são semelhantes. Assim, não subsistindo a fina-
lidade de preservação da entidade familiar e do respectivo patrimônio comum, não há 
óbice em considerar passível de término a sociedade de fato e a sociedade 97 conjugal. 
Por conseguinte, não há empecilho à fluência da prescrição nas causas envolvendo di-
reitos e deveres matrimoniais. (Informativo n. 660 - REsp 1.660.947-TO, Rel. Min. Moura 
Ribeiro, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 05/11/2019, DJe 07/11/2019);
• É quinquenal o prazo prescricional aplicável à pretensão de cobrança, materializada em 
boleto bancário, ajuizada por operadora do plano de saúde contra empresa que contra-
tou o serviço de assistência médico hospitalar para seus empregados: Registre-se, de 
início, que não se desconhece que a jurisprudência desta Corte Superior tem entendi-
do ser aplicável o prazo prescricional de 10 (dez) anos para as pretensões resultantes 
do inadimplemento contratual: Contudo, conforme disposição expressa do art. 205 do 
Código Civil, o prazo de 10 (dez) anos é residual, devendo ser aplicado apenas quando 
não houver regra específica prevendo prazo inferior. Na espécie, apesar de existir uma 
relação contratual entre as partes, pois trata-se de ação ajuizada pela operadora do pla-
no de saúde em face de empresa que contratou a assistência médico-hospitalar para 
seus empregados, verifica-se que a ação de cobrança está amparada em um boleto de 
cobrança e que o pedido se limita ao valor constante no documento. Nesse contexto, a 
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hipótese atrai a incidência do disposto no inciso I do § 5º do art. 206 do Código Civil, que 
prevê o prazo prescricional de 5 (cinco) anos para a pretensão de cobrança de dívidas 
líquidas constantes de instrumento público ou particular. Convém destacar que o boleto 
bancário não constitui uma obrigação de 101 crédito por si só. Contudo, a jurisprudência 
tem entendido que ele pode, inclusive, amparar execução extrajudicial quando acom-
panhado de outros documentos que comprovem a dívida. (Informativo n. 657 - REsp 
1.763.160-SP, Rel. Min. Ricardo Villas Bôas Cueva, Terceira Turma, por unanimidade, julga-
do em 17/09/2019, DJe 20/09/2019);
• Sujeita-se à decadência à restituição dos valores pagos a título de comissão de corre-
tagem e de assessoria imobiliária (SATI) quando a causa de pedir é o inadimplemento 
contratual por parte da incorporadora, não se aplicando o entendimento fixado no tema 
repetitivo 938/STJ: A polêmica que ora se apresenta diz respeito à aplicação da prescri-
ção trienal da pretensão de restituição dos valores pagos a título de comissão de corre-
tagem e de assessoria imobiliária (SATI) (Tema 938/STJ) a uma demanda cuja causa de 
pedir é o inadimplemento contratual por parte da incorporadora. Registre-se que a referida 
tese repetitiva foi firmada no âmbito de demandas cuja causa de pedir era a abusividade 
da transferência desses custos ao consumidor. O atraso na entrega da obra por culpa da 
incorporadora dá ensejo à resolução do contrato, com devolução integral das parcelas 
pagas, nos termos da Súmula n. 543/STJ. O direito de pleitear a resolução do contrato por 
inadimplemento é um direito potestativo, assegurado ao contratante não inadimplente, 
conforme enuncia a norma do art. 475 do Código Civil. Tratando-se de um direito potesta-
tivo, não há falar em prazo de prescrição, mas em decadência, afastando, assim, a aplica-
ção do Tema 938/STJ. (Informativo n. 655 - - REsp 1.737.992-RO, Rel. Min. Paulo de Tarso 
Sanseverino, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 20/08/2019, DJe 23/08/2019)
• É possível a convenção de prazo decadencial para a utilização de diárias adquiridas em 
clube de turismo: No caso, o clube de turismo funciona mediante a oferta de títulos aos 
consumidores, que, após o pagamento de taxas de adesão e de manutenção mensal, 
bem como a observância de prazo de carência, adquirem o direito não cumulativo de 
utilizar 7 (sete) diárias, no período de um ano, em qualquer dos hotéis previamente sele-
cionados (rede conveniada), de modo que a não utilização das diárias disponibilizadas 
resulta na extinção do direito. Ao estabelecer as normas destinadas à proteção contra-
tual do consumidor, o legislador não revogou a liberdade contratual, impondo-se apenas 
uma maior atenção ao equilíbrio entre as partes, numa relação naturalmente desequili-
brada. A proteção contratual não é, portanto, sinônimo de impossibilidade absoluta de 
cláusulas restritivas de direito, mas de imposição de razoabilidade e proporcionalidade, 
sempre se tomando em consideração a natureza do serviço ou produto contratado. Além 
disso, embora o Código de Defesa do Consumidor regule as relações jurídicas entre as 
partes, uma vez que não se trata de fato ou defeito do serviço, 108 não há regramento 
especial que discipline os prazos decadenciais relativos às prestações voluntariamente 
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contratadas, devendo-se observar as regras gerais do Código Civil para o deslinde da 
controvérsia. Assim, é possível a convenção de prazos decadenciais, desde que respei-
tados os deveres anexos à contratação: informação clara e redação expressa, ostensiva 
e legível. (Informativo n. 651 - REsp 1.778.574-DF, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, Terceira 
Turma, por unanimidade, julgado em 18/06/2019, DJe 28/06/2019);
• O prazo de 5 (cinco) anos para o ajuizamento da ação popular não se aplica às ações 
coletivas de consumo: A aplicação analógica do prazo de cinco anos do art. 21 da Lei de 
Ação Popular para a ação coletiva de consumo, reconhecida pela jurisprudência desta 
Corte, tem como pressuposto o fato de não existir na Lei de Ação Civil Pública expres-
so prazo para o exercício dessa modalidade de direito subjetivo público, tampouco a 
previsão expressa de perda da possibilidade de uso desse específico rito processual 
pela mera passagem do tempo. Todavia, conforme consigna a doutrina especializada 
e ao contrário do entendimento prevalente, esse “silêncio do ordenamento é eloquente, 
ao não estabelecer direta e claramente prazos para o exercício dos interesses metain-
dividuais e para o ajuizamento das respectivas ações, permitindo o reconhecimento da 
não ocorrência da prescrição”. O silêncio do ordenamento deve ser considerado inten-
cional, pois o prazo de 5 anos para o ajuizamento da ação popular, contido no art. 21 
da Lei n. 4.717/1965, foi previsto com vistas àconcretização de uma única e específica 
prestação jurisdicional, qual seja a anulação ou declaração de nulidade de atos lesivos 
ao patrimônio público em sentido amplo. As ações coletivas de consumo, por sua vez, 
atendem a um espectro de prestações de direito material muito mais amplo, podendo 
não só anular ou declarar a nulidade de atos, como também quaisquer outras providên-
cias ou ações capazes de propiciar a adequada e efetiva tutela dos consumidores, nos 
termos do art. 83 do CDC. É, assim, necessária a superação (overruling) da atual orienta-
ção jurisprudencial desta Corte, pois não há razão para se limitar o uso da ação coletiva 
ou desse especial procedimento coletivo de enfrentamento de interesses individuais 
homogêneos, coletivos em sentido estrito e difusos, sobretudo porque o escopo desse 
instrumento processual é o tratamento isonômico e concentrado de lides de massa rela-
cionadas a questões de direito material que afetem uma coletividade de consumidores, 
tendo como resultado imediato beneficiar a economia processual. De fato, submeter a 
ação coletiva de consumo a prazo determinado tem como única consequência impor 
aos consumidores os pesados ônus do ajuizamento de 161 ações individuais, em preju-
ízo da razoável duração do processo e da primazia do julgamento de mérito, princípios 
expressamente previstos no atual CPC em seus arts. 4º e 6º, respectivamente, além de 
prejudicar a isonomia, ante a possibilidade de julgamentos discrepantes. (Informativo 
n. 648 - REsp 1.736.091-PE, Rel. Min. Nancy Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, 
julgado em 14/05/2019, DJe 16/05/2019);
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2.3.2. Súmulas do STJ
Súmula 573 - Nas ações de indenização decorrente de seguro DPVAT, a ciência inequí-
voca do caráter permanente da invalidez, para fins de contagem do prazo prescricional, 
depende de laudo médico, exceto nos casos de invalidez permanente notória ou naqueles 
em que o conhecimento anterior resulte comprovado na fase de instrução. (Súmula 573, 
SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 22/06/2016, DJe 27/06/2016)
Súmula 547 - Nas ações em que se pleiteia o ressarcimento dos valores pagos a título de 
participação financeira do consumidor no custeio de construção de rede elétrica, o prazo 
prescricional é de vinte anos na vigência do Código Civil de 1916. Na vigência do Código 
Civil de 2002, o prazo é de cinco anos se houver revisão contratual de ressarcimento e 
de três anos na ausência de cláusula nesse sentido, observada a regra de transição dis-
ciplinada em seu art. 2.028.(Súmula 547, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 14/10/2015, DJe 
19/10/2015)
Súmula 409 - Em execução fiscal, a prescrição ocorrida antes da propositura da ação 
pode ser decretada de ofício (art. 219, § 5º, do CPC). (Súmula 409, PRIMEIRA SEÇÃO, jul-
gado em 28/10/2009, DJe 24/11/2009, REPDJe 25/11/2009)
Súmula 323 - A inscrição do nome do devedor pode ser mantida nos serviços de proteção 
ao crédito até o prazo máximo de cinco anos, independentemente da prescrição da exe-
cução. (Súmula 323, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 25/11/2009, DJ 05/12/2005 p. 410, 
REPDJe 16/12/2009)
Súmula 278 - O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em 
que o segurado teve ciência inequívoca da incapacidade laboral. (Súmula 278, SEGUNDA 
SEÇÃO, julgado em 14/05/2003, DJ 16/06/2003 p. 416)
Súmula 229 - O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de 
prescrição até que o segurado tenha ciência da decisão. (Súmula 229, SEGUNDA SEÇÃO, 
julgado em 08/09/1999, DJ 08/10/1999)
Súmula 194 - Prescreve em vinte anos a ação para obter, do construtor, indenização por 
defeitos da obra. (Súmula 194, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 24/09/1997, DJ 03/10/1997)
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DIREITO CIVIL
Súmula 106 - Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, 
por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição 
de prescrição ou decadência. (Súmula 106, CORTE ESPECIAL, julgado em 26/05/1994, DJ 
03/06/1994 p. 13885)
Súmula 101 - A Ação de indenização do segurado em grupo contra a seguradora prescreve 
em um ano. (Súmula 101, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 27/04/1994, DJ 05/05/1994 p. 
10379)
Súmula 85 - Nas relações jurídicas de trato sucessivo em que a Fazenda Pública figure 
como devedora, quando não tiver sido negado o próprio direito reclamado, a prescrição 
atinge apenas as prestações vencidas antes do quinquênio anterior à propositura da 
ação. (Súmula 85, CORTE ESPECIAL, julgado em 18/06/1993, DJ 02/07/1993)
2.3.3. Enunciados das Jornadas de Direito Civil
I – Jornada de Direito Civil - Enunciado 14
1) O início do prazo prescricional ocorre com o surgimento da pretensão, que decorre da 
exigibilidade do direito subjetivo; 2) o art. 189 diz respeito a casos em que a pretensão nasce 
imediatamente após a violação do direito absoluto ou da obrigação de não fazer.
I – Jornada de Direito Civil - Enunciado 28
O disposto no art. 445, §§ 1º e 2º, do Código Civil reflete a consagração da doutrina e da 
jurisprudência quanto à natureza decadencial das ações edilícias.
I – Jornada de Direito Comercial - Enunciado 40
O prazo prescricional de 6 (seis) meses para o exercício da pretensão à execução do che-
que pelo respectivo portador é contado do encerramento do prazo de apresentação, tenha ou 
não sido apresentado ao sacado dentro do referido prazo. No caso de cheque pós-datado apre-
sentado antes da data de emissão ao sacado ou da data pactuada com o emitente, o termo 
inicial é contado da data da primeira apresentação.
I – Jornada de Direito Civil - Enunciado 50
A partir da vigência do novo Código Civil, o prazo prescricional das ações de reparação de 
danos que não houver atingido a metade do tempo previsto no Código Civil de 1916 fluirá por 
inteiro, nos termos da nova lei (art. 206).
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II – Jornada de Direito Comercial - Enunciado 69
Prescrita a pretensão do credor à execução de título de crédito, o endossante e o avalista, 
do obrigado principal ou de coobrigado, não respondem pelo pagamento da obrigação, salvo 
em caso de locupletamento indevido.
II – Jornada de Direito Comercial- Enunciado 71
A prescrição trienal da pretensão à execução, em face do emitente e seu avalista, de nota 
promissória à vista não apresentada a pagamento no prazo legal ou fixado no título, conta-se 
a partir do término do referido prazo.
II – Jornada de Direito Comercial - Enunciado 74
Embora a execução fiscal não se suspenda em virtude do deferimento do processamen-
to da recuperação judicial, os atos que importem em constrição do patrimônio do devedor 
devem ser analisados pelo Juízo recuperacional, a fim de garantir o princípio da preservação 
da empresa.
III – Jornada de Direito Civil - Enunciado 154
O juiz deve suprir, de ofício, a alegação de prescrição em favor do absolutamente incapaz.
III – Jornada de Direito Civil - Enunciado 155
O art. 194 do Código Civil de 2002, ao permitir a declaração ex officio da prescrição de 
direitos patrimoniais em favor do absolutamente incapaz, derrogou o disposto no § 5º do art. 
219 do CPC.
III – Jornada de Direito Civil - Enunciado 156
Desde o termo inicial do desaparecimento, declarado em sentença, não corre a prescrição 
contra o ausente.
IV – Jornada de Direito Civil - Enunciado 295
A revogação do art. 194 do Código Civil pela Lei n. 11.280/2006, que determina ao juiz o 
reconhecimento de ofício da prescrição, não retira do devedor a possibilidade de renúncia ad-
mitida no art. 191 do texto codificado.
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IV – Jornada de Direito Civil - Enunciado 296
Não corre a prescrição entre os companheiros, na constância da união estável.
IV – Jornada de Direito Civil - Enunciado 299
Iniciada a contagem de determinado prazo sob a égide do Código Civil de 1916, e vindo a 
lei nova a reduzi-lo, prevalecerá o prazo antigo, desde que transcorrido mais de metade deste 
na data da entrada em vigor do novo Código. O novo prazo será contado a partir de 11 de ja-
neiro de 2003, desprezando-se o tempo anteriormente decorrido, salvo quando o não aprovei-
tamento do prazo já vencido implicar aumento do prazo prescricional previsto na lei revogada, 
hipótese em que deve ser aproveitado o prazo já transcorrido durante o domínio da lei antiga, 
estabelecendo-se uma continuidade temporal.
IV – Jornada de Direito Civil - Enunciado 311
Caso não seja pago o preço fixado para a desapropriação judicial, e ultrapassado o prazo 
prescricional para se exigir o crédito correspondente, estará autorizada a expedição de manda-
do para registro da propriedade em favor dos possuidores.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 415
O art. 190 do Código Civil refere-se apenas às exceções impróprias (dependentes/não au-
tônomas). As exceções propriamente ditas (independentes/autônomas) são imprescritíveis.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 416
A propositura de demanda judicial pelo devedor, que importe impugnação do débito contra-
tual ou de cártula representativa do direito do credor, é causa interruptiva da prescrição.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 417
O art. 202, I, do CC deve ser interpretado sistematicamente com o art. 219, § 1º, do CPC, 
de modo a se entender que o efeito interruptivo da prescrição produzido pelo despacho que 
ordena a citação é retroativo até a data da propositura da demanda.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 418
O prazo prescricional de três anos para a pretensão relativa a aluguéis aplica-se aos con-
tratos de locação de imóveis celebrados com a administração pública.
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V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 419
O prazo prescricional de três anos para a pretensão de reparação civil aplica-se tanto à 
responsabilidade contratual quanto à responsabilidade extracontratual.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 420
Não se aplica o art. 206, § 3º, V, do Código Civil às pretensões indenizatórias decorrentes 
de acidente de trabalho, após a vigência da Emenda Constitucional n. 45, incidindo a regra do 
art. 7º, XXIX, da Constituição da República.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 463
A prescrição da pretensão executória não atinge o próprio direito material ou crédito que 
podem ser exercidos ou cobrados por outra via processual admitida pelo ordenamento jurídico.
V – Jornada de Direito Civil - Enunciado 520
O conhecimento da ausência de vínculo biológico e a posse de estado de filho obstam a 
contestação da paternidade presumida.
VI – Jornada de Direito Civil - Enunciado 536
Resultando do negócio jurídico nulo consequências patrimoniais capazes de ensejar pre-
tensões, é possível, quanto a estas, a incidência da prescrição.
VII – Jornada de Direito Civil - Enunciado 579
Nas pretensões decorrentes de doenças profissionais ou de caráter progressivo, o cômpu-
to da prescrição iniciar-se-á somente a partir da ciência inequívoca da incapacidade do indiví-
duo, da origem e da natureza dos danos causados.
VII – Jornada de Direito Civil - Enunciado 581
Em complemento ao Enunciado 295, a decretação ex officio da prescrição ou da decadên-
cia deve ser precedida de oitiva das partes.
VII – Jornada de Direito Civil - Enunciado 612
O prazo para exercer o direito de anular a partilha amigável judicial, decorrente de dissolu-
ção de sociedade conjugal ou de união estável, extingue-se em 1 (um) ano da data do trânsito 
em julgado da sentença homologatória, consoante dispõem o art. 2.027, parágrafo único, do 
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Código Civil de 2002, e o art. 1.029, parágrafo único, do Código de Processo Civil (art. 657, pa-
rágrafo único, do Novo CPC).
Para terminar, gostaria de colocar alguns pontos processuais: a prescrição e a decadência 
estão ligadas ao direito material e, por isso, ao mérito de uma eventual demanda judicial.
Não se confundem com questões processuais. 
Assim, caracterizada a prescrição ou a decadência, o juiz decidirá o feito COM resolução 
do mérito, não podendo a questão ser discutida emnova demanda.
Quando falamos, no processo civil, de preclusão, trata-se da perda do direito de praticar um 
ato processual, seja pela perda do prazo (preclusão temporal), porque você já praticou o ato 
(preclusão consumativa), ou porque você praticou um ato contrário àquele que você deseja 
(preclusão lógica).
Embora a preclusão temporal também seja uma consequência do passar do tempo, seus 
impactos são meramente processuais. Nada tem a ver com prescrição e decadência!
Aliás, levando em consideração o CPC, vejamos o que diz o art. 10: O juiz não pode decidir, 
em grau algum de jurisdição, com base em fundamento a respeito do qual não se tenha dado 
às partes oportunidade de se manifestar, ainda que se trate de matéria sobre a qual deva de-
cidir de ofício.
Sendo assim, para se manifestar acerca da caracterização da prescrição ou decadência, o 
juiz deverá dar à parte contrária a oportunidade de manifestação. Trata-se do princípio proces-
sual da vedação da decisão surpresa, que está intimamente ligado ao princípio do contraditó-
rio efetivo.
Ora, se o contraditório é a possibilidade de manifestação, no contraditório efetivo, você não 
só tem a oportunidade de se manifestar, mas também de influenciar nas decisões judiciais. 
Para garantir o contraditório efetivo, a manifestação deve ser anterior à decisão judicial.
Ainda no CPC, vale observarmos o teor do art. 332: Nas causas que dispensem a fase 
instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o 
pedido que contrariar: I - enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tri-
bunal de Justiça; II - acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal 
de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; III - entendimento firmado em incidente de 
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; IV - enunciado de súmula 
de tribunal de justiça sobre direito local. § 1º O juiz também poderá julgar liminarmente impro-
cedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição. Veja 
que prescrição e decadência são questões de mérito! § 2º Não interposta a apelação, o réu será 
intimado do trânsito em julgado da sentença, nos termos do art. 241. § 3º Interposta a apela-
ção, o juiz poderá retratar-se em 5 (cinco) dias. § 4º Se houver retratação, o juiz determinará o 
prosseguimento do processo, com a citação do réu, e, se não houver retratação, determinará a 
citação do réu para apresentar contrarrazões, no prazo de 15 (quinze) dias.
Dentro do mérito, temos as questões preliminares de mérito, que, pelo princípio da even-
tualidade/causalidade da defesa, prejudicam a análise do próprio mérito, por exemplo: você 
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ajuizou uma ação de cobrança contra mim; eu quero apresentar uma preliminar processual que 
são aquelas presentes no art. 337 do CPC.
Só depois disso, adentra-se no mérito da demanda, por exemplo: “Excelência, eu já paguei 
a dívida. Se entender que eu não paguei o total, considere apenas que eu paguei uma parte”.
Isso tudo é só para você entender sobre o princípio da eventualidade da defesa, ou princí-
pio da cumulação eventual de defesa, no qual você tem que alegar toda a matéria de defesa, 
ainda que contraditórias!
Prescrição e decadência são preliminares de mérito e não preliminares processuais!
Portanto, ensejam a improcedência liminar do pedido, com base no art. 487, II, CPC.
É possível, na fase saneadora do procedimento comum, no julgamento conforme o estado 
do processo, que o juiz reconheça, de logo, a prescrição e a decadência, de acordo com o art. 
354, CPC. Só que, nesse caso, primeiro ele vai tentar extinguir o processo, se ele não conse-
guir, vai tentar julgar o mérito antecipadamente. Caso ele o juiz não consiga, tentará ao menos 
julgar o mérito parcialmente.
Por que o juiz não pode julgar liminarmente improcedente no caso do art. 487, I, CPC (“aco-
lher ou rejeitar o pedido formulado na ação ou na reconvenção”)? Porque, quando o juiz acolhe 
ou rejeita o pedido formulado, ele adentra o mérito. Por isso apenas os incisos II e III do art. 
487 são causas de extinção.
Agora sim, terminamos o conteúdo de prescrição e decadência, mas precisamos dar uma 
olhada na parte de provas...
3. Provas
Essa parte do Código depende mais de você do que de mim, pois demanda, apenas, uma 
leitura atenta dos artigos 212 a 232 do Código Civil
Vou colacionar os artigos mais importantes que podem ser cobrados na sua prova, levando 
em consideração a relevância deles...
Vamos lá...
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante:
I – confissão;
II – documento;
III – testemunha;
IV – presunção;
V – perícia.
Art. 214. A confissão é irrevogável, mas pode ser anulada se decorreu de erro de fato ou de coação.
Art. 227. (Revogado pela Lei n. 13.105, de 2015) (Vigência)
Parágrafo único. Qualquer que seja o valor do negócio jurídico, a prova testemunhal é admissível 
como subsidiária ou complementar da prova por escrito.
Art. 228. Não podem ser admitidos como testemunhas:
I – os menores de dezesseis anos;
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2015/Lei/L13105.htm#art1072
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II – ( Revogado); (Redação dada pela Lei n. 13.146, de 2015) (Vigência)
III – (Revogado); (Redação dada pela Lei n. 13.146, de 2015) (Vigência)
IV – o interessado no litígio, o amigo íntimo ou o inimigo capital das partes;
V – os cônjuges, os ascendentes, os descendentes e os colaterais, até o terceiro grau de alguma 
das partes, por consanguinidade, ou afinidade.
§ 1º Para a prova de fatos que só elas conheçam, pode o juiz admitir o depoimento das pessoas a 
que se refere este artigo. (Redação dada pela Lei n. 13.146, de 2015) (Vigência)
§ 2º A pessoa com deficiência poderá testemunhar em igualdade de condições com as demais pes-
soas, sendo-lhe assegurados todos os recursos de tecnologia assistiva. (Incluído pela Lei n. 13.146, 
de 2015) (Vigência)
Mas nossa aula não acabou...
Hora de ler o resumo e lembrar de tudinho...
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RESUMO
Então, meus amigos, nesta aula vimos um extenso conteúdo e, também muito importante.
Um conteúdo que te prepara para a vida na advocacia de verdade, pois tudo que um bom 
advogado e uma boa advogada fazem é cumprir prazos e saber sobre eles.
Hoje conversamos sobre: Prescrição e Decadência! Falamos, brevemente, também, so-
bre provas.
Então, veja que estamos seguindo a estrutura do Código Civil...
Vimos esses artigos:
• Prescrição e Decadência: artigos 189 a 211 do Código Civil;
Provas: artigos 212 a 232 do Código Civil.
Inicialmente, vimos que o tempo tem um efeito devastador nas relações jurídicas.
A prescrição e a decadência tratam, efetivamente, das consequências do passar do tempo 
nas relações jurídicas, mas apesar de a prescrição e a decadência serem consequências do 
passar do tempo, não podem ser confundidas com o próprio tempo.
Seja na prescrição ou na decadência, existe uma perda; na prescrição, perde-se a preten-
são e, na decadência, o próprio direito.
A prescrição sempre será́ legal, pois terá́ como base a lei, todos os prazos prescricionais 
estão na lei.
Já a decadência poderá ser legal ou convencional.
As partes podem acordar outras formas de decadência, não previstas em lei.
Os casos de prescrição e decadência estão previstos nos artigos 189 a 206 e 207 a 211, 
respectivamente.
O CC/02, em uma clara preocupação com o princípio da operabilidade e da concretude, bem 
como com o princípio da simplicidade, o Código Civil trata de cada instituto separadamente.
É equivocado (e muito feio) dizer que prescrição é a perda do direito de ação, uma vez que, 
conforme encontramos nas lições de processo, todos têm direito de ação.
Ainda que, para assegurar a legitimidade desse direito, devam ser preenchidas as condi-
ções da ação, é indiscutível que todos têm esse direito.
Mesmo que você passe a vida inteira sem exercê-lo, continuará sendo detentor do direi-
to de ação.
Esse direito é tão importante no âmbito processual civil que não apenas pertence àqueles 
que têm personalidade jurídica, mas também àqueles que não a possuem, como os entes des-
personalizados - é a chamada personalidade judiciária.
O direito de ação é imprescritível!
O que se perde com a prescrição é a pretensão!
É a perda da pretensão, que é a intenção de ir a juízo satisfazer um determinado direito.
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DIREITO CIVIL
Está ligada a direitos subjetivos, que são aqueles que, para serem implementados, necessi-
tam do comportamento ativo de outra parte. Como exemplo, temos as obrigações – um credor 
que queira cobrar a dívida do seu devedor, deverá fazê-lo no prazo.
Assim, se tivermos uma relação de credor e devedor, estaremos diante de um direito subje-
tivo. O credor tem prazo para cobrar a dívida, exigir o cumprimento da obrigação.
O artigo 206 estabelece prazos específicos, de 1, 2, 3, 4 e 5 anos.
Já o 205 prevê uma regra geral, que é o prazo decenal,10 anos, aplicável aos demais casos.
É importante que você observe, nesse caso, que o artigo 205 prevê o prazo máximo prescri-
cional e trata-se de uma cláusula geral, aplicável quando não houver prazo específico, de caso 
específico, do artigo 206 do CC.
Ressalte-se que nós estamos falando da prescrição punitiva (perda). Quando estudarmos 
direito das coisas, veremos a usucapião, que é uma prescrição aquisitiva, mas o legislador quis 
denominá-la de forma distinta.
A prescrição que estudamos no Direito Civil, nesse momento, por sua vez, é uma prescrição 
extintiva, punitiva – essa que nos remete a uma perda.
O art. 189 estabelece que, violado o direito, nasce para o titular a pretensão, que se extin-
gue pela prescrição.
Perdendo o prazo relacionado no art. 205 ou 206 do CC, ocorrerá a prescrição.
Ocorre que nem sempre o sujeito terá imediata ciência da violação de seu direito.
Em se tratando de prescrição tem-se as causas que impedem ou suspendem a prescrição, 
que estão previstas nos artigos 197, 198 e 199 do Código Civil, bem como as que a interrom-
pem, que estão nos artigos 202, 203 e 204 do Código Civil.
Quando falamos em causas de impedimento da prescrição, significa que o prazo prescri-
cional sequer terá sua contagem iniciada; é diferente da suspensão, na qual o prazo já havia se 
iniciado e, por algum motivo específico, teve sua contagem suspensa. Quando cessar a causa 
da suspensão, ele voltará a ser contado de onde havia parado.
Nas causas de interrupção, a contagem será reiniciada e, como vimos, somente pode ocor-
rer uma única vez.
Na decadência, estamos diante da perda do próprio direito – o que é bem grave.
Além disso, da mesma forma que quando falamos em prescrição, falamos em direitos sub-
jetivos, na decadência, falamos em direito potestativo.
Vale salientar que, embora nem todo direito potestativo tenha prazo, quando ele existir, será 
decadencial.
Quando o exercício de um direito potestativo tiver um prazo, ele será decadencial.
Lembra que conversamos sobre o prazo de 04 anos para a anulação do negócio jurídico? 
É um prazo decadencial; o prazo de 02 anos para anular compra e venda de ascendente para 
descendente também...
Os prazos decadenciais podem ser estabelecidos pela lei, sendo a chamada decadência 
legal, ou pela vontade das partes, denominada decadência convencional.
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Nós vimos, na prescrição, que, esgotado o prazo prescricional, é possível que haja a re-
núncia por parte do beneficiado por esse esgotamento (o devedor). É o que acontece quando 
você tem uma dívida e o credor manda uma correspondência a respeito do débito, mesmo 
após a prescrição. Se você entrar em contato para renegociar a dívida, estará renunciando à 
prescrição.
O mesmo não ocorre com a decadência, pois esta não envolve nenhum sujeito a mais, 
somente o titular do direito que pode ou não exercer àquela faculdade concedida no prazo pre-
visto, a teor do artigo 209 do CC - É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
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QUESTÕES EXAME DE ORDEM
Agora precisamos treinar bastante.
Aqui você vai fazer as questões sobre o tema da aula de hoje já cobradas na OAB pela FGV.
Contudo, vocês vão perceber que não existem tantas questões assim, mas como o tema 
é relevante e pode sim ser cobrado, vou complementar com outras questões bacanas de ou-
tras bancas...
Respira e vai!!!!!
Logo após você responder, você encontrará o gabarito e o comentário.
Faça uma análise de quantas questões você acertou, se ficar abaixo de 80% de acerto, vol-
te e leia o material novamente e refaça as questões!
Tenha compromisso comigo, hein?!
Depois volte aqui e preencha esses dados...
Divirta-se!!!!!
001. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO V - PRIMEIRA FASE/2011) O decurso do 
tempo exerce efeitossobre as relações jurídicas. Com o propósito de suprir uma deficiência 
apontada pela doutrina em relação ao Código velho, o novo Código Civil, a exemplo do Códi-
go Civil italiano e português, define o que é prescrição e institui disciplina específica para a 
decadência.
Tendo em vista os preceitos do Código Civil a respeito da matéria, assinale a alternativa correta.
a) Se a decadência resultar de convenção entre as partes, o interessado poderá alegá-la, em 
qualquer grau de jurisdição, mas o juiz não poderá suprir a alegação de quem a aproveite.
b) Se um dos credores solidários constituir judicialmente o devedor em mora, tal iniciativa não 
aproveitará aos demais quanto à interrupção da prescrição, nem a interrupção produzida em 
face do principal devedor prejudica o fiador dele.
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c) O novo Código Civil optou por conceituar o instituto da prescrição como a extinção da pre-
tensão e estabelece que a prescrição, em razão da sua relevância, pode ser arguida, mesmo 
entre os cônjuges enquanto casados pelo regime de separação obrigatória de bens.
d) Quando uma ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a 
prescrição até o despacho do juiz que tenha recebido ou rejeitado a denúncia ou a queixa-crime.
Questão na qual o examinador quer que você se recorde dos seguintes artigos:
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a 
interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.
§ 1º A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção 
efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.
§ 2º A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros 
herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis.
§ 3º A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.
Art. 197. Não corre a prescrição:
I – entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;
Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a 
prescrição antes da respectiva sentença definitiva.
Letra a.
002. (FGV/OAB/EXAME DE ORDEM UNIFICADO II - PRIMEIRA FASE/2010) A respeito das di-
ferenças e semelhanças entre prescrição e decadência, no Código Civil, é correto afirmar que:
a) a prescrição acarreta a extinção do direito potestativo, enquanto a decadência gera a extin-
ção do direito subjetivo.
b) os prazos prescricionais podem ser suspensos e interrompidos, enquanto os prazos de-
cadenciais legais não se suspendem ou interrompem, com exceção da hipótese de titular de 
direito absolutamente incapaz, contra o qual não corre nem prazo prescricional nem prazo 
decadencial.
c) não se pode renunciar à decadência legal nem à prescrição, mesmo após consumadas.
d) a prescrição é exceção que deve ser alegada pela parte a quem beneficia, enquanto a deca-
dência pode ser declarada de ofício pelo juiz.
Questão na qual o examinador quer que você se recorde dos seguintes artigos:
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impe-
dem, suspendem ou interrompem a prescrição.
Art. 208. Aplica-se à decadência o disposto nos arts. 195 e 198, inciso I.
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Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
Letra b.
003. (CESPE/OAB/EXAME DE ORDEM I - PRIMEIRA FASE/2009) Considerando o importante 
efeito do decurso de tempo tanto na aquisição quanto na extinção de direitos, assinale a op-
ção correta.
a) Se a decadência for convencional, o juiz não poderá suprir a alegação.
b) Se a prescrição não estiver consumada, a renúncia à possibilidade de alegá-la deverá 
ser expressa.
c) Se as partes resolverem ampliar prazo prescricional, deverão fazê-lo por escrito.
d) O juiz só pode conhecer de ofício a prescrição, para favorecer o absolutamente incapaz.
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo 
de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos 
do interessado, incompatíveis com a prescrição.
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
Letra a.
004. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO ROQUE-SP/2020) Foi celebrado um negócio jurídico 
bilateral no qual uma das partes, intencionalmente, silenciou a respeito de fato que a outra 
parte ignorou e que, se fosse conhecido, não se teria celebrado o negócio jurídico. Constou no 
instrumento contratual que as partes renunciam ao prazo para pleitear a anulação do negócio 
por vício do consentimento.
Pode-se corretamente afirmar que
a) em regra, aplicam-se à decadência as normas que impedem, suspendem ou interrompem a 
prescrição.
b) é nula a renúncia ao prazo decadencial previsto em lei.
c) não pode o juiz, em eventual litígio, conhecer de ofício da decadência, em razão da renúncia 
realizada no negócio jurídico.
d) a decadência prevista em lei deve ser alegada na primeira oportunidade que falar nos autos, 
sob pena de preclusão.
e) o prazo decadencial para se pleitear a anulação do negócio jurídico por vícios do consenti-
mento é de 3 anos.
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Nesta questão, temos que mesclar o conhecimento adquirido hoje com o conhecimento que 
exploramos na aula de negócio jurídico.
Especialmente, o examinador quer saber se você sabe sobre decadência.
Primeiro deve lembrar que o prazo para anular é um prazo decadencial, lembra?
A partir daí, só observar os seguintes artigos:
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impe-
dem, suspendem ou interrompem a prescrição.
Art. 209. É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
Art. 178. É de quatro anos o prazo de decadência para pleitear-se a anulação do negócio jurídico, 
contado:
II – no de erro, dolo, fraude contra credores, estado de perigo ou lesão, do dia em que se realizou o 
negócio jurídico.
Fácil?
Letra b.
005. (VUNESP/EBSERH/ADVOGADO/2020)Assinale a alternativa correta a respeito da 
prescrição.
a) Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros se 
a obrigação for indivisível.
b) A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros, mas a interrupção efetu-
ada contra o devedor solidário não envolve seus herdeiros.
c) A interrupção produzida contra o principal devedor não prejudica o fiador.
d) Não corre a prescrição pendendo condição resolutiva.
e) Qualquer ato extrajudicial que constitua em mora o devedor interrompe a prescrição.
Mais uma questão na qual o examinador quer que o candidato tenha conhecimento das regras 
trabalhadas nessa aula.
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros 
se a obrigação for indivisível.
Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a 
interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.
§ 1º A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção 
efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.
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§ 3º o A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.
Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:
I – pendendo condição suspensiva;
II – não estando vencido o prazo;
III – pendendo ação de evicção.
Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
I – por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover 
no prazo e na forma da lei processual;
II – por protesto, nas condições do inciso antecedente;
III – por protesto cambial;
IV – pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;
V – por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
VI – por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito 
pelo devedor.
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou 
do último ato do processo para a interromper.
Letra a.
006. (VUNESP/SERTPREV-SP/PROCURADOR JURÍDICO/2019) Maria, jovem de 15 anos, es-
tava atravessando a rua, com o semáforo aberto para passagem dos pedestres, quando foi 
atropelada pelo automóvel conduzido por João, embriagado, que não respeitou o semáforo. Do 
atropelamento, resultou amputação de um pé de Maria. Sem prejuízo das sanções penais ca-
bíveis, pode-se corretamente afirmar que é possível pleitear que João seja condenado a pagar
a) danos morais, cumulados com danos estéticos, bem como danos materiais, no prazo de até 
três anos do acidente.
b) danos morais, mas não danos estéticos, visto que estes decorrem do mesmo fato e são 
abrangidos por aqueles, bem como danos materiais, no prazo de até cinco anos do acidente.
c) danos estéticos, mas não danos morais, visto que estes decorrem do mesmo fato e são 
abrangidos por aqueles, bem como danos materiais, no prazo de até três anos do acidente.
d) danos morais ou estéticos, não cumuláveis, bem como danos materiais, desde que compro-
vada a perda da capacidade laboral, no prazo de até cinco anos.
e) danos morais, cumulados com danos estéticos, sem danos materiais, tendo em vista a ida-
de da vítima que ainda não laborava, em até três anos.
Questão tranquila, bem voltada à atividade de advocacia.
Veja que Maria sofreu acidente podendo, então, buscar a reparação dos danos.
Precisamos lembrar do artigo 206, § 3º do CC – o prazo prescricional é de três anos para bus-
car a reparação; além disso, sabemos que é possível cumular todos os danos – material, moral 
e estético, conforme súmula 387 do STJ.
Letra a.
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007. (VUNESP/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS/PROCURADOR/2019) O fato jurí-
dico, para o Código Civil, pode ser provado mediante
a) presunção.
b) interceptação telefônica.
c) busca e apreensão.
d) inspeção judicial.
e) prova emprestada.
Questão bem ligth sobre provas, basta observar o artigo 212 do CC.
Art. 212. Salvo o negócio a que se impõe forma especial, o fato jurídico pode ser provado mediante:
I – confissão;
II – documento;
III – testemunha;
IV – presunção;
V – perícia.
Letra a.
008. (VUNESP/PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO-SP/PROCURADOR/2019) Considerando 
o entendimento atual do Superior Tribunal de Justiça, é correto afirmar que o prazo prescricio-
nal para pretensão de reparação civil baseada em inadimplemento contratual é de
a) 3 anos.
b) 10 anos.
c) 5 anos.
d) 4 anos.
e) 1 ano.
Questão muito atualizada, de acordo com o atual entendimento do STJ que vimos nesta 
aula, veja:
A pretensão indenizatória decorrente do inadimplemento contratual sujeita-se ao prazo 
prescricional decenal (art. 205 do Código Civil), se não houver previsão legal de prazo 
diferenciado: O acórdão embargado, da Terceira Turma, reconheceu a aplicabilidade do 
prazo prescricional trienal (art. 206, § 3º, V, do Código Civil) aos casos de responsabili-
dade civil contratual. Já os acórdãos paradigmas, provenientes das Turmas integrantes 
da Primeira Seção, reconhecem que a pretensão indenizatória decorrente do inadimple-
mento contratual se sujeita ao prazo prescricional decenal (art. 205, do Código Civil). 
Um primeiro aspecto que deve ser levado em conta é que o diploma civil detém unidade 
lógica e deve ser interpretado em sua totalidade, de forma sistemática. Destarte, a partir 
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do exame do Código Civil, é possível se inferir que o termo “reparação civil” empregado no 
art. 206, § 3º, V, somente se repete no Título IX, do Livro I, da Parte Especial do diploma, o 
qual se debruça sobre a responsabilidade civil extracontratual. De modo oposto, no Título 
IV do mesmo Livro, da Parte Especial do Código, voltado ao inadimplemento das obriga-
ções, inexiste qualquer menção à “reparação civil”. Tal sistematização permite extrair que 
o código, quando emprega o termo “reparação civil”, está se referindo unicamente à res-
ponsabilidade civil aquiliana, restringindo a abrangência do seu art. 206, § 3º, V. E tal sis-
temática não advém do acaso, e sim da majoritária doutrina nacional que, inspirada nos 
ensinamentos internacionais provenientes desde o direito romano, há tempos reserva o 
termo “reparação civil” para apontar a responsabilidade por ato ilícito stricto sensu, bipar-
tindo a responsabilidade civil entre extracontratual e contratual (teoria dualista), ante a 
distinção ontológica, estrutural e funcional entre ambas, o que vedaria inclusive seu trata-
mento isonômico. Sob outro enfoque, o contrato e seu cumprimento constituem regime 
principal, ao qual segue o dever de indenizar, de caráter nitidamente acessório. A obriga-
ção de indenizar assume na hipótese caráter acessório, pois advém do descumprimento 
de uma obrigação principal anterior.É de se concluir, portanto, que, enquanto não pres-
crita a pretensão central alusiva à execução específica da obrigação, sujeita ao prazo de 
10 anos (caso não exista outro prazo específico), não pode estar fulminado pela prescri-
ção o provimento acessório relativo às perdas e danos advindos do descumprimento de 
tal obrigação pactuada, sob pena de manifesta incongruência, reforçando assim a inapli-
cabilidade ao caso de responsabilidade contratual do art. 206, § 3º, V, do Código Civil. 
(Informativo n. 649 - EREsp 1.281.594-SP, Rel. Min. Benedito Gonçalves, Rel. Acd. Min. Felix 
Fischer, Corte Especial, por maioria, julgado em 15/05/2019, DJe 23/05/2019)
Letra b.
009. (VUNESP/PREFEITURA DE RIBEIRÃO PRETO-SP/PROCURADOR/2019) Fátima e Nanci 
celebraram um contrato de depósito, no qual Fátima receberia o valor de R$ 5.000,00 (cinco 
mil reais) para guardar, pelo prazo de 1 (um) ano, os móveis pertencentes ao apartamento de 
Nanci, que seria locado para fins comerciais. Ao final do prazo, Fátima se recusou a devolver os 
bens, alegando que os bens não pertenciam a Nanci. Passaram-se 4 (quatro) anos da recusa 
em devolver os móveis objeto do contrato.
Diante da situação hipotética, considerando a possibilidade de obter a reparação pelo inadim-
plemento contratual, assinale a alternativa correta.
a) A ação está prescrita, considerando que o prazo estabelecido pelo Código Civil é de 3 
(três) anos.
b) A ação está prescrita, considerando que o prazo estabelecido pelo Código Civil é de 3 (três) 
anos, mas Fátima responde caso o prejuízo seja resultante de caso fortuito ou força maior.
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c) A ação não está prescrita, considerando que o prazo estabelecido pelo Código Civil é de 5 
(cinco) anos, e respondem pelo inadimplemento todos os bens de Fátima.
d) A ação não está prescrita, considerando que o prazo estabelecido pelo Código Civil é de 5 
(cinco) anos, e Fátima responde pelas perdas e danos, mais juros e atualização monetária.
e) A ação não está prescrita, considerando que o prazo estabelecido pelo Código Civil é de 10 
(dez) anos para os casos de inadimplemento contratual.
Mais uma questão super atualizada, na qual remeto você à leitura do julgado que colacionei no 
comentário da questão anterior.
Letra e.
010. (VUNESP/PREFEITURA DE POÁ-SP/PROCURADOR/2019) Jurandir é fiscal do Meio 
Ambiente, funcionário público da União, trabalhando na defesa da fauna e da flora brasileira. 
No mês de março de 2014, sua vizinha Nadine, por meio das redes sociais, disse que Jurandir 
era pessoa “que maltratava animais” e que mantinha em cativeiro espécies da fauna brasileira, 
o que não é verdade. Tal fato chegou ao conhecimento dos superiores hierárquicos de Jurandir, 
que mesmo sabendo da lisura de sua conduta, para que pudesse se recuperar da repercussão 
dos fatos, o mandaram, a serviço, para a África. Passados 5 anos dos fatos (março de 2019), 
Jurandir retorna ao Brasil e pretende ingressar com uma ação contra Nadine, requerendo repa-
ração civil.
Nesse contexto, é correto afirmar:
a) a pretensão de Jurandir está prescrita, pois o prazo de prescrição para discussão de repara-
ção civil é de três anos contados da data do fato.
b) a prescrição fica suspensa para Jurandir, da data de sua saída a serviço da União, até o seu 
retorno, quando recomeça a contagem do prazo de cinco anos para o ingresso da demanda.
c) aplica-se ao caso em tela o instituto da decadência e, como essa já se concretizou, por ser 
de quatro anos, nada mais poderá fazer Jurandir contra os atos praticados por Nadine.
d) por estar em missão oficial não corre a prescrição de três anos a contar dos fatos, para que 
Jurandir ingresse com a demanda requerendo reparação civil contra Nadine.
e) para que Jurandir fizesse jus à suspensão do prazo prescricional, deveria ter ingressado 
com a demanda antes de sair em missão de paz, sendo que passado três anos, no caso em 
tela, a ação está prescrita.
Gente, essa questão é bem interessante, envolve artigos que podem ser cobrados na pro-
va de vocês.
Veja que Jurandir é fiscal do Meio Ambiente, funcionário público da União e foi a serviço 
para a África.
Lembra dos artigos???
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Art. 198. Também não corre a prescrição:
II – contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios.
Além disso, Art. 206. Prescreve:
§ 3º Em três anos: V - a pretensão de reparação civil.
Sendo assim, marcamos que “por estar em missão oficial não corre a prescrição de três anos 
a contar dos fatos, para que Jurandir ingresse com a demanda requerendo reparação civil con-
tra Nadine.”
Letra d.
011. (VUNESP/PREFEITURA DE VALINHOS-SP/PROCURADOR/2019) Quanto ao direito de 
renunciar à prescrição, indique a alternativa correta.
a) Qualquer postura do devedor pode levar a ser considerada como uma renúncia tácita.
b) A postura irrefutável, explícita do credor é passível de ser acatada como renúncia tácita.
c) Os prazos de prescrição podem ser alterados por acordo das partes, assim como os 
de renúncia.
d) Tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a 
prescrição.
e) A renúncia tácita não é reconhecida pelo ordenamento brasileiro, mas apenas para 
decadência.
Gente, essa questão é bem importante para que vocês não esqueçam que é possível renunciar 
à prescrição, desde que observado o artigo 191 - A renúncia da prescrição pode ser expressa 
ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se con-
sumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a 
prescrição.
Letra d.
012. (VUNESP/PREFEITURA DE GUARULHOS-SP/INSPETOR FISCAL DE RENDAS/2019) 
José alugou uma casa de sua propriedade para Pedro. Em 01.03.2010, ao saber que José 
sofreu um acidente automobilístico que lhe levou ao coma, Pedro parou de pagar o aluguel. 
Em 01.03.2019, José saiu do coma e se recuperou. José procurou seu advogado que, em 
01.04.2019, propôs uma ação judicial visando obter a desocupação do imóvel e cobrança dos 
aluguéis relativos ao período de janeiro de 2010 a março de 2019.
É correto afirmar que
a) somente será possível a cobrança dos valores relativos aos três últimos anos.
b) não houve a prescrição de qualquer valor, tendo em vista que a prescrição não correu contra 
José, em razão do seu estado de saúde.
c) todos os valores devidos por Pedro não são mais devidos, em razão da prescrição.
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DIREITO CIVIL
d) somente será possível a cobrança dos valores devidos a menos de cinco anos.
e) somente será possível a cobrança dos valores devidos a menos de quatro anos.
Nesta questão o examinador cobra o conhecimento do artigo 206 do CC, especialmente o pra-
zo para cobrança dos aluguéis: Art. 206. Prescreve: § 3 o Em três anos: I - a pretensão relativa 
a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos.Letra a.
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DIREITO CIVIL
GABARITO
1. a
2. b
3. a
4. b
5. a
6. a
7. a
8. b
9. e
10. d
11. d
12. a
Por hoje é só...
Não esqueça jamais do seu sonho, mantenha na mente o foco para realizá-lo.
Dói, eu sei, mas siga, o sonho é a esperança da vida, sem ele, sequer respiramos...
Viva!
Bj bj da profa.
Roberta Queiroz
Mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília, com dissertação na área de Direito Processual Civil 
– Negócios Jurídicos Processais. Especialista em Direito Processual Civil, pela Universidade do Sul de Santa 
Catarina, em novembro de 2009. Graduada em Direito, pela Universidade Católica de Brasília, em dezembro 
de 2005. Foi professora universitária do curso de Direito da Universidade Católica de Brasília. Docente nas 
disciplinas de Direito Civil e Direito Processual Civil desde 2007 para pós-graduação, preparatório de Exame 
de Ordem e concursos das carreiras jurídicas. Professora de cursos de aperfeiçoamento na advocacia em 
Direito Civil e Processo Civil na Escola Superior da Advocacia de Brasília – ESA/DF. Coordenadora do curso 
preparatório para Exame de Ordem do Gran Cursos Online. Advogada inscrita na OAB-DF.
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	1. Introdução
	2. Prescrição e Decadência
	2.1. Prescrição
	2.2. Decadência
	2.3 Súmulas, Jurisprudência e Enunciados sobre Prescrição e Decadência
	3. Provas
	Resumo
	Questões Exame de Ordem
	Gabarito
	AVALIAR 5: 
	Página 57:– Lei n. 6.015/1973.
Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou 
por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averban-
do-se a alteração que será publicada pela imprensa.
Quando tomamos conhecimento, o prazo já se esvaiu. Podemos fazer algo contra isso? Não!
Ainda que de forma inconsciente, nós deixamos o tempo passar e perdemos esse direito.
Portanto, devemos adotar o entendimento de que a natureza jurídica da prescrição e da 
decadência é de ato-fato, ou seja, ele é um ato, por ser eivado de vontade humana, mas ela é 
tão desprovida de consciência, que acaba se assemelhando mais a um fato.
Diante do exposto, é preciso cautela ao deparar-se com questões de prova que cobrem 
a natureza jurídica desses institutos, porque o tempo, a prescrição e a decadência possuem 
naturezas jurídicas distintas.
Profa., eu não lembro o que é ato-fato. Help-me!
Yes, baby, vamos recordar do que falamos na aula passada – sem pânico.
Imagine: Um menino de 10 anos de idade pode celebrar um contrato de 
compra e venda de uma bicicleta?
Por ele ser absolutamente incapaz, o contrato será nulo (art. 166, I, CC).
Mas, e o menino que vai à padaria sozinho, compra e consome um picolé?
É um contrato de compra e venda? SIM!
Considerando essa situação tão frequente no nosso cotidiano, Pontes de Miranda ideali-
zou outra categoria: o ATO-FATO.
Ela ficaria entre o ato e o fato jurídico.
O ato-fato NÃO tem previsão no Código Civil.
Embora ele provenha de uma vontade humana, é tão desprovida de consciência (por ser 
rotineira), que acaba se assemelhando a um fato.
Gera consequência jurídica como se fato fosse.
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Outros exemplos: achamento de tesouro; artista que não tem discernimento, mas produz 
quadros belíssimos...
Então, mesmo os atos praticados por um absolutamente incapaz podem ser reconhecidos 
pelo ordenamento jurídico, possuindo consequências jurídicas.
Serão doutrinariamente enquadrados na categoria do ato-fato.
O ato-fato é, portanto, a vontade humana desprovida de consciência, gerando consequên-
cias jurídicas como se ato fosse.
Assim, vai acontecer na prescrição e na decadência – muito embora minha vontade de dei-
xar o tempo passar seja inconsciente, ela está passando, e eu vou arcar com as consequências 
de perder algo, seja uma pretensão, no caso da prescrição, seja o próprio direito, no caso de 
decadência.
Dessa forma, apesar de a prescrição e a decadência serem consequências do passar do 
tempo, não podem ser confundidas com o próprio tempo.
No Código Civil, os artigos 189 a 212 tratam da prescrição e da decadência.
Veja que podemos ter o seguinte:
Quando somamos o tempo com a vontade humana, ainda que ela seja inconsciente, esta-
remos diante de um ato-fato, isso já sabemos.
Seja na prescrição ou na decadência, existe uma perda.
Para não esquecer:
Lembre-se- se de que o “P” de Prescrição também é de “Pretensão”!
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O “D” de Decadência também é de “Direito”.
Na prescrição, perde-se a pretensão e, na decadência, o próprio direito.
A prescrição sempre será́ legal, pois terá́ como base a lei, todos os prazos prescricionais 
estão na lei.
Já a decadência poderá ser legal ou convencional.
As partes podem acordar outras formas de decadência, não previstas em lei.
Os casos de prescrição e decadência estão previstos nos artigos 189 a 206 e 
207 a 211, respectivamente.
Não deixe de lê-los antes de seguirmos.
Ainda, preciso dar uma dica do coração pra você – é muito comum pergunta-
rem se tal prazo, previsto em tal artigo, é decadencial ou prescricional... Certamente você já se 
fez essa pergunta...
No Código Civil de 1916 havia uma confusão, realmente, sobre prescrição e decadência. 
Ninguém entendia quando o Código falava de um ou de outro...
O Código Civil de 2002 acabou com a celeuma outrora existente, entre prescrição e 
decadência.
No CC/16 tínhamos artigos que falavam em “prescrição”, quando, na verdade, se referiam 
a casos de “decadência” e vice versa.
A doutrina e a jurisprudência tinham conflitos recorrentes para diferenciar os dois institutos.
O CC/02, em uma clara preocupação com o princípio da operabilidade e da concretude, 
bem como com o princípio da simplicidade, citado pelo professor Flávio Tartuce1, impôs um 
fim a esse problema, tratando cada instituto separadamente.
1 TARTUCE, Flávio. Manual de Direito Civil. 7. Ed. rev., atual e ampl. Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método, 2017.
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Prescrição, Decadência e Provas
DIREITO CIVIL
Se for um dos casos tratados nos artigos 205 e 206, será prescrição.
Caso contrário, em qualquer outro artigo, poderá ser decadência.
Ainda, se alguém te perguntar o que é mais grave, se prescrição ou decadência, você deve 
responder que é a DECADÊNCIA, posto que a prescrição não aniquila direitos, mas, sim, so-
mente a pretensão. Já a decadência aniquila, como vimos, o próprio direito.
Vamos a um exemplo: se, por exemplo, você completou 18 anos, e não alterou o seu pre-
nome no prazo de 01 ano (conforme a lei de registros públicos que mencionamos), perdeu o 
próprio direito.
Não dá, sequer, para alegar que não sabia disso.
É por isso que dizemos que é um ato-fato. Ainda que inconscientemente, você deixou que 
o prazo transcorresse.
A prescrição só impede que você exija o seu direito judicialmente, mas ele não deixou 
de existir.
É, por exemplo, o caso do credor que não cobra intempestivamente a obrigação em 
juízo - o direito de crédito continua existindo, mas passa a ser inexigível, adentrando no 
conceito de obrigação natural – vamos falar disso depois.
Ufa, agora você já sabe onde estamos pisando...
Vamos falar especificamente sobre prescrição e sobre decadência.
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2.1. PrescrIção
Certamente você já deve ter ouvido algum louco por aí dizendo: “prescrição é 
perda do direito de ação!”
Ninguém merece, né?
É equivocado (e muito feio) dizer que prescrição é a perda do direito de ação, uma vez que, 
conforme encontramos nas lições de processo, todos têm direito de ação.
Ainda que, para assegurar a legitimidade desse direito, devam ser preenchidas as condi-
ções da ação, é indiscutível que todos têm esse direito.
Mesmo que você passe a vida inteira sem exercê-lo, continuará sendo detentor do direi-
to de ação.
Esse direito é tão importante no âmbito processual civil que não apenas pertence àqueles 
que têm personalidade jurídica,mas também àqueles que não a possuem, como os entes des-
personalizados - é a chamada personalidade judiciária.
O direito de ação é imprescritível!
O que se perde com a prescrição é a pretensão!
É a perda da pretensão, que é a intenção de ir a juízo satisfazer um determinado direito.
Está ligada a direitos subjetivos, que são aqueles que, para serem implementados, necessi-
tam do comportamento ativo de outra parte. Como exemplo, temos as obrigações – um credor 
que queira cobrar a dívida do seu devedor, deverá fazê-lo no prazo.
Assim, se tivermos uma relação de credor e devedor, estaremos diante de um direito subje-
tivo. O credor tem prazo para cobrar a dívida, exigir o cumprimento da obrigação.
Sabe de um outro equívoco que muitos comentem?
Muita gente fala assim: “a dívida está prescrita”!
Sendo a prescrição a perda da pretensão de ir a juízo, é equivocado falar-se em dívida 
prescrita.
A dívida em si é o direito de crédito do credor e, como vimos, a prescrição não acaba com 
o direito em si, mas apenas a possibilidade de exigi-lo judicialmente.
Assim, o correto seria dizer “dívida cuja pretensão está prescrita”.
A dívida existe, tanto que se o devedor quiser pagar, ele faz o quê? ele paga, simples assim. 
Se a dívida deixasse de existir não haveria o que se pagar, não é mesmo?
Pronto.
Agora, veja que eu lhe falei há alguns minutos que os prazos prescricionais estão todos nos 
artigos 205 e 206 do Código Civil...
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DIREITO CIVIL
O artigo 206 estabelece prazos específicos, de 1, 2, 3, 4 e 5 anos.
Já o 205 prevê uma regra geral, que é o prazo decenal,10 anos, aplicável aos demais casos.
É importante que você observe, nesse caso, que o artigo 205 prevê o prazo máximo prescri-
cional e trata-se de uma cláusula geral, aplicável quando não houver prazo específico, de caso 
específico, do artigo 206 do CC.
Ressalte-se que nós estamos falando da prescrição punitiva (perda). Quando estudarmos 
direito das coisas, veremos a usucapião, que é uma prescrição aquisitiva, mas o legislador quis 
denominá-la de forma distinta.
A prescrição que estudamos no Direito Civil, nesse momento, por sua vez, é uma prescrição 
extintiva, punitiva – essa que nos remete a uma perda.
Veja os artigos mencionados:
Art. 205. A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
Art. 206. Prescreve:
§ 1 o Em um ano:
I – a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a consumo no próprio esta-
belecimento, para o pagamento da hospedagem ou dos alimentos;
II – a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, contado o prazo:
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em que é citado para res-
ponder à ação de indenização proposta pelo terceiro prejudicado, ou da data que a este indeniza, 
com a anuência do segurador;
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;
III – a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, árbitros e peritos, pela 
percepção de emolumentos, custas e honorários;
IV – a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para a formação do capital 
de sociedade anônima, contado da publicação da ata da assembleia que aprovar o laudo;
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Prescrição, Decadência e Provas
DIREITO CIVIL
V – a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e os liquidantes, contado o 
prazo da publicação da ata de encerramento da liquidação da sociedade.
§ 2 o Em dois anos, a pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se ven-
cerem.
§ 3 o Em três anos:
I – a pretensão relativa a aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;
II – a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou vitalícias;
III – a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações acessórias, pagáveis, em 
períodos não maiores de um ano, com capitalização ou sem ela;
IV – a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;
V – a pretensão de reparação civil;
VI – a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, correndo o prazo da 
data em que foi deliberada a distribuição;
VII – a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou do estatuto, con-
tado o prazo:
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço referente ao exercí-
cio em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião ou assembleia geral que dela deva tomar 
conhecimento;
c) para os liquidantes, da primeira assembleia semestral posterior à violação;
VIII – a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do vencimento, ressalvadas 
as disposições de lei especial;
IX – a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro prejudicado, no caso de seguro 
de responsabilidade civil obrigatório.
§ 4 o Em quatro anos, a pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.
§ 5 o Em cinco anos:
I – a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento público ou particular;
II – a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e professores 
pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da cessação dos respectivos 
contratos ou mandato;
III – a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.
 Pois bem, importante estabelecermos aqui um esquema desses prazos prescricionais 
para memorizar e apontarmos os mais cobrados em prova, topa? Vou indicar com uma cereja 
os casos que precisam de atenção...
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DIREITO CIVIL
PRAZOS CASOS
01 ANO
I – a pretensão dos hospedeiros ou fornecedores de víveres destinados a 
consumo no próprio estabelecimento, para o pagamento da hospedagem ou 
dos alimentos;
🍒 II - a pretensão do segurado contra o segurador, ou a deste contra aquele, 
contado o prazo:
a) para o segurado, no caso de seguro de responsabilidade civil, da data em 
que é citado para responder à ação de indenização proposta pelo terceiro 
prejudicado, ou da data que a este indeniza, com a anuência do segurador;
b) quanto aos demais seguros, da ciência do fato gerador da pretensão;
III – a pretensão dos tabeliães, auxiliares da justiça, serventuários judiciais, 
árbitros e peritos, pela percepção de emolumentos, custas e honorários;
IV – a pretensão contra os peritos, pela avaliação dos bens que entraram para 
a formação do capital de sociedade anônima, contado da publicação da ata da 
assembléia que aprovar o laudo;
V – a pretensão dos credores não pagos contra os sócios ou acionistas e 
os liquidantes, contado o prazo da publicação da ata de encerramento da 
liquidação da sociedade.
02 ANOS 🍒 A pretensão para haver prestações alimentares, a partir da data em que se 
vencerem.
03 ANOS
🍒 I – a pretensão relativaa aluguéis de prédios urbanos ou rústicos;
II – a pretensão para receber prestações vencidas de rendas temporárias ou 
vitalícias;
III – a pretensão para haver juros, dividendos ou quaisquer prestações 
acessórias, pagáveis, em períodos não maiores de um ano, com capitalização 
ou sem ela;
🍒 IV – a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa;
🍒 V – a pretensão de reparação civil;
VI – a pretensão de restituição dos lucros ou dividendos recebidos de má-fé, 
correndo o prazo da data em que foi deliberada a distribuição;
VII – a pretensão contra as pessoas em seguida indicadas por violação da lei ou 
do estatuto, contado o prazo:
a) para os fundadores, da publicação dos atos constitutivos da sociedade anônima;
b) para os administradores, ou fiscais, da apresentação, aos sócios, do balanço 
referente ao exercício em que a violação tenha sido praticada, ou da reunião 
ou assembléia geral que dela deva tomar conhecimento;
c) para os liquidantes, da primeira assembléia semestral posterior à violação;
VIII – a pretensão para haver o pagamento de título de crédito, a contar do 
vencimento, ressalvadas as disposições de lei especial;
🍒 IX – a pretensão do beneficiário contra o segurador, e a do terceiro 
prejudicado, no caso de seguro de responsabilidade civil obrigatório.
04 ANOS A pretensão relativa à tutela, a contar da data da aprovação das contas.
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DIREITO CIVIL
PRAZOS CASOS
05 ANOS
I – a pretensão de cobrança de dívidas líquidas constantes de instrumento 
público ou particular;
II – a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, 
curadores e professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão 
dos serviços, da cessação dos respectivos contratos ou mandato;
III – a pretensão do vencedor para haver do vencido o que despendeu em juízo.
10 ANOS A prescrição ocorre em dez anos, quando a lei não lhe haja fixado prazo menor.
Tome cuidado com o prazo de 1 ano, em relação ao inciso II, que é a prescrição do segura-
do contra o segurador, no seguro de responsabilidade civil, e em relação ao parágrafo 3º, que 
é de 03 anos, que protege o beneficiário contra o segurador (inciso IX).
Assim, se quem estiver ajuizando ação contra a seguradora for o próprio segurado, o prazo 
é de um ano, mas se quem estiver ajuizado ação contra a seguradora for o beneficiário, o prazo 
é de três anos.
Tá bom, vou te dar um exemplo.
Imagine que você bateu seu carro. Você aciona seu seguro para pagar seu prejuízo. Você 
acabada sendo demandado em juízo, caso a seguradora não pague e você efetue o pagamen-
to, você, segurado, terá prazo de 1 ano para cobrar judicialmente.
Agora imagine que você bateu seu carro no meu e você foi culpado ou culpada. A segura-
dora me promete pagar, mas não faz. Eu sou a beneficiária, eu tenho três anos.
Entendeu?????
Agora precisamos observar alguns artigos importantes e comentar um a um... vou pular o 
artigo 189, pois vamos falar dele já, já...
Art. 190. A exceção prescreve no mesmo prazo em que a pretensão.
Exceção quer dizer “defesa”.
Tanto a pretensão quanto as defesas ou exceções correspondentes prescrevem no 
mesmo prazo.
Veja o que diz a súmula 150 do STF: Prescreve a execução no mesmo prazo de 
prescrição da ação.
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo feita, sem prejuízo 
de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a renúncia quando se presume de fatos 
do interessado, incompatíveis com a prescrição.
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DIREITO CIVIL
A prescrição acaba beneficiando o devedor, que não ficará eternamente submetido 
à vontade do credor em cobrar ou não.
Contudo, é possível que o devedor renuncie tal benefício, quando o prazo se 
consumar, ou seja ou seja, permitir que o credor prossiga com a possibilidade de 
exigir obrigação cuja pretensão já acabou.
Observe que o pagamento de uma dívida prescrita, que não comporta a possibilidade 
de pedir de volta o que se pagou, é casos clássico de renúncia tácita ao prazo já 
transcorrido.
Este artigo estabelece que a renúncia só valerá se feita sem prejuízo de terceiro, não 
importando a forma de sua manifestação – se expressa ou tácita. O fato é que deve 
ser após consumação do prazo.
Dessa forma, importa destacar que não há possibilidade renúncia antecipada.
Por força desse artigo é importante que, mesmo o juiz tendo a possibilidade de 
conhecer de ofício da prescrição em sede de processo judicial, importante a oitiva 
das partes acerca do tema.
Nesse sentido, podemos mencionar os seguintes enunciados das Jornadas de 
Direito Civil:
Enunciado 295 - Art. 191. A revogação do art. 194 do Código Civil pela Lei n. 11.280/2006, 
que determina ao juiz o reconhecimento de ofício da prescrição, não retira do devedor a 
possibilidade de renúncia admitida no art. 191 do texto codificado;
Enunciado 581 - Em complemento ao Enunciado 295, a decretação ex officio da prescri-
ção ou da decadência deve ser precedida de oitiva das partes.
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.
A prescrição, além de sempre ter prazo definido pela lei, não pode, em nenhuma 
circunstância ser alterada, podendo, como visto, apenas, haver renúncia após 
esgotamento de tal prazo.
Cuidado, isso é muito cobrado em prova.
Art. 193. A prescrição pode ser alegada em qualquer grau de jurisdição, pela parte a quem aproveita.
Neste ponto, não temos maiores dúvidas.
A prescrição é matéria de ordem pública, podendo ser alegada em qualquer grau de 
jurisdição, inclusive, pode o juiz conhecê-la de ofício.
O único ponto que merece destaque é que, evidentemente, em sede de Recurso 
Especial ou Recurso Extraordinário deve haver o devido prequestionamento exigido 
constitucionalmente para a admissibilidade desses recursos.
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Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem oportunamente.
Como vimos, os incapazes também podem praticar atos da vida, desde que 
representados por seus representantes – genitores, tutores e curadores.
As pessoas jurídicas também, mas sempre atuantes por meio de seus sócios, 
administradores ou diretores.
O fato é que esses sujeitos também pode ser credores e, como sabemos, quem vai 
agir para fazer valer os direitos dessas pessoas são os que mencionamos aqui – 
representantes.
Um ponto que merece destaque é que contra o absolutamente incapaz não corre 
prescrição, mas contra os relativamente sim, bem como contra as pessoas jurídicas.
Assim, se os representantes dessas pessoas “dormirem no ponto”, por assim dizer, 
não agirem os direitos dos relativamente incapazes e das pessoas jurídicas, melhor 
dizendo, forem desidiosos no exercício dos direitos de seus representados, estes 
poderãoagir contra aqueles, em regresso.
Art. 196. A prescrição iniciada contra uma pessoa continua a correr contra o seu sucessor.
O prazo prescricional flui normalmente a partir do fato, não há ligação subjetiva com 
a titularidade do direito, assim, se iniciada a contagem do prazo contra uma pessoa, 
continua a correr contra o seu sucessor.
Houve uma questão cobrada pela banca Cebraspe que pode ajudar a ilustrar bem 
isso, vejamos:
(CESPE - 2020 - SEFAZ-DF - Auditor Fiscal) João dirigia embriagado quando colidiu 
com outro veículo, causando um grave acidente. João morreu no local do acidente 
e o motorista do outro veículo, Pedro, foi levado ao hospital, onde ficou internado 
por dois meses, até falecer. Os herdeiros de Pedro decidiram pleitear danos morais 
e materiais contra os herdeiros de João.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
A prescrição da pretensão indenizatória iniciou-se na data do acidente, interrompeu-
se com a morte de Pedro e recomeçou contra os seus sucessores.
Veja que essa questão cobra, exatamente, a incidência do artigo comentado.
O item está errado, a prescrição iniciou na data do acidente, no qual houve violação 
do direito, mas não se interrompeu com a morte. Em verdade, continua a correr 
contra o seu sucessor normalmente.
Agora sim, vamos voltar no artigo 189...
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DIREITO CIVIL
Art. 189. Violado o direito, nasce para o titular a pretensão, a qual se extingue, pela prescrição, nos 
prazos a que aludem os artigos 205 e 206.
O art. 189 estabelece que, violado o direito, nasce para o titular a pretensão, que se 
extingue pela prescrição.
Perdendo o prazo relacionado no art. 205 ou 206 do CC, ocorrerá a prescrição.
Ocorre que nem sempre o sujeito terá imediata ciência da violação de seu direito.
Veja esse exemplo: em 2012, minha imagem foi usada indevidamente para fins 
publicitários de um curso.
O direito foi violado e nasceu a pretensão, pelo prazo de 03 anos.
Porém, apenas, em 2020, eu tomei conhecimento dessa violação. Se aplicássemos 
diretamente a regra do art. 189, não haveria a possibilidade de exercer esse direito.
Por isso, não basta a violação do direito, mas também a ciência dessa violação.
É o que diz a súmula n. 278 do STJ2, que aborda a TEORIA DA ACTIO NATA.
Ou seja, se eu só tive ciência da violação hoje, é nesta data que se iniciará a contagem 
do prazo prescricional; a violação só é considerada a partir da sua ciência pelo titular 
da pretensão.
Bom, então, sabemos as regras básicas acerca da prescrição.
Contudo, ainda precisamos falar sobre um ponto muito importante dentro de prescrição 
que são as causas que impedem ou suspendem a prescrição, que estão previstas nos artigos 
197, 198 e 199 do Código Civil, bem como as que a interrompem, que estão nos artigos 202, 
203 e 204 do Código Civil.
Vamos começar com as causas que impedem ou suspendem a prescrição.
Quando falamos em causas de impedimento da prescrição, significa que o prazo prescri-
cional sequer terá sua contagem iniciada; é diferente da suspensão, na qual o prazo já havia se 
iniciado e, por algum motivo específico, teve sua contagem suspensa. Quando cessar a causa 
da suspensão, ele voltará a ser contado de onde havia parado.
2 Súmula n. 278, STJ: O termo inicial do prazo prescricional, na ação de indenização, é a data em que o segurado teve ciência 
inequívoca da incapacidade laboral.
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DIREITO CIVIL
Veja que as causas de impedimento ou suspenção estão nos mesmos artigos.
Art. 197. Não corre a prescrição:
I – entre os cônjuges, na constância da sociedade conjugal;
II – entre ascendentes e descendentes, durante o poder familiar;
III – entre tutelados ou curatelados e seus tutores ou curadores, durante a tutela ou curatela.
Todos esses incisos, a depender do caso concreto, poderão ser uma causa de 
suspensão ou de impedimento.
Exemplos: 1- Na constância do casamento, um dos cônjuges bate o carro do outro, 
causando-lhe um dano.
De acordo com o art. 206, §3º, seria de três anos o prazo para a cobrança.
Porém, como o fato ocorreu durante o período do casamento, o prazo não terá sua 
contagem iniciada até que o casal se divorcie.
É, portanto, um caso de impedimento.
2- Imagine que Eugênio causou uma colisão entre o carro dele e o meu e, a partir daí, 
nós nos conhecemos e nos apaixonamos.
Seis meses depois, nos casamos.
Perceba: o prazo prescricional iniciou sua contagem no dia da colisão e correu 
normalmente, durante seis meses.
Entretanto, partir do dia do casamento, o prazo foi suspenso.
Se, um dia, ocorrer o divórcio, a partir dessa data sua contagem voltará a correr, de 
onde havia parado.
Sendo assim, considerando que o prazo legal é de 3 anos e que já havia sido contado 
por 6 meses (antes do casamento), a partir do dia do divórcio ele voltará a correr por 
2 anos e 6 meses.
O STJ tem um posicionamento recente, que foi objeto de um informativo de 2019, 
que diz que, ainda que não haja o efetivo divórcio do casal, mas exista a separação 
de fato, essa causa de suspensão deixa de existir.
Ou seja: comprovada a separação de fato, o prazo prescricional terá sua contagem 
retomada ou iniciada (a depender do caso, como vimos nos exemplos acima) a 
partir da data da efetiva separação de fato.
Veja que não vai importar se, documentalmente, eles permanecem casados.
Por isso, cada caso deve ser analisado individualmente, mas vou te falar desse 
julgado mais adiante.
Cuidado com o Enunciado 296 da Jornada de Direito Civil - Não corre a prescrição 
entre os companheiros, na constância da união estável.
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Art. 198. Também não corre a prescrição:
I – contra os incapazes de que trata o art. 3º;
II – contra os ausentes do País em serviço público da União, dos Estados ou dos Municípios (DF 
também!);
III – contra os que se acharem servindo nas Forças Armadas, em tempo de guerra. (guerra devida-
mente declarada, o que não inclui quem esteja prestando serviço comunitário em guerras alheias)
Nesses casos, teremos algumas situações peculiares, como a prescrição decorre 
de direito subjetivo, estaremos diante de uma relação de credor e devedor. Sendo 
assim, o maior beneficiado com a prescrição será o devedor.
Portanto, esse artigo faz referência aos casos em que as pessoas descritas nos 
incisos sejam credoras.
Especialmente em relação ao inciso I, mais recorrente de prova, vale lembrar que, 
com a modificação ocorrida no artigo 3º, apenas são absolutamente incapazes os 
menores de 16 anos.
Caso o menor impúbere seja o credor, o prazo prescricional para que ele exija o 
cumprimento da obrigação só terá seu cômputo iniciado a partir dos seus 16 anos.
Cuidado: Contra os relativamente incapazes, o prazo será contado normalmente.
Fique atento e atenta a isso!!!!
Aqui, no DF, houve um caso em que crianças estavam brincando no parque e uma 
bateuna outra. Diante dessa situação, os pais de uma das crianças agredidas 
bateram na criança agressora. Nesse cenário, a criança agredida pelos adultos teve 
seus direitos violados.
No âmbito do Direito Civil, a prescrição só terá sua contagem iniciada a partir dos 
16 anos dessa criança, embora seus representantes legais possam, em seu nome, 
ajuizar uma ação do início do prazo prescricional.
Você deve lembrar que, embora ele seja incapaz de estar em juízo, pode ser parte, 
conforme dita o Código de Processo Civil.
Se os pais ficarem inertes, a vítima poderá ajuizar uma demanda judicial quando 
completar 16 anos.
Art. 199. Não corre igualmente a prescrição:
I – pendendo condição suspensiva;
Nós vimos que a condição suspensiva suspende a aquisição e o exercício do direito. 
Se você tem uma condição suspensiva, não há como realizar a contagem do prazo 
prescricional, pois o direito de exigir o cumprimento da obrigação sequer existe.
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II – não estando vencido o prazo;
Lembrando que o prazo é o lapso temporal entre o termo a quo e o termo ad quem. 
Se não venceu o prazo para cumprimento da obrigação, não há como contar o prazo 
prescricional para ajuizamento de demanda.
III – pendendo ação de evicção.
Estudaremos o instituto da evicção na parte de contratos.
A evicção é uma garantia jurídica prevista em todos os contratos comutativos e 
onerosos, ou até mesmo na doação onerosa, que é impropriamente denominada de 
“onerosa”, já que toda doação é gratuita - trata-se da doação com encargo.
A evicção ocorre quando alguém não poderia ter alienado o bem, porque não era o 
proprietário, e quem adquiriu o bem acaba perdendo-o para o verdadeiro proprietário.
O adquirente vai ser réu em uma ação movida pelo verdadeiro proprietário.
Enquanto essa ação estiver pendente, não começa a correr o prazo prescricional 
para que esse réu, que foi o adquirente do bem, possa ajuizar ação contra quem 
alienou o bem.
Sabemos que, no caso de evicção, esse réu tem a opção de denunciar à lide, nos 
moldes do artigo 135 do CPC, mas não é obrigatório.
Se o adquirente quiser aguardar o trânsito em julgado dessa demanda de evicção, o 
prazo, para ele, só se iniciará quando essa demanda terminar.
O STJ já tem o entendimento fixado de que as demandas decorrentes de evicção têm 
aspecto subjetivo (eu quero o ressarcimento pelos prejuízos sofridos) e, portanto, 
se submetem a um prazo prescricional, de 03 anos.
Em tempo, por pertinente a esse artigo, importante lembrar da súmula n. 229 do 
STJ - O pedido do pagamento de indenização à seguradora suspende o prazo de 
prescrição até que o segurado tenha ciência da decisão.
Art. 200. Quando a ação se originar de fato que deva ser apurado no juízo criminal, não correrá a 
prescrição antes da respectiva sentença definitiva.
Neste artigo temos o cuidado do legislador nos casos que a prática do ilícito cível 
for também criminal.
Nestes casos, a teor do artigo 935 do CC que estabelecem a incomunicabilidade 
relativa do juízo criminal com juízo cível, quando for necessária apuração em juízo 
criminal, o prazo prescricional não começa a contar.
Neste ponto, para esclarecer melhor, temos uma questão para ilustrar:
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(VUNESP – 2016 - Juiz de Direito Substituto TJRJ) Kleber, renomado médico 
ortopedista, atendeu Bruno em uma emergência médica decorrente de um 
abalroamento de veículos. Bruno chegou ao hospital com grave fratura em sua perna 
e foi submetido a uma cirurgia capitaneada pelo ortopedista. Em consequência da 
natureza e extensão da fratura, após o período de convalescença, constatou-se que 
Bruno teria sua mobilidade reduzida. Inconformado com sua condição, acreditando 
ter ocorrido erro médico, Bruno voltou ao hospital em fevereiro de 2009 e desferiu 
2 disparos de arma de fogo contra Kleber, um em seu peito e outro em seu rosto. 
Kleber foi prontamente atendido e sobreviveu ao atentado, permanecendo até 
fevereiro de 2010 em convalescença, sem poder trabalhar neste período. Sua 
recuperação foi integral, mas restou com grande e incômoda cicatriz em seu rosto. 
Em decorrência dos fatos, uma ação penal foi ajuizada em face de Bruno em março 
de 2011, sobrevindo definitiva sentença criminal condenatória em dezembro de 
2012. Kleber relutou em buscar reparação pelos danos suportados, mas, em abril 
de 2015, ajuizou ação indenizatória em face de Bruno, que foi citado no mesmo 
mês. Sua pretensão consiste, em suma, nos cumulativos pedidos de reembolso das 
despesas com tratamento médico, de lucros cessantes, de danos morais e de dano 
estético. Nesse cenário, é correto afirmar que a pretensão de Kleber
a) está prescrita em relação aos danos materiais, mas não em relação aos danos 
imateriais.
b) não está prescrita e deverá englobar todos os pedidos formulados.
c) está integralmente prescrita.
d) não está prescrita, mas os danos estéticos são quantificados a título de danos 
morais, não comportando cumulação desses pedidos.
e) está prescrita em relação aos danos imateriais, mas não em relação aos danos 
materiais.
Veja que a resposta adequada e justificada com base no mencionado artigo é a 
letra “b”.
Art. 201. Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidários, só aproveitam os outros 
se a obrigação for indivisível.
Solidariedade, você deve lembrar, é quando todos se responsabilizam por toda a 
obrigação. Perceba que não é por conta da solidariedade que a obrigação atingirá 
os demais. Isso apenas vai acontecer se a obrigação for indivisível.
Veja o tanto de informações nos artigos acima e que podem ser objeto de prova?! Muita 
coisa, não é?
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DIREITO CIVIL
Pois bem, agora quero testar seu raciocínio:
Imagine um menino de 10 anos de idade, que, por meio de ação judicial, obteve a con-
denação de seu pai para o pagamento de alimentos.
Só que esse pai nunca pagou, e a mãe também não entrou com o pedido de execução, 
em nome do filho.
Sendo assim, quando o menino completou 19 anos, procurou um advogado para exe-
cutar esses alimentos.
Ora, vimos, no artigo 206, §2º que prescreve em dois anos a pretensão para haver presta-
ções alimentares, a partir da data em que se vencerem.
Qual seria a resposta do advogado, diante desse caso? A prescrição já ocorreu?
Bom, para responder essa pergunta, você teria que se atentar ao fato de que, por ser ele ab-
solutamente incapaz à época dos fatos, a prescrição estava impedida de ter seu prazo iniciado, 
conforme artigo 198, I do CC, certo? Muita gente pensa isso.
Porém, aqui, temos um detalhe importante: o artigo 197 prevê, no inciso II, que o prazo 
prescricional fica impedido, também, de correr contra ascendentes e descendentes, durante a 
vigência do poder familiar.
Portanto, nesse caso, o prazo não terá sua contagem iniciada aos 16 anos, mas, sim, aos18, que é quando se inicia a maioridade, cessando-se o poder familiar.
Lembre-se, ainda, que o poder familiar pode cessar antes da maioridade, por uma das cau-
sas de extinção previstas no art. 1.638 do Código Civil.
Diante de tudo isso, concluímos que, ao tempo em que o menino da questão procurou o ad-
vogado, apenas havia decorrido 1 ano do prazo prescricional, restando-lhe, portanto, mais um.
Sendo assim, a pretensão não estava prescrita.
Uma outra questão de prova que pode ser cobrada é o caso de uma mãe que, durante toda 
a vida, proveu integralmente o sustento dos filhos. Ela poderia cobrar do genitor da criança a 
metade dos gastos com os filhos? Poderia, já que, em regra, os alimentos são divisíveis entre 
os devedores, salvo no caso de alimentos para idosos, previstos no Estatuto do Idoso, que é 
uma obrigação solidária entre os filhos do idoso.
Nesse caso da genitora, como não há previsão legal específica para essas situações, apli-
car-se-á o prazo geral, de 10 anos, previsto no artigo 205 do Código Civil.
Pois bem, vamos, agora, trabalhar os casos de interrupção do prazo prescricional.
Neles, o prazo prescricional terá sua contagem “zerada”, reiniciada, ou seja: incidindo uma 
das causas de interrupção, se o prazo era de 1 ano e já tinha se passado 6 meses antes da 
incidência dessa causa, assim que ela cessar, a contagem será reiniciada – a pessoa não terá 
6 meses, mas, sim, um ano, novamente, de prazo prescricional.
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Art. 202. A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á:
I – por despacho do juiz, mesmo incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover 
no prazo e na forma da lei processual;
II – por protesto, nas condições do inciso antecedente;
III – por protesto cambial;
IV – pela apresentação do título de crédito em juízo de inventário ou em concurso de credores;
V – por qualquer ato judicial que constitua em mora o devedor;
VI – por qualquer ato inequívoco, ainda que extrajudicial, que importe reconhecimento do direito 
pelo devedor.
Parágrafo único. A prescrição interrompida recomeça a correr da data do ato que a interrompeu, ou 
do último ato do processo para a interromper.
O mais importante inciso aqui é o inciso I.
Nesse inciso, há uma atecnia na redação, porque a competência ou incompetência 
é do JUÍZO, e não do juiz.
Veja o que diz o art. 240 do Código de Processo Civil: “A citação válida, ainda quando 
ordenada por juízo incompetente, induz litispendência, torna litigiosa a coisa e 
constitui em mora o devedor, ressalvado o disposto nos artigos 397 e 398 da Lei n. 
10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil)”.
Veja que o NCPC foi perfeito tecnicamente ao se referir a “juízo”.
No art. 219 do CPC de 1973 também havia uma atecnia, ao falar em “juiz 
incompetente”. Esse mesmo dispositivo entrava em conflito com o Código Civil, 
já que dizia que a citação válida tornaria prevento o juízo, induziria litispendência, 
tornaria a coisa litigiosa e interromperia a prescrição.
Hoje, no CPC vigente, temos uma total harmonia entre o artigo 240 do NCPC 
com o inciso I do artigo 202 do CC, o que pode ser notado a partir da redação do 
§1º do art. 240 do CPC: A interrupção da prescrição, operada pelo despacho que 
ordena a citação, ainda que proferido por juízo incompetente, retroagirá à data de 
propositura da ação.
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Isso permite que você entre com a ação no último dia do prazo prescricional, já 
que a interrupção ocorrerá, não na data do despacho inicial, mas na data da 
propositura da ação.
No mais, em relação a este artigo devemos observar as seguintes súmulas:
🍒 STF 153 - Simples protesto cambiário não interrompe a prescrição. (súmula superada)
🍒 STF 154 - Simples vistoria não interrompe a prescrição.
🍒 STF 383 - A prescrição em favor da Fazenda Pública recomeça a correr, por dois anos 
e meio, a partir do ato interruptivo, mas não fica reduzida aquém de cinco anos, embora o 
titular do direito a interrompa durante a primeira metade do prazo.
🍒 STJ 106 - Proposta a ação no prazo fixado para o seu exercício, a demora na citação, 
por motivos inerentes ao mecanismo da justiça, não justifica o acolhimento da arguição 
de prescrição ou decadência.
Art. 203. A prescrição pode ser interrompida por qualquer interessado.
Aqui temos uma clássica e antiga lição do Direito Civil – quando falamos em termos de 
interessado, temos que observar que é aquele que tem ou pode vir a ter vínculo jurídico com a 
situação jurídica proposta.
Um interessado jurídico não necessita qualquer ligação sentimental, econômica, financei-
ra, religiosa ou outra com o caso, muito menos parentesco ou algo semelhante.
Evidentemente, um marido pode não ser interessado, mas um locatário, a depender da 
situação, poderá ser.
Uma pessoa juridicamente interessada é aquela que poderá ter o atingimento do seu patri-
mônio em virtude de uma relação discutida.
Assim, interessado jurídico é aquele que pode ser chamado a arcar com eventual prejuízo 
ou sofrer reflexos relacionados ao seu patrimônio, sendo, portanto, legitimado a interromper o 
prazo prescricional.
Art. 204. A interrupção da prescrição por um credor não aproveita aos outros; semelhantemente, a 
interrupção operada contra o codevedor, ou seu herdeiro, não prejudica aos demais coobrigados.
§ 1º A interrupção por um dos credores solidários aproveita aos outros; assim como a interrupção 
efetuada contra o devedor solidário envolve os demais e seus herdeiros.
§ 2º A interrupção operada contra um dos herdeiros do devedor solidário não prejudica os outros 
herdeiros ou devedores, senão quando se trate de obrigações e direitos indivisíveis.
§ 3º A interrupção produzida contra o principal devedor prejudica o fiador.
Lembre-se do art. 201 do CC: Suspensa a prescrição em favor de um dos credores solidá-
rios, só aproveitam os outros se a obrigação for indivisível.
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Apenas se o objeto da obrigação for indivisível será aplicada para todos a suspensão.
Na interrupção é diferente: se ocorrer contra um devedor ou credor solidário, aos outros não 
prejudica ou aproveita. Isto porque a solidariedade faz com que haja uma obrigação pelo todo.
Ufa, com isso, terminamos o estudo da prescrição...
Vamos enfrentar agora a decadência...
2.2. decadêncIa
Na decadência, estamos diante da perda do próprio direito – o que é bem grave.
Além disso, da mesma forma que quando falamos em prescrição, falamos em direitos sub-
jetivos, na decadência, falamos em direito potestativo.
Vale salientar que, embora nem todo direito potestativo tenha prazo, quando ele existir, será 
decadencial.
No caso dos direitos potestativos, não é necessário que haja uma parte contrária para sa-
tisfazê-los.
A decisão do titular desse direito em exercê-lo é suficiente.
Um exemplo de direito potestativoé o divórcio. Desde 2010, não há mais prazo mínimo 
de casamento ou separação de fato para o divórcio, exatamente por se tratar de um direito 
potestativo.
Basta que uma das partes não queira mais estar casada com a outra para que seja efetiva-
do o divórcio.
Na seara do direito das famílias, fala-se no divórcio imposto, que é aquele em que você só 
notifica a pessoa para informá-la que ela está divorciada.
Os cartórios de Pernambuco já estavam fazendo isso, e, por uma decisão do CNJ, foram 
impedidos de fazê-lo.
Todavia, existe um projeto de lei nesse sentido, considerando que o divórcio é um direito 
potestativo – divórcio não se pede, divórcio se impõe.
Quando o exercício de um direito potestativo tiver um prazo, ele será decadencial.
Lembra que conversamos sobre o prazo de 04 anos para a anulação do negócio jurídico? 
É um prazo decadencial; o prazo de 02 anos para anular compra e venda de ascendente para 
descendente também...
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Os prazos decadenciais podem ser estabelecidos pela lei, sendo a chamada decadência 
legal, ou pela vontade das partes, denominada decadência convencional.
Nós vimos, na prescrição, que, esgotado o prazo prescricional, é possível que haja a renún-
cia por parte do beneficiado por esse esgotamento (o devedor). É o que acontece quando você 
tem uma dívida e o credor manda uma correspondência a respeito do débito, mesmo após a 
prescrição. Se você entrar em contato para renegociar a dívida, estará renunciando à prescrição.
O mesmo não ocorre com a decadência, pois esta não envolve nenhum sujeito a mais, 
somente o titular do direito que pode ou não exercer àquela faculdade concedida no prazo pre-
visto, a teor do artigo 209 do CC - É nula a renúncia à decadência fixada em lei.
Art. 207. Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as normas que impe-
dem, suspendem ou interrompem a prescrição.
As causas que comentamos dos artigos 197 a 204 do Código Civil não se aplicam 
à decadência – essa é uma regra básica.
Mas devemos observar que dois artigos são comuns à prescrição e à decadência, 
conforme a dicção do artigo 208 do CC - aplica-se à decadência o disposto nos 
artigos 195 e 198, inciso I.
Assim, não corre decadência contra o absolutamente incapaz e os relativamente 
incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus assistentes ou 
representantes legais, que derem causa à prescrição ou a decadência, ou não a 
alegarem oportunamente.
Art. 210. Deve o juiz, de ofício, conhecer da decadência, quando estabelecida por lei.
Art. 211. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita pode alegá-la em qualquer 
grau de jurisdição, mas o juiz não pode suprir a alegação.
A decadência, tal como a prescrição, é matéria de ordem pública, podendo ser 
alegada em qualquer grau de jurisdição, inclusive, pode o juiz conhecê-la de ofício.
O único ponto que merece destaque é que, evidentemente, em sede de Recurso 
Especial ou Recurso Extraordinário deve haver o devido prequestionamento exigido 
constitucionalmente para admissibilidade desses recursos.
2.3 súmulas, JurIsPrudêncIa e enuncIados sobre PrescrIção e 
decadêncIa
2.3.1. Jurisprudência do STJ
• Sob a égide do Código de Civil de 1916, o prazo prescricional para propor ação de nuli-
dade de partilha amigável em que se incluiu no inventário pessoa incapaz de suceder é 
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de vinte anos: A questão controvertida, ainda sob a égide do Código Civil de 1916, con-
siste em definir o prazo prescricional para se propor ação de nulidade de partilha amigá-
vel homologada em juízo, na qual se incluiu como herdeiro terceiro incapaz de suceder 
por lhe faltar atributos para tanto, na forma da ordem de vocação hereditária. A partilha, 
como todo ato jurídico, pode ser absolutamente nula ou meramente anulável (vício rela-
tivo e sanável por natureza). Não remanescem dúvidas de que quem não possui status 
de herdeiro, porém se beneficia da partilha como se o fosse, participa de ato jurídico nulo 
na forma prescrita no art. 145, inciso I, do Código Civil de 1916. A inclusão no inventário 
de pessoa que não é herdeira torna a partilha nula de pleno direito, porquanto contrária 
à ordem hereditária prevista na norma jurídica, a cujo respeito as partes não podem 
transigir ou renunciar. É irrefutável que tal situação viola a ordem de vocação hereditária, 
que configura verdadeiro chamado dos legitimados para suceder os direitos do autor da 
herança, seja por ordem legal (sucessão legítima, cuja ordem preferencial tem caráter 
excludente, em que parentes mais próximos excluem os mais remotos, salvo o direito de 
representação), ou ainda por meio testamentário (em que disposições de última vonta-
de do falecido são estabelecidas da parte disponível da massa).Assim, a preterição ou 
a inclusão equivocada de herdeiro em formal de partilha merecem tratamento equâni-
me por configurarem situações análogas que igualmente afrontam à ordem da vocação 
hereditária, submetendo-se à mesma regra prescricional prevista no art. 177 do Código 
Civil de 1916, qual seja, o prazo vintenário, desde que seja esse o vigente à época da 
abertura da sucessão. (Informativo n. 675 - EAREsp 226.991-SP, Rel. Min. Ricardo Villas 
Bôas Cueva, Segunda Seção, por unanimidade, julgado em 10/06/2020, DJe 01/07/2020)
• O prazo prescricional aplicável à pretensão de restituição de contribuições desconta-
das indevidamente dos beneficiários de contrato de previdência complementar é de 
dez anos: Cumpre salientar que, até recentemente, era possível afirmar que a jurispru-
dência de ambas as Turmas da Seção de Direito Privado do STJ havia se pacificado no 
sentido de que a pretensão de repetição de contribuições vertidas para plano de previ-
dência complementar teria por fundamento o enriquecimento sem causa da entidade de 
previdência, sujeitando-se, portanto, ao prazo de prescricional específico do art. 206, § 
3º, IV, do Código Civil de 2002.No entanto, apesar da jurisprudência pacífica da Segunda 
Seção no sentido da prescrição trienal, a Corte Especial deste Tribunal Superior firmou 
entendimento pela prescrição vintenária, na forma estabelecida no art. 177 do Código 
Civil de 1916, na hipótese de restituição de cobrança indevida de serviço de telefonia 
(EREsp 1.523.744/RS).No referido julgado, o fundamento para se afastar a prescrição 
trienal é a subsidiariedade da ação de enriquecimento sem causa, que somente seria 
cabível quando o indébito não tivesse “causa jurídica”. Na hipótese de cobrança indevida 
por serviço de telefonia, o enriquecimento tem uma causa jurídica, que é a prévia rela-
ção contratual entre as partes. O caso em análise, embora diga respeito à previdência 
complementar, guarda estreita semelhança com o referido precedente, pois, no curso de 
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um plano de benefícioshouve a cobrança indevida de contribuições, cuja restituição se 
pleiteia. Desse modo, a conclusão que se impõe é também no sentido da incidência da 
prescrição decenal, de acordo com o previsto no art. 205 do Código Civil de 2002, pois 
o enriquecimento da entidade de previdência tinha uma causa jurídica, que era a prévia 
relação contratual com os participantes do plano de benefícios não sendo hipótese, por-
tanto, de enriquecimento sem causa, que conduziria à prescrição trienal. (Informativo n. 
675- REsp 1.803.627-SP, Rel. Min. Paulo de Tarso Sanseverino, Terceira Turma, por maio-
ria, julgado em 23/06/2020, DJe 01/07/2020);
• É decenal o prazo prescricional aplicável ao exercício da pretensão de reembolso de 
despesas médico-hospitalares alegadamente cobertas pelo contrato de plano de saú-
de (ou de seguro saúde), mas que não foram adimplidas pela operadora: Inicialmente, 
ressalta-se que, consoante a jurisprudência do STJ, não incide a prescrição ânua própria 
das relações securitárias nas demandas em que se discutem direitos oriundos de pla-
nos de saúde ou de seguros saúde, dada a natureza sui generis desses contratos. A pre-
sente pretensão reparatória também não se confunde com aquela voltada à repetição 
do indébito decorrente da declaração de nulidade de cláusula contratual (estipuladora 
de reajuste por faixa etária), que foi debatida pela Segunda Seção, por ocasião do julga-
mento dos Recursos Especiais 1.361.182/RS e 1.360.969/RS, que observaram o rito dos 
repetitivos. Destaca-se que a ratio decidendi dos recursos especiais citados teve como 
parâmetros: (a) a revisão de cláusula contratual de plano ou de seguro de assistência 
à saúde tida por abusiva, com a repetição do indébito dos valores pagos (fatos 62 rele-
vantes da causa); e (b) a consequência lógica do reconhecimento do caráter ilegal ou 
abusivo do contrato é a perda da causa que legitimava o seu pagamento, dando ensejo 
ao enriquecimento sem causa e direito à restituição dos valores pagos indevidamente, 
e, como resultado, atrai a incidência do prazo prescricional trienal previsto no art. 206, 
§ 3º, IV, do Código Civil de 2002 (motivos jurídicos determinantes que conduziram à 
conclusão).Assim, em havendo pontos de fato e de direito que diferenciam o presente 
caso da hipótese de incidência delineada nos recursos piloto, não há falar em tipifica-
ção do comando normativo posto, devendo-se afastar, por conseguinte, o prazo trienal 
com fundamento no enriquecimento sem causa. De outro lado, revela-se evidente que 
a hipótese dos autos encontra-se mesmo compreendida pela exegese adotada pela Se-
gunda Seção e na Corte Especial, quando dos julgamentos dos EREsp 1.280.825/RJ e 
EResp 1.281.594/SP respectivamente, no sentido de que, nas controvérsias relaciona-
das à responsabilidade contratual, aplica-se a regra geral (art. 205 do Código Civil de 
2002) que prevê dez anos de prazo prescricional. Assim, diante da inexistência de norma 
prescricional específica que abranja o exercício da pretensão de reembolso de despesas 
médico-hospitalares supostamente cobertas pelo contrato de plano de saúde (que não 
se confunde com a pretensão de ressarcimento de enriquecimento sem causa), deve 
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incidir a regra da prescrição decenal estabelecida no art. 205 do Código Civil de 2002. 
(Informativo n. 673 - REsp 1.756.283-SP, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, Segunda Seção, 
por unanimidade, julgado em 11/03/2020, DJe 03/06/2020);
• A separação de fato por longo período afasta a regra de impedimento da fluência da 
prescrição entre cônjuges prevista no art. 197, I, do CC/2002 e viabiliza a efetivação da 
prescrição aquisitiva por usucapião: Cinge-se a controvérsia a definir se a separação de 
fato de um casal é suficiente para cessar a causa impeditiva da fluência do prazo pres-
cricional prevista no art. 197, I, do CC/2002, e, assim, para deflagrar o cômputo do prazo 
para a prescrição aquisitiva do imóvel previsto no art. 1.240 do CC/2002.Inicialmente, 
sublinhe-se que duas espécies distintas de prescrição são reguladas pelo CC/2002: a ex-
tintiva, relacionada ao escoamento do lapso temporal para que se deduza judicialmente 
pretensão decorrente de violação de direito (arts. 189 a 206) e a aquisitiva, relacionada 
à forma de aquisição da propriedade pela usucapião (arts. 1.238 a 1.244).Nesse ce-
nário, é importante destacar que a causa impeditiva de fluência do prazo prescricional 
prevista no art. 197, I, do CC/2002, conquanto topologicamente inserida no capítulo da 
prescrição extintiva, também se aplica às prescrições aquisitivas, ou seja, à usucapião, 
na forma do art. 1.244 do CC/2002.Superada essa questão, é preciso examinar, ainda, se 
a “constância da sociedade conjugal”, exigida na regra que impede a fluência do prazo 
da prescrição aquisitiva entre cônjuges, cessa somente com a separação de fato, ou se 
é indispensável que tenha havido divórcio ou separação. Nesse contexto, é bem verdade 
que a regra do art. 1.571, III e IV, do CC/2002, prevê que a sociedade conjugal terminará 
pela separação judicial ou pelo divórcio, não prevendo textualmente o término da socie-
dade conjugal somente pela separação de fato. Nesse ponto, não se pode olvidar que 
a Terceira Turma, no julgamento do REsp 1.660.947/TO, reconheceu a possibilidade de 
afastar a regra de impedimento da fluência da prescrição entre cônjuges a partir da se-
paração de fato. Extrai-se da ratio decidendi do referido julgado que a regra do art. 197, 
I, do Código Civil, está assentada em razões de ordem moral e busca a preservação da 
confiança, do afeto, da harmonia e da estabilidade do vínculo conjugal, que seriam irre-
mediavelmente abalados na hipótese de ajuizamento de ações judiciais de um cônjuge 
em face do outro ainda na constância da sociedade conjugal. Ocorre que a separação 
de fato por longo período, como bem destaca o mencionado precedente, produz exata-
mente o mesmo efeito das formas textualmente previstas no CC/2002 para o término da 
sociedade conjugal, não se podendo impor tratamento diferenciado para situações que 
se encontram umbilicalmente vinculadas. Dessa forma, é correto afirmar que o requisito 
temporal quinquenal estabelecido no art. 1.240, caput, do CC/2002, pode ser cumprido 
no período da separação de fato. (Informativo 671 - REsp 1.693.732-MG, Rel. Min. Nancy 
Andrighi, Terceira Turma, por unanimidade, julgado em 05/05/2020, DJe 11/05/2020);
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• O prazo para execução individual de sentença proferida contra planos de saúde em 
ação civil pública é de cinco anos: Na falta de dispositivo legal específico para a ação 
civil pública, aplica-se, por analogia, o prazo de prescrição da ação popular, que é o quin-
quenal (art. 21 da Lei n. 4.717/1965), adotando-se também tal lapso na respectiva exe-
cução, a teor da Súmula n. 150/STF. A lacuna da Lei n. 7.347/1985 é melhor suprida 
com a aplicação de outra legislação também integrante do microssistema de proteção 
dos interesses transindividuais, como os coletivos 101 e difusos, a afastar os prazos do 
Código Civil,

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