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Demonstrações
contábeis aplicadas ao
setor público (DCASP)
Autora
Cristiane Grella Cruz Corbetta
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Objetivos
Estabelecer a relação das demonstrações contábeis ao setor público e como elas são
aplicadas.
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Introdução à DCASP1
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As demonstrações contábeis aplicadas ao setor público (DCASP) representam as saídas das
informações geradas pela contabilidade pública. Por meio desses demonstrativos, conforme o
MCASP (STN, 2016, p. 363), objetiva-se
fornecer aos usuários informações sobre os resultados alcançados e outros dados de
natureza orçamentária, econômica, patrimonial e financeira das entidades do setor
público, em apoio ao processo de tomada de decisão, à adequada prestação de contas,
à transparência da gestão fiscal e à instrumentalização do controle social.
As DCASP previstas no MCASP e que serão detalhadas neste conteúdo são compostas pelos
demonstrativos previstos na Lei nº 4.320/1964, pelas demonstrações exigidas pela NBC T 16.6
– Demonstrações Contábeis, além das demonstrações exigidas pela LRF, a saber:
a. balanço orçamentário;
b. balanço financeiro;
c. balanço patrimonial;
d. demonstração das variações patrimoniais;
e. demonstração dos fluxos de caixa (DFC); e
f. demonstração das mutações do patrimônio líquido (DMPL).
Acrescentam-se às demonstrações supracitadas as notas explicativas, pois, conforme
destacado pelo MCASP, são parte integrante das demonstrações.
Conforme a NBC T 16.6 (CFC, 2012, p. 28),
Divulgação das demonstrações
contábeis
1.1
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A divulgação das demonstrações contábeis e de suas versões simplificadas é o ato de
disponibilizá-las para a sociedade e compreende, entre outras, as seguintes formas:
1. publicação na imprensa oficial em qualquer das suas modalidades;
2. remessa aos órgãos de controle interno e externo, a associações e a conselhos
representativos;
3. a disponibilização das Demonstrações Contábeis para acesso da sociedade em local
e prazos indicados;
4. disponibilização em meios de comunicação eletrônicos de acesso público.
Balanço orçamentário (BO)1.2
Balanço orçamentário
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O balanço orçamentário é uma demonstração contábil que apresenta as receitas e despesas
planejadas e realizadas durante determinado período, geralmente um exercício fiscal. Ele é
utilizado principalmente por entidades governamentais e organizações sem fins lucrativos
para acompanhar a execução do orçamento e avaliar o resultado das operações financeiras em
relação ao planejamento inicial.
Aqui estão os principais elementos do balanço orçamentário:
1. Receitas orçamentárias: representam todas as receitas planejadas e realizadas durante o
período. Isso inclui receitas tributárias, transferências de recursos, receitas de serviços
prestados, entre outros. As receitas orçamentárias planejadas são aquelas estimadas no
orçamento inicial, enquanto as receitas realizadas são aquelas efetivamente arrecadadas
durante o período.
2. Despesas orçamentárias: refletem todas as despesas planejadas e realizadas durante o
período. Isso inclui gastos com pessoal, custeio administrativo, investimentos e
transferências para outras entidades, entre outros. As despesas orçamentárias planejadas
são aquelas previstas no orçamento inicial, enquanto as despesas realizadas são aquelas
efetivamente pagas durante o período.
3. Resultado orçamentário: é a diferença entre as receitas orçamentárias realizadas e as
despesas orçamentárias realizadas durante o período. Um resultado orçamentário positivo
indica que as receitas foram maiores do que as despesas, resultando em superávit
orçamentário. Por outro lado, um resultado orçamentário negativo indica que as despesas
foram maiores do que as receitas, resultando em déficit orçamentário.
4. Análise e interpretação: o balanço orçamentário é uma ferramenta importante para avaliar
o desempenho financeiro e a eficácia do planejamento orçamentário. Ele permite que os
gestores identifiquem desvios em relação ao orçamento inicial e tomem medidas
corretivas, se necessário, para garantir o equilíbrio das finanças públicas ou institucionais.
Em resumo, o balanço orçamentário é uma demonstração contábil que resume as receitas e
despesas planejadas e realizadas durante um período específico, fornecendo uma visão
abrangente do resultado das operações financeiras em relação ao planejamento orçamentário
inicial.
O balanço é uma das principais demonstrações financeiras de uma empresa ou entidade, e
apresenta a posição financeira em determinado momento. É composto por dois lados
principais: o lado do ativo e o lado do passivo, que devem estar em equilíbrio, refletindo a
igualdade entre os recursos controlados pela empresa (ativos) e as fontes de financiamento
desses recursos (passivos e patrimônio líquido). Aqui está a estrutura típica de um balanço:
1. Lado do ativo:
Ativo circulante: inclui os bens e direitos que serão convertidos em dinheiro ou
consumidos no ciclo operacional normal da empresa, geralmente dentro de um
ano. Exemplos incluem caixa, contas a receber, estoques e investimentos de curto
prazo.
Ativo não circulante: compreende os bens e direitos que não são destinados a
serem realizados ou consumidos no curto prazo, ou seja, têm um ciclo de vida
superior a um ano. Isso inclui ativos tangíveis como propriedade, planta e
Estrutura1.2.1
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equipamento, ativos intangíveis como patentes e goodwill, e investimentos de
longo prazo.
2. Lado do passivo:
Passivo circulante: refere-se às obrigações que devem ser liquidadas no curto
prazo, geralmente dentro de um ano. Isso pode incluir contas a pagar,
empréstimos de curto prazo e obrigações tributárias.
Passivo não circulante: compreende as obrigações que não são devidas no curto
prazo, ou seja, têm um vencimento além de um ano. Isso pode incluir
empréstimos de longo prazo, debêntures e outras obrigações de longo prazo.
3. Patrimônio líquido:
Patrimônio líquido: representa o valor residual dos ativos da empresa, depois de
deduzidos todos os passivos. Ele inclui o capital social, lucros acumulados ou
retidos, reservas de lucros e outras contribuições dos acionistas.
É importante ressaltar que o lado do ativo lista os recursos que a empresa possui, enquanto o
lado do passivo e do patrimônio líquido indica de onde esses recursos vieram e quem tem
direito sobre eles. O equilíbrio entre o total do lado do ativo e o total do lado do passivo e
patrimônio líquido é fundamental para a integridade do balanço.
Elaboração1.2.2
Demonstrações contábeis
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O BO será elaborado com as seguintes classes e grupos do PCASP, conforme dispõe o MCASP
(STN, 2016, p.375):
a) Classe 5 (Orçamento Aprovado), Grupo 2 (Previsão da Receita e Fixação da Despesa); e
b) Classe 6 (Execução do Orçamento), Grupo 2 (Realização da Receita e Execução da Despesa).
Cabe destacar, como já visto, que o quadro principal demonstrará primeiro as receitas e depois
as despesas, confrontando o que foi previsto com o que de fato foi realizado.A apresentação
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tanto das receitas quanto das despesas será pela natureza. Além disso, a informação da
despesa também será complementada pela classificação funcional.
Balanço financeiro (BF)1.3
Balanço financeiro
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O balanço financeiro (BF) é uma demonstração contábil exigida pela Lei nº 4.320/1964 e pela
NBC T 16.6, além de prevista no MCASP, e tem a finalidade de evidenciar os ingressos e
dispêndios (entradas e saídas) de recursos financeiros, sejam eles orçamentários ou
extraorçamentários.
O BF é composto por um único quadro que evidencia a movimentação financeira das entidades
do setor público, e conforme o MCASP (STN, 2016, p. 376), demonstra:
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a) a receita orçamentária realizada e a despesa orçamentária executada, por fonte/destinação
de recurso, discriminando as ordinárias e as vinculadas;
a) os recebimentos e os pagamentos extraorçamentários;
b) as transferências financeiras recebidas e concedidas, decorrentes ou independentes da
execução orçamentária, destacando os aportes de recursos para o RPPS; e
c) o saldo em espécie do exercício anterior e para o exercício.
O balanço financeiro também tem a finalidade de apurar o resultado financeiro do período, e o
MCASP apresenta duas maneiras de cálculo desse resultado:
Quadro – Modo 1 de apuração do resultado financeiro
MODO 1
Saldo em espécie para o exercício seguinte
(-) Saldo em espécie do exercício anterior
= Resultado financeiro do exercício
Fonte: adaptado de STN (2016).
Quadro – Modo 2 de apuração do resultado financeiro
MODO 2
Receitas orçamentárias
(+) Transferências financeiras recebidas (+) Recebimentos extraorçamentários
(-) Despesa orçamentária
(-) Transferências financeiras concedidas (-) Pagamentos extraorçamentários
= Resultado financeiro do exercício
Fonte: adaptado de STN (2016).
O resultado financeiro do exercício não deve ser confundido com o superávit ou déficit financeiro
do exercício apurado no balanço patrimonial.
Em primeira análise, um resultado financeiro positivo é um indicador de equilíbrio financeiro;
contudo, o resultado financeiro positivo em si não indica que a gestão financeira da entidade
teve desempenho satisfatório. Da mesma forma, um resultado financeiro negativo também não
quer dizer que a gestão financeira da entidade foi insatisfatória. A regra é que o resultado
financeiro indique equilíbrio ou desequilíbrio financeiro, a depender se ele for superavitário ou
deficitário. Porém, nem sempre isso vai acontecer, pois devemos considerar outros aspectos,
como os patrimoniais e os orçamentários.
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Quadro – Ingressos
BALANÇO FINANCEIRO
EXERCÍCIO: 20XX
INGRESSOS
Nota Exercício
atual
Exercício
anterior
Receita Orçamentária (I)
Ordinária
Vinculada
Recursos vinculados à Educação
Recursos vinculados à Saúde
Recursos vinculados à Previdência Social – RPPS
Recursos vinculados à Previdência Social – RGPS
Recursos vinculados à Assistência Social
(...)
Outras destinações de recursos
Transferências financeiras recebidas (II)
Transferências recebidas para a execução orçamentária
Transferências recebidas independentes de execução
orçamentária
Transferências recebidas para aportes de recursos para o
RPPS
Transferências recebidas para aportes de recursos para o
RGPS
Recebimentos extraorçamentários (III)
Inscrição de restos a pagar não processados
Inscrição de restos a pagar processados
Depósitos restituíveis e valores vinculados
Outros recebimentos extraorçamentários
Saldo do exercício anterior (IV)
Caixa e equivalentes de caixa
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Depósitos restituíveis e valores vinculados
TOTAL (V) = (I + II + III + IV)
Fonte: elaborado pela autora.
Quadro – Dispêndios
EXERCÍCIO: 20XX
DISPÊNDIOS
Nota Exercício
atual
Exercício
anterior
Despesa orçamentária (VI)
Ordinária
Vinculada
Recursos destinados à Educação
Recursos destinados à Saúde
Recursos destinados à Previdência Social – RPPS
Recursos destinados à Previdência Social – RGPS
Recursos destinados à Assistência Social
(...)
Outras destinações de recursos
Transferências financeiras concedidas (VII)
Transferências concedidas para a execução orçamentária
Transferências concedidas independentes de execução
orçamentária
Transferências concedidas para aportes de recursos para o
RPPS
Transferências concedidas para aportes de recursos para o
RGPS
Pagamentos extraorçamentários (VIII)
Pagamentos de restos a pagar não processados
Pagamentos de restos a pagar processados
Depósitos restituíveis e valores vinculados
Outros pagamentos extraorçamentários
Saldo para o exercício seguinte (IX)
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Caixa e equivalentes de caixa
Depósitos restituíveis e valores vinculados
TOTAL (X) = (VI + VII + VIII + IX)
Fonte: elaborado pela autora.
Segundo o MCASP (STN, 2016, p. 381), o BF será elaborado utilizando-se as seguintes classes
do PCASP:
a) Classes 1 (Ativo) e 2 (Passivo) para os Recebimentos e Pagamentos Extraorçamentários de
Depósitos Restituíveis e Valores Vinculados, Saldo em Espécie do Exercício Anterior e Saldo em
Espécie para o Exercício Seguinte;
b) Classe 3 (Despesas – VPD) para as Transferências Financeiras Concedidas;
c) Classe 4 (Receitas – VPA) para as Transferências Financeiras Recebidas;
d) Classe 5 (Orçamento Aprovado) para a Inscrição de Restos a Pagar; e
e) Classe 6 (Execução do Orçamento) para a Receita Orçamentária, Despesa Orçamentária e
Pagamento de Restos a Pagar.
No BF o equilíbrio entre os ingressos e os dispêndios se dá por meio da soma do saldo em
espécie do exercício anterior, no lado dos ingressos, e do saldo em espécie para o exercício
seguinte, no lado dos dispêndios.
O MCASP (STN, 2016, p. 381) traz de que forma as informações no BF devem ser segregadas:
As receitas e despesas orçamentárias deverão ser segregadas quanto à destinação em
ordinárias e vinculadas. Deverão ser detalhadas, no mínimo, as vinculações à educação,
saúde, previdência social (RPPS e RGPS) e seguridade social. Como a classificação por
fonte/destinação de recursos não é padronizada para a Federação, cabe a cada ente
adaptá-la à classificação por ele adotada, criando uma linha para cada fonte /
destinação de recursos existente.
Ademais, deve-se tomar o cuidado de não incluir na linha de “outras destinações” um
montante superior a 10% do total da receita ou da despesa orçamentária.
Elaboração1.3.2
O balanço patrimonial (BP) é um demonstrativo exigido pela Lei nº 4.320/1964 e pela NBC T
16.6, além de previsto no MCASP, cuja finalidade é evidenciar, qualitativa e quantitativamente, a
situação patrimonial da entidade pública, bem como os atos potenciais que podem vir a afetá-
lo.
Cabe destacar que a estrutura não é diferente da prevista na legislação societária. O BP está
estruturado em ativo, passivo e patrimônio líquido (PL), o que muda são as formas de agrupar
os elementos patrimoniais.
Balanço patrimonial (BP)1.4
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Tabela - Balanço patrimonial
Ativo 30/jun/2017 31/dez/2016 Passivo 30/jun/2017 31/dez/2016
Circulante 547.021 535.369 Circulante 440.826 409.155
Disponibilidades 98.389 105.745 Empréstimos/debêntures207.285 197.004
Contas a receber 227.126 215.379 Fornecedores e cessão de
crédito
130.605 124.451
Estoques 181.939 185.880 Impostos e contribuições
sociais
27.418 25.188
Impostos a
recuperar
24.379 19.079 Obrigações sociais e
trabalhistas
37.441 27.155
Despesas
antecipadas
5.426 1.995 Adiantamentos de
clientes
16.123 17.977
Outros 9.762 7.291 Dividendos a pagar 370 915
Outros 21.584 16.465
Não circulante 706.814 701.991 Não circulante 533.808 589.746
Realizável a
longo prazo
260.294 247.847 Empréstimos/debêntures 340.961 389.657
Depósitos
judiciais
87.342 81.742 Fornecedores 73.465 68.990
Impostos a
recuperar
5.732 6.142 IR e CSLL Diferidos 18.564 3.250
Ativo tributário 28.337 26.735 Parcelamento de
obrigações tributárias
66.438 68.342
Créditos partes
relacionadas
92.449 89.423 Provisões 34.380 58.507
Recebíveis da
Eletrobrás
32.208 32.208
Outros ativos não
circulantes
14.226 11.615
Patrimônio líquido 279.201 238.459
Investimentos 277 243 Capital social 130.000 119.565
Imobilizado 426.560 433.348 Reservas de lucro 110.619 121.129
Intangível 19.683 20.553 Outros resultados
abrangentes
(3.845) (2.246)
Lucros acumulados 42.400 -
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Part. acionistas não
controladores
27 11
Total do ativo 1.253.835 1.237.360 Total do passivo 1.253.835 1.237.360
Fonte: jornalcontabil.com.br [https://www.jornalcontabil.com.br/noticia/25234/balanco-
patrimonial-entenda-do-que-se-trata] .
O balanço patrimonial é um dos demonstrativos mais importantes da contabilidade, pois
apresenta a “fotografia”, a situação da empresa em determinado momento no tempo, além de
seguir a mesma estrutura do setor privado, o que nos possibilita maior comparabilidade.
Portanto, por causa de sua importância, vamos apresentar as definições de cada item do BP.
1. Balanço patrimonial: o balanço patrimonial é uma das principais demonstrações
financeiras de uma empresa ou entidade, que apresenta a posição financeira em
determinado momento. Ele reflete os ativos (recursos controlados pela empresa), passivos
(obrigações da empresa) e o patrimônio líquido (diferença entre ativos e passivos),
garantindo que os recursos sejam adequadamente registrados e equilibrados.
2. Ativos: os ativos são recursos controlados pela empresa que têm valor econômico e do
qual se espera que gerem benefícios futuros. Eles incluem ativos circulantes (como caixa,
estoques, contas a receber) e não circulantes (como propriedade, planta, equipamento e
investimentos de longo prazo). Os ativos são listados no lado esquerdo do balanço
patrimonial.
3. Passivos: os passivos são as obrigações financeiras e econômicas da empresa para com
terceiros. Incluem passivos circulantes (como contas a pagar, empréstimos de curto
prazo) e não circulantes (como empréstimos de longo prazo, debêntures). Os passivos são
listados no lado direito do balanço patrimonial.
4. Patrimônio líquido: o patrimônio líquido é a diferença entre os ativos e os passivos de uma
empresa, e representa o valor residual dos ativos após a dedução de todas as obrigações.
Ele inclui o capital social, os lucros acumulados, as reservas de lucros e outras
contribuições dos acionistas. O patrimônio líquido é uma parte importante do balanço
patrimonial, mostrando a posição financeira da empresa em termos de propriedade dos
acionistas.
Definições1.4.2
O quadro principal do BP será construído com os saldos das contas contábeis de classe “1”
(ativo) e “2” (passivo e patrimônio líquido) do PCASP.
Cabe destacar que o resultado patrimonial do exercício apurado na DVP é transferido para
resultados acumulados no patrimônio líquido. Além disso, tanto os ativos quanto os passivos
(abrangendo também o PL) serão demonstrados sinteticamente com os 3º e 4º níveis do
PCASP.
O critério de disposição das contas no BP é bem objetivo: o ativo é apresentado em ordem
decrescente de liquidez (grau de conversibilidade em moeda), e o passivo, em ordem
decrescente de exigibilidade.
Elaboração1.4.3
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https://www.jornalcontabil.com.br/noticia/25234/balanco-patrimonial-entenda-do-que-se-trata
https://www.jornalcontabil.com.br/noticia/25234/balanco-patrimonial-entenda-do-que-se-trata
O MCASP (STN, 2016, p. 391) alerta que “os saldos das contas dos ativos e passivos são
apresentados no quadro principal por seus valores líquidos das respectivas deduções, como,
por exemplo, as contas de ativo imobilizado líquidas das depreciações”.
A demonstração das variações patrimoniais (DVP) é um demonstrativo exigido pela Lei
4.320/1964 e pela NBC T 16.6, além de previsto no MCASP, e possui a finalidade de evidenciar
as variações verificadas no patrimônio, apurando o resultado patrimonial do exercício.
A DVP será construída com os saldos das contas contábeis de classe “3” (despesa ou VPD) e
“4” (receita ou VPA) do PCASP. Para fins de consolidação da demonstração, as contas
intraorçamentárias devem ser excluídas; porém, para as demonstrações de apenas uma
unidade ou órgão, não há necessidade da exclusão.
O MCASP (STN, 2016, p. 393) destaca que a DVP poderá ser elaborada de acordo com um dos
dois modelos a seguir:
Modelo sintético
Facilita a visualização dos grandes grupos de variações patrimoniais que compõem o
resultado patrimonial. Esse modelo especifica apenas os grupos (2º nível de detalhamento do
PCASP), acompanhado de quadros anexos que detalham sua composição.
Modelo analítico
Detalha os subgrupos (3º nível de detalhamento do PCASP) das variações patrimoniais em um
único quadro.
A DVP tem função semelhante à demonstração do resultado do exercício (DRE) do setor
privado. No entanto, a DRE apura o resultado em termos de lucro ou prejuízo como uma das
principais medidas de desempenho da entidade. Por sua vez, o resultado patrimonial apurado
no setor público não figura como uma medida de desempenho, mas como um indicador de
quanto do serviço público ofertado à população alterou quantitativamente os elementos
patrimoniais. “A DVP permite a análise de como as políticas adotadas provocaram alterações
no patrimônio público, considerando-se a finalidade de atender às demandas da sociedade”
(STN, 2016, p. 393).
Demonstração das variações
patrimoniais (DVP)
1.5
Quadro – Modelo sintético
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
Exercício: 20XX
Nota Exercício
atual
Exercício
anterior
Variações patrimoniais aumentativas
Estrutura1.5.1
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Impostos, taxas e contribuições de melhoria
Contribuições
Exploração e venda de bens, serviços e direitos
Variações patrimoniais aumentativas financeiras
Transferências e delegações recebidas
Valorização e ganhos com ativos e desincorporação de
passivos
Outras variações patrimoniais aumentativas ---------------- -------------------
Total das variações patrimoniais aumentativas (I)
Variações patrimoniais diminutivas
Uso de bens, serviços e consumo de capital fixo
Variações patrimoniais diminutivas financeiras
Transferências e delegações concedidas
Desvalorização e perdas de ativos e incorporação de
passivos
Tributárias
Custo das mercadorias e produtos vendidos, e dos serviços
prestados
Total das variações Patrimoniais diminutivas (II)
RESULTADO PATRIMONIAL DO PERÍODO (III) = (I – II)
Variações patrimoniais diminutivas
Pessoal e encargos
Benefícios previdenciários e assistenciais
Fonte: adaptado de STN (2016).
Figura – Modelo analítico
DEMONSTRAÇÃO DAS VARIAÇÕES PATRIMONIAIS
Exercício: 20XX
Nota Exercício
atual
Exercício
anterior
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS AUMENTATIVAS
Impostos, taxas e contribuições de melhoria
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Impostos
Taxas
Contribuições de melhoria
Contribuições
Contribuições sociais
Contribuições de intervenção no domínio econômico
Contribuição de iluminação pública
Contribuições de interesse das categorias profissionais
Exploração e venda de bens, serviços e direitos
Vendas de mercadorias
Vendas de produtos
Exploração de bens, direitos e prestação de serviços
Variações patrimoniais aumentativas financeiras
Juros e encargos de empréstimos e financiamentos
concedidos
Juros e encargos de mora
Variações monetárias e cambiais
Descontos financeiros obtidos
Remuneração de depósitos bancários e aplicações
financeiras
Outras variações patrimoniais aumentativas – financeiras
Transferências e delegações recebidas
Transferências intragovernamentais
Transferências intergovernamentais
Transferências das instituições privadas
Transferências das instituições multigovernamentais
Transferências de consórcios públicos
Transferências do exterior
Execução orçamentária delegada de entes
Transferências de pessoas físicas
Outras transferências e delegações recebidas
Valorização e ganhos com ativos e desincorporação de
passivos
Reavaliação de ativos
Ganhos com alienação
Ganhos com incorporação de ativos
Desincorporação de passivos
Reversão de redução ao valor recuperável
Outras variações patrimoniais aumentativas
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VPA a classificar
Resultado positivo de participações
Reversão de provisões e ajustes para perdas
Diversas variações patrimoniais aumentativas
Total das variações patrimoniais aumentativas (I)
VARIAÇÕES PATRIMONIAIS DIMINUTIVAS
Pessoal e encargos
Remuneração a pessoal
Encargos patronais
Benefícios a pessoal
Outras variações patrimoniais diminutivas - pessoal e
encargos
Benefícios previdenciários e assistenciais
Aposentadorias e reformas
Pensões
Benefícios de prestação continuada
Benefícios eventuais
Políticas públicas de transferência de renda
Outros benefícios previdenciários e assistenciais
Uso de bens, serviços e consumo de capital fixo
Uso de material de consumo
Serviços
Depreciação, amortização e exaustão
Variações patrimoniais diminutivas financeiras
Juros e encargos de empréstimos e financiamentos obtidos
Juros e encargos de mora
Variações monetárias e cambiais
Descontos financeiros concedidos
Outras variações patrimoniais diminutivas – financeiras
Transferências e delegações concedidas
Transferências intragovernamentais
Transferências intergovernamentais
Transferências a instituições privadas
Transferências a instituições multigovernamentais
Transferências a consórcios públicos
Transferências ao exterior
Execução orçamentária delegada de entes
Outras transferências e delegações concedidas
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Desvalorização e perdas de ativos e incorporação de
passivos
Redução a valor recuperável e ajuste para perdas
Perdas com alienação
Perdas involuntárias
Incorporação de passivos
Desincorporação de ativos
Tributárias
Impostos, taxas e contribuições de melhoria
Contribuições
Custo das mercadorias e produtos vendidos, e dos serviços
prestados
Custos das mercadorias vendidas
Custos dos produtos vendidos
Custos dos serviços prestados
Outras variações patrimoniais diminutivas
Premiações
Resultado negativo de participações
Incentivos
Subvenções econômicas
Participações e contribuições
Constituição de provisões
Diversas variações patrimoniais diminutivas
Total das variações patrimoniais diminutivas (II)
RESULTADO PATRIMONIAL DO PERÍODO (III) = (I – II)
Fonte: adaptado de STN (2016).
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Demonstração dos fluxos de caixa
(DFC)
1.6
Demonstração de fluxo de caixa
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As demonstrações dos fluxos de caixa são uma das principais demonstrações financeiras de
uma empresa e fornecem informações cruciais sobre a movimentação de caixa e equivalentes
de caixa durante um período contábil específico. Essas demonstrações são essenciais para
entender como a empresa gera e utiliza o dinheiro ao longo do tempo. Aqui está uma
explicação detalhada sobre as demonstrações dos fluxos de caixa:
1. Objetivo: o principal objetivo da demonstração dos fluxos de caixa é fornecer informações
sobre a capacidade da empresa de gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como sobre as
mudanças em sua posição financeira líquida. Ela revela as fontes de caixa (recebimentos)
e como esse dinheiro é usado (pagamentos), incluindo operações comerciais, atividades
de investimento e atividades de financiamento.
2. Três principais categorias de fluxo de caixa:
Fluxo de caixa das atividades operacionais: refere-se às transações principais
relacionadas à geração de receitas e ao pagamento de despesas operacionais.
Isso inclui recebimentos de clientes, pagamentos a fornecedores e despesas com
salários, entre outros.
Fluxo de caixa das atividades de investimento: envolve as transações
relacionadas à compra e venda de ativos de longo prazo, como propriedade,
planta, equipamentos e investimentos de capital.
Fluxo de caixa das atividades de financiamento: inclui as transações relacionadas
ao financiamento da empresa, como emissão ou recompra de ações, pagamento
de dividendos, emissão ou reembolso de empréstimos e financiamento de longo
prazo.
3. Métodos de preparação:
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Método direto: neste método os fluxos de caixa são diretamente relatados, ou
seja, as entradas e saídas de caixa são listadas explicitamente. Isso requer uma
análise detalhada das transações financeiras da empresa.
Método indireto: neste método o lucro líquido é ajustado para converter as
transações baseadas em accrual (como depreciação, amortização e mudanças no
capital de giro) em fluxos de caixa operacionais. Esse método é mais comumente
utilizado devido à sua praticidade e simplicidade.
4. Importância:
Tomada de decisão: as demonstrações dos fluxos de caixa auxiliam os gestores e
investidores na tomada de decisões financeiras informadas, fornecendo uma
visão clara da capacidade da empresa de gerar caixa e financiar suas operações.
Avaliação de solidez financeira: elas ajudam a avaliar a saúde financeira de uma
empresa, mostrando se ela é capaz de pagar suas dívidas, financiar investimentos
e distribuir dividendos aos acionistas.
Transparência financeira: as demonstrações dos fluxos de caixa promovem a
transparência nas operações financeiras da empresa, fornecendo informações
detalhadas sobre a movimentação de caixa e equivalentes de caixa.
Tabela – Fluxo de caixa
Exemplo 1 1T 2T 3T 4T
A- Saldo inicial R$ 100.000 R$ 52.639 R$ 19.468 R$ 185.021
B- Entradas R$ 650.000 R$ 1.191.406 R$ 2.325.965 R$ 4.544.854
C- Saídas R$ 536.250 R$ 982.910 R$ 1.919.746 R$ 3.749.505
C.1- Despesas administrativas R$ 65.000 R$ 119.141 R$ 232.697 R$ 454.485
C.2 - Fornecedores de mercadorias R$ 97.500 R$ 178.711 R$ 349.045 R$ 681.728
C.3- Impostos R$ 48.750 R$ 89.355 R$ 174.522 R$ 340.864
C.4 - Despesas com pessoas R$ 325.000 R$ 595.703 R$ 1.163.48 R$ 2.272.427
D- Fluxo de caixa operacional R$ 213.759 R$ 261.135 R$ 426.687 R$ 980.370
E- Geração de caixa operacional R$ 113.750 R$ 208.496 R$ 407.219 R$ 795.349
E.1- Investimentos R$ 2.000.000
E.2- Desinvestimentos
F- Geração de caixa de investimentos R$ 2.000.000 R$ 0 R$ 0 R$ 0
G- Fluxo de caixa de investimentos R$ 1.786.250 R$ 261.135 R$ 426.687 R$ 980.370
G1- Captações R$ 2.000.000
G1- Juros R$ 50.000 R$ 75.000 R$ 75.000 R$ 75.000
G4- Amortizações R$ 111.111 R$ 166.667 R$ 166.667 R$ 166.667
Estrutura1.6.1
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H- Geração de caixa financeiro R$ 1.838.889 R$ 241.667 R$ 241.667 R$ 241.667
I- Fluxo de caixa financeiro R$ 52.639 R$ 19.468 R$ 185.021 R$ 738.703
J- Geração de caixa líquida R$ 47.361 R$ 33.171 R$ 165.552 R$ 553.683
L- Saldo final R$ 52.639 R$ 19.468 R$ 185.021 R$ 738.703
Fonte: istoe.com.br [https://istoe.com.br/como-ter-o-controle-financeiro-da-sua-empresa-
parte-3-fluxo-de-caixa/] .
A ciência contábil prevê a elaboração da DFC pelos métodos direto e indireto. Contudo, no
setor público a elaboração deve ser pelo direto, com a finalidade de demonstrar as alterações
no caixa (engloba equivalentes de caixa) ocorridas no período. Para tal, as movimentações no
caixa podem ser separadas nos seguintes fluxos, de acordo com as atividades da entidade:
1. operacionais;
2. de investimento; e
3. financiamento.
O MCASP (STN, 2016, p. 405) informa que “a soma dos três fluxos deverá corresponder à
diferença entre os saldos iniciais e finais de Caixa e Equivalentes de Caixa do exercício de
referência”.
Elaboração1.6.2
Demonstração das mutações no
patrimônio líquido (DMPL)
1.7
Demonstrações das mutações
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A demonstração das mutações no patrimônio líquido (DMPL) tem o objetivo de demonstrar a
evolução do patrimônio líquido da entidade, evidenciando as transações que afetaram os itens
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https://istoe.com.br/como-ter-o-controle-financeiro-da-sua-empresa-parte-3-fluxo-de-caixa/
https://istoe.com.br/como-ter-o-controle-financeiro-da-sua-empresa-parte-3-fluxo-de-caixa/
que compõem o PL durante o exercício analisado. Segundo o MCASP (STN, 2016, p. 406),
dentre os itens demonstrados, podemos citar:
1. os ajustes de exercícios anteriores;
2. as transações de capital com os sócios, por exemplo: o aumento de capital, a aquisição ou
venda de ações em tesouraria e os juros sobre capital próprio;
3. o superávit ou déficit patrimonial;
4. a destinação do resultado, por exemplo: transferências para reservas e a distribuição de
dividendos; e
5. outras mutações do patrimônio líquido.
Além disso, a DMPL permite cumprir as exigências da LRF (art. 4º), uma vez que complementa
o anexo de metas fiscais (AMF), integrante do projeto de lei de diretrizes orçamentárias (LDO).
“A DMPL é obrigatória para as empresas estatais dependentes, desde que constituídas sob a
forma de sociedades anônimas, e facultativa para os demais órgãos e entidades dos entes da
Federação” (STN, 2016, p. 406).
Tabela - DMPL
Descrição Capital Reservas Lucros ou
Prejuízos
Acumulados
Total
Subscrito A
realizar
Realizado Capital Lucros
Saldo em 31/12 do
ano anterior
Ajustes de
exercícios
anteriores
Aumentos de
Capital
Reversões de
reservas
Lucro líquido do
Exercício
Destinações do
lucro
Reservas
Dividendos
Saldos em 31/12 do
ano atual
Estrutura1.7.1
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Fonte: editalconcursosbrasil.com.br
[https://editalconcursosbrasil.com.br/blog/contabilidade_o-que-e-dmpl/] .
A DMPL será construída com os saldos das contas contábeis de classe “2” e grupo “3” do
PCASP, ou seja, as contas iniciadas em ‘23’.
A DMPL é uma demonstração matricial, portanto, o preenchimento de cada célula do quadro
deve harmonizar as informações das colunas com os detalhamentos das linhas. A informação
para se conjugar coluna com linha pode ser extraída por diversas fontes, a saber: contas de
controle, atributos de contas, detalhes complementares ou outra forma definida pelo ente.
O MCASP (STN, 2016, p. 409) destaca alguns detalhes sobre a apresentação da DMPL:
Nas colunas, são apresentadas as contas contábeis das quais os dados devem ser
extraídos, enquanto as linhas delimitam o par de lançamentos de tais contas. Por
exemplo, supondo um aumento de capital em dinheiro, o preenchimento da coluna
“Patrimônio Social/Capital Social” e da linha “Aumento de Capital” deverá extrair os
dados do respectivo par de lançamentos com as contas “1.1.1.0.0.00.00 – Caixa e
Equivalentes de Caixa” e “2.3.1.0.0.00.00 – Patrimônio Social e Capital Social”.
Elaboração1.7.2
Notas explicativas1.8
Nota explicativa
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"https://player.vimeo.com/video/974411992".
As notas explicativas (NE) nada mais são do que informações adicionais às apresentadas
pelas demonstrações contábeis, ou seja, elas explicam as informações contidas nos
demonstrativos, facilitando a sua compreensão. Em razão disso, tanto o MCASP quanto a NBC
T 16.6 enfatizam que as NE são parte integrante das demonstrações contábeis.
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https://editalconcursosbrasil.com.br/blog/contabilidade_o-que-e-dmpl/
https://editalconcursosbrasil.com.br/blog/contabilidade_o-que-e-dmpl/
Segundo a NBC T 16.6 (CFC, 2012, p. 30), “as informações contidas nas notas explicativas
devem ser relevantes, complementares ou suplementares àquelas não suficientemente
evidenciadas ou não constantes nas demonstrações contábeis”.
As NE “englobam informações de qualquer natureza exigidas pela lei, pelas normas contábeis e
outras informações relevantes não suficientemente evidenciadas ou que não constam nas
demonstrações” (STN, 2016, p. 409).
A NBC T 16.6 prevê que as NE devem incluir:
os critérios utilizados na elaboração das demonstrações contábeis;
as informações de naturezas patrimonial, orçamentária, econômica, financeira, legal,
física, social e de desempenho; e
outros eventos não suficientemente evidenciados ou não constantes nas referidas
demonstrações.
Por sua vez, o MCASP (STN, 2016, p. 409) sugere que as notas explicativas sejam
apresentadas na seguinte ordem:
a) Informações gerais:
i. Natureza jurídica da entidade.
ii. Domicílio da entidade.
iii. Natureza das operações e principais atividades da entidade.
iv. Declaração de conformidade com a legislação e com as normas de contabilidade
aplicáveis.
b) Resumo das políticas contábeis significativas, por exemplo:
i. Bases de mensuração utilizadas, por exemplo: custo histórico, valor realizável líquido,
valor justo ou valor recuperável.
ii. Novas normas e políticas contábeis alteradas.
iii. Julgamentos pela aplicação das políticas contábeis.
c) Informações de suporte e detalhamento de itens apresentados nas demonstrações
contábeis pela ordem em que cada demonstração e cada rubrica sejam apresentadas.
d) Outras informações relevantes, por exemplo:
i. Passivos contingentes e compromissos contratuais não reconhecidos;
ii. Divulgações não financeiras, tais como: os objetivos e políticas de gestão do risco
financeiro da entidade; pressupostos das estimativas;
iii. Reconhecimento de inconformidades que podem afetar a compreensão do usuário
sobre o desempenho e o direcionamento das operações da entidade no futuro;
iv. Ajustes decorrentes de omissões e erros de registro.
Estrutura1.8.1
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Recapitulando
Neste conteúdo vimos que o balanço patrimonial é um dos demonstrativos mais importantes
da contabilidade, pois apresenta a “fotografia”, a situação da empresa em determinado
momento no tempo, além de seguir a mesma estrutura do setor privado, o que nos possibilita
maior comparabilidade.
Todos os documentos e registros que demonstram a situação patrimonial das empresas são
fundamentais para a análise e administração das soluções a serem empregadas em
determinados momentos. Através delas pode-se entender melhor a situação financeira e a
saúde dasorganizações, por isso a importância e obrigatoriedade das demonstrações
contábeis.
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Autoria
Autora
Contadora e consultora financeira e empresarial. Graduada em Ciências Contábeis, com
especialização em Gestão de Pessoas voltada para o campo de Recrutamento e Seleção.
Ministrou aulas para cursos de Contabilidade e Administração, e hoje atua na contabilidade
geral de empresas, oferecendo consultoria e ministrando cursos voltados ao
empreendedorismo.
Cristiane Grella Cruz Corbetta
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Glossário
Cujo saldo é negativo; que contém ou pode provocar déficit: economia deficitária. O que falta
para alcançar determinado valor ou quantidade numérica. Em que há diferença entre o que se
prevê e o que realmente existe. Fonte: dicio.com.br/deficitario
[https://www.dicio.com.br/deficitario/] .
Que ocasiona ou contém superávit; em que há diferença, para mais, entre a despesa e o que foi
arrecadado, valor recebido. Fonte: dicio.com.br/superavitario
[https://www.dicio.com.br/superavitario/] .
Deficitário
Superavitário
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https://www.dicio.com.br/deficitario/
https://www.dicio.com.br/deficitario/
https://www.dicio.com.br/superavitario/
https://www.dicio.com.br/superavitario/
Bibliografia
CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC). NBC TSP Estrutura Conceitual. Brasília: CFC,
2016. Disponível em: cfc.org.br [http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTSPEC.doc] .
Acesso em: 21 mar. 2017.
MOTA, F. G. L. Contabilidade aplicada ao setor público: aspectos patrimoniais. Brasília: Gestão
Pública, 2015.
PISCITELLI, R. B.; TIMBÓ, M. Z. F. Contabilidade pública: uma abordagem da administração
financeira pública. 13. ed. São Paulo: Atlas, 2014.
SECRETARIA DO TESOURO NACIONAL (STN). Manual de Contabilidade aplicada ao Setor
Público – MCASP. 7. ed. Brasília: STN, 2016.
Bibliografia Clássica
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http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTSPEC.doc
http://www1.cfc.org.br/sisweb/SRE/docs/NBCTSPEC.doc

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